segunda-feira, 19 de maio de 2014

Arqueólogos descobrem ruínas de templo egípcio de mais de 2 mil anos

As primeiras inspeções indicam que provavelmente o lugar estava dedicado ao culto da deusa Ísis - EFE

Especialistas egípcios descobriram os restos de um templo da época do Rei Ptolomeu II (246-282 a.C.) na província de Beni Suef, ao sul da capital do Egito, informou nesta segunda-feira, 19, o ministro egípcio de Antiguidades, Mohamed Ibrahim.
O vestígio foi descoberto nos trabalhos de escavação em uma zona arqueológica localizada na margem leste do Rio Nilo, a cerca de 110 quilômetros do Cairo, disse o ministro. Ele destacou que a importância do descobrimento se deve ao fato de que é a primeira vez que se localiza um templo que data da época de Ptolomeu II em Beni Suef, o que facilitará mais informações históricas e detalhes geográficos sobre seu período.
O ministro revelou que a descoberta pertence a um dos monarcas mais importantes da época grega ptolomaica, que reinou durante mais de 36 anos.
As primeiras inspeções da parte descoberta do templo indicam que provavelmente o lugar estava dedicado ao culto de Ísis, a deusa da maternidade e do nascimento no Egito Antigo, cuja adoração se estendeu ao período Ptolomaico.
Ibrahim assinalou a necessidade de que as escavações continuem no lugar para obter mais detalhes e elementos arquitetônicos do templo.
O chefe do Departamento de Egiptologia do Ministério de Antiguidades, Ali al Asfar, destacou em nota que os arqueólogos egípcios alcançaram em sua análise o segundo nível do edifício, que contem várias salas. Os trabalhos continuam para deixá-las totalmente descobertas.
Dentro do templo foram encontrados um conjunto de vasos e fragmentos de cerâmica que levam os nomes de Ptolomeu II. "Os muros externos se destacam por imagens que mostram o rei junto ao deus do Rio Nilo, Hapi, e levando diferentes oferendas cheias de produtos da terra egípcia".
O período grego dos Ptolomeus se iniciou no Egito com a conquista do país por Alexandre Magno, no ano 332 antes de Cristo, e terminou com a tomada de Alexandria pelos romanos, 30 anos antes de Cristo, quando Cleópatra VII governava o país.
Estadão.com 

Satélite confirma que derretimento de geleiras duplicou na Antártida



Velocidade do derretimento da Antártida dobrou em três anos Foto: Daniela Dacorso / Agência O Globo
As observações efetuadas nos últimos três anos pelo satélite Cryosat demonstraram que a Antártida perde 160 bilhões de toneladas de gelo anuais. A quantia representa o dobro do calculado em um estudo similar que abrangia os cinco anos anteriores, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA).
As camadas de gelo polares são um dos principais contribuientes à alta do nível do mar e a perda registrada por esse satélite da ESA é suficiente para provocar por si só uma elevação de 0,45 milímetros por ano.
As zonas mais afetadas, segundo os dados analisados por especialistas do Centro britânico de Observação e Modelagem Polar, se encontram no oeste da Antártida (134,3 bilhões de toneladas anuais), no leste (3 bilhões) e na península (23 bilhões de toneladas).
O satélite Cryosat, lançado em 2010, está equipado com um altímetro que pode medir com precisão a variação de altura da superfície de gelo, o que permite aos cientistas ver a evolução com uma exatidão sem precedentes.
"Vimos que as perdas de gelo mais importantes se encontram no setor próximo ao mar de Amundsen, (...) com níveis de degelo de entre 4 e 8 metros ao ano", explicou o professor britânico Malcolm McMillan, principal autor do estudo.
O desafio, de acordo com a ESA, é usar as provas recolhidas para melhorar os modelos de prognóstico, perante a evidência de que nessa parte do planeta estão ocorrendo mudanças significativas.
Galileu.com

Cápsula espacial retorna à Terra com mais de uma tonelada de material 'crucial' para Nasa

Dragon aterrisa no Oceano Pacífico (Foto: SpaceX/AP)

A cápsula espacial Dragon retornou neste domingo à Terra com mais de 1,5 mil quilos de carga e material científico "crucial" para as pesquisas da Nasa, informou a agência espacial americana.
Após um mês na Estação Espacial Internacional, a nave reutilizável da companhia SpaceX amerissou no Oceano Pacífico a cerca de 480 quilômetros da Baixa Califórnia (EUA.). Uma embarcação conduziu a nave a um porto próximo a Los Angeles, onde ela será preparada para ser levada à base de testes da SpaceX em Mcgregor, no Texas. Lá, será condicionada para a próxima missão.
Na primeira parada, no porto, os técnicos extraíram um frigorífico cheio de amostras de pesquisa recolhidas na Estação Espacial, que serão encaminhadas às instalações da Nasa em 48 horas para dar continuidade a sua análise.
O administrador associado para Operações e Explorações Humanas da Nasa, William Gerstenmaier, assinalou a importância do material para "melhorar o conhecimento de como o espaço afeta os seres humanos que vivem e trabalham por lá durante muito tempo". As amostras ajudarão os cientistas a completar suas análises e ver como podem afetar a futura exploração humana do espaço ou proporcionar benefícios diretos aos habitantes da Terra.
Uma das pesquisas que serão desenvolvidas poderia ajudar a entender, por exemplo, por que a eficácia dos antibióticos é reduzida durante os voos espaciais e, ao mesmo tempo, a melhorar seu desenvolvimento na Terra. Outra poderia levar ao desenvolvimento de plantas adequadas para o espaço e melhorar a agricultura sustentável.
Galileu.com

domingo, 18 de maio de 2014

Pesquisa indica Filtro de Barro Brasileiro como mais eficiente do mundo!

Foto: Pesquisa Indica Filtro de Barro Brasileiro Como Mais Eficiente do Mundo!

Nós, brasileiros, temos provavelmente o melhor sistema de filtragem de água nas mãos, a muito tempo, e nem mesmo sabíamos disso. Pesquisas norte americanas apontaram que os filtros tradicionais de barro com câmara de filtragem de cerâmica são muito eficientes na retenção de cloro, pesticidas, ferro, alumínio, chumbo (95% de retenção) e ainda retem 99% de Criptosporidíase, um parasita causador de doenças.

Essas conclusões são baseadas nas pesquisas demonstradas no livro The Drinks Water Book, de Colin Ingram, ótima referência para pesquisas sobre sistemas de filtragem de água.

As pesquisas revelam que os sistemas mais eficientes são baseados na filtragem por gravidade, onde a água lentamente passa pelo filtro e goteja num reservatório inferior, justamente como são os filtros de barro no Brasil. Esse sistema mais ‘calmo’ de filtrar a água garante que micro-organismos e sedimentos não passem pelo filtro devido a uma grande pressão exercida pelo fluxo de água.

Essas conclusões levam a crer que quando um filtro de água sofre uma pressão devido ao fluxo da água da torneira ou da tubulação, o processo fica prejudicado, pois a pressão sobre o conjunto faz com que micro-organismos, sedimentos ou mesmo elementos químicos como ferro e chumbo passem pelo sistema chegando ao copo do consumidor.

Por fim a pesquisa revela também que muitas das tecnologias que são lançadas no mercado não tem muita utilidade, pois, em geral não impedem que elementos perigosos como o Flúor ou Arsênio passem pelo processo de filtragem, assim sendo suficiente a compra de um filtro simples de gotejamento e cerâmica.

Assim é sempre bom ficarmos atentos na compra de produtos que são importantes a nossa saúde e, sempre analise bem o produto de acordo com a sua real necessidade.

fonte: http://bit.ly/175jhSb
A preocupação com o meio ambiente tem feito os antigos filtros de barro serem mais utilizados e, os brasileiros possuem o melhor sistema de filtragem de água. Segundo pesquisas norte-americanas, os filtros tradicionais de barro com câmara de filtragem de cerâmica são muito eficientes na retenção de cloro, pesticidas, ferro, alumínio, chumbo (95% de retenção) e ainda retém 99% de Criptosporidiose (parasita causador de doenças).
Os estudos relacionados ao tema, que foram publicadas no livro The Drinks Water Book, também indicam que esses sistemas de filtro de barro do Brasil, considerados mais eficientes, são baseados na filtragem por gravidade, em que a água lentamente passa pelo filtro e goteja num reservatório inferior.
Considerado um sistema 'mais calmo', ele garante que micro-organismos e sedimentos não passem pelo filtro devido a uma grande pressão exercida pelo fluxo de água. O processo lento é o que o diferencia dos filtros de forte pressão, que recebem água da torneira ou da tubulação, os quais são prejudicados exatamente pela força da água, o que pode fazer com que micro-organismos, sedimentos ou mesmo elementos químicos, como ferro e chumbo, cheguem ao copo do consumidor.
Ainda de acordo com o livro de pesquisas, o consumidor precisa ficar alerta na hora de comprar esse tipo de produto, pois há tecnologias lançadas que não são eficientes e permitem a passagem de elementos perigosos para a saúde.

Variações na tonalidade da luz do Sol



Você pode sair à luz do Sol num desses dias de outono e se encantar com uma tonalidade ligeiramente mais dourada, menos intensa, por exemplo, que a luz branca e intensa do verão.
Por que essa variação na tonalidade da luz do Sol?
A razão disso está na inclinação do eixo de rotação da Terra de aproximadamente 23,5°, responsável pelas estações do ano.
No verão de cada hemisfério o Sol está mais a pino e a camada de atmosfera que sua luz atravessa é menos espessa, o que faz com que sofra menos interferência.
A partir do outono, no entanto, até o fim do inverno a situação é inversa e a incidência da luz solar é mais oblíqua para cada um dos hemisférios. Assim, a tendência é que o comprimento mais longo da luz, o vermelho, penetre a atmosfera com mais facilidade, ao contrário do que ocorre com o azul, mais curto, que acaba rebatido num jogo de espelhos formado pelos átomos dos gases atmosféricos.
Os físicos chamam esse processo de “espalhamento da luz”.
Essa situação fica evidente ao amanhecer e ao entardecer, ao longo do ano, quando o Sol, baixo na linha do horizonte, se mostra como uma enorme moeda incandescente, subindo à medida que o dia avança, por efeito da rotação da Terra, ou mergulhando abaixo dessa linha para a formação da noite, pelo mesmo efeito de giro do planeta.
Formação da Lua
Qual a razão da inclinação do eixo de rotação da Terra?
Essa é uma das questões aparentemente simples, mas que ainda não tem uma resposta clara. Pode ser que tenha resultado do impacto de um corpo com a jovem Terra, quando mesmo o Sistema Solar era muito jovem, e que deu origem à Lua.
O fato é que as estações do ano moldaram as características da vida na Terra.
Ursos, por exemplo, hibernam durante o inverno em seus hábitats naturais. Plantas florescem e dão seus frutos de acordo com a estação do ano. Hábitos e comportamentos humanos, como vestuário e alimentação também mudam ao longo do ano.
O eixo de rotação da Terra certamente influenciou mesmo a distribuição da população humana pela superfície do planeta, a partir da África, tida como o berço da humanidade.
Como isso aconteceu?
Bem, caçadores primitivos sem dúvida se deslocaram nas pegadas de manadas que mudavam periodicamente, ao longo das estações, buscando pastagens mais abundantes e generosas. Isso abriu espaços novos, estimulou ocupações diversas e acenou com cenários novos abaixo da linha do horizonte.
Nem sempre foi assim
Tudo isso pode fazer pensar que as coisas de certa forma sempre foram assim, ou seja, que a Terra sempre existiu e o Sol brilhou como hoje, mas isso não é real. 
Na verdade, o Sistema Solar se formou num dos braços da Galáxia, a Via Láctea, a cidade cósmica em que vivemos, há aproximadamente 5 bilhões de anos, quando a própria Galáxia era mais jovem, embora já tivesse idade de bilhões de anos.
O Sistema Solar formou-se de uma nuvem gigantesca, remanescente de uma estrela primordial que gerou uma ninhada de estrelas, as irmãs do Sol, agora dispersadas pelo vasto corpo da Galáxia.
Mas houve um tempo ainda anterior, quando a própria Galáxia não existia e antes disso o Universo foi tomada por uma grande escuridão, a chamada Idade das Trevas, que teria durado algo como 1 bilhão de anos.
A luz nem sempre atravessou o céu da Terra como agora. Nem sempre a Terra existiu. A Galáxia também se formou numa etapa de evolução do Universo. E o próprio Universo emergiu com a manifestação de um ponto conhecido como singularidade, um enigmático e surpreendente ovo cósmico.
Scientific American.com

Maior usina solar do mundo produzirá 290 megawatts


A mudança climática global está aqui e só vai piorar, adverte um relatório da Casa Branca divulgado no dia 6 de maio.
Para combater o aumento dos níveis dos mares e mitigar verões escaldantes, o governo Obama vem pressionando para que sejam desenvolvidas fontes de energia limpa e renovável que reduzam as emissões de carbono. Agora um de seus projetos está prestes a entrar em funcionamento: a usina Agua Caliente, a maior instalação de energia solar fotovoltaica do mundo, foi concluída no final de abril, no Arizona.
A instalação é composta por mais de cinco milhões de painéis solares que se estendem por uma área equivalente a dois Central Parks (o Central Park em Nova Yorktem uma área de 3,41 km2) no deserto entre Yuma e Phoenix. A usina gera 290 megawatts de energia elétrica, o suficiente para abastecer 230 mil casas na vizinha Califórnia quando funcionar com capacidade máxima.
O Projeto Solar Agua Caliente representa um avanço significativo em tecnologia em comparação a apenas quatro anos atrás, quando a maior instalação de energia solar dos Estados Unidos gerava meros 20 megawatts. “A energia solar chegou de vez como um recurso competitivo de energia”, garante Peter Davidson, diretor-executivo do Loan Programs Office (Escritório de Programas de Empréstimos) do Departamento de Energia americano (DoE, na sigla em inglês).
O projeto, que custou um total de US$ 1,8 bilhão, recebeu um empréstimo de US$ 1 milhão do Loan Programs Office.
Através de sua iniciativa “SunShot” (assim chamada no espírito do programa lunar “moon shot” do presidente John F. Kennedy), o DoE oferece empréstimos garantidos para empreendimentos de risco em energia solar na esperança de promover inovações e tornar a tecnologia mais eficaz em termos de custos.
Embora Agua Caliente (de propriedade da gigante americana de energia NRG Energy e sua parceira MidAmerican Solar) agora seja a maior instalação solar fotovoltaica do mundo, ela provavelmente não manterá essa distinção por muito tempo.
Outras instalações massivas de painéis solares, como a Antelope Valley Solar Ranch One, no deserto de Mojave, na Califórnia, estão surgindo rapidamente na região sudoeste do país. “Essas várias usinas enormes que estão sendo construídas realmente marcam a transição de um status bastante experimental da tecnologia para uma fonte de energia real na rede”, concorda Robert Margolis, analista sênior do Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, na sigla em inglês).
Atualmente, a energia solar responde por 1% da produção de energia nos Estados Unidos, mas ela é o setor que mais cresce no campo energético. De acordo com Margolis, Agua Caliente prova que investir em energia solar em grande escala é uma forma eficiente para torná-la mais viável no mercado atual.
A energia contida em apenas uma hora de luz solar poderia abastecer o mundo por um ano se ela pudesse ser controlada. Mas painéis solares tradicionais de silício, o padrão-ouro de materiais semicondutores, são caros, especialmente em comparação com o sujo barato  carvão e o  gás natural. Agua Caliente, que é operada e mantida para a NRG pela First Solar baseada em Tempe, no Arizona, utiliza painéis mais modernos, de película fina, que absorvem a mesma quantidade de luz solar com uma fração do material, aumentando a eficiência do conjunto.
A NRG tem um acordo com a companhia Pacific Gas & Electric para lhe vender a energia gerada pela usina durante 25 anos. A lei da Califórnia exige que concessionárias obtenham 33% de sua eletricidade de fontes renováveis até 2020.
A escala massiva de instalações como Agua Caliente permite que as companhias de energia comprem os materiais de construção por atacado, o que reduz os custos. Mas há desvantagens nesse arranjo. A mera magnitude de complexos desse tipo dificulta sua manutenção, e alguns grupos ambientais argumentam que as imensas estruturas deslocam vida selvagem local. Por essa razão, muitos legisladores californianos preferem usinas de pequeno porte, que podem ser construídas mais próximas dos lugares que abastecem.
Além disso, como ocorre com usinas solares tradicionais, existe a questão do que fazer quando o céu está nublado. Um dos aspectos mais interessantes de Agua Calient é como a instalação lida com dias encobertos, salienta John Karam, diretor sênior de gestão de ativos na NRG Solar (uma subsidiária da NRG). Existem painéis extras incorporados no local, de modo que “quando a usina fica parcialmente coberta por nuvens, o sistema de controle pode acionar a parte dos painéis que não está sendo afetada”, explica, e utilizar os painéis extras para compensar a diferença.
“Os sistemas estão ficando mais ‘inteligentes’”, observa Margolis da NREL. “Um dos próximos desafios em pesquisa e desenvolvimento é integrar quantidades muito grandes de energia solar no sistema ao ter controles mais inteligentes, e melhorar a capacidade de previsão meteorológica para prever quando haverá nuvens e qual será o comportamento do sistema para que as concessionárias possam se preparar”.
Os consumidores não notarão uma grande diferença de imediato, uma vez que as concessionárias em geral captam sua energia de uma ampla gama de fontes energéticas, explica Davidson do DoE. “É como jogar água em uma piscina: tudo é incorporado e depois distribuído”.
Davidson prevê que, à medida que a energia solar ficar mais barata as concessionárias repassarão essas economias aos consumidores. E, à medida que avanços tecnológicos que emergem de megausinas como Agua Caliente se tornarem mais amplamente disponíveis, pessoas isoladas que adotarem a energia solar também poderão ver suas economias em algum momento.
Scientific American.com

sexta-feira, 16 de maio de 2014

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Geleira condenada na Antártica pode elevar o mar em 1,2 metros


Mapa das geleiras no Mar de Amundsen, na Antártica. As áreas em vermelho mostram onde a retração está mais acelerada (Foto: Nasa)
Duas pesquisas divulgadas esta semana concluem que as geleiras do Mar de Amundsen, na Antártica, estão condenadas a desmoronar no mar. Uma delas contribuiria sozinha para um aumento de 1,2 metro no nível dos oceanos.
O primeiro estudo usou informações de satélite da Nasa e fotos aéreas para medir a retração das geleiras na região. O outro usou modelos de computação para comparar observações dos derretimentos recentes e projetar cenários futuros. Ambos os estudos concluem que as placas de gelo ao redor do Mar de Amundsen começaram a desmoronar de forma irreversível e irão desaparecer em algumas centenas de anos.
A região do Mar de Amundsen é uma das áreas mais vulneráveis ao aquecimento global na Antártica. Lá, as geleiras derretem num ritmo acelerado. O mapa acima mostra quanto o derretimento acelerou entre 1996 e 2008. O ritmo de retração das geleiras é medido em quilômetros por ano. As áreas marcadas em vermelho mostram os trechos das geleiras onde o derretimento está se acelerando mais.
O primeiro estudo, que mediu o derretimento das geleiras, é do glaciologista Eric Rignot, da Universidade da Califórnia e da Nasa. Ele e sua equipe identificaram, usando técnicas de satélite, os pontos onde as geleiras estão ancoradas na rocha. Essas geleiras têm mais de mil metros de espessura. Elas desmoronam porque a água quente do oceano entra por baixo dos blocos de gelo, fundindo as ligações com a rocha. A água também reduz a fricção do gelo com a rocha, ajudando a geleira a correr mais rápido para o mar. Na medida que a geleira derrete, fica mais fina, flutua mais fácil, e a água entra mais fundo para quebrar mais pedaços de gelo que estão presos às rochas. A pesquisa foi publicada na revista científica Geophysical Research Letters.
O outro estudo, que fez as modelagens por computador, foi coordenado pelo físico Ian Joughin da Universidade de Washington. Segundo seus cálculos, uma das geleiras, a Thwaites, seguindo no ritmo atual, está condenada a cair em alguns séculos. Ela sozinha seria capaz de elevar em 1,2 metro o nível do mar no mundo todo, segundo o blog Earth Observatory da Nasa. O estudo foi publicado na revista Science.
O Mar de Amundsen fica na Antártica Ocidental. É o trecho do continente mais afetado pelas mudanças climáticas. A Antártica Oriental, que guarda a maior parte do gelo, vem resistindo melhor ao aquecimento do planeta. Estudos com períodos anteriores de aquecimento da Terra mostram que a Antártica leva mais tempo para derreter.
Época.com

Ventos solares intensificam raios na Terra, diz estudo


Mudanças na atividade do Sol estão provocando a ocorrência de raios na Terra, segundo um estudo recém-publicado por pesquisadores britânicos.
 Os cientistas descobriram que quando rajadas de partículas solares entram em nossa atmosfera em alta velocidade, o número de raios aumenta.
 O fato de a atividade solar ser monitorada de perto por satélites hoje em dia permite a previsão da ocorrência dessas tempestades, segundo os pesquisadores, que publicaram seus resultados na publicação científica Environmental Research Letters.
 "Os raios significam um perigo significativo", comenta o coordenador da pesquisa, Chris Scott, da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha. "Há algo como 24 mil pessoas atingidas por raios a cada ano, então qualquer entendimento ou aviso antecipado da gravidade das tempestades de raios pode ser útil", diz.
 A rotação natural do Sol expele partículas que viajam a uma velocidade entre 400km e 800km por segundo.
Já se sabia que a chegada desses ventos solares na atmosfera podia gerar as aurora polares, mas a nova pesquisa mostra que eles podem influenciar também o clima.
 "O vento solar não é contínuo, ele tem rajadas lentas e rápidas. Como o Sol tem sua rotação, essas rajadas podem ser enviadas umas atrás das outras, então se você pode ter um vento solar rápido alcançando um vento solar lento, isso provoca uma concentração", diz Scott.
 Os cientistas descobriram que quando a velocidade e a intensidade dos ventos solares aumentam, também aumenta a incidência de raios.
Os pesquisadores dizem que o clima turbulento dura mais de um mês depois que as partículas atingem a Terra.
Usando dados do norte da Europa, os pesquisadores descobriram que havia uma média de 422 raios nos 40 dias após o vento solar de alta velocidade atingir a Terra, comparados com os 321 raios em média nos 40 dias anteriores.
 Segundo Scott, a descoberta foi uma surpresa, porque pensava-se que um aumento nos ventos solares teria o efeito oposto.
 "É inesperado, porque essas rajadas de partículas trazem com elas um campo magnético reforçado, e isso protege a Terra dos raios cósmicos de energia muito alta de fora do Sistema Solar. Esses raios são gerados pela explosão de supernovas, que aceleram as partículas até a velocidade da luz", observa.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que os raios cósmicos do espaço podiam elevar a ocorrência de raios elétricos e pensava-se que o aumento do efeito de proteção das partículas solares poderia provocar uma redução na ocorrência de raios elétricos na Terra.
 "Em vez disso, o que vimos na verdade foi um aumento significativo na ocorrência de raios. Parece que esses ventos solares trazem com eles um grupo de partículas com energia ligeiramente mais baixa, e elas provocam um aumento na incidência de raios", diz Scott.
 Os pesquisadores ainda não estão seguros sobre a forma como isso ocorre, mas dizem que as partículas podem estar penetrando nuvens em tempestades, facilitando a descarga elétrica por meio dos raios.
"O que precisamos fazer agora é rastrear essas partículas energéticas pela atmosfera, para ver se conseguimos descobrir onde elas vão parar", diz Scott.
 "Sabemos que essas partículas não são suficientemente energéticas para chegar ao solo, então devem parar em algum lugar na baixa atmosfera. Precisamos saber exatamente onde", explica.
 Apesar disso, ele observa que já existem muitas informações sobre o destino dessas partículas, que podem ajudar com a previsão de tempestades.
 "Essas rajadas de ventos solares podem ser muito previsíveis. Sabemos que o Sol completa a rotação em 27 dias, então há uma taxa de repetição muito alta. Se observamos elas uma vez, sabemos que dali a 27 dias elas estarão de volta", disse Scott.
 Apesar de os dados usados na pesquisa serem específicos da Europa, os pesquisadores acreditam que o efeito é global.


Novo acordo climático surtirá efeito só em 2050, afirma secretária da ONU


A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em entrevista realizada nesta terça-feira (2), nos Estados Unidos (Foto: Rogan Ward/Reuters)
Um dos desafios da próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 20), prevista para dezembro em Lima, no Peru, será criar as bases para um novo acordo sobre o tema em 2015, que deve ter resultados por volta de meados do século, afirmou Christiana Figueres, secretária-executiva das Nações Unidas para o clima.
A costa-riquenha destacou que os efeitos de um novo acordo "poderiam ser vistos a partir de 2050, mas para poder chegar a isto, temos que começar a dar os passos agora". A vigésima Conferência das Partes convocará no Peru representantes de 194 países que tentarão costurar o novo pacto para reverter os efeitos da industrialização sobre o clima.
"A estrutura e execução do acordo que deve ser alcançado em 2015, em Paris (COP 21) será um dos assuntos que exigirão maior atenção" na cúpula limenha, disse Figueres. "Este acordo tem que ter certo grau de maturação e clareza em Lima para, depois, determinar como os países vão participar no esforço global de fazer frente às mudanças climáticas".
Figueres liderou até esta quarta-feira (14) três dias de reuniões na capital peruana e conversou com o ministro do Meio Ambiente do país, Manuel Pulgar Vidal, e com o presidente, Ollanta Humala, para revisar os temas que estão sob negociação e ver como avançar nos assuntos que serão abordados na cúpula, em 4 de dezembro.
Fundo Verde do Clima
Christiana disse ser importante evocar "o tema do financiamento dos países industrializados aos países em desenvolvimento, dotando-os de US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para que possam realizar as mudanças necessárias em seus sistemas de produção".
Para isso, segundo ela, se buscará a partir deste ano a capitalização do chamado Fundo Verde do Clima. Além disso, destacou que os países devem começar a tomar medidas até 2020 – data prevista para que o novo acordo climático entre em vigor –, o que implica, entre outras, modificar suas práticas agrícolas, sua infraestrutura e sua geração de eletricidade.
"Nos próximos anos se alcançará um pico máximo global nas emissões (de gases de efeito estufa) e a partir de 2020 a tendência deveria começar a ser revertida para baixo para poder chegar à segunda metade do século em um nível que a ciência estabelece como o único seguro para a humanidade e o planeta", antecipou. "Um nível de emissões zero líquido, isto é, com neutralidade de carbono: emitir tanto quanto estamos absorvendo", enfatizou.
Setor energético, o maior emissor O dióxido de carbono (CO2 ou gás carbônico) é o principal gás de efeito estufa produzido pelas atividades humanas (76% das emissões). Os outros gases são o metano (16%), o óxido nitroso (6%) e os gases fluorados (2%), segundo cifras da ONU.
O setor energético é o maior emissor de gases de efeito estufa (35%), seguido da agricultura e da silvicultura (24%), da indústria (21%), dos transportes (14%) e da construção (6%).
As mudanças climáticas geram, entre outros efeitos extremos, secas e inundações, o derretimento de glaciares que são reservas de água potável, e o aumento do nível dos mares, provocando um processo de salinização de áreas costeiras e ameaçando muitas ilhas no mundo.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

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Grupo cria previsão de terremotos com 70% de confiabilidade

Terremoto nos Estados Unidos

Pesquisadores de duas universidades de Sevilha e uma do Chile desenvolveram um método científico de previsão de terremotos com uma confiabilidade entre 70% e 80%, informou nesta quinta-feira a Universidade de Sevilha em comunicado.
O método, baseado em técnicas de mineração de dados, permite prever um movimento sísmico com uma semana de adiantamento no caso da Península Ibérica e cinco dias no do Chile.
Os pesquisadores são membros do grupo de pesquisa Estruturas e Geotecnia da Universidade de Sevilha, do grupo de pesquisa Mineração de dados e sistemas inteligentes da Universidade Pablo de Olavide (UPO), em Sevilha, e do TGT-NT2 Labs (Nikola Tesla New Technology Labs) do Chile.
O sistema de prognóstico se baseia em uma rede neuronal artificial na qual uma série de dados de entrada, interligados através de equações, apontam um resultado, segundo o professor da Universidade de Sevilha Antonio Morales, criador da técnica junto ao professor da UPO Francisco Martínez e o cientista chileno Jorge Reyes.
Na Península Ibérica, analisaram o mar de Alborán e a zona oeste da falha Açores-Gibraltar, enquanto no Chile a investigação se estendeu a quatro das regiões com as maiores atividades sísmicas do país.
A atividade sísmica da Península Ibérica é moderada. O Chile, no entanto, é o país com maior sismicidade do mundo, o que demonstra que a técnica é válida em regiões com propriedades sísmicas e tectônicas diferentes, afirmou Morales.
A metodologia está sendo aprimorada com dados do Japão, um país onde o risco sísmico é muito alto.

Hubble mostra que mancha vermelha de Júpiter está encolhendo

Imagem do planeta Júpiter, tirada pelo telescópio espacial Hubble


A marca registrada de Júpiter –-uma mancha vermelha maior que a Terra-– está encolhendo, mostraram imagens do Telescópio Espacial Hubble divulgadas nesta quinta-feira.
A chamada “Grande Mancha Vermelha” é uma violenta tempestade, que no final dos anos 1880 teve seu tamanho estimado em cerca de 40 mil quilômetros de diâmetro, grande o suficiente para acomodar três Terras lado a lado.
A tempestade, a maior do Sistema Solar, tem a aparência de uma profunda esfera vermelha cercada por camadas de amarelo pálido, laranja e branco. Os ventos em seu interior foram calculados em centenas de quilômetros por hora, disseram astrônomos da NASA, a agência espacial norte-americana.
Quando a sonda espacial Voyager, da NASA, a sobrevoou em 1979 e 1980, as manchas tinham diminuído para cerca de 22.500 quilômetros de diâmetro.
Agora, novas imagens tiradas pelo Hubble em órbita da Terra mostram que a mancha vermelha de Júpiter está menor do que nunca, medindo pouco menos de 16.100 quilômetros de diâmetro, além de parecer mais circular na forma.
Os cientistas não sabem ao certo por que a Grande Mancha Vermelha está encolhendo cerca de mil quilômetros por ano.
“É visível que redemoinhos minúsculos estão se juntando à tempestade... estes podem ser responsáveis pela mudança acelerada ao alterar a dinâmica interna (da tempestade)”, disse Amy Simon, astrônoma do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, em Greenbelt, Maryland, em um comunicado.
Simon e seus colegas planejam levar adiante estudos para desvendar o que está acontecendo na atmosfera de Júpiter que suga sua energia e causa o encolhimento.

Cientistas vão estudar impacto do CO2 no futuro da Amazônia

Rio Solimões, na Amazônia

Um grupo de cientistas de mais de 20 instituições de todo o mundo irá medir o impacto sobre a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, se o planeta chegar a ter 30 por cento mais dióxido de carbono (CO2) do que hoje, de acordo com um projeto lançado nesta quarta-feira.
Um grande experimento com torres que irão emitir CO2 em áreas de floresta densa será construído em uma região ao norte de Manaus, no Amazonas.
Sensores e observações de campo irão avaliar a reação das árvores quando forem submetidas a uma concentração de dióxido de carbono de 200 partes por milhão (ppm) mais elevadas que as atuais 400 ppm, que já é o nível mais alto registrado.
As previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que 600 ppm pode ser o nível de concentração de CO2 dentro de cinquenta anos.
As florestas tropicais de todo o mundo são um fator essencial do aquecimento global. Elas acumulam bilhões de toneladas de carbono, e o seu potencial para continuar a absorver gases do efeito estufa da atmosfera é importante para determinar o quanto as temperaturas podem subir.
Pouco se sabe até o momento sobre como as florestas tropicais irão reagir à medida que os níveis de CO2 aumentarem.
“É a primeira vez que este tipo de experimento é conduzido em uma floresta tropical”, disse Carlos Nobre, cientista que lidera a política de pesquisas do Ministério da Ciência e membro do IPCC. “Os resultados serão de grande importância para outras florestas tropicais, o ciclo global de carbono global e para entender como estas florestas serão afetadas pela mudança climática ao longo do século”, afirmou.
Alguns especialistas acreditam que essa quantidade maior de dióxido de carbono será benéfica para as árvores, que por sua vez poderiam absorver maiores quantidades de carbono, desacelerando o aumento das temperaturas.
Outros dizem que a mudança climática provavelmente irá afetar negativamente parte das florestas, matando muitas árvores e reduzindo a capacidade de acumulação de carbono nas florestas tropicais. No ano passado, usando um modelo climático do Centro Hadley, sediado na Grã-Bretanha, os cientistas mostraram que os níveis de CO2 em 2100 irão variar enormemente – de 669 para 1.130 partes por milhão, dependendo de como as árvores lidarem com a concentração maior do gás.
Essa variação é grande o suficiente para definir uma mudança de temperatura de cerca de dois graus Celsius.
“O principal resultado esperado deste projeto será um aprimoramento do nosso conhecimento científico sobre o destino da floresta amazônica no contexto da mudança atmosférica e climática”, disseram os cientistas em um texto de apresentação.
Os dados resultantes podem dar subsídios a modelos climáticos para a elaboração de projeções mais detalhadas sobre as tendências de temperatura e concentrações futuras de CO2.
O programa irá durar 13 anos e o custo total está estimado em 78 milhões de dólares.
O governo brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) irão financiar a fase inicial do projeto com 1,2 milhão de dólares.
Uma proposta de financiamento será apresentada mais tarde para o Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos de países doadores, especialmente a Noruega.
Exame.com

Um forte El Niño pode fazer o calor bater recordes no fim do ano

Comparação do Oceano Pacífico em maio de 1997 e de 2014. As áreas vermelhas mostram água mais quente e nível do mar mais alto. Indicam um El Niño em formação. (Foto: Nasa)
Os cientistas estão observando sinais da chegada de um forte El Niño. O fenômeno faz parte do ciclo de variação de temperatura do oceano Pacífico. Durante o El Niño, a faixa equatorial do Pacífico fica mais quente. Durante a fase contrária, chamada La Niña, o Pacífico fica mais frio.
Essa variação de temperatura do oceano tem impacto pesado no clima do mundo todo. Os anos de El Niño tendem a ser mais quentes para a atmosfera. No Sul do Brasil, há verões mais chuvosos. No Sudeste, chuvas fora do padrão. Se a tendência se confirmar, pode significar que a Terra vai bater mais recordes históricos de calor.
A imagem acima é uma comparação das temperaturas do Pacífico em maio de 1997 (a esquerda) e maio de 2014 (a direita). Os trechos em vermelho mostram onde o mar está mais quente e mais alto do que a média. As áreas em azuis mostram onde ele está mais frio e mais baixo. O nível do mar tem relação com a temperatura. Na medida que a água do oceano esquenta, a superfície se eleva. Se esfria, ela desce.
A comparação entre os dois anos revela semelhanças. "O que estamos vendo agora na região tropical do Oceano Pacífico parece similar às condições do início de 1997", diz Eric Lindstrom, oceanógrafo da Nasa (agência espacial americana), responsável pelas imagens."Se isso continuar, poderemos ter um forte El Niño no outono. Mas não há garantias." O outono de Eric lá na Nasa, no Hemisfério Norte, chega em setembro.
O El Niño de 1997 e 1998 foi marcante. Ele fez as temperaturas subirem no planeta todo. Deu um repique na tendência já existente de elevação das temperaturas com o aquecimento global. Para se ter uma ideia, os registros globais de temperatura começam em 1880, antes da Lei Áurea da Princesa Isabel. Segundo os registros, 9 dos 10 anos mais quentes ocorreram depois do ano 2000, na medida que o aquecimento global elevava as temperaturas na Terra. A única exceção é 1998, porque o El Niño provavelmente turbinou o aquecimento global naquele ano. Se vier por aí um novo El Niño de intensidade semelhante, viveremos um novo patamar de calor a partir do fim deste ano.
Embora nosso dia-a-dia dependa dos humores da atmosfera da Terra, ela é a parte mais insignificante do clima da Terra. O que determina as grandes tendências para o planeta é o comportamento dos oceanos. Nos últimos 12 anos, os oceanos absorveram o excedente de calor do aquecimento global, mantendo as médias anuais de temperatura no patamar mais elevado que se tem registro, mas relativamente estável. Cientistas acreditam que inevitavelmente, em algum momento, esse ciclo de amortecimento do oceano chegará ao fim, e o fundo do mar passará a não mais roubar calor da atmosfera - ou até devolver parte do que foi acumulado sob a superfície. Um El Niño forte agora pode marcar o início dessa nova fase. Se isso ocorrer, enfrentaremos condições climáticas inéditas nos próximos anos.
Época.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

Frase

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Como seria o céu se os planetas estivessem tão próximo da Terra quanto a Lua?


Um animador conhecido apenas como Nick publicou em seu canal no YouTube, yeti dynamics, um vídeo que mostra como seria o céu se os outros planetas do Sistema Solar estivessem tão perto da Terra quanto a Lua.
No vídeo abaixo, os planetas Marte, Vênus, Netuno, Urano, Júpiter e Saturno aparecem no lugar da Lua. O criador explica que Mercúrio foi deixado de fora propositalmente, porque é apenas um pouco maior que a Lua, de forma que o efeito não seria muito perceptível. A lua Tétis passa na frente de Saturno durante o vídeo. Já Dione, outro satélite do mesmo planeta, estaria em rota de colisão com a Terra.
Na descrição do vídeo, Nick explica que, se essa simulação fosse real, a Terra se tornaria um satélite de Saturno, Júpiter, Urano e Netuno, que são planetas maiores. Como Vênus tem um tamanho parecido com o da Terra, os dois planetas orbitariam em torno de um ponto central.
Vídeo abaixo

If the Moon were replaced with some of our planets


Ventos no Oceano Antártico são os mais fortes em mil anos, diz estudo

Oceano Antárctico sofre com ventos mais fortes dos últimos mil anos

Os ventos que varrem o Oceano Antártico são os mais fortes do último milênio, alimentados pelas mudanças climáticas e pelas taxas crescentes de dióxido de carbono na atmosfera, revelaram cientistas em um estudo publicado na revista "Nature Climate Change".
As rajadas, que aterrorizaram gerações de marinheiros, estão "mais fortes hoje do que nunca nos últimos mil anos", explicam os pesquisadores em artigo da Universidade Nacional da Austrália. "O fortalecimento desses ventos foi particularmente claro nos últimos 70 anos e, combinando nossas observações com os modelos climáticos, podemos vincular claramente o fenômeno ao aumento dos gases de efeito estufa", diz Nerilie Abram, coautora do estudo.
Os ventos do oeste, que evitam a costa oriental da Antártica circundando-a, levam mais ar frio à medida que se intensificam, privando a Austrália de preciosas chuvas e fazendo com o que o país sofra com um aumento constante de temperaturas, secas e incêndios. "A Antártica desafia a tendência. Todos os continentes esquentam e o Ártico é onde isso acontece mais rápido".
Para chegar as suas conclusões, os pesquisadores extraíram amostras de gelo na Antártica, analisaram o crescimento de árvores na América do Sul e a evolução das águas dos lagos neste continente. Os dados foram analisados pelo supercomputador Raijin da universidade.
Ameaça a espécies
A evolução climática é fruto da influência complexa entre os ventos e as correntes – apesar do constraste no continente gelado. Enquanto o centro da Antártica continua sendo frio, os ventos do oeste esquentam a península a um ritmo preocupante, transformando o ecossistema local com uma forte diminuição das populações de pinguins-de-adélia.
A atividade humana é essencialmente responsável por estas mudanças, explica steven Phipps, da Universidade de Nova Gales do Sul. A partir dos anos 1970, a situação foi agravada pelo aumento do buraco da camada de ozônio devido aos clorofluorcarbonos (CFC) utilizados na indústria. "Inclusive na hipótese de um cenário (de impacto climático) médio, a tendência continuará no século XXI", adverte Steven Phipps.
G1

Naufrágio na costa do Haiti pode ser caravela de Colombo, dizem exploradores

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos liberou uma fotografia da réplica da caravela Santa Maria

Uma embarcação naufragada na costa norte do Haiti pode ser o restante da caravela Santa Maria, que mais de 500 anos atrás levou Cristóvão Colombo ao chamado Novo Mundo, de acordo com uma equipe de exploradores marítimos.
"Toda a topografia submarina e geográfica e as evidências arqueológicas indicam que este navio naufragado é a famosa caravela Santa Maria, de Colombo", disse o investigador marítimo Barry Clifford, de Massachusetts, em uma nota à imprensa nesta terça-feira.
"Estou confiante que uma escavação completa dos destroços irá fornecer a primeira prova arqueológica marítima detalhada da descoberta da América por Colombo", acrescentou.
Clifford, que liderou uma expedição de reconhecimento ao local, fará uma entrevista coletiva à imprensa na manhã de quarta-feira no Explorer's Club de Nova York para anunciar a descoberta.
Clifford e a sua equipe descobriram o naufrágio em 2003, mas não foram capazes de identificar o navio. Mas a descoberta do acampamento de Colombo no vizinho Haiti e dados do diário do navegador parecem provar que a embarcação bastante decomposta no fundo do mar é a Santa Maria.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Moscas podem prejudicar a ação dos antibióticos

Mosca pousa em flor

Uma hipótese formulada por uma nova pesquisa aponta uma relação inusitada entre as moscas e a resistência de alguns tipos de bactérias a antibióticos.
De acordo com o artigo, os insetos poderiam ser responsáveis por levar microrganismos resistentes à medicação das fezes de vacas imunizadas a pessoas que terminam ficando doentes.
A hipótese elaborada por pesquisadores da Universidade do Kansas foi divulgada em publicação da Sociedade Americana de Microbiologia.
Caminho
Ao entrarem em contato com as fezes do gado nas fazendas, as moscas seriam contaminadas por bactérias imunes à medicação comum.
Quando, depois, estas mesmas moscas entram em contato com alimentos, terminariam contaminando com estas bactérias a comida que iremos consumir.
Posteriomente, quando o homem consome estes alimentos, termina contaminado por bactérias resistentes a antibióticos - que foram eliminadas nas fezes da vaca no começo do ciclo.
"A ligação entre ambientes de agricultura e urbano feita pelo inseto apresentam um argumento a mais para adoção do uso prudente de antibióticos na pecuária", afirmam os pesquisadores no estudo.
 
Antibióticos
Micróbios resistentes a antibióticos viram ameaça global

Nos EUA, cerca de 80% dos antibióticos são destinados a imunizar o gado contra bactérias.
Isso faz com que ele cresça mais rápido mas pode fazer com que o gado elimine aquelas bactérias que mais resistem a antibióticos.
Eliminadas nas fezes destes animais, elas ficam ao alcance das moscas - que assim poderiam carregar as bactérias para outros cantos.
Exame.com

A morte dos Shopping centers americanos

Shopping center americano abandonado


Os shopping centers já foram um dos principais símbolos da pujança econômica americana. Hoje, eles estão morrendo lentamente.
Nenhum novo shopping coberto foi finalizado no país desde 2006, e centenas dos existentes estão sendo abandonados ou renovados para outros usos.
A culpa é do varejo online, da crise econômica e também de um excesso de construção nas décadas anteriores.
O fotógrafo americano Seph Lawless (pseudônimo) documentou a face mais dramática do processo e compilou o resultado no livro "Black Friday".
Exame.com

Cientistas estudam "terremotos silenciosos" na Nova Zelândia

Imagem de satélite da Nova Zelândia (Foto: Wikimedia Commons)

Uma equipe de sismólogos estudará os chamados "terremotos silenciosos" na fossa de Hikurangi, uma região de subducção situada em frente à ilha do Norte da Nova Zelândia. Acredita-se que o lugar seja capaz de gerar tremores de 9 graus de intensidade.
Durante as próximas duas semanas os cientistas colocarão cerca de 30 instrumentos de medição sísmica procedentes do Japão e dos Estados Unidos para estudar esta área situada na baía Poverty.
O projeto, que irá recolher dados durante um ano, representa a maior instalação de instrumentos no leito marinho na Nova Zelândia para estudar os eventos assísmicos lentos. Também conhecidos como "terremotos silenciosos", caracterizam-se por deslocamentos que não causam estrondos e acontecem em um período de horas, semanas ou meses, ao contrário de terremotos convencionais.
Os instrumentos fornecerão maior informação sobre os tremores e tsunamis na fossa de Hikurangi.
Ali, os "terremotos silenciosos" acontecem com um intervalo aproximado de cerca de 18 meses e deslocam porções de terreno dois centímetros para leste a cada uma ou duas semanas, segundo a fonte. Se este mesmo deslocamento se desse em alguns segundos, em vez de semanas, registraria terremotos de uma intensidade de seis a sete graus.
"As zonas de subducção, como a que se encontra em frente à ilha do Norte, podem gerar os maiores terremotos do mundo", explicou o sismólogo neozelandês Bill Fry ao lembrar os tremores de Sumatra (Indonésia) em 2004 e o de Tohuku (Japão) em 2011, que registraram uma intensidade de 9,1 e 9 graus respectivamente.
A Nova Zelândia se assenta na falha entre as placas tectônicas do Pacífico e Oceania e registra cerca de 14 mil terremotos a cada ano, dos quais entre 100 e 150 têm a potência suficiente para serem percebidos.
Galileu.com

Nasa afirma que derretimento de geleiras na Antártida é irreversível



Geleira de Thwaites em foto sem data (Foto: Nasa/AP)
O colapso de parte da camada de gelo na Antártica Ocidental parece ter começado e há indícios de que o processo é irreversível, mostram dois estudos publicados nesta segunda-feira  (12) pelas revistas  "Geophysical Research Letters" e "Science".
Uma das pesquisas, realizada por cientistas da Nasa e da Universidade da Califórnia em Irvine revela que uma parte da cobertura de gelo da Antártica Ocidental parece estar em um estado irreversível de declínio, sem que nada possa evitar que as geleiras nesta área do derretam e caiam no mar.
O estudo apresenta diferentes linhas de evidência e incorpora 40 anos de observações que levam à conclusão de que as geleiras próximas ao de Mar de Amundsen "passaram do ponto de não retorno ", segundo o glaciologista e autor principal, Eric Rignot.
Essas geleiras já contribuem significativamente para a elevação do nível do mar, liberando quase tanto gelo no mar anualmente quanto toda a camada de gelo da Groenlândia. Eles contêm gelo suficiente para elevar o nível global do mar em 1,2 metros, segundo a Nasa, e estão derretendo mais rápido do que a maioria dos cientistas esperavam. Rignot disse que estes resultados vão exigir uma revisão das previsões atuais de aumento do nível do mar.
"Esta região será um dos principais contribuintes para o aumento do nível do mar nas próximas décadas e séculos", disse Rignot . "Uma estimativa conservadora é que pode demorar vários séculos para todo o gelo a fluir para o mar. "
Thwaites
O outro estudo concluiu que a Geleira de Thwaites, também na Antártica Ocidental, possivelmente vai desaparecer em questão de séculos -- não menos que duzentos anos --, potencialmente elevando o nível do mar em mais de meio metro.
Os dados para a pesquisa foram colhidos com radar aerotransportado e então trabalhados com mapas detalhados de topografia e modelagem computacional.
A Geleira de Thwaites atua como uma barragem de gelo que estabiliza e o movimento da camada de gelo da Antártica Ocidental. A camada de gelo contém gelo suficiente para causar mais de 3 a 4 metros de elevação global do nível do mar, segundo os pesquisadores.
"Tem havido muita especulação sobre a estabilidade das camadas de gelo marinho, e muitos cientistas suspeitavam que este tipo de comportamento está em curso ", disse Ian Joughin , glaciologista da Universidade de Washington. "Este estudo fornece uma idéia mais quantitativa das taxas às quais o colapso poderia ocorrer. "
G1

quinta-feira, 8 de maio de 2014

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A NASA quer plantar em Marte em 2021

 O robô Curiosity, em foto tirada por ele mesmo em fevereiro de 2013 (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Em 2021, a Agência Espacial Americana planeja começar a criação de estufas em Marte. A empreitada é responsabilidade do grupo à frente do Mars Plant Experiment. As sementes sairão da  Terra em 2020 e devem chegar ao planeta vermelho no ano seguinte. “Para estabelecer uma base sustentável e de longa duração em Marte, o melhor é descobrir se pelo menos as plantas podem crescer no planeta”, disse Heather Smith, do Centro de Pesquisas Ames da Nasa e principal pesquisadora do projeto.“Esse é o primeiro passo. Mandaremos as semente para lá, para vê-las crescer”.
Em 2020, a Nasa vai mandar ao planeta mais um dos veículos da missão Mars Exploration Rover. São veículos como a sonda Curiosity, que passeiam por Marte enviando observações relevantes para os cientistas na Terra. O veículo da vez levará consigo alguns satélites do tipo “Cube Sat”, pequenos satélites baratos em forma de cubo.  O satélite vai carregar ar vindo da Terra e 200 sementes de Arabidopsis, uma espécie de planta comumente usada em pesquisas científicas.  As sementes vão receber água logo que o rover tocar o solo marciano, e vão crescer por 15 dias. “Em 15 dias, teremos uma pequena estufa em Marte”, disse Heather Smith ao site.
O objetivo do experimento é descobrir como a vida terrestre lida com as condições oferecidas por Marte, onde o nível de radiação é maior e a gravidade menor – equivale a 40% da gravidade da Terra. “Nós vamos partir desse primeiro experimento para a construção de uma base em marte”, diz Smith. “Esse seria o objetivo”.
Época.com

OMS: quase 90% da população urbana estão expostos à poluição do ar

Quase nove em cada dez habitantes das cidades do mundo estão sujeitos a níveis de poluição acima do aceitável segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra relatório divulgado hoje (7).
O índice, que inclui 1.600 cidades de 91 países, conclui que a maioria das cidades do planeta não cumpre as diretrizes da OMS sobre níveis seguros de poluição do ar, ameaçando a saúde dos habitantes.
Com efeito, diz a organização, apenas 12% das pessoas que vivem nas cidades compreendidas no estudo respiram ar que respeita as diretrizes da OMS.
Cerca de metade da população urbana abrangida está exposta a níveis de poluição pelo menos 2,5 vezes mais altos do que a OMS recomenda.
Além disso, alerta a organização, na maioria das cidades com dados suficientes para uma comparação com anos anteriores, a situação está piorando.
Isso, apesar de haver cada vez mais cidades a monitorar a qualidade do ar, o que reflete crescente reconhecimento dos riscos da poluição do ar para a saúde.
A OMS atribui a deterioração da qualidade do ar à dependência dos combustíveis fósseis, como as centrais elétricas movidas a carvão, ao uso de veículos particulares motorizados, à ineficiência energética dos edifícios e ao uso de biomassa na cozinha e no aquecimento.
No entanto, o relatório destaca que algumas cidades têm feito melhorias significativas, demonstrando que a qualidade do ar pode ser melhorada com medidas como a proibição do uso de carvão para o aquecimento de edifícios, a utilização de combustíveis renováveis ou limpos para a produção de energia e a melhoria da eficiência dos motores dos veículos.
A OMS apela, por isso, aos países para que apliquem políticas de mitigação da poluição do ar e para que vigiem de perto a situação nas cidades de todo o mundo.
“Muitos centros urbanos estão hoje tão envolvidos em ar poluído que os seus horizontes são invisíveis, disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Criança e Mulher.
Em abril, a OMS informou que a poluição do ar foi responsável pela morte de 3,7 milhões de pessoas com menos de 60 anos em 2012.

Tecnologia pode transformar calor solar em energia infinita


Os cientistas de Harvard e do MIT estão desenvolvendo uma tecnologia capaz de armazenar energia solar em moléculas que podem liberar essa energia posteriormente diante de um estímulo específico e serem 'carregadas' de novo, infinitamente - como uma espécie de bateria que carrega no sol. Essa energia armazenada pode ser usada para aquecer a casa, para cozinhar ou para aquecer água.
Em um relatório sobre o projeto, publicado no diário Nature Chemistry, os cientistas explicam que estão trabalhando com moléculas conhecidas como "photoswitches", que são fotossensíveis e são capazes de assumir dois formatos diferentes, "como se tivessem uma dobradiça no meio". Ao expô-las ao sol,  elas mudam de formato e ficam mais estáveis. Daí, podem armazenar calor indefinidamente e podem ser utilizadas também indefinidamente pra emitir esse calor. Sim: é uma máquina de energia limpa virtualmente infinita, que tem o sol como recurso.
A principal diferença entre essa tecnologia e a de paineis solares fotovoltaicos é que os últimos, além de caros, transformam o calor em energia elétrica.
Depois de armazenar a energia do sol e mudar de forma, a molécula fotossensível retém essa energia até que receba um pequeno estímulo - seja exposta a uma pequena quantidade de luz, calor ou eletricidade. Daí, ela volta pro formato anterior e emite calor. Exposta ao sol de novo, muda de forma mais uma vez para armazená-lo. Os cientistas estão usando uma substância com essas propriedades fotossensíveis chamada azobenzeno.
O líder da pesquisa, Timothy Kucharski, deu uma entrevista ao The Atlantic dizendo que a substância provavelmente teria formato líquido. O sistema provavelmente envolveria um tanque exposto ao sol e outro tanque dentro de casa, e o líquido seria remanejado e armazenado de acordo com a necessidade de 'carga' e 'descarga' de energia.
Agora os cientistas devem pesquisar outras substâncias com as mesmas propriedades. Eles ainda estão longe de construir dispositivos para o usuário final com a tecnologia, mas esse estudo está dando o primeiro passo.
Galileu.com

Níveis crescentes de CO2 podem afetar valor nutricional de cereais


Nascer do sol atrás de campo de plantação de trigo na Reserva American Prairie, em Montana, Estados Unidos.  (Foto: Chris Tajane)

Níveis crescentes de dióxido de carbono (CO2) vão afetar o valor nutricional de cereais importantes para a alimentação, com o arroz e o trigo, alertaram cientistas em um estudo publicado nesta quinta-feira na edição impressa da revista "Nature".
De acordo com os pesquisadores, os agricultores deveriam se concentrar na preocupante vulnerabilidade destes gêneros às emissões crescentes de carbono.
No artigo publicado, foram testadas 41 cepas de seis cultivos plantados em campos abertos de sete locais em Austrália, Japão e Estados Unidos, onde as plantas foram expostas a níveis altos de CO2 liberados por gasodutos horizontais.
O ar normal tem concentrações de CO2 de cerca de 400 partes por milhão (ppm), que atualmente está subindo em torno de dois a três ppm ao ano. Em seu ambiente "enriquecido com carbono", as plantas experimentais cresceram em condições de 546-586 ppm de CO2, uma cifra que em cenários pessimistas pode ser alcançada em meados do século.
Isto se traduz em um aquecimento de mais de 3ºC com base em níveis pré-industriais, enquanto os países-membros das Nações Unidas se comprometeram a limitar a elevação das temperaturas a 2ºC.
Menos minerais Os níveis de zinco, ferro e concentrações de proteínas nos cultivos de trigo nos campos diminuíram 9,3%, 5,1% e 6,3% em comparação com o trigo cultivado em condições normais, afirmaram os cientistas. No arroz, os níveis de zinco, ferro e proteína despencou 3,3%, 5,2% e 7,8%, embora essas cifras variem muito de acordo com as diferentes cepas testadas.
Outras quedas foram observadas no zinco e no ferro em campos de cultivo de ervilha e soja, mas houve poucas mudanças em seus níveis proteicos. Em contraste, o impacto do CO2 "enriquecido" no milho e no sorgo foi relativamente menor.
"Este estudo é o primeiro a solucionar a questão de se as concentrações crescentes de CO2, que têm aumentado firmemente desde a Revolução Industrial, ameaçam a nutrição humana", disse Samuel Myers, cientista de saúde ambiental da Escola de Saúde Pública de Harvard.
"A humanidade está fazendo uma experiência global ao alterar as condições ambientais no único planeta habitável que conhecemos. À medida que esta experiência se desenvolver, sem dúvida haverá muitas surpresas", continuou.
O estudo alertou os agricultores a adaptar os cereais essenciais para torná-los menos sensíveis ao aumento do CO2. Sem ajuda, os países mais pobres poderão ficar expostos a uma nutrição decadente, acrescentou. Cerca de dois bilhões de pessoas sofrem de deficiências de zinco e ferro, que podem afetar o sistema imunológico e provocar anemia, respectivamente.
G1

Vídeo mostra terremotos sentidos no planeta nos primeiros meses de 2014

Uma animação divulgada pelo Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) mostra todos os terremotos registrados ao redor do planeta desde 1° de janeiro até 30 de abril deste ano.
O vídeo, elaborado com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), contém uma grande quantidade de tremores. Os círculos, de diferentes tamanhos, indicam a magnitude dos fenômenos, enquanto as cores apontam a profundidade marinha em que eles ocorreram.
Segundo o USGS, abalos sísmicos acontecem todos os dias, em uma média de 11 por hora. Os terremotos de magnitude moderada são menos comuns: um a dois por mês. No entanto, em abril, ocorreram 13 tremores de magnitude igual ou superior a 6,5, algo considerado incomum, segundo o centro de alerta de tsunamis.
No dia 1° de abril, um abalo de magnitude 8,2 sacudiu o Chile, matando pelo menos seis pessoas e deixou feridos graves. Dois dias depois, outro potente terremoto, desta vez de magnitude 7,8, voltou a assustar parte do país. Também foram registrados fenômenos considerados fortes na Nicarágua, no México, no Canadá e no sul do Oceano Atlântico.
De acordo com o PTWC, foram emitidos cinco alertas de tsunami no último mês: dois
no norte do Chile (em 1° de abril e 3 de abril) e três nas Ilhas Salomão (dias 12, 13 e 19 de abril).

Global Earthquake Animation: January - April 2014


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Veja como o mundo ficaria com o aumento do nível dos oceanos

Aquecimento global: geleira derretendo
A organização CarbonStory achou uma forma de mostrar para as pessoas como o aquecimento global é grave. Eles usaram o Google Maps para mostrar o que vai acontecer com as cidades ao redor do mundo caso o nível dos oceanos subam muito (por causa do derretimento das calotas polares). Para isso, lançaram o site World Under Water (Mundo Embaixo D’Água, em tradução). O site coloca para que o internauta possa ver como 12 cidades ao redor do mundo ficariam com o aumento no nível dos oceanos. Entre as cidades estão Singapura, Nova York, Londres, Barcelona, Dubai e Rio de Janeiro. Além das cidades sugeridas, é possível colocar qualquer endereço do Google Maps para ver como o local ficaria. O site adiciona 1,8 metro de água às paisagens das cidades. O problema é que o método não é muito exato. Qualquer que seja o local (estando a mil metros de altitude ou no nível do mar), a camada de água é a mesma. Na paisagem do Rio de Janeiro sugerida pelo site, por exemplo, é possível ver a base do Cristo Redentor coberta por água. O Corcovado (morro sobre o qual o monumento é construído) tem 710 metros de altura. Para que os quase 2 metros da base do Cristo Redentor fossem cobertos de água, seria preciso um aumento de 712 metros no nível do Oceano Atlântico. Apesar do resultado estranho, a motivação do projeto é nobre. De acordo com o site, 23% da população mundial vive em regiões costeiras. Pesquisadores têm registrado um aumento de centímetros no nível dos oceanos por ano.

Qualidade do ar piora nas grandes cidades

A cidade de Rawalpindi, no Paquistão, é uma das mais poluídas no mundo
A qualidade do ar nas grandes cidades do mundo continua a se deteriorar, o que representa um sério risco à saúde das pessoas, alertou nesta quarta-feira um relatório da Organização Mundial da Saúde. O estudo sobre 1.600 cidades de 91 países constata que apenas 12% da população total destes complexos urbanos respiram ar conforme as normas da OMS. "No geral, infelizmente, a situação da poluição do ar tem piorado", observa Maria Neira, diretora de Saúde Pública da OMS em Genebra. As cidades mais afetadas por esta degradação estão em países em desenvolvimento, enquanto que as cidades de países ricos registraram uma melhora na qualidade de seu ar. "Muitos centros urbanos estão atualmente tão envolvidos em ar sujo que a silhueta de seus edifícios é invisível", lamentou Flavia Bustreo, diretora-geral adjunta da OMS, destacando o perigo deste ar para a saúde. Em seu relatório anterior, publicado em março, a OMS havia considerado que a poluição de partículas finas deve-se principalmente à queima de carvão e aos motores a diesel dos veículos, que contribuiu para a morte de 3,7 milhões de pessoas em todo o mundo em 2012. "A poluição do ar afeta seriamente a saúde, a situação é realmente dramática", declarou a jornalistas Neira. Essa poluição está associada com mortes por problemas cardíacos, doenças respiratórias e câncer de pulmão. Metade da população urbana mundial respira um ar em que os níveis de contaminação por partículas são pelo menos 2,5 vezes superiores ao considerado seguro. Bogotá e Copenhague As partículas em suspensão (PM) menores que 10 mícrons - 10 milionésimos do metro - podem passar às vias aéreas e provocar problemas respiratórios, enquanto as menores, de 2,5 mícrons, podem inclusive penetrar na corrente sanguínea. O nível recomendado de partículas finas de 10 mícrons (PM10) é de 20 microgramas por metro cúbico, mas em Rawalpindi, no Paquistão, esta quantidade é 20 vezes superior e em Nova Délhi, na Índia, 28 vezes superior. As partículas menores, PM2,5 (2,5 mícrons) são encontradas em concentrações dez vezes maiores do que o considerado suportável (10 microgramas por metro cúbico) na cidade paquistanesa e 15 vezes na capital indiana. Neira destacou, no entanto, que a base de dados, elaborada principalmente com informações compiladas pelas próprias cidades, não pretende fazer uma classificação das cidades mais contaminadas do mundo. "Algumas das piores (...) não compilam dados regularmente", destacou. Contudo, a OMS elogiou o efeito positivo que podem ter as políticas locais precisas sobre a qualidade do ar e deu o exemplo de Bogotá, na Colômbia, e Copenhague, na Dinamarca, onde a qualidade melhorou ao se favorecer do uso de transportes de massa e de bicicletas. "Não podemos comprar garrafas de ar limpo, mas as cidades podem adotar medidas para melhorar a qualidade do ar e salvar a vida de seus moradores", ressaltou Carlos Dora, do Departamento de Saúde Pública da OMS.

terça-feira, 6 de maio de 2014

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Um aliado para a moça do tempo americana

A Administração de Obama demonstrou nos últimos anos que está disposta a provar todas as estratégias de comunicação possíveis para informar os cidadãos. Se o presidente deu antes lições nas redes sociais durante as duas últimas campanhas eleitorais e domina os fóruns de discussões e as conversas na Internet, as mudanças climáticas fizeram com que ele se sentasse, nesta terça-feira, com vários entrevistadores que não costumam ter uma ocasião para fazer perguntas ao presidente dos EUA: Os meteorologistas.
“Se não atuarmos a tempo, não só seguiremos sofrendo os efeitos da mudança climática, como a situação também ficará cada vez mais perigosa", advertiu Obama durante sua entrevista às moças do tempo na NBC local de Nova York. O presidente também concedeu entrevistas, gravadas na terça-feira pela tarde no Rose Garden da Casa Branca, a meteorologistas de canais da televisão de Chicago, Miami, San Francisco e Seattle. Obama reiterou que o relatório apresentado nesta terça-feira demonstra que a mudança climática “não é unicamente um problema do futuro” e que as suas consequências “já estão afetando a população norte-americana”. A Casa Branca confia assim em conscientizar os cidadãos de que a necessidade de tomar medidas para reduzir a poluição é mais urgente do que nunca.
Segundo um relatório do Centro Pew de Investigação, quase 9 em cada 10 norte-americanos confiam nas redes locais de televisão para consultar a informação sobre o tempo. No entanto, isso não significa que os meteorologistas possam ser convertidos nos principais aliados de Obama para conscientizar os cidadãos sobre os efeitos da mudança climática e sua relação com a ação humana. Um estudo publicado em 2010 pela Universidade George Mason demonstrou que apenas 19% dos meteorologistas da televisão acham que o homem é o principal responsável pela mudança climática.
As entrevistas ocorreram como parte de vários eventos, discursos e conferências que diferentes membros da Administração vão liderar em todo o país para conscientizar os cidadãos de que os efeitos das inundações, a seca, os furacões ou os incêndios estão relacionados à poluição causada pelo homem.
"Sabemos que é um momento difícil no âmbito político e por isso o presidente está decidido a trabalhar com o setor privado para melhorar a efetividade da nossa resposta”, reconheceu nesta terça-feira um de seus assessores, John Podesta. “Esperamos que este relatório contribua para mudar a mentalidade de hoje em adiante”. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, acrescentou que o relatório “não tem a intenção de assustar ninguém”, apesar da gravidade de suas informações.
Para conseguir tal feito, as entrevistas de Obama serão respaldadas pela difusão dos dados do relatório (1.300 páginas com depoimentos de 300 especialistas) em uma página dedicada exclusivamente aos efeitos da mudança climática, bem como um breve vídeo em que John Holdren, assessor do presidente em Ciência e Tecnologia e um dos supervisores do relatório, explica as suas conclusões aos cidadãos, as previsões para o futuro e como podem se preparar para prevenir seus danos.
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Miami submersa


Há o temor de que a cidade já não será a mesma quando o século XXI terminar. E que Miami será uma ruína submersa no Atlântico como consequência da gradual elevação das marés e de um século que começa com a proliferação de milionárias construções com precário planejamento ambiental, a menos de um metro acima do nível do mar. Diante das inundações que a cidade e meia dúzia de condados do sul do Estado da Flórida sofrem atualmente, essa imagem do futuro ganha cada vez mais sentido.
Miami e outras cidades próximas já costumam ficar alagadas, não só na passagem de tempestades, mas nas noites de lua cheia, quando as marés sobem. Na costa leste do sul do Estado, algumas praias e ilhas-barreira começaram a desaparecer e a água salgada começou a vazar pela rede de canais do pântano de Everglades, sobre o qual está assentada grande parte dos novos empreendimentos imobiliários da região. As autoridades locais temem que a elevação do nível do mar possa causar, em um futuro não muito distante, inundações em dois sentidos – a partir da costa e a partir do interior do pântano– e que a água salgada possa chegar a saturar as terras agrícolas e contaminar as reservas subterrâneas de água doce.
No entanto, somente quatro condados do sudeste começaram a preparar um plano para reduzir em 80% as emissões contaminadas que aceleram as mudanças climáticas e para proteger suas comunidades da eventual elevação do nível do mar. O condado de Broward, por exemplo, já está restringindo as construções em zonas de risco que estejam debaixo do meio metro da elevação sobre o nível do mar, e outros condados, como Sweetwater, planejam investir na instalação de bombas para escoar a água na direção ao oceano. Em Miami Beach, uma das áreas de maior risco e que costuma inundar até durante dias de sol, a prefeitura planeja investir 400 milhões de dólares (889 milhões de dólares) em mais de 40 estações de bombeamento e outras melhorias urbanísticas para manter as ruas secas e a salvo.
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Os EUA provam aos seus cidadãos que o aquecimento é real

Os efeitos da mudança climática já não são uma ameaça distante, um problema que se possa postergar. Tal como alertaram os cientistas da ONU há alguns meses, a elevação do nível do mar, a acidificação dos oceanos, as secas e as inundações estão deixando suas marcas em todo o mundo. E os EUA, o segundo país – depois da China – que mais gases de efeito estufa emite, está muito mais consciente do problema desde que, nesta terça-feira, a Casa Branca divulgou um relatório que alerta para as consequências do aquecimento em seu território: dependendo de onde vivam, os norte-americanos terão mais dificuldade de acesso à água, sofrerão mais chuvas torrenciais ou terão suas colheitas comprometidas
O relatório, elaborado ao longo de quatro anos por mais de duas centenas de cientistas e várias agências governamentais, pretende expor a literatura científica disponível sobre um problema que preocupa todos os líderes mundiais. Especialmente à medida que se aproxima o encontro decisivo que eles têm no ano que vem em Paris, onde a cúpula do clima deverá substituir – e melhorar – o protocolo de Kyoto e determinar uma nova divisão mundial de emissões. O chamado Informe Nacional do Clima é o terceiro encomendado pela Casa Branca. Entretanto, nenhum dos outros dois presidentes apoiou as suas conclusões como fez ontem Barack Obama: o presidente deu várias entrevistas na televisão para falar das mudanças climáticas.
Estariam os EUA pretendendo substituir a Europa na liderança da luta contra o aquecimento global? Manuel de Castro, catedrático da Universidade de Castilla-La Mancha (Espanha) e um dos autores do último informe do IPCC (o painel de especialistas da ONU), diz que ainda é cedo para garantir isso – “no ano que vem em Paris teremos uma excelente ocasião para comprová-lo”, diz – mas avalia que o fato de Obama “transformar em bandeira” o relatório “poderia fazer crer que o assunto será levado mais a sério”. O presidente tem, isso sim, “muitos interesses jogando contra, começando pelas reservas energéticas fósseis que, aparentemente, irão convertê-los em autossuficientes”. Ainda não se pode afirmar que os EUA queiram se colocar à frente da ofensiva global contra as mudanças climáticas, mas se quisessem fazê-lo, a União Europeia não disputaria o posto com eles como antes. Depois de meses de negociações entre os Estados, Bruxelas aprovou em janeiro um compromisso ambiental para 2030 menos ambicioso do que o atual, o que foi interpretado como um retrocesso na sua liderança internacional em matéria de mudanças climáticas.
Foi de Washington, em contrapartida, que ontem se lançou o que seus autores consideram “o maior sinal de alarme” sobre a urgência com que os EUA devem responder ao desafio climático. “Já não estamos falando de uma realidade futura. As mudanças climáticas afetam todas as regiões do país”, afirmou John Holdren, diretor do Escritório de Ciência e Tecnologia da Casa Branca. O assessor defendeu que o novo relatório, “o mais exaustivo e com maior autoridade acerca de como as mudanças climáticas estão afetando os EUA e como o farão no próximo século” fornece dados às autoridades para decidir quais medidas devem tomar. Dados que servem para que a mudança climática seja menos abstrata para o norte-americano médio, explica ao telefone Lou Leonard, vice-presidente de mudanças climáticas de WWF nos EUA. “O relatório manda a mensagem de que o aquecimento já está acontecendo, e que se nota aqui, no quintal de cada cidadão”, acrescenta.
Em 2012, mesmo ano em que os EUA sofreram os efeitos do furacão Sandy, a região central do país era vítima de uma das piores secas da sua história, um terço da população experimentou temperaturas superiores a 38 graus durante mais de dez dias e 356 recordes de temperatura foram batidos em todo o país. O relatório Nacional do Clima analisa os efeitos desses fenômenos em oito regiões, documentando suas consequências no âmbito da saúde, do transporte, da água, das infraestruturas, da economia, da energia e da agricultura.
“Durante as últimas décadas detectamos os campos nos quais as mudanças climáticas tiveram impacto; agora, pela primeira vez, podemos conectar todos eles”, explica Jerry Melillo, presidente do Laboratório de Biologia Marinha e assessor de Obama. As mudanças climáticas “afetam a solvência e a capacidade do sistema de transporte” dos EUA e, segundo o documento, acirrarão esses efeitos em função de “inundações em aeroportos, baías, portos, túneis e linhas de trem”, e continuarão desafiando a rede de produção de energia do país e ameaçando a saúde das pessoas por causa dos “incêndios, piora da qualidade do ar, problemas de saúde mental e doenças transmitidas pela comida, pela água ou por mosquitos”.
A Casa Branca defende que o estudo servirá para convencer os céticos. Obama precisa do seu apoio, especialmente entre os republicanos da Câmara de Representantes, para aprovar medidas que permitam responder aos desafios climáticos o quanto antes. O plano de 2013 da Casa Branca contra as mudanças climáticas propunha investimentos em infraestruturas como estradas, pontes e inclusive hospitais que tenham seu funcionamento garantido durante furacões ou enchentes.
O relatório assinala que durante as últimas cinco décadas as precipitações torrenciais aumentaram 71% na região nordeste, 37% no centro do país e 27% no sul. As altas temperaturas –com uma elevação média de um grau nos últimos 100 anos– podem chegar a 4,5 graus no final do século. O texto acrescenta que o maior desafio que o país enfrenta é a elevação do nível do mar na costa Leste: a previsão é que suba mais de 10 centímetros antes do fim do século. Os especialistas destacam o esforço que a cidade de Miami terá de fazer para proteger-se, com um projeto multimilionário para evitar os efeitos das inundações. No sudoeste, as longas secas dificultarão a luta contra os incêndios.
A Casa Branca alerta também para os efeitos da mudança climática na economia. Segundo suas estimativas, a reconstrução e os danos causados pelo furacão Sandy têm um custo de 65 bilhões de dólares (144,5 bilhões de reais). Os efeitos da seca e as ondas de calor custaram outros 29,7 bilhões de dólares (66 bilhões de reais) e as consequências da piora do clima em todo o país, outros 10,9 bilhões de dólares (24,23 bilhões de reais). O relatório ainda destaca que o custo de não agir é entre quatro e dez vezes superior ao de investir agora em medidas para mitigar os efeitos da mudança climática.
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