terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A PAZ pede ÁGUA

Água
Água: proposta apoiada pelo Banco Mundial prevê a construção de 180 quilômetros de tubulações para levar água do Mar Vermelho para o Mar Morto.

Não se trata de uma ameaça apocalíptica, como seria de se esperar na região terrestre onde, dizem as escrituras bíblicas, ocorreria o Armagedon, a batalha final entre o bem e o mal.
O nível da água baixou 25 metros nos últimos cinquenta anos e prossegue a uma taxa de um metro por ano. Os hidrologistas acreditavam que a queda iria se estabilizar porque a evaporação concentra a salinidade.
Perto do ponto de salmora, por razões químicas, a evaporação fica mais difícil. Mas um estudo publicado no ano passado pela American Geophysical Union de São Francisco, nos EUA, mostrou que as coisas podem piorar, e muito.
Perfurações geológicas nas profundezas do mar morto revelaram, pelas colunas de sedimentação, que a água desapareceu completamente há 120 mil anos, transformando a região num inóspito deserto.
A proposta apoiada pelo Banco Mundial prevê a construção de 180 quilômetros de tubulações para levar água do Mar Vermelho para o Mar Morto. Existe outro projeto para cavar um túnel, mas o acordo final começará a ser discutido em abril próximo.
Como o Mar Morto está a mais de 400 metros abaixo do nível do mar oceânico, o projeto prevê também a construção de uma usina elétrica para desalinizar água tornando-a potável – um bem mais precioso na região do que o petróleo.
A perspectiva de uma guerra apocalíptica na região por causa da água soa principalmente nos discursos nacionalistas por milênios. A palavra “rivalidade”, por exemplo, vem do latin rivalis, que significa usar o mesmo rio com outros. Rios que passam por vários países são chamados de “riparianos” referindo-se a Estados ribeirinhos.
Apesar de toda a carga histórica, paradoxalmente, guerras por causa de água são raras, pelo menos fora do Oriente Médio. Mas esse espectro ronda a política Internacional. Em 1995, por exemplo, Ismail Serageldin, vice-presidente do Banco Mundial, ganhou manchetes em todos os jornais ao profetizar que “as guerras do próximo século serão sobre as águas”. Até agora esse mau augúrio não deu sinais de se materializar, mas as perspectivas estatísticas não são muito animadoras.
O consumo global de água vem dobrando a cada 20 anos, mais do que o dobro do crescimento populacional, levantando o presságio de uma nova ameaça malthusiana.
De acordo com a ONU, mais de um bilhão de pessoas no planeta não têm acesso a água potável. Nesse passo, em 2025 a demanda de água potável atingiria mais de 56% além das reservas atualmente contabilizadas. Como se não bastasse, até a geopolítica conspira para o pessimismo.
Em 1978, segundo a ONU, existiam 214 rios e aquíferos riparianos. Agora, com o desmantelamento da União Soviética e dos estados balcânicos do leste europeus já existem 263 – um aumento no número de focos de atritos potenciais. Essas 263 bacias hídricas riparianas abrangem 43,3% da superfície do planeta, onde se acotovelam 40% dos habitantes do planeta.
Felizmente os registros históricos mostram, por alguma razão misteriosa, que os humanos não gostam muito de ir à guerra por recursos hídricos. Num histórico levantamento feito por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, EUA, compilando as últimas cinco décadas, revelou apenas 37 disputas envolvendo violência militar, sendo 30 delas entre Israel e seus vizinhos.
Desde a criação do Estado de Israel, em 1948 a região tem vivido atritos frequentes especialmente sobre o uso das águas do rio Jordão. Com a expansão militar israelense, quase 2/3 da água consumida em Israel vem de territórios ocupados.
Em 1967 o manejo de águas ficou sob controle militar. Poços artesianos só podem ser perfurados com aprovação militar e a vazão é controlada por quotas. Os poços já existentes foram expropriados passando para controle estatal. A situação é dramática para os palestinos, que sobrevivem com quatro vezes menos água per capita do que os israelenses.
Fora do barril de pólvora do Oriente Médio os pesquisadores contabilizaram somente cinco incidentes violentos, contra espetaculares 157 tratados assinados diplomaticamente em meio século.
Levando em conta todos os tipos de eventos, de todas as magnitudes, eles contabilizaram 1.228 de caráter colaborativo, contra 507 hostis. E desse, 62% eram apenas arengas verbais, destinadas a consumo político interno nacionalista. Dessas bravatas políticas, dois terços não eram pronunciamentos oficias de governos, mas apenas de cidadãos ou organizações fanáticas.
Assim, de modo geral, a diplomacia tem prevalecido sobre o rufar de tambores. A comissão do Rio Mekong, constituída por Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã, vem negociando pacificamente desde 1957, mesmo quando as bombas estavam sendo despejadas na região pelos EUA.
Mesmo no Oriente Médio, Israel e Jordânia vêm confabulando, às vezes secretamente, dede 1953, mesmo estando oficialmente em estado de guerra depois de 1948 e até o tratado de paz de 1994.
E a Comissão do Rio Indu sobreviveu a nada menos de duas guerras entre a Índia e Paquistão. Na África, os belicosos atritos de dez países ao longo do rio Nilo têm ficado apenas no bate-boca nacionalista, enquanto negociações de altos escalões governamentais são realizados regularmente.
Portanto, no balanço geral, a cooperação pela água vem vencendo a Guerra em quase todas as frentes. E uma vitória total certamente tornará toda a humanidade mais civilizada e tolerante.
Exame.com

Pnuma e FAO lançam campanha contra desperdício de alimentos

Banca de frutas, legumes e verduras - alimentos
Alimentos: o volume de desperdício das nações mais ricas soma quase 300 toneladas por ano.

A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimento são perdidas ou desperdiçadas no mundo. Diante da expectativa de alguns especialistas, que acreditam que essas perdas podem ser revertidas com mudanças de padrões de produção e consumo, representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançaram hoje (22), em Genebra, uma campanha intitulada “Pensar, Comer, Preservar” para tentar estimular novas ações em todo o planeta.
Segundo o sub-secretário-geral e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, a proposta é revelar a situação atual e apresentar modelos que foram adotados com sucesso para minimizar o desperdício. Steiner acredita que essas informações podem estimular um novo debate no mundo e uma reflexão sobre o que deve ser feito para reverter o cenário.
O representante do Pnuma lembrou as projeções que indicam que a população mundial deve passar de 7 bilhões de pessoas para 9 bilhões até 2050, o que significa um crescimento da demanda por alimentos. “Não faz sentido, economicamente, ambientalmente e eticamente, desperdiçar alimentos”, disse, destacando o impacto do desperdício e da pressão pela maior produção de alimentos sobre o meio ambiente.
“São desperdiçados também recursos como água, terras cultiváveis, insumos agrícolas e tempo de trabalho, sem contar a geração de gases estufa pela comida em decomposição e pelo transporte dos alimentos. Para termos uma vida verdadeiramente sustentável, precisamos transformar a maneira como produzimos nossos alimentos”, acrescentou Steiner.
De acordo com dados divulgados por representantes da FAO, 20% de todas as terras do mundo já são cultivadas pela agricultura, que também responde pelo consumo de 70% da água doce do mundo. A organização também destaca que quase metade da comida descartada nas regiões industrializadas ainda poderia ser consumida. O volume de desperdício das nações mais ricas soma quase 300 toneladas por ano, quantidade que, segundo a FAO, é equivalente à toda a produção de alimentos da África Subsaariana e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas.

Diretora do departamento de Infraestrutura Rural e Agroindústrias da FAO, Eugenia Serova, defendeu uma profunda mudança nas formas de consumo e produção de alimentos. Ela lembrou que, apesar de os países desenvolverem diferentes padrões agrícolas, “todos desperdiçam comida, em maior ou menor volume”. Dados da FAO revelam que um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido durante os processos de produção e venda, o equivalente a US$ 1 trilhão.
O movimento lançado hoje pelos órgãos das Nações Unidas é resultado de debate que ganhou força durante a Rio +20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, os chefes de Estado que participaram das negociações concordaram em adotar iniciativas para mudar os padrões de consumo e produção em seus países.
A campanha reúne em um portal da internet informações em mais de quatro idiomas, incluindo o português, sobre ações organizadas em todo o mundo. O site destaca dicas para os consumidores sobre o que fazer para reduzir as perdas, como elaborar listas e comprar vegetais que, mesmo não atendendo o padrão dos mercados, estão plenamente adequados para o consumo. As orientações também são voltadas para comerciantes que podem medir melhor o desperdício e evitar algumas perdas.
Exame.com
 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Frase

<3 Dejane <3
 

Oito dos nove anos mais quentes da História foram após 2000

Planeta Terra

Oito dos nove anos mais quentes da História desde 1880, quando começaram os registros de temperatura, ocorreram após o ano 2000, informou esta terça-feira o Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS), da Nasa, nos Estados Unidos.
O ano 2012 foi o nono ano mais quente, com uma média de temperatura de 14,6 graus Celsius, 0,6 grau acima da média do século XX, segundo as últimas estimativas do GISS.
"A temperatura de um ano não é significativa em si mesma, mas o que importa é que a última década foi mais quente do que a anterior e que esta foi mais quente do que a precedente", destacou o climatologista Gavin Schmidt.
"O planeta esquenta e a razão é que continuamos emitindo mais dióxido de carbono (CO2) na atmosfera", destacou.
A corrente científica predominante indica que as temperaturas globais e os eventos climáticos extremos estão aumentando devido às emissões industriais de carbono e a outros gases causadores do efeito estufa, que retêm o calor na atmosfera.
Na semana passada, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou que a área continental dos Estados Unidos experimentou em 2012 o ano mais quente, segundo registros.
"As altas temperaturas durante o verão de 2012 nos Estados Unidos são sinal de uma nova tendência nas ondas de calor extremas da temporada, mais quentes do que durante os verões mais quentes em meados do século XX", informou James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, em Nova York.
"Alguns verões podem ser mais frios do que a média a longo prazo, mas a frequência das ondas de calor extremo aumentam e são as temperaturas extremas as que afetam mais pessoas e outras formas de vida no nosso planeta", acrescentou.
Exame.com
 

temperaturas globais estão acima da média há 36 anos

Pessoas se refrescam em praça

As temperaturas mundiais estiveram acima da média pelo 36º ano consecutivo em 2012, com regiões do hemisfério norte registrando seu ano mais quente, informaram cientistas americanos esta terça-feira.
O ano de 2012 foi o 10º mais quente desde que os registros começaram em 1880, com as temperaturas médias globais 0,57 grau Celsius acima das do século XX, informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA).
A agência informou na semana passada que a área continental dos Estados Unidos tiveram seu ano mais quente já registrado em 2012. No entanto, algumas áreas, incluindo partes do Alasca, oeste do Canadá, centro da Ásia e a Antártica ficaram mais frias.
Ainda assim, a média global de temperaturas é superior à média do século XX, de 13,9º Celsius, a cada ano desde 1976 e um único ano do século XX - 1998 - foi mais quente do que 2012, destacou a agência.
O senso comum entre os cientistas é de que as temperaturas globais e os eventos climáticos extremos estão aumentando devido às emissões industriais de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, que aprisionam o calor na atmosfera.
Exame.com
 

Curiosity encontra mais vestígios de água em Marte

A equipe da Nasa responsável pelo Curiosity anunciou nesta terça-feira (15) ter descoberto um novo ponto em Marte em que há fortes indícios da presença anterior de fluxos de água, a 500 metros a oeste do local de pouso do jipe-robô, em agosto do ano passado. O grupo anunciou ter escolhido o local para as primeiras perfurações e análises químicas, que devem acontecer em duas semanas.
A região, que foi batizada de John Klein (em homenagem ao gerente de projetos da fase de desenvolvimento do Curiosity, morto em 2011), tem uma diversidade geológica que foi considerada bastante interessante pela Nasa, com veios calcários em rochas, nódulos, rochas sedimentárias, pedras brilhantes e buracos no chão. A área também tem temperaturas de solo mais temperadas que os trechos pesquisados pelo robô até agora. "É uma área que já foi úmida, mas completamente diferente do leito de rio que encontramos perto da área de pouso," afirmou John Grotzinger, cientista-chefe da missão.
O Curiosity chegou em Marte em 6 de agosto, com a missão de investigar por dois anos se o planeta já teve condições favoráveis à vida, como água corrente.             

O robô vai perfurar rochas em John Klein (em uma profundidade de até cinco centímetros) e "ingerir" as amostras, fazendo análises químicas em instrumentos em seu interior. As análises procurarão pela composição mineral e química das amostras. "A perfuração vai ser a atividade mais desafiadora da missão desde o pouso, por ser inédita," disse o gerente de projetos Richard Cook, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "A interação das brocas e do resto do equipamento de perfuração com o material marciano está fora do nosso controle. Não seria surpreendente se algumas partes do processo não acontecerem como planejamos".
IGCiência

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Frase

Grande verdade
 

Para barrar aquecimento, mundo tem de eliminar hoje combustíveis fósseis, diz estudo

Pesquisador dos Estados Unidos revisa teoria das "medidas de estabilização" ("stabilization wedges", no gráfico à direita) e eleva para 31 categorias as ações de controle do clima
Diminuir o uso do carro, construir edifícios sustentáveis, morar mais perto da escola e do trabalho e outras atitudes que exigem um novo estilo de vida da maioria das pessoas não interferem muito para reverter o cenário pessimista do aquecimento global.

Segundo um novo estudo dos Estados Unidos, o único jeito de barrar o aumento das temperaturas do planeta é eliminar imediatamente os combustíveis fósseis (ou seja, interromper a queima de petróleo, carvão e gás), e não apenas estabilizar as emissões de gases de efeito estufa, como acreditam os cientistas. Isso implicaria na troca de todo o sistema energético dos países.
"Quase não há chances de a temperatura mundial em 2100 ser menor do que a de hoje em dia, não importa o que gente faça. Mas, se as emissões [de combústiveis fósseis] fossem interrompidas completamente hoje, as temperaturas iriam parar de subir quase imediatamente", explica Steve Davis, pesquisador da Universidade da Califórnia, em Irvine (UCI, na sigla em inglês).
Para chegar a esse plano radical de mitigação, ele mostrou que a celebrada teoria das stabilization wedges, de Robert Socolow e Stephen Pacala, da Universidade de Princenton, nos Estados Unidos, ainda é insuficiente para controlar a elevação dos termômetros.
A dupla difundiu, em 2004, que a maneira mais eficiente de controlar as emissões não era buscar uma única saída, mas dividir essa "responsabilidade climática" em sete grandes categorias (batizadas de 'medidas de estabilização', em tradução livre), que envolvem recomendações sobre sustentabilidade, estilo de vida e políticas públicas.
Segundo eles, o mundo já tem as ferramentas, a tecnologia e o conhecimento necessários para reverter as consequências da mudança climática nos próximos 50 anos, portanto, basta cada um fazer a sua parte. Ou seja, à medida que cada pessoa, empresa e nação adota essas práticas, há um controle na elevação das emissões de CO2 até que, a grosso modo, elas fiquem estáveis em níveis seguros.
O pesquisador da UCI alega que é preciso impedir o aumento do clima da Terra, e não apenas estabilizar o potencial energético dos combustíveis fósseis, pois não há níveis seguros dessas emissões. "Toda molécula de dióxido de carbono que nós liberamos eleva, mesmo que um pouco, os níveis de aquecimento. E esse aquecimento permanece com o passar dos anos de muitas gerações", explica.
Por isso, ele propõe um novo gráfico para o estudo de Princenton, elevando de sete para 31 categorias e com três grandes divisões. O mundo precisa de, ao menos, investimentos e ações em 19 categorias, sendo dez de estabilização (e não sete, como cunha a teoria de 2004) e outras noves na etapa final do controle do clima.
"Para eliminar as emissões dos combustíveis fósseis, nós precisamos implantar, pelo menos, 19 'medidas'. E, talvez muito mais, se a porcentagem da matriz energética que vem do carvão continuar a aumentar – e é daí que vêm as 31 categorias em potencial. Controlar o clima da Terra exige que nós paremos com os combustíveis fósseis agora", enfatiza.
 

Névoa de poluição cobre Pequim

Imagem compara poluição em Pequim em 2010 e em 2013 (Foto: Jason Lee/ Reuters)Imagem mostra céu de distrito em Pequim em agosto de 2010 (superior) e nesta segunda-feira (inferior). 2013.


 De acordo com a BBC, a poluição atmosférica excessiva provocou uma onda de críticas da imprensa chinesa às autoridades, fenômeno raro no país. Numa demonstração incomum de unidade em criticar um problema doméstico preocupante, os meios de comunicação chineses estão dando destaque à cobertura do nível historicamente elevado de poluição.
Segundo o padrão da Organização Mundial de Saúde (chamado PM 2.5), a concentração média de partículas de poluição é de 25 microgramas por metro cúbico. Acima de 100, o nível já não é considerado saudável. Acima de 300, crianças e idosos devem permanecer em casa.
Dados oficiais apontaram que o nível de poluição no último sábado (12) passou de 400, enquanto detecções feitas por funcionários da Embaixada dos Estados Unidos mostraram poluição além de 800.
A OMS recomenda um nível diário de não mais do que 20 para esse tipo de partícula. Devido ao diâmetro reduzido, essas partículas podem entrar nos pulmões e sua inalação aumenta o risco de infecções respiratórias, câncer no pulmão e doenças cardíacas, entre outros problemas.
Nesta segunda-feira (14), os níveis baixaram para 350, segundo as autoridades do país. As escolas, no entanto, continuam fechadas.
 
Foto compara região de Pequim nesta segunda (14) e em 4 de fevereiro de 2012 (Foto: Ed Jones/AFP)
Foto compara região de Pequim nesta segunda (14) e em 4 de fevereiro de 2012.
G1
 

 
 

 

 
 



 

Reduzir gases-estufa a partir de 2016 evitaria secas e enchentes, diz estudo


Chaminé de indústria na China (Foto: JF Creative / Image Source / AFP)Chaminé de indústria na China; cientistas afirmam que redução de emissões a partir de 2016 pode diminuir impacto de secas e enchentes nos proximos anos.


Milhões de pessoas podem ser poupadas de secas e enchentes até 2050 se houver uma redução das emissões de gases do efeito estufa a partir de 2016 em vez de 2030, de acordo com estudo científico publicado neste fim de semana na revista "Nature Climate Change".
Especialistas britânicos e alemães explicaram que a redução imediata nas emissões poderia retardar alguns impactos por décadas e prevenir outros por completo.
Em 2050, um planeta se encaminhando para um aquecimento entre 2º C e 2,5º C, pode ter em 2100 duas possibilidades muito distintas, dependendo do caminho que se tome para chegar até lá.
Políticas que reduzam as emissões de carbono em 5% por ano até 2016 poupariam a exposição de até 68 milhões de pessoas a um maior risco de escassez de água em 2050, segundo Nigel Arnell da Universidade de Reading, do Reino Unido. Esse seria o melhor cenário possível.
Por outro lado, se as emissões caírem 5% anualmente a partir de 2030, o número de pessoas que escapariam desse risco ficaria entre 17 milhões e 48 milhões.
No cenário da redução a partir de 2016, entre 100 milhões e 161 milhões de pessoas poderiam ser poupadas de inundações. Já no cenário de 2030, o número de pessoas que se livrariam de enchentes ficaria entre 52 milhões e 120 milhões, indicou Arnell, diretor do Instituto Walker de mudanças climáticas da universidade britânica.
"Basicamente, em 2050, a política de 2030 teria entre metade e dois terços dos benefícios da melhor política (2016)", embora ambas apontem para uma mudança de temperatura similar, com elevações entre 2º C e 2,5º C em 2100. "Você pode atingir o mesmo ponto (de temperatura) no fim do século, mas os danos causados no caminho até esse ponto podem ser muito diferentes", complementa.
Sem redução de emissões = cenário trágico Em um cenário sem restrições nas emissões, as temperaturas poderiam aumentar entre 4º C e 5,5º C, de acordo com a pesquisa. Com uma média de aquecimento global de 4º C, cerca de um bilhão de pessoas poderiam ter menos água em 2100 do que têm hoje, e 330 milhões poderiam ser submetidas a grande risco de enchentes.
Uma redução nas emissões em 2016 parece improvável, com as nações buscando adotar um novo pacto global sobre o clima em 2015 para entrar em vigor até cinco anos depois.
A última rodada das Nações Unidas de debates sobre o clima em Doha, no Qatar, em dezembro, fracassou na tentativa de impor antes de 2020 cortes nas emissões de países que não haviam assinado o Protocolo de Kyoto, ainda que cientistas tenham alertado que a concentração de carbono na atmosfera continua aumentando. Três dos quatro maiores poluidores do mundo - China, Estados Unidos e Índia - estão entre os que não se comprometeram a limitar as emissões.
Diversos pesquisadores acreditam que a Terra terá um aquecimento muito além dos 2º C da meta da ONU em níveis pré-industriais. "Claro que reduzir a emissão de gases-estufa não vai impedir por completo os impactos do aquecimento global, mas nossa pesquisa pode dar tempo para a elaboração de prédios, sistemas de transporte e de agricultura melhor adaptados às mudanças climáticas", disse Arnell.
Relatório da ONU fez alerta sobre poluição em excesso Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado em novembro alerta que, mesmo se os países aplicarem até 2020 políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado.
 Esse limite representa para a ciência climática estagnar a elevação da temperatura global em, no máximo, 2 ºC acima dos níveis pré-industriais ainda neste século. Segundo o documento, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020.
O teto de emissões fixado por cientistas para 2020 é de 44 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases).
No entanto, há um cenário pior, caso nada seja feito. Se nos próximos oito anos nenhum governo cumprir o que prometeu e as políticas verdes deixarem de ser vistas como prioridade - acrescentando ainda o desenvolvimento econômico previsto para o período, as emissões de gases ultrapassariam em 14 gigatoneladas o limite calculado pelos cientistas.
G1

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Frase

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Projeto Kepler: descoberta do Koi172

A descoberta do Koi172.
NÃO ESTAMOS SÓS NO UNIVERSO: NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO DESTA CERTEZA.
A Nasa acaba de anunciar o KOI172. Nunca em toda a história humana conhecida, nunca desde que o homem iniciou sua aventura de prospecção do Universo chegamos tão perto desta certeza: não estamos sós. As imagens que aí vemos são representações de como é o KOI-172, um planeta ultrassemelhante à Terra, recém-descoberto. KOI é uma sigla: Kepler Object of Interest, ou seja, um Objeto de Interesse Kepler. Quer dizer: é parecidíssimo com a Terra. O Projeto Kepler é um projeto da Nasa. Na verdade, trata-se de um supertelescópio que navega no espaço desde 2009, perfazendo a órbita completa do Sol a cada 371 dias, carregando 42 câmeras dotadas de superultrassensores que monitoram o brilho de mais de 150 mil estrelas e seus respectivos planetas. O objetivo é localizar planetas que reproduzam condições atmosféricas e ambientais semelhantes ao nosso. O Projeto Kepler é isso: está em busca de outros planetas que possam abrigar a vida complexa, tal como aqui a conhecemos. Vejam só: o KOI172 está a 112 milhões de km do seu sol. A Terra, por sua vez, está a 149 milhões de km do seu astro-rei. A estrela que aquece o KOI172, no entanto, é menor do que o nosso Sol. Os cientistas da Nasa calculam que a temperatura no KOI172 seja, portanto, inteiramente propícia ao pleno desenvolvimento da vida. É absolutamente possível que exista água neste planeta. E se tem água, tem vida.
 
A descoberta do Koi172.
NÃO ESTAMOS SÓS NO UNIVERSO: NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO DESTA CERTEZA. 
A Nasa acaba de anunciar o KOI172. Nunca em toda a história humana conhecida, nunca desde que o homem iniciou sua aventura de prospecção do Universo chegamos tão perto desta certeza: não estamos sós. As imagens que aí vemos são representações de como é o KOI-172, um planeta ultrassemelhante à Terra, recém-descoberto. KOI é uma sigla: Kepler Object of Interest, ou seja, um Objeto de Interesse Kepler. Quer dizer: é parecidíssimo com a Terra. O Projeto Kepler é um projeto da Nasa. Na verdade, trata-se de um supertelescópio que navega no espaço desde 2009, perfazendo a órbita completa do Sol a cada 371 dias, carregando 42 câmeras dotadas de superultrassensores que monitoram o brilho de mais de 150 mil estrelas e seus respectivos planetas. O objetivo é localizar planetas que reproduzam condições atmosféricas e ambientais semelhantes ao nosso. O Projeto Kepler é isso: está em busca de outros planetas que possam abrigar a vida complexa, tal como aqui a conhecemos. Vejam só: o KOI172 está a 112 milhões de km do seu sol. A Terra, por sua vez, está a 149  milhões de km do seu astro-rei. A estrela que aquece o KOI172, no entanto, é menor do que o nosso Sol. Os cientistas da Nasa calculam que a temperatura no KOI172 seja, portanto, inteiramente propícia ao pleno desenvolvimento da vida. É absolutamente possível que exista água neste planeta. E se tem água, tem vida.

     
 
     
 

     

Exposição ao mercúrio ameaça saúde de mais de 10 milhões, diz ONU

Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. (Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP)Houve um aumento nos níveis de mercúrio no Ártico,
Comunidades de países em desenvolvimento estão enfrentando maiores riscos sanitários e ambientais vinculados à exposição ao mercúrio, alertou o Programa das Naçoes Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em comunicado divulgado na quinta-feira (10).
“O mercúrio se mantém como um grande desafio global, regional e nacional em termos de ameaça à saúde humana e ao meio ambiente”, afirmou o diretor do Pnuma, Achim Steiner.
De acordo com ele, partes da África, Ásia e América do Sul podem ver um aumento dos níveis de mercúrio no meio ambiente, em decorrência do uso do metal pesado no garimpo em pequena escala e na queima de carvão para geração de eletricidade.
 A exposição “representa uma ameaça direta para a saúde de dez a 15 milhões de pessoas diretamente envolvidas na mineração do ouro em pequena escala, nesses três continentes”, informou o Pnuma.
O anúncio se antecipa a uma grande conferência sobre o mercúrio, que ocorre em Genebra na próxima semana, com o objetivo de concluir as discussões sobre um tratado global para minimizar os riscos da exposição ao mercúrio.
Os novos relatórios do Pnuma, que serão divulgados em Genebra, revelam que as emissões de mercúrio decorrentes da mineração artesanal dobraram desde 2005, devido à elevação dos preços do ouro, entre outros motivos.
 O diretor do programa disse ainda que um estudo realizado pelo Instituto Blacksmith, grupo com sede em Nova York que limpa locais contaminados, revela que um dispositivo de US$ 10,00 (equivalente a R$ 20,00) pode ser usado para aprisionar 90% ou mais do mercúrio usado no garimpo.
 As principais barreiras ao uso destes métodos mais seguros são as condições socioeconômicas e a baixa conscientização dos riscos vinculados ao mercúrio, destacou o Pnuma.
“Nos últimos 100 anos, as emissões antrópicas dobraram a quantidade de mercúrio encontrada a cem metros de profundidade nos oceanos do mundo. Concentrações em águas mais profundas aumentaram 25%”, acrescentou a agência, destacando que grande parte da exposição humana ao mercúrio se deve ao consumo de peixe contaminado.
O envenenamento por mercúrio afeta o sistema imunológico e pode levar a problemas como distúrbios psicológicos, perda dos dentes e disfunções nos tratos digestivo, cardiovascular e respiratório.
 Os informes também destacam um aumento nos níveis de mercúrio no Ártico, onde 200 toneladas da substância são depositadas todos os anos.
“Devido à rápida industrialização, a Ásia é o maior emissor regional de mercúrio e responde por quase metade de todas as emissões globais”, destacou o comunicado do Pnuma.
 O Comitê de Negociação Internacional sobre o Mercúrio ocorre entre 13 e 18 de janeiro em Genebra. Os novos estudos da ONU representam o primeiro relatório global das emissões de mercúrio em rios e lagos.
G1
 

Tempestade de poeira atinge costa da Austrália

Imagens foram feitas de um rebocador na costa noroeste da Austrália (Foto: Brett Martin/Perth Weather Live/AFP)

Nuvem de poeira fotografada na quinta-feira (09) (Foto: Brett Martin/Perth Weather Live/AFP)


Fotos feitas de um navio rebocador na quinta-feira (09) mostram a chegada de uma enorme nuvem de poeira vermelha na costa noroeste da Austrália.
Relatórios locais dizem que a tempestade de areia vermelha e pó foi trazida por ventos fortes no Oceano Índico e atingiram a cidade de Onslow.
Depois da onda de incêndios no país, moradores da região aguardavam a chegada de um ciclone tropical.
G1

Conheça a parte de dentro da Estação Espacial Internacional

Você pode sentar aqui, mas é meio inútil. Eu não me sento há seis meses" - com essa frase, Sunita Williams, astronauta da NASA, resume o que é viver na Estação Espacial Internacional. Neste vídeo, ela mostra onde os astronautas dormem, malham, trabalham e comem quando estão em órbita.
Claro, tudo em baixíssima gravidade.
O vídeo é impressionante - e a parte mais bacana é quando ela mostr a vista da EEI.
Galileu.com

Astronauta americana grava tour pela Estação Espacial Internacional


Extremos climáticos se intensificam ao redor do planeta este ano


Nevasca cobre St. John’s Newfounland, no Canada, nesta sexta-feira. Extremos climáticos se concentram de forma incomum em curto espaço de tempo
Foto: Paul Daly/AP
Nevasca cobre St. John’s Newfounland, no Canada, nesta sexta-feira. Extremos climáticos se concentram de forma incomum em curto espaço de tempo.
 
Os eventos climáticos extremos têm sido lugar comum no mundo. Os britânicos, no ano passado, viveram uma combinação caótica de seca e inundações. Os chineses vivem o inverno mais rigoroso em 30 anos. No Brasil, passamos os primeiros dias de janeiro com uma onda extrema de calor e recorde de temperatura no Rio. Enquanto isso, no leste da Rússia, faz tanto frio que os semáforos da cidade de Yakutsk pararam de funcionar.
O levantamento, feito em reportagem publicada nesta semana no “New York Times”, inclui ainda os grandes incêndios florestais na Austrália, a grande enchente que afetou o Paquistão em setembro, sem falar no recorde de temperatura média que os EUA viveram no ano passado.
De acordo com Omar Baddour, chefe de gerenciamento de dados da Organização Meteorológica Mundial, em declaração no jornal americano, todos os anos há ocorrência de eventos extremos, mas é incomum que tenhamos tantos eventos ao redor do mundo de uma só vez. Baddour acrescentou ainda que estes são sinais de que a mudança climática não se expõem apenas no aumento de temperatura, mas também outras anomalias atmosféricas de qualquer espécie.
Mas, pelo menos no caso do Reino Unido, não se trata mais de anomalia, esclarece o jornal. As enchentes do ano passado precedido das inundações de 2009 e das cheias de 2007 já resultaram em mais de R$ 13 bilhões em despesas para as seguradoras. O serviço de meteorologia britânico classificou 2012 como o mais chuvoso da Inglaterra, desde os primeiros registros, há mais de 100 anos.
Na Austrália, desde a década de 1950 que todas as décadas seguintes foram mais quentes que as anteriores. Do outro lado do mundo, na Escandinávia, o inverno tem tido pouca neve. Enquanto isso, mais perto do Mediterrâneo, ao sul da Itália, ocorreram as piores tempestades de neve desde a Segunda Guerra Mundial.
Barry Lynn, do departamento de ciências da Terra da Universidade Hebraica, de Jerusalém, acredita que um fator desencadeador de eventos extremos foi a severa e prolongada onda de frio na parte alta da atmosfera, uma grande mudança a qual indica que o Oceano Atlântico não tem mais o efeito moderador no clima da Europa e do Oriente Médio como já teve historicamente.
 



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Frase

Esse meu Brother Nini é f* mesmo!

Bactérias terrestres poderiam resistir em Marte, diz estudo

Uma resistente bactéria comum na Terra se adaptou de forma surpreendente a condições semelhantes às de Marte, como baixa pressão, frio e grande concentração atmosférica de dióxido de carbono, disseram cientistas, numa descoberta com implicações para a busca de vida extraterrestre.
Essa bactéria, da espécie Serratia liquefaciens, é achada na pele, cabelos e pulmões dos humanos, e também em peixes, sistemas aquáticos, folhas de plantas e raízes.
"Ela está presente em uma ampla gama de nichos ecológicos de média temperatura", disse o microbiólogo Andrew Schuerger, da Universidade da Flórida.
A Serratia liquefaciens provavelmente evoluiu no nível do mar, então foi surpreendente que pudesse crescer em uma câmara experimental com pressão reduzida a 7 milibares, o que é equivalente à pressão atmosférica marciana, segundo Schuerger. A pressão atmosférica ao nível do mar na Terra é em torno de mil milibares, ou um bar.
"Não tínhamos razão para acreditar que ela seria capaz de crescer a 7 milibares. Ela só foi incluída no estudo porque tínhamos culturas facilmente à mão, e essas espécies foram recuperadas de naves espaciais."
Além de ilustrar a preocupação de que micróbios possam contaminar Marte depois de pegar "carona" em naves, o estudo também abre as portas para uma variedade mais ampla de formas de vida com potencial para evoluir por conta própria em outros planetas.
Para sobreviver, no entanto, os micróbios precisariam ser protegidos da agressiva radiação ultravioleta que continuamente bombardeia a superfície de Marte, além de terem acesso a uma fonte de água, carbono orgânico e nitrogênio.
Há cinco meses a sonda Curiosity, da Nasa, está em Marte pesquisando as condições químicas e ambientais para a existência atual ou passada de vida microbiana, analisando pedras e camadas de seguimento no fundo da cratera.
BBC.com

Onda de calor faz Austrália adotar mais cores na escala de temperatura


Mapa mostra temperaturas na Austrália.
O Serviço de Meteorologia da Austrália foi obrigado a adicionar novas cores na escala de temperatura para indicar quando os termômetros ficam acima de 50ºC.
Os meteorologistas adicionaram as cores roxo escuro e magenta para representar as temperaturas entre 51ºC e 54ºC, que podem ser alcançadas na próxima semana.
O país está enfrentando uma forte onda de calor, que piora ainda mais os incêndios em florestas da região sudeste, comuns durante o verão.
Oito dos 20 dias de maior média de temperatura já registrada na Austrália ocorreram na primeira semana de 2013. E, apesar da chegada de uma frente fria, que trouxe um pouco de alívio, os meteorologistas preveem uma nova onda de calor para o fim de semana.
Segundo pesquisadores, curiosamente, uma das causas imediatas dos problemas com o clima australiano foi a chuva. O fenômeno climático La Niña durou mais tempo nos dois últimos anos, e isso parece ter causado mais chuvas nas regiões sul e sudeste da Austrália.
Árvores e outras plantas cresceram muito e rapidamente. O problema é que, quando a temperatura aumenta, esta vegetação se transforma em combustível para os incêndios.
O segundo semestre de 2012 foi extremamente seco na região, com as temperaturas 0,11ºC acima da média diária. Esse cenário criou condições perfeitas para os grandes incêndios.
Aquecimento global? Nessas circunstâncias, quando a interferência humana parece ser ineficaz, políticos rapidamente apontam para uma ideia vaga de aquecimento global.
"Apesar de não citarmos a mudança climática (como causa para) qualquer evento, sabemos que, com o passar do tempo e como um resultado da mudança climática, vamos ter mais eventos e condições de clima extremos", afirmou a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.
Políticos australianos sugeriram que mais carbono será liberado pelos incêndios que estão consumindo as árvores neste começo de 2013 do que pelas usinas de carvão nas próximas décadas.
Cientistas, porém, têm mantido o silêncio a respeito.
Em um relatório publicado em 2012, especialistas australianos previram o aumento do risco de incêndio em algumas das áreas que agora sofrem com as chamas, incluindo a Tasmânia e o sul da Austrália. Mas o documento não identificou claramente a causa do problema.
"Apesar de as tendências serem consistentes com os impactos previstos da mudança climática, este estudo não pode separar a influência da mudança climática, se houver alguma, da (influência) da variação natural", afirmou o relatório.
E, apesar da suposição de que o aquecimento global esteja em uma espécie de pausa nas últimas duas décadas, novos dados dos Estados Unidos sugerem que 2012 foi o ano mais quente já registrado.
No Brasil, os reservatórios de todo o país estão operando abaixo da capacidade devido à seca dos últimos meses e o consumo de energia elétrica aumentou com a onda de calor registrada no final do ano.
Riscos ao corpo Cientistas afirmam que parte deste aumento de temperatura pode ter sido causado por atividades humanas.
Mas, segundo o professor Roger Pielke Jr., da Universidade do Colorado, é perigoso afirmar que um evento - seja o clima nos Estados Unidos ou os incêndios na Austrália - consiste em prova clara de mudança climática induzida pela atividade humana.
"Estas alegações simplesmente geram a reação que vemos entre os céticos sobre a desaceleração nas temperaturas globais em longos períodos de tempo", disse o professor. "O sistema climático é complexo o bastante para fornecer frutos para ambos os lados colherem", acrescentou.
Ao mesmo tempo, o corpo humano também sente: com o aumento das temperaturas, aumentam os riscos de desidratação, exaustão e insolação, por exemplo.
Pesquisas indicam que há perigos para a saúde quando a temperatura chega a 35ºC em ambiente de muita umidade. Aos 40ºC, mesmo em baixa umidade os perigos são altos.
IGCiência


Metade da comida do mundo vai parar no lixo, diz relatório


Um estudo publicado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto de Engenharia Mecânica do Reino Unido tentou calcular qual a quantidade de alimentos desperdiçados no mundo. O estudo chegou a incrível estimativa de que entre 1,2 bilhões e 2 bilhões de toneladas de comida são jogadas fora todos os anos. Esse número representa entre 30% e 50% da produção de alimentos mundial.

Um relatório de uma organização britânica indica que até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo.
O documento, intitulado "Global Food; Waste not, Want not" ("Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira", em tradução livre), diz que o desperdício está ocorrendo devido a uma série de motivos, entre eles as condições inadequadas de armazenamento e a adoção de prazos de validade demasiadamente rigorosos.
Outro problema é a preferência dos consumidores por alimentos com um formato ou cor específicos. O estudo diz que até 30% das frutas, verduras e legumes plantados na Grã-Bretanha sequer são colhidos por causa de sua aparência.
O desperdício de alimentos também implica em desperdício de recursos usados para a produção deles, como água, áreas para agricultura e energia, alertou o relatório publicado pela Institution of Mechanical Engineers, uma organização que representa engenheiros mecânicos e reúne cem mil membros no Reino Unido.
OFERTAS NOS SUPERMERCADOS
A ONU prevê que até 2075 a população mundial chegue a 9,5 bilhões de pessoas, um acréscimo de 3 bilhões em relação à população atual, o que reforça a necessidade de se adotar uma estratégia para combater o desperdício de alimentos e, assim, tentar evitar o aumento da fome no mundo.
De acordo com o relatório, o equivalente a entre 30% e 50% dos alimentos produzidos no mundo por ano, ou seja, entre 1,2 bilhão e 2 bilhões de toneladas, nunca são ingeridos.
Além disso, nos Estados Unidos e na Europa, metade da comida que é comprada acaba sendo jogada fora.
Tim Fox, diretor de Energia e Meio Ambiente da Institution of Mechanical Engineers, disse que o desperdício é "assombroso". "Isto é comida que poderia ser usada para alimentar a crescente população mundial além de aqueles que atualmente passam fome."
"As razões desta situação variam das técnicas insatisfatórias de engenharia e agricultura à infraestrutura inadequada de transporte e armazenamento, passando pela exigência feita pelos supermercados de que os produtos sejam visualmente perfeitos e pelas promoções de 'compre um, leve outro grátis', que incentivam os consumidores a levar para casa mais do que precisam", disse.
ÁGUA
O relatório alertou que atualmente 550 bilhões de metros cúbicos de água estão sendo desperdiçados na produção de alimentos que vão para o lixo.
E o problema pode se agravar. Segundo a Institution of Mechanical Engineers, o consumo de água no mundo chegará a até 13 trilhões de metros cúbicos por ano em 2050 devido ao crescimento da demanda para produção de alimentos.
Isso representa até 3,5 vezes o total de água consumido atualmente pela humanidade e gera o temor de mais escassez do recurso no futuro.
O alto consumo de carne tem grande influência nesse aumento de demanda, visto que a produção de carne exige mais água do que a produção de alimentos vegetais.
"À medida que água, terra e energia passam a ser mais disputados devido à demanda da humanidade, os engenheiros tem um papel crucial a desempenhar no sentido de prevenir a perda e o desperdício de alimentos, desenvolvendo formas mais eficientes de produção, transporte e armazenamento", disse Fox.
Folha.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Frase

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Lua de Saturno pode abrigar forma exótica de vida, conclui estudo

Reuters
 

Lua de Saturno pode conter forma de vida

Cientistas da Nasa concluíram que na superfície de uma das luas de Saturno, a Titã, existem icebergs de hidrocarbonetos flutuando sobre lagos e mares feitos dos mesmos compostos orgânicos. O modelo teórico, feito por meio de informações da sonda Cassini, é mais uma prova que Titã pode ser hoje um retrato semelhante da Terra há bilhões de anos. Tais evidências aumentam as expectativas de que o satélite de Saturno pode abrigar alguma forma exótica de vida.
Jonathan Lunine, coautor do trabalho e cientista da Universidade de Cornwell, de Nova York, disse que a descoberta dos blocos de gelo de hidrocarbonetos mostra que há variação química entre o sólido e o líquido em Titã que, na infância da Terra, foi condição importante para o surgimento da vida.
Titã é o único corpo celeste além da Terra no nosso Sistema Solar que contém corpos em estado líquido com estabilidade em sua superfície. Mas, enquanto na Terra há o ciclo da água, com chuva e evaporação, em Titã o ciclo envolve etano e metano, dois compostos orgânicos que fizeram parte da grande sopa de elementos químicos de onde surgiu as primeiras formas de vida na Terra.
Até a descoberta, cientistas da missão Cassini tinham a conclusão de que os lagos de Titã não teriam gelo, porque o metano sólido é mais denso que o líquido e, portanto, afundaria. Mas neste novo modelo, é considerada a interação entre o lago e a atmosfera do satélite, o que resulta em diferentes reações químicas, com a ação de gás de nitrogênio e mudanças de temperatura. Deste modo, o gelo de etano e metano apareceria com uma temperatura de -182,75 Cº, mas desde que esse composto se misturasse pelo menos 5% com a atmosfera de Titã. Trata-se de uma condição frágil porque, de acordo com o estudo, caso a temperatura baixasse um pouco mais, o gelo afundaria. Estima-se que a aparência deste composto de gelo não seja sem cor, como na Terra, mas algo como um marrom avermelhado.
O radar da sonda Cassini será capaz de testar o modelo proposto pelo estudo ao observar como a luz se reflete na superfície desses lagos e mares de hidrocarbonetos. Se o tempo ficar mais quente e o gelo derreter, por exemplo, a superfície do lago seria de apenas líquida e teria uma aparência mais escura.
 
 

Humanidade deve começar a se preocupar com vida alienígena

Enquanto o mundo concentra suas preocupações na crise nos países desenvolvidos e no aquecimento global, o Fórum Econômico Mundial alerta para os chamados “fatores X”, que, segundo a organização, já deveriam estar na pauta de discussão de países e organizações internacionais por terem consequências incertas e, por isso, poder de desestabilizar a atual ordem mundial — entre eles, a descoberta de vida alienígena. O abuso da tecnologia para aumentar a produtividade no trabalho e nos estudos também é citado.
Com o ritmo da exploração do espaço nas últimas décadas, diz o documento, é possível considerar que a humanidade pode descobrir vida em outros planetas. A maior preocupação seria sobre os efeitos nos investimentos em ciência e sobre a própria imagem do ser humano. Supondo que seja encontrado um novo lar em potencial para a humanidade ou a existência de vida em nosso sistema solar, a pesquisa científica teria deslocados grandes investimentos para robótica e missões espaciais. Além disso, as implicações filosóficas e psicológicas da descoberta de vida extraterrestre seriam profundas, desafiando crenças das religiões e da filosofia humana. Por meio de educação e campanhas de alerta, o público poderia se preparar melhor para as consequências desse processo, indica o fórum.
O relatório anual sobre os riscos globais, publicado duas semanas antes do encontro anual que ocorrerá em Davos, teve colaboração da revista científica “Nature” considerando cinco fatores X: além da descoberta de vida em outros planetas, o avanço cognitivo do cérebro humano pelo uso de estimulantes, o uso descontrolado de tecnologias para conter as mudanças climáticas, os custos de se viver mais e as próprias mudanças climáticas em curso. De acordo com o relatório, antecipando-se a essas questões, seria mais fácil agir preventivamente e não ser pego de surpresa quando eles emergirem.
Apesar de as ameaças das mudanças climáticas serem conhecidas, o relatório também indaga se já passamos de um ponto dramático de não retorno. Por isso, para além do tema que guiou os debates na última década — se os seres humanos seriam ou não responsáveis por alterar o clima da Terra —, poderíamos ter de caminhar para discussões forçadas sobre como fortalecer a resiliência e a capacidade de adaptação para lidar com um novo ambiente que pode nos levar a um novo e ainda desconhecido equilíbrio.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, outra preocupação de hoje sobre problemas ainda remotos deve ser o avanço cognitivo do ser humano. Há o temor de que no futuro as pessoas abusem da tecnologia que permite turbinar a performance no trabalho e nos estudos. O esforço dos cientistas para tratar doenças como Alzheimer ou esquizofrenia leva a crer que num futuro não muito distante pesquisadores vão identificar substâncias que permitam melhorar os estimulantes de hoje, como a Ritalina. Apesar de serem prescritos para pessoas com doenças neurológicas, esses remédios seriam usados no dia a dia como já ocorre hoje.
O avanço poderia também vir de hardwares, diz o relatório. Estudos mostram que a estimulação elétrica pode favorecer a memória. Diante disso, seria ético aceitar que o mundo se dividisse entre os que tiveram oportunidade de ter a parte cognitiva reforçada ou não?, indaga o documento. Haveria, ainda, o risco de esse avanço dar errado. O impacto dessas novas tecnologias é esperado para dentro de 20 ou 50 anos.
A utilização descontrolada de tecnologias de geoengenharia também é vista como um problema pelo Fórum Econômico Mundial. Apesar de ter diferentes aplicações, espera-se usar a tecnologia para controlar as mudanças climáticas. A ideia básica é que poderiam ser jogadas pequenas partículas na estratosfera para bloquear a energia solar e refleti-la de volta ao espaço. Mas os efeitos colaterais poderiam ser custosos demais, diz o documento. Poderia haver alterações significativas em todo o sistema climático, com redução da luz solar, o que alteraria a forma como a energia e a água se movimentam no planeta. Essa opção não é considerada no curto prazo. Muitos estudiosos já chamaram atenção para os riscos dessa tecnologia. Por isso, poderia surgir um espaço para que experimentações sem regulação ocorressem, alerta o relatório.
Os custos de viver mais seriam outro fator X de preocupação, uma vez que os países não têm se preparado para viver com os altos custos que a terceira idade implica e com uma massa de pessoas que sofrerão de doenças como artrite e demências. Isso porque a medicina do século 20 avançou muito nas descobertas relativas às doenças genéticas, decifrando o genoma humano. São esperados ainda mais avanços em doenças do coração e do câncer. O relatório preocupa-se com o impacto na sociedade de uma camada da população que consegue prever, logo evitar, as causas mais comuns de morte hoje, mas com uma deterioração da qualidade de vida. Mais pesquisas seriam necessárias para encontrar soluções para essas condições, hoje consideradas crônicas.







Ambientalistas tentam minimizar impacto da expansão da soja


Foto tirada no Pará, em junho de 2012, mostra área de floresta devastada por plantação de soja.
 
Após se espalhar pelo Sul e Centro-Oeste nas últimas décadas, a soja agora avança pelo Norte e Nordeste brasileiros, mas encontra a resistência de ambientalistas, que tentam minimizar os impactos dessa expansão nos dois biomas mais diversos do país - a Amazônia e o Cerrado.
Em estudo publicado em 2012, a organização ambientalista WWF Brasil diz que hoje, entre os cinco Estados brasileiros que concentram os maiores focos de desmatamento em razão da soja, três são do Nordeste (Maranhão, Piauí e Bahia) e um da região Norte (Tocantins).
Ao avançar pela região, que entre estudiosos passou a ser chamada de Mapitoba (agregando as iniciais de cada Estado), a soja passa a ocupar o centro-norte do Cerrado, a última região do bioma em que ainda não estava presente.
O doutor em agroecologia Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF Brasil, diz que hoje cerca de 50% do Cerrado já foi desmatado, "parte significativa em função da soja".
Segundo ele, pequenos e médios produtores têm promovido desmatamentos ilegais na Mapitoba, que abriga as últimas áreas de Cerrado intactas.
Por ora, no entanto, ele diz que o plantio de soja na região é praticado em sua maioria por grandes produtores. Esses, afirma, são mais capazes de arcar com os desafios logísticos da região e costumam respeitar a legislação ambiental.
A postura reflete as cada vez maiores exigências de compradores, que não querem ser associados à destruição do meio ambiente.
Pastagens Ainda assim, de acordo com o Código Florestal atual, propriedades no Cerrado podem usar até 65% de suas terras para a atividade agropecuária, o que abre margem para novos desmates, ainda que legais. Somente 3% do território do Cerrado está protegido por unidades de conservação federal ou estadual.
Moreira diz, porém, que o Brasil poderia expandir plantações de soja sem desmatar nada. Ele cita cálculo do governo federal que apontou a existência de 200 milhões de hectares de pastagens no Brasil.
Segundo ele, é possível transformar até 30% das áreas hoje ocupadas por pastos em plantações, sem prejuízos para os pecuaristas.
Enquanto isso, diz o coordenador da WWF, instituições ambientalistas têm negociado com grandes compradores mundiais da soja a conservação de áreas prioritárias do Cerrado.
Hoje, os compradores já concordaram em proibir a comercialização de soja produzida em áreas de floresta recém-desmatada, o que inclui área do Cerrado conhecida como Cerradão. Agora os ambientalistas tentam incluir na lista regiões do Cerrado com vegetação mais baixa e rala.
Caso consigam, Moreira prevê que, até 2023, serão desmatados 3% adicionais da área de Cerrado.
"Se expandirmos a produção de acordo com essas regras e se houver respeito ao Código Florestal, em dez anos podemos ter condições de negociar um desmatamento zero."
Acordo na Amazônia Na Amazônia, apesar da expectativa de expansão da soja nos próximos anos em Rondônia e no Pará, negociações entre compradores e ambientalistas já tiveram avanços mais sólidos.
Em 2006, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a ANEC (Associação Brasileira de Exportadores de Cereais), o Greenpeace e outras entidades assinaram um acordo batizado de Moratória da Soja.
O acordo determina que, até janeiro de 2014, as 24 maiores empresas comercializadoras de soja, que representam 90% do mercado nacional, não comprem o produto de fornecedores na Amazônia que tenham desmatado após 2006.
"Acreditamos que o acordo foi um dos motivos para a diminuição no desmatamento na Amazônia nos últimos anos", afirma Rômulo Batista, do Greenpeace.
IGCiência
 
     
     
     
     

    terça-feira, 8 de janeiro de 2013

    Frase

    "O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez,
      extrai força de sua humildade e experiência da sua
                   fragilidade". (Augusto Cury)

    Jornal compara estrela de nêutrons e máscara de "O Fantasma da Ópera"

    Imagem mostra estrela de nêutrons; no detalhe, máscara eternizada na peça de teatro (Foto: Divulgação/Nasa/Reuters/"The Phantom of the Opera")Imagem mostra estrela de nêutrons; no detalhe, máscara eternizada na peça de teatro ("The Phantom of the Opera")

    A agência espacial americana (Nasa) divulgou a imagem de uma estrela de nêutrons captada por um telescópio espacial de raios-X. Segundo o jornal britânico "Daily Mail", o corpo celeste se assemelha à máscara usada na peça de teatro "O Fantasma da Ópera".
    A estrela de nêutrons Vela, também classificada como um pulsar, emite jatos de partículas de alta energia conforme gira. A cena foi captada pelo telescópio Chandra, da Nasa, e divulgada nesta terça-feira (8).
    A estrela de nêutrons está localizada a cerca de mil anos-luz da Terra, e faz mais de 11 rotações por segundo em torno de si mesmo, girando mais rápido que as hélices de um helicóptero, de acordo com o "Daily Mail".
    Conforme o pulsar gira, ele emite jatos de partículas que viajam a cerca de 70% do valor da velocidade da luz, dizem agências internacionais. Há cerca de 10 mil anos, o corpo celeste tornou-se uma supernova, e então entrou em colapso, dando origem à estrela de nêutrons.
    Além do jato de partículas, uma nuvem de gás quente envolve o pulsar, dando a forma "misteriosa" da máscara, de acordo com o "Daily Mail".
    G1

    Órgão revê previsão de aquecimento global e alimenta polêmica

    Estudo prevê agravamento do aquecimento global crescente, mas em ritmo menos acelerado.
     

    O Met Office, o centro nacional de meteorologia britânico, revisou uma de suas previsões sobre o quanto o mundo ficará mais quente nos próximos anos. A nova projeção calcula que o aumento na temperatura pode ser menor do que o previsto anteriormente.
    Segundo o novo estudo, a temperatura média deve ser elevada em 0,43º C até 2017 – enquanto a projeção anterior sugeria o aquecimento global de 0,54º C.
    O centro afirma que a mudança ocorreu porque foi usado um novo tipo de modelo de computador, que utiliza parâmetros diferentes. Se a nova previsão se mostrar correta, a temperatura média global teria permanecido praticamente a mesma por cerca de duas décadas.
    Os novos dados reabriram uma polêmica no mundo científico, já que um dos principais argumentos usados por críticos que não concordam com a tese do aquecimento global é o de que não há evidências suficientes para a constatação de uma mudança significativa nas temperaturas mundiais.
    Para os céticos, uma aparente estabilização do aquecimento global representa um sinal de que os alertas sobre a ameaça do aquecimento global foram exagerados.
    Décadas anteriores
    Um porta-voz do Met Office disse, no entanto, que "a nova previsão definitivamente não sugere temperaturas mais baixas, já que ainda há uma tendência a longo termo de aquecimento global, se compararmos com os anos 50, 60 e 70".
    "Nossa previsão é a de temperaturas que estarão próximas ao níveis recordes que vimos nos últimos anos."
    O porta-voz afirmou ainda que como a variação natural é baseada em ciclos, esses fatores podem mudar em algum ponto.
    O centro britânico procurou ressaltar que o novo projeto é resultado de um trabalho experimental e que ele não altera as projeções de longo prazo do órgão.
    El Niño
    As previsões são baseadas em uma comparação com a média de temperatura global no período entre 1971 e 2000.
    O modelo anterior projetava que o período de 2012 a 2016 seria 0,54º C mais quente que a média – com uma margem de erro de 0,36 a 0,72º C.
    Já o novo modelo prevê um aumento cerca de 20%, de 0,43º C - com uma margem de 0,28% a 0,59%.
    Essa temperatura seria apenas um pouco mais alta do que o ano recorde, 1998, quando acredita-se que o fenômeno conhecido como El Niño tenha causado mais calor.
    Cientistas climáticos do Met Office e de outros centros vêm tentando entender o que está acontecendo no período mais recente.
    A explicação mais óbvia baseia-se em uma variação natural, com ciclos de mudanças na atividade solar, na temperatura e nos movimentos dos oceanos.
    IGCiência

    Asteroide Apophis passará próximo à Terra, nesta quarta-feira

    Astrônomos estão se preparando para observar o asteroide Apophis, que passará esta quarta-feira a cerca de 14,45 milhões de quilômetros da Terra, e voltará a aparecer por perto daqui nos próximos anos, com uma possibilidade — considerada extremamente remota — de atingir nosso planeta em 2036.
    No final de 2012 e início deste ano, tem sido possível observar o Apophis usando equipamentos ópticos e radares. Espera-se que os dados coletados por pesquisadores até agora poderiam possibilidade uma melhoria significativa em nosso entendimento da órbita do asteroide, assim como destruir qualquer possibilidade de um impacto com a Terra no dia 13 de abril de 2036.
    Se isso realmente acontecer, o Apophis, que tem um diâmetro de 300 metros, causaria uma explosão 100 mil vezes mais poderosa do que a provocada pela bomba atômica de Hiroshima.
    Não há, porém, com o que se preocupar. Para os astrônomos, o Apophis é mais uma curiosidade do que uma ameaça. Em uma entrevista em 2010 para o site EarthSay, David Helfand, ex-diretor do Departamento de Astronomia da Universidade de Columbia, assegurou que o risco do Apophis atingir da Terra é "essencialmente zero".
    O asteoide foi descoberto em 2004. Na ocasião, os astrônomos calcularam que havia uma possibilidade muito pequena (cerca de 2,7%) de que ele atingiria a Terra em 2029. A probabilidade do impacto foi rapidamente descartada, para, pouco depois, ser substituída por outra, que seria em 2036. Acreditava-se que as chances de que o Apophis atingisse nosso planeta neste ano fosse de uma em 45 mil.
    Em outubro de 2009, porém, as estatísticas foram novamente atualizadas, e a possibilidade do impacto foi novamente reduzida. Hoje, ela seria de uma em 250 mil. Como as chances são muito pequenas, é isso que Helfand e seus colegas chamam de "essencialmente zero". Agora, com os estudos que são conduzidos com esta passagem do Apophis, espera-se que a probabilidade chegue a "absolutamente zero".
    IstoÉ.com

     



    Pesquisa analisa efeitos de viagem simulada a Marte

    Marte
    Experimento levou em conta a viagem de ida e volta até Marte, além da exploração de uma superfície que simulava o planeta                                     

    Até hoje, apenas quatro astronautas passaram mais de um ano fora do planeta Terra. O recorde pertence ao russo Valery Polyakov, que permaneceu 437 dias a bordo da Estação Espacial Mir, entre 1994 e 1995. No futuro, as missões espaciais devem durar muito mais tempo - especialmente se as agências estiverem dispostas a mandar seres humanos até outros planetas. A sonda espacial Curiosity, por exemplo, levou 253 dias apenas para chegar até Marte. Segundo um novo estudo, conduzido por cientistas da Universidade da Pensilvânia, saber como as tripulações se comportariam durante essas longas missões é crucial para o sucesso da exploração espacial no século 21.
    Para medir o impacto do confinamento prolongado sobre os padrões de sono, desempenho e humor dos astronautas, a equipe de pesquisadores da universidade mediu a atividade de uma tripulação durante uma missão simulada de 520 dias até Marte, a 'Mars 500', experimento realizado pela Academia Russa de Ciência em parceria com a Agência Espacial Europeia. "O sucesso dos voos espaciais interplanetários, que devem acontecer ainda neste século, vai depender da capacidade dos astronautas de permanecer confinados e isolados da Terra por muito mais tempo que as missões anteriores", disse David Dinges, professor da Divisão de Sono e Cronobiologia da Universidade da Pensilvânia, e um dos autores da pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista PNAS.
    O projeto 'Mars 500' isolou uma equipe de seis homens, voluntários, com treinamento em missões espaciais, engenharia, medicina e fisiologia em uma cápsula construída em Moscou que simulava o ambiente de uma nave espacial, onde tiveram de realizar atividades típicas dos astronautas. A missão foi dividida em três fases: 250 dias para chegar até Marte, 30 em uma superfície que simulava a do planeta e 240 para voltar à Terra. A missão teve início no dia 3 de junho de 2010, quando as escotilhas foram fechadas, e a equipe foi isolada do resto do planeta.
    Simulação marciana — Durante a missão, a equipe realizou mais de 90 experimentos, permaneceu em contato permanente com o "controle" da missão na Terra — simulado pelos pesquisadores — e teve horários controlados de trabalho. Enquanto a experiência transcorria, os pesquisadores mediram os ciclos de sono, intensidade de movimento, exposição à luz, fadiga, estresse e mudanças de humor da tripulação. Eles também realizaram, uma vez por semana, uma avaliação neurológica de cada um dos astronautas, por meio de testes realizados em computador.
    Como resultado, descobriram que desde as primeiras semanas a equipe se tornou mais sedentária, diminuindo o volume total de movimento no decorrer da missão. Conforme o tempo passava, os astronautas gastavam mais tempo dormindo ou descansando, se expondo cada vez menos à luz artificial da espaçonave. Eles também passaram a apresentar uma série de distúrbios referentes à qualidade de sono e performance. Isso, em uma pequena tripulação isolada a milhões de quilômetros do resto da humanidade, poderia trazer sérios problemas para o desenrolar da missão.
    Segundo os pesquisadores, o resultado sugere que as agências espaciais devem balancear os níveis de atividade e a quantidade de sono da tripulação, ao mesmo tempo em que criam mecanismos para manter os ciclos biológicos de 24 horas da Terra. Para isso, os ambientes da espaçonave devem simular os sinais geofísicos do planeta, como a exposição à luz solar, e ter períodos marcados para o exercício físico e o consumo de comida, necessários para a organização temporal e manutenção do comportamento humano. "Além disso, o experimento mostra a necessidade de identificar marcadores para a vulnerabilidade à diminuição no movimento muscular e às mudanças no sono durante o isolamento prolongado das missões espaciais", disse Mathias Basner, pesquisador da Universidade da Pensilvânia, e um dos autores do estudo.
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