sábado, 14 de janeiro de 2012

Teste sua memória e contribua com o maior experimento do mundo sobre o assunto

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, em parceria com o jornal britânico The Guardian, lançaram esta semana um teste online de memória para coletar dados do público para um estudo de longo prazo sobre o assunto – possivelmente o maior já feito até agora.
“Com essa experiência, pretendemos compreender como é que somos normalmente capazes de recordar experiências parecidas sem nos confundirmos. Muitos eventos podem ter elementos em comum, mas geralmente somos muito bons em distinguir uns dos outros. Nosso experimento é projetado para estudar o impacto da sobreposição desses elementos”, explica Jon Simon, do Departamento de Psicologia Experimental de Cambridge, que lidera o estudo. Ele já avisa que, por isso, é provável que os participantes se confundam e cometam erros no teste – e não há nada com que se preocupar. Além disso, o teste não se destina a ser usado como uma ferramenta de diagnóstico para problemas de memória.
O teste, que dura só alguns minutos, investiga características da memória de longo prazo. Qualquer pessoa pode participar pelo site http://www.guardian.co.uk/memorystudy (em inglês) e todos os dados serão coletados de forma anônima. Os participantes vão analisar palavras apresentadas na tela e diferentes aspectos de sua memória para essas palavras serão avaliados, gerando uma pontuação que pode ser compartilhada no Facebook ou Twitter. Além de permitir que você saiba mais sobre a sua própria memória e contribua com a ciência, o teste é bem bacana para dar uma ideia de como são os experimentos que os pesquisadores conduzem em seus laboratórios.
A expectativa é conseguir coletar dados de milhões de pessoas de todo o mundo. “Acreditamos que o experimento será interessante e divertido para os participantes, mas, além disso, os resultados anônimos que vamos obter contribuirão com uma grande quantidade de dados úteis para nossa pesquisa e poderá proporcionar um avanço real em nosso conhecimento sobre memória”, disse Simon.
Superinteressante.com

Mexa-se! Hormônios recém-descobertos amplia os efeitos de exercícios físicos

Hormônios ajudam a controlar tudo, desde as vezes em que sentimos fome até o ritmo cardíaco. Dezenas deles já foram descritos e agora há mais um novo em cena, que pode ajudar a explicar alguns dos benefícios saudáveis dos exercícios e apontar o caminho para prevenir a obesidade e o diabetes. A descoberta foi descrita na internet na quarta-feira na revista Nature.
 Os exercícios trazem inúmeros benefícios para o corpo e a mente, mas o mecanismo que os dispara até agora permanecia um mistério. “Havia um sentimento na área de que o exercício 'conversa' com vários tecidos do corpo", Bruce Spiegelman, biólogo celular do Dana-Farber Cancer Institute e coautor do novo estudo, relata em uma declaração preparada. “Mas a questão é: de que forma?”
Spiegelman e seus colegas descobriram que o exercício, em camundongos e em seres humanos, desencadeia mudanças sinalizadoras que incluem a produção de um hormônio jamais descrito antes. Eles batizaram o novo hormônio de irisina, em honra à deusa mensageira Iris, por sua habilidade de enviar informações aos tecidos circundantes no organismo.
E as mensagens que a irisina carrega não são triviais; parecem levar a efeitos positivos no corpo. Um aumento de irisina ajuda a transformar a gordura branca na mais benéfica e metabolicamente ativa gordura marrom, que queima mais calorias. Parece também deixar o corpo mais sensível à glicose, uma capacidade importante para evitar o diabetes.
No estudo, pesquisadores descobriram que o exercício aumenta a produção da proteína que regula o metabolismo que, por sua vez, estimula a expressão da proteína que pode produzir o novo hormônio, cuja localização descobriu-se ser as membranas externas das células musculares.
Os efeitos do exercício na produção de hormônio parecem ser duradouros. Mesmo após 12 horas de descanso, camundongos que experimentaram um regime de três semanas de exercícios tinham 65% mais irisina no sangue que os que não se exercitaram. E pessoas que praticaram dez semanas de exercícios de resistência, duplicaram o volume de irisina no sangue em relação aos que não se exercitaram.
Mas os cientistas se indagaram se este hormônio poderia imitar alguns dos efeitos do exercício, sem que os sujeitos precisassem subir na esteira. Para descobrir isso, injetaram em um grupo de camundongos obesos, pré-diabéticos, alimentados com uma dieta com alto teor de gordura, o equivalente de aumento de irisina que teriam ao se exercitar. Após dez dias de injeções esses animais perderam algum peso e ficaram mais sensíveis à glicose, tudo isso sem exercício. E uma dessecação posterior mostrou que o pico de hormônio não teve nenhum efeito biológico negativo.
“É provável que a irisina seja responsável por, pelo menos, alguns efeitos benéficos do exercício sobre o escurecimento dos tecidos adiposos e aumento do gasto energético”, Spiegelman e seus colegas observaram no artigo. Esta descoberta poderia ajudar a explicar um pouco da “queima posterior” de calorias adicionais após atividade vigorosa.
Mesmo que o hormônio prove ser seguro para ser tomado como complemento por seres humanos, não substituirá todas as vantagens de frequentar a academia. Mas pode ajudar as pessoas a combater a obesidade e manter-se mais sensível à glicose, combatendo, assim, o diabetes. Os cientistas agora ainda investigam os possíveis efeitos do hormônio baseado em exercícios em outras doenças, incluindo doenças neurodegenerativas, e licenciaram a descoberta para a Ember Therapeutics (a empresa cofundada por Spiegelman) para o desenvolvimento de medicamentos.
Scientific American.com

DNA rastreia origens da humanidade

Até onde se consegue chegar com uma árvore genealógica? Um projeto internacional de análise de DNA humano tem mostrado ser possível rastrear as origens da humanidade em até 150 mil anos. A partir de amostras do código genético coletadas entre diversas etnias, o Projeto Genográfico, realizado pelas empresas IBM e National Geographic, já reuniu 350 mil amostras de DNA desde 2005 e, com isso, tem conseguido registrar dados sobre a história migratória da raça humana.
Na imagem: (Casal coleta amostras de DNA para enviar
pelo correio à equipe do Genográfico)

Quer saber de onde você veio? Basta comprar o kit por US$ 100 e enviar uma amostra de células da boca pelo correio. O participante recebe um número e depois entra no site do projeto para descobrir a história antropológica de seus ancestrais diretos – onde viviam e como emigraram pelo mundo há milhares de anos.
Além disso, o projeto conta com um consórcio de 11 equipes de pesquisa de várias regiões do mundo que fazem a coleta e análise do DNA das amostras nas suas respectivas áreas. O Brasil está entre elas e já soma mais de 2 mil DNAs registrados. O objetivo final é criar um banco de dados global sobre a variação genética dos seres humanos e suas informações antropológicas, como línguas, costumes sociais etc.
História Viva.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Frase

NASA propõe 14 medidas para reduzir o aquecimento global

A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) desenvolveu um estudo que propõe maneiras de reduzir o aquecimento global. O trabalho indica 14 medidas que o planeta deve adotar para amenizar as intensas mudanças climáticas
De acordo com o estudo, uma ação que conseguisse combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem acarretaria na redução do aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050. Além disso, poderiam ser evitadas mortes por doenças respiratórias e o cenário aumentaria a produtividade agrícola.
O estudo da NASA foi publicado na revista "Science". Segundo os cientistas, compensa investir nas medidas propostas, pois os custos poderiam ser maiores em saúde pública e agricultura. Entre as propostas estão incluídas a substituição de fornos a carvão e controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Os estudiosos acreditam que o combate ao gás metano ajudaria os produtores rurais, pois estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, o que prejudica a respiração das plantas. "As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam", disse o líder do trabalho, Drew Shindell, da NASA, à Folha de S Paulo. "Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá", completa.
Segundo os cálculos dos estudiosos, a produção mundial de alimentos poderia aumentar de 30 milhões a 130 milhões de toneladas, caso o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente devido o combate ao metano.
Apesar deste ser o gás-estufa mais forte ele não é o mais abundante. A fuligem também contribui para a mudança climática, principalmente, quando se acumula sobre a neve e o gelo, pois atrapalha a capacidade da água congelada refletir radiação para fora da Terra.
O estudo ainda adverte que apesar de focarem nestes dois poluentes, as emissões de carbono devem sim ser reduzidas, o mais rápido possível. "Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século."
Saiba quais são as 14 propostas da NASA:
CONTRA O METANO
1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão.
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo.
3. Reduzir vazamentos em gasodutos.
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa.
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações.
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco.
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas.
CONTRA A FULIGEM
1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais.
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel.
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre.
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa.
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás.
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes.
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes.
Exame.com

Estação Espacial Internacional manobra para evitar colisão

Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) terão de manobrá-la nesta sexta-feira para desviar do lixo espacial gerado pelo choque entre dois satélites em 2009. A colisão com um fragmento de satélite pode danificar seriamente a estrutura e os painéis solares da estação.
A manobra será feita por meio de propulsores do chamado 'módulo de serviço Zvezda', que vão fazer a ISS elevar-se 1,5 quilômetro em sua órbita em torno da Terra. A correção da órbita acontecerá às 14h10 no horário de Brasília. Com isso, a estação estará a salvo de um dos pedaços que sobraram do satélite americano Iridium-33, que, desativado, bateu violentamente na carcaça do satélite militar russo Kosmos-2251 em 10 de fevereiro de 2009. Foi a primeira vez que dois satélites colidiram.
Lixo espacial - Os destroços que restaram do acidente estão entre os cerca de 500 mil detritos espaciais que podem causar riscos e são monitorados em tempo real pela Nasa, a agência espacial americana. A maioria do lixo espacial na órbita da Terra é formada por pedaços de satélites e outros aparelhos que têm até 10 centímetros de diâmetro.
Apesar do pouco tamanho, esses detritos viajam a velocidades até 30 vezes maiores do que uma bala de revólver e podem causar sérios danos a satélites ativos e a veículos tripulados, como a ISS. 
Em junho de 2011, os astronautas da missão já haviam se abrigado em uma cápsula de fuga de emergência, a Soyuz, enquanto a estação atravessava uma nuvem de detritos.
A tripulação atual da ISS é composta por seis astronautas: os russos Oleg Kononenko, Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin; os americanos Donald Pettit e Daniel Burbank; e o holandês André Kuipers.
Veja.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Frase

China e Índia irão construir maior telescópio do mundo

A China e a Índia firmaram um acordo para construir um telescópio gigante, que será o maior do mundo em 2018. Ele ficará no topo do vulcão de Mauna Kea, no Havaí.
Esta é a primeira vez que as nações asiáticas se aliam para construir um telescópio, que ajudará os astrônomos em pesquisas sobre a origem do universo, por exemplo. O Thirty Meter Telescope (TMT) será tão poderoso que permitirá aos cientistas ver anos luz de distância.
É a primeira vez que ambas as nações asiáticas participam de um projeto para construção de um instrumento óptico tão grande e que deverá explorar as fronteiras da astronomia. Quando pronto, o telescópio vai permitir aos cientistas investigar objetos a 13 bilhões de anos-luz de distância -- 1 ano-luz equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.
BBC Brasil.com

Organização ambientalista "esconde" espécies ameaçadas em floresta tropical

A organização ambientalista WWF lançou uma nova campanha publicitária na França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados em uma floresta tropical.
O observador precisa encontrar os animais escondidos em meio à folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas.
Eles foram escondidos de várias formas: um tronco de uma árvore pode ser um dos animais, uma folhagem com detalhes pode ser outro.
Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar.
As imagens foram espalhadas no sistema de metrô de Paris e também foram publicadas na revista Lonely Planet.
Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los.
"O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais", afirmou.
BBC Brasil.com

Diversidade de plantas no semi-árido é fundamental para atenuar o aquecimento

Estudo que envolveu 50 pesquisadores, inclusive dois brasileiros, concluiu que quanto mais espécies de plantas em zonas de clima árido e semi-árido, mais fácil de preservar o ecossistema, pois aumenta a capacidade delas executarem diferentes funções como manter a fertilidade do solo, controlar a erosão e regular e o clima. De acordo com o estudo, a preservação da diversidade de plantas nestes pontos do planeta pode atenuar as mudanças climáticas e o processo de desertificação.
“Embora já houvesse evidências de que a biodiversidade é importante para o bom funcionamento dos ecossistemas, este é o primeiro trabalho a avaliar explicitamente relações entre a função do ecossistema e da biodiversidade em condições naturais, em uma escala global em zonas secas”, afirmou Roberto Romão, professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana, que participou do estudo publicado nesta quinta-feira pelo periódico científico Science.
Os pesquisadores tiveram como base mais de 2600 de amostras de solo e 224 observações diretas em ecossistemas naturais espalhados em todos os continentes, exceto na Antártida. “Neste estudo, analisou-se 14 variáveis relacionadas com o ciclo de elementos, tais como carbono, nitrogênio e fósforo, que por sua vez, são bons indicadores do funcionamento dos ecossistemas, como manutençãode fertilidade do solo, controle de erosão, regulaçãodo clima através do fixação do CO2 atmosférico.”, explicou.
As zonas áridas são de grande importância mundial pois cobrem 41% da superfície terrestre, abrigam 38% da população humana, e tem uma grande importância para a manutenção da biodiversidade global, uma vez que nelas estão 20% dos principais centros de diversidade de plantas e 30% das principais áreas de aves endêmicas.
“Estes ecossistemas são também muito vulneráveis às alterações climáticas e à desertificação, dois dos principais problemas ambientais enfrentados pela humanidade”, pontuou Romão. E completou: “Nesse sentido, os resultados indicam que o aquecimento global que sofre o planeta diminuirá a funcionalidade das zonas áridas, com um impacto negativo na sua capacidade de produzir serviços essenciais para a manutenção da vida no planeta”.
IG Ciência.com 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Frase

A invasão dos "drones"

Há dez anos, os drones pareciam pertencer mais à saga Guerra nas Estrelas, do que à realidade. Mas o fato é que os aviões não tripulados já representam 31% da frota militar dos Estados Unidos. E mais: são um negócio em franca expansão, tanto para veteranas do setor, como a Boeing, como para empresas menos conhecidas, como a General Atomics.
De acordo com um documento divulgado hoje pelo site da Wired, a invasão dos drones acelerou nos últimos anos. Em 2005, por exemplo, apenas 5% da frota militar americana era formada por essas aeronaves. Hoje, há 7.494 drones em operação, contra 10.767 aviões pilotados.
Em um país onde a indústria bélica tem a força, os drones também se tornaram um mercado bilionário. Nos últimos dez anos, esse negócio movimentou 26 bilhões de dólares. E há potencial para muito mais. A Força Aérea americana estima que, em 2020, o mercado mundial de drones alcance 55 bilhões de dólares – sendo 77% dele dominado pelos Estados Unidos.
Como tudo que envolve dinheiro, várias empresas já iniciaram uma corrida para dominar a maior fatia desse mercado. Já em 2009, um relatório divulgado pela Forbes informava que a Boeing, por exemplo, espera alcançar 1 bilhão de dólares em faturamento nesse mercado, por volta de 2015. A operação é tocada por meio da Insitu, uma controlada que começou como construtora de bases de lançamento.
Mas, ao lado de medalhões como a maior fabricante de aviação dos Estados Unidos, estão concorrentes relativamente novos nesse mercado. Um dos casos de maior sucesso é o da GAA, controlada pela companhia de energia atômica General Atomics.
Criada em 1993, a GAA é responsável pelo desenvolvimento de um dos maiores sucessos do mundo dos drones, o Predator – um avião de ataque já utilizado em missões no Paquistão e no Iêmen, entre outros lugares. Atualmente, as Forças Armadas americanas possuem 161 deles.
Exame.com

Via Láctea abriga pelo menos 100 bilhões de planetas

A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui pelo menos 100 bilhões de planetas, de acordo com um estudo que será publicado nesta quinta-feira no periódico britânico Nature. A equipe internacional de cientistas descobriu que há em média um planeta para cada estrela na galáxia. Isso significa que existem pelo menos 1.500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. O estudo também concluiu que existem mais planetas do tamanho da Terra do que gigantes gasosos, como Júpiter.
Os resultados são baseados em seis anos de observações. No estudo, os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente, que tira vantagem do próprio movimento das estrelas. Se uma passa em frente à outra, a gravidade daquela que está mais à frente desvia a luz da estrela que está ao fundo. Como resultado, o astro mais próximo da Terra atua como uma lente gigante, amplificando a luz da estrela mais distante. Um planeta que acompanha a estrela mais próxima pode ajudar a aumentar o brilho da estrela distante. Esse brilho adicional revela o planeta, que normalmente seria pequeno e apagado demais para ser observado por telescópios e outras técnicas de observação.
Dos 40 eventos analisados pelos cientistas, três mostraram evidências de exoplanetas, como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. Por meio de análise estatística, a equipe descobriu que uma a cada seis estrelas tinha um companheiro com a mesma massa de Júpiter. Metade das estrelas observadas tinham mundos parecidos com Netuno e dois terços eram orbitadas por exoplanetas de massa parecida com a da Terra.
Segundo os autores do estudo, os resultados das principais técnicas de detecção de planetas estão convergindo rapidamente para um resultado em comum. "Exoplanetas são comuns em nossa galáxia, e os planetas menores são mais abundantes que os grandes", disse o astrônomo da Nasa Stephen Kane, coautor da pesquisa. "São resultados que encorajam a procura por planetas habitáveis".
Veja.com

Rússia busca a água mais pura do mundo

Cientistas russos estão próximos de alcançar a superfície de um lago subterrâneo na Antártida isolado há aproximadamente 15 milhões de anos. Sua água doce, saturada de oxigênio como nenhuma outra no planeta, pode abrigar formas de vida pré-históricas, espécies de bactérias que sobreviveram a diversas mudanças climáticas e geológicas e podem ajudar a explicar a origem da vida na Terra e a possibilidade de sua existência em outros planetas.
Europa, uma das luas de Júpiter, por exemplo, tem gelo em sua superfície e pode ter água em estado líquido no subsolo, graças ao calor que vem do núcleo do astro. São condições similares às encontradas no lago Vostok, que está quase quatro quilômetros abaixo do gelo do continente, tem 300 quilômetros de comprimento e possui até mil metros de profundidade em alguns pontos.

"Essa água é provavelmente a mais antiga do planeta. Não temos provas concretas, mas os dados indicam que, no fundo do lago, deve haver formas de vida como extremófilos", afirmou a cientista chefe da expedição do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas da Rússia, Valery Lukin. O Vostok é o maior dos mais de 100 lagos subterrâneos na Antártida e foi descoberto em 1957 pelos russos, feito classificado como um dos mais importantes achados geográficos do século 20. Desde então, muitas tentativas para chegar à sua superfície foram feitas, mas a pressão do gelo, as temperaturas extremas e o temor de contaminar uma fonte de tamanha importância científica impossibilitaram a pesquisa até agora.
A atual  tentativa, agora próxima do sucesso, começou em novembro de 2011. "A perfuração foi reiniciada em 2 de janeiro. Neste tempo, avançamos 16 metros", afirmou Lukin. A previsão é de que a sonda alcance seu objetivo nas próximas duas ou três semanas.
Os cientistas afirmam ainda que os resultados da exploração ajudarão a prever as mudanças climáticas na Terra durante os próximos séculos, já que o Vostok guarda a memória climática dos últimos séculos.
EXTREMÓFILOS
São organismos que conseguem sobreviver em condições extremas, que matariam a grande maioria dos seres vivos conhecidos. Grandes profundidades no mar, leitos de vulcões ativos e ambientes ácidos, ricos em arsênio ou com pouco oxigênio são alguns exemplos de ambientes extremos. Normalmente, micróbios são os únicos organismos que conseguem sobreviver nesses ambientes inóspitos.
Estudando como isso acontece, os cientistas buscam prever como a vida pode se desenvolver em outros planetas, como Marte, que não tem uma atmosfera como a da Terra. Eles podem explicar ainda como a vida começou em nosso planeta.
Veja.com

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Frase

Para virar superpotência, China vai enviar homem à Lua

Quase 40 anos após a última missão tripulada à lua, realizada pelos Estados Unidos, o governo chinês confirmou a intenção de enviar seus astronautas ao satélite. O objetivo é tornar o país asiático uma superpotência espacial.
O projeto chinês tem ambições que vão desde fazer descobertas tecnológicas à criação de uma base para vôos espaciais tripulados, de acordo com o documento publicado na última quinta-feira. 
Em 5 anos, o país espera enviar um veículo não-tripulado à lua. A chegada dos primeiros taikonautas, como são chamados os astronautas da China, deve acontecer por volta de 2025. 
O país, inclusive, já conseguiu enviar dois satélites até a órbita lunar, que serviram apenas para recolher informações fotográficas. 
Uma das coisas que mais chama a atenção é o contraste entre a ambição chinesa e o “hiato desconfortável” da NASA, lembra o jornal inglês The Guardian. 
Em julho deste ano, a agência espacial norte-americana encerrou seu programa de ônibus espaciais e, entre outros fatores, perdeu habilidade em enviar seus astronautas ao espaço. 
“A emergência da China tem o potencial para ameaçar o prestígio dos EUA no espaço”, diz o jornal inglês.
A ambição chinesa contrasta muito com a atual decadência da Nasa!!! 
Exame.com 

Carta de Beethoven será apresentada ao público na Alemanha

 Uma valiosa carta, assinada por Ludwig van Beethoven, será apresentada ao público no próximo dia 18 de janeiro pelo Instituto Brahms, anunciou nesta segunda-feira a instituição na cidade de Lübeck.
Segundo o diretor da instituição, Wolfgang Sandberger, a carta possui um valor estimado entre 100 mil e 150 mil euros e integra parte de uma ampla coleção que a pedagoga musical Renate Wirth (1920-2011), bisneta do destinatário da carta, deixou de herança à associação do Instituto Brahms.
No escrito, datado em julho de 1823, Beethoven (1770-1827) pede ajuda ao compositor e harpista Franz Anton Stockhausen para encontrar um comprador para a partitura da então recém acabada 'Missa Solemnis', considerada pelo próprio músico como uma de suas obras mais significativas.
carta, com uma extensão de três páginas - amareladas e quebradiças devido à passagem do tempo -, é a peça mais valiosa da coleção que a família Stockhausen conseguiu salvar das duas guerras mundiais, algo em torno de 20 caixas de arquivo.
Entre estes objetos de grande valor, figuram partituras, exemplares de ensaio, programas de concertos, listas manuscritas do repertório do Joachim-Quartet, talvez o quarteto mais importante da época em Brahms, algumas fotos e uma batuta de marfim do músico Julius Stockhausen.
Para o instituto, que não investiga somente o trabalho de Johannes Brahms, mas também sobre todos os músicos de seu entorno, este legado tem um valor musicológico enorme, já que reflete toda a importância que a família Stochkhausen possuía.
O filho de Franz Anton Stockhausen, Julius (1826-1906), foi cantor e figura chave do gênero 'lied' alemão, ao ser o primeiro a interpretar, ao lado de Brahms (1833-1897), os ciclos completos de 'Die Winterreise' ('Viagem de Inverno') e 'Die schöne Müllerin' ('A Bela Moleira'), do compositor austríaco Franz Schubert.
A carta de Beethoven, enviada quatro anos antes de sua morte para Stockhausen em Paris, será apresentada publicamente na quarta-feira da próxima semana no Instituto Brahms, com sede no Conservatório Superior de Música de Lübeck, no norte da Alemanha.
A preciosa carta poderá ser vista pelo público até o próximo dia 29, no museu do instituto.
Exame.com

Relógio do Apocalipse é ajustado em 1 minuto e chega a 23h55

O Relógio do Apocalipse aproximou-se mais da meia-noite. Cientistas atômicos que atualizam seus ponteiros sempre que consideram que os riscos de uma catástrofe nuclear ou climática têm um impacto sobre o tempo de vida de nosso planeta o ajustaram para cinco minutos para a meia-noite. Em 2010, a previsão era mais otimista, e o relógio marcava seis minutos para a meia-noite.
Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.
Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. "A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática", afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.
"A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre", disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.
Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.
Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. "A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática", afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.
"A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre", disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.
A maior preocupação dos cientistas são os impactos do desastre do qual foi vítima o Japão, em 2011 e a proliferação de programas nucleares. Eles também acreditam que a Coreia do Norte é motivo de preocupação e, assim como outros países que apresentam problemas para a comunidade global, é um sintoma de um problema na realidade maior e global e defendem que é necessário que tanto países com programas nucleares quanto as nações sem programas nucleares precisam agir imediatamente.
Em 2007, devido à ameaça representada pelos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, além do renovado interesse dos EUA em usar armas nucleares, o relógio marcava cinco minutos para a meia-noite. Neste mesmo ano, os cientistas adicionaram o fator mudança climática ao cálculo para definir o Relógio do Apocalipse.
Os esforços da comunidade global para reduzir o arsenal nuclear e limitar as consequências negativas da mudança climática surtiram efeito e, em 2010, o relógio foi atrasado em um minuto, marcando seis minutos para a meia-noite. Mas agora, segundo os cientistas, a comunidade global teve um retrocesso devido a políticas que não parecem levar em conta o bem-estar do planeta.
"Nos EUA, a política está nos guiando e não a lógica", disse Krauss, sobre a posição do país quanto a mudança climática. Mas o grupo de cientistas lembra que os EUA não estão sozinhos ao assumirem esta postura
A maior preocupação dos cientistas são os impactos do desastre do qual foi vítima o Japão, em 2011 e a proliferação de programas nucleares. Eles também acreditam que a Coreia do Norte é motivo de preocupação e, assim como outros países que apresentam problemas para a comunidade global, é um sintoma de um problema na realidade maior e global e defendem que é necessário que tanto países com programas nucleares quanto as nações sem programas nucleares precisam agir imediatamente.
Em 2007, devido à ameaça representada pelos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, além do renovado interesse dos EUA em usar armas nucleares, o relógio marcava cinco minutos para a meia-noite. Neste mesmo ano, os cientistas adicionaram o fator mudança climática ao cálculo para definir o Relógio do Apocalipse.
Os esforços da comunidade global para reduzir o arsenal nuclear e limitar as consequências negativas da mudança climática surtiram efeito e, em 2010, o relógio foi atrasado em um minuto, marcando seis minutos para a meia-noite. Mas agora, segundo os cientistas, a comunidade global teve um retrocesso devido a políticas que não parecem levar em conta o bem-estar do planeta.
"Nos EUA, a política está nos guiando e não a lógica", disse Krauss, sobre a posição do país quanto a mudança climática. Mas o grupo de cientistas lembra que os EUA não estão sozinhos ao assumirem esta postura.
O Relógio do Apocalipse foi criado poucos anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, em 1947, como um método de alertar o mundo quanto à vulnerabilidade do planeta. Desde que foi criado, o relógio tem variado entre dois a 17 minutos na sua previsão do apocalipse. Os ponteiros do relógio apontaram para o prognóstico mais desesperador em 1953, indicando apenas dois minutos para a temível meia-noite. O motivo disso foi que, no ano anterior, os Estados Unidos testaram a Bomba H, uma bomba de hidrogênio capaz de exterminar a raça humana. Nove meses depois, os soviéticos repetiram o experimento.
Com o fim da Guerra Fria e a queda do império soviético, o Relógio do Apocalipse começou a apresentar previsões mais otimistas. A melhor delas, até agora, foi em 1991, quando os ponteiros marcavam 17 minutos para o fim do mundo. O motivo disso foi que, naquele ano, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado para a Redução de Armas Estratégicas.
Site Terra

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Frase

Londres prepara primeira Olimpíada sustentável da história

Os preparativos para os jogos olímpicos de Londres estão a todo o vapor!!!
É como dizia aquele velho comercial: o tempo passa, o tempo voa. Faltam apenas 200 dias para os Jogos Olímpicos de Londres. E se os últimos quatro anos voaram, imaginem essas duas centenas de dias. Não vamos nem ver passar. Quando nos dermos conta, já estaremos assistindo a cerimônia de abertura do maior espetáculo esportivo do mundo, no dia 27 de julho.
A capital inglesa é a primeira sede a incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do planejamento. Antes disso, somente os jogos de inverno de Vancouver, havia aderido à proposta.
O projeto para a olimpíada de 2012 é ir além do “verde” deixando um legado positivo para as comunidades e para o meio ambiente.
Segundo a comissão coordenadora do evento esportivo, alguns pré-requisitos foram levados em consideração durante toda a elaboração da estrutura para os jogos, como: utilizar estruturas já existentes sempre que possível; construir novas estruturas apenas quando forem úteis em longo prazo após os jogos e usar construções temporárias para o restante; incentivar a mudança e uma vida mais sustentável em todo o território inglês.
Para garantir que os três pilares que formam a sustentabilidade sejam priorizados em todas as etapas de planejamento dos jogos olímpicos de Londres, os dirigentes contaram com o apoio da ONG ambiental WWF. Assim foi criado o Plano de Sustentabilidade Londres 2012, com cinco temas principais:
1. Alterações Climáticas – Minimizar as emissões de gases de efeito estufa, garantindo facilidade para que as próximas gerações sejam capazes de lidarem com os impactos das mudanças climáticas.
2. Resíduos – Minimizar o desperdício em todas as fases do projeto, garantir que não haja resíduos enviados para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novas infraestruturas de tratamento de resíduos na área ocidental de Londres.
3. Biodiversidade – Minimizar o impacto dos jogos sobre a vida selvagem e dos seus habitats nas áreas ao redor dos centros esportivos.
4. Inclusão – Promover o acesso a todos e celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando novas oportunidades de emprego, formação e negócios.
5. Vida saudável – Inspirar pessoas em todo o país a assumirem e desenvolverem as práticas esportivas, estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis.
Todos estes pré-requisitos são controlados e certificados pela norma britânica 8901: Especificação de Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Além disso, os ingleses já disponibilizaram o Relatório de Sustentabilidade Londres 2012: Um caminho para a mudança, no qual estão inclusas as propostas colocadas em prática durante 2011.
O Rio de Janeiro sediará os jogos olímpicos seguintes aos de Londres e a intenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a sustentabilidade também esteja presente em todo o projeto nacional. O mesmo está ocorrendo nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que pretende se tornar a “Copa Verde”.
Exame.com

Emissão de gases pode adiar próxima Era do Gelo

O aumento da emissão de gases que aceleram o efeito estufa poderá atrasar a chegada da próxima era do gelo, de acordo com um estudo publicado no periódico britânico Nature Geoscience. A pesquisa foi realizada em conjunto pelas universidades de Cambridge e University College London, ambas da Inglaterra, e pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
O atual período quente da Terra começou há 11.000 anos e, seguindo o padrão pré-histórico, deveria dar lugar a outra era do gelo em 1.500 anos. A previsão é feita com base em modelos astronômicos que mostram o padrão orbital da Terra com todas suas flutuações nos últimos milhões de anos.
Os cientistas afirmam que há atualmente uma concentração muito grande de gases que aceleram o efeito estufa, aprisionando o calor solar na atmosfera da Terra. Essa concentração é muito maior do que o observado há milhões de anos. No passado havia 280 partes por milhão de gás carbônico na atmosfera. Atualmente, são 390 partes por milhão. Por causa disso, acreditam os autores do estudo, as forças que causariam o resfriamento natural do planeta provavelmente não conseguirão dar início à próxima era do gelo no tempo previsto pelos modelos astronômicos.
Pode parecer uma boa notícia, mas um dos autores do estudo, o geólogo Jim Channel, da Universidade da Flórida, diz que o cenário é preocupante. De acordo com Channel, as calotas de gelo da Antártida já estão desestabilizadas pelo aquecimento global. Quando elas derreterem e se tornarem parte do oceano, haverá um aumento dramático no nível dos oceanos. "O estudo mostra a importância do controle das emissões e como o gás carbônico vem influenciando o ciclo natural da Terra por milhões de anos", destacaram os autores.
PARA LEMBRAR:  EFEITO ESTUFA
O efeito estufa ocorre quando alguns gases da atmosfera aprisionam a radiação infravermelha. Esse efeito faz o planeta ficar mais quente, assim como uma estufa de plantas mantém a temperatura interior mais alta. O efeito estufa é causado por gases como o gás carbônico, o metano e o óxido nítrico. Quanto mais gases desse tipo existirem em suspensão, mais o ar retém o calor. É por isso que os gases do efeito estufa podem acelerar o aquecimento global.
Veja.com

domingo, 8 de janeiro de 2012

Aquecimento dos oceanos também ameaça a pesca

O aumento da temperatura da superfície dos oceanos limita o movimento de nutrientes e, como conseqüência, diminui a produção de peixes. O prejuízo afetará o cotidiano de bilhões de pessoas, como aponta o relatório Rumo à Recuperação e Sustentabilidade dos Grandes Ecossistemas Marinhos do Mundo durante as Alterações Climáticas, produzido pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
O documento faz projeções em longo prazo sobre os efeitos das mudanças climáticas nos grandes ecossistemas marinhos, que incluem bacias hidrográficas e estuários, e indica que a limitação da ressurgência, movimento ascendente dos nutrientes das águas profundas e mais frias, afetará principalmente os grandes ecossistemas marinhos de países em latitudes mais quentes da Ásia, África e América Latina. As regiões dependem dos recursos costeiros e produção de peixes para segurança alimentar e outros meios de subsistência.
As temperaturas das superfícies aumentaram em 61 dos 64 grandes ecossistemas marinhos entre 1982 e 2006, como aponta o relatório. Cerca de um terço das áreas cobertas por eles teve temperatura elevada de duas a quatro vezes mais rápido do que indicam as tendências de aquecimento global do IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU. Além disso, o tamanho médio dos peixes está diminuindo, apesar do aumento de pesca em águas mornas.
A recomendação da ONU é que se estabeleçam níveis sustentáveis de captura em latitudes mais quentes e medidas imediatas de precaução para:
- sustentar a pesca marinha;
- restaurar e proteger os habitats costeiros, incluindo sumidouros de carbono, e
- reduzir a carga de poluição.
National Geographic.com

Será que os ETs moram nas luas de Saturno?

O ano começou com um espetáculo de luzes maior do que qualquer árvore de Natal foi capaz de proporcionar em 2011. A Nasa, agência espacial americana, divulgou no fim do ano passado imagens com nitidez inédita de três das 62 luas conhecidas de Saturno. Dentre elas está a maior de todas, Titã, alvo de grande interesse científico por ser a única que tem uma atmosfera, semelhante à que existiu na Terra no passado – assim, poderia abrigar vida. Dione e Encélado são os outros dois satélites naturais retratados, dignos de atenção semelhante por conta de suas características pouco convencionais em comparação às da nossa Lua.
As fotos foram produzidas pela sonda Cassini. Lançada em 1997, ela chegou à órbita de Saturno em 2004. No conjunto de imagens enviadas, algumas surpresas, como flagrantes de uma Lua passando em frente ou por trás de outra. Observações desse tipo são essenciais para o estudo das órbitas desses satélites – período em que eles circundam o planeta.
Esses corpos celestes normalmente são gelados e sem atmosfera, daí o magnetismo da gigante Titã para atrair telescópios em todo o mundo. A atmosfera da maior lua de Saturno é rica em nitrogênio, que forma uma grossa camada sobre o corpo gelado (a temperatura beira os 180oC negativos) e uma névoa constante. A enorme lua tem ainda um sistema climático, com chuvas de metano caindo do céu e formando lagos. Por conta dessas e outras características, cientistas especulam que Titã possa ser um dos melhores lugares no nosso sistema solar para encontrar vida fora da Terra. No caso do nosso planeta, a presença de metano indica atividade orgânica, por isso poderia indicá-la também em vários cantos do universo.
Outra das luas fotografadas, Dione guarda mistérios, mas é menos complexa. Tem um dos hemisférios cheio de crateras, além de uma intricada cadeia de penhascos de gelo. Terceiro maior satélite natural de Saturno, está a uma distância do planeta muito parecida com a que separa a Lua e a Terra. Bem menor é Encélado. Com 505 quilômetros de diâmetro, sexta maior entre todas, ela se diferencia por ter tanto gelo que reflete 100% da luz do Sol que recebe, o que lhe garante um lugar de destaque entre os corpos mais brilhantes do sistema solar. Com nome inspirado num gigante na mitologia grega, possui cenário de ficção científica. Estranhos gêiseres de gelo entram constantemente em erupção no polo sul do satélite. Eles são impulsionados por misteriosas forças no interior da lua. Cientistas especulam que um oceano corra sob a crosta congelada, tornando-o outro candidato a abrigar vida extraterreste – a presença de água em estado líquido é também indicativo de atividade biológica.
As descobertas do Cassini agradaram tanto aos astrônomos que a missão foi estendida para durar até maio de 2017. A princípio, ela só ficaria na órbita de Saturno até 2008, prazo que se estendeu para 2010 e, recentemente, foi mais uma vez prorrogado. A Nasa e outros participantes da missão, como a Agência Espacial Europeia, acreditam que há muito mais a ser descoberto sobre as luas e os anéis do planeta, distante mais de 1 bilhão de quilômetros da Terra. “Foi mais um ano de viagens frutíferas por esse magnífico setor do nosso sistema solar”, disse Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens do Cassini. A sonda tem duas câmeras a bordo, que captam imagens em alta resolução mesmo a milhões de quilômetros de distância.
O próximo sobrevoo sobre um satélite deve ocorrer no fim do mês. A sonda vai novamente focar suas lentes em Titã, a mais provável casa de vida extraterrestre em nosso sistema solar. Assim, pode ser que até 2017 os cientistas saibam responder a uma das mais aflitivas perguntas da humanidade: “Estamos sós?"

Isto É. com

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Frase

"Todo problema é uma forma mental que a mente mantém.
Os problemas deixam de existir quando os esquecemos".
                                                        (Samael Aun Weor)

Memória e raciocínio começam a diminuir perto dos 40

Memória e raciocínio parecem começar a diminuir perto dos quarenta anos, muito antes do estimado até agora, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira, 6, na revista médica britânica British Medical Journal.
Aumento da expectativa de vida leva à necessidade de entender processos cognitivos - Reuters
Aumento da expectativa de vida leva à necessidade de entender processos cognitivos.
Até agora, acreditava-se que a perda ou diminuição das faculdades mentais começava aos 60 anos, mas a nova pesquisa situa essa deterioração muito antes.
A análise dos dados foi conduzida por especialistas do Centro de Investigação em Epidemiologia e Saúde da População de França e da University College de Londres, que estudaram a saúde mental de mais de sete mil pessoas em um período de dez anos.
O estudo foi focado em funcionários públicos do Reino Unido, com idades entre 45 e 70 anos no início da investigação, que foi realizada entre os anos de 1997 e 2007 e levou em conta os diferentes níveis educacionais dos voluntários.
As funções cognitivas foram avaliadas três vezes ao longo do período, a fim de avaliar a memória, o vocabulário, a audição e a compreensão. Entre as tarefas solicitadas, estavam escrever o maior número de palavras que pudessem lembrar começando com a letra S e a maior quantidade de nomes de animais.
Todas as pontuações cognitivas, com exceção do vocabulário, começaram a diminuir em todos os grupos de idades estudados e os autores puderam detectar que a queda foi mais rápida entre os mais velhos.
"A expectativa de vida continua aumentando e entender o envelhecimento cognitivo será um dos grandes desafios deste século", concluem os autores.
Os especialistas também destacaram a importância de levar uma vida saudável, já que isso traz benefícios a longo prazo. "Existe um consenso de que aquilo que é bom para o coração, também é para a cabeça", dizem.
Estadão.com

Ilha da Dinamarca é totalmente abastecida com energia limpa

Na costa da Dinamarca, Samso, uma ilha que abriga pouco mais de 4 mil pessoas, produz 100% da energia que consome com fontes renováveis. E mais um pouco. O que sobra é repassado à rede pública, vendido no mercado de carbono e exportado para a parte continental por meio de cabos submarinos – que antes levavam petróleo e gás para abastecer os habitantes do local.

Tudo começou em 1997, quando a ilha ganhou um concurso do Ministério Dinamarquês de Ambiente e Energia. Mais tarde, o projeto recebeu financiamento e, com a dedicação e articulação dos moradores, foi possível construir 21 turbinas eólicas em terra e em alto mar.
Os moradores que investiram parte de suas terras para a instalação de turbinas eólicas hoje ganham dinheiro com o excedente. O lucro obtido com a geração de energia limpa é investido em obras sociais e o local tem um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo.
De cada 10 casas de Samso, sete usam vento ou sol para produzir sua energia. A ilha tornou-se referência para estudiosos do assunto e exemplifica discussões sobre a viabilidade do uso de energias limpas no abastecimento de outros lugares do mundo. Será que é possível aplicar este exemplo em cidades maiores?
Superinteressante.com

Mercúrio pode ser um dos culpados das grandes extinções

Cientistas já sabem bastante sobre a maior extinção da Terra que aconteceu 250 milhões de anos atrás quando rápidas mudanças climáticas varreram quase todas as espécies marinhas e a maioria das terrestres. Agora, eles descobriram um novo culpado provavelmente envolvido na destruição: um influxo de mercúrio no ecossistema.
"Ninguém havia pesquisado se o mercúrio era um culpado em potencial. Aquela foi a época da maior atividade vulcânica na Terra e sabemos hoje que a maior fonte de mercúrio vem das erupções", diz Steve Grasby, coautor do artigo publicado no Geology. "Estimamos que o mercúrio liberado poderia ser 30 vezes mais do que a atividade atual, tornando o evento catastrófico". Grasby é pesquisador da Natural Resources Canadá e professor da Universidade de Calgary.
Para Benoit Beauchamp, professor de geologia da Universidade de Calgary, o estudo é significativo porque pela primeira vez o mercúrio foi relacionado como causa da extinção massiva no final do período permiano.
Durante o final do permiano, o sistema que regula os oceanos ficou sobrecarregado com o mercúrio contribuindo para a perda de 95% da vida no mar.
"Tipicamente, algas enterram o mercúrio nos sedimentos, reduzindo o efeito nos oceanos", dizem os autores. "mas neste caso, a carga era tão grande que não foi possível conter os danos".
Cerca de 250 milhões de anos atrás, antes dos dinossauros  e quando toda a terra formava um grande continente, a maioria da vida nos oceanos e na Terra foi dizimada. A ideia aceita em geral é que erupções vulcânicas ajudaram a liberar CO2 e toxinas mortais.
A deposição de taxas de mercúrio poderia ter sido significativamente mais alta no fim do permiano comparada com a causada pelas emissões de hoje. Em alguns casos, níveis de mercúrios no oceano no fim do permiano eram similares àquelas encontradas perto de lagoas altamente contaminadas próximas a fundições, onde o sistema aquático é severamente danificado.
"Estamos aumentando os níveis com as emissões industriais. Isso serve de alerta para nós na Terra hoje", dizem os autores.
O estudo também mostra a tenacidade da vida. "É também a história de uma recuperação. Após a sobrecarga do sistema e da destruição da maioria das formas de vida, os oceanos ainda foram capazes de se limpar e começar uma nova fase de vida", dizem os autores.
Estadão.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nasa começa ano colocando duas sondas na órbita da Lua para missão inédita

O pessoal da NASA não pôde celebrar o ano novo com champanhe (álcool é proibido por lá), mas teve motivos extras para comemorar. É que as sondas gêmeas do Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (ou Grail em inglês, que também significa “graal”) finalmente completaram a viagem de três meses e quase 4,2 milhões de quilômetros percorridos e entraram na órbita da Lua neste fim de semana. “A NASA recebe o ano novo com uma nova missão de exploração”, disse Charles Bolden, administrador da NASA. “As naves gêmeas Grail vão expandir vastamente nosso conhecimento da Lua e da evolução do nosso planeta”, completou.
Lançadas em setembro, as sondas irão mapear o interior do satélite natural da Terra em uma missão inédita que custará 496 milhões de dólares e deve durar 82 dias e começar em março – mas pode ser prorrogada se as naves, alimentadas por bateria solar, resistirem ao eclipse solar de junho.
Nos próximos dois meses, as naves terão suas órbitas ajustadas. Elas ficarão a 200 quilômetros de distância uma da outra, mas esse valor deve variar. E é essa variação que interessa aos pesquisadores. É que, na Lua, existem áreas de maior e menor gravidade graças a características visíveis, como montanhas e crateras, ou invisíveis, como massas ocultas sob a superfície. Essas mudanças na gravidade farão com que as naves diminuam ou aumentem levemente sua velocidade, e isso vai modificar a distância que as separa. Sinais de rádio transmitidos pelas duas espaçonaves irão fornecer aos cientistas as medidas exatas dessa variação e, com isso, será possível criar o mais preciso mapa do campo gravitacional lunar já feito. E, com esse mapa, os cientistas poderão deduzir o que há embaixo da superfície da Lua, incluindo o tamanho de um possível núcleo interior.
“Embora, desde a década de 1970, tenhamos enviado mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre a sua superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre ela”, disse Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que é a pesquisadora-chefe do programa Grail, em coletiva de imprensa. Entre as coisas que os cientistas ainda não sabem está o motivo de o lado oculto da Lua (ou aquele que não pode ser visto da Terra) ser tão diferente do lado visível. A resposta, acreditam eles, deve estar no interior do nosso satélite.
A missão Grail também pretende descobrir se a Terra já teve uma segunda lua. Astrônomos acreditam que algumas das marcas na superfície da Lua poderiam ser resultado de uma colisão com um satélite menor.
Superinteressante.com

Sea Shepherd obstrui baleeiro japonês nas águas da Antártida

O grupo ecologista Sea Shepherd conseguiu obstruir as atividades de um baleeiro japonês nas águas da Antártida pela primeira vez na atual temporada de caça aos cetáceos, informou nesta quinta-feira (5) a Agência de Pesca japonesa.
Dois botes do Bob Barker, uma das três embarcações do grupo desenvolvidas para boicotar a ação dos navios japoneses, cruzaram na última quarta-feira mais de 30 vezes à frente da proa do Yushin Maru com a clara intenção de impedir sua correta navegação.
O navio japonês, um dos que se dedicam à chamada "caça científica de baleias", chegou a disparar um canhão de água nas embarcações como advertência, informou a agência do Ministério da Agricultura japonês.
Essa foi a primeira obstrução produtiva por parte da Sea Shepherd depois que um de seus três navios enviados à região, o Brigitte Bardot, ficasse inutilizado por causa de uma forte onda.
Em 2011, o país asiático suspendeu dois meses antes do previsto a pesca de cetáceos nas águas da Antártida devido ao assédio de Sea Shepherd, que nos últimos anos articulou inúmeras abordagens aos baleeiros japoneses. Para impedir estas ações, o Japão anunciou que navios da Agência de Pesca iriam proteger seus baleeiros nesta temporada.
A organização ambiental, por sua vez, anunciou que desenvolveria uma das mais intensas campanhas contra os baleeiros japoneses nas águas da Antártida. A ideia é arruinar a temporada de caça de cetáceos e, principalmente, conseguir sua suspensão.
O Japão decidiu abandonar a caça de baleias em 1986 por uma moratória internacional, porém, retomou a atividade um ano depois alegando propósitos científicos. As expedições dos baleeiros na Antártida são coordenadas pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos.
A caça de baleias já gerou inúmeras críticas ao Japão. A Austrália, por exemplo, já fez uma denúncia na Corte Internacional de Justiça de Haia por considerar que o motivo desta pesca é exclusivamente comercial.
IG Ciência.com

Descoberto "mundo perdido" da vida submarina na Antártida

Uma estrela do mar de sete pontas, um misterioso polvo pálido e um novo tipo de caranguejo yeti fazem parte do vital ecossistema descoberto no fundo marinho, perto da Antártida, informaram cientistas britânicos.
As espécies, detalhadas esta semana na revista on-line PloS Biology, foram vistas pela primeira vez em 2010, quando os pesquisadores fizeram descer um veículo robótico para explorar a cordilheira submarina Dorsal da Scotia Oriental, nas profundezas do Oceano Atlântico Sul, entre a Antártida e o extremo da América do Sul.
Nesta zona escura e remota são encontrados os respiradouros hidrotérmicos, mananciais das profundezas que jorram líquido a temperaturas de até 382ºC e nos quais foram descobertas formas incomuns de vida em outras partes do mundo.
"Os respiradouros hidrotermais abrigam animais que não são encontrados em nenhuma outra parte do planeta, que obtêm sua energia não do sol, mas de substâncias químicas, com o sulfeto de hidrogênio", disse o cientista principal, Alex Rogers, da Universidade de Oxford.
"O primeiro estudo destes respiradouros particulares no Oceano Atlântico Sul, perto da Antártida, revelou um 'mundo perdido' quente e escuro, onde proliferam comunidades inteiras de organismos marinhos desconhecidos", acrescentou.
Os respiradouros ou fontes hidrotermais foram descobertos em 1977 nas Ilhas Galápagos.
As últimas descobertas de vida submarina incluem vários tipos novos de anêmonas e um polvo sem identificação, bem como um novo tipo de estrela do mar, avistadas alimentando-se da fauna arredor dos respiradouros. Os peixes só foram avistados na periferia das áreas quentes.
Os cientistas também ficaram intrigados com o que não encontraram, como minhocas gigantes, mexilhões, caranguejos, vôngoles e camarões vistos antes em outros respiradouros de águas profundas nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.
A diferença de espécies sugere que as condições geográficas da região tornam únicas certas formas de vida, que não puderam migrar para outras partes do fundo marinho do planeta.
"Estes resultados são uma prova a mais da rica biodiversidade que se encontra em todos os oceanos do mundo", disse Rogers.
"Onde quer que olhemos, seja nos arrecifes de coral das águas tropicais iluminadas pelo sol ou nos respiradouros da Antártida mergulhados em uma escuridão eterna, encontramos ecossistemas únicos que temos que entender e proteger", acrescentou.
A pesquisa, publicada na edição on-line da revista PLoS Biology, foi feita por cientistas da Universidade de Oxford, da Universidade de Southampton e do British Antarctic Survey.
Jornal do Brasil.com

Material "Lunar" é encontrado na Terra

O último dos três minerais trazidos da Lua pelos astronautas das missões Apollo da Nasa, a agência espacial americana, foi encontrado na Terra. A tranquillitita se junta agora aos minerais armalcolita e ao piroxferroíta. Ao identificar os minerais, em 1969, os cientistas acreditavam que eles não existiam no nosso planeta. Nos anos seguintes, porém, dois deles foram encontrados. Quarenta anos depois, a tranquillitita foi encontrada na Austrália. Os cientistas acreditam que deve haver mais do mineral, composto por ferro, oxigênio, silício, zircônio, titânio e outros elementos, em outros lugares do mundo.
O mineral, que é avermelhado e tem a forma de minúsculas agulhas, foi coletado há dois anos, por acidente. O tempo entre a descoberta e o anúncio serviu para estudar o raro mineral e confirmar que se trata do mesmo encontrado no nosso satélite natural. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Geology.
A tranquillitita deve seu nome ao Mar da Tranquilidade (Mare Tranquillitatis em latin), região da Lua onde as missões Apollo pousaram. Agora, o mineral já foi encontrado em seis pontos da Austrália ocidental, em rochas como a dolerita, conhecida popularmente como granito negro.
"De fato, suspeitamos que a tranquillitita logo será reconhecida em rochas similares à dolerita no mundo todo", afirmou Birger Rasmussen, cientista que liderou a pesquisa. "É incrível que a tranquillitita exista há todo esse tempo em rochas na Terra e que tenham se passado 40 anos desde que foi encontrado na Lua para que fosse detectada aqui", avaliou ainda.
O tranquillitita aparece em quantidades minúsculas e não possui valor econômico. Teste preliminares indicam que as amostras encontradas na Austrália têm 1 bilhão de anos de idade.
Veja.com

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Frase

      "Há situações que estão fora do nosso controle, mas
      podemos escolher como reagir a elas. A vida é cheia
    de escolhas...É o segredo para viver a vida com paixão
     e propósito".  ( Mattheu Kelly)


Meteorologistas preveem 2012 entre os dez mais quentes desde 1850

Este ano pode se tornar um dos dez mais quentes desde 1850, com temperaturas globais quase 0,5 grau Celsius mais elevadas que a média registrada no período 1961-1990, afirmou o Departamento de Meteorologia da Grã-Bretanha (Met Office) nesta quarta-feira.


O Met Office e a Universidade de East Anglia divulgaram no mês passado dados preliminares mostrando que 2011 foi o 11º ano mais quente já registrado, 0,36 grau Celsius acima da média de longo prazo aferida entre as décadas de 1960 e 1990, que foi de 14 graus.

Os meteorologistas previram que em 2012 o desvio acima da média será de 0,48 grau, com uma margem de erro de 0,14 grau para mais ou menos.

"Em 2011, vimos um fortíssimo La Niña (fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas no Pacífico equatorial), que pode resfriar temporariamente as temperaturas globais."
"O La Niña voltou, e embora não seja tão forte quanto no começo do ano passado, ainda assim deve influenciar as temperaturas, (e) esperamos que 2012 seja ligeiramente mais quente do que no ano passado, mas não tão quente quanto 2010", disse Adam Scaife, chefe do departamento do Met Office que realiza previsões de longo prazo.

O Met Office disse que suas cifras relativas a 2011 foram parecidas com as publicadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que estimou a temperatura do ano passado em 0,41º grau acima do normal.

A OMM considera que 2010 foi o ano mais quente já registrado, e todos os 12 anos mais quentes da história foram entre 1998 e 2011. O Met Office também inclui 1997 entre os 12 mais quentes.

As estimativas da OMM se baseiam em dados do Met Office, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos e do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.
Estadão.com 

Voluntários examinam imagens da Lua em busca de presença alienígena

Se planos traçados por cientistas forem implementados, centenas de milhares de fotos da Lua serão examinadas em busca de indícios de que extraterrestres visitaram nossa vizinhança cósmica no passado distante.
Extraterrestres de passagem podem ter deixado mensagens, instrumentos científicos, montes de lixo ou evidências de mineração praticada na superfície lunar empoeirada, vestígios que poderiam ser captados por telescópios humanos e naves espaciais em órbita.
Embora as chances de serem encontrados vestígios de alienígenas do passado distante sejam excepcionalmente pequenas, cientistas argumentam que uma busca computadorizada nas imagens lunares ou uma análise feita por entusiastas amadores em grande número teriam custo suficientemente baixo para justificar a empreitada, em vista da importância de uma descoberta potencial.
Os professores Paul Davies e Robert Wagner, da Universidade Arizona State, argumentam que imagens da Lua e outras informações colhidas por cientistas para suas pesquisas devem ser examinadas em busca de sinais de intervenção extraterrestre A proposta visa complementar outras buscas por vida extraterrestre, como a Busca por Inteligência Extraterrestre (Seti), que emprega dados colhidos por radiotelescópios para vasculhar o espaço à procura de mensagens transmitidas ao espaço por civilizações extraterrestres.
"Embora exista apenas uma probabilidade minúscula de uma tecnologia extraterrestre ter deixado vestígios na Lua, sob a forma de um artefato ou uma modificação superficial das características lunares, esse local possui a virtude de ser próximo da Terra e de preservar vestígios por um tempo imenso", escreveram os cientistas em um artigo publicado on-line no periódico "Acta Astronautica".
"Se custa pouco vasculhar dados em busca de indícios de manipulação inteligente, perde-se pouco por fazê-lo, mesmo que a probabilidade de detectar tecnologia alienígena em ação seja excepcionalmente pequena", eles escreveram.
Os cientistas focaram sua atenção sobre o Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO) da Nasa, que desde meados de 2009 já mapeou um quarto da superfície da Lua em alta resolução. Entre as imagens obtidas, os cientistas já identificaram os locais de pouso do Apollo e todas as sondas não tripuladas da Nasa e soviéticas, algumas das quais foram reveladas apenas por suas sombras de formato esdrúxulo.
A Nasa já divulgou mais de 340 mil imagens feitas pelo LRO, mas a expectativa é que esse número chegue a 1 milhão quando a sonda orbitadora tiver mapeado a superfície lunar completa. "Com esses números, fica evidente que uma busca manual feita por uma equipe pequena seria inútil", escrevem os cientistas.
APARÊNCIA INCOMUM
Uma maneira de examinar todas as imagens envolve a criação de software para buscar sinais de aparência incomum, como as linhas nítidas de painéis solares ou os contornos de pedreiras ou construções com cúpulas, mesmo recobertas de poeira. Estas poderiam ser visíveis milhões de anos depois de construídas, porque a superfície da Lua é geologicamente inativa e se modifica tão lentamente.
Em um raio de 350km, o sismógrafo da missão do Apollo 12, da Nasa, detectou apenas um impacto por mês de meteoritos do tamanho aproximado de uma laranja grande. De acordo com Davies e Wagner, um objeto com dezenas de metros de largura pode levar centenas de milhões de anos para ser recoberto pelo solo lunar e a poeira levantada por esses impactos.
Outra abordagem possível seria enviar as imagens pela internet a dezenas de milhares de entusiastas amadores para serem examinadas por eles. Mas isso poderia provocar discordâncias quanto ao que constitui um sinal incomum e potencialmente extraterrestre
O artefato mais fácil de encontrar provavelmente seria uma mensagem deixada intencionalmente. De acordo com os cientistas, algo assim poderia estar contido em uma cápsula deixada em uma grande cratera recente, como a de Tycho, no planalto sul da Lua.
Algumas mensagens de duração mais longa poderiam ser enterradas em grande profundidade, mas equipadas com transmissores que penetrassem a superfície lunar.
Formas de vida extraterrestre podem, no passado, ter montado uma base lunar nas redes subterrâneas de tubos de lava existentes sob as planícies basálticas escuras da Lua. Elas podem ter deixado lixo para trás quando partiram.
"Os mesmos fatores que tornam os tubos de lava atraentes como habitat implicam que possíveis artefatos deixados para trás durariam por tempo quase ilimitado, intactos e sem serem enterrados", escrevem os cientistas.
Folha.com

Cientistas afirmam que quase-cristais vieram do espaço

Peças dos chamados quase-cristais, cuja formação até então desafiava os cientistas, podem ter vindo do espaço, segundo um estudo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.
Descobertos em 1982, os quase-cristais ganharam essa denominação porque rompem a simetria encontradas nos demais cristais. Sua estrutura é ordenada, mas não periódica. Eles também possuem propriedades físicas e elétricas diferentes.
Quando foi primeiramente apresentada pelo pesquisador israelense Daniel Schechtman, nos anos 1980, a formação incomum do quase-cristal foi vista com ceticismo no mundo acadêmico.
Tanto que apenas no último ano Schechtman foi amplamente reconhecido, ao receber o Prêmio Nobel de Química pela descoberta.
Os quase-cristais eram produtos exclusivos dos laboratórios até serem pela primeira vez encontrados na natureza, há dois anos, nas montanhas Koryak, na Rússia.
A análise do material, feita pela equipe liderada pela Universidade de Princenton, mostrou que os quase-cristais encontrados na Rússia têm em sua composição elementos que apontam uma origem extraterrestre.Segundo o estudo, publicado no Procedings of National Academy of Sciences, as pedras podem ter chegado com meteroritos à terra.
Meteorito
A descoberta em 2009 dos cristais nas montanhas russas foi feita pela equipe de geologistas do professor Luca Bindi, então na Universidade de Florença, na Italia. Ele agora faz parte do estudo liderado por Princeton.
O mineral, composto por alumínio, bronze e ferro, mostrou que os quase-cristais podem se manter estáveis sob condições naturais. Mas o processo que havia criado as estrutruas ainda era uma incógnita.
No estudo, feito em conjunto com o professor Paul Steinhardt, Bindi diz que testes adicionais trazem evidências de que os minerais encontrados na Rússia podem ter origem fora da Terra.
Eles usaram a técnica de espectromia de massa, para medir as diferentes formas, chamadas de isótopos, do elemento oxigênio, também presente em partes do mineral.
O padrão dos isótopos de oxigênio se mostrou distinto de qualquer outro já visto em qualquer outro encontrado no planeta. A estutura se mostrou similar, no entanto, à das encontradas em meteoritos conhecidos como Condrito carbonáceo.
As amostras também continham um tipo de dióxido de silício (também chamado silica) que apenas se forma sob alta pressão. A descoberta sugere que os quase-cristais possam ter ou se originado no manto da Terra ou se formaram sob um impacto gerado por alta velocidade, como o que ocorre quando um meteorito se choca com a superfície terrestre.
"Essa evidência indica que os quase-cristais podem se formar naturalmente sob certas condições astrofísicas e permanecem estáveis em escalas de tempo cósmicas", diz o estudo.
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