sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Projeto transforma óleo em biodiesel para abastecer veículos na Copa

Como parte do Plano de Promoção do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, o projeto BioPlanet prevê a transformação de cerca de 1,5 bilhão de litros de óleos e gorduras residuais (OGR) em biodiesel para abastecer o transporte coletivo nas cidades-sede dos jogos.
O projeto será organizado por meio de Arranjos Produtivos Locais (APL’s), que instalam a estrutura de coleta do óleo e produção e uso do biodiesel.
A previsão é de que serão produzidos 25 milhões de litros do combustível com o envolvimento de 10 mil catadores de materiais recicláveis e a mobilização de escolas que reunirão o óleo doméstico levado pelos estudantes.
Superinteressante.com
 

Flores de gelo no Oceano Ártico

Essa visão do Oceano Ártico só acontece sob condições específicas - a temperatura precisa estar em torno dos 22 graus Celsius negativos e o vento precisa estar calmo. Isso porque as flores são 'feitas' de vapor que sublima rapidamente, se transformando em gelo quando entra em contato com o ar, sem passar pelo estado líquido.
Galileu.com

Maiores árvores do planeta correm risco de desaparecer

As maiores e mais velhas árvores do mundo, que são os organismos vivos mais antigos do planeta, estão desaparecendo de maneira alarmante, advertiram, nesta sexta-feira, cientistas americanos e australianos.
Os resultados de um estudo publicado pela revista Science concluíram que, em todas as partes do mundo, as maiores e mais velhas árvores estão ameaçadas de desaparecer caso não existam políticas de preservação.
"É um problema mundial que ocorre em quase todos os tipos de florestas", indicou David Lindenmayer da Universidade Nacional da Austrália, que chefiou o programa de pesquisa.
"Da mesma forma que os grandes animais, como os elefantes, os tigres ou os cetáceos, cuja população está em forte declínio, uma série de indícios mostra que estas árvores correm o mesmo risco", ressaltou o estudo.             
Lindenmayer iniciou a pesquisa com colegas da Universidade James Cook da Austrália e da Universidade de Washington nos Estados Unidos depois de ter estudado amostras da década de 1860 retiradas de florestas suecas.
Os pesquisadores constataram um inquietante desaparecimento das grandes árvores com entre 100 e 300 anos de idade em partes da Europa, Américas do Norte e do Sul, África, Ásia e Austrália.
As sorveiras da Austrália, os pinhos dos Estados Unidos, as sequoias da Califórnia e os baobás da Tanzânia são as principais espécies em perigo.
Os incêndios florestais não são os únicos responsáveis, uma vez que a taxa de mortalidade é dez vezes superior ao normal, inclusive nos anos sem incêndios.
Este fenômeno resulta, segundo afirmam cientistas, de uma combinação de fatores como o aquecimento climático, o desmatamento e a necessidade de terras agrícolas.
"Estamos falando do desaparecimento dos maiores organismos vivos do planeta e de organismos que têm um papel determinante na regulação da riqueza de nosso mundo. A tendência é, de fato, muito preocupante", declarou Bill Laurance, da Universidade James Cook.
As grandes árvores são lugares de nidificação e de vida para cerca de 30% de aves e animais de nosso ecossistema. São também enormes poços de carbono, importantes reservas de substratos que permitem o desenvolvimento de um grande número de organismos e também influenciam o ciclo hidrológico.
IGCiência

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Frase


Pesquisadores identificam as zonas com maior risco de sofrer grandes terremotos

As áreas pintadas de vermelho no mapa mostram onde há maior risco de sofrer grandes terremotos.
Pesquisadores afirmam ter identificado as zonas da crosta terrestre mais expostas aos megaterremotos, como os que devastaram a Indonésia e o Japão nos últimos anos.
"Descobrimos que 87% dos 15 terremotos mais fortes registrados no último século (de magnitude 8,6 ou maior) são associados às regiões situadas na interseção entre uma zona de fratura oceânica e uma zona de subducção", afirma Dietmar Müller, pesquisador da Universidade de Sydney, Austrália.
Essa correlação com as fraturas oceânicas, espécie de "cicatrizes" situada no fundo dos oceanos, e as zonas de subducção, onde uma placa da crosta terreste encosta na outra, é presente em 50% dos casos se considerados os 50 terremotos mais potentes do século XX (magnitude superior ou igual a 8,4).
No estudo, publicado nesta quarta-feira na revista europeia Solid Earth, os pesquisadores levaram em conta 1.500 terremotos no total, cruzando dados cartográficos com a ajuda de um algoritmo projetado originalmente para analisar as preferências de usuários na internet.
"Se a associação que encontramos for um mero acaso, apenas cerca de 25% dos grandes terremotos de subducção coincidem com ambientes tectônicos específicos", disse Dietmar Müller.
Os terremotos são provocados por mecanismos incrivelmente complexos, e os especialistas não são capazes de explicar exatamente porque teriam alguma preferência.
Uma das explicações seriam as propriedades físicas particulares desses ambientes tectônicos, capazes de acumular fortes tensões em um longo período antes de liberá-las, provocando um tremor de terra mais potente que a duração do ciclo.
A descoberta pode permitir uma maior confiabilidade dos mapas das zonas de risco sísmico.
Concebidos principalmente a partir de dados coletados depois de 1900, esses mapas negligenciam na verdade, frequentemente, as regiões onde nenhum abalo importante foi recentemente registrado, razão pela qual a zona onde ocorreu o tremor de terra de Tohoku-Oki (magnitude 9), que devastou o Japão em março de 2011, não aparece assinalada como região de alto risco.
"Mesmo se nós não entendemos completamente a física dos ciclos sísmicos longos, qualquer melhoria ao analisar os dados estatíscos deve ser levada em conta, porque pode contribuir para a redução dos danos e das perdas humanas", disse M. Müller.

Brasil vai receber US$ 178 milhões da Noruega para o Amazônia

Em uma das reuniões que aconteceram nesta quinta-feira (06), na COP18, o governo da Noruega anunciou uma boa notícia para o Brasil: nosso país vai receber mais US$ 178 milhões da nação europeia para investir em ações do Fundo Amazônia, criado em 2008 para prevenir, monitorar e combater o desmatamento no bioma, além de promover a conservação e o uso sustentável de sua biodiversidade.
A novidade foi divulgada por Bard Vegar Solhjell, ministro do Meio Ambiente da Noruega, que afirmou que o país decidiu fazer o financiamento por conta dos dados da “impressionante redução do desmatamento na Amazônia” que o Brasil apresentou na semana passada, na COP18. (??????)
“Os números representam uma gigante contribuição para a comunidade global, em termos de redução de emissões de gases do efeito estufa”, disse Solhjell à ministra do Meio Ambiente do Brasil, que participou da reunião.
Esta é a segunda vez que a Noruega desembolsa recursos para o Fundo Amazônia, como parte do compromisso que assumiram de doar US$ 1 bilhão para o Brasil proteger suas florestas. Por enquanto, desse total, US$ 650 milhões já foram repassados, sendo que a próxima doação pode acontecer já no ano que vem, caso o ritmo de queda no desmatamento da Amazônia seja mantido.
A Ministra agradeceu e afirmou que a verba será destinada a 47 novos projetos do Fundo, além de outras iniciativas à parte, como, por exemplo, ações de restauração da floresta desmatada.
Exame.com

Meteorologia descarta El Niño no começo de 2013

O Centro de Prevenção Climática (CPC) do governo norte-americano disse na quinta-feira que o temido fenômeno El Niño dificilmente aparecerá antes da primavera boreal (primeiro semestre de 2013), reduzindo as chances de uma seca na Ásia e de inundações na América do Sul.
No mês passado, o CPC havia estimado que o El Niño poderia começar logo depois do inverno boreal de 2012/13.
"É considerado improvável que um El Niño completo se desenvolva durante os próximos meses", disse o CPC em seu relatório mensal, afirmando que a previsão se aplica para o inverno e primavera do Hemisfério Norte.
O El Niño, causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, causa perturbações no clima do mundo todo. A probabilidade de o fenômeno se formar diminuiu nos últimos meses e levou o CPC a cancelar em novembro seu estado de observação para o El Niño, que vigorava fazia cinco meses.
Exame.com

Missão de mais de um ano preparará astronautas para viagens longas

Dois astronautas devem iniciar em 2015 uma estadia de mais de um ano a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão com o objetivo de acumular a experiência necessária para viagens mais longas no futuro, como até Marte. O anúncio havia sido realizado no mês passado pelas agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, Nasa e Roscosmos, respectivamente. Nesta quarta-feira, ambas realizaram uma coletiva de imprensa com mais detalhes sobre a missão. Os astronautas escolhidos para a empreitada foram o americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko.
As agências espaciais de ambos os países querem entender melhor os possíveis efeitos na saúde que podem ser causados por longos períodos no espaço. "Um aspecto importante é o estudo da forma como o corpo humano se adapta à microgravidade e se mantém saudável", afirmou Michael Suffredini, gerente de programa da ISS. Por isso, durante a missão, haverá um acompanhamento detalhado sobre os efeitos da microgravidade na massa muscular, na visão e na densidade dos ossos de Kelly e Kornienko.
A ISS, um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 15 países, orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra a uma velocidade de 27.000 quilômetros por hora. Scott Kelly tem 48 anos e é capitão da marinha americana. Ele realizou sua primeira viagem espacial em 1999 e esteve em duas expedições na ISS. Já o russo Mikhail Kornienko, 52 anos, esteve na ISS em 2010 e passou 176 dias no espaço.
Recordes – Será a primeira vez que um americano passará mais do que sete meses no espaço. Os russos, por outro lado, têm mais experiência no assunto. Quatro cosmonautas já permaneceram mais do que 12 meses em órbita, todos na antiga estação Mir. O recorde é de Valeri Polyakov, que em uma missão iniciada em janeiro de 1994 ficou 437 dias na estação espacial do seu país. De acordo com Igor Ushakov, diretor do Instituto de Problemas Biológicos de Moscou, todos estão vivos e bem de saúde. No entanto, a última viagem do gênero ocorreu há mais de uma década. "A comunidade espacial russa pensou por muito tempo sobre as missões de duração mais prolongada", disse Serguei Krasnov, diretor do Departamento de Programas de Piloto Espacial da Roscosmos. "Gostaríamos de retomar essa experiência."
veja.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Frase


Unesco torna frevo pernambucano patrimônio da humanidade

Em reunião em Paris,  a Unesco tornou nesta quarta-feira (dia 5) o frevo pernambucano patrimônio imaterial da humanidade.
A decisão de incluir o frevo como "artes do espetáculo do Carnaval de Recife e de Olinda" na lista do patrimônio imaterial da humanidade foi anunciada na 7ª sessão do comitê intergovernamental de proteção desta área da Unesco (braço da ONU para educação, ciência e cultura), formado por 24 países. O objetivo é proteger essa tradição do Nordeste brasileiro para que ela se mantenha viva.
"O frevo é uma tradição artística muito dinâmica, na qual podemos encontrar expressões que mudaram ao longo dos anos, mas que permaneceram importantes na realização do Carnaval de Recife", afirmou a Unesco. "Estimamos que a inclusão de um evento tão festivo e inclusivo pode contribuir para a criatividade da humanidade."
O patrimônio imaterial da humanidade, segundo a Unesco, se refere às práticas, representações, expressões e conhecimentos transmitidos por várias gerações e que representam o sentimento de identidade de uma comunidade. Ele é considerado "imaterial" porque sua existência e transmissão dependem da vontade humana, diz a entidade da ONU. "O patrimônio imaterial é vital para manter a diversidade cultural no mundo globalizado", afirma a Unesco.
Tango e gastronomia
O tango argentino e a gastronomia francesa são algumas das tradições já inscritas na lista da Unesco do patrimônio cultural imaterial da humanidade. No ano passado, o Yaokwa, ritual da tribo indígena brasileira Enawene Nawe, do sul da Amazônia, integrou a lista do patrimônio imaterial da Unesco que necessita de proteção urgente (outra classificação realizada nessa categoria), devido ao desmatamento e às atividades de mineração na região.
Até o final do ano passado, a lista do patrimônio cultural imaterial da Unesco reunia 232 elementos, sendo 33 deles da América Latina e do Caribe. A lista está sendo ampliada nesta 7ª sessão do comitê interministerial, que vai até sexta-feira. Além do frevo do Recife, também foram incluídas na lista cinco expressões culturais de países como Argélia, Armênia, Áustria e Bolívia.
BBC.com

Sondas Grail revelam que asteroides danificaram a crosta lunar

A superfície da Lua é muito mais porosa do que se imaginava e sua crosta é muito mais fina que a esperado. Duas sondas da Nasa, do tamanho de duas máquinas de lavar, criaram o mapa do campo gravitacional da Lua e a partir disto determinaram o volume e a composição da sua crosta. Os resultados da prospecção mudaram o que se sabia sobre a superfície lunar e podem também revelar muito sobre o passado do Sistema Solar.
O estudo revelou com riqueza de detalhes uma série de características que nunca tinham sido observadas antes. Os pesquisadores descobriram que a crosta lunar é toda fraturada e porosa, o que sugere que, nos primeiros bilhões de anos de sua existência, a Lua foi ainda mais bombardeada por asteroides do que se acreditava.              
Era sabido que que os planetas foram bombardeados no início do Sistema Solar, mas ninguém havia ainda previsto que a Lua tinha passado por um verdadeiro massacre. Estes impactos ejetaram material das crateras, lançando-os para outras áreas. Veja quantas crateras há na Lua”, disse Mara Zuber, cientista do MIT e que liderou a missão Grail (Gravity Recovery and Interior Laboratory).
Cientistas dos três estudos baseados na análise da GRAIL e publicados nesta quarta-feira (5) no periódico científico Science afirmam que o processo gerado pelo impacto gerou fraturas e maior porosidade na crosta lunar também deve ter acontecido com a Terra.              
“Porém com a Terra houve movimento das placas tectônicas, erosão e o surgimento de montanhas, que apagaram as marcas destes impactos na crosta terrestre. Ao estudar a Lua, nós podemos saber mais sobre o que aconteceu com Terra, no início de sua história, quando passou por este processo severo de choques com asteroides deixados durante a formação dos planetas”, disse Mara.
Pedaço da Terra
Os pesquisadores puderam determinar a espessura da crosta lunar – que tem entre 43 quilômetros e 34 quilômetros, em vez dos 60 quilômetros imaginados anteriormente. A análise também descobriu que a abundância de alumínio na Lua é semelhante à encontrada na Terra, o que sustenta a teoria de que a Lua se originou de um grande choque com nosso planeta.
O resultado da análise mostra que a crosta da Lua tem espessura semelhante à crosta terrestre. Isto sustenta o modelo de que a Lua é derivada de material terrestre que foi ejetado durante um grande impacto no começo do sistema solar”, disse Mark Wieczorek do Instituto de Física da Terra de Paris e autor de um dos estudos.
O mapa da gravidade foi criado a partir da transmissão de sinais de rádio que definiram com precisão a distância entre as sondas enquanto elas orbitavam a Lua. Como as sondas sobrevoaram áreas de maior e menor (gravidade causada por montanhas e crateras ou massas escondidas pela superfície lunar, a distância marcada entre as duas sondas mudava de maneira sutil.
As duas sondas GRAIL chegaram à Lua em janeiro e levaram três meses para alinhar os instrumentos de medição. Os três estudos publicados esta semana usaram dados coletados dos três primeiros meses de trabalho.
IGCiência

Nasa enviará outro robô a Marte em 2020

 Os Estados Unidos enviarão um novo robô a Marte no ano 2020 após os primeiros sucessos colhidos pela sonda 'Curiosity', que há quatro meses começou sua missão para explorar o Planeta Vermelho, informou nesta terça-feira a Agência Espacial americana (Nasa).
'Este anúncio reafirma o compromisso da agência para um programa de exploração audacioso', assegurou a Nasa em comunicado.
'Com esta próxima missão, estamos assegurando que os EUA continuarão líderes mundiais na exploração do Planeta Vermelho, enquanto damos outro passo significativo rumo ao envio de seres humanos para lá na década de 2030', explicou o administrador da Nasa, Charles Bolden.
A nova missão inclui a participação da 'Curiosity' e da 'Opportunity', duas naves espaciais da Nasa, assim como do 'Stipendi', veículo espacial europeu atualmente na órbita de Marte.
Segundo Bolden, o Governo do presidente Barack Obama 'está comprometido' com o objetivo de mandar humanos à órbita de Marte na década de 2030 e esta missão constituirá mais um passo para alcançá-lo.
O futuro robô será projetado em função dos resultados obtidos pela 'Curiosity', que aterrissou em Marte no último verão americano, o que permitirá reduzir custos e minimizar riscos.
'O desafio de reestruturar o Programa de Exploração de Marte passou dos sete minutos de terror antes da aterrissagem da 'Curiosity' para o início de sete anos de inovação', comentou o chefe da equipe científica do projeto da Nasa, John Grunsfeld.
A pergunta é: O que a Nasa encontrou (e não divulgou), de interessante em Marte para voltar em mais duas missões...? 
Exame.com

Menor poluição do ar aumenta expectativa de vida nos EUA

A redução de poluição atmosférica dos EUA entre 2000 e 2007 se traduziu em um aumento direto da expectativa de vida de 0,35 ano nos Estados Unidos. É o que afirma uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico científico Epidemiology.
Segundo os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, trata-se do mais completo estudo já realizado no país a analisar os benefícios diretos que a redução de partículas nocivas à saúde pode trazer.
Os cientistas mediram em 545 condados (subdivisões estaduais americanas; existem 3.033 no país) a concentração no ar de partículas inaláveis finas, liberadas quando ocorre a queima de combustíveis fósseis. Quanto menores, mais nocivas à saúde elas são. Na categoria estudada, estão partículas com menos de 2,5 micrômetros (unidade equivalente à milionésima parte do metro), ligadas a doenças cardiovasculares e pulmonares.
poluição atmosférica tem caído gradualmente nos Estados Unidos desde a década de 1980, mas o ritmo desacelerou a partir dos anos 2000. Os cientistas de Harvard queriam saber se, apesar de mais lenta, essa redução poderia ainda assim influenciar a expectativa de vida. E a resposta encontrada foi "sim".
Nos mais de 500 condados observados, um corte na concentração atmosférica de 10 microgramas (a milionésima parte da grama) de partículas inaláveis por metro cúbico, por dia, resultou em um ganho médio de 0,35 ano na expectativa de vida da população, ao longo dos sete anos da pesquisa.
De acordo com o professor Luiz Alberto Amador Pereira, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), o resultado é importante porque dá respaldo para que os limites máximos de concentração de poluentes aceitos pelas agências reguladoras sejam revistos para baixo.
Em áreas urbanas, melhores resultados — Outro ponto observado pelo estudo é que qualquer redução de poluentes tem benefícios muito maiores para as populações urbanas. Em condados com uma proporção de residências urbanas acima de 90% do total, o ganho em expectativa de vida, mediante uma redução de 10 microgramas de partículas inaláveis por metro cúbico, foi bem maior: 0,95 ano.
Os cientistas especulam que a composição das partículas inaláveis pode ser diferente em áreas urbanas e rurais.
"Apesar de a população americana, no geral, estar exposta a níveis muito inferiores de poluição do ar do que há 30 anos, principalmente por uma regulamentação mais severa, parece que futuras reduções dos níveis máximos de partículas nocivas permitidas continuariam a beneficiar a saúde pública", diz o principal autor do artigo, Andrew Correia, do HSPH.
Veja.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Frase


Derretimento dos Andes ameaça cidades da América do Sul

Quase dois quilômetros acima desta cidade (foto ao lado) de quase oito milhões de habitantes está um mundo escarpado, escondido pela neblina, silencioso exceto pelo gotejar da água e do vento sussurrante que sopra pela tundra sem árvores. Este é Chingaza, um parque nacional a 64km de Bogotá, do lado leste dos Andes Colombianos.
Conhecidos como páramos, esses ecossistemas a mais de 3350 metros acima do nível do mar existem apenas nas Américas Central e do Sul, majoritariamente na Colômbia. Os páramos se parecem com uma espécie de arquipélago alpino, cada um sendo um elo na corrente de ecossistemas distintos de ilhas que evoluíram isoladas e produziram plantas que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Eles desempenham um papel crucial na manutenção de um suprimento constante de água para milhões de pessoas em cidades grandes como Bogotá e Medellín. Juntamente com as florestas abaixo, os páramos protegem essas cidades e as zonas rurais circundantes de inundações massivas.
A Colômbia é um dos países mais úmidos da Terra, sua segunda temporada anual de chuvas começou em setembro. Nos últimos dois anos, porém, algumas partes do país tiveram pouco descanso do dilúvio destrutivo durante épocas do ano que são tradicionalmente mais secas.
A La Niña – o padrão climático que provoca temperaturas de superfície incomumente frias no Pacífico leste – foi vista como a principal culpada. Mas cientistas acreditam que a mudança climática também é tem influência nas inundações que afetaram três quartos da Colômbia nos últimos dois anos, custaram bilhões de dólares e deixaram centenas de mortos.
Conforme a mudança climática converge com a invasão humana dessas montanhas, a degradação de altos sistemas andinos está acelerando. E há preocupações crescentes de que essas custosas enchentes se tornem um problema crônico mesmo que a mudança climática leve a secas prolongadas na região.
Páramos e florestas nubladas funcionam como uma peça finamente ajustada de engenharia ecológica que administra o fluir de água das altas montanhas para os lagos e rios abaixo. Os páramos agem como uma esponja, absorvendo e depois conduzindo enormes quantidades de água para o lado da montanha até as florestas encobertas de nuvens. De lá a água é novamente filtrada e direcionada em rios e reservatórios que matam a sede de grandes áreas urbanas sem erodir o solo – fator crucial na proteção contra enchentes.
A precipitação anual em Chingaza, que fornece cerca de 80% da água de Bogotá, se aproxima de quatro metros em algumas áreas. Nem todos os páramos são tão úmidos quanto Chingaza, mas todos têm um papel vital tanto para armazenar a água quanto em regular seu fluxo.
“Lagos bem preservados em grandes altitudes e as turfas ajudam a proteger as terras baixas de inundações ao reduzir a velocidades das correntes. Depois da purificação da água, um dos mais importantes serviços dos páramos é o controle de enchentes”, explica Daniel Ruiz, professor associado de engenharia ambiental da Escola de Engenharia de Antióquia e pesquisador do Instituto Internacional de Clima e Sociedade da Columbia University.
Uma das características mais proeminentes dos páramos são plantas grandes, verde-prateadas, chamadas de espeletia, mais comumente conhecidas como frailejón. A planta é onipresente, pontilhando a fria paisagem até onde os olhos podem ver.
Há uma variedade de teorias sobre como a temperatura cada vez mais alta do ar e sobre como os padrões alterados de precipitação podem afetar esses ecossistemas no futuro. Mas a mudança já chegou.
Em 2011, o Instituto Interamericano para Pesquisa em Mudanças Globais e o Comitê Científico de Problemas do Meio-Ambiente publicaram um relatório conjunto avaliando a mudança climática e a biodiversidade nos Andes. O relatório aponta que a região não está apenas enfrentando ameaças da mudança climática futura, mas que já está passando por “mudanças significativas em temperaturas, regimes de chuvas e padrões climáticos sazonais”.
As estações chuvosas extremas e prolongadas de 2010 e 2011 oferecem uma ideia dos danos que essas mudanças podem levar a áreas urbanas no futuro. Em Medellín, chuvas pesadas criaram rios no centro da cidade e levaram a deslizamentos devastadores. Em um dos casos, mais de 100 pessoas morreram ou desapareceram depois de uma avalanche de lama enterrar dezenas de lares em uma encosta da cidade.
O Rio Bogotá, afogado com sedimento e lixo, transbordou e inundou áreas vizinhas baixas dentro e fora da capital da nação. Ao todo, mais de três milhões de colombianos – aproximadamente 7% da população total – ficaram desabrigados ou sofreram danos significativos a seus lares somente em 2011 como resultado de inundações, de acordo com o Banco Mundial.

Modelos preveem que é provável que o aquecimento nos Andes contribua tanto para mais enchentes quanto para mais secas na região, conforme os ambientes montanhosos mudam. De acordo com o relatório do Instituto Interamericano, a temperatura média dos Andes subiu 0,7 graus Celsius nos últimos 60 anos. Isso é semelhante à média global, mas ecossistemas de grande altitude dos Andes tropicais, como páramos e florestas úmidas, são particularmente sensíveis ao aquecimento – da mesma forma que recifes de coral, geleiras e regiões polares.
A pesquisa da mudança climática aqui ainda está em seus estágios iniciais, e cientistas ainda estão tentando descobrir quais mudanças nas altas montanhas são resultado da mudança climática, e quais são mais provavelmente resultado de outras mudanças provocadas por atividades humanas como agricultura, pecuária e mineração. Pesquisas sugerem que uma combinação de ambas seja responsável por aumentar temperaturas e reduzir espécies-chave, incluindo alguns frailejónes.
A equipe fez medidas minuto-a-minuto de condições como precipitação, temperatura, vento, taxa de evaporação e quantidade de água no solo.
Eles também usaram dados de precipitações na Colômbia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) para modelar mudanças em diferentes cenários de temperatura e precipitação. Os pesquisadores fizeram modelos de páramos degradados pela agricultura e mineração, e também de ambientes protegidos, como Chingaza. Os resultados de Tobón confirmam o que outros modelos estão mostrando: a precipitação provavelmente diminuirá nos páramos e nas florestas andinas de grande altitude, talvez até levando a secas prolongadas.
Mas condições mais secas não significam necessariamente menos risco de inundação – na verdade, é o oposto. Em suas próprias estações de pesquisa nos Andes do norte, Ruiz notou incidências cada vez maiores de chuvas extremas, que tendem a provocar mais escoamento e erosão do solo. É uma receita perfeita de inundações.
“Períodos mais secos estão se tornando mais longos, e estações úmidas estão ficando mais intensas”, apontou ele. “Os páramos estão, portanto, sendo lavados por tempestados intensas e curtas, e aguaceiros que não podem ser contidos por uma vegetação adaptada a chuviscos”.
Mudanças climáticas locais têm sua parcela de responsabilidade. A conversão de florestas de montanha em pastagens e lavouras aumentou temperaturas na região, provocando uma elevação do nível de nuvens – o suficiente para deixar algumas florestas úmidas inicialmente envolta na neblina e páramos abaixo da névoa, e aumentar a radiação solar. De acordo com Ruiz, essa diminuição na cobertura de nuvens é uma das maiores contribuintes para o estresse climático nos páramos.
A convergência de mudanças locais e globais compõe os impactos sobre frágeis, mas importantes, ecossistemas montanhosos elevados. Mais radiação e temperaturas mais altas fazem com que plantas normalmente encontradas em elevações mais baixas se concentrem nas partes mais altas. Espécies invasivas de plantas, animais e espécies também migram, perturbando a delicada maquinaria biológica que fazem os páramos e as florestas elevadas funcionarem como um sistema de distribuição e armazenagem de água finamente ajustado.
Conforme a consciência da mudança climática e de outros tipos de degradação ambiental cresce, o governo colombiano começa a responder, em um projeto de restauração de páramos.
Parte desse esquema inclui um treinamento para os fazendeiros e rancheiros locais aprenderem a usar práticas mais sustentáveis. A Conservation International está desenvolvendo um projeto de carbono florestal, usando a venda de créditos de carbono para compensar os donos de terra por separar porções de suas terras para conservação e restauração de florestas.
“Quando se compreende que esses ecossistemas estão oferecendo serviços importantes – não apenas o suprimento hídrico, mas a regulação de água, observou Patricia Bejarano-Mora, coordenadora de planejamento do uso de terras para o escritório colombiano da Conservation International, "talvez a solução não seja um trabalho de engenharia, como a construção de diques, mas a conservação de florestas e da eco-hidrologia”, adicionou ela. “Políticos estão começando a reconhecer isso”.
Scientific American

É essencial se alongar antes do exercício?



 
O alongamento prepara a musculatura para a atividade física, desde que seja feito da maneira correta. E esse jeito não é o estica-e-puxa tão praticado nas academias.
        Estudos recentes feitos por universidades dos EUA, Canadá e Nova Zelândia indicam que o alongamento estático — quando, com o corpo ainda frio, estiramos braços e pernas e mantemos a posição por segundos — prejudica o ciclo natural de contração e descontração dos músculos. “Isso leva a uma menor resposta ao esforço do exercício”, afirma Páblius Silva, coordenador de Medicina do Esporte do Grupo Fleury. Ou seja, o alongamento tradicional pré-atividade pode diminuir a performance na sequência.
        Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte Ricardo Munir Nahas, o que realmente é errado é alongar-se com o corpo frio. “Primeiramente é preciso movimentar braços e pernas e dar alguns passos para fazer os batimentos cardíacos acelerarem um pouco. Aí, então, se alongar e começar o exercício”, afirma o médico. O que não há dúvida é que o alongamento após a atividade, esse sim, é essencial, pois favorece o rearranjo das fibras musculares.
Galileu.com

Em 10 anos, Floresta Amazônica perde 240 mil Km²

Apesar da redução do desmatamento no Brasil, a Floresta Amazônica continua a desaparecer do mapa em ritmo alarmante no continente. Em dez anos, de 2000 a 2010, a Amazônia perdeu cerca de 240 mil quilômetros quadrados de cobertura florestal, uma área do tamanho do Reino Unido e pouco menor que o Estado de São Paulo. Oitenta por cento desse desmatamento ocorreu no Brasil, que tem - de longe - a maior área de floresta do continente (62%).
Os dados são do atlas Amazônia sob Pressão, publicado nesta terça-feira pela Rede Amazônica de Informações Socioambientais Georreferenciadas (Raisg), formada por 11 organizações dos 9 países amazônicos -Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
Periodicamente, a Raisg publica mapas, gráficos e tabelas com dados detalhados sobre o desenvolvimento - e a destruição - da região. O desmatamento acumulado na década corresponde a 4,5% da área de floresta que estava de pé até o início do século (68,8 milhões de quilômetros quadrados).
O Brasil foi o país que mais desmatou, mas também o que combateu o desmatamento com mais eficiência nos últimos cinco anos do período (2005-2010), em que a taxa anual de desmate caiu de 19 mil para 7 mil km². Mais recentemente, no período 2011-2012, o índice caiu ainda mais, para cerca de 4,6 mil km² - a taxa mais baixa já registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde 1988.
"Tudo o que o Brasil faz tem enorme influência nos outros países amazônicos", diz o coordenador-geral do Raisg, Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental (ISA). Nesse sentido, o País tem dado um bom exemplo com seus sistemas de monitoramento via satélite. Ao mesmo tempo, dá sinais preocupantes com a ocupação desordenada e predatória da floresta e com as discussões do Código Florestal.
O balanço geral do atlas é preocupante, apesar de 45% da região estar coberta por unidades de conservação e terras indígenas (comparado a 41% em 2009). Segundo Ricardo, as ameaças à floresta "têm aumentado exponencialmente".
"O famoso arco do desmatamento na fronteira leste da Amazônia brasileira se juntou ao das terras baixas da Amazônia boliviana. Em cima disso, temos o arco dos interesses pela exploração de petróleo, gás e hidrelétricas nos países andinos. Além do enorme volume de interesses de mineração sobreposto a várias áreas protegidas", diz ele. Segundo o atlas, há 171 hidrelétricas em operação na Amazônia e 246 projetadas ou em estudo.
Exame.com 

Sonda Voyager 1, da Nasa, está próxima de deixar o Sistema Solar

A sonda americana Voyager 1 já está na zona prévia à saída do sistema solar, para se transformar no primeiro aparelho humano a percorrer o espaço interestelar, informou a Nasa nesta segunda-feira. A Voyager entrou em uma nova região nos confins do sistema solar, na última etapa antes de atingir o espaço intersideral, revelam os instrumentos a bordo da sonda, lançada em 1977 e que já está a 18,5 bilhões de quilômetros do Sol.
A sonda se encontra em uma "estrada" magnética através da qual partículas altamente carregadas de energia que provêm do espaço interestelar entram no sistema solar e partículas com pouca energia escapam do mesmo sistema, explicaram os cientistas a cargo da missão durante entrevista coletiva.
"Acreditamos que se trata da última etapa do périplo da Voyager 1 antes de ingressar no espaço interestelar", disse Edward Stone, responsável do projeto no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec), em Pasadena.
"Segundo nossas estimativas, a Voyager 1 poderá sair do sistema solar no prazo de dois meses a dois anos", revelou Stone, assinalando que ninguém esperava por isto antes do lançamento da sonda.
 "Com ela é preciso estar preparado para o inesperado".
O programa de exploração Voyager tinha por objetivo estudar planetas do sistema solar. As duas sondas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, incluindo 48 luas.
Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter.
Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.
As duas sondas Voyager lançadas em 1977, com um mês de intervalo, seguem em bom estado e funcionando. A Voyager 2 está atualmente a 15 bilhões de quilômetros do Sol.
IstoÉ.com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Frase


Necessidade estratégica do país: Reduzir a conta da luz

 A bem informada jornalista Taline Opitz, do Correio do Povo de Porto Alegre, informou, há alguns dias, sobre a preocupação da CEEE, Cia. Estadual de Energia Elétrica, com as perdas que a empresa poderá sofrer em 2013 (vide abaixo). O fio dessa meada começa pelo fato de que o Brasil tem, realmente, uma necessidade estratégica de reduzir a conta da luz. Tudo que é fabricado no Brasil é, em geral, mais caro do que o que é fabricado em outros países. O custo da energia é um dos fatores que mais ajudam a elevar o preço final dos produtos que produzimos. Em função disso, nossa economia é pouco competitiva internacionalmente. Baixar a conta da luz residencial e industrial é palavra de ordem. Para que todos entendam mais facilmente, o gráfico com custos abaixo, levando em consideração diversas regiões do nosso país e distintos agentes do sistema elétrico nacional, chegando a valores médios. Esses valores e porcentagens são os que um brasileiro paga, a cada 100 reais de sua conta de luz. Basicamente, três tipos de empresa fornecem o serviço: empresas de geração, empresas de transmissão e empresas de distribuição de energia elétrica. O restante são impostos ou encargos, que equivalem a quase a metade do que pagamos, isto é: 47,74%. É óbvio que - se o governo federal deseja que haja uma redução na conta da luz - terá que escolher quem arcará com essa perda. Serão as empresas ou o próprio governo?


Resultado da análise do solo de Marte: Nasa acha composto orgânico no solo de Marte, mas não descarta contaminação vinda da Terra

O Curiosity, que está há quase quatro meses em Marte, encerrou a complexa análise química do solo do planeta vermelho e descobriu moléculas de água, enxofre e um composto formado por cloro e oxigênio (perclorato) nas amostras coletadas na duna de areia Rocknest. Segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), o composto tem partículas de carbono, elemento orgânico da formação dos seres vivos, mas ainda não é possível afirmar se elas têm origem marciana ou se trata de uma contaminação que veio da Terra .
 “Nós ainda não temos uma detecção definitiva de compostos orgânicos marcianos até esse momento, mas vamos continuar buscando esses elementos em outras regiões da cratera de Gale”, explica Paul Mahaffy, que lidera a equipe do SAM, laboratório de análises instalado dentro do Curiosity.
As cinco amostras foram coletadas entre outubro e novembro na duna de areia Rocknest, que fica na cratera Gale, e foram analisadas, também, pelo CheMin e o Mahli, laboratórios e equipamentos instalados dentro do jipe-robô.
 O anúncio da complexa análise química do solo marciano, feito durante congresso da União Geofísica Americana, ficou abaixo das expectativas. John Grotzinger, chefe da missão Curiosity no no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), disse em entrevista na semana passada que os resultados obtidos pelo robô eram dignos “de entrar nos livros de história”, gerando especulações de que eles tinham detectado provas consistentes sobre a existência de vida fora da Terra.

Mistério da ilha fantasma do Pacífico é solucionada

Um pesquisador neozelandês assegurou nesta segunda-feira que o mistério da "ilha fantasma" do Pacífico sul, que aparece nos maiores atlas do mundo mas não está no lugar indicado, se deve a um erro dos dados coletados por um baleeiro em 1876.
Esta ilha pode ser vista no atlas digital do Google Earth e é chamada de Sandy Island, no mar de Coral, no meio do caminho entre Austrália e o território francês da Nova Caledônia.
O Times Atlas of the World, um dos atlas de referência, chama a ilha de Sable Island (Ilha de Areia).
Mapas marítimos também destacam sua existência, mas uma equipe de cientistas australianos que foi a sua procura não a encontrou no lugar informado pelos mapas.
Shaun Higgins, um pesquisador do museu de Auckland, intrigado pela história, foi investigar nos arquivos.
"A ilha foi mencionada pelo baleeiro Velocity", declarou o investigador à rádio ABC. O capitão do barco mencionou uma série de "quebra-mares" e algumas "ilhotas de areia".
"Suponho que na época eles notificaram um risco. Podem ter encontrado um recife em formação pensando que era um recife já formado. Existem várias possibilidades", completou.
O que temos é um ponto no mapa, anotado na época e que desde então vem sendo repetido", concluiu.
O caso da ilha fantasma começou um debate intenso na internet. No portal www.abovetopsecret.com, um internauta assegura que de acordo com o serviços hidrográficos franceses, o ponto deveria ter sido retirado dos mapas em 1979.
Exame.com

Futuro da Internet é debatido em conferência mundial em Dubai

A internet foi criada com uma lógica descentralizada. Ela se espalhou pelo mundo, mudou a relação entre pessoas, governos e países, mas sua gestão até hoje segue o mesmo molde: várias instituições, de várias áreas, decidem o futuro da rede em conjunto. O sistema funcionou até hoje, mas agora pode mudar.
• Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e no Instagram
Quem paga a conta dessa enorme rede de comunicação? A internet pode ter um modelo tarifário semelhante ao da telefonia? As empresas que consomem mais banda, como Netflix e YouTube, precisam pagar pela infraestrutura? Os países podem criar suas próprias regras e filtrar a internet internamente?
Essas são algumas questões que serão discutidas a partir de hoje por 193 países em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, durante a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais (WCIT, na sigla em inglês). O encontro é organizado pela União Internacional de Telecomunicações (UTI), das Nações Unidas.
Nas próximas duas semanas, governos se reúnem para atualizar as regras das telecomunicações. A última vez que isso aconteceu foi em 1988. De lá para cá, muita coisa aconteceu – a começar pela internet comercial. A conferência atualizará os padrões internacionais para o setor, o que desperta a preocupação de organizações civis e de empresas de internet.
Uma das rusgas vem da suspeita de que a UIT estaria tentando assumir o controle da rede, o que faria com que regras fossem definidas por políticos e não por técnicos. Ela nega. Mas documentos vazados mostram que há a intenção de mudar a maneira como a internet é gerida hoje. “Decidimos publicar os documentos para que qualquer um pudesse ver o que está em jogo”, diz Jerry Brito, do site CITLeaks.
Os documentos mostram que parte da preocupação não era exagerada. A Rússia enviou uma proposta para que os países possam regular a internet em seus territórios. Os Estados árabes querem que os países possam controlar “nomes, numerações, endereçamentos e recursos de identificação”.
Há também propostas para redefinir o modelo como a internet é paga. Alguns reclamam que empresas como o Google, por exemplo, exigem uma enorme infraestrutura de telecomunicações dos países e das empresas, mas não pagam por isso. O Google diz que já paga a sua infraestrutura em seus data centers.
“A proposta da UIT é basicamente consertar o que não está quebrado”, diz Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas do Google no Brasil. “O modelo de gestão compartilhada funcionou desde que a internet foi criada. Ela só evoluiu porque nunca teve uma autoridade central.” O Google faz uma campanha questionando a tentativa da ONU de controlar a internet.
Mudanças. Para Demi Getschko, diretor do Comitê Gestor da Internet no Brasil, não há sentido em cobrar empresas como o Google. Ele diz que a UIT está tentando redefinir sua atuação. O órgão surgiu no século 19 para cuidar dos telégrafos, passou a gerenciar a telefonia no mundo e, agora, seria natural abarcar também o setor de tecnologia da informação (e a internet).
Em entrevista ao Link, o ministro Paulo Bernardo disse que a governança da internet é excessivamente norte-americana. “A governança deveria ser mais multilateral. Acho que os países deveriam ter assento. Não dá para ter um organismo totalmente americano e os países obedecerem.”
Essa, porém, não será uma proposta brasileira. O Brasil cogitou levar uma proposta sobre neutralidade, mas não houve consenso. Apesar disso, o ministro garante que não assinará nenhum documento contrário à neutralidade.
No plenário, cada país terá direito a um voto. Para que uma nova regulamentação seja aprovada, é necessária a aprovação de uma maioria simples, algo próximo a 90 votos. Isso explica o receio de que propostas radicais sejam aprovadas.
“A internet nasceu em um mundo que não é o mundo das telecomunicações. Se fosse prevalecer o modelo recomendado pela UIT nos anos 80, a internet não existiria como é hoje”, diz Demi Getschko.
EM JOGO
Neutralidade da rede | As empresas podem ou não diferenciar pacotes de dados de usuários?
Controle da internet | A web segue nas mãos de órgãos independentes ou ficará sob a guarda da UIT?
Taxa por tráfego | Sites como Google devem pagar as teles por uso de banda larga?
Estadão.com

domingo, 2 de dezembro de 2012

Frase


Como a energia solar captada no espaço resolverá nossas necessidades de energia

 
A demanda da humanidade por energia está crescendo em um ritmo surpreendente. Combine isso a uma oferta cada vez menor de combustíveis fósseis, e torna-se dolorosamente claro que é necessário algo inovador e poderoso. Há uma proposta de alta tecnologia que detém uma grande promessa, uma ideia que existe desde os anos 1960. Veja como a energia solar capturada no espaço poderá resolver todas as nossas necessidades de energia na Terra.
 
 
Os humanos precisam de mais energia
Assumindo que o progresso econômico e a globalização continuem no ritmo atual, em 2030 será necessário produzir o dobro da quantidade de energia que consumimos hoje. Isso corresponderá a monumentais 220 trilhões de quilowatts-hora por ano. E até o final do século, precisaremos de quatro vezes a taxa atual de consumo.
 E tão importante quanto isso: nós também teremos que deixar de lado o hábito de combustível fóssil - e não só porque ele, uma hora, vai acabar. O aumento das emissões de CO2 estão causando estragos na atmosfera da Terra, o que está criando efeitos colaterais no meio ambiente a uma taxa mais rápida do que o esperado.
 Além disso, se queremos que os gases de efeito estufa sejam colocados sob controle ao longo das próximas décadas, precisaremos obter mais de 90% de toda a nossa energia a partir de fontes renováveis ou nucleares.
 Embora haja uma série de propostas sobre como podemos responder a estes desafios, nenhuma parece ser realmente viável.
 Com exceção de satélites movidos a energia solar.


Benefícios óbvios
Um olhar mais atento a uma solução baseada no espaço traz uma longa lista de vantagens.
 Satélites movidos a energia solar não produzem quaisquer gases de efeito estufa, nem ocupam espaço valioso na Terra. E uma vez pagos os custos iniciais, eles seriam relativamente baratos de manter. Os módulos solares usados para a geração de energia solar têm uma vida útil longa, sem mencionar o ROI (retorno sobre o investimento) surpreendente que viria de uma fonte de energia praticamente ilimitada.
 Além disso, eles não estão limitados por ciclos dia/noite, pelo tempo/clima, ou pela mudança das estações. E, de fato, eles seriam muito mais eficientes do que qualquer tipo de estação baseada na Terra. A coleta de energia solar no espaço é sete vezes maior (por unidade de área) do que na superfície do planeta. Além disso, a quantidade de energia solar disponível lá em cima é impressionante - na ordem de bilhões de vezes maior do que obtemos hoje - a Terra recebe apenas 1/2.300.000.000 da energia gerada pelo sol. O potencial de escalabilidade é enorme, para dizer o mínimo.
 
Satélites movidos a energia solar não seriam propensos a ataques terroristas, e reduziriam a pressão geopolítica por petróleo. De acordo com o futurista Keith Henson, a energia solar capturada do espaço pode ser usada para mover veículos, como carros elétricos, ou permitir a produção de combustíveis sintéticos - que, custando um centavo de dólar por quilowatt-hora, resultariam em gasolina que custaria R$0,50 por litro.
 Ao mesmo tempo, essa energia solar daria independência energética de verdade para as nações que optarem por implementá-la. E além disso, essa energia poderia ser exportada para qualquer lugar do mundo, e seria especialmente valiosa para áreas isoladas do mundo, incluindo África e Índia.
 Por fim, a energia solar capturada no espaço também traria benefícios tremendos para a exploração espacial humana e robótica, incluindo o fornecimento de energia para colônias na Lua, Marte e estações espaciais. Ele poderia também servir como a primeira semente no desenvolvimento de uma Esfera de Dyson - uma matriz de coletores solares que iria cobrir o Sol a uma distância de cerca de 1 UA (unidade astronômica, cerca de 150.000.000 km).


Como vai funcionar
No final dos anos 1960, Peter Glaser propôs a ideia de satélites movidos a energia solar (SPS), que ele imaginou como células fotovoltaicas no espaço que poderiam transferir energia sem fio de volta à Terra. Seu projeto exigia uma grande plataforma posicionada no espaço em uma órbita alta, que iria recolher a energia solar e convertê-la em eletricidade. Por sua vez, essa energia seria usada para conduzir uma transmissão sem fio de energia (WPT), que transmitiria a energia solar para estações de recepção na Terra - o que seria composto de grandes antenas receptoras.
 Alguns visionários atualizaram a visão de Glaser para incluir o uso de um transmissor de energia sem fio por micro-ondas. Isto envolveria grandes estruturas separadas (como um painel solar e um transmissor) que seriam montados no espaço. Sistemas SPS poderiam também incluir um conceito WPT modular com lasers, envolvendo módulos solares que se automontariam. Outros projetos exigem um conceito WPT SPS de 'estrutura sanduíche' modular, exigindo um número significativo de pequenos módulos solares que seriam montados roboticamente em órbita.
 
 
Mas para que isso aconteça, precisamos desenvolver veículos de lançamento ecológicos e de baixo custo. Nós enviaremos os materiais em um elevador espacial, mas enquanto não realizamos isto, nós teremos que criar algo mais eficiente. Felizmente, a SpaceX e outras empresas privadas já estão trabalhando em soluções de lançamento mais eficientes.
 Além disso, precisaremos de construção em larga escala e estações em órbita - locais de trabalho no espaço que seriam maiores, mais complexos, e que exigiriam mais energia do que a Estação Espacial Internacional (ISS). Eles permitiriam a produção de grandes painéis simples, fáceis de montar, que consistiriam de várias peças idênticas. No futuro, seria possível até mesmo construir uma frota inteira destes coletores solares usando materiais extraídos de asteroides.


Propostas de design
À medida que mais pessoas reconhecem o potencial dos SPS, e à medida que a tecnologia alcança a ideia, foram formuladas uma série de propostas de design. E isso não é mais apenas mera especulação: é algo que está quase pronto para virar realidade.
Por exemplo, o SPS-ALPHA (Satélite de Energia Solar via Agrupamentos por Fase Arbitrariamente Grandes), que está sendo desenvolvido por John Mankins, da NASA. Utilizando uma abordagem 'biomimética', o projeto prevê enormes plataformas construídas a partir de milhares de pequenos elementos, que poderiam fornecer dezenas de milhares de megawatts transmitindo energia sem fio.
Ele faria isso usando uma grande quantidade de espelhos cobertos por uma película fina, e controlados individualmente, colocados na superfície curva de um satélite. Esses espelhos ajustáveis iriam interceptar e redirecionar a luz solar para células fotovoltaicas afixadas atrás do satélite. O lado que aponta para a Terra teria um conjunto de painéis de transmissão de micro-ondas. Eles gerariam um feixe único e de baixa intensidade de radiofrequência, que seria transmitido para a Terra.
 E o que é particularmente interessante sobre este conceito é que ele permitiria a construção de um satélite de energia solar que poderia ser montado inteiramente a partir de elementos individuais do sistema que não pesam mais de (50-200 kg), permitindo que todas as peças fossem produzidas em massa a baixo custo.

 
Há também o sistema SBSP, da JAXA. A agência espacial japonesa quer um protótipo em funcionamento até 2020, e um sistema totalmente operacional até 2030. O sistema deles é projetado para funcionar em uma órbita estacionária a cerca de 36.000 km acima do equador, onde ele irá absorver a luz solar com células solares incrementadas com cromo. O sistema SBSP vai transmitir energia para a Terra usando feixes de laser com cerca de 42% de eficiência. Cada satélite vai transmitir energia para uma estação receptora com 3 km de largura, que vai produzir um gigawatt de energia elétrica - o bastante para abastecer 500.000 casas.
 
 
Prazos
Os SPS têm sido discutidos desde os anos 70, e foram revistos periodicamente por várias partes interessadas no mundo - mas a ideia nunca foi vista como algo rentável ou tecnologicamente viável. Estes sentimentos estão mudando, no entanto.
 No ano passado, a Academia Internacional de Astronáutica publicou um relatório exaustivo elogiando os benefícios da energia solar obtida no espaço, exortando a comunidade internacional a tomar a sério essa perspectiva. O relatório contém mais de uma dezena de recomendações sobre como começar, enquanto prevê que a energia solar espacial será tecnicamente viável dentro de 10 a 20 anos, utilizando tecnologias que já existem.
 Os autores também notaram que o projeto seria economicamente viável nas próximas décadas, mas em condições específicas que têm a ver com os mercados futuros de energia e da disposição dos governos para começar (o que poderia ser motivado por preocupações ambientais).
 Além disso, experimentos de voo serão necessários, assim como a decisão de políticas ou questões regulatórias - o que definitivamente pode levar algum tempo. Nem precisamos mencionar que alguns grupos e indivíduos podem não gostar da ideia de micro-ondas e raios laser atingirem a superfície da Terra - para não mencionar o potencial pesadelo de que essa tecnologia poderia virar uma arma.
 E em termos de gastos, a IAA propôs um esquema de partilha de custos em que as nações trabalhariam em conjunto para reduzir o preço - que poderia chegar a um trilhão de dólares.
 Mas dados os incríveis benefícios - para não mencionar a enorme necessidade - isso precisa acontecer.
 
 

China, Índia e Brasil emitiram mais CO2 em 2011, diz pesquisa

Dados divulgados neste domingo por pesquisadores na Grã-Bretanha indicam que China e Índia contribuíram bastante para que o mundo aumentasse em 3,5% as suas emissões de gás carbônico (CO2) no ano passado.
Em 2011, as emissões de China e Índia aumentaram 9,9% e 7,5%, respectivamente, em comparação com 2010. O Brasil também emitiu mais CO2 em 2011: 424 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação a 2010.
Já outras duas regiões apresentaram queda na quantidade de CO2 emitida no mesmo período, segundo os cientistas da universidade britânica: Estados Unidos (queda de 1,8%) e União Europeia (2,8%).
Os dados da Universidade de East Anglia indicam que as emissões aumentarão em 2012, atingindo um volume recorde.
Um relatório produzido pela universidade afirma que as emissões de gás carbônico crescerão 2,6% este ano, na comparação com 2011, atingindo o volume de 35,6 bilhões de toneladas emitidas.

Metas do Protocolo

Este valor é 58% superior ao de 1990, ano base usado pelo Protocolo de Kyoto. O tratado, que não foi assinado pelos Estados Unidos, previa que os países signatários reduzissem as suas emissões de CO2 em 5,2% ao longo da década, tendo 1990 como referência.
O CO2 é o principal gás que provoca o aquecimento global e é produzido através da queima de combustíveis fósseis ou desmatamento.
Os dados foram publicados neste domingo nas revistas científicas Nature Climate Change e Earth System Science Data Discussions.
Dados referentes a 2011 mostram que os países que mais emitem dióxido de carbono são a China (28% do total mundial), Estados Unidos (16%), União Europeia (11%) e Índia (7%). O Brasil é responsável por 1,4% das emissões de CO2.
Ainda assim, se considerados os tamanhos das populações, a emissão por pessoa (per capita) da China ainda é inferior a dos países ricos.
A emissão per capita da China está em 6,6 toneladas de CO2, se aproximando da média europeia de 7,3%. Ambos ainda estão longe da média americana, de 17,2 toneladas de CO2 por pessoa.
Já no Brasil, a emissão per capita de CO2 variou pouco ao longo da última década: de 1,9 toneladas por pessoa em 2001 para 2,2 toneladas em 2011.
"Os dados mais recentes estão sendo divulgados quando o mundo debate mudanças climáticas em Doha", disse a pesquisadora Corinne Le Quéré, da universidade britânica.
"Mas com as emissões ainda crescendo, é como se ninguém estivesse ouvindo toda a comunidade científica."
O painel da ONU sobre Mudanças Climáticas começou no Catar na semana passada e termina na próxima sexta-feira. Mais de 17 mil pessoas estão discutindo medidas para evitar que a temperatura do planeta aumente ao longo deste século.
Um dos pontos em discussão é a criação de novas metas de emissão por país.
Exame.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

Frase


Júpiter se exibe no céu

Se você observar um ponto extremamente brilhante no céu ao longo dos próximos dias, não se surpreenda e nem considere que está a ponto de se encontrar com uma provável nave alienígena.
Você estará vendo Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.
Júpiter já está, há algum tempo, bem evidente no céu, mas, neste domingo (2/12) ficará ainda mais brilhante (com magnitude, unidade de brilho, -2,8).
Às 22h45 (horário de Brasília) do domingo o gigante do Sistema Solar atinge a oposição, situação em que um planeta exterior (além da órbita da Terra) tem sua observação mais facilitada.
Na oposição, Sol, Terra e Júpiter (nesta ordem) estarão alinhados.
Júpiter pode ser localizado no interior da constelação do Touro, conhecida por sua estrela (alfa) mais brilhante, Aldebaran, “o olho do Touro”.
Mas pelo menos 30 vezes mais brilhante que ela.
A oposição de Júpiter, com a intensificação de seu brilho, pode facilmente confundir as pessoas surpreendidas com sua luz (na realidade, com a luz que reflete do Sol a aproximadamente 780 milhões de quilômetros, pouco mais de cinco vezes a distância Terra/Sol).
Com suas medidas gigantescas, ao menos em comparação aos padrões da Terra, Júpiter é um grande espelho da luz solar, daí o brilho com que se mostra no céu.
Se fosse um mundo oco (na verdade, Júpiter é um mundo gasoso com um núcleo formado por rochas) em seu interior caberiam mais de mil Terras.
Com um diâmetro de 142,8 mil quilômetros (o diâmetro da Terra é de 12.400 quilômetros) Júpiter contém mais massa que todos os outros planetas juntos.
Ao contrário da Terra, que exibe uma única lua, Júpiter tem 63 satélites, entre eles quatro conhecidos por Galileanos, porque foram observados por Galileu com sua pequena luneta, entre 1609 e 1610.
Boa parte dessas luas, no entanto, são asteroides agarrados pela poderosa gravidade jupiteriana, ainda que as luas Galileanas (Io, Europa, Ganimedes e Callisto) tenham porte significativo.
Io, uma lua com intensa atividade vulcânica e a mais próxima do planeta (421.800 quilômetros), tem diâmetro de 3.643 quilômetros.
Europa, à distância de 671.100 quilômetros, tem diâmetro de 3.122 quilômetros
Ganimedes (1.070.400 quilômetros) exibe diâmetro de 5.262 quilômetros.
Callisto (1.882.700 quilômetros) mostra diâmetro de 4.841 quilômetros.
Com binóculo 7x50 e apoio em tripé ou outro suporte como um coluna, soleira de portas ou mesmo uma parede é possível distinguir as luas de Galileu como pequenos piolhos cósmicos,.
Mas, atenção, uma ou algumas delas podem estar ocultas atrás do planeta.
Apenas o brilho da Lua, ou eventual cobertura de nuvens, pode ofuscar um pouco a visão do gigante do Sistema Solar.
Um bom binóculo, ou melhor ainda, mesmo um pequeno telescópio, mostra também as manchas avermelhadas (num telescópio será tudo branco) do equador jupiteriano.
Scientific American

Promessas para conter emissões de gases não são suficientes, diz estudo

As políticas das principais nações são insuficientes para limitar o aquecimento global e os Estados Unidos estão fora do rumo até mesmo na promessa fraca de limitar as emissões de gases de efeito estufa, mostrou um estudo científico divulgado nesta sexta-feira (30) em Doha, no Qatar, onde acontece a conferência climática da ONU, a COP 18.
O relatório divulgado nos bastidores de negociações sobre a mudança climática, informa que um endurecimento das políticas ainda era possível para evitar inundações prejudiciais, ondas de calor e elevação dos mares.
Os grandes emissores China, Estados Unidos, União Europeia e Rússia têm classificações "inadequadas" para os seus planos de limitar o aquecimento global a um teto acertado com a ONU de menos de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais.
Entre os maiores emissores, apenas o Japão e a Coreia do Sul têm políticas formais para os cortes que eram "suficientes". O Brasil tem classificação "média" no estudo, assim como Índia e Indonésia.
Somando-se todos os compromissos nacionais e tendo em conta o aumento das emissões, o mundo estava caminhando para um aquecimento de cerca de 3,3 ºC, segundo o estudo. "Estamos fora do rumo e os Estados Unidos provavelmente não vão cumprir a sua promessa", disse Niklas Hoehne, do grupo de pesquisa Ecofys, que compila o estudo com o Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático.
Ele disse ainda que os outros principais emissores estavam no caminho para, pelo menos, cumprir as restrições prometidas nas emissões até 2020, como parte dos esforços para evitar uma mudança grave que iria prejudicar a água e os alimentos.
Alerta já foi feito pelo Pnuma Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado no dia 21 fez o mesmo alerta. O documento afirmava que, mesmo se os países aplicarem até 2020 políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado.
De acordo com o relatório “A lacuna das emissões”, em tradução livre do inglês, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, delineados dentro da Convenção da ONU para Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês), eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020.
 teto de emissões fixado por cientistas para 2020 é de 44 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases).
Obama quer cortar emissões
O presidente norte-americano, Barack Obama, pretende reduzir as emissões dos EUA em 17% abaixo dos níveis de 2005, até 2020. Em entrevista realizada no último dia 14, o presidente reeleito afirmou que uma agenda política sobre o tema será criada em breve.
O chefe da delegação dos EUA em Doha, Johnathan Pershing, reafirmou a meta e disse que Washington vem fazendo "enormes" esforços.
Mas o Senado dos EUA nunca ratificou a promessa de Obama, feita em 2009. Hoehne afirmou que os Estados Unidos poderiam intensificar a ação reduzindo as emissões de usinas de carvão existentes, dando mais incentivos para energias renováveis ou códigos de construção mais difíceis.
Pershing disse que as emissões dos EUA parecem ter atingido o pico, estimuladas por políticas de energia limpa de Obama. A meta dos EUA está sendo ajudada por uma mudança do carvão para o gás de xisto, menos poluente, e por uma desaceleração econômica.
"Dois graus é viável. É possível, mas temos que começar agora, não esperar até 2020 para agir", disse Bill Hare do Análises Climáticas. "Quanto mais você esperar, mais difícil fica", disse Michiel Schaeffer, também do Análises Climáticas.
G1

encontrados indícios de tsunami em lago suiço no século 6

No século 6, Gregório de Tours, um cronista dos povos germânicos conhecidos como francos, relatou um evento extraordinário ocorrido no que hoje é a Suíça, onde o rio Ródano deságua no Lago Genebra (ou Lago Léman).
Ele escreveu sobre uma grande avalanche ocorrida no ano 563, perto de um lugar chamado Tauredunum. Os detritos afundaram no rio e uma grande massa de água "atingiu, com uma inundação repentina e violenta, tudo o que estava nas margens, indo até a cidade de Genebra", a mais de 65 quilômetros do lago.
Historiadores e cientistas por muito tempo acreditaram que Gregório e outro cronista, Marius de Avenches, que relatou um evento semelhante, estavam descrevendo um tsunami que varreu o lago, destruindo parte de Genebra e de outras comunidades ao longo da costa. Nunca haviam sido encontrados indícios diretos disso, no entanto.             

Como tsunamis se formam
Agora, pesquisadores da Universidade de Genebra dizem ter encontrado tais indícios, na forma de um grande depósito de sedimentos no meio do lago. Em um estudo publicado no periódico Nature Geoscience, eles também sugerem qual foi a sequência de eventos que causou a onda mortal: a avalanche atingiu o delta na foz do rio, fazendo com que essa pilha de sedimentos acumulados chegasse rapidamente ao lago, deslocando uma enorme quantidade de água.
"De certa forma, é como jogar pedras em um mingau", disse um dos autores do estudo, Guy Simpson, professor no departamento de Geologia e Paleontologia da Universidade de Genebra.
Simpson disse que a espessa camada de sedimentos em forma de lente, que fica a mais de 300 metros de profundidade na parte mais profunda do lago, foi encontrada em grande parte por acaso. Katrina Kremer, estudante de doutorado e principal autora do estudo, estava realizando sondagens sísmicas em busca de camadas de sedimentos finos que pudessem ser indício de grandes inundações.
Mas nos deparamos com esse depósito enorme", disse Simpson. "Nós não percebemos de imediato que aquele era o depósito ligado à causa do tsunami. Mas ele era um monte confuso de sedimentos. Era bastante óbvio que ele havia sido depositado rapidamente."
Os pesquisadores, então, extraíram os núcleos dos sedimentos e usaram técnicas de datação de carbono da matéria orgânica dos núcleos – restos de folhas e pedaços de madeira – para identificar quando o depósito havia se formado, estreitando o intervalo para um período entre o final do século IV e início do VII. Com exceção da avalanche, não há registro histórico de qualquer evento especial durante esse período, disse Simpson.
Os pesquisadores estimam que o depósito, que tem pelo menos 10 quilômetros de comprimento por 5 quilômetros de largura e cerca de 5 metros de espessura, contém mais de 300 mil quilômetros cúbicos de material. Eles fizeram simulações de computador que mostram que o colapso de tamanha quantidade de sedimento na foz do rio Ródano teria causado um tsunami de cerca de oito metros em Genebra – onde ele teria chegado em 70 minutos – e ondas ainda maiores em outros lugares nas margens.
A avalanche em si pode ter sido provocada por um terremoto, como alguns cientistas têm especulado ao longo dos anos.
A maioria dos tsunamis ocorre nos oceanos e é gerada por terremotos, como o que ocorreu perto do Japão no ano passado. Mas a ocorrência de tsunamis em lagos também é conhecida, disse Richard A. Schweickert, professor emérito de Geologia da Universidade de Nevada, em Reno. Ele citou indícios de que o colapso de parte das margens do Lago Tahoe, nos últimos 20 mil anos, causou um tsunami cuja altura talvez tenha chegado a 30 metros. Há duas falhas geológicas sob o lago que podem ter causado um terremoto, disse ele.
Schweickert disse que o colapso dos sedimentos no delta do Ródano, conforme calculado pelos pesquisadores suíços, "certamente pode ter levado uma grande quantidade de material para o lago". Mas os resultados talvez possam ser corroborados, disse ele, por um mapeamento cuidadoso da linha costeira em busca de depósitos anormais ou traços de erosão deixados pelas ondas gigantes.
Simpson disse que os sedimentos do delta do Ródano podem entrar em colapso de novo algum dia, talvez em decorrência de um terremoto ou até mesmo por conta de seu próprio peso, e que um tsunami resultante disso pode ser muito mais devastador. No século 6, Genebra era uma pequena comunidade, basicamente resguardada pelos paredões de uma colina. Hoje a cidade é lar de organizações internacionais e de cerca de 200 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de baixa altitude, perto da água. O estudo serve como alerta de que mesmo um país sem litoral, como a Suíça, não está imune às ondas catastróficas.
Essa descoberta lembra as pessoas de que essas coisas aconteceram no passado e muito provavelmente vão acontecer de novo."
IGCiência