sexta-feira, 13 de junho de 2014

Mudança climática pode causar guerra por comida entre pinguins

Exemplar de pinguim-papua é visto na Baía do Almirantado, região onde está abrigada a Estação Antártica Comandante Ferraz (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

As espécies de pinguins da Antártica, que no passado se beneficiavam da elevação as temperaturas, agora estão em declínio porque o aquecimento avançou demais, afirmaram cientistas nesta quinta-feira (12). Estudos científicos anteriores não haviam conseguido determinar o declínio das populações de pinguins-de-adélia e de pinguins-antárticos, enquanto a de pinguins-de-papua aumenta.
No novo estudo, biólogos afirmaram que todas as três espécies se expandiram depois da última Era do Gelo, que terminou por volta de 11 mil anos atrás, mas as temperaturas em elevação vistas hoje estão ameaçando sua fonte de alimentos.
Havia menos gelo em volta da Antártica, o que era bom para esses pinguins, pois criou novos hábitats", declarou Gemma Clucas, do Departamento de Ciências da Terra e Oceano de Southampton.
"No entanto, o que vimos agora é que as mudanças climáticas estão resultando em menos gelo ainda e que isto agora é muito ruim para os pinguins-de-adélia e antárticos, porque eles não têm mais comida suficiente", acrescentou.
Essas espécies comem, sobretudo, krill, pequenos crustáceos similares ao camarão, que se alimentam, por sua vez, de algas sob o gelo em declínio. Já os papua têm uma dieta mais variada, que inclui peixes e lulas, menos afetadas pelos mares mais quentes.
"O que estamos vendo é um 'reverso de fortunas', em que o aquecimento crescente não é mais tão bom para duas das três espécies de pinguins da península antártica", acrescentou o coautor, Michael Polito, do Instituto Oceanográfico Woods Hole.
"Essa pesquisa mostra com clareza como uma única mudança ambiental, neste caso o aquecimento, pode ter consequências diferentes com o passar do tempo", continuou.
O estudo foi publicado no periódico "Scientific Reports", uma publicação da revista "Nature".
G1

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Esta sexta-feira 13 será de Lua Cheia

O Cristo Redentor 'envolvido' pela Lua Cheia Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo

Vai ser um encontro entre Jason e o Lobisomen, um dia depois do Dia dos Namorados e da estreia da seleção na Copa do Mundo do Brasil. A noite desta sexta-feira, 13 de junho, terá Lua Cheia, algo que não acontece em junho desde 1919, segundo cientistas. A última vez em que a coincidência ocorreu foi em outubro de 2000. A próxima vez seria em agosto de 2049, de acordo com diferentes sites ligados a astronomia.
Será um mistura de muitas superstições. As origens da fama de azarenta da sexta-feira 13 são nubladas, ninguém sabe ao certo quando a reputação começou. Mas há indícios claros da sua influência no mundo. Um centro de estudos sobre estresse na Carolina do Norte, nos EUA, estima que até 21 milhões de pessoas naquele país têm medo dessa data. E já foram feitos estudos dando conta de que a economia americana perde milhões de dólares porque muita gente deixa de viajar nesse dia.
A Lua Cheia também sempre foi cercada de mitos, desde as culturas mais antigas. Algumas teorias sugerem que o satélite atua sobre o humor das pessoas da mesma forma como influencia as marés, porque mexeria com a água do nosso corpo. Em 2007, a polícia na cidade britânica de Sussex chegou a reforçar o patrulhamento das ruas porque verificou um aumento na criminalidade durante as noites de Lua Cheia. E em diversos hospitais pelo mundo as equipes relatam mais acidentes quando o satélite está na sua fase mais "iluminada".
Para os românticos e otimistas, entretanto, o mais importante é que a sexta-feira é um dia ideal para se aproveitar a noite de Lua Cheia. Estas pessoas podem fazer seus planos despreocupadas: a previsão meteorológica para amanhã é de céu limpo.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Peixes amenizam mudanças climáticas



Da próxima vez que você for jantar peixe, considere que sua refeição provavelmente te mais valor financeiro como dispositivo de captura e armazenagem de carbono.
Ao atribuir valores em dinheiro ao carbono armazenado em ecossistemas oceânicos, dois relatórios científicos recentes estão tentando fazer países reconsiderar o verdadeiro valor de suas atividades de pesca.
O primeiro deles, uma nova avaliação apoiada pela Comissão Oceânica Global, estima de maneira aproximada que peixes e outras formas de vida aquática em alto mar absorvem dióxido de carbono suficiente para poupar entre US$74 e US$222 bilhões em danos climáticos anuais.
Um segundo estudo publicado recentemente descobriu que, todos os anos, peixes das profundezas do mar no litoral do Reino Unido e da Irlanda capturam e armazenam uma quantidade de emissões de gás carbõnico com valor estimado entre €8 e €14 milhões no mercado europeu de carbono, ou cerca de US$20 milhões.
Cientistas responsáveis pelos dois relatórios alertaram que atividades de pesca e mineração põem em risco a capacidade oceânica de fornecer um recurso massivo e totalmente natural para armazenar carbono.
“Peixes são muitoimportantes para o ciclo global de carbono, mas eles são muito negligenciados”, declara Clive Trueman, da University of Southampton, principal autor do estudo sobre peixes das profundezas.
“Eu realmente acho que para usar nossos oceanos de maneira razoável, precisamos observar todos os serviços que eles fornecem e então identificar os que mais contribuem para o bem-estar humano, e tentar encorajá-los”, adiciona Rashid Sumaila, professor e diretor da unidade de pesquisa econômica de pescarias da University of British Columbia, coautor do relatório da Comissão Oceânica Global.

Sequestro nas salgadas profundezas

O primeiro estudo, conduzido pela University of Southampton no Reino Unido e no Instituto Marinho da Irlanda, traz pistas sobre como – e em que profundidade – peixes das profundezas contribuem para a capacidade oceânica de sequestro de carbono.
O fitoplâncton, constituído de minúsculos organismos que compõem a base da cadeia alimentar do ecosistema oceânico, absorve bilhões de toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Mas Trueman explica que, como o fitoplâncton vive perto da superfície oceânica, grande parte dos gases de efeito estufa retorna para a atmosfera se eles não forem consumidos por outros organismos marinhos.
Todas as noites,populações imensas de peixes vão até a superfície para se alimentar de fitoplâncton, retornando para as profundezas mais frias do oceano durante o dia. Mas essas espécies não se aventuram fundo o bastante para manter o carbono nas profundezas oceânicas por longos períodos. É aí que entram espécies de peixes assustadores e difíceis de estudar que vivem milhares de metros abaixo
Ao analisar amostras musculares de peixes das profundezas coletadas na encosta continental Reino Unido-Irlanda, Trueman e seus coautores descobriram evidências de que eles nadam até a superfície e consomem as espécies devoradoras de fitoplâncton que estão em migração com mais frequência do que se pensava.
“Esses peixes predadores estão basicamente capturando animais em migração e armazenando esse carbono ao matá-los e mantê-los nas profundezas”, explica Trueman. “É só após o carbono fixado pelo fitoplâncton chegar a 100 ou 200 metros de profundidade que ele fica retido e impedido de  retornar à atmosfera”.
Com base em pesquisas anteriores de populações de peixes das profundezas, os pesquisadores estimaram que esses peixes capturam e armazenam um milhão de toneladas métricas de dióxido de carbono das águas superficiais da Irlanda e do Reino Unido todos os anos.
“Nós realmente não sabemos muito sobre eles, e mesmo assim eles fazem algo muito útil para nós”, apontou Trueman.

Serviços valem mais que peixes?

O relatório da Comissão Oceânica Global calcula que organismos oceânicos que vivem em alto mar – águas fora das zonas econômicas de nações específicas –absorvem 1,5 bilhão de toneladas métricas de dióxido de carbono da atmosfera todos os anos.
Sumaila e seus coautores usaram as estimativas para o custo social do carbono realizadas pelo Grupo de Trabalho Interagências do Governo Federal dos Estados Unidos para chegar ao valor médio de US$148 bilhões.
Com esse número, o relatório alega que pode fazer sentido proibir completamente a pesca em águas internacionais. O valor total de peixes capturados em alto mar todos os anos chega a US$16 bilhões.
O alto mar compõe cerca de 60% dos oceanos do planeta. Mesmo assim, o relatório afirma que essas vastas águas são adminsitradas por uma complexa e ineficaz rede de órgãos internacionais. Cardumes de peixes em águas internacionais são superexplorados e provavelmente prejudicam pescarias litorâneas, adiciona o documento.
Como resultado, nações que participaram da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, em 2012,encarregaram as Nações Unidas de desenvolver um melhor plano de administração para o alto mar. O relatório da Comissão Oceânica Global, que será formalmente lançado no fim do mês, deve influenciar esse processo.
Sumaila aponta que o valor de US$148 bilhões é apenas uma aproximação, e que a estimativa vai de US$74 a US$222 bilhões, uma diferença bastante vasta.
“Nossas estimativas de captura e armazenamento de carbono em alto mar são preliminares e estão necessariamente sujeitas a um grande nível de incerteza”, informa o relatório, principalmente porque os mecanismos por trás da transferência de carbono no oceano ainda não são completamente compreendidos.
Mas Sumaila adiciona: “a incerteza é grande, mas as consequências também podem ser muito grandes”.
Scientific American

Nasa deve levar humanos a Marte em 2037


De acordo com um relatório publicado em 4 de junho pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, para reviver o programa espacial tripulado por humanos será necessário ir para Marte. O documento oferece três possíveis rotas para o planeta vermelho – e alerta que chegar até Marte exigirá que a Nasa repense como planeja suas missões.
Continuar no curso atual da agência é “um convite ao fracasso, à desilusão, e ao fim do reconhecimento internacional de que voos espaciais tripulados são o que os Estados Unidos fazem melhor”, declara o relatório.
A rota mais curta até Marte apontada no relatório começaria com uma jornada para recuperar um pequeno asteroide na órbita terrestre próxima – um objetivo apoiado pelo presidente Barack Obama – seguida por uma missão até as duas luas de Marte, e então por uma viagem para o planeta propriamente dito.
Esquemas mais complicados envolveriam parar em uma área gravitacionalmente estável entre a Terra e a Lua chamada de Ponto de Lagrange L2, em um asteroide no espaço profundo ou na superfície da Lua a caminho de Marte.
Os planos do relatório colocariam humanos em Marte entre 2037 e 2050 a um custo de centenas de bilhões de dólares e “riscos significativos à vida humana”. Chegar ao Planeta Vermelho exigiria décadas de financiamento para o programa de voos espaciais da Nasa em um nível que supere a taxa de inflação, encerrando 30 anos de orçamentos para missões tripuladas.
“Nós jamais chegaremos a Marte se não adotarmos uma maneira radicalmente diferente de fazer negócios” alerta Mitch Daniels, presidente da Purdue University em West Lafayette, no estado de Indiana, e co-diretor do comitê que escreveu a análise.
A Nasa, que aposentou o ônibus espacial em 2011, agora depende de foguetes russos para carregar seus astronautas até a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês). A agência espacial está desenvolvendo um novo e poderoso veículo de lançamento, o Sistema de Lançamento Espacial, e uma espaçonave adicional, a Orion, para missões tripuladas ao espaço profundo. Seu primeiro voo está programado para 2017.
Mas o objetivo final do programa de exploração espacial tripulada da agência está em transição. Em 2010, Obama cancelou planos de levar astronautas americanos novamente à Lua até 2020. Em vez disso, o presidente apoiou uma missão para recuperar um asteroide e rebocá-lo até a órbita da Lua para mais estudos. De acordo com a Nasa, isso permitirá que tripulações treinem manobras no espaço profundo, com a esperança de levar humanos a Marte até a década de 2030, mas o plano gerou o ceticismo de cientistas e legisladores que duvidam de seu valor e viabilidade.
De maneira geral, a análise “certamente é uma acusação do plano atual”, aponta John Logsdon, historiador e especialista em política espacial da George Washington University em Washington, capital. “Se esta nação quiser enviar humanos para além da órbita baixa da Terra, não poderá continuar assim”.
O novo relatório favorece um retorno à Lua, argumentando que a superfície lunar tem “vantagens significativas” como primeiro passo no caminho para Marte. Usar a Lua também alinharia os objetivos dos Estados Unidos com os de seus parceiros espaciais históricos, incluindo a Agência Espacial Europeia, observa Marcia Smith, analista de programas espaciais e fundadora do SpacePolicyOnline.com, com sede em Arligton, na Virgina.
Mark Sykes, chefe executivo do Instituto de Ciências Planetárias em Tucson, no Arizona, declara estar decepcionado com o comitê do relatório porque seus membros não assumiram uma visão mais radical, como explorar uma combinação de missões robóticas e tripuladas ou até propor o desenvolvimento de uma colônia em Marte.
De acordo com Sykes, planejar uma visita curta à superfície do planeta vermelho é um beco sem saída. “Receio que o fracasso em fazer as perguntas difíceis, o fracasso em ser audacioso, poderia resultar no fim no programa de exploração espacial tripulado”, conclui ele.
Scientific American


terça-feira, 10 de junho de 2014

Frase

Foto

De onde vem a água quente que derrete o Ártico?

A água do rio Mackenzie, no Canadá, em 14 de junho de 2012, começa a quebrar a geleira no litoral (Foto: Nasa)

Um novo estudo feito pela Nasa, agência espacial americana, mostra como a água dos rios que desaguam no Oceano Ártico ajudam a derreter as geleiras flutuantes da região.

No dia 5 de julho de 2012, a geleira já está transformada em bloquinhos flutuantes no Ártico (Foto: Nasa)

As fotos acimas exibem o delta do rio Mackenzie, no Canadá. A mais do alto é de 14 de junho de 2012. A de baixo, de 5 de julho. As imagens mostram como a descarga de água barrenta (mais marrom) ajuda a desintegrar a camada de gelo junto à costa. Naquele ano, o Ártico bateu o recorde de derretimento desde que as medições de satélite começaram, 35 anos antes.
O trabalho da água doce para quebrar o gelo fica mais claro nas fotos abaixo. Elas mostram o mesmo lugar nos mesmos dias. Só que suas cores foram alteradas para exibir as diferenças de temperatura. O azul mais escuro são águas (ou gelo) a até 2 graus centígrados negativos. O mais claro indica água a até 15 graus centígrados.
As cores alteradas mostram com a água do rio é mais quente do que a do oceano. O azul mais escuro são águas (ou gelo) a até 2 graus centígrados negativos. O mais claro indica água a até 15 graus centígrados. (Foto: Nasa)

A imagem de 5 de julho mostra como a água mais quente do rio (em azul mais claro) se espalha pelo oceano próximo (Foto: Nasa)

Pelas fotos de temperatura, é possível ver mais claramente como a descarga de água quentes do rio contribuem não só para quebrar o gelo flutuante como para mudar a temperatura da água do mar na região.
A perda de gelo flutuante do Ártico é parte dos efeitos das mudanças climáticas. Essa perda não contribui diretamente para a elevação do nível do mar no planeta. Mas a redução na área branca que reflete a luz do sol aumenta a absorção de calor do mar. Com o encolhimento do Ártico, o Hemisfério Norte virou um aquecedor da Terra. Além disso, a água do mar mais quente ajuda a desestabilizar geleiras ancoradas na rocha, como as da Groenlândia. E essas, sim, derretem e mudam o nível do mar.
Época.com

Um forte El Niño pode fazer o calor bater recordes no fim do ano

Comparação do Oceano Pacífico em maio de 1997 e de 2014. As áreas vermelhas mostram água mais quente e nível do mar mais alto. Indicam um El Niño em formação. (Foto: Nasa)
Os cientistas estão observando sinais da chegada de um forte El Niño. O fenômeno faz parte do ciclo de variação de temperatura do oceano Pacífico. Durante o El Niño, a faixa equatorial do Pacífico fica mais quente. Durante a fase contrária, chamada La Niña, o Pacífico fica mais frio.
Essa variação de temperatura do oceano tem impacto pesado no clima do mundo todo. Os anos de El Niño tendem a ser mais quentes para a atmosfera. No Sul do Brasil, há verões mais chuvosos. No Sudeste, chuvas fora do padrão. Se a tendência se confirmar, pode significar que a Terra vai bater mais recordes históricos de calor.
A imagem acima é uma comparação das temperaturas do Pacífico em maio de 1997 (a esquerda) e maio de 2014 (a direita). Os trechos em vermelho mostram onde o mar está mais quente e mais alto do que a média. As áreas em azuis mostram onde ele está mais frio e mais baixo. O nível do mar tem relação com a temperatura. Na medida que a água do oceano esquenta, a superfície se eleva. Se esfria, ela desce.
A comparação entre os dois anos revela semelhanças. "O que estamos vendo agora na região tropical do Oceano Pacífico parece similar às condições do início de 1997", diz Eric Lindstrom, oceanógrafo da Nasa (agência espacial americana), responsável pelas imagens."Se isso continuar, poderemos ter um forte El Niño no outono. Mas não há garantias." O outono de Eric lá na Nasa, no Hemisfério Norte, chega em setembro.
O El Niño de 1997 e 1998 foi marcante. Ele fez as temperaturas subirem no planeta todo. Deu um repique na tendência já existente de elevação das temperaturas com o aquecimento global. Para se ter uma ideia, os registros globais de temperatura começam em 1880, antes da Lei Áurea da Princesa Isabel. Segundo os registros, 9 dos 10 anos mais quentes ocorreram depois do ano 2000, na medida que o aquecimento global elevava as temperaturas na Terra. A única exceção é 1998, porque o El Niño provavelmente turbinou o aquecimento global naquele ano. Se vier por aí um novo El Niño de intensidade semelhante, viveremos um novo patamar de calor a partir do fim deste ano.
Embora nosso dia-a-dia dependa dos humores da atmosfera da Terra, ela é a parte mais insignificante do clima da Terra. O que determina as grandes tendências para o planeta é o comportamento dos oceanos. Nos últimos 12 anos, os oceanos absorveram o excedente de calor do aquecimento global, mantendo as médias anuais de temperatura no patamar mais elevado que se tem registro, mas relativamente estável. Cientistas acreditam que inevitavelmente, em algum momento, esse ciclo de amortecimento do oceano chegará ao fim, e o fundo do mar passará a não mais roubar calor da atmosfera - ou até devolver parte do que foi acumulado sob a superfície. Um El Niño forte agora pode marcar o início dessa nova fase. Se isso ocorrer, enfrentaremos condições climáticas inéditas nos próximos anos.
Época.com

Geleira condenada na Antártica pode elevar o mar em 1,2 metro

Mapa das geleiras no Mar de Amundsen, na Antártica. As áreas em vermelho mostram onde a retração está mais acelerada (Foto: Nasa)


Duas pesquisas divulgadas esta semana concluem que as geleiras do Mar de Amundsen, na Antártica, estão condenadas a desmoronar no mar. Uma delas contribuiria sozinha para um aumento de 1,2 metro no nível dos oceanos.
O primeiro estudo usou informações de satélite da Nasa e fotos aéreas para medir a retração das geleiras na região. O outro usou modelos de computação para comparar observações dos derretimentos recentes e projetar cenários futuros. Ambos os estudos concluem que as placas de gelo ao redor do Mar de Amundsen começaram a desmoronar de forma irreversível e irão desaparecer em algumas centenas de anos.
A região do Mar de Amundsen é uma das áreas mais vulneráveis ao aquecimento global na Antártica. Lá, as geleiras derretem num ritmo acelerado. O mapa acima mostra quanto o derretimento acelerou entre 1996 e 2008. O ritmo de retração das geleiras é medido em quilômetros por ano. As áreas marcadas em vermelho mostram os trechos das geleiras onde o derretimento está se acelerando mais.
primeiro estudo, que mediu o derretimento das geleiras, é do glaciologista Eric Rignot, da Universidade da Califórnia e da Nasa. Ele e sua equipe identificaram, usando técnicas de satélite, os pontos onde as geleiras estão ancoradas na rocha. Essas geleiras têm mais de mil metros de espessura. Elas desmoronam porque a água quente do oceano entra por baixo dos blocos de gelo, fundindo as ligações com a rocha. A água também reduz a fricção do gelo com a rocha, ajudando a geleira a correr mais rápido para o mar. Na medida que a geleira derrete, fica mais fina, flutua mais fácil, e a água entra mais fundo para quebrar mais pedaços de gelo que estão presos às rochas. A pesquisa foi publicada na revista científica Geophysical Research Letters.
O outro estudo, que fez as modelagens por computador, foi coordenado pelo físico Ian Joughin da Universidade de Washington. Segundo seus cálculos, uma das geleiras, a Thwaites, seguindo no ritmo atual, está condenada a cair em alguns séculos. Ela sozinha seria capaz de elevar em 1,2 metro o nível do mar no mundo todo, segundo o blog Earth Observatory da Nasa. O estudo foi publicado na revista Science.
O Mar de Amundsen fica na Antártica Ocidental. É o trecho do continente mais afetado pelas mudanças climáticas. A Antártica Oriental, que guarda a maior parte do gelo, vem resistindo melhor ao aquecimento do planeta. Estudos com períodos anteriores de aquecimento da Terra mostram que a Antártica leva mais tempo para derreter.
Época.com

Nós temos o poder de proteger o oceano

Peixes na costa brasileira (Foto: Divulgação/SOS Mata Atlântica)

No último domingo, 8 de junho, foi dia de comemorarmos uma data importante, mas que, entra ano e sai ano, passa quase desapercebida no Brasil – o Dia Mundial dos Oceanos. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), teve neste ano o tema “Juntos nós temos o poder de proteger o oceano”.
Os oceanos cobrem 71% da superfície do nosso planeta e são fundamentais para nossa sobrevivência, já que fornecem energia, água, sal e alimentos, entre outras matérias-primas. No Brasil, com seus mais de 8.600 quilômetros de costa, esta relação fica ainda mais clara, já que nosso país, na forma que conhecemos hoje, nasceu e se desenvolveu a partir do litoral.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% da população brasileira vive na faixa situada a até 200 km do litoral. Os municípios da zona costeira abrigam 26,9% da população brasileira, ou 50,7 milhões de pessoas. Dessas, cerca de 4 milhões utilizam seus recursos naturais para sobreviver. Dados do Ministério da Pesca apontam a existência de quase 1 milhão de pescadores no país, responsáveis pela oferta anual de 1,24 milhão de toneladas de pescados que abastecem as casas de milhões de brasileiros.
O que pouca gente sabe é que, apesar dessa abundância, muitas espécies no Brasil estão ameaçadas de extinção e outras precisam obedecer, na comercialização, um período de defeso, que é quando a pesca da espécie é proibida para garantir sua reprodução.
Para verificar quais espécies de pescado – entre peixes, moluscos e crustáceos – são mais encontradas na cidade de São Paulo (maior centro consumidor de pescados do país), a Fundação SOS Mata Atlântica fez, no ano passado, um levantamento em feiras livres, peixarias e supermercados da cidade para observar se as espécies estavam identificadas de forma correta e se as normas existentes, como o defeso e a proibição de captura, eram conhecidas e estavam sendo respeitadas.
Considerando todos os locais pesquisados, a grande maioria de peixes encontrada no levantamento foi de água salgada (80,6%), com o salmão e a sardinha presentes em 92,2% dos estabelecimentos. Infelizmente, poucos sabem que a sardinha (Sardinella brasiliensis) encontra-se na lista dos ameaçados de extinção e que, devido a sua alta procura pelo mercado consumidor, a pesca desse animal continua intensa, levando os estoques de sardinha à iminência de colapso.
Época.com

Dano causado pela degradação da Amazônia está subestimado

Incêndio acidental na floresta Amazônica do Pará. Fogo é uma das principais causas da degradação florestal (Foto: Jos Barlow / Divulgação)


Na semana passada, a ONU e a Union of Concerned Scientists publicaram um relatório mostrando que o Brasil é um exemplo para o mundo na forma como vem conservando a Amazônia. O elogio não é infundado. Desde 2004, as medidas ambientais brasileiras conseguiram reduzir e controlar as altíssimas taxas de desmatamento da floresta Amazônia. Estima-se que o Brasil conseguiu reduzir em 70% o desmatamento.
Com menos árvores sendo derrubadas, o país passou a emitir uma quantidade menor de carbono, gás responsável pelo aquecimento global. Isso colocou o Brasil a caminho de cumprir sua meta de redução de emissões definida na ONU. Só tem um problema: segundo um novo estudo, publicado na revista científica Global Change Biology, esses dados estão subestimados.
De acordo com o estudo, o governo brasileiro calculou as emissões causadas pelo desmatamento - a supressão total da floresta - mas não considerou as emissões causadas pela degradação florestal. Quando uma área é degradada, ela perde árvores nobres pela derrubada seletiva, sofre queimadas e vai perdendo árvores aos poucos, mas grande parte da cobertura florestal se mantém. Esse processo também emite carbono. "Há uma perda muito grande de carbono nas florestas degradadas que não está sendo contabilizada pelo governo brasileiro", diz Erika Berenguer, pesquisadora da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, e autora do estudo.
Foram três anos de análise, sendo que mais da metade em campo, em Santarém e Paragominas, no Pará. Uma equipe de mais de cinquenta pessoas trabalhou na metodologia recomendada pelo IPCC. Eles literalmente mediram as árvores, as folhas mortas e o solo para saber quanto carbono se perde em cada situação. Com base nesses dados, eles calcularam o quanto isso representaria para toda a Amazônia. O resultado: o governo deixa de contar 54 milhões de toneladas de carbono equivalente.
Floresta não perturbada x degradada
Um dos pontos que chama a atenção no estudo é que a degradação muda a estrutura da floresta. As florestas não perturbadas, sem sinal de fogo ou desmatamento, têm árvores grandes e um cenário que parece saído de um documentário. Já as degradadas têm árvores pequenas e densas, com muito mato e poucas árvores nobres. As duas fotos abaixo mostram a diferença entre elas.
Oportunidade
O fato dos cálculos estarem subestimados não tira o êxito da política brasileira de controle no desmatamento. Segundo Erika, é na verdade uma oportunidade para o Brasil prestar atenção nas florestas degradadas. "A queda no desmatamento funcionou, resultado de políticas públicas eficientes e o comprometimento de empresas. Agora, precisamos dar o próximo passo, com políticas voltadas para o controle da degradação". Ela acredita que o primeiro passo poderia ser uma medida para controlar o uso do fogo na agricultura, que frequentemente se alastra nas florestas, degradando a Amazônia.
Época.com
 

Nasa transmite vídeos da Estação Espacial Internacional através de um laser

Desenho feito por artista mostra como seria o Opal em ação (Foto: nasa)

Hello, World!" foi a mensagem que a Estação Espacial Internacional (EEI) transmitiu através de um laser, direto do espaço para a Terra. O experimento foi feito através do Optical Payload for Lasercomm Science (OPALS), um transmissor de laser que foi transportado para a EEI há alguns meses.
A transmissão durou 148 segundos e demorou apenas 3,5 segundos para ser enviada pela equipe da EEI. O método tradicional demoraria 10 minutos.
A ideia é criar formas de transmitir dados do espaço para a Terra de uma forma mais veloz - transmitindo de dez a mil vezes mais dados do que as formas atuais de comunicação, baseadas em ondas de rádio pelo espectro eletromagnético. Dessa forma, novas missões poderiam usar esse tipo de comunicação - especialmente a antecipada missão para Marte.
Como a Estação Espacial Internacional se move a uma velocidade de 27 mil km/h, a "mira" do OPALs para transmitir o vídeo precisa ser extremamente precisa, o equivalente a apontar com uma caneta laser para um fio de cabelo de uma pessoa a uma distância de nove metros e acertar.
Galileu.com

sábado, 7 de junho de 2014

Cientistas acham resquícios de planeta que colidiu com a Terra e formou a Lua

Lua (AFP)

Cientistas encontraram evidências do mundo que teria colidido com a Terra há bilhões de anos e, assim, formado a Lua.
Análises recentes de rochas lunares recolhidas pelos astronautas da missão Apollo identificaram resquícios do "planeta", chamado Theia.
Os pesquisadores afirmam que sua descoberta confirma a teoria de que a Lua foi criada pela colisão cataclísmica.
O estudo foi publicado na revista Science.
A teoria criada nos anos 1980 diz que Lua teria sido criada pelo choque entre a Terra e o planeta Theia há 4,5 bilhões de anos.
O nome Theia vem da deusa da mitologia grega, mãe de Selene, a deusa da Lua. O planeta teria se desintegrado no impacto, e seus destroços teriam se misturado com os da Terra para formar a Lua.
A explicação é simples, mas está de acordo com simulações feitas em computador. O único porém era que ninguém havia encontrado evidências de Theia em rochas lunares.
Análises anteriores de rochas lunares haviam mostrado que elas haviam se originado completamente a partir da Terra, enquanto simulações de computadores haviam demonstrado que a Lua era derivada principalmente de Theia.

Origem alienígena

Agora, uma análise mais refinada de rochas lunares encontrou evidências de que um material de origem alienígena.

Segundo o cientista-chefe do estudo, Daniel Herwartz, da Universidade de Goettingen, não haviam sido encontradas evidências definitivas da teoria da colisão - até agora.
"Estava chegando ao ponto de algumas pessoas sugerirem que a colisão não ocorreu", ele disse à BBC News.
"Mas agora encontramos pequenas diferenças entre a Terra e a Lua. Isso confirma a hipótese do impacto."
Hewartz mediu a diferença na composição isotópica do oxigênio contido nas rochas da Lua e da Terra. Esta é a medida das diferentes formas de oxigênio existentes.
Diferença pequena

No entanto, alguns dizem que a diferença pode ser explicada pela absorção de materiais pela Terra após a formação da Lua.
Muitos cientistas se surpreenderam com o fato da diferença entre o material de Theia e da Terra encontrados na rocha lunar seja tão pequena. Entre eles, está Alex Halliday, da Universidade Oxford.
"A diferença deveria ser bem maior, porque é assim no resto do Sistema Solar segundo medições feitas em meteoritos", ele disse.
Estudos de meteoritos de Marte e de fora do Sistema Solar mostram uma diferença significativa na composição isotópica - que funciona como uma impressão digital.
Por isso, Halliday e outros cientistas questionam por que as impressões digitais da Terra e de Theia parecem ser idênticas.
Composição similar

Uma possibilidade é que Theia tenha se formado muito próximo da Terra e, por este motivo, sua composição seja muito similar a do nosso planeta.
Se for este o caso, diz Halliday, existe a possibilidade de que tenha que ser revista a crença de que cada planeta do Sistema Solar tem uma impressão digital diferente.
Mahesh Anand, da Open University, descreve a pesquisa como "animadora", mas ressalta que os dados foram coletados a partir de apenas três rochas lunares.
"Temos que ter cautela ao dizer que elas representam toda a Lua, então, novas análises de mais rochas são necessárias para confirmar a teoria", disse ele.
BBC Brasil

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Frase


Foto

Encontrado novo trecho do Caminho Inca que chega até Machu Picchu


Um grupo de pesquisadores peruanos descobriu em Cuzco (sudeste) um novo trecho do ancestral Caminho Inca, que permitirá uma nova perspectiva da cidadela sagrada de Machu Picchu, informaram autoridades do Ministério da Cultura do Peru.
Na nova rota, de 1,5 km de extensão, a 2.700 metros de altitude, se destaca um túnel de cinco metros de comprimento, em cujo interior se aprecia um teto rachado selado com pedras lavradas, explicou a Direção Desconcentrada da Cultura, ligada ao ministério.
A descoberta se encontra na região de Wayraqtambo ou Tambo de los Vientos, que se situa na zona alta de Machu Picchu.
"Ainda não se pode apreciar a totalidade do caminho, que está coberto em grande parte por vegetação. Os trabalhadores no local buscam agora retirar as ervas daninhas e as pedras que dificultam a entrada", disse à imprensa Fernando Astete, chefe dos arqueólogos de Machu Picchu.
O especialista afirmou que, devido à sua localização, a nova via dá uma nova perspectiva da cidadela, além de permitir observar no túnel os métodos de engenharia dos incas.
"Este caminho deve ser restaurado e valorizado por seu valor patrimonial", considerou.
O Caminho Inca (Qhapaq Ñan, em idioma indígena) é uma rede viária de 40.000 quilômetros que unia Peru, Chile, Colômbia, Equador, Argentina e Bolívia, que acabou de ser construída durante o império inca e cuja maior parte está no Peru.
Vários governos da região solicitaram de forma conjunta à ONU que declare o Caminho do Inca como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Segundo historiadores, o Caminho do Inca tinha, a cada 7 km, um pukara (posto fortificado) que exercia controle do movimento dos transeuntes. A cada 21 km, tinha um tambo (pousada) para que o Inca e seu séquito descansassem e se abastecessem de água e comida.
Galileu.com

Estudo traz novas evidências de colisão que originou a Lua

Rocha lunar formada por fragmentos de outras rochas

Uma análise das rochas lunares coletadas por astronautas da missão Apollo forneceu novas pistas sobre a formação da Lua. A pesquisa alemã, publicada nesta quinta-feira na revista Science, reforça a hipótese de que o satélite tenha se originado a partir do impacto de um corpo planetário conhecido como Theia com a Terra, há 4,5 bilhões de anos.
Ainda não existe um consenso entre os cientistas sobre a formação da Lua, mas a chamada “hipótese do grande impacto” é a teoria mais aceita. De acordo com ela, o choque com esse corpo celeste, com tamanho semelhante ao de Marte, teria desprendido rochas e poeira que se uniram para formar o satélite. O principal ponto que provoca dúvidas sobre a veracidade dessa teoria é o fato de que os elementos químicos da Terra e do nosso satélite parecem ser idênticos. Se a Lua realmente se formou de uma colisão, suas rochas deveriam ser diferentes das do nosso planeta, por serem parcialmente formadas por material de Theia.
Os cientistas analisaram amostras colhidas pelas missões Apollo 11, 12 e 16 (as duas primeiras lançadas em 1969 e a última em 1972) e encontraram diferenças nos isótopos de oxigênio em rochas da Lua e da Terra, da ordem de 12 partes por milhão. De acordo com os autores da pesquisa, apesar de pequena, essa diferença é significativa, mostrando que a Lua e a Terra têm composições químicas diversas devido ao impacto que originou o satélite.
Proporção — O próximo desafio é descobrir quanto da Lua é composto por matéria vinda de Theia. Modelos anteriores chegaram a prever que esse valor seria de 70%, mas os pesquisadores alemães apontam para uma divisão mais equilibrada, segundo a qual a Lua seria formada 50% por materiais de origem terrestre. "Agora podemos estar razoavelmente seguros de que a enorme colisão ocorreu", disse o autor principal do estudo, Daniel Herwartz, da Universidade Georg-August de Gottingen, na Alemanha.
Veja.com

Fenômeno El Niño tem 70% de chance de voltar neste ano


O El Niño costuma trazer chuvas intensas para a região Sul do Brasil e seca no Nordeste

O Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira que há 70% de chances de ocorrer o El Niño neste ano. Os reflexos do fenômeno de aquecimento das águas do Pacífico, que afeta o clima em todo o mundo, devem ser sentidos a partir de julho, no Brasil. A tendência é que haja uma grande quantidade de chuvas entre o sul do Amazonas, oeste de São Paulo e norte do Paraná. Em São Paulo, o fenômeno tem boas chances de provocar chuvas acima da média entre dezembro e fevereiro.
"A boa notícia que o El Niño traz é que o próximo verão não terá temperaturas tão elevadas como o último. O Estado não passará por seca, pois devem ocorrer pancadas de chuva a partir de outubro. Porém, apenas esse fenômeno não será suficiente para que o Sistema Cantareira volte a seu volume normal. Precisaríamos de chuvas muito acima da média antes do fim do ano. Assim, a falta d’água provavelmente se repetirá em 2015", diz Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo.   
O inverno, normalmente, é o período mais seco do ano, em que os reservatórios de água atingem seus níveis mais baixos. Em 30 de maio, usando água do volume morto, o manancial que abastece o Sistema Cantareira estava com 25% de sua capacidade, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Esse volume será suficiente para manter o abastecimento de água na Grande São Paulo até o início das próximas chuvas, entre setembro e outubro, quando o reservatório voltaria a se encher. No entanto, para que os níveis voltem a subir de maneira regular seria preciso um volume de chuvas extraordinário, capaz de dispensar o uso do volume morto.
Hoje, o Cantareira fornece água para cerca de 7,2 milhões de pessoas na Região Metropolitana, além de mais de 5 milhões de pessoas na região de Campinas.
El Niño moderado — Cientistas do CPC afirmaram em seu relatório mensal que as chances do El Niño acontecer aumentam para 80% durante o outono e o inverno no hemisfério Norte. De acordo com as previsões, a força do fenômeno deve ser de fraca a moderada, a mesma intensidade com que ele se manifestou entre 2009 e 2010, sua última ocorrência.
No Brasil, o El Niño costuma provocar seca no Nordeste e chuvas intensas na região Sul. "A tendência histórica é que o fenômeno traga chuvas acima da média em São Paulo, com precipitações maiores no verão", diz Augusto Pereira Filho, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP). 
Veja.com

Depois de plano dos EUA, líderes do G7 apoiam acordo climático em 2015

Líderes do G7 apoiam acordo climático em 2015 (Charles Dharapak/AP)

Os países mais industrializados do mundo apoiaram nesta quinta-feira (5) a realização de um novo acordo global sobre mudanças climáticas em 2015, após promessas dos Estados Unidos no começo desta semana terem dado novo ânimo às negociações.
O plano dos EUA de cortar as emissões de usinas de energia em 30% até 2030, o qual deve sofrer oposição doméstica, levou a União Europeia a defender seu próprio histórico nesse sentido.
A China, maior emissor do mundo de gases do efeito estufa, também indicou que estabeleceria algum tipo de limite em suas emissões.
O esboço de um comunicado do grupo dos sete países mais industrializados (G7) dizia que os líderes afirmavam sua “forte determinação” para adotar um novo acordo global em 2015 que seja “ambicioso, inclusivo e que reflita circunstâncias de mudanças globais”.
A nota dizia também que os sete países do G7 - Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos - permanecem comprometidos com economias de baixa emissão de carbono e em limitar o aumento de temperatura a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, o teto que segundo cientistas pode evitar efeitos mais devastadores das mudanças climáticas.
Contribuições nacionais O comunicado, escrito em uma cúpula em Bruxelas, também dizia que os países do G7 anunciariam contribuições nacionais para reduzir emissões no primeiro trimestre do ano que vem, antes de uma conferência de Paris para decidir um acordo global em dezembro de 2015.
Ao mesmo tempo, o G7 ofereceu à UE apoio para tornar seu abastecimento de energia mais seguro, prometendo “complementar os esforços da Comissão Europeia para desenvolver planos de energia para os invernos de 2014-2015”.
Na Europa, a busca por segurança energética frente às ameaças da Rússia de que pode interromper o abastecimento de gás transportado através da Ucrânia, deixou o debate climático como um item mais baixo na agenda.
Mas, em discurso ao G7 em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que as duas questões estão “de mãos dadas”.

IPCC - arte (Foto: G1)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O Dia do meio ambiente é importante para pensar em mudanças

FOTOS: Dia Mundial do Meio Ambiente é lembrado (Navesh Chitrakar/Reuters)

Desde que o Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído há 42 anos - durante a 1ª Conferência da ONU sobre Meio Ambiente, em Estocolmo - o dia 5 de junho vem servindo de pretexto para diferentes ações (mais ou menos sustentáveis) que ocorrem nesta época do ano para reforçar o suposto compromisso de governos, empresas, instituições de ensino, organizações civis e religiosas em favor da vida no planeta.
Tal como se dá com outras efemérides como o Dia da Mulher, do Negro, do Índio, entre tantas outras datas impregnadas de um sentido quase subversivo (que tenta desconstruir a cultura dominante em favor de outros valores considerados mais modernos e ajustados a um novo desenho de civilização), o Dia do Meio Ambiente tenta soar como o "grilo falante" que constrange os que, por ignorância ou má fé, realizam escolhas que atentam - em maior ou menor escala - contra a capacidade da Terra nos suprimir do essencial: água limpa, solo fértil, ar puro.
É curioso - quase engraçado - testemunhar o esforço com que grandes poluidores realizam campanhas milionárias nesse período tentando "esverdear" a própria imagem, como se os recursos investidos para esse fim fossem suficientes para apagar rastros de desonestidade e miopia gerencial.
Na era das redes sociais, quem investe mais em publicidade do que em reengenharia (maquiando ou supervalorizando resultados na área ambiental) fica exposto a campanhas voluntárias que denunciam o "greenwashing" e se viralizam com a força de um tsunami.
Mudar é uma palavra que assusta. Em tempos de crise ambiental sem precedentes na História da Humanidade, não mudar deveria assustar muito mais. Se ainda não mudamos no ritmo e na escala desejados, é porque nem todos os que compreenderam o senso de urgência que deveria reger esta gigantesca "concertación" planetária se deram conta do chamado "custo da inação". Fazer como sempre se fez (business as usual) é a senha para o desastre, a ruptura, o colapso que determinaremos na capacidade dos ecossistemas proverem a nossa espécie daquilo que retiramos sistemática e violentamente sem pensar no amanhã.
Gerar emprego e renda sem exaurir os recursos naturais não renováveis. Fazer a conta de trás para frente, observando se o planejamento econômico considera os limites da Terra. Corrigir o rumo antes que seja tarde. Nossa espécie tem muitos defeitos, mas não viemos ao mundo para nos autodestruir. Enquanto o ecocídio for um risco, o Dia Mundial do Meio Ambiente continuará cumprindo uma função importante no calendário.
G1.com

É possível produzir mais alimentos na Amazônia sem desmatar, diz estudo

Gado atravessa área desmatada para fazenda perto de Novo Progresso (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da agência Reuters, viajaram pela Amazônia registrando várias formas de desmatamento. Foto de 2/7/2013. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

É possível reduzir o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade de alimentos no país. Essa é a conclusão de um estudo divulgado nesta quinta-feira (5) pela revista “Science”, realizado pelo Instituto de Inovação da Terra e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
 Os pesquisadores analisaram as taxas de desflorestamento do bioma brasileiro durante cerca de dez anos e a produção de soja e carne bovina na Amazônia Legal, que compreende todos os estados da Região Norte, além de Mato Grosso e parte do Maranhão.
Segundo o artigo, a média anual de desmate até 2005 era de 19.500 km² e caiu para 5.843 km² em 2013. Enquanto isso, a produção de soja subiu de 16,3 milhões de toneladas em 2004 para 25,51 milhões de toneladas, em 2012. O rebanho bovino aumentou de 50,21 milhões de cabeças de gado para 79,6 milhões no mesmo período.
De acordo com os cientistas, isso foi possível devido a esforços entre o governo federal e o setor agropecuário, que criou iniciativas como a Moratória da Soja e aderiu a programas de fiscalização, como o “Carne Legal”.
No entanto, para os autores, é preciso integrar mais o público e o privado, além de estudar formas de beneficiar agricultores que mantêm as florestas em pé em suas propriedades.
Parceria Do lado público, a fiscalização e o combate ao desmatamento ilegal foram reforçados com a criação da lista negra das cidades que mais devastam a Amazônia, iniciativa criada em 2008 pelo Ministério do Meio Ambiente para coibir o avanço do desmate. Os municípios incluídos sofrem sanções como a não liberação de crédito agrícola a produtores rurais.

Do lado privado, a Moratória da Soja, em vigor desde 2006, impede que novas áreas de floresta sejam derrubadas para o plantio do grão e proíbe quaisquer negociações de grandes empresas brasileiras e estrangeiras com aqueles que descumprirem a norma.
Já o Carne Legal, idealizado pelo Ministério Público Federal e que conta com cem indústrias frigoríficas, tem a missão de desestimular consumo de carne produzida com a prática de desmatamento e fiscalizar empresas que criam gado em áreas de preservação.
Segundo Daniel Nepstad, principal investigador do estudo, as medidas, tanto do governo, quanto dos setores alimentícios, são louváveis, mas precisam ser integradas e reforçadas para que o desmatamento seja zerado e a floresta não sofra a pressão que pode existir por conta do crescimento da demanda por alimentos.
Ele cita que é necessária a implantação de metas regionais de combate ao desmatamento, no intuito de que os municípios zerem suas taxas até 2020, com participação das empresas. “Tendo uma abordagem territorial e estadual simplifica essa agenda de sustentabilidade”.
Ane Alencar, diretora do programa Cenários para a Amazônia do Ipam, reforça a ideia de que uma aliança entre a indústria de commodities e as políticas públicas é uma oportunidade de exigir do mercado que o Código Florestal seja aplicado.
“Dificilmente políticas baseadas no comando e controle vão conseguir sozinhas controlar o avanço do desmatamento em um cenário de alta das commodities”, explica a coautora.

Incentivos positivos
Um outro ponto citado pela pesquisadora refere-se à necessidade de conceder incentivos positivos aos agricultores que estão agindo de maneira correta no plantio dentro da Amazônia Legal.
Segundo ela, a facilitação do acesso a crédito, por exemplo, seria uma forma de compensar produtores que sempre estiveram dentro da lei e, desta forma, evitar um possível desmate no bioma.

“Como o Código Florestal veio e anistiou vários produtores que desmataram ilegalmente, é preciso dar um ‘prêmio’ a quem sempre fez o certo. Senão fica a sensação de que ‘preservei minha floresta, dentro da lei, e o cara que desmatou aqui do lado ganhou dinheiro e ainda foi anistiado’”, explica Ane.
Balanço do desmatamento
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em novembro passado apontaram que foram desmatados 5.843 km²  no período de agosto de 2012 a julho de 2013 na Amazônia Legal, número 27,8% maior que no período anterior, quando foram registrados 4.571 km² de áreas derrubadas.
Apesar de ter crescido, a taxa de 2013 é a segunda mais baixa da história. O recorde foi em 2012, quando a Amazônia Legal registrou desmatamento de 4.571 km².
Em relação a cada estado, a maior área desmatada foi no Pará, que derrubou 2.379 km², 37% a mais do que em 2012. No entanto, o maior aumento de desmate (52%) ocorreu em Mato Grosso, onde 1.149 km² de floresta foram cortados.
G1

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Frase

Foto

Dia Mundial do Meio Ambiente: celebre a data com ações positivas

Dia Mundial do Meio Ambiente
Em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho, o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente lança versão em português do site da data e reúne iniciativas globais para incentivar ações positivas para o meio ambiente.
A página traz informações sobre a Mongólia - país-sede da celebração em 2013 - e fornece dicas de como organizar uma celebração localmente. Aqueles que aderirem à comemoração poderão registrar suas atividades no site.
O objetivo é estimular a consciência global sobre o meio ambiente por meio de iniciativas simples realizadas em âmbito local - tais como organizar a limpeza do espaço público, reduzir o uso de sacolas plásticas e procurar alternativas de transporte. Dessa forma, cidadãos de todos os cantos do mundo poderão ver o que outras pessoas estão fazendo e compartilhá-las nas redes sociais.
Além disso, o site chama a atenção para a campanha global Pensar. Comer. Conservar. Diga Não ao Desperdício - lançada em janeiro deste ano pelo Pnuma e pela FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação -, que alerta para o desperdício de alimentos.
O português é o único idioma não oficial da ONU para qual o site foi traduzido.

Brasil é o país que mais perde florestas por ano, diz ONU

Floresta Amazônica na região do Rio Negro no Amazonas

Metade das espécies florestais do mundo está ameaçada por causa da agricultura e do impacto das mudanças climáticas e o Brasil é o país que mais perde cobertura florestal por ano em todo o mundo, alertou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), nesta terça-feira.
Os dados são do primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais, que mapeou as 8.000 espécies de árvores e vegetais mais utilizadas pelo homem em 86 países. Desse total, cerca de 2.400 são cultivadas com técnicas adequadas e apenas 700 espécies são desenvolvidas por meio de seleção ou melhoramento genético.
“As florestas fornecem alimento, bens e serviços essenciais para a sobrevivência e o bem estar da humanidade. Esses benefícios dependem da manutenção do rico estoque de diversidade genética contido nas florestas do mundo, que está em risco”, afirmou Eduardo Rojas-Briales, um dos diretores da FAO, no comunicado do órgão.
Campeões do desmatamento — De acordo com o estudo, os dez países que mais perderam cobertura florestal entre 1990 e 2010 foram Brasil, Indonésia, Nigéria, Tanzânia, Zimbábue, República Democrática do Congo, Birmânia, Bolívia, Venezuela e Austrália. Estima-se que existam entre 80.000 e 100.000 espécies florestais em todo o mundo e essa biodiversidade é o que impulsiona a melhora da produção e qualidade de vegetais usados para a alimentação. Além disso, a variabilidade genética protege o ambiente de pestes e garante a capacidade de adaptação a condições naturais favoráveis, incluindo as causadas por mudanças climáticas.
O estudo alerta para uma ação urgente para melhor administrar as florestas e seus recursos genéticos, para que a biodiversidade seja mantida a longo-prazo. Além disso, pede o comprometimento dos países para desenvolver programas nacionais para garanti-la.
Veja.com

Planeta descoberto em estrela próxima do Sol pode ter água líquida

Cientistas acreditam que a estrela Kapteyn (ponto vermelho à esquerda) foi ejetada de uma galáxia anã que se integrou à Via Láctea

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu dois novos planetas orbitando uma estrela muito antiga e próxima do Sistema Solar. Um deles, denominado Kapteyn b, está uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície – um ingrediente essencial para a formação da vida. A pesquisa que descreve as descobertas foi publicada nesta terça-feira no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A estrela ao redor da qual os novos exoplanetas orbitam é denominada Kapteyn, em homenagem ao astrônomo alemão Jacobus Kapteyn, que a descobriu no fim do século XIX. Ela tem um terço na massa do Sol e se localiza nos limites da Via Láctea. 
O planeta Kapteyn b, candidato a ter água líquida, possui cinco vezes a massa da Terra e dá uma volta completa ao redor de sua estrela a cada 48 dias. O segundo planeta, Kapteyn c, é mais massivo, com um ano correspondente a 121 dias terrestres e, provavelmente, frio demais para ter água líquida.
Instrumentos que estão sendo desenvolvidos atualmente poderão, em breve, analisar a atmosfera desses planetas e verificar a presença de água, acreditam cientistas. "Essa é mais uma evidência de que quase todas as estrelas possuem planetas, e que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são tão comuns quanto grãos de areia na praia", afirma Pamela Arriagada, pesquisadora dos Observatórios Carnegie, nos Estados Unidos.
Os planetas foram descobertos a partir de instrumentos do Observatório La Silla, no Chile, parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês); do Obervatório Las Campanas, também no Chile, operado pelo Instituto Científico Carnegie (CIS, na sigla em inglês), e do Observatório W. M. Keck, no Havaí, da Associação de Pesquisa em Astronomia da Califórnia.
Proximidade — A estrela Kapteyn é a 25.ª mais próxima do Sol, a 'apenas' 13 anos-luz da Terra. Os cientistas acreditam que ela tenha se originado em uma galáxia anã que se desfez e foi absorvida pela Via Láctea. Esse 'canibalismo galáctico' mudou a estrela de direção, fazendo com que ela acabasse nas proximidades da Via Láctea.
Estima-se que essa estrela e seus planetas tenham cerca de 11,5 bilhões de anos, 2,5 vezes mais do que a Terra e apenas dois bilhões de anos a menos do que a formação do Universo. "Isso faz com que a gente se pergunte que tipo de vida pode ter evoluído nesses planetas em um período tão longo de tempo", diz Guillem Anglada-Escude, pesquisador da Queen Mary University of London e um dos autores do estudo.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Metade das espécies florestais do mundo corre perigo, alerta ONU

Florestas estão encolhendo mais rapidamente no Brasil, na Indonésia e na Nigéria, segundo a FAO


Metade das espécies florestais do mundo está em risco por causa da agricultura e das mudanças climáticas, especialmente no Brasil, alertou a ONU nesta terça-feira (3), ao pedir "ação urgente" para administrá-los melhor.
Em seu primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) informou que as florestas estão encolhendo mais rapidamente no Brasil, na Indonésia e na Nigéria.
"As florestas fornecem alimento, bens e serviços que são essenciais para a sobrevivência e o bem estar de toda a humanidade", explicou, em um comunicado, o diretor de silvicultura da FAO, Eduardo Rojas-Briales.
"Todos estes benefícios dependem de salvaguardar o rico estoque da diversidade genética das florestas do mundo, que está em risco crescente", prosseguiu.
O relatório demonstrou que cerca da metade das 8.000 espécies e subespécies são consideradas em risco.
Os dez países que perderam mais cobertura florestal entre 1990 e 2010 foram Brasil, Indonésia, Nigéria, Tanzânia, Zimbábue, República Democrática do Congo, Birmânia, Bolívia, Venezuela e Austrália, destacou o documento.
Segundo a FAO, a biodiversidade impulsionou tanto a produtividade quanto o valor nutricional de produtos florestais, como vegetais folhosos, mel, frutas, sementes, nozes, raízes, tubérculos e cogumelos.
A diversidade genética também protege florestas de pestes e garante sua capacidade de "se adaptar a condições ambientais variáveis, inclusive aquelas causadas pelas mudanças climáticas", informou a FAO.
A FAO pediu mais esforços para incentivar a conscientização sobre a importância da biodiversidade e combater espécies invasivas, assim como o desenvolvimento de programas nacionais de sementes para garantir a disponibilidade de sementes arbóreas geneticamente apropriadas.


Um mundo próximo e quiçá habitável

Ilustração do planeta Keptayn b, ao lado do aglomerado globular associado à sua estrela-mãe (Crédito: PHL/Divulgação)

A megaterra divulgada ontem por astrônomos americanos impressionou? Espere até ver este aqui: um planeta potencialmente habitável — com toda probabilidade rochoso, como a Terra, e capaz de ter água líquida — a apenas 13 anos-luz de distância. Não só é o mundo com possibilidade de abrigar vida mais próximo já descoberto como também é o mais velho deles. O achado acaba de ser publicado no periódico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.
Orbitando ao redor da Estrela de Kapteyn, uma anã vermelha na constelação do Pintor, o novo planeta tem cerca de cinco vezes a massa terrestre. É um bocado, se comparado ao nosso mundo, mas ainda assim ele dá toda a pinta de ser similar à Terra em composição. Kapteyn b, como acabou batizado, completa uma volta em torno de sua estrela a cada 48 dias terrestres, o que o coloca na distância exata de sua estrela-mãe para permitir a existência de água em sua superfície. Os cientistas tratam essa como a condição essencial para o estabelecimento da vida.
A questão é: há ou houve seres vivos em Kapteyn b? Olha só, no momento, ninguém sabe. O que já podemos dizer é que tempo para eles evoluírem não faltou. Ao que tudo indica, a Estrela de Kapteyn nasceu cerca de 11,5 bilhões de anos atrás. Para que se tenha uma ideia do que isso significa, é duas vezes e meia a idade da Terra! Caso a vida tenha surgido por lá com a mesma rapidez que por cá, houve tempo de sobra para que a evolução produzisse criaturas complexas e, quiçá, uma civilização avançada. Aliás, pressupondo um ritmo evolutivo similar ao terrestre, teria dado tempo para isso tudo acontecer antes mesmo que o Sistema Solar iniciasse sua formação, 4,6 bilhões de anos atrás!
A pedido dos descobridores (liderados por Guillem Anglada-Escude, da Universidade Queen Mary de Londres), o astrônomo e escritor de ficção científica Alastair Reynolds fez uma reflexão similar a essa e escreveu um pequeno conto sobre como seria o encontro de uma sonda robótica enviada pela humanidade a Kapteyn b com as ruínas de uma sociedade alienígena avançada que teria florescido lá muito tempo atrás.
O Mensageiro Sideral, por sua vez, está preparando uma reportagem completa sobre a descoberta (que inclui fatos curiosos, como a presença de um segundo planeta, maior e mais frio, no mesmo sistema, e a possibilidade de que a Estrela de Kapteyn tenha se originado em outra galáxia 11 bilhões de anos atrás e somente mais tarde migrado para a nossa Via Láctea!).
folha.com 

Plano da China de limitar CO2 é um avanço sobre clima


Poluição na China

A China disse nesta terça-feira que estabelecerá um teto para suas emissões de CO2 a partir de 2016, um dia após os Estados Unidos terem anunciado novas metas para seu setor de energia, marcando uma potencial superação de diferenças em duras negociações climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU).
O progresso nas negociações climáticas globais foi frequentemente frustrado por uma grande divisão entre países ricos e pobres, liderados pelos Estados Unidos e pela China, respectivamente, sobre quem deveria adotar tomar mais ações para reduzir emissões.
Mas o fato de que os dois maiores emissores de gases de efeito estufa terem feito anúncios sem precedentes sobre o clima num prazo de 24 horas trouxe otimismo entre observadores, que esperar ver o fim de décadas de negociações travadas. As medidas estão sendo divulgadas antes de um encontro global sobre mudanças climáticas na quarta-feira, na Alemanha.
A China, maior emissor do mundo, vai estabelecer um teto para suas emissões de CO2 quando seu próximo plano quinquenal entrar em vigor em 2016, disse He Jiankun, presidente do Comitê Consultivo de Mudanças Climáticas da China, em uma coletiva em Pequim.
As emissões de carbono na economia chinesa, ainda dependente de carvão, devem continuar a crescer até 2030, mas estabelecer um teto absoluto significa que a questão será mais regulamentada.
"O anúncio chinês marca, potencialmente, o ponto mais importante de mudanças na questão climática em uma década no cenário mundial”, disse Michael Grubb, professor de energia internacional e políticas climáticas da Universidade de Londres.
Exame.com

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Frase

Foto

Presidente americano aprova novas regras contra o aquecimento global

Termelétrica a carvão no estado da Georgia, Estados Unidos. EUA aprovaram novas regras para limitar emissões das usinas a carvão (Foto: John Amis/AP)

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, um presidente decidiu regular a indústria do carvão para cortar as emissões de dióxido de carbono, o principal gás causador do aquecimento global. A Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) divulgou nesta segunda-feira (2) as medidas do presidente Barack Obama para cortar as emissões do setor.
A proposta define que os estados americanos deverão cortar em 30% as emissões de CO2 das usinas termelétricas a carvão até 2030. Para atingir essa metas, os estados poderão seguir quatro abordagens: usar tecnologia para melhorar a eficiência energética, substituir usinas a carvão por usinas a gás, investir em energias renováveis e atualizar as termelétricas já existentes.
O setor do carvão representa 38% das emissões dos Estados Unidos. Uma redução dessas emissões pode contribuir significativamente nos esforços para combater o aquecimento global e reacender as esperanças de que os Estados Unidos asssinem um acordo global de redução de emissões na ONU.
A medida foi classificadas como "histórica" pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, famoso pela série de livros e documentários sobre as mudanças climáticas. Ela também foi comemoradas por ONGs ambientais americanas. As regras não são ousadas ou impossíveis de serem cumpridas. Muitos estados americanos, especialmente os da costa leste do país, já estão no caminho e devem cumprir a meta muito antes de 2030. Isso acontece por causa da revolução do gás de xisto nos Estados Unidos. Substituir o carvão pelo gás natural faz sentido do ponto de vista econômico e ambiental.
Ainda assim, as medidas devem enfrentar o lobby de empresas do setor. As associações das usinas a carvão argumentam que os custos são muito altos para reduzir as emissões. O partido Republicano também deve criticar, já que Obama decidiu cortar emissões por meio de regulação, não por projeto de lei no Congresso. A última tentativa de Obama em aprovar uma lei ambiental foi barrada no Congresso em 2010.
Pensando nessa resistência, o governo Obama mudou a estratégia e passou a falar não na importância das medidas para o meio ambiente, mas para a própria população. "Não se trata apenas da extinção de ursos polares ou do derretimento das geleiras. Trata-se de proteger a nossa saúde e as nossas crianças", disse Gina McCarthy, da EPA, ao apresentar as novas medidas.
Época.com

Plantas podem ajudar a enfrentar impactos climáticos


Pequi

A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.
Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos.
Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.
Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.
Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.
“Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global”, adiantou Assad.
Para o melhoramento de espécies, de forma a que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. “Testamos essa variedade este ano, no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem”, disse o pesquisador.
Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.
Prejuízos e mudanças no sistema produtivo
Cálculos da Embrapa feitos com base na produtividade média da soja mostram que somente esse grão acumulou mais de US$ 8,4 bilhões em perdas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil entre 2003 e 2013. Já a produção de milho perdeu mais de US$ 5,2 bilhões no mesmo período.
A área considerada de baixo risco para o cultivo do café arábica deve diminuir 9,45% até 2020, causando prejuízos de R$ 882 milhões, e 17,15% até 2050, elevando as perdas para R$ 1,6 bilhão, de acordo com análises feitas na Embrapa e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Diante dos prejuízos, outra solução apontada por Assad é a revisão do modelo produtivo agrícola. “A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou mais de 20% nos últimos 30 anos, tornando indispensável a implantação de sistemas produtivos mais limpos”, disse à Agência FAPESP.
“O Brasil é muito respeitado nesse tema, em especial porque reduziu o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, ampliou a produtividade na Região Amazônica”, disse.
Segundo Assad, isso abre canais de diálogo sobre a sustentabilidade na agricultura e sobre a adoção de estratégias como integração entre lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha, uso de bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, rochagem (uso de micro e macronutrientes para melhorar a fertilidade dos solos), aplicação de adubos organominerais, além do melhoramento genético.
“O confinamento do gado é outro ponto que está em discussão por pesquisadores e criadores em diversas partes do mundo. Ele pode resultar em menos emissão de gases de efeito estufa, mas torna o rebanho mais vulnerável à doença da vaca louca. Nesse caso, uma alternativa é a recuperação de pastos degradados”, afirmou Assad.
Estudos feitos na Embrapa Agrobiologia mostram que um quilo de carne produzido em pasto degradado emite mais de 32 quilos de CO2 equivalente por ano. Já em pasto recuperado a partir do que a agricultura de baixa emissão de carbono preconiza, a emissão por quilo de carne pode ser reduzida a três quilos de CO2 equivalente anuais.
“Isso mostra que ambientalistas, ruralistas, governo e setor privado precisam sentar e decidir o que fazer daqui em diante – qual sistema de produção adotar? Com ou sem pasto? Com ou sem árvores? Rotacionado ou não? São mudanças difíceis, de longo prazo, mas muitos agricultores já estão preocupados com essas questões, com os prejuízos que o aquecimento global pode trazer, e começam a buscar soluções”, disse.
Exame.com

Astrônomos descobrem a primeira Mega-Terra

A megaterra Kepler-10c. Imensa, mas rochosa. Ao fundo, o vizinho Kepler-10b, ainda maior e quase colado à sua estrela.






Cientistas da Universidade Harvard anunciaram nesta segunda-feira a descoberta da primeira Mega-Terra, um planeta rochoso que tem duas vezes o tamanho da Terra e 17 vezes a sua massa. O planeta superou as já conhecidas Super-Terras, que têm entre cinco e dez massas terrestres. Catalogado como Kepler-10c, o planeta foi apelidado de "Godzilla das Terras" pelo pesquisador Dimitar Sasselov, diretor da Iniciativa Origens da Vida da Universidade Harvard. A descoberta foi apresentada hoje no evento da Sociedade Americana de Astronomia (AAS, na sigla em inglês).
Um ano neste planeta, que está a 560 anos-luz da Terra, na Constelação Draco, dura apenas o equivalente a 45 dos nossos dias. O Kepler-10c foi avistado pela primeira vez pelo telescópio espacial Kepler, que busca planetas a partir da variação que eles causam no brilho de uma estrela ao passar na frente dela. Com essa técnica, os astrônomos conseguem determinar o diâmetro do planeta, mas não sua composição. Por ter um pouco mais do dobro do diâmetro da Terra, o planeta a princípio foi considerado gasoso e classificado como um mini-Netuno.
Os pesquisadores utilizaram então o Telescopio Nazionale Galileo, localizado nas Ilhas Canárias, para medir a massa do Kepler-10c e descobriram que era muito maior do que imaginavam: o equivalente a 17 vezes a massa da Terra, o que indica que se trata de um planeta rochoso. "Como ele é bastante massivo, tem o potencial grande de ter retido sua atmosfera, o que favorece a existência de vida. Além disso, o sistema estelar do qual ele faz parte, o Kepler 10, é muito antigo. Se a vida precisa de tempo para surgir e se desenvolver, esse é um lugar promissor para ela", disse Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP.


A descoberta desta Mega-Terra traz implicações para a história do Universo e a possibilidade de existência de vida em outros planetas. Isso porque o sistema do qual ela faz parte se formou há 11 bilhões de anos, menos de 3 bilhões depois do Big Bang. De acordo com as teorias tradicionais de formação planetária, o Universo inicialmente continha apenas hidrogênio e hélio. Elementos mais pesados, necessários para a formação de planetas rochosos, como ferro e silício, teriam se originado a partir da primeira geração de estrelas que, ao explodir, espalharam esses ingredientes pelo espaço. Estima-se que esse processo demorou bilhões de anos para acontecer, mas o Kepler-10c mostra que o Universo foi capaz de formar planetas rochosos grandes mesmo durante o período em que os elementos mais pesados eram escassos.
"Nós nem imaginávamos que podiam existir planetas como esse, que representa um novo desafio para a ciência desvendar. Podemos esperar muitos outros planetas estranhos e complexos que serão descobertos, mostrando que o Universo ainda está repleto de novidades, e, talvez, de outros mundos habitáveis", completa Galante.
Veja.com








domingo, 1 de junho de 2014

Agência dos EUA emite alerta sobre a temporada de furacões na região





A temporada de furacões 2014 pode ser menos ativa que o normal, mas todas as zonas de risco, do Caribe aos Estados Unidos, devem se preparar porque nunca se sabe onde a próxima tempestade vai aparecer, alertou nesta semana, em Miami, um encarregado de vigilância dos furacões.
"Embora as probabilidades de sofrer um impacto severo onde você mora sejam relativamente pequenas este ano, as consequências de não se preparar são muito grandes", disse o diretor do Centro Nacional de Furacões da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), Rick Knabb.
"Independentemente das previsões para a temporada, do que o 'El Niño' vá fazer, de quantos anos tenham passado desde que sofremos um impacto, temos que nos preparar da mesma forma porque a cada ano é diferente, cada tempestade é diferente e não podemos prever aonde uma tempestade vai se dirigir quando se formar", afirmou.
Até seis furacões este ano
A NOAA antecipou na semana passada que a atual temporada de furacões, que como todos os anos vai de 1º de junho a 30 de novembro, deve estar "perto ou abaixo da média", com de oito a treze tempestades tropicais, das quais entre três e seis podem virar furacões. A evolução da corrente "El Niño" deveria atenuar a atividade dos furacões, acrescentou a agência.
No ano passado, a NOAA tinha anunciado uma ativa temporada de furacões, com de três a seis ciclones, mas definitivamente foi a temporada mais calma desde 1982, com 13 tempestades, apenas duas das quais viraram furacões. "As previsões da temporada não têm uma precisão exata, como ficou evidente no ano passado", admitiu Knabb.
"Mas, embora pudéssemos emitir um prognóstico perfeito em termos de número de furacões e tempestades, não saberíamos para onde vão os furacões e as tempestades" uma vez formados no oceano, insistiu.
No fim de semana passado, Amanda se tornou o primeiro furacão da temporada, a centenas de quilômetros da costa do México, no Pacífico. Atualmente degradada a ciclone tropical, Amanda provocou chuvas no México que deixaram três mortos.
Como nasce um furacão e como funciona sua categorização?
O meteorologista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o fenômeno climático é resultado da combinação de alta temperatura na superfície do oceano, elevada quantidade de chuvas e queda da pressão do ar (sistema que favorece uma subida mais rápida do ar e uma constante evaporação da água do mar).
"Esse sistema costuma se formar em áreas próximas à Linha do Equador. Sem ventos inicialmente, o calor do oceano (2 ºC a 3 ºC acima do normal) provoca uma evaporação rápida da água, formação de nuvens e de chuva. Com a precipitação, a temperatura ao redor da nuvem aquece e provoca uma queda da pressão atmosférica na superfície do mar. Na prática, isso provoca ventos favoráveis à formação de chuva", disse.
Ele explica ainda que, com a queda da pressão do ar, os ventos se intensificam e começam a se movimentar no oceano (em espiral), podendo atingir o continente.

Categorias de furacões
Os furacões se dividem em cinco categorias de força pela escala Saffir-Simpson. Fenômenos classificados na categoria 1 têm ventos de até 152 km/h. Tempestades com ventos entre 153 km/h e 176 km/h estão na categoria 2.
Furacões com ventos entre 177 km/h e 207 km/h são classificados na categoria 3. Foram classificados neste patamar os fenômenos Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, e matou 1.700 pessoas, e Glória, que 1985 atingiu a região da Carolina do Norte e Nova York e causou oito mortes.
Na categoria 4, os ventos têm velocidade entre 209 km e 250 km. Já os furacões classificados na categoria 5 são aqueles que registram ventos com velocidade acima de 251 km/h, de acordo com o meteorologista do Inmet.