quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

País pode perder a chance de usar o maior telescópio do mundo

O Brasil corre o risco de perder sua vaga no projeto de construção do maior telescópio do mundo caso não ratifique seu contrato de adesão ao Observatório Europeu do Sul (ESO) neste semestre, alerta o diretor-geral da organização, o holandês Tim de Zeeuw. O acordo foi assinado no final de 2010 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com promessa de que seria aprovado até o fim de 2011, mas não foi enviado para votação no Congresso - que precisa ratificar o contrato, por se tratar de um acordo entre os governos do Brasil e dos 14 países europeus que fazem parte do ESO.
"O contrato diz que, após um ano, ambos os lados podem pedir renegociação", disse Zeeuw, em almoço com jornalistas brasileiros em Santiago, no Chile, país onde estão localizados os telescópios do ESO. E deixou claro que, se não houver uma sinalização forte de avanço nos próximos meses, os europeus pedirão essa renegociação, sem garantias de que os descontos concedidos ao Brasil na primeira negociação serão mantidos. Pelo contrato atual, o País tem desconto de 30% no custo total de participação pelos primeiros dez anos. Em vez de 370 milhões de euros, poderá pagar 260 milhões de euros, além de outros benefícios.
"Os países-membros concordaram com esses termos porque viram a participação do Brasil como vantagem estratégica, mas não posso garantir que isso será mantido se tivermos de renegociar o contrato", alertou Zeeuw. Na pior das hipóteses, disse ele, o convite poderá ser revogado. "Não estou fazendo uma ameaça, estou apenas afirmando um fato", disse. "Houve uma decisão unânime por parte dos membros de assinar o acordo com o Brasil e esperamos que o País honre seus compromissos".
Zeeuw foi simpático, educado e diplomático durante a entrevista. Mas ficou óbvio que a paciência e a boa vontade dos europeus estão no limite. "É um bom contrato, então não entendo por que deveríamos renegociá-lo. Se não houver progressos significativos até a metade do ano, todo mundo ficará muito infeliz". O contrato foi assinado no final da gestão do presidente anterior. Desde então, Zeeuw diz que não recebeu nenhum comunicado do ministro, com quem tentou se reunir, sem ser atendido. Assim, é natural que os europeus se perguntem se poderão contar com o Brasil em seus próximos projetos.
Em nota divulgada nessa terça-feira (17), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação afirma que "em função dos ajustes orçamentários realizados pelo governo no ano passado e o atual cenário econômico internacional, o projeto foi reavaliado e se encontra em fase final de conclusão para ser enviado ao Congresso Nacional". O documento estima em "quase R$ 566 milhões" o custo ao longo de 11 anos da entrada do País no consórcio, qualificando o gasto como "um volume elevado de investimentos para o orçamento e as amplas demandas de Ciência, Tecnologia e Inovação".
A nota, contudo, reafirma o comprometimento do Ministério na ratificação do acordo: "O desejo do Brasil é participar de todo o programa do ESO e fará todos os esforços para isso". A Pasta espera a contrapartida da "transferência de tecnologia" e da "participação da indústria brasileira", algo que "exigirá um processo de negociação amplo com o ESO". O Ministério admite que o Brasil já utiliza os telescópios da organização em pé de igualdade com os demais países: 30% do tempo solicitado para uso foi liberado. A média dos outros países é de 32%. Os pedidos de tempo são feitos semestralmente pelos pesquisadores e os projetos são avaliados por mérito.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Frase

Mudanças climáticas e desmatamento já alteram a amazônia

A bacia Amazônica está passando por uma transição e pode, em breve, deixar de ser um absorvedor de carbono e se tornar uma fonte. Foi identificado que a expansão agrícola e as mudanças climáticas estão provocando problemas na região.  Pesquisadores afirmam que desmatamento, fogo e secas estão potencializando as perdas de estoque de carbono, além de alterar os padrões de chuva na região.  O processo de transição já começou no Sul, Sudoeste e Sudeste da Amazônia, a parte Oeste da região permanece parcialmente preservada.
A questão já foi observada e vinha sendo debatida há alguns anos, mas esta é a primeira vez que um grupo de pesquisadores do Brasil, Europa e Estados Unidos faz uma revisão sobre o assunto e  publica artigo em um periódico científico. Os pesquisadores revisaram os dados do Programa Brasileiro de Pesquisas sobre as Interações Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), que desde 2007, que produziu cerca de cem projetos de estudo na região.
De acordo com Paulo Artaxo, pesquisador do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo publicado na Nature, “o importante é perceber que o Brasil precisa se estruturar para preservar aquela região”.
O documento também afirma que estão ocorrendo alterações no fluxo de água e na sedimentação dos rios, além do prolongamento da estação de seca no Sul e leste da Bacia Amazônica.
Trata-se de um processo complexo de transição de um ecossistema que tem como principal causa a mudança no manejo do solo provocada pelo crescimento da agricultura, pecuária, atividade madeireira e crescimento populacional na região. Para se ter uma ideia, em 1960, a população na Amazônia brasileira era de 6 milhões, em 2010 este número já era de 25 milhões. A cobertura de floresta diminuiu para 80% do que era.
Esta transição de absorvedor de carbono para fonte de carbono está ligada ao desmatamento. O fato é que florestas em crescimento tendem a absorver o carbono da atmosfera por causa do processo da fotossíntese. Porém, com o corte de árvores ocorre a liberação do carbono que estava armazenado - além da perda de uma árvore para fazer a fotossíntese e absorver carbono.
Atualmente, os rios amazônicos são responsáveis por 20% da água doce do mundo e a floresta armazena 100 bilhões de toneladas de carbono, o que equivale ao valor de 10 anos de emissões de combustíveis fósseis.
“Este processo afeta toda a mudança climática global. É ainda difícil dizer quanto a floresta Amazônica afetaria as mudança climática no planeta, pois é difícil prever o quanto ela será desmatada”, disse Artaxo. O pesquisador afirma que embora haja uma grande preocupação, há um decréscimo no desmatamento no país. “Em 2005, o desmatamento foi de 27 mil km2. Já em 2011, foi de 6 mil km2. É uma redução considerável. Porém o governo brasileiro precisa estruturar políticas para preservar a floresta que está de pé”.
IG Ciência.com

Meteorito que caiu no Marrocos veio de Marte

Uma equipe internacional de cientistas confirmou que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011. A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint.
Trata-se de sete quilos de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase um quilo, segundo explicou Edward Scott, presidente da associação que agrupa 950 cientistas, incluindo vários funcionários da Nasa. É o maior meteorito de origem marciana já encontrado na Terra. Várias universidades ao redor do mundo irão estudar o meteorito, que pode dar detalhes sobre o passado do planeta vermelho e ajudar a dizer se ele já abrigou vida.
Apesar das várias missões enviadas a Marte, ainda não foi possível retirar amostras do solo do planeta e trazê-las para a Terra. Por isso, a confirmação de que o material do meteorito marroquino veio de lá é uma boa notícia para os cientistas.
"Da química desses produtos podemos obter mais informações sobre o ambiente marciano ao longo do tempo, desvendando, por exemplo, se era comum que a água ficasse na superfície e, potencialmente, descobrir se em algum momento Marte foi apto a ter vida", explicou a professora Lydia Hallis, do Instituto de Geofísica e Planetologia da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos.
As rochas que formam o meteorito, porém, não são um retrato atual da atmosfera marciana. Os cientistas acreditam que o corpo celeste estava vagando pelo Sistema Solar havia milhões de anos antes de cair na Terra. A principal hipótese é a de que um corpo maior tenha colidido com o planeta vizinho e espalhado detritos como esses pelo espaço.
As partes do Tissint começaram a ser encontradas em outubro do ano passado, por nômades que perambulavam pelo vale Oued Drâa, próximo à cidade de Tata. Uma das testemunhas, Aznid Lhou, disse, segundo o boletim divulgado pela  Sociedade Internacional de Meteorítica, que primeiro viu uma luz amarela no céu da noite. Em seguida, o objeto apresentou um forte brilho esverdeado, que iluminou toda região, para então partir-se em dois.
Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro? Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

Meteoritos deram origem à vida na Terra? A hipótese de que a vida veio do espaço, na 'carona' de rochas espaciais, não é o modelo dominante, mas também não se descarta. É o que embasa uma série de pesquisas no campo da chamada astrobiologia. Há também pesquisadores que consideram que o impacto de meteoritos e a formação de crateras favoreceram o aumento da biodiversidade.

Meteoritos acabarão com a vida na Terra? Milhares de meteoros atravessam nossa atmosfera todos os dias. A maioria não passa de poeira espacial. Estima-se que uma grande colisão ocorra a cada 100 milhões de anos. A única extinção em massa associada a uma colisão de meteorito foi a dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ainda assim, existem pesquisas mostrando que as espécies então já estavam ameaçadas por causa de uma série de razões. O asteroide de 10 quilômetros de diâmetro apontado com o vilão da história teria apenas acelerado o inevitável destino dos dinossauros.

O homem pode proteger a Terra de um grande asteroide? Astrônomos monitoram constantemente a aproximação de corpos celestes. A hipótese é improvável, mas caso um enorme asteroide apareça em rota de colisão com a Terra, os cientistas já sabem o que sugerir: em vez de explodi-lo, como no filme Armageddon, desviá-lo. Os pesquisadores consideram factível instalar desde velas especiais para capturar o vento solar até motores de íons.

Veja.com


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Frase

Cruzeiros cada vez maiores dificultam resgate, dizem especialistas

Navios de cruzeiro como o Costa Concordia, que transportava 4,2 mil pessoas e naufragou na costa italiana na sexta-feira, estão se tornando cada vez maiores e mais populares. E isso, segundo especialistas franceses, dificulta as operações de resgate em caso de acidente.
Retirar milhares de passageiros e tripulantes de um navio exige uma logística com centenas de helicópteros – uma ajuda que nenhum país hoje tem condições de disponibilizar em um curto prazo de tempo
"É uma loucura ter navios desse tamanho. Imagine um acidente como o do Costa Concordia em uma ilha distante, onde não há nada nas proximidades. É impossível salvar milhares de pessoas", disse  Jacques Loiseau, presidente da Associação Francesa de Capitães de Navios.
"Desde 2006, a Organização Marítima Mundial nos pede para estudar a questão do gigantismo dos navios, sejam cargueiros ou de transporte de passageiros. Hoje, salvar uma grande embarcação representa um desafio real", diz o capitão Marc Gander, da Marinha francesa.
Transatlânticos
O Instituto Francês do Mar, uma associação que reúne profissionais do setor marítimo, já alertava, desde 2009, para os problemas decorrentes do aumento crescente do tamanho dos navios de cruzeiro e dos cargueiros.
"No caso dos transatlânticos com milhares de passageiros, é impossível determinar e instaurar previamente os meios necessários para o resgate, ainda mais se as condições meteorológicas forem desfavoráveis", diz o estudo divulgado na época.
"Existe uma dificuldade operacional para retirar rapidamente as pessoas e levá-las à terra firme", disse Eudes Riblier, presidente do instituto.
Ele ressalta que os problemas aumentam se o acidente ocorrer em alto mar, diferentemente do que ocorreu com o Costa Concordia.
Há navios de cruzeiro ainda maiores do que o Costa Concordia. O 'Oasis of the Seas', da companhia Royal Caribbean, pode transportar cerca de 8,5 mil pessoas (quase 6,3 mil passageiros e uma tripulação de 2,2 mil pessoas).
Esse navio possui 16 andares e 360 metros de comprimento. Ele é mais longo do que a Torre Eiffel, que possui 324 metros de altura.
Riblier, do Instituto Francês do Mar, ressalta, no entanto, que os grandes navios têm menor risco de acidentes e podem, em razão de seu tamanho, resistir melhor a colisões contra rochedos.
"A catástrofe do Costa Concordia não está ligada ao gigantismo do navio e ocorreu devido à imprudência do capitão. Um navio de menor porte teria afundado muito mais rápido mesmo com um rombo de apenas 70 centímetros no casco e não teria sido possível efetuar o resgate”, afirma.
Mas mesmo se nesse caso o tamanho do navio representou "uma vantagem", diz Riblier, ele afirma que o acidente do Costa Concordia irá relançar discussões sobre o gigantismo dos navios de cruzeiro.
"A questão é saber se devemos melhorar a segurança desses navios ou proibi-los."
BBC.com

População das Maldivas poderá se mudar para a Austrália devido ao aquecimento global

Em breve a população das Maldivas estará de mudança. Os 350 mil habitantes terão de fazer suas malas para viver na Austrália, antes que sejam engolidos pelos mares do Oceano Índico. Pelo menos esse é o plano do presidente, Mohamed Nasheed, para a sobrevivência do seu povo.
Nasheed anunciou recentemente que pretende criar um fundo que arrecadará dinheiro para comprar terras e bancar a mudança, quando o aumento do nível do marque ocorre por conta da crescente temperatura do planeta – for tamanho que inundará todo o país. Os recursos virão da receita turística das mais de mil ilhas paradisíacas que formam o arquipélago.
Segundo as melhores estimativas da ONU, o nível do mar aumentará entre 28 e 28 cm até o final do século XXI. “Está se tornando cada vez mais difícil sustentar as ilhas em seu estado natural”, declarou ao jornal Sydney Morning Herald. Achou loucura? Pois não se trata de ficção científica, pelos cálculos do presidente a mudança será necessária daqui a, apenas, 20 anos. Outros países próximos com cultura semelhante, como a Índia e o Sri Lanka, também são considerados, apesar de Nasheed ainda não ter conversado oficialmente com nenhum deles.
Cerca de 42 milhões de pessoa foram forçadas a abandonar suas casas por causa de desastres naturais em 2010, mais do que o dobro do ano anterior. Uma das razões para o aumento pode ser a mudança do clima, e a comunidade internacional deveria estar fazendo mais para conter o problema, dizem especialistas.
Os refugiados do clima já são 42 milhões. Até 2020, serão 50 milhões:
O Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos afirma que o aumento de 17 milhões de desalojados em um ano foi devido principalmente ao impacto de megadesastres, como enchentes na China,  Paquistão, e os terremotos no Chile e no Haití. Os números de 2009 foram baixos comparados a 2008, quando 36 milhões de pessoas foram desalojadas. mas o grupo diz que o número total de desastres dobrou em duas décadas, passando de 200 a 400.
Mais de 90% dos desalojamentos por desastres foram causados por problemas relacionados ao clima, como enchentes e tempestades. "A intensidade e a frequência de eventos extremos do clima estão aumentando e isto deve continuar assim. O número dos afetados crescerá com toda a probabilidade com a mudança climática induzida por humanos", disse Elisabeth Rasmusson, secretária-geral do Conselho de Refugiados da Noruega. A Ásia foi a região mais duramente atingida, com 32 milhões de pessoas afetadas. Os maiores números foram na China (15 milhões, pelas enchentes), Paquistão (11 milhões também por enchentes) e Colômbia (3 milhões, pelo mesmo motivo). O relatório também menciona pessoas afetadas pela seca, estimadas em 108 milhões no ano passado, comparadas a 101 milhões em 2009. Os custos totais estimados destes desastres chega a U$ 130 bilhões, de acordo com a seguradora alemã  Munich RE.
Neste ano, a cena também não é encorajadora, com 10 mil mortos e 19 mil desaparecidos no Japão, e 500 mil desalojados. Nos Estados Unidos, tornados causaram destruição do Alabama a Massachusetts, e enchentes inundaram os estados de Montana a Louisiana. Falando em uma conferência em Oslo, o alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, disse que a questão dos refugiados do clima é "um desafio definitivo de nosso tempo", e criticou a comunidade internacional por não ter vontade política para reduzir o ritmo da mudanca do clima.
Superinteressante.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Frase

Primeiro submarino nuclear brasileiro será usado em 2023

O Brasil possui duas amazônias. A primeira todo mundo conhece: 3,2 milhões de km² de floresta e biodiversidade. A outra, apesar de ocupar toda a porção leste do país, ainda é quase secreta. É a Amazônia Azul, como a Marinha convencionou chamar o território submerso na costa brasileira. A área tem 4,4 milhões de km² de água salgada, e importância econômica incrível — dali é retirado 90% de nosso petróleo e por ali passa 95% de nosso comércio exterior. Escondidos sob as ondas, somente 5 submarinos patrulham essa imensidão — é como patrulhar as fronteiras da floresta amazônica e deixar o miolo desprotegido. Com a descoberta do pré-sal, cuidar dessa área se fez mais urgente ainda.
Para isso, a Marinha traçou um plano de longuíssimo prazo: até 2047, o país terá 26 submarinos patrulhando sua costa. O primeiro passo foi no final de 2008, quando o governo brasileiro firmou um convênio com a França para a transferência da tecnologia do submarino Scorpène. O segundo foi em julho de 2011, com o início da fabricação das novas embarcações no estaleiro de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A próxima geração de submarinos brasileiros deve chegar aos mares em 2017. Mais importante que isso, no entanto, são as mudanças que os engenheiros brasileiros planejam fazer no projeto francês. A ideia é realizar um transplante: sai o motor a diesel, entra um reator nuclear. Começando agora, a Marinha espera concluir a construção do primeiro submarino movido a propulsão nuclear em 2023.
Com isso, o Brasil entraria para o seleto clube dos países que dominam a tecnologia — China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia. Para se ter uma noção da importância estratégica desse veículo, esses 5 são justamente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A importância disso para a segurança e a ciência nacionais:


 Corpo de aço, coração nuclear:
Segundo o comandante da Marinha do Brasil, o submarino é o veículo com o melhor custo/benefício na guerra naval. “Sua vantagem determinante é a capacidade de se ocultar e surpreender”, diz. Na guerra das Malvinas, por exemplo, foi o elemento surpresa que permitiu a um submarino britânico realizar o maior ataque do conflito, quando destruiu um navio argentino e matou 368 homens.
No entanto, os submarinos convencionais têm um grande inconveniente: após alguns dias submersos eles precisam voltar à superfície para literalmente pegar ar e recarregar as baterias — e lá se vai o elemento surpresa. Já o submarino nuclear, graças à capacidade quase inesgotável do seu reator, pode ficar debaixo d’água por meses e atingir altas velocidades por tempo ilimitado. “Ele pode chegar a qualquer lugar rapidamente. Para o inimigo, significa estar em todos os lugares ao mesmo tempo”, diz Moura Neto. Mas homens têm limites: quando o submarino nuclear sobe, é para repor alimentos e desestressar a tripulação.
Desde os anos 70 os militares brasileiros planejam a construção de um submarino nuclear, mas sofriam com barreiras impostas pelas potências estrangeiras. A tecnologia teve de ser desenvolvida aqui dentro — em 1982, o país dominou o ciclo de combustível nuclear. A partir dos anos 90, os recursos minguaram, até a ressurreição recente do projeto. O próximo passo deve ser a construção de um reator nuclear em solo, para testar o equipamento. Ele está sendo desenvolvido no Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP), e deve ser concluído em 2014.
Uma preocupação que envolve o projeto é a falta de profissionais para lidar com a tecnologia. A Comissão Nacional de Energia Nuclear, que em 1991 tinha 3.750 servidores, hoje tem somente 2.550 — com idade média de 56 anos. “Há uma necessidade urgente de reposição e de formação de novos profissionais”, diz José Roberto Piqueira, vice-diretor da Escola Politécnica da USP. Pensando nisso, a USP irá abrir em 2013 um curso de graduação em Engenharia Nuclear, ao lado do centro da Marinha em Iperó. Parcerias entre as duas instituições já estão nos planos.
Galileu.com

Manifestantes vão "ocupar Davos" com iglus

O movimento “Ocupem Wall Street“, que começou no ano passado nos Estados Unidos e se espalhou por diversos países do mundo, chegou à Suíça. Mais precisamente ao Fórum Econômico Mundial, a reunião dos líderes mais ricos do mundo em Davos.
Como o inverno suíço não permite que os manifestantes ocupem em barracas, eles estão construindo iglus
Os ativistas fazem um chamado para que a população lute por mais igualdade de renda, em prol dos 99% e contra o 1% que representaria os ricos – o lema do movimento. E parece que a mensagem conseguiu, de alguma forma, chegar aos líderes que participam da reunião em Davos. No Relatório de Riscos Globais, publicação do Fórum Econômico Mundial, os economistas de Davos admitem que o crescimento das desigualdades sociais é uma das maiores ameaças à econômia mundial nos próximos anos.
Época.com

Arqueólogos descobrem túmulo de cantora dos faraós no Egito

Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 quilômetros do Cairo. O Ministério de Estado para as Antiguidades do Egito anunciou neste domingo que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis III (1490-1436 a.C.).
No corredor de Luxor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo Ministério. O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista Ni Hems Bastet. Os arqueólogos acharam ainda, perto do túmulo do faraó, um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.
A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.
O nome da cantora, Nehmes Bastet, indica que ela estava protegida pelo Deus felino Bastet. Os cientistas concluíram a partir de artefatos que ela cantou no Templo de Karnak, um dos mais famosos e maiores locais de eventos ao ar livre da era faraônica.
Veja.com

sábado, 14 de janeiro de 2012

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Teste sua memória e contribua com o maior experimento do mundo sobre o assunto

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, em parceria com o jornal britânico The Guardian, lançaram esta semana um teste online de memória para coletar dados do público para um estudo de longo prazo sobre o assunto – possivelmente o maior já feito até agora.
“Com essa experiência, pretendemos compreender como é que somos normalmente capazes de recordar experiências parecidas sem nos confundirmos. Muitos eventos podem ter elementos em comum, mas geralmente somos muito bons em distinguir uns dos outros. Nosso experimento é projetado para estudar o impacto da sobreposição desses elementos”, explica Jon Simon, do Departamento de Psicologia Experimental de Cambridge, que lidera o estudo. Ele já avisa que, por isso, é provável que os participantes se confundam e cometam erros no teste – e não há nada com que se preocupar. Além disso, o teste não se destina a ser usado como uma ferramenta de diagnóstico para problemas de memória.
O teste, que dura só alguns minutos, investiga características da memória de longo prazo. Qualquer pessoa pode participar pelo site http://www.guardian.co.uk/memorystudy (em inglês) e todos os dados serão coletados de forma anônima. Os participantes vão analisar palavras apresentadas na tela e diferentes aspectos de sua memória para essas palavras serão avaliados, gerando uma pontuação que pode ser compartilhada no Facebook ou Twitter. Além de permitir que você saiba mais sobre a sua própria memória e contribua com a ciência, o teste é bem bacana para dar uma ideia de como são os experimentos que os pesquisadores conduzem em seus laboratórios.
A expectativa é conseguir coletar dados de milhões de pessoas de todo o mundo. “Acreditamos que o experimento será interessante e divertido para os participantes, mas, além disso, os resultados anônimos que vamos obter contribuirão com uma grande quantidade de dados úteis para nossa pesquisa e poderá proporcionar um avanço real em nosso conhecimento sobre memória”, disse Simon.
Superinteressante.com

Mexa-se! Hormônios recém-descobertos amplia os efeitos de exercícios físicos

Hormônios ajudam a controlar tudo, desde as vezes em que sentimos fome até o ritmo cardíaco. Dezenas deles já foram descritos e agora há mais um novo em cena, que pode ajudar a explicar alguns dos benefícios saudáveis dos exercícios e apontar o caminho para prevenir a obesidade e o diabetes. A descoberta foi descrita na internet na quarta-feira na revista Nature.
 Os exercícios trazem inúmeros benefícios para o corpo e a mente, mas o mecanismo que os dispara até agora permanecia um mistério. “Havia um sentimento na área de que o exercício 'conversa' com vários tecidos do corpo", Bruce Spiegelman, biólogo celular do Dana-Farber Cancer Institute e coautor do novo estudo, relata em uma declaração preparada. “Mas a questão é: de que forma?”
Spiegelman e seus colegas descobriram que o exercício, em camundongos e em seres humanos, desencadeia mudanças sinalizadoras que incluem a produção de um hormônio jamais descrito antes. Eles batizaram o novo hormônio de irisina, em honra à deusa mensageira Iris, por sua habilidade de enviar informações aos tecidos circundantes no organismo.
E as mensagens que a irisina carrega não são triviais; parecem levar a efeitos positivos no corpo. Um aumento de irisina ajuda a transformar a gordura branca na mais benéfica e metabolicamente ativa gordura marrom, que queima mais calorias. Parece também deixar o corpo mais sensível à glicose, uma capacidade importante para evitar o diabetes.
No estudo, pesquisadores descobriram que o exercício aumenta a produção da proteína que regula o metabolismo que, por sua vez, estimula a expressão da proteína que pode produzir o novo hormônio, cuja localização descobriu-se ser as membranas externas das células musculares.
Os efeitos do exercício na produção de hormônio parecem ser duradouros. Mesmo após 12 horas de descanso, camundongos que experimentaram um regime de três semanas de exercícios tinham 65% mais irisina no sangue que os que não se exercitaram. E pessoas que praticaram dez semanas de exercícios de resistência, duplicaram o volume de irisina no sangue em relação aos que não se exercitaram.
Mas os cientistas se indagaram se este hormônio poderia imitar alguns dos efeitos do exercício, sem que os sujeitos precisassem subir na esteira. Para descobrir isso, injetaram em um grupo de camundongos obesos, pré-diabéticos, alimentados com uma dieta com alto teor de gordura, o equivalente de aumento de irisina que teriam ao se exercitar. Após dez dias de injeções esses animais perderam algum peso e ficaram mais sensíveis à glicose, tudo isso sem exercício. E uma dessecação posterior mostrou que o pico de hormônio não teve nenhum efeito biológico negativo.
“É provável que a irisina seja responsável por, pelo menos, alguns efeitos benéficos do exercício sobre o escurecimento dos tecidos adiposos e aumento do gasto energético”, Spiegelman e seus colegas observaram no artigo. Esta descoberta poderia ajudar a explicar um pouco da “queima posterior” de calorias adicionais após atividade vigorosa.
Mesmo que o hormônio prove ser seguro para ser tomado como complemento por seres humanos, não substituirá todas as vantagens de frequentar a academia. Mas pode ajudar as pessoas a combater a obesidade e manter-se mais sensível à glicose, combatendo, assim, o diabetes. Os cientistas agora ainda investigam os possíveis efeitos do hormônio baseado em exercícios em outras doenças, incluindo doenças neurodegenerativas, e licenciaram a descoberta para a Ember Therapeutics (a empresa cofundada por Spiegelman) para o desenvolvimento de medicamentos.
Scientific American.com

DNA rastreia origens da humanidade

Até onde se consegue chegar com uma árvore genealógica? Um projeto internacional de análise de DNA humano tem mostrado ser possível rastrear as origens da humanidade em até 150 mil anos. A partir de amostras do código genético coletadas entre diversas etnias, o Projeto Genográfico, realizado pelas empresas IBM e National Geographic, já reuniu 350 mil amostras de DNA desde 2005 e, com isso, tem conseguido registrar dados sobre a história migratória da raça humana.
Na imagem: (Casal coleta amostras de DNA para enviar
pelo correio à equipe do Genográfico)

Quer saber de onde você veio? Basta comprar o kit por US$ 100 e enviar uma amostra de células da boca pelo correio. O participante recebe um número e depois entra no site do projeto para descobrir a história antropológica de seus ancestrais diretos – onde viviam e como emigraram pelo mundo há milhares de anos.
Além disso, o projeto conta com um consórcio de 11 equipes de pesquisa de várias regiões do mundo que fazem a coleta e análise do DNA das amostras nas suas respectivas áreas. O Brasil está entre elas e já soma mais de 2 mil DNAs registrados. O objetivo final é criar um banco de dados global sobre a variação genética dos seres humanos e suas informações antropológicas, como línguas, costumes sociais etc.
História Viva.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Frase

NASA propõe 14 medidas para reduzir o aquecimento global

A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) desenvolveu um estudo que propõe maneiras de reduzir o aquecimento global. O trabalho indica 14 medidas que o planeta deve adotar para amenizar as intensas mudanças climáticas
De acordo com o estudo, uma ação que conseguisse combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem acarretaria na redução do aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050. Além disso, poderiam ser evitadas mortes por doenças respiratórias e o cenário aumentaria a produtividade agrícola.
O estudo da NASA foi publicado na revista "Science". Segundo os cientistas, compensa investir nas medidas propostas, pois os custos poderiam ser maiores em saúde pública e agricultura. Entre as propostas estão incluídas a substituição de fornos a carvão e controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Os estudiosos acreditam que o combate ao gás metano ajudaria os produtores rurais, pois estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, o que prejudica a respiração das plantas. "As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam", disse o líder do trabalho, Drew Shindell, da NASA, à Folha de S Paulo. "Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá", completa.
Segundo os cálculos dos estudiosos, a produção mundial de alimentos poderia aumentar de 30 milhões a 130 milhões de toneladas, caso o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente devido o combate ao metano.
Apesar deste ser o gás-estufa mais forte ele não é o mais abundante. A fuligem também contribui para a mudança climática, principalmente, quando se acumula sobre a neve e o gelo, pois atrapalha a capacidade da água congelada refletir radiação para fora da Terra.
O estudo ainda adverte que apesar de focarem nestes dois poluentes, as emissões de carbono devem sim ser reduzidas, o mais rápido possível. "Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século."
Saiba quais são as 14 propostas da NASA:
CONTRA O METANO
1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão.
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo.
3. Reduzir vazamentos em gasodutos.
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa.
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações.
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco.
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas.
CONTRA A FULIGEM
1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais.
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel.
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre.
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa.
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás.
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes.
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes.
Exame.com

Estação Espacial Internacional manobra para evitar colisão

Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) terão de manobrá-la nesta sexta-feira para desviar do lixo espacial gerado pelo choque entre dois satélites em 2009. A colisão com um fragmento de satélite pode danificar seriamente a estrutura e os painéis solares da estação.
A manobra será feita por meio de propulsores do chamado 'módulo de serviço Zvezda', que vão fazer a ISS elevar-se 1,5 quilômetro em sua órbita em torno da Terra. A correção da órbita acontecerá às 14h10 no horário de Brasília. Com isso, a estação estará a salvo de um dos pedaços que sobraram do satélite americano Iridium-33, que, desativado, bateu violentamente na carcaça do satélite militar russo Kosmos-2251 em 10 de fevereiro de 2009. Foi a primeira vez que dois satélites colidiram.
Lixo espacial - Os destroços que restaram do acidente estão entre os cerca de 500 mil detritos espaciais que podem causar riscos e são monitorados em tempo real pela Nasa, a agência espacial americana. A maioria do lixo espacial na órbita da Terra é formada por pedaços de satélites e outros aparelhos que têm até 10 centímetros de diâmetro.
Apesar do pouco tamanho, esses detritos viajam a velocidades até 30 vezes maiores do que uma bala de revólver e podem causar sérios danos a satélites ativos e a veículos tripulados, como a ISS. 
Em junho de 2011, os astronautas da missão já haviam se abrigado em uma cápsula de fuga de emergência, a Soyuz, enquanto a estação atravessava uma nuvem de detritos.
A tripulação atual da ISS é composta por seis astronautas: os russos Oleg Kononenko, Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin; os americanos Donald Pettit e Daniel Burbank; e o holandês André Kuipers.
Veja.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Frase

China e Índia irão construir maior telescópio do mundo

A China e a Índia firmaram um acordo para construir um telescópio gigante, que será o maior do mundo em 2018. Ele ficará no topo do vulcão de Mauna Kea, no Havaí.
Esta é a primeira vez que as nações asiáticas se aliam para construir um telescópio, que ajudará os astrônomos em pesquisas sobre a origem do universo, por exemplo. O Thirty Meter Telescope (TMT) será tão poderoso que permitirá aos cientistas ver anos luz de distância.
É a primeira vez que ambas as nações asiáticas participam de um projeto para construção de um instrumento óptico tão grande e que deverá explorar as fronteiras da astronomia. Quando pronto, o telescópio vai permitir aos cientistas investigar objetos a 13 bilhões de anos-luz de distância -- 1 ano-luz equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.
BBC Brasil.com

Organização ambientalista "esconde" espécies ameaçadas em floresta tropical

A organização ambientalista WWF lançou uma nova campanha publicitária na França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados em uma floresta tropical.
O observador precisa encontrar os animais escondidos em meio à folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas.
Eles foram escondidos de várias formas: um tronco de uma árvore pode ser um dos animais, uma folhagem com detalhes pode ser outro.
Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar.
As imagens foram espalhadas no sistema de metrô de Paris e também foram publicadas na revista Lonely Planet.
Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los.
"O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais", afirmou.
BBC Brasil.com

Diversidade de plantas no semi-árido é fundamental para atenuar o aquecimento

Estudo que envolveu 50 pesquisadores, inclusive dois brasileiros, concluiu que quanto mais espécies de plantas em zonas de clima árido e semi-árido, mais fácil de preservar o ecossistema, pois aumenta a capacidade delas executarem diferentes funções como manter a fertilidade do solo, controlar a erosão e regular e o clima. De acordo com o estudo, a preservação da diversidade de plantas nestes pontos do planeta pode atenuar as mudanças climáticas e o processo de desertificação.
“Embora já houvesse evidências de que a biodiversidade é importante para o bom funcionamento dos ecossistemas, este é o primeiro trabalho a avaliar explicitamente relações entre a função do ecossistema e da biodiversidade em condições naturais, em uma escala global em zonas secas”, afirmou Roberto Romão, professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana, que participou do estudo publicado nesta quinta-feira pelo periódico científico Science.
Os pesquisadores tiveram como base mais de 2600 de amostras de solo e 224 observações diretas em ecossistemas naturais espalhados em todos os continentes, exceto na Antártida. “Neste estudo, analisou-se 14 variáveis relacionadas com o ciclo de elementos, tais como carbono, nitrogênio e fósforo, que por sua vez, são bons indicadores do funcionamento dos ecossistemas, como manutençãode fertilidade do solo, controle de erosão, regulaçãodo clima através do fixação do CO2 atmosférico.”, explicou.
As zonas áridas são de grande importância mundial pois cobrem 41% da superfície terrestre, abrigam 38% da população humana, e tem uma grande importância para a manutenção da biodiversidade global, uma vez que nelas estão 20% dos principais centros de diversidade de plantas e 30% das principais áreas de aves endêmicas.
“Estes ecossistemas são também muito vulneráveis às alterações climáticas e à desertificação, dois dos principais problemas ambientais enfrentados pela humanidade”, pontuou Romão. E completou: “Nesse sentido, os resultados indicam que o aquecimento global que sofre o planeta diminuirá a funcionalidade das zonas áridas, com um impacto negativo na sua capacidade de produzir serviços essenciais para a manutenção da vida no planeta”.
IG Ciência.com 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Frase

A invasão dos "drones"

Há dez anos, os drones pareciam pertencer mais à saga Guerra nas Estrelas, do que à realidade. Mas o fato é que os aviões não tripulados já representam 31% da frota militar dos Estados Unidos. E mais: são um negócio em franca expansão, tanto para veteranas do setor, como a Boeing, como para empresas menos conhecidas, como a General Atomics.
De acordo com um documento divulgado hoje pelo site da Wired, a invasão dos drones acelerou nos últimos anos. Em 2005, por exemplo, apenas 5% da frota militar americana era formada por essas aeronaves. Hoje, há 7.494 drones em operação, contra 10.767 aviões pilotados.
Em um país onde a indústria bélica tem a força, os drones também se tornaram um mercado bilionário. Nos últimos dez anos, esse negócio movimentou 26 bilhões de dólares. E há potencial para muito mais. A Força Aérea americana estima que, em 2020, o mercado mundial de drones alcance 55 bilhões de dólares – sendo 77% dele dominado pelos Estados Unidos.
Como tudo que envolve dinheiro, várias empresas já iniciaram uma corrida para dominar a maior fatia desse mercado. Já em 2009, um relatório divulgado pela Forbes informava que a Boeing, por exemplo, espera alcançar 1 bilhão de dólares em faturamento nesse mercado, por volta de 2015. A operação é tocada por meio da Insitu, uma controlada que começou como construtora de bases de lançamento.
Mas, ao lado de medalhões como a maior fabricante de aviação dos Estados Unidos, estão concorrentes relativamente novos nesse mercado. Um dos casos de maior sucesso é o da GAA, controlada pela companhia de energia atômica General Atomics.
Criada em 1993, a GAA é responsável pelo desenvolvimento de um dos maiores sucessos do mundo dos drones, o Predator – um avião de ataque já utilizado em missões no Paquistão e no Iêmen, entre outros lugares. Atualmente, as Forças Armadas americanas possuem 161 deles.
Exame.com

Via Láctea abriga pelo menos 100 bilhões de planetas

A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui pelo menos 100 bilhões de planetas, de acordo com um estudo que será publicado nesta quinta-feira no periódico britânico Nature. A equipe internacional de cientistas descobriu que há em média um planeta para cada estrela na galáxia. Isso significa que existem pelo menos 1.500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. O estudo também concluiu que existem mais planetas do tamanho da Terra do que gigantes gasosos, como Júpiter.
Os resultados são baseados em seis anos de observações. No estudo, os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente, que tira vantagem do próprio movimento das estrelas. Se uma passa em frente à outra, a gravidade daquela que está mais à frente desvia a luz da estrela que está ao fundo. Como resultado, o astro mais próximo da Terra atua como uma lente gigante, amplificando a luz da estrela mais distante. Um planeta que acompanha a estrela mais próxima pode ajudar a aumentar o brilho da estrela distante. Esse brilho adicional revela o planeta, que normalmente seria pequeno e apagado demais para ser observado por telescópios e outras técnicas de observação.
Dos 40 eventos analisados pelos cientistas, três mostraram evidências de exoplanetas, como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. Por meio de análise estatística, a equipe descobriu que uma a cada seis estrelas tinha um companheiro com a mesma massa de Júpiter. Metade das estrelas observadas tinham mundos parecidos com Netuno e dois terços eram orbitadas por exoplanetas de massa parecida com a da Terra.
Segundo os autores do estudo, os resultados das principais técnicas de detecção de planetas estão convergindo rapidamente para um resultado em comum. "Exoplanetas são comuns em nossa galáxia, e os planetas menores são mais abundantes que os grandes", disse o astrônomo da Nasa Stephen Kane, coautor da pesquisa. "São resultados que encorajam a procura por planetas habitáveis".
Veja.com

Rússia busca a água mais pura do mundo

Cientistas russos estão próximos de alcançar a superfície de um lago subterrâneo na Antártida isolado há aproximadamente 15 milhões de anos. Sua água doce, saturada de oxigênio como nenhuma outra no planeta, pode abrigar formas de vida pré-históricas, espécies de bactérias que sobreviveram a diversas mudanças climáticas e geológicas e podem ajudar a explicar a origem da vida na Terra e a possibilidade de sua existência em outros planetas.
Europa, uma das luas de Júpiter, por exemplo, tem gelo em sua superfície e pode ter água em estado líquido no subsolo, graças ao calor que vem do núcleo do astro. São condições similares às encontradas no lago Vostok, que está quase quatro quilômetros abaixo do gelo do continente, tem 300 quilômetros de comprimento e possui até mil metros de profundidade em alguns pontos.

"Essa água é provavelmente a mais antiga do planeta. Não temos provas concretas, mas os dados indicam que, no fundo do lago, deve haver formas de vida como extremófilos", afirmou a cientista chefe da expedição do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas da Rússia, Valery Lukin. O Vostok é o maior dos mais de 100 lagos subterrâneos na Antártida e foi descoberto em 1957 pelos russos, feito classificado como um dos mais importantes achados geográficos do século 20. Desde então, muitas tentativas para chegar à sua superfície foram feitas, mas a pressão do gelo, as temperaturas extremas e o temor de contaminar uma fonte de tamanha importância científica impossibilitaram a pesquisa até agora.
A atual  tentativa, agora próxima do sucesso, começou em novembro de 2011. "A perfuração foi reiniciada em 2 de janeiro. Neste tempo, avançamos 16 metros", afirmou Lukin. A previsão é de que a sonda alcance seu objetivo nas próximas duas ou três semanas.
Os cientistas afirmam ainda que os resultados da exploração ajudarão a prever as mudanças climáticas na Terra durante os próximos séculos, já que o Vostok guarda a memória climática dos últimos séculos.
EXTREMÓFILOS
São organismos que conseguem sobreviver em condições extremas, que matariam a grande maioria dos seres vivos conhecidos. Grandes profundidades no mar, leitos de vulcões ativos e ambientes ácidos, ricos em arsênio ou com pouco oxigênio são alguns exemplos de ambientes extremos. Normalmente, micróbios são os únicos organismos que conseguem sobreviver nesses ambientes inóspitos.
Estudando como isso acontece, os cientistas buscam prever como a vida pode se desenvolver em outros planetas, como Marte, que não tem uma atmosfera como a da Terra. Eles podem explicar ainda como a vida começou em nosso planeta.
Veja.com

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Frase

Para virar superpotência, China vai enviar homem à Lua

Quase 40 anos após a última missão tripulada à lua, realizada pelos Estados Unidos, o governo chinês confirmou a intenção de enviar seus astronautas ao satélite. O objetivo é tornar o país asiático uma superpotência espacial.
O projeto chinês tem ambições que vão desde fazer descobertas tecnológicas à criação de uma base para vôos espaciais tripulados, de acordo com o documento publicado na última quinta-feira. 
Em 5 anos, o país espera enviar um veículo não-tripulado à lua. A chegada dos primeiros taikonautas, como são chamados os astronautas da China, deve acontecer por volta de 2025. 
O país, inclusive, já conseguiu enviar dois satélites até a órbita lunar, que serviram apenas para recolher informações fotográficas. 
Uma das coisas que mais chama a atenção é o contraste entre a ambição chinesa e o “hiato desconfortável” da NASA, lembra o jornal inglês The Guardian
Em julho deste ano, a agência espacial norte-americana encerrou seu programa de ônibus espaciais e, entre outros fatores, perdeu habilidade em enviar seus astronautas ao espaço
“A emergência da China tem o potencial para ameaçar o prestígio dos EUA no espaço”, diz o jornal inglês.
A ambição chinesa contrasta muito com a atual decadência da Nasa!!! 
Exame.com 

Carta de Beethoven será apresentada ao público na Alemanha

 Uma valiosa carta, assinada por Ludwig van Beethoven, será apresentada ao público no próximo dia 18 de janeiro pelo Instituto Brahms, anunciou nesta segunda-feira a instituição na cidade de Lübeck.
Segundo o diretor da instituição, Wolfgang Sandberger, a carta possui um valor estimado entre 100 mil e 150 mil euros e integra parte de uma ampla coleção que a pedagoga musical Renate Wirth (1920-2011), bisneta do destinatário da carta, deixou de herança à associação do Instituto Brahms.
No escrito, datado em julho de 1823, Beethoven (1770-1827) pede ajuda ao compositor e harpista Franz Anton Stockhausen para encontrar um comprador para a partitura da então recém acabada 'Missa Solemnis', considerada pelo próprio músico como uma de suas obras mais significativas.
carta, com uma extensão de três páginas - amareladas e quebradiças devido à passagem do tempo -, é a peça mais valiosa da coleção que a família Stockhausen conseguiu salvar das duas guerras mundiais, algo em torno de 20 caixas de arquivo.
Entre estes objetos de grande valor, figuram partituras, exemplares de ensaio, programas de concertos, listas manuscritas do repertório do Joachim-Quartet, talvez o quarteto mais importante da época em Brahms, algumas fotos e uma batuta de marfim do músico Julius Stockhausen.
Para o instituto, que não investiga somente o trabalho de Johannes Brahms, mas também sobre todos os músicos de seu entorno, este legado tem um valor musicológico enorme, já que reflete toda a importância que a família Stochkhausen possuía.
O filho de Franz Anton Stockhausen, Julius (1826-1906), foi cantor e figura chave do gênero 'lied' alemão, ao ser o primeiro a interpretar, ao lado de Brahms (1833-1897), os ciclos completos de 'Die Winterreise' ('Viagem de Inverno') e 'Die schöne Müllerin' ('A Bela Moleira'), do compositor austríaco Franz Schubert.
A carta de Beethoven, enviada quatro anos antes de sua morte para Stockhausen em Paris, será apresentada publicamente na quarta-feira da próxima semana no Instituto Brahms, com sede no Conservatório Superior de Música de Lübeck, no norte da Alemanha.
A preciosa carta poderá ser vista pelo público até o próximo dia 29, no museu do instituto.
Exame.com

Relógio do Apocalipse é ajustado em 1 minuto e chega a 23h55

O Relógio do Apocalipse aproximou-se mais da meia-noite. Cientistas atômicos que atualizam seus ponteiros sempre que consideram que os riscos de uma catástrofe nuclear ou climática têm um impacto sobre o tempo de vida de nosso planeta o ajustaram para cinco minutos para a meia-noite. Em 2010, a previsão era mais otimista, e o relógio marcava seis minutos para a meia-noite.
Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.
Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. "A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática", afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.
"A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre", disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.
Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.
Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. "A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática", afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.
"A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre", disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.
A maior preocupação dos cientistas são os impactos do desastre do qual foi vítima o Japão, em 2011 e a proliferação de programas nucleares. Eles também acreditam que a Coreia do Norte é motivo de preocupação e, assim como outros países que apresentam problemas para a comunidade global, é um sintoma de um problema na realidade maior e global e defendem que é necessário que tanto países com programas nucleares quanto as nações sem programas nucleares precisam agir imediatamente.
Em 2007, devido à ameaça representada pelos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, além do renovado interesse dos EUA em usar armas nucleares, o relógio marcava cinco minutos para a meia-noite. Neste mesmo ano, os cientistas adicionaram o fator mudança climática ao cálculo para definir o Relógio do Apocalipse.
Os esforços da comunidade global para reduzir o arsenal nuclear e limitar as consequências negativas da mudança climática surtiram efeito e, em 2010, o relógio foi atrasado em um minuto, marcando seis minutos para a meia-noite. Mas agora, segundo os cientistas, a comunidade global teve um retrocesso devido a políticas que não parecem levar em conta o bem-estar do planeta.
"Nos EUA, a política está nos guiando e não a lógica", disse Krauss, sobre a posição do país quanto a mudança climática. Mas o grupo de cientistas lembra que os EUA não estão sozinhos ao assumirem esta postura
A maior preocupação dos cientistas são os impactos do desastre do qual foi vítima o Japão, em 2011 e a proliferação de programas nucleares. Eles também acreditam que a Coreia do Norte é motivo de preocupação e, assim como outros países que apresentam problemas para a comunidade global, é um sintoma de um problema na realidade maior e global e defendem que é necessário que tanto países com programas nucleares quanto as nações sem programas nucleares precisam agir imediatamente.
Em 2007, devido à ameaça representada pelos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, além do renovado interesse dos EUA em usar armas nucleares, o relógio marcava cinco minutos para a meia-noite. Neste mesmo ano, os cientistas adicionaram o fator mudança climática ao cálculo para definir o Relógio do Apocalipse.
Os esforços da comunidade global para reduzir o arsenal nuclear e limitar as consequências negativas da mudança climática surtiram efeito e, em 2010, o relógio foi atrasado em um minuto, marcando seis minutos para a meia-noite. Mas agora, segundo os cientistas, a comunidade global teve um retrocesso devido a políticas que não parecem levar em conta o bem-estar do planeta.
"Nos EUA, a política está nos guiando e não a lógica", disse Krauss, sobre a posição do país quanto a mudança climática. Mas o grupo de cientistas lembra que os EUA não estão sozinhos ao assumirem esta postura.
O Relógio do Apocalipse foi criado poucos anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, em 1947, como um método de alertar o mundo quanto à vulnerabilidade do planeta. Desde que foi criado, o relógio tem variado entre dois a 17 minutos na sua previsão do apocalipse. Os ponteiros do relógio apontaram para o prognóstico mais desesperador em 1953, indicando apenas dois minutos para a temível meia-noite. O motivo disso foi que, no ano anterior, os Estados Unidos testaram a Bomba H, uma bomba de hidrogênio capaz de exterminar a raça humana. Nove meses depois, os soviéticos repetiram o experimento.
Com o fim da Guerra Fria e a queda do império soviético, o Relógio do Apocalipse começou a apresentar previsões mais otimistas. A melhor delas, até agora, foi em 1991, quando os ponteiros marcavam 17 minutos para o fim do mundo. O motivo disso foi que, naquele ano, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado para a Redução de Armas Estratégicas.
Site Terra

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Frase

Londres prepara primeira Olimpíada sustentável da história

Os preparativos para os jogos olímpicos de Londres estão a todo o vapor!!!
É como dizia aquele velho comercial: o tempo passa, o tempo voa. Faltam apenas 200 dias para os Jogos Olímpicos de Londres. E se os últimos quatro anos voaram, imaginem essas duas centenas de dias. Não vamos nem ver passar. Quando nos dermos conta, já estaremos assistindo a cerimônia de abertura do maior espetáculo esportivo do mundo, no dia 27 de julho.
A capital inglesa é a primeira sede a incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do planejamento. Antes disso, somente os jogos de inverno de Vancouver, havia aderido à proposta.
O projeto para a olimpíada de 2012 é ir além do “verde” deixando um legado positivo para as comunidades e para o meio ambiente.
Segundo a comissão coordenadora do evento esportivo, alguns pré-requisitos foram levados em consideração durante toda a elaboração da estrutura para os jogos, como: utilizar estruturas já existentes sempre que possível; construir novas estruturas apenas quando forem úteis em longo prazo após os jogos e usar construções temporárias para o restante; incentivar a mudança e uma vida mais sustentável em todo o território inglês.
Para garantir que os três pilares que formam a sustentabilidade sejam priorizados em todas as etapas de planejamento dos jogos olímpicos de Londres, os dirigentes contaram com o apoio da ONG ambiental WWF. Assim foi criado o Plano de Sustentabilidade Londres 2012, com cinco temas principais:
1. Alterações Climáticas – Minimizar as emissões de gases de efeito estufa, garantindo facilidade para que as próximas gerações sejam capazes de lidarem com os impactos das mudanças climáticas.
2. Resíduos – Minimizar o desperdício em todas as fases do projeto, garantir que não haja resíduos enviados para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novas infraestruturas de tratamento de resíduos na área ocidental de Londres.
3. Biodiversidade – Minimizar o impacto dos jogos sobre a vida selvagem e dos seus habitats nas áreas ao redor dos centros esportivos.
4. Inclusão – Promover o acesso a todos e celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando novas oportunidades de emprego, formação e negócios.
5. Vida saudável – Inspirar pessoas em todo o país a assumirem e desenvolverem as práticas esportivas, estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis.
Todos estes pré-requisitos são controlados e certificados pela norma britânica 8901: Especificação de Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Além disso, os ingleses já disponibilizaram o Relatório de Sustentabilidade Londres 2012: Um caminho para a mudança, no qual estão inclusas as propostas colocadas em prática durante 2011.
O Rio de Janeiro sediará os jogos olímpicos seguintes aos de Londres e a intenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a sustentabilidade também esteja presente em todo o projeto nacional. O mesmo está ocorrendo nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que pretende se tornar a “Copa Verde”.
Exame.com

Emissão de gases pode adiar próxima Era do Gelo

O aumento da emissão de gases que aceleram o efeito estufa poderá atrasar a chegada da próxima era do gelo, de acordo com um estudo publicado no periódico britânico Nature Geoscience. A pesquisa foi realizada em conjunto pelas universidades de Cambridge e University College London, ambas da Inglaterra, e pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
O atual período quente da Terra começou há 11.000 anos e, seguindo o padrão pré-histórico, deveria dar lugar a outra era do gelo em 1.500 anos. A previsão é feita com base em modelos astronômicos que mostram o padrão orbital da Terra com todas suas flutuações nos últimos milhões de anos.
Os cientistas afirmam que há atualmente uma concentração muito grande de gases que aceleram o efeito estufa, aprisionando o calor solar na atmosfera da Terra. Essa concentração é muito maior do que o observado há milhões de anos. No passado havia 280 partes por milhão de gás carbônico na atmosfera. Atualmente, são 390 partes por milhão. Por causa disso, acreditam os autores do estudo, as forças que causariam o resfriamento natural do planeta provavelmente não conseguirão dar início à próxima era do gelo no tempo previsto pelos modelos astronômicos.
Pode parecer uma boa notícia, mas um dos autores do estudo, o geólogo Jim Channel, da Universidade da Flórida, diz que o cenário é preocupante. De acordo com Channel, as calotas de gelo da Antártida já estão desestabilizadas pelo aquecimento global. Quando elas derreterem e se tornarem parte do oceano, haverá um aumento dramático no nível dos oceanos. "O estudo mostra a importância do controle das emissões e como o gás carbônico vem influenciando o ciclo natural da Terra por milhões de anos", destacaram os autores.
PARA LEMBRAR:  EFEITO ESTUFA
O efeito estufa ocorre quando alguns gases da atmosfera aprisionam a radiação infravermelha. Esse efeito faz o planeta ficar mais quente, assim como uma estufa de plantas mantém a temperatura interior mais alta. O efeito estufa é causado por gases como o gás carbônico, o metano e o óxido nítrico. Quanto mais gases desse tipo existirem em suspensão, mais o ar retém o calor. É por isso que os gases do efeito estufa podem acelerar o aquecimento global.
Veja.com

domingo, 8 de janeiro de 2012

Aquecimento dos oceanos também ameaça a pesca

O aumento da temperatura da superfície dos oceanos limita o movimento de nutrientes e, como conseqüência, diminui a produção de peixes. O prejuízo afetará o cotidiano de bilhões de pessoas, como aponta o relatório Rumo à Recuperação e Sustentabilidade dos Grandes Ecossistemas Marinhos do Mundo durante as Alterações Climáticas, produzido pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
O documento faz projeções em longo prazo sobre os efeitos das mudanças climáticas nos grandes ecossistemas marinhos, que incluem bacias hidrográficas e estuários, e indica que a limitação da ressurgência, movimento ascendente dos nutrientes das águas profundas e mais frias, afetará principalmente os grandes ecossistemas marinhos de países em latitudes mais quentes da Ásia, África e América Latina. As regiões dependem dos recursos costeiros e produção de peixes para segurança alimentar e outros meios de subsistência.
As temperaturas das superfícies aumentaram em 61 dos 64 grandes ecossistemas marinhos entre 1982 e 2006, como aponta o relatório. Cerca de um terço das áreas cobertas por eles teve temperatura elevada de duas a quatro vezes mais rápido do que indicam as tendências de aquecimento global do IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU. Além disso, o tamanho médio dos peixes está diminuindo, apesar do aumento de pesca em águas mornas.
A recomendação da ONU é que se estabeleçam níveis sustentáveis de captura em latitudes mais quentes e medidas imediatas de precaução para:
- sustentar a pesca marinha;
- restaurar e proteger os habitats costeiros, incluindo sumidouros de carbono, e
- reduzir a carga de poluição.
National Geographic.com

Será que os ETs moram nas luas de Saturno?

O ano começou com um espetáculo de luzes maior do que qualquer árvore de Natal foi capaz de proporcionar em 2011. A Nasa, agência espacial americana, divulgou no fim do ano passado imagens com nitidez inédita de três das 62 luas conhecidas de Saturno. Dentre elas está a maior de todas, Titã, alvo de grande interesse científico por ser a única que tem uma atmosfera, semelhante à que existiu na Terra no passado – assim, poderia abrigar vida. Dione e Encélado são os outros dois satélites naturais retratados, dignos de atenção semelhante por conta de suas características pouco convencionais em comparação às da nossa Lua.
As fotos foram produzidas pela sonda Cassini. Lançada em 1997, ela chegou à órbita de Saturno em 2004. No conjunto de imagens enviadas, algumas surpresas, como flagrantes de uma Lua passando em frente ou por trás de outra. Observações desse tipo são essenciais para o estudo das órbitas desses satélites – período em que eles circundam o planeta.
Esses corpos celestes normalmente são gelados e sem atmosfera, daí o magnetismo da gigante Titã para atrair telescópios em todo o mundo. A atmosfera da maior lua de Saturno é rica em nitrogênio, que forma uma grossa camada sobre o corpo gelado (a temperatura beira os 180oC negativos) e uma névoa constante. A enorme lua tem ainda um sistema climático, com chuvas de metano caindo do céu e formando lagos. Por conta dessas e outras características, cientistas especulam que Titã possa ser um dos melhores lugares no nosso sistema solar para encontrar vida fora da Terra. No caso do nosso planeta, a presença de metano indica atividade orgânica, por isso poderia indicá-la também em vários cantos do universo.
Outra das luas fotografadas, Dione guarda mistérios, mas é menos complexa. Tem um dos hemisférios cheio de crateras, além de uma intricada cadeia de penhascos de gelo. Terceiro maior satélite natural de Saturno, está a uma distância do planeta muito parecida com a que separa a Lua e a Terra. Bem menor é Encélado. Com 505 quilômetros de diâmetro, sexta maior entre todas, ela se diferencia por ter tanto gelo que reflete 100% da luz do Sol que recebe, o que lhe garante um lugar de destaque entre os corpos mais brilhantes do sistema solar. Com nome inspirado num gigante na mitologia grega, possui cenário de ficção científica. Estranhos gêiseres de gelo entram constantemente em erupção no polo sul do satélite. Eles são impulsionados por misteriosas forças no interior da lua. Cientistas especulam que um oceano corra sob a crosta congelada, tornando-o outro candidato a abrigar vida extraterreste – a presença de água em estado líquido é também indicativo de atividade biológica.
As descobertas do Cassini agradaram tanto aos astrônomos que a missão foi estendida para durar até maio de 2017. A princípio, ela só ficaria na órbita de Saturno até 2008, prazo que se estendeu para 2010 e, recentemente, foi mais uma vez prorrogado. A Nasa e outros participantes da missão, como a Agência Espacial Europeia, acreditam que há muito mais a ser descoberto sobre as luas e os anéis do planeta, distante mais de 1 bilhão de quilômetros da Terra. “Foi mais um ano de viagens frutíferas por esse magnífico setor do nosso sistema solar”, disse Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens do Cassini. A sonda tem duas câmeras a bordo, que captam imagens em alta resolução mesmo a milhões de quilômetros de distância.
O próximo sobrevoo sobre um satélite deve ocorrer no fim do mês. A sonda vai novamente focar suas lentes em Titã, a mais provável casa de vida extraterrestre em nosso sistema solar. Assim, pode ser que até 2017 os cientistas saibam responder a uma das mais aflitivas perguntas da humanidade: “Estamos sós?"

Isto É. com

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Frase

"Todo problema é uma forma mental que a mente mantém.
Os problemas deixam de existir quando os esquecemos".
                                                        (Samael Aun Weor)

Memória e raciocínio começam a diminuir perto dos 40

Memória e raciocínio parecem começar a diminuir perto dos quarenta anos, muito antes do estimado até agora, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira, 6, na revista médica britânica British Medical Journal.
Aumento da expectativa de vida leva à necessidade de entender processos cognitivos - Reuters
Aumento da expectativa de vida leva à necessidade de entender processos cognitivos.
Até agora, acreditava-se que a perda ou diminuição das faculdades mentais começava aos 60 anos, mas a nova pesquisa situa essa deterioração muito antes.
A análise dos dados foi conduzida por especialistas do Centro de Investigação em Epidemiologia e Saúde da População de França e da University College de Londres, que estudaram a saúde mental de mais de sete mil pessoas em um período de dez anos.
O estudo foi focado em funcionários públicos do Reino Unido, com idades entre 45 e 70 anos no início da investigação, que foi realizada entre os anos de 1997 e 2007 e levou em conta os diferentes níveis educacionais dos voluntários.
As funções cognitivas foram avaliadas três vezes ao longo do período, a fim de avaliar a memória, o vocabulário, a audição e a compreensão. Entre as tarefas solicitadas, estavam escrever o maior número de palavras que pudessem lembrar começando com a letra S e a maior quantidade de nomes de animais.
Todas as pontuações cognitivas, com exceção do vocabulário, começaram a diminuir em todos os grupos de idades estudados e os autores puderam detectar que a queda foi mais rápida entre os mais velhos.
"A expectativa de vida continua aumentando e entender o envelhecimento cognitivo será um dos grandes desafios deste século", concluem os autores.
Os especialistas também destacaram a importância de levar uma vida saudável, já que isso traz benefícios a longo prazo. "Existe um consenso de que aquilo que é bom para o coração, também é para a cabeça", dizem.
Estadão.com