quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Frase


Cometa Elenin é destruído e acaba com rumor

A NASA informou hoje que o cometa que disparou uma série de rumores apocalípticos na web foi destruído pelo Sol.
O Elenin, um corpo entre 3 km e 5km de diâmetro, foi descoberto em dezembro de 2010 por Leonid Elenin, um observador de Lyubertsy, na Rússia. Desde então, passou a ser o centro de uma série de teorias sobre o fim do mundo.
Para tentar acalmar os ânimos, a NASA divulgou um comunicado esclarecendo que o corpo celeste não irá afetar, de forma alguma, a Terra – seja caindo aqui, seja “tapando o sol”. Isso porque, no dia 16 de outubro, quanto alcançou sua proximidade máxima do planeta, o Elenin estava muito longe - a 35 milhões de km de nós, ou uma distância de 90 vezes a da Terra à Lua.
Agora, a agência americana anuncia que o Elenin, ou C/2010 X1, foi destruído por sua aproximação com o Sol – um fato que ocorre para 2% dos novos cometas que passam perto do astro. Os cometas são compostos por gelo, rochas, poeira e compostos orgânicos, mas mesmo podendo ser muito grandes, ainda são estruturas frágeis que se partem com facilidade.
O Elenim se partiu em pequenos pedaços que devem seguir o caminho original do cometa, mas não devem cruzar com a Terra pelos próximos 12 milênios.
Exame.com

Considerações de cientistas sobre a profecia maia para 21/12/2012

 
O Mundo acabará em 2012?
 
Experimente procurar por "2012 fim do mundo" em um buscador na internet. O resultado será um número enorme de páginas. O assunto, que poucos anos atrás era praticamente desconhecido, virou febre. Segundo o Google, por exemplo, antes de 2008, poucas pessoas faziam a busca "2012 mayans" (maias, em inglês). Em 2009, as buscas disparam e, em novembro daquele ano, eram seis vezes maiores do que em qualquer mês dos anos anteriores.
Mas essa "profecia" de que tudo acabará realmente existiu? Quais são os argumentos a favor do fim do mundo em 21 de dezembro de 2012? E os contra? Veja a seguir um pouco da discussão sobre essa história.
 
A profecia maia para 2012
  
Foi a chamada inscrição de Tortuguero que começou toda a confusão. Os fragmentos do texto escrito pelos maias indicavam que no fim da atual era algo relacionado ao deus Bolon Yokte ocorreria. O texto incompleto levou a diversas interpretações, principalmente por causa da estranha divindade citada, que é ligada tanto à criação quanto à destruição.
Então vieram as partes apocalípticas: falou-se em alinhamento do Sol com o centro da Via Láctea (que ocorreria a cada 26 mil anos), inversão dos polos magnéticos, que o planeta X (ou Nibiru) estaria em rota de colisão com a Terra, que ocorreriam tempestades solares...
Porém, a fonte dessas ideias está envolvida em um mistério maior do que o real significado da "profecia" maia. Para o astrônomo David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, "pessoas estão sendo manipuladas e submetidas a medos com o objetivo único de propiciar lucros a terceiros".

...Hollywood faz um filme

A disparada nas buscas do Google em 2009 não ocorreu por acaso. Nesse ano, as interpretações sem sentido da profecia maia que dão lucro para aproveitadores também foram bem exploradas pelo cinema com o lançamento do filme 2012.
Na película, uma onda gigante foi representada de maneira tão exagerada que encobria montanhas. Além disso, caíam asteroides por todos os lados e continentes literalmente se desmanchavam.
Com que base científica foi criado todo esse apocalipse visual? Nenhuma. Mesmo assim, preocupou muitos leigos. "Dois adolescentes estavam pensando em se matar porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse. E duas mulheres disseram que estavam pensando em matar seus filhos e cometerem suicídio para não terem de sofrer com o fim do mundo", conta David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa, comentando e-mails recebidos pela agência.

...e irrita a Nasa

Segundo o porta-voz da Nasa Dwayne Brown, a agência espacial americana não comenta filmes. Mas quando o assunto é ciência...
"Consideramos que seria prudente oferecer uma base de recursos", diz.
O conteúdo do filme 2012 levou a diversas declarações da agência de que o mundo não acabaria tão cedo. Astrônomos (ligados à Nasa ou não), após verem suas caixas de e-mail lotadas de perguntas sobre a profecia maia, falaram que aquilo não passava de "sandice" e que a tendência apocalíptica tinha passado dos limites.
Dois anos depois, a raiva da Nasa não havia passado. A agência decidiu criar uma lista - os filmes mais absurdos da história. A lista têm sucessos de bilheteria, como Armageddon, e é encabeçada, obviamente, por 2012.
E. C. Krupp, diretor do Observatório Griffith (não ligado diretamente à Nasa), em Los Angeles, chegou a dizer que o filme é baseado em "loucura pseudocientífica, ignorância em Astronomia e um alto nível de paranoia". "Os produtores se aproveitaram de uma preocupação popular sobre o então chamado fim do mundo", diz Donald Yeoamans, cientista da agência espacial americana
.
E as outras interpretações
 
Além de atacaram o filme, cientistas resolveram desmentir as demais crendices sobre o fim do mundo de acordo com o calendário Maia. Sobre "alinhamento galáctico", por exemplo, David Morrison, da Nasa, afirma que em todos os solstícios (e 21 de dezembro é um solstício) o Sol parece passar no ponto médio da Via Láctea. Ou seja, o tal alinhamento que supostamente só acontece a cada 26 mil anos ocorre, de fato, todos os anos - e duas vezes! E não costuma gerar nenhum fato apocalíptico.
Além disso, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas e um dos principais críticos da interpretação apocalíptica da profecia, diz que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo".
Planeta X em rota de colisão, erupções solares e outras previsões ligadas ao mito maia também são desmentidas por especialistas.

E apesar de contas, por que 2012?

Os maias gostavam muito de criar ciclos de tempo. E isso não se resume apenas a dias, meses, anos. Estamos falando de milênios - e mais. Um dos maiores ciclos dos maias era o Baktun. Cada um desses tinha aproximadamente 400 anos. E 13 Baktuns correspondiam a uma Grande Contagem, ou 5.125 anos. A última Grande Contagem começou em 11 de agosto de 3114 a.C.. Sabe quando vai acabar? Pois é: 2012, por volta de dezembro - no dia 21, segundo boa parte dos especialistas em maias, ou no dia 23, segundo outros.
De acordo com Carlos Pallán, diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, as primeiras interpretações apocalípticas da inscrição de Tortuguero ocorreram nos anos 1970 em textos esotéricos. Daí você junta uma profecia de difícil interpretação (até porque falta parte do texto), uma figura divina controversa (Bolon Yokte, o deus da criação e da destruição) e a internet e o que temos é o fim do mundo (ou pelo menos muita gente querendo convencer você de que ele vai ocorrer).
Para os cientistas que pesquisam a civilização maia, 2012 é apenas o fim de um ciclo muito longo do calendário maia e o começo de outro. Não há nenhum texto dizendo "o mundo acaba no fim da Grande Contagem". Além disso, essa contagem é tão complicada que um cientista diz que o calendário maia nem acaba em 2012, mas em algumas décadas
Parecia que o assunto estava morto e enterrado. Mas se os zumbis estão na moda, por que a profecia de 2012 não pode ressurgir dos mortos também?

Uma nova referência

Em dezembro de 2011, quando organizava um conferência sobre a cultura maia, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México comentou em seu site que existiam apenas duas referências ao suposto fim do mundo em 2012 entre os mais de mil textos maias.
O problema é que, até agora, apenas uma referência era conhecida. A notícia foi destaque na imprensa internacional: sites de jornais como o Washington Post, o britânico The Telegraph, a rádio NPR (EUA), a TV Fox News e a agência AP, entre muitos outros, noticiaram que o instituto anunciava a existência de uma segunda referência ao 21 de dezembro de 2012.
Não se sabe muito do segundo texto. O México o deixa guardado e não se sabe de muitos cientistas que tiveram acesso a ele. David Stuart, especialista em cultura maia da Universidade do Texas e um dos principais críticos da interpretação apocalíptica dessas profecias, diz que esse texto é menos apocalíptico ainda. Nem sequer há verbo no futuro, o que faz o cientista especular que seja apenas um
 registro de um fato importante do passado, sem relação com 2012.

A última interpretação

No evento da INAH, no México, os pesquisadores Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade La Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação sobre a profecia. O texto, segundo eles, diz que Bahlam Ajaw (612-679 d.C.), antigo governante de Tortuguero, será o anfitrião do retorno de um deus, exatamente Bolon Yokte.
"A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação", comentou Gronemeyer.
Segundo o epigrafista mexicano Erik Velásquez, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, "as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios". Mas por que era tão difícil interpretar esses textos? "Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos", acrescenta Velásquez.
Outra interpretação, do arqueólogo José Romero, especialista no sítio de Tortuguero - onde a inscrição foi achada -, é bem diferente: para ele, a inscrição é uma biografia de um governante local. Nenhuma interpretação recente fala em "fim do mundo". Parece o fim da polêmica. Pelo menos por enquanto.

Outras teorias apocalípticas
 
Muitos falsos profetas já pregaram o fim do mundo ao longo dos tempos. Além disso, teorias envolvendo asteroides, colisor de partículas, colapsos ambientais também deram contribuição para a fantasia popular.
visão das religiões
O juízo final faz parte do imaginário coletivo de muitas religiões e doutrinas. Budismo e hinduísmo, por exemplo, também preveem um grande acontecimento em 2012, mas em novembro. Para os judeus, o fim só chegará em setembro de 2240.
Quando a vida quase acabou
O "fim do mundo" já ocorreu no passado. Algumas vezes! Pelo menos 99% das espécies que já habitaram o planeta foram dizimadas.
Sobrevivemos, e agora?
A ciência indica que ainda viveremos por muito tempo. Mas você já parou para pensar sobre como deve ser a vida daqui a 100 anos?

 


"Desaparecimento" de ilha no Pacífico intriga cientistas

Um sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos, mas na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário: eles identificaram uma ilha que não existe.
Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (governada pela França), no sul do Pacífico.
Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para chegar até ela, simplesmente não a encontraram. Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser tratado "com cautela" ao redor do mundo, já que alguns detalhes são antigos ou simplesmente errados.
De acordo com Maria Seton, uma das cientistas que integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World e o Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe. Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação também não avistou nada.
"Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação à bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 metros naquela área, algo muito profundo", diz Seton, da Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias. "Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas? Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando ir a fundo e descobrir", acrescentou.
Teorias da conspiração
O tema também ganhou as redes sociais. No Twitter, o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar o zoom, o território desaparece.
Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um possível "truque" de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos em seus mapas para saber quando alguém está tentando roubar seus dados. Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979.
Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa. "Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim", disse um porta-voz da empresa.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Frase


Marte: Nasa fala em descoberta histórica, mas reduz expectativa

A excitação foi total nesta quarta-feira quando um cientista da Nasa mencionou uma descoberta "digna de entrar nos livros de história" feita pela sonda Curiosity em Marte, mas em seguida a agência espacial americana reduziu as expectativas em torno do feito.
"Esta descoberta vai entrar nos livros de história, parece realmente excelente", afirmou à rádio NPR John Grotzinger, diretor da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) em Pasadena (Califórnia, oeste dos Estados Unidos).
Segundo a entrevista, divulgada na terça-feira, análises feitas pela sonda enviada ao planeta vermelho teriam apontado para uma descoberta incrível. Mas os cientistas não poderiam antecipar nada mais antes de confirmar seus estudos preliminares, o que poderá levar várias semanas.
Nesta quarta-feira, no entanto, Guy Webster, responsável pelas relações com a imprensa do JPL, reduziu a expectativa em torno de uma descoberta revolucionária. "No que diz respeito ao seu comentário sobre os 'livros de história', a missão em seu conjunto tem uma natureza (que a torna candidata) a entrar nos livros de história (...), não há nada específico no futuro que seja revolucionário", disse à AFP.
"John (Grotzinger) estava encantado com a qualidade das análises das amostras provenientes do veículo robótico quando estava com um jornalista em seu escritório na semana passada", explicou Webster. "Já tinha ficado entusiasmado no passado com resultados anteriores e estará de novo no futuro", acrescentou.
A equipe científica analisa os dados de uma amostra do solo marciano, mas não se pode falar disso neste momento", continuou. "Isto não muda os procedimentos habituais: deve-se confirmar os primeiros resultados antes de torná-los públicos", afirmou. No final de setembro, a Curiosity descobriu cascalho proveniente do leito de um antigo riacho, sustentando a hipótese da existência de água no planeta vermelho. A sonda, dotado de vários instrumentos de medição e análise, encontrou no mês passado "objetos brilhantes" na superfície do solo, o que deixou os especialistas perplexos.
Por enquanto, só especulações!!!

Meta de redução de emissão de gases estufa para 2020 não será cumprida

Ainda que todos os países do mundo decidam agora ser mais ambiciosos nas metas voluntárias e obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa, não será mais possível atingir o compromisso firmado em 2010 de evitar que a temperatura no mundo suba mais que 2 graus Celsius até 2020.
A terceira edição do Relatório sobre Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgada nesta quarta-feira, 21, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mostrou, em um novo cálculo, que a concentração de gases do aquecimento global pode ficar até 14% acima do nível definido como meta para 2020. Segundo o estudo, em vez de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono (CO2) está aumentando em torno de 20% na atmosfera, desde o ano 2000.
De acordo com o levantamento, a distância entre a atual situação, o que os pesquisadores projetam como cenário para 2020 e o que os cientistas consideram como índices ideais, é cada vez maior.
Há um ano, representantes de mais de 190 países se comprometeram, na África do Sul, com ações para conter o aumento da temperatura no mundo. Ao reconhecerem a necessidade de mudanças globais para minimizar problemas decorrentes das mudanças climáticas - como grandes enchentes e secas extremas, as economias concordaram em definir metas até 2015, que deverão ser colocadas em prática por todos os países signatários a partir de 2020.
Esse conjunto de metas foi chamado de Plataforma Durban e deve substituir o Protocolo de Quioto em oito anos. O acordo global, porém, segue ainda na teoria, sob ameaça de resistência ou dificuldade de países como Estados Unidos e China em modificar padrões como o da queima de combustíveis fósseis (responsável por mais de 60% das emissões dos países mais desenvolvidos). Além disso, muitas economias europeias ainda travam a definição de questões complexas, como a transferência de tecnologia e financiamento para que países mais pobres e em desenvolvimento consigam acompanhar as mudanças globais.
Estadão.com 

Arqueólogo: "fim do mundo" maia é na verdade uma biografia

A exatamente um mês do "fim do mundo" supostamente previsto pelo povo maia, um arqueólogo afirma que a pedra talhada por volta do 669 pode na verdade ser o relato da vida e batalhas de um governante local. "Os maias tinham um conceito cíclico do tempo, não se preocupavam com o fim do mundo. Esta estela marca a vida e batalha de um governante", afirma o cientista mexicano José Romero sobre o significado do texto.
A pedra é conhecida como Monumento 6 de Tortuguero (um sítio arqueológico de Macuspana, no Estado de Tabasco). A estela foi resgatada em 1958 com outras peças arqueológicas. Originalmente, teria forma de T, mas hoje está fragmentada.
"Não estava completa, temos quatro fragmentos e faltam vários. O Museu Metropolitano de Nova York tem um e outros dois estão em uma coleção privada de Boston. O fragmento do lado direto está desaparecido", diz Romero, especialista no sítio de Tortuguero. Um fragmento está exposto pelo Museu Regional de Antropologia Carlos Pellicer Cámara, em Villahermosa, capital de Tabasco.
Uma das primeiras publicações sobre o Monumento 6 foi feita por um epigrafista alemão  em 1978 e desde então ela tem sido objeto de diversas pesquisas. O novo estudo propõe que o texto "é a história de Balam Ahau, que foi um 'sagrado senhor' de Tortuguero".

Animal que vive sem água pode ajudar no estudo de vacinas e DNA

Alguns organismos têm uma admirável habilidade de sobreviver próximo a uma desidratação, sem nenhum consumo de água. Um dos principais animais microscópicos que podem servir de exemplo e inspiração para os cientistas é o tardigrada, ou "urso d'água". Ele vive em ambientes úmidos dos mais diversos tipos, como o fundo do mar, picos de montanhas, de musgos e algas até a areia da praia, e é capaz de viver anos sem uma gota de água.
"Eles vivem na água e quando o local seca, eles secam também", afirma John Crowe, biólogo da Universidade da Califórnia que estuda anidrobioses (suspensão temporária de organismos vitais para superar uma desidratação) por quatro décadas. De acordo com a BBC, porém, eles não morrem. Permanecem encolhidos, hibernando por décadas, e quando se reidratam, voltam à vida normal.
Essas incríveis ressurreições tão interessantes e curiosas inspiraram cientistas a copiarem os "truques" dessas criaturas para preservar componentes importantes no salvamento da vida, como vacinas, DNA e células-tronco. Os pesquisadores esperam aumentar a vida dessas substâncias de dias para meses ou até mesmo anos, transformando a medicina em qualquer lugar do mundo.
No início da carreira profissional, Crowe se inspirou nos ursos d'água e sua capacidade de desidratação. "Comecei todo esse negócio com uma curiosidade - como eles fazem isso?", conta. "Humanos não podem fazer o mesmo", afirma. Realmente, quando nossas células secam, elas encolhem e murcham. As proteínas no interior das células se unem em grupos e as membranas se fundem, causando danos irreversíveis. Na desidratação, as células geralmente se desintegram completamente.
O tardigrada é um filo que pertence à categoria dos animais invertebrados. Existem centenas de espécies conhecidas de ursos d'água (nome popular dos tardigradas, que também podem ser chamados de tartígrados), mas todas elas têm características semelhantes. Seu tamanho varia de menos de 0,1 mm até 1,5 mm, embora a grande maioria não ultrapasse 0,5 mm. Esses bichos exóticos podem se alimentar de fluidos de plantas, bactérias, células animais, fungos e, quem sabe, até mesmo de companheiros da mesma espécie.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Frase


Estudo diz que Groenlândia perde 200 bilhões de toneladas de massa por ano

O território da Groenlândia perdeu quase 200 bilhões de toneladas de massa por ano entre abril de 2002 e agosto de 2011, segundo dados captados pelos satélites Gravity Recovery and Climate Experiment (Grace), uma parceria entre a agência espacial americana (Nasa) e o Centro Aeroespacial Alemão.
A pesquisa de Christopher Harig e Simons Frederik, do Departamento de Geociências da Universidade de Princeton, nos EUA, está publicada na edição desta segunda-feira (19) da revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Essa intensa perda de área na Groenlândia é resultado do aquecimento global e do derretimento das calotas polares. Entre os anos de 2003 e 2004, a redução de massa se concentrou na costa leste da região, que pertence à Dinamarca. Ao longo dos dois anos seguintes, a diminuição ficou menor no nordeste e se intensificou no sudeste.
Entre 2007 e 2010, o derretimento foi mais acelerado na costa noroeste. E, após 2008, a perda de massa no sudeste se reduziu. No centro do território, porém, a área de gelo aumentou continuamente durante a década.
Os autores extraíram essas informações usando apenas medições de gravidade terrestre dos satélites, e acreditam que o método também possa servir, no futuro, para análise da Lua e de sistemas planetários.
G1

Réplica do túmulo de Tutankhamon será aberta à visitação em 2013

O governo do Egito anunciou que no próximo ano uma réplica exata do túmulo de Tutankhamon será aberta à visita do público, no Vale dos Reis, onde está enterrada a maioria dos faraós egípcios. Há dois anos o túmulo original foi fechado à visitação público para evitar ameaças à preservação.
O túmulo apresentou danos, segundo especialistas, porque turistas tocavam nas paredes. Uma empresa colombiana foi responsável pela confecção da réplica. O projeto foi coordenado pelo artista britânico Adam Lowe, que comandou uma equipe de 40 pessoas por três anos.
Lowe usou tecnologia de ponta para aproximar a réplica do original. A cópia, segundo o especialista, diferentemente do original poderá ser tocada sem riscos à integridade. O material da réplica é resina de fibra de vidro e poliuretano.
National Geographic

Volume degases estufa na atmosfera bate novo recorde, diz órgão da ONU

O volume de gases estufa – gases responsáveis pela retenção de calor no planeta – na atmosfera bateu um novo recorde em 2011, segundo um relatório apresentado nesta terça-feira (20) pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), ligada às Nações Unidas.
A quantidade de dióxido de carbono – ou CO2, o gás estufa mais emitido pelas atividades humanas – cresceu em uma taxa semelhante à da década passada e atingiu 390,9 partes por milhão (ppm), um volume 40% maior do que a atmosfera tinha antes da Revolução Industrial. Nos últimos dez anos, o aumento médio foi de 2 ppm por ano.
Desde 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono já foram emitidos para a atmosfera. Segundo o relatório, a queima de combustíveis fósseis foi responsável pela maior parte desse volume.
O metano, outro gás estufa, voltou a crescer nos últimos três anos, após sete anos de estabilidade. O óxido nitroso, que tem maior impacto de longo prazo maior que o do CO2, embora seja menos abundante, também cresceu em ritmo acelerado em 2011.
A OMM apontou que, juntos, os três gases intensificaram o efeito estufa em 30%, entre 1990 e 2011. Michel Jarraud, secretário-geral da entidade, afirmou ainda que o excesso de carbono deve permanecer na atmosfera por séculos, provocando um aquecimento ainda maior do planeta.
“Já vimos que os oceanos estão mais ácidos em consequência da absorção de carbono, com potenciais efeitos sobre a cadeia alimentar submarinha e os recifes de corais”, argumentou o dirigente em nota.
G1

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Frase


Banco Mundial teme trágico aumento de temperatura em 4°C p/ 2060

O Banco Mundial advertiu no domingo (17) que a temperatura global aumentará quatro graus centígrados até 2060 se não forem tomadas ações imediatas, com consequências potencialmente devastadoras para cidade costeiras e países pobres.
"O tempo é muito, mas muito curto. O mundo deve enfrentar o problema das mudanças climáticas de forma mais agressiva", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yonk Kim, em uma coletiva de imprensa por telefone de Washington para divulgar o relatório dirigido pelo organismo.             
Em um chamado à ação, o organismo vinculou a futura riqueza do planeta - e, sobretudo, das regiões em desenvolvimento - aos esforços imediatos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa das fontes de energia.
"Nunca acabaremos com a pobreza se não lutarmos contra as mudanças climáticas. É um dos maiores desafios para a justiça social na atualidade", disse Kim.
Segundo o relatório, até 2060 o planeta pode aumentar sua temperatura em até quatro graus centígrados acima dos níveis do planeta pré-industrial se as promessas dos governos de combater as mudanças climáticas não forem cumpridas.
Mas inclusive se os países cumprirem os compromissos assumidos até a data, o estudo apontou 20% de probabilidade de aumento de quatro graus para 2100 e afirmou que era muito provável um aumento de três graus.
Os acordos sobre o clima liderados pela ONU se comprometeram a limitar o aumento da temperatura a não mais que dois graus.
"Um mundo quatro graus mais quente pode e deve ser evitado. Temos que manter o aquecimento abaixo de dois graus", ressaltou Kim.
"A falta de uma ação ambiciosa sobre as mudanças climáticas ameaça colocar a prosperidade fora do alcance de milhares de pessoas e fazer décadas de desenvolvimento retrocederem", acrescentou.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou em um comunicado que o informe mostrou a necessidade de que os países mantenham seus compromissos assumidos no ano passado em Durban, na África do Sul, para colocar em andamento um novo acordo vinculante em 2015.
A maioria dos 190 países da convenção das Nações Unidas sobre mudanças climáticas inicia suas últimas reuniões anuais no dia 26 de novembro no Qatar.
As temperaturas globais já aumentaram cerca de oito graus centígrados. O planeta registrou uma série de temperaturas recorde durante a década passada e experimentou frequentes desastres que especialistas atribuem às mudanças climáticas, sendo o mais recente a supertempestade Sandy, que atingiu Haiti, Cuba e a costa leste dos Estados Unidos de forma inclemente.
IGCiência

Astronautas da Estação Espacial retornam à Terra

Três astronautas retornaram nesta segunda-feira (19) à Terra a bordo da nave espacial Soyuz TMA-05M. A americana Sunita Williams, o japonês Akihiko Hoshide e o comandante da missão, o russo Yuri Malenchenko, estavam em missão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) desde julho de 2012.
A cápsula de descida aterrissou na hora e local previstos, no Cazaquistão, acompanhada por três aviões e 12 helicópteros. Pouco depois as equipes de resgate abriram a escotilha e ajudaram os três astronautas a deixar a cápsula.
"A tripulação suportou bem o descida e a aterrissagem, os cosmonautas estão de bom humor", informou o comentarista do Centro de Controle de Voos da Rússia.
Durante a missão foi executada uma caminhada espacial de acordo com o programa russo e outras duas pelo americano, e foram realizados mais de 40 experimentos científicos. Além disso, foram recebidas as naves automáticas russas Progress, além da nave pilotada Soyuz TMA-06M. Nesta, chegaram os astronautas russos Oleg Novitski e Evgeny Tarelkin e o americano Kevin Ford em 25 de outubro de 2012.
No dia 19 de dezembro, a partir da base do Cazaquistão, partirá rumo à ISS uma nova expedição. As naves russas Soyuz são o único meio de transporte de astronautas à Estação desde que as naves americanas foram aposentadas e devem continuar sendo pelo menos até 2016.
Época.com

domingo, 18 de novembro de 2012

Frase


Extensão de Kyoto e pacto climático são foco de Conferência

Desde o início da década de 90, o mundo se mostra preocupado com a questão das mudanças climáticas. Em 1992, foi criada a Convenção Quadro das Nações Climáticas (UNFCCC) e o Rio de Janeiro sediou a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio92. Em 95, presenciamos a primeira edição da Conferência das Partes das Mudanças Climáticas, a COP1, que aconteceu em Berlim, na Alemanha, e dois anos depois, em 1997, foi adotado o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em 2005.
No entanto, apesar de todos os avanços nas discussões climáticas, o atual cenário mundial não é nada promissor: a quantidade de emissões globais de CO2 equivalente (CO2e) só tem crescido e para que o aumento da temperatura do planeta não ultrapasse os 2ºC, é preciso reduzir as emissões em bem mais de 50% até 2020. Ou seja, temos muito a fazer em pouquíssimo tempo (saiba mais em: Emissões globais de CO2 batem novo recorde em 2011).
O próximo grande debate a respeito do assunto acontecerá na COP18 das Mudanças Climáticas, quando os 193 países-membros da ONU se reunirão mais uma vez para discutir medidas e acordos legalmente vinculantes que resultem na diminuição das emissões globais de CO2e. O evento acontece entre os dias 26/11 e 07/12 em Doha, no Qatar - ironicamente, o país que mais emite gás carbônico per capita do planeta: são 53,2 toneladas de CO2 por pessoa, a cada ano.
O que será discutido
Os debates da COP18 estarão focados em dois grandes - e espinhosos - assuntos: a extensão do Protocolo de Kyoto e o Pacto Climático Global, sendo que o primeiro deles é o mais importante. O Protocolo - que estabelece que os países signatários devem diminuir em 5% suas emissões de gases do efeito estufa (GEE), com base no montante emitido em 1990 - vence em 31 de dezembro deste ano.
A expectativa era de que Kyoto, que foi assinado por cerca de 190 países - sendo que EUA, um dos maiores emissores do planeta, ficou de fora desse acordo -, fosse substituído, logo após seu vencimento, por um novo pacto climático que abrangesse todas as nações, incluindo a "terra do Tio Sam". No entanto, com dificuldade de chegar a um consenso a respeito do acordo global, decidiu-se em 2011, na África do Sul, durante a COP17 - a mais longa COP das Mudanças Climáticas da história, com duração de 13 dias -, que Kyoto seria estendido até, no mínimo, 2017 - sendo que três países signatários "pularam fora" dessa renovação: Rússia, Japão e Canadá.
A definição da extensão do Protocolo será o principal assunto da COP18, já que sua segunda fase deve entrar em vigor já em 2013. Entre as decisões que ficaram para este ano a respeito do assunto está a duração do novo período de Kyoto: alguns países defendem que ele dure até 2017, enquanto outros - como Brasil e as demais nações do Basic - querem que ele vigore até 2020, quando seria substituído pelo acordo mundial.
Outra importante decisão da COP17, em 2011, que reflete no evento deste ano diz respeito ao Pacto Climático Global. O documento assinado na África do Sul estabelece que as negociações a respeito desse acordo - que deve definir metas obrigatórias de redução de emissões para todos os países, incluindo os atuais maiores poluidores do planeta, China e EUA - devem começar neste ano, na COP18.
A ideia é que o pacto seja definido até 2015, para que entre em vigor em 2020. No entanto, como ainda há pela frente mais três COPs antes de vencer o prazo de definição desse acordo, é provável que ele não "brilhe" tanto quanto Kyoto no Qatar.
Entre outros assuntos que também devem estar na pauta da COP18, com um pouco menos de prestígio, mas que são importantes para o Brasil estão: o Fundo Verde para o Clima, ou Green Climate Fund, criado para que os países desenvolvidos financiem ações de adaptação e mitigação de emissões de gases do efeito estufa nas nações em desenvolvimento, como nosso país, e os mecanismos de REDD+ - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Saiba mais em Brasil não é recompensado por reduzir desmatamento.
Exame.com

Grupo da Nasa afirma que viagem mais rápida que a luz é possível

A julgar pelo corajoso trabalho de alguns cientistas, o futuro da exploração espacial parece bastante promissor. Enquanto o maior caçador de planetas americano sai em busca de supercivilizações, um físico da Nasa desenvolve um meio de visitá-las.
Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, ficou famoso a partir de 1995, quando começou a descobrir uma penca de planetas fora do Sistema Solar -e por pouco não inaugurou esse campo de estudo, iniciado meses antes por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.
Encorajado pelo sucesso, ele agora decidiu investir seus talentos em trabalhos mais especulativos. E o surpreendente é que lhe deram a verba -inicialmente modesta, é verdade- para isso.
O dinheiro, equivalente a R$ 400 mil, vem da britânica Fundação Templeton. O plano mais chamativo que Marcy tem para o financiamento é a busca de povos alienígenas extremamente avançados, tão tecnológicos que chegariam a modificar estrelas.
Tais povos criariam estruturas apelidadas de esferas de Dyson (em homenagem ao físico Freeman Dyson, responsável por propor que elas seriam possíveis) em torno de suas estrelas natais.
Elas serviriam para obter o máximo possível de recursos energéticos de determinado astro. E esse "parasitismo" cósmico deixaria traços na luminosidade que escapa da estrela, permitindo, em tese, que telescópios aqui na Terra detectassem tais pistas.
APRESSADINHO
Enquanto isso, Harold "Sonny" White trabalha em um laboratório do Centro Espacial Johnson, da Nasa, para tornar as viagens interestelares possíveis.
Com as tecnologias atuais, atravessar a vasta distância entre as estrelas é dureza. Veja, por exemplo, a espaçonave Voyager-1, lançada em 1977 e hoje o objeto mais distante já enviado pelo homem ao espaço. Se fosse apontada na direção de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo, ela chegaria lá em cerca de 75 mil anos.
Pior ainda, as viagens interestelares esbarram na inconveniente teoria da relatividade, que dita que nada pode viajar mais depressa que a luz. O limite de velocidade universal seria, portanto, 300 mil km/s -4,3 anos para chegar a Alfa Centauri.
A saída seria usar outro truque da relatividade. Se, por um lado, há um limite máximo de velocidade, por outro a teoria sugere que é possível "curvar" o espaço, compactando-o e esticando-o conforme a necessidade.
Essa foi a premissa usada na série de TV "Jornada nas Estrelas" para impulsionar a nave Enterprise. Encurtando o espaço à frente da nave, pode-se viajar a uma velocidade modesta e ainda assim, para um observador externo, ir mais rápido que a luz.
Ficção? Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre escreveu um artigo científico sugerindo que tal feito seria possível, mas exigiria níveis de energia equivalentes à massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.
VERSÃO 2.0
Harold White vem trabalhando em cima do problema e descobriu que, mudando a configuração da criação do campo de dobra, é possível obter o mesmo efeito com energia equivalente à da massa da espaçonave Voyager-1, pouco mais de 700 kg.
"As descobertas mudam o status da pesquisa de impraticável para plausível e meritória de mais investigação", diz White, que está montando um experimento de laboratório para testar a ideia.
Usando lasers e uma bobina com forma de anel, ele espera criar a primeira demonstração experimental de uma dobra espacial, que tentará distorcer o espaço-tempo em escalas submicroscópicas.
Ainda é muito pouco para levar uma nave até Alfa Centauri, mas seria ao menos uma prova de princípio.
Mesmo com a redução da energia necessária (e vale dizer que 700 kg de matéria convertida em energia equivale ao consumo anual dos EUA), ainda resta um problema: as distorções para a dobra espacial exigem o que os físicos chamam de densidade de energia negativa.
Isso não é expressamente proibido pela física (no mundo quântico, das partículas elementares, às vezes surgem quantidades diminutas de energia negativa), mas ninguém sabe como chegar lá. Um teste de laboratório talvez seja capaz de funcionar com os efeitos quânticos diminutos que os físicos já geram, mas uma espaçonave exige bem mais.
Para resolver isso, os físicos estão explorando soluções como manipular energia escura (a força de expansão acelerada do Universo, hoje pouco compreendida) e a possibilidade de que existam mais dimensões além das quatro que conhecemos. Há muito trabalho pela frente.
Folha.com

sábado, 17 de novembro de 2012

Frase


Furacão Sandy alterou geomorfologia de litoral cubano

O furacão Sandy, considerado por especialistas como "histórico", alterou a costa cubana durante sua passagem pelo país em outubro, transformando a paisagem de uma praia do litoral de Cuba.
"A geomorfologia do litoral da cidade de Santiago de Cuba foi alterada", afirmou a meteorologista do Centro de Estudos Multidisciplinares de Zonas Costeiras, Selene Milanés.
De acordo com ela, a praia de Mar Verde, local por onde o furacão entrou no país, "se transformou em uma área completamente rochosa".
Além disso, a tempestade provocou o surgimento de novas praias, como ocorreu em La Socapa e Aserradero, na baía de Santiago de Cuba.
Meteorologistas cubanos e norte-americanos apontam que a formação do Sandy tenha sido influenciada pelas mudanças climáticas no mundo, devido à sua singularidade e imprevisibilidade.
J.do Brasil.com

Cientista crê em sinal de vida alienígena em duas décadas

A evolução dos aparelhos que buscam sinais de vida fora do planeta Terra deverá permitir à comunidade científica comprovar a existência de formas vivas extraterrestres em vinte anos, afirma o astrônomo americano Edwin Bergin em entrevista.
 Especialista em astrobiologia, o professor da Universidade de Michigan explica que a principal maneira de identificar as pistas é por meio do oxigênio molecular, que, ao menos na Terra, só é produzido pela vida, ressalta a matéria.
E como aparelhos que conseguem medir tal tipo de oxigênio estão para ser construídos é possível arriscar uma data para que os primeiros vestígios sejam observados. E a aposta inicial de Bergin é de 20 anos.
“Com a próxima geração de telescópios que estamos tentando construir, há esperança de detectar a presença de água e de ozônio, que é um traço de oxigênio molecular”, destacou ao jornal.
Exame.com

Unesco enterra duas cápsulas do tempo para gerações futuras


Duas cápsulas do tempo com mensagens e objetos para as gerações futuras foram enterradas nesta quinta-feira (14) no pátio da sede da Unesco em Paris com o objetivo de serem abertas somente em 2062.
Por ocasião do Dia Mundial da Filosofia, criado pelo órgão "para fomentar essa disciplina que favorece o pensamento crítico e independente e promove a tolerância e a paz", cidadãos de todo o mundo enviaram mensagens e objetos que desejam fazer chegar a quem viver na Terra daqui a 50 anos.
O órgão com sede em Paris declarou hoje que se trata de uma iniciativa "que serve como lembrete de que a solidariedade entre gerações é fundamental para uma paz duradoura".
No total, cerca de 300 mensagens escritas majoritariamente por crianças e jovens de dezenas de países foram enterradas em dois cilindros metálicos em um ato organizado pela diretora geral, Irina Bokova, e ao qual foram crianças de escolas primárias locais.
A maioria dos bilhetes guardados nas cápsulas desejavam às gerações do futuro mais compreensão entre as culturas, enquanto entre os objetos se incluíram telefones celulares e pen drives com canções na memória.
"O antídoto à tendência muito comum de só nos preocuparmos conosco mesmos é desenvolver desde cedo o hábito de se preocupar com os outros. Essa atitude não só evita ficar obcecado consigo mesmo, mas é de grande ajuda em qualquer fase da vida", escreveu a Nobel de Medicina Rita Levi-Montalcini em uma das cartas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Frase


Curiosity vai se deslocar para perfurar rocha em Marte

O robô Curiosity vai fazer um novo deslocamento na superfície de Marte nos próximos dias para perfurar uma rocha.
Estacionado em uma duna de areia no planeta vermelho há mais de um mês, o jipe-robô já coletou amostras do solo, estudou a atmosfera e mediu níveis de radiação do solo.
Ashwin Vasavada, cientista da missão espacial, disse nessa quinta-feira (15) que as formações rochosas é que "realmente vão fornecer a história antiga de Marte".
"O solo é um pouco mais difícil de interpretar porque nós não sabemos quanto tem tempo ele tem nem de onde vem", afirmou Vasavada.
O destino final do robô é uma montanha de 4 km de altura rica em depósitos minerais. Os cientistas esperavam chegar à base do pico até o fim do ano, mas o plano deve ser adiado por causa da longa permanência do robô no local atual.
O Curiosity, que chegou a Marte em 6 de agosto, já descobriu que o solo do planeta apresenta grande semelhança com a areia vulcânica do Havaí.
Além disso, encontrou evidências do que parece ter sido um riacho que um dia correu vigorosamente pelo solo marciano.
Uma estação meterológica acoplada ao jipe detectou ainda pequenas gostas em pressão de ar, um sinal de furacões na região.
A missão do Curiosity está prevista pra durar dois anos. Ele usará dez instrumentos científicos para verificar se uma região de Marte já ofereceu alguma vez condições ambientais favoráveis à vida de micróbios.
Folha.com

Arranha-céu ecológico na Amazônia quer celebrar a importância da água

A bolinha que se destaca no topo da torre da ilustração acima é uma caixa d’água – e não uma nave espacial! –, e, segundo o autor do projeto, o arquiteto Thiago Jardim, simboliza a importância da água para o mundo, e principalmente para o Brasil, que possui 12% das reservas de água doce disponíveis no mundo, sendo que a Bacia Amazônica concentra 70% desse volume.
Foi em 2006 que ele imaginou um projeto muito diferente para aquela região: construir uma torre futurista, representando o movimento de uma gota d’água, em Manaus, no Amazonas, à qual deu o nome de Amazon Tower. Ela foi projetada para ser o edifício mais alto já construído no Brasil, com 200 metros.
Mas a proposta é ainda mais ambiciosa: o projeto do edifício, que deve ocupar um terreno de 100mil m², contempla o uso de tecnologias sustentáveis para abrigar hotéis, escritórios comerciais e um centro de pesquisas para monitoramento e defesa ambiental.
Estimada em R$ 400 milhões, a ideia de Jardim tem como objetivo ser referência em desenvolvimento sustentável – tendência na arquitetura contemporânea – e influenciar o crescimento econômico da região, refletindo a importância da Amazônia para a estabilidade climática global.
O empreendimento promoveria a integração do turismo e dos negócios à ciência, para que, juntos, avaliem as mudanças climáticas, a possível escassez de água e seus os impactos sociais e ambientais e cheguem a soluções viáveis. Assista ao vídeo do projeto para entender a proposta:
Segundo o arquiteto, graduado pela Illinois Institute of Technology, o impacto físico da obra seria apenas o desmatamento do terreno original para construí-la. No entanto, o projeto prevê o reflorestamento de 46% da área total.
A localização exata de onde poderá ser construída a torre ainda não está definida, mas o arquiteto diz que a região de Ponta Negra é ideal, já que é um vetor de desenvolvimento da cidade, próxima ao aeroporto e tem boa infraestrutura.
Superinteressante.com

Fotos inéditas do cérebro de Einstein podem explicar sua inteligência fora de série

Fotografias tiradas do cérebro de Albert Einstein logo após sua morte mostram características incomuns. As imagens, nunca divulgadas e analisadas antes, apontam para uma maior complexidade do córtex cerebral do físico alemão. Essa região do cérebro, rica em neurônios, é responsável pelo processamento neural mais sofisticado. O estudo foi publicado nesta sexta-feira no periódico médico Brain.
O antropólogo Dean Falk, da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, teve acesso às 14 fotos recentemente descobertas do córtex cerebral inteiro de Einstein. As imagens foram comparadas com fotos de 85 cérebros humanos considerados normais. A maioria das imagens descobertas foi tirada de ângulos incomuns e mostram estruturas que não eram visíveis nas imagens que já haviam sido divulgadas.
Diferenças — De acordo com Falk, o achado mais surpreendente diz respeito à complexidade e ao padrão de concavidades e saliências do córtex cerebral de Einstein. De acordo com os pesquisadores, esses complexos padrões podem ter sido responsáveis por dar à área cerebral uma grande superfície — o que pode ter contribuído para o desenvolvimento das habilidades cognitivas de Einstein.
Uma particularidade do cérebro do físico está na região somatossensorial, responsável por receber informações sensoriais do corpo. Nela, o lado correspondente à mão esquerda é mais expandido. Os pesquisadores acreditam que isso pode ter contribuído para suas realizações ao tocar o violino, por exemplo. Os lóbulos parietais (parte superior do cérebro) de Einstein também são incomuns e podem ter fornecido algumas das bases neurológicas para suas habilidades visuais, espaciais e matemáticas.
Cérebro — Após a morte de Einstein em 1955, seu cérebro foi removido e fotografado de diversos ângulos, com a permissão de sua família. O órgão foi seccionado em 240 blocos, a partir dos quais foram preparadas lâminas histológicas – mas a maioria das fotografias, blocos e lâminas ficou perdida por mais de 55 anos. As 14 fotografias usadas pelos pesquisadores estão agora em poder do Museu Nacional de Saúde e Medicina dos Estados Unidos.
Veja.com

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Frase


123 anos da Proclamação da República

15 de novembro
           Dia da  PROCLAMAÇÃO da REPÚBLICA
 
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
 
O momento político no Brasil em 1889 era de efervescência. O reinado de D. Pedro II já durava 49 anos e seu relacionamento com alguns grupos sociais estava desgastado. Havia os latifundiários escravistas, descontentes pelo não recebimento de indenizações pela abolição da escravidão, ocorrida em 1888; muitos militares haviam rompido com a monarquia; e grupos de religiosos estavam insatisfeitos com o imperador.
Em 15 de novembro, um grupo de militares do Exército brasileiro, chefiado pelo Marechal Deodoro da Fonseca e apoiado pelos insatisfeitos com o regime monárquico, depôs D. Pedro II e instituiu a República Federativa dos Estados Unidos do Brasil. Desde então, nosso país tornou-se uma república presidencialista.

Modelo de computador da Nasa mostra aerossóis cobrindo a Terra

Uma imagem de alta resolução criada pelo supercomputador Discover, da agência espacial americana (Nasa), mostra um modelo atmosférico da Terra repleto de aerossóis – suspensões de partículas sólidas ou líquidas, como os inseticidas, que atingem a camada de ozônio e podem prejudicar a saúde.
A simulação foi feita no Centro Espacial Goddard, em Greenbelt, Maryland, e fornece uma ferramenta única para estudar o papel do tempo no sistema climático do planeta. O sistema GEOS-5 é capaz de simular o tempo ao redor do globo em resoluções de 3,5 a 10 quilômetros.
Na imagem acima, a poeira vermelha é a que se levanta da superfície, em azul está o sal marinho que acaba dentro de ciclones, em verde aparece a fumaça emitida por incêndios, e em branco são partículas de sulfato que saem de vulcões e emissões de combustíveis fósseis.
G1

Um décimo das bombas atômicas que existem já nos riscaria do mapa

Apenas 9 países têm armas nucleares, entre Rússia, EUA, China e Índia. Parece pouco, mas, segundo o físico da USP José Goldemberg, é mais que suficiente para nos riscar do mapa. “Bastaria lançar um décimo das bombas que existem hoje para dizimar a população da Terra.”
Estima-se que haja em torno de 19 mil armas nucleares no mundo. A mais temível é a B83, equivalente a 692 bombas de Hiroshima. Pertence aos EUA, que detêm 40% do arsenal nuclear do planeta. Mas a Rússia é que domina, com 50%. O maior teste nuclear realizado até hoje ocorreu lá, em 1961, com a explosão da Tsar, equivalente a 4.615 bombas de Hiroshima.
        O Tratado de Não-Proliferação Nuclear entrou em vigor nos anos 70 e já teve adesão de 189 países, incluindo EUA e Rússia, que se comprometem a um gradual desarmamento. Mas Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte, que também possuem armas nucleares, não fazem parte do acordo. Se suas bombas atômicas saírem do repouso, promoverão o maior genocídio de nossa história — dando um fim de vez a ela.
Vantagem
Existe um tratado assinado por 189 países que prometem não usar bombas atômicas.
Desvantagem Há nações fora do tratado. E elas possuem armas nucleares.
Galileu.com

O benefício químico de uma gargalhada entre amigos

A gargalhada é um tipo de exercício? Essa estranha pergunta é o ponto de partida de um estudo sobre o riso e a dor, que enfatiza quão inesperadamente entrelaçados podem ser nossos corpos e emoções.
Para o estudo, publicado este ano na revista Proceedings of the Royal Society B, pesquisadores da Universidade de Oxford recrutaram um grande grupo de estudantes de graduação de ambos os sexos com o objetivo de fazê-los rir.
Muitos de nós acreditamos que o riso seja a reação a algo engraçado – como se fosse, na verdade, uma emoção.
Entretanto, a risada é fundamentalmente uma reação física.
"O riso consiste em uma expiração repetida e forçada do ar dos pulmões", afirmou Robin Dunbar, professor de psicologia evolucionária em Oxford e coordenador do estudo. "Os músculos do diafragma precisam trabalhar duro." Todos já ouviram a frase "rir até doer a barriga", destaca o autor. A dor não é metafórica; o riso prolongado pode ser doloroso e exaustivo e se parece mais com um exercício difícil.             
Contudo, o riso suscita uma reação fisiológica similar à dos exercícios? Nesse caso, o que isso pode revelar a respeito da natureza do esforço físico?
Para descobrir, Dunbar e seus colegas pediram que voluntários assistissem sozinhos e em grupo a uma série de vídeos curtos que ou eram engraçados, ou documentários estritamente factuais. Mas entes disso, os voluntários eram submetidos a um teste de limiar de dor, para determinar quanto tempo seriam capazes de aguentar o aperto de um medidor de pressão, ou de segurar uma bolsa de água fria congelada.
A decisão de introduzir a dor em um estudo aparentemente tão amável e divertido se originou em um dos resultados mais famosos dos exercícios cansativos: a liberação de endorfinas, os opiláceos naturais. As endorfinas são conhecidas por "terem um papel fundamental na gestão da dor", escreveram os autores do estudo e, assim como outros opiláceos, induzem à sensação de euforia calma e bem-estar (acredita-se que sejam um dos responsáveis pelo "barato do corredor").
É difícil estudar diretamente a produção de endorfina, já que boa parte da ação ocorre no cérebro em funcionamento e seu monitoramento exige que seja realizada uma punção lombar. Esse não é o tipo de procedimento ao qual normalmente os voluntários desejem se submeter, especialmente durante um estudo sobre o riso. Ao invés disso, Dunbar e seus colegas adotaram os estudos de limiar de dor, uma forma indireta mas bem aceita de determinar o ponto de início da produção de endorfina. Normalmente, quando o limiar de dor de uma pessoa aumenta, supõe-se que ela esteja recebendo um banho de analgésicos naturais.
Nos experimentos de Dunbar, os limiares da dor costumavam aumentar quando as pessoas assistiam a vídeos engraçados, mas não quando viam documentários.
A única diferença entre as duas experiências era que, em uma, as pessoas riam – uma reação física que os cientistas podiam quantificar por meio de monitores de áudio. Eles eram capazes de ouvir as gargalhadas dos voluntários. Quando os músculos abdominais se contraíam, os níveis de endorfina aumentavam em resposta e, como resultado, os limiares da dor e a sensação de prazer cresciam.
Em outras palavras, foram o ato físico do riso e a contração dos músculos e as reações bioquímicas resultantes que causaram, ao menos em parte, o prazer relacionado a assistir à comédia. Ou, conforme escrevem Dunbar e seus colegas, "a sensação de leveza nesse contexto provavelmente deriva da forma como o riso dispara a liberação de endorfinas".
Entretanto, à primeira vista é difícil entender porque a relação entre endorfinas e o riso seria interessante para pessoas que praticam exercícios físicos. Mas, conforme aponta Dunbar, o que acontece durante um tipo de cansaço físico provavelmente se estende ao outro. O riso é uma atividade contagiante. No estudo, os participantes riam mais rapidamente e com mais intensidade quando assistiam aos vídeos engraçados em grupo do que quando os assistiam sozinhos. Além disso, os limiares de dor subiam coletivamente após as sessões em grupo.
Algo parecido pode acontecer quando as pessoas praticam exercícios físicos em grupo, afirmou Dunbar. Em um experimento realizado em 2009, o pesquisador e seus colegas estudaram um grupo de elite de remadores de Oxford, perguntando se preferiam treinar em máquinas de remo individuais, ou em uma máquina que simulasse o remo sincronizado de toda a equipe. Naquele caso, os remadores viam a si mesmos como um grupo unido.
Depois de fazerem o exercício juntos, seus limiares de dor – e provavelmente seus níveis de endorfina – eram significativamente mais altos que no começo, mas também mas altos do que quando remavam sozinhos.
"Não sabemos por que a sincronia possui esse efeito, mas ele parece ser muito forte", afirmou Dunbar.
Portanto, se você geralmente corre ou anda de bicicleta sozinho, talvez seja uma boa ideia encontrar companhia. A produção de endorfina pode aumentar e, ao menos teoricamente, tornar aquela última ladeira um pouco menos assustadora. Entretanto, se você prefere praticar exercícios sozinho, talvez valha a pena se entreter com algumas boas piadas.
Mas não espere que a risada forçada tenha o mesmo efeito.
"Risinhos discretos não envolvem a série repetida e desinibida de expirações", necessárias para "causar o efeito de endorfina", afirmou Dunbar.
Aparentemente, tanto no riso quanto nos exercícios, não há ganho sem um pouquinho de dor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Frase


Rússia perde contato com satélites e Estação Espacial

A Rússia perdeu contato com seus satélites e não consegue enviar instruções à Estação Espacial Internacional (ISS) em consequência da ruptura de um cabo na região de Moscou, indicaram agências russas que citam fontes espaciais.
"Um cabo se rompeu e o Centro de Controle de Voos (TSOUP, perto de Moscou) está privado de comunicação", indicou uma destas fontes à agência Interfax.
"Nossos especialistas não têm a possibilidade de dirigir à distância os satélites civis nem o segmento russo da ISS, veem a tripulação e podem se comunicar com ela, mas não podem enviar instruções ao segmento russo", declarou esta fonte à agência Ria Novosti.
A agência estatal afirmou que o incidente pode atrasar o retorno, previsto para 19 de novembro, de três dos membros da ISS que terminam sua missão de seis meses na Estação.
O diretor da região em Moscou encarregado da comunicação com a ISS afirmou à agência Interfax que o corte de energia pode ter sido causado por trabalhos de reparo.
Exame.com

Astrônomos acreditam ter encontrado planeta "solitário" no Universo

 
Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos identificaram um corpo que é, muito provavelmente, um planeta a vagar pelo espaço sem uma estrela hospedeira. Este é, até agora, o melhor candidato a planeta errante e o mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de cerca de 100 anos-luz.
A sua relativa proximidade, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram à equipe de astrônomos estudar a sua atmosfera em detalhes. Este objeto deu também aos astrônomos uma ideia do tipo de exoplanetas que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.
Os planetas errantes são objetos, com massas típicas de planetas, que vagam no espaço sem ligação com nenhuma estrela. Possíveis exemplos de tais objetos já foram encontrados anteriormente, mas sem o conhecimento das suas idades, não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs marrons - estrelas "fracassadas" que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas.
Atualmente, astrônomos descobriram um objeto, chamado CFBDSIR2149, que parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido como Associação estelar AB Doradus. Os pesquisadores encontraram o objeto em observações feitas com o Telescópio Canadá-França-Hawaii e utilizaram em seguida o Very Large Telescope do ESO para examinar as suas propriedades.
A associação AB Doradus é o grupo estelar deste gênero mais próximo do Sistema Solar. As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e pensa-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo. Se o objeto estiver associado a este grupo - sendo, neste caso, um objeto jovem - será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a temperatura, massa e composição da atmosfera. Existe também uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo seja fortuita.
A ligação entre este novo objeto e o grupo estelar trata-se de uma pista vital, que permitirá aos astrônomos calcular a idade do objeto recém-descoberto. Esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.
De acordo com o ESO, pensa-se que os objetos errantes, como o CFBDSIR2149, se formam ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs marrons. Em ambos os casos, estes objetos são bastante intrigantes - ou como planetas sem estrelas ou como os menores objetos possíveis, num intervalo que vai desde as estrelas de maior massa às leves anãs marrons.
"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar", diz Philippe Delorme. "Se este pequeno objeto for um planeta ejetado do seu sistema nativo, dá-nos a imagem de mundos orfãos, perambulando no vazio do espaço."
Estes mundos podem ser comuns - talvez tão numerosos como as estrelas normais. Se CFBDSIR2149 não estiver relacionado à Associação AB Doradus, será mais complicado conhecer a sua natureza e propriedades, e poderá antes ser caracterizado como uma anã marrom. Ambos os cenários representam questões importantes sobre como planetas e estrelas se formam e comportam.
"Trabalho adicional deverá confirmar se CFBDSIR2149 é um planeta errante", conclui Philippe Delorme. "Este objeto poderá ser usado como base de dados para compreender a física de qualquer exoplaneta semelhante que seja descoberto com futuros sistemas especiais de imagens de elevado contraste, incluindo o instrumento SPHERE, que será instalado no VLT."
Jornal do Brasil.com

Ônibus elétrico chinês, passa por teste em Brasília

 
O ônibus da foto, fabricado na China, ficará em circulação pelas ruas de Brasília nos próximos três meses, gratuitamente.
O veículo é elétrico, atinge velocidade máxima de 80 km/h, funciona com um conjunto de baterias que são recarregadas em até 3 horas e proporcionam autonomia média de 150 quilômetros (com o ar-condicionado ligado) e tem vida útil de pelo menos cinco anos.
A intenção do governo é avaliar o modelo para, futuramente, montar uma fábrica e começar produzir novas unidades na capital federal até 2014.
O passeio inaugural aconteceu na última quinta-feira, dia 8. O projeto de implementação de ônibus elétricos faz parte de um acordo feito com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa. Os novos veículos devem ser usados transporte dos torcedores do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional Mané Garrincha.
Superinteressante.com

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Frase


Inteligência humana está diminuindo com o tempo, diz pesquisa

A inteligência e o comportamento humano exigem ótimo funcionamento de um grande número de genes que, por sua vez, requerem pressões evolucionárias gigantescas para serem mantidos. Agora, em uma teoria provocativa, uma equipe da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, afirma que pessoas estão perdendo capacidades intelectuais e emocionais com a vulnerabilidade a mutações dos genes capazes de nos ajudar no poder do cérebro. Essas mutações, de acordo com o jornal britânico Daily Mail, não estão sendo selecionadas para a sociedade moderna, pois não precisamos mais de inteligência para sobreviver.
 "O desenvolvimento de nossas habilidades intelectuais e a otimização de milhares de genes de inteligência provavelmente ocorreram em grupos de pessoas dispersos antes de nossos ancestrais emergirem da África", afirma Gerald Crabtree, autor do estudo publicado no jornal Trends in Genetics. Nesse ambiente, a inteligência era crítica para a sobrevivência, e havia provavelmente uma pressão seletiva nos genes que auxiliam no desenvolvimento intelectual, chegando ao ponto máximo da inteligência.
 Porém, segundo pesquisadores, foi a partir daí que começamos a ir "ladeira abaixo". Com o desenvolvimento da agricultura, veio a urbanização, que pode ter enfraquecido o poder de seleção de semear mutações levando a desabilidades intelectuais.
 Baseado em cálculos da frequência com que mutações destrutivas apareceram no genoma humano e a suposição de que de 2 a 5 mil genes são necessários para habilidades intelectuais, Crabtree estima que em 3 mil anos, cerca de 120 gerações, teremos duas ou mais mutações permanentes que serão prejudiciais à nossa estabilidade emocional e intelectual.
 Além disso, pesquisas recentes da neurociência sugerem que genes envolvidos em funções do cérebro estão unicamente suscetíveis a mutações. Crabtree argumenta que a combinação de uma menor pressão seletiva e o grande número de genes facilmente afetados está desgastando nossas capacidades emocional e intelectual.
 Essa perda, no entanto, é lenta, e a julgar pelo ritmo rápido de descobertas e avanços da sociedade, futuras tecnologias estão ligadas à revelação de soluções ao problema, afirma o autor do estudo. "Acho que conheceremos cada uma das milhões de mutações humanas que podem comprometer nossa função intelectual e como cada uma delas interage e outros processos como influências ambientais", diz Crabtree. "Até lá, talvez seremos capazes de corrigir em um toque de mágica qualquer mutação que tenha ocorrido nas células de qualquer organismo e em qualquer estado de desenvolvimento. Desta forma, o processo bruto de seleção natural será desnecessário", completa.
IstoÉ.com

Historiador decifra "carisma" de Hitler e vê paralelos em mundo hoje

Poucos teriam previsto, com base nas características pessoais de Hitler, que ele seria capaz de formar uma conexão tão forte com milhões de pessoas. Até hoje, muitos se perguntam como foi possível que um tipo esquisito, com tantos defeitos e inadequações, conquistasse o poder em um país como a Alemanha, em pleno coração da Europa. Pois o caso do líder alemão é um importante aviso para o mundo moderno.
A ascensão de Adolf Hitler tem suas raízes não apenas nas circunstâncias históricas do período - em particular, a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial e a depressão econômica do início da década de 1930 - como também na forma de sua liderança.
E é este aspecto do fenômeno Hitler que torna sua história tão relevante para nossas vidas hoje.
De Artista a Ditador
Hitler foi o arquétipo do líder carismático. Não era um político "normal" - alguém que promete medidas como impostos menores ou melhor sistema de saúde -, mas quase um líder religioso, que oferece metas espirituais, como redenção e salvação. Hitler acreditava estar predestinado a algo grandioso. Ele chamava isso de "providência".
Antes da Primeira Guerra Mundial, era um joão-ninguém, um sujeito estranho, que não conseguia formar relacionamentos íntimos, incapaz de participar de uma discussão intelectual e cheio de raiva e preconceito.
Mas, quando fazia discursos para o povo após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra, suas fraquezas eram percebidas como qualidades.
O ódio que sentia ecoava os sentimentos de milhares de alemães que, sentindo-se humilhados pelos termos do Tratado de Versalhes, buscavam um bode expiatório.
Sua falta de talento para debates era vista como um sinal de caráter, sua recusa em bater papo, a marca de um "grande homem" que vivia em um mundo à parte.
E, acima de tudo, estava o fato de que Hitler descobriu que era capaz de se conectar com sua audiência. Isso, que muitos chamam de "carisma", formou a base do seu futuro sucesso.
"O homem emanava um carisma tal que as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ele dizia", disse Emil Klein, que ouviu Hitler falar na década de 1920.
Mas Hitler não hipnotizava a audiência. Nem todos sentiam essa conexão. Você tinha de estar predisposto a acreditar no que ele dizia para poder vivenciar essa conexão com ele. Muitos que ouviram discursos de Hitler nesse período achavam que ele era um idiota.
"Eu senti uma aversão imediata a ele por causa da sua voz estridente", disse Herbert Richter, um veterano alemão da Primeira Guerra Mundial que conheceu Hitler em Munique na década de 1920.
"Ele berrava ideias políticas realmente simples. Achei que ele não era muito normal"
Quando a economia da Alemanha ia bem, no período entre 1925 e o final da década, Hitler era considerado carismático apenas por um punhado de fanáticos. Na eleição de 1928, os nazistas conseguiram apenas 2,6% dos votos.
Em menos de cinco anos, no entanto, Adolf Hitler viria a ocupar o posto de chanceler da Alemanha, líder do partido político mais popular do país.
O que mudou foi a situação econômica. A quebra da bolsa em Nova York, nos Estados Unidos, em 1929, deixou milhares de desempregados e vários bancos falidos na Alemanha.
"O povo estava realmente com fome", disse Jutta Ruediger, que começou a apoiar os nazistas nessa época. "Foi muito, muito duro. Nesse contexto, Hitler, com suas verdades, parecia ser o portador da salvação".
Ela disse que olhou para Hitler e, de repente, sentiu uma conexão com ele.
Eu tinha a sensação de que aqui estava um homem que não pensava em si próprio e em suas vantagens pessoais, mas somente no bem do povo alemão".
Paralelos Históricos
Hitler disse a milhões de alemães que eles eram arianos e, portanto, "especiais". Que eram, racialmente, um povo "melhor" do que os outros, algo que ajudou a cimentar a conexão carismática entre o líder e os liderados.
Ele não escondeu do eleitorado seu ódio, seu desprezo pela democracia ou sua crença no uso da violência para alcançar objetivos políticos. Um detalhe crucial, no entanto, era que ele falava contra inimigos definidos cuidadosamente, como comunistas e judeus.
Uma vez que a maioria dos alemães comuns não se encaixava nesses grupos e, desde que essa maioria abraçasse o novo mundo nazista, o alemão comum estava relativamente livre de perseguições. Pelo menos até os alemães começarem a perder a guerra.
Essa história é importante para nós hoje. Não apenas porque nos oferece "lições", mas porque a História pode conter avisos.
Em uma crise econômica, milhões de pessoas decidiram se voltar para um líder pouco convencional que, na opinião deles, tinha "carisma". Um líder que se conectava com seus medos, esperanças e desejo latente de culpar os outros pela situação difícil que viviam.
O resultado disso foi desastroso para milhões de pessoas.
Quando Hitler assumiu o poder, o índice de desemprego na Alemanha era 30%. Hoje, na Grécia, ele é 25,1%. E está subindo.
É irônico que, recentemente, a chanceler alemã Angela Merkel tenha sido saudada em Atenas por gregos irados, carregando cartazes com suásticas, protestando contra o que consideram ser uma interferência indevida da Alemanha em seu país.
Irônico porque é na Grécia - em meio a uma terrível crise econômica - que observamos a ascensão repentina de um movimento político que se gaba de sua intolerância e desejo de perseguir minorias - o Aurora Dourada.
O movimento é liderado por um homem que alega não ter havido câmaras de gás em Auschwitz. Pode existir um aviso mais sério do que esse?

O historiador Laurence Rees é autor de seis livros sobre a Segunda Guerra Mundial.