domingo, 20 de outubro de 2013

"Mars One" irá se sacrificar, diz astronauta brasileiro

 
As viagens ao espaço já deixaram de ser algo exclusivo dos governos e começam a ser exploradas por empresas particulares. Primeiro brasileiro a ir para o espaço, Marcos Pontes revelou que já recebeu diversos convites para trabalhar nessas empresas que poderiam acelerar o processo para que ele volte a participar de uma missão espacial, que é seu grande sonho. Uma delas é a Mars One, que tem como objetivo instalar uma colônia humana em Marte a partir de 2023.
O astronauta brasileiro não acredita em êxito dessa missão sem volta, não porque sua meta seja impossível de alcançar, mas sim pelo curto prazo estipulado. Além disso, ele diz que “os tripulantes do projeto irão se sacrificar pelo outros, pelo futuro” e que não acredita em uma sobrevida de nem 10 anos dos primeiros exploradores.
“Eles vão se sacrificar para abrir caminho para outros, vão iniciar um processo. A missão deles será organizar as coisas, colocar em ordem todos os módulos, começar o funcionamento”, explica Pontes, que detalha alguns pontos importantes para que uma missão como essa tivesse sucesso.
Para ele, é preciso calcular direito toda a trajetória das espaçonaves, assim como sua decolagem, entrada na órbita do planeta vermelho e local de pouso. Pontes diz que ainda não temos também a proteção de radiação adequada para tanto tempo de exposição que os pioneiros terão. Outro fator apontado é sobre as questões de perda de densidade óssea e todos outros problemas que afligiriam o corpo humano no espaço, “lá não haverá apoio, não tem hospital”, lembra ele.
O tempo corre contra todos esses fatores, de acordo com o astronauta. “Se me dissessem que iriam começar o projeto em 2030, eu diria que teria tudo para dar certo, mas agora o prazo é curto. Para levar gente já em 2023 seria necessário que alguns módulos já fossem lançados em 2018. Está muito em cima. Eu diria que a probabilidade de sucesso hoje é menos de 5%”, estima ele.
Questionado se participaria de uma missão como essa, sem volta, Pontes foi enfático: “se fosse pela Nasa, uma missão oficial, eu iria sem problemas”, revelou o astronauta que ainda acrescentou, “se eu entrasse para uma empresa privada, poderia te dizer na semana seguinte quando voltaria ao espaço. É um mercado que tem crescido muito”.
Pontes revelou em números o crescimento desse setor. “Até 2011 tínhamos cerca de 160 astronautas em Houston, hoje estamos em 32. Tenho muitos amigos que fizeram essa migração do público para privado. Então eu penso, porque quero muito voltar ao espaço”, conclui.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

20 imagens ds 35 lugares abandonados mais bonitos do mundo

Muitas pessoas tem verdadeiro fascínio por este tipo de fotografia e também pelos locais que retratam. Na verdade se tornou motivo de culto de exploradores urbanos que nos finais de semana mergulham no mundo sombrio de locais abandonados. Como, em geral, são lugares abandonados e carcomidos pelo tempo, há que redobrar o cuidado em andar por ai e, às vezes, até conhecer um pouco da arquitetura antes de aventurar-se.

A exploração urbana, ou urbex, é o hobby que consiste em visitar locais abandonados, como fábricas, usinas desativadas, túneis, catacumbas, cenários surreais, parques ou cidades inteiras  abandonadas. Alguns desses exploradores resolveram juntar a adrenalina de se aventurar por esses lugares com a arte da fotografia. Os resultados, quase sempre, são imagens impressionantes, que mostram que há sim beleza no caos e na decadência.
Para chegar aos locais mais interessantes, os exploradores têm que desrespeitar algumas normas, a não ser uma: "nunca tirar nada a mais que fotografias e não deixar nada além de pegadas".
A prática pode ser considerada arriscada, afinal o urbex também significa entrar sem autorização em propriedades alheias e há muitos riscos envolvidos, como a presença de seguranças, cães bravos, sensores de movimentos, madeira podre, ferrugem, bichos peçonhentos, gente drogada...
Foi com este intuito que dois exploradores urbanos de locais abandonados fizeram uma boa compilação desses lugares por todo o mundo, que consideram como os mais bonitos. Dê uma olhada !!!
1. Cristo do Abismo em San Fruttuoso, Itália
 
2. Kolmanskop no deserto da Namíbia
 
3. Casas abandonadas no sudoeste da Flórida
 
4. Os restos mortais do Ayrfield SS na baía Homebush, Austrália
 
5. Parque de diversões abandonado nos arredores de Pequim, China
 
6. Cabana de pesca em um lago na Alemanha
 
7. Ilha Holanda na Baía de Chesapeake
 
 
8. O Caminho de Kerry entre Sneem e Kenmare na Irlanda
 
9. Pripyat, Ucrânia
 
 
10. Mosteiro do século 15, na Floresta Negra, na Alemanha
 
11. Kalavantin Durg perto Panvel, Índia
 
 
12. Os restos do Pegasus em McMurdo Sound, Antártida
 

13. Angkor Wat, no Camboja
 
 
14. O forte marinho Maunsell na Inglaterra
 
 
15. Castelo Bodiam em East Sussex, Inglaterra
 
 
16. Czestochowa, depósito de trens abandonados, Polônia
 
 
17. Iate afundado na Antártida
 
 
18. Destilaria abandonada em Barbados
 
 
19. Salão Hafodunos em Llangernyw, North Wales
 
 
20. Pista do bobsleigh para as Olimpíadas de Inverno de 1984 em Sarajevo
 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Frase


Astrônomo amador cria imagem impressionante de Saturno

 
A sonda Cassini da Agência Espacial Americana tem como missão observar Saturno e suas luas. No começo de outubro, como parte de suas atividades, ela capturou 36 imagens do planeta com filtros diferentes: doze com filtro vermelho, doze com filtro verde e outras doze com filtro azul. O astrônomo amador Gordan Ugarkovic resolveu juntar todos esses originais e processá-los para criar uma imagem final que se aproximasse das cores reais de Saturno. O resultado é a imagem que você viu acima, com um nível de detalhes impressionante.
No momento das fotografias, a sonda estava bem acima do norte do planeta. Se você observar com atenção, dá pra notar, por exemplo, algumas faixas discretas que marcam os topos das nuvens da atmosfera de Saturno. Há uma versão com uma maior resolução. Vale a pena ver.
Superinteressante.com

Eclipse lunar penumbral ocorrerá nesta sexta

                   
                               Imagem mostra a sequência de um eclipse penumbral da lua
Na próxima sexta-feira, dia 18, ocorrerá um eclipse lunar penumbral, o último deste ano. O fenômeno poderá ser observado no leste das Américas, na Europa, na África e em algumas partes da Ásia.
O eclipse deve começar por volta das 18h51, de acordo com previsões da Nasa (Agência Espacial Americana). O fenômeno deve terminar por volta de 22h50 – no horário de Brasília.
Parte da lua ficará ocultada pela penumbra da Terra. “O eclipse será visível em todo o Brasil, mas muito fraco”, explica o astrônomo e professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Kepler Oliveira. “Isto é, terá pouco contraste, pois a Lua só entra na penumbra da Terra, (parte da sombra) e não total.”
Este será o terceiro eclipse do ano. Em 25 de abril tivemos um eclipse parcial da lua, e em 25 de maio ocorreu outro eclipse penumbral.
Um eclipse total da lua – em que a mesma fica coberta pela umbra da Terra – está previsto apenas para 15 de abril de 2014, e poderá ser observado do Brasil.

Homem pede 'asilo climático' na Nova Zelândia

Um morador das ilhas do Oceano Pacífico está tentando pedir asilo na Nova Zelândia, sob a justificativa de que as mudanças climáticas estão ameaçando seu país.
Ioane Teitiota disse ao Supremo Tribunal neozelandês que partes de sua terra natal, Kiribati, já estão submersas por causa do aumento do nível do mar.
Ele apelou à decisão do departamento de imigração do país, que recusou seu pedido de asilo.
'Não há futuro para nós quando voltarmos para Kiribati', disse Teitiota no tribunal.
Ele afirmou que sua família, incluindo seus três filhos nascidos na Nova Zelândia, seria prejudicada se for forçada a voltar ao país.
A maior parte das ilhas que compõem Kiribati são terras baixas e estão em perigo por causa do nível do mar.
'Perseguição passiva' Teitiota vive na Nova Zelândia desde 2007, mas seu visto de trabalho expirou recentemente.
Seu advogado disse que ele está sendo 'perseguido passivamente pelas circunstâncias em que está vivendo, as quais o governo de Kiribati não tem capacidade de melhorar'.
O departamento de imigração da Nova Zelândia rejeitou o pedido de asilo de Teitiota no início do ano, alegando que ele não sofreria perseguições ou ameaças a sua vida se retornasse a Kiribati.
'A triste realidade é que a população de Kiribati em geral enfrenta a degradação ambiental causada tanto por desastres naturais em andamento quanto pelos inesperados', disse o Tirbunal de Imigração e Proteção da Nova Zelândia em junho.
No entanto, o órgão disse que o governo de Kiribati tem projetos para lidar com os riscos criados pela mudança climática.
No ano passado, o governo do Kiribati aprovou um plano para comprar terras do arquipélago vizinho de Fiji, caso o aumento do nível das águas forçasse seus cidadãos ao deslocamento.
A decisão do Supremo Tribunal de Auckland a respeito do caso de Teitiota deve ser divulgada nas próximas semanas.

Gelo de inverno na Antártida bate recorde de extensão

UMA ÓTIMA NOTÍCIA:
A camada de gelo flutuante que cerca a Antártica no inverno chegou a um novo recorde de extensão este ano. No final de setembro, as placas geladas alcançaram 19,47 milhões de quilõmetros quadrados. O recorde anterior, do ano passado, era de 19,44 milhões de quilômetros quadrados.
A imagem acima, divulgada pela Nasa, mostra a extensão do gelo em branco. A área cinza escuro é a parte de terra firme da Antártica. O cinza claro são as plataformas de gelo que persistem ao derretimento do verão.
O gráfico abaixo mostra como a extensão de gelo variou nos últimos anos. Há uma aparente tendência de aumento na extensão desde 1980.
 
 
É interessante entender como o aumento na extensão de gelo na Antártica no inverno faz sentido quando se sabe que o planeta todo vem esquentando.
Apesar da superfície da camada de gelo no inverno ter mostrado sinais de aumento nas últimas décadas, a tendência em algumas partes do continente é de degelo acelerado. Como na Península Antártica.
Para os cientistas, o fenômeno responsável pela maior extensão de gelo da Antártica no inverno é derivado de algum fator local, que não concorre com o aquecimento global. Nem o compensa, como explica o post que fizemos no recorde do ano passado.
Segundo pesquisas recentes, a Antártica demora mais a reagir a mudanças globais na temperatura. Foi assim na saída da última era glacial.
Época.com

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Frase


Comissão propõe cobrar pelo CO2 de voos internacionais

A Comissão Europeia (CE) propôs nesta quarta-feira que as companhias aéreas que operarem voos internacionais que passarem pela UE paguem a partir de janeiro pelas emissões de dióxido de carbono (CO2) que emitirem no espaço aéreo europeu, embora tenha considerado exceções.
"A Europa deve insistir em seu direito soberano para regular a aviação em seu próprio espaço aéreo", disse em entrevista coletiva a delegacia de comissária europeia de Ação pelo Clima, Connie Hedegaard, que confia em que os países alheios à União Europeia (UE) entendam e respeitem a medida.
A nova proposta é feita depois que os 191 membros da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao), entre os quais está a UE, acordaram há duas semanas em Montreal que em 2016 terão concretizado os detalhes de um "mecanismo comercial global" (MBM, na sigla em inglês) para reduzir as emissões de a aviação, que entrará em vigor em 2020.
Como fruto do acordo, a UE se vê agora obrigada a adaptar sua legislação e seu sistema de comércio de emissões, que já previa desde 2012 cobrar uma taxa verde da aviação internacional muito mais ampla do que a que será imposta agora.
A comissária europeia explicou que tudo teria sido mais simples se a maioria dos membros da Icao não tivesse se oposto ao esquema europeu, e tivesse permitido à aviação contribuir aos esforços de redução de emissões da UE obviamente, em vez de esperar pelo acordo global de 2020.
Ressaltou, em qualquer caso, que o importante agora é cumprir o compromisso da Icao para 2016 e 2020 e esclareceu que a proposta de hoje e suas exceções são uma "solução temporária" até então.
A UE, que já cobra uma taxa verde das companhias aéreas europeias pelas emissões de dentro de seu território, teve que adiar um ano seus planos de estender a medida à aviação internacional para evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos, Rússia, China e a Índia.
Os países diziam que Bruxelas não tinha direito a impor medidas desse tipo a operadores aéreos de fora da UE sem um acordo prévio com essas nações não comunitárias.
A abordagem original europeia consistia em cobrar das companhias aéreas pelo CO2 que emitissem durante todo o trajeto intercontinental com origem ou destino na UE.
A proposta de hoje, por outro lado, limita a cobrança às emissões que o voo internacional emitir em sua passagem pelo espaço aéreo europeu, e exclui ainda os territórios não comunitários - como Suíça, Sérvia e Montenegro - que cruzarem seu caminho, assim como as águas marítimas entre países de mais de 400 milhas náuticas.
Será aplicada, portanto, à distância que for desde o aeroporto comunitário de aterrissagem ou decolagem até o ponto mais afastado do litoral do território comunitário.
Exame.com

No Dia da Alimentação, ONU faz alerta contra desperdício de alimentos

As Nações Unidas (ONU) aproveitaram o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta quarta-feira, para alertar o mundo em relação ao problema do desperdício de alimentos enquanto 842 milhões de pessoas passam fome, ressaltando, além disso, a importância de uma alimentação saudável em um contexto de aumento da obesidade.
Cerca de um terço dos alimentos produzidos no planeta atualmente vai direto para o lixo, o que equivale a 1,3 bilhão de toneladas por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), sediada em Roma.
"Com apenas um quarto disso, poderíamos alimentar 842 milhões de famintos", explicou Robert van Otterdijk, um especialista em agricultura da FAO.
Mesmo reduzindo pela metade o desperdício de alimentos, seria necessário elevar em 32% a produção mundial de comida para alimentar a população mundial até 2050. Na situação atual, o aumento da produção de alimentos deve ser de 60% para atingir esse objetivo.
Mathilde Iweins, coordenadora de um relatório sobre o custo do desperdício de alimentos, disse que "a soma das áreas agrícolas usadas para produzir alimentos que jamais serão consumidos é tão grande quanto o Canadá e a Índia juntos".
Mas, para a FAO, focar no tipo de alimento a ser consumido é tão importante quanto o problema do desperdício, já que a desnutrição e as dietas mal balanceadas impõem altos custos para a sociedade, envolvendo problemas que vão desde as altas despesas relacionadas aos cuidados com a saúde até a perda de produtividade.
"Uma em cada quatro crianças no mundo com menos de cinco anos está abaixo do peso ideal", informou a FAO em um relatório. Isso significa que 165 milhões de crianças são tão desnutridas que nunca alcançarão o máximo do seu potencial físico e cognitivo", disse.
Cerca de dois bilhões de pessoas no mundo vive com insuficiência de vitaminas e minerais essenciais para uma boa saúde, enquanto 1,4 bilhão de pessoas estão acima do peso.
As crianças com atraso no crescimento podem estar mais suscetíveis ao risco de desenvolver problemas de obesidade e doenças relacionadas à idade adulta, em um ciclo preocupante de desnutrição.
Das que estão acima do peso, "cerca de um terço é de obesos e corre o risco de adquirir doença cardíaca coronária, diabetes ou outros problemas de saúde", disse a FAO.
A agência pondera que, apesar de acabar com a desnutrição em todo o mundo "ser um grande desafio, o retorno deste investimento seria alto". "Se a comunidade internacional investisse 1,2 bilhão de dólares por ano durante cinco anos para reduzir as deficiências de micronutrientes, os resultados seriam traduzidos em mais saúde, menos mortalidade infantil e aumento de ganhos futuros", disse. "Isso geraria ganhos anuais no valor de 15,3 bilhões de dólares", acrescentou.
A FAO disse estar particularmente esperançosa em relação a projetos que visam a "elevar o teor de micronutrientes dos alimentos básicos - seja através do 'biofortalecimento' ou do incentivo à utilização de variedades com um teor de nutrientes mais alto".
Espera-se que o consumo de alimentos subutilizados e ricos em nutrientes, como certos insetos, por exemplo, possa se tornar moda.
Com a luta contra a desnutrição sendo bem sucedida em alguns países e ficando para trás em outros, a FAO deu exemplos de métodos para ajudar a melhorar os sistemas alimentares.
No Vietnã rural, peixes criados em tanques, galinhas usadas como fonte de fertilização e pequenas plantações em jardim reduziram a má nutrição tanto em crianças como em mulheres em idade fértil.
Na Etiópia, um projeto envolvendo cabras elevou o consumo de leite e os rendimentos da região, ao ensinar às mulheres uma melhor gestão do animal, inclusive melhorando geneticamente a espécie.
A FAO insistiu, porém, que projetos específicos de cada país devem ser apoiados globalmente para conter o desperdício.
"Tirar o máximo de alimentos a partir de cada gota de água, pedaço de terreno, grão de fertilizante e minuto de trabalho economiza recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis", afirma a organização.
IstoÉ

Índice que calcula saúde mundial do oceano dá nota 66, de 100, ao Brasil

Pesquisadores divulgaram, nesta terça-feira (15), os resultados da mais nova versão do Índice de Saúde do Oceano (OHI, na sigla em inglês). O índice, calculado pela primeira vez em 2012, é resultado de uma parceria de dezenas de cientistas que desenvolveram uma metodologia para medir a qualidade dos oceanos em escala global.
 Este ano, o Brasil atingiu uma pontuação de 66, de um total de 100 pontos. O resultado está um ponto acima da média global de saúde dos oceanos, que é de 65. Foi avaliado um total de 221 zonas econômicas exclusivas (ZEE), que correspondem aos territórios oceânicos que banham determinado país, ilha ou território.
Dessa forma, o mesmo país pode ser classificado com mais de um Índice de Saúde do Oceano, caso contenha ilhas ou regiões separadas do território principal. Por exemplo: os Estados Unidos recebem uma pontuação geral (de 67, este ano) e também uma pontuação específica para ilhas como Jarvis (70), Wake (65) entre outras que fazem parte do estado americano.
 O índice leva em conta 10 quesitos de avaliação. Cada um recebe uma pontuação que vai até 100. São eles: oportunidades de pesca artesanal; biodiversidade; economia e subsistência costeira; águas limpas; armazenamento de carbono; proteção costeira; identidade local; turismo e recreação; produtos naturais e provisão de armazenamento.
O Brasil ficou na 87ª posição entre todas as ZEE avaliadas. Os quesitos em que o país foi mais bem avaliado foram oportunidades de pesca artesanal (com 99 pontos) – parâmetro definido pela possibilidade de indivíduos praticarem a pesca como atividade de subsistência – e armazenamento de carbono (92 pontos) – que corresponde à capacidade do território de preservar as vegetações costeiras, como os manguezais, as restingas e as algas.
 Os quesitos em que o país teve as pontuações mais baixas foram provisão de alimentos (24 pontos) – índice que mede a capacidade de exploração da pesca e da maricultura – e produtos naturais (15 pontos) – referente à capacidade de exportação de produtos como peixes ornamentais, óleo de peixe, algas, conchas, esponjas e produtos de coral.
Mundialmente, esses dois quesitos também tiveram médias baixas, ainda que mais altas que o Brasil (33 pontos em provisão de alimentos e 31 pontos em produtos naturais).
 Para o diretor executivo da Conservação Internacional André Guimarães, a pontuação do Brasil, em torno da média, “indica que existe muito espaço para um gerenciamento mais eficaz dos oceanos, visando a sustentabilidade dos recursos e garantindo o bem estar dos seres humanos”.
As zonas mais bem colocadas no índice foram as Ilhas Heard e McDonald, região deserta que faz parte da Austrália (94 pontos), a Ilha Saba, que fica no Caribe e faz parte da Holanda (90 pontos) e as Ilhas Howland e Baker, que fica no Pacífico e faz parte dos Estados Unidos (88).

Avaliação de 2012
De 2012 para 2013, houve uma mudança de metodologia no cálculo do OHI. No ano passado, foram 171 ZEE avaliadas, em comparação com as 221 avaliadas este ano. Também foram usados novos métodos para cálculo de provisão de alimentos e de turismo e recreação. Por esse motivo, não é possível comparar diretamente os resultados do ano passado e os deste ano.
 Na avaliação de 2012, o Brasil havia ficado na 35ª posição, com 62 pontos. No mesmo índice, a média de pontuação mundial tinha sido de 60 pontos.

Mais de 90% dos europeus vivem em áreas com nível nocivo de poluição

Quase 90% dos moradores de zonas urbanas europeias continuam expostos a uma poluição com partículas e um número ainda maior ao ozônio, em níveis que superam os recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), adverte um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (AEE).
"Grandes proporções da população não vivem em um ambiente saudável (...). A Europa deve ir mais longe na legislação aprovada", menos rígida que as recomendações da OMS, considera o diretor-executivo da AEE, Hans Bruyninckx.
A emissão de partículas PM10 (de diâmetro inferior a 10 microns) e PM 2,5 diminuiu respectivamente 14% e 16% na União Europeia entre 2002 e 2011, indica o relatório da AEE.
No entanto, em 2011, 33% dos habitantes da UE viviam em zonas onde as concentrações máximas autorizadas de PM10 em 24 horas foram superadas.
De acordo com as normas da OMS, que não são obrigatórias, trata-se de 88% da população urbana.
As partículas de menor tamanho penetram profundamente nos pulmões e no sangue, provocando patologias respiratórias e cardiovasculares. As PM10 são emitidas principalmente por processos mecânicos como as atividades de construção, enquanto as PM 2,5 resultam da combustão (madeira, combustível, especialmente diesel).
Por sua vez, 98% das populações urbanas estiveram expostas desde 2011 a concentrações de ozônio superiores às recomendações da OMS. O ozônio resulta das transformações, sob os efeitos dos raios solares, das emissões dos veículos a motor e das atividades industriais, e provoca irritação para as vias respiratórias.
Um relatório europeu publicado nesta terça-feira (15) pelo "Lancet Respiratory Journal", baseado em 14 estudos realizados em 12 países em 74 mil mulheres, mostra que uma exposição ainda limitada a PM 2,5 durante a gravidez aumenta os riscos de peso insuficiente no recém-nascido.
Um peso de menos de 2,5 kg após 37 semanas de gestação pode provocar problemas respiratórios durante a infância, assim como dificuldades cognitivas.
G1

Especialista dá dicas de adaptação ao horário de verão

Apesar de parecer uma mudança pequena, o início do horário de verão pode alterar o funcionamento do organismo, segundo explica Shigueo Yonekura, neurologista com especialização em sono pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele dá algumas dicas para contornar eventual desconforto.
"O cérebro segue o ritmo do relógio biológico, que está organizado em um ciclo de 24 horas. A mudança desse padrão desregula o sono e o repouso que ele proporciona", explica Yonekura. A maioria das pessoas, diz, demora entre três e quatro dias para entrar no novo ritmo e, nesse período, os principais sintomas são sonolência, cansaço, irritabilidade e falta de atenção.
Yonekura conta que a melhor maneira de se adaptar é dormir mais cedo gradualmente, nos dias anteriores à mudança. "Deitar 15 minutos antes na quarta-feira, 30 minutos na quinta, até que isso chegue a uma hora na noite do sábado, é o ideal", orienta.
As atividades físicas também são aliadas do sono, desde que realizadas com moderação e até duas horas antes de dormir. Sobre a alimentação, a principal dica é evitar consumir café, chá preto, refrigerante, chocolate e demais produtos que contenham cafeína.
Outras práticas consideradas boas pelo médico incluem comer alimentos leves, beber leite morno, evitar televisão e computador pouco antes de dormir, tomar banho refrescante e não levar problemas e preocupações para a cama.
Mudança de horário O horário de verão começa no domingo (20). Com isso, à meia-noite do sábado (19) para domingo, os relógios devem ser adiantados em uma hora. A mudança vai até o dia 16 de fevereiro de 2014.
Os dez estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. As regiões Norte e Nordeste não participam do horário de verão.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Frase


Exército americano constrói traje militar inspirado no Homem de Ferro

 
Planos para criar uma super armadura para soldados americanos em campo sempre existiram. Mas agora isso parece estar bem próximo de sair do papel e se tornar realidade. O Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos se uniu a universidades, laboratórios e indústrias de tecnologia para produzir um traje militar que imita algumas características da armadura do Homem de Ferro. O objetivo é que o Tactical Assault Light Operator Suit (TALOS) aprimore a proteção dos soldados em situações de combate.
O professor de engenharia química da Universidade de Delaware, Norman Wagner, disse à rádio NPR que os pesquisadores estão usando nanotecnologia para criar um material maleável que possa formar uma espessa camada protetora. No momento em que é atingido por algo, esse material tem a propriedade de se tornar mais resistente. “Estas partículas se organizam rapidamente, localmente, de uma maneira que elas não podem mais fluir e acabam se tornando como um sólido”, explicou Wagner.
A ideia é melhorar não só a resistência física da armadura, mas também incluir recursos que vão monitorar as atividades corporais dos soldados, como frequência cardíaca, temperatura do corpo e nível de hidratação. Além disso, elas devem ser equipadas com um computador especial que permite visão de 360 graus e noturna.
Outro filme de Hollywood também serviu de inspiração para a armadura. Lembra do exoesqueleto que a Tenente Ripley (Sigourney Weaver) usa em Aliens? Pois é, o TALOS deve ter alguns aspectos em comum com o traje: os pesquisadores pensam em usar uma estrutura acoplável para fornecer uma camada extra de força. Eles esperam que a estrutura ajude também a aumentar a velocidade e a mobilidade dos soldados.  A previsão é de que o protótipo esteja pronto nos próximos 3 anos.

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Amazônia em dois tempos

Em 1982, o oceanógrafo e documentarista Jacques Cousteau comandou uma expedição pela floresta. Passados 25 anos, seu filho Jean-Michel refez a viagem e se diz otimista com o que viu.
 
Aos 7 anos de idade, o francês Jean-Michel Cousteau, que hoje tem 75 anos, passou por uma experiência que determinou os rumos de sua vida. “O meu pai me jogou na água com um cilindro nas minhas costas. Assim, ele começou a me fazer entender que mesmo a minha vizinhança estava conectada ao oceano”, diz. O pai de Jean-Michel é o renomado explorador Jacques Cousteau (1910-1997), oficial da marinha francesa e oceanógrafo, célebre por seus documentários e inovações em equipamentos de mergulho. Inspirado pelo pai, Jean-Michel também dedica a vida a estudar e a divulgar a importância dos ambientes aquáticos. Entre 1981 e 1982, passou 20 meses viajando pelo rio Amazonas em uma expedição de pesquisa liderada pelo pai. Vinte e cinco anos depois, entre 2006 e 2007, o arquiteto e explorador voltou à região e passou mais dez meses refazendo a viagem, que passou também por partes do Equador e Peru.
“Muitas pessoas que participaram da viagem de 1982 estavam na segunda expedição. Foi incrível observar as reações delas às diferenças encontradas”, disse Cousteau em entrevista à ISTOÉ. Uma delas foi o crescimento populacional: durante esse período, a população da região amazônica brasileira passou de cerca de 12 milhões para 20 milhões de pessoas (leia quadro). Para o pesquisador, foi assustador observar o impacto que esse contingente de moradores causou e vem causando sobre a floresta. De acordo com as observações de Jean-Michel, muitos dos migrantes são pessoas pobres, que vêm de favelas do Rio de Janeiro e de outras cidades e vão para a Amazônia porque encontram oportunidade e espaço para pescar, cultivar alguns alimentos, cortar árvores, construir casas e sobreviver. “Não posso culpá-las por isso, porque às vezes a vida é dura. Mas o que nos preocupa é que a maioria não sabe nada sobre a floresta, não sabe que os níveis dos rios variam conforme a estação e não conhece doenças como a malária”, diz.

Para combater a desinformação, Jean-Michel pretende desenvolver um projeto educacional e ambiental na região, nos moldes de outros programas de sua fundação, a Ocean Futures Society. Um deles já foi apresentado para estudantes no Guarujá pela organização, que conta com uma sede em São Paulo. “A maioria dos brasileiros não conhece a Amazônia, então tentamos educar as pessoas com informação, o que vai ajudá-las a tomar melhores decisões”, afirma.
 
Outro problema que chamou a atenção de Jean-Michel foi o aumento do impacto da indústria petroleira nas águas da região entre a década de 1980 e meados dos anos 2000. “Peixes estão se contaminando com essa água, o que contagia os pássaros que se alimentam deles e as onças que comem as aves.” Há tecnologias para limpar essa água antes de descartá-la nos rios, mas a indústria não está fazendo isso. Por outro lado, o explorador se diz otimista com as políticas de combate ao desmatamento apresentadas pelo governo nos últimos anos.
 
Além disso, Jean-Michel preocupa-se com algumas soluções buscadas para aumentar a produção de energia no Brasil, como a construção de hidrelétricas na região amazônica, a exemplo de Belo Monte. “Acho que isso é um grande erro, pois vai inundar milhares de quilômetros de terras e expulsar a população. A devastação vai ser monumental, vai afetar a migração de peixes e as terras indígenas. Há outras abordagens, outras formas de energias renováveis muito melhores”, diz.
Jean-Michel está no Brasil nesta semana, até o dia 16, para divulgar o livro “Retorno à Amazônia”, que está sendo lançado em São Paulo neste sábado e no qual o explorador retrata em 300 páginas as duas expedições. Além disso, uma exposição com as fotos mais marcantes da publicação será exibida em Manaus, de 16 a 19 de dezembro, e em Búzios, de 12 de janeiro a 12 de março de 2014.  
“A floresta deve ser vista como um negócio”
O documentarista Jean-Michel Cousteau diz que o desmatamento deixou de ser um problema crítico da Amazônia. Ele defende que a floresta seja explorada, mas com limitações.
IstoÉ

Saturno e Júpiter podem ter 'chuva de diamante'

Diamantes - tão grandes que poderiam ser usados por estrelas de Hollywood – podem estar caindo do céu em Saturno e em Júpiter.
Essa é a conclusão de dois cientistas americanos, que apresentaram sua pesquisa no encontro anual da divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, que aconteceu em Denver, nos Estados Unidos.
Novos dados indicam que o carbono em sua forma cristalizada é abundante na atmosfera desses planetas, segundo Kevin Baines, da Universidade de Winsconsin-Madison e do Laboratório de Propulsão da Nasa. A co-autora da pesquisa é Mona Delitsky, do instituto California Speciality Engineering.
A tese de Baines e Mona afirma que poderosos raios transformam o metano em partículas de carbono. À medida que vai caindo, esse carbono entra em choque com a pressão atmosférica desses planetas, e se transformam primeiro em pedaços de grafite e, em seguida, em diamantes.
Dependendo das condições, esses "granizos" de diamante podem inclusive derreter.
Anel de diamante
Os maiores diamantes provavelmente seriam de um centímetro de diâmetro, de acordo Baines. "Seria um diamante grande o suficiente pra colocar em um anel", disse.
"O importante é que mil toneladas de diamantes são produzidos por ano em Saturno. E as pessoas me perguntam: 'como você pode ter certeza se não tem como ir para lá?' Bem, tudo é uma questão química. E acreditamos que estamos bastante certos".
Os cientistas analisaram as últimas temperaturas e pré-condições de pressão no interior dos planetas, além de novos dados sobre como o carbono se comporta em diferentes condições.
A descoberta dos cientistas americanos ainda precisam ser avaliadas por outros acadêmicos, mas especialistas consultados pela BBC disseram que a possibilidade de uma chuva de diamantes "não pode ser desconsiderada".
"Parece válida a ideia de que há uma profunda variação dentro das atmosferas de Júpiter e ainda mais de Saturno, nas quais o carbono poderia se estabilizar como diamante", disse o professor Raymond Jeanloz, um dos responsáveis pela descoberta de que havia diamantes em Urânio e Netuno.
BBC

Aquecimento global intensificará chuvas do El Niño, diz pesquisa

Um novo estudo publicado esta semana na revista Nature indica que existe uma relação grande entre o aquecimento global o fenômeno climático El Niño.
O El Niño - nome informal da Oscilação El-Niño Sul (ENSO, na sigla em inglês) - ocorre no Oceano Pacífico e tem um impacto importante em todo o sistema climático mundial. Com ele, as regiões Leste e tropical do Pacífico sofrem forte aquecimento.
Outro fenômeno - o La Niña - provoca o esfriamento das mesmas regiões.
Como em uma banheira, as águas quentes e frias do Pacífico se chocam. Isso é responsável pelos padrões de chuva na Austrália e em diversas regiões ao redor da linha do Equador, no Pacífico.
Os efeitos deste choque também são sentidos em regiões distantes. A fase mais quente do El Niño provoca invernos mais chuvosos no Sul dos Estados Unidos.
Por anos, cientistas estavam preocupados com a forma pela qual o El Niño poderia ser afetado pelo aquecimento global, com temperaturas médias maiores em todo o Planeta.
Na pesquisa, publicada esta semana, os cientistas fazem uma projeção de como os dois fenômenos - aquecimento global e El Niño - se relacionam. A conclusão é que as mudanças climáticas intensificam os efeitos do El Niño.
O principal autor do estudo, o pesquisador Scott Power, do Australian Bureau of Meteorology, afirma que o aquecimento global interfere na forma como o El Niño afeta as chuvas no mundo.
O modelo mostra que, com o aquecimento global, as chuvas provocadas pelo El Niño se deslocam do Oeste do Pacífico para a região tropical central e Leste.
Um cientista que não participou da pesquisa - Wenju Caum, da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation - disse que o estudo é importante, porque as projeções feitas por computador parecem apresentar resultados mais substanciais.

domingo, 13 de outubro de 2013

Objeto misterioso causa pânico na Rússia

Um vídeo, publicado no YouTube, registrou um objeto misterioso sobrevoando as cidades de Kurgan e Yekaterinburg, na Rússia. A cena foi filmada no entardecer de ontem.
De acordo com o site “segnidalcielo.it”, o sobrevoo causou o acionamento imediato de um alarme para alertar a provável queda de um meteorito, o que gerou pânico na população das cidades em que o objeto era visível. 
 No vídeo pode-se ver um objeto cônico. Depois de alguns minutos, o corpo se transforma em ponto de luz e se dissolve.
Outra hipótese aponta que o objeto poderá ser declarado como um teste de míssil pelas autoridades. Mas, como ainda não foi classificado, trata-se de um OVNI (Objeto Voador Não Identificado).

Outro caso

Em fevereiro deste ano, a queda de um meteorito deixou centenas de feridos na região de Chelyabinsk, também na Rússia. 

НЛО октябрь 10.2013


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Frase


Proteção 'chinfrim' para os oceanos do mundo

Artigo de RLopes
Recebi recentemente de Antonio Marques, professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP, um artigo científico um bocado interessante (que você pode ler de graça, em inglês, clicando aqui), escrito por ele em parceria com Alvar Carranza, da Universidade da República, no Uruguai. Bem, “interessante” talvez não seja bem a palavra. Marques e Carranza mostram que as dez maiores áreas marinhas protegidas por lei no mundo, na verdade, não protegem lá grande coisa — ou melhor, até protegem, mas o fazem em regiões que já não precisavam de muita proteção para começo de conversa.
Dá para entender melhor o que eu estou querendo dizer dando uma conferida no mapa abaixo, que está no artigo da dupla.
 
Temos no mapa tanto a área dos “parques nacionais marinhos” quanto a população dessas regiões. Detalhe: a população média desses lugares é de umas 5.000 pessoas — isso porque as ilhas Galápagos entram na conta. Na verdade, a maioria desses locais têm população mais próxima de… zero.
Não é necessário um esforço de imaginação muito grande para entender o que está acontecendo. A meta estabelecida pela CBD (Convenção da Diversidade Biológica, órgão da ONU criado durante a Eco-92) é proteger cerca de 10% das regiões ecológicas marinhas. Como dá muito menos trabalho proteger locais onde não há gente morando, os governos do mundo estão tentando ficar bem na fita criando superparques nesses locais remotos.
Claro que é uma ótima ideia proteger Galápagos ou o Ártico da Groenlândia. Mas o problema, lembram os pesquisadores em seu artigo, é que isso vira cortina de fumaça para proteger áreas de alta biodiversidade marinha que convivem com densidade populacional elevada e os problemas ambientais que isso traz. É o caso da costa da África Oriental — e dos litorais de Rio e São Paulo, entre outros lugares.
Esse é só mais um exemplo de como o desafio de proteger a biodiversidade que ainda resta no planeta não é brincadeira — e de como nós, como espécie, temos tido um impacto nefasto na história evolutiva de outras formas de vida.
Folha.com

A ciência por trás do filme 'Gravidade'

Sozinho, solto no espaço, sem ninguém, sem direção e com oxigênio com prazo de algumas horas para acabar. O que você faria? A situação, que é aterrorizante para os simples mortais que nunca se imaginaram tão longe do chão terrestre, é um pesadelo que incomoda frequentemente o sono dos astronautas. A possibilidade, retratada no filme Gravidade (Gravity), que estreia nesta sexta-feira, 11, embora não tenha precedentes, existe. Ainda não faz ideia do que faria? Fique tranquilo, a NASA também não.
Em Gravidade, a astronauta Ryan Stone (interpretada por Sandra Bullock) embarca com uma equipe para uma manutenção na telescópio Hubble com o experiente Matt Kowalsky (George Clooney). Destroços de outros satélites que orbitavam pelo mesmo local atinge a equipe, que fazia atividades extraveiculares (EVA), usando a terminologia da agência espacial. Stone é lançada com parte do telecóspio em um movimento giratório e é obrigada a se desprender (todos os astronautas em EVA são ligados à nave principal por ganchos).
Como padrão, todos também deveriam usar uma mochila a jato chamada de SAFER (sigla para “ajuda simplificada para resgate em EVA) – acredite, isso é tudo que já foi feito pelas agências espaciais como protocolo de prevenção a situações assustadoras como as do filme. Em tese, quando desprendido no espaço, o astronauta aciona o mini-foguete e tenta se lançar na direção de alguma estação. Para isso, ele conta com pouco combustível e de 7 a 8 horas de oxigênio. Mas nada disso importa, pois Ryan não carregava um SAFER. Ela então improvisa com um extintor, mas à toa. Sem ser spoiler, a história continua com Ryan e Matt orbitando pelo espaço até encontrarem a Estação Espacial Internacional (ISS), onde também irão se deparar com dificuldades.
Filme é filme. Mas será que o que acontece em Gravidade poderia acontecer na vida real? Outra forma de ver isso é: será que o filme foi retratado com alta fidelidade e precisão científica? A resposta é sim e não, respectivamente. O diretor Alfonso Cuarón (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e E Sua Mãe Também) parece ter se cercado de bons consultores, sendo um deles o astrofísico Kevin Grazier, para se não ser absolutamente preciso – aprendemos com Matrix que um mundo regido apenas por regras, feitas pelo Arquiteto, é chato e caótico, certo? – ao menos não assinar bizarrices que sujariam seu nome.
Em entrevista à The Atlantic, Grazier confirmou que Cuarón fez a lição de casa, principalmente no que se refere ao programa espacial americano. Mas ao menos três pontos são questionados. O primeiro é o do GPS. Se você já assistiu um dos trailers (trailer 1, trailer 2 e trailer estendido) deve ter notado que logo após ser lançada no espaço, Matt pede a localização de Stone, que rodava sem parar e por isso não tinha muitas referências a passar para o colega, que responde “o GPS não funciona”. Se você, assim como eu, não fazia ideia que o GPS funcionava no espaço, aprenda com o senhor Grazier: satélites de GPS orbitam a cerca de 20 mil km da Terra, o Hubble estava há cerca de 350 km apenas. Logo, sim, o GPS funciona por lá muito bem, obrigado.
Outro ponto é o da possibilidade de deixar o Hubble e dar um pulinho na Estação Espacial Internacional. E sobre isso, digamos que Cuarón se permitiu uma licença poética espacial. A rigor, a prática é impossível ou, para não ser tão radical, é fisicamente inviável. Por um motivo bem simples:
“Cuarón me disse que estava interessado em fazer este filme depois de assistir uma produção sobre o STS-125, a última missão a serviço do Hubble. Ele queria compartilhar a maravilha, o espanto e o perigo da exploração espacial. Mas, espere aí. O Hubble e a ISS estão em orbitas diferentes [o Hubble está a um ângulo de 28,5º e a ISS está a 51,6º). Ir de um para o outro nunca aconteceria. Esse detalhe deveria interromper o filme; ou deveríamos esperar que o público deixariam isso de lado e viriam conosco a uma viagem fascinante?”
O terceiro é o de destroços detonando satélites e outras coisas na sua órbita. Apesar de o ideal ser que cada país, ao explodir seus satélites destruam também seus destroços, casos assim já aconteceram, neste ano inclusive. Um satélite russo foi atingido por fragmentos de um satélite chinês destruído propositalmente há seis anos. A única condição é que ambos estejam circulando na mesma órbita, no mesmo ângulo. Ponto para Cuarón.
A conclusão da história toda é que se por algum motivo você um dia estiver na mesma situação que Ryan e Matt, o melhor a fazer é apreciar a paisagem.
Galileu.com

Cientistas investigam problema em sonda da Nasa que segue para Júpiter

A agência espacial americana, Nasa, tentará diagnosticar nos próximos dias um problema detectado na sonda espacial Juno, que segue em direção a Júpiter após tomar impulso na órbita gravitacional da Terra nesta quarta-feira (9), aumentando sua velocidade.
Os pesquisadores verificaram a existência de possíveis danos no equipamento logo após a sonda passar próxima da Terra. Até esta quinta-feira (10), os especialistas do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, nos EUA, não tinham descoberto qual problema era. Eles alegam que a sonda mantém contato, mas nem todos os instrumentos respondem aos comandos.

De acordo com o cientista Scott Bolton, a nave que transporta Juno não foi danificada e não há sinais de ela tenha sido atingida por algum raio cósmico.
Estilingue Lançada em junho de 2011, a sonda Juno passou nesta quarta-feira (9) a uma distância próxima da Terra, onde utilizou a gravidade do nosso planeta como um estilingue para lançá-la em direção a Júpiter.
O impulso aumentou a velocidade da sonda de 125,5 mil km/h para 140 mil km/h, o suficiente para navegar no espaço para além do cinturão de asteroides. A previsão é que a sonda chegue ao planeta em 2016.
 Ao chegar em Júpiter, o equipamento da Nasa vai ficar um ano (terrestre) fazendo imagens e análises – ao todo, serão completadas 33 órbitas antes da nave espacial se chocar contra o planeta.
 Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os polos e o campo magnético de Júpiter.
Júpiter é o maior de nossos vizinhos, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.
 
G1