segunda-feira, 11 de março de 2013

União Europeia proibe venda de cosméticos com ingredientes testados em animais

União Europeia baniu a venda de novos cosméticos contendo ingredientes testados em animais, com efeito imediato nesta segunda-feira (11).
Os grupos de defesa dos animais comemoraram a medida, mas representantes da indústria, que movimenta cerca de R$80 bilhões, afirmou que a proibição frearia a inovação do setor.
Além disso, embora a proibição vá salvar a medida de milhares de animais como cachorros, coelhos e porcos-da-índia, os efeitos para o consumidor não serão imediatamente notados, porque os produtos que contêm ingredientes que foram testados em animais antes da medida continuarão à venda.
A Comisssão Europeia afirmou que a decisão "está alinhada com o que muitos cidadãos europeus acreditam: que o desenvolvimento de produtos cosméticos não precisa ser feito com testes em animais".
O bloco econômico proíbe testes em animais de cosméticos prontos desde 2004, mas a proibição de testes de ingredientes em animais só foi proposta há quatro anos, mas deixou brechas para alguns procedimentos, após a resistência dos fabricantes.             
Os mercados americano e asiático ainda não têm medidas similares.
Gruupos como a Humane Society International celebrou a decisão, como um passo para acabar com o sofrimento animal, dizendo que a União Europeia se tornou "o maior mercado mundial de cosméticos livres de crueldade". Segundo Kathy Guillermo, vice-presidente da divisão de investigação de laboratórios da ONG Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), a proibição progressiva dos testes "abriu caminho para uma nova era de ciência sem animais" na Europa.
Mas representantes do setor alertam que a proibição veio cedo demais, porque ainda não existem alternativas para alguns testes específicos, sem os quais não é possível garantir a segurança de todos os ingredientes.
Mas a Comissão Europeia afirmou que deverá levar o tema com seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, para promover a universalização da proibição. "A Comissão fara deste tema uma parte integral de sua agenda e cooperação internacional," disse em comunicado.
Novos cosméticos produzidos fora da Europa contendo ingredientes testados em animais ainda podem ser vendidos na Europa, desde que seus fabricantes consigam provar sua segurança à UE sem usar dados fornecidos por estes testes. E a proobição não valerá para ingredientes considerados farmacêuticos e não cosméticos, por estarem sob leis diferentes.
IGCiência

Chile inaugura observatório em busca da origem do Universo

Um revolucionário observatório astronômico, que permitirá revelar segredos do cosmo e poderá abrir os olhos da ciência para a origem do Universo e da vida, será inaugurado esta quarta-feira no Deserto do Atacama, norte do Chile, após mais de uma década de construção.
O grande conjunto de radiotelescópios Alma (na sigla em inglês), que atua como um telescópio gigante, é o mais ambicioso projeto astronômico do mundo e será instalado na Planície de Chajnantor, a mais de 5.000 metros de altitude, em pleno deserto do Atacama, o mais árido do mundo e com atmosfera semelhante à de Marte.
O observatório Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, em inglês, ou Grande Conjunto milimétrico/submilimétrico do Atacama) começa a funcionar após mais de dez anos de construção, da qual participaram instituições de Estados Unidos, Japão e Europa, e com um investimento de mais de 600 milhões de dólares.
Ele observará a luz invisível ao olho humano, em comprimentos de onda milimétricas e submilimétricas 1.000 vezes mais compridas do que as ondas de luz visível, o que permite atravessar densas nuvens de poeira cósmica e chegar à parte mais lonquínqua (antiga) e fria do Universo.
Com 66 antenas que podem agir em uníssono, o Alma pode operar com um único telescópio ou antena de 16 km de diâmetro.
"O (observatório) Alma será uma revolução. Nos permitirá ver com mais profundidade e de forma mais nítida e isto transformará completamente nossa visão de parte do Universo", explicou à AFP Massimo Tarengui, representante do Observatório Europeu Austral (ESO), que integra o projeto.
"Encontraremos tantas coisas desconhecidas que haverá uma revolução total", assegurou.
Depois do Big Bang, a grande explosão que acredita-se que tenha dado origem ao Universo, a luz que emergiu foi desaparecendo ou apagando. Havia apenas gases, principalmente hidrogênio, um pouco de hélio, traços de lítio e berílio, dos quais logo se formariam as primeiras estrelas e a partir delas, os planetas.
Diferente dos telescópios ópticos ou infravermelhos, o Alma consegue captar o brilho fraco e gás presentes na formação dessas primeiras estrelas, galáxias (conjunto de estrelas) e planetas, situadas na zona mais escura, distante e fria (entre -200 e -260 graus Celsius) do Universo.
Esta capacidade permitirá aportar conhecimento sobre algo a respeito do que ainda não há certeza: como se formam as galáxias como a Via Láctea, que abriga o Sistema Solar, onde fica a Terra.
"Com o Alma poderemos ver formação galáctica ou planetária e daí a grande expectativa que existe em torno do projeto. Sabemos como surgiu o Big Bang, mas não sabemos como nascem as galáxias", explicou à AFP o astrônomo da Universidade do Chile, Diego Mardones.
"Temos conhecimento sobre o Sistema Solar, (…) mas não temos uma compreensão clara de como se formou o Sistema Solar", concordou Tarenghi.
Mas com o Alma será possível ir além, até a origem da matéria orgânica e da vida.
"Com Alma vamos avançar muito no que chamamos de astroquímica. Este universo frio é propenso à geração de moléculas (distintas formações de átomos) ou aminoácidos. Uma coisa que esperamos conseguir estudar é quão comuns são estes aminoácidos, que são a origem da matéria orgânica e da vida", destacou Mardones.
Em 2003, Estados Unidos, representado por seu Observatório Radioastronômico Nacional (NRAO, na sigla em inglês) e a ESO assinaram o primeiro acordo para a criação de Alma. Um ano depois, o Japão se uniu.
O local foi escolhido pela altitude extraordinária, sua extrema secura e amplitude. Devido à sua relativa proximidade com a linha do Equador, tem também um ângulo privilegiado para observar grande parte do Universo.
As antenas de Alma têm 12 e 7 metros de diâmetro e uma precisão de observação equivalente a uma fração da espessura do cabelo humano. São móveis: quando estão mais próximas umas das outras, em um raio de 150 metros, obtêm uma imagem mais geral do objeto, mas quando estão mais separadas (até 15 km), conseguem melhor resolução.
Cada antena pesa 100 toneladas e se movem graças a dois transportadores especialmente construídos com este propósito.
As imagens extraídas por Alma serão processadas no chamado Correlacionador, considerado um dos computadores mais potentes do mundo.
"Nós somos parte do Universo e gostaríamos de saber mais sobre nós mesmos: saber de onde viemos, qual é o início, por que estamos aqui, como a Terra se formou e aonde vamos", concluiu Tarenghi.
Exame.com

sábado, 9 de março de 2013

Frase


Arqueologia ajudará em estudo sobre biodiversidade amazônica

 
A origem e as transformações pelas quais passou a megabiodiversidade da Amazônia ao longo de milhões de anos são questões que intrigam muitos biólogos, em diferentes partes do planeta.
Na tentativa de respondê-las, foram lançadas diversas hipóteses nas últimas décadas. Muitas delas, no entanto, não passaram pelo escrutínio científico em razão da escassez de dados paleológicos (fósseis) e de evidências geomorfológicas. Agora, especialistas das mais diversas áreas – incluindo paleoecologia e arqueologia – investigam o tema.
Um grupo internacional de pesquisadores, liderado por brasileiros e norte-americanos, deu início a um Projeto Temático para reconstruir a origem e a distribuição dos organismos na Amazônia nos últimos 20 milhões de anos.
O projeto é apoiado pela Fapesp e pela National Science Foundation (NSF) no âmbito de um acordo que prevê o desenvolvimento de atividades de cooperação entre os programas "Dimensions of Biodiversity" (NSF) e BIOTA-Fapesp. O estudo também conta com o apoio da agência espacial dos Estados Unidos, a NASA.
“Há muito interesse por parte de paleoecologistas como eu – que estudam a ecologia no passado a partir de pólens fósseis – em relação a questões como a origem da biodiversidade da Amazônia, o que ocorreu na floresta durante e depois do Último Máximo Glacial [ocorrido há aproximadamente 20 mil anos], as mudanças surgidas no bioma no Holoceno médio [há 6 mil anos] e se a floresta era intocada ou foi um ambiente altamente domesticado nas eras pré-colombianas [antes de 1492]”, disse Frank Mayle, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, durante o simpósio “The assembly and evolution of the Amazonian biota and its environment”, na sede da Fapesp, em São Paulo.
Realizado no dia 4 de março, o evento serviu como reunião preparatória dos pesquisadores integrantes do projeto e foi aberta ao público. Entre os dias 5 e 8 de março, os especialistas voltaram a se reunir na Fundação, a portas fechadas, para definir os detalhes do andamento da pesquisa.
De acordo com Mayle, uma das hipóteses apresentadas nas últimas décadas para explicar a grande biodiversidade amazônica foi a “Teoria dos Refúgios”. Proposta pelo ornitólogo e biogeógrafo alemão Jürgen Haffer (1932-2010) em um artigo publicado na Science em 1969, a teoria defendia que durante os períodos glaciares algumas áreas da floresta amazônica se tornaram secas. Por causa disso, formaram-se diversos fragmentos florestais – separados uns dos outros por áreas de savana – que teriam servido de refúgio para diversas populações de animais.
Durante o período de isolamento geográfico (vicariância), essas populações de animais “sem floresta” evoluíram longe de seus semelhantes e sofreram especiação geográfica (alopátrica). Quando retornava o período úmido, as regiões abertas voltavam a apresentar vegetação e os fragmentos florestais se conectavam novamente, permitindo que estendessem sua distribuição.
A teoria, contudo, não se sustentou por falta de dados paleológicos, explicou o especialista. “A Teoria dos Refúgios gerou um paradigma para os biólogos, mas faltavam dados paleológicos e precisávamos de mais evidências geomorfológicas para testar suas hipóteses”, disse Mayle.
“A teoria não passou por um escrutínio científico e hoje a maioria de nós não dá muito mais crédito para ela”, afirmou. Segundo o pesquisador, os primeiros dados de paleovegetação da bacia amazônica foram fornecidos por Paul Colinvaux, em um artigo publicado também na Science em 1996 e contradisseram a Teoria dos Refúgios.
Colinvaux achou registros de florestas de umidade contínua onde se achava que fosse área de savana no Último Máximo Glacial, quando a temperatura média do planeta era cinco graus mais fria do que a atual. “Isso levou muitos de nós, paleoecologistas, a inferir que a Teoria dos Refúgios estava incorreta”, afirmou.
Questões em aberto
De acordo com o pesquisador, uma pergunta ainda sem resposta sobre a Amazônia é: que tipo de floresta tropical existia na região no Último Máximo Glacial? Para respondê-la, estão em curso esforços para tentar modelar a extensão de floresta úmida e de floresta seca na época. A qualidade dos dados disponíveis, no entanto, representa um dos principais gargalos para esclarecer as dúvidas.
“As controvérsias sobre a Amazônia no Último Máximo Glacial resultam do conjunto de dados dos quais dispomos”, disse Mayle. “Há poucas informações; o desafio é identificar qual escala espacial e o tipo de cobertura florestal que correspondem ao perfil de paleodados mais antigos. Por isso, somos forçados a fazer extrapolações e trabalhar com modelagem de vegetação.”
Outra pergunta que move os pesquisadores é o que ocorreu na Amazônia no Holoceno médio, quando as condições climáticas eram muito mais secas do que em outros períodos e já havia presença humana na região – e a ocorrência de ações como queimadas.
“Olhar para o que ocorreu na Floresta Amazônica no Holoceno pode nos dar alguma ideia do que pode acontecer na região no futuro”, avaliou Mayle.
Já a linha de interesse de pesquisa mais recente, segundo o pesquisador, é sobre o uso da terra na região no período pré-colombiano – questão que envolve tanto ecologia como arqueologia.
“Há argumentos de que quando os europeus chegaram à região eles se depararam com uma selva virgem. Mas há dados arqueológicos que nos mostram que o uso da terra na Amazônia nessa época não era apenas para agricultura de pequena escala”, disse Mayle.
“Nós vemos traços de uso da terra na Amazônia no período pré-colombiano, na Guiana Francesa e na Bolívia”, exemplificou. Os pesquisadores também querem saber se o aumento da atividade humana, do fogo e do uso de espécies economicamente importantes para os habitantes da região no período pré-colombiano e no Holoceno influenciaram a composição da biodiversidade.
“Não podemos descartar a hipótese de que parte da biodiversidade da Amazônia pode estar relacionada a fatores antropogênicos [desencadeados pela ação humana]”, afirmou.
“Quando falamos da porcentagem da biota que seria antropogênica, é difícil distinguirmos quais espécies são de ocorrência natural e quais foram economicamente importantes e surgiram em função da presença humana. Essa é uma das razões pelas quais pretendemos trabalhar com arqueólogos nesse projeto para tentarmos integrar diferentes linhas de evidências”, explicou.
Exame.com

Governantes do Antigo Egito sofriam de desnutrição e tinham expectativa de vida de 30 anos

Os governantes do Antigo Egito não viviam em boas condições de saúde, nem eram rodeados pela opulência que se imaginava. Ao contrário, assim como a população comum, tinham de lidar com a fome, sofriam de desnutrição e de dezenas de doenças infecciosas e tinham índices altíssimos de mortalidade infantil.
As descobertas foram feitas pelo projeto Qubbet el-Hawa, realizado em parceria pelas Universidades de Jaen e de Granada, ambas na Espanha, e pela Suprema Corte de Antiguidades da República Árabe do Egito. Para o levantamento, foi escavada a tumba número 33 da necrópole Qubbet el-Hawa, em frente à cidade de Aswan, cerca de 1.000 quilômetros ao sul do Cairo. A tumba foi construída durante a 12ª Dinastia (1.939 – 1.760 a.C.), para abrigar os corpos de um dos principais dignitários da região de Aswan, cuja identidade permanece desconhecida.
O local foi reusado pelo menos três vezes, nas Dinastias 18ª, 22ª e 27ª, e é uma das maiores tumbas da necrópole, com grande potencial arqueológico, uma vez que abriga ao menos uma câmara que permanece intacta, contendo três sarcófagos de madeira decorados.
Múmias — Foram encontrados mais de 200 esqueletos e múmias na tumba número 33. Os resultados iniciais do trabalho revelam características físicas dos egípcios antigos, e quais as condições de vida do período. "Embora o nível cultural da época seja extraordinário, a análise antropológica dos restos humanos revela que a população em geral e os governantes (classes mais altas) viveram em condições nas quais a saúde era precária, no limite da sobrevivência", diz Miguel Botella Lopez, da Universidade de Granada.
De acordo com os pesquisadores, a expectativa de vida mal chegava aos 30 anos de vida, já que sofriam de problemas como má nutrição e desordens gastrointestinais severas — devido ao consumo de água contaminada do Nilo. O fato foi revelado porque os ossos de crianças encontrados não tinham marcas, o que demonstra que elas morreram de alguma doença infecciosa grave. Na tumba havia, ainda, um grande número de múmias de jovens adultos, com idades entre 17 e 25 anos.
Pigmeus — Segundo Miguel Botella, as tumbas da necrópole de Qubbet el-Hawa contêm inscrições que são "de grande importância histórica, não apenas para o Egito, mas para toda a humanidade". Na tumba do Governador Herjuf (2.200 a.C.), por exemplo, as inscrições descrevem as três jornadas que ele fez pela África Central, durante uma das quais trouxe para casa um pigmeu — essa é supostamente a menção mais antiga sobre esse grupo étnico.
Outras inscrições relatam relações do Egito com a vizinha Núbia (atual Sudão) ao longo de um período de cerca de 1.000 anos. Os governantes de Aswan, local onde foi encontrada uma tumba construída durante a 12ª Dinastia, também mantinham relações e tinham filhos com a população de Sudão, país vizinho. Por essa razão, Qubbet el-Hawa é um dos lugares arqueológicos mais importantes do Egito, não apenas devido às descobertas já feitas, mas também pela quantia de informações que contêm sobre saúde e doenças, e relações interculturais em tempos antigos.
O Antigo Egito
 
ANTIGO IMPÉRIO (3200-2100 a.C.): O período começa com a unificação de diversas tribos e clãs em um estado único, dominado por um faraó, que, além de ter o poder político, também é considerado um deus. Tido como a primeira era de florescimento consolidado da civilização egípcia, o Antigo Império é conhecido como a época das pirâmides, onde eram sepultados os faraós. São erguidas as famosas pirâmides de Gizé.
IMPÉRIO MÉDIO (1975-1640 a.C.): Depois do antigo império, uma série de revoltas acontecem para tentar diminuir o poder dos faraós, dando início a um período de fragmentação política. O poder central volta a ser concentrado no Império Médio, tendo como novo centro a cidade de Tebas. O Egito passa por um momento de estruturação. Não acontecem grandes expansões territoriais. Os faraós mantêm relações diplomáticas com outros reinos na atual Turquia, Síria e Palestina. No campo social, é no Império Médio que o ritual de mumificação deixa de ser um privilégio exclusivo dos faraós e passa a ser adotado também por cidadãos de posses.
IMPÉRIO NOVO (1550-1070 a.C.): É o momento em que o Egito vive uma grande expansão territorial e se beneficia do desenvolvimento da arte e da economia. No Império Novo, o Egito controla boa parte do mundo conhecido à época, uma área que vai do atual Sudão ao começo da Síria. Reinam alguns dos mais famosos faraós, como Akhenaton, Tutankhamon, Seti I e Hamsés II. Depois desse apogeu, o estado egípcio começa a se enfraquecer e é invadido por outros povos, como os persas.
ÉPOCA GREGA (332-30 a.C.): O domínio grego começa com a invasão do Egito por Alexandre, o Grande, e a expulsão dos persas. Após a morte de Alexandre, seus vastos domínios foram divididos entre seus generais, passando o governo do Egito para Ptolomeu. O centro de poder muda de Tebas para Alexandria e o Egito vive um período de grande desenvolvimento científico e econômico. Elementos da vida grega, inclusive seus deuses, passam a conviver com a cultura egípcia. O último descendente de Ptolomeu no controle do Egito foi Cleópatra VII, famosa rainha amante dos generais romanos Júlio César e Marco Antônio. Após ser derrotada por Otaviano, futuro imperador Augusto, ela se suicidou.
Opinião do especialista
Julio Gralha
Especialista em Antigo Egito e professor da Universidade Federal Fluminense

"A maior novidade do estudo é a descoberta do que os governantes também tinham uma má qualidade de vida, com expectativa de vida apenas de 30 anos — acreditava-se que viveriam até por volta dos 45 anos. Outro dado importante diz respeito à menção sobre os pigmeus. Isso mostra que as expedições egípcias são muito antigas, e que chegavam até a região central do continente."
Veja.com

 



sexta-feira, 8 de março de 2013

Frase


Asteroide de 80 metros deve cruzar "perto" da Terra neste fim de semana

Um asteroide com 80 metros de largura deve passar "próximo" à Terra neste fim de semana, mas especialistas da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) garantem que não há riscos para o planeta. O corpo celeste vai se aproximar no final da tarde de sábado, a uma distância de 975 mil quilômetros. As informações são da CNN.
"É um asteroide de bom tamanho, mas não vai cruzar tão perto da Terra, pelo menos em comparação ao padrão recente", disse Don Yeomans, cientista da Nasa. Em fevereiro, no mesmo dia em que um meteorito cruzou o céu da Rússia deixando mais de 1 mil pessoas feridas, um asteroide de grandes proporções cruzou a uma distância de 28 mil quilômetros do nosso planeta. Especialistas garantiram que a queda do meteorito não tinha nenhuma relação com o asteroide.
Chamado de 2013ET, o corpo celeste que vai cruzar neste fim de semana foi descoberto há apenas uma semana. Agora que está em vista, disse Yeomans, a rota da rocha espacial pode ser monitorada pelos pesquisadores.
Segundo o cientista da NASA, o asteroide já poderá ser visto no Hemisfério Norte na noite de hoje, com a ajuda de telescópios. A partir de amanhã a visão será dificuldada porque ele deve cruzar durante o dia.
 


Astrônomo: alguns meteoritos são impossíveis de prever

Dois eventos espaciais assustaram os terráqueos há uma semana, no dia 15 de fevereiro. O asteroide 2012 DA14 chegou a 27,6 mil km da superfície da Terra, mais próximo do que muitos satélites comerciais. Esse fato já havia sido previsto com quase um ano de antecedência. Horas antes, no entanto, a queda de um meteorito deixou mais de mil feridos na Rússia. Desse bólido, ninguém sabia. Com a tecnologia atual, objetos relativamente pequenos são identificados com antecedência mínima. Mas, se visitas diminutas como o da cidade de Chelyabinsk podem provocar danos grandes, materiais e humanos, não seria importante investir mais em detecção a fim de evitar acidentes como esse?
Objetos maiores do que quatro metros já podem ser registrados com a tecnologia atual, segundo o professor Jorge Ricardo Ducati, do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mas nem todos - e só quando estão realmente próximos, o que acarreta a antecedência de apenas um dia ou menos. “Qualquer tentativa de prever a queda de meteoritos como o de sexta-feira (do dia 15, na Rússia) é tecnologicamente inviável, independentemente do investimento”, avalia Fernando Roig, doutor em astronomia, pesquisador do Observatório Nacional e especialista em asteroides. Ainda de acordo com Roig, mesmo que fosse possível identificar as trajetórias de meteoros desse tamanho, seria difícil prever seu comportamento: se explodiria na atmosfera e se provocaria danos em áreas urbanas.
Há outro fator que influencia na detecção de asteroides. As observações por telescópio precisam ser realizadas à noite, quando a luz refletida pelos asteroides pode ser observada em contraste com o plano de fundo escuro. “O grande problema com o objeto que caiu na Rússia no dia 15 é que ele se aproximou da Terra da direção do Sol, ou seja, sem que pudesse ser detectado com o telescópio”, explica Nigel Bannister, astrônomo e palestrante do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Além de ser maior, o objeto que passou próximo à Terra no mesmo dia vinha da direção contrária.
Uma possível solução para esse tipo de problema está tomando forma a partir de um grupo chamado B612 Foundation. O plano desses cientistas e engenheiros é construir e lançar ao espaço um telescópio com infravermelho que orbitaria o Sol e rastrearia objetos com trajetória próxima da Terra. “Investir nesse tipo de missão certamente ajudaria”, diz Bannister.
Investimento
Mesmo que se tenha avançado muito nas últimas décadas, é consenso que maior investimento no setor resultaria ganhos significativos. Mas, em tempos de crise, o orçamento da Nasa, a agência espacial americana, está cada vez menor. Assim, não dá para depender apenas dos EUA.
Para o professor Antonio Gil Vicente de Brum, doutor em Engenharia e Tecnologia Espaciais, é necessária uma rede mais ampla de monitoramento. “Países como o Brasil, por exemplo, poderiam ajudar muito. Contudo tais investimentos não são prioritários para o país, e não há nada previsto sobre isso no plano nacional de atividades espaciais”.
Ocorrências
Identificado no ano passado - como revela seu nome -, o asteroide 2012 DA14 tem aproximadamente 45 metros de diâmetro, de acordo com a Nasa. Segundo cálculos da agência espacial americana, há 500 mil asteroides desse tamanho “próximos da Terra”. Desses, apenas 1% foram descobertos. Mas objetos desse tamanho não são a maior preocupação em se tratando de corpos celestes. Com até 40 metros de diâmetro, eles se desintegram na atmosfera e, quando, raramente, promovem estragos, são bem localizados.
Foi o caso do meteorito que explodiu em Chelyabinsk, de diâmetro estimado em 17 metros e massa de 10 mil toneladas. Embora tenha causado danos avaliados em aproximadamente R$ 60 milhões, deixou feridos apenas por efeitos secundários, como estilhaços de vidro. Curiosos pelo facho de luz que divisavam pela janela de casa ou do trabalho, muitos corriam para vê-lo. Dessa forma, mais de mil pessoas tiveram algum tipo de ferimento.
Fazia tempo que um bólido não tinha impacto tão grande na Terra. Esse meteorito foi o maior a atingir nosso planeta desde 1908. Naquele ano, em uma floresta em Tugunska, também na Rússia, um objeto pouco menor do que o 2012 DA14, de diâmetro estimado em 40 metros, devastou uma área de 2 mil quilômetros quadrados, maior do que a cidade de São Paulo.
Calma
Eventos como esse não devem causar pânico. “Não é tão comum a ponto de assustar, nem tão raro a ponto de não acontecer”, pontua o astrônomo e professor Adolfo Stotz Neto, presidente do Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo Bannister, pode-se estimar uma queda como essa a cada 100 anos. “Ainda não há como encontrar todas essas pedras que andam por aí pelo espaço, então, por um bom tempo, esses pequenos objetos continuarão caindo sem que consigamos detectá-los antes”, afirma Antonio Kanaan, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e doutor em astrofísica pela Universidade do Texas.
A maioria dos meteoritos são muito menores. A Terra recebe aproximadamente 100 toneladas de material cósmico todo dia, mas essas partículas são normalmente pequenas. "Como grãos de areia", ilustra Bannister. As “estrelas cadentes” (na verdade, fragmentos de cometas e asteroides) têm tamanho comparável ao de uma bola de beisebol, por exemplo. Não podem ser detectadas com antecedência, porém não apresentam ameaça, já que se desintegram na atmosfera.
 
 

Meteoros são cada vez mais ameaçadores, alerta cientista russo

Os grandes asteróides são uma ameaça cada vez maior para a Terra, por isso será preciso investir mais no estudo destes corpos celestes, que até agora não estavam no centro das investigações espaciais, afirmou nesta terça-feira o cientista Yuri Zaitsev, da Academia de Engenharia da Rússia, em uma entrevista à agência Interfax.
"Os asteróides nunca ocuparam um lugar central na astronomia nem nas investigações espaciais", disse Zaitsev. O cientista russo explicou que este baixo investimento ocorre porque se pensava que a probabilidade de um asteróide se chocar com a Terra era ínfima, portanto não fazia sentido gastar um volume muito grande de recursos para neutralizar uma ameaça tão improvável.
"Acho que após o que ocorreu em Chelyabinsk este enfoque será revisado. Se o asteróide de Chelyabinsk tivesse explodido mais próximo da cidade, o desastre na usina nuclear de Chernobyl não nos pareceria tão grave", alertou Zaitsev.
O acadêmico se referia ao meteorito que em 15 de fevereiro se desintegrou na atmosfera e provocou uma explosão nas imediações da cidade russa, o que deixou mais de mil pessoas feridas, a maioria pela quebra de vidros e janelas.
Záitsev acrescentou que o perigo que representam os asteróides começou a ser considerado após a descoberta do Apophis, que de acordo com os cálculos dos cientistas passará a cerca de 40 mil quilômetros da Terra em 2029.
É nesta distância que se localizam as órbitas da maioria dos satélites de telecomunicações. "Não se descarta que a gravidade terrestre afete a trajetória do Apophis, por isso se poderia esperar que em 2036 ele passe mais próximo da Terra, e inclusive se choque com nosso planeta", acrescentou.
O cientista disse que as consequências da colisão serão muito mais graves que as do meteorito de Tunguska, que caiu na Sibéria em 1908 e destruiu milhões de árvores em uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados. No entanto, afirmou que o impacto "seguramente não teria caráter global".
Em sua opinião, para que o choque de um asteróide contra a Terra seja uma catástrofe mundial, o corpo celeste teria que ter em sua parte mais larga mais de um quilômetro, enquanto o Aponhis mede cerca de 325 metros.
"A Terra teve sorte com as rochas celestiais", disse Zaitsev. O cientista lembrou que a superfície da Lua, Marte e Mercúrio está coberta de crateras deixadas por meteoros.
Zaitsev acrescentou que Júpiter, por sua grande massa, recebe um grande número de asteróides, e que a atmosfera terrestre é uma boa defesa, mas só contra corpos relativamente pequenos.
"Mas não há garantias de segurança", sustentou o cientista, para quem a Terra entrou em uma espécie de rastro de grandes corpos celestes.
O cientista explicou que na última década foram descobertos mais asteróides do que nos dois séculos anteriores, e que anualmente se detectam mais de mil novos corpos. "Os choques são inevitáveis. A pergunta é: quando ocorrerão?", concluiu.
 
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Frase


Nasa decide colocar Curiosity "para dormir" devido a erupção solar

Os membros da missão da sonda Curosity decidiram desativar temporariamente o robô em Marte devido a uma erupção solar que se direciona ao planeta. Apesar de o equipamento ter sido criado para aguentar as intempéries cósmicas, os cientistas decidiram se precaver. As informações são da agência AP.
"Nós estamos sendo mais cuidadosos", diz Richard Cook, do Laboratório de Propulsão à Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa. A Curiosity será a única sonda em funcionamento em Marte que "dormirá" nesse período - a Opportunity, que está na superfície marciana, e dois satélites da agência espacial continuarão em funcionamento.
Ao contrário da Terra - que não deve ser afetada pela erupção -, Marte não tem uma magnetosfera forte para proteger o planeta da radiação emitida pelo Sol. No passado, nossa estrela já causou problemas a sondas - o satélite Odyssey, também em Marte, teve seu detector de radiação estragado devido ao mau humor solar, em 2003.

Temperatura subiu mais nos últimos 150 anos, diz estudo



Uma nova pesquisa indica que a temperatura média do planeta esteve mais alta na última década do que na maior parte dos 11.300 anos anteriores. O estudo, publicado nesta quinta-feira (7) pelo periódico Science, oferece um contexto de longo prazo para as discussões sobre aquecimento global.             
A pesquisa tem o objetivo de dar uma visão global das temperaturas da Terra nos últimos 11.300 anos - um período relativamente ameno, conhecido como Holoceno, que começou ao fim da última era glacial e cobre toda a civilização humana. O estudo mostra que uma variação de 1 grau na temperatura média do planeta, que demorou 11 mil anos para acontecer, foi replicada nos últimos 150 anos, desde o começo da Revolução Industrial.             
Dentro desse cenário, a década entre 2000 e 2009 foi uma das mais quentes desde que esses dados começaram a ser coletados, mas as temperaturas médias não romperam os níveis do início do Holoceno. De acordo com a pesquisa, agora elas estão para chegar a esses níveis. E, se os cientistas estão certos, o planeta estará mais quente em 2100 do que nos últimos 11.300 anos.             
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade Harvard e financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA. Ele também tenta responder a uma questão crucial: o salto na temperatura planetária registrado nos últimos 150 anos pode ser explicado por variações naturais de longo prazo ou são resultado das emissões de gases causadores do efeito estufa feitas por atividade humana?             
Os pesquisadores concluíram que a causa é a atividade humana, por causa do caráter repentino da mudança de temperatura, que parece destoar da tendência de longo prazo. "O que é diferente é o ritmo da mudança. O que vimos nos últimos 150 anos é muito maior do que vimos nos últimos 11 mil anos", disse o líder da equipe de pesquisa, o paleoclimatologista Shaun Marcott, da Universidade Estadual de Oregon.

Estimativa
O trabalho de estimar o clima antigo da Terra se apoia em medições indiretas, tomadas a partir de fósseis marinhos ou de amostras de gelo, que oferecem um registro físico das temperaturas. Por exemplo, cientistas fazem organismos marinhos crescer a temperaturas variáveis e vinculam mudanças na "assinatura química" de suas conchas a diferentes temperaturas da água. Esses dados, por sua vez, são usados para estudar fósseis marinhos. Para confirmar uma descoberta, os pesquisadores verificam se os registros de temperaturas obtidas a partir de uma fonte, como a dos fósseis marinhos, estão de acordo com os dados obtidos de outras fontes, como o gelo escavado a diferentes profundidades.             
A maioria dos cientistas acredita que as emissões de gases causadores do chamado efeito estufa, como o dióxido de carbono, é responsável pela elevação da temperatura da Terra. Outros discordam. O debate é importante porque orienta a formulação de políticas energéticas pelos governos e a regulamentação da atividade de várias indústrias.             
As projeções baseadas na pesquisa indicam que a temperatura da atmosfera terrestre poderá subir de 2 graus a 5 graus Celsius até o ano 2100. "O relatório é conclusivo ao mostrar que a Terra está se aquecendo. Em 2100, ela estará bastante mais quente do que há 11 mil anos", disse David Anderson, que dirige o programa de paleoclimatologia da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), e que não esteve envolvido com a pesquisa. As informações são da Dow Jones.
IGCiência

Russos dizem ter achado nova forma de vida sob gelo da Antártida

Cientistas russos acreditam ter descoberto novas formas de vida isoladas há milhões de anos em um lago subglacial, abaixo da cobertura de gelo da Antártida, disse a agência de notícias RIA na quinta-feira (7).
Após mais de uma década de perfuração intermitente, a Rússia atravessou no ano passado a crosta congelada da Antártida e recolheu amostras da água de um vasto lago que permaneceu intocado durante pelo menos 14 milhões de anos.
Os cientistas dizem que a escuridão gelada do lago Vostok, sob cerca de 3.700 metros de gelo, pode revelar como era o planeta antes da Era do Gelo, e dar pistas sobre a vida em outros planetas.
"Após excluir todos os contaminantes conhecidos, foi achado DNA bacteriano que não bate com o de nenhuma espécie conhecida nas bases de dados mundiais", disse à RIA Sergei Bulat, do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo.
"Se (essas bactérias) tivessem sido achadas em Marte, então sem dúvida teríamos dito que há vida em Marte - mas este é o DNA da Terra", disse ele. "Estamos chamando essa forma de vida de não-identificada e não-classificada",
Cientistas dos EUA e Grã-Bretanha também participam da corrida para tentar descobrir vida nos ambientes mais extremos da Terra. Neste ano, uma expedição norte-americana disse ter encontrado microscópicas células vivas em amostras recolhidas de outro lago subglacial, o menos profundo Whillans. Novos estudos ainda estão sendo feitos para determinar que bactérias são essas e como elas vivem.
Uma iniciativa britânica para alcançar um terceiro lago, o Ellsworth, foi cancelada em dezembro, por problemas na perfuração.
A vida nas profundezas geladas pode revelar se é possível haver vida nas condições extremas de Marte ou de Europa, uma lua de Júpiter.
A descoberta russa veio com a análise da água que congelou na ponta da perfuratriz usada para alcançar o Vostok - maior de uma rede de centenas de lagos sob a camada de gelo que funciona como um cobertor, retendo a energia geotérmica.
Bulat disse à RIA que os cientistas aguardam mais amostras do lago para confirmar sua descoberta.
Por causa da tecnologia usada para evitar contaminações do lago, a Rússia só obterá amostras de água pura, sem contaminação pelo fluido de perfuração, dentro de alguns meses.
Para que o querosene e o líquido anticongelante usados na perfuração não escorressem para o lago, os engenheiros russos retiraram a sonda de modo a permitir que a água se infiltre pelo terreno para cima, até o buraco, congelando-se por lá. Meses depois, os técnicos voltam para recolher essa amostra.
Mas Bulat disse que micróbios desconhecidos foram encontrados após a retirada de bactérias sabidamente existentes no fluido de perfuração. "Quando tentamos identificar o DNA, ele não coincidia com o de nenhuma espécie conhecida. Seu grau de similaridade era inferior a 86 por cento. Isso é praticamente zero ao trabalhar com DNA. Um nível de 90 por cento nos diz que o organismo é desconhecido." Uma nova amostra, recolhida ainda mais profundamente, foi retirada em fevereiro e chegará de barco a São Petersburgo em maio. "Se voltarmos a identificar o mesmo grupo de organismos naquela amostra de água pura, então podemos dizer com confiança que encontramos nova vida na Terra", afirmou Bulat.
IGCiência

Radar revela canais subterrâneos profundos em Marte

A superfície de Marte tem uma série de canais, que seriam uma prova de episódios de megainundações há milhões de anos, revelou um estudo nesta quinta-feira (7)
Os cientistas encontraram a primeira prova de canais subterrâneos, aparentemente causados por inundações -- uma descoberta que deverá esclarecer o papel da água na história geológica do planeta.
Usando um radar a bordo da sonda Mars Reconnaissance, a equipe criou mapas 3D da região equatorial conhecida como Elysium Planitia e dos canais que correm por baixo destas planícies.             
A pesquisa, publicada na edição desta semana do periódico científico Science, oferece uma nova perspectiva do subterrâneo marciano e investiga as evidências de inundações em uma época em que se imaginava que Marte era frio e seco como um deserto. Os canais continuam escondidos porque atividade vulcânica encheu a região de lava há milhões de anos.
Canais secos na superfície marciana foram vistos pela primeira vez pela sonda Mariber 9 em 1971. Observações posteriores da Viking sugeriram que os canais foram esculpidos por água, e missões a Marte desde então têm usado equipamentos sofisticados para conseguir imagens destes canais.
As imagens 3D do estudo desta semana já mudaram alguns conceitos dos cientistas: os canais são mais profundos do que o esperado, um sinal que as inundações foram maiores do que se imaginava.
O líder da pesquisa Gareth Morgan, do Insituto Smithsonian, diz que a origem destas inundações deve ter sido um reservatório profundo de água, e provavelmente elas foram causadas por uma erupção vulcânica.
O especialistas em Marte John Mustard, da Universidade Brown e que não esteve envolvido na pesquisa, disse que o novoestudo era significativo. "Mostra uma nova dimensão da evolução marciana," afirmou.
IGCiência
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Frase



Dois cometas estão visíveis no hemisfério Sul

Em um evento raro, dois cometas --Lemmon e Pan-STARRs-- estão cruzando o céu da Terra e podem ser observados com relativa facilidade ao mesmo tempo a partir do hemisfério Sul.
O mais fácil de ser localizado é o cometa Pan-STARRs, que está visível a olho nu até domingo.
Para enxergá-lo, porém, e preciso começar a observação logo após o pôr-do-Sol.
Para encontrá-lo, deve-se olhar para o oeste, onde o Sol se põe. Ele estará na constelação da Baleia.
O cometa se parecerá com uma bolinha ligeiramente brilhante, sendo observável até por volta das 19h30.
No domingo, o cometa já estará próximo demais do Sol para ser visto. Ele passará algum tempo assim até voltar a ser visível da Terra, dessa vez em melhores condições do hemisfério Norte.
Menos brilhante, o Lemmon não está sendo visto a olho nu, mas basta um binóculo para conseguir enxergá-lo.
E, devido à proximidade com o mais brilhante Pan-STARRs, está relativamente simples encontra-lo. Após avistar o outro cometa, deve-se olhar mais para cima e para a esquerda. Ele está próximo às constelações da Fênix e do Escultor.
O Lemmon pode ser avistado até por volta das 20h30 e deve estar visível por aqui por pelo menos mais duas semanas.
Folha.com

As novas rotas de navegação num mundo sem gelo

Com a calota de gelo do Ártico derretendo em ritmo acelerado, por causa das mudanças climáticas, a navegação pelo oceano Ártico será cada vez mais fácil.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia projetaram como os navios poderão se deslocar no futuro, na metade do século. O resultado é o mapa ao lado. As linhas vermelhas mostram a rota mais rápida, que pode ser usada por navios do tipo Polar Class 6, com moderada capacidade para quebrar o gelo, usados hoje no mar Báltico. As linhas azuis mostram as rotas mais rápidas para navios comuns, que navegam em mar aberto. As linhas pontilhadas mostram os limites das águas territoriais. O esbranquiçado na água na região do Polo Norte indica a concentração prevista de icebergs e blocos de gelo flutuantes por ali ao longo do ano.
A rota diretamente pelo Polo Norte é 20% mais curta do que a opção atual pelo norte, que acompanha a costa da Rússia. Por volta de 2040, ela estará acessível no final do período de derretimento sazonal do hemisfério norte, em setembro.A partir de então, o período navegável ficará cada vez mais longo a cada ano, na medida em que o aquecimento global encolhe mais o Ártico.
Os pesquisadores usaram projeções de derretimento de gelo para os modelos climáticos entre os anos 2040 e 2059. Os modelos consideram um cenário de moderado aumento nas emissões de carbono, responsáveis pelo aquecimento global. Como o ritmo atual de emissões vem sendo bem mais alto do que essas previsões conservadoras, é de se supor que as rotas se abrirão mais cedo do que os pesquisadores previram. No ano passado, o Ártico bateu o recorde histórico de degelo. A má notícia é que as consequências negativas do derretimento do Ártico também virão.
Época.com

terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa brilhante atravessa o espaço e é visível a olho nú da Terra

O cometa Panstarrs entrou recentemente no interior do sistema solar e tem providenciado, nesses primeiros dias de março, belas visões ao Hemisfério Sul. O espétaculo, porém, acaba para esse lado a partir desta quinta-feira (7), quando ficará visível aos habitantes do Hemisfério Norte. Oficialmente nomeado C/2011 L4, o Panstarrs foi descoberto em 2011 por um telescópio de mesmo nome, localizado no Havaí.
O segredo de sua beleza se deve justamente à aproximação com o Sol. Cometas são bolas de gelo envoltas por gases. Quando recebem o calor solar, eles “derretem” em parte, formando uma longa cauda ou rastro atrás deles. O brilho de alguns cometas pode ser tão intenso que brilhante e, como no caso do Panstarrs, é possível vê-los sem ajuda de qualquer telescópio.
Nesta terça-feira (5), o Panstarrs fará sua aproximação máxima com a Terra, a uma distância semelhante à entre o nosso planeta e o Sol. É possível visualizar o cometa com binóculos ou a olho nu, no começo da noite. Os espectadores devem tentar encontrar um local sem obstruções de nuvens e longe das luzes da cidade. Daqui a alguns dias, ele deixará de ser visível, reaparencendo por volta do dia 12 de março e brilhando por todo o resto do mês. Ou seja, preparem suas câmeras!
Época.com

Vídeo da Nasa exibe chuva de plasma no Sol

A Nasa divulgou um vídeo que mostra uma chuva de plasma no Sol. O fenômeno aconteceu em 19 de julho de 2012, mas o vídeo só foi divulgado recentemente.
Nesse dia, aconteceram várias erupções na superfície do Sol. Uma delas produziu ejeção de massa coronal, que enviou luz e radiação para o espaço. O evento foi seguido de uma chuva coronal magnética, ou seja, uma chuva de plasma.
Uma explosão solar é uma intensa erupção de radiação derivada da liberação de energia magnética associada com manchas solares. A tempestade solar, por exemplo, acontece quando um fluxo de radiação viaja pelo espaço até atingir o campo magnético da Terra.
Vale lembrar que o evento não é anormal. O Sol tem ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, com períodos mais intensos. O auge desse ciclo acontece agora, em 2013.
As imagens foram capturadas pelo instrumento AIA, da sonda Solar Dynamics Observatory (SDO). O SDO estuda, desde 2010, os fenômenos que acontecem no Sol e, de alguma forma, interferem na Terra.
O vídeo é em time-lapse. Isso significa que cada segundo do vídeo equivale a cerca de 6 minutos em tempo real. A chuva completa durou 10 horas.
Exame.com

NASA | Fiery Looping Rain on the Sun


segunda-feira, 4 de março de 2013

Frase


Perigos espaciais para astronautas

Os momentos mais arriscados de uma viagem espacial são o pouso e a decolagem? Pode até ser - mas não imagine que, uma vez no espaço, os astronautas estão completamente seguros. Além do mal funcionamento de equipamentos, há perigos no cosmos dos quais nem as últimas tecnologias podem protegê-los. Conheça aqui três destes perigos espaciais:

Radiação cósmica
Quando ocorrem explosões nas estrelas, o processo libera uma grande quantidade de energia e núcleos carregados, que se difundem pelo espaço. Devido à energia e ao grande número de prótons que possuem, estes núcleos são conhecidos como partículas HZE. Tais partículas são poderosas o suficiente para quebrar moléculas e ionizar o tecido biológico de astronautas.
Além de provocar mudanças nos cromossomos, as partículas HZE também podem aumentar as chances de desenvolvimento de câncer e outras anomalias, comparáveis aos efeitos colaterais da bomba de Hiroshima. Esses, porém, são apenas alguns dos efeitos conhecidos ocasionados pelas partículas HZE - os cientistas ainda têm poucos dados sobre o que elas podem causar ao corpo humano.

Poeira cósmica
A poeira cósmica da Lua é formada por um constante bombardeamento de micrometeoritos contra a sua superfície. O choque pulveriza a superfície de seu solo cinza à consistência da farinha, formando uma poeira bastante corrosiva e abrasiva.
Pior do que essa é a poeira de Marte que, com uma composição em grande parte de óxido de ferro, um oxidante forte, queima materiais orgânicos como borracha, plástico e até carne humana.

Zero Gravidade
Na Terra, devido à gravidade, há uma diferença entre a pressão sanguínea dos pés de uma pessoa e a do cérebro. No espaço, diante da microgravidade essa diferença é normalizada, levando o sistema circulatório a um colapso. Além disso, voos espaciais prolongados levam à perda de densidade óssea.
Galileu.com

Vulcões mascararam parte do aquecimento global da década passada

Ao contrário do que previam cientistas, a temperatura média da Terra não aumentou tanto, entre 2000 e 2010, apesar das crescentes emissões de gases do efeito estufa. Uma equipe da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, concluiu que a previsão errou tão somente por causa da atividade vulcânica no planeta nesta década. Com o lançamento de milhões de toneladas de dióxido de enxofre na atmosfera, parte deste material refletiu para o espaço uma fração dos raios solares que chegaram ao planeta, o que compensou em parte a retenção de calor causada pelo efeito estufa.
Ryan Neely, líder da pesquisa, disse que os aerossóis vulcânicos que chegaram a estratosfera desde 2000 contrabalançaram 25% do aquecimento que seria gerado por gases do efeito estufa emitidos pela atividade humana.
- Este novo estudo indica que foram as emissões vulcânicas pequenas e moderadas que retardaram o aquecimento do planeta - disse Neely, pesquisador do Instituto Cooperativo para a Pesquisa em Ciências Ambientais, uma joint venture da Universidade de Colorado e da National Oceanic and Atmospheric Administration, dos Estados Unidos.
Um artigo sobre o assunto foi publicado página da internet da revista “Geophysical Research Letters“. O trabalho teve parceria com cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), da Nasa e outras duas instituições americanas.
O novo projeto foi desenvolvido em parte para resolver resultados conflitantes de dois estudos recentes sobre as origens do dióxido de enxofre na estratosfera, incluindo um estudo de 2009, indicando que os aumentos de aerossóis na estratosfera podem ter vindo do crescimento das emissões de dióxido de enxofre da Índia e da China. Por outro lado, um estudo de 2011 mostrava que erupções vulcânicas moderadas desempenharam um papel no aumento de partículas na estratosfera, segundo Neely .
O novo estudo baseia-se medições a longo prazo de alterações de "profundidade ótica", da camada estratosférica de aerossóis, o que nada mais é que uma medida sobre o quanto transparente está a estratosfera. Desde 2000, a profundidade óptica de aerossóis na camada estratosférica aumentou entre 4% a 7% por cento, o que significa que a camada ficou um pouco mais opaca do que em anos anteriores.
- A maior implicação do estudo é que os cientistas precisam prestar mais atenção a pequenas e moderadas erupções vulcânicas ao tentar compreender as mudanças no clima da Terra - disse Brian Toon do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânica da universidade e um dos coautores do estudo. - Mas, no geral, essas erupções não  combatem o efeito estufa. Emissões de gases vulcânicos podem variar para cima ou para baixo, ajudando a refrigerar ou aquecer o planeta, enquanto as emissões de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana não param de subir.
Enquanto pequenos vulcões moderados mascarar alguns efeitos do aquecimento causado pelo homem no planeta, maiores vulcões podem ter um efeito muito maior, disse Toon. Quando o Monte Pinatubo, nas Filipinas, entrou em erupção, em 1991, foram emitidos milhões de toneladas de dióxido de enxofre na atmosfera, o que refrigerou ligeiramente o planeta nos anos seguintes.
 



domingo, 3 de março de 2013

As primeiras imagens do oceano abaixo da Antártica

A NASA tem toda a credibilidade quando fala do espaço, mas as profundezas dos oceanos do nosso planeta não são muito diferentes. Então quem é mais indicado para dar um mergulho e nos trazer as primeiras imagens do mundo aquático que fica abaixo das geleiras da Antártica?
O dispositivo micro-submersível de exploração de lago é um aparelho pequeno e tubular do tamanho de um taco de baseball que viajou para o abismo jamais explorado anes no começo do mês passado, guiado pelo pesquisador Alberto Begar do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Conectado a uma “nave-mãe” por quase 1,5 km, ele conseguiu retornar com algumas imagens da piscina sub-glacial.
Além das imagens, o submarino também conseguiu analisar a água e confirmou que um tipo de bactéria saudável está por lá. Uma bactéria que pode compartilhar alguns traços com vida extra-terrestre, caso exista alguma.
As imagens não são muito claras, mas está bastante escuro lá embaixo. Mas servem para mostrar uma maravilha azul que não conhecíamos.

Cápsula Dragon chega à Estação Espacial

A cápsula Dragon, da empresa SpaceX, se acoplou à Estação Espacial neste domingo (3), um dia após o previsto, por causa de problemas nos propulsores durante seu lançamento, na sexta-feira.
A SpaceX, fundada pelo criador do Paypal Elon Musk, precisou lidar com uma válvula presa que impediu o funcionamento dos propulsores. Os controladores de voo precisaram de várias horas para retomar o controle da nave e salvar a missão.
Mas no fim, a Dragon conseguiu se aproximar da ISS com sua carga de uma tonelada, e tudo aconteceu de acordo com o programado.
A cápsula trouxe à estação sementes usadas em pesquisas científicas, células-tronoc de ratos, comida, roupas, sacos de lixo, equipamentos diversos, baterias e um mimo: frutas frescas. Ela deverá permanecer acoplada à ISS por quase todo o mês antes de voltar à Terra com amostras de experimentos, embalagens de comida e equipamentos obsoletos.
O contrato da SpaceX com a Nasa é de US$ 1,6 bilhão (cerca de 3,2 bilhões de reais) para 12 viagens à ISS; esta foi a segunda, a primeira em que foram detectados problemas. A empresa prometeu uma investigação rigorosa para descobrir a origem do bloqueio aos propulsores, porque se eles não fossem ativados, toda a missão teria sido perdida.

sábado, 2 de março de 2013

Frase


Motivos para ter muito medo de drones

Os drones, assim denominados pelos americanos, são a última coisa em sua lista de temores? Robôs voadores letais parecem coisas que paquistaneses, afegãos e outros habitantes de terras distantes precisam temer, mas americanos, não? Deixe-me dar-lhe algumas razões para americanos se preocuparem. A maior parte desse material – e muito mais – pode ser encontrada em “The Drones Come Home” [“Os Drones Voltam Para Casa”, literalmente], na edição de março da revista National Geographic.
 A administração Obama prometeu diminuir restrições da Administração Federal de Aviação, até 2015, para tornar a utilização de drones mais fácil por parte das 18 mil agências fiscalização e punição para fins de vigilância, entre outros usos.
De acordo com um relatório no New York Times de 16 de fevereiro, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos também ofereceu apoio financeiro para ajudar departamentos de polícia a adquirir drones, que estão “se tornando os queridinhos das autoridades da lei de todo o país”.
A Agência de Projetos Avançados de Defesa está financiando pesquisas com “micro-drones” parecidos com mariposas, beija-flores, e outras criaturinhas voadoras que, dessa forma, podem “estar disfarçados a olhos vistos” como me disse um pesquisador da Força Aérea.

A Força Aérea atualmente está testando micro-drones em instalações como o “micro-aviário” na Base Wright-Patterson da Força Aérea em Dayton, Ohio.
Esses micro-drones poderiam carregar armas.
A Força Aérea produziu uma animação extraordinariamente assustadora [link: http://migre.me/djZWK ] exaltando possíveis aplicações dos “Micro Veículos Aéreos” [MAV, em inglês].
O narrador elogia os “discretos, onipresentes, letais” enquanto o vídeo mostra drones alados saindo da barriga de um avião e descendo sobre uma cidade, onde perseguem e matam um suspeito.
As forças armadas dos Estados Unidos já utilizaram um drone, chamado de “Switchblade”, que tem asas dobráveis e pode ser guardado em um tubo pouco maior que um pão italiano. O Switchblade carrega uma carga do tamanho de uma granada.
O governo Obama compilou silenciosamente argumentos legais para assassinatos sem julgamento de cidadãos americanos, como relatado recentemente pela NBC News.
A administração já executou o assassinato por drone de pelo menos dois cidadãos americanos, os supostos militantes muçulmanos Anwar al-Awlaki e Samir Khan, mortos no Iêmen em 2011.
O entusiasmo dos Estados Unidos por drones disparou uma corrida armamentista internacional.
Mais de 50 outras nações já têm a tecnologia, bem como grupos militantes não-governamentais, como o Hezbollah.
Oficiais de segurança dos Estados Unidos estão tão preocupados com a ameaça de terrorismo com drones que já executaram simulações de ataques em um programa chamado “Black Dart”.
Empresas de defesa como a Procerus Technologies agora desenvolvem um software que permitirá que drones rastreiem e destruam outros drones.
Estamos diante de um evento de especiação tecnológica que poderia trazer mais mal do que bem. Devemos nos manter informados para garantir que drones sejam lançados para fins benéficos, e não insidiosos. (John Horgan)
Scientific American

Astrônomos russos sugerem que cometa pode atingir Marte em 2014

Identificado em janeiro deste ano por observadores australianos, o cometa C/2013 A1 vai passar bem próximo de Marte em outubro de 2014 e tem uma pequena chance de se chocar com o planeta. Com um diâmetro que varia de 10 a 50 quilômetros, o cometa viaja a 56 km por segundo (cerca de 2.000 km por hora) e seu poder de destruição é de 20 bilhões de megatons, o que abriria uma cratera de 500 km na superfície marciana.
        Leonid Elenin, astrônomo que trabalha no Instituto Keldysh de Matemática Aplicada da Academia de Ciências da Rússia, confirmou a possibilidade de colisão depois de analisar os dados do observatório ISON-NM, do Novo México, EUA. "O cenário de colisão é provável, apesar da possibilidade ainda ser baixa", disse Elenin.
        Para Robert Matson, engenheiro aeroespacial da Associação Astronômica Ursa, da Finlândia, o impacto poderia mudar todo o clima de Marte, pois levantaria poeira e liberaria dióxido de carbono congelado abaixo da superfície. A atmosfera do planeta, atualmente rarefeita, ficaria espessa e a poeira bloquearia o Sol, o que diminuiria a temperatura. O C/2013 A1 também poderia iniciar atividades vulcânicas.
        A sonda Maven, da NASA, entrará na órbita de Marte em setembro de 2014, o que permitirá acompanhar de perto a passagem ou o choque do cometa.
Galileu.com 

Astronautas se isolam em deserto para simular viagem a Marte

Um grupo de dez astronautas e técnicos, em sua maioria austríacos, simulou durante um mês uma viagem e uma exploração em tempo real a Marte, uma experiência que realizaram perto das dunas do deserto de Merzuga, no sudeste do Marrocos.
Esta missão - que começou no ínicio de fevereiro e terminou ontem - tinha como objetivo tentar imitar, na medida do possível, o que seria uma exploração humana sobre a superfície do planeta vermelho.
A tripulação, composta por cinco astronautas - que receberam um treino físico e psicológico prévio -, além de um técnico em telecomunicações, um médico e vários mecânicos especializados, permaneceu isolada durante todo este tempo em uma superfície de 8 quilômetros quadrados, que ficou durante todo o experimento isolada pela Gendarmaria Real marroquina.
Durante o treino, a equipe de voluntários montou um acampamento dentro do qual alternavam sua roupa convencional com os uniformes espaciais que usam para conduzir veículos robóticos desenvolvidos especificamente para responder às condições de pressão no quarto planeta do Sistema Solar.
Em suas missões no exterior, os astronautas imitam ao detalhe a exploração na superfície marciana com suas roupas, dentro das quais permanecem durante cerca de três horas e meia, um período de tempo que pode chegar até 5 ou 8 horas.
A experiência mostrou a enorme pressão física e psicológica que é sofrida dentro destes "trajes espaciais", além da limitação de movimentos que ela representa para o astronauta.
 
Os experimentos desenvolvidos pela equipe de astronautas são relacionados com a engenharia, a astrobiologia, a geofísica, a geologia e as ciências da vida.
"É uma das maiores e mais complexas missões já realizadas", explicou à Efe, de Merzuga, o cientista Gernot Grömer, diretor do Fórum Austríaco do Espaço (OEWF), centro que organiza e dirige esta missão em Marrocos.
Grömer assegurou que o objetivo da missão - com a qual a Nasa colabora - é saber como se pode fazer uma boa exploração em Marte; testar os aparelhos existentes, ver as possíveis falhas e pensar nos instrumentos e capacidades que são precisos para fazer uma viagem a Marte.
Para imitar o tempo real da missão, a tripulação recebeu os sinais acústicos 26 minutos depois da sua emissão, um atraso artificial feito para reproduzir as condições reais atuais que a distância existente entre a Terra e Marte impõem.
Todos os dados recolhidos nesta simulação serão analisados na base da OEWF na cidade de Innsbruck, na Áustria.
Marrocos foi escolhido para este experimento por ter características topográficas parecidas com as do deserto de Marte, ao que se acrescentam outras vantagens, que cita Grömer, como o fator segurança (que fez excluir a Líbia como opção, por exemplo) e o apoio técnico do governo marroquino.
Marte, da mesma forma que os planetas terrestres (Mercurio, Vênus e a Terra), tem uma superfície sólida composta por rocha e metal mas, no entando, sua atmosfera está formada principalmente por dióxido de carbono.
"Marrocos apresenta uma combinação geológica interessante", indicou Grömer, que especificou que a exploração que realizada nesta região - situada a cerca de 800 metros acima do nível do mar - combina as dunas de areia fina com as superfícies planas e rochosas, parecidas com o que se conhece de Marte.
Os cientistas mostram especial interesse em relação à parte rochosa da zona, que segundo o centro, dispõe de uma grande diversidade de pegadas microbiológicas da era paleolítica.
De fato, a missão recolheu amostras de areia e rochas para ver se contêm estrutura biomolecular, deixando de lado os fósseis de plantas ou animais, que são muito abundantes nesta zona.
O centro OEWF, considerado líder nestes experimentos, conta com mais de 100 especialistas na matéria, de 23 países dos cinco continentes.
Paralelamente à missão de Marrocos, que conta também com a coordenação do centro marroquino Ibn Battuta, o centro austríaco OEWF realiza uma simulação parecida em Utah, no oeste dos Estados Unidos.
A "simulação marroquina" - acrescentou Grömer - conseguiu resultados "excepcionais e surpreendentes", que se negou a revelar agora, para poder fazê-lo mais adiante em publicações científicas.
Os resultados deste trabalho servirão para outros posteriores, já que, como explica Grömer, os materiais usados neste treino estarão superados e haverá outros muitos mais sofisticados para uma viagem real ao planeta vermelho, que segundo ele poderá ser feita dentro de duas ou três décadas.
Como disse Grömer, os experimentos realizados em Marrocos são algo como "andar às cegas", uma vez que estão sendo usados ferramentas e materiais que estarão muito superados dentro de 20 anos.
Exame.com

Meteorito da Rússia era composto de minerais e níquel, dizem geólogos


Um meteorito que explodiu sobre os montes Urais, na Rússia, e que espalhou bolas de fogo pelo céu em fevereiro é composto, em sua maior parte, de minerais de silicatos como olivina e ortopiroxênio, disseram geólogos russos em um comunicado emitido nesta sexta-feira (1º). Os fragmentos também contêm níquel e sulfureto de ferro, segundo agências internacionais.
Os pedaços foram cedidos aos pesquisadores por um morador de uma aldeia da região onde houve a queda. Em menor medida, foram encontrados cromo, clinopiroxênio e plagioclásio. As análises foram realizadas por especialistas do Instituto de Geologia e Mineralogia da Academia de Ciências da Rússia, vinculados ao departamento siberiano.
Segundo a nota oficial, o estudo dos meteoritos é fundamental para a reconstrução dos períodos iniciais do sistema solar, já que esses corpos celestes incluem os componentes que originalmente criaram os planetas.
Apesar das baixas temperaturas e da abundante neve, os especialistas da Universidade dos Urais seguem procurando fragmentos de meteorito. O maior foi encontrado nesta semana e pesava em torno de 1 kg.
A queda do objeto do espaço deixou um grande buraco no fundo do lago gelado de Cherbakul, segundo agências internacionais. O maior fragmento do meteorito foi encontrado no fundo da água.
Os cientistas são contra a "coleta indiscriminada" dos restos do meteorito pela população, já que isso acaba deixando a comunidade científica sem um valioso material de investigação sobre a história do Universo.
O meteorito, que deixou mais de 1,5 mil feridos na Rússia, sendo 319 crianças, possuía uma massa de até 10 mil toneladas no momento em que explodiu na atmosfera, e é o maior que caiu sobre a Terra desde 1908, afirma a agência espacial americana (Nasa).
No entanto, a confirmação de que o corpo celeste, tratado inicialmente por meteoro, era na verdade um meteorito veio quando cientistas da Universidade Federal dos Urais afirmaram que fragmentos encontrados no Lago Chebarkul, na região de Chelyabinsk, eram partes de um meteorito.
Estudo feito com partículas dos fragmentos encontrados na região do Lago Chebarkul, que está congelado, apontaram que o material tinha características de um meteorito condrito ordinário, contendo em sua composição 10% de ferro.
G1

sexta-feira, 1 de março de 2013

Frase


Declínio de insetos polinizadores ameaça lavouras em todo o mundo

O declínio de insetos silvestres tem sérias consequências para a produção de alimentos em todo o mundo. Dois estudos publicados esta semana, um com abrangência global e outro com análise de 120 anos de dados, mostram esta relação e alertam para a necessidade para a manutenção e manejo da diversidade de polinizadores para produção agrícola no longo prazo.
Um grupo de pesquisadores, incluindo três brasileiros, analisou dados de 600 lavouras em 20 países e descobriu que, ao contrário do que se pensava, o manejo de abelhas domésticas não é tão eficaz para a polinização das plantas quanto a feita por insetos selvagens, como abelhas silvestres, moscas, besouros e borboletas.
“A eficiência da abelha doméstica depende muito de cultura para cultura, mas a regra geral é que quanto maior for a diversidade de polinizadores, melhor será a polinização”, disse o agrônomo da Universidade Federal do Ceará e que colaborou com o estudo analisando culturas de acerola, urucum e algodão. “Observamos que na lavoura de acerola, a abelha doméstica nem visita a flor. No urucum, ela não consegue tirar o fruto. Só na do algodão é que ela apresentou eficácia”, disse.
No estudo que analisou dados dos cinco continentes, apenas em 14% das lavouras estudadas, as abelhas domésticas se mostraram eficientes, enquanto em 86% não realizaram a polinização de modo satisfatório.
Outro estudo sobre a interação entre polinizador e planta no estado americano do Illinois mostrou que tanto a quantidade quanto a qualidade da polinização decaíram ao longo do tempo.
O naturalista Charles Robertson coletou e analisou dados sobre polinização na região de Carlinville em 1890. Mais de um século depois, Laura Burkle da Universidade do Estado de Montana, nos Estados Unidos, foi analisar o que mudou na região. Os pesquisadores da equipe de Laura só conseguiram encontrar metade das espécies descritas por Robertson, apenas 54 das 109.
Freitas explica que o uso de defensores agrícolas, a perda de habitat, a monocultura e até as mudanças climáticas fazem com ocorra a redução das espécies silvestres.Isto porque as flores da maioria das culturas precisam receber o pólen antes de criar sementes e frutos, um processo que é reforçado por insetos que visitam flores. Estes polinizadores, incluindo as abelhas, moscas, besouros, borboletas vivem geralmente em habitats naturais, como as bordas de florestas, cercas vivas ou pastagens. Como esses habitats estão se perdendo por causa da expansão agrícola, ocorre o declínio destes polinizadores.
“A produção de muitas frutas e grãos importantes para a nossa dieta, como tomate, café e melancia, está limitada porque as flores não estão sendo polinizadas adequadamente”, disse, em um comunicado, Lawrence Harder, biólogo da Universidade de Calgary e um dos autores do estudo global sobre polinizadores.
IGCiência

Cientistas anunciam descoberta do maior meteorito visto na Terra, em 25 anos

Uma equipe internacional de cientistas divulgou, nesta quinta-feira, a descoberta do maior meteorito encontrado na Terra em 25 anos. Segundo o site Space, o objeto espacial tem cerca de 18 kg e pertenceu a um curso de 425 pedras.
O meteorito foi encontrado nas proximidades da base belga Princesa Elizabeth, na Antártica. O maior do tipo visto no planeta pesava cerca de 60 toneladas e foi retirado do solo da Namíbia em 1955.
"É o maior meteorito já encontrado nos últimos 25 anos e representa uma grande descoberta para nós. Não é um achado inesperado apenas pelo peso, mas também porque não é comum encontrar um desses na Antártica", declarou Vinciane Debaille, geologista da Universidade de Bruxelas.
"Se o encontramos assim na Terra, significa que no espaço ele foi muito maior. Nós estudamos meteoritos para compreender melhor como nosso sistema solar é formado e como a Terra se tornou um planeta tão único", completou Debaille.
O meteorito de 18 kg foi transportado para o Japão para ser examinado.
Segundo a Sociedade Meteoritical, mais de 38.500 meteoritos foram descobertos até este momento na Antártida, mas apenas 30 tinham uma massa superior a 18 kg na Antártida Oriental.
JB

Aquecimento no fim da era do gelo já tinha relação com CO2, diz estudo

Estas minúsculas bolhas foram estudadas de perto, pois contêm dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa causador do aquecimento global.
Segundo o marco convencional, quanto mais alta ou mais baixa a concentração de CO2, maior ou menor é a temperatura atmosférica. Mas, estranhamente, as bolhas de CO2 não correspondiam aos níveis de aquecimento indicados na neve dos arredores, que data da mesma época.
Os céticos argumentam que isto demonstraria que os índices de dióxido de carbono subiram após o aquecimento da atmosfera terrestre.
Isto significaria que o aquecimento global atual poderia derivar, ao menos em parte, de meios naturais, e não das emissões de carbono decorrentes da queima de combustíveis fósseis, como sustenta o consenso científico.
Uma equipe chefiada pelo glaciologista francês Frederic Parrenin analisou o gelo de cinco expedições de perfuração profunda na Antártica.
Ao analisar a composição isotópica do gás nitrogênio nestas amostras, os cientistas disseram ter conseguido filtrar os indícios confusos dos dados.
No último degelo, a temperatura aumentou 19 graus Celsius, enquanto os níveis de CO2 atmosférico subiram 100 partes por milhão, afirmaram.
A discrepância se deveu ao processo físico pelo qual as bolhas de CO2 se formam em camadas sucessivas de neve.
"As bolhas de gás são sempre mais recentes do que o gelo que as cerca", reportou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) francês, em um comunicado.
Os cientistas disseram que o estudo não examinou as razões para a elevação da temperatura que acompanham o degelo atual.
Há vários fatores naturais para o aquecimento global, incluindo erupções vulcânicas, bem como modificações do calor emitido pelo sol e pequenas mudanças no eixo e na órbita da Terra.
G1

Cápsula Dragon tem problemas para se separar do foguete Falcon 9

A cápsula Dragon, que foi lançada na manhã desta sexta-feira, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), teve problemas ao se separar do foguete Falcon 9 que a transportava.
Segundo a SpaceX, a cápsula apresentou problemas após a separação do foguete, justo quando a Dragon deveria ativar seus painéis solares. Não foram divulgados mais detalhes sobre a natureza do incidente. Apesar do problema, por enquanto a cápsula continua sua viagem em direção à ISS.
Esta é a terceira viagem de uma cápsula Dragon, fabricada pela companhia privada Space Exploration Technologies para o laboratório orbital, após um voo de demonstração em maio de 2012 e a primeira missão de reabastecimento em outubro do ano passado.
A Dragon leva 550 quilos de provisões para a tripulação da ISS. O programa prevê que a cápsula volte à Terra em 25 de março e desça de paraquedas sobre o oceano Pacífico, perto do litoral da Califórnia, trazendo mais de uma tonelada de equipamentos e experimentos.
A bordo da ISS estão atualmente seis tripulantes: os russos Oleg Novitski, Yevgueni Tarelkin e Roman Romanenko, os americanos Kevin Ford e Tom Marshburn, e o canadense Chris Hadfield.
Veja.com