quarta-feira, 29 de março de 2017

Primeiro arranha-céu curvo seria o edfício mais alto do mundo

O primeiro arranha-céu curvo deverá ser o edifício mais alto do mundo.

“Existe uma obsessão impossível de negar instalada em Nova York. É inegável porque essa obsessão foi concebida precisamente para avista; existem muitas maneiras pelas quais um edifício pode se destacar: o nosso, literalmente, se afastará daquilo que se entende por edifício. O que acontece se substituirmos a altura pelo comprimento?”. É assim que o estúdio de arquitetura Oiio começa o manifesto que apresenta o Big Bend, um arranha-céu de 1.219 metros de comprimento em Midtown, em forma de U invertido.

Primeiro arranha-céu curvo deverá ser o edifício mais alto do mundo

Deve ser o maior do mundo com a junção das duas torres de 600 metros, superando o Burj Khalifa, em Dubai, de 879 metros, e o primeiro edifício curvo da história. Os arquitetos dizem que é um desafio que surge das rigorosas leis impostas para construir em Nova York e também do preço estratosférico dos imóveis, quando a altura dos edifícios aumenta os custos de licenciamento. O Big Bend deve ser erguido ao sul do Central Park, uma das áreas mais caras e prestigiadas da cidade. “Se conseguirmos dobrar nossa estrutura em vez de violar as leis de zoneamento de Nova York, seremos capazes de criar um dos edifícios mais famosos de Manhattan”.

Primeiro arranha-céu curvo deverá ser o edifício mais alto do mundo

O Big Bend resolveria o que no passado foi um grande problema logístico: os elevadores horizontais. Dada a curva na parte superior, para se deslocar de uma torre à outra os elevadores subirão na vertical, chegarão ao topo, se deslocarão horizontalmente e continuarão seu percurso, tudo num ciclo contínuo imperceptível e rápido. Um sistema tão inovador quanto a forma do edifício, que atualmente está em busca de uma construtora que se comprometa a torná-lo realidade.
EL País.com

Nova versão beta do WhatsApp dá dois minutos para usuário se arrepender de mensagem enviada

WhatsApp
O sistema de mensagens instantâneas WhatsApp está testando uma função para editar ou apagar uma mensagem em até dois minutos após o envio. Essa função já existia na versão experimental, mas o limite de tempo era de 29 minutos, conforme explicou a empresa através em sua conta do Twitter @WABetaInfo.
Até agora, na versão normal do sistema, a função Apagar servia apenas para fazer a mensagem desaparecer da tela, mas não evitava que outros usuários a vissem. Diferentemente dos e-mails do Gmail, no WhatsApp não dá para voltar atrás nos textos, imagens, vídeos ou áudios enviados. Depois de apertar em “enviar” já é tarde demais para descobrir que a mensagem foi escrita na janela errada ou simplesmente se arrepender.
Apesar de já permitir cancelar as mensagens quase meia hora depois, a versão experimental deixava um rastro. O aplicativo mostra na conversa o aviso “o remetente revogou a mensagem”.
A redução do tempo para apagar uma mensagem convenceu uma pequena maioria de usuários. Em uma pesquisa virtual com 827 pessoas feita através do Twitter, 51% responderam que aprovavam o tempo de 120 segundos para voltar atrás, enquanto 49% consideraram que meia hora era melhor.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Tecido cardíaco feito de espinafre é criado por cientistas

Você já pode ter escutado que espinafre faz bem pro coração – e é verdade! O alimento possui Vitaminas C, B9 e Betacarotenos (todos componentes que te previnem de doenças cardíacas). Agora, a novidade é que a planta não só pode ajudar na saúde do órgão; mas como ser, literalmente, parte dele.
Um grupo de cientistas do Instituto Politécnico de Worcester, nos EUA, está conseguindo transformar folhas de espinafre em tecidos cardíacos. A ideia é aproveitas as estruturas de celulose da planta para transportar sangue.
O projeto tem uma sacada boa basicamente por um motivo: criar vasos sanguíneos é extremamente difícil. Eles têm que ter os tamanhos exatos; grandes o suficiente para possibilitar a transmissão de células, mas pequenos o bastante para não agredir o corpo que o utilizam – essas medidas chegam a números que soam absurdos, dependendo da região do corpo. Os capilares por exemplo, nossos menores vasos, possuem um diâmetro de 5 micrometros (unidade de medida mil vezes menor que o milímetro). Além disso, as estruturas devem ser resistentes, e, claro, não podem ser feitas de um material que apresente qualquer risco de toxidade.
Os pesquisadores, então, deixaram as contas um pouquinho de lado para se aproveitar de cálculos que a própria natureza foi fazendo ao longo de centenas de milhões de anos – os “cálculos” necessários para formar folhas de espinafre. Em bom português, eles se aproveitaram do pecíolo e dos fólios (as veias das folhas) para transportar sangue humano. “Plantas e animais possuem abordagens fundamentalmente diferentes quando se pensa no transporte de fluídos, elementos químicos, e macromoléculas, mas dá para ver similaridades surpreendentes quando observamos as estruturas de seus sistemas vasculares.”, concluem os cientistas no texto da pesquisa.
A preparação prática do estudo lembra um pouco aqueles experimentos que você faz na escola. Eles usaram apenas dois materiais (e compraram os dois em supermercados próximos ao laboratório): espinafre comum e um pouco de detergente. O sabão foi usado para tirar das folhas quaisquer resquícios do alimento, deixando a comida embebida nele por cinco dias, ela fica completamente transparente, passando de uma folha comum para uma simples estrutura de celulose.  Depois que já se tinha o molde, as coisas ficavam um pouco mais complexas. Os cientistas, então, células cardíacas à folha – elas conseguiam se contrair em escala celular e auxiliar no transporte do sangue.
Para demonstrar a funcionalidade, os pesquisadores produziram um vídeo que mostra as folhas recebendo água pintada de vermelha. O resultado é visualmente impressionante; você pode vê-lo abaixo.
Ainda não se sabe exatamente como essa descoberta será usada. O espinafre não pode ser implantado no corpo desde já porque a planta pode sofrer uma rejeição do resto do corpo humano. De qualquer forma, a técnica é promissora e pode, no futuro, auxiliar em operações cardíacas, ou até mesmo em outros órgãos. “Poder pegar algo simples como uma folha de espinafre, que é uma planta abundante, e torna-la em um tecido que tem potencial para transmitir sangue é muito, muito empolgante, e esperamos que haja um avança significante nesse campo de pesquisa. ” Afirma Glenn Gaudette, responsável pela pesquisa.  Por essa, nem o Popeye esperava.
Super Interessante.com

Descoberto na Austrália o "parque jurássico" mais diverso do mundo



SYDNEY — Numa descoberta classificada como “sem precedentes”, paleontologistas da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram rastros de 21 espécies diferentes de dinossauros numa área que se estende por 25 quilômetros ao longo da Península Dampier, no estado da Austrália Ocidental. Por causa do achado, o local foi apelidado de “Jurassic Park Australiano” (Parque Jurássico), em referência ao filme de mesmo nome.

Em nenhum outro lugar do mundo foi encontrada tal diversidade. São pegadas deixadas por espécies que representam quatro grupos principais de dionossauros, em rochas que datam entre 127 milhões e 140 milhões de anos, numa área remota da região de Kimberley. Para Steve Salisbury, líder do estudo publicado em revista da Society of Vertebrate Paleontology, a descoberta transforma a área no “equivalente cretáceo do Serengeti”.

— É extremamente significativo, formando o primeiro registro de dinossauros não aviários na porção ocidental do continente, que fornece um vislumbre único da fauna de dinossauros da Austrália durante a primeira metade do Período Cretáceo Inferior — disse Salisbury. — É um lugar mágico. O Jurassic Park da Austrália.
Em 2008, a região foi selecionada pelo governo local para a instalação de uma planta para processamento de gás natural, mas o projeto foi suspenso em 2011, após a área ser listada como patrimônio histórico, e abandonado de vez dois anos depois. Segundo Salisbury, existem milhares de rastros já identificados.

— Deles, 150 podem ser atribuídos com confiança a 21 tipos específicos, representando os quatro principais grupos de dinossauros — disse o paleontólogo. — São cinco tipos diferentes de rastros de dinossauros predadores, ao menos seis tipos de saurópodes herbívoros de pescoço longo, quatro tipos de marcas de herbívoros bípedes ornitópodes e seis tipos de dinossauros com carapaça.
O Globo.com

domingo, 26 de março de 2017

O obeso não tem culpa, tem desejos

Maça verde e Donut ou Rosquinha
Mudanças comportamentais, tais como exercícios frequentes e reorientação alimentar, tem se mostrado bastante positivas em vários cenários, em especial na melhora de condições cardiovasculares, gastrointestinais, osteoarticulares e psíquicas, mas pouco ou nada sustentáveis a médio e longo prazo na diminuição ponderal. Mas continuamos vendendo este perfil comportamental para solucionar o problema de dois terços de americanos, brasileiros e tantas outras populações que se apresentam com sobrepeso e obesidade.
Tal culpabilização da vítima gera um processo global e gigante de sugestões de realinhamento alimentar, que encontra soluções na retirada industrial de gorduras de alimentos, substituição do açúcar por adoçantes sintéticos, adição de fibras e toda sorte de compostos de baixas calorias que renda melhor palatabilidade aos produtos modificados, produtos sem glúten, sem lactose e assim… Continuamos gordos – ainda que no momento pareça que alcançamos uma deprimente estabilização nos números americanos, restando um terço de magros.
Sem inocentar os obesos, a verdade é que já existem muitas linhas acadêmicas aceitando haver um grave erro conceitual na interpretação dessa doença, o qual provavelmente exigirá muitas décadas para minimizar suas consequências: Nós não engordamos porque comemos demais, o fato é que comemos demais porque estamos engordando. Apenas obedecemos ordens cerebrais impondo a ingestão de alimentos além do que necessitamos.
Essa incipiente “mea culpa” do mundo da ciência tem gerado uma busca frenética na identificação de elementos químicos com potencial de corromper a falível relação fome-saciedade-metabolismo. Essas substâncias são denominadas disruptores endócrinos, estruturas químicas capazes de imitar, 
bloquear ou atrapalhar os hormônios que regulam funções biológicas fundamentais em seres humanos e outros animais, incluindo o desenvolvimento cerebral, a reprodução, o metabolismo e o crescimento. Se avaliarmos estes compostos pela capacidade de indução à obesidade podemos denominá-los apenas obesogênicos.
A primeira exposição a estes compostos pode ocorrer em nossos tempos intrauterinos. Ao nascer já teríamos termostatos da fome e saciedade modificados, um número maior de células gordurosas e uma maior competência de armazenamento energético na forma de gordura. Mudança metabólica para toda a vida.
É certo que essa exposição é contínua e aparentemente ofertada por todos os alimentos processados, agrotóxicos, hormônios, antibióticos, elementos inaláveis provenientes de escapamentos de carros ou chaminés de indústrias
plásticos e outros. Apesar de não alterarem nossa sequência no DNA, é possível que modifiquem a expressão de alguns de nossos genes e que transfiramos tais mudanças para nossa descendência. Por outro lado, talvez algumas dessas substâncias nos transtornem apenas enquanto tivermos contato com as mesmas.
O bisfenol A, encontrado em plásticos, revestimentos de alimentos enlatados, pesticidas e outros produtos é transferido para nossos organismos mais comumente através do consumo de alimentos acondicionados em recipientes plásticos que contenham este elemento. O simples congelamento ou aquecimento do conjunto libera a substância para o alimento. Não à toa, perto de 90% daqueles que vivem nos ambientes urbanos apresentam níveis mensuráveis de bisfenol A em seus organismos. Um estudo recente utilizando camundongos sugere fortemente que essa substância impede perenemente a ação da leptina, hormônio da saciedade, junto ao seu local de ação no hipotálamo.
Espessantes utilizados para melhorar a palatabilidade de sorvetes, iogurtes, achocolatados e outros produtos, se mostraram capazes de interferir negativamente na produção intestinal de GLP-1, substância envolvida, entre outras ações, na modulação de centros da fome e saciedade. Talvez esse comprometimento seja reversível.
É quase certo que tudo que conseguirmos deduzir nessa procura trará a necessidade de atitudes, que, se tomadas, produzirão resultados após algumas gerações. No momento, restam bilhões de pacientes obesos e com sobrepeso, para os quais temos a obrigação de evitar a administração da fácil equação que subtrai supostos gastos energéticos do presumido total calórico ingerido, sem considerar as irrecusáveis ordens cerebrais.
Veja.com 

Como impedir que o cabo do seu celular estrague

Enquanto a tecnologia de carregamento sem fio ainda não chega aos principais smartphones do mercado, os consumidores precisam se virar com os tão odiados cabos. Na maioria das vezes, esses acessórios são frágeis e caros.
Então, para impedir que você gaste uma fortuna comprando novos cabos todos os meses, o Olhar Digital listou cinco dicas para garantir que o seu cabo não quebre (ao menos não tão facilmente).
1. Use uma mola
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A maioria dos defeitos acontece nas extremidades do acessório, que acabam sofrendo muita pressão para algum dos lados. Para evitar que o cabo se dobre, o melhor a fazer é utilizar uma pequena mola (daquelas encontradas dentro de canetas) para envolvê-lo.
2. Misture amido de milho com silicone
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Parece algo bizarro, mas um vídeo no YouTube ensina como fazer uma mistura envolvendo amido de milho e silicone para criar uma massa flexível que vai proteger a extremidade dos cabos. A aparência não fica das melhores, mas em temos de usabilidade o método parece bem eficiente.
3. Protetores de cabo
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Uma opção mais barata e bonita são os protetores de cabo. É possível encontrá-los facilmente na internet, principalmente em sites como o Mercado Livre. O preço varia de acordo com o modelo, mas conseguimos encontrar alguns deles custando R$ 1.
4. Envolva com fita isolante
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Se a proteção emborrachada que protege os fios já estiver desgastada, é melhor envolvê-la com fita isolante para evitar que os fios fiquem expostos. O problema é que a fita isolante não é tão protetora e, por isso, é aconselhável que se combine esse método com o da mola.
5. Utilize um tubo termo retrátil
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O produto é encontrado por bons preços e, além de proteger, deixa o cabo até com um visual bacana. O problema é que a aplicação não é tão fácil e exige que o cabo seja aquecido usando um isqueiro. Este vídeo do site iPod Schoolexplica como aplicar a proteção em um cabo do iPhone.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Em 30 anos, cerrado brasileiro pode ter maior extinção de plantas da história, diz estudo

Se o índice de desmatamento do cerrado brasileiro se mantiver como é hoje - cerca de 2,5 maior do que na Amazônia -, o mundo pode registrar a maior perda de espécies vegetais da história.
A tese é de um artigo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS) e de outras instituições nacionais e internacionais, divulgado nesta quinta-feira na revista científica Nature Ecology and Evolution.
O cerrado perdeu 46% de sua vegetação nativa, e só cerca de 20% permanece completamente intocado, segundo os pesquisadores. Até 2050, no entanto, pode perder até 34% do que ainda resta.
Isso levaria à extinção 1.140 espécies endêmicas - um número oito vezes maior que o número oficial de plantas extintas em todo o mundo desde o ano de 1500, quando começaram os registros.
"Há 139 espécies de plantas registradas como extintas no mundo todo. Mas claro, sabemos que espécies foram extintas antes mesmo de a gente conhecê-las", disse à BBC Brasil Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e coordenador do estudo e secretário-executivo do IIS.
"Mesmo assim, a perda no cerrado seria uma crise sem proporções."
O desmatamento na região, de acordo com os pesquisadores, cresceu em níveis alarmantes "por causa da combinação de agronegócio, obras de infraestrutura, pouca proteção legal e iniciativas de conservação limitadas".
Mesmo assim, Strassburg e sua equipe afirmam que o cenário apocalíptico projetado para 2050 pode ser evitado.

'Hotspot de biodiversidade'

O cerrado brasileiro, segundo o artigo, tem mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que não são encontrados em nenhum outro lugar.
"Essa projeção assustadora que encontramos é uma combinação de dois fatores: o cerrado é um hotspot global de biodiversidade principalmente por causa das plantas, e ele já perdeu metade da sua área", afirma Strassburg.
"A área de desmatamento do cerrado não é maior que a da Amazônia, mas a taxa de desmatamento é."
Página do estudo do IIS
Para conseguir estimar o número de espécies perdidas pelo desmatamento nos próximos 30 anos com o mesmo ritmo atual, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes da Lista Vermelha de Espécies em Extinção (referentes a 2014) com projeções das mudanças no uso do bioma.
Das 1.140 que podem ser perdidas, 657 já são consideradas condenadas à extinção.
"Isso quer dizer que não tem mais cerrado suficiente para tanta espécie. Se o desmatamento parasse hoje e não fizéssemos mais nada para recuperar a região, elas seriam extintas de qualquer jeito", explica.

Seca

Se o aumento recente do desmatamento da Amazônia, segundo os cientistas, influenciou o regime de chuvas no Brasil, contribuindo para a seca dos últimos anos, a perda do cerrado também faz sua parte - mas no solo, e não na atmosfera.
"Tem gente que se refere ao cerrado como uma floresta de cabeça para baixo, porque dizem que as raízes lá são tão mais profundas que na Amazônia e na Mata Atlântica. Isso torna muito grande a capacidade do solo de absorver água, que será armazenada nos lençóis freáticos", diz Strassburg.
Hoje, 43% da água de superfície no Brasil fora da Amazônia está no bioma - o que inclui três dos principais aquíferos do país, que abastecem reservas no Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste.
 
Vegetação do cerrado
 
"Mas se você troca aquela vegetação por uma plantação de soja, essa capacidade de reter água e alimentar os lençóis freáticos se perde. E vale lembrar que no Brasil crise hídrica é também é crise energética."
O pesquisador alerta ainda para o fato de que o desmatamento projetado para as próximas três décadas emitiria cerca de 8,5 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.
"Isso é 2,5 vezes mais do que a redução da emissão de gases estufa que o Brasil conseguiu com a queda no desmatamento da Amazônia entre 2003 e 2012", explica.

Como impedir?

O artigo afirma que, restaurando áreas do cerrado que foram menos degradadas e são importantes para a biodiversidade, seria possível reverter até 83% do quadro de extinções previstas.
"Áreas que não foram muito degradadas ou não foram desmatadas há muito tempo conseguem se regenerar, até por causa das raízes profundas e porque têm um banco de sementes. As outras precisam de um esforço maior", afirma Strassburg.
A equipe do IIS, segundo ele, trabalha junto ao Ministério do Meio Ambiente para fazer um mapeamento das áreas que devem ser prioridade em um projeto de recuperação.
 
Mesmo assim, elas corresponderiam a apenas 3% do total do bioma. Seria o suficiente?
"A outra metade da equação é parar o desmatamento causado pela agropecuária", diz. "As culturas de cana-de-açúcar e de soja vão crescer 15 milhões de hectares nos próximos 30 anos", diz.
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que é possível usar áreas já desmatadas e pouco aproveitadas do cerrado para redistribuir este crescimento - evitando, assim, que a expansão da produção agrícola avance para territórios preservados.
Mais de 75% do cerrado já desmatado, segundo Strassburg, é utilizado em pastagem de baixa produtividade. Isso quer dizer que os produtores têm um boi por hectare, quando poderiam ter três.
 
Vegetação do cerrado
 
"Se você colocasse só dois por hectare já liberaria terra suficiente para toda a expansão de soja e de cana, sem precisar fazer mais desmatamento", afirma.
O artigo diz que as políticas públicas necessárias para integrar agricultura e pecuária na região e evitar a perda do bioma já existem, e precisam apenas de integração.
Mas, para Strassburg, isso também dependerá dos produtores.
"O agronegócio brasileiro está numa encruzilhada no que diz respeito ao cerrado: pode se colocar como responsável pela maior crise de extinção de plantas registrada no mundo ou pode ser líder de em uma produtividade mais sustentável."
"Ele vai ser o grande vilão da história e perder acesso aos mercados globais ou dar lição de sustentabilidade e mostrar que é possível crescer contribuindo para a conservação das espécies?", indaga.

Cientistas procuram explicação para as misteriosas linhas que aparecem em Marte

Marte

Em setembro de 2015, a Nasa anunciou uma descoberta notável: Marte poderia ter correntes de água salgada que deslizavam pelas encostas do "Planeta Vermelho" durante o verão
Tão logo se cogitou que as linhas escuras registradas pelo rover Curiosity em Marte poderiam representar água em estado líquido surgiram especulações sobre a possibilidade de vida microbiana no planeta.
Agora, entretanto, especialistas afirmam que as misteriosas linhas negras podem ser, na verdade, avalanches de areia provocadas pelo efeito da luz solar na superfície marciana.
De acordo com texto publicado esta semana pela revista New Scientist, cientistas afirmam que a atmosfera de Marte não é suficientemente úmida para considerar que a formação de linhas pudesse decorrer da condensação de água.
"Esses fenômenos acontecem nas horas mais quentes onde há temperatura mais elevada. Por isso, uma parte do cérebro diz que deveria ser gelo derretendo", disse Sylvain Piqueux, do laboratório da Nasa na Califórnia (EUA) em entrevista à New Scientist. Mas ele mesmo admite que trata-se de algo pouco provável em Marte. "O problema é que é muito difícil gelo derreter em Marte. É mais fácil que o gelo se transforme diretamente em vapor d'água", assinala Piqueux.
As linhas escuras foram observadas em vários lugares do Planeta Vermelho quando as temperaturas estavam no entorno de -23ºC.
Na ausência de uma explicação que envolva água, Frédéric Schmidt, da Universidade do Sul de Paris, na França, propôs, em parceria com outros pesquisadores, um modelo alternativo, segundo informou a New Scientist.
 
Marte
 
Frédéric Schmidt defende que pode-se tratar de um processo ligado a variações climáticas sazonais.
Para Schmidt, as avalanches de areia poderiam ser causadas pelo Sol. Segun do esse modelo, quando os raios solares tocam a areia, o calor esquenta a superfície enquanto a parte inferior permanece fria. Essa diferença de temperatura provocaria mudança de pressão do gás em torno das partículas de areia. Esse gás subiria, fazendo com que haja deslocamento de areia e solo provocando, assim, deslizamento nas encostas marcianas.
Se essa teoria for comprovada, ou seja, se for rejeitada a hipótese de que as linhas escuras são "água líquida", desaparece a possibilidade de se encontrar organismos vivos em Marte.
Pelo menos, por agora.
 

Amazon realiza primeira entrega pública com um drone nos EUA

A Amazon revelou que seu programa Prime Air - que usa drones para automatizar entregas - conseguiu com sucesso fazer sua primeira entrega em público nos Estados Unidos nesta semana.
A companhia usou um de seus veículos para entregar um pacote com filtros solares na MARS 2017, conferência anual da Amazon restrita a convidados e que debate a evolução de tecnologias emergentes como machine learning, robótica, automação e exploração espacial. A entrega foi feita em Palm Springs, Califórnia, na última segunda-feira. 
A gigante da internet tem testado drones para tais fins há alguns anos, mas devido a restrições referentes a regulamentação não tinha conseguido concluir um voo nos Estados Unidos em área privada até então. Segundo a companhia, a entrega desta segunda-feira foi conduzida com a assistência da FAA, agência de aviação americana. 
Vale ressaltar que mesmo que a Amazon avance em relação à automação das entregas, a companhia ainda enfrenta a aprovação regulatória para fazer delas uma unidade importante de seus negócios. O uso comercial de drones é proibido nos Estados Unidos e a empresa já se queixou que o sistema regulatório do país é muito lento para se adaptar a modelos inovadores.
No ano passado, a Amazon comemorou a primeira entrega comercial de um pacote no Reino Unido, onde as regras para teste com os veículos autônomos aéreos é mais flexível.
Em todo caso, a nova entrega pública reforça que a companhia está cada vez mais próxima de atingir o objetivo do Prime Air: entregar itens da varejista dentro de um prazo de 30 minutos.  

quinta-feira, 23 de março de 2017

ONU propõe uso de águas residuais para amenizar crise hídrica

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Num mundo em que dois terços da população vivem em áreas com escassez de água durante ao menos um mês por ano, sendo que 500 milhões de pessoas residem em regiões onde o consumo excede em duas vezes os recursos hídricos renováveis localmente, a busca por fontes alternativas é imperativa. E uma das soluções pode ser a água residual. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quarta-feira, Dia Mundial da Água, propõe uma alteração nos paradigmas sobre a destinação das sobras da produção agrícola e industrial, e do consumo nas cidades: de “tratamento e eliminação”, para “reúso, reciclagem e recuperação de recursos”.
 
— A água residual é um recurso valioso num mundo onde a água é finita e a demanda é crescente — disse Guy Ryder, presidente da ONU-Água e diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho. — Todo mundo pode fazer a sua parte para alcançarmos o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável de cortar pela metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentar a reutilização segura do recurso até 2030. É apenas cuidar da gestão e reciclagem da água que corre pelas nossas casas, fábricas, fazendas e cidades.
Segundo a base de dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as extrações globais de água doce no mundo foram de 3.928 km³ em 2010, sendo que as retiradas cresceram cerca de 1% ao ano ao longo das últimas três décadas. Desse total, cerca de 70% foi destinado para a agricultura, outros 19% foram para a indústria e apenas os 11% restantes foram usados pelas cidades. A quantidade de água que as pessoas bebem, de aproximadamente dois litros por dia, representa apenas uma fração do total.


Destino das extrações globais de água doce
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Águas residuais industriais
3
38
Consumo agrícola de água
32
Águas residuais agrícolas
16
Águas residuais industriais
8
Águas residuais urbanas
3
Consumo urbano de água
3
Consumo industrial de água
 
80% DO DESPEJO É INADEQUADO
Mas o cuidado com a água após o uso ainda é precário. Os países de renda alta tratam, na média, cerca de 70% das águas residuais urbanas e industriais que produzem, mas essa proporção cai para 38% nos países de renda média-alta e para 28% nos países de renda média-baixa. Nos países de renda baixa, apenas 8% dos resíduos são submetidos a algum tipo de tratamento. No mundo, mais de 80% das águas residuais são despejadas no meio ambiente sem o cuidado adequado.
Os números sobre o acesso a serviços básicos de saneamento são
estarrecedores: de acordo com o relatório, 2,4 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso a instalações sanitárias adequadas, e quase 1 bilhão de pessoas ainda praticam a defecação ao ar livre. Estima-se que 842 mil mortes ocorridas em países de renda média e média-baixa em 2012 foram causadas por água contaminada, pela falta de instalações para a higiene e por serviços sanitários inadequados. Essa situação contribui para o avanço de algumas doenças tropicais, como a cólera.
 


Os impactos mais importantes da falta de saneamento são sobre a saúde humana — disse Massimiliano Lombardo, oficial de Meio Ambiente da Unesco no Brasil. — A água contaminada pode transmitir várias doenças, entre elas a cólera e a febre tifoide.
 
Além dos riscos para a saúde, o despejo sem tratamento das águas residuais traz sérias ameaças para o meio ambiente e para as próprias fontes de água, o que pode acirrar ainda mais o problema da escassez de recursos hídricos. Solventes e hidrocarbonetos produzidos por atividades industriais e de mineração, assim como o descarte de nutrientes de criações intensivas de animais aceleram a eutrofização
excesso de nutrientes que provoca o aumento na quantidade de algas e a diminuição da oxigenação — de ecossistemas marinhos. A estimativa é o fenômeno esteja afetando áreas que somam 245 mil km².
Também cresce a preocupação com a presença de poluentes como hormônios, antibióticos, esteroides e outros compostos químicos na água residual. Seus impactos sobre a saúde humana e o meio ambiente ainda não são completamente compreendidos.

— Se uma cidade não tem coleta de esgoto, significa que as águas residuais não são bem descartadas, e elas acabam contaminando as pessoas, os animais e o meio ambiente — completou Lombardo.







METADE DOS BRASILEIROS NÃO TEM ACESSO A ESGOTO
O relatório das Nações Unidas não traça o perfil por país, mas dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento, elaborado pelo Ministério das Cidades, mostra que aproximadamente a metade da população brasileira não possui acesso a redes de esgoto, e apenas 42% a sistemas de tratamento. Para Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, a questão hídrica sempre foi relegada a segundo plano no país.
— É uma questão histórica. A gente vive numa cultura de muita água. Tirando o Nordeste, o brasileiro sempre acreditou que o recurso era abundante, mas as crises hídricas mostraram que isso não é verdade — disse Carlos. — E mesmo com a crise, bastou chover para o debate desaparecer.
De fato, o país possui grandes reservas. A América do Sul possui 26% das reservas globais de água doce, com apenas 6% da população mundial. Mas a distribuição não é uniforme, e algumas regiões sofrem com a escassez. Na média, alagoanos e pernambucanos têm consumo per capita menor que o

recomendado pelas Nações Unidas, de 110 litros diários. Por outro lado, os cariocas, maiores consumidores do país, gastam mais que o dobro da recomendação.



CAMINHOS PARA AMPLIAR O REÚSO
Nesse cenário, de aumento na demanda e de alto desperdício de um recurso finito, o reúso surge como possível solução, e oportunidade. Os custos de tratamento e purificação de resíduos ainda é mais alto que a simples captação em reservatórios, mas existe potencial econômico a ser explorado que pode compensar o investimento. Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias, certos nutrientes, como fósforo e nitrato, podem ser recuperados e reutilizados como fertilizante. A produção de energia pelo biogás é outra alternativa.

No Japão, o governo criou a meta de recuperar 30% da energia da biomassa das águas residuais até 2020. Todos os anos, a cidade de Osaka produz 6.500 toneladas de combustíveis extraídos de 43 mil toneladas de esgoto. Na Suíça, uma lei obriga a recuperação de certos nutrientes, como o fósforo.
Para acelerar a adoção da água de reúso e recuperação de recursos, a ONU pontua cinco caminhos a serem seguidos: fazer o enquadramento legal e regulatório; criar mecanismos apropriados de financiamento; minimizar os riscos às pessoas e ao meio ambiente; construir conhecimentos para a elaboração de projetos; e conscientizar a população.

— Mas cada um pode fazer a sua parte. As águas residuais não são apenas esgoto, são apenas águas que foram transformadas após a utilização. No âmbito doméstico, as famílias podem aproveitar a água residual, seja tampando a pia da cozinha para lavar mais louça, ou coletando a água do banho para usar na descarga ou lavar o carro — disse Lombardo. — É possível fazer muito em termos de prevenção do uso, gerando menos resíduos. E reutilizar o recurso mais vezes antes do descarte.
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O manto gelado da Terra quebrou mais um recorde perturbador

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O manto de gelo no mar do Ártico atingiu o seu limite máximo para o ano no dia 7 de março — 14,42 milhões de quilômetros quadrados, quase duas vezes o tamanho da Austrália.
Achou muito? Pois essa é a menor cobertura já registrada por satélite, em quase quatro décadas, em pleno inverno na região.
A informação é do Centro Nacional de Neve e Gelo da Universidade do Colorado (NSIDC) e da NASA. Esse novo recorde superou a mínima histórica do inverno passado, de 14,52 milhões de quilômetros quadrados, e isso não é nada bom.
O declínio do gelo do mar tem acelerado nas duas últimas décadas, e está associado ao clima mais quente na região, que é afetado tanto pelas mudanças climáticas quanto por variabilidades temporais de curto prazo.
Segundo os cientistas, a nova mínima histórica resulta, em parte, de um outono e inverno muito quentes. O calor atmosférico contribuiu para isso, com temperaturas do ar até cinco graus acima da média em algumas partes do Ártico.
A extensão máxima para o inverno deste ano ficou 1,2 milhão de quilômetros quadrados abaixo do máximo médio de 1981 a 2010, de 15,64 milhões de quilômetros quadrados.

A extensão do gelo marinho do Ártico para 7 de março de 2017 foi de 14,42 milhões de quilômetros quadrados (5,57 milhões de milhas quadradas). A linha laranja mostra a extensão mediana de 1981 a 2010 para esse dia. Dados do índice de gelo marinho

A extensão do gelo do mar do Ártico desempenha um papel crítico no sistema climático do Planeta. Fisicamente, sua superfície branca reflete até 80 por cento da luz solar recebida durante os longos dias de verão no hemisfério norte, exercendo uma influência de resfriamento sobre o clima.
Menos cobertura de gelo, portanto, significa que há mais oceano escuro para absorver  mais energia do sol, o que leva a mais aquecimento e derretimento, mergulhando a região em um mecanismo que se retroalimenta conhecido como amplificação do Ártico.
A perda de cobertura de gelo pode, igualmente,  perturbar o ecossistema, afetando o tempo de florescimento dos fitoplânctons, os organismos microscópicos que estão na base da cadeia alimentar marinha. Além disso, os ursos polares, morsas, baleias e outros animais dependem do gelo marinho para sobreviver.
Menos gelo também significa mais transporte pelo Ártico e exploração (principalmente de petróleo), com grandes implicações para a economia mundial e a segurança climática.
A Nasa publicou um vídeo mostrando as mudanças na formação de gelo na região do Ártico:
Polo Sul
 
E no lado oposto do Planeta, no dia 3 de março, o gelo do mar em torno da Antártica atingiu sua menor extensão já registrada por satélites no final do verão no Hemisfério Sul.
O gelo polar total cobria 2 milhões de quilômetros quadrados a menos do que a extensão mínima global média para 1981-2010. Foi como se o Planeta tivesse perdido um pedaço de gelo marinho maior do que o México, segundo a Nasa.
Exame.com

O que algas bioluminiscente fizeram com o mar da Tasmânia é pura inspiração

As águas ao longo da costa noroeste da Tasmânia assumiram uma estranha aparência brilhante nos últimos dias. Fotografias tiradas na região mostram a água na cor bioluminescente devido ao Noctiluca scintillans, um plâncton minúsculo que emite uma luz azul diante de alguma situação de perigo.
O fenômeno, que é melhor visto em águas calmas e quentes, funciona como um grande mecanismo de defesa já que estes plânctons se ‘acendem’ para assustar predadores.

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Também chamada de “brilho do mar”, a Noctiluca scintillans utiliza sua bioluminescência não apenas para se proteger, mas também acaba funcionando como um tipo de ‘esponja’ que consome tudo o que estás a seu redor, o que pode ser muito nocivo para o ecossistema.

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As algas não são tóxicas, mas existem casos de pessoas que tiveram algumas irritações na pele com o contato.
De qualquer forma é impossível negar o óbvio: é absurdamente lindo ver o mar com esse brilho!

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Abastecimento de água terá deficit de 40% até 2030



Brasília - A população mundial deverá enfrentar um déficit de 40% no abastecimento de água até 2030, caso não tome medidas drásticas para melhorar a gestão do recurso natural. Essa é a conclusão do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos - Água para um mundo sustentável, lançado em Nova Déli, na Índia, pela Unesco. O relatório, que faz parte das Por isso, considerou que os objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2016-2030, que devem substituir os Objetivos do Milênio (2001-2015) precisam ser mais ambiciosos na proteção dos recursos hídricos.
Atualmente o plano da ONU só destaca o acesso à água e ao saneamento.
O relatório da Agência da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pediu que sejam incluídos também a administração dos recursos hídricos, a qualidade de água, a gestão das águas residuais e a prevenção de catástrofes naturais causadas pela água.
 
A água é fonte de desenvolvimento econômico, que frequentemente precisa de grandes volumes, assim como a agricultura e a produção energética, e precisam de “equilíbrio”, explicou o principal autor do relatório, Richard Connor.
Ainda existem no mundo 748 milhões de pessoas que não têm acesso a água livre de contaminação e as primeiras vítimas são os pobres, os marginalizados e as mulheres, segundo o estudo.
ações atreladas ao Dia Mundial da Água, comemorado amanhã, aponta medidas para que a comunidade internacional elabore um novo programa de desenvolvimento.

Segundo o relatório, 748 milhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a água potável. Por outro lado, a água nunca foi tão consumida. Até 2050, a agricultura, setor que mais consome água, deverá produzir 60% mais alimentos do que hoje. O estudo destaca ainda que a demanda por bens manufaturados vai aumentar, pressionando ainda mais os recursos hídricos.
A estimativa é de que, até 2050, a demanda mundial de água pela indústria tenha um aumento de 400%. O estudo chama a atenção para o grande volume de água usado para geração de energia (usinas térmicas) e destaca a necessidade de estímulos a fontes renováveis, como subsídios para as fontes eólica e solar.
O objetivo do relatório é estabelecer um objetivo em relação ao uso da água. A proposta seria fixar metas sobre temas como governança e qualidade da água, gestão de águas residuais e prevenção de desastres naturais. 
Brasil

O relatório da Unesco destaca as iniciativas de um programa batizado de "Rio Rural", realizado na região Norte do Estado fluminense. O programa, que até 2018 receberá recursos do Banco Mundial, é voltado para a produção agrícola na região.
"Em partes do Norte do Estado do Rio de Janeiro, políticas rurais do passado priorizaram a monocultura do café e da cana-de-açúcar,
Os autores assinalaram que o setor agrícola, que consome mais quantidade, terá que aumentar sua produção em 60% até 2050, o que provocará mais tensão no acesso à água.

Paris – O planeta terá um déficit de água de 40% em 2030 se a forma atual de consumo não mudar, alertou um relatório publicado nesta sexta-feira pela Unesco, que pede que a melhor gestão deste recurso faça parte dos objetivos do planeta da ONU.

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado nesta sexta-feira mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, "mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento. Segundo o documento, a crise global de água é de governançaalém da pecuária. O desmatamento e a exploração não sustentável resultaram em degradação do solo e em esgotamento dos recursos hídricos", informa o estudo, destacando que, desde 2006, o programa Rio Rural trabalha para reverter a situação, com suporte para que pequenos agricultores adotem sistemas produtivos mais ecológicos.
"Como a maioria das tecnologias mais sustentáveis tem custos mais elevados de implementação e baixo impacto sobre a renda rural, é fundamental estabelecer um sistema de incentivo financeiro para
que a agricultura invista em sistemas de irrigação eficientes, o que atacaria outra das principais fontes de desperdício de água.

Nasa apresenta relógio atômico para melhorar navegação no espaço

 
 Foto mostra o relógio atômico ultra estável fabricado por cientistas americanos. O relógio de itérbio é mais preciso do que qualquer outro relógio atômico.  (Foto: AFP Photo/NIST)

A agência espacial americana, Nasa, apresentou um novo relógio atômico com o qual espera melhorar e simplificar a navegação pelo espaço.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Nasa revelou o Deep Space Atomic Clock, uma nova geração de relógios atômicos desenvolvida no Laboratório de Propulsão a Jato da agência na cidade de Pasadena, na Califórnia.
A Nasa informou que em fevereiro integrou este novo instrumento no satélite Surrey Orbital Test Bed, que será lançado no final deste ano.
"A precisão (ao medir o tempo) exerce um papel crítico na navegação especial e será especialmente importante para as futuras missões no espaço sideral", detalhou a nota oficial.
A agência explicou que a maioria dos dispositivos de exploração espacial utiliza um método de rastreamento de duplo sentido pelo qual uma antena na Terra emite um sinal e, posteriormente, após receber o retorno da nave, calcula a distância e determina se a nave deve variar ou manter o rumo.
Este novo relógio atômico permitirá que os dados sejam processados diretamente na nave, por isso não será mais necessário o sinal de retorno até a Terra.
 

Dia Mundial da água: 6 motivos para se hidratar melhor

Dos músculos ao cérebro, passando pelos rins, a água exerce funções importantíssimas para o corpo.: Dia da Água: benefícios de beber o suficiente
 
Beber água parece uma tarefa tão trivial que não damos conta de sua importância para sua saúde. Mas tomar os tais 2 litros ao longo do dia pode evitar de piripaques cardíacos a infecções severas. Aproveite o Dia Mundial da Água e veja seis grandes benefícios de ingerir a quantidade adequada de líquidos para o organismo.
1) Raciocínio rápido e bom humor
 
Como qualquer outra célula, os neurônios precisam de água. O abastecimento adequado é crucial para eles se manterem conectados, transmitindo seus impulsos. Se fica a desejar, o raciocínio e o humor sofrem as consequências.

2) Músculos fortes

O mecanismo de contração e relaxamento depende do volume hídrico nas fibras musculares. Se elas ficam murchas, lá se vai o vigor, isto é, falta força para correr, erguer pesos… e para bater, no caso do músculo cardíaco.

3) Rins livre de pedras

Beber muita água é uma ótima estratégia para prevenir os cálculos renais. Quanto maior a fluidez do líquido filtrado pelos rins, menor a probabilidade de a urina concentrar partículas sólidas que, agrupadas, dão origem às pedrinhas.
4) Intestino regulado
Garantir a cota diária de água dá um empurrão no trânsito intestinal e evita a prisão de ventreA água não só deixa o bolo fecal mais pastoso como estimula os movimentos peristálticos que o mandam embora do corpo.

5) Pulmões livres de bactérias

A última fração da árvore respiratória, que corresponde aos alvéolos, precisa estar bem hidratada para que a difusão do oxigênio aconteça da melhor maneira. Sem contar que uma boa umidade nas vias aéreas reduz o risco de infecções.
 
6) Circulação sanguínea em ordem
 
Um volume satisfatório de água viajando pelos vasos garante que todo o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue. A desidratação torna o líquido viscoso e favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos.
E para onde vai tanta água?
Numa pessoa saudável de 70 quilos, estima-se que todas as suas células concentrem algo em torno de 28 litros de água. No meio aquoso dentro de cada unidade ocorrem todas as reações químicas para o funcionamento celular.
Além disso, há o líquido intersticial, um fluido responsável pelas trocas de H2O e sais minerais entre as células e o sangue. São cerca de 11 litros de água.
Fora que o próprio sangue detém ao menos 3 litros de água. Essa fração é conhecida como plasma e corresponde a 55% da composição sanguínea – o restante é uma junção de glóbulos, considerada a parte mais sólida do sangue.
 

Navegadores desativam o GPS do cérebro

GPS
Os navegadores estão debilitando a capacidade do cérebro de orientar-se. Da mesma maneira que as calculadoras e a agenda do telefone interferiram nas habilidades matemáticas ou na capacidade de recordar um número, um estudo mostra agora que o navegador do carro ou do celular faz com que as áreas cerebrais dedicadas à orientação espacial e à navegação reduzam sua atividade.
No começo do século um estudo já clássico demonstrou que o cérebro dos taxistas de Londres era maior que o de outras pessoas. Mas uma região cerebral especificamente, o hipocampo posterior, apresentava uma maior densidade de matéria cinzenta. Os resultados foram confirmados uma década depois com uma amostra de taxistas antes e depois de terem de aprender o guia da cidade, com as mais de 25.000 ruas londrinas, para obter a licença. Os que a conseguiram tinham o hipocampo mais desenvolvido.
Buscando identificar como o hipocampo se arranja para navegar um espaço, um grupo de pesquisadores escaneou o cérebro de 24 voluntários enquanto se movimentavam por um mapa virtual do Soho londrino. Também queriam investigar como outras áreas cerebrais intervêm, em particular o córtex pré-frontal, crucial na hora de planejar novas rotas e resolver problemas –como o que fazer se tomamos o caminho errado e é preciso buscar uma nova rota. Das 10 rotas que tiveram de seguir, em cinco obtiveram a ajuda de um navegador, enquanto nas demais eles mesmos tinham de decidir onde virar à esquerda, à direita ou seguir em frente.
O estudo, publicado na Nature Communications, mostra que, quando os voluntários navegavam em modo manual, tanto seu hipocampo, localizado na parte mais interna e inferior do cérebro, como o córtex pré-frontal mostravam maior atividade quando chegavam a uma nova rua. Na realidade, o registro do scanner era maior quanto maiores fossem as opções diante de si. No entanto, essa atividade extra não ocorria quando se deixavam guiar pelo navegador.
"Chegar a um cruzamento como o de Seven Dials, em Londres, onde se juntam sete ruas, pode aumentar a atividade do hipocampo, enquanto que uma ruela sem saída a reduz”, diz em uma nota o responsável pelo laboratório de cognição espacial do University College de Londres e coautor do estudo, Hugo Spiers. “Se você tem que enfrentar a complexidade das ruas de uma cidade, provavelmente terá de exigir mais do seu hipocampo e seu córtex pré-frontal”, acrescenta.
Os resultados desta pesquisa confirmam o papel-chave do hipocampo na orientação espacial e no planejamento de rotas. Mostra especificamente como ajuda em novas situações: ao chegar a uma nova rua a caminho de um objetivo, uma parte do hipocampo indexa as conexões existentes enquanto a outra identifica as características da rua. Com os dois elementos, o cérebro pode simular as diferentes rotas enquanto o córtex pré-frontal ajuda a decidir qual escolher para chegar ao destino. “Mas, se temos tecnologia que nos diz que caminho escolher, essas zonas do cérebro não reagem à rede de ruas. Nesse sentido, nosso cérebro se desconecta das ruas que nos rodeiam”, comenta Spiers.