quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mudanças climáticas radicais estão prestes a ocorrer, diz estudo

A Terra pode experimentar um clima radicalmente diferente no prazo de 34 anos, mudando para sempre a vida como conhecemos e os trópicos devem ser afetados primeiro e de forma mais intensa, alerta um estudo publicado esta quarta-feira, que visa reforçar os riscos do aquecimento global.
Com as tendências atuais de emissões de gases de efeito estufa, 2047 será o ano em que o clima na maior parte das regiões da Terra mudará para além dos extremos documentados, destacou o estudo.
Este prazo se estenderá a 2069 em um cenário em que as emissões derivadas da queima de combustíveis fósseis se estabilizarão, destacou uma análise de projeções climáticas publicada na revista Nature.
"Os resultados nos chocaram", afirmou a respeito das descobertas o principal autor do estudo, Camilo Mora, do departamento de geografia da Universidade do Havaí.
"Ao longo da minha geração, qualquer clima com o qual estejamos acostumados será coisa do passado", acrescentou.
A maioria dos estudos climáticos prevê mudanças médias globais a partir de uma data aleatória, como 2100.
O novo estudo seguiu um curso diferente, ao distinguir entre diferentes regiões do planeta e tentar identificar o ano em que o clima cruzará o limite em que os eventos climáticos considerados extremos serão a norma.
Entre os efeitos analisados estão a temperatura superficial de ar e mar, padrão de chuva e acidez dos oceanos.
"Independentemente do cenário, as mudanças vão acontecer logo", advertiu Mora, destacando que isto forçará as espécies a se adaptar ou mudar para não morrer.
"O trabalho demonstra que estamos empurrando os ecossistemas do planeta para fora do ambiente em que evoluíram e para dentro de condições totalmente novas que eles podem não conseguir suportar. As extinções são o resultado provável", comentou Ken Caldeira, do departamento de ecologia global do Instituto Carnegie de Ciência.
Segundo o estudo, os trópicos serão afetados mais rápido e de forma mais intensa. Plantas e animais tropicais não estão habituados a variações no clima e por isso são mais vulneráveis mesmo às menores alterações.
"Os trópicos sustentam a maior diversidade do mundo em espécies marinhas e terrestres e experimentarão climas sem precedentes dez anos antes do que qualquer outra (região) da Terra", destacou um comunicado.
Essas regiões também abrigam a maior parte da população mundial e contribuem significativamente para o abastecimento alimentar global.
"Em países predominantemente desenvolvidos, cerca de um bilhão de pessoas em um cenário otimista e cinco bilhões em um cenário 'business-as-usual' (n.r: mantidas as mesmas condições) vivem em regiões que irão experimentar climas extremos antes de 2050", disse o co-autor do estudo, Ryan Longman.
"Isso faz aumentar a preocupação com mudanças no abastecimento de água e comida, saúde humana, a disseminação mais extensa de doenças infecciosas, estresse causado pelo calor, conflitos e desafios para as economias", alertou.
"Nossos resultados sugerem que os países que serão impactados primeiro por climas sem precedentes serão aqueles com menos capacidade de responder", prosseguiu.
Segundo um cenário de emissões 'business-as-usual', os cientistas previram que as datas da "partida climática" seriam por volta de 2020 em Manokwari (Indonésia), 2029 em Lagos (Nigéria), 2031 na Cidade do México, 2066 em Reykjavik (Islândia) e 2071 em Anchorage (Alasca).
Os estudiosos denominaram de "partida climática" o ponto em que eventos extremos mensurados durante os últimos 150 anos - período durante o qual dados climáticos são considerados confiáveis - se tornam a norma.
"Se a avaliação estiver correta, atenção conservacionistas: a corrida das mudanças climáticas não só começou, mas está definida, com a linha de chegada da extinção se aproximando mais dos trópicos", escreveu Eric Post, do departamento de biologia da Universidade do Estado da Pensilvânia, em um comentário sobre as descobertas.
O ano 2047 foi estabelecido em um cenário 'business-as-usual', segundo o qual os níveis de dióxido de carbono (CO2) atmosférico continuarão constantes.
Atualmente, estes níveis estão abaixo das 400 partes por milhão (ppm), mas podem alcançar 936 ppm em 2100, o que significaria uma elevação média na temperatura ao longo deste século de 3,7 graus Celsius.
O ano 2067 se baseia em um cenário de redução de emissões, que alcançaria as 538 ppm em 2100, provocando um aquecimento neste século de cerca de 1,8º C.
Mais 0,7º C precisa ser adicionado às temperaturas para incluir um aquecimento que aconteceu do início da Revolução Industrial até o ano 2000.
As Nações Unidas estabeleceram como meta limitar o aquecimento global a 2º C em comparação com níveis pré-industriais para evitar efeitos catastróficos decorrentes das mudanças climáticas.
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Frase


Planta extinta há mais de 1,5 mil anos brota em Israel

 
É como o Jurassic Park das plantas: uma botânica conseguiu fazer uma planta extinta há 1,5 mil anos brotar novamente. Não só brotou - ela floriu e vive saudável, como uma recordação viva da vida na antiga Judéia.
As sementes, da espécie tamareira da Judéia, haviam sido descobertas nos anos 60. Elas estavam em um vaso de mais de 2 mil anos encontrado por arqueologistas durante uma escavação em Israel.
As sementes ficaram guardadas por mais de 40 anos. Em 2005, uma botânica chamada Elaine Solowey teve a ideia: por que não tentar plantar uma delas? Plantou. E, para supresa geral, a planta cresceu.

A tamareira vive até hoje e produziu sua primeira florada em 2011. Foi a semente mais antiga a brotar que se tem conhecimento. Elaine hoje tenta fazer outras sementes extintas brotarem.
A descoberta mantém viva uma rara recordação de séculos atrás. A tamareira, que fornecia frutos e sombra, era um alimento básico na Judéia e foi mencionada diversas vezes no Antigo Testamento. A filha do rei Davi, Tamar, foi batizada por causa do nome da planta em hebraico.
Mas, após a invasão do Império Romano, as plantações foram destruídas - acabar com um dos recursos primordiais era uma questão estratégica. A planta se extinguiu completamente por volta do ano 500.
 
               Moeda vespasiana que celebra a vitória contra os judeus retrata a tamareira extinta.
Galileu.com

Nova sonda lunar da NASA entra em órbita da Lua

Cabo Canaveral - A política pode estar mantendo a maior parte dos funcionários da NASA em casa, mas isso não impediu a nova sonda lunar da agência espacial dos Estados Unidos de atingir a órbita da Lua, disseram autoridades na segunda-feira.
A Ladee (Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer) foi lançada em 6 de setembro a bordo de um pequeno foguete que colocou a nave espacial em órbita elíptica em torno da Terra.
Após três voltas ao redor do planeta, no domingo a Ladee atingiu a posição precisa para acionar seu foguete de propulsão próprio, deixando-se capturar pela gravidade da lua e entrar em órbita lunar.
O momento não foi a ideal. A paralisação parcial em curso do governo federal dos EUA dispensou cerca de 97 por cento dos 18 mil funcionários da NASA.
Mas entre os que continuam a trabalhar estão os controladores de voo da Ladee, responsáveis por monitorar a manobra com uma única chance de acertar, disse o cientista e projetista Gregory Delory, em um centro de pesquisa em Moffet Field, Califórnia.
Pelas próximas duas semanas, a Ladee irá ajustar sua órbita para que fique a 250 km da superfície lunar, uma posição privilegiada para o estudo dos gases que envolvem a Lua e buscar poeira com carga elétrica que emana do solo.
O impasse governamental não deve afetar uma demonstração das comunicações via laser da Ladee planejada para antes do fim de outubro, disse Delory.

Terra é mais atingida por meteoritos do que se pensava

 
A mais recente análise do meteorito que explodiu sobre Tcheliabinsk, na Rússia, em fevereiro, sugere que o risco desse tipo de explosão pode ser maior do que se pensava. As informações são da Wired.
Meteoritos são objetos compostos de rocha e metal que podem se desprender de corpos do sistema solar, viajar pelo espaço e cair na superfície terrestre. Muitas vezes, esses objetos celestes são tão pequenos que se desintegram quando entram na atmosfera do planeta.
Na época, o corpo celeste de 10 toneladas atravessou o céu e lançou bolas de fogo em direção à Terra, deixando um longo rastro branco em seu caminho, que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância.
O meteorito pode ter liberado uma energia equivalente a 500 kilotons de TNT. Isso significa que o corpo celeste gerou um impacto 30 vezes maior que o da bomba de Hiroshima.
As colisões de meteoritos são muitas vezes comparadas com explosões nucleares porque eles estão acelerando em direção à Terra, gerando um impulso que o torna muito mais destrutivo.
Segundo o cientistas Peter Schultz , da Universidade Brown, o meteorito russo foi uma espécie de revelação. Novas estimativas indicam que explosões de meteoritos com a mesma energia da bomba de Hiroshima acontecem quase todos os anos.
Mas a probabilidade é que aconteçam com mais frequência sobre o oceano ou áreas desabitadas. Por isso, passam despercebidos pela população mundial.
Para ter certeza sobre essa alta frequência de explosão de meteoritos, os cientistas ainda precisam acompanhar novos impactos. Quanto mais observarmos esse tipo de colisão na Terra, melhor a ciência será capaz de estimar sua frequência.
Exame.com

Fragmento de cometa é encontrado na Terra pela primeira vez

 
Uma equipe de cientistas sul-africanos identificou pela primeira vez vestígios de um cometa que explodiu sobre o Egito ao entrar na atmosfera há 28 milhões de anos, informou nesta terça-feira a Universidade de Witwatersrand (Wits), em Johannesburgo. Além de destruir toda forma de vida ao redor da região de impacto, a explosão causou um aumento da temperatura da areia até os 2.000°C, o que provocou a formação de uma quantidade impressionante de cristal de silício amarelo, disperso em 6.000 km2 pelo Saara, destacou a fonte.
 A peça central de um broche do faraó Tutancâmon que representa um escaravelho foi feita a partir desse cristal, assegura a universidade sul-africana.
 Graças ao estudo de uma pedrinha preta misteriosa, encontrada em 1996 por um geólogo egípcio no interior de um pedaço de cristal de silício, a equipe de cientistas está convencida de ter encontrado "o primeiro exemplar conhecido do núcleo de um cometa e não só um tipo pouco comum de meteorito".
IstoÉ.com

Cientistas da "Partícula de Deus" conquistam o Nobel de Física

Os cientistas François Englert, belga, de 81 anos, e Peter W. Higgs, britânico, de 84, são os vencedores do Prêmio Nobel de Física 2013. A Real Academia Sueca de Ciências divulgou nesta terça-feira (8) os nomes dos premiados. Eles foram escolhidos pelo desenvolvimento de pesquisas sobre a teoria que explica como as partículas adquirem massa.
A teoria premiada é parte central do Modelo Padrão da Física de Partículas, que descreve como o mundo é construído. De acordo com o Modelo Padrão, tudo, desde flores, pessoas e até estrelas e planetas, é composto pelo que podem ser considerados blocos de construção: partículas de matéria. As partículas são comandadas por forças mediadas por partículas de força, que se certificam de que tudo funciona como deveria.
Em 1964, Englert e Higgs propuseram a teoria de forma independente. Em 2012, as pesquisas dos cientistas foram confirmadas a partir da descoberta de uma chamada partícula identificada por Higgs em pesquisas em Genebra, na Suíça. 
O Modelo Padrão de Física também repousa sobre a existência de um tipo especial de partícula: a Higgs. A partícula se origina de um campo invisível que preenche todo o espaço. Mesmo quando o universo parece vazio, o campo está presente. Sem a partícula Higgs, não há existência, pois é a partir do contato com o campo que as partículas adquirem massa . A teoria proposta por Englert e Higgs descreve esse processo. A referida partícula ficou conhecida como o "bóson de Higgs" ou, ainda, "partícula de Deus".  
Englert e Higgs receberam em 2013 o prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa. Englert nasceu em 1932 em e trabalha na Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), enquanto Higgs nasceu em 1929 e leciona na Universidade de Edimburgo (Reino Unido).
Nesta quarta será divulgado o vencedor do Nobel de Química; na quinta-feira, de Literatura; na sexta, da Paz; e na segunda-feira, de Economia. 
Os escolhidos receberão os prêmios em dezembro, em cerimônias em Estocolmo e em Oslo no dia 10, aniversário da morte do fundador, Alfred Nobel, em 1896.
Época.com

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Frase


Fukushima pode ter desastre nuclear de escala global, diz pesquisador

De acordo com o professor de Yale Charles Perrow, o mundo pode estar muito perto de testemunhar uma tragédia nuclear de potência equivalente a 85 vezes ao acidente nuclear em Chernobyl.
A usina nuclear de Fukushima ainda está em ruínas, dois anos depois do terremoto e tsunami que devastaram o Japão, e a radioatividade que vaza da usina contamina 300 toneladas de água do Oceano Pacífico todos os dias. Em 20 de novembro, a empresa responsável pela manutenção das usinas no Japão vai tentar remover cerca de 1.300 varetas de combustível a Unidade de Reator 4, que está altamente danificada. Não precisa ser cientista nuclear pra deduzir o que pode acontecer caso ocorra algum erro durante a operação.
O site frisa, ainda, que toda a estrutura do prédio, talvez das varetas em si, estão danificadas, e é que é fundamental reverter esse quadro porque qualquer outro desastre natural pode liberar a radiação na atmosfera e causar mais um desastre. A preocupação é que esse processo de remoção das varetas é extremamente delicado, e nenhuma delas pode tocar-se entre si ou quebrar durante a remoção - analistas afirmam que a chance de isso acontecer é alta, especialmente porque não acreditam que a TEPCO, a empresa responsável pela operação, tenha uma equipe qualificada e a engenharia ideal para executá-la sem causar um desastre nuclear sem precedentes na Ásia.
No Global Research, analistas clamam para que a humanidade reúna seus melhores cientistas e engenheiros para conduzir a remoção das varetas. O professor de Yale Charles Perrow também se mostra preocupado. "Com a radiação emitida por todas essas varetas, caso elas não sejam mantidas resfriadas e separadas umas das outras, seria preciso evacuar as áreas próximas, incluindo Tóquio. (...) toda a humanidade estaria ameaçada por milhares de anos", disse ele, ao ser entrevistado pelo site Enenews, especializado na área de energia.
 
A radiação que pode ser vazada é mais de 15 mil vezes o que foi liberado nos bombardeios em Hiroshima, na Segunda Guerra. E explosão da Unidade do Reator 4, além de ameaçar o Japão e os países vizinhos, também ameaça a costa leste dos EUA, do México e da América Central. Moradores dessas áreas teriam que ficar dentro de casa com as janelas fechadas, já que os ventos carregariam a radiação pelo pacífico até o continente americano.
Não termina aí. Uma explosão da Unidade do Reator 4 poderia causar uma explosão em toda a usina de Fukushima. E isso seria tão sério que esse cientista que vive em Boston planeja mudar-se com sua família para o hemisfério sul caso o cenário indique que a operação será executada como está sendo planejada. O hemisfério sul deve receber radiação também caso Fukushima exploda, mas em menor quantidade.
Os sites que noticiaram o problema clamam para que as Nações Unidas e os líderes mundiais (notadamente Barack Obama, já que os sites são americanos) intervenham e reúnam um time dos maiores especialistas para garantir a segurança da espécie humana. Parece papo de teórico da conspiração, mas é física nuclear.
Galileu.com

De onde veio a história de Atlântida?

Ignatius Donnelly foi deputado federal nos EUA em meados da década de 1860. Dono de uma mentalidade progressista para a época — defendeu os direitos dos negros e dos índios e rompeu com o Partido Republicano por discordar de esquemas de corrupção —, viu sua carreira política definhar na década seguinte e virou escritor. Em 1882, inventou a Atlântida.
        O nome “Atlântida” e a ideia de um país desaparecido no Atlântico remontam ao filósofo grego Platão, que cita o reino em dois de seus diálogos — pesquisadores ainda questionam se ele a inventou ou se teria exagerado um evento real, como a destruição explosiva de uma ilha vulcânica. Mas foi Donnelly que transformou a alegoria platônica no que ela é hoje: uma utopia submersa, fonte de ciência e sabedoria, de memória que sobrevive em mitos e lendas.
        Seu livro, Atlântida: O Mundo Antediluviano, fez enorme sucesso, desencadeando toda uma era de “estudos atlanteanos” que ainda perdura e seguiu acumulando bagagem: hoje, o continente perdido se tornou fonte abundante de segredos tecnológicos, espirituais, esotéricos — e até de óvnis.
        Donnelly escreveu antes de a geologia comprovar a existência de placas tectônicas, cuja configuração demonstra que não haveria espaço, no Atlântico, para um continente inteiro afundar, e antes de os avanços da arqueologia enterrarem de vez a doutrina do “difusionismo” — a ideia de que todas as civilizações da Terra seriam versões transplantadas de uma matriz comum.
        O livro não impressionou a ciência e a revista Nature, no mesmo ano em que a obra foi lançada, dizia que o autor não havia entendido especialistas cujas obras usou para apoiar a tese: “Mesmo ao citá-los, o autor nem assimilou-lhes o método, nem compreendeu o significado de seus fatos”.
Mas é improvável que qualquer busca pela Atlântida “verdadeira” ou “original” produza resultados conclusivos.
Galileu.com

Cervejaria dos EUA fabrica cerveja com poeira lunar

 
Usar ingredientes como abóbora, ervas, chocolate, café e bacon na receita de uma cerveja parece normal perto do que a Dogfish Head Beer, cervejaria de Delaware, no leste dos EUA, fez, em parceria com a ILC Dover, empresa que fabrica trajes para a Nasa: uma bebida com poeira lunar.
Segundo a Dogfish Head Beer, meteoritos lunares - obtidos com a ajuda da ILC Dover - foram esmagados até virar pó, que por sua vez foi mergulhado como chá na cerveja. Eles afirmam ainda que a poeira, composta basicamente de sais e minerais, ajudou no processo de fermentação da Celest‐jewel-ale, com 5,0% de teor alcoólico e IBU 25.
Criada em comemoração à "Lua da Colheita", cuja lenda reza que o brilho do astro nesta noite em particular ajudava os fazendeiros a trabalhar nas plantações até mais tarde, a cerveja foi colocada à venda no último mês em um pub do litoral de Delaware. No entanto, o porta-voz da cervejaria, Justin Williams, disse ao Huffington Post que ela já acabou.
 

Agência da ONU firma acordo para limitar CO2 na aviação a partir de 2020

A Assembleia Geral da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Montreal, no Canadá, chegou a um acordo para controlar o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) da indústria da aviação a partir de 2020, informaram nesta sexta-feira (4) fontes diplomáticas.
A Oaci já vai manter, antes da data de sua próxima Assembleia Geral, no outono de 2016 (no Hemisfério Norte), um sistema que limita as emissões de gases de efeito estufa.
O estabelecimento de um mecanismo mundial para estabilizar as emissões, debatido durante muitos anos sem que fosse alcançada unanimidade, parece, com isso, ter um consenso, e "a boa notícia é que se chegou a um acordo geral que abrange China e Índia", disse um diplomata presente nas negociações.
A União Europeia (UE) também queria pressionar seus parceiros a implementar um sistema de imposto sobre as emissões de CO2 dentro de três anos. Mas a UE ficou isolada e teve que aceitar o consenso geral, explicou uma fonte que pediu para ter sua identidade preservada.
Em 30 abril, a UE já havia congelado por um ano a taxação sobre o CO2 para voos intercontinentais com origem ou destino a seus 28 países-membros. Esse imposto europeu provocou forte reação de muitas nações integrantes da Oaci. A China ameaçou a UE, inclusive, em fazer represálias contra a fabricante de aviões Airbus.
O acordo geral alcançado nesta sexta-feira "é uma mensagem muito forte para a Europa", segundo um negociador do texto.
O acordo geral – enviado nesta sexta para votação dos 1.400 delegados de mais de 170 países que se reuniram na sessão plenária em Montreal – indica claramente que "os Estados deveriam colocar em andamento" até 2016 um sistema para limitar as emissões em nível mundial e rejeita de fato qualquer sistema regional, segundo a fonte.
Os representantes dos 28 Estados-membros da UE não conseguiram entrar em acordo sobre um pedido da Alemanha de adiar para 2024, em vez de 2020, a redução de emissões de CO2 dos veículos particulares para 95 gramas por quilômetro.
A decisão foi adiada para 14 de outubro por ocasião de uma reunião de ministros europeus do Meio Ambiente prevista em Luxemburgo, mas a UE deverá, portanto, aderir ao marco global.
G1
 

sábado, 5 de outubro de 2013

Lago de pedra

Altamente corrosivo, lago no norte da Tanzânia mata e calcifica todas as aves e pequenos mamíferos que dão o azar de cair em suas águas. Fotógrafo britânico transforma essas mortes em arte.
 
É como um enredo de filme de terror: animais desavisados caem em um lago misterioso e são transformados em estátuas. Parece ficção, mas a história é real e acontece no lago Natrão, na Tanzânia. Algumas vítimas desse lago mortal foram registradas pelo fotógrafo britânico Nick Brandt. O resultado está no livro “Across the Ravaged Land” (Através do Lago Devastado, em tradução livre – sem versão em português). O nome do lugar já explica parte da letalidade do lago. Natrão é um sal formado por carbonato de sódio hidratado e bicarbonato de cálcio, que se depositou ali por meio de cinzas vindas de vulcões. Os egípcios sabiam disso e usavam a substância em processos de mumificação.
O natrão torna o ambiente do lago extremamente inóspito, com um nível de pH muito alcalino, variando entre 9 e 10,5. Isso faz com que o Natrão seja considerado o lago mais cáustico do mundo. Ou seja, ele é altamente corrosivo. Além disso, a temperatura de suas águas pode chegar a 60oC. Um dos poucos animais capazes de sobreviver no lago é uma espécie de tilápia adaptada para suportar a alcalinidade e a alta temperatura. Surpreendentemente, o local é o paraíso de flamingos que se alimentam de spirulina, um tipo de cianobactéria que cresce nas margens do Natrão. As aves constroem seus ninhos ali justamente porque o ambiente é tão agressivo à vida que acaba espantando predadores. Mas, vez ou outra, alguns flamingos caem acidentalmente na água e também acabam virando “pedra”.
Segundo Nick Brandt, ninguém sabe exatamente como os animais morreram. Uma hipótese é que os reflexos na superfície do lago tenham confundido os animais, do mesmo jeito como pássaros trombam com janelas de casas e prédios. Uma vez que são “capturados” pelas águas letais do Natrão, os bichos morrem e ficam calcificados. “O sal alcalino presente no lago ‘gosta’ de água e absorve toda a umidade, ressecando qualquer coisa que entre em contato com ele”, afirma Ethan Kinsey, um dos participantes da expedição de Nick Brandt, em seu blog. “Além disso, a alcalinidade atua como uma substância antibacteriana, preservando os corpos da decomposição”, diz. Encantado e surpreso pelo mórbido espetáculo dos corpos espalhados pelos arredores do lago, Brandt reposicionou os cadáveres de modo que parecessem vivos e os clicou, eternizando-os também em imagens.
IstoÉ.com
 

Cientistas encontram "botão cerebral" para curar jet lag

Uma pesquisa feita por cientistas japoneses dá um passo na direção da busca de um remédio que possa ajustar rapidamente o relógio biológico do corpo para evitar o jet lag e as dores do trabalho por turnos alternados.
A equipe de pesquisadores da Universidade de Kyoto descobriu o que seria uma espécie de "botão de religar" o relógio biológico dentro do cérebro.
O estudo, publicado na na publicação científica Science, mostrou que esse botão poderia ser usado para mudar o relógio biológico para um novo fuso horário em apenas um dia.
Especialistas disseram que os pesquisadores estão próximos a uma solução na busca para uma cura do jet lag.
Há relógios pelo corpo e um "relógio mestre" no cérebro, colocando o corpo em sintonia com o mundo ao redor dele para fazer as pessoas dormirem à noite.
Qualquer pessoa que tenha trabalhado em diferentes turnos ou voos de longa distância já experimentou ter o sono interrompido e padrões de fome de um corpo que está fora de sintonia com o nascer e o pôr do sol.
O relógio usa a luz como ajuda para manter a noção do tempo, mas ele é teimoso e só se ajusta lentamente.
A regra aproximada é que o corpo leva um dia inteiro para se acostumar com cada faixa de fuso horário que o viajante cruza. Isso significa que seria necessária, por exemplo, toda uma semana para que o corpo se adapte ao relógio após um voo de Londres para Pequim.

Solte-se

A equipe no Japão descobriu uma forma de tornar o "relógio mestre" de uma forma um pouco mais flexível.
Um grupo de 10 mil células cerebrais – que juntas são do tamanho de um grão de arroz – se falam constantemente para manter um estrito controle sobre o tempo.
Os cientistas descobriram que interferindo com os receptores do hormônio vasopressina, essencialmente uma espécie de "ouvido" das células do cérebro, que as permite ficar em contato com as vizinhas, deixam que o relógio mude rapidamente.
Ratos modificados geneticamente que não tinham receptores de vasopressina conseguiram ajustar seus relógios biológicos depois de uma diferença de oito horas no período de um dia – enquanto ratos normais demoraram seis dias.
Resultados semelhantes foram então obtidos por camundongos normais tratados com um remédio.

Notável

Os autores da pesquisa concluíram: "Estudos mostraram que jet lag crônico e turnos de trabalho rotativos podem aumentar o risco individual de desenvolver hipertensão, obesidade e outras desordens metabólicas".
"Nossos resultados identificam a vasopressina, sinalizando como um possível alvo terapêutico para lidar com o desalinhamento do rítmo circadiano (relógio biológico)".
Michal Hasting, um pesquisador de relógio biológico do Conselho de Pesquisa Médica, disse à BBC: "É um estudo notável, é realmente excitante para a nossa área".
"Houve muitas falsas promessas para a cura do jet lag, mas creio que agora eles estão próximos de encontrar o tesouro".
Porém ele alertou que os receptores de vasopressina também estão pesadamente envolvidos com a função renal. Então qualquer droga precisa ser cuidadosamente desenvolvida para atingir o relógio biológico sem prejudicar os rins.
Hastings disse ainda que com o desenvolvimento de uma sociedade com atividades 24 horas por dia, um remédio capaz de ajustar o relógio biológico pode, em teoria, melhorar a saúde de trabalhadores de turnos rotativos.
"A evidência epidemiológica que temos agora mostra que se um trabalhador passou sua vida fazendo turnos rotativos, tem maior risco de contrair certos tipos de câncer, doença cardiovascular ou síndromes metabólicas, como diabetes", diz.
BBC

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Frase


Nova York cria acostamento em estrada para motoristas trocarem mensagem de texto

Quando eu nasci, o acostamento de uma rodovia era o lugar em que um motorista encostava o carro quando havia algum problema com o veículo. Se depender do estado americano de Nova York, essa definição está mais que desatualizada. Desde o dia 23 de setembro de 2013, as rodovias do estado agora têm outra coisa à beira do caminho: as “Text Stops”, um canto próprio para quem deseja parar o carro e enviar mensagens de texto.
Anunciadas pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, as “Paradas de Texto” foram criadas com o objetivo de reduzir os índices de acidentes causados por o uso do celular ao volante – já escrevi aqui no Tendências sobre esse hábito mantido por quase 50% dos jovens americanos. São 91 novos trechos de acostamento criados para este fim.
O lançamento da medida acompanha um endurecimento nas leis sobre o tema. Agora, as sanções para quem for pego se arriscando com o smartphone nas mãos junto com o volante leva 5 pontos na carteira, precisa pagar pelo menos 150 dólares de multa e pode até perder a licença para dirigir.
Será que a ideia vai funcionar?

Retrato assinado por Da Vinci é descoberto após 500 anos

Especialistas da Universidade Leonardo anunciaram a descoberta de um retrato em cores de Isabella d"Este, o qual teria permanecido 500 anos em anonimato, mas que já é considerado um dos precursores da célebre Mona Lisa (La Gioconda), informou nesta sexta-feira o jornal "Corriere della Sera".
O "Retrato de Isabella d"Este" foi encontrado no porão da casa de uma endinheirada família suíça e aparece como o sucessor do retrato feito com carvão, giz preto e pastel que é conservado no Museu do Louvre em Paris.
Tudo indica que, enquanto o primeiro retrato foi realizado por Da Vinci no início do século XVI, quando o mesmo era hóspede do marquês Francisco II Gonzaga na cidade italiana de Mântua, o retrato a cor foi pintado 15 anos depois e após a constante insistência da esposa do marquês e modelo, Elena d"Este.
O professor Carlo Pedretti, máxima autoridade da Universidade Leonardo, qualificou a descoberta como "excepcional" e assegurou que o retrato de Isabella d"Este é "o único deste tipo no mundo".
Trata-se de um óleo sobre tela (61x46,5 cm) realizado entre os anos de 1513 e 1516 e que apresenta vários temas iconográficos inspirados em Santa Catalina de Siena, tais como coroa e cetro.
Além disso, a análise do Carbono 14 demonstrou que a pintura foi realizada em um período entre 1460 e 1650, evitando assim a suspeita que a mesma tivesse sido realizada em um tempo posterior ao de Da Vinci.
O retrato em questão apresenta muitas similaridades com o da Mona Lisa (La Gioconda), especialmente em relação à cor e iluminação, a parte da pose de ambas as modelos.
De fato, os especialistas apresentaram vários documentos em que estabelecem uma espécie de divisão entre La Gioconda e Mona Lisa, como se fossem dois quadros diferentes, e nos quais uma delas aparece como uma "dama italiana, consorte de um cavalheiro chamado Francesco".
Neste aspecto, a dúvida de que uma delas poderia ser realmente Isabella d"Este fica evidente e, por isso, terá que ser investigada mais a fundo.
Isabella d"Este foi uma nobre italiana, grande mecenas de artistas e protetora de, entre outros, Rafael, Mantegna e Giulio Romano, sendo retratada por outros gênios da pintura, como Tiziano.

Cientistas criam material mais eficiente para capturar CO2

Um grupo de cientistas sul-coreanos desenvolveu um novo material que permite a captação do dióxido de carbono (CO2) de maneira seletiva e de outros gases poluentes de maneira mais eficiente, informou nesta sexta-feira o Ministério de Ciência do país asiático.
Mediante ao uso do grafeno, uma das formas mais cristalinas do carbono, a equipe da Universidade Hanyang de Seul desenvolveu uma nova membrana que pode capturar diferentes gases de maneira específica, incluindo o CO2.
Em vez de nanopartículas, os cientistas atualmente usam grandes moléculas (polímeros) para produzir as membranas utilizadas na captação do CO2, o que evita que o mesmo seja emitido à atmosfera e também pode contribuir para controlar sua crescente concentração.
No entanto, os polímeros têm uma eficiência muito limitada na hora de separar o dióxido de carbono de outros elementos, entre os quais se incluem gases que têm usos práticos e que são trabalhosos de sintetizar, como o hidrogênio.
Em um artigo publicado na revista "Science", a equipe sul-coreana garante conseguir uma "difusão seletiva" dos gases, em função do tamanho de suas moléculas, para assim capturar aqueles interessados.
Neste sentido, o grupo ressaltou que pode controlar os respectivos fluxos dos gases através "canais e poros" de diferentes tamanhos que podem ser criados empilhando as camadas de grafeno de diferentes formas.
A princípio, o Ministério de Ciência da Coreia do Sul acredita que o custo desta nova membrana é inferior ao dos materiais que são utilizados atualmente para capturar os gases.
"Vamos realizar estudos e provas adicionais de eficiência para poder comercializar em breve esta tecnologia", declarou o responsável do centro sul-coreano de P&D para a captura de carbono, Park Sang-do, em declarações à agência "Yonhap", que acrescentou que esta nova membrana poderia ser comercializada em menos de três anos.
Exame.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Frase



Ecossistema marinho está ameaçado por "combinação mortal", diz estudo

Os oceanos do mundo estão diante de uma ameaça maior do que se supunha anteriormente, proveniente de um "trio mortal" composto por aquecimento global, nível de oxigênio em declínio e acidificação, informou um estudo internacional divulgado nesta quinta-feira (3).
"Os riscos ao oceano e aos ecossistemas que ele apoia vêm sendo subestimados de forma significativa", segundo o Programa Internacional sobre o Estado do Oceano (Ipso, na sigla em inglês), um grupo não governamental de cientistas.
"A escala e a velocidade da perturbação de carbono atual, e a resultante acidificação do oceano, são inéditas na história conhecida da Terra", segundo o relatório feito com a União Internacional para a Conservação da Natureza.
Os oceanos estão se aquecendo por causa do calor resultante do acúmulo de gases do efeito-estufa na atmosfera. Fertilizantes e esgoto que vão parar nos mares podem provocar a proliferação de algas, reduzindo os níveis de oxigênio nas águas.
E o dióxido de carbono no ar pode formar um ácido fraco quando reage com a água do mar. "O ‘trio mortal' de acidificação, aquecimento e desoxigenação está afetando gravemente a produtividade e a eficiência do oceano", diz o estudo.
Alex Rogers, da Universidade de Oxford, diretor científico do Ipso, disse que os cientistas estavam descobrindo que as ameaças aos oceanos, dos impactos de carbono à pesca predatória, estavam se misturando. "Estamos vendo impactos em todo o mundo", ele disse.
Extinções Condições atuais nos oceanos eram similares às de 55 milhões de anos atrás, conhecidas como máximo térmico Paleoceno-Eoceno, que levaram a extinções em massa. Mas o ritmo atual da mudança está mais rápido e significa maiores tensões, disse Roger.
A acidificação, por exemplo, ameaça os organismos marinhos que usam carbonato de cálcio para formar seus esqueletos -como os recifes de corais, caranguejos, ostras e alguns plânctons vitais para as redes alimentares marinhas.
Enquanto que o aquecimento empurra muitos cardumes de peixes comerciais para os polos e eleva o risco de extinção para algumas espécies marinhas. Os corais podem parar de crescer se as temperaturas subirem até 2 ºC e correm risco de dissolverem em um ambiente com 3 ºC, disse o estudo.
Os cientistas disseram que as descobertas acrescentaram urgência a um plano de quase 200 governos para chegar a um acordo até o final de 2015 para limitar um aumento na média das temperaturas mundiais para menos do que 2 ºC acima da era pré-industrial.
Época.com

Estátua de Ramsés II com mais de 3 mil anos é encontrada no Egito

Uma equipe de arqueólogos, composta por egípcios e alemães, descobriu uma estátua de Ramsés II, com mais de três mil anos de antiguidade, no templo da deusa Bastet, na província de Sharqiya, no norte do Egito.
A figura, que data da XIX dinastia (entre o 1.295 e o 1.186 a.C.), mede 1,95 metro de comprimento por 1,60 de largura e é de rocha vermelha, informou nesta quinta-feira o ministro egípcio de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, em comunicado.
Na parte de atrás, a figura tem inscrições hieroglíficas com o nome de Ramsés II, um dos faraós do Império Novo, pertencente a 19ª dinastia, e de vários deuses.
A peça foi achada durante escavações ao leste do Grande Templo, como também é conhecido o santuário de Bastet, representada com a forma de gato e protetora do lar, a 85 quilômetros ao nordeste do Cairo.
O templo se encontra na colina de Bubastis, que, segundo Ibrahim, é uma das jazidas mais antigas do país, já que nele se descobriram artefatos que se remontam à dinastia IV (2.630-2.500 a.C.).
As autoridades egípcias acreditam que estes últimos descobrimentos, junto a outros anteriores na região, dão novas pistas para encontrar ali outro templo da época do Império Novo.

Uma em cada oito pessoas sofre de fome crônica no mundo

Um em cada oito habitantes do mundo, o equivalente a 842 milhões de pessoas, sofreram de fome crônica entre 2011 e 2013, sem acesso a alimentos suficientes para levar uma vida ativa e saudável. O dado faz parte do relatório anual  "O Estado da Insegurança Alimentícia no Mundo (SOFI)" publicado nesta terça-feira (1º) pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA). 
Embora alto, o número de pessoas que passam fome caiu em relação ao período entre 2010 e 2012, quando eram 868 milhões. "O constante crescimento econômico nos países em desenvolvimento melhorou a renda e o acesso aos alimentos", diz o relatório. O aumento da disponibilidade de comida nesses países se deve a um crescimento recente da produtividade agrícola, pelo aumento do investimento público e privado na agricultura. Além disso, em alguns países as remessas dos imigrantes tiveram um papel importante na redução da pobreza e contribuíram para impulsionar os investimentos produtivos dos pequenos agricultores.
Apesar dos progressos, o relatório alerta que há diferenças marcadas na redução da fome. A África Subsaariana fez progressos modestos e continua a ser a região com a maior prevalência de subnutrição, com uma em quatro pessoas (o equivalente a 24,8% da população) passando fome. A Ásia Ocidental não registou progressos, enquanto o Sul da Ásia e o Norte de África apresentaram progressos lentos. Segundo a organização, na América Latina, na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático foram registradas as reduções mais importantes no número de pessoas que passam fome e de subalimentação. No Sudeste Asiático, região com os melhores resultados, o número de pessoas com fome diminuiu de 31,1% para 10,7% desde 1990.
Desde 1990-92, o número total de pessoas subalimentadas nos países em desenvolvimento caiu 17%, passando de 995,5 a 826,6 milhões. Diante do atual ritmo de redução, parece improvável que se cumpra a ambiciosa meta fixada em 1996 pela Cúpula Mundial sobre a Alimentação (CMA) de reduzir pela metade, em 498 milhões de pessoas,  a quantidade de famintos no mundo até 2015.
O relatório ressalta que o crescimento econômico é a chave para o progresso na redução da fome, mas que é necessário que as políticas sejam dirigidas especificamente aos mais pobres, especialmente aos que moram em zonas rurais. "Nos países pobres, a redução da fome e da pobreza só será alcançada com um crescimento que não seja somente sustentado, mas também seja amplamente partilhado", diz o documento.
As conclusões e recomendações do SOFI 2013 serão debatidas por representantes dos Governos, a sociedade civil e o setor privado em reunião do Comitê de Segurança Alimentaria Mundial que acontecerá de 7 a 11 de outubro na sede da FAO em Roma, na Itália. 
Época.com 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

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Gelo em colapso

Fiorde de gelo Ilulissat, Groenlândia 2008
O que é sólido se liquefaz enquanto o iceberg, com a altura de um prédio de 15 andares, vai sendo erodido pelas águas quentes do Atlântico Norte.

As geleiras avançam ou recuam conforme o ritmo glacial. Mas agora estão desaparecendo diante dos nossos olhos.
As geleiras são animais selvagens. Na época anterior à Revolução Industrial, nós as temíamos tanto quanto os lobos – com a diferença de que as geleiras devoravam vilarejos inteiros. Até o final do século 19, elas viraram atrações turísticas: na Suíça, era possível se aventurar pelas entranhas da geleira Rhône através de um túnel escavado todos os verões junto ao Hotel Belvedere. Nessa mesma época, também havíamos começado a construir um mundo no qual talvez um dia não exista mais lugar para as geleiras – ainda que, por enquanto, elas resistam.
As geleiras respiram. A neve se acumula até se transformar em gelo nas altitudes mais elevadas e derrete na base da geleira. “Ela inspira no inverno e expira no verão”, diz Matthias Huss, jovem glaciologista da Universidade de Friburgo, na Suíça.
Elas se movimentam. Quando uma quantidade suficiente de gelo se acumula sobre ela, a geleira começa a se deslocar. “Se não há movimento, não é geleira. É gelo estagnado”, explica Dan Fagre, do Parque Nacional das Geleiras, no estado americano de Montana. Ele trabalha ali há duas décadas como ecologista especializado em mudanças climáticas. Hoje há 25 geleiras ativas no parque, mas eram 150 um século atrás. Muitas desapareceram antes mesmo de serem registradas em um mapa. Sabemos que existiram por causa de suas morenas – os montes de entulho que carregam ao deslizar para níveis mais baixos na época em que ainda estavam vivas e ativas.
Elas dominavam. Vinte mil anos atrás, a Suíça era um mar de gelo. Apenas os cumes dos Alpes se destacavam como ilhas rochosas. No século 19, os resquícios dessa Era Glacial ainda se manifestavam, no final do que hoje chamamos de Pequena Era Glacial. Um daguerreótipo de 1849 mostra a geleira Rhône estendendo-se por mais de 500 metros abaixo do nível atual. Ela caía por uma escarpa íngreme e avançava pelo leito do vale, com a altura de um prédio de vários andares.
 
 
                                                      Geleira Rhône, Suiça 2012 -
A ousadia de se aproximar desses monstros durante a Pequena Era Glacial foi o que permitiu aos cientistas suíços constatar – com base nas morenas e em outros resquícios no alto das montanhas – a ocorrência das grandes eras glaciais. Foi assim que descobrimos que o clima do planeta pode mudar de maneira drástica. Se hoje não fôssemos nós os responsáveis por tais mudanças, se a natureza ainda estivesse no comando, estaríamos condenados a enfrentar outra era glacial daqui a um ou dois milênios. Por outro lado, se queimarmos, até o fim das reservas, o carvão, petróleo e gás que restam no subsolo, vamos provocar o derretimento de todo o gelo que há na Terra. Este é o eloquente recado das geleiras: o de que estamos diante de uma encruzilhada crucial.
As geleiras resistem. À medida que o mundo fica mais quente, elas buscam o equilíbrio: a altitude e a massa precisam ser de tal ordem que a neve acrescentada seja equivalente ao gelo derretido. O clima é local, e o esforço, individual. Por isso, algumas geleiras estão aumentando – mas nenhuma delas está nos Alpes. Metade do gelo dessa cordilheira derreteu no último século, um volume de água suficiente para encher todos os lagos da Suíça. De 80 a 90% do que restou, segundo previsão de Huss, terá desaparecido até 2100.
A geleira Rhône já recuou para o alto da montanha, não podendo mais ser vista do vale. Agora termina bem acima do Hotel Belvedere. Para vê-la no inverno, quando está isolada e não há como transitar pela estrada até o hotel, é preciso vestir as botas de neve e escalar a montanha.
O parque das Geleiras continuará belo sem as geleiras, diz Fagre. Mas não será o mesmo. O mesmo vale para a Suíça, segundo Huss, que conclui: “O que mais dói é, no fim do verão, ver toda aquela neve derretida. Dói de verdade”.
National Geographic

Projeto chinês propõe ônibus que anda por cima dos carros

 
Um ônibus suspenso que anda por cima dos carros. Já imaginou? Uma equipe de pesquisadores chineses colocou a ideia no papel e defende que o projeto pode ser parte da solução para o trânsito terrível das grandes cidades.
Quando parado, o Land Airbus, como é chamado, não interrompe o trânsito, pois a parte inferior funciona como um túnel, “vazada”, em formato de arco – o que os inventores chamaram de design oco. O veículo ocupa duas pistas e permite que carros de até dois metros de altura passem por baixo.
Cada “vagão” comporta até 300 pessoas. Os passageiros entram no ônibus via elevador lateral e também são previstas estações fixas de parada. Movido por painéis solares e eletricidade, o veículo chega a 60 km/h. Há ainda um sistema que freia o veículo automaticamente em caso de emergência (se houver um acidente à frente, por exemplo).
Os criadores dizem que o ônibus suspenso pode diminuir em 30% o trânsito nas ruas e avenidas. Outra vantagem destacada é que a construção da estrutura para suportar esse tipo de transporte levaria três vezes menos tempo que a construção de metrôs, com custo 10% menor.
O projeto é apresentado como “o futuro das cidades”. Você acha que a solução parece viável? Veja o vídeo do projeto e entenda melhor o funcionamento do ônibus:
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

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Sete alimentos transgênicos que você deveria evitar

O que você sabe sobre alimentos transgênicos? Não muita coisa, certo? Pois é. Trata-se de um assunto sobre o qual há muito desinformação. Há uma ideia geral de que alimentos transgênicos podem ser prejudiciais à saúde, e no entanto, a maioria das pessoas não faz ideia de que boa parte da sua alimentação tem componentes feitos a partir de alimentos geneticamente modificados.
As grandes indústrias de bioengenharia regularmente desenvolvem pesquisas que negam a toxicidade de produtos geneticamente modificados. ONGs, nutricionistas e gurus da alimentação saudável, por sua vez, recomendam incisivamente que optemos por produtos orgânicos, isso é, sem agrotóxicos e bioengenharia, porque transgênicos causariam danos ao meio ambiente e aumentariam nossa propensão a ter alergias, entre outras coisas.
Enquanto não temos certeza sobre quem está certo, a regra deveria ser uma só: transparência. Todo mundo deveria ser capaz de identificar facilmente alimentos produzidos através de bioengenharia, no rótulo, para poder escolher se quer ou não consumi-los.
Na prática não é isso que acontece, e por isso saber identificar, entre as coisas que você come, as 10 que quase com certeza contém elementos transgênicos:
Aspartame.
O aspartame é feito a partir de três ingredientes: aspartate, fenilanina e mentol. Os três são conhecidos por serem transgênicos. Mas essa nem é a parte mais assustadora do aspartame. Esse adoçante artificial é uma neurotoxina e seu uso constante pode afetar o cérebro e o sistema nervoso. E não esqueça que ele também está presente em refrigerantes e sobremesas diet.
 
Óleo de Canola. A canola é uma planta que... Não, espera. Por essa você não esperava, mas acho que você nunca parou pra pensar que nunca ouviu falar de uma planta chamada Canola, né? É que ela não existe. Óleo de Canola não vem de uma planta chamada Canola. Canola é uma abreviação das iniciais de Canadian Oil Low Acid (Óleo canadense baixo em ácido) e ele é feito a partir de uma variedade de uma planta chamada Olza, que foi fertilizada de maneira cruzada por cientistas canadenses, até que eles chegassem em uma versão da semente que fosse mais baixa em um ácido tóxico que é parte do óleo da planta. Hoje em dia, cerca de 80% da Olza planta nos EUA para esse propósito é transgênica para se tornar mais resistente a pesticidas.
 
 Milho, amido de milho, xarope de milho: 85% do milho produzido no Brasil e nos EUA é transgênico. E você pode dizer "tudo bem, eu nunca como milho", mas se está dizendo isso é porque não tem lido os rótulos daquilo que come. Derivados do grão, como o amido de milho (corn starch, em inglês) e o xarope de milho (conhecido como high frutose corn syrup) estão presentes em quase todos os alimentos processados que você encontra no supermercado. Há suspeitas de que o amido e o xarope de milho causem danos aos orgãos.
 
 
Margarina. O substituto vegetal da manteiga é feito de canola geneticamente modificada ou de outros óleos vegetais processados e é rica em gordura trans, que você já cansou de ouvir o quanto faz mal. Gordura hidrogenada pura, a margarina e difere do plástico em apenas uma molécula. Dizem que se você deixar um pote de margarina aberto fora da geladeira, nem uma mosquinha chega perto. É pra se pensar.
 
 Leite. O gado leiteiro de produção em larga escala é alimentado, muito frequentemente, com farelo de soja - proveniente de uma variedade geneticamente modificada do grão. Além disso, fazendeiros injetam no gado um hormônio de crescimento transgênico, que aumenta a produção de leite mas também o número de infecções nas vacas. Essa infecção, às vezes, vaza para o leite que você toma.
 
 Salsicha. Você já cansou de escutar a quantidade de bizarrices encontradas na salsicha e provavelmente já ouviu aquele papo que diz "você não comeria mais salsicha se visse como ela é preparada". É que além da carne processada cuja origem a gente não quer nem adivinhar, salsicha contém na mistura o amido de milho sobre o qual falamos aqui em cima.
 
 
Soja e Lecitina. No Brasil, Soja geneticamente modificada já foi ligada a uma série de problemas de saúde. A lecitina é um espessante feito a partir de soja presente em muitos produtos industrializados que você consome no dia-a-dia. E no Brasil, 92,4% das lavouras de soja são plantadas com sementes transgênicas, de acordo com essa matéria.
A lição que fica é: leia os rótulos daquilo que você consome e, sempre que possível, opte por alimentos orgânicos. Por conta de informações como as que você leu, cada vez mais gente tem se preocupado em saber a origem daquilo que come - nessa "chatice" pode residir a diferença entre um organismo saudável e um doente.


Galileu.com
 

Cientistas tentam compreender baixa atividade do Sol

Estamos no ponto máximo do ciclo solar de 11 anos, chamado de máxima solar. A face do Sol deveria estar esburacada de manchas solares, e explosões cataclísmicas de raios X e partículas deveriam sibilar para todos os lados.
Em vez disso, o Sol está tranquilo, quase sem manchas.
Como W. Dean Pesnell, cientista do projeto do Observatório da Dinâmica Solar, da Nasa, observou secamente: "Não temos muito de uma máxima solar."
Uma semana atrás, uma mancha solar solitária desfigurava um disco amarelo imaculado. Nos dias seguintes, surgiram mais alguns pontos, mas até mesmo uma explosão pequena ou ejeção de massa coronal, na quinta-feira passada, pareciam a tentativa indiferente de uma estrela preguiçosa.
Na verdade, pouca coisa está acontecendo", afirmou Joseph M. Kunches, cientista espacial do Centro de Previsão Climática Espacial. "Realmente um fiasco. Você dá uma olhada no Sol hoje e fica sem entender nada."
Para quem depende do trabalho de Kunches, como operadores de satélite e empresas de energia, essa é uma notícia boa. Uma das preocupações em nossa civilização altamente tecnológica do século XXI é que um golpe direto na Terra de uma tempestade solar colossal desligue satélites e sobrecarregue fileiras de redes elétricas. Um Sol tranquilo torna tudo isso muito menos provável.
Para os cientistas tentando compreender a dinâmica no interior do Sol, esta tem sido uma experiência humilde lhes esclarecendo o quanto desconhecem. "Se teve alguém que entendeu isso, eu não fiquei sabendo, com certeza", afirmou Douglas Biesecker, físico do Centro de Previsão Climática Espacial e chefe de um grupo de especialistas que publicou previsões sobre o ciclo solar.
Eles têm uma compreensão básica do processo. Dentro do Sol, fluxos de elétrons e prótons geram campos magnéticos que ondulam em uma agenda de aproximadamente 11 anos. A agitação desses campos criam regiões mais frias e escuras – as manchas solares. Os campos magnéticos serpenteantes dentro das manchas solares estalam periodicamente, liberando quantidades enormes de energia em explosões solares e ejeções de massa coronal.
Contudo, alguns ciclos solares são ferozes enquanto outros permanecem calmos. Por que o ciclo é de 11 anos também continua sendo um mistério.
Este ciclo, o 24º desde que os cientistas começaram a fazer registros, tem sido desconcertante desde o começo. Alguns esperavam um ciclo ativo, semelhante aos do passado recente. Outros previam que seria mais tranquilo do que o habitual; tais previsões pareciam prescientes enquanto a calmaria da mínima solar se alongava por mais tempo e de forma mais profunda do que o esperado. Em 2008, o Sol não apresentou manchas durante 266 dias – o mais
imaculado em meio século. No ano seguinte, quando a propagação das manchas solares deveria ter recomeçado, o Sol ficou em branco durante 260 dias.
A atividade solar foi retomada em 2010 e, principalmente, em 2011. A seguir, o número de manchas começou a cair novamente. O que não foi necessariamente uma surpresa. Em alguns ciclos anteriores o hemisfério norte do astro se tornou ativo antes, e os cientistas esperavam um segundo pico de manchas enquanto o hemisfério sul entrasse no período ativo.
O hemisfério sul realmente começou a recuperar a energia, mas depois se nivelou e ficou assim durante o último ano, gerando mais perplexidade. "Com toda a sinceridade, dá a impressão de que o Sol não consegue se decidir", afirmou Biesecker. "É apenas essa coisa plana, sem qualquer movimento."
Caso não exista um segundo pico, e a máxima solar aconteceu na verdade há dois anos, então, o Ciclo Solar 24 seria extremamente estranho – começando tarde e terminando cedo. "O que me surpreenderia é se não retomasse no próximo ano", disse Pesnell.
Até onde os cientistas precisam recuar para encontrar uma máxima solar tão fraca? Até quando os torcedores do Chicago Cubs comemoraram a última taça do campeonato de beisebol dos Estados Unidos.
O Ciclo 14, do começo do século XX, foi igualmente tranquilo. O Chicago Cubs venceu o campeonato de 1908, cerca de um ano depois da máxima daquele ciclo solar. Desta vez, os cientistas solares vêm observando o sol com satélites que fornecem resmas de dados a serem analisados. "Pela primeira vez, observaremos um ciclo solar que é bem diferente daqueles vistos antes", explicou Pesnell.
Ainda segundo ele, já ficou aparente que os padrões de fluxo dentro do Sol são mais complicados do que se supunha.
Apesar das manchas solares mínimas, o Sol ainda está passando pelo resto do ciclo como sempre. Seu campo magnético está prestes a ser invertido, como esperado. Na máxima solar, os campos magnéticos dos polos – em essência – desaparecem por um breve período e, quando reaparecem, apontam na direção oposta. Uma bússola no polo norte do Sol que apontasse para o norte antes da máxima solar, apontaria na direção sul depois da máxima. (Na verdade, a bússola seria vaporizada.) O polo norte já se inverteu; o polo sul está atrasado, mas no mês passado os cientistas do Observatório Solar Wilcox, da Universidade de Stanford, disseram esperar que a transição fosse completada em breve.
"Estamos vendo indicações de que a máxima solar está para acontecer", afirmou Pesnell.

NASA acha componente do plástico em lua de Saturno

 A NASA, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira (30) que a sonda espacial Cassini fez uma descoberta inédita. Encontrou um ingrediente do plástico em Titã, a maior lua de Saturno.

Cassini encontrou pequenas quantidades de propileno nas camadas mais baixas da atmosfera de Titã. Na Terra, o propileno se junta em longas cadeias e forma o polipropileno, muito usado na fabricação de copos, brinquedos, material hospitalar, entre outros.
A sonda já tinha visto alguns sinais desse componente do plástico nessa lua. Mas agora um instrumento da sonda mediu o calor vindo de Saturno e de suas luas, o que comprovou a existência do material. Segundo a NASA, a detecção reforça a esperança dos cientistas de encontrar outros produtos químicos escondidos na atmosfera de Titã.
 
Titã
Esta lua de Saturno tem uma superfície de crosta de gelo em sua superfície. Sua atmosfera é densa, rica em materiais orgânicos. É formada por hidrocarbonetos, compostos químicos constituídos de átomos de carbono e hidrogênio, que se ligam a oxigênio, nitrogênio e enxofre (componentes que estão na base do petróleo e dos combustíveis fósseis da Terra.
Apesar da possibilidade de vida em Titã, a temperatura no local é muito baixa. O único líquido que existe em maior abundância na superfície é o metano. Embora tenha uma riqueza em elementos orgânicos, as condições na superfície são muito geladas. Esses fatores dificultam a exploração da lua pela NASA.
O gás metano na atmosfera é quebrado pela luz do Sol. Então, cai na superfície e é transportado de volta para os polos, onde se condensa e forma lagos. Observações dos cientistas feitas com dados fornecidas pela Cassini sugerem que existe a possibilidade de Titã ter quatro lagoas rasas semelhantes em tamanho e profundidade a pântanos da Terra.
Missão - Cassini completou sua missão inicial de quatro anos para explorar o sistema de Saturno em junho de 2008. A primeira missão estendida, chamada de Cassini Equinox Mission, também acabou em setembro de 2010. A extensão atual da missão vai até setembro de 2017, com o solstício de verão saturniano.
Exame.com

Chuva de meteoros do Cometa de Halley será vista na Terra

Até o próximo dia 25 de novembro, ocorrerá uma chuva de meteoros, conhecida como Oriônidas.
Os fragmentos da chuva vêm do Cometa Halley, quando o planeta Terra cruza sua órbita.
O fenômeno registra uma taxa típica de 20 a 25 meteoros por hora - o que pode ser visto em uma noite escura e de céu limpo.
As chuvas de meteoros não representam risco para a Terra e ocorrem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade, de acordo com o Observatório Nacional.
O ápice da Oriônidas será nos dias 21 e 22 de outubro, porém as condições de observação não serão favoráveis, pois a Lua estará na fase cheia passando à minguante. A chuva de meteoros vem da constelação de Orion, perto da estrela Betelgeuse - a estrela vermelha mais brilhante da constelação.
Segundo o Observatório Nacional, considera-se chuva de meteoros quando o planeta Terra cruza a órbita de um cometa, o que faz com que pequenos fragmentos que o corpo celeste deixa ao longo da sua órbita penetrem na atmosfera terrestre em um curto intervalo de tempo e em trajetórias quase paralelas.
Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio.
O fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente chamado de estrela cadente.

Nasa completa 55 anos com planos de levar humanos a Marte até 2030

A Nasa começa nesta terça-feira seu 56º ano de operações e, além de celebrar as conquistas do passado, tratou de expôr alguns de seus planos para o futuro. A agência espacial americana pretende expandir o acesso comercial à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) - possibilidade recente, que teve início com a permissão de espaçonaves privadas levarem ferramentas e mantimentos para a casa dos astronautas no espaço - e desenvolver um novo foguete para enviar seres humanos mais longe do que jamais foram - projeto que terá início com uma missão para capturar um asteroide e rebocá-lo até a Lua na próxima década.
"Estamos explorando além da Terra, para a Terra, revelando mistérios do nosso Sistema Solar e perscrutando o início do Universo, tudo enquanto desenvolvemos tecnologias para permitir à Nasa manter as missões atuais e as futuras, e melhorar a vida aqui mesmo, na Terra", afirmou a agência em um comunicado divulgado em seu site.
A Nasa aproveitou para relembrar os feitos de exploração espacial atingidos até hoje - um legado de descobertas que abre portas para o futuro, na visão da agência americana. Doze humanos foram enviados para caminhar e trabalhar na Lua, oito veículos tentaram explorar Marte - onde acaba de ser encontrada água - e uma sonda ultrapassou a barreira do Sistema Solar, atingindo o espaço interestelar. A Terra foi extensivamente estudada, assim como cada outro planeta no Sistema Solar e o próprio Sol, no centro de tudo.
 
A construção da Estação Espacial Internacional também foi aclamada pela Nasa: maior do que uma casa com cinco quartos, onde humanos vivem e trabalham fora do planeta desde novembro de 2000. Os mais de 30 anos de missões espaciais ainda foram lembrados, assim como o lançamento de telescópios como o Hubble - cujo criador morreu há 60 anos. O desenvolvimento de tecnologias que hoje tornam mais segura e sustentável a aviação. "Há coisas demais para listar todas... e ainda não terminamos", escreveu a agência espacial americana.
O plano de enviar humanos a Marte até a década de 2030 recebeu destaque como um dos principais projetos vindouros, e talvez o que a agência aprendeu - e ensinou - desde décadas atrás, quando chegou à Lua, possa ser futuramente aplicado na construção de uma colônia no planeta vermelho.
JB.com

Amazônia pode perder 70% da área, aponta IPCC

A Floresta Amazônica poderá sofrer uma redução de 70% da extensão da sua área ao fim do século, se houver um aumento da estação seca. A projeção consta do relatório completo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que foi divulgado nesta segunda-feira, 30, na sequência do sumário para formuladores de políticas, anunciado na sexta passada, 27.
 O material, com mais de mil páginas, traz com mais detalhes as bases físicas da ciência do clima e uma abordagem regional com projeções sobre como cada parte do planeta poderá ser afetada no futuro. O relatório lembra que no clima atual o crescimento intenso da floresta ocorre justamente durante a estação seca, quando a insolação é maior e há bastante água do período chuvoso armazenada nos aquíferos subterrâneos.
 Há muitas incertezas ainda sobre como a mudança climática vai afetar a seca na região, mas simulações que consideram um cenário de aumento do período sem chuva observam essa redução dramática na vegetação. O painel de cientistas alerta que o cenário poderá ficar ainda pior diante de um quadro de aumento do desmatamento, que tende a prolongar a estação seca. "Condições assim aumentam a probabilidade de incêndios naturais que, combinados com queimadas provocadas por atividades humanas, pode minar a resiliência da florestas às mudanças climáticas", escrevem os autores.
O relatório afirma que é muito provável (mais de 90% de chance) que a temperatura suba em toda a América do Sul, com o maior aquecimento projetado para o sul da Amazônia. A projeção é de um aumento da temperatura média de 0,5°C (centro-sul) a 1,5°C (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) no País até o fim do século no cenário mais otimista; e de 3°C (sul e litoral do Nordeste) a 7°C (Amazônia) no pior cenário.
Chuva

Em relação às chuvas, porém, há incertezas, com diferentes estudos mostrando diferentes tendências para algumas regiões, explica a pesquisadora Iracema Cavalcanti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma das autoras do capítulo que mostra as projeções regionais futuras. "Mas temos grande confiabilidade para algumas. Os resultados são muito robustos de que na Região Sul do País e na bacia do Prata as chuvas vão aumentar. E no inverno, há mais confiança de que haverá excesso de chuvas no oeste da Amazônia e menos no leste e no sul", diz.
IstoÉ.com