quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dia Mundial da Educação Ambiental


Hoje 26 de janeiro é o Dia Mundial de Educação Ambiental!
Em primeiro lugar, o que é educação ambiental? Trata-se de um processo de duas diretrizes, basicamente. A primeira se refere a como o meio ambiente interage entre si, com seus ecossistemas, a importância da atmosfera, a água, o solo, o fluxo de matéria e energia dentro dos diversos contextos naturais, além do comportamento das comunidades. A segunda se refere à interação existente entre o meio ambiente e o homem, a influência das atividades humanas nos ecossistemas, como o homem usa os recursos proporcionados pela natureza, entre outros, com o fim de promover o desenvolvimento sustentável.

Em termos gerais, a educação ambiental é um procedimento que tem como principal finalidade gerar consciência à população sobre a problemática ambiental, além de demonstrar a necessidade de participação no esforço de conservar e proteger o ecossistema.
A educação ambiental aparece formalmente como tema no ano de 1972 com a Declaração de Estocolmo, devido a que a civilização, a industrialização e a ambição desmedida do homem haviam extinguido centenas de espécies da flora e da fauna. Desta forma, nasceu a iniciativa de evitar que as mudanças climáticas afetam o planeta.

Na América Latina, a cultura do meio-ambiente surgiu nos anos oitenta.

Atualmente, busca-se o ensino a partir da própria natureza, transformando-a num recurso educativo que permita melhorar e apreciar o meio ambiente. É indispensável ter a consciência de que a natureza não é uma fonte inesgotável de recursos a nosso serviço, ao contrário, é um ecossistema frágil que tem suas próprias exigências e o qual devemos cuidar para o nosso próprio bem e sobrevivência.

Espectroscópio nuclear da Nasa será lançado no dia 14 de março

O espectroscópio nuclear da Nasa, NuSTAR, que buscará corpos celestes superiores ao tamanho do Sol, será posto em órbita no dia 14 de março, informou nesta última quarta-feira, 26, a agência espacial americana.
A sonda detectará as emissões de raios X a bilhões de anos-luz de nosso planeta e permitirá "as mais detalhadas imagens jamais feitas nessa faixa do espectro eletromagnético", informou a pesquisadora-chefe do projeto, Fionna Harrison.

A sonda foi transferida hoje do estado da Virgínia para a base de Vandenberg, na Califórnia, onde chegará na sexta-feira para ser instalada em um foguete Pegasus.

O foguete sairá rumo a seu caminho orbital a partir da fuselagem de um avião L-1011 que se elevará sobre as ilhas Marshall, no Oceano Pacífico equatorial, para servir de trampolim ao projétil.
O NuSTAR possui espelhos e detectores de radiação X que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitirá anos de descobertas astronômicas.

Durante dois anos, o NuSTAR buscará buracos negros, rastros de supernovas e as partículas emitidas pelos maciços buracos negros e que viajam para velocidades próximas à da luz.

Além disso, investigará o Sol para conhecer melhor as reações produzidas em sua coroa e averiguará a existência de matéria escura, uma hipótese científica de uma substância que formaria 25% do universo.
Estadão.com 

O obscurantismo que ameaça o ensino de clima nos EUA

A onda de obscurantismo que enfraqueceu o ensino do evolucionismo nas escolas nos Estados Unidos agora ameaça o ensino sobre o clima. Os sinais são alarmantes, como descreve Bill Walker, do site americano Climate Central. Ele conta que um grupo crescente de professores de ciências nos Estados Unidos se deparam com questionamentos dos alunos e dos pais quando apresentam em sala o que a ciência diz sobre o aquecimento global provocado pelos atividades humanas. Esses céticos afirmam que o conhecimento científico sobre o aquecimento, produzido nas últimas décadas pelos principais centros de pesquisa e universidades do mundo, é fruto de uma conspiração global.
A Associação Nacional dos Professores de Ciência dos Estados Unidos fez uma pesquisa sobre o assunto no ano passado. Descobriu que 82% dos professores dizem enfrentar ceticismo dos estudantes diante das mudanças climáticas. E 54% encara questionamentos dos pais. Outro levantamento recente, da Associação de Professores de Ciências da Terra, mostrou que 36% dos professores se sentem pressionados a ensinar os dois lados da questão. Como se as evidências de que o aquecimento existe e que é provocado principalmente por nossas emissões poluentes ainda estivessem em discussão nos meios científicos. Ao contrário, há mais consenso entre os cientistas do que a maioria das pessoas imagina. Enquanto isso, alguns dos livros usados nos EUA para promover o ensino dos ‘dois lados’ lembram as tentativas de equilibrar o ensino de evolução com criacionismo.
Há até algumas iniciativas para obrigar as escolas a balancear o ensino de mudanças climáticas. Os conselhos de educação dos estados do Texas e da Luisiana criaram novas diretrizes para exigir que os professores apresentem os argumentos dos céticos como uma posição científica. Há propostas parecidas circulando nos estados de Tennessee, Oklahoma, Dakota do Sul e Kentucky.
Esse movimento de deseducação científica seria apenas um problema para os americanos se não criasse um perigoso precedente para o resto do mundo. E se não formasse uma geração de eleitores desinformados no país mais rico e maior poluidor do planeta. Sem o apoio dos americanos, é impossível sonhar com um acordo internacional eficaz para evitar uma tragédia climática global.
Época.com

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Brasil será capaz de reduzir as tragédias causadas por desastres naturais?

Quando se fala em tecnologia de prevenção de desastres, o Brasil está atrasado em relação aos países desenvolvidos, que contam com sistemas eficientes para prever furacões ou conter os danos de grandes terremotos. Por aqui, eventos extremos como esses são raros, mas as fortes chuvas de determinadas épocas do ano continuam provocando tragédias. A maior da história do país ocorreu na região serrana do Rio, em janeiro passado, quando mais de 900 pessoas morreram. O desastre fez com que o governo prometesse agir para tentar acabar com o caos. Hoje, um ano depois, o trabalho começou, mas ainda está longe de terminar.
A partir de 2011, o Brasil começou a investir em um sistema de prevenção e alertas à população, o que não existia até então. Em meados de janeiro de 2011, o governo federal anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), para começar a funcionar já no período de chuvas de 2012. A estrutura do centro foi criada em junho, e em dezembro o centro entrou em operação 24 horas por dia.
O pequeno número de municípios sob observação por enquanto é explicado pela falta de recursos aplicados no início do projeto. Segundo Nobre, foi preciso fazer uma escolha. "Em vez de esperar comprar todo o equipamento, nós resolvemos iniciar as atividades com o material existente e, a partir daí, melhorar. Se já temos informações sobre algumas áreas de risco, começamos por elas", diz.
O trabalho do Cemaden é usar tecnologia para emitir alertas dos locais onde podem ocorrer problemas. Pluviômetros, imagens de satélites, radares meteorológicos e outros equipamentos são utilzados para gerar informação sobre áreas de risco de enchentes ou deslizamentos. Segundo Nobre, as cidades que mais sofreram com as chuvas nesse começo de 2012, como as da grande Belo Horizonte e da região serrana do Rio, já estão recebendo alertas para atuar na prevenção de tragédias fatais.
O maior desastre natural da história do Brasil serviu para mobilizar setores do poder público, que passaram a pensar em prevenção de desastres naturais. Ainda assim, as mortes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro nas primeiras semanas de 2012 mostraram quão longe o país ainda está de chegar ao nível dos países desenvolvidos. A ocupação irregular do solo, a falta de fiscalização por parte dos governos municipais, a preparação precária ou inexistente da população para eventos extremos e a fragilidade da defesa civil são fatores que ainda precisam de investimentos e ações duradouras. Só assim o Brasil será capaz de reduzir as tragédias que se repetem ano após ano.
Época.com

O Sol vai esfriar. Mas a Terra não

Nosso Sol, tão quente e brilhante neste verão, pode mudar a regulagem do termostato. Os cientistas esperam que o astro entre em uma fase mais acomodada nos próximos anos. As atividades solares tenderiam a se reduzir. Com isso, a Terra deve receber menos calor. No entanto, não espere que essa redução na atividade solar alivie o aquecimento global provocado por nossas emissões poluentes. Apesar dos argumentos usados exaustivamente por alguns céticos das mudanças climáticas, as variações na atividade solar são muito pequenas para influir nas mudanças que estamos causando no clima da Terra.
É o que mostra um estudo recente feito por um grupo da Universidade Reading, do Reino Unido, e do Met Office, o instituto de meteorologia e clima do país. O levantamento, de Gareth S. Jones, Michael Lockwood e Peter A. Stott, foi publicado na revista científica Journal of Geophysical Research. Os pesquisadores avaliaram as perspectivas de mudanças no ciclo de atividade solar nos próximos 90 anos. E estimaram o quanto isso poderia atenuar o impacto do aquecimento provocado pela emissão de gases de efeito estufa, que fazem a atmosfera da Terra guardar calor. Segundo o estudo, a produção de calor do Sol deve diminuir até 2100. Mas isso provocaria uma redução de apenas 0,08 grau centígrado na temperatura média da Terra. Pouco diante do aumento de 2,5 a 7 graus previstos pelos cientistas que avaliam as mudanças climáticas.
Ainda segundo a equipe britânica, mesmo que a produção do Sol caia para o nível mais baixo já registrado, que ocorreu entre 1645 e 1715, isso só faria a temperatura média da Terra diminuir 0,13 grau. Para os autores do estudo, os ciclos solares não são páreo para o aquecimento gerado pelas nossas alterações na atmosfera da Terra.
Época.com

Espaçonave Terra

A Nasa divulgou hoje sua mais nova versão em alta definição da "espaçonave Terra" vista da órbita. Conhecidas como "Blue Marble", essa série é mais uma demonstração da pequenês da Humanidade e seu mundo lar diante da vastidão cósmica. A imagem foi captada pelo satélite de observação da Terra Suomi NPP, o primeiro da nova constelação da agência espacial americana dedicada ao estudo do nosso planeta, tão lindo e tão mal cuidado.
Globo.com

Esforços constantes não têm diminuido as taxas de obesidade

Para a maioria dos adultos, os índices de obesidade se mantêm praticamente iguais há mais de uma década. Já para alguns grupos de mulheres não-hispânicas negras e de ascendência mexicana, porém, a taxa aumenta desde 1999. Segundo Katherine Flegal, do National Center for Health Statistics (NCHS), em seu estudo sobre o assunto não foi encontrada nenhuma indicação de que a prevalência da obesidade esteja em declínio em algum grupo. Para homens e mulheres de 20 anos e mais velhos em geral, a média do índice de massa corpórea (IMC) foi 28,7, próxima ao limite superior de excesso de peso, quase na categoria de obesos.
De acordo com um estudo do The Journal of the American Medical Association (Jama), entre as crianças a história é um pouco diferente. Na década passada, as taxas de obesidade em meninos foram maiores que as de meninas. Dados mais recentes mostram que 18,6% dos meninos com 2 a 19 anos são obesos, contra 15% de meninas nessa categoria.
O peso adicional pode começar a se acumular desde o nascimento ou mesmo na gravidez. Em 2009 e 2010, quase 10% dos bebês com menos de 24 meses pesava mais que o recomendado pelos padrões. Pesquisas recentes sugerem ainda que o peso da mãe durante a gravidez pode influenciar a possibilidade de seus filhos se tornarem obesos. O risco aumenta, também, com a idade: de acordo com o estudo do Jama, 12% das crianças entre 2 e 5 anos, 18% das entre 6 e 11 anos e 18% das entre 12 e 18 anos eram obesas.
“Crianças obesas podem ter riscos de sequelas de saúde a curto prazo e monitoramento de obesidade em longo prazo, até a idade adulta”, escreveram Cynthia Ogden e sua equipe, da NCHS, em seu estudo.
Como acontece com os adultos, a carga da obesidade é distribuída desigualmente entre os jovens. Quase uma em cada quatro crianças ou adolescentes não-hispânicos negros são obesos e cerca de uma em cada cinco crianças ou adolescentes hispânicas sofria de obesidade se comparadas com cerca de uma em cada sete crianças ou adolescentes brancos.
A relativa estabilidade da obesidade na década passada sugere que ela não se encaminha para um aumento exponencial, como muitos relatórios anteriores sugeriam. Mas, o dano atual para a saúde dos americanos, provocado pela obesidade, já é igual ao do fumo. Estimativas recentes sugerem que muitas consequências para a saúde, do diabetes a doenças cardíacas, somam uma conta anual de US$ 147 bilhões em despesas com saúde, que não inclui outros prejuízos documentados, como diminuição da produtividade e da qualidade de vida.
Scientific American.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Frase

"Decisões apressadas, aquelas que vêm fáceis, sem hesitação,
              são as que nos perseguem para sempre".
                                                        (Sympathy for the Devil)

El Niño, um velho conhecido dos índios...

Ossadas de 33 crianças e 63 camelídeos sacrificados há cerca de 800 anos foram encontradas na localidade de Huanchaquito, na região norte do Peru. A área foi o berço da cultura chimu, civilização andina que se desenvolveu entre os séculos X e XV. Os especialistas trabalham com a hipótese de que os sacrifícios seriam oferendas aos deuses para apaziguar a violência de fenômenos naturais como os provocados pelo El Niño. Segundo o arqueólogo francês Nicolas Goepfert, do Instituto Francês de Estudos Andinos, a descoberta é, até agora, uma das mais importantes realizadas na costa norte do país devido à grande quantidade de animais encontrados.
História Viva.com 

O impacto do lixo plástico no ambiente

Facilmente moldável, resistente, impermeável, de baixo custo, o plástico, sem dúvida, é um material indispensável hoje em dia. Em nome da praticidade, porém, ele é utilizado em embalagens e produtos descartáveis. Como não se degrada facilmente no meio ambiente - leva séculos para se decompôr, ele polui o solo e, principalmente os oceanos, formando verdadeiros entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água, o que causa a morte de animais. Os bichos também morrem ao consumir pedaços de plástico, por engano. Veja a seguir  o impacto e as soluções para o problema do plástico.
RECICLAGEM
  • Reciclagem do plástico: Teoricamente, as sacolas de plástico podem ser recicladas. Mas, na prática, há muitos obstáculos para que isso aconteça
ALTERNATIVAS
TIPOS DE PLÁSTICOS
National Geographic.com

Londres: Big Ben se inclina como a Torre de Pisa, diz comissão

A torre do Big Ben vem se inclinando cada vez mais, de forma semelhante à de Pisa, mas numa escala muito menor, pelo que uma comissão parlamentar britânica decidiu nesta segunda-feira encarregar-se, sem pressa, de um fenômeno atualmente visível a olho nu. Segundo uma investigação oficial, com conclusões publicadas em 2010, a inclinação do Big Ben foi acentuada em agosto de 2003 por motivos desconhecidos, e aumenta anualmente 0,9 mm.
Um porta-voz da Câmara dos Comuns relativizou o risco e a urgência do assunto, ao informar à AFP que os deputados vão "estudar se convém pedir às autoridades que comecem a pensar em formas eventuais de renovar Westminster". O palácio, que possui algumas partes remontando ao século XI, abriga as duas câmaras do parlamento britânico e a torre do relógio de 96 metros de altura concluída em 1859, conhecida como a do Big Ben, mas que na realidade é o nome do maior de seus sinos, de 13 toneladas de peso.
"É o começo de um processo muito, muito longo", uma vez que o exame preliminar pode durar entre 15 e 20 anos, precisou o porta-voz. "Não há nenhum perigo imediato", comentou para a BBC John Burland, especialista do Imperial College de Londres.
Ao ritmo atual, "serão necessários 10.000 anos para se chegar ao ângulo da Torre de Pisa", acrescentou. Segundo ele, a inclinação da torre e as rachaduras constatadas no palácio de Westminster remontam provavelmente a muitos anos, não estando diretamente ligadas às construções de um estacionamento subterrâneo de cinco andares e a uma nova linha do metrô, no final do século XX.
Os deputados encarregados da gestão patrimonial do palácio de Westminster devem examinar todas as opções, incluídas as mais radicais como a demolição, o aluguel ou a venda. Estas últimas possibilidades "seguramente não fazem parte da reflexão oficial", comentou um porta-voz da comissão. Segundo o jornal Daily Telegraph, a medida de recompra interessaria a "promotores estrangeiros", que poderiam ser russos ou chineses.
Estadão.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Frase

          "Perder-se é uma maneira de fazer novos caminhos
          e quebrar a rotina. Ninguém acha um atalho sem se
                          perder antes". (Fabrício Carpinejar)

Malvinas vira foco de tensão entre Argentina e Grã-Bretanha 3 décadas após a guerra

A recente troca de acusações entre dirigentes da Argentina e da Grã-Bretanha ameaça deteriorar e relação entre os dois países e reacende os temores de uma possível escalada na tensão entre as nações, que foram à guerra há quase 30 anos.
Mais uma vez, o centro da discórdia são as Ilhas Malvinas, o pequeno arquipélago 500 km ao leste do extremo sul da Argentina, anexado pela Grã-Bretanha desde 1833.
Nesta semana, o premiê britânico, David Cameron, respondendo a novas iniciativas do governo Cristina Kirchner para pressionar por negociações sobre o futuro das Malvinas (chamadas de ilhas Falkland pelos britânicos), acusou a Argentina de estar adotando uma postura "colonialista", afirmação respondida no mesmo tom de acusação por ministros argentinos.
Desde o fim do conflito, deflagrado em abril de 1982, a Argentina insiste que negociações bilaterais sejam abertas para tratar da soberania das ilhas, enquanto a Grã-Bretanha diz que não há o que discutir, já que os moradores do local querem permanecer cidadãos britânicos.
No entanto, enquanto David Cameron mantém a postura de seus antecessores, tanto conservadores quanto trabalhistas, seus colegas argentinos vêm desfechando uma ofensiva diplomática para fortalecer a sua posição.
Recentemente, o requerimento de Buenos Aires obteve o apoio da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), assim como da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Além disso, os países do Mercosul aderiram a uma moção para não permitir a entrada de barcos que levem a bandeira das Malvinas em seus portos, medida que Londres inicialmente classificou de "bloqueio".
 Em ocasiões anteriores, ambos os países afirmaram quem, acima de tudo, está o interesse de manter a paz. Mesmo a Argentina, que é parte demandante, disse várias vezes que sua reivindicação é pacífica.

Declarações ásperas

Observadores dentro e fora do Cone Sul concordam que a situação geopolítica mudou muito desde os anos 1980, quando ocorreu a guerra. Em geral, há um consenso de que um novo conflito armado é improvável. No entanto, as declarações recentes de ambas as partes chama a atenção por sua aspereza.
David Cameron disse que a questão das Malvinas foi tratada na última terça-feira com o Conselho de Segurança Nacional. "Devo me certificar de que nossas defesas estão em ordem", disse o primeiro-ministro aos parlamentares britânicos.
Já no início desta semana, um navio de cruzeiro que se dirigia à Antártida, ocupado por centenas de passageiros de diversas nacionalidades, foi impedido de desembarcar nas Malvinas por supostas questões de saúde.
O governo das ilhas afirmou que vários passageiros apresentavam um quadro de gastroenterocolite, motivo pelo qual foram impedidos de desembarcar. Relatos publicados na mídia indicaram a surpresa dos integrantes da tripulação do navio, diante do que consideraram uma medida extremamente rigorosa.
O episódio foi referido pela chancelaria argentina, que emitiu um comunicado criticando a ação do "governo ilegítimo e autodenominado" das Malvinas, acrescentando que esperavam que este não se tratasse "do enésimo ato hostil".

Colonialismo

As rusgas mais recentes foram verificadas na última terça-feira, quando a postura argentina foi chamada de "colonialista" pelo primeiro-ministro britânico. "Essas pessoas (os habitantes das Malvinas) querem continuar sendo britânicos, e a Argentina pretende o contrário", disse Cameron.
A resposta argentina veio por meio do ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman. "Chama a atenção que a Grã-Bretanha fale de colonialismo, quando é um país sinônimo de colonialismo", disse ele, durante viagem a El Salvador.
"Chama a atenção também que a Grã-Bretanha acuse um país como a Argentina, que é vítima de uma situação colonial, como expressaram as Nações Unidas ao definir as Malvinas como uma questão de soberania e colonialismo", acrescentou Timerman.
O ministro se refere a uma resolução da ONU emitida em 1965, onde a postura britânica é descrita como uma forma de colonialismo. Desde então, as Nações Unidas pedem que as duas partes negociem uma saída.
Em visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que a posição de seu país sobre as ilhas é "bem conhecida" e não vai mudar.
"Acreditamos na autodeterminação do povo das ilhas Falkland e apoiamos seus direitos", afirmou ele na quarta-feira.
BBC.com

Radiação de tempestade solar se aproxima da Terra

Cientistas afirmaram nesta segunda-feira (23) que a maior tempestade solar desde 2005 enviará radiações à Terra até a próxima quarta-feira.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que seu Centro de Previsões de Clima Espacial, no Colorado, observou a erupção solar no domingo às 14h (de Brasília). A radiação começou a chegar à Terra uma hora mais tarde e continuará até quarta-feira.
O campo magnético da Terra já está afetado por uma ejeção de massa da coroa solar, após uma erupção ocorrida na superfície do Sol na quinta-feira, 19 de janeiro, segundo os astrônomos.
A agência governamental afirmou que a tempestade ganha força e uma onda de radiação se dirige rapidamente à Terra.
"Devido a este fenômeno é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética", ressaltou um comunicado da NOAA. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou.
Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça-feira.
O problema principal desta radiação é a interferência com o funcionamento dos satélites e é um inconveniente em particular para os astronautas no espaço.
IG Ciência

domingo, 22 de janeiro de 2012

Grande piscina de água doce se expande no Ártico, diz pesquisa

Uma enorme piscina de água doce no Oceano Ártico está se expandindo e pode baixar a temperatura da Europa, ao diminuir a velocidade da corrente oceânica, disseram cientistas britânicos neste no domingo.


Usando satélites para medir a altura da superfície do mar de 1995 a 2010, cientistas do University College of London e do National Oceanography Centre descobriram que a superfície oeste do Ártico subiu cerca de 15 centímetros desde 2002.

O volume de água doce aumentou em pelo menos 8.000 quilômetros cúbicos, ou cerca de 10 por cento de toda a água doce do Oceano Ártico.

O aumento pode ser devido aos fortes ventos do Ártico que fazem com que uma corrente oceânica chamada Beaufort Gyre aumente, fazendo o nível do mar se elevar.
O Giro Beaufort é uma das correntes oceânicas menos compreendidas do planeta. Alguns cientistas acreditam que os ritmos naturais do Giro podem ser afetados pelo aquecimento global e isso pode trazer graves complicações para a circulação do oceano e no aumento dos níveis do mar.

Modelos climáticos sugerem que o vento soprando na superfície do mar formou uma cúpula no meio do Giro Beaufort, mas existem poucos estudos para confirmar isso.

De acordo com a pesquisa, se o vento mudar de direção, o que aconteceu entre meados da década de 1980 e meados da seguinte, a piscina de água doce poderá vazar para o resto do Oceano Ártico e até mesmo para o norte do Atlântico.

Isso poderá esfriar a Europa ao diminuir uma corrente oceânica vinda da Corrente do Golfo, que mantém o clima da Europa relativamente moderado, comparado a países com latitudes semelhantes.
"Nossas descobertas sugerem que uma inversão do vento poderá resultar na liberação dessa água doce para o resto do Oceano Ártico e além", disse a principal autora do estudo publicado no Nature Geoscience Journal, Katharine Giles.
Estadão.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

Frase

Os chefes dourados do Panamá

No meio de uma campina crestada de sol na região central do Panamá, os objetos de ouro são retirados da terra, pela equipe da pesquisadora Julia Mayo.  Julia e seus colaboradores decidiram, em 2005, realizar levantamentos geofísicos na localidade panamenha de El Caño, assim chamada por causa de uma queda-d’água na região. Nas sondagens, a equipe conseguiu identificar um círculo de túmulos havia muito esquecido.
Em 2010, a arqueóloga e seus colegas cavaram ali um poço com 5 metros de profundidade e recuperaram os restos mortais de um chefe guerreiro recoberto de adornos de ouro – dois peitorais entalhados, quatro braçadeiras, um bracelete com sinetas, um cinto de contas ocas de ouro, 2 mil pequenas esferas dispostas como se antes estivessem costuradas em um cinturão e centenas de contas tubulares que formavam um padrão em ziguezague recobrindo uma das pernas. Tudo isso já seria uma descoberta sensacional, mas na verdade não passava do começo da história. Julia Mayo descobrira um tesouro extraordinário.
No ano passado, sua equipe voltou ao sítio durante a estação seca, de janeiro a abril, e exumou outra sepultura que se mostrou tão opulenta quanto a primeira. Dois peitorais de ouro, um frontal e outro dorsal, quatro braçadeiras e uma reluzente esmeralda não deixavam a menor dúvida quanto à importância de seu ocupante. Ao lado dele havia um bebê também ataviado de ouro – talvez o filho do potentado. Sob os restos mortais de ambos foi encontrada uma camada de esqueletos humanos emaranhados, que, acreditase, eram escravos ou prisioneiros de guerra sacrificados. Testes de carbono 14 situaram o sepultamento por volta do ano 900 – ou seja, na época em que a civilização maia, 1,3 mil quilômetros a noroeste, começava a declinar.
Mal a equipe teve tempo de catalogar os novos achados e outro conjunto de objetos de ouro foi identificado. Reluzentes nas paredes do poço, os artefatos assinalavam os limites de mais quatro túmulos. Como a temporada das chuvas estava prestes a começar, técnicos e cientistas tiveram de apressar-se a fim de retirar todo o tesouro antes que a cheia de um rio próximo inundasse o sítio.
Esse não foi o primeiro tesouro arqueológico encontrado no Panamá. A 3 quilômetros do local em que Julia agora trabalha, escavações no sítio Conte haviam revelado uma das mais espetaculares coleções de artefatos já descobertas no hemisfério ocidental. Essas relíquias vieram à luz no começo do século 20, quando a cheia de um rio arrancou a camada superficial do solo em um pasto. Peitorais, pingentes e outros requintados objetos de ouro começaram a despencar das sepulturas e tombar nas margens.
Atraídos pelas notícias do antigo cemitério, arqueólogos da Universidade Harvard enfrentaram, em um navio a vapor, a travessia de seis dias entre Nova York e a Cidade do Panamá, de onde seguiram até o sítio Conte. Ao longo de quatro temporadas, sufocados por temperaturas que chegavam aos 38ºC, eles exploraram mais de 90 sepulturas, muitas delas “habitadas” por corpos adornados com ouro e outros objetos: cerâmicas, entalhes de ossos de baleia, colares de dentes de tubarão, ornamentos de ágata e serpentinas polidas.
Em relatório divulgado em 1937, o arqueólogo Samuel Lothrop, de Harvard, identificou os antigos ocupantes do Conte como pertencentes a um dos grupos indígenas que tiveram contato com os espanhóis quando estes conquistaram a região no início do século 16. À medida que avançavam através do istmo, os espanhóis escreviam crônicas minuciosas do que encontravam. Na região do sítio, toparam com comunidades pequenas e beligerantes que disputavam o controle de campos, florestas, rios e águas costeiras.
National Geographic.com

Ano Novo chinês

Em comemoração ao Ano-Novo Chinês e aos 200 anos da imigração chinesa no Brasil.
São esperadas 150 mil pessoas para assistir aos espetáculos de música, danças folclóricas, palestras, lutas marciais e outras manifestações artísticas e culturais, em São Paulo. Em uma das principais vias, da cidade, decoradas com as charmosas lanternas vermelhas, haverá diversas barraquinhas de comidas típicas e produtos artesanais.
Na China,
Os preparativos para a festa mais importante do país já começaram. Nos quinze dias que antecedem o Ano-Novo, os chineses retornam à cidade de origem para se reunir com a família e encontrar os amigos.
Na segunda-feira (23) é celebrada a chegada do ano 4.710 e, também, o início do signo do dragão no horóscopo chinês. Na ocasião, uma das tradições é fazer banquetes com pratos à base de peixes, o que simboliza fartura e prosperidade. Outros costumes são presentear as pessoas com dinheiro dentro de envelopes vermelhos e realizar a queima de fogos para espantar as energias negativas.

Combate à pirataria ou à liberdade de expressão?

No final de janeiro o Congresso americano votará sobre as leis de Combate à Pirataria On-line (Stop Online Piracy Act – Sopa –, em inglês) e Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (Protection IP Act – Pipa –, em inglês), que propõem grandes mudanças relacionadas à pirataria virtual de direitos intelectuais. De acordo com essas propostas, sites como Google e Facebook devem bloquear o acesso a sites com conteúdos considerados suspeitos, ou poderão ser acusados de difundir pirataria. Além disso, essas empresas seriam responsáveis pelos conteúdos protegidos por direitos autorais publicados ou compartilhados pelos internautas. Outros pontos envolvem o bloqueio de serviços de pagamento on-line em links considerados suspeitos de desrespeitar propriedades intelectuais, e remoção de indicação, em páginas de busca, de sites vistos como possíveis fraudulentos. Assim, a inclusão só poderia ser refeita após análise judicial e sites de relacionamento poderiam ser punidos caso algum usuário postasse algo relacionado à pirataria. Como os americanos dominam boa parte do território virtual, as consequências dessas leis, caso sejam aprovadas, uma das questões debatidas, inclusive, serão sentidas em todo o mundo. Uma das questões debatidas é a possibilidade de cancelamento, mesmo sem decisão judicial, de sites estrangeiros – brasileiros entram nesse grupo – acusados de violar direitos autorais.
Muitas pessoas e empresas como Twitter e Wikipedia são contra a proposta, defendendo a ideia de que uma lei desse gênero afetaria diretamente à liberdade de expressão, conquistada com muita luta ao longo de décadas. Como forma de protesto, algumas páginas virtuais permaneceram fora do ar no dia (18). Já alguns ativistas publicarão “faixas de protesto” em seus sites. Ao tentar acessar páginas americanas como Wikipedia e WordPress, o usuário visualizava um texto informativo sobre a paralisação e podia assistir a um vídeo que explicava sobre a proposta e a greve. Já os famosos doodles do Google foram substituídos por uma tarja preta, em sinal de luto. Representantes da entidade Motion Picture Association of America (MPAA), que investe pesadamente na criação de filmes e programas de televisão, não aprovam a atitudes dos “gigantes” e consideram que a paralisação é abuso de poder. Apesar de muitos também não concordarem com a aprovação da lei e de o site SoftwareLivre.org estar tentando mobilizar páginas brasileiras a participar do protesto, até o momento não foi vista uma paralisação em massa no Brasil.
Scientific American.com 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Frase

Pesquisadores brasileiros coletam lixo centenário na Antártida

O grupo de pesquisadores da UFMG que faz pesquisas na Antártida é uma exceção. Enquanto a maioria dos cientistas vai até lá para estudar características naturais do continente, esse grupo formado por antropólogos e arqueólogos foi investigar a presença humana. As expedições anuais da universidade para o arquipélago de Shetland do Sul, região um pouco menos gelada, buscam resquícios da ocupação local. A procura deles é por objetos deixados por pessoas que não estão nos livros de ciência, mas fazem parte da trajetória no lugar.

Nas 3 viagens feitas até agora, os pesquisadores coletaram sapatos, roupas, peças de metal e de cerâmica e cachimbos dos séculos 17 e 18. Os objetos foram deixados por caçadores de pele de foca (que rendiam roupas valiosas) e de gordura de elefante-marinho(útil na iluminação de ruas). Os exploradores da instituição mineira passavam 3 meses na região e depois eram levados de volta para casa. “Procuramos por tudo que possam ter descartado”, diz o antropólogo e professor da UFMG Andrés Zarankin, atual coordenador do grupo. “Esse material é a única informação que existe sobre essas pessoas.”
A partir de 2013, imagens dos objetos coletados na região vão estar disponíveis online. Os pesquisadores também vão postar fotos online ainda durante as expedições — no início de 2012, eles partem para mais uma quarta. Com as novas tecnologias, o trabalho no gelo poderá ser acompanhado em tempo real de qualquer lugar do mundo. Assim, mais gente irá conhecer um pouco mais sobre o continente ermo e gelado, cuja população já foi muito além dos pinguins.
Galileu.com

2011 foi o 9º ano mais quente desde 1880, diz a Nasa

A temperatura média global no ano passado foi a nona mais alta já registrada, mantendo uma tendência ligada ao efeito estufa, que fez com que nove dos dez anos mais quentes ocorressem desde 2000, disseram cientistas da Nasa na quinta-feira.
Outro relatório, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), disse que a temperatura média nos Estados Unidos em 2011 foi a 23a mais alta já registrada.
De acordo com nota divulgada pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, a temperatura média da superfície terrestre em 2011 foi 0,92 grau Celsius superior à temperatura-base do século 20. Os registros mantidos pelo instituto começaram a ser feitos em 1880.
Os primeiros 11 anos no novo século foram notavelmente mais quentes do que os de meados e final do século 20, segundo James Hansen, diretor do instituto. O único ano do século 20 a emplacar entre os dez mais quentes foi 1998.
A temperatura no ano passado ficou elevada apesar do fenômeno climático La Niña, um resfriamento das águas do Pacífico, e da baixa atividade solar dos últimos anos, segundo Hansen, que há anos está envolvido em campanhas contra o aquecimento global provocado por fatores humanos.
O relatório da Nasa atribui o aquecimento atual em grande parte à forte concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, em especial do dióxido de carbono, emitido por diversas atividades humanas, principalmente os transportes, o desmatamento e a geração de energia termoelétrica,
Os atuais níveis de CO2 na atmosfera superam 390 partes por milhão, disse a Nasa comparando essa cifra às 285 partes por milhão em 1880, e às 315 em 1960.
O ano passado também foi de recordes climáticos nos EUA, que teve 14 desastres climáticos e meteorológicos com impacto econômico igual ou superior a 1 bilhão de dólares cada um, segundo a NOAA. A cifra não inclui uma nevasca no final de outubro no nordeste dos EUA, que ainda está sendo analisada.
O Centro Nacional de Dados Climáticos da NOAA disse que a temperatura média de 2011 para o território contíguo dos EUA foi de 12,1 grau Celsius, o que é 0,56 grau Celsius acima da média do século 20. A precipitação média no país esteve próxima do normal, mas isso mascara recordes de chuvas e secas, segundo a agência.
IG Ciência.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Frase

Arquiteto cria "árvore marinha" gigante contra a poluição

 O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?
Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora  – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".
Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.
Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam. 
O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.
Exame.com

Decisão sobre sistema de medição do tempo é adiada para 2015

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) adiou nesta quinta-feira até 2015 a decisão sobre se mantém ou elimina o segundo bissexto (ou adicional), fração de tempo acrescentada a cada determinado número de anos para manter a hora sincronizada com a rotação da Terra.
Fontes da UIT, organismo dependente das Nações Unidas, informaram à Agência Efe que o adiamento, adotado na Assembleia de Radiocomunicações realizado recentemente em Genebra, se deve ao fato de "alguns países argumentarem que não tinham elementos suficientes para tomar uma decisão definitiva".
Estes países pediram mais tempo para poder realizar estudos complementares que permitam chegar a uma conclusão dentro de três anos no seio da UIT, cuja intenção é que qualquer possível mudança ou manutenção da política atual seja feita por consenso.
A eventual mudança tem caráter científico e histórico, já que até agora é a "hora solar" - marcada pela rotação da Terra sobre seu próprio eixo e sua órbita ao redor do sol - que serve para medir o tempo em função das observações astronômicas.
Porém, a rotação da terra experimenta variações causadas pela diminuição de sua velocidade e por eventos como terremotos e erupções vulcânicas, por isso que a cada certo tempo deve ser agregado um segundo na hora dos relógios atômicos, de extraordinária precisão, nos quais se baseia a Coordenada Universal de Tempo (TUC, na sigla em inglês).
É a mesma lógica por trás dos anos bissextos, que permitem manter o tempo sincronizado com o sol, mas ninguém fala por enquanto de reformular sua existência, já que o impacto dos dias 29 de fevereiro é muito maior que o dos segundos adicionais.
A proposta de eliminar o segundo adicional, defendida entre outros pelos Estados Unidos e rejeitada por Reino Unido, Canadá e China, busca uma padronização do tempo, que evitaria, por exemplo, a defasagem dos sistemas de posicionamento global (GPS) e a TUC.
O sistema GPS apareceu nos anos 1980 e, na época, considerou-se que era complicado demais introduzir o segundo bissexto, porque causaria erros, de modo que se decidiu que funcionasse com sua própria hora, razão pela qual atualmente há uma diferença de entre 15 e 17 segundos em relação à TUC.
A eliminação desse segundo também não requereria, como ocorre agora, ajustar os relógios atômicos, nem os sistemas de telecomunicações e informáticos cada vez que se acrescentasse um segundo a um ano, argumentaram perante a UIT os partidários da mudança.
"Esses ajustes criam um problema porque devem ser feitos manualmente já que não se pode prever quando serão necessários. Só é possível saber alguns meses antes e sempre há uma margem de erro, portanto é preciso realizar testes posteriores", disse o chefe do Escritório de Freqüências do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França, Vincent Meens.
"É impossível prever em que ano deveremos adicionar um segundo bissexto. Às vezes há um segundo adicional a cada ano ou podemos estar três ou quatro anos sem ele", explicou.
No entanto, Meens reconheceu que com esta medida haverá "um desvio da hora da Terra em relação à hora atômica, que será mais ou menos de 1 minuto e 30 segundos por século".
Ou seja, a cada milênio o desvio seria de 15 minutos, um problema que, segundo os defensores da reforma, poderia ser solucionado inserindo um minuto adicional a cada 70 anos.
IG Ciência.com

País pode perder a chance de usar o maior telescópio do mundo

O Brasil corre o risco de perder sua vaga no projeto de construção do maior telescópio do mundo caso não ratifique seu contrato de adesão ao Observatório Europeu do Sul (ESO) neste semestre, alerta o diretor-geral da organização, o holandês Tim de Zeeuw. O acordo foi assinado no final de 2010 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com promessa de que seria aprovado até o fim de 2011, mas não foi enviado para votação no Congresso - que precisa ratificar o contrato, por se tratar de um acordo entre os governos do Brasil e dos 14 países europeus que fazem parte do ESO.
"O contrato diz que, após um ano, ambos os lados podem pedir renegociação", disse Zeeuw, em almoço com jornalistas brasileiros em Santiago, no Chile, país onde estão localizados os telescópios do ESO. E deixou claro que, se não houver uma sinalização forte de avanço nos próximos meses, os europeus pedirão essa renegociação, sem garantias de que os descontos concedidos ao Brasil na primeira negociação serão mantidos. Pelo contrato atual, o País tem desconto de 30% no custo total de participação pelos primeiros dez anos. Em vez de 370 milhões de euros, poderá pagar 260 milhões de euros, além de outros benefícios.
"Os países-membros concordaram com esses termos porque viram a participação do Brasil como vantagem estratégica, mas não posso garantir que isso será mantido se tivermos de renegociar o contrato", alertou Zeeuw. Na pior das hipóteses, disse ele, o convite poderá ser revogado. "Não estou fazendo uma ameaça, estou apenas afirmando um fato", disse. "Houve uma decisão unânime por parte dos membros de assinar o acordo com o Brasil e esperamos que o País honre seus compromissos".
Zeeuw foi simpático, educado e diplomático durante a entrevista. Mas ficou óbvio que a paciência e a boa vontade dos europeus estão no limite. "É um bom contrato, então não entendo por que deveríamos renegociá-lo. Se não houver progressos significativos até a metade do ano, todo mundo ficará muito infeliz". O contrato foi assinado no final da gestão do presidente anterior. Desde então, Zeeuw diz que não recebeu nenhum comunicado do ministro, com quem tentou se reunir, sem ser atendido. Assim, é natural que os europeus se perguntem se poderão contar com o Brasil em seus próximos projetos.
Em nota divulgada nessa terça-feira (17), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação afirma que "em função dos ajustes orçamentários realizados pelo governo no ano passado e o atual cenário econômico internacional, o projeto foi reavaliado e se encontra em fase final de conclusão para ser enviado ao Congresso Nacional". O documento estima em "quase R$ 566 milhões" o custo ao longo de 11 anos da entrada do País no consórcio, qualificando o gasto como "um volume elevado de investimentos para o orçamento e as amplas demandas de Ciência, Tecnologia e Inovação".
A nota, contudo, reafirma o comprometimento do Ministério na ratificação do acordo: "O desejo do Brasil é participar de todo o programa do ESO e fará todos os esforços para isso". A Pasta espera a contrapartida da "transferência de tecnologia" e da "participação da indústria brasileira", algo que "exigirá um processo de negociação amplo com o ESO". O Ministério admite que o Brasil já utiliza os telescópios da organização em pé de igualdade com os demais países: 30% do tempo solicitado para uso foi liberado. A média dos outros países é de 32%. Os pedidos de tempo são feitos semestralmente pelos pesquisadores e os projetos são avaliados por mérito.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Frase

Mudanças climáticas e desmatamento já alteram a amazônia

A bacia Amazônica está passando por uma transição e pode, em breve, deixar de ser um absorvedor de carbono e se tornar uma fonte. Foi identificado que a expansão agrícola e as mudanças climáticas estão provocando problemas na região.  Pesquisadores afirmam que desmatamento, fogo e secas estão potencializando as perdas de estoque de carbono, além de alterar os padrões de chuva na região.  O processo de transição já começou no Sul, Sudoeste e Sudeste da Amazônia, a parte Oeste da região permanece parcialmente preservada.
A questão já foi observada e vinha sendo debatida há alguns anos, mas esta é a primeira vez que um grupo de pesquisadores do Brasil, Europa e Estados Unidos faz uma revisão sobre o assunto e  publica artigo em um periódico científico. Os pesquisadores revisaram os dados do Programa Brasileiro de Pesquisas sobre as Interações Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), que desde 2007, que produziu cerca de cem projetos de estudo na região.
De acordo com Paulo Artaxo, pesquisador do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo publicado na Nature, “o importante é perceber que o Brasil precisa se estruturar para preservar aquela região”.
O documento também afirma que estão ocorrendo alterações no fluxo de água e na sedimentação dos rios, além do prolongamento da estação de seca no Sul e leste da Bacia Amazônica.
Trata-se de um processo complexo de transição de um ecossistema que tem como principal causa a mudança no manejo do solo provocada pelo crescimento da agricultura, pecuária, atividade madeireira e crescimento populacional na região. Para se ter uma ideia, em 1960, a população na Amazônia brasileira era de 6 milhões, em 2010 este número já era de 25 milhões. A cobertura de floresta diminuiu para 80% do que era.
Esta transição de absorvedor de carbono para fonte de carbono está ligada ao desmatamento. O fato é que florestas em crescimento tendem a absorver o carbono da atmosfera por causa do processo da fotossíntese. Porém, com o corte de árvores ocorre a liberação do carbono que estava armazenado - além da perda de uma árvore para fazer a fotossíntese e absorver carbono.
Atualmente, os rios amazônicos são responsáveis por 20% da água doce do mundo e a floresta armazena 100 bilhões de toneladas de carbono, o que equivale ao valor de 10 anos de emissões de combustíveis fósseis.
“Este processo afeta toda a mudança climática global. É ainda difícil dizer quanto a floresta Amazônica afetaria as mudança climática no planeta, pois é difícil prever o quanto ela será desmatada”, disse Artaxo. O pesquisador afirma que embora haja uma grande preocupação, há um decréscimo no desmatamento no país. “Em 2005, o desmatamento foi de 27 mil km2. Já em 2011, foi de 6 mil km2. É uma redução considerável. Porém o governo brasileiro precisa estruturar políticas para preservar a floresta que está de pé”.
IG Ciência.com

Meteorito que caiu no Marrocos veio de Marte

Uma equipe internacional de cientistas confirmou que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011. A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint.
Trata-se de sete quilos de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase um quilo, segundo explicou Edward Scott, presidente da associação que agrupa 950 cientistas, incluindo vários funcionários da Nasa. É o maior meteorito de origem marciana já encontrado na Terra. Várias universidades ao redor do mundo irão estudar o meteorito, que pode dar detalhes sobre o passado do planeta vermelho e ajudar a dizer se ele já abrigou vida.
Apesar das várias missões enviadas a Marte, ainda não foi possível retirar amostras do solo do planeta e trazê-las para a Terra. Por isso, a confirmação de que o material do meteorito marroquino veio de lá é uma boa notícia para os cientistas.
"Da química desses produtos podemos obter mais informações sobre o ambiente marciano ao longo do tempo, desvendando, por exemplo, se era comum que a água ficasse na superfície e, potencialmente, descobrir se em algum momento Marte foi apto a ter vida", explicou a professora Lydia Hallis, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos.
As rochas que formam o meteorito, porém, não são um retrato atual da atmosfera marciana. Os cientistas acreditam que o corpo celeste estava vagando pelo Sistema Solar havia milhões de anos antes de cair na Terra. A principal hipótese é a de que um corpo maior tenha colidido com o planeta vizinho e espalhado detritos como esses pelo espaço.
As partes do Tissint começaram a ser encontradas em outubro do ano passado, por nômades que perambulavam pelo vale Oued Drâa, próximo à cidade de Tata. Uma das testemunhas, Aznid Lhou, disse, segundo o boletim divulgado pela  Sociedade Internacional de Meteorítica, que primeiro viu uma luz amarela no céu da noite. Em seguida, o objeto apresentou um forte brilho esverdeado, que iluminou toda região, para então partir-se em dois.
Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro? Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

Meteoritos deram origem à vida na Terra? A hipótese de que a vida veio do espaço, na 'carona' de rochas espaciais, não é o modelo dominante, mas também não se descarta. É o que embasa uma série de pesquisas no campo da chamada astrobiologia. Há também pesquisadores que consideram que o impacto de meteoritos e a formação de crateras favoreceram o aumento da biodiversidade.

Meteoritos acabarão com a vida na Terra? Milhares de meteoros atravessam nossa atmosfera todos os dias. A maioria não passa de poeira espacial. Estima-se que uma grande colisão ocorra a cada 100 milhões de anos. A única extinção em massa associada a uma colisão de meteorito foi a dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ainda assim, existem pesquisas mostrando que as espécies então já estavam ameaçadas por causa de uma série de razões. O asteroide de 10 quilômetros de diâmetro apontado com o vilão da história teria apenas acelerado o inevitável destino dos dinossauros.

O homem pode proteger a Terra de um grande asteroide? Astrônomos monitoram constantemente a aproximação de corpos celestes. A hipótese é improvável, mas caso um enorme asteroide apareça em rota de colisão com a Terra, os cientistas já sabem o que sugerir: em vez de explodi-lo, como no filme Armageddon, desviá-lo. Os pesquisadores consideram factível instalar desde velas especiais para capturar o vento solar até motores de íons.

Veja.com


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Frase

Cruzeiros cada vez maiores dificultam resgate, dizem especialistas

Navios de cruzeiro como o Costa Concordia, que transportava 4,2 mil pessoas e naufragou na costa italiana na sexta-feira, estão se tornando cada vez maiores e mais populares. E isso, segundo especialistas franceses, dificulta as operações de resgate em caso de acidente.
Retirar milhares de passageiros e tripulantes de um navio exige uma logística com centenas de helicópteros – uma ajuda que nenhum país hoje tem condições de disponibilizar em um curto prazo de tempo
"É uma loucura ter navios desse tamanho. Imagine um acidente como o do Costa Concordia em uma ilha distante, onde não há nada nas proximidades. É impossível salvar milhares de pessoas", disse  Jacques Loiseau, presidente da Associação Francesa de Capitães de Navios.
"Desde 2006, a Organização Marítima Mundial nos pede para estudar a questão do gigantismo dos navios, sejam cargueiros ou de transporte de passageiros. Hoje, salvar uma grande embarcação representa um desafio real", diz o capitão Marc Gander, da Marinha francesa.
Transatlânticos
O Instituto Francês do Mar, uma associação que reúne profissionais do setor marítimo, já alertava, desde 2009, para os problemas decorrentes do aumento crescente do tamanho dos navios de cruzeiro e dos cargueiros.
"No caso dos transatlânticos com milhares de passageiros, é impossível determinar e instaurar previamente os meios necessários para o resgate, ainda mais se as condições meteorológicas forem desfavoráveis", diz o estudo divulgado na época.
"Existe uma dificuldade operacional para retirar rapidamente as pessoas e levá-las à terra firme", disse Eudes Riblier, presidente do instituto.
Ele ressalta que os problemas aumentam se o acidente ocorrer em alto mar, diferentemente do que ocorreu com o Costa Concordia.
Há navios de cruzeiro ainda maiores do que o Costa Concordia. O 'Oasis of the Seas', da companhia Royal Caribbean, pode transportar cerca de 8,5 mil pessoas (quase 6,3 mil passageiros e uma tripulação de 2,2 mil pessoas).
Esse navio possui 16 andares e 360 metros de comprimento. Ele é mais longo do que a Torre Eiffel, que possui 324 metros de altura.
Riblier, do Instituto Francês do Mar, ressalta, no entanto, que os grandes navios têm menor risco de acidentes e podem, em razão de seu tamanho, resistir melhor a colisões contra rochedos.
"A catástrofe do Costa Concordia não está ligada ao gigantismo do navio e ocorreu devido à imprudência do capitão. Um navio de menor porte teria afundado muito mais rápido mesmo com um rombo de apenas 70 centímetros no casco e não teria sido possível efetuar o resgate”, afirma.
Mas mesmo se nesse caso o tamanho do navio representou "uma vantagem", diz Riblier, ele afirma que o acidente do Costa Concordia irá relançar discussões sobre o gigantismo dos navios de cruzeiro.
"A questão é saber se devemos melhorar a segurança desses navios ou proibi-los."
BBC.com

População das Maldivas poderá se mudar para a Austrália devido ao aquecimento global

Em breve a população das Maldivas estará de mudança. Os 350 mil habitantes terão de fazer suas malas para viver na Austrália, antes que sejam engolidos pelos mares do Oceano Índico. Pelo menos esse é o plano do presidente, Mohamed Nasheed, para a sobrevivência do seu povo.
Nasheed anunciou recentemente que pretende criar um fundo que arrecadará dinheiro para comprar terras e bancar a mudança, quando o aumento do nível do mar – que ocorre por conta da crescente temperatura do planeta – for tamanho que inundará todo o país. Os recursos virão da receita turística das mais de mil ilhas paradisíacas que formam o arquipélago.
Segundo as melhores estimativas da ONU, o nível do mar aumentará entre 28 e 28 cm até o final do século XXI. “Está se tornando cada vez mais difícil sustentar as ilhas em seu estado natural”, declarou ao jornal Sydney Morning Herald. Achou loucura? Pois não se trata de ficção científica, pelos cálculos do presidente a mudança será necessária daqui a, apenas, 20 anos. Outros países próximos com cultura semelhante, como a Índia e o Sri Lanka, também são considerados, apesar de Nasheed ainda não ter conversado oficialmente com nenhum deles.
Cerca de 42 milhões de pessoa foram forçadas a abandonar suas casas por causa de desastres naturais em 2010, mais do que o dobro do ano anterior. Uma das razões para o aumento pode ser a mudança do clima, e a comunidade internacional deveria estar fazendo mais para conter o problema, dizem especialistas.
Os refugiados do clima já são 42 milhões. Até 2020, serão 50 milhões:
O Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos afirma que o aumento de 17 milhões de desalojados em um ano foi devido principalmente ao impacto de megadesastres, como enchentes na China,  Paquistão, e os terremotos no Chile e no Haití. Os números de 2009 foram baixos comparados a 2008, quando 36 milhões de pessoas foram desalojadas. mas o grupo diz que o número total de desastres dobrou em duas décadas, passando de 200 a 400.
Mais de 90% dos desalojamentos por desastres foram causados por problemas relacionados ao clima, como enchentes e tempestades. "A intensidade e a frequência de eventos extremos do clima estão aumentando e isto deve continuar assim. O número dos afetados crescerá com toda a probabilidade com a mudança climática induzida por humanos", disse Elisabeth Rasmusson, secretária-geral do Conselho de Refugiados da Noruega. A Ásia foi a região mais duramente atingida, com 32 milhões de pessoas afetadas. Os maiores números foram na China (15 milhões, pelas enchentes), Paquistão (11 milhões também por enchentes) e Colômbia (3 milhões, pelo mesmo motivo). O relatório também menciona pessoas afetadas pela seca, estimadas em 108 milhões no ano passado, comparadas a 101 milhões em 2009. Os custos totais estimados destes desastres chega a U$ 130 bilhões, de acordo com a seguradora alemã  Munich RE.
Neste ano, a cena também não é encorajadora, com 10 mil mortos e 19 mil desaparecidos no Japão, e 500 mil desalojados. Nos Estados Unidos, tornados causaram destruição do Alabama a Massachusetts, e enchentes inundaram os estados de Montana a Louisiana. Falando em uma conferência em Oslo, o alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, disse que a questão dos refugiados do clima é "um desafio definitivo de nosso tempo", e criticou a comunidade internacional por não ter vontade política para reduzir o ritmo da mudanca do clima.
Superinteressante.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Frase

Primeiro submarino nuclear brasileiro será usado em 2023

O Brasil possui duas amazônias. A primeira todo mundo conhece: 3,2 milhões de km² de floresta e biodiversidade. A outra, apesar de ocupar toda a porção leste do país, ainda é quase secreta. É a Amazônia Azul, como a Marinha convencionou chamar o território submerso na costa brasileira. A área tem 4,4 milhões de km² de água salgada, e importância econômica incrível — dali é retirado 90% de nosso petróleo e por ali passa 95% de nosso comércio exterior. Escondidos sob as ondas, somente 5 submarinos patrulham essa imensidão — é como patrulhar as fronteiras da floresta amazônica e deixar o miolo desprotegido. Com a descoberta do pré-sal, cuidar dessa área se fez mais urgente ainda.
Para isso, a Marinha traçou um plano de longuíssimo prazo: até 2047, o país terá 26 submarinos patrulhando sua costa. O primeiro passo foi no final de 2008, quando o governo brasileiro firmou um convênio com a França para a transferência da tecnologia do submarino Scorpène. O segundo foi em julho de 2011, com o início da fabricação das novas embarcações no estaleiro de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A próxima geração de submarinos brasileiros deve chegar aos mares em 2017. Mais importante que isso, no entanto, são as mudanças que os engenheiros brasileiros planejam fazer no projeto francês. A ideia é realizar um transplante: sai o motor a diesel, entra um reator nuclear. Começando agora, a Marinha espera concluir a construção do primeiro submarino movido a propulsão nuclear em 2023.
Com isso, o Brasil entraria para o seleto clube dos países que dominam a tecnologia — China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia. Para se ter uma noção da importância estratégica desse veículo, esses 5 são justamente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A importância disso para a segurança e a ciência nacionais:


 Corpo de aço, coração nuclear:
Segundo o comandante da Marinha do Brasil, o submarino é o veículo com o melhor custo/benefício na guerra naval. “Sua vantagem determinante é a capacidade de se ocultar e surpreender”, diz. Na guerra das Malvinas, por exemplo, foi o elemento surpresa que permitiu a um submarino britânico realizar o maior ataque do conflito, quando destruiu um navio argentino e matou 368 homens.
No entanto, os submarinos convencionais têm um grande inconveniente: após alguns dias submersos eles precisam voltar à superfície para literalmente pegar ar e recarregar as baterias — e lá se vai o elemento surpresa. Já o submarino nuclear, graças à capacidade quase inesgotável do seu reator, pode ficar debaixo d’água por meses e atingir altas velocidades por tempo ilimitado. “Ele pode chegar a qualquer lugar rapidamente. Para o inimigo, significa estar em todos os lugares ao mesmo tempo”, diz Moura Neto. Mas homens têm limites: quando o submarino nuclear sobe, é para repor alimentos e desestressar a tripulação.
Desde os anos 70 os militares brasileiros planejam a construção de um submarino nuclear, mas sofriam com barreiras impostas pelas potências estrangeiras. A tecnologia teve de ser desenvolvida aqui dentro — em 1982, o país dominou o ciclo de combustível nuclear. A partir dos anos 90, os recursos minguaram, até a ressurreição recente do projeto. O próximo passo deve ser a construção de um reator nuclear em solo, para testar o equipamento. Ele está sendo desenvolvido no Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP), e deve ser concluído em 2014.
Uma preocupação que envolve o projeto é a falta de profissionais para lidar com a tecnologia. A Comissão Nacional de Energia Nuclear, que em 1991 tinha 3.750 servidores, hoje tem somente 2.550 — com idade média de 56 anos. “Há uma necessidade urgente de reposição e de formação de novos profissionais”, diz José Roberto Piqueira, vice-diretor da Escola Politécnica da USP. Pensando nisso, a USP irá abrir em 2013 um curso de graduação em Engenharia Nuclear, ao lado do centro da Marinha em Iperó. Parcerias entre as duas instituições já estão nos planos.
Galileu.com

Manifestantes vão "ocupar Davos" com iglus

O movimento “Ocupem Wall Street“, que começou no ano passado nos Estados Unidos e se espalhou por diversos países do mundo, chegou à Suíça. Mais precisamente ao Fórum Econômico Mundial, a reunião dos líderes mais ricos do mundo em Davos.
Como o inverno suíço não permite que os manifestantes ocupem em barracas, eles estão construindo iglus. 
Os ativistas fazem um chamado para que a população lute por mais igualdade de renda, em prol dos 99% e contra o 1% que representaria os ricos – o lema do movimento. E parece que a mensagem conseguiu, de alguma forma, chegar aos líderes que participam da reunião em Davos. No Relatório de Riscos Globais, publicação do Fórum Econômico Mundial, os economistas de Davos admitem que o crescimento das desigualdades sociais é uma das maiores ameaças à econômia mundial nos próximos anos.
Época.com

Arqueólogos descobrem túmulo de cantora dos faraós no Egito

Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 quilômetros do Cairo. O Ministério de Estado para as Antiguidades do Egito anunciou neste domingo que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis III (1490-1436 a.C.).
No corredor de Luxor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo Ministério. O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista Ni Hems Bastet. Os arqueólogos acharam ainda, perto do túmulo do faraó, um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.
A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.
O nome da cantora, Nehmes Bastet, indica que ela estava protegida pelo Deus felino Bastet. Os cientistas concluíram a partir de artefatos que ela cantou no Templo de Karnak, um dos mais famosos e maiores locais de eventos ao ar livre da era faraônica.
Veja.com

sábado, 14 de janeiro de 2012