quarta-feira, 20 de março de 2013

Próxima geração de telescópios projetada para registrar sinais de vida extraterrestre

 
Mesmo enquanto astrônomos trabalham em busca da esperada descoberta de um planeta como a Terra orbitando outra estrela, pesquisadores já estão se perguntando o que será necessário para detectar a existência de vida extraterrestre nesse planeta.
Primeiro, as más notícias: nenhum telescópio existente parece ter o poder de observação necessário para identificar os tipos de sinais moleculares que indicariam se um exoplaneta é habitável ou mesmo habitado. O lado positivo é que atualmente há observatórios sendo planejados ou construídos que poderiam ter uma chance. Mas nada é certo.
De acordo com uma pesquisa publicada recentemente no The Astrophysical Journal, e em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, a próxima geração de telescópios gigantes terrestres, conhecidos genericamente como telescópios extremamente grandes (ELT, em inglês), pode ser capaz de identificar sinais de biomarcadores por meio da filtragem de luz estelar através de atmosferas exoplanetárias.
Os dois grupos de cientistas calcularam que possíveis biomarcadores podem ser detectáveis com o Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), um observatório planejado com um espelho primário de 39 metros que faria os telescópios gêmeos Keck, de 10 metros, atualmente na vanguarda da astronomia, parecerem pequenos. (Os Kecks podem respirar aliviados por enquanto: o E-ELT não será ativado até 2020, no mínimo.)
Os resultados são razão para cauteloso otimismo: supondo que planetas como a Terra sejam relativamente comuns, o E-ELT ou um observatório comparável pode ser capaz de identificar várias moléculas importantes para a vida, ou até indicativas dela.
Na Terra, organismos vivos deixam várias impressões químicas no ambiente, por exemplo, através da produção de oxigênio por plantas e bactérias, a liberação de metano durante a digestão, e a geração e consumo de dióxido de carbono no ciclo global de carbono.
Medições dessas espécies químicas na atmosfera de um exoplaneta – particularmente medições que indicam um ciclo químico de equilíbrio estático – poderiam fornecer fortes indicações da presença de vida nesse mundo. “Ao identificar certas moléculas nas atmosferas de planetas, podemos ter alguma prova inicial de que existe vida por lá”, declara o astrônomo Ignas Snellen, da Universidade Leiden, na Holanda.
 Mas descobrir planetas extrassolares já é difícil o bastante. Identificar sinais químicos sutis a partir dos espetros de suas atmosferas em distâncias tão grandes é um desafio tremendo.
Mesmo assim, astrônomos usando os melhores telescópios do mundo já identificaram átomos e moléculas específicas nas atmosferas de exoplanetas gigantes, altamente irradiados. Para fazer o mesmo com planetas menores em órbitas mais frias – objetos que emitem fótons relativamente escassos – serão necessários telescópios muito maiores e muitos anos de observações.
De acordo com o estudo do Astrophysical Journal, usando um espectrógrafo de alta resolução para decompor a luz coletada de um exoplaneta em seus comprimentos de onda constituintes, o E-ELT em princípio seria capaz de localizar oxigênio gasoso na atmosfera de um exoplaneta parecido com a Terra.
Na Terra o oxigênio se origina predominantemente da fotossíntese. “Se não houvesse vida, se não houvesse atividade biológica, esse oxigênio não estaria aqui”, observa Snellen, que conduziu o estudo. Portanto, a presença de oxigênio em uma atmosfera exoplanetária sugeriria um processo familiar em funcionamento em um mundo estranho. “Com a nova geração de telescópios que ficarão disponíveis na próxima década, isso será muito difícil”, admite ele. “Será possível, mas muito difícil”.
Mas a detecção de oxigênio, apontam os autores, não será nem um pouco mais fácil se o planeta em questão orbitar uma anã vermelha em vez de uma estrela maior, como o Sol.
A razão: estrelas menores e mais escuras são mais frias, o que significa que planetas habitáveis com água líquida poderiam existir mais perto da estrela. Uma órbita menor significa que o planeta completa uma volta ao redor da estrela mais rapidamente e se revela para um telescópio terrestre com mais frequência. Assim astrônomos poderiam examinar um planeta várias vezes ao ano e, de acordo com os cálculos de Snellen e seus colegas, poderiam reunir evidências sólidas para o oxigênio dentro de mais ou menos uma década.
O segundo estudo chegou a uma conclusão um pouco mais ensolarada, tanto literal quanto figurativamente.
Análises espectrais de baixa resolução, ainda que menos conclusivas, poderiam permitir que astrônomos examinassem planetas parecidos com a Terra orbitando estrelas mais brilhantes e mais parecidas com o Sol em busca de moléculas de relevância biológica.
O E-ELT, descobriram os pesquisadores, poderia identificar água, que se acredita ser importante, mas não suficiente, para a vida, além de ozônio (O3), uma molécula próxima do oxigênio gasoso (O2). “Quando tivermos certeza de que há ozônio na atmosfera, podemos ter certeza de que também há oxigênio”, explica o astrofísico Pascal Hedelt, do Centro Aeroespacial Alemão e do Laboratório de Astrofísica em Bordeaux, na França, principal autor do estudo publicado no periódico Astronomy & Astrophysics. Metano também pode ser detectável em alguns dos cenários explorados pelo grupo de Hedelt.
A técnica de busca em baixa resolução empregaria filtros que cobrem vários comprimentos de onda em vez de localizar linhas espectrais estreitas para identificar constituintes moleculares da atmosfera de um planeta.
A vantagem é um aumento na proporção sinal/ruído do sinal planetário. Em alguns casos, porém, um único filtro pode envolver várias assinaturas moleculares de interesse – um filtro que isola comprimentos de onda por volta de 2,7 mícrons, por exemplo, captaria a assinatura de absorção do vapor de água e do dióxido de carbono, mas seria incapaz de diferenciar entre as duas.
É aí que entra o Telescópio Espacial James Webb (JWST), que a Nasa está planejando.
O Webb, programado para ser lançado dentro de mais ou menos cinco anos, terá uma abertura muito menor que um ELT. Mas o telescópio ficará situado no espaço profundo e não terá que enfrentar os confusos sinais da atmosfera terrestre. “O problema com o ELT é estar localizado na Terra”, explica Hedelt. “Um ELT no espaço seria incrível”.
Na falta de um, o JWST ainda pode complementar o telescópio terrestre gigante: se o Webb pudesse descartar a presença de dióxido de carbono em uma atmosfera planetária observando outros comprimentos de onda, o E-ELT poderia confirmar a presença de água com seus filtros de banda larga.
Como nem o E-ELT e nem os ELTs propostos (como o Telescópio Gigante de Magalhães ou o Telescópio de Trinta Metros) foram construídos, e como o JWST ainda tem que ser lançado, todos os cálculos permanecem um pouco teóricos. Mas Snellen aponta que o método proposto por seu grupo já se provou viável com telescópios menores visando planetas maiores.
Adicionalmente, a conexão entre química e vida nem sempre é direta, e a detecção de oxigênio, metano, ou alguma outra molécula biológica relevante, exigirá interpretações cuidadosas.
Vênus tem uma camada de ozônio e Marte, de acordo com pesquisas algo controversas na comunidade de ciência planetária, ocasionalmente libera plumas de metano.
Mas nenhuma evidência sólida indica que algum desses planetas abriga quaisquer micróbios. “Em princípio, apenas encontrar oxigênio não é suficiente”, alerta Snellen a respeito de futuros estudos exoplanetários. “Você realmente precisa caracterizar a atmosfera como um todo”.
Scientific American 

terça-feira, 19 de março de 2013

Frase


Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta

Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.
Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de "vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.
Veja.com

Satélite europeu estuda "luz mais antiga do Universo"

 
Cientistas europeus divulgam, na próxima quinta-feira, novas imagens da "luz mais antiga" do universo compiladas pelo satélite europeu Planck. As imagens devem fornecer informações sem precedentes sobre as origens e a evolução do cosmos.
A expectativa é de que o Planck possa dizer o que aconteceu nos primeiros milionésimos de bilionésimos de segundo depois do Big Bang, quando o universo que podemos observar hoje ocupava quase nenhum espaço.
O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu e, nesta semana, os dados finalmente serão divulgados para a comunidade científica mundial.
Resquícios do início

O Planck colheu uma amostra da "luz mais antiga" do cosmos - a luz que finalmente conseguiu se espalhar no espaço quando o universo havia esfriado o suficiente para permitir a formação de átomos de hidrogênio.
Antes desse momento, tendo o cosmos 375 mil anos de existência, a temperatura seria tão alta que toda a luz teria "ricocheteado" e permanecido aprisionada em uma neblina de matéria ionizada. O universo era opaco, de acordo com a teoria.
A luz "fóssil" ainda é evidente hoje. Ela banha a Terra com um brilho quase uniforme que, graças à expansão do universo, agora pode ser vista em frequências de micro-ondas.
 Medições precisas dessa radiação cósmica são críticas para a cosmologia, já que qualquer modelo proposto do universo tem de conseguir explicá-la.
  • A teoria diz qu,e 375 mil anos após o Big Bang, a matéria e a luz se separaram.

  • A matéria formou as estrelas e galáxias; a luz se espalhou e esfriou.

  • A luz, chamada de radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) agora banha a Terra em frequências de micro-ondas.

  • Satélites americanos e europeus medem pequenas flutuações de temperatura na radiação.

  • Essas flutuações mostram diferenças de densidade na distribuição da matéria pelo universo.

  • O padrão dessas diferenças revela a idade, a forma e a composição do universo, entre outras informações.

  • Revelações

    Satélites americanos, incluindo a missão histórica COBE, de 1989 - que deu o prêmio Nobel ao americano John Mathers -, já levantaram informações surpreendentes examinando a radiação, como a idade do universo - 13,7 bilhões de anos - e sua composição - 4,6% de matéria atômica; 24% de matéria escura e 71,4% de energia escura.
    As pesquisas revelaram ainda que o universo é "achatado", o que quer dizer que o espaço segue as regras da geometria euclidiana, em que linhas retas podem ser estendidas ao infinito e os ângulos de um triângulo somam 180 graus. E permitiram ainda estimar que a formação das primeiras estrelas tenha ocorrido cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang.
    "(O satélite) Planck tem sensibilidade e resolução suficientes para conseguir extrair ainda mais informação", disse Mathers. "Agora, a pergunta é: eles fizeram as coisas certas com os dados? Espero que haja algo surpreendente. O que queremos é (a descoberta de) algum fenômeno novo."
    A equipe europeia por trás do Planck apresentará mapas do céu em nove frequências - seis a mais do que o COBE e três a mais do que seu sucessor americano, o WMAP, que foi lançado em 2001.
    Essa varredura mais ampla foi planejada para dar à missão da Agência Espacial Europeia uma visão mais nítida e limpa da radiação cósmica de fundo.
    É com essa visão aguçada que o Planck tentará encontrar "algum novo fenômeno", que tenha acontecido antes mesmo do marco de 375 mil anos após o Big Bang, quando estima-se que a luz começou a se espalhar pelo universo
    BBC.com

    Robô da NASA descobre pedra branca e brilhante em Marte



    Em sua viagem pela superfície de Marte, as rodas veículo Curiosity rasparam despretensiosamente uma rocha do Planeta Vermelho, revelando que o solo do lugar não é tão monocromático como se pensava. Batizada pelos cientistas da Nasa como Tintina, a rocha mostrou uma cor branca e brilhante, indicando a presença de minerais hidratados que se formaram quando fluía água pela região em tempos remotos.
    Tintina tornou-se mais uma evidência da existência de água no planeta e foi apresentada durante a 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Woodlands, Texas.
    A descrição sobre minerais hidratados na Cratera Gale é a primeira depois do anúncio da semana passada, de que o Curiosity encontrou minerais de argila em uma rocha perfurada. A argila indica ação de água em Ph neutro, segundo os cientistas da agência espacial.
    O cientista chefe da missão Curiosity, John Grotzinger, disse durante o evento que o local de pouso do robô é o primeiro classificado como “verdadeiramente habitável” no Planeta Vermelho.
    O veículo da Nasa está explorando a região da Cratera Gale, perto do equador marciano, desde seu pouso, em agosto do ano passado. A descoberta de Tintina ocorreu em 17 de janeiro, ao passar as rodas do robô sobre a pedra.
    Durante o evento, foi noticiado também que o Curiosity teve um problema em seu computador, o que o forçou a entrar em um “modo de segurança”. O erro no software do robô deve atrasar o reinício dos experimentos científicos em alguns dias.



    segunda-feira, 18 de março de 2013

    Frase


    Lançamento do Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013 da UNESCO no Brasil

    DIA 22 de março "DIA MUNDIAL DA ÁGUA"
     
    A opção pela UNESCO foi baseada em seu mandato multidimensional, que cobre as ciências sociais e naturais, a cultura, a educação e a comunicação, e em seus programas significativos e de longa duração que contribuem para o manejo dos recursos de água doce do mundo, como o Programa Hidrológico Internacional. Dada a natureza intrínseca da água como elemento transversal e universal, o Ano Internacional da Cooperação pela Água irá naturalmente englobar e tocar todas as especialidades da UNESCO

    Objetivos e mensagens principais do Ano Internacional da Cooperação pela Água

    O Ano Internacional da Cooperação pela Água encoraja partes interessadas nos níveis internacional, regional, nacional e local a agir em prol da Cooperação pela Água. A campanha irá gerar um momentum para além do Ano em si; haverá por todo o mundo esforços de conscientização quanto ao potencial e aos desafios da cooperação pela água que facilitarão o diálogo entre atores e promoverão soluções inovadoras para a manutenção da cooperação pela água.
     A Campanha Cooperação pela Água 2013 terá como foco cinco objetivos estratégicos:
    1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;
    2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;
    3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;
    4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013;
    5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

    A quatro mensagens principais da campanha são:

    A cooperação pela água é crucial para a erradicação da pobreza, a igualdade social e a igualdade de gênero
    O acesso à água potável é a fundação para a realização das necessidades básicas humanas e contribui para o alcance de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A governança inclusiva e participativa da água e a cooperação entre diferentes grupos podem ajudar a superar a desigualdade no acesso à água e assim contribuir para a erradicação da pobreza e para a melhoria das condições de vida e chances de educação principalmente de mulheres e crianças.
    A cooperação pela água gera benefícios econômicos
    Todas as atividades econômicas dependem da água. A cooperação pode levar a um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos como, por exemplo, por meio de planos de manejo compartilhado que criam benefícios mútuos e melhores padrões de vida.
    A cooperação pela água é crucial para preservar os recursos hídricos e proteger o meio ambiente
    A cooperação pela água fomenta o compartilhamento de conhecimentos sobre os aspectos científicos da água incluindo troca de informação e de dados, estratégias de manejo e melhores práticas e conhecimentos sobre o papel da água na preservação de ecossistemas, fundamental para o desenvolvimento sustentável.
    A cooperação pela água constrói paz.
    O acesso à água pode ser fonte de conflito, mas também é um catalisador de cooperação e construção da paz. A cooperação por uma questão tão prática e vital quanto o manejo da água pode ajudar a superar tensões culturais, políticas e sociais, e pode criar confiança entre diferentes grupos, comunidades, regiões ou estados.


    Abu Dhabi inaugura maior usina de energia solar concentrada do mundo

     
    Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, inaugurou oficialmente neste domingo a maior usina de Energia Solar Concentrada (CSP) do mundo, cujo custo de construção foi de 600 milhões de dólares, e que fornecerá energia para 20.000 residências.
    A usina Shams 1, de 100 Megawatts (Itaipu produz 700 Megawatts em cada uma de suas 20 turbinas, totalizando 14.000 Megawatts), é "a maior do mundo mundo em operação com energia solar concentrada", disse Sultan al-Jaber, diretor da Masdar-Abu Dhabi, uma das parceiras do projeto e que supervisiona o plano do emirado de gerar 7% de sua demanda energética a partir de fontes renováveis até 2020.
    "Shams 1 incorpora a tecnologia solar cilindro-parabólica mais inovadora e conta com 258.000 espelhos montados em 768 coletores cilindro-parabólicos", explicaram fontes da empresa. "Mediante a concentração de calor procedente dos raios solares em tubos onde circula um óleo sintético, Shams 1 produz vapor que movimenta uma turbina, gerando eletricidade", explicaram. "Adicionalmente, o projeto solar usa um sistema para aumentar a temperatura do vapor ao entrar na turbina, o que aumenta a eficiência do ciclo", acrescentaram.
    O projeto inclui um "sistema de refrigeração seca que reduz significativamente o consumo d'água, uma vantagem crítica no árido deserto", afirmaram os técnicos da empresa.
    A usina fica no deserto de Madinat Zayed, na região ocidental, 120 quilômetros a sudoeste de Abu Dhabi, capital dos Emiratos Árabes Unidos, no coração de uma das regiões mais ensolaradas e quentes do mundo.
    "É a maior usina de energia solar por concentração em funcionamento no mundo", afirmou Sultan Sultan al Jaber, conselheiro delegado da Masdar, organismo de Abu Dhabi encarregado do projeto.
    Várias usinas solares ao redor do mundo usam tecnologia fotovoltaica para aproveitar a energia solar, mas as de concentração não alcançam o tamanho de Shams-1.
    Com a usina, a Masdar produzirá 10% da energia solar concentrada do mundo, afirmou Seage, durante a inauguração da usina. A companhia produz ainda o equivalente a 68% da energia renovável dos países do Golfo.
    Menos 15.000 automóveis — O parque solar é composto por longas linhas de espelhos parabólicos espalhados em uma superfície equivalente a 300 campos de futebol. As 192 fileiras de coletores de Shams-1, protegidos da areia por um dispositivo especial, geram uma energia que evita a emissão de 175.000 toneladas de CO2 ao ano. Isto equivale a retirar de circulação 15.000 automóveis, destacou a empresa.
    A Masdar detém 60% do projeto, enquanto a francesa Total e a espanhola Abengoa Solar possuem 20% cada.
    "Os Emirados hoje são o primeiro país do Oriente Médio membro da OPEP a investir nas energias renováveis, apesar de suas riquezas em hidrocarbonetos", afirmou o diretor da Masdar.
    Abu Dhabi é o mais mais rico dos sete reinos que compõem a federação dos Emirados Árabes Unidos, dispõe de reservas de petróleo de 98,2 bilhões de barris, ou seja, 95% das reservas da federação.
    O francês Philippe Boisseau, diretor de energias renováveis da Total, disse que o projeto é o resultado de uma associação com Abu Dhabi. "Compartilhamos a mesma visão no que diz respeito à diversificação das fontes de energia", destacou.
    Abu Dhabi quer ser a capital regional de energias renováveis, razão pela qual decidiu abrigar a sede da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena).
    "É um momento extraordinário para nós", declarou o diretor da Irena, Adnan Amin, que qualificou a Shams-1 de "primeira etapa" da caminhada de um país rico em petróleo para as energias renováveis.
    Veja.com

    Estudo revela rica vida microscópica no ponto mais profundo da Terra


    A pesquisa, divulgada na publicação científica Nature Geoscience, sugere também que estes micróbios primitivos unicelulares são mais ativos do que os que são encontrados em águas não tão profundas.
    Antigamente, pesquisadores imaginavam que o fundo da fossa era um ambiente inóspito demais para a existência de seres vivos.
    Mas este estudo acrescenta mais provas de que algumas criaturas podem viver em temperaturas quase congelantes, grande pressões e na mais completa escuridão.
    "As partes mais profundas do oceano certamente não são zonas mortas", afirmou Robert Turnewitsch, um dos autores da pesquisa, da Associação Escocesa para Ciência Marinha.
    Coleta de amostras

    Em 2010 os cientistas enviaram um submarino não-tripulado à Fossa das Marianas com o objetivo de coletar amostras dos sedimentos no seu fundo.
    A análise dos níveis de oxigênio nas amostras revelou uma grande quantidade de micróbios.
    "Estes micróbios respiram como nós. E este consumo de oxigênio é uma medida indireta da atividade da colônia", explicou Robert Turnewitsch.
    Outro fato que surpreendeu os cientistas é que estes microorganismos eram duas vezes mais ativos no fundo da fossa do que em um local mais raso, a seis quilômetros de profundidade.
    Estes micróbios se alimentam de plantas mortas e criaturas que afundaram, vindas de partes mais rasas do oceano, e que muitas vezes ficam presa nas paredes íngremes do abismo.
    "A quantidade de comida lá embaixo e também o frescor relativo do material é surpreendentemente alto", disse o cientista.
    Ciclo de carbono

    A análise do material em decomposição no fundo do abismo sugere que a Fossa das Marianas pode ser uma parte importante do ciclo do carbono e, portanto, ter um papel importante na regulação do clima do planeta.
    "O fato de grande quantidade de matéria orgânica que contem carbono se acumular e estar concentrada nestes abismos também significa que ela (a Fossa das Marianas) tem um papel importante na remoção do carbono do oceano", afirmou Turnewitsch.
    Em 2012 o cineasta James Cameron, diretor de filmes como Titanic e Avatar, mergulhou na Fossa das Marianas em um pequeno submarino, se transformando na primeira pessoa a visitar o local em 50 anos. Logo depois do mergulho, o diretor americano descreveu a paisagem do local como "lunar" e "desolada".
    BBC

    Astrônomos acham sistema solar com planetas gigantes

    Uma equipe de astrônomos descobriu quatro planetas gigantes na órbita de uma estrela a 130 anos-luz de distância. A novidade pode ajudar a ciência a entender como os sistemas solares se formam.
    O sistema recém-descoberto é considerado relativamente novo e se assemelha com uma versão ampliada do nosso sistema solar. Isso sugere que pode haver pequenos planetas do tamanho da Terra na zona habitável da estrela.
    Com 30 milhões de anos, os planetas circundam a estrela HR 8799, que tem 1,5 vez o tamanho do Sol e brilha cinco vezes mais o que ele. O sistema solar conta ainda com grandes discos de poeira, asteroides e cometas.
    Os astrônomos focaram a pesquisa no planeta HR 8799c, um gigante gasoso que tem sete vezes a massa de Júpiter, o maior planeta do sistema. Ele orbita sua estrela a uma distância comparável a que Plutão orbita o Sol. Os cientistas também identificaram que sua atmosfera tem água e carbono.
    O nascimento de um planeta tão grande e tão distante de sua estrela gera dúvidas nas teorias de formação planetária. No modelo tradicional, é praticamente impossível um planeta tão grande se formar em uma distância tão longa de sua estrela.
    Já o planeta mais interno do sistema, o HR 8799e, tem entre cinco e dez vezes a massa de Júpiter e está 14,5 vezes mais longe de sua estrela do que a Terra está do Sol. O HR 8799d tem dez vezes a massa de Júpiter e leva aproximadamente 100 dias terrestres para orbitar o seu Sol. Por sua vez, HR 8799b é o planeta é mais longe de sua estrela, com sete vezes a massa de Júpiter e fica 68 vezes mais longe da estrela do que a Terra do Sol.
    Os pesquisadores descobriram os planetas com ajuda dos telescópios Gemini e Keck, no Havaí, nos Estados Unidos. Apesar das fortes evidências, o estudo ainda é preliminar. Isso porque a descoberta precisa ser confirmada por outros cientistas para afirmar a existência e as características desse sistema solar.
    Exame.com

    Carros "verde" podem reduzir poluição em 80% até 2050, diz estudo

     
    Os carros ecológicos que usam combustíveis alternativos contribuiriam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa com deslocamentos diários nos Estados Unidos em 80% até 2050, segundo um estudo científico divulgado esta segunda-feira.
    Isto diminuiria em mais de 10% a contaminação total que os Estados Unidos provocam na atmosfera, os carros particulares e os pequenos caminhões são responsáveis por 17% das emissões nacionais de gases de efeito estufa, destacou o estudo.
    Embora estes veículos "verdes" custem milhares de dólares a mais do que os convencionais, um fato que poderia desestimular muitos consumidores, os benefícios de longo prazo são maiores que os custos iniciais, destacou o relatório da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, na sigla em inglês).
    O estudo prevê futuros automóveis e pequenos caminhões capazes de circular 42,5 quilômetros com um litro de combustível. Veículos com tecnologias mais eficientes - mais leves, com design mais aerodinâmico - poderiam se combinar com fontes de energia alternativas, como biocombustíveis, eletricidade ou hidrogênio, reduzindo o uso do petróleo em 80% até 2050, ressaltou o informe.
    Não há uma única solução prevista, mas entre os combustíveis incluídos estão o etanol e o biodiesel, que já são produzidos em quantidades comerciais. O gás natural foi descartado pois suas emissões de gases de efeito estufa são altas demais.
    O estudo também destacou "um potencial muito maior" nos combustíveis produzidos a partir de resíduos de madeira, palha de trigo e milho, conhecidos como combustíveis de biomassa lignocelulósica. "Este combustível é projetado para ser um substituto direto da gasolina e poderia levar a grandes reduções no uso do petróleo e nas emissões de gases de efeito estufa", afirmou.
    O estudo examinou os veículos elétricos híbridos, os veículos elétricos "de tomada" e os veículos elétricos a bateria que já estão no mercado, como o Toyota Prius e o Chevrolet Volt, assim como os veículos elétricos a pilha de hidrogênio, como o Mercedes F-Cell, cujo lançamento ao mercado está previsto para 2014.
    Segundo a pesquisa da NAS, durante pelo menos uma década os preços dos veículos permanecerão altos, embora o combustível para fazê-los funcionar seja mais barato e mais ecológico.
    Ainda assim, o estudo disse que os benefícios para a sociedade em termos de economia de energia, melhores veículos, redução de consumo de petróleo e baixa das emissões de gases de efeito estufa seriam "muito maiores do que os custos projetados".
    As metas estabelecidas serão "difíceis mas não impossíveis de cumprir", desde quando se orientem por fortes políticas nacionais, disse que o estudo patrocinado pelo Departamento de Eficiência e Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
    IstoÉ.com
     

    sábado, 16 de março de 2013

    Sol lança massa que pode atingir a Terra em até três dias


     
    Três imagens mostram erupções solares com ejeção de massa coronal em direção à Terra neste dia 15 de março. Um disco é colocado sobre o Sol para melhor ver a corona, a atmosfera em torno do astro. O fenômeno pode enviar bilhões de toneladas de partículas solares ao espaço e pode atingir nosso planeta após 1 a 3 dias e afetar o sistema de satélites. As partículas foram emitidas a 1.448 km/s.
    O fenômeno é chamado de ejeção de massa coronal (CME, na sigla em inglês). Com base em detecções feitas pelo Observatório de Relações Terrestres (Stereo), a Nasa calcula que o "jato" de partículas esteja viajando a 1,4 mil quilômetros por segundo rumo à Terra, o que é considerada uma velocidade grande para o fenômeno.
    Os efeitos do CME devem ser de baixos a moderados no planeta, avalia a Nasa. A agência afirma que o "jato" deve passar pelas sonda Messenger e pelo telescópio Spitzer, e que é possível que ele cause uma tempestade geomagnética na Terra.
    A Nasa afirma que, no passado, ejeções solares parecidas não causaram tempestades geomagnéticas substanciais, mas deixaram sua marca com auroras visíveis nos polos.
    G1
     
     

    sexta-feira, 15 de março de 2013

    Violino do Titanic é encontrado, 101 anos após o naufrágio

    O violino do chefe de orquestra do Titanic foi encontrado em um sótão na Inglaterra e autentificado 101 anos após o naufrágio do navio, indicou uma casa de leilões britânica.
    Foram necessários sete anos para certificar a origem do instrumento, que milagrosamente sobreviveu ao naufrágio, explicou Andrew Aldridge, da casa Henry Aldridge & Son localizada no sudoeste da Inglaterra.
    O violino feito de em pau rosa pertenceu a Wallace Hartley, chefe da pequena orquestra do Titanic, que ficou conhecida por ter tocado até que o navio desaparecesse no Atlântico em abril de 1912.
    O cadáver de Wallace Hartley passou dez dias na água. "O violino foi encontrado em uma mala de couro, que estava presa a seu corpo", contou à AFP Andrew Aldridge.
    Pouco tempo depois da tragédia, a mãe de Wallace Hartley disse à imprensa: "eu sabia que ele morreria com seu violino. Ele era apaixonadamente ligado a este instrumento".
    O violino, presente de sua noive Maria Robinson, tinha uma pequena placa em prata escrita "Para Wallys, por ocasião de nosso noivado. Maria", um elemento que permitiu autenticá-lo.
    Os peritos que examinaram o instrumento também concluíram que "os sedimentos e a ferrugem" encontrados no violino eram "compatíveis com uma imersão na água do mar", segundo Andrew Aldridge. Após o resgate do instrumento, as autoridades canadenses o enviaram a Maria Robinson.
    E em sua morte, em 1939, foi confiado ao Exército da Salvação. Em uma carta escrita no início dos anos 1940, uma professora de música da organização escreveu: "É quase impossível tocar (com o violino), provavelmente por causa de sua vida movimentada". O instrumento foi então dado a uma família que o guardou em seu sótão.
    "É uma incrível história humana", comentou Andrew Aldridge. "Wallace Hartley é uma das personalidades mais importantes" da história do Titanic, principalmente devido "a sua coragem", acrescentou, considerando que este violino "é a lembrança mais importante do Titanic".
    Este violino é avaliado em pelo menos 100 mil euros. Ficará exposto a partir da Páscoa na prefeitura de Belfast, cidade onde o Titanic foi construído. Está fora de questão colocá-lo em leilão por enquanto, segundo Andrew Aldridge, que está negociando com museus O Titanic naufragou nas águas geladas do Atlântico Norte durante sua viagem inaugural na madrugada do dia 14 para o 15 de abril 1912 após colidir com um iceberg. Entre as cerca de 2.200 pessoas a bordo, 1.500 morreram, entre elas os oito membros da orquestra.
     
     
     

    quinta-feira, 14 de março de 2013

    Frase


    Lua deve protagonizar o futuro da exploração espacial

    Depois da chegada do homem a Lua, em 1969, e as sucessivas missões Apollo, o satélite natural da Terra ficou esquecido das ambições tripuladas de governos e cientistas. A última missão tripulada norte-americana à Lua foi a Apollo 17, em dezembro de 1972, e no total, doze astronautas caminharam por sua superfície.
    “No Espaço, as equipes e o conhecimento produzidos por elas precisam estar em constante manutenção. Se não existir outro projeto espacial de esforço coletivo, se perde o conhecimento que se construiu nos ultimos 20 anos”, afirma o chefe do programa ATV (Automated Transfer Vehicle - veículo que leva carga e combustível para a Estação Espacial Internacional - ISS) da Astrium, Wolfgang Paetsch. Até hoje já foram feitas 110 missões de análise da Lua, desde as tripuladas até a observação de satélites. Para o cientista, um novo pouso na Lua deve ser ‘a próxima fronteira’.
    A Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou o orçamento de estudo para lançar um veículo que seja capaz de pousar em um dos pólos da Lua, em 2019. O veículo deve ser lançado e entrar em uma órbita intermediária, antes de atingir a órbita da Lua. Quando ele chegar a cem quilômetros acima da superficie, o ‘módulo de pouso’ deve se soltar e pousar próximo do pólo Sul da Lua, onde deve acontecer a exploração.
    O estudo durou nove meses e foi feito pela Astrium em Brêmen, na Alemanha, em cooperação com a agência espacial alemã (DLR). Há diversos desafios técnicos para que esta missão aconteça, inclusive, o desenvolvimento do veículo, que ainda não foi aprovado pela ESA. O pouso no pólo da Lua, se aprovado, será inédito e deve custar 500 milhões de euros.
            Apesar de esforços neste sentido, cientistas acreditam que não será tão fácil levar uma missão tripulada à Lua tão cedo. “É muito caro levar o homem para a Lua. O primeiro homem a ir pra Lua neste século será provavelmente um robô“, afirma o assessor de comunicação da Astrium na Alemanha, Siegfried Monser. “Demora-se 10 anos para fazer um projeto e pouco tempo para desmontar e perder tudo. O homem perdeu a ‘expertise’ de ir para a Lua”, conclui Paetsch.
            Outra prova que a Lua é a nova fronteira é a intenção chinesa e russa de instalar bases lunares em no máximo 20 anos. Os chineses querem mandar um foguete não-tripulado para lá ainda em 2013. Há quem diga que até mesmo a perspectiva de explorar outros planetas passa pela Lua: ela seria nosso ‘porto seguro’ no meio da galáxia, sendo utilizada como o local em que as aeronaves vão parar para abastecer.
     Asteroides Além da simples ambição de voltarmos a levar humanos para a Lua, há ainda interesses científicos importantes. Depois daquelas recentes cenas na Rússia nós vimos de perto o risco que um choque de asteroide com a Terra pode significar. Mesmo sendo considerado pequeno, a energia do impacto daquele meteorito foi 20 vezes mais forte que a bomba de Hiroshima. Apesar desse risco, a NASA e outras agências espaciais têm pouca atuação em catalogar a possibilidade de colisão de asteroides e não há programas governamentais para nos proteger deles. Diferente do que imagina Hollywood, pouco poderia ser feito caso um grande asteroide estivesse para colidir com a Terra.
            Aí que entra a necessidade de se explorar a Lua: ela é cheia de crateras causadas por bombardeios de asteroides ocorridos há bilhões de anos. E mais: a Lua é quase como um imã de asteroides: ela já atraiu muitos detritos errantes que poderiam vir em direção a nós. E como lá não tem atmosfera, o subproduto da explosão permanece na superfície lunar. Como disse Naveen Jain, um dos principais empreendedores da exploração espacial, “a Lua é um museu do sistema solar, um registro do bombardeamento de asteroides”.
    A quantidade formidável de informações contida na Lua fica ainda mais relevante quando se pensa que é mais fácil pousarmos na Lua do que em um meteoro que viaja a 25 quilômetros por segundo. Uma base de observação da Terra direto do satélite também é cogitada, para fins de segurança.
    Mineração espacial 
            Além de colher dados sobre asteroides, engenheiros espaciais podem utilizar o satélite como fonte de mineração espacial, atividade que também deve ganhar força nos próximos anos. A NASA inclusive já tem um protótipo de robô minerador para extrair gelo da superfície da Lua.
     O robô RASSOR deve entrar em teste em 2014 e tem o objetivo de explorar e escavar a superfície do satélite para possivelmente transformar água em ar ou combustível. Mais potente que o Curiosity, ele deve atingir a velocidade de 20 metros por segundo, e enviar informações para um veículo que ficará pousado na superfície da Lua. O projeto prevê que ele ‘trabalhe’ 16 horas por dia, sete dias por semana, por cinco anos.

    Além da empresa Space X, de Elon Musk, a Moon Express também pretende entrar no setor comercial espacial na baixa órbita da Terra, e pretende desenvolver missões robóticas em parceria com a NASA para explorar a Lua. Segundo o empresário Naveen Jain, a intenção é, no futuro, criar bases de estudo e colônias habitadas por humanos na Lua.
    Galileu.com

    Confirmado: partícula descoberta no Cern em julho é o Bóson de Higgs

     
    A dúvida, se é que ela existia, acabou: os físicos do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (na sigla em francês, Cern) anunciaram nesta quinta-feira (14) que após uma extensa análise de dados a partícula subatômica descoberta em julho de 2012 é realmente o Bóson de Higgs, previsto em teoria em 1964, e é considerado uma das peças fundamentais de formação do Universo.
    A partícula, conhecida popularmente como partícula de Deus, faz parte do mecanismo que dá massa a toda a matéria, e ganhou seu nome por causa de Peter Higgs, um dos físicos que postularam sua existência.             
    No ano passado, os cientistas do Cern anunciaram a descoberta de uma partícula 'parecida com o Higgs', mas que não chegaram a confirmar que se tratava do Bóson com 100% de certeza. Mas hoje os físicos anunciaram em um comunicado em um congresso de Física nos Alpes italianos, após um análise cuidadosa de um ano de dados produzidos pelo Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC) que sim, trata-se mesmo do Bóson.             
    "Para mim está claro que estamos lidando com um bóson de Higgs, embora tenhamos ainda um caminho longo até saber que tipo de bóson ele é," disse Joe Incandela, físico que chefia uma das duas equipes do Cern que lidam com o tema, cada uma com cerca de 3.000 cientistas.
    A existência do Bóson confirma a teoria de que os objetos ganham seu tamanho e forma quando seus átomos e elétrons interagem em um campo de energia que contém bósons de Higgs. Quanto mais eles atraem esse campo, maior sua massa vai ser, de acordo com a teoria.
    Mas, ainda está em aberto, segundo o comunicado do Cern, se este é o bóson esperado na teoria original ou se o mais leve de vários, como está previsto em outras hipóteses que ampliam o modelo de Higgs.
     Mas, por enquanto, está estabelecido que o Bóson de Higgs existe, de alguma forma.
    A confirmação coloca o Bóson de Higgs, seus teóricos e descobridores como concorrentes fortes ao Nobel de Física deste ano, mas ainda não se saberia se ele iria apenas para Peter Higgs e seus colegas proponentes da teoria, ou para os milhares de cientistas do Cern, ou se para todos eles.
          busca pelo Higgs motivou a construção do acelerador de partículas LHC, que custou 10 bilhões de dólares (cerca de 20 bilhões de reais), que funciona em um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência na fronteira entre Suíça e França. Ele gera colisões de partículas subatômicas em alta energia para determinar como estas adquirem massa.     

    O berço da civilização está secando


    A Nasa divulgou nesta semana imagens impressionantes do impacto da forte seca que o Oriente Médio enfrenta nos últimos anos. Na bacia do rio Eufrates, em um local que no passado foi chamado de “Crescente Fértil”, o Reservatório Qadisiyah perdeu cerca de 150 quilômetros cúbicos de água – o equivalente a todo o volume de água do Mar Morto – entre os anos de 2003 e 2009.
    A bacia dos rios Tigre e Eufrates abastece parte da Turquia, a Síria, Iraque e Irã. A região tem um dos aquíferos mais ameaçados do mundo. Apenas a bacia do rio Ganges, na Índia, perde volume de água em velocidade mais rápida. Mas a situação do Oriente Médio é mais difícil de resolver. Os países da região não cooperam entre si no manejo da água, e a Síria está imersa em uma guerra civil sangrenta. Alguns especialistas chegam até a especular que um dos fatores que desencadearam a guerra síria foi a pobreza causada pela seca, quando agricultores perderam suas colheitas por falta de chuva.
    Mas a culpa não é exclusiva da seca. Segundo a Nasa, pelo menos 60% da água perdida foi extraída dos aquíferos pelos governos da região. Nós já mostramos aqui no Blog do Planeta o milagre insustentável que está acontecendo no meio do deserto. Países como o Iraque e a Arábia Saudita desenvolveram políticas de estímulo à agricultura sem nenhum planejamento do uso da irrigação. O resultado é que estão tirando mais água do que a capacidade dos aquíferos têm de se renovar. Juntas, a seca e a irrigação sem planejamento podem tornar inabitada uma das regiões que deu origem à civilização.
    Época.com

    quarta-feira, 13 de março de 2013

    Desmatamento na Amazônia aumentou 91%

     
    O desmatamento acumulado na Amazônia Legal no período de agosto do ano passado a fevereiro chegou a 1.351 quilômetros quadrados, um aumento de 91% em relação ao período anterior, segundo monitoramento realizado pelo Imazon.
    Com 72% da área encoberta por nuvens, foram detectados somente 45 quilômetros quadrados de desmatamento - 78% no Mato Grosso.
    No período, o desmatamento detectado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon comprometeu 990 mil toneladas de CO2 equivalente.
    Desde agosto, as emissões de CO2 equivalentes comprometidas chegaram a 74,5 milhões de toneladas, 73% a mais em relação ao período anterior.
    Exame.com

    terça-feira, 12 de março de 2013

    Frase


    Nasa fará sobrevoo na América Latina para prevenir riscos naturais

    A Nasa organiza um sobrevoo em várias regiões do Equador a fim de estudar as mudanças ocorridas na crosta terrestre e avaliar os riscos naturais, no âmbito de uma missão organizada em toda a América Latina, anunciou esta terça-feira, em um comunicado, a embaixada americana em Quito.
    Os cientistas da agência espacial americana armazenaram os dados fornecidos por um aparelho equipado com "um sistema de radar especial", que percorrerá entre 9 e 31 de março o espaço aéreo equatoriano, do arquipélago de Galápagos, a 1 mil quilômetros da costa do Pacífico, até a Amazônia.
    A missão, realizada com a autorização do governo equatoriano, permitirá fazer "mapas da superfície de regiões florestais, bem como de formações geológicas", a fim de detectar as mudanças ocorridas na crosta terrestre.
    Este estudo visa, sobretudo, a avaliar e prevenir os "riscos naturais em potencial provocados pelos vulcões, os deslizamentos de terra e as falhas sísmicas" nesta região andina, situada no "Cinturão de fogo do Pacífico", uma área que concentra cerca de 85% da atividade sísmica terrestre.
    A missão da Nasa se estenderá até 3 de abril na América Central (Honduras, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua), bem como em Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Bolívia.
     

    Nasa observa aumento de vegetação no Ártico

    Um novo estudo comandado pela Nasa observou um aumento de vegetação no Ártico. Segundo os pesquisadores, essa é uma consequência do aumento das temperaturas globais.
    O trabalho foi realizado por 21 pesquisadores de sete países. Os cientistas analisaram dados dos últimos 30 anos, como imagens de satélites. O resultado foi publicado no domingo (10) no periódico Nature Climate Change.
    Além de confirmar o avanço da vegetação, o estudo registrou um aumento de 10% no crescimento das plantas no Ártico nas últimas três décadas. A elevação das temperaturas faz com que a vegetação possa ser vista 700 quilômetros mais ao norte. Antes, ela era encontrada apenas no extremo sul do Ártico nos anos 1980.
    Os pesquisadores também descobriram que a diferença entre as temperaturas do verão para o inverno tem diminuído. Isso faz com o que os invernos fiquem cada vez mais amenos.
    Essas transformações prejudicam o equilíbrio do Ártico, considerado um dos ecossistemas terrestres mais vulneráveis. Temperaturas mais quentes e mais vegetação ameaçam espécies animais, como o urso polar. Isso porque há uma diminuição da quantidade de gelo marinho e da distribuição de alimentos.
    O aumento das temperaturas não afeta apenas o Ártico. Reduzir o gelo marinho, a cobertura de neve e aumentar a absorção de calor do Ártico dá início a um ciclo de aumento de temperaturas. Isso amplifica o aquecimento em todo o planeta.
    Exame.com

    Marte teve material e pode ter abrigado vida, dizem cientistas

    A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity em Marte revelou que o planeta vermelho pode ter abrigada vida.
    Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida.
    "Uma questão fundamental para esta missão era a de se Marte poderia ter contado com um ambiente habitável", disse Michael Meyer, cientista chefe do Programa de Exploração de Marte na sede da agência em Washington. "Pelo que sabemos agora, a resposta é sim", afirmou.
    Segundo a Nasa, as chaves para este entorno habitável provêm dos dados devolvidos pela análise de amostras do jipe robô explorador e os instrumentos de Química e Mineralogia (CheMin) com os quais conta.
    Os dados indicam que na área da baía de Yellowknife, onde o Curiosity esteve explorando houve um antigo rio ou um pequeno lago que poderia ter abrigado os componentes químicos necessários para criar condições favoráveis para a vida de micróbios.
    A perfuração onde o robô obteve a amostra foi realizada a poucas centenas de metros de distância de onde o Curiosity encontrou um antigo leito no ano passado.
    O Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada de 6 de agosto de 2012, completará uma missão de dois anos em solo marciano.

    segunda-feira, 11 de março de 2013

    Frase


    Satélite europeu captou vibrações de terremoto que atingiu o Japão em 2011

    As vibrações do terremoto que causou o devastador tsunami que atingiu o Japão há exatos dois anos foram captadas pelo satélite de observação Goce, da Agência Espacial Europeia (ESA).
    Segundo as conclusões dos cientistas que analisaram os dados, o Goce detectou as ondas de som procedentes do tremor quando elas passaram por sua órbita, a aproximadamente 270 quilômetros da Terra, informou a ESA em comunicado.
    Os acelerômetros do satélite registraram o deslocamento vertical da atmosfera circundante, da mesma forma que os sismógrafos captam terremotos na superfície da Terra. Isso aconteceu porque grandes abalos sismícos "fazem com que a superfície do planeta vibre como a pele de um tambor", explicou a agência europeia.
    Esses terremotos dão origem a ondas de som que mudam de tamanho conforme se propagam pela atmosfera – de vários centímetros na superfície, passam a ter quilômetros em altitudes superiores a 200 km.
    O Goce é equipado com um inovador instrumento que compensa instantaneamente qualquer alteração ou resistência que atravessa a atmosfera. O satélite permanece ultraestável em baixa órbita para poder coletar "medidas" da gravidade terrestre. Graças a ele, é possível deduzir a densidade atmosférica e os ventos verticais que passam através dele.
    Rafael García, do Instituto de Pesquisa em Astrofísica e Planetologia, explicou que "os sismólogos estão especialmente emocionados com essas descobertas". O motivo, segundo García, é que "eles eram os únicos cientistas da Terra sem um instrumento espacial que pudesse ser diretamente comparado com os usados em solo. Com essa nova ferramenta, já é possível se basear no espaço para compreender o que ocorre sob os nossos pés".
    G1

    União Europeia proibe venda de cosméticos com ingredientes testados em animais

    União Europeia baniu a venda de novos cosméticos contendo ingredientes testados em animais, com efeito imediato nesta segunda-feira (11).
    Os grupos de defesa dos animais comemoraram a medida, mas representantes da indústria, que movimenta cerca de R$80 bilhões, afirmou que a proibição frearia a inovação do setor.
    Além disso, embora a proibição vá salvar a medida de milhares de animais como cachorros, coelhos e porcos-da-índia, os efeitos para o consumidor não serão imediatamente notados, porque os produtos que contêm ingredientes que foram testados em animais antes da medida continuarão à venda.
    A Comisssão Europeia afirmou que a decisão "está alinhada com o que muitos cidadãos europeus acreditam: que o desenvolvimento de produtos cosméticos não precisa ser feito com testes em animais".
    O bloco econômico proíbe testes em animais de cosméticos prontos desde 2004, mas a proibição de testes de ingredientes em animais só foi proposta há quatro anos, mas deixou brechas para alguns procedimentos, após a resistência dos fabricantes.             
    Os mercados americano e asiático ainda não têm medidas similares.
    Gruupos como a Humane Society International celebrou a decisão, como um passo para acabar com o sofrimento animal, dizendo que a União Europeia se tornou "o maior mercado mundial de cosméticos livres de crueldade". Segundo Kathy Guillermo, vice-presidente da divisão de investigação de laboratórios da ONG Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), a proibição progressiva dos testes "abriu caminho para uma nova era de ciência sem animais" na Europa.
    Mas representantes do setor alertam que a proibição veio cedo demais, porque ainda não existem alternativas para alguns testes específicos, sem os quais não é possível garantir a segurança de todos os ingredientes.
    Mas a Comissão Europeia afirmou que deverá levar o tema com seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, para promover a universalização da proibição. "A Comissão fara deste tema uma parte integral de sua agenda e cooperação internacional," disse em comunicado.
    Novos cosméticos produzidos fora da Europa contendo ingredientes testados em animais ainda podem ser vendidos na Europa, desde que seus fabricantes consigam provar sua segurança à UE sem usar dados fornecidos por estes testes. E a proobição não valerá para ingredientes considerados farmacêuticos e não cosméticos, por estarem sob leis diferentes.
    IGCiência

    Chile inaugura observatório em busca da origem do Universo

    Um revolucionário observatório astronômico, que permitirá revelar segredos do cosmo e poderá abrir os olhos da ciência para a origem do Universo e da vida, será inaugurado esta quarta-feira no Deserto do Atacama, norte do Chile, após mais de uma década de construção.
    O grande conjunto de radiotelescópios Alma (na sigla em inglês), que atua como um telescópio gigante, é o mais ambicioso projeto astronômico do mundo e será instalado na Planície de Chajnantor, a mais de 5.000 metros de altitude, em pleno deserto do Atacama, o mais árido do mundo e com atmosfera semelhante à de Marte.
    O observatório Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, em inglês, ou Grande Conjunto milimétrico/submilimétrico do Atacama) começa a funcionar após mais de dez anos de construção, da qual participaram instituições de Estados Unidos, Japão e Europa, e com um investimento de mais de 600 milhões de dólares.
    Ele observará a luz invisível ao olho humano, em comprimentos de onda milimétricas e submilimétricas 1.000 vezes mais compridas do que as ondas de luz visível, o que permite atravessar densas nuvens de poeira cósmica e chegar à parte mais lonquínqua (antiga) e fria do Universo.
    Com 66 antenas que podem agir em uníssono, o Alma pode operar com um único telescópio ou antena de 16 km de diâmetro.
    "O (observatório) Alma será uma revolução. Nos permitirá ver com mais profundidade e de forma mais nítida e isto transformará completamente nossa visão de parte do Universo", explicou à AFP Massimo Tarengui, representante do Observatório Europeu Austral (ESO), que integra o projeto.
    "Encontraremos tantas coisas desconhecidas que haverá uma revolução total", assegurou.
    Depois do Big Bang, a grande explosão que acredita-se que tenha dado origem ao Universo, a luz que emergiu foi desaparecendo ou apagando. Havia apenas gases, principalmente hidrogênio, um pouco de hélio, traços de lítio e berílio, dos quais logo se formariam as primeiras estrelas e a partir delas, os planetas.
    Diferente dos telescópios ópticos ou infravermelhos, o Alma consegue captar o brilho fraco e gás presentes na formação dessas primeiras estrelas, galáxias (conjunto de estrelas) e planetas, situadas na zona mais escura, distante e fria (entre -200 e -260 graus Celsius) do Universo.
    Esta capacidade permitirá aportar conhecimento sobre algo a respeito do que ainda não há certeza: como se formam as galáxias como a Via Láctea, que abriga o Sistema Solar, onde fica a Terra.
    "Com o Alma poderemos ver formação galáctica ou planetária e daí a grande expectativa que existe em torno do projeto. Sabemos como surgiu o Big Bang, mas não sabemos como nascem as galáxias", explicou à AFP o astrônomo da Universidade do Chile, Diego Mardones.
    "Temos conhecimento sobre o Sistema Solar, (…) mas não temos uma compreensão clara de como se formou o Sistema Solar", concordou Tarenghi.
    Mas com o Alma será possível ir além, até a origem da matéria orgânica e da vida.
    "Com Alma vamos avançar muito no que chamamos de astroquímica. Este universo frio é propenso à geração de moléculas (distintas formações de átomos) ou aminoácidos. Uma coisa que esperamos conseguir estudar é quão comuns são estes aminoácidos, que são a origem da matéria orgânica e da vida", destacou Mardones.
    Em 2003, Estados Unidos, representado por seu Observatório Radioastronômico Nacional (NRAO, na sigla em inglês) e a ESO assinaram o primeiro acordo para a criação de Alma. Um ano depois, o Japão se uniu.
    O local foi escolhido pela altitude extraordinária, sua extrema secura e amplitude. Devido à sua relativa proximidade com a linha do Equador, tem também um ângulo privilegiado para observar grande parte do Universo.
    As antenas de Alma têm 12 e 7 metros de diâmetro e uma precisão de observação equivalente a uma fração da espessura do cabelo humano. São móveis: quando estão mais próximas umas das outras, em um raio de 150 metros, obtêm uma imagem mais geral do objeto, mas quando estão mais separadas (até 15 km), conseguem melhor resolução.
    Cada antena pesa 100 toneladas e se movem graças a dois transportadores especialmente construídos com este propósito.
    As imagens extraídas por Alma serão processadas no chamado Correlacionador, considerado um dos computadores mais potentes do mundo.
    "Nós somos parte do Universo e gostaríamos de saber mais sobre nós mesmos: saber de onde viemos, qual é o início, por que estamos aqui, como a Terra se formou e aonde vamos", concluiu Tarenghi.
    Exame.com

    sábado, 9 de março de 2013

    Frase


    Arqueologia ajudará em estudo sobre biodiversidade amazônica

     
    A origem e as transformações pelas quais passou a megabiodiversidade da Amazônia ao longo de milhões de anos são questões que intrigam muitos biólogos, em diferentes partes do planeta.
    Na tentativa de respondê-las, foram lançadas diversas hipóteses nas últimas décadas. Muitas delas, no entanto, não passaram pelo escrutínio científico em razão da escassez de dados paleológicos (fósseis) e de evidências geomorfológicas. Agora, especialistas das mais diversas áreas – incluindo paleoecologia e arqueologia – investigam o tema.
    Um grupo internacional de pesquisadores, liderado por brasileiros e norte-americanos, deu início a um Projeto Temático para reconstruir a origem e a distribuição dos organismos na Amazônia nos últimos 20 milhões de anos.
    O projeto é apoiado pela Fapesp e pela National Science Foundation (NSF) no âmbito de um acordo que prevê o desenvolvimento de atividades de cooperação entre os programas "Dimensions of Biodiversity" (NSF) e BIOTA-Fapesp. O estudo também conta com o apoio da agência espacial dos Estados Unidos, a NASA.
    “Há muito interesse por parte de paleoecologistas como eu – que estudam a ecologia no passado a partir de pólens fósseis – em relação a questões como a origem da biodiversidade da Amazônia, o que ocorreu na floresta durante e depois do Último Máximo Glacial [ocorrido há aproximadamente 20 mil anos], as mudanças surgidas no bioma no Holoceno médio [há 6 mil anos] e se a floresta era intocada ou foi um ambiente altamente domesticado nas eras pré-colombianas [antes de 1492]”, disse Frank Mayle, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, durante o simpósio “The assembly and evolution of the Amazonian biota and its environment”, na sede da Fapesp, em São Paulo.
    Realizado no dia 4 de março, o evento serviu como reunião preparatória dos pesquisadores integrantes do projeto e foi aberta ao público. Entre os dias 5 e 8 de março, os especialistas voltaram a se reunir na Fundação, a portas fechadas, para definir os detalhes do andamento da pesquisa.
    De acordo com Mayle, uma das hipóteses apresentadas nas últimas décadas para explicar a grande biodiversidade amazônica foi a “Teoria dos Refúgios”. Proposta pelo ornitólogo e biogeógrafo alemão Jürgen Haffer (1932-2010) em um artigo publicado na Science em 1969, a teoria defendia que durante os períodos glaciares algumas áreas da floresta amazônica se tornaram secas. Por causa disso, formaram-se diversos fragmentos florestais – separados uns dos outros por áreas de savana – que teriam servido de refúgio para diversas populações de animais.
    Durante o período de isolamento geográfico (vicariância), essas populações de animais “sem floresta” evoluíram longe de seus semelhantes e sofreram especiação geográfica (alopátrica). Quando retornava o período úmido, as regiões abertas voltavam a apresentar vegetação e os fragmentos florestais se conectavam novamente, permitindo que estendessem sua distribuição.
    A teoria, contudo, não se sustentou por falta de dados paleológicos, explicou o especialista. “A Teoria dos Refúgios gerou um paradigma para os biólogos, mas faltavam dados paleológicos e precisávamos de mais evidências geomorfológicas para testar suas hipóteses”, disse Mayle.
    “A teoria não passou por um escrutínio científico e hoje a maioria de nós não dá muito mais crédito para ela”, afirmou. Segundo o pesquisador, os primeiros dados de paleovegetação da bacia amazônica foram fornecidos por Paul Colinvaux, em um artigo publicado também na Science em 1996 e contradisseram a Teoria dos Refúgios.
    Colinvaux achou registros de florestas de umidade contínua onde se achava que fosse área de savana no Último Máximo Glacial, quando a temperatura média do planeta era cinco graus mais fria do que a atual. “Isso levou muitos de nós, paleoecologistas, a inferir que a Teoria dos Refúgios estava incorreta”, afirmou.
    Questões em aberto
    De acordo com o pesquisador, uma pergunta ainda sem resposta sobre a Amazônia é: que tipo de floresta tropical existia na região no Último Máximo Glacial? Para respondê-la, estão em curso esforços para tentar modelar a extensão de floresta úmida e de floresta seca na época. A qualidade dos dados disponíveis, no entanto, representa um dos principais gargalos para esclarecer as dúvidas.
    “As controvérsias sobre a Amazônia no Último Máximo Glacial resultam do conjunto de dados dos quais dispomos”, disse Mayle. “Há poucas informações; o desafio é identificar qual escala espacial e o tipo de cobertura florestal que correspondem ao perfil de paleodados mais antigos. Por isso, somos forçados a fazer extrapolações e trabalhar com modelagem de vegetação.”
    Outra pergunta que move os pesquisadores é o que ocorreu na Amazônia no Holoceno médio, quando as condições climáticas eram muito mais secas do que em outros períodos e já havia presença humana na região – e a ocorrência de ações como queimadas.
    “Olhar para o que ocorreu na Floresta Amazônica no Holoceno pode nos dar alguma ideia do que pode acontecer na região no futuro”, avaliou Mayle.
    Já a linha de interesse de pesquisa mais recente, segundo o pesquisador, é sobre o uso da terra na região no período pré-colombiano – questão que envolve tanto ecologia como arqueologia.
    “Há argumentos de que quando os europeus chegaram à região eles se depararam com uma selva virgem. Mas há dados arqueológicos que nos mostram que o uso da terra na Amazônia nessa época não era apenas para agricultura de pequena escala”, disse Mayle.
    “Nós vemos traços de uso da terra na Amazônia no período pré-colombiano, na Guiana Francesa e na Bolívia”, exemplificou. Os pesquisadores também querem saber se o aumento da atividade humana, do fogo e do uso de espécies economicamente importantes para os habitantes da região no período pré-colombiano e no Holoceno influenciaram a composição da biodiversidade.
    “Não podemos descartar a hipótese de que parte da biodiversidade da Amazônia pode estar relacionada a fatores antropogênicos [desencadeados pela ação humana]”, afirmou.
    “Quando falamos da porcentagem da biota que seria antropogênica, é difícil distinguirmos quais espécies são de ocorrência natural e quais foram economicamente importantes e surgiram em função da presença humana. Essa é uma das razões pelas quais pretendemos trabalhar com arqueólogos nesse projeto para tentarmos integrar diferentes linhas de evidências”, explicou.
    Exame.com

    Governantes do Antigo Egito sofriam de desnutrição e tinham expectativa de vida de 30 anos

    Os governantes do Antigo Egito não viviam em boas condições de saúde, nem eram rodeados pela opulência que se imaginava. Ao contrário, assim como a população comum, tinham de lidar com a fome, sofriam de desnutrição e de dezenas de doenças infecciosas e tinham índices altíssimos de mortalidade infantil.
    As descobertas foram feitas pelo projeto Qubbet el-Hawa, realizado em parceria pelas Universidades de Jaen e de Granada, ambas na Espanha, e pela Suprema Corte de Antiguidades da República Árabe do Egito. Para o levantamento, foi escavada a tumba número 33 da necrópole Qubbet el-Hawa, em frente à cidade de Aswan, cerca de 1.000 quilômetros ao sul do Cairo. A tumba foi construída durante a 12ª Dinastia (1.939 – 1.760 a.C.), para abrigar os corpos de um dos principais dignitários da região de Aswan, cuja identidade permanece desconhecida.
    O local foi reusado pelo menos três vezes, nas Dinastias 18ª, 22ª e 27ª, e é uma das maiores tumbas da necrópole, com grande potencial arqueológico, uma vez que abriga ao menos uma câmara que permanece intacta, contendo três sarcófagos de madeira decorados.
    Múmias — Foram encontrados mais de 200 esqueletos e múmias na tumba número 33. Os resultados iniciais do trabalho revelam características físicas dos egípcios antigos, e quais as condições de vida do período. "Embora o nível cultural da época seja extraordinário, a análise antropológica dos restos humanos revela que a população em geral e os governantes (classes mais altas) viveram em condições nas quais a saúde era precária, no limite da sobrevivência", diz Miguel Botella Lopez, da Universidade de Granada.
    De acordo com os pesquisadores, a expectativa de vida mal chegava aos 30 anos de vida, já que sofriam de problemas como má nutrição e desordens gastrointestinais severas — devido ao consumo de água contaminada do Nilo. O fato foi revelado porque os ossos de crianças encontrados não tinham marcas, o que demonstra que elas morreram de alguma doença infecciosa grave. Na tumba havia, ainda, um grande número de múmias de jovens adultos, com idades entre 17 e 25 anos.
    Pigmeus — Segundo Miguel Botella, as tumbas da necrópole de Qubbet el-Hawa contêm inscrições que são "de grande importância histórica, não apenas para o Egito, mas para toda a humanidade". Na tumba do Governador Herjuf (2.200 a.C.), por exemplo, as inscrições descrevem as três jornadas que ele fez pela África Central, durante uma das quais trouxe para casa um pigmeu — essa é supostamente a menção mais antiga sobre esse grupo étnico.
    Outras inscrições relatam relações do Egito com a vizinha Núbia (atual Sudão) ao longo de um período de cerca de 1.000 anos. Os governantes de Aswan, local onde foi encontrada uma tumba construída durante a 12ª Dinastia, também mantinham relações e tinham filhos com a população de Sudão, país vizinho. Por essa razão, Qubbet el-Hawa é um dos lugares arqueológicos mais importantes do Egito, não apenas devido às descobertas já feitas, mas também pela quantia de informações que contêm sobre saúde e doenças, e relações interculturais em tempos antigos.
    O Antigo Egito
     
    ANTIGO IMPÉRIO (3200-2100 a.C.): O período começa com a unificação de diversas tribos e clãs em um estado único, dominado por um faraó, que, além de ter o poder político, também é considerado um deus. Tido como a primeira era de florescimento consolidado da civilização egípcia, o Antigo Império é conhecido como a época das pirâmides, onde eram sepultados os faraós. São erguidas as famosas pirâmides de Gizé.
    IMPÉRIO MÉDIO (1975-1640 a.C.): Depois do antigo império, uma série de revoltas acontecem para tentar diminuir o poder dos faraós, dando início a um período de fragmentação política. O poder central volta a ser concentrado no Império Médio, tendo como novo centro a cidade de Tebas. O Egito passa por um momento de estruturação. Não acontecem grandes expansões territoriais. Os faraós mantêm relações diplomáticas com outros reinos na atual Turquia, Síria e Palestina. No campo social, é no Império Médio que o ritual de mumificação deixa de ser um privilégio exclusivo dos faraós e passa a ser adotado também por cidadãos de posses.
    IMPÉRIO NOVO (1550-1070 a.C.): É o momento em que o Egito vive uma grande expansão territorial e se beneficia do desenvolvimento da arte e da economia. No Império Novo, o Egito controla boa parte do mundo conhecido à época, uma área que vai do atual Sudão ao começo da Síria. Reinam alguns dos mais famosos faraós, como Akhenaton, Tutankhamon, Seti I e Hamsés II. Depois desse apogeu, o estado egípcio começa a se enfraquecer e é invadido por outros povos, como os persas.
    ÉPOCA GREGA (332-30 a.C.): O domínio grego começa com a invasão do Egito por Alexandre, o Grande, e a expulsão dos persas. Após a morte de Alexandre, seus vastos domínios foram divididos entre seus generais, passando o governo do Egito para Ptolomeu. O centro de poder muda de Tebas para Alexandria e o Egito vive um período de grande desenvolvimento científico e econômico. Elementos da vida grega, inclusive seus deuses, passam a conviver com a cultura egípcia. O último descendente de Ptolomeu no controle do Egito foi Cleópatra VII, famosa rainha amante dos generais romanos Júlio César e Marco Antônio. Após ser derrotada por Otaviano, futuro imperador Augusto, ela se suicidou.
    Opinião do especialista
    Julio Gralha
    Especialista em Antigo Egito e professor da Universidade Federal Fluminense

    "A maior novidade do estudo é a descoberta do que os governantes também tinham uma má qualidade de vida, com expectativa de vida apenas de 30 anos — acreditava-se que viveriam até por volta dos 45 anos. Outro dado importante diz respeito à menção sobre os pigmeus. Isso mostra que as expedições egípcias são muito antigas, e que chegavam até a região central do continente."
    Veja.com

     



    sexta-feira, 8 de março de 2013

    Frase


    Asteroide de 80 metros deve cruzar "perto" da Terra neste fim de semana

    Um asteroide com 80 metros de largura deve passar "próximo" à Terra neste fim de semana, mas especialistas da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) garantem que não há riscos para o planeta. O corpo celeste vai se aproximar no final da tarde de sábado, a uma distância de 975 mil quilômetros. As informações são da CNN.
    "É um asteroide de bom tamanho, mas não vai cruzar tão perto da Terra, pelo menos em comparação ao padrão recente", disse Don Yeomans, cientista da Nasa. Em fevereiro, no mesmo dia em que um meteorito cruzou o céu da Rússia deixando mais de 1 mil pessoas feridas, um asteroide de grandes proporções cruzou a uma distância de 28 mil quilômetros do nosso planeta. Especialistas garantiram que a queda do meteorito não tinha nenhuma relação com o asteroide.
    Chamado de 2013ET, o corpo celeste que vai cruzar neste fim de semana foi descoberto há apenas uma semana. Agora que está em vista, disse Yeomans, a rota da rocha espacial pode ser monitorada pelos pesquisadores.
    Segundo o cientista da NASA, o asteroide já poderá ser visto no Hemisfério Norte na noite de hoje, com a ajuda de telescópios. A partir de amanhã a visão será dificuldada porque ele deve cruzar durante o dia.
     


    Astrônomo: alguns meteoritos são impossíveis de prever

    Dois eventos espaciais assustaram os terráqueos há uma semana, no dia 15 de fevereiro. O asteroide 2012 DA14 chegou a 27,6 mil km da superfície da Terra, mais próximo do que muitos satélites comerciais. Esse fato já havia sido previsto com quase um ano de antecedência. Horas antes, no entanto, a queda de um meteorito deixou mais de mil feridos na Rússia. Desse bólido, ninguém sabia. Com a tecnologia atual, objetos relativamente pequenos são identificados com antecedência mínima. Mas, se visitas diminutas como o da cidade de Chelyabinsk podem provocar danos grandes, materiais e humanos, não seria importante investir mais em detecção a fim de evitar acidentes como esse?
    Objetos maiores do que quatro metros já podem ser registrados com a tecnologia atual, segundo o professor Jorge Ricardo Ducati, do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mas nem todos - e só quando estão realmente próximos, o que acarreta a antecedência de apenas um dia ou menos. “Qualquer tentativa de prever a queda de meteoritos como o de sexta-feira (do dia 15, na Rússia) é tecnologicamente inviável, independentemente do investimento”, avalia Fernando Roig, doutor em astronomia, pesquisador do Observatório Nacional e especialista em asteroides. Ainda de acordo com Roig, mesmo que fosse possível identificar as trajetórias de meteoros desse tamanho, seria difícil prever seu comportamento: se explodiria na atmosfera e se provocaria danos em áreas urbanas.
    Há outro fator que influencia na detecção de asteroides. As observações por telescópio precisam ser realizadas à noite, quando a luz refletida pelos asteroides pode ser observada em contraste com o plano de fundo escuro. “O grande problema com o objeto que caiu na Rússia no dia 15 é que ele se aproximou da Terra da direção do Sol, ou seja, sem que pudesse ser detectado com o telescópio”, explica Nigel Bannister, astrônomo e palestrante do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Além de ser maior, o objeto que passou próximo à Terra no mesmo dia vinha da direção contrária.
    Uma possível solução para esse tipo de problema está tomando forma a partir de um grupo chamado B612 Foundation. O plano desses cientistas e engenheiros é construir e lançar ao espaço um telescópio com infravermelho que orbitaria o Sol e rastrearia objetos com trajetória próxima da Terra. “Investir nesse tipo de missão certamente ajudaria”, diz Bannister.
    Investimento
    Mesmo que se tenha avançado muito nas últimas décadas, é consenso que maior investimento no setor resultaria ganhos significativos. Mas, em tempos de crise, o orçamento da Nasa, a agência espacial americana, está cada vez menor. Assim, não dá para depender apenas dos EUA.
    Para o professor Antonio Gil Vicente de Brum, doutor em Engenharia e Tecnologia Espaciais, é necessária uma rede mais ampla de monitoramento. “Países como o Brasil, por exemplo, poderiam ajudar muito. Contudo tais investimentos não são prioritários para o país, e não há nada previsto sobre isso no plano nacional de atividades espaciais”.
    Ocorrências
    Identificado no ano passado - como revela seu nome -, o asteroide 2012 DA14 tem aproximadamente 45 metros de diâmetro, de acordo com a Nasa. Segundo cálculos da agência espacial americana, há 500 mil asteroides desse tamanho “próximos da Terra”. Desses, apenas 1% foram descobertos. Mas objetos desse tamanho não são a maior preocupação em se tratando de corpos celestes. Com até 40 metros de diâmetro, eles se desintegram na atmosfera e, quando, raramente, promovem estragos, são bem localizados.
    Foi o caso do meteorito que explodiu em Chelyabinsk, de diâmetro estimado em 17 metros e massa de 10 mil toneladas. Embora tenha causado danos avaliados em aproximadamente R$ 60 milhões, deixou feridos apenas por efeitos secundários, como estilhaços de vidro. Curiosos pelo facho de luz que divisavam pela janela de casa ou do trabalho, muitos corriam para vê-lo. Dessa forma, mais de mil pessoas tiveram algum tipo de ferimento.
    Fazia tempo que um bólido não tinha impacto tão grande na Terra. Esse meteorito foi o maior a atingir nosso planeta desde 1908. Naquele ano, em uma floresta em Tugunska, também na Rússia, um objeto pouco menor do que o 2012 DA14, de diâmetro estimado em 40 metros, devastou uma área de 2 mil quilômetros quadrados, maior do que a cidade de São Paulo.
    Calma
    Eventos como esse não devem causar pânico. “Não é tão comum a ponto de assustar, nem tão raro a ponto de não acontecer”, pontua o astrônomo e professor Adolfo Stotz Neto, presidente do Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo Bannister, pode-se estimar uma queda como essa a cada 100 anos. “Ainda não há como encontrar todas essas pedras que andam por aí pelo espaço, então, por um bom tempo, esses pequenos objetos continuarão caindo sem que consigamos detectá-los antes”, afirma Antonio Kanaan, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e doutor em astrofísica pela Universidade do Texas.
    A maioria dos meteoritos são muito menores. A Terra recebe aproximadamente 100 toneladas de material cósmico todo dia, mas essas partículas são normalmente pequenas. "Como grãos de areia", ilustra Bannister. As “estrelas cadentes” (na verdade, fragmentos de cometas e asteroides) têm tamanho comparável ao de uma bola de beisebol, por exemplo. Não podem ser detectadas com antecedência, porém não apresentam ameaça, já que se desintegram na atmosfera.