quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nível do mar sobe mais do que o previsto por cientistas

o grande canal, em veneza (Foto: wikimedia commons)

Um estudo publicado pela revista "Nature" revela que o aumento do nível do mar foi "significativamente maior" do que o esperado pelos especialistas para a última década do século XX e a primeira do atual.
A pesquisa, realizada por Carling Hay e Eric Morrow no Departamento de Ciências Planetárias e Terrestres da Universidade de Harvard, constatou que o aumento global do nível do mar entre 1900 e 1990 foi superestimado em 30%. No entanto, o estudo mostra que, apesar das controvérsias sobre o assunto na comunidade científica, os últimos dados divulgados sugerem que os cálculos sobre a elevação dos níveis dos oceanos a partir de 1990 estão corretos, o que confirma uma aceleração do aumento do nível do mar.
"Esta pesquisa mostra que o aumento do nível do mar ocorrido durante o século passado foi maior do que o esperado. É um problema maior do que pensávamos inicialmente", alertou Morrow.
Segundo Hay, atualmente sabe-se que a maioria das camadas de gelo do mundo, assim como as geleiras, está derretendo em função do aumento das temperaturas, o que provoca uma "elevação global do nível do mar".
"Outra preocupação a este respeito é que muitos dos esforços realizados para obter projeções sobre a mudança do nível do mar no futuro utilizam os dados superestimados do período 1900-1990", afirmou Morrow.
As estimativas que utilizam esses números como base estão comprometidas, e é necessário, portanto, adotar uma "perspectiva completamente nova", segundo os pesquisadores.
Normalmente, explicou Carling Hay, as estimativas sobre o aumento do nível do mar são feitas a partir de dados dos marégrafos e do registro nas variações sofridas nas "sub-regiões" nas quais os oceanos são divididos. Esses registros, acrescidos de dados complementares mais específicos, servem para estimar a elevação do nível do mar em cada "sub-região", que, somadas, dão origem a uma média global.
"No entanto, estas médias simples não representam o real valor do aumento global. Os marégrafos estão situados ao longo das costas, portanto extensas áreas de oceano não estão incluídas nas medições", explicou Hay.
Segundo o estudo, o nível do mar muda "por diversos motivos", entre os quais estão os "efeitos duráveis da última glaciação", "o aquecimento e a expansão do oceano em função do aquecimento global", as "variações na circulação de água" e o "degelo".
Hay e Morrow elaboraram suas novas previsões a partir da observação de "um conjunto de evidências globais", até chegar a determinar "como as camadas de gelo individuais" contribuem para a elevação do nível do mar.
"Devemos levar os sinais de glaciação em consideração, entender como os modelos de circulação de água nos oceanos se alteram e também como a expansão termal afeta os modelos regionais e a média global", destacaram.
Galileu.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Astronautas precisam evacuar parte americana da ISS

Astronautas comemoram Natal na estação espacial

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) tiveram que evacuar a seção americana da estação na manhã desta quarta-feira. Alarmes soaram por volta das 4h do horário local (7h de Brasília) indicando um aparente vazamento de amônia. Em comunicado, enquanto o dados ainda eram analisados, a Nasa ressaltou  que a possibilidade de um vazamento parecia improvável.
Posteriormente, a agência espacial americana concluiu que um problema nos computadores disparou o alarme e não houve vazamento de amônia, gás usado em sistemas de refrigeração. Em poucos minutos, o controle da missão liberou os astronautas para voltarem ao lado norte-americano, mas os mandou de volta ao lado russo novamente quando surgiram mais evidências de um possível vazamento.
O gás amônia, altamente tóxico e que flui do lado de fora da estação espacial, é usado para o resfriamento de equipamentos eletrônicos. Os controladores de voo temiam, originalmente, que o gás tivesse entrado no sistema de água corrente na estação. Agora, acredita-se que uma falha dos computadores tenha provocado o alerta.
Os tripulantes, três russos, dois norte-americanos e a astronauta italiana, permanecerão em três compartimentos relativamente pequenos no lado russo por enquanto. O gerente do programa da Estação Espacial, Mike Suffredini, disse que, embora seja inconveniente para os seis ficarem isolados no lado russo, não há problemas de salubridade ou outro tipo de preocupação. Os controladores esperam permitir a volta do grupo para o lado norte-americano até a noite de quarta-feira.
Autoridades espaciais russas primeiramente informaram a existência de um vazamento, mas depois voltaram atrás em comunicado.
 
A estação — A ISS é um dos raros domínios da cooperação russo-americana que não sofreu com a degradação das relações entre os dois países com a crise na Ucrânia, que fez com que os ocidentais adotassem sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia.
No entanto, Moscou anunciou na terça-feira que decidirá na primavera se manterá as atividades da ISS além de 2020, como desejam os americanos.
A Rússia fornece à estação seu principal módulo, onde se situam os motores-foguetes. Além disso, os foguetes russos Soyouz são, desde o fim das atividades das naves espaciais americanas, o único meio de se chegar e de repatriar a tripulação da ISS.
Dezesseis países participam da ISS, posto avançado e laboratório espacial colocado em órbita em 1998 que custou 100 bilhões de dólares, financiados principalmente pela Rússia e pelos Estados Unidos.
(Com Agência France-Presse e Estadão Conteúdo)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Frase

Foto de Frase Seleta.

O que esperar de cientistas em 2015

Acelerador de partículas
A longa espera finalmente acabou: o Grande Colisor de Hádrons (LHC) será reiniciado em março, após um desligamento de dois anos.
O enorme acelerador de partículas do CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear que abriga o laboratório de física de partículas, nos arredores de Genebra, na Suíça, começará a funcionar com colisões a 13 trilhões de elétronvolts, quase o dobro do recorde atual. Cientistas esperam que essa energia adicional ajude o colisor a revelar fenômenos que preencham lacunas no modelo padrão da física de partículas.
A popular teoria de supersimetria, já questionada, poderia se tornar ainda mais desfavorável se o LHC aprimorado não conseguir encontrar evidências das muitas partículas pesadas previstas pela teoria.

Acordo climático

Estados Unidos e China, os maiores emitentes de carbono do mundo, fizeram promessas históricas em 2014 para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.
Isso poderia desimpedir o caminho para um novo acordo climático global sob os auspícios da ONU em um encontro marcado para dezembro deste anoem Paris. Naocasião, os países participantes esperam finalizar um documento juridicamente vinculativo, estabelecendo metas de emissões pós-2020.
Enquanto isso, o nível anual médio de dióxido de carbono (CO2) que retém o calor na atmosfera, poderia superar 400 partes por milhão (ppm) pela primeira vez em milhões de anos.

Fim da pandemia de Ebola

Profissionais de saúde esperam acabar com a propagação do vírus na Guiné, Libéria eem Serra Leoa. Issoexigirá uma aplicação mais ampla de medidas comprovadas de saúde pública, como detecção rápida e isolamento de pessoas infectadas.
Ensaios clínicos de vacinas estão previstos para início do ano e os resultados devem ser anunciados em junho.
Já estão em andamento testes de vários medicamentos, além de tratamentos que envolvem transfusões de sangue ou plasma rico em anticorpos de pessoas que sobreviveram ao Ebola. Se sua eficácia for comprovada, as terapias sanguíneas poderiam ser aplicadas em breve e de forma bastante abrangente.

Viagens a planetas-anões

Cometas já eram; agora é a vez de planetas-anões.
Em março, a sonda Dawn da Nasa chegará ao protoplaneta Ceres, o corpo mais massivo no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Acredita-se que haja água congelada sob sua crosta.
Além disso, após viajar cinco bilhões de quilômetros, a sonda robótica New Horizons, também da agência espacial americana, finalmente chegará a Plutão, devendo fazer sua maior aproximação em 14 de julho.
O encontro promete fornecer a primeira olhada de perto daquele mundo rochoso e suas luas; além de obter novos dados sobre a atmosfera plutoniana.

Reluzentes laboratórios novos

Em novembro, o Instituto Francis Crick, de US$ 1 bilhão, será inaugurado no centro de Londres, devendo abrigar 1.250 pesquisadores em seu edifício em forma de cromossomo.
Mais ao norte, o Instituto Nacional Grafeno (National Graphene Institute), de £61 milhões (equivalente a cerca de US$ 92,9 milhões), abrirá suas portas nesta primavera boreal na University of Manchester, no Reino Unido. O centro, financiado em parte pelo governo britânico, é um elemento-chave da campanha da cidade universidade para criar o que chama “Graphene City”, ou seja, “Cidade do Grafeno”, em sua disputa para ganhar a corrida global para comercializar o cobiçado “material prodígio”.
Além disso, em Seattle, no estado de Washington, o Instituto Allen para Ciência Celular, de US$ 100 milhões, financiado pelo bilionário Paul Allen, da Microsoft, começará a se aprofundar no estudo da unidade mais básica do corpo — a célula.

Drogas para detonar o colesterol
Companhias farmacêuticas estão competindo para lançar uma nova classe de medicamentos para o controle de colesterol no mercado e algumas delas podem atingir essa meta ainda este ano.
As terapias, que reduzem os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, na sigla em inglês), [o chamado “colesterol ruim”] ao visarem a proteína PCSK9, mostraram-se promissoras em ensaios clínicos.
No ano passado, duas drogas assumiram a dianteira do grupo competidor: uma da Amgen de Thousand Oaks, na Califórnia, que entrou com pedido de aprovação nos Estados Unidos em outubro, e outra da parisiense Sanofi, na França, que já recebeu garantias de uma revisão acelerada por reguladores americanos.
Decisões sobre os dois medicamentos são esperadas até o verão boreal deste ano.

Ondas no espaço-tempo

A busca por ondulações no tecido do espaço-tempo ganhará ferramentas melhores.
Mais para o final do ano, os detectores do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo, na sigla em inglês), instalados em Richland, Washington, e em Livingston, na Louisiana, emergirão de um grande upgrade para aumentar sua sensibilidade.
Após duas décadas de tentativas, a equipe do Ligo espera vislumbrar as ondas previstas por Albert Einstein há quase um século.
E, no outono boreal, a Antena Espacial de Interferômetro a Laser (Lisa, na sigla em inglês), da Agência Espacial Europeia (Esa) começará a testar tecnologias similares para “caçar ondas” para uma missão cujo lançamento está programado para 2034.

Respostas a enigmas antigos

Palaeogeneticistas esperam sequenciar o genoma completo do humano, de 400 mil anos, encontrado na profunda caverna de Sima de Los Huesos, no norte da Espanha.
O milenar genoma mitocondrial humano foi publicado em 2013, produto de um esforço hercúleo em vista da deterioração dos ossos do espécime. Descodificar o restante do genoma deverá ser ainda mais difícil devido à relativa escassez de DNA nuclear.
Os resultados poderiam ajudar a esclarecer a ligação evolutiva entre humanos, neandertais e outro grupo antigo chamado denisonavos, além de identificar episódios de miscigenação entre hominíneos distantemente aparentados.

Manobras políticas

Grandes mudanças estão em andamento ao redor do mundo.
O governo russo vai reavaliar 450 institutos de pesquisa vinculados à Academia de Ciências da Rússia, depois de ter revogado a independência da instituição em 2013.
No Reino Unido, os cidadãos irão às urnas em maio para a primeira eleição geral desde 2010, e o Parlamento decidirá se permitirá ou não a chamada “fertilização in vitro com três pais” [que combina o DNA de três pessoas para criar um embrião sem falhas genéticas]. A aprovação da técnica seria um inédito global.
A União Europeia quer discutir como substituir a posição de conselheiro científico, eliminada em 2014, e os Estados Unidos verão seu Congresso operar sob controle republicano.

Previsão oceânica

Dois novos navios de pesquisa americanos estão avançando a todo vapor: a National Science Foundation comissionará formalmente seu Sikuliaq, destinado ao Ártico, e o Neil Armstrong do Instituto Oceanográfico de Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês) iniciará suas operações científicas.
A Alemanha também ganhará um novo navio de pesquisa, que compartilha seu nome com seu antecessor: Sonne [Sol, em alemão].
Em outros projetos marítimos, a Iniciativa Observatórios Oceânicos (Ocean Observatories Initiative), um esforço dos Estados Unidos para monitorar os mares em tempo real, será concluída no final de maio.
E o Japão provavelmente reiniciará sua caça “científica” a baleias em águas antárticas, após um hiato imposto pelo Tribunal Internacional de Justiça.
Scientific American Brasil

O cometa Lovejoy somente poderá ser visto na Terra, até o dia 31

Cometa Lovejoy (Foto: Wayne Jaeschke/ Creative Commons)

Com um brilho esverdeado, o cometa Lovejoy (C/2014 Q2) está visível na Terra desde o fim de dezembro. No Brasil, porém, ele se tornou aparente somente desde o dia 9, e permanecerá exibindo seu núcleo, que mede entre 3 e 5 quilômetros, até o próximo dia 31. Apesar do tamanho relativamente pequeno da cabeça, ou coma, atinge cerca de 600 quilômetros, ao expelir gases, vapor e poeira conforme se aproxima do Sol. O cometa se move a uma velocidade de cerca de 132 mil km/h e está a 74 mil quilômetros de distância da Terra.
É possível observá-lo com a ajuda de um binóculo em lugares em que o céu esteja limpo e o mais longe possível da poluição luminosa, como as luzes de cidade grande (foi mal, São Paulo). Hoje, o cometa passa próximo da constelação de Touro, subindo à direita da constelação de Orion, identificável através de seu cinturão, formado pelas popularmente conhecidas Três Marias, como mostra a imagem abaixo do site Universe Today. É possível ainda acompanhar a trajetória do cometa no site Live Comet Data.
 
O cometa Lovejoy foi descoberto em agosto de 2014, pelo astrônomo amador australiano Terry Lovejoy, que trabalha com tecnologia da informação. “Não tem nenhum segredo, meu trabalho na área de TI me ajudou muito com o uso do telescópio e, consequentemente, com essa descoberta”, afirmou o entusiasta da astronomia a CNN. A última vez que o satélite esteve tão próximo da Terra foi há 11 mil anos. Quem não conseguir visualizá-lo agora poderá tentar de novo daqui a 8 mil anos.

Como desvendar os "segredos" de uma caixa-preta

Caixa-preta
 
Um laboratório localizado em Farnborough, no sul da Grã-Bretanha, é apenas um de três em toda a Europa e é similar às instalações em que serão analisadas as caixas-pretas do voo QZ8501 da AirAsia, que caiu nas águas territoriais da Indonésia.
O laboratório tem isolamento acústico e é magneticamente blindado para bloquear aparelhos de escuta.
 De acordo com a legislação internacional, as únicas pessoas que podem escutar as gravações são os investigadores e membros da tripulação.

Corrosão

Alto-falantes pelas quatro paredes ajudam a recriar a atmosfera de um cockpit.
A gravação de conversas e sons do cockpit é carregada em computadores e analisada pelos peritos.
Mas antes disso há passos importantes a serem tomados.
 
Caixa na água doce
 
No caso da AirAsia, por exemplo, os peritos mergulharam as caixas-pretas em água doce para evitar a corrosão pela água salgada depois de duas semanas submersas.
Depois, os peritos precisam checar se os circuitos - ou fitas magnéticas no caso de aviões mais velhos - estão completamente secos, para evitar perda de dados. 
 
Isso é feito colocando os circuitos - um para as gravações de cockpit e outro para os dados técnicos do comportamento da aeronave - dentro de armários desumidificadores.
"As gravações de voz no cockpit podem fornecer informações quase instantâneas para responder perguntas que os investigadores têm em mente", disse à BBC Mark Ford, da AAIB, a agência britânica que investiga desastres aéreos.
 
Circutio de uma caixa-preta
 
Os peritos se interessam tanto pelas vozes de pilotos e da tripulação como por ruídos de fundo.
"Procuramos também pelo som atrás dos sons. Informações, por exemplo, que podem dar pista sobre o funcionamento dos motores", completou Ford.
A parte mais complicada é a análise de dados técnicos (sons e dados são gravados por caixas-pretas diferentes).
Depois, o conteúdo das duas caixas é analisado em conjunto para que se tenha uma maior ideia do que possa ter ocorrido.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Fenômeno no Oceano Pacífico leva a verões pouco chuvosos no país

O que a crise hídrica em São Paulo e a seca na Califórnia, que enfrenta a pior estiagem em 1,2 mil anos, têm em comum? O resfriamento da porção norte do Oceano Pacífico. A cada 50 ou 60 anos, a queda da temperatura do Pacífico - que afeta o padrão climático em praticamente todo o mundo, com consequências diferentes em cada região, - tem tornado a distribuição de chuva no Brasil irregular.
Chamado de Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), o fenômeno caracteriza-se pela alternância entre fases quentes e frias na área tropical e subtropical do Oceano Pacífico, principalmente no hemisfério norte. Cada ciclo dura de 25 a 30 anos e afeta cada parte do planeta de forma distinta.
Atualmente, o oceano está no auge da fase fria. Na última fase fria, entre o fim dos anos 50 e início dos anos 60, o Brasil enfrentou quatro anos seguidos de verões secos. Caso o padrão se repita, as chuvas só voltarão ao normal em 2016.
“No ano passado, a PDO originou um bloqueio no Oceano Pacífico que reforçou a Alta Subtropical do Atlântico Sul, tornando o verão seco. Neste ano, as condições no Pacífico estão neutras, mas ainda com um pouco de resfriamento. Ainda são necessários estudos, mas é bem provável que o Oceano Pacífico esteja mais uma vez influenciando o verão brasileiro em 2015”, diz a meteorologista da Climatempo Bianca Lobo.
Desde 2012, quando começou o auge da fase fria do Pacífico, o Brasil enfrenta verões com chuvas abaixo da média. No Centro-Oeste, a PDO leva a verões com chuvas mal distribuídas. No entanto, o que deixa de chover em um mês é compensado nos meses seguintes. No Sudeste, principalmente em Minas Gerais, o fenômeno origina verões secos. Atualmente, Tocantins, Piauí e Maranhão também atravessam um período de seca, mas a estiagem deve-se ao resfriamento do Oceano Atlântico na costa do Nordeste, sem relação direta com a PDO.
As fases frias da Oscilação Decadal do Pacífico estão associadas a manifestações fracas do El Niño, aquecimento do Oceano Pacífico na porção equatorial (próxima à linha do Equador). Para este ano, estava previsto um El Niño que levaria a chuvas um pouco acima do normal nas Regiões Sul e Sudeste no início de 2015. No entanto, a temperatura do oceano na região equatorial ainda está em condições neutras. Até agora, o El Niño não se formou.
“O aquecimento provocado pelo El Niño, que começaria em julho do ano passado, só ocorreu na primavera. Mesmo assim em intensidade baixa demais para que seja decretado o El Niño. Por enquanto, o Pacífico está em condições de neutralidade”, explica o diretor-geral da Metsul Meteorologia Eugenio Hackbart.
Jornal do Brasil
 

A árvore mais velha do Brasil

São necessários cerca de 10 homens para abraçar o Patriarca (Foto: Divulgação)

Quando sua semente germinou no solo de onde hoje fica a cidade de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo, o mundo estava a um milênio do início da era cristã; as civilizações grega e romana, pilares da cultura ocidental, ainda não haviam se consolidado, e levaria 2500 anos até que as naus portuguesas aportassem no Brasil. Da tal semente brotou por volta do ano 1000 antes de Cristo o jequitibá-rosa que hoje é carinhosamente chamado de Patriarca, devido à sua imponência e por ser a árvore brasileira mais antiga de que se tem registro.
As proporções do vegetal ancião impressionam: depois de três mil anos de vida, ele atingiu uma altura de 40 metros, o equivalente a um prédio de 13 andares. Com um diâmetro de 3,6 metros e circunferência medindo 11,3 metros, são necessários cerca de dez homens para conseguir abraçar o tronco inteiro. De acordo com um site de turismo do município paulista, as raízes da árvore chegam a uma profundidade de 18 metros e seu peso bruto foi calculado em 264 toneladas, o equivalente a 53 elefantes com peso médio de cinco toneladas. Especialistas estimaram que, sozinho, o Patriarca tenha sequestrado mais de 132 toneladas de CO2 ao longo de sua existência. Segundo a prefeitura local, o jequitibá-rosa reúne aproximadamente 190 metros cúbicos de madeira, montante que possibilitaria construir em torno de 15000 cadeiras.
Para assegurar que este último dado permaneça sendo apenas uma curiosidade e que ninguém danifique este valioso patrimônio natural brasileiro, o governo de São Paulo mantém no local uma reserva chamada Parque Estadual de Vassununga, que abriga uma das maiores quantidades de jequitibás-rosa do mundo. A área protegida foi criada em 1970 e atualmente é gerida pela Fundação Florestal, vinculada à secretaria estadual do meio ambiente.
 
 
A majestosa árvore só está de pé até hoje graças à consciência dos antigos donos do terreno, relata o órgão. “A presença dos jequitibás no parque deve-se às ações de preservação ambiental que ocorreram no passado, decorrentes da postura conservacionista dos proprietários particulares”, informou a instituição. Mas será que depois de viver por tanto tempo, o Patriarca pode ser considerado um vegetal “velho” biologicamente falando? Ele apresenta diferenças metabólicas se comparado com um espécime mais jovem de jequitibá-rosa?
De acordo com os especialistas da Fundação Florestal, sim. Parece que nossa árvore anciã, assim como outros ents da vida real, adquirem uma existência mais pacata conforme envelhecem. “As diferenças entre uma planta jovem e outros adultos mais velhos estão ligadas às fases de crescimento, produção de flores e frutos”, explicam os especialistas do órgão. “Um indivíduo jovem normalmente apresenta um crescimento mais rápido que indivíduos adultos mais velhos”, afirmam.
Para conseguir chegar à impressionante idade de três milênios, o Patriarca teve de resistir à implacável e sempre presente ameaça humana, seja com os antigos machados ou com as atuais motosserras. Mas também precisou superar alguns fatores biológicos: a ação de pragas como insetos ou outros agentes como vírus e bactérias podem decretar a morte de uma planta por causas naturais, sem contar o risco de possíveis raios ou incêndios.
A seleção natural, porém, influencia de forma decisiva no período de vida de uma árvore – e é por isso que não vemos tantos “ents” espalhados por aí. “Algumas espécies têm um período de vida curto, no entanto estabelecem como estratégia produzir muitos descendentes; já outras demoram vários anos até chegar à fase reprodutiva, e normalmente produzem apenas um filhote, no entanto dedicam a este descendente um esforço de cuidado maternal que pode durar por vários anos”, explicam os biólogos da fundação.
Galileu.com

domingo, 11 de janeiro de 2015

O ano de Plutão - e outras missões espaciais que marcarão 2015

A sonda New Horizons vai se aproximar de Plutão em julho, e fazer as primeira fotos 'in loco' do planeta
 
O ano de 2015 será aquele em que a exploração espacial chegará, pela primeira vez, bem perto de Plutão. Em julho, a sonda New Horizons, da Nasa, se aproximará do planeta anão, que está a 5,8 bilhões de quilômetros do Sol, equivalente a 40 vezes a distância entre a Terra e a estrela. Nunca o vimos de perto. Corpos celestes assim podem indicar como se deu a formação de planetas como o nosso.
“Podemos esperar uma revolução em nosso conhecimento sobre os pequenos planetas. Hoje, não sabemos quase nada sobre eles, mas, em pouquíssimo tempo, teremos revelações surpreendentes”, diz Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês).
A missão New Horizons dará continuidade a um ano em que a exploração espacial fez história. Em 2014, em uma missão cinematográfica, a sonda Rosetta chegou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko depois de passar mais de dez anos viajando no espaço. Ela liberou o módulo Philae para pousar na superfície do cometa e coletar dados diretamente da sua superfície.
Suas primeiras análises foram divulgadas em dezembro, revelando que a água de nosso planeta não deve ter origem extraterrestre. Em 2015, informações vindas da Rosetta devem continuar chegando até nós e, em conjunto com os dados de outras ousadas missões espaciais, como a New Horizons, vão fornecer pistas que ajudarão os cientistas a construir a complexa história da origem do cosmo. 
Lançada em 2006, quando Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão, a missão pretende trazer detalhes dessa região desconhecida do espaço e de onde as melhores imagens foram feitas por telescópios espaciais, como o Hubble. "Colocar a palavra 'anão' na frente de Plutão não diminui a importância desses corpos celestes. Sempre é bom lembrar que o Sol que nos ilumina é uma estrela anã. Com essa missão, teremos a chance de investigar Plutão e alguns planetas ainda menores. Queremos tirar toda a ciência possível desse sobrevoo, que nos dará uma compreensão melhor do lugar de Plutão em nosso Sistema Solar", diz o astrônomo Hal Weaver, cientista da missão New Horizons e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. 
Depois que passar por Plutão, a New Horizons se aproximará de outros planetas anões do Cinturão de Kuiper. Astros como os que compõem essa parte do universo se chocaram com os planetas rochosos na época de sua formação, sendo incorporados a eles. Por isso, os cientistas imaginam que eles podem indicar a origem planetária.
“Esse cinturão é equivalente a uma escavação arqueológica na história da formação dos planetas”, explica Alan Stern. “Essa é uma missão de prioridade máxima para a Academia Nacional de Ciências americana por causa de seu imenso valor científico.”
Grandes feitos — Para os astrofísicos, missões dessa amplitude são comparáveis ao pouso do primeiro robô em Marte, o Viking 1, que chegou ao planeta vermelho em junho de 1976 e revelou seus detalhes, ou ao momento em que as sondas Voyager 1 e 2 enviaram as primeiras imagens feitas de perto de Júpiter, Urano e Netuno, e descobriram que esses planetas gigantes tinham anéis e uma grande quantidade de satélites, na década de 1980.
"Muita coisa está mudando na astronomia por causa dessas sondas que fazem medições in loco", afirma Rundsthen Vasques de Nader, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e astrônomo do Observatório do Valongo, na UFRJ. "O primeiro pouso em um cometa foi como a viagem de Colombo à América, mais ou menos como atravessar o Oceano Atlântico sem saber o que vamos encontrar com outro lado. Plutão é um corpo que estudamos há algum tempo, mas ainda precisamos saber mais sobre sua superfície e composição."
Ondas gravitacionais — Além de buscar elementos que possam revelar a origem dos planetas, as missões espaciais de 2015 vão investir também na compreensão da formação do Universo. A sonda LISA Pathfinder, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), deve ser lançada durante este ano e testará os futuros instrumentos para a detecção de ondas gravitacionais, minúsculas distorções no campo gravitacional do Universo previstas pela Teoria da Relatividade de Einstein. Esse fenômeno, que seriam um “eco” de grandes eventos espaciais como o Big Bang, ainda não foi comprovado pelos cientistas.
“Se essa missão for bem sucedida e se as ondas gravitacionais forem comprovadas, isso mudará o que sabemos sobre a ciência. Esse fenômeno, se for percebido, vai revolucionar a astronomia”, diz Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo.
Gêmeos — Outro evento original será um estudo feito com os gêmeos americanos Scott e Mark Kelly, que analisará os efeitos de uma longa permanência no espaço. Enquanto o primeiro passará um ano na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o outro ficará na Terra, para que comparações sejam feitas. 
Em novos eventos científicos, os astrônomos também enviarão instrumentos que ajudarão na compreensão dos ventos e dos campos magnéticos que orbitam ao redor de nosso planeta. Reunindo missões que buscam decifrar a formação planetária, os primeiros passos do Universo e eventos ao redor da Terra ainda não claramente compreendidos pelos pesquisadores, a ciência busca compreender os delicados mecanismos que tornam nossa vida no planeta – e no cosmo – possível. 
“Sabemos que a compreensão de fenômenos terrestres como o clima depende do entendimento da mecânica do universo, pois tudo está interligado. Só iremos decifrar a história da vida na Terra, se é que um dia chegaremos a desvendá-la, por meio desses pequenos ‘tijolinhos’ de conhecimento trazidos por essas missões. Aos poucos, eles se unem para montar o quebra-cabeça da evolução da vida no universo”, diz Picazzio. 
 
CHEGADA A PLUTÃO
Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão quando a sonda New Horizons (Novos Horizontes, em tradução livre) foi lançada pela Nasa, em 19 de janeiro de 2006, para estudá-lo. A New Horizons chegará ao seu destino em julho e fará as primeiras fotos in loco de Plutão e de Charon, a maior lua desse planeta anão. Esse objeto é tão grande em comparação com Plutão (tem cerca de metade de seu tamanho), que alguns pesquisadores preferem considerá-los como um sistema planetário duplo.
 
"A resolução das imagens da New Horizons serão melhores que as melhores fotos tiradas pelo telescópio Hubble. No momento da maior aproximação, as imagens da New Horizons terão a resolução de uma aproximação de cerca de 100 metros. Assim, objetos do tamanho de uma bola de futebol serão vistos. Pela primeira vez, Plutão e seus satélites serão mostrados em toda a sua complexidade e diversidade e deixarão de ser apenas pontos de luz, que é a forma como os telescópios os veem", diz  o astrônomo Hal Weaver, cientista responsável pela missão New Horizons e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.  
 
Em seguida, a New Horizons viajará para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois de Plutão. Nesse Cinturão existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Esses pequenos planetas são importantes por tratar-se de relíquias de mais de 4 bilhões de anos. A viagem ao Cinturão de Kuiper, no entanto, está prevista para o período entre 2016 e 2020.
Veja.com

Moradores da Ilha de Páscoa teriam morrido após chegada dos europeus

Ahu Tongariki, na Ilha de Páscoa
 
Um estudo da Virginia Commonwealth University publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, questiona a teoria de que os moradores da Ilha de Páscoa teriam morrido de fome ou recorrido ao canibalismo.
Segundo os pesquisadores, a população teria morrido com a chegada dos europeus, que trouxeram com eles doenças como a sífilis e a varíola.
Os cientistas acreditam que a sociedade pré-histórica Rapa Nui, como são conhecidos os moradores da ilha, desmoronou por causa de séculos de crescimento populacional descontrolado que causou o desmatamento da região.
A pesquisa atual afirma que a ilha não sofreu um colapso súbito de sua agricultura. Os cientistas analisaram os padrões de uso do solo específicos da região em seis áreas de estudo para obter informações sobre o clima, solo e tendência de uso da terra.
Os resultados indicaram que algumas áreas diminuíram sua produtividade antes da chegada dos europeus (1722), enquanto a maioria das áreas sofreu declínio após a chegada desses povos. A conclusão dos pesquisadores é que teria sido o "homem branco" o causador do declínio da Ilha de Páscoa.
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Metal lendário de Atlândida é encontrado em navio naufragado na Sicília

Navio que carregava o oricalco e naufragou a 300 metros do porto de Gela há 2600 anos (Foto: Reprodução)

Platão descreve Atlântida em seu diálogo Crítias como um lugar que “cintila com a luz vermelha do oricalco”, metal que segundo o filósofo revestiria todo o interior do templo de Poseidon na lendária ilha. O pensador grego acrescenta ainda que a substância seria a segunda mais valiosa, atrás apenas do ouro, e que só podia ser extraída das minas localizadas no território perdido.
Se ele vem ou não de Atlântida obviamente não se sabe, mas o fato é que até hoje apenas pequenas quantidades de oricalco haviam sido encontradas. Surpreendentemente, mergulhadores da Sicília acabam de descobrir 39 barras compostas pela misteriosa liga em um navio que naufragou por volta do ano 550 a.C. na região de Gela, no sul da ilha italiana.
“Nada similar jamais havia sido encontrado”, disse Sebastiano Tusa, da agência marítima local, ao Discovery News. “Nós conhecíamos o oricalco de textos antigos e de alguns objetos ornamentais”, conta. Entre os estudiosos, o consenso é que se tratava de uma liga metálica semelhante ao bronze, obtida através da reação entre minério de zinco, carvão e cobre. Mas sua composição, bem como sua origem, continuam incertas e sendo debatidas por estudiosos.
Os gregos antigos acreditavam que a invenção desta liga específica remetia ao herói mitológico Cadmo, e grande parte da fama e do mistério que perduram até hoje se devem justamente a Platão, que no século IV a.C. incluiu a substância na obra Crítias e a relacionou com a Atlântida.
A embarcação que carregava a valiosa carga parece até ter recebido alguma espécie de maldição dos deuses antigos: após partir de alguma suposta localidade da Grécia ou Ásia Menor, o naufrágio ocorreu quando estava a meros 300 metros do porto de Gela, devido a uma tempestade.
Depois de analisadas com uma técnica chamada de fluorescência de raios X, as 39 barras revelaram ser compostas por 75-80% de cobre, 15-20% de zinco e também por pequenas quantidades de níquel, chumbo e ferro. De acordo com Sebastiano Tusa, a descoberta chama a atenção para a importância da cidade no cenário econômico e cultural do Mediterrâneo da época. “O achado confirma que cerca de um século após sua fundação em 689 a.C., Gela veio a se tornar uma cidade rica, com oficinas de artesanato especializadas na produção de artefatos valiosos”, afirma.
Galileu.com

NASA e Nissan vão desenvolver carro autônomo

Mais uma prova de que o futuro é em 2015 - e essa não foi prevista por nós. A NASA desenvolverá, juntamente com a Nissan, um carro que dirige sozinho. Estima-se que o primeiro veículo de testes fique pronto até o fim deste ano. E, além de ser totalmente autônomo, a promessa é que ele não emita poluentes.
O presidente da Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que “o trabalho da Nissan e da NASA tem focos distintos - um no espaço e outro no planeta Terra -, mas está ligado por desafios semelhantes”. A NASA, por exemplo, aproveitará as pesquisas de carros autônomos para implementá-las em robôs espaciais, que já são semi-autônomos.
No centro de testes em Moffett Field, na Califórnia, pesquisadores irão verificar a capacidade do carro de transportar cargas e pessoas de forma remota. A NASA liga o projeto às sondas planetárias, que são movimentadas a partir de um centro de controle.
"Desenvolvemos o software para o robô que foi a Marte, os robôs da Estação Espacial Internacional e os sistemas de gestão de tráfego aéreo de nova geração. Estamos ansiosos para aplicar os conhecimentos desenvolvidos nessa parceria no espaço e em futuras tecnologias para a aeronáutica”, afirmou Pete Worden, diretor da NASA.
Apesar do veículo de testes ficar pronto ainda este ano, o carro que dirige sozinho da NASA deve chegar ao mercado automotivo apenas em 2020.
Galileu.com

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sedimentos encontrados em Marte podem ser prova de vida


Cientistas da Universidade de Old Dominion, na Virgínia, encontraram estruturas sedimentares que podem provar a existência de que tenha existido vida em Marte. As imagens reveladas pelo grupo demonstram a presença de sedimentos que, na Terra, são formados por micróbios. As informações são do Daily Mail.
Apesar de a descoberta trazer evidências de vida no planeta (em algum momento anterior), as imagens ainda não são capazes de provar tal teoria. Isso porque as estruturas podem não ter sido moldadas por processos biológicos conforme acontece na Terra. Para essa confirmação exigiria uma amostra de rocha para análise microscópica.
Os sedimentos foram encontrados na área chamada “Lago Gillespie”, em Marte.
A geobiologista Nora Noffke, da Universidade Old Dominion, em Virgínia, estudou as estruturas microbianas por 20 anos. Segundo ela, em nosso planeta, estão presentes em águas rasas e rochas antigas. “Tudo o que eu posso dizer é que esta é minha hipótese e esta é a evidência que tenho. E eu realmente acho que é uma grande evidência”, disse.
A presença de gás metano, encontrado no planeta vermelho anteriormente, também levantou provas possíveis da presença de vida no local. “De acordo com os últimos estudos, o gás metano e sedimentos orgânicos em Marte, a descoberta [de Noffke] acrescenta evidências para o quebra-cabeça do histórico de vida do nosso planeta vizinho”, explica Penélope Boston, uma geomicrobiologista do Instituto de Mineração e Tecnologia do Novo México.  
 

Meteoro se desintegra e ilumina o céu da Romênia

Meteoro desintegra-se e ilumina o céu da Roménia
Um meteoro se desintegrou na atmosfera da Terra, na madrugada de quarta-feira (7), em Bucareste, na capital da Romênia, provocando um ruído alto e iluminando a cidade. O fenômeno, observado principalmente na região sudeste do país, foi registrado por câmeras de vigilância em várias cidades.
A Rosa (agência espacial da Romênia) confirmou a entrada do meteoro na atmosfera e fará um relatório nos próximos dias com dados mais precisos.
"Com base nas informações que temos até agora, podemos estimar que o fenômeno ocorreu a uma altitude de 50-70 km, de leste a oeste, sobre a área entre Bucareste e Vrancea. Esse fenômeno é comum, só ontem à noite cerca de 30 meteoros como este foram monitorados nos Estados Unidos, único país que tem um sistema de monitorização operacional para tais objetos", afirmou Marius-Ioan Piso, presidente da agência espacial.
Embora o evento não tenha causado nenhum tipo de dano, como o que aconteceu em 2013 na Rússia, a ROSA reconhece a necessidade de investir em sistemas de monitoramento para objetos maiores e mais perigosos, como lixo espacial, meteoros -- que quando adentram a Terra e colidem com a superfície são chamados de meteoritos --, asteroides e núcleos de cometas.
 

Cientistas americanos desenvolvem antibiótico "revolucionário"


Há décadas não foram registradas grandes descobertas no que diz respeitos a antibióticos. Mas essa "seca" pode ter chegado ao fim com uma descoberta feita por cientistas americanos, que vem sendo considerada revolucionária.
Uma equipe de especialistas da Universidade Northeastern, em Boston, nos Estados Unidos, desenvolveu um medicamento capaz de combater diversas infecções bacterianas que são resistentes aos antibióticos atuais.
Chamado de teixobactin, o remédio foi testado em ratos de laboratório e pode levar de cinco a seis anos para que seja testado em humanos.

Tuberculose

Em um artigo publicado na revista científica Nature, os cientistas explicam que o teixobactin se provou efetivo contra bactérias que causam a tuberculose e outras 'superbactérias' resistentes à meticilina, mais conhecidas pela sigla em inglês MRSA.
Os cientistas também desenvolveram outros 24 antibióticos, que também foram considerados "promissores".
Nada de relevante foi descoberto no campo dos antibióticos desde 1987.
Segundo a equipe de Northeastern, liderada pelo cientista Kim Lewis, o método foi desenvolvido após uma análise de compostos de bactérias provenientes do solo. Eles foram, depois, cultivados em laboratório, em uma espécie de câmara colocada dentro da terra durante algumas semanas.
BBC Brasil
 

Cientistas portugueses querem cultivar vida em Marte

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Criar vida no planeta Marte é o desafio que uma equipe formada por jovens cientistas, a maioria deles portugueses, vai encarar nos próximos anos. Eles serão responsáveis por enviar sementes ao inóspito planeta vermelho.
A equipe Seed, cuja base de operações está na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, ganhou um concurso de projetos para experiências em Marte organizado pela Mars One - fundação privada que pretende construir uma colônia neste planeta e ocupá-la a partir de 2025. Eleita entre outros 35 projetos através de uma votação pela internet, essa pesquisa pretende levar sementes a Marte em 2018 a bordo da primeira grande missão da Mars One.
Os integrantes da Seed se antecipariam pelo menos dois anos ao projeto da Nasa com o mesmo propósito de levar vegetais a Marte, o Mars Plant Experiment.
A maioria dos pesquisadores estuda Biotecnologia Molecular ou Engenharia Biomédica no Porto, embora também participem do projeto um espanhol do Centro de Pesquisas Biológicas e um holandês.
Miguel Ferreira, um destes jovens engenheiros portugueses, afirmou à Agência Efe que as plantas podem ser imprescindíveis para os "sistemas de suporte vital" se quisermos pensar em levar humanos ao planeta vermelho.
Nem todos os projetos finalistas do concurso propunham levar seres vivos a Marte, explicou Ferreira. Entre seus concorrentes, americanos, alemães, indianos e ingleses, havia protótipos de estufas, sistemas de fotossínteses artificial e sistemas para obter água a partir da urina.
A proposta da equipe portuguesa consiste em conseguir que sejam cultivadas plantas para explorar "a única solução para a ausência de alimentos frescos" em outro planeta devido à duração da viagem, uns 10 meses, período no qual muitos alimentos perdem a validade. Os vegetais em Marte também ajudariam para a sobrevivência de humanos graças a sua produção de oxigênio.
"A dificuldade será que o nível de gravidade em Marte é mais baixo que na Terra", destacou Ferreira.
A planta utilizada no experimento será a "Arabidopsis thaliana", da mesma família que a mostarda, já utilizada em experiências da Estação Espacial Internacional graças a seu rápido crescimento e a suas sementes de pequeno tamanho, embora pensem em incluir, além disso, outros espécies como a rúcula.
Quando a nave chegar a Marte, a equipe Seed ativará por controle remoto seu sistema para proporcionar calor e água às sementes congeladas, controlando com fotografias todo o seu processo de germinação e crescimento, segundo Ferreira.
Está previsto que o desenvolvimento e construção do protótipo do sistema termine em dois anos, e os participantes do Seed calculam que custará mais de 100 mil euros, embora o orçamento possa se multiplicar até chegar a 500 mil euros.
O sistema contará com um contêiner de lixo externo, isolante, e outro interno, onde estarão os cartuchos com sementes.
O projeto Mars One pretende estabelecer uma colônia humana em Marte e não recebe dinheiro de instituições oficiais, sendo financiado através de patrocinios e doações. A intenção é transmitir a exploração dos primeiros humanos no planeta de modo similar a um "reality show".
O projeto Seed integrará a primeira missão com carga do Mars One, prevista para 2018, com a qual serão realizados experiências para buscar água sob o solo marciano e serão testados painéis solares como método para obter energia em Marte.
Também será enviada uma câmera com capacidade para transmitir vídeos à Terra em "streaming" (pela internet em tempo real) durante um ano.
A Seed terá o apoio de várias empresas da indústria biológica e aeroespacial que trabalham no cultivo de plantas em ambientes controlados, sistemas de isolamento ou testes de gravidade alterada, entre outras especialidades.
Galileu.com

Cientistas ensinam macacos a se reconhecerem no espelho

Chimpanzés possuem essa capacidade, mas os rhesus precisaram "aprender" com o estudo
 
Um grupo de pesquisadores conseguiu ensinar macacos rhesus a reconhecerem a si mesmos no espelho. Humanos, chimpanzés e até golfinhos são alguns exemplos de animais que possuem essa habilidade. “O cérebro desses macacos tem as estruturas necessárias para isso, mas precisa de treinamento para desenvolver essa habilidade”, afirma Neng Gong, neurocientista da Academia Chinesa de Ciências em Pequim e uma das autoras do estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology
Na pesquisa, os animais foram colocados na frente de um espelho enquanto os cientistas ativavam um laser que causava uma irritação leve em um ponto do rosto dos animais. Depois, usavam um laser que não produzia nenhum efeito. Com duas a cinco semanas de treinamento, os sete macacos participantes aprenderam a usar o espelho para tocar o ponto onde o laser os atingia.
Os cientistas também mostraram aos animais imagens espelhadas deles mesmos com alguma marca no rosto e os animais tocavam esse ponto. Com isso, considerou-se que eles passaram no “teste da marca”. Desenvolvido por Gordon Gallup Jr, um psicólogo da Universidade do Estado de Nova York, esse teste determina se um animal é capaz de se reconhecer.
A versão original do teste é feita uma marca com uma tinta sem cheiro no rosto do animal, de forma que só pode ser vista em um espelho. Se ele a toca após se olhar no espelho, mas não quando o espelho não está disponível, ele passa no teste.
Neste estudo, a maior parte dos macacos, além de tocar o ponto da marca, também olhava e cheirava seus dedos em seguida, como se quisesse descobrir o que era aquilo. O aprendizado durou cerca de um ano nos macacos treinados, e aqueles que não passaram por esse processo não conseguiram aprender com os outros animais.
Gallup, porém, criticou o estudo, alegando que ele apenas demonstrou que os macacos podem ser treinados para fazer algo, não que eles compreendem o que estão fazendo. Os autores acreditam que esse estudo pode ajudar  pacientes que perdem a capacidade de reconhecer a si mesmos em virtude de doenças como autismo, esquizofrenia ou Alzheimer.
Veja.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Frase

"Podes não ter dinheiro, mas se te invejam é porque tens valor."

Terra-alien está entre 8 novos planetas habitáveis descobertos

Um dos oito novos planetas encontrados em sistemas solares distantes conquistou o título de "mais parecido com a Terra no mundo alienígena", disseram astrônomos.
Todos eles foram vistos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Assim, o registro de tais "exoplanetas" passou de mil. Mas apenas três deles estão com segurança dentro da "zona habitável" de sua estrela-mãe - e um em particular é rochoso, como a Terra, e apenas um pouco mais quente.
A descoberta foi revelada em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Os três planetas potencialmente habitáveis integram o "hall da fama" do Kepler, que agora possui oito perspectivas planetárias fascinantes.
 Pesquisadores disseram que, entre os recém descobertos, o mais parecido com a Terra, conhecido como Kepler 438b, é provavelmente ainda bem mais parecido com o nosso planeta do que o Kepler 186f - que antes era o considerado mais parecido com a Terra.
O novo pretendente, 12% maior que a Terra, é maior do que o 186f, mas com temperatura mais próxima da nossa , provavelmente recebendo apenas 40% mais calor do seu sol do que nós do nosso.
 
Nasa

Céu vermelho

Então, se nós pudermos ficar na superfície do 438b, o clima seria bem mais quente do que aqui, segundo Doug Caldwell do Instituto Seti, de pesquisa para inteligência extraterrestre, na Califórnia.
"E (o planeta gira) em torno de uma estrela mais fria... então o céu deles ficaria mais vermelho do que o nosso", disse.
Esse encontro, no entanto, é improvável - primeiro, porque o planeta está a 475 anos-luz de distância e por não se ter a mínima ideia do que ele é feito.
Imagens do telescópio Kepler, que está atrás da Terra, são usadas para identificar planetas distantes ao observar "trânsitos". Isso se refere ao escurecimento da luz de uma estrela com a passagem de um planeta à sua frente.
Uma grande equipe de pesquisadores, então, usa dados adicionais a partir de outros telescópios para explorar melhor estes sistemas solares desconhecidos. Eles tentam calcular o tamanho dos planetas e quão perto eles orbitam suas estrelas hospedeiras.
 Mas nem tudo que causa este escurecimento é um planeta. Ao mesmo tempo em que os oito novos exoplanetas foram anunciados por diversas instituições americanas, incluindo a Nasa, os próprios cientistas da missão Kepler divulgaram mais de 500 planetas "candidatos".
"Com mais observação, alguns desses candidatos podem vir a não ser planetas", disse Fergal Mullally, da missão Kepler.

Parecido com a Terra?

Mesmo quando os cientistas confirmam um candidato como um exoplaneta, a questão de ser ou não "parecido com a Terra" é complicada.
O tamanho da zona habitável, onde um planeta está longe o suficiente de seu sol para reter água, mas não tão distante para congelar, depende do nível de confiança de cientistas em seus palpites.
Segundo Cardwell, apenas três dos oito novos exoplanetas podem ser colocados nessa zona com confiança - e apenas dois deles são provavelmente rochosos como a Terra.
Uma descrição mais detalhada é muito difícil.
"A partir das medidas do Kepler e outras medições que fizemos, não sabemos se esses planetas têm oceanos com peixes e continentes com árvores", disse Caldwell à BBC. "Tudo o que sabemos é o seu tamanho e a energia que está recebendo de sua estrela".
"Assim, podemos dizer: bem, eles são de um tamanho que são, provavelmente, rochosos, e a energia que eles estão recebendo é comparável à que a Terra recebe".
"À medida que preenchemos essas lacunas em nosso sistema solar que não temos, aprendemos mais sobre o que significa ser parecido com a Terra, em algum sentido."

'Cápsula do tempo' de 220 anos é aberta nos EUA conteúdo surpreende pesquisadores

Uma cápsula do tempo - caixa cheias de objetos deixada para ser descoberta no futuro - de 220 anos foi aberta nesta terça-feira nos Estados Unidos.
O objeto, deixado pelos heróis da independência americana Samuel Adams e Paul Revere, foi descoberto em dezembro, durante uma obra contra infiltrações realizada no Massachusetts State House, prédio que abriga escritórios do governo.
 A cápsula, que pesava 4,5 quilos e estava corroída e esverdeada pelo tempo, foi aberta meticulosamente por dois pesquisadores no Museum of Fine Arts de Boston, em uma galeria com retratos dos dois "founding fathers".
 
Credito: Reuters
 
A primeira mensagem do passado encontrada foi uma placa de prata com inscrições.
 
Credito: Reuters
 
Em seguida, os pesquisadores descobriram cinco jornais da época dobrados.
 
Credito: Reuters
 
Ficou muito surpreso Pam Hatchfield, chefe de conservação de objetos do museu, quando viu a quantidade de moedas deixadas na caixa.
 
Credito: Reuters
 
Eram 24, e incluíam uma moeda cunhada em 1652 pelos colonos para desafiar a Inglaterra; uma medalha de bronze retratando George Washington e uma de prata mostrando Paul Revere.
Esta não foi a primeira vez que a cápsula foi aberta. Segundo o museu, ela já havia sido encontrada em 1855. Neste ano, os documentos da cápsula foram documentados e ela foi limpa. Além disso, outros objetos foram acrescentados.Depois disso, ela escondida novamente.
 Mas esta foi a primeira possibilidade de observar os objetos deixados com técnicas modernos. Segundo o museu, após a análise, a caixa será exposta ao público e, depois, voltará a ser colocada no mesmo local.
Agora, os pesquisadores e autoridades estão decidindo se também devem acrescentar objetos contemporâneos à cápsula antes de devolvê-la.
BBC Brasil
 

Homenagem de Bernardo Erlich

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ano de 2015 terá 1 segundo a mais e coloca empresas de tecnologia em alerta


O ano de 2015 terá um segundo a mais, de acordo com decisão anunciada pelo Observatório de Paris. Segundo o órgão, ele será adicionado em 30 de junho, quando a contagem do tempo deverá ir até 23:59:60 (o normal é 23:59:59). O objetivo da alteração é ajustar os relógios para que fiquem em sincronia com a rotação da Terra. Para algumas empresas de tecnologia, entretanto, a mudança pode significar falhas em seus sistemas.
Os horários oficiais dos países são controlados por relógios atômicos, considerados extremamente precisos. Mas, se o tempo atômico é constante, a rotação do nosso planeta não é. Ela sofre uma desaceleração gradual de aproximadamente dois milésimos de segundo por dia. Cabe aos cientistas do International Earth Rotation Service, com sede na França, acompanhar a rotação do planeta e ajustar o tempo, sempre que necessário.
O primeiro segundo foi adicionado em 1972. Esta será a 26ª vez que isso acontece na História. Todas essas alterações significam que a rotação da terra tem um atraso de 26 segundos em comparação com o tempo medido pelos relógios atômicos.
Um segundo certamente não faz tanta diferença no cotidiano das pessoas. Mas, para empresas de tecnologia, a mudança é motivo
de alerta. O ano de 2012 foi a última vez que uma alteração desse tipo foi feita. Na ocasião, Mozilla, Reddit, Foursquare, Yelp, LinkedIn, StumbleUpon e outras empresas de tecnologia relataram falhas. Também houve problemas com o sistema operacional Linux e programas desenvolvidos em Java.
Isso acontece porque muitos sistemas de computação usam o Network Time Protocol (NTP) para ficar em sincronia com os relógios atômicos. E aqueles que não são programados para lidar com o segundo extra, podem ter o serviço interrompido por não reconhecer a alteração no relógio.
De acordo com coordenador de Pós-graduação de Inteligência Competitiva e Marketing ESPM-Rio, Antônio Carlos Morim, problemas podem acontecer, mas a tendência é que sejam cada vez menores e menos prováveis.
Não é a primeira vez que isso acontece. As empresas já vivenciaram isso antes e tiveram tempo para se preparar - observa. - Basicamente, todos os programs operacionais já possuem um protocolo de ajuste de tempo.
O Google, por exemplo, desenvolveu uma técnica especial para lidar com o problema. A empresa vai acrescentar gradualmente milissegundos em seus relógios do sistema antes da chegada oficial do acréscimo.
A adição de segundos tem sido mais rara nos últimos anos, em relação ao período em que a prática começou a ser adotada. De 1972 a 1979, pelo menos um segundo foi adicionado a cada ano. A partir de 1999, isso só aconteceu quatro vezes.
O Globo.com




 

Após 20 anos, Nasa retrata "Pilares da Criação" em nebulosa

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Uma das imagens mais famosas tiradas pelo satélite espacial Hubble da Nasa é dos chamados “Pilares da Criação”, na Nebulosa da Águia, ou M16, em 1995. Na foto, três grandes colunas de gás aparecem em meio a um aglomerado de estrelas jovens e massivas. Agora, décadas depois, cientistas do Arizona voltaram com satélite ao local e retrataram, novamente, o fenômeno. 
Revelada nesta terça-feira (6),  no encontro de inverno da Sociedade Americana de Astronomia, a nova foto dos Pilares da Criação dá ainda mais detalhes sobre a estrutura dos gases e, pela primeira vez, mostra a base. A visão infravermelha transforma os pilares em misteriosas silhuetas delicadas visto contra um fundo de milhares de estrelas.
Embora a imagem original tenha sido apelidada de Pilares da Criação, a nova imagem sugere que também são “pilares da destruição”. Isso porque, de acordo com os cientistas responsáveis, Paul Scowen, da Universidade do Estado do Arizona, e Jeff Hester, aposentado da mesma universidade, as estruturas gasosas são transitórias. “Estou impressionado com o quão transitória estas estruturas são. Capturamos os pilares em um único e curto momento de evolução”, diz Scowen.
A neblina azulada em torno das bordas densas dos pilares é material que se aquece e evapora no espaço. As colunas são compostas de hidrogênio e poeira, e agem como “incubadores de novas estrelas”, pois, dentro das colunas e nas suas superfícies, os astrônomos encontraram gases mais densos chamados EGG (Evaporating Gaseous Globules - Glóbulos Gasosos em Evaporação). Várias estrelas estão sendo formadas no interior destes glóbulos.  

Oito novos planetas detectados nas "zonas habitáveis" de suas estrelas

 
Ilustração mostra planeta extrassolar parecido com a Terra na órbita de uma estrela similar ao Sol já no fim da sua vida Foto: David A. Aguilar/CfA
Astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA), nos EUA, encontraram oito novos planetas extrassolares na chamada “zona habitável” de suas estrelas, onde não estão nem perto nem longe demais, e assim não seriam nem quentes nem frios demais, de forma a permitir a existência de água em estado líquido na sua superfície, condição considerada essencial para abrigar ou desenvolver vida. O anúncio, feito nesta terça-feira durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia (AAS), dobra o número de planetas relativamente pequenos – com menos de duas vezes o diâmetro da Terra - conhecidos nesta região da órbita de suas estrelas.
Segundo os astrônomos, dois destes planetas seriam ainda os mais parecidos com a Terra já achados. Estes objetos, batizados Kepler-438b e Kepler-442b, no entanto, orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias que nosso Sol. Por isso, eles também têm que estar bem mais perto delas para que recebam luz e energia suficientes para serem possivelmente habitáveis.
Desta forma, o Kepler-438b, com um diâmetro apenas 12% maior que o da Terra, completa uma órbita a cada 35 dias, sendo banhado com cerca de 40% mais luz e energia que o nosso planeta. A título de comparação, no nosso Sistema Solar, Vênus, também com um tamanho parecido com o da Terra, recebe cerca do dobro da radiação solar do nosso planeta.
O Kepler-442b, por sua vez, está mais longe de sua estrela e deve ser bem mais frio. O planeta, cerca de um terço maior que a Terra, completa uma órbita em torno de sua estrela a cada 112 dias, numa distância em que é banhado com aproximadamente dois terços da luz e energia que o nosso planeta recebe do Sol.
Pelos seus tamanhos relativamente pequenos, os astrônomos também calculam que são altas as chances de ambos planetas serem rochosos como a Terra. No caso do Kepler-438b, esta possibilidade é de 70%, enquanto que no do Kepler-442b ela cai para cerca de 60%. Com todos estes fatores – tamanho, distância da estrela e índice de radiação recebido – os cientistas estimam em 70% as chances de o Kepler-438b ser habitável e em 97% as do Kepler-442b.
- Não sabemos com certeza se qualquer dos planetas de nossa amostra são verdadeiramente habitáveis, tudo que podemos dizer é que estes são candidatos promissores – explicou David Kipping, um dos astrônomos do CfA responsáveis pela descoberta, que será publicada no periódico “Astrophysical Journal”.

A última viagem da Messenger passará tão perto de Mercúrio que ela pode derreter

 
Há uma década, a NASA enviou a Messenger ao espaço e em 2011, ela se tornou a primeira sonda a orbitar Mercúrio, mandando de volta as primeiras imagens de pertinho do planeta. Tudo que é bom termina uma hora, e a Messenger está ficando sem combustível. Em um último passeio, ela voará baixo em Mercúrio – tão próximo da superfície que as soldas em seus instrumentos podem derreter.
Como Mercúrio não tem uma atmosfera para segurar o calor, a temperatura por lá varia absurdamente. De noite e dentro de crateras permanentemente à sombra, é frio o bastante para congelar água facilmente. Mas no Sol, não há protetor solar que dê conta: as temperaturas podem chegar a 426 graus Celsius.
A Messenger não tem proteções capazes de proteger seus instrumentos dos brutais raios do Sol. O problema, então, está no calor que irradia de Mercúrio e aquece a parte inferior da sonda. O engenheiro da Messenger Dan O'Shaughnessy disse à New Scientist que as soldas derreterão por volta dos 185 graus Celsius, quando a sonda estiver a cerca de 25 km acima da superfície do planeta. É arriscado voar tão baixo, mas em contrapartida a Messenger talvez consiga mandar as suas melhores fotos de Mercúrio.
Depois desse rasante, a Messenger fará um último impulso rumo à órbita em 21 de janeiro, quando ela continuará coletando dados com os instrumentos que sobrarem. É esperado que em março seu tanque fique vazio e ela caia em Mercúrio, quando finalmente tocará o planeta que circundou por tanto tempo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Frase

Foto de Frase Seleta.

Smartfhones alteram a forma como o cérebro conversa com seus dedos

texting

Quantas vezes por dia você pega o telefone, dá uma olhadinha no Facebook, no Twitter, nas mensagens, no tempo, na agenda, nas fotos, nas músicas…. ufa… E tudo isso de uma só vez!
Quando vai escrever e-mails, então, acaba passando uns bons minutos movimentando sem parar os polegares. Pois bem, esse movimento não era comum antigamente, e foi exatamente isso que levou neurocientistas da Universidade de Zurich a estudar a relação entre os dedos das mãos e o cérebro.
O estudo, publicado na revista científica Current Biology, aponta resultados curiosos sobre a plasticidade do órgão que controla o corpo humano, e revela que o tempo que você passa usando o smarphone afeta diretamente a forma como seu cérebro se adapta às necessidades diárias dos seus dedos.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram os usos do smartphone associados ao monitoramento da atividade cerebral dos participantes. Segundo a equipe, não foi difícil obter os dados, já que os aparelhos de telefone utilizados automaticamente armazenam dados específicos sobre o uso dos aplicativos.
O estudo, liderado pelo pesquisador Arko Ghosh, da Universidade de Zurich, aponta que os dedos mais utilizados são o polegar, o indicador e o dedo do meio (sim, esse mesmo). E, quando comparado com pessoas que não usam smartphones, as ondas cerebrais dos usuários têm atividades significativamente mais altas na região do cérebro encarregada do uso desses dedos. Isso significa que os usuários apresentam maior destreza no uso dos dedos.
Os resultados podem parecer óbvios, mas têm implicações importantes sobre como as tecnologias modernas não só estão mudando nossas formas de interação com o espaço e o tempo, mas também podem reformatar o processamento cerebral sensorial humano. Em outras palavras, quanto mais complicada a tecnologia, mais o cérebro se vira pra dar conta da tarefa.
Superinteressante.com

Arqueólogos celebram descoberta de local onde Jesus Cristo teria sido julgado


Sob camadas do piso de um antigo prédio abandonado em Jerusalém, o suposto palco de uma das mais famosas cenas narradas no Novo Testamento: o julgamento de Jesus. Arqueólogos anunciaram esta semana terem descoberto os restos do palácio do rei Herodes ao lado do Museu da Torre de Davi. No local, o governador romano Pôncio Pilatos teria condenado Jesus à morte, segundo o relato da Bíblia. A descoberta pode ter impacto no caminho percorrido por peregrinos cristãos que viajam a Jerusalém. Mas os ecos do achado, divulgado pelo jornal americano “Washington Post”, vão muito além de questões religiosas, avaliam especialistas.
As possíveis pistas do palácio foram encontradas durante escavações que tinham como objetivo inicial a expansão do Museu da Torre de Davi, planejada há 15 anos. Os profissionais envolvidos no trabalho sabiam que o prédio, localizado no lado ocidental da cidade, havia sido usado como prisão quando a cidade estava sob domínio otomano e britânico. Os arqueólogos já sabiam, há algum tempo, que a prisão estava lá - mas não o que estava embaixo dela. Apenas agora, depois de anos de escavação e de atrasos causados por guerras e por falta de verbas, a descoberta está sendo exibida para o público em excursões organizadas pelo museu.
Para Amit Re’em, arqueólogo de Jerusalém que liderou a equipe de escavação há mais de uma década, a prisão “é uma grande parte do quebra-cabeça de Jerusalém e mostra a história da cidade de uma forma muito original e clara”. Em entrevista ao “Washington Post”, ele afirmou que o local preserva um punhado de importantes descobertas de todo os séculos. Nas paredes, há símbolos gravados por prisioneiros da resistência judaica lutando para criar o Estado de Israel em 1940, bacias usadas para tingimento de tecidos do período das Cruzadas e um sistema de esgoto que provavelmente pertenceu ao palácio construído por Herodes, o Grande, o excêntrico rei da Judeia sob o Império Romano, já morto quando Jesus foi condenado.
Professor de arqueologia da Universidade de Carolina do Norte em Charlotte, Shimon Gibson afirma que estudiosos estão quase certos de que o julgamento de Jesus ocorreu no complexo de Herodes. O episódio é descrito como tendo ocorrido “perto de um portão e em um pavimento de pedra irregular”. Os detalhes coincidem com os achados arqueológicos anteriores perto da prisão:
- Obviamente, não há qualquer inscrição informando o que aconteceu aqui, mas tudo (relatos arqueológicos, históricos e religiosos) recai sobre este lugar e faz sentido.


ACHADO EM CONFRONTO COM RELATOS

Especialistas brasileiros afirmam que a descoberta é um importante fragmento na reconstrução da história do período. Pedro Paulo Abreu Funari, arqueólogo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) explica que, do ponto de vista histórico, os achados servem para serem comparados com relatos bíblicos. A partir desse confronto, é possível tirar conclusões.
- Quando se trata de lugares onde Jesus teria estado há locais que são evidentemente imaginativos porque não há dados concretos sobre eles. Outra coisa são lugares de Jerusalém onde ele esteve ou pode de fato ter estado, como é o caso do palácio de Herodes, sobre o qual há referências em relatos bíblicos. A descoberta é importante para os fieis, que não necessariamente precisam de evidências, mas principalmente para os estudiosos que podem tirar ilações a partir dela. É possível, por exemplo, ver se o local condiz com o relato de que Jesus teria sido apresentado ao povo junto com Barrabás - afirma Funari, em referência à passagem bíblica segundo a qual Pilatos teria pedido a populares que escolhessem pela liberdade de Jesus ou de um criminoso chamado Barrabás.
A opinião é compartilhada por Jeanne Cordeiro, do Laboratório de Arqueologia Brasileira.
A arqueologia demanda fontes que podem ou não ser corroboradas pelas descobertas. A Bíblia é uma fonte enquanto relato histórico de uma sociedade, no caso a judaica. A fé não requer constatação, mas a ciência sim. É disso que se trata a arqueologia bíblica - diz Jeanne, acrescentando que Jesus provavelmente não foi a única pessoa julgada naquele espaço. - Esse foi um momento intenso da história dos judeus, sob o jugo romano.
Para os mais de um milhão de peregrinos cristãos que visitam Jerusalém a cada ano, o local é significativo porque poderia ter sido um lugar importante na vida de Jesus. Como a forma como o caminho percorrido pelos peregrinos cristãos que viajam a Jerusalém foi estabelecida há muito tempo, a descoberta pode mudar esse trajeto.
Para aqueles cristãos que se preocupam com precisão em relação a fatos históricos, isto é muito forte - opinou Yisca Harani, especialista em cristianismo e peregrinação à Terra Santa. - Para outros, no entanto, aqueles que vêm para o exercício mental de estar em Jerusalém, não há importância, desde que sua jornada termine em Gólgota, o local da crucificação.
Teólogo e ex-reitor da PUC-Rio, o padre Jesus Hortal comemora o achado, mas faz ressalvas sobre as limitações de exploração ao lugar.
- A descoberta é interessante, do ponto de vista arqueológico, e corrobora o que está escrito na Bíblia - afirma o padre - Temos diversas escavações que retratam a História de cristãos e a
perseguição que sofreram. Jerusalém é uma cidade rica para estas documentações, mas infelizmente um local muito revelador não pode ser explorado, devido à rixa histórica entre judeus e árabes. Poderíamos encontrar restos do primeiro Templo de Salomão, de três mil anos atrás, sob a Esplanada das Mesquitas.
Jornal O Globo






 
 

Companhia russa anuncia plano para construir base na Lua

O projeto da empresa russa seria feito em duas etapas, com dezenas de lançamentos de foguetes nos próximos cinco anos
 
Uma empresa russa anunciou na última semana que está pronta para construir uma base na Lua. Assim que a agência espacial do país der permissão, a companhia Lin Industrial afirmou ser capaz de montar uma base em dez anos, ao custo de 9,3 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais), de acordo com a agência de notícias Tass.
A empresa, que está desenvolvendo o foguete russo Taimyr, planejou a base com o uso de tecnologia e projetos já existentes, que poderiam ser fabricados nos próximos cinco anos. A base seria construída perto da montanha Malapert, que fica no polo Sul da Lua. “Essa é uma região plana, com vista direta para a Terra, que oferece boas condições de comunicação e é um lugar confortável para pousos. O Sol brilha em 89% do dia nessa montanha e a noite, que acontece várias vezes ao ano, dura cerca de três ou seis dias”, disse Alexandre Ilyin, designer-chefe da companhia à Tass.
Ilyin afirmou que a base seria feita em duas etapas. Na primeira, em que seria construído um posto avançado, dois astronautas habitariam a estação, enquanto no segundo estágio haveria mais quatro tripulantes. Os primeiros cinco anos seriam destinados à construção das condições básicas para a vida na Lua, com 13 lançamentos de foguetes que carregariam os equipamentos e outros 37 lançamentos destinados à manutenção da base. Para isso, a empresa usaria um foguete do tipo Angara e também uma nave como a Soyuz.
Cautela — Em entrevista à agência de notícias, Lev Zeleny, diretor da Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, afirmou que o plano está relacionado ao retorno do interesse russo na exploração da Lua, mas ainda é cedo para falar sobre a construção de um acampamento.
De acordo com Zeleny, antes de fazer um projeto assim, é necessário selecionar com precisão o lugar do pouso, desenvolver tecnologias que garantam e mantenham a vida dos astronautas no satélite, além de assegurar a segurança contra radiações – que são altas no espaço. Esses estudos são desenvolvidos pela Academia Russa de Ciências e pela agência espacial russa, mas ainda não estão finalizados.
“Mas é ótimo que sonhem. Há pessoas talentosas nessa equipe e muitos de seus projetos podem ser úteis no futuro”, afirmou Zeleny.
Veja.com

domingo, 4 de janeiro de 2015

Arqueólogos descobrem tumba de uma rainha do Antigo Egito

A grande pirâmide de Keops, em Giza
Pirâmide de Keops, em Giza: nova faraó aparece identificada como "a mulher do rei" e "mãe do rei.
O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou neste domingo a descoberta da tumba de uma rainha da V dinastia faraônica (2.500-2.350 a.C) desconhecida pelos historiadores até então.
A nova faraó se chama "Jintakus III" e nos escritos das paredes da tumba, situada próxima da capital Cairo, aparece identificada como "a mulher do rei", a "mãe do rei".
O ministro de Antiguidades, Mamduh al Damati, explicou em comunicado que foram encontradas também 24 estatuetas e utensílios de calcário e outros quatro de cobre que faziam parte do mobiliário funerário da rainha.
A tumba foi achada por uma missão arqueológica da República Tcheca em parceria com o ministério egípcio na zona de Abu Sir, ao sudoeste do Cairo.
O diretor da missã tcheca, Miroslav Barta, indicou que o descobrimento da tumba revelou uma parte desconhecida da história da V dinastia, além de confirmar a importância da mulher na corte egípcia.
O túmulo está situado em um pequeno cemitério ao sudeste da tumba do rei Ra Nefr Ef, descoberta nos anos 90.
Esse fato levou os especialistas a sugerirem a possibilidade de Jintakus III ser a mulher de Ra Nefr Ef, de quem se tem poucas informações, e mãe do faraó Menkahur.
Em 24 de março de 2014, os arqueólogos tchecos descobriram também em Abu Sir o sarcófago e a múmia de um importante sacerdote da V dinastia, identificado como Nefer.
A zona de Abu Sir, próxima à esplanada das pirâmides de Guiza, fez parte da grande necrópole da antiga cidade de Menfis.
Seus monumentos mais importantes são os tempos do sol e o complexo funerário da pirâmide do rei Sahura, além de outros lugares de culto e tumbas de personagens nobres da época.
Exame.com