segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

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Cientistas propõem destruir asteroide com sistema que usa energia solar

 
Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA, propuseram a criação de um sistema que utilize energia solar para criar feixes de raios laser, com o objetivo de destruir ou desviar asteroides que ameacem a Terra no futuro.
Caso seja criado, o equipamento pode ser capaz de vaporizar em uma hora um asteroide do tamanho do que passou próximo da Terra na última sexta-feira (15), o 2012 DA14, afirmam os pesquisadores. Com cerca de 130 mil toneladas e 50 metros de diâmetro, o asteroide passou a 27 mil km do planeta, menor distância em mais de 50 anos de monitoramento da agência espacial americana (Nasa).
"O mesmo sistema poderia destruir um asteroide dez vezes maior do que o 2012 DA14 agindo durante um ano, com a vaporização começando em uma distância equivalente à da Terra com relação ao Sol, enquanto o asteroide ainda estiver em órbita", disse a universidade, em nota.
Chamado de DE-Star (Sistema de Direcionamento de Energia Solar para Asteróides em Exploração, na tradução do inglês), o projeto parte de "um princípio realista para evitar potenciais ameaças espaciais" à Terra, ressalta o cientista Philip Lubin, professor da universidade.
"Nós precisamos ser proativos ao invés de reativos quando lidamos com estas ameaças. Fugir e se esconder não é uma opção. Nós podemos fazer alguma coisa quanto a riscos desse tipo, então estamos dando passos nesta direção", disse Lubin ao site da Universidade da Califórnia.
O projeto é de um "sistema de defesa orbital de direcionamento de energia", com capacidade para transformar a energia do sol em feixes massivos de raios laser para destruir ou evaporar asteroides, agindo durante dias, meses ou anos, dependendo do tamanho do equipamento que for criado.
O DE-Star também pode vir a ser utilizado para mudar a rota de um asteroide, enviando-o para longe da Terra, dizem os cientistas. "Todos os componentes previstos em nosso projeto existem atualmente. Talvez não na escala que precisamos, mas os básicos estão disponíveis para serem usados. Só precisamos de algo em grande escala para ser efetivo", afirmou Lubin.
O sistema também pode servir para estudar a composição de asteroides e cometas, além de outras funções espaciais, como direcionar a energia solar para ajudar na propulsão de sondas, naves espaciais e satélites.
 G1

Pnuma pede medidas eficientes para evitar mais danos ao Ártico

 A calota de gelo no Ártico teve uma baixa recorde de 3,4 milhões de quilômetros quadrados em 2012, alerta programa da ONU (Organização das Nações Unidas). A diminuição é perigosa ao facilitar a corrida por recursos naturais no local, como gás e petróleo, cujas atividades podem ameaçar o ecossistema e a vida silvestre no polo Norte do planeta, além de ser um forte indicador do aquecimento global.
 
Um estudo do Pnuma, Programa da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Meio Ambiente, chama a atenção nesta segunda-feira (18) para os danos provocados pelo degelo no Ártico.
A redução na cobertura de gelo tem se intensificado na região polar Norte. Ao todo, houve uma baixa recorde de 3,4 milhões de quilômetros quadrados somente no ano passado. O número representa a marca de 18% abaixo do recorde anterior, registrado em 2007, e 50% a menos que a média de 1980 e 1990.
O Livro Anual 2013 do Pnuma revela que a diminuição do gelo está facilitando o acesso a recursos naturais como gás e petróleo, o que tem aumentado atividades que podem ameaçar o ecossistema e a vida silvestre.
O chefe do programa, Achim Steiner, afirmou que as mudanças no Ártico, local que é considerado uma espécie de termômetro para o aquecimento global, tem sido motivo de preocupação há algum tempo.
O executivo diz que essa preocupação tem que ser traduzida em ações contra o degelo e as mudanças climáticas. Segundo ele, as consequências da corrida por recursos naturais devem ser bem analisadas pelos países.
A Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, por exemplo, calcula que 30% das reservas de gás natural ainda por serem descobertas estão exatamente no Ártico. E mais de 70% dos recursos de petróleo ainda a serem identificados estariam no norte do Alasca, no leste do Groenlândia e outras áreas.
Fauna e flora em perigo
 A pesquisa anual do Pnuma também destaca os riscos causados por químicos e o aumento recente no comércio ilegal de plantas e animais silvestres.
Sobre o tráfico ilegal de espécies silvestres, a pesquisa mostrou que o ano de 2011 foi um dos mais graves da década. O número de elefantes mortos, no ano passado, foi de dezenas de milhares, com um recorde de 668 rinocerontes abatidos em caça na África do Sul.
O Pnuma alertou que a pressa por acesso a recursos naturais e as mudanças ambientais podem interromper a hidrologia, ameaçar os ecossistemas, além de por em risco espécies e o modo tradicional de povos indígenas. E as ramificações destas ações vão além do Ártico, mas atingem todo o mundo.
O tema está sendo analisado também pelo chamado Conselho do Ártico que inclui Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos.
 
Casa do Papai Noel está à venda no polo Norte por 404.040 dólares com tudo incluído. A casa, que possui uma ótima vista, está sendo vendida devido ao derretimento do Ártico, em uma nova campanha do Greenpeace
 
 
 

Estudo da USP revela detalhes desconhecidos da família real brasileira

 

 Um ambicioso e inédito trabalho de exumação dos corpos de membros da família real brasileira pode ajudar a esclarecer várias dúvidas históricas que perseguem os personagens da época da independência do país. As descobertas do trabalho da Universidade de São Paulo mostram que, entre outras novidades, a Imperatriz Leopoldina, primeira mulher de D. Pedro I, não foi enterrada com joias preciosas, como caberia a uma monarca de um Brasil recém-independente. Ao falecer, em 1829, ela recebeu brincos feitos de resina. Bijuteria, em suma.
As revelações foram feitas pelo O Estado de S. Paulo. O jornal acompanhou o longo trabalho de dissertação de mestrado da arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
Com autorização dos descendentes da família real, pesquisadores levaram a cabo uma complexa operação de exumação das urnas funerárias de D. Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, e suas duas mulheres, Dona Leopoldina e Dona Amélia.

É a primeira vez que nomes tão relevantes para a história do país passam por tomografias e ressonância magnética, em estudo que permitirá analisar detalhes da vida de cada um a partir dos ossos e roupas encontradas na cripta, localizada no Parque da Independência, em São Paulo.
Os corpos foram exumados em momentos diferentes entre março e setembro do ano passado. O trabalho, no entanto, só tornou-se público hoje.
Foi na análise do único ornamento com o qual Dona Leopoldina foi enterrada, um par de brincos de ouro com gemas, que se descobriu que ele eram feitos de resina, segundo o Estado de S. Paulo, e não pedras preciosas.
Ela vestia a mesma roupa usada na coroação de Imperatriz do Brasil, em 1822.
Outra importante - e talvez mais relevante - descoberta feita pelo trabalho é sobre a causa da morte da primeira imperatriz brasileira. Alguns historiadores difundiram a versão de que ela teria sucumbido depois de um acesso de cólera por parte de D. Pedro I, em que ela teria sido jogada das escadarias da residência da família real, no Rio de Janeiro.
Não foi constatada, no entanto, nenhuma fratura em seus ossos, segundo os pesquisadores.
A segunda mulher A prova de que o Brasil precisa se reconciliar com seu passado histórico é que não se sabia, por exemplo, que Dona Amélia, segunda mulher de D. Pedro, foi enterrada mumificada.
Assim, foi uma surpresa para os pesquisadores - que passaram por uma complexa operação para transportar os restos mortais até o Hospital das Clínicas, em São Paulo - encontrar o corpo conservado, mais de 130 anos após sua morte, com órgãos preservados, além de cabelos e unhas.
Exame.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Frase


Grupo da ONU propõe plano para proteger Terra de asteroides

Um relatório entregue esta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa).
O relatório de 15 páginas ao qual a Efe teve acesso, se chama "Recomendações da Equipe de Ação sobre Objetos Próximos à Terra para uma Resposta Internacional à Ameaça de um Impacto", e foi elaborado por um grupo de trabalho criado em 2007 em Viena.
Atualmente são conhecidos cerca de 20 mil asteroides próximos à Terra, dos quais aproximadamente 300 são potencialmente perigosos, explica a Efe o diretor do grupo de trabalho que redigiu o documento, o mexicano Sergio Camacho.
Até 2020, o analista prevê que será detectado até meio milhão de asteroides próximos a nosso planeta graças à melhora da tecnologia de localização.
"São objetos que estão aí, mas não sabemos onde estão", ressalta.
No caso do asteroide DA14, de cerca de 40 metros de diâmetro, e que passará amanhã muito perto de nosso planeta, "se impactasse em Londres, por exemplo, provavelmente destruiria toda sua região metropolitana", destaca o analista.
"Ao contrário do que ocorre com os terremotos, os furacões e outros perigos naturais, em relação aos asteroides podemos fazer algo, sobretudo se os encontramos com muita antecipação", sustenta.
Assim, o documento considera "prudente e necessário" estabelecer critérios e planos de ação para não perder tempo em "debates prolongados" dado que uma missão espacial para desviar um asteroide requer de muito tempo e "o disponível antes do impacto previsto pode ser pouco".
Assim, recomenda-se estabelecer uma rede internacional para detectar os asteroides com um rumo de colisão com a Terra o mais rápido possível, e fixar claros procedimentos de atuação.
O relatório destaca que já existem os recursos financeiros para esta rede, mas que se requer de "um centro de troca de informações reconhecido internacionalmente".
Além disso, recomenda aos Estados com organismos espaciais "criar um grupo assessor para o planejamento de missões espaciais", que receberia o apoio da ONU em nome da comunidade internacional.
O grupo estaria encarregado de estudar fórmulas para "a defesa do planeta" com "uma capacidade de desvio eficaz".
Por último, o relatório recomenda estabelecer um planejamento e coordenação para responder a possíveis desastres no caso de não se poder detectar um impacto de asteroide pelas atuais limitações tecnológicas.
"Talvez não se possam detectar objetos de entre 30 e 300 metros de diâmetro nem de emitir alertas de impacto" a tempo, por isso é preciso contar com planos de resposta semelhantes a outros grandes desastres naturais, adverte.
O documento não menciona nenhum projeto concreto, como a Missão Don Quixote, um plano desenvolvido por empresas espanholas e selecionado pela Agência Espacial Europeia (ESA), que propõe o envio de duas sondas, uma para impactar contra o asteroide e outra para calcular se se conseguiu desviar a trajetória.
Camacho detalha à Efe que uma possível missão dependeria do tamanho, da velocidade e da proximidade do objeto espacial.
No caso de que o corpo espacial se descubra a tempo se lhe poderia acoplar um satélite artificial que variaria pouco a pouco seu rumo, enquanto outra modalidade seria que um veículo espacial impactasse contra o asteroide.
"E se não houver tempo, deveria se utilizar algum tipo de dispositivo nuclear" que explodisse cerca do asteroide para desviar ou desacelerar sua trajetória, mas sem fragmentá-lo.
Camacho considera que o custo econômico de desenvolver o plano de ação não deveria constituir um problema.
"Se se comparar o prejuízo que o impacto de um asteroide em uma zona urbana pode causar com o custo de um lançamento (espacial), não é nada", ressalta.
O documento ainda pode sofrer alterações antes de ser adotado, até o próximo dia 22, por uma subcomissão científica em Viena, e em junho, pela Comissão da ONU sobre a Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos.
Então será submetido a votação, em outubro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo detalha o especialista mexicano, que acredita que o documento não sofrerá grandes alterações.
Exame.com

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como o óleo de palma prejudica as florestas no mundo

 
Conhecido também como dendê, o óleo de palma é um dos óleos vegetais mais consumidos no mundo, com as mais diversas aplicações na indústria, desde frituras industriais, chocolates, massas, margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes e cosméticos até detergentes, sabões e sabonetes.
Ele faz parte da nossa vida mesmo que a gente não saiba, já que frequentemente é colocado nos rótulos como óleo vegetal, tornando difícil a sua identificação nos produtos direcionados ao consumidor final.
Uma de suas principais características é a alta produtividade. Um hectare da palmeira do dendê produz, em média, 5 toneladas de óleo – no caso da soja, esse número é de meia tonelada. Isso explica por que ele tem sido também cada vez mais utilizado na produção de biodiesel. A produtividade do dendezeiro permite a utilização, em igual produção, de seis a nove vezes menos terras do que as outras oleaginosas, segundo o site Biodieselbr.
O problemaO cenário parece promissor. Se o óleo é tão produtivo, onde está o problema?
O plantio da palma é considerado um dos maiores responsáveis por desmatamentos destrutivos dos tempos atuais. O custo, no final das contas, é muito alto. O ônus principal, claro, vai para os países que mais produzem, Indonésia e Malásia, e sacrificam suas florestas primárias e riquezas de biodiversidade em nome da renda adquirida com a exportação do produto para grandes corporações mundiais.
Dados de um artigo do site Ecologist, traduzido pelo site Nosso Futuro Comum, mostram que a demanda por óleo de palma dobrou na última década e deve dobrar novamente até 2020. Hoje, os dois países asiáticos respondem, juntos, por mais da metade do total de óleo no mundo. Tanta produção tende ao esgotamento. Estudos dão conta de que a Indonésia e a Malásia não terão mais terras cultiváveis daqui a dez anos.
Nestes países, as áreas de floresta são os últimos habitats remanescentes de animais ameaçados, como o tigre da Sumatra, o rinoceronte asiático e o orangotango.
Em 2010, o Greenpeace iniciou uma campanha mundial para protestar contra grandes corporações que compram óleo de palma de produtores que desmatam. A crítica é aos produtos da linha Dove, da Unilever:
Após repercussão da campanha, as empresas se compremeteram a excluir da sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem “plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento”.
Além de todos os problema decorrentes do desmatamento, muitas florestas estão localizadas sobre turfas – sumidouros de carbono natural que contém grandes reservas de gases de efeito estufa. “Os produtores de palma, pela queimada que fazem das copas da floresta e pela drenagem da turfa, inadvertidamente liberam este carbono estocado para a atmosfera”, explica o artigo do Ecologist. “Esquemas de certificação sustentável foram criados, mas os ecologistas cada vez mais questionam se realmente esta alternativa funciona”.
No BrasilPor aqui, o Governo Federal criou, em 2010, o Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil, baseado nas diretrizes de preservação de vegetação nativa, produção integrada à agricultura familiar e com ênfase em áreas degradadas da Amazônia Legal e na reconversão de áreas utilizadas para cana de açúcar.
O Zoneamento Agroecológico da Palma delimitou apenas áreas aptas em regiões que sofreram ação humana. Com a proibição do desmatamento de área de vegetação nativa para plantio em todo território nacional, o total de áreas aptas caiu de 232,8 milhões para 31, 8 milhões de hectares – em 96,3% do território nacional não é permitido plantar palma.
Mesmo com o programa, o plantio sustentável de palma pode gerar desmatamento indireto, como explica o Greenpeace. Isso porque o gradativo aumento da produção pode empurrar setores como gado e alimentos para cima de áreas cobertas com floresta.
Superinteressante.com

Cientistas alertam sobre fragilidade diante de tempestade solar

O mundo terá um aviso com antecedência de apenas 30 minutos quando a supertempestade solar mais forte desde 1859 atingir a Terra, revelam cientistas. Tempestades solares que mereçam esta classificação ocorrem a cada 200 anos. Como a última causou transtornos ao nosso planeta em 1859, os cientistas já se preparam para o evento, que poderia paralisar as redes de comunicações, incluindo GPS e telefones celulares.
A Academia Real de Engenharia da Grã-Bretanha disse que a explosão de radiação maciça é inevitável e que o governo deve criar um conselho de clima espacial. A entidade iria dirigir e supervisionar a estratégia do governo para lidar com a tempestade solar, a qual poderia provocar apagões, tirar de operação um em cada 10 satélites, além de interromper a navegação de aeronaves e outros meios de transporte. Embora eventos climáticos solares aconteçam em intervalos regular, a Terra não experimentou uma supertempestade desde o início da era espacial.
Na ocasião do último evento extremo, no século XIX, a Terra foi atingida por uma onda de partículas energéticas após uma grande explosão solar. A radiação causou faíscas em postes telegráficos e incêndios. Em todo o mundo, o céu noturno foi iluminado por efeitos semelhantes aos da aurora boral. Mas naquela época não havia satélites em órbita ou microchips sensíveis no caminho das partículas.
A supertempestade solar teria sido letal para os astronautas da Missão Apollo, caso tivesse ocorrido quando eles estavam na Lua.
Atualmente, um satélite já envelhecido, chamado Advanced Composition Explorer (ACE), fornece, com cerca de 15 minutos antecedência, um aviso de Ejeção de Massa Coronal - uma enorme nuvem de plasma de partículas carregadas, a mais perigosa durante uma tempestade solar.
Os cientistas estão preocupados com o que vai acontecer se o Ace falhar. A substituição de Ace, chamado Discover, deve ser lançado pela agência espacial americana, a Nasa, apenas no ano que vem.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

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Como defender o planeta dos asteroides

No final da tarde desta sexta-feira, o asteroide 2012 DA14 passou raspando pela Terra. O corpo de 45 metros de diâmetro  passou a apenas 27.700 quilômetros da superfície do planeta, chegando a invadir a órbita de alguns satélites. Desde que esse tipo de medição é realizada, é a primeira vez que um objeto desse tamanho passa tão perto. Por sorte, os cientistas já sabem que não há nenhum risco de colisão. Mesmo assim, uma passagem tão próxima pegou os astrônomos de surpresa — eles sabem do evento há cerca de apenas um ano — e serve para lembrar que a Terra está localizada em uma espécie de campo minado galáctico, cercada por todos os lados por asteroides e cometas imensos. Enquanto isso, a humanidade parece dar os primeiros passos para garantir um futuro diferente dos dinossauros — extintos após a queda de um meteorito há 66 milhões de anos.
O asteroide 2012 DA14 tem uma órbita de 368 dias em torno do sol, muito similar à da Terra, o que garante que os dois astros se encontrem pelo menos uma vez a cada ano. Desta vez, o momento de maior proximidade entre os dois corpos se dará às 17h24 desta sexta-feira, quando o asteroide sobrevoará o Oceano Índico, próximo da ilha de Sumatra. Nessa hora, ele estará mais baixo que os satélites em órbita geoestacionária, como os de televisão e geolocalização — mas ainda estará acima de todos os outros. Sua distância da Terra será apenas um décimo da que separa o planeta da Lua.
Mesmo com toda essa proximidade, ele foi descoberto somente no dia 23 de fevereiro do ano passado, por astrônomos do La Sagra Sky Survey, um observatório localizado no sul da Espanha. Como ele, existem muitos outros asteroides. Os astrônomos preveem que existam pelo menos 500.000 outros de mesmo tamanho com órbitas próximas à Terra, mas só foram capazes de localizar 1% deles.
A verdade é que a Terra está sendo bombardeada por rochas espaciais a todo o momento. Quando são muito pequenas, se desfazem na atmosfera — são as estrelas cadentes. "Blocos um pouco maiores também entram constantemente no planeta. Na grande maioria das vezes, caem em áreas desabitadas, como desertos, florestas e mares e passam despercebidos", diz Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia da Universidade de São Paulo. O problema é quando o asteroide tem algumas dezenas de metros — o impacto seria devastador.
Meteorito russo – Os astrônomos já conhecem a rota do asteroide 2012 DA14 e sabem que ele não vai chegar a tocar o planeta. No entanto, se ele caísse na Terra, a destruição seria enorme. O impacto liberaria aproximadamente 2,5 megatons de energia na atmosfera, cerca de 200 vezes a energia liberada pela bomba de Hiroshima, causando devastação regional.
Os cientistas comparam as consequências desse impacto imaginário ao causado por um meteorito que caiu na Sibéria em 1908, no que ficou conhecido como Evento de Tunguska. Ele era um pouco menor que o 2012 DA14 — não passava dos 40 metros — mas destruiu cerca de 1.200 quilômetros quadrados de floresta. "O asteroide devastou completamente a região, que era inóspita. Ele não chegou a atingir o solo, se desintegrou no ar. Mas a desintegração foi tão violenta que a onda de choque e calor queimou as árvores em volta. Se caísse em uma região densamente povoada, a destruição iria ser brutal", diz Enos Picazzio.
Para calcular o impacto de um asteroide na Terra, os cientistas precisam levar uma série de variáveis em conta. Seu grau de ameaça pode variar conforme o tamanho, a área que atingir, sua composição e velocidade no espaço. “Toda a energia cinética do asteroide é transferida para o solo – é isso que causa o estrago. A energia dissipada por uma colisão dessas é maior do que qualquer coisa criada pelos homens. Para se ter uma ideia, um corpo desses pode colidir com a Terra a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo. Se alguém visse um asteroide passando na altura de um avião, levaria menos de um segundo para ele bater contra a superfície”, diz Enos Picazzio.
Um estudo de 1994, publicado por cientistas da NASA na revista Nature, tentou levar essas variáveis em conta e fazer uma média dos danos causados pelo impacto de um meteorito. Segundo os cálculos, asteroides com mais de 50 metros caem na Terra com uma frequência de entre 250 e 500 anos, causando em média cinco mil mortes. Objetos com mais de um quilômetro, caem a cada um milhão de anos e podem causar um bilhão de mortes. Já os corpos com mais de seis quilômetros, capazes de causar extinções em massa como a que matou os dinossauros, caem a cada 100 milhões de anos. Mesmo raros, esses eventos são muito perigosos, e chamaram atenção da comunidade científica, que já começou a pensar em como se defender.


Catálogo espacial – Os cientistas dizem que antes que se possa desenvolver uma estratégia para se proteger dos meteoritos, é importante saber quantos cometas e asteroides ameaçam a Terra. Antes de desenvolver tecnologias de defesa, eles dizem que precisam saber do que, quando e onde se defender.
Uma série de times de astrônomos, amadores e profissionais, ajudam a vasculhar os céus ao redor do mundo. Os grupos mais importantes são mantidos por Universidades, como o MIT ou a Universidade do Arizona, e pela NASA. Ao localizar algum corpo novo, eles enviam as informações para o Minor Planet Center, um centro financiado pela NASA que visa manter um banco de dados com todos os objetos já descobertos.
Por causa de seu tamanho, os objetos maiores são os mais fáceis de serem descobertos, e a chance de um deles colidir com a Terra nas próximas décadas está praticamente descartada. "Praticamente todos os asteroides com mais de um quilômetros são conhecidos. O problema surge quando começamos a procurar por objetos menores", diz Enos. Até agora, já foram catalogados 9.688 objetos. Desses, os pesquisadores consideram que 1.377 mereçam observação constante, por terem rotas potencialmente perigosas.
Para descobrir se a aproximação de uma objeto é realmente preocupante, os pesquisadores desenvolveram uma escala que mistura seu potencial de destruição com a probabilidade de atingir a Terra. A Escala de Torino classifica os asteroides de zero a dez, onde o zero representa nenhuma chance de colisão com o planeta e o dez representa certeza de catástrofe global. Entre os objetos encontrados até hoje, apenas um deles foi avaliado com uma nota um — todos os outros receberam a pontuação zero. Isso dá tempo para que os cientistas se antecipem.
Primeira defesa da Terra — Existem duas estratégias para afastar cometas, asteroides ou objetos potencialmente perigosos. Uma delas pressupõe que o objeto seja detectado décadas antes de chegar na Terra, e os cientistas tenham bastante tempo para agir. Nesse caso, bastaria lançar em sua direção algum dispositivo que altere sua rota aos poucos. Sem nenhum grande impacto, na data projetada, ele irá errar o planeta. "Já levantaram a possibilidade de lançar uma pequena nave que grudaria no asteroide. Com a força de seus foguetes, ela o empurraria para fora de seu caminho. Outros pesquisadores pensaram em lançar ao espaço pequenas naves com espelhos ou laseres, que com seus raios de luz poderiam, muito lentamente, tirar o objeto de órbita", diz Enos Picazzio.
O pesquisador também cita a possibilidade de, em um futuro mais distante, a humanidade desenvolver uma espécie de sistema de patrulhamento espacial. Ele descreve uma série de naves no espaço entre Marte e a Terra que, assim que detectassem um asteroide potencialmente perigos, mudassem sua direção.
No entanto, também existe uma possibilidade mais perigosa, que a aproximação surpresa do 2012 DA14 trouxe à tona: um asteroide ser descoberto na última hora, deixando pouquíssimo tempo de reação. Nesse caso, a única solução pode ser a bomba atômica. Apenas uma explosão de grande magnitude poderia mudar a direção de um grande corpo vindo em direção à Terra com tempo de colisão de menos de dez anos.
Uma equipe da Universidade Estadual do Iowa, nos Estados Unidos, deu início ao Centro de Pesquisas de Desvio de Asteroides. Ali, eles estudam uma série de alternativas para defender a Terra. O enfoque atual dos pesquisadores, no entanto, é nas técnicas que usam bomba atômica, pois estão mais perto de ficar prontas e podem ser usadas rapidamente em caso de emergência – eles calculam que poderão testar a tecnologia em cinco anos. "Se tivermos um tempo muito pequeno de ação, podemos usar a tecnologia em menos de dois anos. Vamos precisar de um ano para projetar e construir os sistemas, e mais alguns meses para a nave atingir o alvo. Se descobríssemos que haveria um impacto em 2015, conseguiríamos estar preparados", disse o engenheiro aeroespacial Bong Wie, responsável pelo projeto, em entrevista.
A estratégia desenvolvida pelo pesquisador é usar um dispositivo composto de duas cargas principais. A primeira abre um rombo no asteroide. A segunda entra na cratera e explode o corpo a partir de dentro, o que pode garantir uma explosão ate vinte vezes mais eficaz do que uma na superfície. O projeto recebeu um financiamento de 100.000 dólares da NASA. "Parece que, de modo devagar, os governos estão começando a considerar seriamente esse problema. A NASA e as agencias espaciais europeias estão começando a dar algum dinheiro para esse tipo de pesquisa", diz Bong Wie.
Pouco a pouco, a humanidade parece estar montando as primeiras estratégias de defesa que podem garantir seu futuro na Terra. "Conforme aumentamos nosso conhecimento e dominando novas tecnologias, começamos a aumentar nossas condições de sobrevivência. Isso faz parte da evolução da sociedade humana”, diz Picazzio. Como todos os astrônomos sabem, é apenas questões de tempo – mesmo que sejam bilhões de anos – para que a Terra volte a ser atingida por um asteroide causador de grandes extinções. A intenção dos cientistas é que ela esteja preparada.
 
Veja.com
 

Asteroide se afasta da Terra sem causar danos

O asteroide 2012 DA14 passou à mais curta distância já registrada da Terra às 17h24 (horário de Brasília) desta sexta-feira. Apesar de ter passando "raspando" - em termos astronômicos - pelo planeta, distante apenas cerca de 28 mil km, o corpo celeste não provocou danos. Havia o temor de que o asteroide colidisse com algum satélite comercial, já que a trajetória foi tão próxima que ultrapassou a órbita geoestacionária, onde está localizada a maioria dos satélites artificiais de comunicações e de televisão.
Se um asteroide com essa dimensão colidisse com o planeta, liberaria 2,5 megatons de energia e provocaria uma devastação regional, de acordo com a Nasa. Conforme a agência espacial americana, asteroides desse tamanho passam assim tão perto da Terra a cada 40 anos e, em média, um deve atingir o planeta a cada 1,2 mil anos.
A passagem do asteroide foi acompanhada de perto depois que um meteorito caiu na Rússia e deixou 950 feridos, causando pânico entre a população. No entanto, as agências espaciais europeia e norte-americana descartaram qualquer relação entre o asteroide denominado 2012 DA14 e o meteorito chamado de "Bólido de Chelyabinsk".
A queda de meteoritos é um fenômeno que ocorre uma vez ao ano, mas normalmente passa despercebido porque costuma ocorrer no deserto ou em outras áreas não povoadas. O fato registrado hoje na região russa de Cheliabinsk, nos montes Urais, é o acidente de maiores consequências causado por um corpo celeste na Terra nos últimos anos.
O asteroide foi descoberto no ano passado. Uma equipe do La Sagra Sky Survey, no Observatório Astronômico de Mallorca, na Espanha, identificou o bólido no dia 23 de fevereiro de 2012. A observação foi repassada ao Minor Planet Center, onde registros de todos os observatórios são guardados. Além do DA14, outros corpos passarão perto do planeta este ano.
 
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Asteroide de 45 metros passará perto da Terra amanhã à tarde

A Nasa divulgou na noite desta quinta-feira as primeiras imagens do asteroide que deve passar amanhã a apenas 27.860 quilômetros da Terra, a maior aproximação registrada de um objeto cósmico perigoso a nosso planeta.
Em seu site, a agência espacial americana postou uma sequência animada em preto e branco formada por três imagens nas quais se pode ver o percurso do asteroide, quando este ainda se encontra a 748.000 quilômetros da Terra.
A sequência foi criada por astrônomos do observatório Remanzacco, na Itália, a partir de imagens feitas por controle remoto pelo telescópio Faulkes South, em Siding Springs (Austrália), informou a agência espacial.
O asteroide foi detectado por astrônomos filiados ao observatório de Sagra (Mallorca, Espanha) há um ano, quando estava a 4,3 milhões de quilômetros da Terra, e se aproxima de nosso planeta a 28.100 quilômetros por hora.

Asteróide 2012 DA14 vai passar mais perto que satélite da Terra em fever...


Acelerador de partículas LHC fecha para manutenção por dois anos

 
O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) anunciou nesta quinta-feira que seu principal equipamento passará por uma grande manutenção técnica e ficará dois anos sem funcionar. O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é um acelerador de partículas que funciona nem túnel subterrâneo de 27 km na fronteira da França com a Suíça. As experiências feitas no local servem para testar teorias da física de partículas. Em julho do ano passado, foi confirmada a existência de uma partícula que nunca havia sido detectado, e cujas características indicam que ela possa ser o bóson de Higgs, apelidado de "partícula de Deus".
A descoberta teve grande impacto na física, pois sua existência era a melhor explicação disponível para explicar o surgimento da massa. Os trabalhos de manutenção no LHC consistirão, entre outros complexos procedimentos, em voltar a efetuar as interconexões entre os ímãs do acelerador para que, quando for ligado novamente em 2015, ele possa funcionar a uma energia de colisão de 14 TeV (teraelétrons-volt ou trilhões de elétrons-volt). Neste nível de energia -- muito acima dos 8 TeV que alcançava ultimamente -- o experimento será capaz de confirmar com total certeza científica que essa nova partícula corresponde à de Higgs.
Além disso, essa complexa manutenção abriria porta para novas descobertas em relação às partículas elementares e à chamada "matéria escura", que supostamente constitui cerca de 84% do universo, de acordo com a teoria vigente. A passagem prévia à desativação do LHC foi realizada nesta quinta, quando uma equipe do Centro de Controle do Cern extraiu os últimos feixes de prótons do anel do acelerador. O acelerador foi criado em 2008 para colidir feixes de prótons ou íons pesados lançados em direções opostas, com choques que foram capazes de gerar intensidades de energia sem precedentes e que -- após uma avaria inicial, que obrigou os cientistas a interromper seu funcionamento em dez meses entre 2008 e 2009 --, superou as expectativas dos cientistas.
"Temos todas as razões para estar muito satisfeitos com os primeiros três anos de exploração do LHC", comentou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, ao comunicar sua paralisação. A máquina, os experimentos, as instalações informáticas e todas as infraestruturas funcionaram extremamente bem e agora temos um descobrimento cientifico maior em nosso ativo", acrescentou. O acelerador deverá ser posto novamente em funcionamento em 2015, indicou o organismo cientifico, sem especificar o mês exato.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Frase


OSCAR comemora os 85 anos com pôster

O artista Olly Moss foi o responsável pela difícil tarefa de criar um pôster em comemoração aos 85 anos da premiação. Na imagem, ele exibe todos os vencedores da categoria Melhor Filme representados no formato da famosa estatueta. - Cada figura possui o ano de exibição (nos EUA) do filme e não o ano da cerimônia de entrega. Abaixo, estatuetas de alguns dos vencedores e respectivas datas de premiação.

 
O Artista, filme exibido em 2011 e premiado em 2012
 
O Poderoso Chefão - Parte II, filme exibido em 1974 e premiado em 1975
 
Chicago, filme exibido em 2002 e premiado em 2003.
Dança com Lobos, filme exibido em 1990 e premiado em 1991
 
Beleza Americana, filme exibido em 1999 e premiado em 2000
 
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, filme exibido em 2003 e premiado em 2004
 
Rocky - Um Lutador, filme exibido em 1976 e premiado em 1977
 
Casablanca, filme exibido em 1943 e premiado em 1944
 
O Gladiador, filme exibido em 2000 e premiado em 2001
Minha Bela Dama, filme exibido em 1964 e premiado em 1965
 
Forrest Gump - O Contador de Histórias, filme exibido em 1994 e premiado em 1995
Guerra ao Terror, filme exibido em 2009 e premiado em 2010
 
Onde os Fracos não Têm Vez, filme exibido em 2007 e premiado em 2008
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, filme exibido em 1977 e premiado em 1978
 
Conduzindo Miss Daisy, filme exibido em 1989 e premiado em 1990
A Lista de Schindler, filme exibido em 1993 e premiado em 1994
 
...E o Vento Levou, filme exibido em 1939 e premiado em 1940
 
Titanic, filme exibido em 1997 e premiado em 1998
Menina de Ouro, filme exibido em 2004 e premiado em 2005
 
A Volta ao Mundo em 80 Dias, filme exibido em 1956 e premiado em 1957
 
Shakespeare Apaixonado, filme exibido em 1998 e premiado em 1999
National Geographic
 
 
 
 
 
 
 

Engorda, mas não é comida

Você controla com rigor sua alimentação e vai à academia quase todo dia. Mesmo assim, o ponteiro da balança resiste em baixar ou, pior, decide acusar alguns quilos a mais. Se queria uma explicação definitiva para esse dilema, talvez se sinta meio perdido com a resposta da ciência: o mundo moderno conspira das mais diversas formas para que você engorde. Há uma porção de elementos escondidos em nosso dia a dia — presentes em embalagens de alimentos, remédios e até nos tubos de PVC da rede de encanamento — que contribuem, sem que a gente se dê conta, com o ganho de peso. É o que defende Bruce Blumberg, professor de bioengenharia da Universidade da Califórnia, nos EUA, e criador do termo “obesogênicos”, que é como ele chama as substâncias com o poder de incitar o corpo a acumular gordura.
        De acordo com a teoria e os experimentos do especialista, os obesogênicos estimulam a retenção de banha por duas vias. Eles induzem os adipócitos, as células de gordura, a ficarem literalmente mais gulosos e gordos, ou desregulam regiões do cérebro que controlam nossa saciedade e preferências alimentares. Células obesas em larga escala e vontade desenfreada de comer são fenômenos que ganham forma na frente do espelho: a barriga cresce, a camiseta e a calça ficam justas...
Onde eles estariam? No teflon da panela, no já citado PVC e em alguns tipos de embalagem plástica de alimentos (como salsichas e bebidas industrializadas), por exemplo. No caso dos plásticos, o problema é que muitos deles contêm bisfenol-A, uma substância reconhecida por dar volume às células adiposas. Por seus riscos à saúde, ele foi banido em diversos países e, no Brasil, proibido no ano passado — as empresas têm até o fim deste ano para abolirem o ingrediente de vez de garrafas, mamadeiras e outros recipientes. Os obesogênicos ainda estão presentes em pesticidas usados nas plantações — por isso, sem querer, eles permanecem em vegetais que chegam às nossas mesas — e na fórmula de alguns medicamentos contra diabete e depressão.
“De 1980 para cá vivenciamos uma epidemia de obesidade. Sim, estamos comendo mais e vivemos mais sedentariamente, mas existem outros fatores coadjuvantes, como as substâncias obesogênicas, e não podemos desprezá-los”, analisa o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Universidade de São Paulo. Os cientistas avaliam agora qual a influência desses inimigos invisíveis na nossa propensão a engordar. Provavelmente, seu peso é menor do que o do estilo de vida em si. Até agora, e pesquisa nenhuma provou o contrário, a melhor forma de erradicar quilos extras continua sendo moderar na alimentação e praticar atividade física regularmente.
        Fique sabendo, porém, que existem outros fatores, alguns deles associados aos nossos hábitos, que prestam contas à expansão ou à redução da barriga — e nesses, felizmente, podemos mesmo meter o bedelho. Estamos falando do sono, da exposição ao sol e à poluição...
        O impacto dessas substâncias no organismo pode ser até mais sério. “Observamos, em animais expostos a determinados agentes químicos, que até mesmo células-tronco, capazes de se diferenciar em vários tecidos, acabam se transformando em adipócitos”, conta Blumberg. Com um número maior de células de gordura, é altíssima a probabilidade de o animal virar obeso. Blumberg acredita, aliás, que algo semelhante ocorra no corpo humano. Apesar de não estarmos expostos tão diretamente a esses compostos como cobaias de laboratório, uma série de produtos com os quais temos contato diariamente apresenta itens obesogênicos em sua composição.
Onde eles estariam? No teflon da panela, no já citado PVC e em alguns tipos de embalagem plástica de alimentos (como salsichas e bebidas industrializadas), por exemplo. No caso dos plásticos, o problema é que muitos deles contêm bisfenol-A, uma substância reconhecida por dar volume às células adiposas. Por seus riscos à saúde, ele foi banido em diversos países e, no Brasil, proibido no ano passado — as empresas têm até o fim deste ano para abolirem o ingrediente de vez de garrafas, mamadeiras e outros recipientes. Os obesogênicos ainda estão presentes em pesticidas usados nas plantações — por isso, sem querer, eles permanecem em vegetais que chegam às nossas mesas — e na fórmula de alguns medicamentos contra diabete e depressão.
“De 1980 para cá vivenciamos uma epidemia de obesidade. Sim, estamos comendo mais e vivemos mais sedentariamente, mas existem outros fatores coadjuvantes, como as substâncias obesogênicas, e não podemos desprezá-los”, analisa o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Universidade de São Paulo. Os cientistas avaliam agora qual a influência desses inimigos invisíveis na nossa propensão a engordar. Provavelmente, seu peso é menor do que o do estilo de vida em si. Até agora, e pesquisa nenhuma provou o contrário, a melhor forma de erradicar quilos extras continua sendo moderar na alimentação e praticar atividade física regularmente.
        Fique sabendo, porém, que existem outros fatores, alguns deles associados aos nossos hábitos, que prestam contas à expansão ou à redução da barriga — e nesses, felizmente, podemos mesmo meter o bedelho. Estamos falando do sono, da exposição ao sol e à poluição... GALILEU foi apurar de que forma e até que ponto eles também repercutem no número da balança.
 
PRIVAÇÃO DE SONO
 
Aquele conselho que a gente ouve na infância tem sua validade científica. Um estudo da Faculdade de Enfermagem de Harvard analisou 60 mil mulheres durante 16 anos. No início da avaliação, nenhuma se encontrava acima do peso. Terminada a pesquisa, concluiu-se que quem dormia menos de 7 horas por noite engordou 30% a mais do que as voluntárias que repousaram por mais tempo. “Privar-se de sono altera o funcionamento do hormônio regulador do apetite, a leptina, o que nos faz ter mais fome”, justifica a endocrinologista Claudia Chang, do Instituto Superior de Medicina, em São Paulo. Além disso, pessoas que fogem do travesseiro ficam cansadas e têm menos vontade de se movimentar e queimar calorias. O estudo americano ainda revelou que não dormir o suficiente altera nosso padrão alimentar logo no dia seguinte. Quem deixa de descansar tende a escolher comidas mais gordurosas e ingere, em média, 30% a mais de calorias. Sem falar que as madrugadas em claro inspiram ataques à geladeira. Não é preciso banir uma noitada no final de semana. O problema é tornar a privação de sono parte da rotina.
 
FLORA INTESTINAL
As espécies e a concentração de microorganismos da flora intestinal influenciam nossa propensão a entrar no time dos gordinhos. O motivo ainda não está claro, mas é fato que magros e obesos têm floras distintas — os cientistas já notaram diferenças até entre suas fezes. “Algumas bactérias encontradas no intestino de obesos são capazes de transformar mais produtos da nossa digestão em energia”, diz o biomédico Bruno de Melo Carvalho, da Universidade Estadual de Campinas. O problema é que esses substratos liberados pelos micro-organismos podem acabar convertidos em gordura. Aliás, está na flora uma das explicações para o fato de crianças nascidas de cesariana enfrentarem um maior risco de se tornarem obesas se comparadas às que vêm ao mundo por parto normal. Ao passar pela vagina da mãe, o bebê entra em contato com mais bactérias, que colonizam o intestino do recém-nascido e estabelecem uma flora em ordem e menos glutona.

VÍRUS
 

 

 O adenovírus Adv 36 é conhecido por provocar resfriados e infecções oculares em seres humanos. Mas uma investigação do Centro de Pesquisa Biomédica de Pennington, nos Estados Unidos, o apontou como um possível causador de aumento de peso. “Os cientistas encontraram maiores níveis de anticorpos associados a esse vírus em obesos”, explica Alfredo Halpern. Isso sugere que eles contraíram o Adv 36 e, como efeito colateral, seu corpo passou a estocar mais gordura — algo já comprovado em galinhas e macacos. Ainda não se sabe, porém, o impacto da “infectobesidade” em humanos. Diante da dúvida, fique longe de quem está espirrando.

 
POLUIÇÃO
 
Você vive em uma cidade grande? Se a resposta é “sim”, lamentamos: suas chances de passar para o tamanho GG também são maiores. É o que aponta uma pesquisa divulgada pelo Hospital Universitário de Glostrup, na Dinamarca, depois de monitorar por 22 anos mais de mil cidadãos. Os médicos dinamarqueses acusam certos poluentes e níveis mais altos de dióxido de carbono (CO2) de desregularem os mecanismos de acúmulo de gordura e controle do apetite. Eles descobriram que tanto magros como gordinhos estavam ganhando um pouco de peso e isso estava relacionado com o expressivo aumento na concentração de CO2 na atmosfera. Esse gás teria a capacidade de atrapalhar, lá no cérebro, a ação da orexina, um hormônio que ajuda a regular a saciedade e o gasto de energia. A mesma equipe de pesquisadores expôs, em outro experimento recente, 3 voluntários a quantidades crescentes de CO2 — chegando a 350 partes por milhão, o limite do que seria suportável — e outros 3 a um ar mais limpo. Depois de 7 horas, todo mundo foi autorizado a matar a fome. E não é que os indivíduos com maior concentração de gás carbônico no sangue comeram 6% a mais do que o restante!
 
PARTO E AMAMENTAÇÃO
Quando uma criança nasce abaixo do peso ideal, seu organismo franzino precisa se esforçar para se desenvolver direito. Nesse processo, ele entende que deve armazenar muita energia a fim de sobreviver. O corpo do bebê pequeno — que muitas vezes é prematuro — passa a estocar uma maior quantidade de calorias fornecidas pelo leite materno ou por outras fontes e não há melhor jeito de guardar essa energia toda do que na forma de gordura. É uma ironia: a criança que nasce magrinha tem, sobretudo na infância e adolescência, uma maior probabilidade de ficar gorda. Haveria uma estratégia para minimizar esse risco. A amamentação parece exercer, segundo novos estudos, um efeito antiobesidade para o recém-nascido. O leite humano possui substâncias que regulam o metabolismo e o apetite do bebê, algo essencial para que ele aprenda, desde os primeiros meses de vida, a ficar saciado sem exageros.
 
FALTA DE SOL
Nos últimos anos, estudos provaram que pessoas obesas apresentam menores níveis de vitamina D — substância fabricada quando a gente fica sob o sol — do que aquelas em paz com a balança. “Ainda não sabemos se isso é apenas uma associação fortuita ou realmente uma relação de causa e efeito”, analisa a endocrinologista Claudia Chang. Segundo a médica, a vitamina D é facilmente dissolvida em gordura. Se o corpo tem reservas gordurosas demais, a concentração da substância despenca, o que justificaria sua deficiência entre os gorduchos. Investigada por participar de diversos processos fisiológicos e proteger o organismo de osteoporose e doenças cardiovasculares, a vitamina D ainda parece potencializar a ação da insulina, o hormônio que permite às nossas células recarregar sua cota de energia. “Se o corpo não tem níveis suficientes dessa vitamina, se sente forçado a produzir mais insulina e essa sobrecarga resulta em ganho de peso”, diz Claudia. Tomar banhos de sol diários de cerca de 15 minutos tende a suprir a demanda — além do bronzeado, o peso agradece.
 
CLIMATIZAÇÃO
 
 
 O ar-condicionado está no carro, no trem, no escritório... e, apesar do refresco em dias quentes, pode ajudar a encher os pneus na cintura. É que, em um ambiente sem climatização, o corpo precisa regular sozinho sua temperatura interna e, assim, queima gordura.
Quando o clima fica agradável o tempo todo, o organismo não se estressa e deixa de torrar calorias. Segundo o médico Alfredo Halpern, da USP, o gasto é ainda maior quando está frio e o corpo precisa se esquentar. Por isso, se pretende perder peso no inverno, desligue o aquecedor

Galileu.com

Mapa inédito da NASA mostra rios de gelo na Antártica

 
 É fato conhecido pelos montanhistas, esquiadores e exploradores que o gelo das montanhas e regiões polares flui das áreas mais altas para as mais baixas. Agora, pela primeira vez, um mapa da Antártica elaborado pela NASA mostra em detalhes a direção e a velocidade desse movimento no continente.
Os glaciares antárticos fluem milhares de quilômetros do interior do continente ao oceano, até se fragmentarem em icebergs e derreterem. O gelo é mais estável nas cristas das cadeias montanhosas. Nelas, a velocidade pode ser inferior a um metro por ano. A situação oposta é vista nas banquisas – as extensões congeladas sobre o mar. Nessas áreas, o gelo chega a se mover mais de um quilômetro por ano.
“É como ver o mapa de todas as correntes marítimas pela primeira vez. Isso traz uma mudança importante na glaciologia”, diz, num comunicado da NASA, Eric Rignot, um dos responsáveis pelo projeto. “Estamos vendo um fluxo impressionante de gelo que vem do coração do continente Antártico e que nunca havia sido descrito antes”.
Para montar o mapa, uma equipe da NASA trabalhou com dados coletados por satélites de vários países. Agora, essas informações poderão ser usadas para prever coisas como a alteração no nível dos oceanos provocada pelo derretimento do gelo antártico em consequência do aquecimento global.
Exame.com 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Frase


10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

Em janeiro, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas sociais e políticas.             
É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.
Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução - e guardam
Em janeiro, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas sociais e políticas.
É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.
Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução - e guardam
Vários produtos GM já estão nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores - apesar da (discreta) rotulagem obrigatória, no Brasil e na UE, de produtos com até 1% de componentes transgênicos.
lista com 10 produtos e derivados que busca revelar como os transgênicos entraram, estão tentando ou mesmo falharam na tentativa de entrar na cadeia alimentar.
Milho Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos – amido, glucose – usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.
O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicos são proibidos para consumo – exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.
Óleos de cozinhaOs óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas – e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial – chegam às prateleiras com a reputação “manchada” mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.
Soja
No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas – uma delas também é resistente a insetos.
Mamão papaya Os Estados Unidos são o maior importador de papaya do mundo – a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam a papaya local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaya do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.
QueijoAqui não se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos – um procedimento custoso e "cruel". Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses micro-organismos são mortos. A quimosina resultante deste processo - e que depois é inserida no soro do queijo – é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina - que não é um OGM, é um produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.
Pãos, bolos e biscoitos Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.
Abobrinha Seis variedades de abobrinha resistentes a três tipos de vírus são plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canada. Ela não é vendida no Brasil ou na Europa.
Arroz
Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães. O "arroz dourado", com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.
Feijão
A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros - livre de royalties – em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.
SalmãoApós a aprovação prévia da FDA, o público e instituições americanos têm um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salmão geneticamente modificado para crescer mais rápido. Em seguida, a agência analisará os comentários para decidir se submete o produto a uma nova rodada de análises ou se o aprova de vez. Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, disse à BBC Brasil que tem acompanhado o caso do salmão "com interesse", e que não tem dúvidas sobre sua segurança para consumo humano. "A dúvida é em relação ao impacto no meio ambiente. (Mesmo criado em cativeiro) O salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente são baixas, mas não são zero...na natureza não existe o zero".
E estes não deram certo...
A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida útil após a colheita, o "Flavr Savr tomato". Ele começou a ser vendida em 94, mas sua produção foi encerrada em 97, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto. O tomate, mais caro e de pouco apelo ao consumidor, não emplacou. O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas, lançada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato. Apesar de boas perspectivas iniciais, ele não se mostrou economicamente rentável o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001.
Folha.com