sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Esqueleto intacto de 2,3 mil anos achado em tumba intriga Grécia

Foto: Ministério da Cultura da Grécia
 
Arqueólogos encontraram no norte da Grécia um esqueleto dentro de uma tumba ricamente ornamentada, datada da época de Alexandre, o Grande.
Segundo o Ministério da Cultura, o esqueleto está praticamente intacto e pertenceria "a uma figura pública distinta", devido às dimensões e à suntuosidade da sepultura.
Os cientistas não acreditam se tratar do esqueleto de Alexandre - que morreu no século 4 antes de Cristo, aos 32 anos de idade, após conquistar a Pérsia e grande parte do mundo que se conhecia até então.
A arqueóloga-chefe da escavação, Katerina Peristeri, afirmou que "todas as probabilidades indicam que a tumba abriga um general".
Especula-se também que o esqueleto seja de um membro da família de Alexandre ou um de seus mais altos oficiais.
O complexo funerário de Anfípolis é o maior já descoberto na Grécia. O local está situado cem quilômetros a leste de Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia.
No século 4 antes de Cristo, Anfípolis era uma grande cidade do reino da Macedônia.
A escavação está fascinando os gregos desde uma visita do premiê grego, Antonis Samaras, ao sítio arqueológico em agosto.
Na ocasião, ele disse que se tratava de uma descoberta de importância "excepcional" para o país.

Relíquias

Antes da descoberta do esqueleto, alguns especialistas haviam sugerido que a estrutura era um cenotáfio, um túmulo honorário construído para homenagear uma grande figura cujos restos mortais teriam sido depositados em outro local.
O túmulo calcário foi descoberto 1,60 m abaixo do pavimento da terceira câmara do complexo funerário. Ele tem pouco mais de 3m de comprimento, 1,50 m de largura e 1,80 m de altura.
"É uma construção extremamente cara, que não poderia ter sido financiada em caráter privado por um cidadão", afirmou o Ministério da Cultura em nota.
"Provavelmente o local é um monumento a uma pessoa adorada por sua sociedade em seu tempo."
Dentro da tumba, os arqueólogos encontraram um caixão de madeira. As escavações também encontraram pregos de ferro e bronze, assim como fragmentos de ossos e vidro – possivelmente da decoração do ataúde.
Segundo o Ministério da Cultura da Grécia, o material genético encontrado na ossada será analisado. A pasta classificou o monumento como representante de uma síntese "única e original" daquela civilização.
Estágios anteriores da escavação revelaram um magnífico leão esculpido em pedra, duas esfinges, duas cariátides (estátuas de forma feminina que funcionam como colunas) e um piso de mosaico representando o rapto de Perséfone por Hádes.

Cientistas correm para usar robô Philae antes de fim de bateria


O veículo Philae, estabilizado na superfície de um cometa, está recebendo pouca luz em seus painéis solares, o que pode comprometer a duração da sua bateria - e afetar a missão.
Cientistas que trabalham no projeto espacial analisam como movimentar o robô para que receba mais luz.
O Philae - que fez duas tentativas de aterrissar no cometa antes de lograr a missão - está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado e recebe cerca de 90 minutos de iluminação a cada rotação de 12 horas do cometa.
Isto é insuficiente para recarregar o sistema de baterias a partir do momento em que a carga principal do veículo se esgote. O Philae se destacou da sonda Rosetta há mais de 60 horas.
O chefe de operações da Agência Espacial Europeia em Damstadt (Alemanha), Paolo Ferri, disse que as estimativas de quando isto aconteceria variam entre a tarde desta sexta-feira e a tarde de sábado.
"Depende das atividades, claro. Quanto mais atividades fizermos com o módulo, mais energia consumiremos, e menos tempo teremos", disse Ferri.
O Philae fez o pouso inédito na superfície do cometa 67P na quarta-feira após uma viagem de dez anos. O módulo saltou duas vezes ao aterrissar - o primeiro dos saltos atingiu 1km de altura.

Sobre dois pés

As primeiras imagens enviadas mostram o terreno irregular do cometa. Fotos tiradas pelo Philae mostram o veículo pressionado contra o que parece ser um muro.
A telemetria indica que ele está em um declive ou talvez até mesmo de lado. O que se sabe com certeza é que um dos seus três pés não está em contato com a superfície.
Os cientistas estudam opções como usar algumas das peças móveis do robô para executar um novo salto e tirar o aparelho das sombras. Mas provavelmente não há tempo suficiente para planejar e executar essa estratégia.
A prioridade, agora, é usar o Philae para obter o maior número de informações possíveis sobre o cometa. Neste quesito, pesquisadores estão muito satisfeitos com o desempenho da missão.
A decepção seria não poder usar a broca da sonda para recolher material sob a superfície do cometa a fim de fazer análises químicas em laboratórios.
Este foi um dos principais objetivos da missão. Mas a operação fica dificultada com a sonda tão delicadamente posicionada em apenas dois pés. Forças rotacionais de perfuração poderiam desestabilizar o Philae.
"Queremos perfurar, mas não queremos perfurar e perceber que, como consequência, a missão acabou", disse à BBC um dos pesquisadores da missão, Jean-Pierre Bibring.
Controladores vão analisar o que pode ser feito para apoiar o terceiro pé na superfície. Se isso não for possível, a perfuração poderia ser realizada no fim da janela da bateria primária. Neste momento, cientistas terão pouco a perder.
"Esta é uma decisão operacional muito típica", disse Paolo Ferri. "Primeiro, você obtém tudo o que puder. As coisas arriscadas ficam apenas para o final."

Missão histórica

Independente do que acontecer nas próximas horas, a missão já tem lugar garantido na história.
Os dados do Philae - e aqueles enviados pela Rosetta, que continua a observá-lo à distância - podem transformar o que sabemos sobre os cometas e permitir aos pesquisadores testar várias hipóteses sobre a formação do Sistema Solar e as origens da vida.
Uma teoria sustenta que os cometas foram responsáveis pela distribuição de água aos planetas. Outra ideia é que eles poderiam ter "semeado" a Terra com a química necessária para dar o pontapé inicial na biologia.
"Estes dois dias têm sido absolutamente magníficos", disse o gerente de missão da agência europeia, Fred Jansen. "Quando assumi esse trabalho, há um ano e meio, nunca imaginei que este seria o impacto."
"Claro que, quando as coisas são bem sucedidas, como o módulo tem sido, fazendo medições na superfície, você quer continuar por quanto for possível. Mas a realidade nos diz que há uma quantidade limitada de energia da bateria."

Mudanças climáticas podem aumentar em 50% ocorrência de raios

 
Os raios podem iniciar incêndios florestais e até matar, uma ameaça que corre o risco de aumentar com as mudanças climáticas que, segundo cientistas, farão crescer a ocorrência de relâmpagos em 50% até o fim do século.
O estudo de cientistas americanos, publicado na revista científica americana Science, se baseia em medições de precipitação e flutuabilidade das nuvens, aplicadas a 11 diferentes modelos climáticos que estimam quão quente o planeta poderá ficar em 2100.
"Com o aquecimento, as tempestades elétricas ficarão mais explosivas", afirmou o climatologista David Romps, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"O aquecimento aumenta a concentração de vapor d'água na atmosfera e, se você tem mais combustível em volta, quando a ignição ocorre, pode ser das grandes", comparou.
Estimativas anteriores de como os relâmpagos seriam afetados pelo aumento das temperaturas usaram técnicas indiretas, sem ligação direta com as precipitações.
O resultado foi uma faixa variando de 5% a 100% mais raios para cada grau Celsius de elevação.
O estudo atual se baseou na energia disponível para fazer subir o ar na atmosfera, combinada com as taxas de precipitação.
A energia potencial disponível para convecção (ou CAPE) é medida por radiossondas, instrumentos colocados a bordo de balões meteorológicos.
"A CAPE é uma medida de quão potencialmente explosiva está a atmosfera", explicou Romps.
Nós achamos que o produto da precipitação e a CAPE ajudariam a prever (a ocorrência de) raios", continuou. 
Usando dados do Serviço Meteorológico dos Estados Unidos, os cientistas descobriram que é possível prever 77% da incidência da descarga elétrica conhecendo as taxas de precipitação e CAPE.
Quando os parâmetros foram aplicados nos modelos climáticos, os cientistas descobriram que cada grau Celsius a mais na média global da temperatura do ar pode representar cerca de 12% mais quedas de raios.
Se as temperaturas aumentarem quatro graus Celsius até o fim do século, isto representaria um aumento de quase 50% na queda de raios.
A ocorrência de raios em todo o mundo hoje é de 25 milhões ao ano. 
Mais raios devem aumentar os riscos para as pessoas - que são feridas ou até mesmo mortas quando atingidas - e ter um efeito devastador em florestas e espécies animais e vegetais, pois uma maior ocorrência de raios poderia provocar mais incêndios em áreas de mata seca, matando aves e outras criaturas silvestres, bem como ameaçando as pessoas que vivem perto.
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Do "Sputinik" ao "Philae", os grandes êxitos da exploração espacial

 
"Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade". É provavelmente a frase que melhor resume a conquista do espaço e foi dita por Neil Armstrong na Lua, no dia 20 de julho de 1969. Esses pequenos passos começaram, no entanto, no lado rival. A União Soviética marcou o primeiro tento da corrida espacial (o lado mais amável da Guerra Fria). Seu 'Sputnik 1' tornou-se o primeiro objeto a ser lançado ao espaço e entrar na órbita da Terra. Aconteceu no dia 4 de outubro de 1957. O primeiro grande êxito de uma longa cadeia de achados cujo último grande marco é a aterrissagem da sonda 'Philae' no cometa 67P/Churyamov-Gerasimenko.
 
 
 
Mestiça de samoiedo com terrier, a cadela russa Laika foi o primeiro grande herói do espaço. Também o primeiro mártir. Foi lançada ao espaço no 'Sputnik 2' (um cone de 4 metros de altura e 2 metros de diâmetro), em 3 de novembro de 1957. Não havia nenhum plano para sua sobrevivência. Tinha oxigênio para dez dias, mas é provável que tenha morrido em um ou dois devido às baixas temperaturas. O espaço da cabine permitia que ela se deitasse ou se levantasse sobre as quatro patas. Seu sacrifício proporcionou à pesquisa científica os primeiros dados sobre como se comportava um ser vivo no espaço.
 
 
O terceiro 'strike' da URSS foi conseguir colocar em órbita o primeiro homem. Sua viagem a bordo da nave 'Vostok 1' durou 108 minutos. Uma das frases que chegaram à história: "Povoadores do mundo, preservemos essa beleza, não a destruamos".
 
 
Apesar de que a liderança da corrida espacial ter sido soviética, o século XX cortou a respiração por uma missão norte-americana. Foi JFK que havia fixado como objetivo nacional que a primeira pegada sobre a Lua fosse norte-americana. Em 20 de julho de 1969, Armstrong pronunciava uma das frases da história: "Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade". Na imagem, um de seus companheiros, Buzz Aldrin.
 
 
Impulsionada pelo êxito selenita, a NASA conseguiu outro marco com a nave Mariner 9, vencendo a rival soviética, a Soviet Mars 2. Em 14 de novembro de 1971, tornou-se a primeira sonda a orbitar outro planeta. Sua contribuição: mapear 85% da superfície marciana com uma resolução entre 1 e 2 quilômetros. Transmitiu mais de 7.000 imagens que permitiram contemplar o Monte Olimpo, o Vale Marineris e as duas luas do planeta vermelho: Deimos e Phobos.
 
 
As pradarias douradas. É o nome evocativo que tinha a região de Marte na qual aterrissou o 'Viking 1' em 19 de junho de 1976, o primeiro artefato a visitar a superfície de outro planeta. Junto de seu companheiro, o Viking 2, lançado apenas 14 dias depois, assinalou outro marco para a NASA ao oferecer in situ fotografias de Marte.
 
 
Agora mesmo está navegando em nuvens de gás ionizado. O plasma, o quarto e mais abundante estado da matéria. Mas a viagem do 'Voyager I' começou há 37 anos, em 5 de setembro de 1977, tornando-se a primeira nave com a missão de abandonar o Sistema Solar.
 
 
Esforço conjunto da NASA ('Cassini') e da ESA ('Huygens'), a missão 'Cassini-Huygens' começou em 1997 com o objetivo de estudar os dois gigantes gasosos do Sistema Solar: Júpiter e Saturno. A missão prossegue e continua oferecendo imagens espetaculares, como esses mares de hidrocarbonetos que refletem a luz solar e que foram reveladas pela NASA no dia 30 de outubro.
 
 
 
Mede o mesmo que um campo de futebol. Mas está a cerca de 400 quilômetros da superfície terrestre. A Estação Espacial Internacional (ISS), a maior estação permanente no espaço com tripulação humana é também o maior êxito da colaboração internacional entre Estados Unidos, Rússia, Europa, Canadá, Japão, Itália e Brasil. É habitada desde 2 de novembro de 2000 e mais de 200 astronautas a visitaram desde então.
 
 
 
A imagem é um entardecer marciano, visto pelo robô mais avançado até a data a aterrissar no planeta vermelho, o 'Curiosity' da NASA, que está em Marte desde 6 de agosto de 2012. Esse robô é um laboratório ambulante de uns três metros dotado de múltiplos instrumentos para fazer fotografias, recolher amostras e percorrer longas distâncias sobre a superfície marciana. Entre todos os instrumentos há uma contribuição espanhola, assinada pelo pesquisador Javier Gómez de Elvira, do Centro de Astrobiologia de Madri: a estação de monitoramento que permite ao robô medir temperatura, pressão atmosférica, umidade, ventos e o nível das radiações ultravioleta.
 
 
O último passo na conquista do espaço que entra nos anais da história foi dado pela 'Philae', nave que conseguiu pousar pela primeira vez em um cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A ESA publicou na quinta-feira, 13 de novembro, a primeira imagem da 'Philae' sobre o cometa. A foto faz parte de um mosaico composto por dois instantâneos que mostram uma das três pernas da sonda colada ao solo. "Agora que estou segura sobre o solo, esse é o aspecto que tem meu novo lar 67P da minha posição", afirmou o módulo em um tuíte.
 
 
 Um 'selfie' da Rosetta a 16 quilômetros do cometa. A foto foi feita em 7 de outubro e nela se vê, além do 67P, um dos painéis solares de 14 metros da nave que transportou a sonda.
ELPAÍS.com 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Frase

Foto

Missão Rosetta: sonda Philae pousa com sucesso no cometa

Concepção artística da aterrissagem do módulo de pouso Philae (Foto: Reprodução)

Depois de uma longa jornada de dez anos pelo Sistema Solar, finalmente chegou o grande dia para a missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA). Nesta quarta-feira (12/11), o módulo de pouso Philae aterrissou com sucesso no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko por volta das 13h30 (horário de Brasília), mas só tivemos a confirmação de que tudo correu bem em torno de 14h10 - o atraso se deve ao tempo que o sinal demora para viajar pelo espaço e percorrer os cerca de 400 milhões de quilômetros até a Terra.
A sonda robótica Philae foi ejetada às 6h35 e levou cerca de sete horas para percorrer os 22,5 quilômetros que a separavam da superfície do astro. Com o pouso bem sucedido, o dia de hoje entra para a história da exploração espacial: pela primeira vez, um objeto construído pela humanidade realiza uma aterrissagem em um cometa.
Os sinais recebidos pela ESA permitiram confirmar que o pouso foi suave, e a única questão que agora preocupa os cientistas e engenheiros da agência é o indício de que os arpões que devem prender o robô ao solo parecem não ter sido disparados. Uma nova tentativa deverá ser feita em breve.
Após o evento desta quarta-feira, a sonda Rosetta continuará orbitando e estudando aspectos do corpo celeste com seus 11 instrumentos científicos, enquanto o módulo de pouso Philae conduz experimentos in loco por meio de 10 equipamentos diferentes.
O 67P/Churyumov–Gerasimenko leva em média seis anos e meio para completar uma órbita em torno do sol e, como qualquer cometa, preserva materiais intactos provenientes dos primórdios do Sistema Solar, formados há cerca de 4,6 bilhões de anos - por isso a importância da missão, que pode vir a esclarecer questões fundamentais como o surgimento da vida e a abundância de água na Terra, assim como a formação do nosso e dos outros planetas.

Mancha Vermelha de Júpiter pode ter cor por queimadura solar


Novos estudos realizados por cientistas da Nasa mostram que a cor avermelhada da Grande Mancha Vermelha de Júpiter pode ser causada por queimaduras solares. O mistério desafia cientistas há anos que buscam entender os elementos formadores das nuvens e do planeta gigante. As informações são do Daily Mail.
Especialistas da Nasa acreditam que, provavelmente, a cor avermelhada seja um produto de substâncias químicas simples quebradas pela luz solar na atmosfera superior do planeta. Porém, as novas pesquisas contradizem a principal teoria – até agora - para a origem da cor impressionante do local, a qual afirma que os produtos químicos avermelhados estariam abaixo das nuvens de Júpiter.
“Nossos modelos sugerem que a maior parte da Grande Mancha Vermelha é bastante 'sem graça' na cor, se considerarmos a camada abaixo da nuvem superior – que é formada de material avermelhado”, defendeu o cientista Kevin Baines, da equipe da Cassini com base no Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, Califórnia.
De acordo com Baines, abaixo da nuvem avermelhada, a Grande Mancha seria, na verdade, de uma cor esbranquiçada ou acinzentada.
Para o estudo, os cientistas reproduziram os efeitos dos raios ultravioletas em gases acetileno e amônia – presentes em alturas extremas de nuvens da Grande Mancha Vermelha.
Júpiter possui três camadas de nuvens principais, que ocupam altitudes específicas em seus céus; da maior para o menor são: amônia, hidrosulfureto de amônio e nuvens de água.
A tempestade, a maior do Sistema Solar, tem a aparência de uma profunda esfera vermelha cercada por camadas de amarelo pálido, laranja e branco. Os ventos em seu interior foram calculados em centenas de quilômetros por hora, disseram astrônomos da Nasa, a agência espacial norte-americana

 

EUA e China anunciam acordo para combater mudança climática

Os presidentes dos EUA e da China, Barack Obama e Xi Jinping

A China e os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira um acordo “histórico” para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de suas emissões de gases do efeito estufa. Pequim e Washington também esperam que o pacto sirva de exemplo para o resto do mundo. A iniciativa, estipulada pelos presidentes Xi Jinping e Barack Obama, constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes por parte da China.
O país asiático se comprometeu a reduzir as emissões a partir de 2030, quando seus níveis alcançarão seu máximo. Com isso, Xi anunciou que, até lá, 20% da energia produzida em seu país vai ter origem em fontes limpas e renováveis. Xi, no entanto, não comentou o percentual da redução que a China deve estipular como meta. Já os EUA diminuirão entre 26% e 28% de suas emissões até 2025 em relação aos níveis de 2005, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.
Xi e Obama fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva no Grande Palácio do Povo de Pequim, após dois dias de reuniões na capital chinesa, nas quais repassaram todos os níveis de suas relações, com o acordo sobre mudança climática como principal resultado tangível. “Trata-se de um acordo histórico”, destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é “ambicioso, mas alcançável”. Além disso, o chefe de Estado americano comentou que o pacto é “um marco importante nas relações entre Washington e Pequim”.
O presidente da China ressaltou que os dois países estabeleceram “um novo modelo para as relações entre potências” e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos. O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris no ano que vem. “Temos uma responsabilidade especial para liderar um esforço global contra a mudança climática”, afirmou Obama, que lembrou que os Estados Unidos e a China são “as duas maiores economias, os maiores consumidores de energia e os maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo”.
Para cumprir com seu objetivo de produzir 20% de energia a partir de fontes limpas, a China terá que aumentar a geração desse tipo em entre 800 e mil gigawatts, uma quantidade superior à capacidade atual de suas usinas de carvão e equivalente a quase toda a energia produzida nos EUA.
Veja.com

Sistema falha e robô Philae que fez pouso histórico pode estar solto em cometa

Rosetta

O robô Philae pode não ter se fixado adequadamente no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko devido a uma falha no funcionamento dos dois arpões que prenderiam o módulo ao solo, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), logo após o pouso inédito, às 14h03 (horário de Brasília).
"Temos indicações de que os arpões não foram ativados, o que significaria que não estamos presos ao solo. Precisamos analisar a situação", declarou Stephan Ulamec, responsável pela missão de pouso do módulo Philae, no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt, na Alemanha. De acordo com Ulamec, alguns dados indicam que Philae pode ter tocado o solo e quicado. "Ainda não está claro, mas o módulo pode ter saltado e começado a girar." Ele brincou: "Por isso talvez nós tenhamos pousado duas vezes no cometa, não uma." 
O módulo Philae, um artefato que tem o tamanho de uma máquina de lavar e pesa 100 quilos, foi projetado para se fixar ao solo do cometa pela emissão de um gás e de dois ganchos que se prenderiam em uma camada além da superfície do 67P. Durante a noite, o robô registrou um problema em seu sistema de emissão de gás e a equipe contava com seus ganchos para se manter preso ao solo — o que não aconteceu. Agora, os cientistas tentam decodificar o problema.
Escolha cuidadosa — A sonda Rosetta se aproximou do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em agosto deste ano, tornando-se o primeiro objeto a orbitar um cometa. As primeiras imagens do 67P/Churyumov-Gerasimenko mostraram um corpo celeste com formato irregular, diferente do que era esperado. A partir daí, cinco possíveis locais de pouso foram selecionados, todos levando em conta que o módulo Philae precisaria receber pelo menos seis horas diárias de luz solar durante cada rotação do cometa, para que suas baterias sejam recarregadas.
Apenas em meados de outubro o local exato foi definido. Conhecido originalmente como “ponto J”, e rebatizado como Agilkia por meio de um concurso popular, ele fica na parte menor do cometa, chamada de cabeça. Nenhuma das cinco opções cumpria todos os critérios determinados pela ESA.
Na época da escolha, Fred Jansen, diretor da missão, declarou que a expectativa era encontrar um comenta arredondado, com forma de “batata” — o formato do 67P mais parece um pato de borracha.
Origem do Sistema Solar — Os cometas são um objeto de estudo importante por serem considerados “restos” da formação do Sistema Solar que continuam vagando pelo Universo. De acordo com algumas teorias, eles podem ter sido os responsáveis por trazer a água ou até mesmo vida à Terra. Uma das principais investigações que o módulo Philae fará da superfície do cometa é da composição do gelo que o forma, pra ver se corresponde à composição de isótopos da água da Terra.
 
 
Imagem divulgada pela ESA no twitter da missão Rosetta
Veja.com

terça-feira, 11 de novembro de 2014

10 milhões perderão vagas para robôs em 20 anos, diz estudo

Bob, o robô-segurança, que faz estágio no escritório da G4S

Uma pesquisa publicada neste mês pela empresa britânica de consultoria financeira Deloitte mostra que mais de um terço dos empregos gerados no Reino Unido poderão ser automatizados nos próximos vinte anos.
A estimativa é que chegue a 10 milhões o número de vagas que deixarão de existir, pelo menos para humanos.
A pesquisa aponta que as funções que pagam menos (até 30 mil libras por ano) são as que mais devem ser substituídas por máquinas nas próximas décadas.
Cargos ligados a serviços administrativos, vendas, transportes, construção e mineração correm maior risco de serem desempenhados por sistemas artificiais nos próximos anos.
Por outro lado, se você trabalha com computação, engenharia, estudos científicos, artes, comunicação, educação, saúde ou mercado financeiro, então, pode ficar tranquilo… Por enquanto.
O estudo foi realizado pela Deloitte em parceria com pesquisadores da Oxford Martin School e da Universidade de Oxford.
Mas ainda não é hora de cortar a energia solar das máquinas. De acordo com a pesquisa, os avanços tecnológicos tendem a ajudar na execução de trabalhos repetitivos, de auxiliares ou de escritório, enquanto nós – os humanos – continuamos os melhores, por exemplo, em questões relacionadas a pensamento estratégico e habilidade criativa.
Londres é considerada pelos pesquisadores como uma das cidades com índice mais elevado de mão de obra com alta capacitação.
O principal desafio da metrópole será, de acordo com os resultados do estudo, transferir essa mão de obra para novas funções e transformar o encerramento de antigos tipos de trabalho em oportunidades de inovação.
Os autores da pesquisa, Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, também fizeram uma análise similar nos Estados Unidos em 2013.
Em solo americano, o percentual de empregos que poderão ser substituídos por autômatos ultrapassa os 40%.
Porém, mesmo hoje em dia, nós já podemos ver a extinção de alguns empregos: há quanto tempo você não envia uma carta pelos correios? Por quantos anos mais você acha que as empresas ainda pagarão alguém só para fazer a leitura dos seus registros de água e energia da sua casa? E, com os apps de táxi conectando o cliente ao taxista, o que sobra para as centrais de radio-táxis?
De acordo com a pesquisa da Deloitte, empregos com bons salários e que requerem melhor capacitação têm cinco vezes menos chances de ser automatizados.

Em dia histórico, Rosetta vai liberar módulo para pouso em cometa nesta quarta-feira

Cometa 67P Churyumov-Gerasimenko e a sonda Rosetta
 
A próxima quarta-feira promete ser um dia histórico para a astronomia. Dez anos após seu lançamento, a sonda Rosetta vai liberar o módulo Philae para um feito inédito: o pouso em um cometa. Às 14h (do horário de Brasília) chegará à Terra a confirmação do sucesso — ou fracasso — da manobra. A complexidade da missão e os obstáculos que precisam ser ultrapassados para que o pouso seja bem-sucedido provocam grande expectativa em cientistas e curiosos. 
Rosetta se aproximou do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em agosto deste ano, tornando-se o primeiro objeto a orbitar um cometa. As primeiras imagens do 67P/Churyumov-Gerasimenko mostraram um corpo celeste com formato irregular, diferente do que era esperado. A partir daí, cinco possíveis locais de pouso foram selecionados, todos levando em conta que o módulo Philae precisaria receber pelo menos seis horas diárias de luz solar durante cada rotação do cometa, para que suas baterias sejam recarregadas.
Apenas em meados de outubro o local exato foi definido. Conhecido originalmente como “ponto J”, e rebatizado como Agilkia por meio de um concurso popular, ele fica na parte menor do cometa, chamada de cabeça. Nenhuma das cinco opções cumpria todos os critérios determinados pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Na época da escolha, Fred Jansen, diretor da missão, declarou que a expectativa era encontrar um comenta arredondado, com forma de “batata” — o formato do 67P mais parece um pato de borracha. 
Sucesso — Os pesquisadores calculavam que as chances de um pouso bem-sucedido eram de 70 a 75% — se o corpo celeste tivesse uma forma mais simples. A forma irregular, porém, reduziu o otimismo dos cientistas: atualmente, a ESA estima em 50% as chances de êxito.
Embora existam cometas que passam mais perto da Terra, era necessário viajar uma longa distância para encontrar o corpo celeste antes que ele se aproximasse do Sol. Longe do astro, o cometa é composto apenas pelo núcleo sólido, uma espécie de bola de neve suja. O seu interior é formado por gelo e poeira cósmica. Na medida em que o cometa se aproxima da estrela, a radiação faz com que o gelo vaporize, originando a coma, que envolve seu núcleo, e uma ou mais caudas.
Como um dos objetivos da missão era acompanhar de perto a transformação que o cometa sofre, era preciso encontrá-lo ainda distante do Sol. Além disso, seria impossível fazer uma sonda pousar em um cometa que estivesse em estado intenso de liberação de gases e poeira. “Nada disso poderia ser feito sem uma missão arriscada, cinematográfica, como esta”, afirma Jorge Horvath, especialista em astrofísica estelar e altas energias e Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP.
Origem do Sistema Solar — Os cometas são um objeto de estudo importante por serem considerados “restos” da formação do Sistema Solar que continuam vagando pelo Universo. De acordo com algumas teorias, eles podem ter sido os responsáveis por trazer a água ou até mesmo vida à Terra. "Ao contrário do que ocorreu com os planetas, os cometas sofreram poucas transformações desde sua origem", afirma Horvath.

Uma das principais investigações que o módulo Philae fará da superfície do cometa é da composição do gelo que o forma, pra ver se corresponde à composição de isótopos da água da Terra. “A sonda vai coletar um pedaço da crosta do cometa para analisar sua composição e compreender melhor sua história”, explica o pesquisador. 
Desafios — A superfície irregular do cometa pode ser o principal perigo que o módulo Philae terá de enfrentar. “As imagens que a gente vê da superfície do cometa parecem muito detalhadas, mas não mostram irregularidades com menos de alguns metros, então não é possível identificar pequenas rochas com antecedência”, afirma Horvath.
Para piorar, a gravidade no cometa é muito baixa. Philae vai descer com pouca velocidade e fincar um arpão no solo para manter sua posição. Caso alguma perturbação o faça tombar de lado, por exemplo, não há meios de reerguê-lo. “Além de ser uma missão complexa e tecnologicamente incrível, vai ser preciso ter um pouco de sorte”, diz o cientista.
Um longo caminho — A missão foi aprovada em 1993 e Rosetta foi lançada em 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, com previsão de operar até 31 de dezembro de 2015. Após seu lançamento, a missão, que tem um custo estimado em 1 bilhão de euros (cerca de 3 bilhões de reais), realizou três voltas ao redor da Terra, para ganhar impulso, e uma ao redor de Marte. Rosetta foi o primeiro objeto a se aproximar de Júpiter, usando seus painéis solares como principal fonte de energia.
Em 20 de janeiro, a sonda foi reativada, depois de 957 dias "hibernando" no espaço, e vem desde então sendo preparada para o pouso do módulo. Apesar dos riscos, Horvath é otimista: “Se você perguntasse uma geração atrás se era possível pousar uma sonda em cima de um cometa, todos diriam que não. Se por ventura as condições não colaborarem e essa fase da missão não for bem-sucedida, vai ser uma frustração, mas não vai invalidar o resto. A Rosetta vai continuar trabalhando e estudando o cometa independentemente do Philae.”
Veja.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lições de Augusto para um mundo em risco

2.000 anos depois, uma revisão da figura do imperador romano projeta reflexões para defender a democracia.
 
Shakespeare dedicou tragédias a Júlio César e a Cleópatra e Marco Antônio, mas não a Augusto. É um personagem importante, mas também secundário, em Eu, Cláudio, de Robert Graves, assim como na versão de Cleópatra protagonizada por Elizabeth Taylor. No entanto, o primeiro imperador de Roma, o homem que acabou com a República embora tenha conservado habilmente suas instituições vazias de poder, foi qualquer coisa menos um personagem secundário da história. Caio Otávio (63 a.C – 14 d.C.), usando o nome de César Augusto, é uma figura completamente necessária para entender o que foi Roma e, portanto, o que somos nós e, ao mesmo tempo, absolutamente contemporânea, porque sua biografia apresenta questões cruciais como o naufrágio que pode sofrer uma democracia quando suas instituições deixam de funcionar ou a tragédia de precisar escolher entre o caos ou a ditadura (líbios, iraquianos e sírios teriam muito a dizer sobre este tema).
Sua vida não foi ocupada somente pela política: tinha um enorme sentido de humor; durante seu reinado viveram os três poetas latinos mais importantes, Horácio, Ovídio e Virgílio, na verdade, cumpriu com este último o mesmo papel que Max Brod com Kafka: negou-se a cumprir sua última vontade de queimar suas obras e graças a isso Eneida chegou até nós. Foi um lúcido planificador urbano e um excelente administrador. Também, e é algo que não se deve esquecer, um tirano impiedoso e sangrento em seu caminho até o poder: organizou, junto aos seus então companheiros de triunvirato, Marco Antônio e Lépido, as chamadas proscrições, as listas negras de cidadãos condenados a morrer (e a perder todos seus bens). Shakespeare resumiu sua crueldade em um par de frases: “Todos estes então devem morrer. Seus nomes ficam anotados.” Assim é descrito por Suetônio em A Vida e os Feitos do Divino Augusto (UFMG, com tradução de Antônio Martinez de Resende, Matheus Trevisam e Paulo Sérgio Vasconcellos): “Quando começaram, ele as colocou em prática com mais sanha que os outros dois. Na verdade, enquanto aqueles se deixaram frequentemente levar pela recomendação e as súplicas, ele sozinho colocou todo seu empenho para que ninguém fosse perdoado.” Uma das vítimas deste grande terror foi um personagem crucial: o grande orador e político Cícero.
Sob o título de Augustus: From Revolutionary to Emperor, o escritor britânico Adrian Goldsworthy, acaba de publicar uma monumental biografia que na Espanha sairá pela editora La Esfera de los Libros, que foi recebida neste verão com boas críticas no mundo anglo-saxão. Impecável historiador militar, autor de livros como A Queda de Cartago (Edições 70 Brasil) ou In the Name of Rome: The Men Who Won the Roman Empire, publicou também uma biografia de Júlio César, o homem que fez de Otávio seu filho adotivo e doou em seu testamento, seus bens e seu nome (por isso o primeiro passou a se chamar Caio Júlio César e depois César Augusto). O assassinato de César nos idos de março do ano 44 antes de Cristo precipitou a entrada na política deste jovem patrício que foi capaz de formar um Exército com apenas 19 anos. A publicação da biografia coincidiu com a comemoração do segundo milênio de sua morte com exposições em Paris e Roma. No entanto, sua marca mais importante está nas pedras da própria Roma e sua sombra, em muitos cantos de nosso presente.
O segundo milênio de seu nascimento foi comemorado em 1938, em pleno auge dos totalitarismos, e apareceu então um livro definitivo para entender Augusto, Roman Revolution, do grande latinista de Oxford, Ronald Syme (1903-1989). Até então, a maioria dos historiadores via o vaso meio cheio (Augusto como grande estadista, que criou durante seus 41 anos no poder não apenas um império, mas um sistema administrativo perdurável) e não como um tirano. Embora não o mencione expressamente, Syme falava também do tempo em que lhe tocou viver. Em uma entrevista na semana passada em Cardiff, Goldsworthy reconhece que é inevitável traçar paralelismos entre o passado e o presente.
EL PAIS
 

Buraco no chão é considerado sagrado por moradores


Interessante:
Moradores da cidade de Petrozavodsk, na Rússia, estão atordoados devido ao aparecimento repentino de um buraco em formato de coração em uma estrada. Com cascalhos sobre o desenho, o buraco foi apelidado de "Coração de Jesus" e moradores pedem que o lugar seja considerado sagrado a partir de então. As informações são do Mirror.
Os cascalhos são vistos como a chama característica dos desenhos do "coração sagrado". Com isso, a teoria de que o buraco é um milagre tem se reforçado.
Uma petição foi criada para que o nome da estrada seja alterado para "The highway to heaven" ("A estrada do céu", em português).
ISTOÉ.com
  

Em nave russa, astronautas da ISS retornam à Terra

Alexander Gerst, Maxim Suraev e Reid Wiseman após o retorno à Terra, no Cazaquistão
 
Três astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um russo, um americano e um alemão, retornaram nesta segunda-feira à Terra, após uma missão de seis meses no espaço, informou a agência russa Roskosmos. O pouso aconteceu na cidade de Arkalyk, no centro do Cazaquistão.
O russo Maxim Suraev, o americano Reid Wiseman e o alemão Alexander Gerst, que deixaram a Terra em 29 de maio, pousaram às 3H59 GMT (1H59 de Brasília) no Cazaquistão a bordo da cápsula russa Soyuz TMA-13M. 
"Durante a viagem ao espaço, os integrantes da equipe percorreram mais de 70 milhões de quilômetros", anunciou a Nasa, a agência espacial americana. Durante a estadia na ISS, a equipe — que iniciou a missão quando começou a crise política na Ucrânia, a mais grave entre a Rússia e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria — realizou dezenas de experiências científicas e fez várias saídas ao espaço.
Uma tripulação de seis astronautas, que permanecem na ISS por períodos máximos de seis meses, está sempre na estação. A ISS é um laboratório espacial que entrou em órbita em 1998 e custou quase 100 bilhões de dólares. Em janeiro, a Nasa decidiu ampliar o período de operações até 2024.
Atualmente estão na ISS os astronautas russos Alexander Samokutiáev e Yelena Serova e o americano Barry Wilmore. Uma nova tripulação deve chegar à estação até o fim do mês.

domingo, 9 de novembro de 2014

Os 25 anos da queda do Muro de Berlim

9 de novembro: dia de celebração e memórias

Em um domingo marcado por lembranças e celebração, milhares de alemães saudaram com entusiasmo a queda do Muro de Berlim, ocorrida há 25 anos, no dia 9 de novembro de 1989. 
As comemorações se concetraram no Portão de Brandemburgo, cartão-postal da capital alemã. Uma mega palco recebeu atrações da música, como o cantor Peter Gabriel, e personalidades políticas, como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev.
Para Merkel, a queda do Muro de Berlim é uma mensagem de confiança. "Nós temos o poder de criar, podemos mudar as coisas para o bem, essa é a mensagem da queda do muro", disse ela
No fim da noite, centenas de balões da instalação "Lichtgrenze" (algo como "Fronteira de Luz") foram liberados para simbolizar o fim do muro e da divisão da Alemanha. 
 
 
PARA RELEMBRAR:
O Muro de Berlim foi uma construção erguida em 1961 pelo regime socialista da hoje extinta República Democrática Alemã, também conhecida como Alemanha Oriental, que se destinava a separar as duas áreas da cidade de Berlim, à época dividida em um setor capitalista e outro socialista. A construção deste abominável símbolo da Guerra Fria iniciou-se a 13 de agosto de 1961, estendendo-se por 37 quilômetros afora dentro da zona urbana da cidade de Berlim, à época, com cerca de 3 milhões de habitantes.
As origens da construção do muro encontram-se no fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrota da Alemanha e sua consequente ocupação pelas forças aliadas. Cada país vencedor "herdou" um setor da cidade de Berlim, e desse modo foram criados um setor americano, um inglês, um francês e outro soviético. Os três primeiros uniram-se para formar a área da cidade que adotaria o regime capitalista, Berlim Ocidental, que seria anexada à nascente República Federal da Alemanha (a capitalista Alemanha Ocidental). O lado soviético daria origem a Berlim Oriental, que se tornaria a capital da Alemanha Oriental.
Tal situação gerou uma configuração inusitada dentro da Alemanha dividida, pois o setor capitalista de Berlim estava mergulhado em território da Alemanha Oriental, formando assim, um enclave capitalista dentro do país socialista, complicando as comunicações de Berlim Ocidental com seu próprio país. Tal dificuldade acentuou-se quando do lançamento do Plano Marshall, destinado a ajudar economicamente todos os países europeus do bloco capitalista afetados pela guerra, pois Stalin, contrariado pela negativa de cobertura do plano aos países socialistas, resolve impor um bloqueio a Berlim Ocidental, fechando todas as vias de comunicação. O objetivo dos russos era forçar os aliados a abandonar o controle de seu setor da cidade, porém tal manobra não deu os resultados desejados, pois os americanos quebraram o bloqueio por meio de rotas aéreas destinadas a abastecer e manter o status de Berlim Ocidental.
Após 1949, a situação parecia ter se normalizado, e a Berlim dividida mantinha suas duas fronteiras tão cercadas e vigiadas quanto outros importantes pontos ao longo da Cortina de Ferro. A situação fica tensa novamente no início da década de 1960, pois havia aumentado expressivamente o número de cidadãos do lado oriental que "passavam" para o lado ocidental, alarmando as autoridades da Alemanha Oriental. Na busca de evitar qualquer possível contato com o mundo capitalista é então construído o muro que iria manchar indelevelmente a imagem dos regimes de esquerda europeus. Por trás da construção do muro estava Walter Ulbricht, secretário geral do partido comunista da Alemanha Oriental, o dirigente de facto do país e Nikita Kruschev, dirigente soviético, que viram em sua construção um modo de desafiar os EUA. Durante sua existência, a vigilância ferrenha promovida pelas tropas orientais seria responsável pelas mortes de muitos que desafiaram o regime oriental e decidiram ultrapassá-lo.
Com o colapso da União Soviética e seus satélites no Leste Europeu, o muro começa a ser finalmente derrubado em 9 de novembro de 1989, acabando com um dos símbolos máximos da opressão dos regimes socialistas. Seu desmanche é também símbolo do fim da Guerra Fria e o marco zero da unificação da Alemanha em uma nação apenas.

sábado, 8 de novembro de 2014

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EUA construirá primeiro abrigo para tsunamis


 TCF Architecture
Há décadas, cientistas sabem que a costa noroeste dos Estados Unidos é vulnerável e pode enfrentar um grande tsunami como a que devastou o Japão em março de 2011.
O maremoto poderia ter causado a ruptura da falha de Cascadiam que, com uma largura de 1 mil quilômetros, vai desde a província canadense da Columbia Britânica até o norte da Califórnia. Esta falha se encontra no encontro entre as placas de Juan de Fuca e do Pacífico e é capaz de produzir tremores de uma magnitude superior a nove graus na escala Richter.
Apesar deste risco ser conhecido desde os anos 1980 e saber-se que um tsunami de grande magnitude poderia afetar grandes cidades como Seattle e Portland, ainda não havia sido construído na região uma estrutura para abrigar a população em caso de uma catástrofe desse tipo.
Agora, no condado de Greys Harbour, no sul do Estado de Washington, será erguido o primeiro abrigo contra tsunamis dos Estados Unidos. O "refúgio de evacuação vertical" será erguido no telhado do ginásio a ser construído na escola primária Ocosta e poderá abrigar 1 mil pessoas. O projeto deverá estar concluído em meados de 2015.
Participaram de seu desenvolvimento engenheiros estruturais, oceanógrafos, geógrafos e especialistas de diversas outras disciplinas.
Os cientistas usaram um programa de computador para identificar as áreas do condado de Greys Harbour que seriam mais afetadas por um tsunami gerada por um grande terremoto e, assim, eleger o melhor lugar para a construção do abrigo.
A zona de evacuação no teto do ginásio está a 17 metros acima do nível do mar, acima da altura que o tsunami poderia alcançar nesta região. Também foi calculada a força a qual a estrutura teria que ser capaz de resistir para manter a salvo seus ocupantes. Por isso, o refúgio terá pilares de concreto reforçado com cabos de aço. Construções erguidas no Japão com o mesmo propósito foram usadas como referência.
Riscos
O projeto é um resultado do Programa Nacional de Mitigação de Riscos de Tsunamis, criado em 1996. Uma vez estabelecidos os parâmetros para este tipo de abrigo, foram buscadas as comunidades sob risco de tsunami e que não estão em regiões onde não há elevações geográficas naturais onde a população possa se abrigar.
Timothy Walsh, do Serviço Geológico de Washington e especialista integrante do programa, explica que o último grande terremoto produzido na falha de Cascadia ocorreu em 26 de janeiro de 1700.
Cientistas calculam que tremores desta magnitude se repetem dentro de um período que varia entre 300 e 700 anos. O tsunami que atingiu o Japão fez com que muita gente se preocupasse com um desastre semelhante nos Estados Unidos.
"Trabalhamos para conscientizar a população de que estes projetos são importantes, mas o problema é que não há dinheiro para financiá-los", diz Walsh.
"Além disso, as pessoas têm memória curta. Muita gente já está se esquecendo que o que ocorreu no Japão em 2011 pode também acontecer aqui. Por isso, é importante construir o primeiro abrigo e mostrar que podemos fazer isso a um custo não muito alto para que outras escolas tenham estruturas desse tipo."
Paula Akerlund, superintendente do distrito escolar de Ocosta, teve que brigar por anos com os moradores da região em um referendo para garantir o financiamento para a construção no ginásio e do abrigo. "Estamos a pouco mais de 1km do Oceano Pacífico e conhecemos o risco", disse ela. "Queríamos ter certeza que a comunidade terá um lugar onde se refugiar caso isso ocorra."

Astrônomos descobrem asteroide que pode colidir com a Terra

2014 UR116: o asteroide tem 370 metros de diâmetro e não deve colidir com a Terra nos próximos dois anos

Por meio de imagens do espaço feitas pela rede de telescópios robóticos Máster, astrônomos russos identificaram um asteroide que pode colidir com a Terra no futuro. O astro foi nomeado 2014 UR116.
Os pesquisadores não souberam dizer quando o asteroide vai passar perto da Terra. Entretanto, eles garantiram que isso não acontecerá nos próximos dois anos. Além disso, mudanças de rota podem fazer com que o astro não se choque contra o nosso planeta.
De acordo com os especialistas, o asteroide tem 370 metros de diâmetro. Ele é 20 vezes maior que o Chelyabinsk, meteorito que atingiu a Sibéria em fevereiro de 2013. A NASA classificou o 2014 UR116 como asteroide potencialmente perigoso.
Nessa categoria, a agência espacial americana enquadra todos os asteroides com mais de 150 metros de diâmetro que possam passar a menos de 20 mil quilômetros da Terra. Segundo a NASA, esses asteroides poderiam causar devastação regional sem precedentes ou grandes tsunamis caso colidissem com o planeta.
No começo de 2013, cerca de 1.400 asteroides estavam classsificados pela NASA como PHA. Entretanto, para a agência espacial americana, nenhum deles representava uma ameaça preocupante para a Terra nos próximos 100 anos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sem zerar efeito estufa, temperatura subirá 2ºC

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Ao apresentar nesse domingo, 2, os textos sínteses dos mais recentes relatórios do Painel Internacional de Mudança Climática (IPCC), o presidente do grupo científico, Rajendra Pachauri, afirmou não haver outra saída aos governos senão o corte das emissões de gases do efeito estufa para evitar o aumento de 2°C na temperatura da terra até o fim do século. "A comunidade científica falou. Agora passo o bastão aos governos."
 Pachauri mostrou-se otimista em relação a um acordo entre os 190 países em Paris, em 2015, durante a Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP21). As sínteses dos relatórios do IPCC servirão como base para as negociações. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, lembrou que a tentativa de um acordo em 2009, em Copenhague, falhou porque os líderes estavam concentrados na crise financeira mundial.
 Mas há dois meses, em Nova York, os líderes reunidos na Cúpula da Mudança Climática se comprometeram a alcançar um acordo em 2015. "Mesmo que as emissões de gases do efeito estufa acabem agora, ainda vamos continuar a sentir os efeitos da mudança climática", afirmou Ban.
 As sínteses elaboradas ao longo da semana passada preservaram as principais constatações dos três últimos relatórios do IPCC sobre o aquecimento global e seus efeitos sobre as pessoas e os ecossistemas. Mas ambos os textos sofreram interferência de representantes de governos presentes aos debates em Copenhague. Entre os tópicos omitidos está uma coluna do quadro sobre os cenários de aumento da temperatura, que aponta a possibilidade de acréscimo de 7,8ºC, até 2100, se a concentração de dióxido de carbono (CO2) equivalente na atmosfera superar 1.000 partes por milhão (ppm).
Solução e futuro
Para a temperatura não subir mais do que 2ºC até 2100, alerta o IPCC, será necessário reduzir as emissões dos gases do efeito estufa para um nível perto de zero. O resumo para tomadores de decisão, com 40 páginas, diz ser "inequívoca" a influência humana no processo de aquecimento global. As emissões de gases do efeito estufa provocadas pelo homem são as maiores da história e vão causar ainda mais aquecimento global e mudança.
 Aumenta, portanto, a "probabilidade de impactos graves, disseminados e irreversíveis" sobre as pessoas e os ecossistemas. Entre eles, os eventos extremos - chuvas mais intensas, tempestades, inundações, secas e ciclones - já percebidos. A temperatura e a salinização dos oceanos serão crescentes, assim como o aumento de seu nível, provocado pelo derretimento de geleiras do Ártico. Nenhum lugar do mundo estará intocável à mudança do clima.
 A atividade econômica vai cair, a redução da pobreza se tornará tarefa mais difícil e haverá riscos para a segurança alimentar e novos bolsões de miséria em áreas urbanas, aponta o resumo. A mudança climática deve empurrar pessoas para fora de suas regiões originais e há alto risco de conflitos violentos.

Confiança e custos
Segundo o secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud, o nível de confiança nas projeções científicas é maior agora do que em 2009. O que antes estava apenas projetado pelo IPCC agora tem fundamentos em valores. "Ninguém mais pode alegar ignorância", disse.
 O IPCC preservou no resumo para tomadores de decisão a recomendação para que seadotem estratégias de adaptação e de mitigação de mudanças climáticas.Pachauri alertou para o fato de a "janela" estar se fechando.
 O custo da mitigação para a economia mundial, nos cálculos do IPCC, deve ser de 0,06% do Produto Interno Bruto de cada país. Quanto mais atrasar o início das medidas de mitigação, mais caras serão as medidas necessárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mudança climática provocará secas longas e severas, diz estudo

Seca na represa Jaguari-Jacareí, na cidade de Bragança Paulista (SP), onde o índice de água armazenada no Sistema Cantareira é de apenas 12,5% da capacidade total. A Sabesp anunciou que deve retirar mais 106 bilhões de litros do volume morto do sistema (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)
 
As mudanças climáticas vão provocar secas severas nas próximas décadas piores do que qualquer uma já vista nos últimos 2 mil anos, alertou uma nova pesquisa.
Nas regiões semiáridas, como o sudoeste dos Estados Unidos, há uma chance de 80% de que ocorra uma seca que dure mais de uma década, informou um estudo publicado no "Journal of Climate".
O artigo escrito por acadêmicos da Universidade de Cornell, do Serviço Geológico dos EUA e da Universidade do Arizona combina dados históricos sobre secas com novos modelos climáticos analisando mudanças nos padrões de ocorrências de chuvas causadas pelo aquecimento global.
Segundo um cenário pessimista, o risco de uma seca nos Estados Unidos durar mais de 35 fica entre 20 e 50%.
O fardo da seca também deve pesar sobre países subtropicais em desenvolvimento, inclusive no mar Mediterrâneo, no sul e no oeste da África e na América Latina.
"Os riscos nos subtrópicos parecem ser tão altos quanto ou mais altos que as estimativas para o sudoeste dos Estados Unidos", escreveram os pesquisadores.
Secas ocorridas no passado como a prevista agora são a suposta causa do colapso de civilizações importantes, como o império Khmer no Sudeste da Ásia, que caiu no século 14.
A seca nos EUA nos anos 1930, que durou aproximadamente uma década, forçou um grande movimento migratório e agravou ainda mais a Grande Depressão. 
Pesquisadores disseram que a gravidade da seca pode ser ainda pior se o aquecimento global não for revisado.
"A seriedade da seca no futuro será exacerbada por aumentos de temperatura, implicando que os nossos resultados deveriam ser vistos como conservadores", disseram.
"Estes achados enfatizam a necessidade de desenvolver estratégias de alívio à seca que possam lidar com décadas de mudança climática". 
 

Mineração e usinas ameaçam reservas no Brasil

Vista aérea da construção de uma hidrelétrica no rio Teles Pires, perto de Alta Floresta (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da agência Reuters, viajaram pela Amazônia registrando várias formas de desmatamento. Foto de 19/6/2013. (Foto: Nacho Doce/Reuters)
 
Artigo publicado nesta quinta-feira (6) na revista “Science” traz a análise feita por pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre os danos que o novo Código de Mineração, em análise no Congresso, e as obras de megaprojetos, como as hidrelétricas, podem causar em áreas de proteção ambiental integrais do país.
Segundo o artigo, a implementação do novo marco regulatório de mineração e a implantação de infraestrutura voltada à geração de energia ameaçam as florestas e terras indígenas, e podem tirar do Brasil o posto de referência global em preservação ambiental.
O texto enfatiza a legislação para a exploração de recursos minerais, projeto de lei em discussão na Câmara e que não tem previsão para ser votado. Uma das propostas do projeto autoriza a sondagem e exploração de recursos minerais em 10% de todos os parques nacionais, unidades de conservação e reservas biológicas do país.
De acordo com o artigo, que tem como autora principal a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, o plano pode afetar 20% das zonas de conservação integral e terras indígenas – somente na Amazônia, 34.117 km² de florestas (8,3% do total do bioma) ficariam disponíveis para exploração e 281.443 km² de terras indígenas distribuídas pelo país (28,4% das TIs) ficariam à disposição para retirada de minérios.
“Nosso trabalho mostra que as áreas de proteção são eficientes para conter o desmatamento e funcionam como uma barreira natural”, explica Joice. Ela reconhece ainda a necessidade de melhorar o manejo das unidades de preservação do país.
A lei de mineração vigente proíbe qualquer exploração mineral em áreas de proteção ambiental, mas permite a sondagem. Sobre o novo projeto de lei, a última reunião a respeito ocorreu em uma comissão especial em 8 de abril deste ano, de acordo com a Câmara dos Deputados. Desde então, o texto, que tem como relator o deputado Leonardo Quintão (PMDB/MG), recebe emendas de outros parlamentares.
Segundo os cientistas, a partir de dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), de 500 unidades existentes no país, 236 já receberam algum tipo de pedido de sondagem (47%) de empresas de mineração, o que mostra interesse nesse tipo de atividade.
Em um comunicado divulgado pelos pesquisadores, Jos Barlow, da Universidade de Lancaster e um dos coautores do artigo na "Science", ressalta a necessidade de valorizar as áreas protegidas "visando os benefícios de longo prazo para a sociedade" e não os ganhos de curto prazo. "O problema atual da escassez de água no Sudeste do Brasil enfatiza justamente a importância de proteger a vegetação nativa em todo o país", complementa.
Impactos indiretos
Joice ressalta também a necessidade de revisar os planos de implantação de megaprojetos, como usinas hidrelétricas em regiões de preservação.
Segundo ela, os danos indiretos, como a migração massiva e expansão urbana desenfreada (e sem planejamento) sobre a floresta, podem ser ainda mais perigosos para a conservação.
O estudo destaca o fato de que essas mudanças, consideradas preocupantes para os ambientalistas, refletem uma mudança importante no apoio demonstrado pelo governo federal para com a proteção ambiental. "O texto é um alerta, para que o Brasil, que conseguiu prestígio internacional por seus planos de preservação, mantenha esse título", conclui.

Telescópio chileno revela fotos detalhadas de novos planetas


Algumas das imagens mais detalhadas já feitas de novos planetas nascendo ao redor de uma estrela foram publicadas nesta quinta-feira, o que astrônomos disseram poder transformar as teorias sobre formação planetária.
No alto do deserto chileno, o Conglomerado de Larga Milimetragem/submilimetragem do Atacama (Alma, na sigla em inglês), observou o disco do futuro planeta em torno da jovem estrela HL Tauri, produzindo as fotos mais nítidas já tiradas em comprimentos de onda de submilímetros.
As imagens mostram anéis concêntricos claros na poeira deixada pela formação da estrela, e os intervalos indicam haver planetas ainda em formação, abrindo caminho através do material.
A HL Tauri, localizada a cerca de 450 anos-luz, tem perto de um milhão de anos, um bebê para os padrões astronômicos. Com essa idade, as teorias atuais apontam que deveria haver poucos sinais de formação planetária à volta da estrela, disse Stuartt Corder, vice-diretor do Alma, à Reuters.
“Mas o que descobrimos é que, nesta fase muito jovem, vemos todos estes intervalos no anel, no disco, e estes intervalos são preenchidos por enormes núcleos planetários”, afirmou.
“Por isso, mesmo nessa idade tão jovem, o Alma descobriu que já há núcleos planetários se formando, então o processo de formação planetária tem que ocorrer muito mais rápido e muito mais cedo do que jamais imaginamos”.
As estrelas são formadas em berçários de poeira e nuvens de gás, que implodem sob o efeito da gravidade até entrarem em ignição. Ao longo do tempo, os restos de gás e poeira que cercam a estrela se juntam e formam planetas, cometas e asteroides.
A descoberta é a primeira observação do Alma com um método novo e poderoso que se aproxima de sua configuração final. Em junho, sua antena definitiva foi instalada.