domingo, 19 de janeiro de 2014

IPCC alerta para risco de aceleração do aquecimento global

Emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera não param de aumentar e subiram 2,2% ao ano entre 2000 e 2010


A meta de limitar o aquecimento global a 2ºC será mais difícil de conseguir caso não sejam tomadas medidas necessárias em larga escala até 2030 para conter a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, informou o IPCC.
Os membros do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) mostram, em uma versão final de um relatório com publicação prevista para abril, os diferentes cenários, segundo as médias tomadas para atenuar o aquecimento.
As medidas podem ser destinadas a reduzir as fontes de gases estufa (eficiência energética, taxação do carbono ou apoio às energias não fósseis, entre outros), ou a capturá-las, como reflorestamento e captação de carbono das fábricas.
Os cientistas consideram que só os cenários que preveem uma concentração média de gases de efeito estufa entre 430 ppm (partes dos milhão) e 480 ppm em 2100 podem realmente limitar o aumento da temperatura média do planeta a 2ºC. Acima de 530 ppm, é improvável que se consiga.
Mas as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera não param de aumentar (2,2% ao ano entre 2000 e 2010) e, se a tendência se mantiver, a concentração poderá alcançar as 450 ppm em 2030 e aumentar entre 750 e 1.300 ppm em 2100, segundo o IPCC.
"Limitar os níveis de concentração na atmosfera (dos gases de efeito estufa) a 530 ppm ou menos será um desafio mais difícil de alcançar e as opções serão mais reduzidas se as medidas de redução de emissões forem adiadas para além de 2030", diz o texto.
Para permanecer no limite de 430-530 ppm, "a maioria dos cenários incluem que se tripliquem ou quadrupliquem as fontes de energia com pouco carbono, como as energias renováveis" e ampliar a a captura de carbono nas usinas termelétricas.
Os estudos realizados demonstram que para limitar a concentração de 450 a 550 ppm ao custo mais baixo, a maioria dos investimentos deve ser feita nos países não pertencentes à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE). 
IG.com



Poluição da China pode ser vista do espaço

Imagem de satélite mostra um denso 'smog' (neblina tóxica) sobre o leste da China, em 22 de outubro de 2013

Pesquisadores anunciaram nesta sexta-feira ter mapeado, pela primeira vez, a poluição do ar na China a partir do espaço em um fato que deve ajudar na luta contra um conhecido risco para a saúde.
Cientistas atmosféricos belgas e franceses usaram um sensor infravermelho a bordo do satélite climático europeu MetOp para mapear nuvens de material particulado e de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e amônia sobre a planície norte da China, que abrange Pequim, Tianjin e a província de Hebei, em janeiro de 2013.
Os especialistas se surpreenderam ao ver que a tecnologia funciona, mas descobriram que seu sucesso também depende de duas condições, indicou o Centro Nacional de Pesquisa Espacial francês (CNRS).
É necessário que haja condições climáticas "estáveis" para que a poluição se acumule no nível do solo.
Também é preciso haver uma grande diferença de temperaturas entre o ar no nível do solo e as camadas mais altas da atmosfera para que as emissões quentes de poluição se destaquem, acrescentou.
Os satélites podem ser uma ferramenta útil para monitorar a extensão das nuvens de poluição e prever seu movimento, ajudando as autoridades a alertar os habitantes a tempo.
Exame.com

Contagem regressiva para primeira aterrissagem em cometa

Sistema solar da Via Láctea

A sonda Rosetta da Agência Espacial Europeia, equipamento astronômica que está há dez anos viajando pelo Sistema Solar, prepara-se para sair amanhã de sua hibernação e preparar a primeira aterrissagem da história em um cometa em voo.
'Tenho bastante confiança em que funcionará. O momento-chave será o 'despertar' da sonda após quase dois anos e meio em hibernação', explicou à Agência Efe Nicolas Altobelli, um dos cientistas da ESA que participam da missão.
Os astrônomos consideram que os cometas podem ser comparados aos primeiros tijolos com que o Sistema Solar foi construído e, talvez, os veículos que trouxeram água à Terra e possibilitaram a aparição da vida.
'Acredita-se que tenham surgido no início do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos, e que se mantêm quase idênticos ao que eram em seu nascimento', acrescenta o especialista.
Para resolver esses e outros enigmas, a ESA consagrou 1 bilhão de euros (cerca de US$ 1,365 bilhão) a essa ambiciosa missão que decolou em março de 2004 a bordo de um foguete Ariane 5 desde o Centro Espacial Europeu de Kuru, na a Guiana Francesa rumo ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Desde então, Rosetta traçou uma complexa série de órbitas, aproveitando em quatro ocasiões o impulso gravitacional da Terra (2005, 2007, 2009) e de Marte (2007), e chegou ao momento-chave de sua tarefa.
Se tudo sai como está previsto, nesta segunda-feira às 10h GMT (8h de Brasília) o relógio do computador central da nave fará soar o despertador e Rosetta, hibernando para economizar combustível, apontará com sua antena à Terra e voltará a enviar informações às estações de controle.
O aparelho, que viaja a 135 mil km/h, estará ainda a 9 milhões de quilômetros de seu alvo. Para começar a preparar a ambiciosa aterrissagem, primeiro o dispositivo precisará provar que todos seus instrumentos científicos funcionam corretamente após o longo percurso.
Em maio, quando a Rosetta estiver a apenas 2 milhões de quilômetros de seu anfitrião, fará a que se considera a manobra crítica, na qual corrigirá sua velocidade e sua trajetória, e começará a enviar fotografias do 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Em agosto, mais de dez anos após sair da Terra, chegará às proximidades do cometa. Então se dedicará a cartografar a superfície e enviará dados à Terra para encontrar 'o melhor lugar de aterrissagem'.
Uma vez selecionado o ponto ideal, a sonda liberará um veículo de 100 quilos, Philae, que posará sobre o cometa.
'Ele lançará arpões ao chão para se ancorar, porque a gravidade é muito baixa e, não fosse assim, rebateria', resume Altobelli, que explica que a quase ausência de gravidade faz com que a aterrissagem seja, em princípio, mais complexo que o de um aparelho similar na superfície de Marte.
Esse veículo, que dispõe de nove ferramentas como indicadores de gás, câmeras panorâmicas e sondas para analisar as ondas de rádio do núcleo, passará entre um e dois meses fazendo fotografias e recolhendo mostras que analisará junto com sua sonda matriz, que orbitará, enquanto isso, ao redor do cometa.
Quando seus painéis solares se cobrirem de pó, Philae deixará de funcionar. Mas a sonda Rosetta permanecerá orbitando ao redor do cometa e reunindo dados durante pelo menos mais um ano.
Para isso conta com dez complexos instrumentos científicos, entre os quais estão o telescópio Alice, desenhado para captar a faixa eletromagnética ultravioleta, a câmera Osiris, e vários espectrômetros de massa para analisar o pó e a atmosfera do cometa.
O 67P/Churyumov-Gerasimenko passará por seu ponto mais próximo ao sol (agosto de 2015), enquanto Rosetta segue orbitando ao seu redor e colhendo dados.
'Pela primeira vez seremos capazes de analisar um cometa durante um longo período de tempo' e isso nos dará 'uma visão interna de como trabalha um cometa para nos ajudar a decifrar o papel que desempenham no Sistema Solar', sintetiza Matt Taylor, cientista que atua na missão. EFE

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rocha misteriosa aparece em frente a robô em Marte

Rocha misteriosa aparece em frente a robô Opportunity em Marte

Uma pedra no solo de Marte tem intrigado cientistas. Em uma primeira imagem feita pelo robô Opportunity não há indícios da rocha. Dois dias depois, ela surge em um lugar bem visível, no mesmo local da foto anterior. As informações são do Discovery News.
O anúncio da descoberta foi feito por cientistas da NASA (Agência Espacial Americana) durante um evento do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). O evento comemorou os 10 anos de exploração dos robôs em Marte.
A foto da esquerda foi feita 3528 dias marcianos após a chegada do Opportunity em Marte. A imagem da direita foi feita exatamente no mesmo lugar, 12 dias depois.
Os cientistas não sabem ao certo como a pedra chegou lá. Uma das hipóteses é que a rocha surgiu após o impacto de um meteorito em Marte.
Há também a possibilidade de o robô ter dado uma volta e ter arrastado a pedra com uma de suas rodas. A teoria do meteorito é considerada a menos provável.
O robô Opportunity está em Marte desde janeiro de 2004. Nesses anos, o Opportunity tem superado expectativas. O robô foi lançado ao planeta junto de seu irmão, o Spirit, que já não funciona mais.
Exame.com

Rachaduras no gelo do Ártico atraem mercúrio da atmosfera, diz estudo

 Foto aérea mostra fendas no gelo do Ártico e nuvens formadas acima das rachaduras devido às diferenças de temperatura entre a água e o ar (Foto: Lars Kaleschke/Divulgação)

A existência de rachaduras no gelo do Ártico está levando a uma concentração maior de mercúrio na atmosfera próxima ao solo. O fenômeno - provocado pelo movimento peculiar que o ar realiza sobre essas rachaduras - pode trazer problemas para o homem. Isso porque há risco de o poluente afetar os peixes, entrando dessa forma na cadeia alimentar da qual o homem faz parte.
O achado, feito por pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e do Instituto de Pesquisa sobre o Deserto, foi publicado na edição da revista "Nature" desta semana. As medições de mercúrio foram feitas na costa da cidade de Barrow, no estado do Alasca, nos Estados Unidos.
Lá, o gelo da superfície do mar quebrou, criando rachaduras por onde corre água do oceano, como em canais. Segundo um dos autores do estudo, o pesquisador Chris Moore, do Instituto de Pesquisa sobre o Deserto, a água nesses canais é muito mais morna do que o ar sobre ela. Por causa da diferença de temperatura, o ar sobre os canais se agita violentamente.
O resultado é que o mercúrio que fica em uma camada mais alta da atmosfera é puxado para perto da superfície. A forte agitação do ar atinge uma altura de cerca de 400 metros, segundo a estimativa dos cientistas. O fenômeno é caracterizado por nuvens densas que saem desses canais abertos no gelo. Segundo os cientistas, quando o mercúrio está próximo ao nível do solo, ele passa por reações químicas que fazem com que ele seja depositado na superfície.
"Nenhum de nós suspeitávamos que poderíamos descobrir esse tipo de processo associado a essas fendas", disse Son Nghiem, um dos autores da pesquisa e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
A existência de rachaduras no gelo ártico tem se tornado mais frequente devido às mudanças climáticas."Na última década, temos visto mais gelo novo em detrimento do gelo perene que tem sobrevivido por muitos anos. O gelo novo é mais fino, mais salgado e quebra mais facilmente", diz Nghiem.
G1

Cientistas identificam osso que pode ser do rei Alfredo, da Inglaterra

Estátua de Alfredo, O Grande, em Winchester, na Inglaterra

Arqueólogos anunciaram nesta sexta-feira ter identificado restos mortais que podem pertencer a Alfredo, o Grande, monarca do século IX e um dos mais conhecidos da história inglesa. Os ossos estavam guardados há quinze anos em uma caixa sem identificação no depósito de um museu da cidade de Winchester, na Inglaterra. 
No ano passado, após a descoberta do corpo desaparecido de Ricardo III, os arqueólogos resolveram procurar o esqueleto do antigo monarca conhecido por vitórias contra os vikings que invadiam o norte do país. Alfredo, o Grande, governou o reino de Wessex, entre 871 e 899. Winchester é a antiga capital do reino.
Os pesquisadores exumaram os restos de um túmulo sem identificação na igreja de São Bartolomeu, na cidade, onde se acreditava estar enterrado o antigo rei. Mas as análises indicaram que os ossos datavam do ano 1300 e, por isso, não poderiam ser dele. As pesquisas levaram às caixas que haviam sido encontradas em 1999 e permaneciam sem serem estudadas. As datações com radiocarbono indicaram que um osso pélvico é do período entre os anos 895 e 1017 e que, provavelmente, pertence ao antigo monarca ou ao seu filho, Eduardo. Alfredo, o Grande, morreu em 899 e seu filho, em 924.
"É provável que seja um deles, eu não gostaria de dizer qual", disse a arqueóloga Kate Tucker, da Universidade de Winchester, autora do estudo. "Trata-se de um osso que estava perto do altar maior. Até onde sabemos, pelas crônicas e arquivos, os únicos indivíduos que poderiam ser enterrados ali que batem com a idade e o momento no qual morreram são Alfredo e Eduardo."
Veja.com

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Frase

Cientistas desenvolvem novo método para limpar lixo espacial

Satélites ao redor da Terra

Cientistas japoneses vão testar em fevereiro um novo método para limpar a órbita terrestre do lixo espacial, atraindo-o magneticamente à atmosfera para que ele se desintegre.
Os pesquisadores da agência espacial japonesa (Jaxa) anunciaram nesta quinta-feira que desenvolveram uma espécie de cabo encapado com aço inoxidável e alumínio. O princípio do mecanismo consiste em atar o cabo a um dos milhares de destroços que flutuam no espaço, ao redor da Terra, para atraí-los magneticamente à atmosfera.
Os cientistas esperam que a eletricidade gerada pelo cabo, enquanto gira pelo campo magnético da Terra, diminua a velocidade dos resíduos, levando-os a órbitas cada vez mais baixas em cada volta ao redor do planeta, até que entrem na atmosfera e sejam destruídos.
Masahiro Nohmi, professor da Universidade Kagawa que trabalha com a Jaxa, anunciou que o lançamento de um satélite equipado com o cabo, e desenvolvido pela universidade, está previsto para o dia 28 de fevereiro.
"Temos dois objetivos neste primeiro teste: lançar na órbita um cabo de 300 metros e observar a transferência de eletricidade", explicou. O cabo só entrará realmente em contato com os resíduos espaciais em testes futuros.
Uma porta-voz da Jaxa anunciou que a agência lançará sua própria corda em 2015.
Há estimativas de que mais de 20.000 objetivos de todo tipo giram ao redor da Terra, a uma altitude de 800 a 1.400 quilômetros.
Exame.com
 

O dia em que o mar congelou os peixes


Não é o apocalipse, mas um fenômeno que aconteceu na baía da ilha de Lovund, na Noruega. A combinação de uma tempratura abaixo de zero - nada tão extremo, só -7,8 ºC - e um vento forte e repentino congelou a água do mar instantaneamente. Não deu tempo pros peixes fugirem, o que gerou essa imagem impressionante:

Água congela na baía da ilha de Lovund, na Noruega (Foto: Reprodução)

Remoção de gases nocivos é necessária para conter mudanças climáticas


Poluição em fábrica  (Foto: Wikimedia Commons)
Para alcançar a meta de redução de emissão de gases nocivos estabelecida pela ONU, os governos precisarão extrair grandes quantidades dessas substâncias do ar, além de investir trilhões em energia limpa. É isso o que aponta um relatório da própria organização, divulgado nesta quarta-feira, dia 15 de janeiro, que analisa as condições de cumprirmos o objetivo de controlar as mudanças climáticas até 2100.
As emissões precisarão diminuir pelo menos 70% no período de 2010 e 2050 para que a média do aumento de temperatura seja inferior a 2ºC. E, até o momento, o crescimento registrado já é de 0,8ºC.
O relatório da ONU sugere que técnicas de remoção de dióxido de carbono passem a ser empregadas na atmosfera. No entanto, essas tecnologias ainda estão em um nível de desenvolvimento considerado experimental. Entre os maiores projetos estão a reforma da usina Boundary Dam, no Canadá, que será capaz de capturar um milhão de toneladas de gases nocivos por ano.
Galileu.com

Estudo revela ciclones cada vez mais fortes no leste da Ásia

Furacão, tufão e ciclone são nomes regionais para o mesmo tipo de tempestade (Foto: Roger Hill/Barcroft USA)
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico tem sido acompanhado, nas últimas três décadas, por ciclones cada vez mais fortes que atingem China, Coreia do Sul e Japão, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (16).
Uma equipe de pesquisadores dirigida por Chang-Hoi Ho, professor da Universidade Nacional de Seul, analisou cinco séries de dados de ciclones tropicais observados no noroeste do Pacífico entre 1977 e 2010, no estudo publicado pela revista especializada "Environmental Research Letters".
As costas de China, Coreia do Sul e Japão sofreram durante este período de 33 anos ciclones cada vez mais potentes, o que os cientistas atribuem a alterações na temperatura da superfície das águas oceânicas e à circulação de correntes de ar sobre as águas costeiras.
Segundo os pesquisadores, o sistema de circulação atmosférica de Walker, sobre o Pacífico, se reforçou com o aumento da diferença de temperaturas entre o oeste do oceano, mais quente, e as partes central e oriental, mais frias.
O estudo aponta que os ciclones têm maior tendência a avançar sobre as costas do Mar da China meridional e que ao atingir a costa nordeste da Ásia, acumulam maior energia do que o habitual.
No sudeste da Ásia, em países como Taiwan e Vietnã, o estudo não revelou mudanças significativas na intensidade dos ciclones.
Na região, os ciclones se formam muito perto da terra e acumulam energia suficiente para ter um impacto extremo.
Os pesquisadores se mostraram muito prudentes na hora de prever a evolução dos ciclones no futuro na região, destacando que são necessárias investigações complementares para identificar melhor a parte do Pacífico oeste ligada às variações naturais (como 'El Niño' e 'La Niña') relacionadas ao aquecimento global.
G1

Pesquisa mostra que quanto mais velha a árvore, mais ela absorve CO2

Raios de sol aparecem no começo da manhã em floresta perto de Weilburg, centro da Alemanha. (Foto:  Nicolas Armer/AFP)

Quanto mais velha é uma árvore, mais ela captura dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para continuar a crescer, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (15) sobre o impacto das florestas no aquecimento global.
Os resultados dos trabalhos, publicados na revista científica britânica "Nature", indicam que em mais de 400 tipos de árvores estudados, são os espécimes mais velhos e, portanto, os maiores de cada espécie os que crescem mais rápido e que, consequentemente, absorvem mais CO2.
Esses cientistas contradizem o postulado segundo o qual as árvores velhas contribuiriam menos na luta contra o aquecimento global.
"É como se, para os humanos, o crescimento se acelerasse depois da adolescência ao invés de se retardar", explicou para a AFP Nathan Stephenson, um dos autores do trabalho.
As árvores absorvem da atmosfera o CO2, principal gás causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, e o armazenam em seus troncos, seus galhos e suas folhas. As florestas desempenham, assim, um papel de reservatórios de carbono, mas até que ponto elas retardariam o aquecimento é um assunto em aberto.
"Já sabemos que as florestas antigas estocam mais carbono do que as florestas mais jovens", explicou Nathan Stephenson. Mas, prosseguiu o pesquisador, "as florestas antigas têm árvores de todos os tamanhos e não está claro quais cresceram mais rápido, capturando assim a maior quantidade de dióxido de carbono".
Esse estudo dá uma resposta clara a esta questão: "para reduzir o dióxido de carbono presente na atmosfera, é melhor ter árvores grandes (e, portanto, antigas)", resumiu o cientista. "Esse conhecimento vai nos permitir melhorar nossos modelos para prever como as mudanças climáticas e as florestas interagem", ressaltou Nathan Stephenson.
Cerca de quarenta cientistas participaram desse estudo, que analisou os dados dos últimos 80 anos de 670 mil árvores de 403 espécies diferentes existentes em todos os continentes.
G1

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Frase

Foto: Curta nossa página clicando no link abaixo
A Era de Ouro

Mais 5 provas da ida do homem à Lua

Vamos nós de novo ao tema mais popular da história da exploração espacial. Astronautas americanos caminharam mesmo sobre o solo lunar seis vezes entre 1969 e 1972, como dizem todos os livros de história? O Mensageiro Sideral já se debruçou sobre a questão em outra oportunidade e apresentou suas célebres cinco provas da ida do homem à Lua.

Edwin Aldrin na Lua, em 20 de julho de 1969. Armstrong aparece no reflexo do capacete.

Claro, os conspiracionistas não ficaram satisfeitos. Então, para encerrar de vez a questão, aqui vão mais cinco provas da ida do homem à Lua, e desta vez em versão internacional. Para tornar tudo ainda mais divertido, só valem evidências obtidas por outros países que não sejam os Estados Unidos.

1- O Japão confirma

A missão japonesa Kaguya (também conhecida como Selene), em 2008, produziu imagens bacanérrimas do solo lunar. Infelizmente, as câmeras não tinham resolução suficiente para detectar objetos deixados pelos voos tripulados, mas produziram uma excelente reconstrução tridimensional do sítio de pouso da missão Apollo 15, de 1971. Compare a imagem obtida pela Jaxa (agência espacial japonesa) com uma foto feita pelos astronautas. Como explicar uma réplica tão precisa do solo lunar se tudo não passou de gravação em estúdio?

Reconstrução 3D do local de pouso da Apollo 15 feita pela sonda Kaguya

2- A Índia confirImagem tirada da superfície da Lua pelos astronautas da Apollo 15   - 4.A Índia confirma


Mancha branca deixada pelo jato de exaustão do foguete da Apollo 15; LM indica o local de pouso do Módulo Lunar
“Ah, mas os japoneses são tradicionais aliados dos Estados Unidos desde a reconstrução do país após a Segunda Guerra Mundial. Eles fazem parte da conspiração”, alegam os mais disparatados. OK, a próxima parada é a Índia. A missão Chandrayaan-1, lançada em 2008, foi motivo de orgulho para os indianos: a primeira espaçonave daquele país a orbitar a Lua. A sonda, a exemplo de sua colega japonesa, não tinha câmeras com resolução suficiente para enxergar hardware no solo lunar, mas eles confirmaram uma antiga desconfiança dos americanos: que os jatos propulsores do módulo lunar da Apollo 15 alteraram a superfície, deixando-a mais clara. (Aliás, uma das velhas acusações dos conspiracionistas é de que os retrofoguetes misteriosamente não deixaram marcas no solo. Bem, aí está a prova de que, ao menos em uma das alunissagens, deixaram.)

3- A China confirma

Atlas lunar chinês feito pela Chang'e-2. As tachinhas amarelas indicam os locais de pouso das naves Apollo
“Ah, mas essas imagens indianas borradas podem ser qualquer coisa. É óbvio que os cientistas daquele país foram pagos para dizer que viram as marcas do foguete da Apollo 15 no solo”, atacam novamente os conspiracionistas. Bem, então vamos ao maior rival espacial dos Estados Unidos na atualidade: a China. Os chineses andam felizes da vida por esses dias pilotando seu jipe robótico na Lua, mas em 2007 e 2010 eles lançaram duas naves orbitadoras para mapear o solo lunar: Chang’e-1 e Chang’e-2. A segunda dessas sondas conseguiu o que indianos e japoneses não puderam fazer: detectar sinais diretos das caminhadas americanas sobre a Lua. Ou, pelo menos é o que disse Yan Jun, cientista-chefe de aplicações do projeto de exploração lunar chinês. Infelizmente os chineses tratam suas imagens com mais pudor e não divulgaram os dados pertinentes. Eu contatei Mu Lingli, responsável pela organização do atlas lunar produzido pela Chang’e-2 e ele me disse que por ora a China está divulgando online apenas as imagens que mostram 50 metros por pixel. As fotografias obtidas pela Chang’e-2 que poderiam revelar sinais das naves Apollo têm resolução de 1,5 metro por pixel, mas não estão disponíveis. O que só mostra o quanto os chineses não estão a fim de fazer propaganda americana, embora admitam que seus rivais estiveram mesmo por lá.

- Os russos confirmam e tentaram chegar primeiro
O veículo L3, projetado pela União Soviética para bater os americanos na corrida para a Lua
Se e admissão dos rivais atuais não é suficiente, que tal a dos antigos? Os russos monitoraram cuidadosamente todas as missões Apollo, não só ouvindo as comunicações, mas observando a posição das naves em órbita por radar e calculando sua posição. Em nenhum momento tiveram qualquer dúvida de que os americanos haviam estado na Lua. Não só porque viram acontecer, mas principalmente porque estava preparando suas próprias missões lunares. Um dos boatos espalhados pelos conspiracionistas é de que uma viagem à Lua era impossível pois uma travessia dos cinturões de radiação que envolvem a Terra (descobertos pelo americano James van Allen, a propósito) levaria à morte dos astronautas. Por isso, segundo eles, os soviéticos jamais tentaram a viagem. Mentira deslavada. Hoje temos informações completas do programa lunar soviético, como este diagrama de seu módulo de pouso, chamado L3. Note a figura do cosmonauta dentro dele. Menos capaz que o modelo americano, ele só podia levar um tripulante.
fracasso desse projeto se deu porque o foguete responsável por impulsionar as naves, chamado N1, tinha problemas insolúveis de design. Todas as tentativas de lançamento (a primeira das quais em 1969) levaram à perda do veículo poucos segundos após a decolagem (felizmente não havia ninguém dentro nesses voos de teste).

5- O mundo inteiro confirma

Imagem de telescópio da Universidade Northwestern revela a Apollo 14 a caminho da Lua

As naves Apollo foram monitoradas não só por redes de radiotelescópios na Espanha e na Austrália — que forneciam apoio direto às missões viabilizando comunicações quando as naves não podiam ser contatadas diretamente do território americano –, mas por astrônomos amadores de todas as partes do globo. É comum hoje em dia esses apaixonados por astronáutica monitorarem satélites em órbita e até mesmo calcularem sua altitude e inclinação. Um caso dramático foi o da sonda russa Fobos-Grunt, lançada em 2011, que deveria ter partido para Marte, mas falhou. Diversos observadores em solo ajudaram a determinar que ela nunca deixou a órbita terrestre, uma vez que ela nunca chegou a entrar em contato com o controle da missão. A imagem abaixo mostra a separação da Apollo 14 do terceiro estágio do foguete Saturn V, fotografada pelo Observatório Corralitos, da Universidade Northwestern, nos EUA. A pluma imensa é o jato de exaustão do foguete. A nave é o pontinho branco na ponta da pluma.
A essa altura, a nave já estava numa rota translunar. Imagens como essa foram registradas em todas as missões Apollo, por astrônomos amadores e profissionais em todas as partes do mundo. Com o equipamento certo, é possível monitorar uma nave a caminho da Lua, quando ela reflete a luz solar e se torna brilhante. Não são imagens espetaculares, é verdade. Mas estamos discutindo provas, não estética.
A verdade é que os teóricos da conspiração precisam expor seus motivos quando falam das missões Apollo. Esses críticos vêm principalmente em dois sabores: aqueles que querem desacreditar as viagens à Lua porque fazem oposição ideológica aos Estados Unidos (nada contra criticar os americanos, mas desconfio que a crítica só é legítima se for baseada em fatos reais, não?), e aqueles que por razões religiosas acreditam ser impossível que seres humanos pisem sobre a Lua (talvez um resquício da filosofia aristotélica segundo a qual há uma divisão clara entre o céu, perfeito e imutável, e a terra, imperfeita e sujeita a transformações). Seja qual for a categoria, em sua fé cega, eles parecem mais aqueles comentaristas esportivos que querem brigar com as imagens da TV para dizer que foi pênalti quando o replay mostra que os jogadores envolvidos nem se tocaram.

Arqueólogos descobrem faraó até então desconhecido


Tumba do faraó encontrada no Egito era simples pois a civilização passava por um momento de crise, segundo arqueólogos
Foto: Ministério de Antiguidades do Egito / AFP

Arqueólogos acreditam ter descoberto os restos de um faraó até então desconhecido, que teria reinado há mais de 3.600 anos. O esqueleto do rei Senebkay foi descoberto no Sul de Abydos, na província de Sohag, 500 km ao sul do Cairo, por uma expedição da Universidade da Pensilvânia, segundo informações do ministério de Antiguidades do Egito.
Nunca antes mencionado na História do Egito Antigo, o nome do rei Senebkay foi encontrado inscrito em hieróglifos dentro de um cartucho real, disse o ministério em comunicado.
Fotografias liberadas mostram o que seria um sarcófago bastante danificado em uma câmara mortuária sem telhado. Suas paredes de pedra eram decoradas com imagens pintadas.
“Ele foi originalmente mumificado, mas seu corpo foi separado por ladrões de túmulos antigos”, disse o ministério no comunicado. “Nenhum mobiliário funerário foi encontrado no túmulo, o que confirma que ele foi roubado nas antigas idades faraônicos”.
No comunicado, escrito em árabe, Joseph Wegner, chefe da expedição, acrescentou: “A modéstia do tamanho do túmulo aponta o declínio das condições econômicas nesse período”. Os hieróglifos são de 1.650 aC, durante um tempo conhecido como Segundo Período Intermediário da civilização egípcia, quando a autoridade central entrou em colapso e pequenos reinos surgiram entre o final do Império Médio e o início do Novo Império.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

6 tipos de fenômenos que você poderá ver em 2014

telescopio
Desde a antiguidade, o céu fascina os homens. Estrelas, planetas e outros corpos celestes nos ajudaram a acumular conhecimento sobre a origem do universo e seu funcionamento. Foi graças à observação astronômica que conseguimos, por exemplo, entender o ciclo das estações do ano e dominar a agricultura. Milhares de anos depois, continuamos olhando para o céu. Seja para estudá-lo, tirar belas fotos ou simplesmente curtir um momento contemplativo-filosófico diante da imensidão acima de nossas cabeças. Veja o calendário com os principais fenômenos astronômicos observáveis em 2014:
 
1. Eclipses Solares
Os eclipses ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.
Uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

Um tipo especial de eclipse é o anular,  quando o diâmetro aparente da Lua não é suficiente para cobrir o disco solar e deixa um “anel” visível. Infelizmente, os eclipses solares não podem ser vistos pelo mundo todo e o Brasil não testemunhará nenhum em 2014. “A sombra que a Lua projeta é muito pequena e, por isso, são vistos de poucos lugares”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.
eclipse-gif

Curiosidade: O primeiro registro de um eclipse solar total foi feito na Mesopotâmia, no ano 1375 a.C. Os caldeus e os babilônicos já previam eclipses há 3000 anos, baseados nos dados de observação acumulados durante séculos. “Como hoje sabemos com precisão os movimentos orbitais da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol, é possível prever eclipses com milhares de anos de antecedência”, afirma Costa.
29 de abril:
Eclipse solar anular
De onde poderá ser visto: De parte da Antártida e da Austrália.
23 de outubro:
Eclipse solar parcial (apenas uma parte do Sol é escondida pela Lua)
De onde poderá ser visto: Ao norte do Oceano Pacífico e da América do Norte.

2. Eclipses lunares Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares. Novamente, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

lunar-eclipse
A Terra projeta uma sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada, na área da penumbra, ou mais escura e cinza, quando a Lua entra na umbra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.
Curiosidade: a coloração avermelhada acontece por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda. É o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

15 de abril
Eclipse lunar total (quando a Lua entra totalmente na sombra da Terra)
De onde poderá ser visto: do leste da Ásia, leste da Austrália, Oceano Pacífico, América do Norte, América do Sul e Oceano Atlântico. A partir das 2h58, como a Lua estará bem acima do horizonte, poderá ser visto de todo o Brasil!
8 de outubro
Eclipse lunar total
De onde poderá ser visto: Do leste da Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e da América do Norte.
 
3. Chuvas de Meteoros
O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas, na atmosfera da Terra. Devido a alta velocidade, esses meteoroides entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros.

chuva-meteorosos
Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno.  Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, que é chamado radiante.
A chuva é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir, o chamado radiante. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).
Curiosidade: a cor de um meteoro pode revelar a sua composição! A cor amarela provém do ferro; azul ou verde é do cobre; cor alaranjada é resultado do sódio presente na rocha; o vermelho provém do silicato e a cor roxa é do potássio.
21 e 22 de abril
Lirídeas
Radiante: na direção da constelação de Lira.
THZ: 20 meteoros
5 e 6 de maio
Eta Aquarídea
Radiante: na direção da constelação de Aquário
THZ: 30 meteoros


27 e 28 de julho
Delta-Aquarideas
THZ : 10 meteoros
Radiante:  na direção da constelação de Aquários
12 de agosto
Perseidas, conhecidas popularmente como “lágrimas de San Lorenzo”
Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 15 meteoros
22 de outubro
Orionídeas
Radiante: na direção da Constelação de Órion, onde ficam as chamadas “Três Marias”.
THZ: 25 meteoros.
13 de dezembro
Geminideas
Radiante: Constelação de Gêmeos
THZ: 75 meteoros.


4. Passagem de cometas Cometa é um corpo pequeno do Sistema Solar, composto basicamente por gases e poeira congelados, que gira ao redor do Sol. Quando ele se aproxima do Sol, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Nem todo cometa tem cauda e alguns podem apresentar mais de uma.
mcnaught

Se um cometa for pequeno demais, dificilmente “sobrevive” à passagem pelo Sol antes mesmo de completar uma órbita. Praticamente todo seu material evapora e ele se desintegra ou pode colidir com o Sol. É um momento de grande expectativa para os astrônomos!
Para que possamos ver um cometa a olho nu, ele precisa ser brilhante o suficiente e estar próximo da Terra. Os astrônomos usam a unidade magnitude para classificar o brilho aparente do astro. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é a magnitude. Vega é a estrela utilizada para comparação e tem magnitude 0. A magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em uma noite sem nuvens, longe das luzes e da poluição, conseguimos observar a olho nu astros com magnitudes entre 6 e 7. Para cometas com maiores magnitudes, é necessário utilizar algum instrumento – como binóculos, luneta ou telescópio”, explica Diana Gama, doutoranda em Astrofísica no IAG/USP que faz o atendimento ao público da instituição.

Os cometas mais brilhantes de 2014 (com informações do Rede de Astronomia Observacional):
serão:
C/2012 K1 Pan-STARRS
Quando: de março a dezembro
Magnitude: 6
Como observar: O melhor mês para observação é a partir de setembro, ao amanhecer. Ele estará próximo à constelação de Câncer. No início de novembro, ele já será visível após a meia-noite na constelação do Pintor, ainda com magnitude 6. Dezembro será o mês em que o cometa atinge magnitude 8, encerrando seu período de visibilidade no primeiro mês de 2015.
C/2013 A1 Siding Spring
Quando: de julho a dezembro
Magnitude: 7,5
Como observar: Em setembro esse cometa estará favorável para ser observado a partir do hemisfério sul, com a ajuda de um telescópio modesto. Na segunda semana de setembro, o cometa atinge seu brilho máximo enquanto passa pela constelação do Pavão. O interessante é que esse cometa passará pertinho do planeta Marte ao anoitecer dos dias 19 e 20 de outubro.
C/2013 V5 Oukaimeden
Quando: de agosto a outubro
Magnitude: 6
Como observar: Esse cometa poderá ser visto de madrugada, a partir da segunda quinzena de agosto entre as constelações de Órion e Unicórnio, com magnitude 10. Alcançará seu brilho máximo entre os dias 16 e 18 de setembro, passando a ser visível no período vespertino com magnitude 6. No início de outubro o cometa fica menos brilhante, sendo visível após o pôr do Sol na direção da constelação de Libra.
209P/LINEAR
Quando: De maio a junho
Magnitude: 10,5
Como observar: Cálculos sugerem que a passagem desse cometa em 2014 será bastante favorável para observadores do hemisfério sul. No dia 19 de maio, inicia-se o período de visibilidade ao anoitecer, na direção da constelação de Ursa Maior, com magnitude 12. A maior aproximação do astro ocorrerá no dia 28 de maio, onde o cometa pode ser visto nas proximidades da constelação de Hidra Fêmea. No mês de junho o astro volta a ter magnitude 11, visível na constelação de Cruzeiro do Sul.
Curiosidade: Halley, o mais famoso dos cometas, nos visita a cada 76 anos e atualmente continua se afastando de nós. Atingirá seu ponto mais distante do Sol, o chamado afélio, em 2023 e só então começará a retornar. Ele deve aparecer por aqui novamente em 2061, quando atinge o ponto mais próximo do Sol – o periélio. O Cometa Halley é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, seu núcleo é mais escuro do que o carvão, porém como vemos a luz do Sol refletida na superfície de poeira e gelo, ele parece brilhante para nós.
 
5. Superlua
É a ocasião na qual o nosso satélite natural se encontra mais próximo da Terra. Em geral ocorre uma vez por ano, na sua fase nova ou cheia. Por estar mais próxima da Terra, vemos Lua mais brilhante que o normal e ela pode parecer até 14% maior em tamanho.

superlua
Em média, a Lua encontra-se a uma distância de 384.400 km da Terra. Quando está mais longe, a Lua fica a até 405.696 km do nosso planeta. Porém, em um evento como a Superlua, essa distância pode chegar a 363.104 km. No dia 10 de agosto, às 17:44, a distância da Lua a Terra será de 356.896 km.
Quando: 10 de agosto
 
6. Planetas
Vale a pena olhar para o céu e saber que aqueles pontinhos brilhantes não são estrelas, mas planetas!
Oposição de Marte
Quando: 8 de abril
Marte estará a 93 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância desde 2007. É uma ótima oportunidade para observação.
O planeta vermelho estará na direção da na Constelação Virgem, terá 1/124 do diâmetro aparente da Lua Cheia, e magnitude de -1.48, brilho comparável ao de Sirius (a estrela mais brilhante do céu).
Conjução Vênus e Júpiter
Quando: 18 de agosto
Vênus e Júpiter estarão muito próximos um do outro no céu uma hora antes de amanhecer nesse dia – mas não se engane: não é uma proximidade física, apenas aparente! Será a conjunção mais próxima de dois planetas visíveis a olho nu em 2014, com apenas 15’ (15 minutos) de distância entre eles. Para se ter uma ideia, estenda o braço em direção ao céu. A área encoberta pelo dedo mindinho equivale a 1 grau (1°), ou 60’ (minutos do arco). “Logo, Vênus e Júpiter estarão aparentemente a uma distância 4 vezes menor do que a largura do seu dedo mindinho!”, explica Diana Gama.
Superinteressante.com

Greenpeace alerta sobre substâncias tóxicas em roupas de marcas infantis

Ativista do Greenpeace faz protesto para alertar presença de produtos tóxicos em roupas infantis (Foto: Attila Kisbenedek/AFP)

O Greenpeace afirmou nesta terça-feira (14) em Pequim, na China, que detectou produtos químicos perigosos em roupas infantis comercializadas por grandes marcas, incluindo Disney, Burberry e Adidas.
A organização de proteção do meio ambiente, explicou em um comunicado que ao analisar 82 produtos de 12 marcas encontrou em todos eles produtos químicos prejudiciais à saúde. Entre as marcas analisadas estão Nike, American Apparel, C&A e Gap.
"Nas análises, foram encontrados altos níveis de substâncias como PFOAs, Phthalates e NPEs – elementos tóxicos que, durante o processo de produção, estão sendo irresponsavelmente descartados no meio ambiente, e que podem gerar impactos nos sistemas reprodutivo, hormonal e imunológico dos seres humanos", diz o Greenpeace.
Os itens analisados foram fabricados em doze regiões ou países, e um terço deles na China. "Os pais que querem comprar para seus filhos roupas sem produtos químicos perigosos enfrentam um pesadelo", afirmou Chih Um Lee, da ONG.
O Greenpeace pediu à China, o maior produtor têxtil e primeiro consumidor de produtos químicos do mundo, para parar de usar substâncias nocivas na indústria têxtil.
Não é a primeira vez que o Greenpeace acusa grandes fabricantes de vestuário. Nos últimos dois anos, ele publicou vários estudos que indicam a presença de produtos químicos que podem causar câncer e distúrbios hormonais em produtos de marcas como Zara, Calvin Klein, Levi's e Li Ning.
G1

Relatório do governo aponta alta nas emissões de CO2 dos EUA em 2013

Emissões provenientes de usina de carvão instalada em La Cygne, nos Estados Unidos. País lança nesta terça-feira Plano de Ação Climática (Foto: Arquivo/Charlie Riedel/AP)

As emissões do gás de efeito estufa dioxido de carbono (CO2) nos Estados Unidos aumentaram 2% em 2013, depois de ter caído por vários anos consecutivos, de acordo com relatório apresentado esta semana pelo Departamento de Energia do país.
 O crescimento das emissões foi provocado por um pequeno aumento no consumo de carvão pela indústria de energia norte-americana. Automóveis e fábricas dos EUA emitiram 5,38 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2013. No ano anterior, 2012, as emissões de CO2  foram de 5,27 bilhões de toneladas.
 O carvão, que por muito tempo foi a principal fonte de energia elétrica no país, ganhou um pouco mais de espaço no mercado de energia depois que o preço do gás natural sofreu uma elevação em 2012.
 Dados de outubro do ano passado da Agência Internacional de Energia (AIE) apontavam que 39% da eletricidade dos Estados Unidos foi gerada com ajuda do carvão, enquanto que 28% veio de fontes que utilizaram gás natural. Em 2012, 37% da energia do país era gerada com o carvão e 30% com gás natural.
Mesmo com o pequeno aumento, as emissões globais de carbono dos EUA permaneceram 10% abaixo dos níveis de 2005, atingindo mais da metade da meta proposta por Barack Obama, que quer cortar até 2020 as emissões em 17% em comparação ao total emitido nove anos atrás. Cerca de 40% dos gases poluentes lançados pelos EUA são do setor energético.
Mesmo com o pequeno aumento, as emissões globais de carbono dos EUA permaneceram 10% abaixo dos níveis de 2005, atingindo mais da metade da meta proposta por Barack Obama, que quer cortar até 2020 as emissões em 17% em comparação ao total emitido nove anos atrás. Cerca de 40% dos gases poluentes lançados pelos EUA são do setor energético.
G1

As crianças se preocupam com o planeta?

Ujatoba_criancas

Se você se espanta quando seu filho fiscaliza seus hábitos e cobra mais respeito ao meio ambiente, saiba que esta é uma tendência mundial. A pesquisa EGM Kids, feita pelo Instituto Ipsos, com 2 mil e 500 crianças brasileiras de 0 a 9 anos, acompanhadas dos pais, mostrou resultados surpreendentes.
A pergunta foi a seguinte: “O que você geralmente faz para salvar o planeta?”.  A maioria delas (46%) respondeu que não joga lixo no chão. Outros 39% dizem fechar a torneira ao escovar os dentes. Empatados em 24% estão as crianças que não deixam as luzes acesas e as que não demoram no banho. E, por fim, 12% delas dizem que separam o lixo que pode ser reciclado.
Qual seria a resposta do seu filho?
Quanto à saúde e à qualidade de vida, os números também são bons. Quando não estão estudando, 54% das crianças consultadas gostam de brincar com animais de estimação e 19% de praticar esportes, como tênis e natação. E mais: 69% delas preferem brincar ao ar livre a ver TV.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Astronautas acoplam cápsula Cygnus à Estação Espacial Internacional

Divulgação/NASA

A cápsula não tripulada Cygnus, da empresa americana Orbital Sciences, foi fixada com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) neste domingo, em sua primeira missão oficial de abastecimento. A operação de acoplamento da aeronave ocorreu às 09h08 (horário de Brasília) sobre o oceano Índico, segundo o canal de televisão da agência espacial americana.
Depois que a Cygnus se aproximou do laboratório orbital, o braço robótico da ISS segurou a cápsula. O instrumento foi operado pelos astronautas Mike Hopkins, dos Estados Unidos, e Koichi Wakata, do Japão. A tripulação utilizou este braço para guiar a Cygnus até o módulo Harmony, um canal pressurizado que vincula o laboratório europeu Columbus ao americano Destiny. "Capturar algo que está flutuando livremente no espaço, com tanto em jogo, é a parte complicada", declarou Cady Coleman, a astronauta encarregada da narração do evento a partir da Terra, para o canal Nasa TV.
Em sua primeira missão, a Cygnus transportou 1,4 tonelada de materiais científicos, incluindo formigas que farão parte de um experimento com o objetivo de observar seu comportamento em microgravidade. Segundo a Nasa, a cápsula também carrega elementos para estudar a resistência de micróbios aos antibióticos. Nos próximos dias, a tripulação da ISS, composta por três russos, dois americanos e um japonês, começará a transferir o carregamento para o interior do laboratório e a abastecer a cápsula com 1,8 tonelada de dejetos e equipamentos.
A Cygnus permanecerá acoplada à ISS até 18 de fevereiro, quando ocorrerá a separação. A cápsula se destruirá ao retornar para a Terra, no momento em que entrar na atmosfera sobre o oceano Pacífico.
O lançamento da Cygnus, inicialmente previsto para dezembro a partir de uma ilha próxima à costa da Virgínia, no leste dos Estados Unidos, foi adiado pela primeira vez para 8 de janeiro. Uma bomba de amoníaco de um dos dois circuitos de refrigeração da ISS, que apresentou defeito, precisou ser consertada por dois astronautas pouco antes do Natal. O voo foi, posteriormente, adiado para 9 de janeiro, devido às radiações magnéticas que provocaram erupções solares e poderiam afetar os sistemas do lançador Antares.
Trata-se do quinto voo de uma aeronave privada à ISS. A Orbital Sciences é uma das duas companhias americanas escolhidas pela agência espacial americana para abastecer a Estação Espacial Internacional. A Orbital tem um contrato de 1,9 bilhão de dólares com a Nasa e, até o início de 2016, deve entregar 20 toneladas de equipamentos em oito lançamentos de cápsulas previstos, sendo três deles programados para 2014.
Veja.com

A queda da civilização da Ilha de Páscoa pode ter sido causada por ratos


Os Moais da Ilha de Páscoa (Foto: Wikimedia Commons)
A Ilha de Páscoa, nas aulas de história e de ciência, é usada para exemplificar a forma com que deveríamos nos preocupar com o ecossistema. Afinal, a teoria mais aceita sobre a queda da civilização nativa, é que eles usaram os recursos naturais da ilha sem parcimônia e, eventualmente, ficaram sem ter o que comer. Isso fez com que uma sociedade poderosa fosse reduzida a poucos habitantes vivendo precariamente. A ideia é que eles teriam cortado todas as árvores para erguer as suas famosas estátuas (os Moais) e para criar estruturas para fazendas, causando a extinção de plantas frutíferas e da madeira no local.
Mas, agora, há uma nova teoria sobre o extermínio das árvores por lá. Dois antropólogos da Universidade do Havaí, Terry Hunt e Carl Lipo, acreditam que a culpa não é dos humanos (pelo menos, não completamente) mas sim de ratos. De acordo com eles, ratos que não eram naturais do ecossistema da ilha foram parar lá através de embarcações humanas, como 'clandestinos'. A Ilha de Páscoa era um lugar livre de predadores e cheio de alimento para os ratos - sementes e brotos de árvores. Ou seja, eles procriaram e atingiram um grande número populacional. Depois dos humanos terem tirado as árvores para suas construções, os ratos impediram que novas árvores crescessem.
Os antropólogos acreditam que, depois disso, os humanos passaram a se alimentar dos roedores. Afinal, não havia mais árvores para fazer embarcações de pesca, ou pássaros para caçar (com o fim das árvores, eles também acabaram). O solo da ilha também ficou pobre de nutrientes, o que impedia o cultivo de boa parte dos alimentos.
Quando os europeus chegaram por lá, encontraram os nativos comendo ratos, algumas frutas e vegetais, e se transportando com algumas canoas feitas de madeira proveniente de árvores caídas no mar, o que seria prova da teoria dos cientistas.
Galileu.com

O rosto do homem de Stonehenge

Sim, isso é uma escultura (e a base para ela está ao fundo da foto) (Foto: Divulgação)
Ao visitar o centro de exibições de Stonehenge, você vai se deparar com um sujeito de 5500 anos olhando em seus olhos. Ou quase. É que o famoso esqueleto do "Homem de Stonehenge", encontrado no sítio arqueológico pelos idos de 1860, foi reconstituído - e, agora, podemos ver como era o seu rosto.
O trabalho foi feito pelo escultor sueco Oscar Nilsson, que usou informações sobre os ossos faciais e dentes do esqueleto para criar uma face compatível. O comprimento dos ossos e dos dentes, que dão ao homem uma estimativa de idade entre 25 e 40 anos, foram usados para determinar as marcas de sua pele e a definição dos músculos.
Enquanto grupos ainda pedem que o esqueleto seja colocado novamente em seu túmulo, no sítio de Stonehenge, cientistas conseguem obter informações valiosas sobre o período neolítico, no qual ele viveu, à partir da análise dos restos mortais. Por exemplo, o formato de seus dentes e exames de carbono em seu organismo sugerem que a dieta do homem de Stonehenge era melhor do que a de seus contemporâneos. Seu túmulo elaborado também serve de argumento para a teoria de que ele era um homem importante em sua comunidade de origem celta.
De qualquer forma, os traços do homem de Stonehenge parecem bem comuns.
Galileu.com

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O carteiro poderá não tocar mais a campanhia da sua porta

O CARTEIRO NÃO TOCARÁ MAIS A CAMPAINHA DE MODO NENHUM
No Canadá, o sistema de entrega de cartas vai acabar. De 2007 para cá, o número de cartas tradicionais vem declinando dramaticamente no país. Em 2012, os canadenses colocaram na caixa do correio 1 bilhão de cartas a menos que em 2006. Como o serviço está se tornando antieconômico, o governo canadense decretou sua extinção. O email, facebook, twitter, mensagem no celular tornaram a velha carta manual um meio de comunicação obsoleto. Mais cedo ou mais tarde isso acontecerá em todos os países. Inclusive no Brasil.

Frase

Foto: NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS! NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS!!!

John Lennon é homenageado com cratera em Mercúrio

Beatles


O co-fundador dos Beatles agora também será imortalizado fora da Terra. A União Astronômica Internacional (IAU) aprovou 10 nomes para crateras de impacto em Mercúrio, todos inspirados em personalidades da música, artes e literatura. Os nomes foram propostos pela equipe da Nasa e, entre eles, está o de John Lennon. #Digno
Segundo as regras da IAU, as crateras de Mercúrio só podem ser nomeadas com títulos criativos: “artistas, músicos, pintores e autores que têm contribuído de forma notável ou personalidades fundamentais em seu campo e foram reconhecidas como arte historicamente”.
O mais curioso é que cada corpo celeste ganha uma forma específica para ser batizado. Satélites de Plutão , por exemplo, recebem nomes de divindades mitológicas associadas com o submundo. Mercúrio, só artistas.
Então, eis a lista das 10 novas crateras recém-batizadas:
Barney, para Natalie Clifford Barney (1876-1972), escritor americano.
Berlioz, de Hector Berlioz (1803-1869), compositor romântico francês
Calder, de Alexander Calder (1898-1976), artista plástico americano
Capote, de Truman Capote (1924-1984), escritor americano de “A Sangue Frio”
Caruso, de Enrico Caruso (1873-1921), tenor italiano
Ensor , de James Ensor Sidney (1860-1949), pintor belga e gravurista.
Giambologna, de Jean Boulogne Giambologna (1529-1608), escultor holandês
Lennon , de John Lennon (1940-1980), músico inglês dos Beatles
Remarque , de Erich Maria Remarque (1898-1970), escritor alemão
Vieira da Silva,  de Maria Elena Vieira da Silva (1908-1992), pintora abstrata nascida em Portugal e naturalizada francesa.
Superinteressante.com

Telescópio da Nasa capta imagem apelidada de a "mão de Deus"


Corpo celeste com formato de mão foi apelidado de “mão de Deus” por astrônomos da Nasa
Foto: AP

HOUSTON - Uma imagem capturada pelo Telescópio Nuclear Espectroscópico (NuSTAR), da Nasa, uniu religião e astronomia. A nuvem de partículas e radiação formada após a explosão de uma estrela, localizada a 17 mil anos-luz de distância da Terra, criou no céu uma estrutura que quando vista em raios X é semelhante a uma mão, tendo sido assim apelidada de a “mão de Deus”. Em 2010, o telescópio espacial Chandra, também da Nasa, já havia observado a “mão de Deus” em raios X de mais baixa energia, que aparecem na imagem em verde e vermelho, e o NuSTAR acrescentou as porções de mais alta energia, em azul.

Emissora transmitirá o primeiro programa ao vivo do espaço

Estação Espacial Internacional (ISS)
A rede de televisão Channel 4 transmitirá em março o primeiro programa ao vivo que mostrará a vida dos astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS).
O programa relatará como a gravidade espacial afeta o corpo e a vida diária, ao mesmo tempo em que a estação enviará imagens em alta definição ao vivo de como se vê a Terra desde o espaço.
A transmissão da rede de televisão privada, de 90 minutos e que será apresentada pelo popular apresentador Dermot O"Leary, também se conectará ao vivo com os astronautas da missão de controle da Nasa em Houston (EUA).
Os produtores do programa indicaram que esta transmissão ao vivo dará uma visão realista de "como são abordados os problemas no espaço".
Será a primeira vez na história que uma televisão obtém a permissão da Nasa para entrar no interior deste centro de pesquisa na órbita terrestre, segundo o "Channel 4".
"Vamos descobrir os espetaculares trabalhos feitos desde o espaço, um tema que para mim sempre foi fascinante", disse Dermot O"Leary, conhecido por apresentar desde 2007 a edição britânica do programa "The X Factor".
O programa, que deve ser transmitido em março, contará com as intervenções do professor Stephen Hawking e do astronauta britânico Tim Peake, que começará a fazer parte da tripulação da ISS em 2015.
A Estação Espacial Internacional, um projeto de mais de US$ 100 bilhões com participação de 15 nações, se desloca a 27 mil km/h em órbita de 385 quilômetros da Terra e teve residentes humanos de forma contínua desde 2000.
Exame.com 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O que é um vórtice polar


Vórtice

O fenômeno que está fazendo a temperatura nos Estados Unidos despencar é conhecido como vórtice polar. Trata-se de uma gigantesca massa de ar gelado, que gira sobre si própria como um ciclone e fica estacionada sobre os polos: vórtice é o círculo apertado formado por essas fortes correntes de ar. Ele localiza-se na estratosfera (entre 24 e 48 quilômetros de altitude), a camada acima da troposfera, onde vivemos. "Vórtice polar é um padrão do planeta, que existe como as correntes de ar quente e frio que se movimentam todos os anos", diz Samantha Martins, meteorologista do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP).
No verão, o vórtice torna-se mais fraco e, no inverno, devido à diminuição da radiação solar, ele ganha força. Junto às poderosas correntes de ar conhecidas como jet streams, dispersa pedaços de ar glacial que saem dos polos e se dirigem ao sul. São essas massas geladas que derrubam as temperaturas dos termômetros. "O vórtice polar favorece a formação das frentes frias características do inverno", diz Samantha. "As baixas temperaturas são uma combinação de diversos fatores como as massas de ar frio, latitudes e a divisão de águas entre os continentes."
veja.com

Aquecimento global: Por que tanto frio se o mundo está ficando mais quente?

Já virou rotina. Sempre que alguma parte do globo gela além da conta, como está acontecendo nos Estados Unidos, onde termômetros registram mínimas recordes, céticos correm para as redes sociais, TVs e outras mídias para praticar seu esporte favorito: questionar a realidade do aquecimento global.
Afinal, como pode fazer tanto frio se o mundo está ficando mais quente? Esse ceticismo pôde ser visto em pleno vigor no começo do mês, quando a sede da emissora Fox News, em Nova York, ficou coberta de neve. Daí para frente, a estação transmitiu vários relatos sugerindo que o tempo frio contradiz a mudança do clima.
Os apresentadores da FoxNews não foram os únicos surpreendidos pelo tempo. O empresário Donald Trump twittou que o navio de cientistas que, até recentemente, estava preso no gelo da Antártida era prova de que a mudança climática é uma mentira.
Reforçando o coro, o republicano John Fleming “encerrou” (ou bagunçou ainda mais) a confusão entre tempo e clima de forma sucinta, ao twittar: "O aquecimento global não está tão quente nos dias de hoje."
A administração Obama, por sua vez, se encarregou de espantar os céticos. Em um post no blog oficial, Dr. John Holdren, assessor científico do presidente dos EUA afirma: “Se você tem ouvido que períodos de frio extremo, como o que estamos tendo nos Estados Unidos, desmentem o aquecimento global, não acredite nisso”.
Assim como a onda de frio não pode ser diretamente relacionada ao clima, por si só, nem pode a onda de calor sem precedentes que está castigando a Austrália ou mesmo os estados brasileiros nas últimas semanas ser considerada uma causa direta do aquecimento.
Aqueles que pensam que o tempo frio refuta a mudança climática podem ainda estar ignorando um corpo sólido e crescente de evidências.
Por mais contra intuitivo que pareça, o aquecimento global pode contribuir, de maneira indireta, para o recorde de frio. O fator chave aqui é um mecanismo de mudança climática conhecido como amplificação do Ártico.
Neste momento, a região do Ártico está se aquecendo rapidamente. E alguns cientistas acreditam que isso poderia gerar efeitos imprevisíveis. Pode, por exemplo, causar tempestades ou ondas de calor que se manteriam em um lugar por longos períodos de tempo.
Ou poderia permitir explosões maiores de jatos de ar frio do Ártico até aos Estados Unidos - como está acontecendo agora.
Em entrevista à agência AFP, Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim, explicou que a forte onda de frio na América do Norte seria resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum.
Segundo o especialista, o ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar. “Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias”, disse. Um fenômeno que tem se repetido.
É impossível ignorar que o tempo também está se tornando mais extremo, mais quente, mais frio, mais úmido e seco do que antes. Não custa lembrar que 2013 entrou para a lista dos anos mais quentes já registrados, tendo o mês de novembro quebrado todos os recordes.
Tempestades como o tufão Haiyan, o fenômeno mais mortal de 2013, não podem ser diretamente ligadas à mudança climática, mas os cientistas já disseram que o mundo deve se preparar para tempestades tão furiosas quanto a medida que o mundo se torna mais quente.
Evidências não param de surgir. No final de dezembro, um artigo publicado na revista Nature, apontou que o aquecimento global deve elevar as temperaturas em 4°C até o início do próximo século, engrossando as evidências apresentadas no 5º relatório do IPCC, o documento mais importante sobre o estado das mudanças climáticas, feito por centenas de cientistas de todo o mundo.
Estas temperaturas crescentes são causadas principalmente por um aumento das emissões que retêm o calor na atmosfera, criadas quando queimamos carvão, petróleo e gás para gerar eletricidade e alimentar a frota de carros e outros transportes.
exame.com

Os oceanos ficarão corrosivos até o fim do século


Quando se fala em mudanças climáticas, pensamos primeiro em aumento de temperaturas. Mas a elevação das concentrações de gás carbônico na atmosfera tem outras consequências, não menos ruins. Uma delas é a acidificação dos oceanos. A maior parte do gás que jogamos na atmosfera é absorvida pelos mares. Graças a isso, a Terra não esquenta tanto. Por outro lado, o incremento de gás carbônico muda a química do mar. E essa alteração pode ter grandes consequências para a vida marinha. Inclusive a que nos alimenta.
Os números mais atuais sobre a tragédia oceânica em curso saíram de um simpósio sobre o tema, patrocinado pelas maiores academias de ciência do mundo e pela Unesco, o braço científico das Nações Unidas. O prognóstico não é bom.
Segundo os cientistas, o grau de acidez dos oceanos caiu 26% desde o início da revolução industrial. As águas dos polos ficam ácidas primeiro porque os mares frios são mais ricos em gás carbônico. Quanto mais quente a água, menor sua capacidade de reter o gás. É por isso que o refrigerante solta mais gás quando sai da geladeira. No ritmo atual de emissões, a acidez do mar deve aumentar em cerca de 170% até o final do século.
Algumas espécies de algas crescem com água mais ácida. Outras sofrem. Com a acidez crecente, as mais frágeis devem se extinguir. Isso vai reduzir a biodiversidade do oceano. Estima-se que a acidez crescente terá efeito negativo para 60% das espécies de moluscos e neutro para as outras. Será ruim para 70% dos peixes e neutra para os outros.
A situação é pior para os corais. Eles estão permanentemente construindo estruturas de calcário. Dependem de uma baixa acidez para crescerem. Se as altas emissões continuarem na atmosfera, o mar tropical ficará desfavorável para os corais crescerem em 2100. Mesmo com uma redução radical nas emissões, 50% do mar será ácido demais para os corais. O cenário fica mais complicado quando se soma outro fator negativo: o aquecimento da água. Os oceanos têm ficado mais quentes década após década. Além de tornar os furacões mais fortes e destrutivos, o calor da água causa a morte dos corais. Somando a acidez com o calor, os pesquisadores estimam que os corais parem de crescer no mundo em meados deste século. Isso têm grande impacto porque essas estruturas são o principal berçário do mar. Várias espécies de peixes, inclusive de valor comercial, dependem da saúde dos corais.
Em algumas regiões mais polares, o mar já está corrosivo demais para o crescimento de conchas de organismos marinhos. É caso de partes do Oceano Ártico.
Os pesquisadores estimam que em 2100 a decadência dos moluscos gere perdas de US$ 130 bilhões no mundo, se as emissões continuarem no ritmo atual. No caso dos corais, o prejuízo é orçado em US$ 1 trilhão no ano de 2100.
A acidificação atual do mar não tem precedentes na história conhecida da Terra. Não há nenhum evento parecido pelo menos nos últimos 300 milhões de anos. O único acontecimento comparável foi a grande extinção de 55 milhões de anos atrás. Mesmo assim, naquele período, o ritmo de acidificação do mar era só um décimo do atual. A nova velocidade acelerada de transformação do mar, dificulta as previsões do que pode acontecer com os ecossistemas marinhos. E conosco, que dependemos deles.
Época.com

Frio nos EUA, calor no Brasil: os perigos das temperaturas extremas






Homem sofre com a neve e o vento forte em Lawrence, Kansas. Sensação térmica pode chegar a até -60ºC em algumas cidades do país


Pouco mais de duas semanas após o início do inverno, o ar congelante tem quebrado recordes nos Estados Unidos, com temperaturas perigosamente baixas para a vida humana. A cidade de Nova York registrou o frio mais severo da história na terça-feira, 7 de janeiro: -16 graus Celsius, com sensação térmica de -26 graus Celsius, no Central Park. Um dia antes, algumas cidades no meio-oeste do país alcançaram as menores marcas dos últimos vinte anos. Em Chicago, o termômetro marcou -27 graus Celsius.

A variação acentuada de temperatura, como a registrada em Nova York, exige atenção. Para quem enfrenta temperaturas tão baixas, mesmo pequenas variações trazem efeitos críticos para o organismo. O corpo treme (são os músculos buscando se movimentar e gerar calor) e os vasos sanguíneos se contraem para evitar que a temperatura normal do organismo, que varia de 36 a 37 graus Celsius, não caia – o que mantém a sensibilidade de extremidades como mãos, pés, nariz e orelhas. Se essas estratégias para reter o calor não funcionarem, o próximo passo é o congelamento e a gangrena. "O corpo lança mão dessa série de mecanismos para manter sua temperatura, necessária para a realização de todas as reações bioquímicas do organismo", diz Paulo Olzon, clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os efeitos do frio intenso variam de acordo com a idade, peso, carga genética e mesmo o hábito de se expor ou não às temperaturas baixas. Os que mais sofrem com as temperaturas extremas são crianças de até 2 anos e idosos acima dos 60 anos, que não dispõem de mecanismo tão eficazes para permanecer na temperatura ideal e podem ter hipotermia – a queda acentuada de temperatura leva à confusão mental, ao coma e à morte. Em geral, dispomos de uma reserva de calor para suportar variações intensas de temperaturas, que mudam de acordo com cada um.
Em questão de minutos o organismo percebe a mudança brusca e procura se adaptar”, afirma Olzon.
O ideal é permanecer em locais fechados e manter o calor do corpo com agasalhos e bebidas quentes. "Também não é indicado sair ao vento, que retira a camada de ar quente ao redor da pele e traz a sensação de ainda mais frio", diz o clínico.
Calor no Brasil – Enquanto isso, os termômetros marcam temperaturas altas no Brasil. Na última sexta-feira, nove das dez estações meteorológicas mais quentes do mundo estavam no país. A mais escaldante era a de Joinville (SC), com termômetros marcando 39 graus Celsius. No Rio de Janeiro, a temperatura chegou aos 38 graus Celsius, com sensação térmica de 52.​ Para os próximos dias, a temperatura deve diminuir, mas não muito. A previsão é que, na próxima quinta-feira, a capital carioca chegue aos 36 graus Celsius e São Paulo atinja os 34 graus Celsius, de acordo com o Climatempo.
No calor intenso, o corpo transpira mais, buscando diminuir o superaquecimento. O hipotálamo, região cerebral que regula a sensação de sede, dispara o comando para que o corpo beba líquidos e evite a desidratação, o principal vilão das temperaturas elevadas. Com a transpiração elevada e a falta de água, o organismo sofre com tonturas, sensação de torpor e cansaço. Os membros se movimentam lentamente, buscando não gerar mais calor, e a respiração se torna acelerada: é a estratégia para eliminar vapor pela respiração e diminuir a temperatura interna.
Quanto mais quente e úmido, maior a sensação térmica - associação entre a temperatura na escala do termômetro e a umidade relativa do ar. Por isso, ela pode ultrapassar os 50 graus Celsius. "Além disso, quando há ventos, a sensação é de uma temperatura mais amena, pois o vento refresca o ambiente", afirma Fábio Rocha, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Para não sofrer esses efeitos do calor extremo, as melhores opções são buscar ambientes ventilados, tomar água e sucos e usar roupas leves, que não impeçam o calor de escapar do organismo. "Convivendo durante muito tempo com temperaturas muito baixas ou muito altas, o metabolismo corporal tem a tendência a se adaptar e a sofrer cada vez menos", diz Olzon.
Veja.com

Os riscos de usar a tecnologia para reverter o aquecimento global

Erupção do vulcão Tungurahua, no Equador, em maio de 2010 (Foto: Patricio Realpe/LatinContent/Getty Images)




No ano passado, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que há 95% de certeza de que o aquecimento global é real e causado pela ação humana. Os governos, no entanto, nada fazem para resolver o problema, e a emissão de gases de efeito estufa continua crescendo. Com esse cenário pessimista, muitos cientistas passaram a considerar, com seriedade, a hipótese de modificar artificialmente o clima da Terra. Essa área de estudo tem até mesmo um nome: geoengenharia, a aplicação da engenharia para mudar o clima do planeta em larga escala.
Até o momento, não há tecnologias prontas para "hackear" o clima do planeta. Mas algumas propostas já foram sugeridas, como criar um "satélite guarda-sol" para diminuir a quantidade de calor que o planeta recebe do Sol ou fertilizar milhões de algas marinhas para que elas absorvam mais CO2. Uma das ideias mais estudadas é a de criar uma erupção vulcânica artificial.
O papel dos vulcões no clima já é bem conhecido. As erupções liberam partículas que ao mesmo tempo bloqueiam os raios solares e absorvem calor emitido na Terra, funcionando como um resfriador do clima. Um bom exemplo desse efeito ocorreu com a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Segundo os cientistas, essa erupção, uma das maiores do século XX, foi responsável por diminuir a média de  temperatura em 0,5ºC nos dois anos seguintes. A proposta de geoengenharia é injetar artificialmente essas partículas na estratosfera para conseguir o efeito de esfriamento.
Pesquisadores da Universidade de Reading, no Reino Unido, decidiram testar a hipótese. Usando modelos de computadores, eles simularam os efeitos desse tipo de geoengenharia no planeta. Os resultados, publicados nesta quarta-feira (8) na revista científica Environmental Research Letters, mostram que a geoengenharia pode funcionar. Mas os efeitos colaterais não serão nada agradáveis.
Época.com

Exoplanetas são pouco parecidos com a Terra

Concepção artística mostra o UCF 1.01, um candidato a exoplaneta a 33 anos-luz da Terra. Astrônomos acreditam que ele é coberto por lava
Os estudos sobre exoplanetas (localizados fora do Sistema Solar) mostra que a Terra é uma exceção cósmica, afirmaram astrônomos na conferência anual da Sociedade Astronômica Americana, realizada esta semana nos Estados Unidos.
 A partir de análises do telescópio Kepler, que observou mais de 100.000 estrelas parecidas com o Sol nas constelações de Cygnus e de Lira, entre 2009 e 2013, foram detectados pelo menos 3.000 candidatos a planetas. Mais de três quartos dos potenciais mundos têm o tamanho da Terra ou são até quatro vezes maiores. Embora comuns, eles são pouco parecidos com a Terra.
 "A enxurrada de dados sobre esses planetas conhecidos como 'mini-Netunos' nos revela, na maioria das vezes, apenas a estrutura que os envolve", disse Geoff Marcy, professor de astronomia da Universidade da Califórnia. "Nós ainda enfrentamos questões difíceis, tais como saber como esses planetas se formaram e por que o nosso sistema solar é desprovido deles."
As medições de densidade sugerem que dezesseis exoplanetas têm um núcleo rochoso e são revestidos por uma vasta camada de gases – uma composição semelhante à de Netuno.

Ambiente propício à vida – Os astrônomos anunciaram a descoberta de cinco novos exoplanetas rochosos, de 10% a 80% maiores do que a Terra. Como estão muito próximos a sua estrela, são excessivamente quentes e inabitáveis.
 As primeiras análises sugerem que a maior parte dos planetas cujo raio é menor do que 1,5 vezes o da Terra poderia ser formada por silicatos, ferro, níquel e magnésio, encontrados nos planetas do nosso Sistema Solar.
 Com esta informação, os cientistas poderiam localizar estrelas que hospedam planetas irmãos da Terra, o que propiciaria a descoberta de um ambiente adequado para a vida fora do nosso Sistema Solar. Em novembro, astrônomos estimaram em bilhões o número de planetas do tamanho da Terra potencialmente habitáveis.