sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Depois da tempestade, a aurora!!!

Atenção para mais um boletim do clima espacial: a tempestade solar prevista para atingir a Terra hoje já está interagindo com o campo magnético terrestre e produzindo seu mais belo efeito — auroras.


Aurora registrada no sul dos EUA pelo astrofotógrafo Chris Schur
Aurora registrada na madrugada do dia 12 em Payson, Arizona, sudoeste dos EUA, pelo astrofotógrafo Chris Schur.
Esses fenômenos acontecem comumente nas regiões mais próximas dos polos magnéticos da Terra, onde partículas carregadas do vento solar encontram as altas camadas da atmosfera terrestre. Mas num momento de intensificação de atividade solar, elas podem aparecer mais distantes dos círculos polares.
O astrofotógrafo americano Chris Schur já as registrou no Arizona, estado do sudoeste americano, na divisa com o México! “Primeira aurora aqui durante todo o máximo solar”, destacou, ao se referir ao período de maior atividade de nossa estrela-mãe, num ciclo que dura 11 anos. É nessa época que acontecem as maiores tempestades solares.

A tempestade dupla (resultado de duas ejeções de matéria ocorridas na superfície do Sol, uma no dia 9 e outra no dia 10) não foi suficientemente forte para provocar qualquer interferência significativa no cotidiano dos terráqueos. Em casos extremos, eventos como esse podem danificar satélites, perturbar o sistema de GPS e afetar redes elétricas em solo.
A primeira onda de partículas chegou na madrugada de hoje, e a segunda acaba de nos encontrar. A Terra ainda estará nas próximas horas passando pela rabeira da corrente de partículas resultante da segunda ejeção, mas é improvável que o evento produza alguma consequência maior.
Exceto, claro, pelo espetáculo das auroras. Ufa.

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

No mês passado, um fenômeno raro alinhou a Lua e os planetas Marte e Saturno

Nesta sexta-feira (12), Marte estará no meio do caminho entre Saturno e Antares, estrela vermelha da constelação de Escorpião. Por isso, quem olhar para o céu poderá comparar as matizes de vermelho dos dois astros a olho nu. Até o dia 27 de setembro, Marte e Antares aparecerão muito próximos, cerca de três graus de distância abaixo no céu sudeste, após o entardecer.
No mês passado, um fenômeno raro alinhou a Lua e os planetas Marte e Saturno. Eles formaram um triângulo em frente à constelação de Escorpião. No Brasil, o evento foi visto nas áreas sem céu encoberto, entre as 18h30 e as 23h (horário de Brasília). A conjunção permitiu ainda a observação de Antares, a chamada estrela vermelha
Além disso, você poderá observar uma grande pirâmide de luz que aparecerá uma ou duas horas antes do nascer do sol. A pirâmide, chamada de Luz Zodiacal, emana de Júpiter e é algumas vezes confundida com a Via Láctea, por vezes chamada de falso amanhecer. O fenômeno é mais bem visto a partir de meados de setembro até o início de outubro.
A Luz Zodiacal é o reflexo da luz solar sobre partículas de poeira cósmica, restos de colisões de cometas e asteroides do nosso sistema solar. Parte dessa poeira entra na atmosfera terrestre como meteoros esporádicos ou aleatórios.
A maioria das partículas de poeira que produzem a Luz Zodiacal funciona como uma lente em forma de cone, que se afina e se estende por todo o caminho para fora da órbita de Júpiter. Grande parte do material é localizada perto do plano do sistema solar, ou seja, no disco plano onde os planetas orbitam. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sonda espacial faz 'selfie' com cometa


Já se foi o tempo em que fazer uma selfie era exclusividade dos seres humanos. Depois do veículo-robô Curiosity, da Nasa, tirar foto de si mesmo na superfície de Marte, agora é a vez da sonda europeia Rosetta posar ao lado de um cometa.
Lançada pela Agência Espacial Europeia em 2004, a sonda tem a missão de acompanhar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua viagem pelo Sistema Solar. Quando a selfie foi capturada, no último dia 7 de setembro, a Rosetta estava a aproximadamente 50 km de distância do cometa.
Uma câmera especial a bordo de uma outra sonda menor que a Rosetta carrega, batizada Philae, capturou a imagem usando múltiplas exposições para evidenciar detalhes tanto do cometa quanto da própria sonda.
Chamada CIVA (sigla em inglês para "analisadora visível e infravermelha do cometa"), a câmera tem como um de seus objetivos buscar um local de pouso para a Philae, que em novembro deverá se tornar o primeiro equipamento feito pela Humanidade a se ancorar na superfície de um cometa.




Biólogos descobrem gene que desacelera o envelhecimento

 AMPK permitiria viver por mais tempo e com mais saúde (Foto: Moyan Brenn/flickr/creative commons)

A vida de uma drosófila normalmente dura cerca de seis semanas. Depois que um grupo de biólogos da Universidade da Califórnia induziu um aumento na quantidade do gene AMPK ativa em seus intestinos, passaram a viver com mais saúde por um período de até oito semanas – pode parecer pouco, mas para a realidade do inseto o aumento corresponde a uma expectativa de vida 30% maior. O resultado é promissor pois o gene também está presente no genoma humano, e pode surtir efeitos semelhantes em nosso organismo.
“Ao invés de estudar as doenças do envelhecimento – Mal de Parkinson e de Alzheimer, câncer, derrame, doença cardiovascular, diabetes – uma por uma, nós acreditamos que pode ser possível intervir no processo de envelhecimento e atrasar o aparecimento de muitas destas doenças”, explica David Walker, biólogo molecular e um dos autores do artigo, publicado na última semana no periódico acadêmico Cell Reports.
O gene funciona como uma espécie de sensor de energia da célula, e é ativado naturalmente quando os níveis energéticos estão baixos. O mecanismo que ele origina é a chamada autofagia, através do qual as células descartam resíduos como organelas envelhecidas ou danificadas. Se permanecer por muito tempo no interior celular, este “lixo” pode causar danos, provocando o envelhecimento. Apesar de ter sido focado no intestino dos animais, uma vez estimulada, a ação do AMPK se estende pelo corpo todo.
“Nós mostramos que quando ativamos o gene no intestino ou no sistema nervoso, vemos que o processo de envelhecimento é desacelerado para além do sistema de órgãos em que o gene é ativado”, diz o professor. Dessa forma, seria possível retardar os efeitos da velhice no corpo e também no cérebro. Walker ressaltou que o gene é ativado principalmente pela droga metformina, usada no tratamento da diabetes tipo 2.
Galileu.com

Explosão dupla de tempestade solar levanta preocupações

 (Foto: Reprodução)



Uma rara explosão dupla de tempestades solares magneticamente carregadas irá atingir a Terra na noite de quinta e na sexta-feira, criando preocupações de que sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia possam ser interrompidos, disseram autoridades nesta quinta-feira.
Individualmente, as tempestades, conhecidas como ejeções de massa coronal, ou CMEs, não justificariam advertências especiais, mas o curto intervalo atípico e sua rota direta para a Terra levou o Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) a emitir o alerta.
O primeiro CME, que explodiu a partir de uma região magneticamente conturbada do sol na segunda-feira à noite, deve chegar à Terra na noite de quinta, disse o diretor do centro Thomas Berger a jornalistas em uma teleconferência.
O mesmo pedaço da superfície solar produziu uma segunda tempestade mais poderosa perto de 17h45 (horário GMT) na quarta-feira.
"Nós não esperamos quaisquer impactos incontroláveis ​​à infraestrutura nacional por conta dos eventos solares, neste momento, mas estamos acompanhando de perto esses eventos", disse Berger.
 O sol está atualmente no pico de seu ciclo de 11 anos, embora o nível global de atividade esteja muito menor do que o típico para um pico solar.
Tempestades tão poderosas como as de agora, que estão fazendo o seu caminho para a Terra, normalmente ocorrem entre 100 e 200 vezes durante um ciclo solar, disse Berger.
"O fato único sobre este evento é que nós tivemos dois em rápida sucessão e as CMEs poderiam estar interagindo em seu caminho para a Terra, na órbita da Terra ou além. Nós simplesmente não sabemos ainda", disse ele.
As partículas solares altamente energéticas e magneticamente carregadas podem atingir o campo magnético da Terra e interromper algumas comunicações de rádio e degradar os sinais de GPS, disse o NOAA.
As tempestades também têm o potencial de afetar as redes de energia do campo elétrico nas latitudes norte, que são mais suscetíveis a perturbações geomagnéticas.
Operadores de rede elétrica e da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) foram notificados "apenas por precaução", Berger acrescentou. No lado positivo, as tempestades devem provocar belas auroras, sempre visíveis quando o céu estiver limpo ao longo do norte dos Estados Unidos.
As auroras são causadas ​​por partículas solares eletricamente carregadas que atingem o oxigênio, nitrogênio e outros gases na alta atmosfera, criando cortinas de luz acima dos polos magnéticos norte e sul do planeta.
Exame.com

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Frase

Foto

Camada de ozônio estará recuperada até 2050, diz a ONU




Imagens de satélite mostram o buraco na camada de ozônio na Antártica em diferentes anos (Foto: Nasa/AP)
Imagens de satélite mostram o buraco na camada de ozônio, em azul, em diferentes anos (Foto: Nasa/AP)


Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração.
Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul.
O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.
Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional.
O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima.
A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes.
"Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.
Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993.
Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.
Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista.
Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.
Sul
A situação na Antártica ficará para um período um pouco mais tarde. O buraco continua a se formar a cada primavera e isso deve continuar pela maior parte do século. Isso porque, mesmo se as emissões de substâncias pararam, o acúmulo na atmosfera ainda terá um impacto.
No Hemisfério Sul, o buraco provocou importantes mudanças no clima durante o verão, com altas nas temperaturas da superfície, impacto nas chuvas nos oceanos.
A Península Antártica também se transformou no local com a mais rápida elevação de temperatura do mundo.
Em 2006, o buraco sobre o Polo Sul alcançou um recorde diante de um inverno especialmente frio. No total, a camada foi afetada em 29,5 milhões e quilômetros quadrados.
Pelas novas constatações, os cientistas apontam que o tamanho do buraco não vai mais se expandir.
"A expansão do buraco como vimos durante anos não deve mais ocorrer", declarou Geir Braathen, principais cientista da Organização Meteorológica Mundial.
"Talvez teremos mais dez anos de estabilidade e, a partir de 2020 ou 2025, ele começará a fechar", explicou.
O impacto disso será uma reversão no ritmo de aquecimento na Península Antártica. Já na América do Sul, essa tendência será confrontada com a previsão do aquecimento da região por conta das mudanças climáticas.
Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, usados em geladeiras e aerossóis.
O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada sofreu uma forte diminuição de seu tamanho em toda a década de 80 e parte dos anos 90.
Desde então, as emissões de CFC foram reduzidas em 90%, cinco vezes superior ao que se pede para a redução de CO2 no Protocolo de Kyoto.
Como resultado, as regras de 1987 conseguiram estabilizar a perda da camada de ozônio a partir de 2000 e, agora, ela começa a aumentar.
Alerta
Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos.
Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.
Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen.
A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos.
Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar.
"O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner.
"Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.
Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.
Exame.com

A relação entre os nazistas e a chegada dos humanos na Lua



Míssil alemão trouxe tecnologia que levou homem para a Lua (Foto: Reprodução)


Setenta anos depois do ataque alemão às cidades inglesas na Segunda Guerra Mundial, vivemos sob efeito dos avanços tecnológicos criados pelo exército nazista. O outono de 1944 marcou o primeiro lançamento de um míssil teleguiado na história da humanidade. Sua tecnologia serviu de base para a Apollo 11 (responsável por levar o ser humano à Lua) e ainda inspira as naves espaciais existentes.
Criado pelo exército nazista durante a Segunda Guerra, estima-se que o míssil V2 – uma das últimas tentativas alemãs de se manter na guerra - tenha matado cerca de 2700 pessoas apenas na Inglaterra. Contudo, o dado mais trágico dessa história não está nas baixas causadas pelos mais de 1500 mísseis disparados em toda a Europa: mais de 20 mil escravos judeus morreram produzindo o foguete V2, uma máquina com 14 metros de altura e 900 kg de explosivos.

Avanços Um dos mais impressionantes avanços criados pelo engenheiro alemão foi o fato do míssil não precisar de controladores, já que estava programado com o local que deveria acertar. Mais do que isso, o V2 conseguia recalcular a rota durante seu voo caso houvesse algum tipo de empecilho.
 Mas isso não foi capaz de livrar a Alemanha da derrota. Em consequência, nações como Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra fizeram de tudo para colocar as mãos no V2. Contudo, por Von Braun não querer trabalhar com os soviéticos, a arma caiu na mão dos norte-americanos.
 Millard ainda completou: “Com os americanos querendo mais do que o hardware dos mísseis, eles começaram a trabalhar com Von Braun, que aproveitou para realizar seu sonho pessoal: viagens espaciais. E depois de algum tempo, o engenheiro criou o Redstone, míssil similar ao V2, para um exército. Em 1961, Alan Shepard, o primeiro astronauta americano, foi ao espaço com um míssil Redstone”.
 A “arma de retaliação”, como ficou conhecida, possuía um sistema de alta tecnologia. “O programa era caro em termos de vidas gastas. Os nazistas usaram trabalho escravo para fabricar esses foguetes”, afirma Doug Millard, curador do Museu de Ciência de Londres, em  entrevista à BBC.
 Os prisioneiros dos campos de concentração eram obrigados a trabalhar em uma fábrica subterrânea chamada Mittelwerk, no centro da Alemanha. Os escravos não viam luz do dia, não dormiam, mal comiam e qualquer forma de saneamento básico era raridade; aqueles que tentavam sabotar eram executados ou até mesmo enforcados e dependurados no alto da fábrica, como exemplo.
 Mesmo assim, o engenheiro responsável pelo V2, Wernher von Braun, foi considerado por muitos um dos maiores heróis da guerra espacial. Para os Aliados, o V2 era a produção mais sofisticada da guerra. Com um motor capaz de alcançar 80 km de altura e voar por mais de 190 km, o foguete era mais complexo que o primeiro foguete espacial da história.
Para o estudioso, a dependência foi mais longe: “Nós chegamos à Lua utilizando a tecnologia do V2. Seu desenvolvimento veio de alguns esforços massivos e bem cruéis”. Além disso, tudo que existe hoje é consequência dessa criação, como conclui o curador: “Ainda estamos vivendo a era do V2”.
Galileu.com

Dez avanços tecnológicos que serão rotina (ou quase) em 2025


Daqui a pouco mais de uma década, o mundo terá superado vários de seus desafios atuais, segundo a divisão de propriedade intelectual e ciência da Thomson Reuters.

Sem escassez de comida - O mundo terá plantas geneticamente modificadas para resistir a pragas. E a tecnologia LED vai emitir ondas específicas diretamente para receptores ligados ao DNA das plantas. Resultado: cultivo e crescimento mais rápidos.


Miniaviões elétricos - Avanços nas tecnologias de armazenamento de hidrogênio e das baterias de íon-lítio vão tornar acessíveis os meios de transporte elétricos, entre eles pequenos aviões para distâncias curtas, feitos de novos materiais bem leves.


Mapeamento genético - Por meio de microssondas, os recém-nascidos passarão por um “reconhecimento” genético que continuará pela vida afora, periodicamente, para detectar alterações e prevenir doenças.

Energia solar - Em 2025 o sol será a fonte de energia mais usada no mundo. Com células fotovoltaicas mais eficientes do que as atuais e a difusão dos coletores térmicos, a energia solar vai aquecer água e ambientes e fazer funcionar aparelhos em casa e no trabalho.

Combate ao diabetes - O estudo do genoma humano vai abrir caminho para a modificação dos genes que causam o diabetes tipo 1, que ataca na infância. Graças a essa capacidade de prevenção, será o fim das injeções diárias de insulina.


Tudo conectado - A combinação de semicondutores mais eficientes, supercapacitores de grafeno, redes de antenas de serviço e tecnologia 5G transformará a internet das coisas em realidade onipresente: a comunicação sem fio estará por toda parte, conectando tudo.


Prevenção da demência - Os casos da doença neurodegenerativa que atinge os idosos crescem atualmente, mas em 2025 o estudo das mutações genéticas e melhores métodos de prevenção vão resultar em diagnósticos precoces e menos pessoas sofrendo desse mal.

Fim do lixo plástico - As embalagens do futuro deverão vir das plantas. Serão feitas de celulose processada com nanotecnologia, resultando num material translúcido e resistente que fará do plástico, derivado de petróleo e não-biodegradável, coisa do passado.

Medicamentos precisos - O tratamento de saúde caminha para a personalização. Os remédios vão se aderir a proteínas específicas e agir com o auxílio de anticorpos. O conhecimento maior sobre mutações genéticas deverá trazer tratamento direcionado para vários tipos de câncer.

Época.com

Satélite detecta afundamentos de solo

Satélite (Foto: ESA/Divulgação)

A elevação do nível das águas, por conta do aquecimento global, é a principal ameaça às cidades litorâneas, certo? Nem tanto: segundo alerta de cientistas recentemente reunidos na assembleia geral da União Europeia de Geociências, em várias partes do mundo a terra afunda em ritmo dez vezes maior do que a elevação das águas, sobretudo por causa de atividade humana, como construções e urbanização. Em Tóquio, por exemplo, décadas de exploração de veios subterrâneos de água provocaram afundamentos de até 2 metros em certas regiões. E cidades como Jacarta, Ho Chi Minh e Bangcoc podem ter setores inteiros submersos se nenhuma ação for tomada, alerta a entidade.
Esse duplo fenômeno – águas se elevando e solo se afundando – tem contribuído para aumentar os alagamentos e sua letalidade. Para combater esse problema, cientistas da Agência Espacial Europeia criaram o Interferometric Synthetic Aperture Radar, que, ao superpor diversas imagens obtidas seguidamente por satélites, é capaz de detectar deformações milimétricas do solo e prevenir que os afundamentos avancem. Seu banco de imagens obtidas por satélite remonta aos anos 90, o que permite traçar um quadro retrospectivo bastante preciso dos eventuais afundamentos de solo. E a AEE acaba de lançar o novo satélite Sentinel-1A, de tecnologia mais avançada, para aprimorar esse trabalho.
Época.com

Arqueólogos descobrem fortaleza wiking de 1.000 anos atrás

fortaleza viking (1)

Faz 60 anos desde que uma fortaleza viking foi descoberta pela última vez, levando historiadores a supor que já havíamos encontrado todas elas. Mas neste fim de semana, arqueólogos dinamarqueses e ingleses anunciaram provas de uma nova fortaleza que vem sendo procurada há anos – e eles usaram uma tecnologia muito bacana para fazer isso.
A fortaleza fica a cerca de 65 km ao sul de Copenhague, Dinamarca, em um ponto onde os pesquisadores acreditavam que estaria um forte. Mas os arqueólogos precisaram recorrer a novos métodos oferecidos pela geofísica para encontrarem algo lá.
Graças à ajuda da pesquisadora Helen Goodchild, da Universidade de York (Inglaterra), a equipe conseguiu descobrir evidências de uma enorme fortaleza circular com quatro aberturas, cada uma cercada por portões de madeira que acabaram sendo incendiados – presumivelmente durante uma batalha. Os arqueólogos estão posando na imagem abaixo com os restos dos pilares:
Como a equipe descobriu este sítio arqueológico? De acordo com a Universidade de Aarhus (Dinamarca), Goodchild usou uma técnica chamada gradiometria gravimétrica: isso envolve tomar medidas do campo magnético da Terra encontrados no solo do local. Comparando as variações entre um local e outro, eles puderam detectar onde os humanos tinham alterado a Terra, e souberam onde escavar. Como explica o professor Søren Sindbæk:
Ao medir pequenas variações no magnetismo da Terra, podemos identificar covas ou aspectos antigos sem destruir nada. Desta forma, conseguimos uma “imagem fantasma” incrivelmente detalhada da fortaleza em poucos dias. Então nós sabíamos exatamente onde colocar as trincheiras de escavação para obter o máximo de informação possível sobre a misteriosa fortaleza.
Eis o que a técnica revelou, ajudando a equipe a descobrir exatamente por onde começar:
Divulgação

O anel em si tinha quase 150 m de largura, e no interior, casas comunais teriam servido como moradia. Isto era aparentemente muito semelhante a Trelleborg, outra fortaleza anelar do mesmo período que fica a 60 km a leste da nova descoberta:

Divulgação

Os pesquisadores ainda estão esperando pelos resultados de laboratório do portão queimado, para então obter uma datação precisa da fortaleza. No entanto, eles especulam que a fortaleza pode remontar ao rei Haroldo I da Dinamarca, também conhecido como Haroldo Dente-Azul – cujo nome é utilizado na tecnologia Bluetooth. (O rei unificou as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas no fim do primeiro milênio; a tecnologia sem fio quis, desde o começo, fazer o mesmo pelos dispositivos móveis.)
A fortaleza também podia ser da época de Sueno I da Dinamarca, que depôs o pai Haroldo na virada do primeiro milênio. Também conhecido como “Barba-Bifurcada”, ele viria a se tornar o rei da Inglaterra depois de invadir Londres em 1013. De acordo com o Telegraph, esta fortaleza pode ter sido usada para lançar o ataque final de Sueno I à Inglaterra. [Universidade de Aarhus]

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Aquecimento global pode liberar carbono retido nos solos

 (Foto: Pat Dumas/flickr/creative commons)

Uma equipe de pesquisadores fez uma descoberta alarmante: com o aumento de temperatura ocasionado pelo aquecimento global, a decomposição realizada por comunidades microbianas no solo pode se acelerar, lançando ainda mais gases de efeito estufa na atmosfera. Os cientistas estimam que atualmente 60 bilhões de toneladas de dióxido de carbono já sejam liberadas dessa forma, e que a quantidade total de CO2 retida nas terras do planeta equivalha a quatro vezes aquela sequestrada pelas plantas.
“Porque os solos armazenam mais do que o dobro de carbono do que a atmosfera, mudanças nas taxas de decomposição e liberação de dióxido de carbono do solo podem ser muito importantes”, diz Kristiina Karhu, principal autora do estudo. O artigo que foi publicado semana passada na revista Nature concluiu que, neste cenário, a capacidade do solo de sequestrar carbono pode ser fortemente reduzida ou até eliminada.
Os cientistas coletaram amostras de diferentes regiões geográficas e climáticas, variando desde o Ártico até a Floresta Amazônica. Eles constataram que os solos cultivados não demonstraram variação nas taxas de decomposição, já na terra de regiões árticas ela foi fortemente estimulada – o que é preocupante, pois é justamente nos ecossistemas polares que a temperatura aumenta mais rapidamente.
Galileu.com

Aumento do nível de CO2 atmosférico em 2013 foi o mais rápido em 30 anos

Emissão de gases de efeito estufa: níveis recorde em 2013, segundo a OMM

A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera atingiu níveis recordes em 2013, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
 Entre 2012 e o ano passado, a taxa de acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera teve o crescimento mais rápido em um ano desde 1984.
 A OMM afirmou que o relatório ressalta a importância de um acordo mundial para limitar a emissões de gases do efeito estufa.
Em 2009, líderes de todo o mundo concordaram em fechar um tratado para manter um aumento na temperatura global de no máximo 2ºC até 2020.
O Boletim anual de Gases do Efeito Estufa não mede a produção de emissões, mas registra a quantidade de gases que permanecem na atmosfera depois das interações com terra, ar e oceanos.
Cerca de metade das emissões acaba absorvida por mares, florestas e seres vivos.
Mesmo assim, a concentração de CO2 na atmosfera bateu 396 partes por milhão (ppm) em 2013, um aumento de quase 3ppm em comparação com o ano anterior.
Crescimento recorde
"O boletim mostra que, bem longe de estar caindo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera de fato subiu no último ano na taxa mais rápida em quase 30 anos", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.
 A concentração de CO2 atual é de 142% dos níveis de 1750, ou seja, antes do início da Revolução Industrial.
 O acúmulo de outro potente gás de efeito estufa, o metano, foi de 253%.
 O estudo também indica que o crescimento recorde do CO2 em 2013 não se deve apenas a mais emissões, mas a uma redução na capacidade de absorção de carbono pela biosfera.
 A descoberta intrigou cientistas da OMM. A última vez que se constatou uma redução no nível de absorção da biosfera foi em 1998, quando houve um pico de queima de biomassa, aliado a um intenso El Niño.
"Já em 2013 não houve impactos óbvios na biosfera, portanto, é ainda mais preocupante", disse o chefe da divisão de Pesquisa Atmosféria da OMM, Oksana Tarasova.
 "Não entendemos se isso é uma coisa temporária ou permanente, e isso é preocupante."
 Tarasova afirma que a descoberta pode indicar que a biosfera atingiu o seu limite, mas destaca que é impossível confirmá-lo no momento.
 Os dados compilados pela OMM cobrem os anos de 1990 a 2013 e mostram que gases como CO2, metano e óxido nitroso (N20), que sobrevivem na atmosfera por muitos anos, contribuíram para um aumento de 34% no aquecimento global.
 No entanto, a temperatura global média não subiu paralelamente à elevação da concentração de CO2, o que levou muitos a afirmarem que o aquecimento global havia parado.
"O sistema climático não é linear, não é simples. Não há necessariamente um reflexo da temperatura na atmosfera, mas se analisarmos o perfil de temperatura dos oceanos, vê-se que o calor está indo para os mares", disse Oksana Tarasova.

O relatório também inclui pela primeira vez dados sobre a acidificação do mar provocada pelo dióxido de carbono.
 A OMM diz que diariamente os oceanos absorvem cerca de 4kg de CO2 por pessoa. Os pesquisadores acreditam que a atual taxa de acidificação seja a maior dos últimos 300 milhões de anos.
 Diante das evidências, a OMM urge líderes mundiais a tomarem decisões contundentes sobre a política climática.
 Em 23 de setembro será realizado em Nova York um encontro extraordinário sobre o clima, convocado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
No fim do ano, a ONU promove a sua reunião anual sobre mudanças climáticas, desta vez em Lima, no Peru.
 A expectativa é que os dois encontros cheguem ao consenso necessário para um novo acordo climático mundial na reunião anual da ONU de 2015, em Paris.
 No entanto, até o momento não se tem qualquer previsão de como transformar o acordo em algo legalmente vinculante, para que seja, de fato, efetivo.

Como o Sol pode fazer com que você chegue aonde não quer

Explosão solar ocorrida em agosto e captada pelo Observatório das Dinâmicas Solares da Nasa (agência espacial americana) mostra as explosões de radiação no lado esquerdo do sol. A radiação não consegue passar pela atmosfera da Terra a ponto de afetar os humanos, mas quando se trata de explosões intensas, elas podem perturbar a camada em que operam sinais de GPS e comunicação

Explosão solar ocorrida em agosto e captada pelo Observatório das Dinâmicas Solares da Nasa (agência espacial americana) mostra as explosões de radiação no lado esquerdo do sol. A radiação não consegue passar pela atmosfera da Terra a ponto de afetar os humanos, mas quando se trata de explosões intensas, elas podem perturbar a camada em que operam sinais de GPS e comunicação.
Antes de programar um churrasco no sítio com os amigos, é sempre bom dar uma olhada na previsão do tempo para ver se há risco de um temporal estragar seu programa. Agora, se você vai precisar do GPS (sistema de posicionamento global) para chegar lá, o ideal mesmo seria checar as condições do Sol. Isso porque uma explosão solar é capaz de interferir nos satélites, colocando em risco não só as informações do seu aparelho, mas até mesmo as que chegam para os pilotos de avião.

As explosões solares são liberações de grande quantidade de energia na atmosfera do Sol em todas as frequências do espectro: rádio, óptica, ultravioleta, raios-X e raios gama. "Além disso, são ejetadas partículas carregadas (elétrons e núcleos atômicos) para o espaço interplanetário", explica o astrofísico Joaquim Costa, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Na verdade, a emissão acontece de forma contínua, no chamado vento solar. Já as explosões solares são mais intensas e esporádicas. "O Sol, assim como a Terra, possui um campo magnético, que se estende até a superfície solar e lá pode gerar 'loops'. Esses loops de campo magnético de alta intensidade podem se quebrar e reconectar, e, quando isso acontece, eles funcionam como um chicote, acelerando as partículas em alta velocidade", complementa Douglas Galante, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo).

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Diminui chance de que o 'El Ninõ' ocorra neste ano

Seca provocada pelo El Niño na Colômbia

A probabilidade de que até o fim do ano ocorra o fenômeno meteorológico "El Niño", que provoca secas e inundações, diminuiu desde junho, anunciou nesta segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU baseada em Genebra.
Esta probabilidade e de 55-60% entre setembro e novembro e de 70% para o período entre novembro e fevereiro, segundo a OMM.
Em junho, a organização avaliou a possibilidade entre 75% e 80% para o período outubro-dezembro.
"As anomalias de temperatura nos oceanos ao longo da linha do Equador diminuíram nos últimos dois meses", o que explica estes novos dados, segundo um boletim da OMM.
O "El Niño" tem um grande impacto no clima mundial, lembra a OMM.
Este fenômeno, consequência do aumento da temperatura do oceano Pacífico, ocorre, segundo esta organização, com uma frequência de entre dois e sete anos. O último episódio remonta a 2009-2010.
Uma conferencia sobre o "El Niño" será realizada em novembro em Guayaquil (Equador), co-patrocinada pela OMM.
As mudanças climáticas, ao contribuir para o aumento da temperatura nos oceanos, afetam a intensidade e a frequência do "El Niño".
Exame.com

Última 'superlua' do ano poderá ser vista na noite desta segunda-feira

Terceira e última 'Superlua' do ano é vista a partir da cidade de Santana de Parnaíba (SP), na noite desta segunda-feira (8) (Foto: VANESSA CARVALHO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A Lua vai alcançar na noite desta segunda-feira (8) o ponto mais próximo de sua órbita na Terra e proporcionar o fenômeno 'Superlua'. O satélite natural do nosso planeta deve surgir 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal, segundo Philip Erikson, pesquisa do Observatório Haystack, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT).
A Superlua acontece quando a lua atinge o seu perigeu, momento em que se encontra na órbita mais próxima da Terra (distância mínima de 358.387 km). Segundo especialistas, o seu auge acontecerá à 1h38 da madrugada de terça-feira (9), no horário Universal, o que equivale às 22h38 desta segunda-feira (8).
De acordo com a Somar Meteorologia, a superlua deve provocar a subida da maré, com risco de ressaca no litoral do Nordeste ao longo da semana. O fenômeno poderá ser melhor observado no Sul, que está com céu claro. Em boa parte do Sudeste também será possível observar a Lua mais brilhante e mais próxima da Terra. No Centro-Oeste, parte da noite será de tempo mais encoberto entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas quem ficar acordado até de madrugada, também poderá admirar o fenômeno, segundo o órgão.
Esta será a terceira e última 'Superlua' do ano. As outras foram nos dias 12 de julho. e 10 de agosto. Em 2015, o fenômeno será nos dias 20 de janeiro, 18 de fevereiro, 20 de março, 29 de agosto, 28 de setembro e 27 de outubro.

Meteorito abre cratera de 12m de diâmetro na Nicarágua


Fragmento de asteroide provocou forte explosão nas imediações do aeroporto da capital Manágua. Centenas deixaram suas casas por medo de um terremoto. Não houve mortos ou feridos.
O impacto de um meteorito levou centenas de moradores de Manágua, capital da Nicarágua, a abandonarem suas casas no final de semana por temores de um terremoto. O medo foi provocado por uma forte explosão ocorrida, na noite deste sábado (06/09) para domingo, numa área florestal nos arredores do aeroporto internacional da cidade.
Cientistas do Instituto de Geofísica (Ineter) confirmaram ao jornal local La Prensa que a explosão aconteceu em decorrência da queda de um meteorito, que abriu uma cratera de 12 metros de diâmetro e 5,5 metros de profundidade. Não houve mortos ou feridos, e os voos do aeroporto da cidade, com cerca de 1,2 milhão de habitantes, não foram afetados.
"Estamos convencidos de que foi um meteorito. Nós vimos a cratera provocada pelo impacto", disse Wilfried Strauch, do Ineter.
O impacto da queda foi tão forte que checou a ser registrado por instrumentos de medição de terremotos. "É possível observar duas ondas: primeiro, uma pequena onda sísmica quando o meteorito atingiu a Terra, e, depois, uma mais forte, que é o impacto do som", afirma Strauch.
Testemunhas que vivem nas imediações do local da cratera relataram ter ouvido a explosão e que areia e poeira foram soprados com o vento, que tinha o odor de queimado. Curiosamente, não houve relatos de traços de luz.
Autoridades nicaraguenses afirmaram ainda que um comitê formado pelo governo para estudar o acontecimento concluiu se tratar de um meteorito "relativamente pequeno", que pode ter vindo "de um asteroide que estava passando perto da Terra".
A Nasa havia dito na última semana que o asteroide batizado de "2014 RC" passaria a cerca de 40 mil quilômetros do centro do planeta – cerca de um décimo da distância do centro da Terra à Lua. Astrônomos haviam estimado que o asteroide teria 20 metros de cumprimento, ou seja, cerca de o tamanho de uma casa. A previsão era de que o corpo celeste estivesse mais ou menos sobre a Nova Zelândia no momento em que passasse mais perto da terra, no fim do dia deste domingo.
Em fevereiro de 2013, um episódio semelhante foi observado nas proximidades da cidade russa de Tcheliabinsk, onde estima-se que a queda de um meteorito tenha gerado uma energia equivalente a mais de 30 vezes a da bomba de Hiroshima. O impacto danificou aproximadamente 7 mil edifícios na região, deixando cerca de 1.500 feridos.

domingo, 7 de setembro de 2014

Uma nova visão do céu

Nossa Via Láctea está naquele pontinho vermelho (Foto: Reprodução)



O novo mapeamento cósmico referente ao superaglomerado galáctico de que faz parte a Via Láctea, a estrutura que abriga o Sistema Solar em um de seus braços (braço de Órion), surpreende, tanto pela capacidade humana de mensuração do Universo quanto pelo abismo de espaço-tempo em que estamos encerrados.
O trabalho, originalmente publicado na revista científica Nature (grupo de que Scientific American é parte) está reproduzido neste site acompanhado de animação para que os leitores tenham ideia do que se trata.
O super aglomerado galáctico a que a Via Láctea pertence, e que até então era conhecido como Super Aglomerado de Virgem, segundo essas novas medidas, tem volume 100 vezes superior ao que se pensava. Ao se darem conta dessa dimensão, os cosmólogos envolvidos com o trabalho, liderados por Brent Tully, da University of Honolulu, batizaram a estrutura de “Laniakea”, palavra havaiana para “paraíso incomensurável”.
Assim, Laniakea é a segunda instância de grandeza envolvendo a Via Láctea que tem sua estrutura de perfil observada no céu, especialmente em noites sem luz da Lua, como um fluxo luminoso de luz branca conhecido como Caminho de Santiago ou simplesmente Via Láctea.
A visão noturna do perfil da Via Láctea faz com que ela lembre um gigantesco ovo frito, observado de perfil.
A primeira instância é o chamado Grupo Local, um conjunto de galáxias com centro de gravidade comum que reúne aproximadamente 40 dessas estruturas, incluindo galáxias satélites da Via Láctea, como as Nuvens de Magalhães, visíveis nas proximidades do Cruzeiro do Sul e nossa vizinha mais próxima, Andrômeda, a 2,3 milhões de anos-luz.
Essa distância significa que, a luz de Andrômeda que pode ser visível mesmo a olho nu, em condições muito favoráveis, e mais facilmente observada com um telescópio de pequeno porte, deixou o corpo dessa galáxia a 2,3 milhões de anos e desde então viaja pelo espaço que separa essas duas estruturas vizinhas no espaço-tempo.
No caso da Via Láctea, o Sistema Solar se encontra a aproximadamente 30 mil anos-luz do núcleo galáctico, o meio da gema em nosso hipotético ovo frito, e a 20 mil anos-luz da borda galáctica, a extremidade do ovo considerado.
Densidade do núcleo
No centro galáctico a densidade estelar é maior e os processos astrofísicos mais acelerados.

Pode ser apenas sorte, mas provavelmente deve-se a razões mais restritas, o fato de estarmos localizados no braço de Órion, região menos turbulenta do ponto de vista de evolução estelar, com menor concentração de gás que a região central.
A densidade estelar, que acelera processos interativos, faz com que a morte ou fusão de estrelas disparem fluxos poderosamente destruidores de energia, entre eles radiação gama, a mais ponte fonte de radiação eletromagnética.
O reconhecimento de galáxias como aglomerados de vaga-lumes cósmicos ˗ as estrelas que formam essas estruturas ­˗ deslocando-se umas em relação às outras pela expansão do espaço, demorou milênios para ser feita. Agora, no entanto, tanto a disponibilidade instrumental para observação, quanto o avanço teórico que permite especulações impossíveis no passado, fazem desses avanços resultados impressionantes.
Na Antiguidade Grega, o astrônomo-matemático Aristarco de Samos (310 a 230 a.C.) que defendia a órbita da Terra em torno do Sol e sua rotação em torno de um eixo imaginário concebeu um universo tão vasto quanto o considerado nos anos 30 do século passado, quando a cosmologia deixou a filosofia e se integrou ao corpo da ciência pelos trabalhos do astrônomo americano Edwin P. Hubble (1889-1953).
Por ideias avançadas para a época, Aristarco foi acusado de impiedade pelo filósofo estóico Cleante de Assos (330 a 230 a. C.).
O estoicismo, escola filosófica fundada por Zenão de Cítio (333 a 233 a.C) defendia a ideia de que emoções destrutivas decorrem de erros de julgamento e que um sábio, no sentido de alguém com “perfeição moral e intelectual”, estaria a salvo desses desvios.
Em 1755 o filósofo alemão Emmanuel Kant (1724-1804), em História geral da Natureza e teoria do céu, concebeu a estrutura galáctica e a chamou de “universo-ilha”. Mas foi preciso esperar pelo desenvolvimento de telescópios mais eficientes para distinguir galáxias de nebulosas, no segundo caso, remanescentes de explosões estelares do tipo supernova.
Então, nos anos 30, com as medidas de afastamentos galácticos pela expansão cósmica ˗ descoberta teórica quase sempre atribuída a Hubble, mas na verdade concepção teórica do astrônomo também americano Vesto Slipher (1875-1969), que Hubble ouviu em uma conferência ˗ essas estruturas começaram a ser melhores conhecidas e classificadas.
A surpreendente fuga das galáxias

A observação e medida da chamada “fuga das galáxias” deu origem à cosmologia como parte do corpo da ciência e não mais da filosofia.
A forma e medidas da Via Láctea foram possíveis a partir da descoberta, durante a Segunda Guerra Mundial, da emissão de energia pelo hidrogênio eletricamente neutro pelo astrônomo holandês Hendrik Christoffel van de Hulst (1918-2000). Com essa emissão, ela foi mapeada com recursos da radioastronomia.
A mais recente “atualização da Via Láctea”, há pouco mais de uma década, mostrou que além de espiral, ela é também barrada (com uma barrada estelar no núcleo), o que faz dela uma espiral barrada.
A reinterpretação, agora, de que ela integra algo como um hiperaglomerado, a Laniakea, amplia o conhecimento e concepção que os cosmólogos obtém do Universo.
Essas medidas (ver animação) mostram que hiperaglomerados fluem para centros gravitacionais específicos, separando diferentes regiões do espaço como rios que, com nascentes próximas, correm com suas águas para direções distintas, em ilhas e continentes da Terra.
Scientific American Brasil

sábado, 6 de setembro de 2014

Astrônomos mudam 'endereço' da Via Láctea no universo

Via Láctea

A Via Láctea faz parte de algo maior. Muito maior. A partir de imagens do telescópio Green Bank da agência americana National Science Foundation's, uma equipe de astrônomos identificou um superaglomerado de galáxias, do qual faz parte o nosso próprio "endereço" no universo. Eles batizaram esse gigantesco conjunto de Laniakea — que, em idioma havaiano, significa "imenso céu".
Essa descoberta enriquece os conhecimentos científicos acerca da nossa vizinhança espacial e reconhece ligações entre grupos de galáxias já identificadas anteriormente. O trabalho foi publicado na quinta-feira na revista Nature.
"Nós finalmente estabelecemos os contornos que definem o superaglomerado que podemos chamar de lar", disse o pesquisador R. Brent Tully, astrônomo da Universidade do Havaí. "Não é diferente de descobrir pela primeira vez que sua cidade natal é, na verdade, parte de um país muito maior que faz fronteira com outros países."
Superaglomerado — A Via Láctea fica na borda do superaglomerado Laniakea, um conjunto que tem 500 milhões de anos-luz de diâmetro e massa de 100 milhões de bilhões de sóis. No total, 100 000 galáxias fazem parte dessa estrutura. De acordo com os cientistas, todas as galáxias de um mesmo superaglomerado são interligadas entre si por uma rede de filamentos.
Esse trabalho de cartografia cósmica só foi possível porque a equipe de astrônomos mapeou, usando o Green Bank e outros radiotelescópios, as velocidades das galáxias. Com isso, os cientistas conseguirem definir a região do espaço ocupada pelo superaglomerado.
Veja.com

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Áreas de proteção marinha não permitem que ecossistemas ameaçados se recuperem

Expedition: Danajon Bank precisa arrecadar US$ 30 mil para realizar projeto de preservação de corais nas Filipinas

Estudo publicado na Ecology Letters indica os lugares do oceano dedicados à proteção de espécies que precisam de expansão.
Muitos conservacionistas sempre dizem que não existe algo como uma proteção “suficiente” das espécies. Segundo estudo publicado ontem na Ecology Letters, que examina a situação dos oceanos, as áreas de proteção marinha não são adequadas para permitir que ecossistemas ameaçados se recuperem.
O trabalho detalha que partes do oceano dedicadas à proteção de espécies, com desempenho de funções ecológicas vitais, precisam urgentemente de expansão.
“O que levou a esta nova investigação foi o reconhecimento de que todas as espécies não são as mesmas e que algumas têm papel mais importantes e diferentes na ecologia do oceano,” disse Tim McClanahan, diretor do programa marinho da Wildlife Conservation Society. “O estudo se prestou a identificar regiões com populações de peixes vulneráveis,” afirmou ele.
“Se estas funções vitais forem perdidas, a capacidade do oceano de fornecer alimentos e outros serviços ecológicos fica prejudicada,” acrescentou. “Nossa análise aponta estas falhas e pode fornecer a base para acelerar a proteção destas funções.”
Muitas delas são desempenhadas por espécies de peixes que são também alimento para milhões de pessoas. O estudo revela um problema significativo: as comunidades de peixes mais ecologicamente valiosas estão atualmente vulneráveis e não são cobertas pela rede atual de áreas de proteção marinha.
Os autores do estudo compilaram uma base global de dados de populações tropicais costeiras de peixes em 169 locais do mundo, focando naquelas que ocorrem em águas de até 50 metros de profundidade ou menos. A equipe comparou os dados com mapas de distribuição de 6.136 espécies de peixes tropicais de recifes de corais. Foram também incluídos na análise a pesca, poluição e mudança do clima.
De um ponto de vista regional, a análise revelou que os pontos ricos em espécies estão no arquipélago Indo-Australiano e no Caribe. Aquelas ricas em peixes de mobilidade mais curta estão em zonas periféricas do Atlântico, assim como no Indo-Pacífico. Já as áreas de alta vulnerabilidade incluem as águas costeiras do Chile, o leste tropical do Pacífico e o leste do Atlântico, onde comparativamente poucas espécies desempenham funções ambientais vitais, relata o e-Science News.
National Geographic

Nível do mar na Antártica sobe mais que a média global

Antártica
O aumento, causado pelo derretimento do gelo em terra e no mar, equivale a 350 gigatoneladas de água doce a mais no oceano.
Usando dados de satélites dos últimos 19 anos, pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, descobriram que o nível do mar na Antártica subiu 2 mm a mais por ano que a média global, de 6 mm.
Este aumento, causado pelo derretimento do gelo em terra e no mar, equivale a 350 gigatoneladas de água doce a mais, de acordo com o trabalho. As descobertas, corroboradas por simulações de computador, podem ter implicações globais.
“A água doce é menos densa que a salgada, e assim em regiões onde ela se acumulou esperamos um aumento localizado do nível do mar,” explicou hoje Craig Rye, principal autor do estudo.
A elevação, no caso da Antártica, se deve primariamente ao influxo de água doce, enquanto que as águas profundas são afetadas por aumentos na temperatura da água, ou mudanças termostéricas.
A publicação deste estudo, na Nature Geoscience, aparece logo depois de outro trabalho ter relatado que tanto a Antártica quanto a Groenlândia dobraram sua contribuição para a elevação do nível do mar desde 2009. As regiões, juntas, estão perdendo cerca de 500 km cúbicos de gelo por ano.
A maior parte da água doce resultante do derretimento está concentrada na Península Antártica e no Mar de Amundsen. “Esta descarga, em aceleração, teve impacto pronunciado e disseminado em mares sub-polares subjacentes nas duas últimas décadas,” conclui o estudo, de acordo com a ABC Science.
National Geographic

A volta de Nero...

NG - A estátua em Anzio, na Itália, sua cidade natal

A estátua em Anzio, na Itália, sua cidade natal. 
 Ele matou duas esposas e sua mãe. Talvez tenha ordenado o incêndio de Roma. Mas alguns estudiosos dizem agora que o imperador não foi tão mau.
Parte do mais grandioso palácio da história da Cidade Eterna jaz sob o Colle Oppio (monte Ópio), hoje um modesto parque maculado por pichações vulgares em Roma, onde rapazes ociosos chutam bola, idosos passeiam com o cachorro e sem-tetos fazem fogueira a carvão.
O palácio chama-se Domus Aurea, ou Casa Dourada, e foi Nero quem o projetou e mandou construir. Quando ruiu seu insano mundo, no ano 68 d.C., e o imperador, então com 30 anos, ordenou a um súdito que lhe cortasse a garganta, arquejando:“Que artista morre comigo!”, o palácio talvez ainda não estivesse concluído. Os imperadores que o sucederam remodelaram o edifício ou deixaram-no de lado, e no ano104 Trajano reutilizou as paredes e abóbadas da construção como um alicerce para suas famosas termas. Nos 1 400 anos seguintes, o palácio sepultado permaneceu esquecido.
Por volta de 1480, alguns homens faziam escavações no Colle Opio quando encontraram o que pensaram ser as ruínas das Termas de Tito. A terra cedeu sob os pés de um deles, que despencou sobre um monte de destroços e deparou, ao olhar para cima, com um teto ainda coberto por suntuosos afrescos. A notícia espalhou-se pela Itália. Grandes artistas da Renascença – Rafael, Il Pinturicchio, Giovanni da Udine – desceram por aquele buraco para estudar (e depois reproduzir em palácios e no Vaticano) os motivos ornamentais repetitivos que viriam a ser conhecidos como grotescos (porque a Casa Dourada lembrava uma gruta). Mais escavações trouxeram novos prodígios imperiais: longos corredores acolunados com vista para o que fora um vasto parque e um lago artificial, vestígios de ouro e lascas de mármore extraído do Egito e do Oriente Médio que outrora revestiram as paredes e os tetos abobadados, e um magnífico salão octogonal com teto em domo, construído seis décadas antes da conclusão do renomado Panteão de Adriano.
Agora, depois que parte de seu teto ruiu em 2010, a Domus Aurea está fechada para o público por tempo indeterminado. Todo dia, restauradores vão cuidar dos afrescos e consertar vazamentos, trabalhando com devoção sem ser vistos pelos pedestres que passam pelo parque 8 metros acima. Até se aposentar, há pouco tempo, um arquiteto romano, Luciano Marchetti, supervisionou os trabalhos na Casa Dourada. Certa manhã, ele está na escuridão gelada da Sala Octogonal, na ponta leste do complexo do palácio subterrâneo. De lanterna em punho, fita o teto abobadado de 15 metros de uma aresta a outra do octógono. O domo parece pairar sem sustentação visível, como um disco voador prestes a pousar, escorado pelos arcos de salas adjacentes.
“Isso me comove demais”, diz baixinho Marchetti, apontando para os arcos retilíneos e autossustentados sobre as entradas. “É um refinamento arquitetônico nunca visto antes. O Panteão é lindo, claro, mas seu domo repousa sobre um cilindro, construído tijolo por tijolo. Este domo é sustentado por estruturas que não vemos.” O arquiteto suspira e murmura uma frase em latim: Damnatio memoriae. Banido da memória: o destino do palácio e os feitos de seu idealizador.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Animal marinho da Austrália pode revolucionar zoologia



Animais marinhos em formato de cogumelo descobertos na Austrália, na década de 1980, podem revolucionar a zoologia, informou a National Geographic. Os organismos são tão únicos que devem provocar modificações nas primeiras ramificações da cadeia evolutiva.
Descritos pela primeira vez na última quarta-feira pela revista cientifica PLOS ONE, eles não podem ser encaixados, de acordo com os pesquisadores, em nenhum grupo animal existente, ainda que apresentem algumas poucas semelhanças com espécies extintas.
Segundo a neurobiologista do Laboratório Whitney da Universidade da Flórida para Biociência Marinha, Leonid Moroz, se for comprovada que a nova espécie é descendente dos animais primitivos, a descoberta poderá também reformular nosso entendimento sobre como os animais evoluíram, assim como os neurosistemas e os mais diferentes tecidos. "Ela poderá reescrever todos os livros de zoologia", afirma.
Se estes animais estão diretamente relacionados com organismos antigos, eles seriam uma reminiscênia da descoberta do peixe celacanto, que por muito tempo se pensava estar extinto. 
Os pequenos animais, que não chegam a medir nem 2 centímetros, quando vivos são translúcidos e superficilamente semelhantes aos cogumelos chanterelle. Eles têm um boca conectada a um canal digestivo que se ramifica diversas vezes após atingir um disco.
O estilo de vida desses animais é tão misterioso quanto sua aparência. Eles não parecem ter sido originados de nenhum outro animal, levando os cientistas considerarem a possibilidade de eles serem espécies independentes.
Por outro lado, os organismos não parecem ser capazes de nadar, já que seu disco é inflexível e eles não parecem ter outros meios de propulsão. Como a boca é pequena e simples, os pesquisadores especulam que a espécie podia se alimentar de micróbios encontrados pelo lóbulos que cercam a sua boca.
O biólogo Jean Just, um especialista em crustáceos, achou as criaturas em 1986 em uma amostra do fundo do mar australiano. Desde então, animais semelhantes não foram mais encontrados. 
Após serem coletados das profundezas do oceano, os Dendrogramma, como foram nomeados, foram preservados em formol e então em etanol, o que tornou seu material genético muito difícil de ser analisado.  Sem informação genética, é difícil saber como as novas espécies estão relacionadas a outros animais. Mas com base em sua forma física, se presume que ele pertença a um ramo muito precoce da vida animal. 
Os Dendrogramma apresentam semelhanças a animais como águas-vivas, corais e anêmonas do mar. Como estes animais, a nova espécie também parece ter apenas uma única abertura digestiva, por onde os alimentos são ingeridos e os resíduos expelidos.  
Eles também se assemelham a fósseis de pelo menos três organismos que também possuem um disco atado com bifurcações. Acredita-se que essas formas de vida tenham desaparecido mais de 540 milhões de anos atrás no final do período Ediacarano, pouco antes de um momento de rápida evolução animal chamado explosão cambriana. 
É possível que os Dendrogramma tenham desenvolvido de forma independente uma estrutura semelhante como resposta as mesmas condições que as três espécies extintas eram expostas, um fenômeno comum chamado de evolução convergente. 

Asteroide vai passar de raspão na Terra neste fim de semana



Asteroide passará acima da Nova Zelândia


Um pequeno asteroide, de cerca de 20 metros, passará "muito perto" da Terra no próximo domingo, informou nesta quinta-feira a Nasa (agência espacial americana), descartando que ele represente uma ameaça para o planeta.
Então de maior proximidade, às 14h18 (horário da costa leste dos Estados Unidos, 15h18 de Brasília) do dia 7 de setembro, o asteroide "2014 RC" passará acima da Nova Zelândia.
O corpo celeste foi descoberto no dia 31 de agosto pelo programa Catalina Sky Survey (CSS), operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), que utiliza dados de três telescópios para procurar cometas, asteroides e objetos próximos à Terra.
O asteroide foi, além disso, detectado de forma independente na noite seguinte pelo telescópio do Observatório Pan-STARRS situado no Havaí e ambos informaram de suas observações ao Minor Planet Center da União Internacional Astronômica, em Cambridge (Massachusetts).
No momento de maior proximidade, o asteroide estará aproximadamente a um décimo da distância que há do centro da Terra à Lua, ou 40 mil quilômetros.
Os cientistas assinalam que apesar desta "proximidade", o asteroide não poderá ser visto a olho nu, embora astrônomos amadores que tenham telescópios pequenos talvez consigam captar a aparição do asteroide, que se movimentará rapidamente seguindo sua órbita.
O asteroide passará pela parte externa da órbita geossíncrona dos satélites de comunicações e meteorológicos que orbitam ao redor de 36 mil quilômetros sobre a superfície de nosso planeta.
A comunidade científica terá uma oportunidade única para observar e aprender mais sobre os asteroides, assinala a Nasa, que diz que "ele não parece trazer perigo nenhum para a Terra ou para os satélites".
Apesar de nesta ocasião não cair na Terra, os cientistas calculam que sua órbita o traga de novo às proximidades de nosso planeta no futuro e seus movimentos serão vigiados de perto.
Terra.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Arqueólogos desvendam mistério sobre Stonehenge

Stonehenge

Os arqueólogos desvendaram um dos mistérios sobre o Stonehenge, monumento que fica no sul da Inglaterra. Com ajuda de mangueiras curtas, os cientistas revelaram que o Stonehenge já foi circular.
Segundo informações da BBC, os arqueólogos discutem se Stonehenge foi um círculo completo há muito tempo. Durante anos, os pesquisadores buscaram sem sucesso as pedras que faltam para provar a teoria.
A região das ruínas costuma ter muita grama. Neste ano, o período de seca aconteceu na mesma época em que os administradores locais compraram mangueiras curtas. Consequentemente, nem todo o terreno foi regado, o que permitiu que os cientistas vissem as marcas das rochas que completavam o círculo no passado.
Fotos aéreas confirmaram a constatação dos arqueólogos sobre o local. Uma pesquisa sobre o assunto foi publicada na revista especializada Antiquity. Segundo o artigo, apesar da descoberta, o Stonehenge continua a ser um dos monumentos mais analisados do planeta e pode reservar novas surpresas. Por isso, deve ser continuamente monitorado.
Outras descobertas
Um estudo lançado na semana passada sugere que existem 15 monumentos abaixo e ao redor do Stonehenge. A descoberta foi feita pelo Instituto Ludwig Boltzmann com ajuda de um radar capaz de penetrar o solo e um scanner a laser 3D.
Em 2012, os geólogos Robert Ixer, da University of Leicester, e Richard Bevins, do National Museum of Wales, também descobriram a pedreira de onde veio parte das rochas do monumento. As pedras foram arrastadas do País de Gales até o sul da Inglaterra por 260 km, há 5000 anos.
A grande dúvida está relacionada à como as pedras chegaram ao sul da Inglaterra. Alguns pesquisadores pensam que as rochas que foram rastreadas chegaram lá muito antes dos humanos, durante algum deslocamento glacial.
Existe outra teoria que acredita que humanos levaram as pedras até a região. Guias turísticos de Stonehenge contam que, provavelmente, pessoas usaram troncos de árvores como rodas para conseguir transportar as pedras.
As rochas rastreadas pelos geólogos pertencem ao círculo interno de Stonehenge. Mas existem muitas outras pedras responsáveis por dar formato ao monumento com origem desconhecida.
 Apenas se sabe que elas foram colocadas na região séculos depois.
Exame.com

Desmatamento cresce 9,8% em um ano na Amazônia

Desmatamento na Amazônia

A Amazônia Legal perdeu 3.036 km2 de floresta entre agosto de 2013 e julho de 2014, conforme dados divulgados na segunda-feira, 01, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O desmatamento foi 9,8% maior que o registrado em igual período anterior. A área desmatada equivale a duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O desmatamento está relacionado principalmente às atividades agrícolas.
Os dados do Inpe consideram o desmatamento parcial, em que apenas parte da floresta permanece em pé, geralmente relacionado com a atividade madeireira, e o corte raso, com a supressão total da mata para implantação de lavoura e pecuária.
A Amazônia Legal inclui todos os Estados da Região Norte, além de parte do Mato Grosso e do Maranhão.
Os números se baseiam no rastreamento realizado pelo Deter, serviço de detecção de desmatamento realizado em tempo real pelo Inpe, com base em imagens de satélites de alta frequência.
Nos meses de junho e julho, de maior incidência, 1.264 km2 de áreas em alerta de desmatamento e degradação foram identificados pelo Deter na Amazônia.
O alerta possibilita ação rápida dos órgãos de fiscalização para reprimir a ação dos desmatadores. Os Estados que mais desmataram foram o Pará, com 532 km2, seguido pelo Mato Grosso, com 268 km2 e Rondônia, com 263 km2.
O Estado de Amazonas aparece em quarto lugar com 167 km2. Queimadas e atividades agropecuárias estão entre as principais causas da degradação.
No caso do Amazonas, os desmatamentos ocorreram no extremo sul do Estado, nova fronteira agrícola do país. O Deter identifica áreas degradadas com mais de 25 hectares, mas nem todas as áreas são registradas devido à ocorrência de nuvens.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), operações realizadas na região resultaram na prisão de uma grande quadrilha de desmatadores no sul do Pará.
A expectativa é de que os números caiam nos próximos meses.
Exame.com

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aquecimento global: é preciso salvar a casa

aquecimento global

Uma rachadura na fundação de uma casa, se não for consertada, pode crescer e tornar a residência inabitável. Assim, seus moradores terão de se mudar. Mas a população do mundo não pode se mudar para outro lugar. As casas, ainda que não sejam baratas, podem ser substituídas — nosso planeta não pode.  
As mudanças climáticas, como sabemos, são como essa rachadura na fundação. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) vem estudando o fenômeno desde 1988. Naquele ano, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) foi adotada e, hoje, 195 países entraram em acordo para evitar o perigoso aquecimento global, limitando o aumento da temperatura global a 2 ⁰C.
E ainda continuamos a trilhar nosso caminho perigoso. O IPCC calculou que estamos sendo lançados em direção a elevações de temperatura de 3,7 ⁰C a 4,8 ⁰C no fim do século. A rachadura está aumentando, e alguns dos habitantes do planeta — particularmente os mais vulneráveis — já estão vendo a água se esgotar. Quem é o responsável, e quem deveria pagar para frear o aquecimento?
Essas perguntas têm dominado os debates internacionais sobre a mudança climática desde o início. Como o sociólogo Claus Offe enfatizou recentemente, uma coisa é discutir quem tem a culpa e outra é quem tem a responsabilidade ou pode assumi-la para resolver o problema.
Essa busca sem fim pelo verdadeiro locus de responsabilidade (causal e corretivo) não está restrita ao campo das alterações climáticas. Em um mundo globalizado, os cidadãos podem se perguntar (como muitos assim fizeram) por que uma crise financeira do outro lado do hemisfério faz com que bancos dos seus países entrem em colapso de repente.
A questão vem à tona com mais frequência no caso de problemas globais compartilhados, tais como as mudanças climáticas. A ordem internacional deve ser reformada e adaptada ao crescimento econômico de países como Índia e China. O recente acordo entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para estabelecer um Novo Banco de Desenvolvimento e um acordo de reserva de contingência é um sinal claro dessa sede de mudança.
Mas é pouco provável que aconteça uma revisão estrutural da economia global. Nesse meio tempo, a criatividade é a chave. As melhores soluções são aquelas erguidas sobre os pontos mais fortes da estrutura atual.
As abordagens de governança de cima para baixo têm sido úteis, demonstrando a disposição de alguns dos países emissores históricos de gases do efeito estufa de aceitar a responsabilidade de correção. A União Europeia, por exemplo, tem afirmado o compromisso do Protocolo de Quioto da UNFCCC, o único tratado internacional sobre alterações climáticas até hoje que inclui metas de redução de emissões obrigatórias. No entanto, as mais recentes conferências da UNFCCC revelaram os limites desta abordagem.
Assim, enquanto o mundo se prepara para a Conferência da UNFCCC em Paris em 2015, precedida pela reunião que o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon vai conduzir em Nova York neste mês, será importante tomar conhecimento e exportar iniciativas emergentes criativas que surgem de baixo para cima. A China lançou sete esquemas piloto de mercados de carbono, cobrindo uma população de 250 milhões de pessoas — o segundo maior esforço do mundo (depois da UE). Em Uganda, a cidade de Kampala está trabalhando para iluminar as ruas usando energia solar. Muitos pequenos países insulares, como Tuvalu, estão dando um exemplo importante buscando atingir rapidamente a meta de neutralidade de carbono.
Uma das principais prioridades da UNFCCC é garantir o financiamento para aumentar os esforços de mitigação e adaptação dos países em desenvolvimento, mobilizando, assim, a capacidade e boa vontade dos emissores históricos em catalisar ainda mais o ambiente de inovação. Cientistas em todo o mundo estão trabalhando em soluções; na verdade, só a ciência nos ajudará a prosseguir de maneira eficaz, assim como foi ela que permitiu que o padrão de vida na maior parte do mundo se elevasse além dos níveis de subsistência. 
No caso das mudanças climáticas, apenas criatividade, inovação, responsabilidade e vontade política podem nos ajudar a salvar nossa casa. Precisamos abrir nossos olhos, reconhecer a rachadura na fundação e encarar nossa responsabilidade para corrigi-la. No primeiro trimestre de 2015, os governos devem declarar as contribuições que seus países pretendem destinar a esse esforço, aumentando, desse modo, a confiança e acelerando o progresso a caminho de Paris. Entretanto, devemos estar atentos a potenciais inovações e investir em pesquisa e desenvolvimento, onde quer que se encontre esse potencial.
Veja.com

Japão apresenta nova sonda espacial para explorar asteroide

 





Ilustração gráfica da sonda espacial Hayabusa-2 (Foto: Akihiko Ikeshita/AFP)

A Agência Japonesa de Exploração Espacial (JAXA) apresentou à imprensa uma nova sonda, a Hayabusa-2, com a qual espera repetir o êxito de sua antecessora, que conseguiu trazer pó de asteroide depois de uma odisseia de sete anos.
"A nova sonda estará terminada muito em breve", afirmou o chefe do projeto, Hitoshi Kuninaka, citado pela agência Jiji.
O lançamento da base de Tanegashima, sul do Japão, está previsto para dezembro.
Hayabusa-2 deve alcançar seu objetivo, o asteroide '1999 JU3', em meados de 2018 e empreenderá regresso no final de 2019 para chegar à Terra um ano mais tarde, se tudo sair bem. Ao contrário de Itokawa, o asteroide explorado pela primeira sonda Hayabusa, este novo corpo rochoso contém carbono e água.
A Hayabusa-2 será equipada com uma espécie de canhão espacial. Quando chegar na órbita desejada de '1999 JU3', soltará o artefato e se colocará ao lado do asteroide.
O canhão disparará uma bola metálica contra a superfície do asteroide, onde fará uma cratera de vários metros de diâmetro. Em seguida, a sonda pousará no buraco e extrairá amostras do subsolo.
Os cientistas da JAXA acreditam que é mais interessante explorar o subsolo do que a superfície do asteroide, que recebe mais impacto de raios cósmicos.
Lançada em maio de 2003, a primeira Hayabusa recolheu mostras do asteroide Itokawa, a 290 milhões de quilômetros da Terra, em setembro de 2005.
Dificuldades de telecomunicações com a sonda, avarias dos motores, baterias e outros equipamentos obrigaram os técnicos usar de inventividade para recuperar o controle e trazê-la de volta com três anos de atraso.
Agência apresentou a nova sonda espacial Hayabusa-2 (Foto: Jiji Press/AFP)
A viagem se transformou numa interminável jornada de sete milhões de quilômetros. E a Hayabusa se converteu para os japoneses no símbolo de sua perseverânça.