sexta-feira, 10 de maio de 2013
Cientistas descobrem que o solo de Marte é mais perigoso do que imaginávamos
Enquanto muita gente trata a chegada do homem à Marte como sonho ou utopia, tem cientista discutindo como colocar esse plano na prática. Terminou dia 8 de maio uma conferência chamada Humans 2 Mars, uma reunião que quer responder a uma só pergunta: o que precisamos fazer para chegar em Marte até 2030? Desafios Para Transitar em Marte; Entrada, Descida e Desembarque e Poder Da Superfície são alguns dos temas. E é justamente esse último que está preocupando: parece que humanos e o solo de Marte não foram feitos um pro outro.
A poeira de marte é feita de grãos de silicato, uma substância composta por silício e oxigênio. A longo prazo, essa poeira tóxica pode ser uma ameaça aos humanos, principalmente porque ataca a tiroide, glândula localizada à frente da nossa traqueia. Mesmo por detrás daquela roupa de astronauta (conhecida pela propriedade de ser fechada hermeticamente, de isolar a pessoa de qualquer hostilidade da atmosfera em questão) o perigo é eminente.
O robô Curiosity também detectou a presença de gipsita no solo marciano. Segundo os cientistas essa substância, que também é conhecida como pedra de gesso ou sulfato de cálcio, não representa um risco por si só. O problema, se pensarmos em um ser humano que está morando em Marte, é ficar respirando ali todo dia: com o passar dos anos a gipsita vai se depositando no pulmão, diminuindo sua capacidade exatamente como acontece com mineradores nas profundezas do bom e velho planeta Terra.
O fato da poeira ser extremamente fina e grudenta é o que mais preocupa os cientistas. Qualquer tarefa que o astronauta faça pela superfície de Marte fará com que, na volta, ele inevitavelmente traga um pouco das substâncias tóxicas grudadas em sua roupa. Uma vez dentro dos cômodos da estação, a ameaça pode ser irreversível. A vantagem é que agora o próprio robô pode coletar uma amostra do solo e analisar os componentes lá mesmo, garantindo que o tiro da colonização de Marte não seja dado (tanto) no escuro.
Galileu.com
Rússia e EUA examinarão vazamento de amônia na ISS
Especialistas russos e americanos debaterão o vazamento de amônia na Estação Espacial Internacional (ISS), informou nesta sexta-feira o diretor de voo do segmento russo da ISS, Vladimir Soloviev, que considera esta uma "anomalia muito grave".
"Efetivamente existe uma anomalia grave, muito grave", declarou Soloviev, citado pela agência Interfax.
"Hoje vamos examinar a possibilidade de ordenar a saída da tripulação ao espaço para detectar a procedência do vazamento", completou, antes de destacar que até o momento nenhuma decisão foi tomada.
"Em geral, não somos contrários", indicou
A NASA, a agência espacial americana, já havia indicado que a tripulação da ISS detectara um vazamento de amônia procedente de um dos sistemas de refrigeração, mas destacou que isto não representava perigo para os astronautas nem para a Estação.
A tripulação atual, composta por seis pessoas, alertou ao centro de controle da ISS, em Houston (Texas, Estados Unidos) sobre a presença de "pequenos pedaços brancos flutuando ao redor da Estação", informou a NASA em um comunicado.
As imagens divulgadas pela equipe confirmam que o vazamento procede dos sistemas de refrigeração, que há haviam apresentado problemas em 1 de novembro de 2012.
A amônia é utilizada para refrigerar os circuitos pelos quais passa a eletricidade produzida pelos painéis solares.
Nível de gás carbônico na atmosfera bate recorde histórico
Pela primeira vez na história humana, a concentração do dióxido de carbono na atmosfera passou a marca das 400 ppm (partes por milhão). A última vez que tanto gás-estufa estava no ar foi há muitos milhões de anos, quando o Ártico não era coberto de gelo, o Saara era coberto por savana e o nível do mar era até 40 metros mais elevado do que hoje.
A medição não significa que, instantaneamente, haverá mais problemas ou doenças relacionadas ao CO2. A questão tem todo um contexto simbólico.
Nas últimas décadas, os cientistas assinalaram que, para evitar um aquecimento excessivo da Terra, esse limite não deveria ser ultrapassado. O resultado de agora demonstra, em um certo sentido, que os esforços para controlar as emissões de carbono provocadas pelo homem estão falhando.
Para Rajendra Pachauri, chefe do IPCC (painel do clima das Nações Unidas), atingir os 400 ppm é um marco "que nos lembra a rapidez com a qual aumentamos a concentração de gases-estufa na atmosfera".
"No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de 280 ppm. A esperança é que cruzar esse marco vá trazer consciência da realidade científica da mudança climática e de como a humanidade deve lidar com esse desafio."
"É simbólico, é um ponto para parar e pensar sobre onde estamos para onde estamos indo", afirmou Ralph Keeling, que supervisiona as medições feitas em um vulcão no Havaí e que foram iniciadas pelo pai dele em 1958.
"É como fazer 50 anos: é um alerta para tudo o que está acontecendo na sua frente o tempo todo."
As estações de monitoramento no topo do vulcão Mauna Loa, no Havaí, são comandadas pelo US National Oceanic and Atmospheric Administration e pelo Instituto de Oceanografia Scripps.
Os dados divulgados nesta sexta (10) mostram que a média diária ultrapassou 400 ppm pela primeira vez nesse meio século de medições.
Os níveis de CO2 sofrem picos a cada ano sempre em maio.
Análises de ar fóssil, que fica preso no gelo, indicam que esse nível de gás carbônico não é visto na Terra a cerca de 3 milhões de anos, desde o Plioceno. Naquela época, a média global de temperaturas era de três a quatro graus mais alta do que hoje e oito graus mais elevada nos polos.
Os corais sofreram um processo grande de extinção, enquanto que as floresta cresceram perto do Ártico, onde hoje existe tundra.
"Acho que é possível que essas mudanças de ecossistema se revertam", afirmou Richard Norris, que trabalha com Keeling no instituto Scripps.
O clima terrestre leva tempo para se ajustar ao calor aprisionado pelos altos níveis de gases-estufa e pode levar centenas de anos até que as calotas polares derretam até terem o tamanho pequeno que tinham no Plioceno e até o nível do mar se elevar.
Mas a rapidez com a qual os níveis de gás carbônico estão subindo --talvez 75% mais rápido do que no período pré-industrial-- nunca havia sido vista em recordes geológicos e alguns efeitos da mudança climática já estão sendo vistos, com ondas de calor extremas e inundações mais prováveis de ocorrer. O recente verão úmido e frio na Europa foi ligado a mudanças nas correntes de ar de grande altitude, por sua vez ligados ao derretimento mais rápido do gelo no Ártico, que bateu sua marca mais baixa em setembro.
"Estamos criando um clima pré-histórico em que sociedades humanas enfrentarão riscos enormes e potencialmente catastróficos", disse Bob Ward, diretor do Instituto Grantham de Pesquisa de Mudança Climática, da Escola de Economia de Londres.
"A marca de 400 ppm é uma marca grave e deveria servir de alerta para todos nós apoiarmos tecnologias de energia limpa e reduzir as emissões dos gases-estufa antes que seja muito tarde para nossos filhos e netos", disse o cientista Tim Lueker.
Folha.com
A medição não significa que, instantaneamente, haverá mais problemas ou doenças relacionadas ao CO2. A questão tem todo um contexto simbólico.
Nas últimas décadas, os cientistas assinalaram que, para evitar um aquecimento excessivo da Terra, esse limite não deveria ser ultrapassado. O resultado de agora demonstra, em um certo sentido, que os esforços para controlar as emissões de carbono provocadas pelo homem estão falhando.
Para Rajendra Pachauri, chefe do IPCC (painel do clima das Nações Unidas), atingir os 400 ppm é um marco "que nos lembra a rapidez com a qual aumentamos a concentração de gases-estufa na atmosfera".
"No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de 280 ppm. A esperança é que cruzar esse marco vá trazer consciência da realidade científica da mudança climática e de como a humanidade deve lidar com esse desafio."
"É simbólico, é um ponto para parar e pensar sobre onde estamos para onde estamos indo", afirmou Ralph Keeling, que supervisiona as medições feitas em um vulcão no Havaí e que foram iniciadas pelo pai dele em 1958.
"É como fazer 50 anos: é um alerta para tudo o que está acontecendo na sua frente o tempo todo."
As estações de monitoramento no topo do vulcão Mauna Loa, no Havaí, são comandadas pelo US National Oceanic and Atmospheric Administration e pelo Instituto de Oceanografia Scripps.
Os dados divulgados nesta sexta (10) mostram que a média diária ultrapassou 400 ppm pela primeira vez nesse meio século de medições.
Os níveis de CO2 sofrem picos a cada ano sempre em maio.
Análises de ar fóssil, que fica preso no gelo, indicam que esse nível de gás carbônico não é visto na Terra a cerca de 3 milhões de anos, desde o Plioceno. Naquela época, a média global de temperaturas era de três a quatro graus mais alta do que hoje e oito graus mais elevada nos polos.
Os corais sofreram um processo grande de extinção, enquanto que as floresta cresceram perto do Ártico, onde hoje existe tundra.
"Acho que é possível que essas mudanças de ecossistema se revertam", afirmou Richard Norris, que trabalha com Keeling no instituto Scripps.
O clima terrestre leva tempo para se ajustar ao calor aprisionado pelos altos níveis de gases-estufa e pode levar centenas de anos até que as calotas polares derretam até terem o tamanho pequeno que tinham no Plioceno e até o nível do mar se elevar.
Mas a rapidez com a qual os níveis de gás carbônico estão subindo --talvez 75% mais rápido do que no período pré-industrial-- nunca havia sido vista em recordes geológicos e alguns efeitos da mudança climática já estão sendo vistos, com ondas de calor extremas e inundações mais prováveis de ocorrer. O recente verão úmido e frio na Europa foi ligado a mudanças nas correntes de ar de grande altitude, por sua vez ligados ao derretimento mais rápido do gelo no Ártico, que bateu sua marca mais baixa em setembro.
"Estamos criando um clima pré-histórico em que sociedades humanas enfrentarão riscos enormes e potencialmente catastróficos", disse Bob Ward, diretor do Instituto Grantham de Pesquisa de Mudança Climática, da Escola de Economia de Londres.
"A marca de 400 ppm é uma marca grave e deveria servir de alerta para todos nós apoiarmos tecnologias de energia limpa e reduzir as emissões dos gases-estufa antes que seja muito tarde para nossos filhos e netos", disse o cientista Tim Lueker.
Folha.com
Novo estudo pode garantir a humanos 20 anos a mais de expectativa
Uma pesquisa feita na Escola Albert Einstein de Medicina, em Nova York, revela que há uma região específica do cérebro que controla o envelhecimento. E, em teoria, ao desativá-la, poderíamos ganhar, em média, 20 anos de vida a ais.
No estudo, uma substância que inibe um hormônio foi injetada no cérebro de ratos. Esse hormônio é relacionada à inflamação e ao stress e sua concentração crescia no hipotálamo dos roedores com a idade deles. Em outras palavras, o próprio cérebro estimulava o envelhecimento dos animais.
Com o inibidor, os ratos tinham uma vida 20% maior (o que, para humanos, seria o equivalente a algumas décadas) e também uma qualidade de vida maior: mesmo com uma idade avançada, os ratos ainda tinham força muscular, densidade óssea e pele características de animais mais novos. O experimento funcionou mesmo quando os animais receberam as injeções quando já se encontravam na meia-idade.
Se os resultados dessa pesquisa puderem ser transferidos para humanos, cientistas acreditam que os principais beneficiários serão pacientes de Alzheimer.
Galileu.com
Há ETs na Terra trabalhando com os EUA, diz ex-ministro canadense
Imagem de Marte...Para muitas pessoas, o ser era um ET, uma figura humanoide
e, segundo relatou a Sky News na época, para um internauta parecia até um "alien
nu correndo". Contudo, para os cientistas, o "homem de Marte" não passa de uma
pedra.
“Há ETs vivos na Terra neste momento, e pelo menos dois deles provavelmente
trabalham com o governo dos Estados Unidos.” A declaração do ex-ministro da
Defesa do Canadá Paul Hellyer, 89 anos, foi feita durante uma audiência pública
sobre a existência de vida extraterrestre realizada em
em Washington, D.C. Diversos ex-senadores e membros da Câmara dos Representantes
dos Estados Unidos ouviram depoimentos de especialistas e testemunhas entre os
dias 29 de abril e 3 de maio.
Paul Hellyer é um conhecido defensor da existência
de extraterrestres. Em 2005, ele declarou abertamente que acredita em UFOs
(objetos voadores não identificados), o que gerou grande repercussão no
Canadá. Como ministro da Defesa Nacional canadense, em 1963, Hellyer foi
responsável pela controversa integração entre o Comando Marítimo das Forças
(Marinha), o Comando das Forças Terrestres Canadenses (Exército) e a Força Aérea
Real do Canadá (Aeronáutica) em uma única organização: as Forças Armadas
Canadenses.
Hellyer é o mais antigo membro do Conselho Privado da Rainha para
o Canadá - que funciona como uma espécie de gabinete ministerial na monarquia
constitucional do país. Ele afirma que passou a acreditar em óvnis quando
teve uma experiência com sua mulher e amigos durante uma noite. Apesar de não
ter levado muito em consideração quando viu o UFO, segundo seu relato, ele disse
que manteve a cabeça aberta e passou a tratar o assunto - pelo qual se
interessou há cerca de 10 anos - com seriedade.
UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças", afirmou o
político canadense no segundo dia de audiência . Ele fez parte de um grupo de 40 pesquisadores internacionais
e testemunhas - entre militares e cientistas - que testemunharam suas
experiências extraterrestres diante de seis ex-membros do Congresso americano
na audiência pública não governamental encerrada na semana passada.
O ex-ministro da Defesa canadense afirmou ainda que
investigações apontaram a existência de "pelo menos quatro espécies
(extraterrestres) que têm visitado a Terra há milhares de anos" - com o que ele
concorda. Houve também declarações sobre como diversos presidentes dos Estados
Unidos demonstraram grande interesse sobre óvnis e, em alguns casos, tentaram
sem sucesso obter informações específicas sobre a veracidade de
casos extraterrestres.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Eclipse solar com anel de fogo é visto na Oceania
Acontece logo mais um eclipse solar anelar, quando a Lua entra na frente do Sol mas não consegue cobrir totalmente o seu disco luminoso, deixando uma "sobra" de Sol, uma beiradinha aparente da nossa estrela em volta do disco escuro da Lua. A imagem acima mostra o ápice de um eclipse solar anelar. Lindo, não?
O evento, infelizmente, não poderá ser visto no Brasil pois começará logo depois do fim do dia, quando o Sol para nós brasileiros já estará abaixo do horizonte.
Habitantes de Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Austrália poderão ver o fenômeno, com o Sol nascendo, em plena sexta-feira, dia 10 de maio, enquanto ainda terminamos o dia 9 de maio por aqui.
Um consolo: teremos transmissão ao vivo pela web. Veja em slooh.com.
O Slooh, que sempre cobre eventos astronômicos em tempo real, tem um aplicativo (gratuito) para iPad. Baixe daqui se você tiver o tablet da maçã.
O Fenômeno
Um eclipse solar acontece quando a Lua passa na frente do Sol. A Lua e o Sol, vistos da Terra, têm tamanho aparente praticamente igual, em torno de meio grau. Por esta coincidência, é comum a Lua cobrir o disco solar num eclipse solar total.
No entanto, como a órbita da Terra em torno do Sol é eliptica tanto quanto elíptica é a órbita da Lua ao redor da Terra, as distâncias Terra-Sol e Lua-Terra variam no tempo. Quando coincide de, num eclipse solar, a Lua estar um pouco mais longe de nós e/ou o Sol um pouco mais perto da Terra, o tamanho aparente da Lua fica ligeiramente menor que o tamanho aparente do Sol. Neste caso, a Lua deixa um "anel de fogo" aparente que correponde à borda solar bem brilhante, contrastando com o disco escuro opaco central do nosso satélite. É um belíssimo espetáculo!
Vale lembrar que no último dia 27 de abril, a Lua estava no perigeu, ou seja, ponto de máxima aproximação com a Terra. Deste dia até hoje, quando ocorre o eclipse solar, a Lua deu meia volta em sua órbita elíptica em torno da Terra e está no ponto diametralmente oporto ao perigeu, o apogeu. Portanto, a Lua estará hoje ligeiramente menor (por estar mais longe da Terra) e por isso não vai conseguir cobrir totalmente o disco solar. Um capricho cósmico e tanto!
Rede de combustível cósmica
Astrônomos descobriram uma rede de combustível cósmica que pode explicar como as galáxias são capazes de manter o ritmo de formação de novas estrelas durante bilhões de anos. Unindo observações com telescópios e radiotelescópios, os cientistas conseguiram identificar nuvens e filamentos de hidrogênio no espaço conectados às galáxias de Andrômeda e do Triângulo, companheiras da nossa Via Láctea no chamado Grupo Local.
A formação e evolução das galáxias têm sido fonte de dúvidas e debate entre os astrônomos há quase cem anos. No início século XX, quando finalmente concluíram que alguns dos estranhos objetos nebulosos vistos no céu desde os primórdios da astronomia estavam na verdade extremamente distantes, não fazendo parte da Via Láctea, as galáxias foram consideradas como “Universos-ilha” que teriam se formado bilhões de anos no passado e evoluído de forma independente umas das outras.
Esta visão, no entanto, logo se mostrou equivocada e foi substituída por um modelo hierárquico em que galáxias maiores constantemente atraíram e absorveram menores ou se fundiram com outras, dando origem às grandes galáxias de diversos formatos espirais, elípticos e irregulares que vemos hoje. Este foco na interação galáctica para explicar sua evolução rapidamente ganhou a preferência dos cientistas, mas ao longo da última década novas observações indicaram que ele também não é totalmente adequado.
Segundo os astrônomos, o ritmo de formação de estrelas no Universo variou muito ao longo do tempo. Primeiro, ele atingiu um pico há cerca de 10 bilhões de anos, gradualmente caindo para uma taxa dez vezes menor nos dias de hoje. Ao mesmo tempo, porém, a quantidade total de hidrogênio atômico nelas, o combustível que alimenta esta formação de estrelas, declinou apenas pela metade. O mistério se aprofundou ainda mais quando cálculos mostraram que, dada a capacidade das galáxias de armazenar o gás e o ritmo com que elas o consumiram, a formação de estrelas nelas deveria ter parado após apenas alguns poucos bilhões de anos.
A resposta para esta questão, portanto, teria que estar fora das galáxias. Simulações sugeriram então que no atual tempo cósmico cerca de um terço de toda a matéria comum, chamada bariônica, já foi processada e condensada no que conhecemos como galáxias, com o restante guardado nas nuvens e filamentos de gás no espaço intergaláctico, constantemente alimentando-as. Esta teoria para a evolução e crescimento das galáxias, no entanto, mostrou-se difícil de ser confirmada pelas observações, o que aconteceu agora.
Segundo estudo liderado por Spencer Wolfe, astrônomo da Universidade de West Virginia, nos EUA, e publicado na edição desta semana da revista “Nature”, este hidrogênio estaria armazenado no espaço intergaláctico não na forma atômica, mas majoritariamente ionizado. Por isso, ele e sua equipe combinaram dados de telescópios e radiotelescópios para finalmente conseguir detectá-lo.
ONU abre consulta sobre metas sustentáveis um ano após Rio+20
Quase um ano após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, uma de suas principais promessas está começando a se desenrolar: a definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, metas que devem substituir os Objetivos do Milênio a partir de 2015.
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou anteontem sugestão de dez objetivos que o mundo pode adotar. A proposta foi desenhada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas e ficará aberta a consulta pública até o dia 22. As sugestões poderão ser incorporadas em um texto que será analisado na Assembleia Geral da ONU, em setembro.
As metas eram esperadas como resultado da conferência do Rio no ano passado, mas, sem acordo entre os países, o documento final não chegou a listar os temas que deveriam ser contemplados. Aflito com a lentidão do processo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon lançou logo após a Rio+20 a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável. O documento traz objetivos bem genéricos, sem metas concretas com prazos de cumprimento.
Coordenador do tema "florestas" da Rede, o brasileiro Virgílio Viana afirma que esse tom mais genérico era de se esperar nesta etapa do processo. "Com o amadurecimento dos temas, esperamos que sejam estabelecidas metas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou anteontem sugestão de dez objetivos que o mundo pode adotar. A proposta foi desenhada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas e ficará aberta a consulta pública até o dia 22. As sugestões poderão ser incorporadas em um texto que será analisado na Assembleia Geral da ONU, em setembro.
As metas eram esperadas como resultado da conferência do Rio no ano passado, mas, sem acordo entre os países, o documento final não chegou a listar os temas que deveriam ser contemplados. Aflito com a lentidão do processo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon lançou logo após a Rio+20 a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável. O documento traz objetivos bem genéricos, sem metas concretas com prazos de cumprimento.
Coordenador do tema "florestas" da Rede, o brasileiro Virgílio Viana afirma que esse tom mais genérico era de se esperar nesta etapa do processo. "Com o amadurecimento dos temas, esperamos que sejam estabelecidas metas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Balões vão produzir energia elétrica em NY
Em breve, o céu de Nova York pode ficar lotado de balões vermelhos e não se trata de uma festa para a qual você não foi convidado. É o projeto 99 Red Ballons*, que propõe espalhar bexigas por aí para produzir energia elétrica - aquela que faz seu videogame funcionar, esquenta a água do chuveiro e conserva as comidas na geladeira.
Embora tenham o mesmo formato dos balões usados em festas de aniversário, as bexigas do 99 Red Ballons, claro, são diferentes. Desenvolvidas por canadenses do Nadi Design Studio, elas são feitas com células solares orgânicas, que são capazes de transformar a energia do sol em eletricidade. Não é legal?
A ideia é espalhar os 99 balões pelo céu de Nova York, a dezenas de metros de altura, presos por cabos de aço, para que eles produzam energia elétrica para a população.
Quando a bexiga estiver carregada de energia solar, ela fica transparente, indicando que é hora de "coletá-la". De acordo com os inventores, juntos os balões são capazes de produzir eletricidade para cerca de 4,5 mil casas. Já imaginou?
A princípio, os designers desenvolveram o projeto para que as bexigas sejam instaladas acima do antigo Aterro Sanitário Fresh Kills, desativado em 2001 por já estar lotado.
Isso por que eles querem preservar a história do local - considerado o maior espaço já construído no mundo para dar destinação correta ao lixo produzido pela população - e, de quebra, fazer as pessoas refletirem a respeito da montanha (desnecessária) de resíduos que geram diariamente.
Mas, se a "energia de balão" realmente funcionar, ela pode ser replicada em muitos outros lugares ao redor do mundo. Já pensou se a moda pega no Brasil?Exame.com
Estudo indica que a água da Lua e a da Terra têm a mesma origem
Um estudo divulgado nesta quinta-feira em
artigo na revista Science indica que a origem da água da Lua é muito parecida com a da substância na Terra.
Pesquisadores descobriram que a quantidade de deutério na água presa em pedras
capturadas pelas missões Apollo indica que a água do nosso satélite natural veio
do cinturão de asteroides.
Há cerca de 4,5 bilhões de anos, dois enormes objetos colidiram no
Sistema Solar e o resultado desse acidente de trânsito cósmico foi a formação de
dois outros corpos: a Terra e a Lua. O intenso calor gerado nesse batida acabou
com a água que por aqui existia. Contudo, ao longo desses bilhões de anos de
jogo de bilhar astronômico, outros corpos menores se chocaram no planeta, e hoje
temos evidências científicas de que a água, tão necessária à vida na terceira
rocha do Sistema Solar, veio desses meteoritos. Pelo menos é o que se pensava
até agora.
Os cientistas analisaram cristais que estão em pedras do nosso
satélite natural que as missões Apollo trouxeram para a Terra. Como a água fica
"presa" nesses cristais, eles conseguem descobrir a proporção de deutério - um
isótopo de hidrogênio que tem um nêutron a mais de o hidrogênio comum - nela. A
água tem mais ou menos deutério conforme o local onde ela se forma no Sistema
Solar - quanto mais próximo do Sol, menos desse isótopo pode ser encontrado.
Os pesquisadores descobriram que essa proporção é compatível com
condritos carbonáceos, meteoritos do Cinturão de Asteroides (aquele que fica
entre Marte e Júpiter), e que se acredita que também são a origem da água no
nosso planeta. Isso descartaria outra hipótese, de que cometas - que se formam
nos confins do nosso sistema, na Nuvem de Oort - seriam a fonte da água da
Lua.
"As medições em si são muito difíceis", diz Erik Hauri, do
Instituto Carnegie de Washington. "Mas os novos dados proveem a melhor evidência
até agora de que os condritos que carregam carbono são uma fonte comum para os
voláteis (substâncias como a água) na Terra e na Lua, e talvez em todo o Sistema
Solar interior."
Essa descoberta apresenta um problema para a teoria de que a Terra
e a Lua foram criadas por um grande impacto: se a água dos dois corpos tem uma
fonte em comum, isso sugere que ela já deveria estar por aqui quando o impacto
aconteceu. Segundo os pesquisadores, contudo, o estudo não é inconsistente com
essa hipótese.
"O impacto de alguma forma não causou a perda de toda a água", diz
Alberto Saal, da Universidade Brown, que também participou da pesquisa. "Mas
ainda não sabemos como esse processo ocorreu."
"Nosso trabalho sugere que elementos altamente voláteis não são
completamente perdidos durante um grande impacto, diz James Van Orman da
Universidade Case Western Reserve. "Nós precisamos voltar à prancheta e
descobrir mais sobre que acontece nos grandes impactos, e nós precisamos também
lidar melhor com os inventários voláteis da Lua."
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Avião movido a energia solar chega a Phoenix após 18 horas de voo
O avião Solar Impulse, movido a energia solar, aterrissou na madrugada de sábado (4) no aeroporto internacional de Phoenix, Arizona, depois de 18 horas de voo partindo de San Francisco.
A aterrisagem pôde ser acompanhada por imagens ao vivo divulgadas na internet pelos organizadores da iniciativa.
O avião, pilotado pelo suíço Bertrand Piccard, aterrisou em segurança às 7h30 (4h30 em Brasília) e assim terminou a primeira etapa de sua viagem planejada nos Estados Unidos.
Ainda restam outras quatro etapas para concluir o projeto.
A viagem com destino final a Nova York será realizada em cinco fases por razões de segurança.
Estudo calcula benefícios de árvores urbanas nos Estados Unidos
Um estudo feito pelo Serviço Florestal dos EUA calculou em US$ 50 bilhões o benefício trazido ao país somente pelas áreas de mata localizadas dentro das cidades do país. Ao todo, essas árvores acumulam 708 milhões de toneladas de carbono.
Por ano, essas áreas verdes são responsáveis por 21 milhões de toneladas de carbono que, caso contrário, iriam para a atmosfera e contribuiriam para a mudança climática. Economicamente, esse benefício é calculado em US$ 1,5 bilhão.
A equipe liderada por Dave Nowak se baseou em dados sobre as árvores urbanas em 28 cidades de seis estados diferentes, além de números sobre a cobertura de árvores do país como um todo. Os resultados foram publicados pela revista científica “Environmental Pollution”.
Segundo os pesquisadores, o estudo ajuda a mostrar para os moradores das cidades a importância de cuidar das áreas verdes de cada bairro. Os benefícios, eles afirmam, vão além da questão da absorção de carbono, pois essas matas fornecem um espaço agradável para a convivência e ajudam a amenizar local, por exemplo.
O rápido crescimento urbano é mais um fator que chama a atenção para a importância desses espaços verdes. Em 1990, as cidades ocupavam 2,5% do território americano, número que subiu para 3,1% em 2000.
G1
Animais australianos foram extintos pelo clima
Um estudo publicado nesta segunda-feira (6) revelou que as grandes espécies animais que habitavam a Austrália na pré-história foram extintas por mudanças climáticas naturais, sem nenhuma intervenção significativa por parte do ser humano.
A lista de espécies gigantes inclui o maior marsupial da história, o Diprotodon – que tinha o tamanho de um rinoceronte –, um leão marsupial de grande porte e um canguru “tão grande que nem temos certeza de que conseguia saltar”, segundo Stephen Wroe, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, que liderou o estudo.
Das 14 espécies da chamada “megafauna” australiana, composta por esses animais gigantes, somente oito ainda viviam quando o ser humano chegou à região, cerca de 50 mil anos atrás.
Antes desta pesquisa, alguns cientistas acreditavam que a tradição aborígene de provocar queimadas na mata poderia ter provocado a extinção das espécies.
O atual estudo, no entanto, mostrou que o número de queimadas aumentou antes da chegada dos primeiros homens à área, o que mostra que elas foram causadas por fatores climáticos. Os dados revelaram ainda que o processo de desertificação da Austrália começou há aproximadamente 450 mil anos.
Outro ponto que enfraquece a teoria de que os humanos teriam causado a extinção dos animais gigantes é a falta de evidências de que essas espécies tenham sido caçadas. Os antigos habitantes da região não tinham sequer equipamentos apropriados para abater animais de grande porte.
O eDas 14 espécies da chamada “megafauna” australiana, composta por esses animais gigantes, somente oito ainda viviam quando o ser humano chegou à região, cerca de 50 mil anos atrás.
Antes desta pesquisa, alguns cientistas acreditavam que a tradição aborígene de provocar queimadas na mata poderia ter provocado a extinção das espécies.
O atual estudo, no entanto, mostrou que o número de queimadas aumentou antes da chegada dos primeiros homens à área, o que mostra que elas foram causadas por fatores climáticos. Os dados revelaram ainda que o processo de desertificação da Austrália começou há aproximadamente 450 mil anos.
G1
terça-feira, 7 de maio de 2013
Tomada gruda na janela e armazena raios solares para carregar smartphones durante dez horas
Aproveitar a energia solar para facilitar o cotidiano das pessoas. Este talvez
seja o principal diferencial de um produto desenvolvido pelos designers Kyohu
Song e Boa Oh.
A dupla criou uma tomada que o usuário fixa na janela de uma residência ou da empresa, por exemplo, e que aproveita os raios solares para gerar energia capaz de fazer funcionar aparelhos eletrônicos ou até mesmo carregar smartphones. O produto ainda não está disponível para venda, segundo o site argentino La Bio Guia, especializado em fomentar práticas sustentáveis e de preservação do meio ambiente.
A dupla criou uma tomada que o usuário fixa na janela de uma residência ou da empresa, por exemplo, e que aproveita os raios solares para gerar energia capaz de fazer funcionar aparelhos eletrônicos ou até mesmo carregar smartphones. O produto ainda não está disponível para venda, segundo o site argentino La Bio Guia, especializado em fomentar práticas sustentáveis e de preservação do meio ambiente.
O produto tem, na extremidade usada para ser fixada na janela, pequenas
células solares, que recebem os raios e os convertem em energia. E segundo os
criadores do produto, a ideia foi mesmo criar uma tomada que qualquer pessoa
pudesse carregar e instalar sem dificuldade.
A 'tomada solar' também armazena energia quando não está em uso, por isso,
depois de receber os raios solares por cinco ou seis horas (dependendo da
intensidade), o produto, garantem seus desenvolvedores, podem ser usados pelo
consumidor por dez horas.
Estadão.com
Pedras que "andam" e deixam rastro intrigam turistas em vale nos EUA
Um fenômeno misterioso atrai turistas a um parque na Califórnia, nos EUA. Na Racetrack Playa, em Death Valley, diversas pedras se movimentam e deixam um claro rastro no solo.
Uma vez no leito seco do lago, elas se movem – algumas “viajaram” por até 450 metros. Há também aquelas que se movimentam em pares, deixando dois rastros tão sincronizados que parecem ter sido feitos por um carro.
Segundo a Nasa (agência espacial americana), ninguém viu as pedras se movendo de fato, mas a mudança de posição e as trilhas que elas deixam têm intrigado cientistas desde os anos 1940.
“As explicações mais óbvias – ação de animais, gravidade ou tremores de terra—foram descartadas, deixando espaço para várias especulações ao longo dos anos”, afirma a agência em seu site.
Uma das teorias mais aceitas sugere que uma rara combinação de condições de chuva e vento é responsável pelo fenômeno. Segundo uma pesquisa, a chuva molha a superfície do solo, deixando-o firme, mas escorregadio, enquanto ventos fortes empurram as pedras.
G1
Enviar o homem a Marte até 2030 é prioridade da Nasa
Enviar o homem a Marte até a década de 2030 é a prioridade da Nasa. A agência deve direcionar todos os seus recursos financeiros para a missão de superar as falhas tecnológicas e de conhecimento que ainda impossibilitam a concretização desse avanço na exploração espacial. Foi o que disse Charles Bolden, astronauta veterano e atual administrador da agência espacial americana, em conferência realizada na Universidade George Washington, nesta segunda-feira.
Entre os primeiros passos para enviar um astronauta a Marte, está o plano da Nasa de capturar e realocar um asteroide até 2025. A ideia é colocar o pequeno corpo celeste na órbita da Lua, e enviar uma missão de astronautas para estudá-lo. Além disso, o astronauta americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko se voluntariaram para passar um ano na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a partir de 2015, para que os médicos possam estudar os efeitos da gravidade zero na densidade óssea, massa muscular e visão por um tempo prolongado. Atualmente, astronautas de diversos países se revezam em estadas de no máximo seis meses a bordo da ISS.
Barreira tecnológica – No entanto, apesar dos avanços constantes, ainda há muito o que os cientistas não sabem sobre como chegar ao planeta vermelho. Não existe, por exemplo, um veículo espacial que consiga transportar pessoas em uma viagem de no mínimo sete meses até lá, e também não se sabe como essas pessoas retornariam à Terra.
As consequências de se viajar em ambientes de radiação elevada por longos períodos também são desconhecidas e questões básicas — como as pessoas fariam para respirar e se alimentar em Marte — ainda precisam ser resolvidas. "Cada segundo e cada dólar serão dedicados ao desenvolvimento de tecnologias que permitam ao homem ir além da órbita da Terra, além da Lua", disse Bolden.
Visitantes robóticos – Os Estados Unidos foram o primeiro país a enviar robôs exploradores a Marte. O mais recente deles, denominado Curiosity, chegou ao planeta em agosto de 2012. O pouso bem-sucedido demonstrou que o homem é capaz de enviar carga de uma tonelada a Marte, mas os especialistas estimam que um pacote contendo os suplementos básicos para manter um habitat humano no planeta pesaria cerca de 40 toneladas.
Veja.com
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Experiência na Amazônia vira modelo para pesquisas
Um projeto científico iniciado há 35 anos em plena Floresta Amazônica gera frutos ao redor do planeta. Um experimento milionário desenvolvido por uma equipe internacional na ilha de Bornéu, na Ásia, é a mais recente pesquisa que replica e expande o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), resultado de uma cooperação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do Smithsonian Institution, dos Estados Unidos.
A história do experimento na Amazônia concebido pelo ecólogo americano Thomas Lovejoy e dos projetos “herdeiros” está detalhada em uma reportagem de quatro páginas na edição de 18 de abril da revista Nature, assinada pelo jornalista Jeff Tollefson.
“Trata-se de um panorama admirável do trabalho com os fragmentos florestais e de seus vários benefícios, como por exemplo o treinamento de estudantes de pós-graduação e a inspiração para outros projetos de pesquisa sobre fragmentação”, disse Lovejoy à Agência FAPESP.
Professor da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, Lovejoy recebeu em 2012 o Blue Planet Prize de 2012, considerado o “Nobel do Meio Ambiente”. Ele foi o responsável pela introdução do termo “diversidade biológica” na comunidade científica.
De acordo com o Inpa, o PDBFF, que continua em andamento, tem uma dupla missão: “determinar as consequências ecológicas do desmatamento e da fragmentação de florestas sobre a fauna e a flora na Amazônia e transferir a informação gerada a diferentes setores da sociedade para favorecer a conservação e o uso racional dos recursos florestais”.
A reportagem na Nature detalha como Lovejoy montou o experimento em uma área de aproximadamente mil quilômetros quadrados ao norte de Manaus, com a colaboração de pecuaristas da região. Dentro desse perímetro, ele e sua equipe e um grupo de pesquisadores brasileiros delimitaram 11 trechos de floresta de 1, 10 e 100 hectares. O WWF também apoiou a pesquisa, que hoje recebe verba da National Science Foundation, dos Estados Unidos.
Após a análise da fauna e da flora dos locais demarcados, entraram em cena as serras elétricas e o fogo. Tudo o que estava de fora dos quadrados foi abaixo. Dentro deles, a floresta permaneceu intacta. Com isso, os cientistas puderam estudar no curto e no longo prazo o que acontece com os animais e as plantas quando as florestas são isoladas.
“Os efeitos se espalharam como um câncer para dentro da área não cortada”, lê-se no artigo. “Grandes árvores morreram. Os macacos-aranha foram embora, assim como as colônias de formigas-de-correição e muitos dos pássaros que delas dependem.”
“Ao documentar mudanças generalizadas nos fragmentos de floresta, Lovejoy e seus colegas forneceram os primeiros dados brutos que os conservacionistas precisavam para promover a preservação de áreas extensas de floresta intacta”, continua a reportagem. Na década de 1970, os ecologistas debatiam se era melhor proteger grandes áreas contínuas ou hotspots de biodiversidade menores.
Em 1996, o pesquisador americano Bill Laurance, então cientista no Smithsonian, foi convocado por Lovejoy para trabalhar com os dados produzidos pelo experimento. No ano seguinte, Laurence e sua equipe relataram perda de até 36% da biomassa nos primeiros 100 metros dos fragmentos de floresta intacta em um período de isolamento de 10 a 17 anos. Os cálculos sugeriam que a perda de biomassa ao redor dos limites das florestas decorrente da fragmentação poderia produzir até 150 milhões de toneladas de emissões de carbono anualmente.
A experiência, segundo a revista, também apontou para uma possível solução: a criação de corredores selvagens a partir florestas secundárias, crescidas nas regiões em que os pastos foram abandonados, permitindo a circulação dos animais.
As pesquisas não pararam e continuam até hoje. Quantas espécies nas ilhas de floresta intacta estão fadadas à extinção? As variações rápidas nas populações de insetos e outros animais provocam mudanças no longo prazo na dispersão de sementes e na diversidade da fauna? Qual papel o aquecimento global terá? – são algumas perguntas que, segundo a reportagem, permanecem sem resposta.
IGCiência
Nasa registra forte explosão do Sol
A Nasa, agência espacial americana, registrou uma forte erupção solar na sexta-feira (3). Com fortes chamas de radiação, a erupção foi considerada de nível médio.
A imagem foi feita pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO). A sonda fica em volta do Sol em uma missão de cinco anos da Nasa voltada para o estudo das atividades solares.
As labaredas emitidas pelo Sol são da classe M5.7. 5. Isso significa que se trata de uma explosão média. As erupções solares são classificadas de acordo com o seu brilho em raios-X em um determinado intervalo de comprimento de onda. O nível mais forte de tempestades é o X, considerado dez vezes mais forte do que o M. Portanto, a recente explosão não representa perigo para a Terra.
Uma explosão solar é uma intensa erupção de radiação proveniente da liberação de energia magnética do Sol. Mas a tempestade só acontece quando um fluxo de radiação atinge o campo magnético da Terra. Isso acontece por causa das manchas solares, regiões onde existe uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol.
Esse tipo de ejeção de massa coronal dispara bilhões de toneladas de partículas no espaço, que podem alcançar grandes velocidades.Quando vem em direção ao planeta Terra, podem gerar tempestade solares.
Isso causa danos em equipamentos eletrônicos, como satélites, GPS, além de transformadores e linhas de transmissão de alta tensão, por exemplo.
O Sol tem ciclos de atividade de 11 anos, com períodos mais intensos. Os cientistas garantem que a atual temporada de tempestades é a mais intensa desde setembro de 2005. Porém, segundo a Nasa, o auge desse período deve ser no segundo semestre de 2013.
Exame.com
Oceano Ártico sofre rápido processo de acidificação, diz estudo
O Oceano Ártico sofre com um rápido processo de acidificação devido às emissões de CO2, um fenômeno que ameaça os frágeis ecossistemas da região, alertaram cientistas do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico (Amap, na sigla em inglês), que reúne estudiosos de vários países.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (6) em uma conferência internacional sobre a acidificação dos oceanos, que acontece na Noruega.
Segundo a investigação, a acidez das águas nesta parte do planeta aumentou 30% desde o início da era industrial. O Ártico é o mais vulnerável dos oceanos porque suas águas frias absorvem mais CO2 e recebem a água doce vinda dos rios e do degelo. Tais fatos reduzem a capacidade do oceano de neutralizar quimicamente o ácido proveniente do CO2.
Além disso, o crescente degelo das calotas durante o verão deixou descobertas superfícies marinhas cada vez maiores, que contribuem para maior absorção do dióxido de carbono. Segundo o estudo, no Mar da Islândia e no Mar de Barents, o pH diminuiu cerca de 0,02 por década desde o final dos anos de 1960.
Recuperação lenta
Os pesquisadores alertaram ainda que a superfície dos mares árticos sofrem mais rapidamente este processo do que as águas mais profundas.
Os pesquisadores alertaram ainda que a superfície dos mares árticos sofrem mais rapidamente este processo do que as águas mais profundas.
Outro ponto citado pelo estudo é que, mesmo que as emissões do gás de efeito estufa caíssem, seriam necessários milhares de anos para que os oceanos recuperem seu nível de acidez de antes do período industrial, há dois séculos, de acordo com o pesquisador norueguês Richard Bellerby, autor de um relatório científico sobre o assunto.
O impacto da acidificação é pouco conhecido, mas atinge de forma diferente os ecossistemas. No interior do Ártico, por exemplo, corais, moluscos e outros organismos tiveram a capacidade de calcificação alterada.
O processo ocorre devido à absorção pelos oceanos do excesso de dióxido de carbono na atmosfera, o que torna a água mais ácida. Estruturas rígidas como as conchas de ostras e o esqueleto dos corais são as mais afetadas pela alteração.
G1
Missão acha indícios de continente submerso perto da costa brasileira
Uma expedição do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) com a
cooperação da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar
(Jamstec) deixou pesquisadores mais perto de concluírem que a Elevação do Alto
Rio Grande, região mais rasa localizada a cerca de 1,5 mil quilômetros da costa
do Sudeste, é uma parte da Plataforma Continental Brasileira, que se desprendeu
e afundou com o movimento das placas tectônicas.
As novas conclusões foram obtidas a partir do apoio do submergível japonês Shinkai 6500, capaz de descer a 6,5 mil
metros de profundidade, que foi usado para coletar material da região do Alto
Rio Grande.
Por meio de dragagem, pesquisadores brasileiros já tinham
encontrado granito na região e agora confirmaram a presença da rocha com os
mergulhos possibilitados pelo veículo. Menos denso que as rochas normalmente
encontradas no fundo do oceano, o granito está mais associado aos continentes. O
Pão de Açúcar, por exemplo, é feito de granito.
"O fato de haver um continente naquela região, nos abre outras
possibilidades. Até que ponto foi uma extensão de São Paulo que se desgarrou e
ficou para trás? Isso nos leva a pensar no que fazer para a região. Não só
conhecer, mas requerer essa área", disse Roberto Ventura, diretor de Geologia e
Recursos Minerais do CPRM. Ele conta que o Alto Rio Grande tem sido chamado de
Atlântida no órgão, em referência ao mitológico continente que teria afundado no
oceano.
Alto Rio Grande pode ter tamanho do Estado de São
Paulo
O tamanho do Alto Rio Grande ainda não foi definido com clareza, mas Ventura estima que seja comparável ao Estado de São Paulo. O diretor conta que países como Rússia e França já requereram áreas no Atlântico Sul, onde a China também realiza pesquisas, o que torna o estudo estratégico para o Brasil, que possui a maior costa do oceano. A longo prazo, segundo o geólogo, a região pode se tornar um ponto de mineração submarina, com a perspectiva de extração de ferro, manganês e cobalto.
O tamanho do Alto Rio Grande ainda não foi definido com clareza, mas Ventura estima que seja comparável ao Estado de São Paulo. O diretor conta que países como Rússia e França já requereram áreas no Atlântico Sul, onde a China também realiza pesquisas, o que torna o estudo estratégico para o Brasil, que possui a maior costa do oceano. A longo prazo, segundo o geólogo, a região pode se tornar um ponto de mineração submarina, com a perspectiva de extração de ferro, manganês e cobalto.
O Shinkai 6500 custou cerca de US$ 130 milhões ao governo japonês
e faz pesquisas em águas profundas desde 1991. Também foram investidos US$ 100
milhões no navio Yokosuka, para adequar a embarcação para transportar o
submergível. Hiroshi Kitazato, pesquisador japonês que coordenou os trabalhos da
Jamstec na expedição, destacou o interesse do país asiático em pesquisar o
oceano: "Essa é a região que menos foi explorada no mundo inteiro. Então,
acreditamos que é muito importante pesquisá-la. Antes, o Shinkai fez expedições
mais próximas ao Japão, no Índico e no Pacífico", disse.
Roberto Ventura conta que um submergível como o Shinkai e um navio
como o Yokosuka são tecnologias que "não podem ser compradas em prateleiras",
pois precisam ser desenvolvidas e operadas por pessoal capacitado, condições de
que o Brasil ainda não dispõe. O pesquisador criticou a burocracia a que estão
submetidas pesquisas científicas, que precisam de importações de peças. "O nosso
amadurecimento precisa ser na questão burocrática também. Para a gente competir,
do ponto de vista tecnológico, em ciência, a gente precisa ser muito mais ágil",
destacou.
O pesquisador do CPRM Eugênio Frazão esteve em um dos sete
mergulhos em grande profundidade. O pesquisador levou cerca de uma hora e meia
para atingir a profundidade de 4,2 mil metros. O mergulho durou cerca de oito
horas. Ele destaca que, além de rochas continentais, foram encontradas espécies
não conhecidas em situações muito adversas, e até um coral com caraterísticas
específicas de águas profundas.
A expedição Iatá-Piuna, "Navegando em Águas Profundas e Escuras",
em tupi-guarani, teve início em 13 de abril, na Cidade do Cabo, na África do Sul
e percorreu, no primeiro trecho, a Elevação do Rio Grande e a Cordilheira de São
Paulo. No segundo trecho, será explorado o Platô de São Paulo. Seis
pesquisadores brasileiros acompanham o navio que depois de pesquisar o Atlântico
Sul, segue para o Mar do Caribe.
Nesta segunda-feira, representantes da Jamstec, da Embaixada do
Japão no Brasil e do governo brasileiro se reuniram no Píer Mauá para celebrar a
cooperação entre os dois países e para dar início à exposição "A Nova Fronteira
do Conhecimento", que ficará aberta ao público hoje e receberá alunos de escolas
públicas nesta terça-feira.
domingo, 5 de maio de 2013
Chuva de meteoros de restos do cometa Halley acontece nesta madrugada
Todo ano a Terra passa por detritos deixados pelo Cometa Halley no espaço, que ao entrarem em contato com a atmosfera geram a chuva de meteoros conhecida como Eta Aquarid. Este ano, o pico será às 22h (horário de Brasília) deste domingo (5), com uma tava de 30 a 40 meteoros por hora no momento máximo, e terá melhor visualização no hemisfério Sul.
Bolas de fogo são comuns nesta chuva de meteoros, mas para vê-las é preciso estar longe das luzes das cidades. Para quem não conseguir enxergar a chuva à olho nu, a Nasa (Agência Espacial americana) irá transmitir ao vivo imagens do Centro de Voo Espacial Huntsville, os EUA. Para assistir, acesse a transmissão ao vivo.
Ao mesmo tempo, o astrônomo do centro Bill Cooke irá participar de um chat ao vivo (em inglês) para comentar a chuva, da meia noite até 4h do dia 6 no site da Nasa.
O cometa Halley é visto da Terra a cada 76 anos, a última vez foi em 1986 e não deve ser visto até 2061, mas a chuva de meteoros causada por seus detritos ocorre todo ano. A chuva ganha o nome de Eta Aquarid porque as estrelas cadentes parecem ter se originado na Constelação de Aquário.
sábado, 4 de maio de 2013
Vulcão: Etna será proclamado patrimônio da UNESCO em junho
"O monte Etna é renomado pelo excepcional nível de atividade vulcânica e por testemunhar tais atividades há mais de 2700 anos. A notoriedade, a importância científica e os valores culturais e educativos no local possuem um significado de relevância global", informa uma declaração do governo.
Para o Ministério, é um resultado "que reconhece a singularidade do patrimônio natural italiano, o valor das políticas nacionais de conservação e o trabalho realizado nos últimos anos do Parque Etna e do Ministério do Ambiente, que em janeiro de 2012 patrocinou a candidatura".
Jornal do Brasil
Por que as abelhas estão morrendo
Desde 2006, uma doença está dizimando abelhas nos Estados Unidos e Europa. As abelhas saem das colmeias para a polinização e simplesmente não retornam, morrendo longe de casa. Em pouco tempo, a colmeia entra em colapso. Esse fenômeno, batizado de Desordem do Colapso das Colmeias, preocupa produtores de mel. Estima-se que a população de abelhas caiu 40% nos Estados Unidos e 50% na Europa nos últimos 25 anos.
As causas desse colapso ainda não estão completamente explicadas pela ciência. Várias teorias foram formuladas, e ambientalistas culpam o uso indiscriminado de agrotóxicos. A situação é tão complicada que a União Europeia baniu, nesta semana, o uso de um tipo de pesticida pelos próximos dois anos.
Na última quinta-feira (2), o Departamento de Agricultura dos EUA publicou um relatório com os resultados de uma pesquisa conjunta envolvendo 175 pessoas, entre cientistas, apicultores, conservacionistas e representantes do governo e das empresas de agrotóxico. O estudo concluiu que pesticidas fazem parte do problema, mas que a morte das abelhas é resultado de uma mistura de vários fatores.
Segundo o relatório americano, as principais causas da morte das abelhas são:
Ácaros parasitas: o ácaro Varroa destructor é considerado pelo relatório americano como o “a principal praga que afeta as abelhas”. Esse ácaro ataca as colmeias, onde se reproduz, e abre as portas para a infecção de vírus nas abelhas. O ácaro foi responsável pelo colapso de colmeias no Havaí e no Canadá.
Pesticidas: uma série de estudos europeus liga diretamente o uso de uma toxina, chamada neonicotinoide, com a morte de rainhas e zangões. Essa toxina é encontrada em pesticidas considerados de pouco impacto ambiental, porque exigem menor quantidade de aplicações na produção, reduzindo o risco de contaminação. Os pesquisadores descobriram que essa neurotoxina estava se concentrando no néctar das plantas, contaminando as abelhas e matando as rainhas. No entanto, os estudos foram feitos em laboratórios, e ainda precisam ser replicados em condições naturais.
Má nutrição: as abelhas também gostam de variar o cardápio, buscando pólen e néctar em diferentes plantas e flores. Mas a expansão de monoculturas, que se espalham por grandes áreas com um único tipo de produção, reduz a variação e compromete a nutrição das abelhas, deixando-as mais fracas e vulneráveis a doenças.
Baixa diversidade genética: as técnicas de produção e apicultura diminuíram a diversidade nos genes das abelhas de uma colmeia. Quando essa variedade de genes é pequena, aumenta a incidência de doenças, as abelhas são menos produtivas e mais vulneráveis ao ácaro Varroa destructor.
O colapso das colmeias coloca em risco não só as abelhas, mas toda a produção de alimentos, já que as lavouras de grãos e frutas dependem da polinização. No Brasil, alguns apicultores enfrentaram problemas, mas não na mesma intensidade da morte das abelhas nos EUA e Europa.
Época.com
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Produtos de higiene contaminam o ar de Chicago
À beira de uma revisão regulatória federal, compostos químicos encontrados em desodorantes, loções e condicionadores de cabelos estão aparecendo no ar de Chicago em níveis que cientistas consideram alarmantes.
Os compostos voláteis – siloxanos cíclicos – estão viajando para locais tão distantes quanto o Ártico, e podem ser tóxicos para a vida aquática.
“Essas substâncias estão simplesmente em todo lugar”, declara Keri Hornbuckle, professora de engenharia da University of Iowa e coordenadora de novo estudo.
As concentrações eram 10 vezes maiores no ar de Chicago que no ar de West Branch, Iowa, e quatro vezes maior que em Cedar Rapids, Iowa.
Hornbuckle explicou que as descobertas são preocupantes porque os compostos são onipresentes e foram detectados em níveis muito mais altos que outros contaminantes ambientes. “Essas são concentrações altas, que estão me preocupando de verdade”, admitiu ela.
Mas não se sabe se inalar esses compostos traz riscos. Não existem estudos medindo a exposição das pessoas ou investigando possíveis riscos de saúde.
No ar de Chicago o composto predominante, conhecido como D5, estava presente em níveis três vezes maiores que os normais de bifenil policlorado (PCB). PCBs são substâncias químicas persistentes, banidos na década de 70. O D5 é mais comumente usado em sabonetes, loções, xampus e condicionadores.
Os compostos voláteis – siloxanos cíclicos – estão viajando para locais tão distantes quanto o Ártico, e podem ser tóxicos para a vida aquática.
“Essas substâncias estão simplesmente em todo lugar”, declara Keri Hornbuckle, professora de engenharia da University of Iowa e coordenadora de novo estudo.
As concentrações eram 10 vezes maiores no ar de Chicago que no ar de West Branch, Iowa, e quatro vezes maior que em Cedar Rapids, Iowa.
Hornbuckle explicou que as descobertas são preocupantes porque os compostos são onipresentes e foram detectados em níveis muito mais altos que outros contaminantes ambientes. “Essas são concentrações altas, que estão me preocupando de verdade”, admitiu ela.
Mas não se sabe se inalar esses compostos traz riscos. Não existem estudos medindo a exposição das pessoas ou investigando possíveis riscos de saúde.
No ar de Chicago o composto predominante, conhecido como D5, estava presente em níveis três vezes maiores que os normais de bifenil policlorado (PCB). PCBs são substâncias químicas persistentes, banidos na década de 70. O D5 é mais comumente usado em sabonetes, loções, xampus e condicionadores.
É provável que os compostos também estejam presentes em altas concentrações no ar de muitas cidades, mas ninguém os pesquisou outros lugares ainda. Os Estados Unidos produzem ou importam entre 91 milhões e 454 milhões de quilos de siloxanos cíclicos todos os anos, de acordo com estimativas da Agência de Proteção Ambiental do país.
Muitas pessoas esfregam esses compostos todos os dias em seus corpos. Eles estão presentes em quase metade dos itens de cuidados pessoais, com até dois terços da massa do produto em alguns casos, de acordo com um estudo de 2008 realizado pelo Departamento de Saúde Pública de Nova York e um estudo de 2009 da Health Canada. Eles são usados nesses produtos porque são inodoros, incolores e suaves ao tato.
O novo estudo não rastreou a origem das substâncias químicas, mas sugere que produtos de cuidados pessoais são uma grande fonte já que o D5 era o composto dominante tanto em amostras de ar doméstico quanto em amostras externas.
Concentrações domésticas de ar nos laboratórios e escritórios da University of Iowa eram de 30 a 75 vezes maiores que as amostras externas de ar da Cedar Rapids e West Branch, e o D5 compunha 97% da massa de amostras internas.
“É com base na população”, explica Rachel Yucuis, estudante de mestrado da University of Iowa e principal autora do novo estudo. “E em lugares fechados você tem tanto os produtos pessoais no meio quanto os que as pessoas estão usando, em um espaço concentrado”.
À noite, níveis de siloxanos cíclicos eram cerca de 2,7 vezes maiores que durante o dia, o que provavelmente se deve a mudanças na atmosfera ao anoitecer, pondera Yucuis.
Muitas pessoas esfregam esses compostos todos os dias em seus corpos. Eles estão presentes em quase metade dos itens de cuidados pessoais, com até dois terços da massa do produto em alguns casos, de acordo com um estudo de 2008 realizado pelo Departamento de Saúde Pública de Nova York e um estudo de 2009 da Health Canada. Eles são usados nesses produtos porque são inodoros, incolores e suaves ao tato.
O novo estudo não rastreou a origem das substâncias químicas, mas sugere que produtos de cuidados pessoais são uma grande fonte já que o D5 era o composto dominante tanto em amostras de ar doméstico quanto em amostras externas.
Concentrações domésticas de ar nos laboratórios e escritórios da University of Iowa eram de 30 a 75 vezes maiores que as amostras externas de ar da Cedar Rapids e West Branch, e o D5 compunha 97% da massa de amostras internas.
“É com base na população”, explica Rachel Yucuis, estudante de mestrado da University of Iowa e principal autora do novo estudo. “E em lugares fechados você tem tanto os produtos pessoais no meio quanto os que as pessoas estão usando, em um espaço concentrado”.
À noite, níveis de siloxanos cíclicos eram cerca de 2,7 vezes maiores que durante o dia, o que provavelmente se deve a mudanças na atmosfera ao anoitecer, pondera Yucuis.
Com níveis elevados no ar de Chicago, é possível que a vida selvagem na maior fonte de água doce do mundo – os Grandes Lagos – fique contaminada com eles, o que ainda não foi analisado, lembrou Hornbuckle. Laboratórios ao longo da região dos Grandes Lagos estão avaliando maneiras de medir os compostos de acordo com um estudo realizado em 2010 pela Environment Canada sobre contaminantes emergentes nos Grandes Lagos
Siloxanos cíclicos viajam o mundo. Leva cerca de duas semanas para que o D4 e o D5 se degradem na atmosfera. “O ar pode circundar o globo inteiro em uma semana”, explicou McLachlan.
Em 2011, pesquisadores canadenses amostraram o ar de 20 locais do mundo todo – incluindo cinco no Ártico – e encontraram os compostos em todos os lugares. De acordo com McLachlan, no inverno, quando há menos luz do sol para destruir as substâncias químicas, o Ártico tem um pico. Pesquisadores também descobriram que usinas de tratamento de água e esgoto estão altamente contaminadas com eles.
“Eles [os siloxanos cíclicos] são muito diferentes se comparados a outros contaminantes químicos do ambiente”, explicou McLachlan. “Estamos apenas começando a entender como eles se comportam”.
Siloxanos cíclicos viajam o mundo. Leva cerca de duas semanas para que o D4 e o D5 se degradem na atmosfera. “O ar pode circundar o globo inteiro em uma semana”, explicou McLachlan.
Em 2011, pesquisadores canadenses amostraram o ar de 20 locais do mundo todo – incluindo cinco no Ártico – e encontraram os compostos em todos os lugares. De acordo com McLachlan, no inverno, quando há menos luz do sol para destruir as substâncias químicas, o Ártico tem um pico. Pesquisadores também descobriram que usinas de tratamento de água e esgoto estão altamente contaminadas com eles.
“Eles [os siloxanos cíclicos] são muito diferentes se comparados a outros contaminantes químicos do ambiente”, explicou McLachlan. “Estamos apenas começando a entender como eles se comportam”.
Scientific American
Brasil é país mais bem informado sobre biodiversidade
O brasileiro é o povo mais bem informado a respeito de biodiversidade. O título foi dado pela pesquisa Barômetro de Biodiversidade 2013, feita pela União para o Biocomércio Ético (UEBT). Em sua quinta edição, o estudo avaliou o nível de conhecimento e preocupação da população de dez países, além do Brasil, com relação à fauna e flora.
Segundo o documento, 96% dos entrevistados nascidos em solo brasileiro já ouviram falar de biodiversidade, enquanto 51% sabem definir o termo corretamente. O segundo lugar do ranking dos mais bem informados ficou com a França, seguida, respectivamente, por China, Suíça, Coréia do Sul, Inglaterra, Japão, EUA, Peru, Alemanha e Índia, onde apenas 19% da população já ouviu falar em biodiversidade.
A média brasileira também foi superior à média global, que apontou que 75% dos consumidores do mundo conhecem o termo, embora só 39% saibam defini-lo corretamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os documentários, as instituições de ensino e a publicidade são as três principais fontes que os brasileiros utilizam para se manter bem informados a respeito do assunto.
PREOCUPAÇÃO NA HORA DAS COMPRAS
No quesito consumo consciente, os brasileiros também apresentaram resultados satisfatórios: 81% dos entrevistados do país afirmam se preocupar em conhecer a origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas, mostrando que se preocupam com a preservação da natureza.
Globalmente, 84% dos consumidores deixariam de comprar produtos de marcas que não possuem boas práticas na cadeia de abastecimento e 87% desejam que as empresas deem mais informações a respeito do assunto. No setor de beleza, por exemplo, apenas 24% das 100 companhias líderes de mercado comunicam sobre o tema, enquanto no setor de alimentos a percentagem é de 31%.
"O Barômetro da Biodiversidade não só mostra uma crescente conscientização sobre o tema como também retrata que o respeito à fauna e flora representa grandes oportunidades de negócio", afirmou Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, durante o evento de lançamento da pesquisa, que aconteceu em Paris.
National geographic
Estudo mostra que mudança climática deve aumentar os períodos de chuva pesada e seca na Terra
Um estudo realizado por pesquisadores da Nasa mostra que o aquecimento global pode aumentar o risco de chuvas pesadas e períodos de seca no futuro. Os pesquisadores realizaram simulações em computadores de 14 modelos climáticos para mostrar como os níveis cada vez maiores de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera podem afetar todo o regime de chuvas no planeta.
Segundo os resultados, as regiões úmidas do planeta, principalmente as que se localizam no Oceano Pacífico e nas regiões de monções da Ásia, devem ver um aumento na precipitação intensa; enquanto as áreas áridas localizadas mais longe dos trópicos devem se tornar ainda mais secas. "Em resposta ao aquecimento, o ciclo global da água passa por uma competição gigantesca pela umidade, resultando em um padrão de aumento nas chuvas pesadas, diminuição das chuvas moderadas, e secas prolongadas em certas regiões", afirma William Lau, pesquisador do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, e autor do estudo, que foi aceito para publicação na revista Geophysical Research Letters.
O modelo projetado pelos cientistas prevê que, para cada aumento de um grau Fahrenheit (cerca de 0,56 grau Celsius), a queda de chuva pesada deve aumentar globalmente em 3,9%, enquanto a de chuva leve deve aumentar 1%. No entanto, a quantidade total de chuva no planeta não vai mudar, pois a chuva moderada deve diminuir em 1,4%. Segundo os cientistas, um período de chuva pesada é definido como o mês em que cai, em média, 0,889 centímetros de chuva por dia. O período de chuva leve é aquele que recebe 0,025 centímetros por dia, e o de chuva moderada é aquele que recebe entre 0,102 e 0,229 centímetros.
O modelo projetado pelos cientistas prevê que, para cada aumento de um grau Fahrenheit (cerca de 0,56 grau Celsius), a queda de chuva pesada deve aumentar globalmente em 3,9%, enquanto a de chuva leve deve aumentar 1%. No entanto, a quantidade total de chuva no planeta não vai mudar, pois a chuva moderada deve diminuir em 1,4%. Segundo os cientistas, um período de chuva pesada é definido como o mês em que cai, em média, 0,889 centímetros de chuva por dia. O período de chuva leve é aquele que recebe 0,025 centímetros por dia, e o de chuva moderada é aquele que recebe entre 0,102 e 0,229 centímetros.
Tempestades e secas — As áreas que devem ter o maior aumento na quantidade de chuvas pesadas são as regiões próximas ao Equador, principalmente no Oceano Pacífico e nas regiões de monções no sudeste asiático. Enquanto isso, algumas regiões fora dos trópicos vão passar a receber menos chuvas — algumas passando por longos períodos sem nenhuma precipitação. Segundo os modelos climáticos analisados, para cada um grau Fahrenheit de aquecimento, a duração dos períodos de seca deve aumentar, globalmente, em 2,6%.
No Hemisfério Norte, as principais áreas a serem atingidas pela seca incluem os desertos e regiões áridas dos Estados Unidos, México, Norte da África, Oriente Médio, Paquistão e Noroeste da China. No Hemisfério Sul, as secas se tornarão mais comuns na África do Sul, no Noroeste da Austrália e Nordeste do Brasil.
Segundos os cientistas da Nasa, os eventos que terão maior impacto na sociedade serão a diminuição nas chuvas moderadas e as secas, uma vez que devem acontecer em regiões habitadas por muitas pessoas. "Ironicamente, as regiões que irão começar a ter maiores quedas de chuva deverão sofrer um impacto menor, pois, excetuando-se as regiões de monções na Ásia, se encontram sobre oceanos", diz William Lau.
Os pesquisadores basearam sua análise em simulações de períodos de 140 anos realizadas a partir de 14 modelos climáticos. A simulação começa com concentrações de CO2 de cerca de 280 partes por milhão — similar aos níveis pré-industriais e bem abaixo das 400 partes por milhão vistas hoje em dia — e aumentou o valor em 1% ao ano. Essa taxa de crescimento no concentração de CO2 é consistente com a projetada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Veja.com
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Temperatura do planeta avançou até 2° C em 2012
O ano de 2012 foi um dos dez mais quentes de toda a história. O alerta é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que publica, nesta quinta-feira, 02, sua avaliação sobre a situação climática e o avanço do aquecimento global.
Entre os destaques está o Nordeste brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em meio século. Foi uma das anomalias climáticas mais importantes do planeta no ano, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. Na América do Sul e no Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.
Entre os destaques está o Nordeste brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em meio século. Foi uma das anomalias climáticas mais importantes do planeta no ano, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. Na América do Sul e no Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.
Apesar do impacto do La Niña, no início do ano, reduzindo as temperaturas em várias partes do mundo, 2012 entra para os registros como o nono ano mais quente já identificado pelos cientistas. Em média, registraram-se temperaturas terrestres e da superfície dos oceanos 0,45°C acima da média de 14°C do período entre 1961 e 1990. Por 27 anos consecutivos, a média registrada tem ficado acima do período de comparação.
Na América do Sul, o impacto da elevação de temperaturas foi ainda maior. A onda de calor que atingiu o Brasil foi destacada pela entidade. Já a Argentina viveu seu ano mais quente desde 1961. O caso do Nordeste é alvo de um especial alerta dos especialistas e, para a entidade ligada à ONU, é um exemplo da intensificação dos fenômenos extremos no clima mundial. O auge da seca teria sido registrado entre março e maio, com um déficit de chuva de 300 milímetros.
"Isso teve um impacto severo sobre a população da Região Nordeste", indicou o informe. "A seca severa afetou mais de 1,1 mil cidades, ameaçando a vida das populações locais e seus abastecimentos de alimento", apontou.
"Isso teve um impacto severo sobre a população da Região Nordeste", indicou o informe. "A seca severa afetou mais de 1,1 mil cidades, ameaçando a vida das populações locais e seus abastecimentos de alimento", apontou.
Entre os cientistas da entidade, a onda de calor e as anomalias são vistas com preocupação. "Esse é um sinal alarmante", declarou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. "Tudo indica que o aquecimento continuará a ocorrer, por causa da concentração de gases de efeito estufa", insistiu. Além do caso brasileiro, outros destaques foram o aumento de temperatura e a seca na Rússia, América do Norte e Norte da África.
Furacão Sandy
Para Jarraud, fenômenos extremos são comuns. Mas, com o aquecimento do planeta, eles estariam ganhando dimensões inéditas. O impacto desses desastres também estaria aumentando. Em 2012, por exemplo, os níveis dos mares estavam 20 centímetros acima do que era registrado em 1880, o que estaria levando furacões como Sandy a ter consequências bem mais desastrosas que há cem anos.
Furacão Sandy
Para Jarraud, fenômenos extremos são comuns. Mas, com o aquecimento do planeta, eles estariam ganhando dimensões inéditas. O impacto desses desastres também estaria aumentando. Em 2012, por exemplo, os níveis dos mares estavam 20 centímetros acima do que era registrado em 1880, o que estaria levando furacões como Sandy a ter consequências bem mais desastrosas que há cem anos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Avião "escapa de colisão com Óvni" na Escócia
Um relatório divulgado na Grã-Bretanha revelou que um avião de
passageiros quase colidiu no ar com um misterioso objeto voador não identificado
(ovni) quando a aeronave, um Airbus A320, estava se preparando para pousar no
aeroporto internacional de Glasgow, na Escócia.
Segundo o relatório, preparado pela organização britânica que avalia
segurança aérea e investiga casos de quase colisão no país, a UK Airprox Board,
o episódio ocorreu em 2 de dezembro do ano passado. O avião já estava com as
luzes de pouso acesas, em condições meteorológicas boas e a uma altitude de
quase 1,2 mil metros, quando o piloto viu um objeto "emergir à frente".
O objeto teria passado diretamente abaixo da aeronave, a pouco mais de 90
metros de distância, antes que a tripulação tivesse tempo de tomar medidas
preventivas (para o caso de uma colisão) ou "realmente registrar" o que seria
este objeto.
O ovni não apareceu no radar, e o piloto do Airbus afirmou que o risco de
colisão foi "alto".
Tanto os tripulantes quanto o piloto concordam que o objeto parecia ser
amarelo e azul e ter uma pequena área frontal, mas era "maior que um balão".
Durante o incidente, o piloto chegou a perguntar a um controlador de tráfego
aéreo de Glasgow se ele estava em contato com alguma outra aeronave na área, mas
o controlador afirmou que não estava falando com mais ninguém e não tinha
registrado nada no radar.
28 segundos
Os controladores de tráfego aéreo informaram que não obtiveram vestígios de outros objetos na área do incidente. Mas o radar do outro aeroporto
de Glasgow, o aeroporto de Prestwick, captou uma "rota não identificada" a 1,3
milha náutica (cerca de 2,4 km) da posição do Airbus A320 apenas 28 segundos
antes.
"Parece que escapamos por apenas algumas centenas de pés, veio diretamente
abaixo de nós. Onde quer que estivéssemos quando chamamos o controle de tráfego
aéreo, (o objeto) estava a cerca de dez segundos (de distância). Não posso dizer
em qual direção estava indo, mas veio diretamente abaixo de nós", disse o piloto
quando a aeronave pousou.
Quando perguntado se o objeto poderia ser um "planador ou coisa parecida", o
piloto respondou que "poderia ser um ultraleve. Parecia grande demais para um
balão".
Mistério
O relatório informou que os investigadores não conseguiram determinar o que
era o objeto.
"A investigação das fontes de vigilância disponíveis não foi capaz de
rastrear qualquer atividade que corresponda àquela descrita pelo piloto do A320.
Adicionalmente, não havia nenhuma outra informação que indicasse a presença (de
outra aeronave) ou atividade na área", afirmou o relatório.
A UK Airprox Board também afirmou que acredita ser improvável que o objeto
tenha sido uma aeronave de asas fixas, helicóptero ou balão de ar quente, pois o
objeto não apareceu no radar como estes objetos apareceriam.
O relatório também afirmou que um balão meteorológico apareceria no radar.
Além disso, um balão destes não teria sido solto naquela região.
A organização não descartou a possibilidade de o ovni ser um planador, mas
afirmou que seria improvável a presença de uma aeronave destas na região de
Glasgow devido à falta de espaço aéreo e de atividade térmica necessária para o
voo de planador. Na época do incidente, Glasgow registrava temperaturas
baixas.
Outros tipos de objetos, como uma asa-delta ou semelhantes, apareceriam no
radar, segundo a UK Airprox Board.BBC.com
Maior telescópio infravermelho já construído é desligado
A Agência Espacial Européia (ESA) colocou o Herschel em órbita em 2009 para uma missão de pouco mais de 3 anos. O limite foi imposto pela evaporação pouco a pouco do hélio líquido usado para refrigerar seus sistemas, mantidos próximos do zero absoluto (menor temperatura possível). Lançado com 2300 litros do refrigerante, ao completar quase 4 anos de uso o hélio finalmente se esgotou e o aumento de temperatura do sistema obrigou os cientistas a desligá-lo.
Enquanto esteve em operação, o maior telescópio construído para o registro de ondas infravermelhas fez 35 mil observações e gerou dados por mais de 25 mil horas para cerca de 600 programas de observação do espaço. "O Herschel superou todas as expectativas, proporcionando um tesouro incrível de dados que vai manter os astrônomos ocupados por muitos anos", disse o professor Alvaro Gimenez Canete, diretor de Ciência e Exploração Robótica da Agência.
Os dados do telescópio foram usados para produzir imagens belíssimas e exóticas, que revelaram as redes intrincadas de gases e poeira cósmica que se espalham pela Via Láctea e outras galáxias. "O Herschel nos deu uma nova visão de Universo até então escondido, apontando para um processo inédito de nascimento de estrelas e formação de galáxias, o que nos permite procurar por água através do Universo em nuvens de moléculas em estrelas recém-nascidas, em seus dicos de formação planetária e nos cometas", disse Goran Pilbratt, cientista do projeto.
Enquanto esteve em operação, o maior telescópio construído para o registro de ondas infravermelhas fez 35 mil observações e gerou dados por mais de 25 mil horas para cerca de 600 programas de observação do espaço. "O Herschel superou todas as expectativas, proporcionando um tesouro incrível de dados que vai manter os astrônomos ocupados por muitos anos", disse o professor Alvaro Gimenez Canete, diretor de Ciência e Exploração Robótica da Agência.
Os dados do telescópio foram usados para produzir imagens belíssimas e exóticas, que revelaram as redes intrincadas de gases e poeira cósmica que se espalham pela Via Láctea e outras galáxias. "O Herschel nos deu uma nova visão de Universo até então escondido, apontando para um processo inédito de nascimento de estrelas e formação de galáxias, o que nos permite procurar por água através do Universo em nuvens de moléculas em estrelas recém-nascidas, em seus dicos de formação planetária e nos cometas", disse Goran Pilbratt, cientista do projeto.
Galileu.com
terça-feira, 30 de abril de 2013
Fertilizantes: Pode a agricultura destruir nosso planeta?
N. Nitrogênio. Número atômico 7. Invisível e sem gosto. Mas está sempre em nosso estômago. Ele é o motor da agricultura, a chave da abundância em nosso mundo repleto de gente esfomeada
Sem esse elemento insociável, pouco propenso a se juntar a outros gases, não há como viabilizar o mecanismo da fotossíntese – nenhuma proteína pode se formar e nenhuma planta pode crescer. O milho, o trigo e o arroz, as safras de crescimento rápido das quais a humanidade depende para sobreviver, estão entre as plantas que mais absorvem nitrogênio. Na realidade, elas requerem mais nitrogênio do que a natureza consegue fornecer.
É aí que entra a química moderna. Depois de capturado por usinas gigantescas, o gás nitrogênio inerte na atmosfera é forçado a unir-se com o nitrogênio do gás natural – surgem assim os compostos reativos tão almejados pelas plantas. Esse fertilizante nitrogenado (do qual uma centena de milhões de toneladas são usadas a cada ano ao redor do mundo) é o que torna abundante as colheitas. Sem ele, a civilização humana em sua forma atual não existiria. O solo do planeta não poderia fornecer a todas as 7 bilhões de pessoas os alimentos a que estão acostumadas. Na verdade, quase metade do nitrogênio encontrado nos músculos e tecidos de nosso corpo surgiu em alguma fábrica de fertilizantes.
Todavia, esse milagre moderno tem um custo. O escoamento do excesso de nitrogênio sufoca a fauna silvestre em lagos e estuários, contamina os lençóis freáticos e contribui para o aquecimento global. Enquanto um mundo esfomeado se prepara para receber mais bilhões de bocas que precisam ingerir proteínas ricas em nitrogênio, o que restará de ar e água não poluídos em meio à crescente demanda por terras férteis?
O dilema do nitrogênio é explícito na China, um país que adora sua comida e teme a possibilidade de exaurir as fontes de abastecimento. Para um visitante, tal ansiedade soa despropositada. No restaurante San Geng Bi Feng Gang, nos arredores de Nanquim, acompanho, assombrado, o desfile de pratos: peixe no vapor, costeletas de carneiro fritas, sopa de flor de crisântemo e ovo, talharim com batata-doce, brócolis frito, inhame e vasilhas fumegantes de arroz.
“Você sempre se alimenta bem assim?”, pergunto ao cientista Liu Tianlong, um especialista em agricultura que está me apresentando aos cultivadores da vizinhança. O sorriso de menino desaparece e, de repente, uma sombra tolda suas feições. “Quando eu era pequeno, ficava contente ao receber três vasilhas de arroz."
Liu cresceu logo após a grande fome que assolou a China de 1959 a 1961, na qual se estima que tenham morrido 30 milhões de pessoas. A seca desempenhou um papel, mas o responsável pela catástrofe foi o presidente Mao, e seus caprichos. Promovido pelo líder chinês, o Grande Salto Adiante pressupunha a coletivização da produção agrícola e obrigou os camponeses a entregar as colheitas para uma burocracia centralizada.
Mesmo atenuada, a escassez de alimentos prosseguiu até o fim da década de 1970, quando os cultivadores retomaram o controle de suas safras. “No prazo de apenas dois anos, quase que da noite para o dia, havia comida em profusão”, relembra Deli Chen, que, menino, testemunhou essas reformas em um vilarejo produtor de arroz na província de Jiangsu. Hoje, ele é especialista em solo da Universidade de Melbourne, na Austrália.
No entanto, os lavradores chineses logo toparam com outra barreira: os limites das terras cultiváveis. A população da China incorporou 300 milhões de pessoas entre 1970 e 1990. Não foi nada fácil para a agricultura tradicional do país atender a essa demanda.
Song Linyuan, um lavrador idoso porém lépido de um povoado a nordeste de Nanquim, ainda se lembra da época em que mantinha seu meio hectare cultivável tão fértil quanto possível: fazia a compostagem do lixo doméstico e usava o esterco de seus porcos e galinhas. Isso significava o acréscimo de 110 quilos de nitrogênio por hectare ao ano. Ele colhia de 2 950 a 3 750 quilos de arroz por hectare. Essa é uma safra respeitável, uma produtividade melhor que em muitas regiões do globo. Mas hoje ele consegue o dobro disso: 8 170 quilos por hectare – resultado com que muitos produtores só conseguem sonhar.
adubo é crucial; outros consideram mais importantes as sementes melhoradas. Na verdade, as duas tecnologias estão associadas. As variedades de arroz e trigo de alta produtividade desenvolvidas nas décadas de 1950 e 1960 apenas poderiam exibir todo o seu potencial caso recebessem outra dose de nitrogênio.
O que fez a diferença? “Adubos melhores”, diz ele. Estamos sentados em uma loja em meio a outros agricultores. A resposta de Song Linyuan desencadeia uma discussão acalorada. Alguns concordam que o
As autoridades chinesas procuraram assegurar que essas safras fossem bem adubadas. Entre 1975 e 1995, construíram centenas de usinas de nitrogênio. A fabricação de fertilizantes foi quadruplicada pelo país, e a China transformouse no maior produtor mundial. Song Linyuan agora usa cinco vezes mais fertilizante que antes. Os campos estão saturados de ureia – uma forma seca de nitrogênio –, lançada em punhados de grânulos alvos como neve entre os brotos verdes. Isso equivale a 600 quilos de nitrogênio por hectare. Os cultivadores de legumes usam ainda mais fertilizante. Alguns chegam a aplicar 1 ou 2 toneladas por hectare.
Poucos agricultores acreditam que isso pode ser danoso, mas os cientistas contam outra história. “O adubo nitrogenado é usado em excesso, em uma proporção de 30% a 60%, em campos de cultivo de manejo intenso”, diz Xiaotang Ju, da Universidade Agrícola da China em Pequim. Aplicados na terra, os compostos nitrogenados se dispersam pelo ambiente, alterando nosso mundo, não raro de maneira indesejável. Parte do nitrogênio é carregada das plantações para os rios ou se dilui na atmosfera. Outra porção é ingerida, sob a forma de grãos, por seres humanos ou animais de criação, mas, em seguida, retorna ao ambiente como dejeto ou excremento.
Deli Chen lembra-se das pescarias que fazia quando pequeno. “O rio tinha água translúcida”, conta. Mas aí, por volta de 1980, “era impossível ver os peixes”. A turvação devia-se em parte à proliferação de fitoplâncton, um sinal de que a água se tornou eutrófica (sobrecarregada de nutrientes). Um levantamento de 40 lagos chineses constatou que metade deles apresentava quantidade excessiva de nitrogênio ou de fósforo – com frequência, o adubo com fósforo é o responsável pela proliferação de algas nos lagos.
National Geographic
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