domingo, 22 de abril de 2012

Dia Mundial da Terra

Todos os anos, a 22 de Abril celebra-se o Dia Mundial da Terra.
A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.
Inspirado pelos protestos dos jovens norte-americanos que contestavam a guerra, Gaylord Nelson, desenvolveu esforços para conseguir colocar o tema da preservação da Terra na agenda política norte-americana.
A população aderiu em força à manifestação e mais de 20 milhões de americanos manifestaram-se a favor da preservação da terra e do ambiente.
Desde essa data, no dia 22 de Abril milhões de cidadãos em todo o mundo manifestam o seu comprimisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.

O Dia da Terra foi marcado por protestos no mundo.


A Terra – espaço vital para povos de todas as nações. A proteção de nosso planeta azul diz respeito a todos nós. A fim de dar exemplo quando se trata de preservar a natureza, mais de 175 países irão comemorar do Dia da Terra neste 22 de abril. O fator decisivo aqui é que cada um de nós possa dar uma pequena contribuição à proteção ambiental. A valiosa água potável pode ser preservada graças ao uso inteligente de recursos modernos.
Ao redor de dois terços da Terra é coberta com água. Entretanto, apenas 0,3% de todas as reservas de água são adequadas para nosso uso como água potável. Nesta conjunção, a distribuição e o consumo variam enormemente de país para país. A fim de utilizar a água com prudência, é importante desenvolver um sentimento quanto aos volumes de água que consumimos.

sábado, 21 de abril de 2012

Frase

        "Cada um de nós é uma lua e tem um lado escuro
             que nunca mostra a ninguém". (Mark Twain)

Poluição pode ser responsável por morte de abelhas

Um novo estudo publicado recentemente pelo periódico científico Journal of Applied Ecology afirma que a poluição por metais pesados em determinados locais está relacionada ao declínio de comunidades de abelhas selvagens.
De grande importância para a manutenção da flora através da polinização, as abelhas selvagens, em muitos casos, são mais efetivas do que técnicas humanas para concluir o processo de fecundação.
Conduzido por pesquisadores poloneses e do Reino Unido, o estudo foi realizado em locais que apresentavam índices de poluição por metais pesados ​​a partir de fundições localizadas nos países europeus.
Os resultados desta pesquisa mostraram que nos locais com os maiores índices de poluição não havia nenhuma ou somente uma espécie de abelhas silvestre, enquanto os locais com menores quantidades de poluentes tinham de4 a 5 espécies diferentesdo animal, com até dez indivíduos.
Houve também um aumento de abelhas mortas com o crescimento do nível de poluição por metais pesados, elevando-se 20% em locais vazios de 50% em locais com uma elevada contaminação.
National Geographic

Acompanhe terremotos, furacões e tempestades em tempo real


Você tem curiosidade de saber em que parte do planeta ocorreu o último abalo sísmico? Se tem, a resposta (até este post ser publicado) é: Mar das Molucas, na Indonésia, às 17:23 do dia 19/04, com magnitude de 5.3 graus, segundo o Instituto de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. E quanto a grandes tempestades, gostaria de saber se há possibilidade de chuvas fortes ou ciclones na sua cidade?
Para quem se interessa pelos fenômenos naturais, uma boa dica é o aplicativo Painel Global*, que reúne diferentes informações do monitoramento da Terra em tempo real. Os dados são oficiais e chegam ao aplicativo assim que são reportadas por instituições científicas. O mapa, que está repleto de imagens de satélite, também aceita contribuições de internautas sobre novos eventos.
É possível acompanhar as atividades de vulcões e a ocorrência de eventos climáticos extremos como terremotos, furacões, tsunamis ou tempestades. O Painel Global também repassa informações de aeroportos sobre as temperaturas recordes no Brasil e no resto do mundo e monitora a Estação Espacial Internacionalos dados como latitude, longitude, altitude, distância até São Paulo e período de órbita estão à esquerda do mapa mundi e as linhas pontilhadas mostram o seu percurso.
No site do aplicativo ainda há um fórum onde trocam-se informações sobre os fenômenos naturais e um grupo de perfis do Twitter que postam sobre meteorologia e outros assuntos.
Superinteressante.com

Estudo afirma que região da Grécia é vulnerável a tsunamis

Nova evidência geológica sugere que a região da Grécia ainda poderia enfrentar tsunamis como o que matou centenas de invasores persas durante um cerco à antiga Potideia, no ano 479 antes de Cristo. De acordo com estudo de Klaus Reicherter da Universidade de Aachen da Alemanha, região é vulnerável à grandes ondas resultantes de terremotos.
Os sedimentos estudados na península grega do norte, onde fica Potideia, e sua contraparte moderna 'Nea Potidea', revelaram sinais de eventos marinhos maciços, como ondas de grande tamanho.
Já as escavações realizadas nos subúrbios da cidade antiga de Mende, no sul da França, também revelaram a ocorrência de um fenômeno natural de grande potência no século V antes de Cristo.
As camadas sedimentares de Mende contêm depósitos antigos que provêm provavelmente do fundo marinho e foram arrastados pelo tsunami, segundo os cientistas.
O evento foi descrito previamente pelo historiador grego Heródoto, testemunha da catástrofe.
Segundo Reicherter, o estudo sugere que o Golfo de Salônica, onde fica a península grega - uma área densamente povoada que também é destino turístico -, deve ser incluído entre as regiões da Grécia propensas aos tsunamis.
A pesquisa foi apresentada na quinta-feira, durante a Reunião Anual da Sociedade Sismológica dos Estados Unidos (SSA, na sigla em inglês), em San Diego, Califórnia.

Madrugada terá chuvas de meteoros visível a olho nu

Se as condições meteorológicas permitirem, a madrugada de sábado para domingo deve ter um bonito espetáculo no céu. Será o ápice da chamada chuva de meteoros Lirídeas, que deve ter até 20 desses corpos aparecendo por hora.
Conhecido também como estrela cadente, esse fenômeno acontece quando fragmentos de poeira entram em contato com a atmosfera terrestre. O encontro acaba produzindo uma faixa de luz, cuja intensidade pode variar.
A distribuição dessas partículas não é uniforme e, vez por outra, nosso planeta passa por regiões onde há maiores concentrações, oriundas de asteroides e cometas.
Como o próprio nome sugere, o fenômeno desta madrugada acontece na constelação de Lira. Para localizá-la no céu, o ideal é encontrar a estrela Vega, que é a mais brilhante.
Embora o espetáculo seja visível durante boa parte da noite, deve ficar mais fácil de identificá-lo já no fim da madrugada, quando a constelação estará alta no céu.
"Vale lembrar que, para ver bem a chuva de meteoros, é preciso estar num lugar escuro. As luzes da cidade atrapalham a visualização", explica o astrofísico Gustavo Rojas, da UFSCar. Nessas condições, será possível vê-los a olho nu.
Folha.com

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Frase

População crescente e má gestão ameaçam aquíferos latino-americanos

A América Latina está mais avançada do que outras regiões do mundo nos cuidados com suas águas subterrâneas, segundo a Unesco, mas a organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura adverte para os riscos do aumento da população, da falta de políticas de gestão dos aquíferos, da contaminação ou da quantidade de poços sem controle.
"Nesta região estão muito mais avançados do que em outras regiões. Mas isso não quer dizer que não se tem ainda que melhorar a situação", disse Alice Aureli, encarregada do Programa Hidrológico Internacional da Unesco.
Na região há especialistas de altíssimo nível, mas também há situações onde ainda falta conhecimento e leis e capacidade de por em andamento o que é o desenvolvimento sustentável econômico e social de um país", acrescentou Aureli, lembrando que cerca de 70% da água usada nas cidades é subterrânea.
"É o recurso hídrico que todos utilizamos e do qual todos dependemos", enfatizou, defendendo a importância de conscientizar em todos os níveis sobre a necessidade de preservar os aquíferos, com uma perspectiva de longo prazo.
Aureli participa de quarta até a sexta-feira (20), em Montevidéu, da primeira consulta regional no âmbito do Projeto Governança de Águas subterrâneas, programa desenvolvido pela Unesco junto com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Associação Internacional de Hidrogeólogos (AIH) e o Banco Mundial (Bird).
A especialista avaliou que em questão de risco, o aumento da população é mais importante do que a mudança climática, mas é preciso somar também a contaminação, a falta de políticas de gestão das águas subterrâneas e a quantidade de poços, muitos sem nenhum tipo de controle.
"É um problema muito complexo porque o acesso à água não pode ser caro", afirmou Aureli. "Se a pessoa que precisa de recursos hídricos antes de pensar em si próprio pensa em como o que está fazendo pode prejudicar seu entorno, as coisas mudariam. As leis não servem para mudar o mundo. Um usuário que queira esconder um poço o fará, sempre. (...) Quando se compreenda que se compartilha, os benefícios afinal são maiores, as coisas irão melhor, mas não estamos lá ainda, falta muito".
o aumento da população é mais importante do que a mudança climática, mas é preciso somar também a contaminação, a falta de políticas de gestão das águas subterrâneas e a quantidade de poços, muitos sem nenhum tipo de controle.
A contaminação é mais difícil de detectar no caso das águas subterrâneas e também é maior o tempo para se recuperar o aquífero, se for possível fazê-lo.
"O perigo é muito maior", assegurou, destacando que "é muito difícil descontaminar um aquífero".
Aureli destacou um exemplo bem sucedido no Chile, no qual diante do esgotamento de alguns aquíferos começou-se a trabalhar com os usuários até o nível governamental.
Mas "também é um exemplo que nos diz outra vez até que o homem não enfrente um problema, não procura um remédio. Não precisamos chegar a situações de aquíferos já comprometidos para começar a aprovar legislações ou tentar remediar o problema. Há países onde os aquíferos ainda não têm problemas mas se não os estudamos, não os gerirmos, os problemas virão dentro de 10 ou 20 anos", alertou.
Segundo a alta funcionária da Unesco, apesar da importância das águas subterrâneas, o tema não terá destaque na conferência sobre sustentabilidade Rio+20, que será celebrada em meados do ano.
"Fala-se de economia verde, mas (...) sem uma sociedade que se comprometeu e age na defesa de valores ambientais, nunca se alcançará a economia sustentável para o futuro e para todo mundo", acrescentou.
O encontro em Montevidéu é o primeiro de cinco que serão celebrados em Quênia, Jordânia, China e Holanda entre 2012 e 2013.

África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem especialistas

Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.
No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.

O trabalho, publicado na revista científica Environmental Research Letters, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.
Escassez
Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.
Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.
Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.
"As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade", diz Helen Bonsor, da BGS.
"A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme."
Estratégia
Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.
Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.
Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.
No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.
"Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos", disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.
Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.
"Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária", diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.
"Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos", afirma Bonsor.
"Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima."
Estadão.com

 


 


Representação dos gêmeos de Cleópatra e Marco Antonio é encontrada no Egito

O Conselho Nacional de Pesquisa da Itália (CNR) anunciou nesta sexta-feira a descoberta da única representação dos gêmeos, menino e menina, fruto da relação da rainha egípcia Cleópatra com o general Marco Antonio.
A imagem foi encontrada pela egiptóloga italiana Giuseppina Capriotti, que trabalha para o CNR, e que, em declarações à Agência Efe, explicou que se trata da única imagem encontrada até agora dos gêmeos, Cleópatra Selene II e Alexandre Hélio.
Giuseppina detalhou como após vários anos de pesquisa pôde publicar um estudo no qual é provado que as duas crianças que aparecem nesta escultura, abraçados e com o sol e a lua sobre suas cabeças, são os gêmeos de Cleópatra e que Marco Antonio reconheceu como seus filhos.
obra que representa os gêmeos nus, tem cerca de um metro e foi achada em um templo dedicado à deusa Hathor, na cidade de Dendera, e nela pode-se observar um menino com o cabelo encaracolado curto e uma trança lateral típica dos pequenos egípcios da época, enquanto a menina tem um penteado que lembra o de Cleópatra.
A professora baseia suas investigações tanto em considerações do tipo iconográfica, já que a escultura pode ser datada no período do reinado de Cleópatra VII pelos detalhes estilísticos, como do ponto de vista simbólico.
Sobre a menina, identificada com o nome que a puseram seus pais, Cleópatra Selene, aparece o símbolo da lua; no menino, aparece um sol, que representa seu nome, Alexandre Hélio.
'No Egito, a lua era um símbolo para os homens, e o sol para as mulheres, mas deve-se levar em conta a contaminação cultural grega na relação de Cleópatra com Marco Antonio', destacou Giuseppina.
professora explicou, além disso, como 'os nomes foram dados às duas crianças quando Cleópatra viajou a Antioquia para ver Marco Antonio e este os reconheceu como seus filhos, porque tinham nascido antes do casamento, e nesse período houve um eclipse que inspirou o batismo das crianças e sua representação abraçados'.
Do amor entre Cleópatra e o general romano no ano 40 a.C, nasceram três crianças: primeiro os gêmeos e depois Tolomeo Filadelfo, mas a única imagem conhecida até então de todos eles era a do rosto de Selene, que foi casada com o rei africano Juba II de Numidia, em Roma, em uma moeda e em uma escultura.
No entanto, de seus irmãos não existia nenhuma representação e, após o suicídio de seus pais, tanto Alexandre Hélio como Tolomeo 'seguramente tiveram um triste destino', apontou a egiptóloga do CNR, que lembrou como as dinastias posteriores puderam acabar com todas as representações iconográficas dos herdeiros de Cleópatra.(EFE)
Veja.com 

Pesquisadores propõem transporte a vácuo para dar a volta ao mundo em 6h

Designers estão trabalhando em um novo sistema de transporte que, se for implantado com sucesso, vai permitir que um passageiro faça uma viagem de Nova York a Los Angeles em apenas 45 minutos. Por usar um sistema sem ar e sem fricção, o Evacuated Tube Transport (ETT) será um método de transporte mais rápido, barato e seguro que trens expressos e aviões.
Segundo seus desenvolvedores, os transportes, capazes de levar seis passageiros, podem atingir a impressionante velocidade de 6.500 km/h, usando menos energia que outros meios de tranporte convencionais. Apesar da velocidade, os designers garantem que os passageiros serão submetidos a mínimas forças gravitacionais.
A tecnologia do ETT foi registrada pelo engenheiro mecânico Daryl Oster em 1997. Desde então ele tenta transformar o projeto em realidade, mas não obteve sucesso até agora.
Época.com

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Frase

        A má notícia é que o tempo voa.
           A boa, é que você é o piloto.


DIA DO ÍNDIO - População autodeclarada indígena cresceu 178%, em três décadas

O número de pessoas que se autodeclaram indígenas praticamente triplicou nos últimos trinta anos, passando de 294.131, em 1991, para 817.963, em 2010. Os dados constam de uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE com base nos Censos de 1991, 2000 e 2010.
Atualmente, segundo o órgão, os indígenas representam 0,4% da população brasileira.
Em comparação ao Censo de 2000, a população indígena cresceu 11,4% (ou 84 mil pessoas), de 734.127 para 817.963, número bem menos expressivo do que no período 1991/2000, que registrou um aumento de 150% (ou 440 mil pessoas), de 294.131 para 734.127.
De acordo com o IBGE, ainda que os povos indígenas tenham experimentado crescimento acelerado em função de altas taxas de fecundidade, os dados do Censo de 2000 superaram as expectativas, com um ritmo de crescimento anual de 10,8% no período 1991/2000.
Tal fato refletiria o aumento do número de pessoas que, em 1991, se identificaram em outras categorias de "cor" ou "raça" e que, em 2000, passaram a se identificar como indígenas.
O IBGE credita esse fenômeno ao processo de "etnogênese" ou "reetinização", quando "os povos indígenas reassumem e recriam suas tradições, após terem sido forçados a escondê-las e a negar suas identidades tribais como estratégias de sobrevivência".
Já os resultados do Censo 2010 revelaram, na comparação com 2000, um ritmo de crescimento anual de 1,1%.

Área Urbana x Área Rural

O Censo de 2010 também revelou que a maior parte dos indígenas (502.783 ou 61,5% da população total) reside atualmente em áreas rurais, enquanto que 315.180 moram em áreas urbanas (ou 38,5%).
Segundo o IBGE, há cada vez menos pessoas se autodeclarando indígenas nas cidades. Em 1991, esse contingente somava 71.026 pessoas, passou para 383.298 em 2000 e caiu para 315.180 em 2010.
A redução de 68 mil pessoas, a maior parte proveniente na região Sudeste, deve-se, segundo o IBGE, ao fato de que muitas pessoas deixaram de se classificar como indígenas nas cidades por não ter afinidade com seu povo de origem.
Por outro lado, no campo, o número de indígenas totalizava 223.105 em 1991, subiu para 350.829, em 2000, e chegou a 502.783 em 2010.
Entre as grandes regiões do país, a região Norte se manteve na liderança nos Censos de 1991 (42,2%), 2000 (29,1%) e 2010 (37,4%). A região também se destacou na área rural, com 50,5%, 47,6% e 48,6%, respectivamente.
Já no segmento urbano, o Sudeste concentrava 35,4% da população indígena em 1991 e 36,7% em 2000, mas o Nordeste passou a ter maior contingente de indígenas em cidades em 2010, com 33,7%.

Amazonas na dianteira

Em números absolutos, o Amazonas concentra a maior população indígena do país (168,7 mil pessoas, ou 20,6% do total), enquanto a menor está no Rio Grande do Norte (2,5 mil ou 0,3% do total).
Apenas seis estados registraram, em 2010, mais de 1% de população autodeclarada indígena (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima).
Por outro lado, 13 unidades da Federação apresentaram taxas de população indígena abaixo da média nacional (0,4%).
O Amazonas também lidera o ranking de municípios com maior população indígena. Dos dez primeiros, seis estão localizados no estado. O primeiro lugar ficou com São Gabriel da Cachoeira, com 29.017 indígenas, segundo o Censo de 2010.
No tocante à população relativa, ou seja, a proporção da população indígena na população total por municípios, quem encabeça a lista dos municípios é Uiramutã, em Roraima, onde 88,1% do total de habitantes se consideraram indígenas em 2010.

Expansão

A população indígena não só aumentou, como também se expandiu nas últimas três décadas. Segundo o Censo de 1991, em 34,5% dos municípios brasileiros, residia pelo menos um indígena autodeclarado.
No Censo de 2000, essa taxa cresceu para 63,5% e, de acordo com o Censo de 2010, chegou a 80,5% dos municípios brasileiros.

População indígena no Brasil

1991
Urbana: 71.026
Rural: 223.105
Total: 294.131
2001
Urbana: 383.298
Rural: 350.829
Total: 734.127
2010
Urbana: 315.180
Rural: 502.783
Total: 817.963  Fonte: IBGE
BBC.com

Vai faltar chocolate no mundo

Você é chocólatra? É que, segundo o especialista em agricultura David Guest, da Universidade de Sidney, se os métodos de cultivo do cacau não se modernizarem, poderemos passar por uma crise de chocolate. Isso mesmo: daqui a 10 anos não será fácil encontrar o doce nos mercados.
De acordo com Guest, para suprir a demanda de economias ascendentes, como a China, a produção mundial de cacau precisa aumentar cerca de 25% até 2020. Isso significa produzir um milhão de toneladas a mais por ano (atualmente, são colhidas 3,6 milhões de toneladas anualmente.
Ao mesmo tempo, agricultores que trabalham com o produto muitas vezes não têm acesso a tecnologias que aumentem o ritmo da produção. Além disso, as áreas onde o fruto é cultivado, no oeste da África, na América do Sul e no Sudeste da Ásia, seriam mais vulneráveis à ameaça das mudanças climáticas e às pestes que podem afetar as plantações.
Guest, em pessoa, já viajou para zonas produtoras para ensinar agricultores a escolher melhor sementes e divulgar métodos mais sustentáveis de produção. Mas alerta: se os produtores não tiverem acesso a novas tecnologias, o chocolate ficará cada vez mais raro – e caro.
Galileu.com
Um estudo divulgado nesta quinta-feira (19) mostrou que, pela primeira vez, mecanismos biologicamente importantes, como hereditariedade e evolução, puderam ser reproduzidos em laboratório usando substâncias artificiais.
Uma equipe de pesquisadores, incluindo um brasileiro, conseguiu criar seis polímeros sintéticos capazes de armazenar e copiar as informações genéticas presentes no ácido desoxirribonucleico, o DNA, que carrega em todas as células as informações necessárias à vida.
No experimento, eles também puderam mudar estas informações em um processo análogo à evolução, um passo importante para algo que recebeu o nome de genética sintética.
“Polímeros sintéticos já existiam e também era quimicamente possível reproduzir este processo, porém, pela primeira vez conseguimos trazer informações do DNA para o polímero sintético e dele para o DNA”, disse Vitor Pinheiro do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge e autor do estudo.
O processo de armazenamento de informações genéticas depende de dois compostos naturais, já muito conhecidos pela ciência, o DNA e o RNA. Os ácidos nucleicos DNA e RNA fornecem a base molecular para toda a vida através de sua habilidade única para armazenar e propagar informações através da combinação de quatro partes menores, chamadas de bases: guanina, citosina, adenina e timina.
O estudo publicado nesta quinta-feira (19) no periódico científico Science um sistema sintético que permitiu a replicação da informação codificada por polímeros que receberam o nome de XNA. “A informação genética pode ir do DNA para o XNA e de volta para o DNA, o que complete o ciclo replicação. Polímeros podem sintetizar o XNA do modelo de DNA e temos outro tipo de polímero que pode usar o XNA como modelo para converter a informação desta sequência genética em DNA”, disse Philipp Holliger, também autor do estudo.
Mas o experimento não parou por aí. O sistema sintético também evoluiu, ou seja, as cópias do material genético apresentaram mutações, a base do processo evolutivo. A equipe de pesquisadores também submeteu um dos polímeros, conhecidos como HNA, às condições laboratoriais semelhantes à seleção natural.
“Num aspecto mais prático, se você pode armazenar informação e replicá-la, a evolução é apenas uma consequência individual disto. E para todos os polímeros que conseguimos fazer, abrimos o espaço de sequenciamento, que antes não poderia ser explorado. Portanto, seremos capazes de encontrar novas estruturas e fenótipos. Eu acredito que esta plataforma nos possibilitarás um amplo alcance de aplicação tecnológica”, disse Holliger.
De acordo com os pesquisadores, a ideia do experimento não é o de criar um Frankenstein, mas sim de usar a “propriedade tão surpreendente do DNA e do RNA de armazenar informação”. “É um sistema que já isola uma molécula com melhor estabilidade biológica e química. Com isso podemos desenvolver novas drogas baseadas em ácidos ribonucleicos para o tratamento de várias doenças”, disse Pinheiro.
Os pesquisadores estão procurando substitutos para componentes do sistema genético natural. “Não há nenhum problema com o DNA e o RNA assim que os usamos para estudar biologia. Acredito que há um interesse crescente no estudo do DNA e do RNA não só para alcançar alguma informação particular sobre este funcionamento mais também para construir, por exemplo, nanotecnologias”, disse.
IG Ciência 

Índia testa míssil nuclear de longo alcance com sucesso

A Índia testou com sucesso seu primeiro míssil nuclear de longo alcance, por volta das 8h desta quinta-feira (19). O projétil foi batizado de Agni V e tem capacidade de atacar alvos situados a mais de 5 mil quilômetros. Isso significa que ele pode chegar, na teoria, a quase todos os pontos da Ásia e da Rússia e a algumas das principais cidades da Europa Oriental.
Este é o primeiro teste realizado pelo país com o novo míssil. O lançamento estava marcado para acontecer na quarta-feira (18), na ilha de Wheeler, situada em frente à costa oriental do país, mas uma forte tempestade impediu. O Agni V deve passar ainda por novos testes antes de ser introduzido nas forças armadas da Índia.
“A Índia é hoje um país com capacidade provada para projetar, desenvolver e produzir um míssil balístico de longo alcance. Agora somos uma potência em matéria de mísseis”, diz V.K. Saraswat, chefe da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa. “O rendimento do míssil Agni-V ficou provado com sucesso em suas três fases. Todos os objetivos da missão e os objetivos operacionais foram alcançados”, explica.
Com o lançamento, o país asiático entra em um pequeno grupo de países capazes de atingir alvos a longa distância, composto por Rússia, China, Estados Unidos, França e Reino Unido, embora se acredite que Israel também possui algum tipo de projétil similar.
Época.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Frase

O calculador do futuro

Bruce Bueno de Mesquita previu que o então presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, renunciaria em 2008. Acertou. Também anteviu o acordo de paz entre o Reino Unido e o grupo terrorista IRA, em 1998. Cinco anos antes da morte do líder do Irã, Aiatolá Khomeini, antecipou que ele seria sucedido em 1989 pelo Aiatolá Khamenei e que o clérigo Akbar Rafsanjani, pouco conhecido, assumiria a presidência do país. Foram mais de duas mil previsões em 30 anos, que renderam ao professor da Universidade de Nova York a reputação de acertar (quase) tudo. Mesquita não tem bola de cristal, mas um algoritmo a partir do qual são feitas tais previsões, e se tornou o maior expoente de um ramo da ciência política que, em vez de analisar, calcula o futuro.
        Não falta gente importante atrás desse tipo de adivinhação — que, no caso de Mesquita, custa pelo menos US$ 50 mil por consulta. Governos, grandes companhias, órgãos de inteligência e escritórios de advocacia são alguns de seus clientes. A CIA, por exemplo, contratou o professor mais de uma vez — e, em um de seus relatórios, calcula que ele acertou 90% das previsões encomendadas nos anos 80. Mas Mesquita se gaba mesmo de outra ocasião em que o governo americano pediu seus relatórios. Ele calculou que o Irã não construirá uma bomba nuclear pelo menos até 2014. Na época da análise, em 2007, os EUA estudavam bombardear o país e a previsão, de acordo com Mesquita, ajudou a evitar que Bush fizesse outra das suas. “É certo que o governo tinha outras fontes, mas a previsão de que o Irã não construiria a bomba amarrou as mãos do presidente”, diz o especialista a Galileu.
Vende-se o amanhã A consultoria do cientista político, Mesquita & Roundell, é uma de várias “adivinhadoras” a usar a teoria dos jogos, ramo da matemática que considera que toda pessoa sempre age de acordo com seus interesses — e, por isso, pode ter suas ações previstas por uma fórmula. A Decide, na Holanda, é outra delas. “Já estimamos o desfecho de negociações da União Europeia e eventos como a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas”, afirma Reinier van Oosten, criador dos algoritmos da empresa. Outras consultorias, como a CRA International e a do economista Paul Milgrom, ambas dos EUA, executam modelos para prever resultados que vão de leilões a grandes negociações.
        Acertos do tipo têm aumentado o apelo das previsões baseadas na teoria dos jogos, que calculam os confrontos de interesses das pessoas influentes envolvidas na questão (entenda os detalhes abaixo). Para descobrir se o Irã irá ou não construir uma bomba atômica, por exemplo, Mesquita selecionou 87 “jogadores” que poderiam influenciar o resultado, como o presidente do Irã, radicais religiosos, o conselho de segurança da ONU, representantes da Europa, Estados Unidos, Israel, entre outros. Após convidar cientistas políticos para fazer uma análise das intenções de cada um dos jogadores, Mesquita atribuiu uma nota de 0 a 200 em indicadores sobre a orientação e a influência deles na fabricação (ou não) da bomba. O complexo algoritmo calcula as colisões entre os interesses de todos e produz como resultado um número, também de 0 a 200, usado para definir a previsão.
Esse número vai mudando conforme as colisões são simuladas. No caso do Irã, estabilizou em 118. A interpretação de Mesquita para o resultado foi de que o país, só para mostrar que é capaz, produziria material suficiente para construir a arma. Mesmo assim, ele não iria fabricar, de fato, a bomba. Se o número, por exemplo, superasse 160, a avaliação seria de que a arma viraria realidade. Nas previsões do modelo computadorizado, o presidente Mahmoud Ahmadinejad é o jogador mais poderoso do país e teria vontade de construir e testar a bomba, mas seu poder deve encolher com o tempo por conta de correntes contrárias ligadas a líderes religiosos moderados.
        Esse tipo de consultoria não existe no Brasil. “Somente grandes federações industriais e comerciais talvez usassem isso”, diz Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos. Mesquita, no entanto, admite que fez previsões recentes relacionadas ao Brasil. E para por aí.
Críticas previsíveis Apesar de relativo sucesso comercial e de reputação, o uso desse tipo de sistema para previsões de política internacional é contestado. “Existem muitas variáveis e parâmetros a serem calculados. É possível ter ideias e recomendações, não prever o futuro”, diz o israelense Robert Aumann, prêmio Nobel de Economia em 2005 por seus estudos sobre a teoria dos jogos. Ele não é uma voz solitária. Um grupo de acadêmicos americanos liderado por Stephen Walt, professor de ciência política de Harvard, é contra a abordagem e debate frequentemente com Mesquita em publicações científicas. “Apesar de saberem muito dos acontecimentos, [os cientistas políticos tradicionais] estão longe de ter bom julgamento sobre o que irá acontecer. É fácil falar depois de um fato”, provoca Mesquita.
        Se ainda são objeto de polêmica na política, os modelos estão consolidados em outras áreas. “Funcionam melhor para leilões e situações judiciais, em que as regras do jogo são bem estruturadas e estabelecidas”, diz Aumann, que também é professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. É nesse campo que atua, por exemplo, a consultoria americana CRA International, dando dicas sobre leilões de ações, estratégias de negócios, fusões e aquisições de companhias. “Cobrimos principalmente indústrias de energia, agricultura, commodities, telecomunicações, minerais, transporte e saúde”, diz Brad Miller, que chefiou a área de modelos de teoria dos jogos da companhia durante 15 anos. Paul Milgrom, professor de economia na Universidade Stanford, também usa o sistema há 15 anos para aconselhar clientes em lances de leilões. “Mostro como devem se comportar numa situação estratégica”, diz Milgrom, que já atendeu Google, Yahoo! e a companhia de telecomunicações Vodafone.
Bola de cristal Contra os críticos, Bruce Bueno de Mesquita exibe o relatório da CIA afirmando que seu sistema tem o dobro da eficiência dos especialistas do governo americano e diz que a taxa de acertos de 90% continua. Difícil provar, já que a CIA não divulga novos documentos sobre seu trabalho desde 1993, e as empresas que o contratam não divulgam resultados, o que cria uma certa aura de mistério. O ganhador do Nobel diz conhecer seu trabalho somente pela mídia. “É uma taxa maravilhosa, mas eu nunca estudei a fundo as pesquisas para saber se é verdade”, diz Aumann. Mesquita argumenta que não sobreviveria tanto tempo no mercado se não estivesse tão certo nas previsões. Mas até ele admite que fatores externos podem atrapalhá-las. “Imagine que um jogador importantíssimo teve um ataque cardíaco no meio de um processo político. Isso altera tudo. Mas, mesmo assim, é possível reprogramar o modelo.”
Às vezes, as motivações dos jogadores são diferentes das imaginadas por uma consultoria. Por isso, esse tipo de modelo não funciona sem cientistas políticos gabaritados para dizer ao algoritmo quais são as notas de cada jogador. “É uma combinação de ciência e arte. Os consultores precisam ter experiência para fazer a teoria dos jogos se encaixar na situação real”, diz Miller, da CRA International. Nesse campo, a máquina não substituiu o homem por completo. E não é difícil de prever que isso ainda está longe de acontecer.

Galileu.com 

A 100 dias do início dos jogos, Londres corre para concluir obras

Restando exatos 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de 2012, a cidade de Londres corre contra o relógio para acertar os últimos detalhes. Apesar de construções permanentes já estarem concluídas, como o estádio e o velódromo, resta instalar 200 mil assentos e 10 mil banheiros móveis em arenas temporárias. Na Horse Guards Parade, onde será disputado o vôlei de praia, ainda é necessário despejar cerca de 3 mil toneladas de areia.
Milhões de pessoas estão se preparando para fazer o melhor trabalho de suas vidas e receber o mundo”, disse Coe. “Há uma onda de apoio e entusiasmo nesta contagem regressiva para o começo das Olimpíadas, não só no Reino Unido como em outros países. O mundo todo está se preparando para Londres. As expectativas são elevadas, e nós não vamos decepcionar”, completou o ex-atleta, medalha de ouro nos 1500 m nas Olimpíadas de 1980 e de 1984.
Cerca de R$ 26,8 bilhões foram desembolsados na organização das Olimpíadas de Londres. Uma pesquisa feita recentemente no Reino Unido aponta que 64% das pessoas consideram o valor muito elevado.

Explosões solares são capturadas por câmeras da Nasa

A agência espacial americana, Nasa, divulgou imagens de uma poderosa explosão solar que liberou plasma super aquecido da superfície do sol no espaço.
A explosão foi registrada pela espaçonave do Observatório de Dinâmica Solar, parte de uma missão de cinco anos focada no sol.
Embora a tempestade não tenha sido a mais forte do ano, fotos e vídeo da erupção solar chamam a atenção pela propagação de plasma no espaço.
CMEs (ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais) extremamente fortes podem colocar em risco astronautas e satélites no espaço, assim como redes de energia, navegação e sistemas de comunicação na Terra.
Folha.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

Frase

Existe um gene que pode nos deixar mais inteligente

Cientistas descobriram que uma mudança genética pequena pode alterar a agilidade de seu raciocínio.
Segundo uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, um único gene pode ser alterar seu quociente de inteligência. A partir de ressonâncias e da análise de amostras do DNA de 20mil pessoas, cientistas perceberam que o HMGA2 (o gene) pode aumentar ou diminuir seu QI em 1,29 pontos.
Pode parecer uma quantidade pequena, mas a comprovação de que uma variação química leve pode ter um impacto no raciocínio é um grande avanço – tanto que ela pode aumentar o tamanho do seu cérebro em 0,58%, cerca de duas colheres de chá a mais de massa cinzenta.
Galileu.com

Em naufrágios e outros desastres, mulheres e crianças só conseguem sair por último

Nesta sexta-feira 13 aconteceu a estréia da versão 3D de “Titanic”. No filme, homens cedem seus lugares nos botes salva-vidas para garantir o resgate do maior número de mulheres e crianças possível. Mas uma pesquisa que analisou 18 naufrágios mostra que a situação, na vida real, é bem diferente – como você pode imaginar após o desastre do Costa Concórdia e o comportamento do Capitão Francesco Schettino.
Em todos os naufrágios analisados, nos quais 15 mil pessoas morreram, 17,8% das mulheres sobreviveram, enquanto, no caso dos homens, o número sobe para 34,5%. Mas a análise aponta que o Titanic tem uma estatística diferente: 70% das mulheres foram salvas, contra 20% dos passageiros masculinos. Mas isso pode ter outros motivos, já que há relatos de que o Capitão Smith, que comandava o navio, ameaçou atirar em rapazes que tomassem lugares nos botes antes de sua vez.
Mas a diferença nas taxas de sobrevivência entre os sexos pode ter um outro motivo fora a falta de cavalheirismo. Na mesma época do naufrágio do Titanic, o navio Lusitania também afundou - e em menos de 20 minutos já estava completamente submerso, não havendo tempo para a evacuação. Neste caso, homens, naturalmente mais resistentes, tinham uma maior chance de sobrevivência do que as senhoras, muitas vezes também preocupadas com os filhos.
Galileu.com 

Hubble capta imagem panorâmica de área turbulenta do espaço

Para festejar os 22º aniversário da chegada do Telescópio Espacial Hubble ao espaço, equipe de astrônomos apresentou imagem da 30 Dourados, a mais brilhante região de formação estelar nos arredores da galáxia. A imagem representa um dos maiores mosaicos feitos a partir de fotos captadas  30 Dourados fica na nebulosa Tarântula, a 170 mil anos luz da Terra. Ela está tão perto da Terra que o Hubble consegue captar imagens de estrelas sozinhas em alta resolução, o que dá aos astronautas informações importantes sobre o nascimento e evolução das estrelas.
A região mais brilhante da nebulosa é um gigante aglomerado de estrelas jovens, chamado de NGC 2070. São aproximadamente 500 mil estrelas de apenas 2 a 3 milhões de anos.
O Hubble foi levado ao espaço em 20 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.
IG Ciência

ONU critica falta de liderança do Brasil p/ Rio+20

O subsecretário-geral das Nações Unidas Achim Steiner criticou ontem o Brasil por mandar "sinais trocados" nas negociações da Rio+20 e cobrou liderança do país anfitrião da conferência da ONU.
Para ele, as preparações "não estão onde deveriam estar" e, na cena internacional, já se começa a comparar a Rio+20 com a fracassada conferência do clima de Copenhague. Alemão nascido no Rio Grande do Sul, Steiner é diretor-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente).
Ele falou durante um evento do Ministério do Meio Ambiente, no Rio, onde foi debatida governança ambiental, um dos eixos da conferência.
O Itamaraty, que conduz a negociação em nome do governo brasileiro, não mandou representantes ao evento.
"O mundo não está discutindo a Rio+20 como discutiu a Rio-92", afirmou, dizendo que uma posição mais proativa do Brasil é um dos fatores capazes de transformar a reunião de junho numa cúpula de fato, "e não numa mera conferência" da ONU.
Um dos alvos da crítica é a relutância do país em apoiar a transformação do Pnuma em agência independente da ONU, como a Organização Mundial da Saúde.
Segundo ele, a importância da questão ambiental hoje torna necessário aumentar o poder dos ministros do Ambiente de influir na chamada "governança" internacional, pautando ações de governos.
Ministros da Saúde têm esse poder, via agências como a OMS. Mas o Pnuma não tem capacidade análoga.
Segundo Steiner, um Pnuma "turbinado" também ajudaria a tornar mais eficiente a governança ambiental.
Hoje existem cerca de 500 convenções ambientais na ONU. Só as 14 mais importantes demandaram, na conta do subsecretário, mais de 800 dias de reuniões em 2011. Uma agência como a OMS resolve alguns assuntos com meras resoluções, disse.
A criação da nova agência foi proposta pela União Europeia e conta hoje com a adesão de mais de 120 países.
O Brasil tem se posicionado de forma dúbia a respeito para não se indispor com países como os EUA, que não querem uma nova agência -e cuja participação é vital para o sucesso da Rio+20.
"O Brasil pode fazer uma de duas coisas: colocar-se ao lado dos países que querem mudar o mundo ou manter o status quo", disse Steiner. "Não estou dizendo que uma agência é a melhor solução, mas, se você tem uma ideia melhor, coloque-a na mesa."
Folha.com

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Frase

"A felicidade que inspiramos tem algo de encantador que,
longe de enfraquecer, como todos os reflexos, volta para
                 nós mais radiosa". (Victor Hugo)

Missão vai explorar "continente de plástico", no Pacífico


Guiada por satélites "high-tech", uma escuna francesa da década de 1930 vai, em breve, partir ao encontro do "7º continente" - uma gigantesca placa de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico, seis vezes maior do que a França.
"Chocado pelos detritos encontrados no mar" durante sua participação numa competição de remo, em 2009, o explorador Patrick Deixonne decidiu realizar esta expedição científica para alertar o mundo sobre a "catástrofe ecológica" em curso, no nordeste do Pacífico.
Esta placa de lixo "fica em águas pouco usadas pela marinha mercante e o turismo, e a comunidade internacional não se preocupa por enquanto", disse ele.
Membro da Sociedade de Exploradores franceses (SEF), que patrocina a aventura, e fundador da Ocean Scientific Logistic (OSL), com sede em Caiena, na Guiana Francesa (América do Sul), Deixonne afirmou à AFP querer "ser os olhos dos franceses e dos europeus para este fenômeno".
Ex-bombeiro do Centro Espacial de Kourou e conhecedor da floresta guianense, Patrick Deixonne, 47 anos, define-se como um "explorador de uma nova geração que deve documentar os grandes problemas ambientais, porque a informação é a chave da mudança".
A missão "7º Continente" sairá no dia 2 de maio de San Diego (Estados Unidos) a bordo da L'Elan, uma escuna de dois mastros construída em 1938, para um mês de navegação e um périplo de 2.500 milhas náuticas (4.630 km) entre a Califórnia e o Havaí, onde o explorador Charles Moore descobriu, por acaso, em 1997, esta incrível massa de resíduos plásticos.
Até o momento, à exceção da passagem da missão Tara-Océans pela região, para proteger o plâncton, apenas duas expedições americanas a estudaram, em 2006 e 2009.
O lixo se acumula a ponto de encontrar correntes marítimas fortes que se deslocam sob o efeito da rotação da Terra, segundo o princípio da força de Coriolis, e formam um imenso vórtice denominado "Vortex de Gyre".
                                                                    À direita, Aglomerado de lixo visto de dentro do oceano
A força centrípeda aspira lentamente o lixo para o centro dessa espiral que poderá se tornar então uma das maiores do planeta: 22.200 km de circunferência e cerca de 3,4 milhões de km2, segundo o Centro Nacional de Estudos Espaciais (Cnes) que patrocina o projeto.
"Estima-se em várias dezenas de milhões de toneladas a quantidade de detritos nos cinco pontos do globo", explica Georges Grépin, biologista e assessor científico da OSL Ocean Scientific Logistic.
Outros cientistas marinhos já encontraram fragmentos de plástico em todas as amostras de água do oceano obtidas na perna inicial da travessia do Projeto 5 Gyres (Giros), o primeiro estudo global sobre poluição marinha por plástico.
São "essencialmente microdetritos de plástico decomposto em suspensão sobre 30 metros de profundidade. Não é verdadeiramente um continente sobre o qual pode-se caminhar, no sentido próprio", precisou.
A escuna será guiada por dois satélites da Nasa, Aqua e Terra, para se dirigir aos locais onde a concentração de resíduos é a mais forte, para medir sua densidade.
Um captador, elaborado por alunos de engenharia, será testado numa boia à deriva. Deverá permitir distinguir na água os plásticos dos plânctons e outras partículas vivas, depois cartografar as zonas poluídas com imagens por satélite, pela primeira vez no mundo.
Também serão soltas, durante o percurso, outras 12 boias de estudos científicos pertencentes à agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), ao programa de estudo dos oceanos da Unesco e ao projeto juventude Argonáutica, para permitir a milhares de estudantes no mundo realizar um estudo das correntes marítimas.
IG Ciência

Ônibus espacial Discovery será enviado para museu

O ônibus espacial Discovery tem ainda uma última missão para completar. Nesta terça-feira (17), ele partirá do centro espacial Kennedy, na Flórida, pela última vez, a bordo de um jumbo modificado rumo ao hangar do Instituto Smithsonian, em Washington.
Nesta segunda-feira, funcionários do centro especial tiraram fotos em frente ao Discovery. Os seis astronautas que participaram do voo final do Discovery, há um ano, também estavam presentes para o tributo emocional.
O primeiro lançamento do Discovery aconteceu em 1984, o ônibus especial fez 39 voos, um recorde. Entre os ônibus espaciais existentes, o Discovery é o mais antigo e o primeiro a virar peça de museu. A Agência especial Americana encerrou o programa de ônibus espaciais em 2011, após 30 anos de missões.
IG Ciência

Crateras de asteroides podem esconder vida em Marte, indica pesquisa

Crateras formadas pela queda de asteroides podem ser os locais mais propícios para se encontrar vida em planetas como Marte, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Edimburgo.
Os cientistas acreditam que tais locais podem abrigar micróbios, sugerindo que crateras em outros planetas também podem "esconder vida".
Eles afirmam que foram descobertos organismos vivos sob o local onde um asteroide caiu na Terra há cerca de 35 milhões de anos.
Os pesquisadores escavaram por quase 2 km de profundidade sob a cratera de um grande asteroide que caiu em Chesapeake, Califórnia, EUA.
Amostras subterrâneas mostram que os micróbios estavam espalhados, de forma desigual, sob a pedra, sugerindo que o meio-ambiente estaria ainda se adaptando ao evento, mesmo 35 milhões de anos após o impacto.
Os pesquisadores dizem que o calor do impacto de uma colisão de asteroide mataria qualquer vida na superfície, mas falhas em rochas subterrâneas permitiriam que água e nutrientes chegassem até as profundezas, possibilitando a vida.
Segundo a tese dos cientistas, as crateras proporcionariam um refúgio aos micróbios, protegendo-os dos efeitos de mudanças climáticas, como aquecimentos globais e eras glaciais.
"As áreas profundamente fraturadas ao redor do local onde ocorreram os impactos poderiam proporcionar um refúgio seguro no qual os micróbios prosperariam por longos períodos de tempo" disse Charles Cockell, da equipe de pesquisadores.
"Nossas descobertas sugerem que a o subterrâneo das crateras de Marte podem ser um local promissor para se procurar por evidência de vida", completa.
Estadão.com 

domingo, 15 de abril de 2012

Frase

"Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão,
que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil;
e terceiro, por experiência, que é o mais amargo". (Confúcio)

Nova rota pelo Ártico vira opção de navegação com derretimento de icebergs

Cem anos depois do naufrágio do Titanic, uma nova rota de navegação comercial ligando o Atlântico Norte e o Pacífico pelo Ártico, apresenta riscos e desafios ainda desconhecidos, apontam especialistas.
Conhecida como Passagem do Nordeste ou Rota Marítima do Norte, a partir de 2009 a região tornou-se uma opção viável em diferentes épocas do ano.
A abertura da rota só foi possível pelo derretimento de icebergs e áreas de gelo devido às mudanças climáticas, aponta o relatório Segurança e Transportes 1912-2012, do Titanic ao Costa Concordia, elaborado pela seguradora alemã Alianz.
''A operação de navios na região está exposta a uma série de riscos, como más condições climáticas e dificuldades de comunicação, e muitos permanecerão desconhecidos por muito tempo'', acrescenta a pesquisa.

Ártico desconhecido

Chris Parry, contra-almirante reformado da Marinha Real Britânica, onde atuou por 35 anos, diz que a principal dificuldade da navegação na região é o fato de que o Ártico ainda é amplamente desconhecido, sem cartas náuticas elaboradas.
''Embora a Marinha russa tenha operações no Ártico, a região ainda é desconhecida, e não há estruturas de resgate. Conforme esta rota for mais utilizada, haverá a necessidade de usar satélites para mapeá-la'', diz.
Ex-presidente do Comitê de Gerenciamento Marinho da Grã-Bretanha, Parry avalia que a Rússia, os Estados Unidos e o Canadá devem ser os três países mais interessados na importância estratégica e comercial da região, que deve crescer como rota comercial marítima na próxima década.
O relatório da Allianz prevê ainda que as operadoras de navios deverão construir embarcações com estruturas específicas e treinamento especial para a tripulação.
''Outros aspectos que precisam ser considerados são as implicações de segurança, a experiência da tripulação em navegação no gelo e treinamento emergencial'', acrescenta o estudo.
BBC.com

Fundador da empresa espacial SpaceX sonha com vida "multiplanetária"

A empresa californiana de tecnologia espacial SpaceX, baseada em Hawthorne, comemora o seu 10º aniversário neste ano. A nave espacial reutilizável e não tripulada da empresa, chamada Dragon, tem o seu segundo voo de demonstração marcado para o final de abril, quando vai visitar a Estação Espacial Internacional. Uma versão da Dragon capaz de transportar sete astronautas está em desenvolvimento. Elon Musk, presidente-executivo e diretor de tecnologia da SpaceX, conversou com a revista Nature sobre seus planos para a empresa e suas ambições pessoais para os voos espaciais.
Sobre a motivação que o levou a fundar a SpaceX, ele diz que o próximo passo importante da evolução da vida é que a humanidade desenvolva uma civilização baseada no espaço, tornando-se, enfim, uma espécie multiplanetária. Eu acho que é extremamente importante que a humanidade esteja lá, explorando o Sistema Solar, e que tenhamos uma base autossustentável em Marte. Porém, nós não estávamos de fato obtendo progresso na tecnologia de foguetes, e os Estados Unidos só terão como mandar astronautas para a órbita da Terra quando a nossa nave espacial for disponibilizada daqui a alguns anos. Essa é uma tendência bastante negativa, então fundei a SpaceX para tentar revertê-la. É importante que revigoremos o interesse pelo espaço. O interesse do público se perdeu nos últimos anos porque não avançamos no que diz respeito aos voos espaciais, especialmente aos voos espaciais tripulados por humanos. Precisamos fazer coisas que entusiasmem as pessoas e avançar em termos tecnológicos. Assim, recuperaremos o interesse do público.
Com certeza, nós estaríamos também defendendo a biosfera. Não estaríamos apenas preservando a humanidade, estaríamos preservando grande parte da vida. É certamente possível que alguma calamidade acompanhe esses feitos _ como observamos em relação aos diversos grandes eventos de extinção em registros fósseis. A humanidade, obviamente, desenvolveu maneiras de destruir a si mesma, então eu acho que nós precisamos estar também em outros planetas para nos protegermos contra a possibilidade improvável de um Armagedom natural ou provocado pelo homem. É importante que tomemos medidas agora para que a vida multiplanetária passe a existir, porque, pela primeira vez durante toda a história de 4 bilhões de anos de Terra, isso é possível. Talvez essa janela de possibilidade fique aberta por muito tempo, mas pode ser também que ela fique aberta por um período curto de tempo. É por isso que eu acho que é necessário tomar uma atitude urgentemente para que a vida passe a ser multiplanetária.
Veja.com

Contrariando tendência, glaciares do Himalaia aumentam de espessura

Um estudo publicado neste domingo na revista Nature Geoscience mostra que, ao contrário da tendência global, alguns glaciares das montanhas asiáticas Karakoram, localizadas na região oeste do Himalaia, estão se tornando mais espessos. O resultado foi encontrado por uma equipe francesa que analisou observações feitas por satélite entre 1999 e 2008.
Os cientistas não sabem explicar quais são as razões que levaram a esse fenômeno. Essa região de glaciares ainda é pouco estudada, embora seja uma fonte vital de água para mais de 1 bilhão de pessoas. Grande parte da região é inacessível e existe um consenso geral de que é preciso avançar com as observações para esclarecer o que está acontecendo.
A resposta dos glaciares do Himalaia ao aquecimento global têm sido um ponto de discussão desde o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) de 2007, que contém afirmações de que o gelo de maior parte dessa região poderia desaparecer em torno de 2035.
Para chegar aos resultados, cientistas franceses do Centro Nacional de Pesquisa Científica da Universidade de Grenoble compararam dois modelos de elevações da superfície terrestre obtidos por observações feitas por satélite entre 1999 a 2008.
O método foi usado anteriormente em outras faixas de montanhas, mas ele não é tão claro quanto parece ser. “Não está sendo usado mais porque esses modelos de elevação são difíceis de serem obtidos. É necessário ter condições de céu aberto e pouca cobertura de neve”, disse a pesquisadora principal, Julie Gardelle.
Outros fatores que podem mudar a altura da camada de gelo também foram levados em conta.
 Após a realização desses cálculos, a equipe concluiu que entre 1999 e 2008 a massa dos glaciares nessa região de 5.615 km2 da cordilheira de Karakoram aumentou marginalmente, embora tenha havido grandes variações individuais entre os glaciares.

Dúvidas — Não se sabe ao certo porque esse fenômeno tem acontecido, ainda que estudos realizados em outras partes do mundo tenham mostrado que a mudança climática pode criar precipitação extra em regiões geladas que, se estiverem frias o suficiente, sofrem aumento em suas massas de gelo.
 Em entrevista à BBC, a autora principal do estudo, Julie Gardelle, afirmou: “Nós realmente não sabemos a razão. Nós acreditamos que isso poderia ser causado por um clima específico de Karakoram porque medições metereológicas mostraram que houve aumento da precipitação no inverno, mas isso é apenas uma hipótese”.
IPCCO Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua missão é produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007.
Veja.com

sábado, 14 de abril de 2012

A pele livre de infecções


Um aparelho de plasma pequeno, portátil, que tem sua própria fonte de energia. Essa é a nova arma contra bactérias presentes na pele, capazes de provocar sérias infecções. Criada por pesquisadores australianos, a novidade foi apresentada em um artigo publicado na última edição do Journal of Physics D: Applied Physics. O equipamento foi apontado como uma ótima alternativa para ser usada em ambulâncias, no tratamento de feridos em desastres naturais ou em locais remotos – circunstâncias nas quais em geral não há acesso a recursos eficientes e fáceis de ser transportados.
Nos testes feitos em laboratório, a tecnologia conseguiu eliminar as bactérias Enterococcus faecalis (comum nas infecções de canais dentários, por exemplo) que compunham um biofilme espesso. Havia 17 camadas com os micro-organismos, mas apenas cinco minutos de exposição ao plasma foram suficientes para exterminá-los. “Na pesquisa, usamos um exemplo extremo para demonstrar que o aparelho pode ser efetivo”, explicou Kostya Ostrikov, coordenador da experiência. “Para um menor número de bactérias, a inativação pode ocorrer em questão de segundos”, complementou.
Ainda não se sabe ao certo o mecanismo pelo qual o plasma (o quarto estado da matéria) possui este efeito contra bactérias – e também contra os vírus. Uma das hipóteses é de que ele criaria reações similares às que ocorrem no sistema imunológico. Os cientistas estão animados também com o baixo preço do aparelho. “Ele pode ser fabricado a um custo de US$ 100”, diz Ostrikov.
Isto É.com


Cientistas criam imagem microscópica da rainha Elizabeth II em diamante

Uma imagem microscópica da rainha Elizabeth 2ª foi criada por cientistas da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, para marcar o Jubileu de Diamante, que marca os 60 anos do reinado da monarca.
O retrato é invisível a olho nu e foi gravado em um diamante que poderá vir a ser oferecido à rainha como um presente. A imagem é tão pequena que caberia 300 mil vezes dentro de um selo.
A gravura da rainha, que mede 46 por 32 mícrons, medida que equivale a um milésimo de um milímetro, foi criada pelos cientistas Martyn Poliakoff, Michael Fay e Christopher Parmenter, dos centros de Nanotecnologia e Nanociência da universidade.
Para gravar a efígie no diamante, foi utilizado um feixe de íons de gálio - uma forte descarga de átomos - aplicado no carbono do diamante.
''Nós somos capazes de fazer isso com muita precisão e produzir uma imagem muito pequena'', afirma o cientista Michael Fray.
De acordo com outro integrante da equipe, o cientista Martyn Poliakoff, ''a imagem se parece muito com a rainha e, do ponto de vista científico, se parece muito com a imagem que usamos para criá-la. Você pode colocar uma sobre a outra e elas se encaixam perfeitamente''.
O experimento faz parte de uma série de vídeos realizados pela universidade para promover o estudo de química. A série de vídeos batizada como A Tabela Periódica de Vídeos já foi vista mais de 20 milhões de vezes desde 2008.
BBC.com

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Frase

"A verdadeira viagem da descoberta consiste não em buscar
novas paisagens, mas em ter olhos novos". (Marcel Proust)

Sexta-feira 13

"Sexta-feira" em geral é um dia de bom astral: supõe uma noite mais solta e, sobretudo, é a véspera do sábado: sem coleira e sem patrão! Nos EUA, por exemplo, é quase uma data nacional. Tem até sigla: TGTF (thank Good today is friday).
Já a Sexta-feira 13, de qualquer mês, é considerada uma data de má sorte por várias razões. Na numerologia, por exemplo, o número 12 é considerado completo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus, 12 signos do zodíaco... enquanto o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio, uma transgressão a essa plenitude.
Mas essa superstição pode ter tido origem, também, porque no dia 13 de outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França, os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, torturados e, mais tarde, TODOS foram executados por heresia.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, tragicamente: Jesus crucificado (numa sexta-feira) e Judas se suicidou.
Curiosidades:
1) Se você tem medo desta data, prepare-se. Nos próximos 13 anos teremos 31 (13 às avessas) sextas-feiras 13.
2) O medo da sexta-feira 13 se chama paraskevidekatriafobia, que se origina do grego Paraskeví (sexta-feira) e dekatreís (13).
3) Nos Estados Unidos, muitos hospitais e hotéis não possuem o 13º andar e algumas companhias aéreas não têm a 13ª fileira.
Já na França, quando existem 13 pessoas à uma mesa, elas podem contratar um 14ª convidado profissional.
4) Segundo matéria da revista National Geographic de 2011, nos Estados Unidos cerca de 900 milhões de dólares são perdidos nas sextas-feiras 13, por conta das pessoas que se recusam a fazer qualquer tipo de negócio nesta data.
5) No Tarot , a carta 13 tem a figura de um esqueleto armado de enorme foice, simbolizando a morte.
6) Na Inglaterra (ah!, os ingleses), os marinheiros eram particularmente supersticiosos e se recusavam a embarcar nas sextas-feiras. Corre uma história que no século 18, a Marinha Britânica construiu um navio chamado H.M.S. Friday (sexta-feira em inglês), com a intenção de superar a superstição. O alto comando selecionou a tripulação em uma sexta-feira, lançou o navio em uma sexta-feira e até escolheu um comandante chamado James Friday. E assim, em uma manhã de sexta-feira, o navio partiu em sua primeira viagem --- e desapareceu para sempre.
Jornal do Brasil 

Site de buscas que planta uma árvore a cada 6 mil pesquisas

A ideia é ótima e estou divulgando:
Você já fez alguma busca na internet hoje? Para (quase) tudo o que queremos saber, ela está aí, com um monte de informações.
Inspirado no Google, a Greenvana criou o projeto “Clicou, plantou”, com o site Greengle. A ideia é fazer com que os altos números de buscas na internet sejam convertidos em árvores. A cada 6 mil buscas, uma muda é plantada. Um marcador na página inicial mostra o quanto falta para a próxima árvore.

Segundo o projeto, “se 5% da população brasileira usasse diariamente o Greengle para suas pesquisas na internet mais de 600 mil árvores seriam plantadas todos os anos, o equivalente a 521 campos do Maracanã”. O site utiliza a ferramenta Google Pesquisa Personalizada. “Os resultados das pesquisas do Greengle são os mesmos que os do Google, ou seja, você tem a mesma qualidade na sua busca”.
As árvores são plantadas por instituições como o Instituto Ipê, o Projeto Mata Ciliar e a Iniciativa Verde. “Ao final de cada mês vamos divulgar qual será a instituição escolhida para plantar as árvores e asseguramos que sempre será selecionada uma organização confiável e comprometida com o meio ambiente”. É possível acessar os comprovantes dos plantios.
Superinteressante.com

Emagrecer sem exercícios???

O sonho dos sedentários ganhou novo aliado. Um estudo publicado na revista científica Nature, em janeiro, sugere que é possível modificar a gordura corporal sem fazer exercício. Pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute e da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, isolaram em laboratório a irisina, hormônio naturalmente produzido pelas células musculares durante os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida ou pedalada. A substância foi aplicada em ratos e agiu como se eles tivessem se exercitado, inclusive com efeito protetor contra o diabetes.
        O segredo foi a conversão de gordura branca — aquela que estoca energia inerte e estraga nossa silhueta — em marrom. Mais comum em bebês, e praticamente inexistente em adultos, esse tipo de gordura serve para nos aquecer. E, nesse processo, gasta uma energia tremenda. Como efeito colateral, afinaria nossa silhueta.
        A expectativa é que, se o hormônio funcionar da mesma forma em humanos, surja em breve um novo medicamento para emagrecer. Mas ele estaria longe de substituir por completo os benefícios da atividade física. “Possivelmente, existem muitos outros hormônios musculares liberados durante o exercício e ainda não descobertos”, diz o fisiologista Paul Coen, professor assistente da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A irisina não fortalece os músculos, por exemplo. E para ficar com aquele tríceps de fazer inveja só o levantamento de controle remoto não daria conta.
Galileu.com

Automóveis elétricos vão dispensar tomada

A empresa americana WiTricity criou uma tecnologia wireless capaz de fazer o carregamento de energia em automóveis sem precisar conectá-los a tomadas. Hoje, o grande desafio dos veículos movidos a eletricidade é andar mais de 100 quilômetros sem precisar reabastecer. E os postos para carros elétricos ainda são poucos: nos EUA, ficam apenas em torno dos 600.
        Com a nova tecnologia, prevista para chegar ao mercado no ano que vem, os carros seriam carregados até quando estivessem parados em estacionamentos, sem necessidade de fios e tomadas. O princípio básico está em duas bobinas que induzem campos magnéticos. Uma faria o papel de carregador e seria instalada em chãos de garagens de empresas e shoppings, por exemplo. A outra seria colocada na bateria do carro. Bastaria, então, o veículo parar sobre um carregador desses, que transmite eletricidade sem fios, para reabastecer a bateria. Um visor mostraria quando a carga estivesse completa.
        O passo seguinte seria a criação de faixas de carregamento em ruas e rodovias. Assim, os carros elétricos poderiam ser reabastecidos sem nem precisar parar.
Galileu.com