terça-feira, 17 de setembro de 2013

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Cientistas concluem que a Voyager 1 está mergulhada no denso ambiente interestelar

Voyager 1 passou a ser associada a alarmes falsos depois que cientistas noticiaram muitas vezes que ela estava prestes a deixar o sistema solar  para, em seguida,  reconhecer que ela ainda estava aqui. Agora, pesquisadores afirmam que novas evidências mostram que a Voyager realmente partiu esfera de influência do Sol e se tornou o primeiro artefato humano a alcançar o espaço interestelar.
Lançada em 1977, a Voyager 1 está se movendo para longe de nós, viajando cerca de 3,5 vezes a distância Terra-Sol a cada ano. A sonda está agora a cerca de 18,2 bilhões de quilômetros da Terra , mais longe do que qualquer equipamento enviado pelo homem ao espaço. ( Sua nave irmã, a Voyager 2 , tomou um caminho mais tortuoso da Terra e é agora cerca de 14,8 bilhões km de distância. )
Os cientistas há muito tempo esperando Voyager 1 para sair da heliosfera  e entrar em uma região com maior abundância de partículas originadas em antigas explosões de outras estrelas. Como a Voyager 1 perdeu  a capacidade de registrar este plasma de partículas, não havia forma direta de confirmar a ocorrência da transição.
A bênção veio de uma erupção no sol no março de 2012, que enviou material solar para o espaço. Quando a ejeção atingiu Voyager 1 treze meses depois, em abril de 2013, provocou vibração do plasma local.
O detector de ondas de plasma da Voyager 1 (separado do extinto detector de partículas de plasma) foi capaz de medir essas vibrações , que por sua vez reflete a densidade do plasma ao redor da nave.
Os resultados mostram que a Voyager 1 está rodeada por plasma 40 vezes mais denso do que detectou antes, quando estava na heliosfera . " Não há outra conclusão possível, penso que é forçoso concluir que estamos realmente no meio interestelar ", argumentou o físico Gary Zank da University of Alabama em Huntsville, durante uma coletiva de imprensa em 12 de setembro.
Com base nas alterações bruscas na densidade do plasma aparente ao redor da sonda , os pesquisadores foram capazes de identificar  25 de agosto de 2012 como a data mais provável  de saída da Voyager 1 do sistema solar, atravessando a heliopausa , fronteira entre a heliosfera eo meio interestelar .
A "pequena nave espacial promissora ", nas palavras do gerente de projeto Suzanne Dodd do NASA Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena , na Califórnia, estará acabada em poucos anos e é tecnologicamente obsoleta : um smartphone médio tem milhares de vezes mais memória do que a nave espacial .
A  maioria dos instrumentos da Voyager 1, no entanto, ainda funcionam e continuam a enviar sinais de volta à Terra.
A equipe estima que a sonda ainda tem energia suficiente de sua usina de plutônio para operar todos os seus instrumentos até 2020, quando começará a fechá-los um por um , até se apague em 2025. Isso ainda dá Voyager 1 mais de uma década a estudar o reino do universo que penetrou . "Isso marca o início de uma nova era de exploração Voyager : a exploração do espaço entre as estrelas ", disse Ed Stone, cientista de longa data do projeto de Voyager .
As novas descobertas representam uma reviravolta para a equipe Voyager que em junho passado previu que a sonda poderia levar anos para atingir o espaço interestelar. Os dados mais recentes eliminam grande parte das dúvidas, admite Stone.
A nova publicação online na Science em 12 de setembro referenda o artigo que conclui que a Voyager 1 deixou o sistema solar com base em dados de campo magnético, publicada em 14 de agosto, em The Astrophysical Journal Letters . O principal autor desse trabalho , físico Marc Swisdak da University of Maryland, College Park , considera os dois projetos como complementares. "Os autores construíram um excelente panorama para suas medidas e sua interpretação ", diz Swisdak .
Ao longo de 36 anos , considerando as duas , as sondas Voyager visitou todos os planetas do sistema solar e descobriu 23 luas em torno desses mundos. Cada uma delas também carrega uma cápsulas do tempo na forma de discos de vinil carregadas de gravações de música , sons naturais, cumprimentos falados  em 56 idiomas e fotografias e diagramas de vida na Terra.
A Voyager 1 está em um curso que deve, eventualmente, levá-la a uma estrela chamada AC +79 3888, que se encontra na constelação de Camelopardalis. Poderia chegar lá em cerca de 40 mil anos, muito depois de ter perdido sua capacidade de contar o resultado desse encontro para quem está na Terra.
Sscientific American

Evidências da violência dos maias

Um túmulo coletivo encontrado na região de Uxul, México, foi a chave para a descoberta: os maias mutilavam os corpos de seus inimigos. Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, acharam 24 esqueletos enterrados há cerca de 1400 anos em uma caverna artificial, com as cabeças separadas dos corpos e outros sinais de morte violenta.
“Apesar do grande número de indivíduos enterrados, ficou claro durante a escavação que os esqueletos não estavam mais em sua articulação anatômica original”, explica o arqueólogo Nicolaus Seefeld. Depois de descartada a hipótese de os corpos terem sido transportados no passado, a conclusão da pesquisa ficou óbvia: marcas de machadadas na vértebra cervical constatam decapitação em todos os casos, e em outros crânios também se verificou fraturas por lâminas, na testa e em outros pontos.
Foi possível a identificação do sexo e da idade de 15 dos esqueletos, dos quais 13 eram homens e dois mulheres, com idades entre 18 e 42 anos na época da morte. Muitos mostram sinais de subnutrição, e alguns tinham implantes de jade no lugar de dentes, o que sugere que eles eram de classe social mais abastada, prisioneiros de guerra da própria cidade de Uxul ou de alguma outra localidade maia.
“A descoberta do túmulo coletivo prova que o desmembramento de prisioneiros de guerra e de oponentes, frequentemente representados na arte maia, era de fato praticado”, diz Nikolai Grube, do Departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn.
Galileu.com

Clima pode tornar obsoletas unidades de conservação no país

Os efeitos do aquecimento global no Brasil provocarão deslocamentos de aves, mamíferos, anfíbios e outros animais em direção a regiões com temperatura e umidade mais compatíveis às suas necessidades, indicam estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) em diferentes biomas.
“Em consequência dessa movimentação, nosso atual sistema de unidades de conservação pode ficar obsoleto ou não muito eficiente”, afirmou Alexandre Aleixo, coordenador da sub-rede Biodiversidade e Ecossistemas da Rede Clima e pesquisador do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima), ocorrida em São Paulo na semana passada.
Um dos grupos vinculados à sub-rede, formados por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), debruçou-se sobre a situação de 431 espécies de anfíbios que habitam a Mata Atlântica e fez projeções para o futuro (até 2080) a partir de três modelos climáticos.
Os resultados, publicados em artigo na revista PLoS One, projetam uma redução de 72% na área atual de distribuição desses anfíbios e a extinção regional de 12% das espécies. “Nesse cenário, muitos dos animais terão de se dispersar para outros locais, uma vez que as condições de temperatura e umidade já não lhes serão adequadas”, explicou Aleixo.
O artigo também indica quais seriam os pontos prioritários do bioma em termos de inclusão nos sistemas de conservação, a fim de oferecer proteção às espécies que forem forçadas a se deslocar por conta das mudanças climáticas.
Ainda sobre o bioma Mata Atlântica, uma segunda pesquisa apresentada por Aleixo – um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base em análises estatísticas para 2050 – revela o impacto das alterações no clima sobre a riqueza de espécies de aves.
Considerando apenas o aumento de temperatura, 117 espécies podem perder área de distribuição, seis podem entrar no grupo de espécies ameaçadas e uma espécie pode ser extinta. Considerando o aumento de temperatura e a ocorrência de desmatamento, os números sobrem para 120, 14 e dois, respectivamente.
Também deve ocorrer movimentação entre as aves. Mas fica bastante claro que não são somente os deslocamentos que preocupa – a possibilidade de mais espécies ficarem ameaçadas requer atenção”, afirmou Aleixo.
De acordo com o pesquisador, a situação é semelhante para outros grupos de animais, em diferentes regiões do país, como exemplifica um segundo estudo da UFG, que também resultou em artigo publicado na PLoS One.
Desenhando cenários sobre o impacto das mudanças climáticas na distribuição das 55 espécies de marsupiais que ocorrem no Brasil, concluiu-se que em 2050 a maioria das espécies pode ter uma redução significativa de habitats adequados.
As taxas de movimentação, nesse caso, também seriam relativamente altas, mas com variações ao redor do país. Os locais com clima atrativo seriam alguns pontos da região dos Pampas, a porção sul da Mata Atlântica, o norte do Cerrado e da Caatinga e o noroeste da Amazônia.
Já para o bioma Amazônia, diversos modelos climáticos preveem que o setor de menor umidade, próximo a Tocantins, vai se tornar ainda mais seco.
As nossas previsões para 2020 e 2050 também apontam para um impacto muito maior das mudanças climáticas no sul da Amazônia do que ao norte da região, em função de variáveis ambientais e de altas taxas de desmatamento. Podemos ter um colapso do sistema florestal no sudeste da Amazônia, com imensos prejuízos para a biodiversidade”, disse Aleixo.
Esses e outros resultados da sub-rede Biodiversidade e Ecossistemas contribuem para responder uma das questões norteadoras do grupo: historicamente, ao longo da evolução das espécies, outras modificações climáticas teriam contribuído para a aquisição de uma resiliência natural por parte de alguns animais?
“Por enquanto, não temos indícios disso”, afirmou Aleixo. “As evidências mostram que a fauna sofre com as grandes modificações – no caso amazônico, particularmente com os processos de secamento da floresta.”
Exame.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Japão lança primeiro telescópio de observação planetária

 
A Agência Aeroespacial do Japão (Jaxa) conseguiu neste sábado, após várias tentativas fracassadas, fazer o lançamento do foguete Epsilon-1, que leva a bordo o primeiro telescópio espacial de observação planetária remota.
O lançamento aconteceu às 14h locais (2h no horário de Brasília) no Centro Espacial de Uchinoura, em Kagoshima, no sudoeste do país. Com o Epsilon-1, o Japão vai colocar em órbita o telescópio Sprint-A, o primeiro de observação remota de planetas como Vênus, Marte e Júpiter, a partir da órbita da terra.
“O telescópio representará uma revolução na indústria espacial”, assegurou Yasuhiro Morita, encarregado do lançamento, em comunicado divulgado pela Jaxa, que comemora seu décimo aniversário este ano.
O custo do lançamento do Epsilon é de 5,3 bilhões de ienes (54 milhões de dólares), quase a metade dos custos do modelo H-IIA, utilizado em lançamentos anteriores, mas a agência acredita que ainda pode reduzir mais, para até 3 bilhões de ienes (30 milhões de dólares).
Além disso, ele tem metade do tamanho dos foguetes da geração anterior e utiliza inteligência artificial para realizar checagens de segurança. Por essa razão, apenas oito pessoas foram necessárias para executar seu lançamento, em vez das 150 que costumavam precisar estar presentes.
Tentativas fracassadas – No dia 27 agosto, quando foi feita a última tentativa fracassada, o sistema realizou uma parada automática de emergência poucos segundos antes do lançamento, por causa de um problema com a inclinação do foguete. Uma semana antes, foi cancelada a primeira tentativa, por problemas no sistema de cabos da equipe de comunicação.
O Japão desenvolve desde 2003 um intenso programa espacial que, baseado em sua tecnologia pioneira, está focado na exploração dos planetas e asteroides.
Veja.com

Três grandes rios podem ter passado pelo Saara

O deserto do Saara, considerado o mais quente do planeta, já foi banhado por três grandes rios perenes — nos quais há sempre água fluindo — por volta de 100.000 anos atrás. É o que mostra um novo estudo feito por uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha e publicado no periódico Plos One. A pesquisa sugere ainda que a presença desses rios pode ter criado as condições necessárias para a migração humana que saiu da África em direção à Ásia e à Europa.
Durante o período entre as duas eras glaciais mais recentes — há 100.000 ou 130.000 anos — as monções africanas alcançavam cerca de 1.000 quilômetros mais ao norte do que atingem hoje, e levavam chuvas torrenciais para as montanhas ao Sul do deserto do Saara. Essas monções são ventos sazonais geralmente associados à alternância entre a estação das chuvas e a da seca.
Utilizando dados topográficos da região, os pesquisadores simularam em programas de computador como a água teria fluído em direção ao Norte naquele período — formando lagos e rios que, em alguns casos, chegavam até o Mar Mediterrâneo.
Os resultados mostraram que os maiores rios teriam, no período de cheias, cerca de um quarto da água do Nilo cada um. Segundo os autores, esses rios podem ter criado “corredores verdes” de água e vegetação no meio do deserto, permitindo a migração para o Norte e, eventualmente, para outros continentes, como a Europa e a Ásia. Eles acreditam que os leitos dos rios ainda estão no deserto, mas foram cobertos pelas dunas.
Estudos anteriores mostraram que os humanos viajaram pelas montanhas do Saara em direção às regiões mediterrâneas, mais férteis, mas a maneira como isso foi possível ainda é alvo de especulações dos pesquisadores. A presença desses rios no Saara fornece uma possível explicação para o trajeto percorrido pelo homem em sua migração para fora da África.
Veja.com
 

A real interferência da Lua cheia sobre o ser humano

Esta é uma semana de Lua cheia (com a plenitude no dia 19), o que pode indicar que as próximas noites serão mais românticas mas, em compensação, mal dormidas. Um artigo científico recente diz que a Lua parece afetar a qualidade do sono: em média, nas noites de Lua cheia, as pessoas tenderiam a demorar mais para adormecer, uma vez apagadas as luzes; dormiriam pior; e o período de sono duraria 20 minutos a menos que em outras fases lunares.
Se estiver correto, este trabalho, publicado na revista Current Biology, será o primeiro a confirmar, em condições rigorosas de laboratório, um efeito concreto das fases da Lua sobre o ser humano: não importa o que o seu cabeleireiro, sua prima grávida ou o folclore dos lobisomens digam, não existe nenhuma outra prova de que a Lua afete coisas como comportamento violento, taxas de homicídio, atos de loucura, a fertilidade ou a natalidade.
Uma análise clássica de várias dezenas estudos sobre supostos efeitos das fases da Lua nas pessoas foi publicada nos EUA em 1985, e atualizada em 1996. Nas duas ocasiões, o título, muito apropriado, dado pelos autores foi: “A Lua Estava Cheia e Não Aconteceu Nada”.
Os estudos avaliados registraram, entre outras informações, datas de nascimento de milhares de bebês, data e horário de dezenas de milhares de ligações para a polícia ou serviços de emergência, data e horário de faltas violentas em eventos esportivos, número de internações psiquiátricas... Sem achar nenhuma correlação válida com a fase da Lua. E isso sistematicamente, desde o século 19.
Nos raros trabalhos em que um possível efeito aparecia, uma análise mais aprofundada mostrava que era algo que podia ser atribuído a erro dos pesquisadores originais ou a coincidências: por exemplo, um eventual pico no número de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados se explica melhor porque a noite era de lua cheia, ou porque era noite de sábado?
O que requer explicação, no fim, é a popularidade da ideia de que as fases da Lua têm efeito sobre as pessoas, uma impressão tão arraigada que está na raiz da palavra “lunático”. Mesmo a coincidência com o ciclo menstrual é exagerada: o ciclo feminino médio (sempre sujeito a grandes variações individuais) é de 28 dias, mas o lunar é de 29,5 dias.
Existe um efeito de percepção seletiva: quando algo extraordinário acontece na lua cheia, ligamos, em nossas mentes, o evento à fase. Mas, quando algo excepcional ocorre na lua nova ou minguante, não fazemos a associação. A mídia também é um fator poderoso: praticamente toda cena noturna importante de filme ou novela acontece debaixo de uma enorme lua cheia!
Uma questão que já começa a ser debatida na comunidade científica é se o trabalho sobre fases da lua e sono da Current Biology se sustenta. Críticos apontam para a amostra pequena, de apenas 33 pessoas, como um fator que enfraquece a conclusão, entre outros problemas.
Mesmo se for verdadeira, no entanto, a relação não terá nada a ver com a gravidade lunar, as marés ou forças místicas. Os autores especulam que o organismo humano pode ter um “relógio circalunar” biológico de 29,5 dias, semelhante ao já conhecido “relógio circadiano” que ajusta o ciclo diário de nossas vidas, incluindo a variação na temperatura do corpo e a liberação de certos hormônios, ao período de rotação da Terra.
Galileu.com 

Big Bang é questionado por novo modelo

 
 
A teoria do Big Bang tem sido considerada há décadas como a mais plausível explicação para a origem do cosmos. No início do mês, no entanto, um grupo de astrofísicos  publicou um artigo defendendo um modelo alternativo para o surgimento do nosso universo: uma megaexplosão de uma estrela da quarta dimensão teria resultado na formação de um buraco negro, por onde teria passado boa parte do material derivado do colapso.
De acordo com os pesquisadores, foi esta matéria que formou tudo o que vemos, e o Big Bang não seria nada além de uma miragem dessa magnífica supernova.
O modelo trabalha com a noção de que neste universo quadridimensional também existam estrelas, assim como no nosso. Logo, as mais massivas também estão sujeitas a explodir no fim da vida, formando buracos negros.
No nosso cosmos tridimensional, é preciso que um objeto seja bidimensional para existir no interior dessas regiões. No caso de um buraco negro 4D, a matéria absorvida teria forma 3D. Segundo esta explicação, nosso universo seria uma membrana de forma hiperesférica flutuando em um universo que contém quatro dimensões.
Galileu.com

domingo, 15 de setembro de 2013

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Teoria de que a vida surgiu fora da Terra não é impossível, diz pesquisadora

No longa Prometheus, de Ridley Scott, uma equipe de exploradores espaciais segue um mapa estelar à procura do que, acreditam, seja o começo da vida na Terra. A crença de que a vida teve origem em outra parte do Universo e chegou à Terra por meio do impacto de meteoros não é exclusividade dos filmes de ficção científica. A linha teórica que defende nossa ascendência alienígena é chamada de panspermia — e é levada à serio por um grupo de cientistas. Agora, um estudo apresentado recentemente em um Congresso Europeu de Ciência Planetária, na Inglaterra, pode ter reaberto a discussão sobre as origens da vida. A pesquisa não conseguiu, de fato, comprovar cientificamente que a panspermia pode ser possível, mas fez parte disso: ela demonstrou que isso não é impossível.
Os desafios em explicar como a vida pode ter chegado à Terra por meio de impactos de meteoros, em uma época em que o Sistema Solar era mais jovem e os bombardeios de corpos celestes mais frequentes, são muitos. O mais intrigante, no entanto, é decifrar como alguma forma de vida, mesmo aquelas mais resistentes, poderia ter sobrevivido a obstáculos como o impacto do lançamento no espaço, as temperaturas congelantes, a radiação mortal do espaço e a entrada na atmosfera terrestre.
Pesquisa — O novo estudo apresentado durante o Congresso procurou descobrir se a sobrevivência de algum organismo seria possível sob essas condições. Dina Pasini, pesquisadora do Centro de Astrofísica e Ciência Planetária da Universidade de Kent, na Inglaterra, utilizou amostras congeladas de Nannochloropsis oculata, uma alga unicelular, para testar a teoria. As amostras foram aceleradas a altas velocidades e atiradas na água. Depois disso, Dina as analisou para descobrir se elas tinham sobrevivido.
“Como era esperado, quanto maior a velocidade do impacto, mais algas foram mortas, mas mesmo a 6,9 quilômetros por segundo, uma pequena parte delas sobreviveu. Esse é o tipo de velocidade esperada caso um meteorito atinja um planeta como a Terra”, explica a pesquisadora.
Além da possibilidade de sobreviver ao congelamento e aos impactos que ocorrem quando as rochas são ejetadas de um planeta e atingem outro, os pesquisadores acreditam que existem razões para supor que os outros problemas relacionados à panspermia podem ser superados. O gelo e as rochas podem, por exemplo, oferecer proteção contra a radiação, e o calor gerado pela entrada na atmosfera da Terra pode aquecer apenas uma fina camada externa da rocha, sem chegar ao local onde a vida se encontra.
Para a pesquisadora, a principal conclusão do estudo é que a panspermia, apesar de não ter sido provada, também não é impossível. “Nossa pesquisa levanta muitos questionamentos: se nós encontrarmos vida em outro planeta, será realmente vida alienígena ou terá relação com a gente? E se tiver, nós demos origem a ela ou ela deu origem à gente? Nós não podemos responder essas perguntas ainda, mas elas não são tão improváveis quanto as pessoas podem pensar.”
Veja.com
 

Batizado de 'Ferrari do espaço', satélite volta para Terra em outubro

              
Depois de mais de quatro anos mapeando a gravidade da Terra, o satélite Goce vai começar sua jornada de volta ao nosso planeta no mês que vem, informou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). É que o combustível do equipamento, apelidado de "Ferrari do espaço" quando foi lançado em março de 2009, deve acabar em meados de outubro, que o fará cair de uma distância de 224 quilômetros de altitude. Grande parte do satélite deverá se desintegrar na reentrada da atmosfera terrestre, mas algumas partes podem atingir o globo, com poucas chances de ferir as pessoas - 2/3 do globo são cobertos por oceanos e áreas inabitadas. A reentrada deve ocorrer até três semanas depois do fim do combustível.              

Maior montanha da América do Norte "encolhe"

A montanha mais alta da América do Norte 'encolheu', segundo novos dados divulgados por uma agência do governo americano.
Uma nova medição do Monte McKinley, localizado no Estado do Alasca, chegou a uma altura 25,29 metros menor que a medida anterior.
A nova altura oficial da montanha é de 6.168 metros.
O Monte McKinley havia sido medido oficialmente pela última vez em 1952.
Segundo a agência geológica dos Estados Unidos, a redução na altura oficial do monte pode ser o resultado de tecnologias de medição mais precisas ou de 'diferenças climáticas'.
O USGS divulgou os novos dados como parte de um esforço para atualizar todos os mapas topográficos do Alasca.
A nova medição foi feita no ano passado, usando um radar de abertura sintética interferométrico, tecnologia desenvolvida para identificar digitalmente pequenas formas geográficas.
O Monte McKinley, também conhecido localmente como Denali, é um destino turístico popular, localizado no Parque Nacional Denali, no Alasca.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

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Japão vai perfurar crosta terrestre para entender a origem de terremotos

Uma equipe de sismólogos iniciou nesta sexta-feira (13) uma missão com duração de quatro meses que tem o objetivo de perfurar a crosta terrestre em frente à costa do Japão. A expedição vai ajudar a determinar a origem dos terremotos.
Os cientistas saíram a bordo do navio especializado Chikyu, que significa Terra em japonês, dotado com equipamentos de satélites e de uma torre de perfuração de 121 metros que pode escavar 7.000 metros abaixo do fundo do mar.
O barco zarpou do porto de Shimizu (centro do Japão) e retomará, a 80 km da costa japonesa, um trabalho de perfuração iniciado em 2007 que prossegue regularmente desde então sob o Oceano Pacífico. Os investigadores perfurarão até a falha de Nankai ("a falha do mar do sul"), onde a placa do Mar das Filipinas passa sob a Placa Eurasiática.
A intensa atividade geológica desta zona pode provocar no longo prazo um terremoto potencialmente devastador, muito maior que o de magnitude 9 de 11 de março de 2011 que ocorreu mil quilômetros a nordeste desta zona e que causou um gigantesco tsunami. O Japão é alvo de 20% dos principais terremotos mundiais.
Instalação de sensores Para saber mais sobre estes fenômenos, os cientistas querem perfurar até 3.600 metros sob o fundo oceânico durante esta missão. Durante outra missão no mesmo local no próximo ano espera-se chegar aos 5.200 metros, onde há fricção entre as placas.
"Pela primeira vez se perfurará diretamente até uma zona sísmica, onde é possível gerar uma energia considerável e provocar movimentos da crosta terrestre ao longo das falhas, provocando tsunamis", explicou Tamano Omata, um investigador da agência japonesa de ciências e tecnologias marinhas e terrestres.
Os investigadores planejam instalar sensores na crosta e conectá-los a um sistema de análises situado em terra firme. "Queremos estudar como a crosta terrestre se move nos instantes anteriores aos terremotos" com o objetivo de prever melhor os terremotos no futuro, acrescentou Omata.
CROSTA TERRESTRE Parte mais externa da superfície do planeta, formada por rochas sólidas. É mais fina sob os oceanos, medindo até seis quilômetros, e mais grossa nos continentes, onde pode chegar a 60 quilômetros de espessura.
G1

Maior montanha da Suécia pode estar diminuindo de tamanho, diz cientista

A Suécia poderá em breve ser obrigada designar um novo pico mais alto do país, já que sua montanha mais elevada está perdendo altura a cada ano devido ao degelo.
O pico sul do Kebnekaise, situado no extremo norte do país, está perdendo sua altura original com o passar dos anos, afirmou a geógrafa da Universidade de Estocolmo, Gunhild Rosqvist.
A especialista em história climática, que dirige uma estação de pesquisas na região, assinalou que o processo de degelo é provocado por um clima mais quente que o normal. As primeiras medições do pico feitas em 1902 revelavam uma altura de 2.121 metros.
Este ano, a altura registrada foi de 2.099 metros, ou seja, apenas três metros a mais que o pico norte de Kebnekaise que, por ser feito de rocha, não varia. Rosqvist afirma que o pico mais alto do país terá de ser revisado nos manuais de geografia daqui dois ou três anos.
O Kebnekaise é um destino turístico famoso, que pode ser escalado por pessoas com pouca experiência.
G1

Novo relatório climático da ONU diz que planeta está em "alerta roxo"

À esquerda imagem de 1984 do reservatório Elephant Butte, no Novo México (EUA). À direita, o mesmo reservatório, em 2013. Mudança climática alterou nível da água.
 
Algumas partes da natureza e da sociedade estão mais vulneráveis do que se esperava à mudança climática, segundo versão preliminar de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que adota uma nova cor, o roxo, para mostrar o agravamento do risco além do nível vermelho usado até agora.
O texto diz que "sistemas ímpares e ameaçados", como os recifes de corais, espécies vegetais e animais sob risco de extinção, comunidades indígenas do Ártico, geleiras tropicais e pequenos Estados insulares, parecem menos capazes de se adaptar ao aquecimento do que se acreditava no relatório anterior, de 2007.
O esboço de 44 páginas do Sumário para Definidores de Políticas, redigido pelo Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), tem a data de março de 2013, e é parte de uma série de relatórios do IPCC atualizando informações de 2007 para orientar os governos nacionais.
A Reuters teve acesso a uma cópia do relatório, cuja versão final deverá ser lançada em março de 2014, no Japão, após sofrer várias alterações por especialistas. "Seria equivocado tirar conclusões a partir dele", disse Jonathan Lynn, porta-voz do secretariado do IPCC.
Riscos extremos
Seja como for, o esboço feito pelos principais climatologistas do mundo adota o roxo em um dos seus cinco diagramas, o que resume os riscos para comunidades humanas e a sistemas naturais.
Esses diagramas são apelidados de "brasas", porque contém barras verticais cujo topo fica mais vermelho, refletindo uma escala em que as temperaturas médias do planeta sobem até 5 ºC.
O novo roxo substituirá o vermelho por volta dos 2º C de elevação da temperatura em relação aos níveis atuais, indicando riscos extremos para muitos sistemas naturais e humanos sob ameaça.
Os outros quatro diagramas que mostram as principais "razões para preocupação" continuarão terminando no vermelho.
O esboço diz que no geral não houve alterações significativas desde 2007 nos riscos nessas categorias -- riscos decorrentes de eventos climáticos extremos, difusão dos danos no planeta, custo geral da mudança climática e riscos de grandes mudanças, como um derretimento da capa de gelo da Groenlândia.
Quase 200 governos nacionais já concordaram em adotar até o final de 2015 um acordo que se destina a limitar o aquecimento global a 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. Já houve um aumento de 0,8 ºC.
 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

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"Rã-voadora" aparece em lançamento de foguete da Nasa

Um grande passo para o homem e um enorme salto para uma rã: foi exatamente isso que aconteceu
 no lançamento da missão LADEE (Explorador da Atmosfera e Poeira Lunar, em tradução livre) da Nasa, que explorará a atmosfera lunar. A rã-voadora (à esquerda, na foto) foi registrada no momento em que o foguete não-tripulado se desprendia da sua base, na Virginia, Estados Unidos.
A equipe responsável pela documentação fotográfica da missão confirmou que a rã era real e que foi capturada em fotos sequenciais pelas câmeras controladas remotamente, utilizadas para fotografar o lançamento. A Nasa avisou que, no entanto, não sabe o que aconteceu com o animal. 
A missão LADEE tem como objetivo colher mais dados acerca da fina atmosfera lunar. Ela também buscará explicações sobre a poeira lunar, para ver se é possível relacioná-la com o brilho visto um pouco antes do Sol nascer, acontecimento relatado em várias missões Apollo.
O período completo a partir do lançamento, monitoramento e pesquisa têm previsão para durar seis meses. Ao final desse período, o foguete irá despencar no solo lunar.
 

Sede da China por antibióticos não poupa nem os animais

 A China consome por ano, e que é 10 vezes superior ao consumido por um americano comum. No país que mais usa antibióticos no mundo, até uma simples gripe rende receita do fármaco. E os medicados, no caso, não são apenas os humanos.
Cento e trinta e oito gramas. Essa é, em média, a quantidade de antibiótico que uma pessoa na
A sede chinesa por antibióticos — estimulada em grande parte pelos "incentivos financeiros significativos" dados aos médicos, conforme um estudo publicado no Journal of Health Economics — afeta também os animais.
Levantamento recente feito por uma consultoria de agronegócio em Pequim aponta que a pecuária é o setor de maior aplicação de antibióticos na China, cobrindo mais de 50% do consumo total do país. Hoje, um suíno criado por lá consome em média quatro vezes mais antibióticos que um espécime criado numa fazenda dos Estados Unidos.
Três fatores contribuem para o abuso, segundo os pesquisadores: o método de criação dos animais, em espaços confinados, a fraca regulamentação e o surgimento de doenças epidêmicas complicadas.
O uso desenfreado de antibióticos tem consequências graves. De acordo com a OMS, além de poder desencadear novas doenças, o uso excessivo do fármaco ameaça a sua própria eficácia, uma vez que leva ao surgimento de superbactérias resistentes.
Uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da China e da Michigan State University descobriu recentemente "diversos e abundantes genes resistentes a antibióticos em granjas de suínos da China”.
O estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, classifica a resistência de bactérias às drogas como uma questão de segurança alimentar e um perigo potencial para o desenvolvimento sustentável e saudável da pecuária chinesa. Além disso, quando as pessoas comem carne e derivados tratados com a droga, elas também acabam ingerindo parte da substância.
A aplicação de antibióticos na pecuária pode ser dividida em duas partes. Uma parte é aplicada no processo de produção da pré-mistura de alimentos por fábricas de rações, onde eles são utilizados principalmente para a prevenção de doenças e promoção do crescimento do animal.
Outra parte é usada no processo de criação dos bichos em fazendas para a prevenção e tratamento da doença, nas formas de alimentação a base de mistura, na bebida, por injeção ou ainda através do banho e da pulverização do ambiente.
Exame.com

Depois de 36 anos no espaço, sonda Voyager sai do Sistema Solar

Agora é oficial: A sonda americana Voyager-1 se tornou o primeiro artefato humano a deixar o Sistema Solar.
E já faz um ano. A demora para o anúncio foi ocasionada pela dificuldade em interpretar os dados da nave, que está viajando há 36 anos rumo ao espaço interestelar.
Agora, num estudo publicado na revista científica americana "Science", a Nasa confirma que o veículo não-tripulado já não sente mais a influência da radiação solar.
A sonda atingiu um ponto em que a pressão de radiação das estrelas já superou a exercida pelo Sol. "Agora que temos esses novos dados, acreditamos que esse é o salto histórico da humanidade no espaço interestelar", diz Ed Stone, cientista-chefe das sondas Voyager. 
"A equipe precisava de tempo para analisar essas observações e tirar conclusões. Mas agora podemos responder à pergunta que estávamos todos perguntando: "Já chegamos?" Sim, chegamos."
LONGA VIAGEM
As duas sondas Voyager, 1 e 2, lançadas em 1977, tinham como missão original explorar os quatro planetas gigantes do Sistema Solar. A ideia era aproveitar um raro alinhamento de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno para realizar um grande tour.
A Voyager-1 passou por Júpiter (1979) e Saturno (1980), para depois rumar para fora do sistema. Já sua gêmea, Voyager-2, também passou por Urano (1986) e Netuno (1989), antes de fazer a mesma coisa.
As duas funcionam até agora graças à fonte nuclear de energia. Os dados levam cerca de 16 horas para percorrer a distância entre elas e a Terra.
Sem depender de painéis solares, as espaçonaves ainda têm bateria para pelo menos até 2020, quando os instrumentos devem ser desligados e a missão, concluída. Sorte então que a última fronteira do Sistema Solar foi encontrada antes disso.

 
CONTROVÉRSIA
Não é a primeira vez que dizem que a Voyager-1 deixou a esfera de influência solar. Diversos pesquisadores começaram a sugerir isso desde o ano passado.
 A mais forte afirmação veio de Marc Swisdak, da Universidade de Maryland, e seus colegas. No último dia 15, eles publicaram um estudo no "Astrophysical Journal Letters", sugerindo que a saída da Voyager-1 havia acontecido em 2012.
No mesmo dia, a Nasa divulgou uma nota contestando as conclusões. Segundo Ed Stone, a conclusão dos pesquisadores de Maryland era derivada de um modelo alternativo de modelagem da campo magnético solar.
Por outros modelos, "a Voyager-1 ainda estaria dentro da nossa bolha solar", escreveu Stone.
Contudo, menos de um mês depois, veio a resposta definitiva, confirmando a conclusão do grupo de Swisdak.
Dessa vez, o trabalho foi liderado por Donald Gurnett, da Universidade de Iowa, em conjunto com cientistas da própria Nasa.
 DATA CERTA
De acordo com o novo trabalho, a Voyager-1 teria atingido o espaço interestelar em 25 de agosto de 2012.
A conclusão foi obtida depois que medições da densidade de elétrons ao redor da espaçonave saltou de 0,002 por centímetro cúbico para 0,08.
Essa modificação é a que era esperada caso a nave deixasse a heliopausa --nome dado à região que marca a fronteira da influência magnética do Sol-- e atingisse o meio interestelar.
"Essas e outras observações oferecem evidências fortes de que a Voyager-1 cruzou a heliopausa", afirmam os cientistas, no artigo publicado na "Science".
A Voyager-2, que está a 101 UA (unidades astronômicas, o equivalente à distância Terra-Sol, cerca de 150 milhões de km), ainda não encontrou essa transição, o que reforça as conclusões.
Já a Voyager-1 atravessou a heliopausa, no ano passado, a 121 UA do Sol. Avançando a 3,5 UA por ano, ela deve estar a quase 125 UA de distância.
O que não é muito em termos interestelares. Isso equivale a aproximadamente um milésimo de um ano-luz. O sistema estelar mais próximo, Alfa Centauri, fica a 4,3 anos-luz.
A Voyager transporta um disco de ouro e uma placa com informações sobre o Sistema Solar, a Terra e seus habitantes, para o caso de ser resgatada por uma civilização alienígena.
Folha.com

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frase



Uma homenagem diferente às vítimas do 11 de setembro.
A conta no Facebook do spa Natasha's Equine Clipping mostrou uma homenagem curiosa para as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York (EUA). A tosa de um cavalo criou a famosa paisagem de arranha-céus da cidade americana, incluindo as torres do World Trade Center, que caíram após o ataque com aviões.


Você sabia que já comungaram na Lua?

Em 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 pousava na Lua. Poucas horas antes de se tornar o segundo homem a caminhar pelo astro (o primeiro foi o comandante Neil Armstrong), Edwin “Buzz” Aldrin entrou para a história como o primeiro ser humano a praticar o sacramento cristão da comunhão no satélite natural da Terra. “Eu despejei o vinho no cálice que a nossa igreja havia me dado. Na gravidade de 1/6 da Lua, o vinho se enrolou graciosamente em um dos lados do copo”, disse o astronauta em uma matéria para a revista Guideposts em 1970.
“Era interessante pensar que o primeiro líquido servido na Lua e o primeiro alimento comido ali são elementos da comunhão”. Através do gesto, sua intenção era a de mostrar ao mundo que Deus também se manifestava no espaço e que o programa espacial do Homem se enquadrava perfeitamente nos planos do Criador.
 
Presbiteriano devoto, Aldrin, assim como outros colegas da NASA, era na época um membro ativo da Webster Presbyterian Church, localizada próxima às instalações da agência em Houston, Texas. Dean Woodruff, pastor da comunidade, autorizou Aldrin a ministrar a própria comunhão em solo lunar, e forneceu o cálice, o pão e o vinho para a realização da cerimônia. Até hoje, a igreja mantém o cálice em exposição, e celebra todos os anos, no domingo mais próximo de 20 de julho, o Domingo da Comunhão Lunar.
A ideia inicial do astronauta era de compartilhar sua experiência com toda a humanidade através do rádio. A NASA, no entanto, não permitiu a transmissão, pois já enfrentava um processo movido por Madalyn O'Hair, uma ativista do ateísmo, por ter autorizado que a tripulação da Apollo 8 fizesse uma leitura pública do livro bíblico do Genesis em órbita. Futuramente, em seu livro Magnificent Desolation (Magnífica Desolação – forma como ele descreveu a superfície lunar), Aldrin questiona se repetiria o próprio ato sagrado: “Talvez, se pudesse fazer aquilo de novo, eu não optaria por celebrar a comunhão. Apesar de ter sido uma experiência profundamente significativa para mim, era um sacramento cristão, e nós tínhamos ido para a Lua em nome de toda a humanidade – sejam cristãos, judeus, muçulmanos, animistas, agnósticos ou ateus”.
Galileu.com

Cientistas descobrem componentes básicos para a vida em fragmentos de meteorito

O meteorito caído em Sutter Mill, na Califórnia, em abril de 2012, contém compostos orgânicos nunca antes vistos em rochas especiais. Cientistas da Universidade de Cornell descobriram moléculas orgânicas contendo oxgênio e enxofre, que são elementos básicos para a vida. Em outras palavras: a rocha espacial pode ter pistas sobre a formação da sopa primordial da qual surgiu a vida na Terra.
Acredita-se que o meteorito tenha se originado em um asteroide localizado entre Júpiter e Marte. Seus componentes orgânicos foram extraídos pelos cientistas com a ajuda de solventes que imitavam ventos hidrotermais da Terra - condições semelhates às do início da vida no planeta. Com o tratamento, as rochas liberaram moléculas orgânicas que nunca foram detectadas em meteoritos similares.
A conclusão é que meteoritos podem ter liberado uma maior variedade de materiais orgânicos na Terra do que a ciência considerava até o momento.
Galileu.com

Quênia e Unesco encontram água subterrânea em área de seca aguda

O governo do Quênia e a Unesco anunciaram nesta quarta-feira (11) a descoberta de reservas subterrâneas de água estratégicas no norte do país africano, uma região pobre habitualmente afetada pela seca.
A descoberta, conseguida graças a uma tecnologia avançada de exploração via satélite e confirmada por perfurações realizadas pela Unesco, pode mudar a vida de meio milhão de habitantes da região do Lago Turkana, uma das mais pobres e secas do país, segundo as mesmas fontes.
Ainda falta determinar a quantidade e a qualidade da água descoberta, informaram a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o governo queniano em um comunicado conjunto.
Dois importantes aquíferos (camada subterrânea que armazena água) foram localizados na região, afetada há dois anos por uma seca terrível que elevou a taxa de desnutrição até 37%. "A notícia sobre estas reservas de água é anunciada em um momento em que a presença de reservas de água confiáveis é mais necessária do que nunca", declarou Judi Wakhungu, ministro queniano do Meio Ambiente, da Água e dos Recursos Naturais.
"Esta descoberta abre caminho para um futuro mais próspero para a região de Turkana e da nação inteira", considerou. "Agora temos que explorar estes recursos de uma forma responsável e garantir sua duração para as gerações futuras", avaliou.
População vulnerável A região do Lago Turkana, o maior lago desértico permanente do mundo, fica nas fronteiras com Uganda, Sudão do Sul e Etiópia, e 70% de sua população é vulnerável.
No total, mais de um terço da população queniana (17 de seus 41 milhões de habitantes) não tem acesso à água saudável, consideram Unesco e o governo. Um dos dois aquíferos descobertos, o de Lotikipi, "poderia aumentar sensivelmente as reservas estratégicas de água no Quênia", afirmam.
O outro, o de Lodwar, poderia "servir de reserva estratégica para o desenvolvimento" da capital homônima do departamento (estado) de Turkana. Unesco e governo informaram que foram identificados outros três aquíferos na região, mas que ainda têm que ser "confirmados por perfurações".
G1
 

Comida jogada no lixo agrava fome no mundo

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou em relatório divulgado nesta quarta-feira, 11, pelo diretor-geral da entidade, o brasileiro Jose Graziano da Silva, que desperdícios por parte de produtores e consumidores estão levando a uma escassez de alimentos e prejudicando severamente o meio ambiente.
Segundo a FAO, a crescente população mundial poderia ser alimentada, se um terço dos alimentos produzidos não fosse desperdiçado. A organização calcula que o desperdício de alimentos responde por emissões de 3,3 gigatoneladas de dióxido de carbono e por um consumo de água equivalente a três vezes o volume do Lago de Genebra, ampliando os danos à biodiversidade causados pelo cultivo de uma única cultura.
"As implicações do desperdício nessa escala são enormes", observou Graziano da Silva. O custo econômico direto dos produtos agrícolas jogados fora, excluindo frutos do mar, é de US$ 750 bilhões por ano, quando medido com base nos preços de atacado, estima a entidade.
O relatório mostrou, ainda, que a atividade agrícola na América Latina é a mais ineficiente na comparação com outras regiões do mundo, enquanto os consumidores da Europa e da América do Norte foram apontados como os que mais desperdiçam alimentos. Por outro lado, o levantamento feito pela organização revelou que quase nada é desperdiçado pelos consumidores africanos, mas os problemas crônicos nos processos de manuseio pós colheita no continente são quatro vezes mais propensos a provocar perdas.
De acordo com a FAO, a Ásia industrializada é a região que mais contribui para o desperdício de alimentos e a emissão de carbono envolvendo a produção de itens não consumidos. A Europa responde por cerca de 16% de cada, enquanto América do Norte e Oceania representam 9% de cada. A entidade informou que a agricultura é responsável por cerca de um terço do desperdício de alimentos e os consumidores são culpados por quase 40% do excesso de emissões de carbono.
Por isso, a FAO pediu a governos e empresas envolvidas no fornecimento de produtos alimentícios que melhorem sua auditoria sobre o desperdício. Conforme a organização, as soluções devem variar de acordo com as regiões e os produtos. Em alguns casos, o excedente produzido poderia ser melhor destinado a famílias necessitadas e, em outros, seria melhor não produzir tanto.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Frase


Asteroide resfriou o planeta há 12.900 anos

A poeira não quer se assentar em uma acalorada discussão sobre se impactos de meteoritos podem ter provocado um dos períodos frios mais famosos da Terra há 12.900 anos.
A nova evidência na polêmica surgiu em forma de pedaços de leito de rocha do Quebec, no Canadá, que parecem ter sido detonados violentamente e espalhados por uma área enorme, chegando até a Pensilvânia, nos Estados Unidos. “Eu diria que certamente há evidências de que houve um impacto”, afirma Mukul Sharma, um geoquímico de isótopos no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire, e coautor de um estudo publicado no dia 2 de setembro na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Entre 11.600 e 12.900 anos atrás o clima do planeta mudou rapidamente: em latitudes setentrionais, como na Groenlândia, as temperaturas médias despencaram vários graus em menos de um século e ninguém sabe o que causou esse período relativamente breve de congelamento, conhecido como Dryas Recente.
A principal teoria é que a movimentação de glaciares da América do Norte permitiu que um grande volume de água doce de degelo entrasse nos oceanos Atlântico ou Ártico, diminuindo a circulação oceânica e resfriando o hemisfério norte. Essa ideia gerou preocupações de que a água doce do atual derretimento do gelo também possa provocar uma mudança climática acelerada.
Uma grande explosão
Uma teoria alternativa é que cometas ou meteoritos explodiram sobre ou se chocaram contra a América do Norte, provocando vastos incêndios e levantando uma densa nuvem de poeira e fuligem que resultou em um colapso glacial.
Em 2007, pesquisadores relataram evidências para um evento desses com base nos restos de assentamentos humanos que existiam no continente naquele período.
Os críticos da teoria foram incapazes de replicar muitos desses estudos e têm questionado se as partículas encontradas eram de fato de uma explosão de impacto.
Além disso, ninguém encontrou sinais de grandes incêndios grassando pela América do Norte. “Não me parece que eles tenham construído uma hipótese muito boa”, observa o geólogo sedimentar Bruce Simonson do Oberlin College em Ohio. “Se isso é o melhor que puderam fazer, a teoria ainda não ‘decolou’”.
Mas a ideia está ganhando adeptos. Atualmente ela é apoiada por pelo menos 55 autores que, em conjunto, já publicaram 11 artigos científicos, informa James Kennett, um paleo-oceanógrafo da University of Californiaem Santa Barbarae um dos principais proponentes da teoria. “A ideia continua evoluindo”, diz ele. Em julho, outro grupo de pesquisadores que examinava núcleos de gelo da Groenlândia anunciou a descoberta de platina meteórica resultante de um grande impacto no período Dryas Recente.

Um golpe de sorte
Sharma e seus colegas estão entrando na briga. O geoquímico diz que os minerais que encontrou no solo profundo da Pensilvânia foram criados a temperaturas superiores a 2.000ºC e formaram gotículas vitrificadas que se fundiram em pleno ar. Essas partículas só podem ser explicadas por um impacto, afirma ele. Um forno industrial poderia fazer isso, mas qualquer fonte em potencial é recente demais, distante demais no tempo. “Tiramos a grande sorte”.
Os minerais foram identificados depois que Yvonne Malinowski, uma habitante da Pensilvânia, viu um documentário de televisão sobre o Dryas Recente e enviou a Kennett uma caixa cheia de rochas que encontrou em suas terras. Kennett então repassou as informações a Sharma.
A composição isotópica dos minerais indica que as rochas vieram de uma área de alguns milhares de quilômetros quadrados no Quebec, sugerindo que um meteorito se chocou violentamente contra a camada de gelo da América do Norte, derretendo e ejetando pedaços do leito de rocha, explica Sharma. “Essa é uma prova inequívoca de um impacto com a Terra”, diz Kennett.
O paleoclimatólogo Anders Carlson, da University of Wisconsin-Madison não está convencido de que as gotículas vítreas são tão singulares ou significativas como Sharma acredita. “Observamos as mesmas evidências datando de períodos fora do Dryas Recente”, argumenta.
De acordo com Sharma, o fator crítico será encontrar a cratera. Embora não tenha experiência em “caçar crateras”, ele está elaborando uma proposta.
Mark Boslough, no entanto, físico de impacto no Laboratório Nacional Sandia, em Albuquerque, no Novo México, considera um achado desse tipo improvável. Se tivesse havido um impacto, “haveria uma enorme cratera bem óbvia”, diz ele. “Não precisaríamos discutir sobre isso”.
Steven Stanley, um paleobiólogo da University of Hawaii em Manoa, em Honolulu, tem atuado como ‘editor pessoal’ em várias dissertações do PNAS sobre esse tema, inclusive no novo trabalho de Sharma e no artigo original de 2007 que propôs a ideia. “Tudo isso tem sido muito controvertido”, admite. “Acredito que ajudaria publicar esse material. Ele precisa ser veiculado; não é nada de estranho”.
O PNAS normalmente se vale da opção de um ‘editor pessoal’ para artigos considerados excessivamente controvertidos para receberem uma opinião justa do processo de revisão padrão.
O paleobiólogo diz estar cada vez mais convencido da teoria do impacto como mecanismo que provocou as inundações de água doce. “Eu não sei como as pessoas podem ser tão negativas a essa altura. O caso só está começando a tomar forma”.
 Este artigo  foi publicado originalmente no dia 2 de setembro de 2013 na revista Nature.
Scientific American

Arqueólogos definem época em que os primeiros faraós surgiram no Egito

Pela primeira vez, cientistas e arqueólogos ingleses conseguiram estabelecer uma robusta cronologia dos primeiros soberanos egípcios, apontando o momento crucial na História em que o Egito emergiu como um Estado único. A descoberta foi publicada na quarta-feira (4) no periódico da Sociedade Real Britânica de Física e Matemática, a Proceedings A.
Especialistas discutem há décadas quando o Alto e o Baixo Egito se unificaram sob uma única liderança, surgindo como uma civilização estável e duradoura. Estimativas anteriores se baseavam, principalmente, na evolução dos estilos das cerâmicas encontradas em sítios funerários humanos. Por isso, elas apontavam que poderia ter ocorrido entre 4500 a.C e 2800 a.C., sem definir um período.
Mas uma equipe liderada por Michael Dee, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ampliou os métodos usados para estimar as datas mais precisas e e descobriu que a unificação aconteceu muito mais rápido.
As origens do Egito começaram um milênio antes da construção das pirâmides, e é por isso que nosso entendimento de como e por que este Estado poderoso se desenvolveu se baseava unicamente em evidências arqueológicas", explicou.
"Este novo estudo fornece nova datação por radiocarbono que restaura a cronologia dos primeiros soberanos dinásticos e sugere que o Egito se formou muito mais rapidamente do que se pensava anteriormente."
Eles construíram um modelo matemático que combinou novas medições de radiocarbono em mais de cem amostras de cabelo, ossos e plantas - escavadas nas tumbas dos primeiros faraós que estavam em coleções de museus - a outras evidências arqueológicas já estabelecidas.
 O modelo matemático identificou que a ascensão do rei Aha, o primeiro dos oito soberanos dinásticos do Egito Antigo, ocorreu entre 3111 a.C. e 3045 a.C., e que cada reinado durou aproximadamente 32 anos - as duas estimativas tem 68% de probabilidade, ressalta o artigo.
  Os primeiros faraós comandaram um território que se espalhou por uma área parecida ao Egito atual, com fronteiras com Aswan ao Sul, o Mar Mediterrâneo ao Norte e a atual Faixa de Gaza a Leste. Depois de Aha, o Egito foi governado por Djer, Djet, Merneith, Den, Anedjib, Semerkhet e Qa'a, respectivamente.
  Os especialistas também indicam que o período pré-dinástico, momento em que as pessoas começaram a se assentar permanentemente às margens do rio Nilo e desenvolveram a agricultura, foi menor: ela ocorreu entre 3800 a.C. e 3700 a.C., e não em 4000 a.C. como pensavam até então. Isso significa, também, que o período neolítico que o precedeu durou mais tempo e terminou mais tarde.

Desmatamento da floresta amazônica sobe 35% em um ano

O acumulado da perda de floresta na Amazônia entre agosto do ano passado e julho deste ano subiu pela primeira vez em 5 anos e ficou 34,84% superior à taxa do mesmo período do ano passado. O número se baseia na análise amostral realizada pelo sistema Deter, do Inpe, a partir de alertas de corte raso e de degradação - não configurando, portanto, o consolidado do ano, que o governo só costuma divulgar em novembro. Mas é o sinal mais categórico de que a principal política ambiental do País não está sendo mais tão eficiente.
           
No período houve uma perda de 2.765,62 km² de floresta, contra 2.050,97 km² entre agosto de 2011 e julho de 2012. O mês mais grave foi maio, quando houve perda de 464,96 km². Após o pico, medidas de comando e controle se intensificaram e em junho o desmate ou a degradação ocorreram em 210,4 km². Em julho voltou a subir um pouco, chegando a 217,45 km². No total, o ano acumulou alta pela primeira vez desde 2008.             
O revés se dá um ano depois de o País registrar a taxa de desmatamento mais baixa da história do monitoramento , motivo, aliás, que fez representantes brasileiros serem aplaudidos nas negociações internacionais de mudanças climáticas. Isso porque a perda da Amazônia é o setor que mais contribuiu historicamente para as emissões de gases estufa do Brasil. Sua queda vem permitindo que o País chegue bem perto das metas voluntárias que estabeleceu para reduzir suas emissões até 2020. De agosto de 2011 a julho de 2012 a taxa de desmate caiu 29% em relação ao período anterior, chegando a 4.571 km².
Folha.com

(UFO CANADÁ) Ovni rouba cena em jogo de beisebol no Canadá


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais 6°C e teremos hidrelétrica em savana Amazônica

O primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, feito por mais de 300 pesquisadores e divulgado nesta segunda, pinta um cenário nada animador para o clima no Brasil até o final do século. Em uníssono, eles alertam que todos os biomas do país estão vulneráveis às mudanças climáticas.
Segundo a projeção mais crítica, a Amazônia poderá sofrer redução nas chuvas de 40% a 45% e aumento de 5º a 6º C na temperatura entre 2070 e 2100. Se nada for feito, a maior reserva de biodiversidade do mundo e o maior bioma do Brasil – ocupando quase metade  do território nacional – poderá virar savana.
Além das perdas ambientais, a previsão soa como alerta para o planejamento energético: por seu potencial, a Amazônia constitui, hoje, a nova fronteira hidrelétrica nacional.
Existem mais de 100 projetos de aproveitamento de usinas na região, entre grandes hidrelétricas e pequenas centrais (PCH), de acordo com o Relatório de Acompanhamento de Estudos e Projetos de Usinas Hidrelétricas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A vulnerabilidade das usinas ao humor do clima é um ingrediente que promete apimentar ainda mais a polêmica que envolve a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, a exemplo do debate em torno de Belo Monte, e seus impactos socioambientais, incluindo a questão indígena.
Não é preciso ir longe. Atualmente, a falta de chuvas tem levado os reservatórios a níveis preocupantes, principalmente no Nordeste, que obrigam o acionamento das usinas termelétricas, grandes emissoras dos gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.
A ameaça decorrente das mudanças climáticas soma-se, ainda, àquelas provenientes de um vilão antigo - o desmatamento, que já consumiu 18% da cobertura original da floresta nas últimas décadas.
A conservação das florestas tem papel fundamental na geração de energia em usinas hidrelétricas, conforme mostra um estudo publicado recentemente na revista científica Pnad.
Um desmatamento de 40% na bacia do Xingu poderia fazer a produção de energia de Belo Monte cair a 25% do máximo da capacidade em 2050. Juntos, o desmatamento e as usinas térmicas podem potencializar ainda mais os efeitos das mudanças climáticas.
O que pode ser feito
Nada disso, contudo, espanta os cientistas. A constatação que causa surpresa é a do quão pouco se sabe sobre a capacidade de cada bioma se adaptar aos novos cenários e o que pode se feito em termos de mitigação e adaptação.
“É onde abrimos os intestinos da ciência brasileira. Falta uma estrutura maior de investimento que nos ajude a encontrar maneiras para evitar o pior”, diz Eduardo Assad, pesquisador do Painel e uma das maiores referências em clima no Brasil.
“Ainda há uma incerteza muito grande. Por isso, precisamos fazer diferente, por precaução. Temos 8 mil km de costa no país e nenhum sistema de geração de energia a partir das ondas do mar”, diz o cientista, que critica o foco na construção de novas usinas hidrelétricas.
Grande parte do setor de geração de energia elétrica trabalha com demanda. Eles esquecem de pergunta se vai ter água eternamente”, pondera.
Além da geração de energia a partir de ondas do mar, Assad destaca o potencial da energia solar, especialmente dos sistemas de aquecimento de água. “Hoje, 17% da energia elétrica fornecida no Brasil é pra aquecimento do chuveiro”, afirma.
“Isso é uma Itaipu”. Para o especialista, com mais estímulos à fonte termo solar, que é uma tecnologia disponível no mercado, seria possível diversificar a matriz energética e diminuir a dependência de hidrelétricas.
Exame.com

Pode ser possível encontrar restos de vida em Marte

O planeta Marte poderia abrigar restos de vida microscópica, apesar das radiações e do ambientel hostil, segundo um trabalho apresentado nesta segunda-feira no Congresso Europeu de Ciência Planetária (EPSC, por sua sigla em inglês) realizado em Londres.
Os espectrômetros que o robô móvel que a Agência Espacial Europeia (ESA) levará acoplados quando for enviado a Marte em 2018 serão capazes de detectar as plantas do organismos biológicos que poderiam ser encontrados em solo marciano, segundo estes astrobiólogos.
O robô incluirá um aparelho similar aos que são utilizados para conhecer os segredos de obras de arte antigas e para detectar explosivos nos aeroportos.
Com ele, os pesquisadores esperam descobrir restos de microorganismos que tenham perdurado apesar dos altos níveis de radiação que imperam na superfície marciana.
Ao contrário da Terra, Marte não conta com uma atmosfera significativa nem com um campo magnético global, por isso que se encontra desprotegido perante as ondas e partículas que chegam desde o espaço exterior.
A radiação cósmica representa um problema para a saúde dos astronautas, mas também para a sobrevivência dos organismos mais simples e inclusive ameaça a conservação de restos biológicos antigos.
A espectroscopia que será utilizada pela ESA 'é uma técnica versátil e extraordinariamente sensível que pode revelar detalhes do interior das rochas' assim como 'detectar moléculas orgânicas e sinais de vida', afirmou Lewis Dartnell, investigador da universidade britânica de Leicester.
Os instrumentos que serão estudados na superfície marciana em 2018 permitirão detectar restos de carotenóides, pigmentos orgânicos que os microorganismos utilizam para se proteger contra as radiações hostis.
Os cientistas acham que os carotenóides nas rochas marcianas poderiam ser uma das criaturas que teriam deixado antigas formas de vida extraterrestres.
Exame.com 

domingo, 8 de setembro de 2013

Frase


Relatório diz que mudança do clima pode afetar alimento e energia no país

A vazão de importantes rios do país e o abastecimento de lençóis freáticos, responsáveis pelo fornecimento de água potável para a população, poderão ser comprometidos se a temperatura subir até 6 ºC nas próximas décadas e o volume de chuvas diminuir, conforme cenário do primeiro relatório de avaliação elaborado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) que considera que os níveis de emissões de gases causadores de efeito estufa permaneçam altos.
Neste ambiente, a agricultura e o setor de energia do Brasil poderão ser fortemente impactados, sob risco de queda brusca do Produto Interno Bruto (PIB) e constantes crises que envolvem o abastecimento energético e de segurança alimentar.
Dividido em três volumes, o documento feito por 350 cientistas de diversas instituições será divulgado oficialmente nesta segunda-feira (9) durante a 1ª Conferência Nacional sobre o tema, que acontece na cidade de São Paulo.
Os cientistas afirmam que o relatório não representa "o fim do mundo”. No entanto, advertem que, se a situação atual de emissões de gases permanecer e nada for feito pelo governo para prevenir eventos naturais extremos, a situação pode se agravar.
Cada vez mais quente Segundo o documento, a temperatura no Brasil pode aumentar de 3 ºC a 6 ºC até 2100, situação que ficaria ainda mais crítica com uma possível escassez de chuvas.
 Na Amazônia, por exemplo, em 2100 a temperatura pode subir cerca de 6 ºC e a distribuição de chuvas na região pode cair 45%.
 Desmatamento e queimadas no bioma podem contribuir para alterar drasticamente o ciclo hidrológico da floresta (principalmente entre os meses de julho e novembro), prolongando a estação de seca e alterando a distribuição de chuvas no país.
O calor acentuado, até 5,5 ºC a mais do que a temperatura registrada atualmente, desencadearia um processo de desertificação da Caatinga, bioma já considerado ameaçado de extinção. No mesmo cenário de emissões altas, o Pantanal sofreria uma redução de 45% na quantidade de chuvas e um aumento de 4,5 ºC na temperatura.
Mata Atlântica e Pampa também registram, segundo o panorama de altas emissões, aumento na temperatura até 2100, de forma um pouco mais amena se comparado com as demais regiões. No entanto, o que preocupa, segundo o relatório, é o crescimento das taxas de pluviosidade.
Enquanto na porção Sul/Sudeste da Mata Atlântica a quantidade de chuva pode subir até 30% nas próximas décadas, no Pampa, que abrange os estados do Sul, esse cresce 40% – o que aumenta o risco de inundações e deslizamentos em áreas costeiras.
“São projeções dentro de cenários extremos de emissões de gases de efeito estufa. Se em 30 anos não mudarmos essa taxa atual, a temperatura média anual do país já deve aumentar 1 ºC”, explica Tércio Ambrizzi, professor titular do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do Volume 1 do relatório, que trata da “Base Científica das Mudanças Climáticas”.
Os cientistas alertam que, apesar da divulgação de informações sobre a variação das chuvas, ainda há discordâncias referentes a estes índices, que mudam de acordo com o modelo climático aplicado. Para eles, ainda é necessário discutir mais o tema.
Rios mais secos e pesca ameaçada Bacias importantes do leste da Amazônia (nas proximidades do Pará) e do Nordeste podem ter reduções significativas em suas vazões. A estimativa é de queda de 20%. Segundo o documento, o Rio Tocantins, que passa por Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, poderá ter uma redução de até 30% em seu escoamento.
Essa diminuição afetaria, por exemplo, a geração de energia elétrica por hidrelétricas e a distribuição de eletricidade pelo país. Além disso, forçaria o governo a utilizar as termelétricas, consideradas mais poluentes.
No Sul do país, a Bacia do Paraná-Prata poderá ter aumento de vazão entre 10% e 40% nas próximas décadas. No entanto, os cientistas apontam que ainda há incertezas a respeito.
O relatório informa ainda que a mudança climática pode afetar as taxas de recarga de águas subterrâneas, ameaçando a qualidade desse recurso armazenado no subsolo. Os pesquisadores apontam que, mesmo sabendo de tais consequências, ainda é prematuro afirmar quais danos ocorrerão devido a poucas pesquisas realizadas sobre o tema.
 Quanto aos oceanos, o documento diz que a acidificação será acentuada se as emissões de gases permanecerem altas e o potencial de pesca em toda a costa brasileira poderá diminuir em 6% nos próximos 40 anos.
 
Impactos na agricultura Estudos utilizados pelo painel brasileiro para elaborar o relatório de avaliação apontam que as mudanças climáticas reduzirão a produtividade de quase todas as culturas agrícolas existentes no país atualmente. A previsão de perdas econômicas causadas por geadas e secas na agricultura gira em torno de R$ 7 bilhões anuais até 2020.
Previsões científicas apontam que, se nada mudar no cenário de emissões, nos próximos sete anos o plantio de soja perderia 20% de sua produtividade e 24% até 2050. Até este mesmo ano, a área plantada de arroz no Brasil pode retroceder 7,5%, a de milho 16% e o cultivo de algodão pode decrescer 4,7%. A safra de laranja também poderá ser prejudicada por doenças prejudiciais ao fruto.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa e coordenador do Volume que trata sobre "Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação às mudanças climáticas", o café-arabica, importante variedade cultivada no país, também poderá sofrer com o calor. Plantado principalmente na região Sudeste (Minas Gerais lidera a produção), este grão não conseguirá se desenvolver em temperaturas acima de 34 ºC, oferecendo risco à expansão da cultura.
Estima-se que até 2050 o clima influencie na perda de 10% de tudo o que for plantado no país. “A alternativa será trabalhar com variedades de café que tenham mais tolerância ao calor”, explica Assad. Apesar dos riscos à agricultura, ele comenta que o setor é o que tem planos de adaptação e mitigação mais avançados até o momento.
Em contrapartida, o calor pode beneficiar a cana-de-açúcar, planta muito resistente ao calor e à seca. A principal mudança no cultivo de cana ocorreria em São Paulo, onde haveria "transferência" da produção da região oeste para o leste do estado.
Governo precisa agir contra desastres Para Emílio La Rovere, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Volume 3 do relatório, que trata da "Mitigação à Mudança Climática", é necessário aperfeiçoar as políticas públicas voltadas à redução das emissões, planejando o combate a longo prazo, após 2020.
 A data marca o prazo final para o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões, anunciadas em 2009 durante a conferência climática de Copenhague. Na época, o Brasil se comprometeu em diminuir entre 36,1% e 38,9% do total de emissões nacionais em comparação aos índices de 2005. Em junho deste ano, o governo anunciou que o país já atingiu cerca de 62% de sua meta.
La Rovere afirma que, se nada for feito para restringir as emissões pós 2020, o Brasil pode lançar na atmosfera 2,5 bilhões de toneladas de CO2 equivalente já em 2030. Para se ter ideia, o número supera o total de 2005, quando as emissões totalizavam cerca de 2 bilhões de toneladas. Em 2010, este número caiu para 1,25 bilhão de toneladas de CO2.

“Há uma dificuldade no pós 2020. Com o nível de desmatamento baixo, haverá uma pressão maior para o aumento da queima de combustíveis fósseis. Reduzir as emissões da indústria e dos transportes pode afetar a economia. A ideia é conseguir um crescimento econômico com menor consumo de energia e com mais energia renovável. Isso vai ser fundamental para que, após 2020, continuemos a reduzir as emissões”, explica Emílio.
 Sobre planos de prevenção aos desastres climáticos, Eduardo Assad afirma que é necessário cuidar da já frágil região costeira do país, onde mora a maioria da população, realizando planos como o de zoneamento de risco urbano. Segundo ele, isso pode evitar, por exemplo, deslizamentos de encostas em períodos chuvosos.
“Não dá mais, como brasileiro, para aceitar mais desastres que matem mais de mil brasileiros de uma só vez. Medidas protetoras e preventivas têm de ser feitas urgentemente”, disse o pesquisador. "Os eventos extremos estão acontecendo com maior frequência. A população que não estiver preparada, vai sofrer com isso".