quarta-feira, 9 de maio de 2012

E se você enxergasse como uma águia?

Você já se perguntou até onde sua visão consegue ir? Do alto de uma montanha, em uma noite escura, você enxergaria a chama de uma vela a 48 quilômetros de distância. Mas e se seus olhos tivessem a mesma capacidade que os de uma águia? Bem, talvez você ficasse envergonhado com seus meros 48 quilômetros...
O primeiro exemplo: nossos olhos ficariam 30º mais distantes do centro de nosso rosto, o que representaria nada mais nada menos que quase o dobro de campo de visão que nós já temos. De 180º, passaria para 340º: o suficiente para enxergar atrás de nossos corpos. Com isso, provavelmente ficaríamos girando nossa cabeça o tempo todo, já que perceberíamos muito mais coisas de uma só vez.
Nossas atividades diárias não seriam transformadas com a super visão. Achar a caixa de leite dentro da geladeira continuaria levando mais ou menos o mesmo tempo de sempre - o que mudaria seria a chamada visão de longe. Em linhas gerais, o olho de uma águia é de quatro a cinco vezes mais potente que o nosso. Essa característica é peculiar à animais de caça, que dependem estritamente de sua visão para conseguir o pão de cada dia.
 Existem duas diferenças principais entre nossos olhos e os dá águia. Em primeiro lugar, as retinas delas possuem muito células detectoras de luz, o que as confere uma espécie de visão em HD, repleta de detalhes. A segunda característica é a profundidade da fóvea das águias. É nessa região que se forma a imagem que será transmitida ao cérebro. Enquanto a nossa fóvea tem a forma parecida com o de uma bacia, a da águia é mais profunda e convexa . Esse formato faz com que seus olhos funcionem como uma lente teleobjetiva, o mesmo tipo utilizado por fotógrafos para tirarem fotos de muito longe. Do décimo andar de um prédio, por exemplo, enxergaríamos uma formiga rastejando no chão. Em um estádio de futebol, seria possível perceber a expressão de cada jogador, mesmo no local mais alto da arquibancada.
A percepção de cores das águias também é altamente superior à nossa. Além de distinguir com muito mais clareza as diferentes nuances das cores, elas enxergam luz ultravioleta, recurso necessário para flagrar, lá do alto, o rastro de urina de pequenas presas. Apesar dessa característica em especial ser mais nojenta do que útil, pelo menos para os humanos, cientistas estão trabalhando para que nossa visão, um dia, chegue literalmente mais perto da águia.
Galileu.com

Aquecimento ameaça nova plataforma de gelo na Antártica

Os cientistas estão prevendo o desaparecimento de outra grande plataforma de gelo na Antártida até o fim do século, o que deve acelerar a elevação do nível dos oceanos.
A plataforma de gelo de Filchner-Ronne, contígua ao Mar de Weddell, no lado oriental da Antártida, não registrou até agora perda de gelo decorrente do aquecimento global e boa parte das observações de degelo se centralizou no lado ocidental do continente, em torno do Mar de Amundsen.
No entanto, novas pesquisas do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Marinha e Polar, na Alemanha, indicam que os 450 mil metros quadrados da plataforma de gelo estão sob ameaça.
De acordo com nossos cálculos, essa barreira protetora vai se desintegrar até o fim deste século", disse Harmut Hellmer, principal autor do estudo, publicado na revista Nature desta semana.
As plataformas de gelo gigantes que flutuam pelos mares que margeiam a Antártida funcionam como uma proteção contra as águas mais quentes que derretem a base das geleiras muito maiores por trás delas que ficam sobre a terra firme.
"As plataformas de gelo são como rolhas de garrafas para as correntes de gelo atrás delas", disse Hellmer. "Elas reduzem o fluxo do gelo."
"Se, no entanto, as plataformas de gelo derreterem a partir de baixo, elas se tornam tão finas que as superfícies que arrastam se tornam menores e o gelo por trás começa a se mover."
Hellmer e sua equipe preveem que o derretimento da plataforma de Filchner-Ronne poderá acrescentar até 4,4 milímetros por ano aos níveis globais das marés.
De acordo com as mais recentes estimativas com base em dados de sensoriamento remoto, os níveis dos oceanos subiram 1,5 milímetro por ano entre 2003 e 2010 em razão do degelo de geleiras e de plataformas de gelo, dizem os cientistas.
Isso além de um aumento anual estimado em 1,7 milímetro em razão da expansão dos oceanos, à medida que a água esquenta.
A pesquisa foi financiada pelo programa 'Ice2sea', da União Europeia, desenvolvida logo depois do relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que salientou os mantos de gelo como a incerteza remanescente mais significativa nas projeções sobre a elevação dos níveis das marés.
IG Ciência

terça-feira, 8 de maio de 2012

Frase

Gases de dinossauros esquentaram o planeta

Se atualmente os gases liberados por bois e vacas desempenham papel de destaque no volume de metano emitido na atmosfera, os grandes responsáveis pelo aquecimento da Terra na Era Mesozoica podem ter sido os dinossauros.
Eles não foram as únicas fonte de metano, mas saurópodes como os Brontossauros (Apatosaurus louise) produziam cerca de 520 milhões de toneladas por ano do gás, estimaram David Wilkinson, da Liverpool John Moore's University, e pesquisadores das Universidades de Londres e Glasgow. Os cientistas acreditam que a quantia pode ter sido um fator determinante para a alta temperatura terrestre de 150 milhões de anos atrás.
Os animais de corpos enormes, pescoços longos e cabeças pequenas eram herbívoros e tinham micróbios produtores de metano nas entranhas. Depois de liberado na atmosfera, o gás absorve a radiação infravermelha solar e a mantém presa na Terra, o que aumenta sua temperatura.
Para determinar a quantia produzida, o cálculo foi feito a partir de um número populacional estimado e uma escala de produção do gás proporcional à biomassa e ao volume emitido atualmente pelo gado. Segundo Wilkinson, a emissão atual desses animais é de 50 a 100 milhões de toneladas ao ano, o que sugere níveis mais altos de metano na atmosfera durante a Era Mesozoica.
National Geographic

Planta artificial produz energia solar

 O escritório britânico ZM Architecture criou uma tecnologia capaz de produzir energia solar a partir de imitações das plantas.
A Solar Lilly tem o formato de uma vitória-régia gigante de 30 metros de diâmetro. Ela fica ancorada ao leito do rio e contém pequenos motores internos para mover as placas e aproveitar os raios solares.
A Solar Lilly não necessita de grandes áreas reservadas para a produção energética. Além disso, as placas podem ser desmontadas e transportadas para outros locais. Dessa forma, elas podem ser instaladas nos ambientes com as condições mais propícias à produção da energia limpa, o que aumenta o aproveitamento.
O sistema de obtenção da energia a partir do Sol foi pensado para ser uma nova maneira de aproveitar os recursos naturais e dar utilidades aos rios sem agredir o meio ambiente. A tecnologia foi testada no rio Clyde, em Glasgow, na Escócia. O resultado foi tão positivo que despertou o interesse de outros países.
Em 2008, a novidade recebeu um selo de aprovação do International Design Awards e ficou em segundo lugar no concurso internacional Green Dot Awards. Depois disso, órgãos municipais e organizações da Ásia, Brasil, Europa e Coreia manifestaram interesse em utilizar a Solar Lilly.
Exame.com

Quanta água existe no planeta?

A imagem ao lado é uma ilustração feita pelo pesquisador Jack Cook, do Woods Hole Oceanographic Institution, um instituto de pesquisas do Estados Unidos sobre oceanos. O pesquisador calculou a quantidade de água existente em toda a Terra (seja na superfície, no subsolo, oceanos e icebergs e até nos organismos dos seres vivos). Se toda essa água fosse reunida em uma esfera, ela teria 860 milhas de diâmetro, ocupando a área entre os estados americanos de Utah ao Kansas – um volume total de 1.386 milhões de quilômetros cúbicos. Um quilômetro cúbico de água equivale a nada menos que 264 bilhões de galões de água.
É muita água (apesar de parecer apenas uma pequena bolinha na imagem), mas é bom lembrar que cerca de 96% dessa água é salgada ou não-potável. A preocupação com a água já foi lembrada em uma entrevista do mergulhador e ambientalista Jean Michel Cousteau, que explica como estamos usando os oceanos como esgoto. Em março, durante o Fórum Mundial da Água, a grande questão era se haverá água para todos em um futuro com 9 bilhões de pessoas.
Época.com

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Frase

Procurando ligações de ETs

Em breve, mais de 44 mil antenas de rádio serão conectadas pela internet para criar um dos mais ambiciosos radiotelescópios já construídos. Seu trabalho será o de investigar frequências de rádio bastante inexploradas, caçando as primeiras estrelas e galáxias e, talvez, sinais de inteligência extraterrestre. O experimento foi projetado para monitorar ondas de rádio de baixa frequência. Uma das principais fontes desse tipo de emissão provém de sinais extraordinariamente fracos do frio gás hidrogênio que dominava o Cosmos durante a chamada “Idade das Trevas” do Universo. Conforme as estrelas começaram a nascer, foram deixando cicatrizes no hidrogênio. Por meio da análise de como os sinais de rádio desse gás se alteraram no decorrer do tempo, os cientistas podem aprender muito sobre como as primeiras galáxias se formaram.
 Low Frequency Array (algo como Arranjo de Baixa Frequência, ou Lofar) será formado por grupos de antenas em 48 estações na Holanda, Alemanha, França, Suécia e no Reino Unido, conectadas por cabos de fibra óptica. Um supercomputador combinará os sinais dessas estações, transformando o arranjo naquilo que pode ser o mais complexo e versátil radiotelescópio já imaginado, considera Heino Falcke, presidente do conselho do Telescópio Internacional Lofar.
O projeto está previsto para ser concluído neste final de semestre e terá a capacidade de varrer o céu do hemisfério norte inteiro em 45 dias. Considerando-se tudo, o Lofar terá uma resolução máxima equivalente a um telescópio de 620 milhas (quase mil km) de diâmetro. Além disso, o projeto é expansível, o que significa que os pesquisadores poderão adicionar novas estações, explica Michael Wise, do Astron, o Instituto Holandês de Radioastronomia. O Lofar também é capaz de medir eventos com duração de cinco bilionésimos de segundo. Como se isso não fosse o bastante, o fato de o Lofar ser essencialmente um grupo de vários radiotelescópios funcionando em conjunto significa que ele pode executar, por exemplo, três projetos científicos ao mesmo tempo, calcula Wise.
Nos próximos anos, o arranjo também varrerá os céus procurando por emissões de rádio artificiais como parte da busca por inteligência extraterrestre (Seti, na sigla em inglês) em frequências mais baixas, que foram negligenciadas pelas missões Seti anteriores.
Scientific American

Brasileiros estão mais preocupados com o aquecimento global, diz CNI

Os brasileiros se preocupam, de fato, com o aquecimento global? A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (4), mostra que sim: 65% da população consideram alterações no clima um problema grave.
O índice revela uma mudança na opinião do brasileiro: em 2009, apenas 47% tinham essa apreensão. Além disso, a maioria dos entrevistados acredita que o aquecimento global seja um assunto a ser resolvido urgentemente, e 22% querem que providências imediatas sejam tomadas, ainda que as consequências só ocorram daqui a alguns anos.
Dos 2.002 eleitores entrevistados em dezembro de 2011, 70% associam o problema às ações do homem e 16% dizem que se trata de um processo natural pelo qual a Terra está passando. Apenas 3% responsabilizaram as empresas agropecuárias, cuja atividade está associada ao desmatamento, a maior fonte de emissão de gases que provocam efeito estufa no Brasil.
O percentual da população que se preocupa com o meio ambiente também aumentou. O número passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011. Para 44% dos entrevistados, a preservação deve ter prioridade sobre o crescimento econômico, enquanto 40% dizem que é possível conciliar os dois.
Mas as ações não são apenas governamentais. Do total, 71% afirmam evitar o desperdício de água e 58% procuram economizar energia. Mais da metade da população (59%) separa o lixo, enquanto 48% afirmam não ter acesso à coleta seletiva.
National Geographic.com

O que aconteceria se um meteoro atingisse a Lua?

 Recentemente o meteoro 2005 YU55 passou “raspando” pela Terra, a uma distância menor do que a da Lua, e veio a questão: e se esse meteoro atingisse a LUA? O que aconteceria, hein?
Se um grande meteoro atingisse a Terra, aconteceriam grandes terremotos, tsunamis, destruição etc.
Mas, a Lua ganharia apenas mais uma cratera em sua celulitada superfície. A cada 100 mil anos, mais ou menos, um meteoroide – astro que, ao entrar em contato com a atmosfera de um planeta, dá origem a um meteoro – choca-se com a Terra ou com a Lua. E o resultado não é nada além de uma grande depressão no solo (aka buraco).
Segundo a professora Maria Elizabeth Zucolotto, pesquisadora do Museu Nacional da UFRJ,  se o 2005 YU55 tivesse atingido a Lua, o resultado seria uma cratera de 10 a 30 quilômetros de diâmetro. Grande, claro, mas não o suficiente para causar maiores danos. Ela explica que todas as crateras da Lua são resultado de colisões com asteroides.
Quando ocorre o choque, o material, se não for atraído pela força da atração lunar, é ejetado e entra novamente em órbita. Por maior que pareça o acidente, Maria Elizabeth salienta que ainda não se tem conhecimento de algum impacto na Lua que tenha repercutido na Terra.
Superinteressante.com

O relógio de 10 mil anos

Uma colossal obra humana começa a adquirir forma no interior de uma montanha de calcário do Texas. Ela vem atender a uma demanda que por ora inexiste e é incerto que venha a existir. Mas, se porventura algum bípede estiver de passagem pelo ano 12012 e quiser saber a data e as horas, terá onde se informar. Basta que se desloque até uma localidade desértica na fronteira com o México e descubra como dar corda num gigantesco relógio mecânico que encontrará à sua espera.
Três meses atrás foi montada a primeira peça da engrenagem: um conjunto de vinte rolamentos de 2,4 metros de diâmetro, de aço inoxidável, que acionará dez sinos. Estes, por sua vez, foram programados pelo músico Brian Eno para jamais produzirem a mesma melodia ao longo de 10 mil anos. Serão perto de 3,5 milhões de sequências únicas do carrilhão.
A empreitada toda é uma espécie de volta ao futuro. Numa época em que nossa civilização, ansiosa e apressada, vive obcecada por velocidade – hoje, tudo tem de funcionar em nanossegundos, como se qualquer pausa ou respiro fosse pecado mortal –, a equipe do arrojado projeto de engenharia humana optou pelo caminho oposto. “A civilização precisa pensar a longo prazo para poder entender problemas que se estendem através de séculos”, acredita o chefe do projeto Alexander Rose.
Existem outras obras recentes da engenharia humana construídas para durar milhares de anos. O imponente Banco Mundial de Sementes, enterrado desde 2008 na ilha norueguesa de Spitsbergen, a 150 metros de profundidade, é uma delas. Os depósitos de lixo atômico nas minas de sal de Gorleben, na região da Baixa Saxônia, Alemanha, também foram criados para ter durabilidade milenar. Mas nenhuma dessas estruturas é máquina programada para funcionar ininterruptamente.
O Relógio, patenteado com letra maiúscula, nasceu da mente inquieta de Danny Hillis, um engenheiro elétrico com três pós-graduações pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma passagem pela Walt Disney Imagineering e cofundador da empresa Applied Minds [Mentes Aplicadas]. Inicialmente, ainda nos idos de 1989, ele imaginou construir um relógio que tiquetaqueasse apenas uma vez por ano, cujo ponteiro de horas avançasse somente uma vez por século e cujo carrilhão desandasse a tocar uma vez a cada milênio. Stewart Brand, o presidente da Fundação criada para abrigar a obra, escreveu um livro detalhando os primórdios da empreitada – O Relógio do Longo Agora, editora Rocco, 2000. Desde então o projeto foi sendo alterado e um protótipo da versão final já pode ser visto no Museu da Ciência de Londres.
Estadão.com

domingo, 6 de maio de 2012

Frase

Matemática maia pode se tornar Patrimônio Intangível

A matemática da civilização maia, uma das mais avançadas de seu tempo na astronomia e no uso dos números, poderá ser reconhecida como Patrimônio Cultural Intangível da humanidade pela Organização das Nações Unidas para da Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As informações são da agênciaAnsa.
A proposta será levada ao órgão por um grupo de matemáticos, historiadores e educadores italianos e espanhóis. O anúncio da iniciativa ocorreu durante o lançamento do livro "Sayab, para aprender matemática: matemáticas maias" e foi feito pelo autor da obra, Fernando Magaña. Segundo o escritor, o objetivo é promover também o uso das matemáticas maias como uma ferramenta para a solução do ensinamento dessa ciência.
Os maias chegaram ao conceito zero e conquistaram grandes descobertas astronômicas antes do que qualquer outra cultura e, hoje em dia, as matemáticas maias se apresentam como uma sensível ferramenta para a aprendizagem das novas gerações por seu sistema de avançada e sensível metodologia", explicou o especialista.
Magaña, pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), disse ainda que, na Europa, há pesquisas sobre o assunto com as quais ficou entusiasmado.
Jornal do Brasil

Das emissões históricas do país, 72% vieram da Mata Atlântica e do Cerrado

As discussões atuais sobre a parcela de responsabilidade do Brasil no aquecimento global fazem referência quase que exclusivamente ao desmatamento na Amazônia. Num passado não muito distante, porém, a maior parte do gás carbônico lançado na atmosfera pelo País não teve origem na floresta amazônica, mas na Mata Atlântica, segundo um estudo que calculou, pela primeira vez, as emissões históricas por mudança no uso da terra - conversão de áreas de vegetação nativa para agricultura e pecuária - no Brasil.
Os pesquisadores estimam que o País emitiu 17,2 bilhões de toneladas de carbono (Gt-C) por esse motivo entre 1940 e 1995, período no qual, segundo eles, a área ocupada pela agropecuária mais do que dobrou, de 106 milhões para 219 milhões de hectares. Um volume de carbono 11 vezes maior do que foi emitido no mesmo período pela queima de combustíveis fósseis. A maior parte dessas emissões (72%) foi produzida pela ocupação da Mata Atlântica (43%) e do Cerrado (29%). A Amazônia aparece em terceiro, com 25%.
A emissão ocorre quando a vegetação nativa é cortada e queimada, liberando o carbono que está estocado na matéria orgânica (biomassa) para a atmosfera, na forma de gás carbônico. Segundo os pesquisadores, a Amazônia só se torna a fonte número um de emissões a partir da década de 1970. Ainda assim, no acumulado de 1940 a 1995, ela não ultrapassa a Mata Atlântica nem o Cerrado, biomas que foram desmatados mais intensamente nesse período.
"A Amazônia tem um estoque de carbono muito maior, mas a Mata Atlântica foi muito mais desmatada", diz o pesquisador Marcos Costa, do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um dos quatro cientistas que assinam o estudo na revista Global Biogeochemical Cycles. Os outros são Christiane Leite, também da UFV, Britaldo Soares Filho e Letícia Hissa, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Estima-se que cerca de 90% das florestas originais da Mata Atlântica foram derrubadas até agora, enquanto que, na Amazônia, esse índice não chega a 20%. Quantitativamente, 1,3 milhão versus 720 mil quilômetros quadrados desmatados, em números arredondados.
Para saber quanto de carbono foi emitido historicamente de cada bioma, os pesquisadores construíram um mapa da distribuição original de biomassa em todo o território brasileiro. Depois, sobrepuseram a isso uma reconstrução histórica - e também inédita - da evolução das fronteiras agrícolas do País entre 1940 e 1995. Um trabalho dificílimo, que levou sete anos para ser concluído, mesclando imagens recentes de satélite com informações históricas dos censos agropecuários do IBGE.
No caso da Mata Atlântica, os cientistas utilizaram amostras de 23 pontos do bioma para estimar quanta biomassa havia na vegetação que foi destruída e, consequentemente, quanto carbono foi emitido. Resultado: a Mata Atlântica tinha um estoque original de 17,6 Gt-C, do qual 42% foram emitidos entre 1940 e 1995. A Amazônia, comparativamente, perdeu 6% de seu estoque inicial, de 68,4 Gt-C, e o Cerrado, 23%.
Os porcentuais de carbono emitido e de área desmatada são diferentes porque a distribuição de biomassa não é homogênea dentro dos biomas. No caso da Mata Atlântica, as maiores densidades de biomassa estão nas regiões montanhosas do litoral, que foram as menos desmatadas. Por isso, o bioma já perdeu cerca de 90% de sua cobertura florestal, mas emitiu "apenas" 42% do seu estoque de carbono.
Responsabilidade. Os pesquisadores calculam que, antes de 1940, o Brasil já havia emitido 3,8 Gt-C por mudanças no uso da terra, o que elevaria o total emitido até 1995 para 21 Gt-C. Considerando que o estoque total de carbono em biomassa do País foi estimado em 115,7 Gt-C, isso significa que 18% de todo o carbono contido originalmente na vegetação brasileira já foi lançado para a atmosfera na forma de gás carbônico, contribuindo para o aquecimento global.
É muito. Mas, segundo os pesquisadores, não muito diferente, proporcionalmente, do que foi consumido de biomassa no planeta como um todo nos últimos 150 anos, estimado em 17,7%. "Os dados mostram que o Brasil teve emissões históricas significativas por mudanças no uso do solo, mas, em termos globais, não fez mais nem menos do que o resto do mundo", avalia Britaldo Soares, da UFMG.
A diferença hoje é que o Brasil, apesar de tudo, ainda tem muitas florestas remanescentes. Resta saber se vai manter esse saldo de carbono estocado na forma de biomassa ou lançá-lo na atmosfera na forma de fumaça.
"Não sei se é um dado positivo ou negativo, mas é um dado realista", avalia Costa. "Agora sabemos o quanto emitimos e podemos nos posicionar melhor com relação a isso nas negociações internacionais."
Veja.com

A floresta que virou carvão

Um lugar escondido a 76 metros debaixo da terra guarda segredos de um passado distante do nosso planeta ­­– e pode nos ajudar a compreender o que acontecerá no futuro. Escavações em uma mina de carvão na cidade de Danville, no estado de Illinois (EUA), revelaram um verdadeiro mundo perdido, formado por uma enorme floresta tropical fossilizada de 112 km de comprimento por 16 km de largura.
Lá estão preservados fósseis de plantas e árvores extintas há 300 milhões de anos, como as pteridospermas (parentes distantes das samambaias) e as lycopsidas gigantes, árvores que chegavam a 30 metros de altura. É comum encontrar fósseis botânicos em solos ricos em carvão, já que esse tipo de rocha é formado pela desintegração de plantas. Mas descobrir uma floresta inteira e preservada depois de milhões de anos é uma raridade.
O ecossistema foi sepultado quando um aquecimento global repentino derreteu as calotas de gelo dos polos, fazendo o nível de mares e rios subir, provocando enchentes e inundando as florestas tropicais costais da época, soterrando-as debaixo de sedimentos. Um pesadelo muito parecido com o anunciado pelos climatologistas do século XXI. “O passado é a chave para o futuro”, diz o paleontólgo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres, que conduz pesquisas na floresta fossilizada americana. “É somente estudando eventos comparáveis em um passado distante que podemos ter uma ideia de como o aquecimento global atual nos afetará no futuro”, afirma o pesquisador.
O segredo para que tamanha riqueza tenha se mantido intacta por tanto tempo reside em sua localização. A área fica em uma área de estuário, ou seja, de transição entre rio e mar. Como as marés estuárias são pobres em oxigênio, a vegetação não se desfez totalmente e manteve-se bem preservada, já que a oxigenação acelera a decomposição.
Além disso, cientistas do Instituto de Pesquisas Geológicas do Estado de Illinois também descobriram que a área foi atingida por um terremoto, o que ajudou a enterrar o ecossistema ainda mais fundo, protegendo-o. Com base no que aconteceu em Danville, o destino das florestas tropicais parece trágico se a temperatura continuar a subir. Mas é justamente esse tipo de previsão que pode ajudar a minimizar os danos provocados pelas mudanças climáticas em curso no planeta. “O mais empolgante sobre essa pesquisa é que não sabemos o que nos espera”, afirma Howard Falcon-Lang. Quem viver verá.

Isto É.com

Estrela "gêmea" do Sol

O Sol tem um irmão gêmeo. Uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo astrônomo peruano Jorge Meléndez, professor do Instituto de Astronomia da Universidade de São Paulo (IAG-USP), terminou a mais detalhada análise da estrela mais parecida com o Sol de que se tem conhecimento. Localizada a 200 anos-luz, o astro, catalogado como HIP 56948, é tão parecido que, caso fosse colocado no centro do Sistema Solar, os terráqueos não notariam a diferença. A pesquisa será publicada nas próximas semanas no periódico Astronomy & Astrophysics.
A HIP 56948 foi caracterizada por um satélite chamado Hipparcos (daí HIP 56948). A sonda foi lançada em 1989 pela agência espacial europeia e ficou funcionando até 1993. Nesse período, catalogou 100.000 estrelas, das quais cerca de 100 são muito parecidas com o Sol.
Os astrônomos já conhecem a HIP 56948 desde 2007. Nessa época, ela já era considerada uma grande candidata a gêmea solar, mais do que uma estrela chamada 18 Scorpius, que ocupava o posto de 'estrela mais parecida com o Sol' desde 1997. Os cientistas não sabiam, contudo, quão parecida era HIP 56948. Usando o telescópio Keck, no Havaí, um dos maiores do mundo, eles agora têm certeza.
De acordo com Meléndez, a HIP 56948 é apenas 17 graus mais quente que o Sol. "Se considerarmos a margem de erro, que é de sete graus, é possível que os dois astros tenham a mesma temperatura", diz o cientista, em entrevista ao site de VEJA. O mesmo vale para a massa. "A diferença entre os astros é de apenas 2%."
Os astrônomos ainda não sabem dizer se há planetas orbitando a gêmea solar. Mas há boas razões para supor que o sistema distante seja parecido com o Solar. A primeira delas é que a composição química da estrela é praticamente idêntica ao do Sol. Entender a composição química de uma estrela é muito importante para saber se ela 'doou' material suficiente para a formação de planetas a sua volta. O Sol, por exemplo, perdeu o equivalente a duas massas terrestres de elementos como o alumínio, ferro e níquel, em relação à média de todas as estrelas de sua classe. "A HIP 56948 perdeu 1,5", calcula Meléndez. De acordo com o pesquisador, esses elementos são usados justamente para a 'fabricação' de planetas.
A segunda razão é que os astrônomos ainda não identificaram nenhum planeta em volta da estrela. Apesar de isso soar como uma má notícia, trata-se do contrário. Os cientistas só poderiam ter encontrado algum planeta em tão pouco tempo se ele fosse ao mesmo tempo grande (tal como Júpiter) e próximo demais da estrela (como Mercúrio). Isso quer dizer que pelo menos nos primeiros 150 milhões de quilômetros ao redor da estrela (a distância entre a Terra e o Sol) não há nenhum gigante gasoso, o que abre espaço para planetas rochosos, como a Terra. A ideia agora é utilizar os poderosos instrumentos do Observatório Europeu do Sul, no observatório de La Silla para identificar planetas em volta de outras gêmeas do Sol.
Irmão mais novo — A principal diferença está na idade. "Essa gêmea solar é aproximadamente um bilhão de anos mais jovem", diz Meléndez. Isso quer dizer, de acordo com ele, que se tomarmos a Terra como parâmetro para o desenvolvimento de vidas complexas, alguma forma de vida avançada pode estar surgindo agora em um possível planeta orbitando a HIP 56948.

OBSERVATÓRIO KECK
No obsevatório Keck, no Havaí, existe um par de telescópios com espelhos de 10 metros de diâmetro. Estão entre os maiores do mundo. O equipamento está instalado a mais de quatro mil metros de altitude e é administrado pela Associação da Califórnia para Pesquisa em Astronomia, nos Estados Unidos.
Veja.com

sábado, 5 de maio de 2012

"Superlua"

A "Superlua" foi fotografada em diversos países do mundo, neste sábado. Lindas fotos!!!

                                      Mesquita de Mohamed Ali, no Cairo, Egito

Na Grécia, fotografada atrás do Templo de Poseidon, em Atenas

"Superlua" atrás de uma Mesquita em Amã

Em São Petersburgo, aparece atrás de estátuas da Catedral de São Isaak

Fenômeno faz enorme lago na Patagônia desaparecer

Em menos de um dia, o enorme lago Cachet II, na Patagônia chilena, desaparece por completo, um fenômeno impressionante que se acelera neste e em outros lugares devido à elevação da temperatura motivada pelas mudanças climáticas, explicam cientistas.
Pouco antes da meia-noite de 31 de março, o lago, que compreende 200 milhões de litros d'água, começou a se esvaziar de repente pela segunda vez no ano. Em poucas horas, ficou seco, só com algumas poças e muitos pedaços de gelo que se soltaram da geleira que o alimenta.
A assistente de pesquisas do Centro de Estudos Científicos (CECS), Daniela Carrión, estava no local fazendo uma pesquisa justamente quando o fenômeno voltou a acontecer. "Quando acordamos, vimos uma mudança no vale. As áreas por onde caminhávamos se inundaram e tudo se encheu de pedaços grandes de gelo. O esvaziamento tinha provocado uma grande fratura na geleira" que alimenta o lago, explicou Carrión à AFP.
O Cachet II se forma com o derretimento da geleira Colônia, que com suas enormes paredes de gelo também atua como muro de contenção. Mas o aumento das temperaturas fragiliza pouco a pouco o glaciar e quando não pode mais suportar a pressão do lago que represa, deixa sair a água por um túnel que se forma entre a rocha e a geleira.
água chega de repente ao imponente rio Baker, que aumenta três vezes sua vazão habitual. Quando ocorre, automaticamente se ativa um sistema de alerta destinado a avisar à dezena de moradores que habitam a zona para que resguardem seus animais e se mantenham atentos ao aumento da vazão do rio, que ocorre em oito horas, o tempo que a água leva para chegar ao rio.
Na última vez, o desnível foi "superior a 31 m", de acordo com um informe da Direção Geral de Águas (DGA), que monitora o lago com um sistema por satélite. A rápida redução dos níveis "foi se refletindo no aumento das vazões no rio Baker no setor do rio Colônia, onde o volume aumentou, de aproximadamente 1.100 m³/s até 3.511 m³/s, registrando-se, assim, uma vazão três vezes maior do que o habitual", informou a DGA em um comunicado.
Nos últimos tempos, este tipo de drenagem súbita tem se tornado habitual em vários lagos alimentados por geleiras. De fato, o lago Cachet se esvazia, em média, três vezes por ano. Este ano o processo também aconteceu em 27 de janeiro e desde 2008, quando pela primeira vez o fenômeno foi registrado, se esvaziou 11 vezes.
Os cientistas alertam que os "desaparecimentos" repentinos deste tipo de lago podem aumentar devido ao aumento das temperaturas terrestres e devem ser vigiados para poder prever os efeitos para as comunidades vizinhas. Até agora, o esvaziamento do Cachet II não provocou maiores estragos, apenas uma grande curiosidade.
Tem havido um aumento dos esvaziamentos. Os modelos preveem que, com o aumento da temperatura, estes fenômenos, chamados GLOFs (Glacial Lake Outburst Floods), serão mais frequentes", explicou à AFP o glaciologista especializado em mudanças climáticas do CECS, Gino Casassa.
Segundo Casassa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 como coordenador do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, no Chile ocorreram 53 casos de esvaziamentos entre 1896 e janeiro de 2010, com uma aceleração na frequência nos últimos anos.
Este tipo de fenômeno não é exclusivo da Patagônia. Na Islândia costumam acontecer esvaziamentos por causa de degelos provocados pela atividade vulcânica, enquanto na cordilheira do Himalaia também "desaparecem" lagos, e segundo os especialistas, cada vez com maior frequência, devido às mudanças climáticas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Frase

  "A mente humana é como o pêndulo de um relógio que
    flutua  entre a razão e a emoção. Nossa capacidade de
   tolerar,  solidalizar-nos, doar-nos, divertir, criar, intuir,
       sonhar é uma  das maravilhas que surgem desse
                             complexo movimento".

Voyager-1 atinge região desconhecida

A sonda espacial Voyager-1, lançada em 5 de setembro de 1972, inicialmente com destino a Júpiter e Saturno atingiu uma nova região a 119 unidades astronômicas (17,8 bilhões de km) do Sol, com características diferentes das registradas na porção mais interna do Sistema Solar.
Na região de estagnação (stagnation region) como essa área foi batizada o fluxo de partículas emitidas pelo Sol é sensivelmente mais fraco e sofre efeito do espaço interestelar, ainda que a nave se mantenha na área de influência dinâmica dominante do Sol.
A distância que separa a nave da fronteira do Sol com a de outras estrelas vizinhas ainda permanece desconhecida.
Segundo informações do controle da missão, no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, na California, as condições comparadas entre o ano passado e agora sugerem que a pequena Voyager-1 entrou numa espécie de “purgatório” com alterações tanto no fluxo de partículas carregadas liberadas pelo Sol, o vento solar, como no campo magnético do Sol, enquanto partículas de origem extrassolar tem se intensificado.
A nave, segundo o controle do voo, está sofrendo uma espécie de pressão externa, algo que ocorreu também com as Pioneers-10 e 11 e que ficou conhecida como “anomalia Pioneer”.
Investigações recentes descartam a desaceleração do deslocamento das Pioneers como de origem gravitacional.
Então, o que explica essa desaceleração?
Os dados disponíveis não permitem estimar exatamente quando a Voyager-1 cruzará a fronteira entre os domínios do Sol para o espaço interestelar, mas o controle de voo em Pasadena estima que isso deverá ocorrer entre alguns meses e uns poucos anos.
A velocidade do vento solar, de acordo com registros da sonda, havia sofrido uma redução radical em abril de 2010 sugerindo que a Voyager-1 penetrava um novo território nos limites do Sistema Solar.
O controle do voo girou a nave várias vezes durante a primavera e o verão do hemisfério norte num esforço para avaliar essas alterações na velocidade do vento solar.
No ano passado os instrumentos de bordo também detectaram variações na intensidade do campo magnético solar na região de estagnação sugerindo a pressão de campos magnéticos externos ao Sistema Solar.
As gêmeas Voyager-1 e 2 inicialmente deveriam visitar Júpiter e Saturno e o controle de voo temeu pela integridade delas especialmente na travessia do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. As naves, no entanto, sobreviveram e, submetidas a uma compactação de dados feita à distância, chegaram a esses dois planetas mais “inteligentes” que quando deixaram a Terra. Essa operação configurou o que o astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996) chamou de “triunfo das Voyagers”.
Numa manobra já nas vizinhanças de Saturno a Voyager-2 teve sua rota alterada e passou por Urano e Netuno que nunca haviam sido visitados antes.
O único planeta que ficou fora de rota das Voyagers foi Plutão, agora rebaixado para a categoria de planeta-anão.
Uma missão especial foi destacada para Plutão, a News Horizons, prevista para chegar ao destino em 2015.
A News Horizons deve ampliar o conhecimento do cinturão de asteróides que envolve o Sistema Solar de que Plutão, o antigo planeta, agora é parte.
Scientific American


As 5 piores trapalhadas do cérebro

Nosso cérebro é um dos sistemas mais perfeitos da natureza. Mesmo assim, como tudo nessa vida, ele também está sujeito à panes. Algumas situações simplesmente o impedem de funcionar como o esperado. Mas não é culpa dele. Confira essa lista de pequenas sabotagens cerebrais - e a explicação científica por trás delas.
Amnésia Instântanea - Você já entrou em uma sala sem fazer a menor idéia do que você foi fazer lá? Culpa das portas. Psicólogos da Universidade de Notre Dame descobriram que, ao passar por uma porta, nossa mente separa os pensamentos da sala anterior e prepara uma espécie de folha em branco para o novo ambiente. Essa ação, chamada de “fronteira evento”, nos ajuda a organizar a linha de raciocínio conforme caminhamos por diferentes locais. Será que ajuda mesmo?
Barulhinho Ruim - Nossa vida cotidiana está cheia de barulhinhos, um mais irritante que o outro. Os aparatos tecnológicos, os meios de transporte, o alarme que te acorda pela manhã: se incomodar com um som alto e repetitivo é tarefa diária. Esses tipos de barulho são tão perturbadores, porque causam pequenas falhas cerebrais toda vez que os ouvimos. A explicação científica é que nossa espécie não evoluiu ouvindo esse tipo de ruído. Os sons presentes na natureza são resultado de uma transferência de energia que vai se dissipando aos poucos. O alarme do carro que disparou bem embaixo da sua janela, de madrugada, não. Ele não muda e nem diminui com o tempo, fazendo com que seu cérebro tente entender o que é da onde vem esse som perturbador.
Imagem e Semelhança - Difícil acreditar, mas nosso cérebro tem sérias dificuldades em compreender uma foto. Ele não lida muito bem com o fato de uma foto ser a reprodução de um objeto, e não o objeto em si. O mesmo acontece com fotos de pessoas: estudos comprovam que nós temos um aproveitamento muito maior em acertar dardos em fotos de Hitler do que em imagens de bebês sorridentes. Nossa mira melhora quando devemos destruir alguém que nos desperta ódio, mesmo que esse alguém esteja apenas impresso no papel. O mesmo estudo mostra que as pessoas tendem a suar mais que o comum quando solicitadas a despedaçar a foto de um objeto que era importante para elas durante a infância.
Vibrações do Além - Se você sente seu celular vibrando a todo o momento, mesmo quando ninguém te ligou ou enviou mensagens, você provavelmente experimentou um fenômeno chamado vibrações fantasma, apenas mais uma trapalhada do nosso querido cérebro. Assim como as outras falhas, precisamos voltar para o passado para entender o que as motiva. Centenas de milhares de anos atrás, o canto dos nossos olhos confundia pedaços curvilíneos de pau com cobras potencialmente ameaçadoras. Hoje, qualquer ronco do nosso estômago ou farfalhar de um tecido com outro provoca esse mesmo estado de alerta. Apesar de equivocada, a intenção do cérebro é boa: dar sentido ao caos sensorial que permeia nossas vidas.
Espirro Luminoso - A cada quatro pessoas, uma espirra quando olha diretamente para uma luz muito brilhante. Apesar de relativamente comum, esse fenômeno é pouco compreendido pelos cientistas. O que se sabe é que o espirro normalmente é causado quando algo “irritante” entra em nosso nariz. Outra reação conhecida é o encolhimento das nossas pupilas em um ambiente muito iluminado. A hipótese é que esses reflexos se misturam pelas complexas vias neuronais, fazendo com que a luz forte provoque ambas as reações.
Galileu.com 

Agência europeia quer divulgar benefícios de Estação Espacial

A Agência Espacial Europeia está planejando realizar uma campanha para tornar as pessoas mais conscientes dos benefícios de gastar o dinheiro público na Estação Espacial Internacional (ISS).
A lista de produtos e tecnologias com origens na pesquisa especial é longa, indo de colchões a termômetros de orelha. Em um mundo com dificuldades para pagar a conta da crise financeira, no entanto, os bilhões de dólares gastos na exploração do espaço estão cada vez mais difíceis de serem justificados.
O plano de marketing é uma indicação de que os cientistas espaciais estão preocupados com possíveis cortes no orçamento das agências espaciais, e preocupados com que a contribuição delas ao crescimento econômico não seja reconhecida por completo.
"Isso frustra as pessoas porque sabemos que temos um ativo de valor", disse o diretor da Estação Espacial Internacional, na Nasa, Mark Uhran, em uma conferência em Berlim reunindo cientistas dos 14 países que financiam o projeto.
A Agência Espacial Europeia estima que a conta da estação espacial atinja cerca de 100 bilhões de euros (131,53 bilhões de dólares), incluindo os custos de manutenção para os próximos 10 anos. A parcela europeia de 8 bilhões de euros, segundo a agência, equivale a 1 euro por dia de cada europeu - menos do que o preço de uma xícara de café.
IG Ciência

"Superlua" é atração no céu neste sábado

Uma “Superlua”, a única de 2012, é a grande atração do céu na madrugada deste sábado para domingo. À 00h35 de domingo, o único satélite natural da Terra atingirá sua fase cheia praticamente ao mesmo tempo em que estará no perigeu, isto é, o ponto de sua órbita em que fica mais próximo do nosso planeta. Segundo a Nasa, ela parecerá até 14% maior e 30% mais brilhante que uma Lua cheia “normal”.
O termo científico para o fenômeno é Lua de perigeu. As luas de perigeu variam de tamanho por causa do formato oval da órbita do satélite, semelhante à eclipse que a Terra e os outros planetas orbitam em torno do Sol. Isso faz com que de um lado, o perigeu, ela esteja cerca de 50 mil quilômetros mais próxima do que do outro, o apogeu. Neste domingo, ela estará no perigeu à 00h34, apenas um minuto antes de ficar totalmente cheia, em uma sincronização quase perfeita.
Mas embora a Lua vá estar maior e mais brilhante, será difícil perceber isso. No alto do céu, sem pontos de referência e de escala, uma “Superlua” pode parecer igual a qualquer outra Lua cheia. Por isso, é melhor observar a Lua quando ela estiver mais baixa no horizonte. Por razões ainda não totalmente compreendidas pelos astrônomos e psicólogos, isso faz com que o satélite pareça bem maior que o natural, já que sua luz tem que atravessar áreas com árvores, prédios ou outros objetos que podem dar algum senso de escala. Com a Lua de perigeu, essa ilusão tende a ficar ainda mais impressionante.
Assim, é importante ficar atento aos horários de nascimento e ocaso da Lua. No Rio de Janeiro, ela vai nascer às 16h59, pondo-se às 5h27. Em São Paulo, o nascimento é às 17h13 e o poente, às 5h43, enquanto em Brasília os horários são 17h29 e 5h38.


 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

frase

Fone sem ouvido?

Esqueça a ideia de que você só escuta por meio dos ouvidos. Um novo fone que acaba de ser lançado nos EUA aproveita a capacidade dos ossos de transmitir som, em um processo parecido ao que nos faz ouvir nossa própria voz, batizado de condução óssea.
        O AfterShokz fica posicionado entre as orelhas e as bochechas, como uns óculos colocados atrás da cabeça. Dentro dele, microcircuitos eletrônicos transformam as ondas sonoras que saem de aparelhos como celulares e iPods em vibrações, captadas pelos ossos do crânio. Eles funcionam como uma verdadeira caixa acústica e transmitem as vibrações até os tímpanos e o ouvido interno.
        A promessa é de um som mais puro, já que não concorre com os demais ruídos que entram por nossa orelha. Aliás, por não bloquear o ouvido, o aparelho ainda permite que você continue conversando com alguém ou escutando os barulhos da rua. “Assim, fica mais seguro pedalar ouvindo MP3, por exemplo, sem risco de não perceber um carro se aproximando”, diz Bruce Borenstein, chefe do AfterShokz, fabricante do produto.
        Os fones foram inicialmente desenvolvidos para o exército americano, permitindo que militares em campos de batalha ouçam comandos e prestem atenção no que ocorre ao redor. Pela primeira vez chegam ao mercado consumidor em 3 versões: uma esportiva, outra para games e uma terceira para celulares, que vem acompanhada de um microfone.
A condução óssea já havia sido testada de forma rudimentar por Beethoven. Quando o compositor ficou surdo, no século 18, encontrou uma maneira de continuar escutando música: encostava o maxilar em uma vareta presa a seu piano. Algumas de suas sinfonias mais famosas foram compostas usando o método. Mal sabia ele que estava ouvindo sua própria música assim como escutamos nossa própria voz.
Galileu.com

Seleção natural ainda se aplica aos seres humanos

Um novo estudo comprova que a seleção natural, proposta pelo naturalista inglês Charles Darwin no século XIX, ainda se aplica à espécie humana. O artigo foi publicado nesta segunda-feira no periódico PNAS.
Pesquisadores de diferentes áreas, como medicina, ciências sociais e biologia, ainda não chegaram a um acordo sobre o quanto a seleção natural influenciou a evolução humana depois de adaptações sociais e culturais e a revolução agrícola. Parte dos cientistas considera que alguns aspectos seletivos, como o acesso à comida e influências ambientais, não são tão importantes hoje quanto eram nas sociedades de caçadores-coletores de 10.000 anos atrás.
O estudo realizado na Universidade de Turku (Finlândia), contudo, aponta que a seleção natural ainda se aplica aos seres humanos. Para chegar a essa conclusão, os autores analisaram o registro de 6.000 finlandeses pertencentes a famílias monogâmicas entre 1760 e 1849. Os cientistas determinaram se as mudanças demográficas, culturais e tecnológicas da revolução agrícola reduziram a seleção natural em humanos.
Os cientistas usaram informações detalhadas sobre a condição econômica, nascimento, mortes e casamentos e estudaram quatro estágios da seleção natural: sobrevivência à vida adulta, acesso à procriação, sucesso na procriação e a fertilidade por indivíduo. A pesquisa revelou que a intensidade da seleção natural nas populações era compatível com a seleção em outras espécies.
Por exemplo, quase metade das pessoas morreram antes de completarem 15 anos. Nenhum dos seus genes foram passados para as gerações seguintes, um sinal de que a seleção natural atuou sobre essa população. Dos que conseguiram avançar além da infância, 20% não se casaram e não tiveram filhos. Isso sugere que algumas características impediram alguns indivíduos de conseguir parceiras e passar os genes para a próxima geração.
Apesar de a monogamia ter limitado o potencial da seleção natural, o estudo revelou que todos os pré-requisitos para a seleção natural foram cumpridos. Isso é verdade mesmo para indivíduos mais ricos, que teoricamente teriam recursos para impedir que a seleção natural favorecesse essa ou aquela pessoa. Os mais ricos poderiam, por exemplo, tratar de algum filho doente contratando serviços médicos, evitando que ele morresse antes de chegar à vida adulta. Contudo, o estudo descobriu que as taxas de sobrevivência logo após o nascimento e a fertilidade desempenharam papel mais importante.
SELEÇÃO NATURAL A teoria da seleção natural foi formulada pelo naturalista Charles Darwin em seu livro A Origem das Espécies, em 1859. Segundo a teoria, as criaturas mais adaptadas — não necessariamente as mais fortes — conseguem passar adiante suas características, enquanto as menos adaptadas perecem. Ainda segundo essa teoria, todas as criaturas têm um ancestral em comum. Mutações sucessivas foram diferenciando as espécies. As mutações que deixavam os seres mais adaptados prosperavam.

Elevação do nível dos mares até o fim do século pode ser menor do que se pensava

Novas estimativas para o movimento das geleiras indicam que a contribuição da Groenlândia para a elevação do nível dos mares no século 21 pode ser menor do que alguns cientistas pensavam. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e será publicado nesta quinta-feira na revista Science.
Quanto mais rapidamente as geleiras se movem, mais gelo e água elas vertem no oceano. Em estudos recentes sobre as mudanças do clima, os cientistas acreditavam que o gelo derretido da Groenlândia teria uma contribuição, até o ano 2100, de 10 centímetros no aumento do nível do mar. No cenário mais pessimista, essa contribuição seria de 48 centímetros. Contudo, os dados que serviram de base para essas pesquisas não eram muito precisos.
O aumento no nível dos mares é preocupante porque pode causar uma crise global. De acordo com o a ONG ambiental Greenpeace, mesmo o melhor cenário pode causar enchentes, contaminar reservatórios de água potável e aumentar a salinidade de estuários. Algumas cidades e vilas próximas à costa seriam afetadas.
Agora, os especialistas da Universidade do Washington, em Seattle, analisaram o movimento das geleiras da Groenlândia entre os invernos de 2000 a 2010 usando dados de satélites. As observações revelaram que a velocidade das geleiras não aumentou tanto quanto se supunha em estudos anteriores.
Os cálculos mais otimistas indicavam que as geleiras dobrariam de velocidade entre 2000 e 2010. Os mais pessimistas apontaram que o aumento seria de 10 vezes. "Até agora, vimos um aumento médio de 30% em dez anos", disse Twila Moon, chefe da pesquisa.
O estudo afirma que não há pistas claras de que as geleiras vão diminuir de velocidade até o fim do século. "Essa é a desvantagem de um estudo que cobre apenas 10 anos", disse Ian Howat, coautor. "Esse período é muito curto para entender o comportamento das geleiras em longo prazo."
Isso quer dizer que eventos no futuro podem causar grande aumento na velocidade das geleiras e, portanto, levar mais água aos mares. "Ou talvez, grandes geleiras no Norte da Groenlândia, que ainda não exibiram alterações, podem acelerar o movimento, o que aumentaria enormemente a taxa de crescimento do nível do mar", disse Howat.
Detalhes — De acordo com Twila, as observações precisam ser mais detalhadas para realmente entender os efeitos das mudanças do clima. "Vamos precisar acompanhar as mudanças nas geleiras e analisar detalhes complicados para entender como essas alterações acontecem."
A análise da especialista é corroborada pela revista Science, que na mesma edição publica dois artigos de opinião defendendo que os cientistas precisam, dentre outras coisas, de mais detalhes sobre o nível dos mares em escala local e compreender melhor a interação dos ocenos com o gelo, para estimular políticas de mitigação e adaptação.
A conclusão do artigo é de que no caso das geleiras da Groenlândia, a contribuição para o aumento do nível do mar vai ficar próximo do limite inferior de outras estimativas recentes, mas dentro da faixa esperada. Esta faixa de valores é relativamente larga, pela falta de observações detalhadas como esta, e pela falta de dados tomados por períodos de tempo mais amplos.
  Mas o estudo cobre somente a Groenlândia (não cobre a Antártica nem geleiras continentais de outras regiões). Além disso, o espaço de tempo é de somente 10 anos, fatos limitantes reconhecidos pelos autores.
Dependendo do cenário, a projeção do último relatório do IPCC publicado em 2007 é de 20 a 60 centímetros de aumento médio do nível do mar até 2100. Este valor é abaixo das estimativas mais recentes (trabalhos publicados de 2007 a 2011) e está de acordo com as projeções deste artigo. Algumas estimativas de trabalhos mais recentes vão de 70 a 120 centímetros.
  Este artigo certamente vai entrar como uma contribuição científica na próxima revisão do IPCC que será publicada em 2013.
Veja.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Frase

        "Não podemos orientar o vento, mas podemos
                          ajustar a nossa vela..."

Impacto do aquecimento global nas plantas é maior do que se pensava

Experiências que tentam simular o impacto do aquecimento global nas plantas subestimam o que acontece no mundo real, revelou um estudo publicado na edição desta quarta-feira (2) da revista científica britânica Nature.
A pesquisa apoia observações feitas por fazendeiros e jardineiros, especialmente no hemisfério norte, segundo os quais plantas sazonais estão florescendo muito mais cedo do que no passado.
Experimentos artificiais sobre o aquecimento global costumam consistir no encerramento de uma planta em uma câmara similar a uma estufa sem tampa ou em uma tenda com um pequeno aquecedor no telhado, de forma a replicar os efeitos do aumento da temperatura.
Estes experimentos determinaram que a florada e a folheação ocorrem entre 1,9 e 3,3 dias antes para cada grau Celsius de elevação da temperatura.
Mas o estudo diz que o número exato é muito maior.
As plantas começam a desenvolver folhas e flores entre 2,5 e 5 dias mais cedo a cada 1ºC mais quente, destacou a pesquisa, baseando-se em uma comparação entre experimentos sobre aquecimento em 1.634 espécies de plantas e observações de longo prazo destas espécies na natureza, realizadas por 20 instituições de América do Norte, Japão e Austrália.
"Até agora, presumia-se que sistemas experimentais responderiam da mesma forma que os sistemas naturais respondem, mas não é o que acontece", explicou em um comunicado o co-autor da pesquisa, Benjamin Cook, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, em Nova York.
Os métodos experimentais podem falhar porque reduzem luz, vento ou umidade do solo, que afetam a maturidade sazonal da planta, destacou o artigo.
Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, as temperaturas da superfície do globo subiram 0,74ºC entre 1906 e 2005.
De acordo com as tendências atuais de emissões de carbono, responsáveis pelo aumento da temperatura no globo, a Terra encaminha-se para um aquecimento adicional de 2ºC ou mais, segundo estimativas publicadas por outras fontes no ano passado.
Para alguns especialistas, estas estimativas são conservadoras. Eles afirmam que muitos locais estão esquentando muito mais rápido do que a média do planeta.
"A floração das cerejeiras, em Washington, DC, um fenômeno meticulosamente registrado e celebrado, se antecipou em cerca de uma semana desde os anos 1970", destacou o comunicado, publicado pelo Instituto da Terra, da Universidade de Columbia.
"Se a tendência se mantiver, algumas projeções recentes dizem que elas estarão saindo em fevereiro por volta de 2080", concluiu.
IG Ciência

Aprender segunda língua pode aumentar poder do cérebro, diz pesquisa

Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro - uma "ginástica" mental que apura a mente.
Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório.
Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências "biológicas" para isso.
De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, "a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta".
A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: "As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas".
"Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som", completou
Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores.
Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.
BBC.com

Chuveiro ecológico

Um chuveiro ecológico promete impacto menor nas fontes de água e energia e no bolso do consumidor. O produto, que usa gás para o aquecimento, gera economia de 1.000% em energia em relação ao similar elétrico. De pequeno porte, o chuveiro pode ser instalado em qualquer local, como residências, acampamentos, campings, trailers, embarcações, pesqueiros e até pendurado em uma árvore. O equipamento funciona por gravidade e pode ser alimentado, por exemplo, por uma garrafa PET.
Há dois anos, a novidade rendeu ao inventor Mauro Serra e à mulher, a engenheira mecânica Jorgea Corrêa, o Prêmio Brasil de Meio Ambiente, concedido Jornal do Brasil, com Apoio da Petrobrás e Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), na categoria Pequena e Micro Empresa.
Feito de cobre, alumínio, aço inox e ferro fundido, o chuveiro ecológico não consome eletricidade e a emissão de CO2 é quase nula. A regulagem da temperatura é feita pelo usuário, que pode variar do morno ao muito quente. O acendimento é manual, com fósforo, ou automático.
Benefícios
A economia de 1.000% no gasto com energia é possível porque o custo de manter o chuveiro a gás ligado é de R$ 0,53 por hora. Um similar convencional, aquecido a energia elétrica, custa R$ 5,30 para aquecer a água, no mesmo período.
O chuveiro ecológico pesa 3,2 kg. Não há necessidade de nenhuma obra para a instalação e não precisa de bateria ou pilha para o funcionamento do equipamento. De acordo com a engenheira Jorgea, o aparelho consome no máximo 120g/h de gás, o que equivale a um quarto do consumo dos aquecedores convencionais.
“Um botijão de 13 kg dura, em média, de 120 a 150 dias com banhos diários de uma hora. E cada botijão equivale a dez árvores de médio porte em termos de produção energética. Seu uso evita a queima, no Brasil, de 3,5 bilhões de árvores por ano”, contabiliza.
 Exame.com

Qual é o lugar mais quente da Terra?


Qual é o lugar mais quente da Terra? Um grupo de pesquisadores da Nasa, agência espacial americana, se lançou à tarefa de buscar o lugar do planeta com o chão mais quente. É o lugar onde a temperatura é a mais alta a 40 milímetros do chão, onde o solo vira uma frigideira. Em cinco dos sete anos medidos pelo grupo, a temperatura mais alta estava no deserto Lut, no Irã. O recorde ocorreu em 2005, quando o satélite da Nasa marcou 70,7 graus centígrados em Lut.
Esse calor no chão não é o que os institutos de meteorologia medem. Quando se fala em temperatura máxima do dia para qualquer lugar, o que se avalia é a temperatura do ar a 1,20 metro e 2 metros do solo. Ela é mais fria do que a temperatura do chão sob o sol escaldante.
O mapa acima mostra as temperaturas máximas registradas entre 2003 e 2009. Quanto mais vermelha a região, mais altos foram os recordes registrados nesses lugares. O bege claro mostra temperaturas de até 22 graus e o vermelho mais forte, de 70 graus.
Dá para reparar que as áreas mais quentes são as equatoriais e os desertos. Agora, estamos trabalhando, com nosso urbanismo cinzento, para transformar nossas cidades em desertos urbanos e escaldantes!!!
Época,com

terça-feira, 1 de maio de 2012

Frase

"Uma máquina pode fazer o trabalho de cinqüenta pessoas comuns.
Nenhuma máquina pode fazer o trabalho de uma pessoa extraordinária".    ( Elbert Hubbard )

               PARABÉNS A TODOS NÓS TRABALHADORES!!!

Saneamento no Brasil não condiz com crescimento econômico, diz especialista


Os indicadores de saneamento no Brasil são “dramáticos” e fazem o país parecer parado no século 19. A avaliação é do presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. A organização não governamental realiza estudos e acompanha a situação do saneamento básico no país.
De acordo com o Trata Brasil, os últimos dados disponíveis do Ministério das Cidades, de 2009, mostram que cerca de 55,5% da população brasileira não estão ligados a qualquer rede de esgoto e que somente um terço do detrito coletado no país é tratado.
“Podemos dizer que a grande maioria do esgoto do país continua indo para os cursos d’água, os rios, as lagoas, os reservatórios e, consequentemente, o oceano. O Brasil parou no século 19. Qualquer indicador que você pegue tem níveis dramáticos, que não têm nenhuma relação com o avanço econômico que o Brasil vem tendo”, disse Carlos.
Para o especialista, o Brasil teve avanços, principalmente com a criação do Ministério das Cidades e com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os progressos, no entanto, ainda são tímidos em relação às necessidades do país.
Segundo ele, atualmente são investidos entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões por ano em saneamento no Brasil, quantia inferior à necessária para atingir as metas do governo até 2030 – investimento de R$ 420 milhões pelos próximos 18 anos, o que corresponde a cerca de R$ 20 bilhões por ano, de acordo com estimativas feitas pelo Ministério das Cidades.
Mesmo com o aumento dos recursos para saneamento básico nos últimos anos, principalmente por causa do PAC, a maioria dos projetos não sai do papel. Um levantamento divulgado no início de abril deste ano pelo Trata Brasil, sobre as 114 principais obras de saneamento da primeira fase do programa, mostra que apenas 7% delas estão prontas. Entre as demais, 32% estavam paralisadas e 23% atrasadas.
“O problema não é a falta de recursos. Os municípios não conseguem tocar as obras. Muitos projetos [apresentados ao PAC] estavam desatualizados e tinham problemas técnicos. Muitas obras não passaram nem na primeira inspeção [do programa]”, informou o especialista.
Para Édison Carlos, os principais entraves ao avanço do saneamento básico no país são a falta de prioridade dada pelos políticos à questão e a falta de interesse da população em cobrar essas obras das autoridades.
O Instituto Trata Brasil participará da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Cnuds), a Rio+20, mas Édison Carlos é cético em relação aos avanços que poderão ser obtidos.
Espero estar errado, mas acho que temas como os biocombustíveis, a questão da floresta e o efeito estufa tendem a dominar as discussões. Além disso, o que costuma balizar essas discussões são temas econômicos”.
Exame.com

Astrônomos encontram estrelas ejetadas da Via Láctea

Astrônomos encontraram 675 estrelas no espaço intergaláctico que teriam sido ejetadas da Via Láctea na direção da galáxia de Andrômeda, a 2,6 milhões de anos-luz. Essas estrelas estavam no núcleo da Via Láctea e foram arremessadas em altíssima velocidade: mais de três milhões de quilômetros por hora. O estudo, que ajuda a entender a história e evolução da Via Láctea, foi publicado no periódico Astronomical Journal.
Para uma estrela ser ejetada da galáxia, ela precisa ser arremessada com uma força colossal, capaz de colocá-la a mais de três milhões de quilômetros por hora. Nessa velocidade seria possível fazer uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro em meio segundo. De acordo com os astrônomos, o único corpo capaz de lançar estrelas para fora da Via Láctea é o buraco negro massivo que cientistas acreditam estar no centro da galáxia. Seu campo gravitacional é capaz de acelerar as estrelas a altíssimas velocidades – efeito similar ao de uma sonda que pega impulso na gravidade terrestre para ser enviada a um planeta distante.
Os cientistas da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, escolheram 675 estrelas entre milhões catalogadas no Sloan Digital Survey, a imagem mais detalhada do universo já feita. "Sabíamos que elas estavam lá, fora da galáxia, mas nunca foram estudadas. Decidimos tentar", disse Kelly Holley-Bockelmann, coautora do estudo.
Para dizer que as estrelas foram ejetadas da Via Láctea, os astrônomos estudaram algo chamado "metalicidade" da estrela. Trata-se da proporção de elementos químicos diferentes de hidrogênio e hélio que o astro brilhante possui. Se uma estrela tem metalicidade alta, quase sempre indica que ela veio do núcleo de uma galáxia. Estrelas velhas ou no subúrbio galáctico tendem a apresentar metalicidade baixa.
 As 675 estrelas do estudo são gigantes vermelhas com alta metalicidade. Como esse fator indica astros próximos do núcleo galáctico, os astrônomos acreditam que essas estrelas foram arremessadas para fora da Via Láctea. As gigantes vermelhas são estrelas que um dia foram pequenas e amarelas como o Sol e estão no fim da vida.
 Antes de serem arremessadas para fora da Via Láctea, contudo, os astros brilhantes eram parecidos com o Sol. As estrelas envelheceram à medida que deixaram a nossa galáxia. Mesmo a velocidades altíssimas, uma estrela levaria 10 milhões de anos para sair do centro da galáxia até o limite, a 50.000 anos-luz.

James Bond será "nomeado cavaleiro" na abertura da Olimpíada - Londres 2012

Após quase 50 anos "a serviço" de Sua Majestade, o agente secreto James Bond será nomeado Cavaleiro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. O fato ocorrerá durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, informou nesta terça-feira o jornal Evening Standard.
Durante a abertura da Olimpíada, um vídeo mostrará a rainha nomeando Bond com um toque de espada no ombro. Há ainda a possibilidade de o ator que atualmente dá vida ao agente 007, Daniel Craig, de 44 anos, descer de paraquedas no Estádio Olímpico no dia 27 de julho - o conteúdo da cerimônia é segredo.
Segundo o Evening Standard, Craig e o diretor Danny Boyle, responsável pela cerimônia de abertura, filmaram algumas cenas, com a rainha, no Palácio de Buckingham.
Em outubro, serão comemorados os 50 anos da estreia do primeiro filme de Bond, 007 Contra o Satânico Dr. No, protagonizado por Sean Connery.
Veja.com

Turbina produz água limpa e energia eólica ao mesmo tempo

Uma nova tecnologia promete resolver dois problemas preocupantes em uma tacada só: a escassez de água e a criação de novas formas de coleta de energia limpa. A turbina, fabricada pela empresa francesa Eole Water coleta umidade (até dos mais secos ambientes) e a transforma em água limpa. Ao mesmo tempo, gera energia a partir do vento.
A inovação já está em funcionamento no deserto de Abu Dhabi e, segundo a Eole , já consegue coletar cerca de 16 galões de água por hora. Ela funciona como uma turbina comum, com a hélice girando para gerar energia. Mas, ao mesmo tempo, o ar é sugado pelo “nariz” da máquina e enviado para um compressor capaz de extrair umidade do ar. As gotículas de água que ficam presas na parede do compressor caem em um coletor que vai, aos poucos, juntando todo o líquido e o envia para um filtro. Então é só beber a água fresquinha.
De acordo com a empresa francesa, uma turbina sozinha é capaz de produzir mil litros de água por dia, dependendo da umidade e da quantidade de vento. Apesar de ser uma esperança para comunidades que sofrem com a falta de água, o custo da tecnologia (por enquanto) é bastante elevado.
Mas, não deixa de ser uma possibilidade.
Galileu.com