terça-feira, 12 de novembro de 2013

NASA marca voo inaugural da nave Órion para setembro de 2014

O primeiro voo não tripulado da nave espacial americana Orion, sucessora do ônibus espacial e capaz de transportar astronautas para além da órbita da Terra, será realizado em setembro do ano que vem, informou a NASA nesta terça-feira.
"Um grande progresso está sendo feito no avanço do programa Orion, o que permitirá um voo de teste da cápsula em setembro de 2014", segundo o previsto, disse durante coletiva de imprensa William Gerstenmaier, administrador associado da agência espacial americana, encarregado da exploração espacial tripulada.
A Orion só transportará astronautas depois de 2021.
A cápsula espacial, que será lançada da base aérea de Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste dos Estados Unidos), dará duas voltas ao redor da Terra antes de retornar à atmosfera em alta velocidade.
Este voo tem como objetivo principal testar o escudo térmico da nave de cerca de duas toneladas e o sistema de paraquedas para o pouso previsto no Oceano Pacífico, ao longo da costa da Califórnia, disse Gerstenmaier.
Para este primeiro voo, a Orion será transportada a bordo de um foguete Delta IV, já que seu sistema de lançamento (Space Launch System, SLS) ainda não está pronto.
Mas ainda assim "foram feitos avanços muito importantes em muito pouco tempo", graças aos quais o "SLS está 70% concluído", disse o encarregado da NASA.
A Orion, que poderá transportar de quatro a seis astronautas, será lançado pelo SLS na primeira missão espacial ao redor da Lua, em 2017. A cápsula não tripulada será colocada em uma órbita de 75.000 quilômetros sobre a superfície lunar para um voo de 21 dias, destinado a certificar esta nave com peso de 70 toneladas para missões tripuladas além da órbita terrestre.
Esta órbita tem a particularidade de ser muito estável, já que os objetos podem permanecer um século sem perder altura ou cair, explicou Gerstenmaier.
"Vamos levar a Orion a esta região ao redor da Lua e ver como podemos usar a gravidade lunar para colocá-la nesta órbita e tirá-la para voltar à Terra", explicou.
"Começaremos, assim, a operar no espaço e usar a gravidade da Lua para ir a diferentes destinos no sistema solar", disse Gerstenmaier.
Exame.com

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Frase


China oferece a províncias prêmio por redução de poluição

 
O governo chinês ofereceu uma recompensa de 5 bilhões de yuans (cerca de R$ 1,83 bilhão) para Pequim e outras cinco províncias próximas caso elas implementem, com sucesso, medidas para reduzir a poluição do ar até o final do ano.
As províncias de Tianjin, Hebei, Shanxi, Shandong, Mongólia Interior e Pequim, todas no norte do país, são consideradas as maiores poluidoras da China. Uma delas, Hebei, abriga sete das dez cidades mais poluídas do país.
Para receber o prêmio, que será dividido entre as seis regiões, os governos locais devem encaminhar medidas como a instalação de filtros em indústrias, oferecer recompensas fiscais para empresas que diminuírem a emissão de gases, fechar fábricas em dias de altos níveis de poluição e adotar sistemas de rodízio de carros.
A recompensa faz parte do plano anunciado em janeiro pelo Ministério do Meio Ambiente chinês, que prevê um investimento de 1,7 trilhão de yuans (R$ 6,3 bilhões) para reduzir a poluição do ar no país em 25% nos próximos cinco anos.
Golpe para o turismo As autoridades não estão preocupadas apenas com os efeitos da poluição sobre a saúde da população, mas também com seu impacto sobre o turismo. Segundo uma pesquisa do jornal "Beijing Youth Daily", o número de visitantes à capital, Pequim, caiu 50% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2012.
É a primeira vez que Pequim vê o volume de turistas cair desde 2008, quando a cidade recebeu os Jogos Olímpicos, de acordo com o jornal. O período da queda coincide com índices recordes de poluição na metrópole.
"Os Jogos abriram os olhos das pessoas para a China como um destino turístico, mas a cobertura pela mídia internacional da poluição no início do ano afetou os planos de viagem de muita gente", disse à BBC Brasil Andy Beales, consultor de marketing e produtos da China Highlights, uma das maiores empresas de turismo internacional do país.
A medição da concentração de partículas PM 2 (de dois micrômetros – as mais perigosas, por serem difíceis de filtrar) em Pequim chegou a 900 mg por metro cúbico de ar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma concentração de 150 mg já é nociva à saúde.
Mas não é apenas Pequim que está sofrendo com a queda do turismo. Haarbin, o principal destino de inverno do país, deverá sofrer uma redução semelhante no número de visitantes para o anual Festival de Gelo.
A cidade, conhecida pelas congelantes temperaturas de -20° C, por sua proximidade com a Sibéria, marcou em outubro os maiores níveis de poluição já registrados no país: 1.003 mg por metro cúbico de ar.
Trabalho E os turistas não são os únicos estrangeiros a evitar as cidades poluídas. Segundo a Câmara de Comércio Europeia, dezenas de empresas da Europa passaram a deslocar seus funcionários para destinos mais saudáveis e menos onerosos à saúde.
Um relatório recente do banco HSBC diz que a China é o principal destino mundial para profissionais estrangeiros, atraídos pelo crescimento do país, salários e benefícios até 50% superiores aos oferecidos no restante do mundo.
Os salários generosos, seriam, segundo o relatório, "uma recompensa" pelo trabalho em um ambiente tão poluído.
A ONU estima que pelo menos 230 mil pessoas morram anualmente na China por doenças ligadas à poluição.

Capacidade de suporte do planeta pede precisão

 
Qual é o tamanho da “pegada” da humanidade no planeta? Depende da medida.
Desde meados dos anos 90, ambientalistas, políticos, pesquisadores e outras pessoas usam um conceito chamado de “pegada ecológica” para quantificar a saúde relativa do planeta sob a influência da atividade humana. De acordo com essa medida, nossa pegada superou o planeta em que caminhamos: atualmente, seres humanos usam 1,5 Terra para sustentar seu bem-estar.
O conceito deu origem a um falso feriado, chamado de “dia do exagero”, que marca o ponto em que humanos gastam os recursos naturais que deveriam durar o ano todo. Neste ano, o feriado foi em 20 de agosto.
Uma nova análise, porém, sugere que o tamanho da pegada de nossas sete bilhões de pessoas foi medida de maneira errada. “A pegada ecológica original é uma boa metáfora e uma boa maneira de nos fazer pensar a respeito do sobreuso do planeta, mas o que nós realmente queremos de uma pegada é que ela seja uma ferramenta de administração”, observa Peter Kareiva, coautor do estudo, publicado em 5 de novembro na PloS Biology.
Em seu nível mais fundamental, a pegada ecológica incorpora seis medidas – cobertura urbana, dióxido de carbono, poluição, campos agrícolas, pescarias, florestas e pastagens – para revelar “a área agregada de ecossistemas de terra e água exigidos por populações específicas de seres humanos para produzir os bens e serviços de ecossistemas que eles consumem e para assimilar seus resíduos de carbono”. Ou pelo menos essa é a definição de William Rees, pesquisador de planejamento urbano da University of British Columbia, e Mathis Wackernagel, diretor da Global Footprint Network, que se uniram para desenvolver a medida.
A essência do caso contra a pegada é que, pelo menos em nível global, toda a medida se resume à assimilação de CO2. Isso acontece porque, por definição, terras cultiváveis, pastagens e outras métricas de terras e oceanos que usamos não podem exceder o tamanho do planeta, como até Rees e Wackernagel reconhecem. “Ao contrário de nações e regiões, a Terra não pode ‘importar’ a biocapacidade de terras cultiváveis e, portanto, não pode apresentar um déficit”, escreveram Rees e Wackernagel em resposta à crítica.
Assim, do ponto de vista global, a acumulação de CO2 na atmosfera é a única razão de a pegada ecológica da humanidade ser maior que a própria Terra. O que o tamanho da pegada significa em termos físicos é que o mundo não tem florestas suficientes para absorver todo o excesso de CO2 da queima que a humanidade faz de combustíveis fósseis, além de outras atividades. “Isso nos diz que florestas não estão absorvendo todas as emissões industriais, mas todo mundo já sabia disso antes”, aponta Linus Blomqvist, diretor do Programa de Conservação e Desenvolvimento do Instituto Breakthrough, um think-tank neo-ambiental. A pegada ecológica, de acordo com ele, é uma “tentativa fracassada de medir a capacidade de suporte”.
A humanidade poderia reduzir o tamanho de sua pegada ao aumentar dramaticamente a absorção de carbono das árvores do mundo – substituindo, por exemplo, florestas por plantações de árvores que crescem rápido, como eucaliptos. Mas isso dificilmente seria bom para o planeta, aponta Kareiva, porque florestas naturais trazem outros benefícios, como abrigar uma diversidade de animais, fungos, insetos, micróbios e plantas. E a pegada também não revela nada específico a respeito do possível sobreuso de terras cultiváveis ou pastagens, desmatamento global ou mesmo o impacto da expansão urbana.
A alternativa preferida de Kareiva é o que ele chama de “Projeto Genoma Terrestre” – uma compilação de dados que se resume ao nível local de uso de água, degradação do solo e, sim, gases estufa e outras formas de poluição do ar.
Kareiva é cientista-chefe do The Nature Conservacy, um grupo ambiental que usa o conceito de pegada ecológica de vez em quando. Mas agora ele está pedindo uma medida melhor. “Eu gostaria que as pessoas não ficassem satisfeitas com a pegada ecológica atual, e que tentassem encontrar técnicas que realmente medissem a água, o solo, e todas as maneiras que usamos para degradar nossos ecossistemas para que essas técnicas se tornassem medidas que podem ser usadas administrativamente”, declara Kareiva.
Um sistema assim revelaria se o lençol freático local estaria diminuindo ou se a pastagem estaria intensa demais em uma região específica – exatamente o tipo de julgamentos que a pegada global não serve para fazer. “Você poderia usar uma terra árida em excesso e convertê-la permanentemente em deserto – esse é um limite local”, explica Kareiva. “Precisamos procurar limites porque eles nos dizem o risco do próximo nível de degradação”.
A pegada ecológica, porém, pode revelar conexões importantes em níveis nacionais e internacionais, apontam Rees e Wackernagel. Então, por exemplo, mesmo que canadenses tenham uma pegada pequena, o excedente das terras cultiváveis, florestas e pescarias do Canadá é essencialmente exportado para países como os Estados Unidos e a China, que têm pegadas muito grandes. “A maioria dos países está em déficit ecológico, cada vez mais dependentes de trocas potencialmente incertas de biocapacidade”, escreveram Rees e Wackernagel. “O que poderia ser ganho ao se ignorar a avaliação das pegadas?”

Conferência da ONU sobre o clima começou nesta segunda-feira

 
Começou nesta segunda-feira, em Varsóvia, na Polônia, a 19ª conferência do clima da ONU, a COP-10. Até o dia 22 de novembro, representantes de 192 países vão começar a discutir formas de se chegar a um acordo global sobre a redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa. O acordo deverá ser assinado em 2015 em Paris e entrar em vigor em 2020, substituindo o Protocolo de Kyoto.
A última conferência sobre mudança climática, realizada em Doha no ano passado, definiu uma resolução para prolongar o período de compromisso do Protocolo de Kyoto até 2020. No entanto, alguns dos países mais poluidores, como Estados Unidos e China, não ratificaram a meta.
Até a aprovação do novo acordo, em 2020, o combate ao aquecimento global fica a cargo de metas voluntárias de alguns países e dos compromissos com o Protocolo de Kyoto. Esses planos de redução, porém, estão muito aquém do necessário, como mostrou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na semana passada. O Relatório sobre a Lacuna de Emissões apontou que, mesmo que todos os objetivos sejam cumpridos, a quantidade de CO2 lançada na atmosfera em 2020 deverá ficar oito a doze bilhões de toneladas acima do limite projetado como necessário para manter o aquecimento do planeta dentro de um limite de 2°C até 2100.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nasa anuncia programa de cultivo de vegetais no espaço

Até o fim do ano, a Nasa deverá lançar um kit de cultivo de alfaces para a Estação Espacial Internacional. O projeto, batizado de "Veggie: Vegetable Production System", irá encorajar o plantio de verduras no espaço, começando pela alface romana, espécie escolhida pela rapidez de seu crescimento - após seu plantio, em uma estufa iluminada por LEDs cor-de-rosa, as plantas estarão prontas para o consumo em 28 dias.
O projeto foi concebido após o sucesso do experimento do astronauta Don Pettit da EEI - em 2012, ele conseguiu cultivar um pé de abobrinhas no local. Caso você se interesse em saber mais detalhes sobre isso, Don escreveu um diário detalhado de sua vida de agricultor espacial neste blog. 
O objetivo final da Nasa é criar um sistema de cultivo regenerativo, que permitiria o plantio de vegetais na EEI de forma contínua. Depois do experimento com a alface romana, cientistas devem enviar almeirão, ervilhas e até uma espécie geneticamente manipulada de tomates, criada para ocupar pouco espaço. Com isso, se o método funcionar, a dieta dos astronautas seria mais nutritiva e econômica - hoje, são gastos US$ 10 mil para mandar cerca de meio quilo de comida para a EEI.
Infelizmente, os astronautas ainda não poderão comer essas primeiras plantas 'espaciais', já que não se sabe a que tipo de microorganismos elas estariam expostas por lá. Depois que os alfaces chegarem ao tamanho 'ideal', eles serão congelados e enviados para a Terra, onde serão analisados.
 Junk food espacial
Mas você se engana se acha que os cientistas da Nasa estão preocupados só com a agricultura. A junk food também tem seu lugar na dieta dos sonhos dos astronautas. Por isso, a Nasa anunciou planos de criar uma impressora 3D capaz de 'imprimir' pizzas no espaço. Como isso é possível?
Pense em uma impressora comum, mas substitua os cartuchos de tinta por alimentos em pó - no caso da pizza, massa, molho de tomate e queijo desidratados. A máquina hidrata as substâncias e as libera na ordem correta para produzir uma pizza "fresquinha".
Veja o esquema abaixo:


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Frase


Nave russa Soyuz leva tocha olímpica ao espaço

 
A nave russa Soyuz TMA-11M, com três tripulantes a bordo, foi lançada nesta quinta-feira com sucesso da base de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. Além dos cosmonautas e equipamentos de pesauisa que costumam fazer parte desse tipo de missão, a nave leva ao espaço um tipo de artefato que jamais deixou o globo terrestre: a tocha olímpica dos Jogos de Inverno de Sochi 2014.
O casco da nave foi decorado com o símbolo dos Jogos de Sochi, que acontecem em fevereiro do ano que vem. O lançamento, realizado com a ajuda de um foguete Soyuz-FG, ocorreu às 2h14 de Brasília e foi transmitido ao vivo pela televisão russa. A caminho da ISS seguem o cosmonauta russo Mikhail Tyurin, o astronauta americano Rick Mastracchio e o japonês Koichi Wakata. Eles ficarão 190 dias na estação internacional.
De acordo com o programa da missão, após seis horas de voo, às 8h31 de Brasília, a Soyuz TMA-11M vai deve se acoplar ao módulo Rassvet da ISS, cuja atual tripulação é integrada pelos russos Fyodor Yurchikhin, Oleg Kotov e Sergei Riazanski, pelos americanos Karen Nyberg e Michael Hopkins, e pelo italiano Luca Parmitano.
A tocha levada por Tyurin, Mastracchio e Wakata é idêntica às utilizadas no revezamento que levará o fogo olímpico a Sochi em 2014. Em um revezamento simbólico, a tocha sairá da estação espacial no próximo sábado durante uma caminhada de Kotov e Riazanski no casco da ISS.
Durante o período que vai passar no espaço, a tocha olímpica não será acesa por razões de segurança. A tocha voltará à Terra na próxima segunda-feira a bordo da nave Soyuz TMA-9M, que trará de volta Yurchikhin, Karen e Parmitano.
Veja.com

Probabilidade de asteroides baterem na Terra é grande

A probabilidade de um asteroide bater na Terra é maior do que se pensava previamente, e poderia acontecer a cada três ou quatro décadas, de acordo com um estudo publicado na revista "Science".
Esta pesquisa aconteceu como consequência do impacto ocorrido na cidade russa de Chelyabinsk, perto dos montes Urais, de um asteroide de 20 metros de diâmetro em fevereiro passado e que surpreendeu por sua incomum potência ao destroçar vidros a mais de 30 quilômetros em torno e provocar milhares de feridos.
Na época, os especialistas assinalaram que se tratava de um raro evento astronômico que acontecia a cada 100 ou 200 anos, e citaram que o último caso semelhante tinha acorrido em 1908.
"A imprevista chegada do meteorito e a violência do impacto foi uma chamada de atenção", afirmou Qing-Zhu Yin, um dos autores do relatório e astrônomo da Universidade da Califórnia (EUA).
De fato, os resultados do incidente de fevereiro fizeram os cálculos serem reajustados, e a probabilidade do impacto está agora em cada três ou quatro décadas.
Além disso, a comunidade científica retificou o tamanho do asteroide necessário para provocar um dano significativo. Até agora, o grande perigo de um impacto era de meteoritos com um quilômetro de diâmetro.
"Agora sabemos que devemos nos preocupar inclusive com aqueles de apenas alguns metros de tamanho", disse Qing-Zhu Yin.
A tecnologia rastreou as trajetórias dos meteoritos de um quilômetro de diâmetro. Não se prevê que nenhum deles cruze a órbita da Terra no futuro.
Um comitê da ONU vem estudando a questão recentemente e fez duas recomendações: por um lado, estabelecer uma Rede de Alerta Internacional de Asteroides e, por outro, pedir às diversas agências aeroespaciais para criar um grupo assessor para estudar tecnologias possíveis para desviá-los.
Exame.com 

Cientistas descobrem origem de meteorito que caiu na Rússia

Quase nove meses após um meteorito atingir a cidade de Tcheliabinsk, na Rússia, os cientistas desvendaram a origem da imensa bola de fogo que espantou o mundo. Três grupos de pesquisadores revelaram suas descobertas nesta quinta-feira (7).
Uma das pesquisas liderada por Jiri Borovicka, da Academia de Ciências da República Tcheca, explica como ninguém viu a aproximação do meteorito com antecedência. Segundo os pesquisadores, o meteorito ficou em uma posição que o impedia de ser observado pelos astrônomos nas seis semanas que antecederam o impacto.
O cálculo da órbita do meteorito coincidia com a do asteroide 1999 NC43. Com 2,2 km de diâmetro, esse objeto celeste se alterna em sua rota entre o cinturão de asteroides e as proximidades da Terra. Portanto, é provável que o meteorito fosse um pedaço que se desprendeu do asteroide.
Outro artigo revelou que o impacto do asteroide e suas consequências foram muito maiores do que o estimado. Peter Brown e seus colegas da University of Western Ontario (Canadá) calcularam que a explosão do meteorito ao entrar na atmosfera teve a força de 500 mil toneladas de TNT (trinitrotolueno), atrás apenas do objeto que caiu em Tunguska, na Sibéria, em 1908.
Os cálculos das propriedades do meteorito e de sua rota apontam que o objeto estava a 19 km por segundo quando alcançou a atmosfera terrestre. Quando chegou à altitude de 45 a 30 quilômetros, explodiu a 27 km do solo, emitindo gás e poeira. Sua massa era de cerca de 10 mil toneladas. Ou seja, maior e quase duas vezes mais pesado do que calculado anteriormente.
Já a pesquisa liderada por Olga Popova, da Academia Russa de Ciências, estudou estragos que foram causados pelo impacto. Os cientistas visitaram as áreas afetadas e recolheram os pedaços de meteorito.
Os cientistas estimam, agora, que o risco de um objeto parecido atingir a Terra de novo pode ser maior do que o calculado antes. Os estudos reafirmam, portanto, que os asteroides realmente são perigosos e exigem toda a atenção dos astrônomos..
Exame.com
 

Romanos usavam redes sociais há dois mil anos, diz livro

Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um de seus vários amigos no Facebook, você provavelmente se sente privilegiado por viver em um tempo na História em que é possível alcançar de forma imediata uma vasta rede de contatos por meio de um simples clique no botão "enviar".
Você talvez também reflita sobre como as gerações passadas puderam viver sem mídias sociais, desprovidas da capacidade de verem e serem vistas, de receber, gerar e interagir com uma imensa carga de informações.
Mas o que você talvez não sabia, é que os seres humanos usam ferramentas de interação social há mais de dois mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor do livro Writing on the Wall – Social Media, The first 2.000 Years (Escrevendo no Mural - Mídias Sociais, Os primeiros 2 mil anos, em tradução livre).
Na obra, Standage, que é editor de conteúdo do site da revista britânica The Economist, afirma que redes sociais como o Facebook, Twitter e Tumblr podem ser as últimas encarnações de uma prática que começou por volta do ano 51 a.C, na Roma Antiga.
Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, filósofo e político romano, teria sido, junto com outros membros da elite romana, precursor do uso de redes sociais.
O autor relata como Cícero usava um escravo, que posteriormente tornou-se seu escriba, para redigir mensagens em rolos de papiro que eram enviados a uma espécie de rede de contatos.
Estas pessoas, por sua vez, copiavam seu texto, acrescentavam seus próprios comentários e repassavam adiante.
"Hoje temos computadores e banda larga, mas os romanos tinham escravos e escribas que transmitiam suas mensagens", disse Standage à BBC Brasil.
"Membros da elite romana escreviam entre si constantemente, comentando sobre as últimas movimentações políticas e expressando opiniões".
iPad romano
Além do papiro, outra plataforma comumente utilizada pelos romanos era uma tábua de cera do tamanho e forma de um tablet moderno, em que escreviam recados, perguntas ou transmitiam os principais pontos da acta diurna, um "jornal" exposto diariamente no Fórum de Roma contendo um resumo de debates políticos, anúncios de feriados, de nascimentos e de óbitos, e outras informações oficiais.
Essa tábua, o "iPad da Roma Antiga", era levado por um mensageiro até o destinatário, que respondia embaixo da mensagem.
"Esse sistema é provavelmente o antepassado mais antigo do torpedo de celular", compara o autor.
Outra curiosidade relatada no livro é que o hábito de abreviar palavras e expressões, amplamente usado nos dias de hoje, também era comum entre os romanos.
Entre as expressões mais correntes estavam "SPD", que significa "Envia muitos cumprimentos" e S.V.B.E.E.V: "Se você está bem, que bom. Eu estou bem".
Escrevendo no Mural descreve a evolução das mídias sociais ao longo da História e mostram o grande impacto da criação do papel e da invenção do processo de impressão sobre a comunicação social.
"Na corte de Ana Bolena (uma das mulheres do rei da Inglaterra Henrique 8º), o manuscrito de Devonshire era um Facebook do século 16, permitindo aos cortesãos se comunicarem por meio de poesias e fofocas  nas páginas que circulavam pelos corredores do palácio", diz o autor.
Standage conta como os panfletos do teólogo alemão Martinho Lutero, que desencadearam a Reforma Protestante no século 16, foram disseminados rapidamente pela Europa depois que as pessoas começaram a replicá-los e, depois, imprimi-los.
"Ele não esperava que isso fosse acontecer, que as pessoas fossem disseminar sua mensagem de que a Igreja precisava ser reformada. Foi uma disseminação social e viral", diz o autor.
Anomalia histórica
Para o Standage, o advento e a popularização da comunicação de massa no século 19 — com jornais e livros — e no século 20 — cinema, rádio e TV — ofuscaram os modelos sociais de distribuição de informação que haviam prevalecido durante séculos.
                             Segundo Standage, Cicero foi dos fundadores das redes sociais
 
"As pessoas passaram a obter informações das mídias de massa e não mais de seus amigos, em um processo de mão única, sem interação", diz o autor.
Na última década, a internet abriu caminho para o renascimento das plataformas sociais de comunicação que, para o autor, se tornaram tão eficientes que passaram a competir com as mídias de massa.
"Agora o grande desafio das grandes organizações de mídia é gerar conteúdo de mão dupla, porque já sabem que o de mão única foi uma anomalia histórica que não funciona mais".
Para Standage, sua obra reflete que o ser humano, independentemente da época em que vive, nutre o desejo profundo de se conectar e compartilhar ideias e impressões com outras pessoas.
"Este desejo é construído nos nossos cérebros. A tecnologia vai e vem, mas a natureza humana continua a mesma".
BBC

Asteroide com seis caudas assombra cientistas

Um estranho asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, entre Marte e Júpiter, anunciaram astrônomos nesta quinta-feira.
Ao invés de se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem meia dúzia caudas de poeira parecidas com as dos cometas, similares aos raios de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal Letters.
"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.
"Ficamos assombrados quando o vimos. Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira", acrescentou.
O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses. O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram os cientistas.
Eles não acreditam que as caudas tenham resultado de um impacto porque um evento assim faria a poeira se espalhar de uma vez. Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí.
Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás. Seu padrão de poeira dispersa em espasmos e explosões pode significar que está morrendo lentamente.
"Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão", afirmou. "É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros", prosseguiu.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ONU indica que concentração de gases na atmosfera aumentou em 2012

A concentração de gases na atmosfera atingiu um novo recorde em 2012 e contribuiu para uma aceleração das alterações do clima, segundo as Nações Unidas. No relatório anual sobre o efeito estufa, divulgado hoje (6), a Organização Mundial de Metereologia (OMM) indica que a concentração de dióxido de carbono ( CO2),  principal gás causador do efeito estufa, atingiu novos patamares durante 2012: 393,1 partes por milhão, 141% a mais do que os níveis registrados no período pré-industrial. O CO2  que tem origem nas emissões relacionadas ao uso de combustíveis fósseis, é responsável por 80% do aumento da concentração de gases na atmosfera. 
De acordo com o relatório da OMM, essa concentração de gases - entre os quais estão o CO2, o metano e o óxido nitroso - aumentou 32% entre 1990 e 2012. O secretário-geral da organização, Michel Jarraud, disse que a presença dessas substâncias na atmosfera atingiram níveis sem precedentes e, como consequência o clima mudou.
“Desde o início da era industrial em 1750, a média da concentração atmosférica mundial de CO2 aumentou 41%; a de metano, 160%; a de óxido nitroso, 20%”, informou o relatório. Para reverter essa tendência, o secretário-geral da organização defende a redução de emissões de gases de efeito de estufa de forma substancial e sustentável. 
“Caso continue a atual evolução, no final deste século, as temperaturas médias mundiais podem chegar a aumentar 4,6 graus Celsius - ou até mais em algumas partes do mundo, o que pode ter consequências devastadoras. Devemos atuar agora porque de outra forma estaremos pondo em risco o futuro dos nossos filhos, netos e gerações futuras. O tempo não corre a nosso favor”, disse Jarraud.
JB

Chuvas de meteoros são mais comuns do que se pensava, diz estudo

A ameaça de uma chuva de asteroides, como a que atingiu a Rússia em fevereiro deste ano, é muito maior do que se pensava anteriormente, sugere um estudo recém-publicado no periódico Nature.
Pesquisadores descobriram que meteoritos similares aos que caíram sobre a cidade russa de Chelyabinsk têm entrado em colisão na atmosfera terrestre com uma frequência surpreendente.
Alguns defendem a criação de sistemas de alerta para esse tipo de evento.
"Provavelmente vale a pena ter algum sistema que 'escaneie' o céu de forma contínua e procure esses objetos antes que eles atinjam a Terra", disse Peter Brown, professor da Universidade de West Ontario (Canadá) ao programa Science in Action, do Serviço Mundial da BBC. "No caso de Chelyabinsk, um aviso prévio de alguns dias teria sido valioso."
Estima-se que a chuva de meteoritos sobre a cidade russa tenha deixado mais de mil feridos.
Poder energético
O tamanho do corpo celeste que originou a chuva de meteoritos é estimado em 19 metros de largura e liberou energia mais poderosa do que a de uma arma nuclear.
Agora, os cientistas acreditam que podem haver rochas especiais parecidas a ele em rota de colisão com a Terra.
Uma equipe internacional analisou dados coletados nas duas últimas décadas por sensores usados pelo governo dos EUA e por sensores infravermelhos posicionados ao redor do mundo.
Eles servem para detectar a ameaça de armas nucleares, mas também são capazes de identificar os choques causados pelo impacto de asteroides.
Os pesquisadores descobriram que, nesse período, cerca de 60 asteroides de até 20 metros de largura se chocaram com a atmosfera terrestre - muito mais do que pensava anteriormente.
A maioria passou despercebido porque explodiu sobre oceanos ou sobre áreas remotas.
Risco subestimado
A descoberta sugere que o risco de chuvas de asteroides como a de Chelyabinsk tem sido subestimado. Os pesquisadores acreditam que os choques desses asteroides são entre duas e dez vezes mais comuns do que se pensava antes a partir de observações telescópicas.
"Imaginaríamos que (eventos como o de) Chelyabinsk só ocorreriam a cada 150 anos, com base em informações telescópicas", disse Brown. "Mas, quando você olha os dados e os extrapola, vê que isso ocorre mais ou menos a cada 30 anos."
Eventos como o ocorrido na Sibéria, em 1908 - quando centenas de quilômetros quadrados de floresta foram devastados pela queda de um asteroide - provavelmente ocorrem a cada cento e poucos anos, em vez de a cada mil e poucos anos, acrescentou Brown.
"Há literalmente milhões de objetos de dezenas de metros de comprimento que suspeitamos que sejam asteroides que podem se aproximar da Terra", declarou o professor.
"Só descobrimos cerca de mil deles. Há muitos a serem descobertos, mas seria algo muito caro e que provavelmente não valeria a pena, já que a atmosfera para a maior parte deles. O que pode valer a pena é (criar) sistemas que identifiquem (os asteroides) alguns dias ou semanas antes de eles se chocarem, para que possamos saber onde eles vão atingir. Isso daria a chance de alertar autoridades de defesa civil."
 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Frase


Superplantas podem combater a fome durante a seca

Quem diria que se esquecer de regar as plantas poderia trazer contribuição significativa para a erradicação da fome mundial? A descoberta foi feita pelo professor de biologia Shimon Gepstein, da Technion University. Mas alto lá: não tente fazer isso com as plantas normais da sua casa, você só vai matá-las.
Por algumas semanas, o cientista israelense se esqueceu de regar suas plantas geneticamente modificadas ou transgênicas. Quando se lembrou da tarefa, para sua surpresa, elas ainda estavam vivas. Intrigado, o pesquisador fez testes e descobriu que as “superplantas” – como foram apelidadas – poderiam sobreviver por até um mês sem água.
De acordo com o cientista, mesmo que sejam regadas, elas precisam de apenas 30% da quantidade de água demandada pelas plantas normais. Ainda segundo ele, após serem cortados, os vegetais e frutas duram o dobro do tempo – e, às vezes, três vezes mais – caso sejam dessas plantas geneticamente modificadas. “Posso afirmar que as nossas não são perigosas para a saúde humana, porque as alteramos utilizando seus próprios componentes, nada foi adicionado a elas”, defendeu Gepstein no site da universidade.
Além de precisar de menos água para o crescimento, as plantas sustentam a produção de citocininahormônio responsável pelas divisões celulares dos vegetais –, que previne o envelhecimento e facilita a fotossíntese contínua. “Levei para casa uma alface modificada e ela levou 21 dias até começar a ficar marrom, enquanto que alfaces normais ficam ruins em cinco ou seis dias”, contou o pesquisador.
Como as superplantas vivem mais, facilitam colheitas maiores. Dessa forma, podem ser uma boa opção para zonas áridas que sofrem com a escassez de água e com a falta de alimentos por causa da seca, considerada pelo Programa Alimentar Mundial a principal razão pela falta de comida no mundo. “Em muitos países, as mudanças climáticas estão amplificando condições naturais já adversas por natureza”, disse.
Essa solução fortuita pode vir bem a calhar no cenário previsto pela primeira parte do 5º Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climáticas, divulgado em setembro deste ano pelo IPCC – Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas. Um dos principais pontos do documento assinalou que o contraste da precipitação entre as regiões úmidas e secas e entre as estações chuvosa e seca vai aumentar.
Superinteressante.com

Meta de limitar aquecimento global a 2°C está cada vez mais distante, diz ONU

As possibilidades de limitar o aquecimento global a 2º graus Celsius (°C) estão diminuindo rapidamente, alerta relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira, a seis dias do início da 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19), que começa na próxima segunda-feira em Varsóvia, na Polônia.
 "O desafio que enfrentamos não é técnico, é político", disse o secretário executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, durante a apresentação do relatório, hoje de manhã, em Berlim, na Alemanha.
 As emissões mundiais de gases de efeito estufa serão 8 bilhões a 12 bilhões de toneladas mais elevadas do que as metas definidas para 2020, mesmo que os países cumpram os acordos de redução das emissões, revela o documento.
 Os cientistas estimam que, se o aquecimento global ficar abaixo dos 2°C, as piores consequências poderão ser evitadas, mas, segundo o relatório, isso implicaria reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 14% até 2020.
Segundo o relatório anual 2013, as emissões atingirão cerca de 59 bilhões de toneladas até 2020, 1 bilhão a mais do que previa o relatório do ano passado. O aumento deve-se, entre outros fatores, a novos dados sobre a China e a uma atualização dos modelos utilizados. O Pnuma acredita, porém, que ainda é tecnicamente possível alcançar o objetivo.
 O relatório, publicado às vésperas da COP-19, alerta que o setor agrícola, responsável por 11% das emissões de gases de efeito estufa, tem muito a fazer no que diz respeito à redução das emissões. Mais de 190 Estados reúnem-se na próxima semana para continuar as negociações com a meta de chegar, até 2015, a um acordo global sobre o clima que deverá entrar em vigor em 2020.
IstoÉ.com

Índia lança primeira missão a Marte

A Índia lançou nesta terça-feira (5), com sucesso, sua primeira missão a Marte. O objetivo é se tornar o primeiro país da Ásia a alcançar o chamado Planeta Vermelho.
O lançamento do satélite que navegará na órbita de Marte aconteceu às 14h38 (7h08 de Brasília) e foi transmitido ao vivo pelas emissoras de televisão locais a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, en Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.
A nave Mangalyaan, de 1.350 quilos, vai manter-se em órbita terrestre até 1º de dezembro, quando iniciará uma viagem de 300 dias a Marte, onde deverá chegar em 24 de setembro de 2014, depois de percorrer cerca de 400 milhões de quilômetros. A nave espacial leva cinco instrumentos para estudar a superfície, a topografia e a atmosfera de Marte, e vai se concentrar na busca de metano.
"Esse é nosso modesto início nas missões interplanetárias", disse à imprensa local um porta-voz da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, sigla em inglês), Deviprasad Karnik. De acordo com dados do ISRO, a missão indiana, com custo de US$ 73 milhões, um décimo do valor de missões americanas semelhantes, foi desenvolvido durante 15 meses por mil cientistas.
A missão de chegar a Marte já foi realizada com êxito apenas pelos Estados Unidos, Rússia e União Europeia. O Japão, em 2003, e a China, em 2011, já haviam tentado sem sucesso chegar ao Planeta Vermelho.
A Índia comemorou no ano passado os 50 anos do início de seu programa espacial. Seu primeiro lançamento foi em 1975, quando enviou ao espaço o satélite Arybhatta, por meio de um foguete russo. Com 16 mil cientistas e um orçamento de US$ 1 bilhão, a ISRO tem planos de lançar em 2016 sua primeira missão espacial tripulada. 
Época.com

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Frase


Planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea

Em agosto, cientistas da Nasa anunciaram o fim das atividades da sonda espacial Kepler, após desistirem de consertar as inúmeras falhas no equipamento. Nesta segunda-feira, uma pesquisa publicada na revista PNAS mostrou que, mesmo com sua aposentadoria precoce, a missão cumpriu seu objetivo inicial: determinar quantas das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea possuem planetas habitáveis girando ao seu redor. O estudo, que analisa as observações recolhidas durante seus quatro anos de funcionamento, determinou que uma em cada cinco estrelas semelhantes ao Sol têm planetas do tamanho da Terra orbitando ao seu redor, em regiões onde a temperatura de sua superfície pode ser propícia à vida.
"Isso significa que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, o astro semelhante ao Sol mais próximo com um planeta como a Terra em sua zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância, e pode ser visto a olho nu. Isso é incrível", diz Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia que liderou a análise dos dados.
Segundo os cientistas, esse é um dado importante para os engenheiros da Nasa, que pretendem construir as missões sucessoras da Kepler. "Essas missões vão tentar obter imagens reais desses planetas, e o tamanho do telescópio que será construído depende do quão perto eles estão da Terra. Uma abundância de planetas orbitando estrelas próximas deve simplificar tais missões", diz Andrew Howard, pesquisador da Universidade do Havaí que participou do estudo.
Os caça-planetas — A sonda Kepler foi lançada em 2009 com o objetivo de analisar a luz das estrelas em busca de planetas que estejam girando ao seu redor. Entre todos os 150 000 astros fotografados durante a missão, os cientistas detectaram mais de 3 000 candidatos a planetas. Isso é possível porque quando esses corpos passam na frente de sua estrela, eles ofuscam seu brilho, o que é perceptível a partir da órbita terrestre. 
A maioria dos corpos detectados até agora, no entanto, são muito maiores do que a Terra, sendo provavelmente gigantes gasosos semelhantes a Júpiter. Outros estão localizados em regiões muito próximas ou muito distantes de suas estrelas, onde a água não pode existir em sua forma líquida — apenas na gasosa ou sólida, respectivamente. Nessas condições, não é possível o desenvolvimento de vida nas condições conhecidas pelos cientistas.
zona habitável
Por isso, no atual estudo, os pesquisadores se focaram nas 42 000 estrelas semelhantes ao Sol analisadas pelo telescópio Kepler, buscando apenas os planetas de tamanho semelhantes ao da Terra localizados em sua zona habitável. De todos os 603 planetas orbitando essas estrelas, apenas dez cumpriam os requisitos da pesquisa.
Censo planetário — As medições realizadas pela sonda nem sempre conseguem detectar planetas pequenos, que costumam passar despercebidos por seus instrumentos. Por isso, os cientistas submeteram os dados coletados a uma série de testes, para medir quantos planetas do tamanho da Terra não teriam sido detectados durante a missão.
Eles introduziram uma série de planetas falsos nos dados obtidos por Kepler, e estudaram quantos deles eram detectados por seu software e quantos eram ignorados. "O que fizemos foi uma espécie de censo dos planetas fora do Sistema Solar, mas não podemos bater em cada porta. Só depois de incluir esses planetas falsos e medir quantos deles eram realmente detectados, pudemos chegar ao número de planetas que passavam despercebidos pela Kepler", disse Petigura.
Ao cruzar os dados, os pesquisadores concluíram que 22% de todas as estrelas parecidas com o Sol na Via Láctea possuíam planetas do tamanho da Terra em suas zonas habitáveis. O fato de os planetas estarem na zona habitável de sua estrela não significa que eles possuem todas as condições de hospedar a vida. Alguns deles podem ter atmosfera muito fina, portanto muito quente, ou uma composição química muito diferente da composição da Terra.
Duas pesquisas publicadas quarta-feira passada no entanto, dão esperanças aos cientistas de que a composição química terrestre seja comum na galáxia. Elas descrevem o primeiro exoplaneta composto de rochas e ferro — como a Terra. "Isso nos dá confiança para, quando estudarmos planetas localizados na zona habitável de sua estrela, esperar que eles sejam rochosos e do tamanho da Terra", disse Howard.
Veja.com

Astrônomos varrem a galáxia em busca de ouro

O ouro foi um dos primeiros metais usados pelo homem. Raro e, por isso, muito valioso, este elemento é alvo incessante de exploração mundo afora. E, no que diz respeito às suas origens, astrônomos estão quase certos de que o brilhante e maleável metal surgiu através de processos que resultam de supernovas ou com a poderosa colisão entre estrelas de nêutrons. Ou seja, veio do espaço para a Terra.
Mas, ao que parece, independente de como aconteceu o surgimento do ouro, a verdade é que a ocorrência de processos que o originam é rara.
Segundo o astrônomo Andrew McWilliam, do Observatório Carnegie (Pasadena, Califórnia), em entrevista ao site da Forbes, nem toda supernova seria capaz de produzir ouro. A maioria, disse ele, produz pouco ou nada deste valioso metal.
Difícil de ser encontrado, tanto na Terra quanto em corpos celestes espalhados pela via láctea, a presença de ouro em uma estrela pode ser constatada a partir da verificação da existência de outros elementos que, segundo o cientista, formam-se da mesma maneira. Através de supernovas ou da colisão de estrelas de nêutrons.
Para Chris Sneden, outro astrônomo ouvido pela reportagem, se a ocorrência de um destes fenômenos irá, de fato, formar elementos como o ouro é impossível prever. Apesar disso, explicou o pesquisador, a nossa galáxia foi capaz de “distribuir” elementos como o ouro nas estrelas. Isto faz com que a existência de metais preciosos na Terra ou outros planetas é mais ou menos a mesma. 
Exame.com

Faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado, diz estudo


Cientistas britânicos acreditam ter solucionado o mistério que durante milênios cercou a morte do faraó egípcio mais famoso, Tutancâmon. Segundo estudo da Egypt Exploration Society, restos mortais de Tutancâmon, morto aos 19 anos, apresentam indícios de ferimentos semelhantes aos que poderia produzir um atropelamento por carruagem. O conteúdo completo do estudo só será divulgado no próximo domingo em um documentário transmitido pela rede de televisão britânica "Channel 4".  
Segundo o diretor da Egypt Exploration Society, Chris Naunton, os cientistas realizaram, em parceria com o Instituto Médico Legal Cranfield, uma "autópsia  virtual" para analisar os traumatismos da múmia. Por meio de um simulador eletrônico, as feridas de Tutancâmon foram comparadas com as que provocariam o real impacto de uma carruagem. O resultado do estudo sugere que o veículo se chocou contra o faraó enquanto ele estava de joelhos, o que esmagou sua pélvis e pressionou suas costelas contra os órgãos vitais.
O estudo revela ainda outro mistério envolvendo a morte de Tutancâmon: por que ele foi o único faraó encontrado sem coração? Segundo os cientistas britânicos, a mumificação do faraó não foi perfeita, deixando resquícios de carne presos ao cadáver. Óleos de embalsamar entraram em combustão pelo contato com o oxigênio e as telas. As reações químicas provocaram temperaturas superiores a 200°C, o que levou à carbonização do órgão dentro do sarcófago.
Tutancâmon, da dinastia XVIII, reinou no Egito durante um curto período da primeira metade do século 1.300 a.C e o fato mais relevante de seu mandato foi a devolução da influência e do poder aos sacerdotes de Amón, após a experiência monoteísta de Akenatón. O líder sempre será lembrado, no entanto, por sua suposta maldição, que dizem ter levado à morte repentina do Lorde Carnarvon, no Cairo.
Época.com

Geleira na Argentina perdeu 3 km em 11 anos

 
A foto acima, feita por um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional, mostra a geleira de Upsala, em El Calafate, na Argentina. O lugar é uma belíssima viagem turística. Mas quem viaja não sabe o quanto a geleira encolheu nos últimos anos. Marcação na foto mostra onde estava a linha de gelo em 2013 em comparação com 2002. A geleira retrocedeu três quilômetros no período.
Um estudo recente em 63 das principais geleiras da Patagônia mostrou uma tendência geral de recuo na região. 
O fenômeno é global. Consequência do aquecimento na temperatura média da Terra nas últimas décadas. Há casos piores. A geleira Colúmbia, no Alasca, recuou 20 quilômetros.

domingo, 3 de novembro de 2013

Marcas misteriosas são registradas em SC

Desde 2008 a situação se repete. Nesta mesma época do ano, gigantes desenhos, conhecidos como agroglifos, aparecem nas lavouras da cidade de Ipuaçu, a 580 quilômetros de Florianópolis, Santa Catarina.
Os moradores, registraram figuras geométricas misteriosas em plantações de trigo da cidade. Este é o sexto ano consecutivo que os desenhos são vistos na região, sempre na mesma época do ano.
Segundo os moradores, nenhum barulho diferente foi ouvido durante a madrugada. Os círculos foram registrados em duas diferentes propriedades rurais, ambas de plantações de trigo.
De acordo com o ufólogo Ivo Hugo Dohl, os dois agroglifos feitos estão a cerca de 1 quilômetro de distância entre si, e são complexos. “Um deles tem mais de 70 metros, pode-se comparar a um campo de futebol, e tem 13 anéis envolvendo o círculo central”, relata.
Dohl afirma ainda que os moradores relataram, na semana anterior, terem visto luzes sobrevoando a região, e “algo luminoso de tom avermelhado, com tamanho em torno de 30 centímetros. Ficou pairando no ar abaixo das nuvens e depois sumiu entre elas”, diz.
Desta vez, os desenhos surgiram um pouco depois do previsto, já que os agroglifos costumam aparecer no mês de outubro. No ano passado, chamou a atenção dos pesquisadores o fato de que 24 horas depois do aparecimento de agroglifos em Ipuaçu, foram descobertos desenhos em campos do interior da Inglaterra, onde o fenômeno já é registrado desde a década de 70.

 

 

sábado, 2 de novembro de 2013

Inseticidas comuns e problemas comportamentais em crianças

Inseticidas domésticos de uso comum podem estar associados a problemas de comportamento em crianças, de acordo com um novo estudo conduzido por pesquisadores de Quebec.
O estudo é um dos primeiros a investigar possíveis efeitos de piretroides na saúde humana. Esses elementos são usados em mais de 3.500 produtos comerciais, incluindo bombas de pulgas e mata-baratas.
As descobertas levantam algumas perguntas a respeito da segurança dos compostos, que substituíram outros inseticidas com riscos conhecidos ao desenvolvimento cerebral de crianças. A exposição a piretroides, que matam insetos ao interferir com seu sistema nervoso, é comum porque esses produtos são usados dentro de casas e escolas, em programas municipais de controle de mosquitos e em fazendas.
No estudo, a urina de 779 crianças canadenses com idades entre seis e 11 anos foi testada, e seus pais responderam perguntas a respeito do comportamento de cada criança.
Noventa e sete porcento das crianças tinham traços de subprodutos de piretroides em sua urina, e 91% delas tinham traços de organofosfatos, outra classe de pesticidas.
Um aumento de 10 vezes em um produto da quebra de piretroides em níveis urinários, o cis-DCCA, foi associado com o dobro de chances de uma criança ter uma pontuação alta em problemas comportamentais relatados por pais, como falta de atenção e hiperatividade.
Outro produto da quebra, o trans-DCCA, também foi associado a mais problemas comportamentais, apesar de a associação não ser estatisticamente significativa, o que significa que a descoberta pode se dever ao acaso. Os produtos da quebra, trans- e cis-DCCA, são específicos de certos piretroides: permetrina, cipermetrina e ciflutrina.
Nenhuma ligação foi encontrada entre pontuações comportamentais e níveis de produtos da quebra de organofosfatos.
Os pesquisadores relataram que existem poucos estudos investigando os resultados neurocomportamentais associados a piretroides.
O uso de piretroides aumentou dramaticamente nos últimos anos porque eles substituíram pesticidas de organofosfatos, que estão desaparecendo devido a preocupações com a saúde infantil. A exposição prenatal a organofosfatos foi ligada a atrasos no desenvolvimento neurológico, pontuações de QI mais baixas e problemas de atenção.
A permetrina e outros piretroides foram muito elogiadas como sendo mais seguros que organofosfatos, por serem uma adaptação sintética de um composto encontrado naturalmente em crisântemos.
Mas existem muito poucos dados sobre os possíveis efeitos de piretroides sobre a saúde de crianças. Um estudo com 348 pares de mães e filhos na Cidade de Nova York encontrou taxas mais baixas de desenvolvimento em bebês que tinham sido expostos a piretroides ainda no ventre. Em estudos com animais jovens de laboratório, níveis baixos de alguns piretroides afetaram o desenvolvimento do sistema nervoso.
“Crianças são as mais ameaçadas pela toxicidade de pesticidas porque o cérebro em desenvolvimento é mais suscetível a neurotoxinas, e porque elas (as crianças) interagem com o ambiente de maneiras específicas, como o comportamento frequente de levar a mão à boca, e brincadeiras fora de casa”, escreveram os autores do estudo.
Uma limitação do estudo foi o pequeno número de crianças que tiveram pontuação alta para problemas comportamentais – apenas 69, ou 6,8% de todos os amostrados. Pesticidas também podem ser metabolizados rapidamente no corpo, então uma única amostra de urina pode não representar adequadamente a exposição de uma criança.
O estudo não prova que piretroides provocam problemas comportamentais, mas os autores declararam que suas descobertas sugerem que mais pesquisas são necessárias para determinar seus possíveis efeitos em crianças.
Scientific American

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Frase


Vênus se exibe nos céus

Mundo parecido com a Terra está ao nosso lado, e não a centenas de anos luz de distância 
Com alguma frequência a mídia se refere à descoberta de um planeta fora do Sistema Solar, uma espécie de primo ou irmão da Terra, e certa agitação sugere que um dia desses colocaremos nossos pés lá para trocar de mundos, algo como o que aconteceu na infância do Super Homem, quando deixou Krypton para viver com pais adotivos na Terra.
Na quarta-feira passada (30/10) mais uma vez a mídia internacional voltou a esse tema ao se referir ao planeta Kepler 78-b, a 400 anos-luz da Terra, no interior da constelação  do Cisne.
Kepler 78 é uma estrela anã-amarela, parente não muito distante do Sol, e o mundo que a orbita teria 1,2 o diâmetro da Terra e densidade de 5,3 ou 5,57 gramas por centímetro cúbico.
A densidade da Terra é de 5,52 grama por centímetro cúbico. Isso significa que 1cm³ do material médio que forma a Terra e cabe numa colher de chá pesa 5,52 gramas.
Ao menos a primeira comparação com a Terra por parte de Kepler-78, no entanto, mostra um enorme desencontro.
Kepler 78 está tão próximo de sua estrela-mãe que completa um giro em torno dela (um ano de Kepler 78) em pouco mais que um terço de dia da Terra, ou seja, 8h30.
O que um período orbital como esse sugere?
Que o planeta está estão próximo da estrela que sua temperatura superficial é infernal e absolutamente inconsistente com as formas de vida conhecidas na Terra. Entre outras razões porque, num mundo como esse, a água não pode manifestar-se nas três como ocorre na Terra. 
E se descobrirmos, a qualquer hora, um mundo como Vênus, em torno de uma outra estrela?
Seguramente seria uma comoção.
Os jornais abririam pequenas manchetes de página e os âncoras dos telejornais em horário nobre fariam posse para anunciar, com certa solenidade, que haveria uma segunda Terra no céu.
Mas Vênus está aqui, bem ao nosso lado. Por que não comemoramos a existência dele?
Talvez porque as sondas espaciais tenham revelado que, ao invés de deusa do amor da mitologia romana, na verdade Vênus é um mundo bem próximo de um inferno de calor (próximo de 500 ºC na superfície) e uma atmosfera corrosiva de ácido sulfúrico, entre outros elementos agressivos à presença humana e da vida conhecida.
Pressão esmagadora
Sem falar de uma assustadora pressão atmosférica, que literalmente amassou as primeiras naves soviéticas a pousar em sua superfície ainda nos anos 60.
Vênus tem 95% do tamanho da Terra, com diâmetro equatorial de 12.104 km, contra 12.400 km da Terra. Ao contrário da Terra, no entanto, Vênus não está acompanhado de uma lua e, curiosamente, gira de cabeça para baixo.
Uma dia ocuparemos Vênus?
Mais fácil chegarmos a Vênus (várias sondas americanas e russas já pousaram lá) que a alguns anos-luz daqui. Kepler 78-b, por exemplo, a 400 anos-luz exigiria uma viagem que, mesmo à velocidade da luz (300 mil km/s no vácuo) demoraria 400 anos.
Isso sem considerar que nenhum corpo dotado de massa pode viajar à velocidade da luz.
E antes de chegarmos a Vênus é mais simples pousar e iniciar a colonização de Marte, o que é mais fácil de falar que de fazer, embora isso, seguramente, deva acontecer em futuro relativamente próximo.
Carl Sagan, um dos mais notáveis divulgadores científicos do século 20, em sua tese de doutorado, propôs o que ficou conhecido como “terraformação” de Vênus com uma técnica supreendentemente simples. Algas geneticamente desenvolvidas colocadas na atmosfera do planeta absorveriam o gás carbônico que faz desse mundo um inferno e, à medida que isso ocorresse, estaríamos cada vez mais próximos de um segundo jardim, no Sistema Solar.
Claro que um irmão da Terra, ainda que distante, pode sugerir a presença de vida. Eventualmente de uma civilização, coisa que Vênus nem de longe sugere.
De qualquer maneira, em termos logísticos, mesmo a complexa engenharia planetária de Vênus é mais simples e direta que uma viagem interestelar a dezenas ou centenas de anos-luz distante da Terra.
A presença de Vênus no céu, entre novembro e dezembro deve fazer com que muitos especulem sobre a luz intensa entre as estrelas que não havia sido notada antes.
Às 4h58 de hoje (sexta-feira, 1º de novembro), Vênus atingiu sua máxima elongação oriental, ou seja, o máximo distanciamento aparente do Sol, observado da Terra e isso fará com que ele se mostre como um ponto bastante luminoso a uns 15º de altura no horizonte oeste, logo em seguida ao por do sol, no interior da constelação do Sagitário.
Vênus se exibe no céu
Mas à medida que os dias passam, e até o fim do ano, Vênus se exibirá luminosamente no céu sugerindo para muitos a idéia de um OVNI.
Em 6 de dezembro, bem próximo da Lua falcada (com a forma de uma foice) Vênus atingirá a magnitude – 4,9, mais brilhante que qualquer estrela no céu, mesmo Sirius, a mais brilhante de todas.
Enquanto Vênus exibe seu brilho no céu talvez seja interessante considerar que, mesmo incomparavelmente mais próxima da Terra que qualquer outro mundo da Galáxia, excetuando Marte, mais acolhedor, este ainda é um mundo agressivo à presença humana e à vida como concebemos.
A Terra ainda é, sob todos os aspectos, o único jardim conhecido da Galáxia e, sem qualquer dúvida, o espaço mais sofisticado de vida do Sistema Solar, ainda que duramente agredido pela poluição humana, com ameaça sobre a enorme diversidade de espécies com que compartilhamos a vida aqui.
Esse talvez possa ser um ponto de partida interessante para, surpreendentemente, começarmos a descobria a própria Terra, nossa casa cósmica que mais de uma nave espacial já mostrou como um pálido ponto azul em meio ao fundo escuro do céu, apenas pontilhado de estrelas.
Scientific American

Quem paga por megaempreendimentos científicos?

Sejam eles uma enorme embarcação para explorar os oceanos (SeaOrbiter), ou uma audaciosa missão para estabelecer uma colônia humana permanente em Marte (Mars One) - o que empaca estes superprojetos quase sempre é o financiamento. Na maioria das vezes, a tecnologia necessária para concretizar esse tipo de ideia ambiciosa já existe. Apoio popular também não falta: no caso da Mars One, mais de 200 mil pessoas se inscreveram para uma viagem sem volta para Marte.
“O grande problema com esse tipo de projeto é que é difícil conversar com pessoas que não têm visão. É difícil convencê-las de que tem um mundo no longo prazo lá fora. As pessoas para as quais estamos pedindo fundos são guiadas apenas pelo modelo de curto prazo”, diz Ariel Fuchs, fundador da SeaOrbiter. “Perdemos nosso senso de visão e de exploração”.
A embarcação que Fuchs concebeu foi pensada para servir como um posto avançado de pesquisas relacionadas aos oceanos – ela cruzaria os mares ininterruptamente com o propósito científico de exploração e observação. Ele a compara com a Estação Espacial Internacional (algo como uma Estação Marítima Internacional).
A SeaOrbiter precisa de um investimento de milhões de dólares para sair do papel; a Mars One necessita de bem mais: 6 bilhões de dólares. “Não conseguimos nada dos governos e outras instâncias administrativas na Europa; é complicado demais para eles”, diz Fuchs. Para driblar esta dificuldade, Bas Lansdorp, fundador da Mars One, aposta no crowd-funding. “Se um porcento das pessoas neste planeta pagarem um dólar por mês, nós podemos ir para Marte. Algumas pessoas são mais empolgado e vão pagar mais”, diz.
Ele também acredita que pode arrecadar muito dinheiro com a venda dos diretos de transmissão de sua empreitada – a ideia é criar algo como um reality show da vida na colônia humana em Marte.
Como exemplo, Lansdorp cita os Jogos Olímpicos de Londres, que renderam incríveis 4 bilhões de dólares com um evento de apenas três semanas.
Ariel Fuchs, da SeaOrbiter, demonstra muita preocupação com a falta de interesse generalizada em investimentos de longo prazo, como a exploração científica. “Exploração é um investimento de longo prazo e ela leva à inovação. Não há exploração sem inovação, mas também não há inovação sem visão. Uma sociedade sem exploração é uma sociedade sem futuro”, aponta.
Galileu.com

Eclipse solar híbrido poderá ser visto em algumas regiões do país

 No próximo domingo, 3 de novembro, rola um eclipse solar parcial, visível em parte considerável do território nacional, nas regiões Norte e Nordeste. “As melhores condições são no litoral norte, do Amapá até o Rio Grande do Norte. Nessas regiões, até 30% da superfície do Sol será coberta pela Lua”,  afirma Gustavo Rojas, astrônomo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A imagem abaixo vale mais do que mil palavras a esse respeito.
 
 
Como se pode ver, o horário de observação (calibrado por Brasília, que segue o horário de verão) varia dependendo da sua posição no mapa, assim como o grau de acobertamento do Sol pela Lua.
Um eclipse solar acontece quando a Lua e o Sol se alinham no céu, de forma que a primeira bloqueia a luz da segunda. Eles existem em três tipos básicos: parciais (a Lua recobre só uma parte do disco solar), totais (a Lua se sobrepõe completamente ao disco solar) e anulares (a Lua está afastada a ponto de seu disco não aparecer grande o suficiente para tampar completamente o Sol, deixando um anel ainda visível).
O de domingo é de um tipo mais raro ainda: é um eclipse híbrido. De alguns pontos da Terra, será possível ver o Sol ser coberto pela Lua totalmente, em outros a visualização será a anular. Para que se tenha uma ideia da raridade, os eclipses híbridos representam apenas 4,8% do total de eclipses solares.
Para os tupiniquins, contudo, o eclipse será apenas parcial mesmo.
COMO OBSERVAR
“Como em toda observação solar, não se deve olhar diretamente para o Sol”, afirma Rojas. “O método mais seguro é fazer uma projeção com uma luneta ou binóculo.”
MUITA ATENÇÃO AQUI: nunca olhe diretamente pela luneta ou pelo binóculo para o Sol. Cega mesmo. Não é brincadeira. Aponte o instrumento para o Sol sem olhar diretamente e projete a imagem num anteparo de papel.
Rojas não recomenda outras soluções caseiras. “Filtros improvisados com radiografias, filmes fotográficos, disquetes (alguém ainda sabe o que é isso?) ou outras ‘gambiarras’ devem ser evitados”, diz.
As recomendações exageradas dos profissionais às vezes fazem parecer que é mais perigoso olhar para o Sol durante um eclipse do que todos os dias. Não é. É a mesma coisa. O lance é que, sem eclipse, o desconforto é bem maior e naturalmente evitamos olhar fixamente. Com eclipse, tem menos luz, e você pode se sentir mais tentado a ficar observando. Resista à tentação.
Ou use um anteparo ou dê rápidas olhadelas com um filtro escuro. Depois desse, o próximo visível no Brasil vai acontecer só em 2017.