"De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos, vagarosas saudades,
silenciosas lembranças"
(Cecília Meirelles)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Cães prestam mais atenção aos humanos do que chipanzés
Todos sabem que os chimpanzés são os parentes mais próximos dos seres humanos, mas os cães podem nos entendem melhor do que os primatas, de acordo com uma pesquisa do Instituto Max Planck de Evolução da Antropologia, em Leipzig, na Alemanha.
Segundo o estudo, publicado na última edição da PLoS ONE, os chimpanzés não prestavam atenção quando algum objeto era mostrado, enquanto os cachorros, além de ficarem atentos ao item mostrado, sabiam o que pessoa que segurava o objeto queria.
Os pesquisadores acreditam que os cães podem até nascer com esse atributo, pois filhotes de seis semanas de vidas foram usados no estudo e já entendiam bem o que os cientistas queriam, mesmo sem nenhum tipo de treinamento.
O estudo foi realizado da seguinte maneira: os pesquisadores apontavam para um objeto visível, fora do alcance do humano, mas próximo do animal. Caso o chimpanzé ou o cachorro levasse o objeto aos cientistas, ganhavam suco ou amendoins – no caso dos macacos – ou ração canina seca – no caso dos cães –, como recompensa.
Os primatas ignoraram os cientistas, mas estavam interessados em conseguir a comida, enquanto os cachorros entenderam o que foi proposto. Os cientistas disseram ainda que nem os lobos têm tal habilidade, mesmo que criados em ambientes com seres humanos.
Pesquisadores da Universidade Eötvös, na Hungria, estudaram várias raças de cachorros para descobrir quais são as que mais prestam atenção nos humanos. Cães utilizados por caçadores para encontrar os animais mortos – como o Golden Retriever – e pastores – como o Border Collie – foram os que melhor se saíram nos testes.
National Geographic
Seis pessoas com superpoderes impressionantes
Com certeza, todos nós já desejamos ter poderes sobrenaturais como mover objetos com a mente ou voar. Mas, em algum ponto, temos que aceitar que nunca seremos tão incríveis quanto o Wolverine ou o Homem Aranha. No entanto, há alguns casos raros de pessoas que, por razões que a ciência ainda não explica claramente, desenvolveram habilidades sobre-humanas. Os mais surpreendentes:
1. O homem que correu 50 maratonas em 50 dias consecutivos
O atleta americano Dean Karnazes é famoso por ter corrido 50 maratonas, cada uma em um estado diferente, por 50 dias consecutivos. Certa vez ele correu cerca de 565 km, sem parar, por três dias consecutivos. O maratonista já foi submetido a um exame médico para verificar o que havia de diferente em seu corpo. Primeiro seu nível CPK (que revela o quanto seus músculos estão desgastados) foi medido. Um maratonista normal atingiria o pico de 2400 CPK após uma prova normal. Dean estava com 447 CPK após 25 maratonas consecutivas. O estudo concluiu que, não só os músculos do americano sofrem menos com o exercício como param de se desgastar após uma certa quantidade de atividade física – mais ou menos como o Wolverine. Ele também tem mais sangue em seu sistema circulatório, o que o ajuda a ficar hidratado por mais tempo.
1. O homem que correu 50 maratonas em 50 dias consecutivos
O atleta americano Dean Karnazes é famoso por ter corrido 50 maratonas, cada uma em um estado diferente, por 50 dias consecutivos. Certa vez ele correu cerca de 565 km, sem parar, por três dias consecutivos. O maratonista já foi submetido a um exame médico para verificar o que havia de diferente em seu corpo. Primeiro seu nível CPK (que revela o quanto seus músculos estão desgastados) foi medido. Um maratonista normal atingiria o pico de 2400 CPK após uma prova normal. Dean estava com 447 CPK após 25 maratonas consecutivas. O estudo concluiu que, não só os músculos do americano sofrem menos com o exercício como param de se desgastar após uma certa quantidade de atividade física – mais ou menos como o Wolverine. Ele também tem mais sangue em seu sistema circulatório, o que o ajuda a ficar hidratado por mais tempo.
2. O homem que não leva choque
Ma Xiaiang consegue brincar com fios de alta voltagem, que transmitem correntes elétricas tão fortes que até estalam, sem sentir nenhuma dor. O chinês descobriu seu superpoder quando percebeu que sua TV não funcionava mais. Então Xiaiang decidiu fuçar na caixa de fusíveis de sua casa (sem usar nenhum material de proteção) e, acidentalmente, tocou em um fio solto. Em vez de tomar um baita choque que poderia causar sua morte, ele não sentiu nada. Hoje ele é famoso pela sua habilidade e afirma que consegue até passar pequenas correntes elétricas através das mãos – embora isso não tenha sido provado.
Mas o que Xiaiang tem de especial? A verdade é que todos os nossos corpos reagem de forma levemente diferente à eletricidade. Se sua pele for mais grossa e menos úmida, por exemplo, você pode sofrer menos com um choque. Parece que o chinês é, simplesmente, tem todos os atributos que o tornam mais resistente.
Ma Xiaiang consegue brincar com fios de alta voltagem, que transmitem correntes elétricas tão fortes que até estalam, sem sentir nenhuma dor. O chinês descobriu seu superpoder quando percebeu que sua TV não funcionava mais. Então Xiaiang decidiu fuçar na caixa de fusíveis de sua casa (sem usar nenhum material de proteção) e, acidentalmente, tocou em um fio solto. Em vez de tomar um baita choque que poderia causar sua morte, ele não sentiu nada. Hoje ele é famoso pela sua habilidade e afirma que consegue até passar pequenas correntes elétricas através das mãos – embora isso não tenha sido provado.
Mas o que Xiaiang tem de especial? A verdade é que todos os nossos corpos reagem de forma levemente diferente à eletricidade. Se sua pele for mais grossa e menos úmida, por exemplo, você pode sofrer menos com um choque. Parece que o chinês é, simplesmente, tem todos os atributos que o tornam mais resistente.
3. O homem com uma supermemória visual
Stephen Wiltshire só precisa olhar para uma paisagem uma vez para desenhá-la com uma riqueza de detalhes impressionante. Mas como ele consegue isso quando outras pessoas precisam perder meia hora, todos os dias, procurando suas chaves? Basicamente, por que o cérebro de Wiltshire não é facilmente distraído como o nosso. Ele é autista, com uma síndrome chamada “Savant”, o que impede que partes do seu cérebro se comuniquem com outras sem esforço – o que pode causar dificuldades de aprendizado. Mas se estamos em um parque, contemplando a paisagem, somos distraídos pelo barulho dos pássaros, pelo cachorro que está passeando, pelas crianças jogando bola... Já Wiltshire está profundamente compenetrado em cada detalhe da vista e poderá reproduzi-la com perfeição posteriormente.
4. O homem que não consegue esquecer
Stephen Wiltshire não é o único com uma supermemória. Kim Peek, antes de morrer em 2009, já havia memorizado perfeitamente 12mil livros. Ele leu tantos livros por que conseguia acompanhar duas páginas ao mesmo tempo – uma com cada olho. Além disso, ele lembrava de 98% de tudo o que tinha vivido. Há especialistas que, ao estudar o caso, afirmem que Peek também era um Savant. No entanto, a teoria mais popular era que ele possuía um defeito congênito de nascimento que, simplesmente, o impedia de esquecer.
5. O homem que não sente frio
Chamado de “Iceman” (o homem do gelo), Wim Hof é um holandês que não sente frio. Ele já provou sua habilidade nadando em rios de águas congelantes, sendo enterrado em gelo e escalando o Everest ao melhor estilo Jacob Black, de Crepúsculo: usando só uma bermuda. Já foi provado que, ao mergulhar em águas que, praticamente, matariam qualquer humano, a temperatura corporal de Hof quase não sofre alterações. Ele afirma que seu poder vem da meditação e da concentração. Pode parecer loucura, mas cientistas da Universidade de Nijmegen verificaram que ele realmente consegue controlar seu sistema nervoso através de um estado de concentração pleno.
6. O homem com super-reflexos Sabe os reflexos acelerados do Homem Aranha que o permitem desviar de objetos no ar e, praticamente, prever o que seus inimigos farão? O japonês Isao Machii tem uma capacidade parecida e, armado com a sua katana, consegue cortar objetos a uma velocidade que o olhar humano é incapaz de perceber. Segundo especialistas, Machii realmente não está vendo o que está fazendo – é uma questão de reflexos e de saber antecipar todos os movimentos à sua volta. Ele não precisa ver, apenas sabe onde os objetos estarão e como atingi-los. Quase um Jedi.
Stephen Wiltshire só precisa olhar para uma paisagem uma vez para desenhá-la com uma riqueza de detalhes impressionante. Mas como ele consegue isso quando outras pessoas precisam perder meia hora, todos os dias, procurando suas chaves? Basicamente, por que o cérebro de Wiltshire não é facilmente distraído como o nosso. Ele é autista, com uma síndrome chamada “Savant”, o que impede que partes do seu cérebro se comuniquem com outras sem esforço – o que pode causar dificuldades de aprendizado. Mas se estamos em um parque, contemplando a paisagem, somos distraídos pelo barulho dos pássaros, pelo cachorro que está passeando, pelas crianças jogando bola... Já Wiltshire está profundamente compenetrado em cada detalhe da vista e poderá reproduzi-la com perfeição posteriormente.
4. O homem que não consegue esquecer
Stephen Wiltshire não é o único com uma supermemória. Kim Peek, antes de morrer em 2009, já havia memorizado perfeitamente 12mil livros. Ele leu tantos livros por que conseguia acompanhar duas páginas ao mesmo tempo – uma com cada olho. Além disso, ele lembrava de 98% de tudo o que tinha vivido. Há especialistas que, ao estudar o caso, afirmem que Peek também era um Savant. No entanto, a teoria mais popular era que ele possuía um defeito congênito de nascimento que, simplesmente, o impedia de esquecer.
5. O homem que não sente frio
Chamado de “Iceman” (o homem do gelo), Wim Hof é um holandês que não sente frio. Ele já provou sua habilidade nadando em rios de águas congelantes, sendo enterrado em gelo e escalando o Everest ao melhor estilo Jacob Black, de Crepúsculo: usando só uma bermuda. Já foi provado que, ao mergulhar em águas que, praticamente, matariam qualquer humano, a temperatura corporal de Hof quase não sofre alterações. Ele afirma que seu poder vem da meditação e da concentração. Pode parecer loucura, mas cientistas da Universidade de Nijmegen verificaram que ele realmente consegue controlar seu sistema nervoso através de um estado de concentração pleno.
6. O homem com super-reflexos Sabe os reflexos acelerados do Homem Aranha que o permitem desviar de objetos no ar e, praticamente, prever o que seus inimigos farão? O japonês Isao Machii tem uma capacidade parecida e, armado com a sua katana, consegue cortar objetos a uma velocidade que o olhar humano é incapaz de perceber. Segundo especialistas, Machii realmente não está vendo o que está fazendo – é uma questão de reflexos e de saber antecipar todos os movimentos à sua volta. Ele não precisa ver, apenas sabe onde os objetos estarão e como atingi-los. Quase um Jedi.
Galileu.com
Maior telescópio óptico virtual do mundo é conectado
Cientistas do Observatório de Cerro Paranal, no norte do Chile, anunciaram ter conseguido conectar os sinais emitidos pelos quatro telescópios mais potentes localizados nesse centro astronômico para criar o maior telescópio óptico virtual do mundo.
"No final de semana conseguimos finalizar o processo, depois de quase um ano. Pela primeira vez, pudemos fazer observações científicas através desse novo instrumento, e podemos dizer que já está pronto para ser utilizado" no futuro, disse à AFP Jean-Philippe Berger, astrônomo encarregado do processo.
Em Cerro Paranal, que fica 2.635 metros acima do nível do mar, em pleno Deserto de Atacama, estão quatro grandes telescópios ópticos de 30 metros de altura e com espelhos de 8 metros de diâmetro cada um, que formam o Very Large Telescope (VLT).
Os astrônomos conseguiram conectar os sinais recebidos por eles através da técnica denominada de interferometria - conjunto de processos de medição de comprimentos e de índices de refração, ou de análise de superfícies ópticas, baseado na interferência da luz - combinando a luz emitidas pelos quatro para obter uma imagem de maior resolução.
A partir de agora, os cientistas vão poder utilizar quando precisarem esta nova modalidade de observação, que, de uma forma virtual, permitirá contar com um espelho equivalente de 130 metros de diâmetro e que, segundo Berger, vai melhorar a resolução e a capacidade "zoom" dos aparelhos.
"Poderemos ver a superfície das estrelas, inclusive objetos que nunca haviam sido observados antes, como astros muito jovens ou algumas galáxias", explicou o astrônomo.
O Observatório de Paranal conta com dias redes de telescópios ópticos: os primeiros têm espelhos de 8 metros de diâmetro, e os segundos, menores, espelhos de 1,8 metro, já unidos mediante a interferometria em outubro de 2010.
A luz combinada proveniente destes sete instrumentos óticos forma o chamado VLT Interferômetro.
Segundo Berger, é "muito difícil construir telescópios ópticos de tamanhos maiores, pelo que recorreu à técnica" para conseguir visão melhor.
O sistema é operado pelo Observatório Europeu Austral (com sigla em inglês ESO), uma organização criada em 1962 integrada por 11 países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Portugal, Suécia e Suíça.
A construção do Observatório de Cerro Paranal começou em 1991, depois de sete anos de trabalhos de prospecção. Cerca de 350.000 metros cúbicos de rocha e terra foram removidos do cume desse monte para criar uma plataforma de 20.000 m2, onde foram instalados os telescópios e o Laboratório de Interferometria.
Por suas boas condições geográficas e climáticas, o Chile abrigará também, a partir de 2018, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), que contará com um espelho de 42 metros de diâmetro e que levará sete anos para ser construído. Seu custo é calculado em 1 bilhão de euros.
"Trabalhamos por isto durante muito tempo e estamos contentes de poder começar a fazer ciência" com ele, disse Berger.
O VLT do Observatório de Cerro Paranal, a 1.100 km de Santiago, perto da cidade chilena de Antofagasta, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo.
IG Ciência
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Cientistas estudam na Antártida o impacto solar no clima
Cientistas australianos buscam na Antártida evidências de partículas de raios cósmicos, provenientes de supernovas, que ficaram alojadas no gelo, para estudar seu impacto no clima da Terra durante o último milênio, informou a imprensa local nesta quinta-feira.
Os físicos Andrew Smith e Ulla Heikkila, da Organização Australiana de Tecnologia e Ciência Nuclear, viajaram até o continente branco para colher amostras de gelo e medir a presença de isótopos de berílio, partículas que se desprendem quando os raios cósmicos se chocam com o oxigênio ao entrar na atmosfera terrestre.
'Com as amostras de núcleos de gelo de berílio poderemos ter um indício real de como a atividade solar afetou o clima da Terra no último milênio', explicou Smith à emissora australiana 'ABC'.
O Sol tem papel 'protetor' contra os raios cósmicos graças à heliosfera, uma espécie de bolha criada pelos ventos solares para desviar os raios, destacou Smith.
Se a atividade solar é menor, a heliosfera fica debilitada e permite uma entrada maior de raios cósmicos na atmosfera terrestre, gerando mais isótopos de berílio que ficam depositados ao longo do tempo nas camadas de neve na Antártida.
Os pesquisadores esperam encontrar amostras milenares no leste do Polo Sul e pretendem submetê-las a testes especializados nos laboratórios.
Smith e Ulla procuram obter a história do acúmulo de berílio na Terra para depois desvendar a história da atividade solar.
Os dois cientistas explicaram que as oscilações na quantidade de energia emitida pelo Sol tiveram um papel pouco significativo na mudança climática no último século, porém não descartam que durante períodos maiores de tempo tenham tido uma importância mais relevante.
'A relação histórica entre a atividade solar e a mudança climática da Terra' é um dos aspectos que o estudo poderá esclarecer.
Exame.com
Ação do homem transformou floresta africana em savana
Histórias de mau uso do solo não são de hoje. Pesquisadores identificaram que há três mil anos a ação humana provocou mudanças significativas na floresta tropical da África Central, que foi rapidamente substituídas por savanas. O estudo do solo na bacia do rio Congo provou que a erosão foi contemporânea à migração da tribo Bantu para onde hoje é a fronteira da Nigéria com Camarões. Os pesquisadores afirmam que a intensificação do uso do solo, já naquele período , teve um grande impacto na floresta tropical.
Os pesquisadores sugerem que a introdução da agricultura na África Central intensificou o uso da terra e consequentemente a erosão. De acordo com os dados, que remontavam a 40 mil anos, houve uma alteração sem precedentes no solo da região. A análise geoquímica da composição da terra mostrou que ocorreu uma alteração na proporção de alumínio e potássio do solo. Com estes dados, os pesquisadores puderam perceber a intensidade da erosão ocorrida naquela época.
Até agora era consenso que a alteração da vegetação na região teria sido provocada por mudanças climáticas, quando árvores perenes foram trocadas por savanas e campos. A partir da análise de sedimentos da bacia do congo, pesquisadores do Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar concluíram que os Bantu, há 3 mil anos, intensificaram o uso do solo e facilitaram o processo de erosão à medida que cortavam árvores para criar terra arável para a agricultura e para a metalurgia de ferro.
Até agora era consenso que a alteração da vegetação na região teria sido provocada por mudanças climáticas, quando árvores perenes foram trocadas por savanas e campos. A partir da análise de sedimentos da bacia do congo, pesquisadores do Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar concluíram que os Bantu, há 3 mil anos, intensificaram o uso do solo e facilitaram o processo de erosão à medida que cortavam árvores para criar terra arável para a agricultura e para a metalurgia de ferro.
“Nosso estudo confirma que já na pré-história, atividades humanas já tinham impacto nas florestas tropicais. Obviamente, naquela época, os Bantu já limpavam a terra para cultivar as lavouras e, talvez depois para produzir carvão para a metalurgia”, disse Germain Bayon, autor do estudo publicado hoje (9) no periódico científico Science.
Erosão atrapalhou plantio
Bayon acredita que é muito provável que a erosão pode ter tido influência na migração dos agricultores Bantu. “Primeiro, porque a mudança climática progressiva levou ao surgimento de uma sazonalidade mais acentuada, com alternâncias drásticas das estações secas e chuvosas”, disse. A sazonalidade era uma condição indispensável para o cultivo de culturas como o milho.
Erosão atrapalhou plantio
Bayon acredita que é muito provável que a erosão pode ter tido influência na migração dos agricultores Bantu. “Primeiro, porque a mudança climática progressiva levou ao surgimento de uma sazonalidade mais acentuada, com alternâncias drásticas das estações secas e chuvosas”, disse. A sazonalidade era uma condição indispensável para o cultivo de culturas como o milho.
Outro fator está relacionado com as secas progressivas na África subequatorial, muito provavelmente provocando mudanças nos padrões de vegetação, a transição das florestas tropicais para savanas. Estas alterações podem ter facilitado a migração dos primeiros fazendeiros para os corredores abertos de savanas”, disse.
IG Ciência
Por ano, Terra perdeu 536 bi de t de gelo; nível do mar aumentou
As geleiras e áreas cobertas por gelo na Terra perderam 536 bilhões de toneladas por ano entre 2003 e 2010, o que resultou na elevação de 12 milímetros no nível médio do mar nesse período, segundo aponta um estudo feito por cientistas da Universidade do Colorado, nos EUA, e publicado ontem na edição on-line da revista "Nature".
O volume derretido por ano equivale a aproximadamente o dobro da quantidade de água que existe no rio Amazonas e corresponde a cerca de 0,002% de toda a quantidade de gelo que se estima existir no mundo.
O estudo é o primeiro a analisar com precisão o volume global de derretimento de todas as massas geladas do planeta com área coberta por gelo superior a 100 km², incluindo regiões fora da Antártida e da Groenlândia que, por conterem mais de 90% do gelo do mundo, sempre foram privilegiadas.
O novo levantamento inclui locais como topos de cordilheiras, onde constatou-se que o derretimento segue um ritmo menor que o esperado.
O estudo foi feito a partir da análise de dados das sondas gêmeas Grace, da Nasa, que desde 2002 fazem o mapeamento da massa e da gravidade terrestre.
"Esses novos resultados vão nos ajudar a responder questões importantes sobre a elevação do mar e como as regiões geladas estão respondendo ao aquecimento", disse o físico John Wahr, um dos líderes do estudo.
Para Paolo Alfredini, professor do departamento de engenharia hidráulica e ambiental da USP, a pesquisa traz dados concretos que são coerentes com o monitoramento do nível do mar feito em diversos pontos do Brasil.
Ele chama a atenção, no entanto, para o fato de que o estudo traz valores médios para todo o mundo, enquanto que algumas áreas são mais afetadas que outras pela elevação do mar. É o caso das áreas tropicais, como a costa brasileira.
"Nessas regiões, o aquecimento da água provoca sua dilatação, o que a faz ocupar um volume maior."
Segundo Alfredini, a extrapolação do resultado para um prazo de cem anos, considerando esses fatores, permite estimar que algumas áreas do país vão ter elevação de até um metro do nível do mar.
Isso significaria, numa praia com declive suave como a da cidade de Santos, um avanço do mar de até cem metros sobre a costa.
"As informações da pesquisa são preocupantes. O aquecimento não é uma questão folclórica e o Brasil está atrasado no despertar para as consequências desse processo, que pode afetar grandes áreas do país e do mundo.
Folha.com
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Frase
"Todas as escolhas têm perda. Quem não estiver preparado
pra perder o irrelevante, não estará apto para conquistar o
fundamental".
pra perder o irrelevante, não estará apto para conquistar o
fundamental".
62° Festival de Berlim
Berlim, sinônimo de modernidade estética e vanguarda artística, também é sede de um dos festivais mais prestigiados do planeta. Todo ano, o Festival Internacional de Cinema de Berlim seleciona o que há de melhor no cinema mundial. Este ano, de 9 a 19 de fevereiro, a capital alemã sediará sua sexagésima segunda edição. E diferente do que se diz de forma recorrente sobre o Oscar, é impossível prever o destino dos Ursos de Ouro e Prata. A única certeza este ano é que Meryl Streep leva uma estatueta para casa. A atriz que interpreta Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, papel que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar, será homenageada com um prêmio honorário em Berlim. O filme conta a história da primeira-ministra britânica, uma das maiores ativistas do neoliberalismo.
Outro destaque são os filmes brasileiros que integram a programação da mostra não-competitiva Panorama, são eles:Xingu, de Cao Hamburger, e o documentário Olhe pra Mim de Novo, produzido por Kiko Goifman. Ao todo, a mostra Panorama apresentará 53 filmes, de 37 países em 22 cinemas espalhados pela cidade. Confira a programação completa das mostras no site oficial:http://www.berlinale.de/
O festival chama a atenção para uma das capitais europeias mais visitadas por brasileiros. Uma das atrações históricas imperdíveis é o tour por onde ficava o antigo Muro de Berlim, símbolo da Cortina de Ferro. Hoje restam algumas partes dele e a maioria conta com intervenções de grafiteiros.
"Amásia", futuro supercontinente da Terra, unirá Américas e Ásia
Daqui a entre 50 milhões e 200 milhões de anos, a superfície da Terra será dominada por um novo supercontinente, a exemplo do que ocorreu no passado com os antigos Nuna, Rodinia e Pangeia. Desta vez, no entanto, o movimento das placas tectônicas deverá unir as Américas com a Ásia, fazendo surgir a “Amásia”, sugere estudo publicado na edição desta semana da revista “Nature”.Segundo os pesquisadores, ao contrário das teorias tradicionais, que preveem que o novo supercontinente se formará ou próximo de onde Pangeia estava (introversão), fechando o Atlântico como num movimento de sanfona; ou do lado oposto do globo em que o supercontinente de 300 milhões de anos atrás se localizava (extroversão), no meio de onde hoje é o Oceano Pacífico, dados paleomagnéticos apontam que na verdade os novos supercontinentes se formam em ângulos de 90 graus com relação ao anterior (ortoversão). Assim, a Amásia se uniria em torno do anel de subdução deixado pelo seu predecessor - hoje conhecido como Anel de Fogo do Pacífico pela concentração de vulcões nas áreas de encontro das placas tectônicas nas bordas do oceano.
De acordo com o modelo calculado por Ross Mitchell e sua equipe da Universidade de Yale, nos EUA, a América do Norte gradualmente se fundirá com a do Sul, fechando o Mar do Caribe. Depois, o conjunto flutuará em direção ao Norte da Ásia, acabando com o Oceano Ártico e dando origem à Amásia.
- Primeiro teríamos a fusão das Américas, que depois migrariam em direção ao Norte para se colidirem com a Europa e a Ásia mais ou menos onde hoje está o Polo Norte - diz Mitchell. - A Asutrália também continuaria seu movimento para o Norte, encaixando-se ao lado da Índia.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
"Fórum Mundial da Água" será realizado na França em março
Entre os dias 12 e 17 de março, estima-se que 20 mil pessoas de 140 países se reunirão em Marselha, na França, para a sexta edição doFórum Mundial da Água.
O encontro é organizado pelo WWC - Conselho Mundial da Água a cada três anos, perto da comemoração do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.
A ideia do Fórum Mundial da Água é buscar soluções para os principais problemas relacionados a este recurso natural, além de chamar atenção da população mundial para seu uso racional e sustentável. Neste ano, o tema do encontro será "Tempo para Soluções" com os objetivos de:
- estimular que o tema ganhe importância na agenda política de governos;- aprofundar discussões e trocas de experiências sobre as soluções para os desafios atuais
- formular propostas concretas para os problemas.Participantes do continente americano decidiram, durante o processo preparatório para o Fórum, abordar seis temas:
- Água e Saneamento;- Água e Adaptação às Mudanças Climáticas;
- Gestão Integrada de Recursos Hídricos;
- Água para Alimento;
- Água para Energia
- Melhoria da Qualidade dos Recursos Hídricos e Ecossistemas.
Os países das Américas, inclusive o Brasil, formularão um documento regional para expressar a visão local com soluções efetivas para o alcance de metas destes temas prioritários. A participação brasileira será coordenada por um colegiado denominadoSeção Brasildo Conselho Mundial da Água, que agrega instituições e segmentos envolvidos com o tema.
O colegiado é composto por 22 membros do Conselho Mundial da Água e 20 instituições convidadas. O Brasil é o quinto país em termos de representação nacional junto ao Conselho Mundial.
O Brasil também terá um espaço dentro do Fórum, o Pavilhão Brasil, com auditório, estandes e o Espaço Rio+20que apresentará boas práticas brasileiras em relação à água e chamará a atenção para a Conferencia da ONU em Desenvolvimento Sustentável, que será realizada em junho no Rio de Janeiro.
National Geographic.com
Não existe planeta como o nosso???
Os astrônomos estão descobrindo muitos exoplanetas que orbitam estrelas como o Sol, incrementando substancialmente as chances de encontrarmos um mundo semelhante. Mas se isso acontecer, a chance de a superfície desse planeta ter um aspecto semelhante à do nosso é muito pequena, graças a um “culpado” improvável: as plantas.Todos nós sabemos como a paisagem da Terra emergiu, certo? Oceanos e massas de terra se formaram, montanhas ergueram-se e a precipitação pluviométrica varreu sua superfície; rios desgastaram as rochas nuas, criando o solo, e as plantas se enraizaram. Bem, uma nova pesquisa indica que a última fase desse roteiro não está correta. Plantas vasculares — aquelas com estruturas como xilema e floema, que podem conduzir água, entre outras substâncias — são o que criou os rios e lamaçais que construíram os solos que produziram florestas e terras cultiváveis.
A evidência de que as plantas vasculares foram uma das principais forças que moldaram a superfície da Terra é apresentada em uma edição especial da Nature Geoscience, publicada on-line. No artigo, Timothy Lenton, um cientista especializado em sistemas da Terra na Universidade de Exeter, na Inglaterra, apresenta dados do registro biogeoquímico mostrando que a evolução de plantas vasculares em torno de 450 milhões de anos atrás é o que realmente começou a absorver dióxido de carbono da atmosfera, mais do que os organismos nos oceanos. Em consequência, as temperaturas da Terra caíram, iniciando um ciclo de glaciação e derretimento generalizados que, ao longo de outros milhões de anos, provocaram uma abrasão substancial na superfície da Terra.
A evidência de que as plantas vasculares foram uma das principais forças que moldaram a superfície da Terra é apresentada em uma edição especial da Nature Geoscience, publicada on-line. No artigo, Timothy Lenton, um cientista especializado em sistemas da Terra na Universidade de Exeter, na Inglaterra, apresenta dados do registro biogeoquímico mostrando que a evolução de plantas vasculares em torno de 450 milhões de anos atrás é o que realmente começou a absorver dióxido de carbono da atmosfera, mais do que os organismos nos oceanos. Em consequência, as temperaturas da Terra caíram, iniciando um ciclo de glaciação e derretimento generalizados que, ao longo de outros milhões de anos, provocaram uma abrasão substancial na superfície da Terra.
Talvez ainda mais surpreendente, plantas vasculares formaram os tipos de rios vemos hoje ao nosso redor, segundo outro artigo, de Martin Gibling, da Universidade Dalhousie, em Nova Scotia, e Neil Davies, da Universidade de Ghent, na Bélgica, que analisaram a deposição de sedimentos remontando a centenas de milhões de anos. Antes da era das plantas, a água lavava as massas terrestres da Terra em amplas extensões, sem cursos definidos. Somente quando suficiente vegetação cresceu, a ponto de desagregar as rochas em minerais e lama, e então manter essa lama fixa em seu local, é que se formaram as margens dos rios, que começaram a canalizar a água. Essa canalização resultou em inundações periódicas que depositaram sedimentos sobre grandes áreas, criando solos ricos. O solo, por sua vez, permitiu que árvores se enraizassem. Seus detritos lenhosos tombaram nos rios, criando “engarrafamentos” dessas substâncias que rapidamente criaram novos canais e causaram ainda mais enchentes, estabelecendo um ciclo realimentador que terminou por dar sustentação a florestas e planícies férteis.
"As rochas sedimentares, antes das plantas, quase não continham lama", explica Gibling, professor de ciências da Terra na Dalhousie. "Depois que as plantas se desenvolveram, o conteúdo de lama aumentou enormemente. Paisagens lamacentas expandiram-se bastante. Foi criado um novo tipo de ecoespaço antes inexistente.”
Isso nos leva às consequências cósmicas. "As plantas não são passageiros passivos no sistema da superfície do planeta", diz Gibling. "Elas criam o sistema da superfície. Organismos moldam o ambiente: a atmosfera, as paisagens, os oceanos, todos se desenvolveram com incrível complexidade depois que a vida vegetal se desenvolveu." Assim, conforme dizem os editores da Nature Geoscience em editorial para sua edição especial, mesmo que haja alguns planetas que possam suportar placas tectônicas, água corrente e os ciclos químicos que são essenciais à vida como a conhecemos, parece improvável que qualquer um desses planetas seja parecido com a Terra. Porque mesmo que plantas brotem, elas evoluirão de forma diversa, moldando uma superfície distinta sobre o orbe que denominam lar.
"As rochas sedimentares, antes das plantas, quase não continham lama", explica Gibling, professor de ciências da Terra na Dalhousie. "Depois que as plantas se desenvolveram, o conteúdo de lama aumentou enormemente. Paisagens lamacentas expandiram-se bastante. Foi criado um novo tipo de ecoespaço antes inexistente.”
Isso nos leva às consequências cósmicas. "As plantas não são passageiros passivos no sistema da superfície do planeta", diz Gibling. "Elas criam o sistema da superfície. Organismos moldam o ambiente: a atmosfera, as paisagens, os oceanos, todos se desenvolveram com incrível complexidade depois que a vida vegetal se desenvolveu." Assim, conforme dizem os editores da Nature Geoscience em editorial para sua edição especial, mesmo que haja alguns planetas que possam suportar placas tectônicas, água corrente e os ciclos químicos que são essenciais à vida como a conhecemos, parece improvável que qualquer um desses planetas seja parecido com a Terra. Porque mesmo que plantas brotem, elas evoluirão de forma diversa, moldando uma superfície distinta sobre o orbe que denominam lar.
Scientific American.com
Existem 160 bilhões de planetas alienígenas na Via Láctea
Sabemos que existem, pelo menos, 100 bilhões de estrelas pelo espaço. Agora cientistas afirmam que cada uma delas tem, pelo menos, um planeta ao seu redor.
Uma pesquisa feita por astrônomos do Instituto de Astrofísica de Paris mostra que, em média, cada estrela da Via Láctea é orbitada por 1,6 planetas. Em outras palavras – existem cerca de 160 bilhões de planetas alienígenas (que ficam fora do Sistema Solar) em nossa galáxia.
Este número é uma estimativa gerada por computador já que, oficialmente, conhecemos apenas cerca de 700 planetas alienígenas. Outro dado mostrado pela pesquisa é que a maioria desses astros ainda desconhecidos deve ter uma estrutura pequena e rochosa – muito parecida com a da Terra, com chances de abrigar vida.
Segundo um dos autores da pesquisa, Arnaud Cassan, estrelas cercadas por um ou mais planetas são a regra e não a exceção. “Ou seja, quando olhar para as estrelas, imagine milhões e milhões de mundos escondidos entre elas”, conclui Cassan. Mas, falando em exceções, enquanto há vários planetas orbitando a mesma estrela, recentemente foram descobertos alguns que orbitam dois sóis ao mesmo tempo.O primeiro, Kepler-16, foi logo chamado de “Tatooine” em referência ao planeta desértico onde Anakin Skywalker nasceu, que é iluminado por duas estrelas (em Star Wars). Desde então mais dois sistemas “circumbinários”, como acabaram batizados esses conjuntos, foram encontrados.
Galileu.com
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
"Solmáforo" mede incidência de raios UV e alerta para risco de exposição ao sol
Os chilenos andam sofrendo com a radiação solar: de acordo com a Universidad de Santiago, a incidência de raios UV – Ultravioleta aumentou 10% neste verão, em comparação a 2008, por conta de uma redução de 1% na densidade da camada de ozônio. O resultado? Os casos de câncer de pele têm crescido muito entre a população e, só em 2009, mais de 200 pessoas morreram por conta da doença.
Para tentar minimizar os estragos do aumento da radiação solar – que, vale lembrar, é reflexo da ação do homem –, a Conac – Corporacion Nacional del Cancer*, em parceria com a empresa Optoelectrónica Icalma*, criou o Solmáforo: espécie de semáforo que revela o grau de incidência dos raios UV no local em que está instalado e o classifica em baixo, médio, alto, perigoso ou extremo.
O aparelho, que já foi implantado em diversos pontos movimentados do país, ainda conta com um quadro informativo, que revela qual o tempo máximo que pessoas de pele clara e escura podem ficar expostas ao sol, nas condições indicados pelo Solmáforo.
A intenção da iniciativa é conscientizar a população a respeito da importância do uso diário de protetor solar – independente do sol estar forte ou estarmos na praia – e, assim, controlar os casos de câncer e cegueira no país. E você, usa protetor solar diariamente?
Galileu.com
Carros vão monitorar glicemia, evitar crises de asma e até prevenir ataque
Em um futuro próximo, quem mais vai cuidar da sua saúde não será sua mãe ou seu médico, mas seu carro. A montadora americana Ford resolveu inserir aplicativos de saúde no sistema computacional — aquele que te ajuda a fazer a manobra sem bater no muro ou trava as portas sozinho.
O protótipo foi apresentado em uma feira de saúde e tecnologia, a Wireless Health, nos Estados Unidos, e veio equipado com aplicativos que monitoram o nível de açúcar no sangue de diabéticos e alertam contra substâncias no ar que pioram alergias respiratórias (veja ao lado como eles funcionam). “As pessoas passam tempo demais no trânsito. Então, nada melhor que um sistema que as lembre de cuidar de sua saúde neste período”, diz Anand Iyer, presidente da empresa.
A montadora agora trabalha para que motoristas também possam medir na hora sua taxa de glicemia — por meio de um aferidor conectado à direção. Além disso, pretende equipar os assentos dos carros com sensores capazes de medir os batimentos do coração (e impedir acidentes causados por ataques cardíacos).
Para os sedentários, a promessa é uma espécie de pedômetro que capta as calorias que o motorista gastou no trajeto tirando e colocando o pé no freio e no acelerador. Até que tudo isso aconteça, melhor continuar ouvindo os conselhos de saúde da sua mãe!!!
O protótipo foi apresentado em uma feira de saúde e tecnologia, a Wireless Health, nos Estados Unidos, e veio equipado com aplicativos que monitoram o nível de açúcar no sangue de diabéticos e alertam contra substâncias no ar que pioram alergias respiratórias (veja ao lado como eles funcionam). “As pessoas passam tempo demais no trânsito. Então, nada melhor que um sistema que as lembre de cuidar de sua saúde neste período”, diz Anand Iyer, presidente da empresa.
A montadora agora trabalha para que motoristas também possam medir na hora sua taxa de glicemia — por meio de um aferidor conectado à direção. Além disso, pretende equipar os assentos dos carros com sensores capazes de medir os batimentos do coração (e impedir acidentes causados por ataques cardíacos).
Para os sedentários, a promessa é uma espécie de pedômetro que capta as calorias que o motorista gastou no trajeto tirando e colocando o pé no freio e no acelerador. Até que tudo isso aconteça, melhor continuar ouvindo os conselhos de saúde da sua mãe!!!
| WELLDOC: Monitora o nível de açúcar no sangue. O usuário cria um perfil com seu índice glicêmico médio, medicamentos que usa e dieta seguida. Toda manhã, ele checa sua glicose e registra no perfil. Durante um trajeto no carro, um comando de voz anuncia se a pessoa deve comer algo ou se está na hora de tomar algum dos remédios. Tudo calculado por algoritmos. POLLEN.COM: Feito para quem tem asma ou alergias respiratórias, o app usa o sistema de GPS com informações de mapas de diversas regiões. Ao chegar próximo de um campo de flores ou uma região de muita poeira, por exemplo, o sistema (integrado aos comandos do carro) muda as configurações do ar condicionado ou fecha os vidros para impedir a entrada de ar. |
Galileu.com
Estudo revela provas sobre existência de antigo oceano em Marte
A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou nesta segunda-feira (6) que seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda continua sendo objeto de controvérsia.
O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram que os especialistas descobrissem que as planícies do hemisfério norte estão cobertas por um material de baixa densidade.
Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe "uma nova e sólida prova de que em outros tempos houve um oceano nessa área".
O fato de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.
O fato de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.
A certeza sobre a formação dessa massa de água continua sendo vaga, mas acredita-se que pôde ter sido originada há 4 bilhões de anos, quando esse planeta apresentava condições meteorológicas mais ameno, ou há 3 bilhões, quando a camada de gelo da superfície se fundiu após um grande impacto.
O chefe da equipe da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou aproximadamente entre 60 e 80 metros sob a superfície desse planeta, onde recolheu provas de material sedimentário e de gelo.
Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida, e asseguram que para encontrar provas da mesma terão que partir para épocas anteriores da história desse planeta.
Este novo estudo, no entanto, marca um ponto de inflexão porque até o momento os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte procediam do estudo de imagens ou de informação mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.
Ao mesmo tempo, suas conclusões abrem novas dúvidas sobre o paradeiro de toda essa quantidade de água e, por isso, esse satélite continuará atividades.
Estadão.com
O aquecimento global aumentou a corrente marinha de "Procurando Nemo"
Sabe A Corrente Leste Australiana, a via expressa marinha que levou o peixe-palhaço Marlin (pai de Nemo), a desmemoriada Dory e as tartarugas marinhas para Sídinei? Ela realmente existe. Cardumes de peixes pegam carona na força da corrente. Pois agora essa viagem vai mudar. Ela e outras equivalentes pelo mundo. É o que mostra uma pesquisa recente, publicada na revista britânica Nature Climate Change, braço da publicação Nature dedicado às mudanças climáticas.
O grupo é composto por 13 cientistas de centros de pesquisa e universidades da Austrália, China, Japão, Estados Unidos e Alemanha. Eles descobriram que as correntes marinhas subtropicais estão sofrendo efeito das mudanças climáticas. Essas correntes se formam no lado ocidental dos grandes oceanos, como no litoral da Argentina, na costa atlântica dos EUA e Canadá, ou na costa pacífica da Austrália. Levam as águas quentes dos trópicos para as latitudes medianas. São fundamentais para a manutenção do clima dessas regiões. As correntes trazem umidade e calor. Também geram tempestades.
A partir dos dados sobre a temperatura na superfície dos oceanos e na atmosfera, os pesquisadores reconstruíram a taxa de aquecimento na região dessas correntes marinhas desde o ano 1900. Descobriram que o aquecimento nas correntes foi duas a três vezes maior do que a média na superfície dos oceanos.
É o caso da Corrente Leste Australiana (CLA). A imagem abaixo, feita a partir de satélite, mostra as diferentes temperaturas do mar ao longo da CLA no ano de 2005. O azul mais escuro é água a 10 graus centígrados. O amarelo mostra água a 25 graus.
A CLA leva as águas quentes desde a Grande Barreira de Coral, ao norte da Austrália, rumo ao sul. Termina em um vórtex no Mar da Tasmânia, entre a Austrália e a Nova Zelândia. Como mostra o mapa abaixo.
Com as mudanças o clima, a CLA ficou mais intensa. Está seguindo até 350 quilômetros mais ao sul. Também fez a temperatura na Tasmânia aumentar dois graus em relação a 60 anos atrás. Na medida em que o aquecimento global progride e ganha ritmo, essas alteraçõe em correntes marinhas devem se intensificar, com consequências para as regiões próximas.
Época.com
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Cientistas desenvolvem técnica para "ler" pensamentos
Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.
A técnica, descrita na revista científica PLoS Biology, se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.
Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.
Imagens e sonsEstudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de "ler" pensamentos.No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.
Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.
Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.
Palavra secreta
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.
Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.
Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.
Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer", explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer", explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
"Os pacientes estão nos dando estas informações, então seria bom podermos dar alguma coisa em troca no fim."
Os cientistas explicam, no entanto, que a ideia de "leitura de pensamento" ainda precisa ser amplamente aperfeiçoada para que aparelhos do tipo se tornem uma realidade.
Ciência IG.com
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Frase
"É sábio olhar para trás, pois é avaliando a tortuosidade
de nossas pegadas, que poderemos garantir um
caminho reto para o futuro"
de nossas pegadas, que poderemos garantir um
caminho reto para o futuro"
Russos estão prestes a alcançar lago "alienígena" na Antártida
Após duas décadas de ensaios, pesquisadores russos vão iniciar a exploração do mais alienígena dos lagos terrestres. Contudo, a falta de contato com colegas americanos por seis dias deixa todos apreensivos. Poderia ter dado algo errado?
Não, não é a abertura de mais um episódio da série de televisão "Arquivo X". Fato é que os cientistas estão no mais inóspito ambiente da Terra -o interior do continente antártico. E as águas que eles pretendem estudar ficam sob 3,6 km de gelo.
Estima-se que o lago Vostok, mantido em estado líquido pela pressão e pelo calor interno da Terra, esteja isolado do resto do planeta há pelo menos 14 milhões de anos.
Daí o interesse por ele: sabe-se lá que criaturas podem ter sobrevivido e prosperado num ambiente tão diferente.
Imagina-se que o lago tenha mais semelhança com o ambiente encontrado em Europa, uma das luas de Júpiter, do que com a Terra."É tentadora a analogia entre o Vostok e o oceano subsuperficial de Europa", afirma Eduardo Janot Pacheco, astrônomo do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP.
Verificar o que existe vivo no Vostok é uma forma de especular sobre a possibilidade de haver vida em luas geladas como Europa. Isoladas da luz solar, as criaturas que habitam esses ambientes têm de viver dos poucos nutrientes que ali existem.
Os russos têm perfurado o gelo que cobre o Vostok há muito tempo. Mas em 1998, a cem metros de onde começa a água, eles foram obrigados a interromper o trabalho.
A preocupação da comunidade internacional era a de que a perfuração contaminasse o lago com microrganismos de fora, eliminando o potencial para descobertas e prejudicando o ecossistema que pode existir lá.
Só em 2010, após desenvolverem um novo protocolo de segurança, os russos puderam prosseguir.
Na semana passada, a equipe liderada por Valery Lukin reportou a colegas americanos, por e-mail, que estava nos 20 a 30 metros finais. O último contato entre russos e americanos aconteceu na segunda-feira.
Desde então, a equipe antártica tem mantido silêncio, o que gera apreensão no resto do mundo.
O QUE PODE DAR ERRADO Há a pequena possibilidade de que a súbita liberação da pressão do lago gere um gêiser gigante. Além disso, os cientistas correm contra o tempo: as perfurações só podem ser feitas durante o verão antártico, que está no fim. No inverno, as temperaturas inviabilizam os trabalhos.
Tudo faz parte de um aprendizado que pode ser útil para explorar recantos inóspitos do Sistema Solar. "Esse é um grande ensaio técnico para perfurar capas de gelo em Europa", diz Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos (SP).
O interesse maior da pesquisa, no entanto, diz respeito à biologia e à evolução da vida. "As formas de vida que estão para ser descobertas se isolaram do mundo há 20 milhões de anos", afirma. "De lá para cá, como evoluíram? Esses seres serão o paradigma a ser procurado em ambientes extraterrestres."
SEPARAÇÃO DE CONTINENTES Hoje, o lago Vostok está sob quase quatro quilômetros de gelo, no interior do continente antártico.
Mas cerca de 65 milhões de anos atrás, quando ele estava na superfície, a configuração dos continentes era bem diferente.
A Antártida estava conectada à Austrália e ainda tinha clima subtropical, com florestas e fauna expressiva.
A separação das duas massas de terra, com o gradual avanço da Antártida para o polo Sul, levou ao congelamento permanente. Estima-se que a capa de gelo tenha selado o conteúdo do lago Vostok entre 25 milhões e 14 milhões de anos atrás.
"Ou seja, as formas de vida lá existentes evoluíram de maneira independente há mais tempo do que o passado desde que nossos ancestrais desceram das árvores", diz Eduardo Janot Pacheco, astrônomo da USP.
Dadas as atuais condições ambientais, a existência de criaturas multicelulares sofisticadas no interior do lago é altamente improvável. Imagina-se que ele seja um ambiente dos mais inóspitos, saturado em nitrogênio e oxigênio, com concentrações 50 vezes maiores do que a em lagos típicos da Terra.
Além disso, a falta de luz solar deve levar a uma baixa presença de nutrientes, que limitaria a evolução da vida. Com efeito, é o que torna tudo tão interessante. De que maneiras os organismos teriam se adaptado a essas condições?
A regra é esperar o inesperado, segundo os cientistas. "Durante a escavação desse túnel de aproximadamente quatro quilômetros de comprimento, já haviam sido descobertos microrganismos, dos quais não sabemos nem mesmo a que reino pertencem", afirma Janot.
Por isso, os russos se animam com a possibilidade de descobertas que podem mudar completamente o panorama da biologia, tal como é ensinada hoje nas escolas.
Entretanto, para isso ainda será preciso esperar. Mesmo que os exploradores consigam atingir a água do lago nesta temporada, o recolhimento de amostra para análise só se dará em cerca de um ano.
Folha.com
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Amazônia perdeu mais de 200 km de floresta nos últimos meses de 2011
A Amazônia perdeu 207,6 quilômetros quadrados (km²) de floresta nos meses de novembro e dezembro de 2011. Os números são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nos meses da estação chuvosa na Amazônia, o Inpe agrupa os alertas em uma base bimestral ou trimestral, para melhorar a qualidade da amostragem.
Em novembro, os satélites observaram 133 km² de novos desmatamentos e, em dezembro, mais 74,6 km². Nos mesmos meses de 2010, o Inpe havia registrado 113,61 km² e 21,31 km² de derrubadas, respectivamente. No entanto, por causa das diferenças nas condições meteorológicas, o instituto evita comparações entre os períodos. Em 2011, as nuvens cobriram 47% da Amazônia em novembro e 44% em dezembro, o que dificulta o registro dos satélites.
Considerando os dois últimos meses do ano, o Pará liderou o rol do desmatamento no período, com 58,86 km² a menos de florestas. Mato Grosso perdeu 53,8 km² de mata nativa, seguido por Roraima (29,24 km²).
O Deter, que revela dados mensais de desmatamento, monitora áreas com mais de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema registra a degradação progressiva da floresta. Até quando ???
Estadão.com
"Super Terra" pode ter água líquida como nosso planeta
Um planeta rochoso com 4,5 vezes a massa da Terra e que orbita uma estrela a "apenas" 22 anos-luz daqui é o mais novo candidato a conter água no estado líquido fora do Sistema Solar.
O GL 667Cc, que em termos astronômicos está na nossa "vizinhança", é o quarto a ser identificado na chamada zona habitável de sua estrela.
Essa zona é a faixa onde os astrônomos calculam que o planeta possa receber uma quantidade de energia semelhante à que a Terra recebe do Sol.
Isso permite que a superfície do planeta tenha temperaturas semelhantes às daqui. O novo planeta é, agora, o que tem melhores chances de ter água líquida e condições de abrigar vida.
No entanto, para o astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional, o que mais chama atenção são as características da estrela que ele orbita, a Gliese 667C.
Parte de um sistema com duas outras estrelas na constelação de Escorpião, ela tem uma atmosfera muito mais pobre em metais do que o Sol.
"Sempre se considerou que a presença desses elementos seria fundamental para a formação de planetas do tipo terrestre", afirma Roig.
NADA A VER A descoberta indica que a formação de planetas rochosos pode não ter nada a ver com a atmosfera da estrela que eles orbitam. "Esse é o primeiro exemplo de um planeta desse tipo orbitando uma estrela pobre em elementos pesados".
Uma outra característica importante da Gliese 667C é o fato de ela ser uma anã vermelha do tipo M. Isso significa que ela é bem mais fria que o Sol, cuja superfície tem temperatura de 5.500ºC.
Na 667C, a temperatura da superfície está por por volta de 3.500ºC. E como sua massa é de 38% a do Sol, sua luminosidade equivale a apenas 0,3% a da nossa estrela.
Apesar disso, o que garante o potencial de vida no novo planeta é sua proximidade da estrela. Ele está a uma distância equivalente a três quartos do espaço entre Mercúrio e o Sol.
Essa proximidade dá ao planeta um período orbital muito curto, completando uma translação em 28 dias.
Além disso, grande parte de sua luz está na faixa infravermelha, que é bem absorvida na forma de calor.
Conforme explica a astrônoma Lucimara Pires Martins, professora do núcleo de astrofísica teórica da Universidade Cruzeiro do Sul, é ao redor desse tipo de estrela que há esperança de encontrar planetas "promissores".
"Para encontrar água líquida, é preciso ter temperaturas amenas, então a busca vem se concentrando naquelas com temperatura equivalente ou mais frias que o Sol."
O planeta foi detectado por meio das pequenas oscilações que sua gravidade provoca na órbita da estrela, que abriga ainda outro planeta, o GL 667Cb, localizado ainda mais perto. Seu período orbital é de apenas sete dias, o que o deixa muito quente para ter água líquida.
A descoberta das condições do novo planeta foi feita por astrônomos independentes a partir da análise de dados do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, e será publicada no "Astrophysical Journal Letters.Folha.com
Seca de 600 milhões de anos pode ter eliminado vida em Marte
Cientistas disseram que a vida nas primeiras camadas do solo marciano pode não existir em um novo estudo, já publicado no jornal "Geophysical Research Letters". Ela teria sido eliminada ao longo de uma superseca com cerca de 600 milhões de anos e só poderia ser encontrada em regiões bem mais profundas do planeta.
A afirmação é baseada na análise de uma amostra coletada durante a missão Phoenix, em 2008. Durante três anos, os pesquisadores do Imperial College London estudaram as partículas da terra para determinar se o planeta era ou não habitável.
Elas indicaram que o solo marciano se formou em condições áridas, da mesma forma que a Lua, o que dificultaria a sobrevivência de algum tipo de vida. Mais: apesar de estar originalmente em uma região gelada ao norte de Marte, a terra, segundo pesquisas prévias, também cobriria o restante do astro. Ou seja, a mesma hipótese de "clima seco acaba com vida" valeria para o resto do planeta.
Tom Pike, que liderou o grupo, disse que o planeta que conhecemos hoje não se parece com o antigo, que tinha períodos quentes e úmidos e era mais propício para abrigar formas de vida.
Como há indícios de que Marte tenha tido água, os cientistas acreditam que ela existiu 5.000 anos atrás, mas não houve tempo suficiente para que a vida ressurgisse na superfície.
Na imagem acima,
Solo congelado em Marte; estudo atual contradiz os anteriores, que defendem a existência de bactérias adormecidas.
Folha.com
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Nasa intercepta partículas de fora do Sistema Solar
Uma nave da Nasa conseguiu detectar partículas alienígenas entrando em nosso Sistema Solar. A descoberta, feita pelo Explorador de Fronteiras Interestelar (IBEX, em inglês), fornece a mais completa visão até agora dos materiais que preenchem o espaço do resto da galáxia. Os pesquisadores estão confiantes de que essas novas medições vão oferecer pistas sobre como e onde nosso Sistema se formou, as forças que o moldaram e a história de outras estrelas da galáxia.
Esse tipo de experimento é muito difícil por conta de uma bolha magnética que cerca o Sistema Solar e nos protege de ser atingidos pelos ventos interestelares. A maior parte das partículas carregadas por esses ventos é rebatida pela bolha, que só deixa passar aquelas que não têm nenhuma carga elétrica. Depois de mais ou menos 30 anos essas partículas são capturadas pela gravidade solar. É aí que o IBEX, que orbita a Terra, consegue captá-las.
Até agora o único elemento vindo de outros sistemas a ser captado por alguma nave havia sido o hélio, há mais de 10 anos. Mas dessa vez o IBEX detectou outros três tipos de átomo: hidrogênio, oxigênio e neônio – o material bruto de que são formados as novas estrelas e planetas. Eles encontraram 74 átomos de oxigênio para cada 20 de neônio. No Sistema Solar, essa proporção é de 111 átomos de oxigênio para os mesmos 20. Essa diferença pode fornecer pistas sobre a formação de nosso sistema e de outras estrelas. (Na imagem acima, à direita, a Nave IBEX)
Galileu.com
Ambientalistas brasileiros pedem proteção do Pantanal
Jacarés descansam em bancos de areia, enquanto uma iguana se lança no mangue: no Pantanal, a natureza é generosa, mas o santuário de biodiversidade localizado no coração da América do Sul está ameaçado pela agricultura intensiva e pelo desmatamento.
Ambientalistas do World Wildlife Fund (WWF) soaram o alarme por ocasião do Dia Mundial das Zonas Úmidas, celebrado todos os dias 2 de fevereiro desde 1997, para resgatar este santuário do Mato Grosso.
Os cientistas da ONG se apoiam em um estudo inédito publicado após três anos de pesquisas, realizado por cerca de 30 especialistas de quatro países (Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina), que compartilham a bacia do rio Paraguai, que nasce no Mato Grosso e percorre 2.600 km antes de desaguar no Rio Paraná, na Argentina.
Segundo o WWF, esta região que se estende por 1,2 milhão de km² corre um grave risco ecológico.O biólogo Glauco Kimura, coordenador do programa "Water for Life" ("Água para a vida") do WWF, é categórico: "o Pantanal está ameaçado. Isto pode parecer surpreendente, mas é a triste realidade. Nosso estudo demonstra que 14% da bacia do rio Paraguai deve ser protegida de maneira urgente".
Antes de percorrer de barco as curvas do rio Cuiabá, sobrevoado por algumas aves de rapina e por uma série de papagaios coloridos, Kimura e sua equipe se detêm na floresta da Chapada dos Guimarães.
A vista é excepcional. Mostra, de longe, o exuberante Pantanal, verdadeiro santuário ecológico. Mas é do alto, no Planalto (conhecido também como "Cerrado"), que vem o perigo.
"Comparo esta região a um prato", explica o ecologista. "O Planalto nas bordas e o Pantanal no fundo do prato. E o segundo sofre com os excessos do primeiro".
O desmatamento, a agricultura excessiva, o desenvolvimento urbano ou a multiplicação de represas hidroelétricas são alguns dos riscos para as águas que alimentam o Pantanal.
Percorrendo o Cerrado, são descobertos milhares de hectares de explorações agrícolas, sobretudo de soja. Em meio dos campos que se perdem de vista, um trator lança um líquido amarelo com um forte odor químico. São herbicidas.
Cerca de 15% da cobertura vegetal do Pantanal já foi destruída pelos cultivos de soja e pelos pastos para o gado, estima o WWF.
Isto alarma o canadense Pierre Girard, especialista em hidrologia do Centro de Pesquisas do Pantanal (independente), outro dos autores do estudo.
"A soja é cultivada onde nascem os rios que alimentam e formam posteriormente o Pantanal. Há riscos de erosão, mas também de contaminação do Pantanal", assegura.
"A soja é cultivada onde nascem os rios que alimentam e formam posteriormente o Pantanal. Há riscos de erosão, mas também de contaminação do Pantanal", assegura.
Realizado igualmente em colaboração com a ONG The Nature Conservancy, o estudo do WWF insiste na necessidade para os países e as regiões envolvidas de unir seus esforços.
"Não há mais lugar para os cultivos abundantes como se existisse um estoque infinito de floresta nativa a destruir e de água doce a contaminar", afirma Kimura.
Para o biólogo, a proteção da bacia do rio Paraguai - onde apenas 11% do território é atualmente uma zona protegida - é vital para conservar a extraordinária riqueza da fauna e da flora, que possui 4.500 espécies diferentes.
"Portanto, é necessário proteger as fontes de água, criar mais zonas protegidas e melhorar as práticas agroalimentícias", assegura Kimura.
Estadão.com
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Pequim esteve a sete minutos da destruição por satélite
Sete minutos salvaram grandes áreas de Pequim, na China, da completa destruição, quando um satélite de 2,5 toneladas dirigia-se em direção à cidade. Por sorte, o satélite, que havia sido lançado em junho de 1990 pela Alemanha, sofreu um desvio ao entrar em contato com a Atmosfera e caiu no Golfo de Bengala, em outubro do ano passado.
Para não causar alarde, essa informação só foi liberada nesta terça-feira pelos cientistas. As conseqüências para a capital chinesa seriam catastróficas: enormes crateras, combustível espalhado, explosões, edifícios destruídos e grandes perdas humanas em uma metrópole de 20 milhões de pessoas.
“Segundo nossas observações, Pequim estava na direção da última órbita do satélite, que vinha a 480 km/h. Passou perto”, anunciou Manfred Warhaut, do Centro Europeu de Operações Espaciais da Alemanha.
O satélite era previsto para retornar à Terra entre 2014 e 2023. Devido às flutuações e intensa atividade solar o satélite caiu em outubro de 2011. A atmosfera se expande e contrai, o que faz com que seja difícil para os cientistas preverem com exatidão a entrada de satélites espaciais na atmosfera.
E foi graças a um pequeno atraso na entrada da atmosfera, que o satélite desviou seu curso. Porém, os cientistas advertiram que 10 minutos no tempo-espaço é muito tempo. De acordo com o porta-voz do Instituto Europeu, se o satélite tivesse atingido a Terra um minuto mais cedo, teria caído na Sibéria, se fosse um minuto mais tarde, no Oceano Pacífico. Sete minutos a mais e Pequim estaria destruída.
A volta de satélites à Terra já está no topo das preocupações da Nasa, que estuda novas maneiras de evitar que danos maiores aconteçam nesse processo. Galileu.com
Para não causar alarde, essa informação só foi liberada nesta terça-feira pelos cientistas. As conseqüências para a capital chinesa seriam catastróficas: enormes crateras, combustível espalhado, explosões, edifícios destruídos e grandes perdas humanas em uma metrópole de 20 milhões de pessoas.
“Segundo nossas observações, Pequim estava na direção da última órbita do satélite, que vinha a 480 km/h. Passou perto”, anunciou Manfred Warhaut, do Centro Europeu de Operações Espaciais da Alemanha.
O satélite era previsto para retornar à Terra entre 2014 e 2023. Devido às flutuações e intensa atividade solar o satélite caiu em outubro de 2011. A atmosfera se expande e contrai, o que faz com que seja difícil para os cientistas preverem com exatidão a entrada de satélites espaciais na atmosfera.
E foi graças a um pequeno atraso na entrada da atmosfera, que o satélite desviou seu curso. Porém, os cientistas advertiram que 10 minutos no tempo-espaço é muito tempo. De acordo com o porta-voz do Instituto Europeu, se o satélite tivesse atingido a Terra um minuto mais cedo, teria caído na Sibéria, se fosse um minuto mais tarde, no Oceano Pacífico. Sete minutos a mais e Pequim estaria destruída.
A volta de satélites à Terra já está no topo das preocupações da Nasa, que estuda novas maneiras de evitar que danos maiores aconteçam nesse processo. Galileu.com
Rússia cria sistema de satélites para estudar o Ártico
A Rússia anunciou a criação de um sistema de satélites para estudar o Ártico, no extremo norte da Terra. A informação foi divulgada por Lev Zelenyi, diretor do Instituto de Estudos Espaciais do país, que afirmou que o programa acaba de ser aprovado, mas não falou em datas para sua implementação. Além de satélites de monitoramento na órbita terrestre, o sistema contará também com bases terrestres segundo o informe.
A natureza dos estudos também não foi divulgada e, apesar da motivação científica, o anúncio é mais um capítulo da disputa pelo território Ártico, rico em recursos naturais inexplorados. Os russos já manifestaram a intenção de construir nove bases na região até 2020, três delas com arsenal nuclear. Em julho passado, o país já havia anunciado a criação de duas brigadas na porção russa do local. A Rússia é um dos membros do Conselho Ártico formado pelos países que têm territórios na região. Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Estados Unidos são os outros membros.
A região também é de extremo interesse para os cientistas que estudam o aquecimento global, já que o derretimento do gelo do Círculo Polar Ártico é uma espécie de termômetro das mudanças climáticas. As previsões mais pessimistas apontam para um derretimento total da calota polar nos meses mais quentes em até duas décadas.
Poupança - A maior disputa acontece pelos territórios internacionais, já que cada país quer aumentar sua área na região. Documentos diplomáticos divulgados pela organização Wikileaks em 2011 revelaram que há pesquisas em curso na região em busca de petróleo, gás natural e até rubis. A região tem algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, mas a dificuldade em extrair o óleo impediu investidas mais fortes até agora. Para a Rússia, por exemplo, o petróleo continental ainda é muito mais rentável. Russos e americanos, porém, consideram a região uma espécie de poupança de petróleo para o futuro.
Na última segunda-feira (30), bombardeiros e caças russos cumpriram a primeira missão de patrulhamento aéreo da área em 2012. Parte da operação foi realizada em águas internacionais e caças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) acompanharam os russos. O patrulhamento é considerado de rotina pelos russos, que realizaram aproximadamente 50 voos do tipo em 2011.
CÍRCULO POLAR ÁRTICOÉ uma linha imaginária no extremo norte do planeta, onde fica o Polo Norte. A região é escassamente habitada, mas possui cidades russas e norueguesas com pouco mais de 100 mil habitantes. No inverno as temperaturas chegam até a -60°C. No verão, atingem poucos graus positivos. É lar de ursos polares, leões marinhos e focas, além de guardar imensas reservas de petróleo no mar.
Veja.com
Primeiras plantas resfriaram a atmosfera da Terra há 470 milhões de anos
Há 470 milhões de anos, o ambiente no nosso planeta não era nada agradável. Na porção de terra que existia, quase toda concentrada em um supercontinente, o cenário era desolador: apenas rochas, poeira e um pouco de gelo eram visíveis no horizonte. A vida só existia no oceano, em forma de bactérias e pequenos animais invertebrados. O clima era muito abafado e úmido, e o ar, saturado de dióxido de carbono (CO2).
Ainda assim, alguns tipos de plantas evoluíram e começaram a ocupar as porções litorâneas dos continentes. E iniciaram uma revolução no clima que permitiu os eventos que levaram, por exemplo, ao surgimento dos seres humanos milhões de anos mais tarde.
As primeiras plantas terrestres eram ancestrais do musgo moderno e se espalharam lentamente pelas rochas. Para sobreviver, extraíram dessas rochas minerais como cálcio, magnésio, fósforo e os submeteram a reações químicas. Segundo um estudo feito pelas universidades de Exeter e Oxford, no Reino Unido, essas reações causaram um impacto enorme no clima do planeta e devem ter levado a uma extinção em massa nos mares - mas abriram caminho para o florescimento da vida como a conhecemos.
O CO2 na atmosfera diminuiu drasticamente com a atividade das plantas, e a temperatura média da Terra deve ter diminuído em até 5°C, o que é muito. Para se ter ideia, os cientistas que estudam o aquecimento global hoje acreditam que um acréscimo de 2°C na temperatura média do planeta terá consequências devastadoras para a vida.
O CO2 que saiu da atmosfera, afirmam os cientistas, acabou quase todo no mar, o que deve ter impactado a vida marinha fortemente.
Esse estudo demonstra o poder que as plantas têm no clima. Mas, apesar de elas continuarem esfriando a Terra até hoje ao reduzir os níveis de dióxido de carbono, elas não conseguem acompanhar a velocidade com que o ser humano produz o CO2. Na verdade, seriam necessários milhões de anos para que o CO2 que nós produzimos fosse processado pelas plantas", afirma Tim Lenton, um dos autores da pesquisa.
As primeiras plantas terrestres eram ancestrais do musgo moderno e se espalharam lentamente pelas rochas. Para sobreviver, extraíram dessas rochas minerais como cálcio, magnésio, fósforo e os submeteram a reações químicas. Segundo um estudo feito pelas universidades de Exeter e Oxford, no Reino Unido, essas reações causaram um impacto enorme no clima do planeta e devem ter levado a uma extinção em massa nos mares - mas abriram caminho para o florescimento da vida como a conhecemos.
O CO2 na atmosfera diminuiu drasticamente com a atividade das plantas, e a temperatura média da Terra deve ter diminuído em até 5°C, o que é muito. Para se ter ideia, os cientistas que estudam o aquecimento global hoje acreditam que um acréscimo de 2°C na temperatura média do planeta terá consequências devastadoras para a vida.
O CO2 que saiu da atmosfera, afirmam os cientistas, acabou quase todo no mar, o que deve ter impactado a vida marinha fortemente.
Esse estudo demonstra o poder que as plantas têm no clima. Mas, apesar de elas continuarem esfriando a Terra até hoje ao reduzir os níveis de dióxido de carbono, elas não conseguem acompanhar a velocidade com que o ser humano produz o CO2. Na verdade, seriam necessários milhões de anos para que o CO2 que nós produzimos fosse processado pelas plantas", afirma Tim Lenton, um dos autores da pesquisa.
Liam Dolan, da Universidade de Oxford, completa o raciocínio: "As plantas tem um papel regulatório central no controle do clima. Elas fizeram isso ontem, fazem hoje e, seguramente, farão no futuro."
As conclusões foram possíveis graças a experiências feitas com uma espécie moderna de musgo, o Physcomitrella patens. Eles estudaram rochas que foram incubadas por três meses, com ou sem musgo, e registraram as alterações químicas causadas pelo vegetal. Em seguida, eles aplicaram os resultados num programa de computador que simula o que esse tipo de alteração química pode ter causado à atmosfera terrestre há 470 milhões de anos, no período chamado de Ordoviciano, que terminou 444 milhões anos atrás.Veja.com
As conclusões foram possíveis graças a experiências feitas com uma espécie moderna de musgo, o Physcomitrella patens. Eles estudaram rochas que foram incubadas por três meses, com ou sem musgo, e registraram as alterações químicas causadas pelo vegetal. Em seguida, eles aplicaram os resultados num programa de computador que simula o que esse tipo de alteração química pode ter causado à atmosfera terrestre há 470 milhões de anos, no período chamado de Ordoviciano, que terminou 444 milhões anos atrás.Veja.com
Como o desmatamento acelerou o apocalipse dos maias bem antes de 2012
Toda a expectativa em torno de um possível fim do mundo previsto pelo calendário dos antigos maias não deixa de ter alguma razão. De apocalipse, os maias devem entender. Afinal, eles provocaram a própria queda. A exploração insustentável dos recursos naturais não é um privilégio de nossa civilização atual. Embora nós tenhamos elevado essa prática pouco recomendada a um âmbito global, com consequências para todo o planeta, outras sociedades do passado já destruíram suas bases naturais e aceleraram a própria ruína. O caso clássico é o da Ilha da Páscoa. Agora, um pesquisador da Nasa, agência espacial americana, traçou uma nova trajetória de suicídio ecológico: o da civilização Maia.
O pesquisador Ben Cook, da Nasa, usou imagens de satélites e modelos climáticos em computador, para simular o clima na América Central em vários períodos do passado. Ele concluiu que os Maias desmataram tanto a região que intensificaram as secas, com trágicos resultados. A civilização Maia, uma das mais desenvolvidas e mais populosas da América pré-Colombiana, prosperou por centenas de anos. Mas entrou em colapso rapidamente no meio do século 9., antes da chegada de Cristóvão Colombo com os espanhóis. Algumas pesquisas indicam que a crise tenha relação com ondas de seca intensa, que quebraram a agricultura dos maias.
Para analisar o que aconteceu, Cook fez algumas simulações. A primeira, no mapa em verde abaixo mostra, como foi o desmatamento no auge dos maias, em torno do ano 950.
imagem indica como sobrou pouca vegetação original (em verde escuro) na região. O desmatamento intenso alterou o clima da região. A vegetação tem um papel fundamental no ciclo de chuvas. Ela aumenta o tempo de permanência da umidade na superfície, ajuda a preservar os solos e contribui para a evaporação que gera as chuvas. O estudo de Cook mostra que o clima estava mais quente e seco na estação chuvosa (de junho a agosto) do que seria de se esperar se a vegetação nativa estivesse bem preservada. Embora o desmatamento não tenha causado a seca, ele a agravou.
O mapa abaixo mostra onde a precipitação estava abaixo do normal para a região naquele período. Os trechos em azul claro mostram onde estava chovendo até 5% mais do que a média do lugar. Em compensação, as áreas em marrom mostram onde chovia abaixo da média. O marrom mais escuro indica onde chovia 20% a menos do que o esperado.
O mapa abaixo mostra as anomalias na temperatura. O vermelho mais escuro mostra onde a temperatura média estava até 0,5 grau acima do normal.
Os efeitos negativos do desmatamento em larga escala para o clima de uma região são bem conhecidos. É o que se teme na Amazônia, onde o desmatamento continua elevado, embora as taxas venham caindo. Alguns países hoje ricos sabem por que preservaram ou recuperaram suas florestas. Com tantos casos históricos de desastres ambientais, a esperança é que nossa sociedade aprenda uma lição ou outra.
Época.com
Assinar:
Postagens (Atom)




























.jpg)









