terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Estudo revela diminuição da água nos rios Tigre e Eufrates

Satélites americanos detectaram uma grande diminuição das reservas de água nos rios Tigre e Eufrates em um período de sete anos, a partir de 2003, segundo um novo estudo que deve ser publicado nesta sexta-feira na revista Water Resources Research, periódico da União Geofísica Americana. O estudo foi realizado por cientistas da Universidade da Califórnia, do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, e do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas.
Os leitos desses rios, cujas águas irrigam parte do Iraque, Irã, Turquia e Síria, perderam o equivalente a um Mar Morto, determinou o estudo. "É uma quantidade de água suficiente para satisfazer as necessidades de milhares de pessoas na região a cada ano, dependendo das regras de uso regional e a disponibilidade", afirmou Jay Famiglietti, coordenador da pesquisa.
O estudo baseia-se nos dados recolhidos durante um período de sete anos pelos satélites GRACE, da NASA, que vigiam as mudanças globais nas reservas de água. De acordo com as variações nas reservas de água em uma determinada região, os satélites medem a gravidade das transformações e seus impactos.
"Os dados dos GRACE mostram um índice alarmante de queda no armazenamento total de água no Tigre e Eufrates, que atualmente possuem a segunda taxa de perda mais rápida de águas subterrâneas da Terra, depois da Índia", indicou Famiglietti.
Parte desta diminuição foi atribuída à seca de 2007 — 60% da diminuição da água foi resultado do bombeamento de água subterrânea. Neste sentido, Famiglietti destacou o Iraque, que perfurou 1.000 novos poços em resposta à seca de 2007.
A Turquia é quem manda nas nascentes dos rios Tigre e Eufrates e possui um projeto de infraestrutura e de reservatórios que controla quanta água é liberada para a Síria, Irã e Iraque. Como a bacia não é coordenada em conjunto por esses países, o controle turco e a distribuição para os outros países é motivo de rivalidade na região, como aconteceu durante a seca de 2007, quando a Turquia desviou água para a agricultura local.
"A diminuição no fluxo de água põe muita pressão sobre os vizinhos. As Nações Unidas relataram que residentes do Norte do Iraque tiveram que cavar poços assim que notaram o declínio na quantidade de água. Isso é um problema em um ambiente social, político e economicamente frágil", disse Katalyn Voss, principal autora da pesquisa.

Guerras da água. Os conflitos que tiveram início por causa da água:
A primeira guerra-
Lagash vs Umma, Suméria, 2.500 a.C. A primeira guerra causada pela disputa por água aconteceu às margens do Rio Eufrates, região onde fica o Iraque. Urlama, rei da cidade-estado de Lagash, desvia o curso do rio e deixa outra cidade-estado, Umma, sem água.
Água gelada
China vs Tibet, 1950. Em 1950, a China invadiu o Tibet, em parte para garantir o controle das águas armazenadas nas geleiras do Himalaia. Atualmente, pretende canalizar a água até o Rio Amarelo. O projeto pode alterar o fluxo de água nos rios de vários países e aumentar a tensão na região, já bastante instável politicamente.
Guerra civil
Sudão, 1963 até os dias de hoje. A falta de água foi um dos fatores que impulsionaram o conflito que matou mais de duas milhões de pessoas. A guerra civil no país, agora separado entre Sudão e Sudão do Sul, foi provocada por vários elementos, políticos, sociais e econômicos, mas pesquisadores da Universidade de Columbia apontam a água como um dos principais motivos.
Quase guerra
Turquia, 1998. Em 1998, Síria e Turquia quase entraram em guerra por causa da água. Em 2003, as tensões voltaram a surgir quando os Estados Unidos invadiram o Iraque. Nos bastidores, houve uma dura disputa entre turcos, curdos e as forças americanas sobre como seria feita a coleta e distribuição da água dos rios Tigres e Eufrates.
Veja.com

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Tempestades solares fortes estão chegando

Na semana passada, nosso planeta foi atingido por uma grande tempestade solar. Mas se este foi um fenômeno de tamanho considerável e mesmo assim nada aconteceu, por que os especialistas ainda estão preocupados?
Primeiro, é importante entender o que são tempestades solares. A verdade é que, apesar de serem causadas por erupções fortes na superfície do Sol, o possível efeito delas na Terra não tem nada a ver com o aumento de temperatura.
Quando a energia liberada por essas explosões chega por aqui, ela interage com o campo magnético da Terra, causando uma tempestade eletromagnética. Esse fenômeno, por sua vez, aumenta a corrente de todos os aparelhos que usam circuitos elétricos, podendo, literalmente, fritá-los, já que eles não teriam resistência suficiente para suportar tanta energia.
Tempestades solares acontecem o tempo todo. Mas, durante 2012 e 2013, espera-se que tanto a frequência quanto a intensidade desses acontecimentos aumente. A explicação é que, a cada 11 anos, aproximadamente, o Sol passa por esse tipo de fase, chamada de “máxima solar”.
No passado, períodos de máxima já causaram alguns blecautes, estouraram transformadores e até queimaram a fiação de uma rede de telégrafos. Isso em épocas nas quais não dependíamos tanto de eletrônicos. Imagine se alguns satélites de comunicação fossem simplesmente destruídos hoje e ficássemos sem internet, telefone, televisão...
E vale lembrar que existe mais um risco na próxima máxima solar: aviões viajando entre a Ásia e a América do Norte hoje percorrem o Pólo Norte, coisa que não acontecia 11 anos atrás. Eles fazem isso para economizar tempo e combustível, mas o problema é que, durante tempestades solares, os pólos da Terra são as áreas que mais recebem energia, e toda essa carga elétrica pode interferir nos sistemas de navegação e de comunicação das aeronaves.
Na semana passada, quando aconteceu a última tempestade solar, as rotas aéreas foram refeitas, desviando do Pólo Norte – mas isso graças a previsões antecipadas, que também podem salvar os satélites de serem destruídos.
E como essas previsões são feitas?
Em 2010, a Nasa lançou o Laboratório de Dinâmica Solar, que envia imagens do Sol para os cientistas em tempo real. Graças ao equipamento, a tempestade solar da semana passada pôde ser prevista com uma margem de erro de apenas 13 minutos.
O problema é que, apesar da estrutura conseguir enviar imagens e revelar o tamanho da tempestade, ela não consegue medir sua intensidade. Então, não sabemos qual será realmente o efeito eletromagnético na Terra até a onda atingir outro equipamento da Nasa, o Explorador Avançado de Composição, que é capaz de fazer essa medição. Neste caso, ele pode “soar os alarmes” de nosso planeta com apenas uma hora de antecedência.
Galileu.com 

O que o aquecimento global reserva para o futuro

 
Mexer com o clima é como brincar com fogo: não sabemos o grau das consequências mas temos certeza de que é perigoso.
 
 
 
 

Robô Curiosity recolhe primeira amostra de uma rocha marciana

O robô Curiosity utilizou pela primeira vez sua furadeira para perfurar uma rocha do planeta Marte, retirar uma mostra dela e analisá-la, anunciou a Nasa neste sábado. Segundo John Grunsfeld, responsável pela missão, trata-se do "feito mais importante" desde a chegada do Curiosity a Marte.
A Nasa estima que as amostras de rochas, extraídas de um buraco de 1,6 centímetro de diâmetro e de 6,4 centímetros de profundidade, darão indícios sobre ambientes que foram úmidos há muito tempo no planeta.
Para estar em condições de realizar a perfuração em Marte, a Nasa disse ter fabricado oito perfuradores e ter perfurado mais de 1.200 vezes 20 tipos de rocha na Terra.
Nos próximos dias, os controladores da Nasa vão transferir a amostra para um dispositivo de análise dentro do robô.
O Curiosity é o robô mais sofisticado enviado a Marte, contando com seis rodas e 10 instrumentos científicos, e realiza uma missão de dois anos para determinar se existiu vida microbiana em Marte.
Veja.com

Pela 1ª vez, trangênicos ocupam mais da metade da área plantada no Brasil

Em 2013, pela primeira vez os cultivos geneticamente modificados devem ultrapassar, em área ocupada, os não transgênicos no Brasil.
Segundo a consultoria Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas neste ano chega a 37,1 milhões de hectares, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.
O IBGE prevê, para 2013, uma área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderão por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país.             
No ano passado, as lavouras transgênicas cobriram 31,8 milhões de hectares (segundo a Céleres) e a safra total (incluindo transgênicos e não transgênicos) atingiu 63,7 milhões de hectares (segundo o IBGE), ou seja, as lavouras não transgênicas ainda ocupavam uma área maior que as transgênicas.
Esse avanço impressiona, ainda mais considerando-se que há cinco anos, segundo a Céleres, o cultivo total com transgênicos no país era de apenas 1,2 milhão de hectares.
Soja
A grande estrela nessa façanha é a soja modificada, tolerante a herbicidas - uma das cinco variantes aprovadas no país também é resistente a insetos. Seu cultivo foi autorizado pela CTNBio em 1998, mas liberado apenas em 2004, quando já vinha sendo plantada ilegalmente havia anos. Já em 2012 ela respondia por 85% de toda a soja plantada no país, ocupando mais de 21 milhões de hectares.             
A previsão para 2013 da Céleres é de que a proporção da soja transgênica suba para 88,8%, equivalente a uma área de 24,4 milhões de hectares, de longe, a maior dedicada a cultivares transgênicos no país.             
Nos Estados Unidos, 94% dos feijões de soja colhidos nos EUA em 2011 eram transgênicos, o mesmo pode ser dito de 88% do algodão - modificado para resistir a insetos - plantado no mesmo ano na Índia.
A soja transgênica foi introduzida nos Estados Unidos - o grande pioneiro do cultivos de GMs - em 1996, e já em 2001 ela respondia por 68% de toda a soja plantada no país.             
O Brasil é hoje o segundo maior semeador de transgênicos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos – onde, em 2011/2012, os transgênicos ocupavam 70 milhões de hectares.
Nas suas estatísticas comparativas mais recentes – reunindo dados de 2010 - a FAO, a agência da ONU para Alimentos e Segurança Alimentar estima que "quase 150 milhões de hectares no mundo" são plantados com cultivares geneticamente modificados.
O grosso dessa área é dedicado a plantações de soja, milho, canola (usado em forragem/ração) e algodão nas Américas, e de algodão na Ásia e na África.
Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. "Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente mais importantes na Ásia e na África", diz a FAO. Na América Latina, "são a soja resistente a herbicidas seguida pelo milho resistente a inseto".
A FAO reconhece que o cultivo de transgênicos cresceu "principalmente por causa dos benefícios da redução de custos de trabalho e produção, da redução no uso de químicos e dos ganhos econômicos.
IGCiência

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Frase



De outros carnavais...


 
O carnaval, do latim carnis levale, retirar a carne, ou seja, eliminar a carne da mesa, acontece antes da Quaresma, o período que vai da Quarta-feira de Cinzas até o domingo de Páscoa, época de jejum e abstinência. O francês medieval designava o período dos três últimos dias antes da Quaresma com o termo carême-prenant, sinônimo de pessoa que vestia de modo extravagante, parecendo estar fantasiada. Mais tarde, a expressão passou a ser aplicada à Terça-Feira Gorda, o último dia de folguedos iniciados na Epifania. Posteriormente a festa do carnaval foi incorporada pelo cristianismo, que, para assimilá-la, atribuiu-lhe características próprias, regionalmente. Em linhas gerais, a festa já existia na Antiguidade clássica.
Na Babilônia, mais de mil anos antes de nossa era, a festa estival das Saceias se caracterizava por uma inversão da hierarquia. Durante cinco dias, o serviçal tinha o mesmo estatuto que o senhor. Um prisioneiro assumia o lugar do rei. Usando as insígnias do poder, ele comia à mesa real e se deitava com suas esposas. Na quinta noite, o falso rei era chicoteado, e depois enforcado ou empalado. Outras comemorações em que alguém tomava o papel do soberano tinham a função de protegê-lo, e, assim, proteger a sociedade. Diante de uma ameaça, o monarca cedia seu título e atributos a um “substituto real”. Quando a paz era restabelecida, o falso rei era morto, e o verdadeiro recuperava o trono.
Outro rito, que durava cerca de 11 dias, acontecia no Ano-Novo babilônio, que coincidia com o equinócio de primavera no Hemisfério Norte (21 de março). Os festejos eram realizados no templo de Marduk, a mais importante divindade babilônia. Ao fi m de quatro dias, o rei, despojado de suas insígnias de grande sacerdote, era humilhado, surrado e, diante da estátua sagrada, prostrava-se e declarava não ter abusado de seu poder. Em seguida, era novamente sagrado rei; garantindo a regeneração do reino. Essa inversão de papéis a cada ano, com objetivo de relançar o justo ordenamento do mundo, lembra uma das funções essenciais do carnaval. Alguns antropólogos veem nesse antigo rito mesopotâmico, que teria sido transmitido pelos persas ao Ocidente, uma de suas principais fontes.
Celebrado pelos judeus, o Purim – palavra de origem acadiana que significa “sorteio” – parece ser herdeiro da festa mesopotâmica. Ele é co-memorado antes da Páscoa judaica, que corresponde à salvação, pela rainha Ester, dos judeus exilados na Babilônia. Na Assíria, acontecia em 5 de março a festa de Ísis, a mais popular divindade egípcia. Mascarados, seus adoradores caminhavam em procissão à frente da carroça que transpor-tava a barca oferecida à deusa, protetora dos navegantes. Em Roma, as saturnais, dedicadas ao deus da semeadura e da colheita, Saturno, eram celebradas no solstício de inverno e duravam uma semana. Elas se caracterizavam também pela suspensão das obrigações e barreiras sociais. Essa festa deu origem a inúmeros festins nos quais os senhores punham sobre a cabeça o gorro de escravos e os serviam. Por sorteio, era escolhido um pseudorrei, que podia exigir e dizer o que quisesse, durante aqueles cinco dias em que tudo era permitido. Outra cerimônia ainda, a das lupercais, acontecia em 15 de fevereiro, o mês dos espíritos e das purificações.
A partir século II, os chamados Pais da Igreja consideravam essas festas como manifestações de Satanás. Afinal, qualquer um que invertesse a ordem das relações sociais ou dos sexos penetrava no reino do demônio; e o ser humano, criado à imagem de Deus, cometia assim um grave pecado, ao modificar sua aparência. Contudo, o cristianismo, que começava a se impor, tirou proveito de alguns desses festejos mascarados, incorporando-os e adaptando--os ao calendário da Igreja. As tradicionais calendas romanas de janeiro, que comemoravam o Ano-Novo, foram estendidas a todo o império cristão, e sua duração passou a ser de três dias.
A Igreja instituiu que no dia 31 de dezembro a festa começasse por lautas refeições em família: a abundância e a variedade dos alimentos eram símbolo de prosperidade para todo o ano que começava. O 1º de janeiro, dia dos votos e prendas privadas e públicas, passou a ter o selo da troca de presentes, banquetes e danças que entravam noite adentro. No dia 2, ficava-se em casa, para se recuperar dos excessos. No dia 3, a festa recomeçava e atingia seu ápice, com a distribuição de moedas à multidão, espetáculos de circo e desfiles de mascarados. O ritual pagão do Ano-Novo foi incorporado ao novo calendário cristão, que no século VI teve fixado o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro e a visita dos reis magos em 6 de janeiro.
História Viva

Trabalhe menos e salve a Terra

De acordo com o Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas de Washington, cortar 0,5% do tempo anual em que ficamos no escritório poderia diminuir de 8% a 22% os fatores que geram as mudanças climáticas. E se disséssemos que, de acordo com nossos cálculos, 0,5% de seu tempo anual de trabalho equivalem a 12 dias com uma jornada de 8 horas? Parece mais simples, não? Mas seu chefe permitiria essas férias extras? E se esses dias fossem descontados do seu salário, você toparia tirar essas folgas?
Para o economista David Rosnick, que participou da pesquisa, países em desenvolvimento devem escolher entre aumentar ainda mais sua produtividade ou aproveitar os ganhos econômicos para trabalhar menos. "É uma equação simples, se trabalhamos menos, geramos menos emissões de carbono". Lógico, é mais fácil falar do que fazer e os autores do estudo levam esse fator em consideração. "Para trabalhar menos, os trabalhadores precisariam reduzir seus padrões de vida e isso não é o ideal".
Mas, ainda segundo a pesquisa, isso pode ser resolvido caso a distribuição da renda gerada pela maior produtividade se torne mais igualitária. Novamente, encontra-se um impasse, resolvido apenas por uma mudança no sistema econômico.
Galileu.com 

Diversidade de espécies evita colapso de ecossistemas, diz estudo

Um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, revela que redução da diversidade de espécies e a monocultura (produção de um único produto agrícola) podem tornar um ecossistema mais vulnerável a mudanças ambientais súbitas, como incêndios e invasão de pragas. O artigo foi publicado na quaqrta-feira (6) na revista "Nature".
A pesquisa destaca a importância da biodiversidade na estabilidade de ecossistemas para amortecer os impactos de perturbações no meio ambiente. De acordo com os cientistas, os agricultores devem investir no cultivo de mais tipos de plantas em pastagens e bosques para evitar um futuro colapso no ecossistema.
Os pesquisadores monitoraram a estabilidade de ecossistemas altamente produtivos, mas pobres em diversidades de espécies. Eles verificaram que, apesar de se mostrarem resistentes às variações climáticas anuais, o ecossistema entrou em colapso quando foi atingido pelo fogo, introduzido pelos cientistas experimentalmente. Em contrapartida, pastagens em áreas com uma alta diversidade de plantas sobreviveram ao incêndio.
“As espécies são mais importante do que pensamos. Nós precisamos proteger a biodiversidade”, afirmou Andrew MacDougall, um dos autores do estudo e professor de botânica e membro do Centro de Pesquisa em Biodiversidade da universidade.
Os pesquisadores estudaram por dez anos pastagens no sul de Vancouver, no Canadá. A área de dez hectares, de propriedade da “Nature Conservancy of Canadá”, consiste em um tipo de savana ou pastagem com a presença de algumas árvores, no caso carvalhos, que estava há 150 anos sem registrar nenhum incêndio.
Os cientistas isolaram partes do terreno e as queimaram para comprar a reação do ecossistema nas áreas com maior e menor diversidade de espécies e plantas nativas.
Os resultados revelam que as parcelas aparentemente estáveis de pastagens uniformes entraram em colapso e foram posteriormente invadidas por árvores, enquanto os locais com diversas espécies resistiram à invasão de plantas lenhosas. A diversidade também afeta a vulnerabilidade ao fogo, sugere o estudo. As áreas com maior diversidade registraram macas no terreno menos persistentes e tornaram-se menos propensas a sofrer novamente um incêndio de alta intensidade, se comparadas às pastagens com única espécie.
"As monoculturas são um ecossistema muito produtivo que, entra ano e sai ano, produzem e parecem estáveis. Mas, de repente, uma grande perturbação acontece e toda a biodiversidade que foi perdida desde o início torna-se importante", disse o professor e autor do estudo, Kevin McCann.
G1

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Frase


Nasa divulga imagens do "Cometa do século"


A sonda Deep Impact da Nasa capturou imagens do cometa Ison, que deve iluminar o céu da Terra até 2014 e poderá ser, devido ao seu brilho, o "cometa do século", de acordo com estudiosos.
A Deep Impact fez as imagens ao se concentrar no cometa em um período de 36 horas nos dias 17 e 18 de janeiro, quando o cometa ainda estava a cerca de 763 milhões de quilômetros do Sol.
O corpo celeste deve passar muito perto do Sol em novembro e, acredita-se, poderá ser visto a olho nu com um brilho intenso na Terra, quem sabe até mesmo durante o dia.
O Ison já tem uma cauda de 64 mil quilômetros de extensão, formada por poeira e gases, que ficará visível ao olho nu ainda neste ano, e os cientistas pretendem aproveitar isso para estudar o cometa.
 
"Esta parece ser a primeira viagem deste cometa para dentro do Sistema Solar, e ele deve passar muito mais perto do Sol do que a maioria dos cometas", afirmou o cientista Tony Farnham, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.
"Por isso, nos oferece uma nova oportunidade de ver como a poeira e o gás congelados neste cometa desde o início de nosso Sistema Solar vão mudar e evoluir quando for muito aquecido durante sua primeira passagem perto do Sol."
A sonda Deep Impact foi lançada em 2005 e já conseguiu um feito no estudo de cometas: em sua primeira missão, disparou um projétil que atingiu o cometa Tempel-1 para estudar os destroços liberados com o impacto.

Descoberta

O cometa Ison foi descoberto apenas em setembro de 2012 por astrônomos russos (Nasa/BBC)
O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network.
No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela.
Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014.
No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.
BBC

Ministério da Defesa abre documentos confidenciais sobre óvnis no Brasil

A abertura de arquivos secretos das Forças Armadas, com relatos de militares que supostamente avistaram Objetos Voadores Não Identificados, será discutida hoje no Ministério da Defesa, em Brasília. A assessoria de imprensa do ministério confirmou que representantes da Marinha, Exército e Aeronáutica debaterão procedimentos administrativos para cumprir a Lei de Acesso à Informação. Devido ao grande número de pedidos para a divulgação de documentos sobre óvnis, o assunto será colocado em pauta.
“Isso é resultado da Carta de Foz do Iguaçu, assinada por cerca de 500 pessoas durante o 4º Fórum Mundial de Ufologia, em dezembro, solicitando a abertura de documentos confidenciais. Essa luta começou em 2004, mas até agora só a Força Aérea vem cooperando com divulgação de registros relativos a discos voadores”, afirmou o ufólogo Marco Antônio Petit, um dos mais conhecidos do Brasil.
A convocação para a reunião interna de hoje foi feita no dia 22 de janeiro, através de carta encaminhada pelo secretário de Coordenação e Organização Institucional do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso. Na correspondência, ele menciona a “singularidade da matéria” e a criação de uma comissão de investigação mista — com ufólogos, cientistas e militares, “para exame das eventuais manifestações do fenômeno UFO (óvnis em inglês)”.
De acordo com Petit, a maior parte dos relatos colocados à disposição pela Aeronáutica é referente à rotina operacional do controle de tráfego aéreo.
No dia 7 de novembro de 2000, conforme o documento 365/1472 do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Condabra), um militar garante ter avistado, de sua aeronave, às 23h, um objeto de luz branca em Santa Cruz, na Zona Oeste. Em outro relato, segundo documento 65 C, do mesmo órgão, dois militares dizem ter visto “várias luzes vermelhas caindo como gotas de um ponto branco” e em deslocamento, por volta de 0h50 do dia 2 de maio de 2001, em Jacarepaguá.
MUDANÇA DE COR E DE POSIÇÃO
Uma das transcrições intrigantes é a gravação feita pelo tenente do Centro de Tecnologia da Aeronáutica, Ari Flávio de Souza, de uma conversa entre pilotos de um voo da Varig com agentes da torre de controle de Curitiba, na noite de agosto de 2003. Um dos pilotos da aeronave, que seguia para São Paulo, relata, atônito, que estava avistando um objeto não identificado. “Não dá para saber o que é...Tá voando paralelo à gente...Agora, mais alto... Tá piscando...Agora tá parado... Na subida tava vermelho, agora está branco...”. “Tentamos todos os meios, mas não conseguimos identificar nenhuma aeronave”, respondeu funcionário da torre.
IGCiência 

Permanência humana coloca em risco vida natural na Antártida

Um relatório produzido e publicado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Jena, na Alemanha, alerta que o meio ambiente na Antártida corre riscos. Segundo os pesquisadores, a presença permanente de pesquisadores e falhas no gerenciamento do continente têm colocado em risco a flora e a fauna locais. No alerta da equipe alemã estão denúncias de locais onde são jogados a céu aberto lixos e restos de produtos químicos perigosos, latas de óleo descartadas e até mesmo baterias de carro.
De acordo com o relatório, há ainda áreas costeiras e praias que sofrem com a poluição por óleo, um resultado do descuido do uso de combustíveis nas estações de pesquisa. “Temos um problema genuíno de lixo na Antártida”, diz Hans-Ulrich Peter, da Universidade Jena e coordenador do relatório. A maioria dos problemas encontrados pela equipe de Peter, no entanto, diz respeito à Ilha Rei George, localizada a cerca de 120 quilômetros do continente. É nesse local, mais precisamente na Península Fildes, onde os ecologistas estão fazendo pesquisas regularmente desde 1983, e documentando as mudanças no meio ambiente. “A Península Fildes é uma das maiores áreas sem gelo da Antártida, com um grau relativamente elevado de biodiversidade”, diz Peter.
Como resultado da diversidade local, a região tem atraído muito interesse científico, juntamente com a construção de seis estações permanentemente ocupadas. Essas instalações incluem ainda uma pista de pouso em uma área relativamente pequena, que se tornou o centro de logística local. Dentro desse contexto de ocupação humana, os ecologistas alemães puderam notar que, nos últimos 30 anos, não é apenas a mudança climática que afeta o continente. Segundo eles, a influência contínua dos seres humanos também tem ameaçado a vida natural da Antártida. “Devido às condições climáticas extremas, a vegetação mais sensível só se recupera lentamente”, diz Christina Braun, pesquisadora membro da equipe de Hans-Ulrich Peter.
De acordo com Christina, a flora típica da Antártida tem sofrido também com um segundo invasor externo: as plantas que chegam “importadas” de outros continentes. “Há alguns anos, descobrimos plantas não nativas próximas à estação russa Bellingshausen”, diz. Insetos e outras espécies de animais e plantas, que são importados inadvertidamente, colocam em risco o equilíbrio do ecossistema local. “Se não houver uma mudança profunda de direção, essas influências ambientais negativas serão amplificadas nos próximos anos”, diz Peter.
Veja.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Frase


Amazônia boliviana se torna prioridade internacional

 Llanos de Moxos, na Amazônia boliviana, considerada a maior área úmida do mundo, foi incluída na lista de áreas prioritárias pela comunidade internacional que recomenda medidas de conservação da área. A decisão foi anunciada pelo grupo de mais de 150 países signatários da Convenção sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional, assinada em 1971, no Irã.
Com essa espécie de “tombamento da região”, que ocupa quase 7 milhões de hectares, os países pretendem afastar ameaças que poderiam impactar outros territórios, como desvio de fluxos de água em função de construções de estradas ou da pecuária extensiva e plantações de soja, por exemplo.
Especialistas defendem que áreas como Llanos de Moxos são capazes de evitar inundações, manter vazões mínimas nos rios durante a estação seca e regular o ciclo hidrológico da região. Líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, Claudio Maretti, engrossa o coro do grupo que garante que a conservação das áreas asseguram o bom funcionamento de todo o bioma amazônico, que abrange nove países.
“São áreas úmidas da Amazônia, como minipantanais, e essas águas escoam para o Brasil também. A sanidade desses cursos da água e dos serviços ecológicos que oferecem, como o retardo de cheias, beneficia as áreas brasileiras em termos de produtividade pesqueira e estabilidade de ecossistemas e até da produção hidrelétrica”, explicou Maretti.
Outra bandeira levantada pelos que defendem a implantação de políticas de uso sustentável nessas áreas é a de que, com a articulação de medidas de conservação com atividades econômicas, as unidades são capazes de regular, inclusive, o clima. “Funciona como uma espécie de ar-condicionado, resfriando o clima pela umidade que faz circular, gerando chuvas no centro-sul da América do Sul, como na região do bioma Cerrado, São Paulo e mesmo de outros países como o Paraguai”, disse.
A decisão, entretanto, não cria obrigações administrativas para os países ou, especificamente, para o governo boliviano.
“A convenção tem uma influência limitada no nível nacional. O país que apresenta uma área candidata ao sítio da convenção se compromete com algumas diretrizes, mas não é, necessariamente, uma criação de área protegida e, sim, o reconhecimento internacional que aquela área merece estar na lista”, explicou Maretti. “A Bolívia ofereceu a área para candidatura depois de um estudo que apresentou conclusões sobre o potencial da área e aceitou regras de conservação”, acrescentou.
A expectativa é que o governo boliviano implemente políticas de uso sustentável que garantam a conservação dos recursos hídricos e serviços ecológicos, sem excluir as atividades econômicas que já são desenvolvidas na região.
Os compromissos voluntários podem ser adotados por qualquer representante da convenção. De acordo com a organização não governamental WWF, os levantamentos feitos na área apontaram que Llanos de Moxos concentra 131 espécies de mamíferos, 568 diferentes aves, 102 de répteis, 62 de anfíbios, 625 de peixes e pelo menos mil espécies de plantas.
Exame.com

Amazônia estaria mais resistente a mudanças climáticas

 A floresta amazônica está menos vulnerável do que se acreditava a ser extinta por causa do aquecimento global, porque o dióxido de carbono, um gás do efeito estufa, também funciona como fertilizante espalhado por via aérea, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.
O estímulo ao crescimento propiciado pelo CO2 provavelmente irá superar os efeitos nocivos da mudança climática previstos para este século, de acordo com os pesquisadores.
"Não estou mais tão preocupado com uma extinção catastrófica por causa da mudança climática provocada pelo CO2", disse Peter Cox, da Universidade de Exeter (Inglaterra), comentando o estudo, publicado na revista Nature. "Nesse sentido, é uma boa notícia." Cox também havia sido o autor principal de um estudo que teve grande repercussão em 2000, prevendo que a Amazônia poderia secar a partir de 2050, aproximadamente, e morrer por causa do aquecimento. Outros sugeriram que as queimadas poderiam transformar a selva em cerrado.
As plantas absorvem dióxido de carbono da atmosfera e o usam como ingrediente para desenvolver folhas, galhos e raízes. O carbono armazenado é devolvido à atmosfera quando a planta queima ou apodrece.
Um recuo da cobertura florestal amazônica, com a consequente liberação de uma vasta quantidade de carbono, poderia portanto agravar o aquecimento global, um fenômeno que pode provocar mais inundações, tempestades violentas e elevação do nível dos mares, por causa do degelo nas calotas polares.
A fertilização pelo CO2 vai superar o efeito negativo sobre a mudança climática, de modo que as florestas vão continuar acumulando carbono ao longo do século 21", disse Cox sobre as conclusões dele e de outros cientistas radicados na Grã-Bretanha.
Os cientistas disseram que o estudo foi um passo à frente porque usou modelos comparativos do crescimento florestal em relação às variações nos níveis de CO2 atmosférico.

Cientistas dizem que planeta como a Terra pode estar a 13 anos-luz

Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (6) a descoberta de que um planeta parecido com a Terra pode estar bem mais próximo do que se imagina, a cerca de 13 anos-luz de distância, ou cerca de 124 trilhões de quilômetros. Ele ainda não foi propriamente encontrado, mas um estudo sobre estrelas anãs vermelhas mostra que estatisticamente, ele está bem perto.
Em termos espaciais, esta distância é praticamente vizinha. De acordo com Courtney Dressing, autora do estudo, se nossa galáxia, a Via Láctea, fosse do tamanho dos Estados Unidos, estes 13 anos-luz seriam equivalentes ao comprimento do Central Park, em Nova York.
As pequenas e frias anãs vermelhas são o tipo estelar mais comum na Via Láctea, com cerca de 75 bilhões de estrelas.             
A equipe do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian usou dados da missão Kepler para estimar que 6% das anãs vermelhas têm planetas como a Terra, isto é, que tenham o mesmo tamanho que o nosso e que recebam tanta luz de sua estrela como a Terra recebe do Sol.
Esta alta taxa de ocorrência deve simplificar a busca por vida extraterrestre.
Ainda assim, é preciso ajustar as expectativas: por serem bastante diferentes do Sol, os planetas que orbitam anãs vermelhas podem também muito diferentes da Terra. Porque as anãs vermelhas são bem menores, os planetas potencialmente habitáveis teriam que orbitar muito mais perto de sua estrela. Eles seriam rochosos como a Terra, mas com atmosferas diferentes, que poderiam gerar tipos de vida completamente diferentes do nosso.
Como as anãs vermelhas também podem ser bem mais velhas que o Sol, isso significa que os planetas também podem ser mais antigos e suas potenciais formas de vida, mais antigas, com mais tempo de evolução.
O Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos, por exemplo, enquanto algumas anãs vermelhas têm 12 bilhões de anos.
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Frase


Empresa planeja destruir asteroides

 
A nova empresa espacial Americana Deep Space Industries (DSI) revelou planos para destruir asteróides que estão próximos da Terra. Eles pretendem enviar uma frota pequena para o sistema solar em 2015 e, dentro de aproximadamente dez anos, a empresa espera colher metais das rochas espaciais, assim como água e combustível, para missões interplanetárias.

 
A empresa anunciou que irá enviar uma frota pequena para o sistema solar à procura de recursos que possam acelerar o desenvolvimento do espaço e assim beneficiar a Terra.

 
O veículo espacial chamado de 'Firefly' utilizará componentes de baixo custo para destruir os asteróides.
 
'Esta é a primeira campanha comercial para explorar pequenos asteroides que passam pela Terra', diz o presidente da Deep Space, Rick Tumlinson.

 
O presidente se inscreveu na primeira viagem turística ao espaço do mundo, liderou a equipe queassumiu aestação espacialMir, foi fundador e administrador da X-Prize e fundou a Orbital Outfitters, a primeira empresa comercial-espacial do mundo .
 
'Usando tecnologias de baixo custo, e combinando o legado do nosso programa espacial com a inovação da tecnologias dos novos gênios da alta tecnologia, nós iremos fazer coisas que seriam impossíveis apenas alguns anos atrás', afirma o presidente da Deep Space, Rick Tumlinson.

Design geográfico - Geodesign pode nos proteger de desastres naturais?

Conforme Nova York, Nova Jersey, e outros estados atingidos com violência durante a supertempestade Sandy no último outono começam sua longa jornada de recuperação, as decisões que tomam para reconstruir as cidades determinam o quanto estarão preparadas para a próxima grande tempestade.
As escolhas variam entre a instalação de barreiras marítimas para marés alteradas em função de tempestade perto de Staten Island e na entrada do Porto de Nova York para manter longe a elevação das águas ao cultivo de terras úmidas ao redor da ponta sul de Manhattan, que podem servir como proteção natural.  
Esses dois conceitos estão sendo projetados e seus méritos são ferozmente debatidos.
Apesar de radicalmente diferentes, cada um leva o design geográfico em consideração até certo ponto.
O Geodesign é uma abordagem no planejamento de cidades, uso de terras e administração de recursos naturais que leva em consideração a tendência de anos recentes de sobredesenvolver terras à custa de habitats naturais, bem como o crescimento populacional e a mudança climática, que deixaram comunidades cada vez mais vulneráveis a desastres naturais.
O Geodesign surgiu principalmente graças à disponibilidade de dados do sistema de informações geográficas (GIS). Esses dados são colhidos a partir de mapas, fotos aéreas, satélites e pesquisas, e são armazenados em grandes bases de dados onde podem ser analisados, modelados e questionados.
Dados fornecidos pelo programa Landsat são particularmente úteis, uma iniciativa entre o Serviço Geológico dos Estados Unidos e a Nasa, que coloca satélites em órbita desde 1972 para coletar dados GIS.
“Com o GIS nós temos ferramentas para compreender nossa terra e o impacto de nossas decisões de projeto”, declara Tom Fisher, reitor da Faculdade de Design da University of Minnesota. Como ferramenta analítica, o GIS é mais que simples informação geográfica – ele também é uma maneira de visualizar condições meteorológicas, climas e dados demográficos, adiciona Fisher.
O estudo detalhado dos dados do GIS – que incluem dados climáticos mas também levam em consideração a demografia populacional, uso de terra e uma variedade de outros fatores – poderia descobrir pistas sobre a provável intensidade e impacto de tempestades futuras, além do quanto decisões de zoneamento podem mitigar danos potenciais, de acordo com Fisher, chairman e moderador da Cúpula de Geodesign dessa semana, na sede da Esri, empresa produtora do software de mapeamento GIS em Redlands, na Califórnia.
“Esse é um problema com Sandy – será que reconstruímos nos mesmos locais, considerando que poderia haver outra grande tempestade nos próximos sete anos? Sinto que não temos escassez de dados, mas não conseguimos visualizá-los e aplicá-los a certos lugares”, adiciona ele.
O Geodesign, é claro, não é completamente novo. De acordo com Fisher, depois do Dust Bowl que ocorreu na década de 30 ao longo das grandes planícies, o governo dos Estados Unidos iniciou mudanças no cultivo da Terra.
Organizações federais como o Civilian Conservation Corps cultivavam grama em terras protegidas por governos para manter o solo superficial no lugar e reter umidade. Eles também plantaram milhões de árvores do Canadá ao Texas para bloquear rajadas de vento e assim manter o solo protegido e em seu lugar.
Fazendeiros também receberam informações sobre rotação de culturas, utilização de terraços de solo e uso de métodos de cultivo mais sustentáveis.
Independentemente de como Nova York e Nova Jersey decidam se reconstruir, projetos de geodesign já estão em andamento por toda a nação.
A cidade de Asheville, na Carolina do Norte, oferece uma ferramenta de mapeamento interativo chamada de Priority Places para ajudar negócios locais a determinar onde melhor situar seus escritórios e fábricas, ajudar planejadores urbanos a encontrar vizinhanças para projetos de renovação e ajudar o mercado imobiliário a tomar decisões com base na demografia e na regulamantação de zoneamento.
Em Montana, as capacidades de processamento e modelamento de dados do Centro de Pesquisa Ecológica Yellowstone ajudam biólogos e administradores de terras no planejamento de paisagens e administração de espécies locais e seus habitats.
Enquanto isso, planejadores da Flórida estão se voltando para dados geoespaciais que revelam informações sobre a distribuição da população do estado para antecipar as necessidades estaduais em 2060, quando a população deve ter dobrado para 36 milhões, colocando um fardo ainda mais pesado sobre áreas urbanas e infraestruturas já sobrecarregadas.
Scientific American

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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Amazônia terá torre científica de 320 metros no fim do ano, prevê diretor de projeto

Uma torre de 320 metros de altura para pesquisas científicas deve ser instalada na Amazônia em dezembro deste ano, conforme previsão feita  pelo coordenador brasileiro do projeto, Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Batizado de Observatório Amazônico com Torre Alta (ATTO, na sigla em inglês), o projeto é uma cooperação entre os governos do Brasil e da Alemanha, e terá investimento inicial de R$ 22 milhões, diz o dirigente.
É um projeto de longo prazo para o monitoramento da Amazônia", ressalta Manzi. A logística de preparação do programa é complexa, e o prazo será mantido se não ocorrerem atrasos, diz o professor de física atmosférica da USP, Paulo Artaxo, que também participa do ATTO.
Torre Eiffel
A estrutura vai ser ligeiramente mais alta que a Torre Eiffel, símbolo de Paris, na França, diz o professor da USP. Ele ressalta, no entanto, que as duas torres têm finalidades muito distintas. A que vai ser montada na Amazônia ajudará a estudar a composição química da atmosfera sobre a floresta, principalmente sobre os níveis de CO2, além de elementos como nitrogênio e fósforo, ressalta Manzi.
Algumas linhas de pesquisa vão envolver também a formação de nuvens e o regime de chuvas na Amazônia; a troca de matéria e energia entre a biosfera e a atmosfera na área da floresta; estudos sobre ecologia, como a vegetação da mata, os nutrientes e composição do solo, entre outros temas.
Além da torre de 320 metros, serão construídas quatro torres auxiliares, em formato de cruz, a cerca de 100 metros de distância da estrutura principal. Elas terão 80 metros de altura, de acordo com Artaxo.
Quanto mais alto, melhor Já existem outras torres de pesquisa construídas na Amazônia, com tamanhos menores - de 65 a 85 metros de altura, aproximadamente. Uma delas tem 82 metros e está gerando dados científicos desde janeiro do ano passado, segundo o coordenador do ATTO. "Quanto mais alto medirmos, mais a gente vai saber o que o vento está trazendo. Virão contribuições [em termos de dados sobre a atmosfera, por exemplo] de distâncias maiores", diz Manzi.
Artaxo pondera que o "footprint" da torre de 320 metros, isto é, a capacidade de medir dados originários de longas distâncias, vai ser de cerca de 1.000 km, dependendo da velocidade do vento.
Pelo menos 30 anos
As torres do ATTO estão sendo instaladas em uma área da floresta amazônica a 150 km a nordeste de Manaus, seguindo uma linha reta, diz o coordenador do programa. "Este é um projeto de pelo menos 30 anos de duração", afirma ele.
Na avaliação de Manzi, a torre é uma das maiores do mundo entre as construídas especificamente para fins científicos.
Um programa similar ao ATTO, com objetivo de fazer monitoramento meteorológico, está sendo realizado na Sibéria já há alguns anos - uma torre de 300 metros de altura foi instalada na região do pequeno povoado de Zotino, que fica a cerca de 3 mil km da capital da Rússia, Moscou, também em parceria com a Alemanha.
Mas o projeto brasileiro, do ponto de vista científico, "vai ser mais completo", diz Manzi. Ele considera que o ATTO vai se tornar referência mundial em pesquisas sobre florestas tropicais, já que não há programa igual sendo executado neste tipo de ecossistema.
G1

Paraquedista que saltou da estratosfera foi ainda mais rápido que o previsto

O paraquedista Felix Baumgartner foi ainda mais rápido que o planejado quando saltou da estratosfera, a 37 quilômetros de altura. De acordo com os números oficiais publicados nesta segunda-feira (4), o paraquedista austríaco atingiu 1.357 km/h, o que equivale a 1,25 vezes a velocidade do som.
A velocidade máxima havia sido prevista em outubro do ano passado para 1.342 km/h, ou 1,24 vezes a velocidade do som. De qualquer forma, ele já seria o primeiro homem a quebrar a barreira do som com o próprio corpo, sem estar em um veículo especial.
Baumgartner, de 43 anos, permaneceu em velocidade supersônica por meio minuto, durante o salto que fez em 14 de outubro do ano passado sobre o deserto do Novo México, nos Estados Unidos. A frequência cardíaca do paraquedista foi de 185 batimentos por minuto e sua respiração permaneceu estável. A frequência cardíaca é um pouco mais que o esperado para uma pessoa da idade de Felix durante uma atividade física moderada - entre 123 e 159 batimentos por minuto.
IGCiência

Ricardo III: intrigas rumo ao trono

 
O rei Ricardo III, nascido no dia 2 de outubro de 1452 no Castelo Fotheringay, em Northamptonshire, foi o último monarca da Inglaterra da Casa de York. Seu pai foi Ricardo Plantagenet, duque de York, e sua mãe, Cecily Neville.
Uma das principais causas da Guerra das Rosas — batalha com duração de 30 anos pelo trono inglês — foi o conflito de seu pai com Henrique VI. Em 1460, o pai e o irmão mais velho morreram na Batalha de Wakefield. No ano seguinte, o irmão se tornou Eduardo IV e nomeou Ricardo ao título de duque de Gloucester.
Os irmãos foram exilados em 1470 quando Henrique VI conseguiu, por um breve período, recuperar o trono. Após seu retorno à Inglaterra no ano seguinte, Ricardo contribuiu para as vitórias que derem novamente o trono a Eduardo IV. O monarca morreu em abril de 1483 e Ricardo foi nomeado como protetor do reino para o filho de Eduardo e seu sucessor, Eduardo V, que tinha na época 12 anos.
Ricardo se envolveu numa luta de poder com a rainha, mulher de Eduardo, Elizabeth Woodville, sobre o jovem rei, que era o herdeiro legítimo, mas muito jovem para governar. Ricardo conseguiu prender Eduardo V e seu irmão mais novo, também Ricardo, na Torre de Londres, e os dois meninos nunca mais foram vistos.
 
Um ato do Parlamento declarou os sobrinhos ilegítimos, supostamente devido a um casamento, antes segredo de Eduardo IV, que invalidou seu casamento com Elizabeth. Ricardo III foi coroado em 6 de julho de 1483.
Em Agosto de 1485, Henrique Tudor, conde de Richmond, que era um pretendente ao trono Lancastrian desembarcou em South Wales. Ele se envolveu numa batalha com Ricardo em Bosworth Field. Embora Ricardo tivesse um efetivo maior, muitos desertaram. Recusando-se a fugir do campo de batalha, Ricardo foi morto em batalha, e Henrique Tudor assumiu o trono como Henrique VII.



Rei inglês Ricardo 3º é achado sob estacionamento após 500 anos


Pesquisadores britânicos anunciaram nesta segunda-feira (4) que um esqueleto com crânio rachado e espinha curva, que estava enterrado sob um estacionamento no interior da Inglaterra, são os restos do rei Ricardo 3º.
A descoberta soluciona um mistério de 500 anos sobre o local do sepultamento do último rei inglês a morrer numa batalha.
Ricardo 3º, descrito por William Shakespeare como um tirano monstruoso que matou dois príncipes na Torre de Londres, foi morto na luta contra aquele que seria seu sucessor, Henrique Tudor, na batalha do Campo de Bosworth, em 1485.
Arqueólogos e historiadores da Universidade de Leicester disseram ter certeza sobre a identidade do esqueleto, achado no ano passado durante escavações em um antigo mosteiro medieval onde hoje é um estacionamento.
Acadêmicos disseram que o DNA recolhido do corpo é compatível com o de Michael Ibsen, um marceneiro canadense radicado em Londres e que é apontado por estudos genealógicos como sendo descendente direto de Ana de York, irmã de Ricardo 3º.
O esqueleto mostrava sinais de lesões consistentes com os ferimentos sofridos na batalha -- um instrumento cortante parecia ter rachado a parte de trás do crânio, e uma lança de metal farpado foi achada entre vértebras cervicais.
É a descoberta arqueológica mais importante das últimas décadas. Os restos mortais de Ricardo 3º estavam perdidos desde o século 16, quando a igreja em que eles estavam enterrados foi demolida.
A morte do monarca deu fim à Guerra das Rosas, que opôs as casas reais de Lancaster e York na disputa pelo trono inglês. O episódio é visto por alguns historiadores como o marco final da Idade Média no Reino Unido.
Exames de DNA e carbono
Análises de radiocarbono, evidências radiológicas, DNA dos ossos e resultados arqueológicos possibilitaram a confirmar a identidade do rei que morreu há mais de 500 anos. O DNA do esqueleto corresponde com o de dois parentes do lado materno de Ricardo III.
Além das fendas no crânio, foram achadas dez feridas no esqueleto. A análise de radiocarbono releva que ele tinha uma dieta com bastante proteína, incluindo grandes quantidades de frutos do mar, o que aponta para um alto status social da época. O mesmo teste mostrou que o esqueleto era de um indivíduo que morreu entre a segunda metade do século XV e início do século XVI, o que confere com a morte de Ricardo, em 1485.
O esqueleto também revela uma severa escoliose, que acredita-se ter ocorrido no início da puberdade. Embora tivesse 1,70m de altura, a curvatura na coluna levaria o rei a ficar significativamente menor e com o ombro direito mais alto do que o esquerdo.
O esqueleto de Ricardo 3º agora deve ter um enterro com honras reais em Leicester.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

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A Floresta Amazônica Peruana está secando

Para o ecólogo tropical Gregory Asner, sobrevoar a Amazônia Peruana a partir da cidade de Tarapoto é como voltar no tempo. Casas modernas, plantações de arroz e de palmeiras de dendê dão lugar a íngremes montanhas florestadas e depois a florestas verdes, virgens, que se curvam na direção do horizonte.
Nesse canto remoto da região peruana de Ucayali, Asner, da Carnegie Institution for Science, na Stanford University, teme estar vendo o futuro. Nos últimos anos esse trecho de floresta foi atingido por duas enchentes do tipo “uma-a-cada-século” – uma em 2005 e outra em 2010. Esses períodos de seca podem se tornar mais frequentes conforme se elevam as temperaturas no Oceano Atlântico Norte tropical e humanos queimam milhares de quilômetros quadrados de floresta para cultivo.
Apesar de já ter tido temperaturas mais altas no passado, a Amazônia ocidental agora está sob o cerco de uma combinação de clima quente e crescimento de população humana que nunca enfrentou.
Cientistas se esforçam para determinar se as áreas protegidas existentes serão suficientes para resistir às mudanças que virão.
Asner vislumbra fumaça subindo dos incêndios iniciados para limpar terra para cultivo. A migração das highlands dos Andes colocou os estados da Amazônia peruana no topo dos gráficos de crescimento populacional, e o influxo de pessoas para a floresta.
O Ministério de Meio-Ambiente do Peru – usando imagens de satélite e softwares fornecidos pela Carnegie – calcula que o país perdeu aproximadamente 6475 quilômetros quadrados de floresta, uma área do tamanho de Delaware, entre 2005 e 2009, em relação aos 4550 quilômetros quadrados nos cinco anos anteriores.
A perda de florestas reduz a precipitação, estressando ainda mais as árvores restantes. “Cerca de 50% da chuva que cai na Amazônia é gerada pela própria floresta, por meio de transpiração e evaporação”, explica Asner. “O desmatamento exacerba o problema da seca, porque remove seu mecanismo interno de controle”.
Limpar campos e pastagens também deixa bordas de mata mais expostas, secando seu interior e tornando-as mais suscetíveis a pegar fogo se incêndios agrícolas se expandem.
De acordo com Simon Lewis, ecólogo florestal da University College London, incêndios durante as secas de 2005 e 2010 adicionaram 3,8 gigatoneladas de carbono à atmosfera. Em estudos genéticos recentes, Lewis descobriu que árvores amazônicas resistiram ao aquecimento climático, mas as mudanças foram mais lentas naquela época, e não eram impulsionadas por humanos, lembra ele.
Diante de condições mais secas e quentes, árvores têm três opções:
“Indivíduos podem se aclimatar, espécies podem se adaptar ou migrar, ou são extintas”, observa Kenneth Feeley, biólogo da Florida International University.
Uma espécie floral pode se expandir para uma região mais fria, mas apenas na velocidade permitida pela dispersão de suas sementes.
Feeley, que estuda árvores na encosta leste dos Andes peruanos, ficou surpreso ao ver mudanças na vegetação em poucos anos. “Espécies estão se movendo encosta acima cerca de três metros verticais por ano – isso é muito rápido”, aponta ele, apesar de talvez não ser rápido o suficiente. “Com base na mudança climática que já está acontecendo, elas precisam se mover nove ou 10 metros verticais por ano”.
Nas terras baixas, o desmatamento reduz as áreas para as quais as espécies podem se mover. Campos, pastos e estradas também criam barreiras à dispersão.
O Peru tem algumas grandes áreas protegidas, como o Parque Nacional Manú, onde Feeley realiza seu trabalho, mas cientistas não sabem se essas áreas são grandes o bastante – ou se estão nos lugares certos – para permitir que espécies migrem em um clima que muda rapidamente.
Os cientistas, assim como as árvores, estão correndo contra o tempo.O regime de chuvas, a geologia e a topografia da Amazônia ocidental deram origem a um mosaico de ecossistemas tão diversos que são praticamente desconhecidos. Os cientistas têm poucos dados nos quais basear seus planos de conservação, explica Asner.
Enquanto Feeley registra as mudanças no solo, Asner sobrevoa a floresta em um avião equipado com um sistema de imageamento laser e um espectrômetro super-resfriado que consegue detectar 21 compostos químicos nas folhas da copa das árvores.
Depois de uma década comparando dados de espectrometria com a química de folhas podadas de copas de árvores, Asner declara que consegue identificar “impressões digitais” químicas de espécies com 80% de precisão – o bastante para criar um mapa da diversidade de espécies de dossel na Amazônia ocidental, da Colômbia à Bolívia, que dará a cientistas uma linha de base para comparar com mudanças futuras. Ele também está medindo o carbono florestal, que ajudará no cálculo de gases estufa liberados pelo desmatamento.
Como algumas espécies prosperam e outras falham em se adaptar, as mudanças climáticas produzirão “vencedores e perdedores”, observa Asner, que apresentou suas descobertas preliminares sobre o dano das secas em 7 de dezembro, na reunião da American Geophysical Union em San Fracisco.
Ele prevê “grande mudanças na configuração básica da Amazônia”, em um período de tempo bastante curto.
Scientific American

Jipe-robô Curiosity usa perfurador pela primeira vez em Marte

O equipamento do veículo robótico perfurou brevemente, sem realizar rotações, em uma camada rochosa chata no solo da cratera Gale - o local onde o Curiosity pousou em 6 de agosto do ano passado.
Imagens mostradas antes e depois da operação revelam as marcas deixadas pela ferramenta de perfuração.
Apesar de veículos espaciais anteriores terem raspado a superfície de rochas em Marte, o Curiosity é o primeiro capaz de perfurar estruturas rochosas.
Engenheiros da agência espacial americana, Nasa, estão adotando uma postura cautelosa em relação ao procedimento.
Eles precisam aferir se o que ocorre com a rocha e com o perfurador está seguindo o esperado.
Se a placa rochosa for considerada adequada, uma série de perfurações serão feitas, utilizando a rotação, bem como a ação de percussão do perfurador, antes de uma amostra em pó ser retirada e depositada nos laboratórios que o Curiosity carrega.

Vida bacteriana

A missão do Curiosity é determinar se a cratera Gale já teve no passado ambientes capazes de abrigar vida bacteriana.
Detalhar a composição das rochas é algo crítico para a investigação sobre a possibilidade de as crateras manterem um registro geoquímico das condições em que elas se formaram.
Perfurar alguns centímetros dentro de uma rocha pode fornecer uma amostra que não possui as alterações que podem ocorrer na superfície devido a condições meteorológicas ou a radiações.
Desde que pousou em Marte, o jipe-robô se deslocou do poonto em que aterrisou, ao leste, rumo ao local identificado em imagens satelitais como sendo a interseção entre três diferentes terrenos geológicos.
O veículo se encontra atualmente em uma pequena depressão chamada Baía Yellowknife. A rocha escolhida para a primeira perfuração é uma fina rocha sedimentária, cortada por sulcos do que aparenta ser sulfato de cálcio.
A rocha também possui um nome - John Klein, uma homenagem a um engenheiro da Nasa recém-falecido que trabalhou no projeto do jibe-robô.
Cientistas estão empolgados com os progressos da missão feitos até agora. Muitas das rochas, assim como as encontradas na Baía Yellowknife, mostram evidências claras de depósitos ou de alterações feitos pela água.
Pouco antes de se dirigir para a baía, o Curiosity identificou aglomerações contendo contendo seixos, indicando a presença no passado de água corrente, muito provavelmente uma rede de córregos.
BBC

sábado, 2 de fevereiro de 2013

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Famosa marmota Phil prevê que inverno terminará cedo nos EUA

A famosa marmota Phil saiu na manhã deste sábado (02/02) de sua gaiola na pequena cidade de Punxsutawney, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e não viu sua sombra, o que significa, segundo a tradição local, que o inverno terminará cedo neste ano nos Estados Unidos. Desde 1887, a cada 2 de fevereiro é celebrado o "Dia da Marmota", e milhares de curiosos chegam a Punxsutawney para conhecer a previsão de Phil.
Neste ano, por volta das 7h25 locais (10h25 de Brasília), Phil saiu de sua gaiola e, sob um céu nublado e temperatura abaixo de zero, não conseguiu ver sua sombra. Quando o dia está ensolarado, supostamente a marmota a vê e volta para a gaiola, o que quer dizer que haverá mais seis semanas de inverno.
Cerca de 20 mil pessoas eram esperadas neste ano em Punxsutawney para ver Phil e participar das festividades paralelas, de acordo com o "Clube da Marmota", que supervisiona a cerimônia à qual seus membros assistem usando fraque e cartola.
Desde que começou a tradição, Phil viu sua sombra 100 vezes, e em 16 ocasiões não a enxergou, segundo o "Clube da Marmota". Os prognósticos do roedor nem sempre são corretos. No ano passado, ele "previu" mais seis semanas de inverno, mas segundo as estatísticas oficiais, em fevereiro as temperaturas foram mais altas do que o normal para a época, e houve o mais quente mês de março em décadas.
O filme "Feitiço do Tempo" (1993), protagonizado por Bill Murray e Andie MacDowell deu notoriedade à festa de Punxsutawney, localizada a cerca de 100 quilômetros a nordeste de Pittsburg.
Phil tem "imitadores" em vários lugares do país, como Chuck em Staten Island (Nova York), Sir Walter Wally em Raleigh (Carolina do Norte) e Beau Lee em Atlanta (Geórgia).
Galileu.com

A procura de sinais de vida nas profundezas da Antártida

Três grandes projetos científicos com o objetivo de buscar indícios de formas de vida em lagos nas águas profundas sob o gelo da Antártida foram iniciados nesta estação. Tais indícios podem fornecer pistas que colaborem com a busca de formas de vida em outros lugares do sistema solar, talvez no passado de Marte, ou mesmo sob a superfície de Encélado, uma das luas de Saturno. Contudo, apenas um dos projetos, uma expedição norte-americana de 10 milhões de dólares, tem chance de identificar micróbios há muito escondidos antes que o clima no continente gelado ponha fim à perfuração, daqui a cerca de um mês.
Um dos projetos, uma iniciativa britânica, enfrentou problemas técnicos e teve que ser cancelado nesta temporada. Uma expedição da Rússia vai retornar ao país com amostras para análises posteriores.
O projeto dos EUA, financiado por três agências federais e uma fundação privada, está prestes a começar a perfurar o solo sob um lago a aproximadamente um quilômetro abaixo de uma geleira chamada Corrente de Gelo Whillans. A iniciativa irá analisar amostras no local, em um laboratório de campo. As descobertas da expedição podem ser anunciadas já nas próximas semanas.
John C. Priscu, da Universidade Estadual de Montana, um dos líderes do projeto, disse não haver garantias disso. "Nós não sabemos, vai haver surpresas", disse ele em uma conferência em dezembro, com os dois outros membros do comitê executivo do projeto, Ross D. Powell, da Universidade do Norte de Illinois, e Slawek Tulaczyk, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Priscu e Tulaczyk estavam se preparando para voar para a Antártida; Powell já estava na Estação McMurdo, a base científica dos EUA no local.
Priscu está otimista, disse ele, considerando que "10 anos de indícios circunstanciais" sugerem que "deve haver uma comunidade microbiana viável vivendo no escuro e no frio". O projeto se chama WISSARD, que significa Perfuração de Pesquisa de Acesso Subglacial da Corrente de Gelo do Lago Whillans.
Tanto o projeto russo quanto o britânico tinham como objetivo alcançar as águas sob três ou mais quilômetros de gelo. Há uma camada de aproximadamente um quilômetro de gelo sobre o lago Whillans. No caso dos três projetos, não há sol para fornecer energia a células vivas, apenas minerais e o calor proveniente do interior da Terra. Embora se saiba que a vida pode prosperar no fundo do oceano, sem fotossíntese, águas profundas, geladas e doces como essas nunca foram exploradas. Robin Bell, cientista de pesquisa sênior do Observatório da Terra Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, que estuda o comportamento das camadas de gelo com o uso de radar e outras técnicas, disse que os lagos subglaciais da Antártida guardam "ecossistemas inteiros que nunca foram de fato examinados".
Chris McKay, astrobiólogo do Centro de Pesquisa Ames, da NASA, disse que explorar ambientes extremos ajuda a se preparar de modo prático para conduzir pesquisas em outros planetas, possibilitando "aprender a fazer medições em locais onde há escassez de formas de vida". E, segundo ele, entre os possíveis candidatos à vida microbiana no sistema solar, passados ou atuais, "nenhum habita ambientes próximos à superfície".
A pesquisa do Lago Whillans também visa compreender o fluxo de água sob geleiras no Oceano Austral e a taxa de derretimento do gelo antártico, o que pode vir a fornecer informações importantes para estudos climáticos.
O projeto russo perfurou a superfície do Lago Vostok em fevereiro passado, depois de uma década de esforços para atravessar mais aproximadamente três quilômetros de gelo até chegar à água que havia ficado reservada há milhões de anos. Isso aconteceu no final da estação de trabalhos na Antártida, e o clima em Vostok, local da temperatura mais baixa já registrada na Terra (-53,67 graus Celsius), forçou uma partida rápida.
Os russos estão de volta ao Lago Vostok neste ano para coletar amostras da água que veio para a superfície do lago após a perfuração, mas eles apenas saberão o que encontraram ao retornarem à Rússia com o que recolheram para a realização de análises. Uma das limitações desse projeto é o fato de que as amostras provêm de um único ponto na superfície de uma massa de água que tem o tamanho do Lago Ontário.
O projeto britânico também se destina à coleta de amostras de água para estudos posteriores, a partir de outro corpo de água menor, o lago Ellsworth. Contudo, os pesquisadores cancelaram a tentativa de perfuração que realizavam no dia de Natal, pois o processo enfrentou dificuldades ao atingir a profundidade de 300 metros. Eles esperavam atingir águas que estão a pouco mais de três quilômetros de profundidade.
O projeto dos EUA é diferente sob vários aspectos. O lago Whillans é menor e não tão profundo, e se reabastece mais rapidamente graças a outras fontes de água sob a plataforma de gelo da Antártida. Trata-se de uma bacia localizada em um rio subglacial onde a água se acumula para formar um lago, mas continua a fluir, atingindo, por fim, o oceano.
Priscu disse que embora as águas do Lago Vostok sejam substituídas a cada 10 mil anos, e as águas do lago Ellsworth mudem pelo menos a cada 700 anos, a taxa de substituição do Lago Whillans é de cerca de uma década.
A abordagem científica também é diferente. O projeto WISSARD envolve a utilização de um submersível remoto em forma de torpedo com cerca de 80 centímetros de comprimento. O dispositivo ficará preso a um cabo com cerca de 1,60 quilômetro de comprimento e será usado para mapear o espaço tridimensional do fundo do lago, incluindo os pontos de entrada e escoamento de água. Tulaczyk disse que a compreensão da forma do lago, e da maneira como as águas entram e saem, é importante para saber como e por que as geleiras que ficam sobre esses lagos profundos se movimentam, assim como por que a cobertura de gelo de algumas partes da Antártida está aumentando enquanto a de outras está diminuindo.
Os glaciologistas têm uma boa noção de como as camadas de gelo que ficam na superfície da Antártida se movimentam, disse ele, mas os cerca de quatrocentos lagos escondidos de que se tem notícia afetam o movimento do gelo sobre eles. Eles podem servir como uma espécie de lubrificante entre as montanhas e vales da massa do continente antártico e as grandes massas de gelo sob as quais ela se esconde.
A equipe do projeto WISSARD também vai recolher amostras dos sedimentos no fundo do lago, para procurar por micróbios vivos ou evidências de atividades químicas do passado. A presença de micróbios subglaciais pode, por exemplo, estar alterando a composição mineral da água, liberando quantidades de ferro que, em seguida, seguem para o oceano ao redor da Antártida.
Sobre as várias abordagens exploradas pela equipe, Bell disse: "Quem faz uma perfuração em uma camada de gelo como essa deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance".
O projeto envolveu não só o desenvolvimento e o teste de uma broca de água quente com um sistema de filtragem para evitar a contaminação do lago escondido, mas o transporte da broca – juntamente com o submersível e um laboratório capaz de realizar análises de amostras de água e sedimentos no próprio local – sobre 800 quilômetros de gelo, da Estação McMurdo até o ponto onde a equipe se concentrou no Lago Whillans. Treze tratores arrastaram o equipamento da estação de pesquisa McMurdo ao longo de duas semanas, chegando ao local em 12 de janeiro.
Priscu, falando da Estação McMurdo na manhã do último domingo (o fuso horário da Estação McMurdo fica 18 horas à frente do de Nova York), disse que eram esperados voos trazendo os cientistas, perfuradores e outros membros da equipe para o local nos próximos dias.
O frio não trouxe nenhum problema logístico até agora. Em vez disso, o clima excepcionalmente quente deixou as pistas tão moles que os aviões de rodas não têm como decolar. Segundo Priscu, pode ser que venham a ser usados aviões que pousam e decolam sobre esquis.
IGCiência
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Acordo financia "cofre" internacional que protege amostras de sementes para garantir o futuro alimentar da humanidade

Um novo acordo firmado nesta quinta-feira prevê o investimento de109 milhões de dólares em onze bancos genéticos espalhados pelo mundo, principalmente em países em desenvolvimento. A intenção da parceria entre o Global Crop Diversity Trust, uma organização internacional independente fundada pela ONU, e o Grupo Consultivo de Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR), que controla os bancos, é garantir a segurança do material genético depositado, que pode garantir a segurança alimentar da humanidade no futuro.
Os bancos do CGIAR armazenam mais de 700.000 amostras de produtos alimentares, entre eles variedades de milho, arroz, banana, feijão e batata, na esperança de evitar que sejam completamente devastados por catástrofes naturais ou conflitos humanos. "O objetivo é preservar espécies selvagens, encontradas às vezes em lugares de difícil acesso, como montanhas, ou esquecidas, a fim de encontrar possíveis novos usos para elas", afirma Charlotte Lusty, pesquisadora do Trust.
Os bancos de genes começaram a ser organizados nos anos 1970, com o surgimento de novas técnicas que aumentaram a produção agrícola ao redor do mundo, como a manipulação genética. Com isso, algumas variedades começaram a desaparecer dos campos, e os pesquisadores passaram a defender a importância de manter amostras das plantas que estavam prestes a sumir.
Para isso, as sementes recolhidas são desidratadas e armazenadas entre -15 e -20ºC. Para as plantas sem sementes, como banana, batata e mandioca, a tarefa é mais complexa: uma amostra de tecido é removido e armazenado em um estado criogênico a temperaturas extremas. "Nosso trabalho é contínuo", diz Charlotte. Às vezes, áreas que permaneceram fechadas durante muito tempo, devido a conflitos ou regimes políticos, se abrem de repente, como é o caso atual de Mianmar: "Nesses casos, descobrimos novas variedades".
Garantia para o futuro — O Global Crop Diversity Trust já financiava um outro banco de sementes na Noruega: o centro de Svalbard. Conhecido como uma espécie Arca de Noé vegetal, ele visa preservar para sempre uma amostra de cada planta, semente ou gérmen do planeta. Ele só abre um punhado de dias por ano para os pesquisadores e não fornece suas amostras para estudos externos.
Os bancos do CGIAR, ao contrário, estão permanentemente abertos a biólogos e agrônomos. Nos últimos dez anos, eles distribuíram mais de um milhão de amostras para escolas e institutos especializados em pesquisa de novas variedades ou esquecidas.
Após o tsunami de 2004 na Ásia, quando regiões inteiras foram inundadas com água salgada, os pesquisadores do Instituto Internacional do Arroz, em Manila, procuraram em meio a uma coleção de mais de 100.000l genes variedades capazes de se desenvolver apesar do sal.
Mais recentemente, um feijão até então desconhecido dos Andes se mostrou particularmente rico em ferro e perfeitamente adaptável para a República Democrática do Congo, onde tem sido cultivado desde 2012. "Nós trabalhamos com quase todos os países, o objetivo é desenvolver um sistema verdadeiramente global", diz Charlotte Lusty. "A parceria Trust/CGIAR garante a preservação e disponibilização de coleções".
Para a pesquisadora, os bancos genéticos representam uma garantia para o futuro da humanidade: "A diversidade cultural é uma das melhores respostas à mudança climática, mas tudo depende da partilha de recursos e de conhecimentos através das fronteiras."
Veja.com