sábado, 26 de agosto de 2017

Garrafa ecológica que filtra água Suja chega ao Brasil

 
A contaminação da água encanada tem sido um problema recorrente na vida dos brasileiros. Diversas análises e estudos indicam que cada vez mais nossa água apresenta níveis indesejados de substâncias nocivas à saúde, as quais podem causar doenças extremamente graves quando consumidas em excesso.
O que ocorre é que a água da torneia em todos os países do mundo não é confiável e pode trazer substâncias nocivas à saúde, até mesmo as indústrias que comercializam água mineral não são tão seguras assim. Foi pensando nisso que as fabricantes da Filtrafit desenvolveram esta garrafa que está dando o que falar.

Qual a solução?

A solução tem se tornado popular: Filtrafit, uma garrafinha reutilizável com filtro embutido. A ideia é simples: basta encher a garrafa com água da torneira, e à medida que a água passa pelo filtro, ele remove o cloro, metais pesados e outras impurezas presentes na água. O filtro é feito de carvão ativado granulado, que "agarra" as impurezas antes delas entrarem em seu organismo. Para garantir a boa qualidade da água, basta trocar o filtro a cada 300 garrafinhas que você encher - mais ou menos 3 meses, caso use ela todos os dias.
Com a preocupação com o meio-ambiente, cidades como São Francisco nos EUA já baniram a venda de água mineral em garrafas plásticas. Esse é outro ponto em que a Filtrafit se destaca: por ser reutilizável, trocando o filtro você pode continuar usando sempre a mesma garrafa, sem poluir o meio-ambiente. Além disso, já levando em conta a troca do filtro, usar a Filtrafit acaba custando 85% menos do que comprar água mineral no supermercado - é um pequeno investimento que se paga rapidamente.
A Filtrafit também é feita de materiais reciclados e é livre de BPA, um composto plástico muito utilizado na fabricação de garrafas mas que é prejudicial à saúde (o BPA já foi banido na Europa e no Canadá). A Filtrafit utiliza um plástico resistente, tem um formato tipo “Squeeze” fácil de segurar e o tamanho certo para carregar na bolsa ou na mochila.
 

Por que a China aposta na língua portuguesa

O ensino da língua portuguesa encontra-se em vertiginosa expansão em universidades chinesas, e o governo de Pequim não tem medido esforços nem investimentos para liderar os estudos sobre a língua de Camões e Machado de Assis na Ásia.
 
Macau
O vetor dessa expansão está em Macau - cidade chinesa que foi domínio português entre 1557 e 1999. Segundo o coordenador do Centro da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau, professor Carlos Ascenso André, a crescente presença da língua em universidades chinesas é fruto de uma estratégia clara de difusão e expansão do português na China. Nos últimos dez anos, o número de universidades chinesas que ensinam português praticamente quadruplicou, passando de seis para 23 instituições.
Segundo ele, há atualmente centenas de bolsas para estudantes do interior da China virem a Macau aprender a língua, além de ações promovidas pela equipe do Instituto Politécnico para desenvolver centros de estudos em outras universidades do país.
 
Placas
 
Segundo Caio César Christiano, professor brasileiro contratado há um ano pelo Instituto Politécnico, "Macau assumiu a incumbência de ser o centro difusor da língua portuguesa na China. É um desejo claro de a China formar muitos professores e tradutores de língua portuguesa".

Colônia até 1999

Macau sempre teve importância estratégica singular. Tornada domínio do Império Português em 1557, a reboque da expansão colonial lusitana na Ásia, a cidade converteu-se rapidamente em entreposto comercial e porto seguro para incursões portuguesas na região do Pacífico.
Após um motim liderado por grupos pró-Pequim nos anos 1960, foram postas em andamento negociações com as autoridades portuguesas sobre o futuro do território. Formalmente devolvida à República Popular da China em 1999, Macau é gerida atualmente por uma junta administrativa autônoma, que governará até 2049, quando a região será definitivamente integrada ao sistema administrativo chinês.
A grander maioria da população (94%) é composta por cantoneses, grupo da etnia han do sul da China, mas a presença portuguesa se faz sentir no nome de inúmeras ruas e na boca de setores da sociedade macauense que ainda falam o português, o que, segundo o censo de 2006, equivale a 2,4% da população. A administração da cidade é oficialmente bilíngue e todos os sinais e placas públicas são grafados em cantonês e português.
É justamente esse caráter híbrido e cosmopolita que faz de Macau uma área estratégica para o projeto de expansão dos estudos da língua portuguesa em território chinês. Tal expansão tem uma clara dimensão econômica e geopolítica, ligada a interesses estratégicos chineses na América Latina e, sobretudo, na África lusófona.
 
Cassino Lisboa
 
A presença chinesa em países como Angola e Moçambique é ostensiva. Nas duas últimas décadas, o volume de investimentos chineses na África cresceu mais de 20 vezes, passando de US$ 10 bilhões em 2000 para US$ 220 bilhões em 2014. Em setembro de 2016, Angola se tornou o maior fornecedor de petróleo para a China, enquanto Moçambique está entre os cinco países com maior concentração de investimentos chineses.

Interesse chinês

Nesse cenário, a China é evidentemente o país com as melhores condições para absorver o possível vácuo a ser deixado por empresas brasileiras na região, após o impacto dos escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras como Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, todas elas com grande volume de investimentos em Angola e Moçambique.
Ano passado, como consequência dos ilícitos expostos pela Operação Lava Jato, o BNDES chegou a congelar financiamentos de pelo menos três projetos em Angola e um projeto em Moçambique, afetando contratos da Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez.
O Brasil é, ele mesmo, um foco de interesse chinês. Os investimentos chineses na América Latina cresceram nas últimas décadas de maneira rápida e consistente. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, substituindo o primado histórico das relações com os Estados Unidos.
É preciso lembrar também que o português é uma língua global. De fato, é a terceira língua que mais cresce no mundo - atrás apenas do espanhol e do inglês. Além disso, embora seja a quarta língua mais falada do mundo em termos absolutos, é a terceira em ambientes de negócios relacionados ao mercado de óleo e gás.

Crescimento populacional

Alguns estudos conduzidos pelas Nações Unidas e publicados em 2016 no Atlas da Língua Portuguesa são reveladores. Embora o Brasil seja o país com mais falantes de português no mundo, as transformações demográficas que têm ocorrido nas últimas décadas tendem a alterar esse cenário.
Estimativas preveem que até o fim do século existam mais falantes de português na África do que no Brasil, sobretudo devido à retração no crescimento populacional brasileiro e à explosão populacional liderada por países como Angola e Moçambique. No conjunto, eles somarão cerca de 266 milhões de habitantes em 2100, ultrapassando o Brasil, com população prevista de 200 milhões.
Logo após a devolução de Macau às autoridades chinesas em 1999, havia temores de que a língua portuguesa desapareceria rapidamente da região e do próprio território chinês, como mostrou a BBC Brasil em 2002. No entanto, a política de investimentos chineses não apenas dissipou essa preocupação como garantiu que o estudo da língua ganhasse fôlego no país inteiro.
 
Conferência

"A grande surpresa foi a dimensão e a qualidade do ensino da língua portuguesa na China", afirmou Roberto Vecchi, presidente da Associação Interacional de Lusitanistas (AIL), rede de estudiosos da língua e da cultura dos países que falam português. A associação se reuniu em Macau entre os dias 23 e 29 de julho para promover um encontro entre pesquisadores de diversas universidades da Europa, Ásia, África e Américas.
A China tem atuado estrategicamente na articulação entre políticas culturais e interesses geopolíticos para afirmar-se cada vez mais como potência global.
E ao investir no ensino da língua portuguesa, Pequim reconhece a importância da língua em contexto global e aponta para oportunidades de projeção internacional através do português que têm sido negligenciadas pelo Brasil.
BBC Brasil

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Bolo de 106 anos é encontrado na Antártida em ótimo estado

 
Você gosta de bolo da vovó?
Que tal comer um bolo de quando a vovó ainda não existia? Ativistas do Antarctic Heritage Trust (AHT), órgão da Nova Zelândia que luta pela preservação da Antártida, encontraram, perdida no continente gelado, uma lancheira de latão com bolo de frutas secas de 106 anos de idade. Tudo indica que a guloseima foi parar lá na bagagem do britânico Robert Scott, líder da famosa expedição Terra Nova, que alcançou o Polo Sul em 1912. O final não foi feliz. Scott e três de seus companheiros perderam a “corrida”, alcançando o marco geográfico 33 dias depois do norueguês Roald Amundsen, e morreram na viagem de volta por causa do frio. 
O recipiente enferrujou, mas mantém resquícios da pintura original. A sobremesa foi preservada pelo gelo – “Dá quase para comer”, na opinião dos pesquisadores que abriram a embalagem.
“Tinha um cheiro de manteiga rançosa muito, muito leve; tirando isso, o bolo parecia comestível!”, afirmou em uma declaração à imprensa Lizzie Meek, responsável por artefatos históricos da AHT. “Não há dúvidas de que o frio extremo da Antártida ajudou a preservá-lo.” Segundo ela, bolos com nozes e frutas secas são favoritos de quem vai encarar regiões frias até hoje por fornecerem muitas calorias (e, é óbvio, por serem a companhia perfeita para o chá das cinco).
A lancheira não passou os últimos 100 anos sozinha. Foi encontrada na companhia de 1,5 mil itens históricos de todos os tamanhos, esquecidos por aventureiros de várias nacionalidades em uma cabana construída por uma expedição norueguesa (que não foi a de Amundsen) em 1899, e reaproveitada pela missão britânica (de Scott) em 1911. A pequena construção fica no cabo Adare, uma península na extremidade do continente mais próxima da Austrália.
A equipe de Meek removeu a ferrugem do recipiente de estanho e fez um tratamento químico em sua superfície para evitar mais corrosão. O papel da embalagem e o rótulo também passaram por “manutenção”, mas o bolo em si foi deixado como está. Após a restauração das cabanas, todos os artefatos históricos – mesmo os que contém comida – serão devolvidos ao local exato em que foram encontrados. A área é patrimônio histórico e protegida por acordos internacionais de preservação. No inventário, além do doce de Natal, estão ferramentas, roupas, aquarelas da fauna local, pedaços de carne e peixe em péssimo estado de conservação e alguns potes de geleia que ainda renderiam uma boa dupla com pasta de amendoim.
Atribuir o bolo especificamente à missão histórica de Scott pode parecer uma aposta arriscada, mas não é. Documentos remanescentes dos preparativos para a viagem mencionam a origem do produto – que é da Huntley & Palmers, espécie de Bauducco britânica sediada até hoje na cidade de Reading, a oeste de Londres. Ninguém na empresa se impressionou.
“Nossas latas aparecem nos lugares mais inesperados”, afirma o site oficial. “Em 1904, os primeiros europeus a visitarem a cidade sagrada de Lhasa, no Tibet, foram recebidos com biscoitos Huntley & Palmers.”
E vida longa à uva passa!
Superinteressante.com

Falhas na memória podem ser importantes para funcionamento do cérebro, segundo estudo

Qual foi o ganhador do Oscar de Melhor Filme em 1972?*
Se você acertou de primeira, sem apelar para o Google, parabéns. Mas poderia ser melhor não ter lembrado: um estudo de cientistas canadenses sugere que o esquecimento pode ser importante para a manutenção da memória.
O argumento é que "deletar" informações irrelevantes ajuda o cérebro a se concentrar em aspectos que possam ajudar a tomada de decisões no dia a dia.
"O verdadeiro papel da memória é otimizar o processo decisório", diz Blake Richards, cientista da Universidade de Toronto e principal autor do novo trabalho.
Segundo Richards, o grosso das pesquisas em neurobiologia relacionadas à memória prioriza os mecanismos celulares de armazenamento de informações pelo cérebro, um processo conhecido como persistência. E pouca atenção é dada ao mecanismos responsáveis pelo processo de esquecimento (transiência).
Também é comum que a falta de habilidade para lembrar seja atribuída a uma falha no armazenamento e acionamento de informações pelo cérebro.
"Encontramos bastante evidência de que há mecanismos promovendo a perda de memória e que são distintos dos envolvidos no armazenamento de informações", diz Paul Frankland, outro cientista participando do estudo.

Desenho de cérebro

Frankland explica que um outro experimento realizado por seu laboratório no hospital infantil SickKids constatou que o crescimento de novos neurônios no hipocampo (estrutura cerebral considerada a principal sede da memória) parece promover o esquecimento. Em pessoas jovens, essa é area do cérebro que gera mais células.
Tal mecanismo pode explicar por que adultos normalmente não têm memórias para eventos ocorridos antes dos 4 anos de idade.
Em um texto publicado na revista científica Neuron, os cientistas canadenses fazem também referência a um experimento em ratos colocados em labirintos, que tiveram menos dificuldades para encontrar saídas diferentes quando foram drogados para esquecer a localização da saída anterior.
Richards explica que há duas grandes razões para explicar por que o cérebro gasta energia para deletar informações depois de também consumir reservas para armazená-las. A primeira é a necessidade de eliminar informações ultrapassadas.
"Se você está navegando pelo mundo e seu cérebro está constantemente carregando memórias conflitantes, isso tornará mais difícil tomar uma decisão consciente".
 
Rato em labirinto 

A outra razão está ligada a um conceito usado em projetos de inteligência artificial, a regularização. Consiste em tentar fazer com que computadores aprendam a fazer generalizações com base em grande quantidade de dados. Para fazer isso, é necessário esquecer detalhes nos dados para priorizar a informação necessária para decisões.
"A melhor coisa para a memória não é guardar absolutamente tudo", diz Richards. "Se você está tentando tomar uma decisão, isso será impossível se seu cérebro é constantemente bombardeado com informações inúteis."
O cientista canadense questiona ainda o que chama de "idealização" de pessoas com boa memória.
BBC Brasil

Atmosfera de exoplaneta têm água brilhando em infravermelho

 
Às vezes, o universo dá pequenas surpresas aos astrônomos. É o caso de EBLM J0555-57Ab, uma estrela do tamanho de Saturno, com só 8,1% da massa do Sol. Às vezes, por outro lado, a surpresa é enorme. É o caso de WASP-121b, um gigante gasoso 1,9 vezes maior e com 1,2 vezes mais massa que Júpiter. Ele é o único exoplaneta com estratosfera já encontrado – uma característica que o torna muito especial. A descoberta é da equipe do astrônomo Thomas Evans, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, e foi publicada na Nature.
 
A estratosfera, começando a contar do chão, é a segunda das quatro camadas que formam nossa atmosfera. É a região mais movimentada do céu, onde os aviões de passageiros passam a maior parte do voo.
Para quem vê da janelinha, a estratosfera parece só uma porção de ar rarefeito. Mas ela tem uma característica especial: se você pendurar um termômetro em um balão e deixar ele subir, percorrendo-a de ponta a ponta, a temperatura registrada irá aumentar em vez de diminuir com o passar do tempo.
É contraintuitivo: se no chão faz 20ºC  e no vácuo, – 270ºC, tudo que sobe rumo ao espaço deveria esfriar, e não esquentar. A explicação dessa inversão, na Terra, é o ozônio, que fica na metade mais alta da estratosfera e retém parte da radiação ultravermelha emitida pelo Sol – aumentando a própria temperatura no processo.
Ninguém sabe qual substância está cumprindo a função de ozônio em WASP-121b. Segundo os pesquisadores, pode ser óxido de titânio ou de vanádio, mas é difícil confirmar de tão longe. Quem possibilitou a descoberta foi o Hubble, que já é quase um trintão em órbita, mas vê coisas que o ser humano não pode ver.
O telescópio detectou que as moléculas de água das camadas mais externas do planeta liberam radiação infravermelha (ou seja, “brilham”, ainda que nós não possamos ver esse brilho). Essa é uma característica curiosa por si só, mas também foi o sinal que permitiu deduzir a existência de uma estratosfera em seu entorno. 
A luz de uma estrela é capaz de penetrar fundo na atmosfera de um gigante gasoso, aumentando a temperatura do gás em seu interior. Esse calor, então, é devolvido para o espaço em forma de radiação infravermelha. Quando, no caminho de volta para a parte de fora do planeta, essas ondas invisíveis encontram água, a água absorve parte delas, esquentando um pouco e impedindo que escapem de volta para o vácuo. Por outro lado, se a água já estiver quente de antemão (o que acontece em uma estratosfera), ela vai simplesmente brilhar no mesmo comprimento de onda – foi o que aconteceu em WASP-121b.
Seja como for, é bom lembrar que essa é a única semelhança do gigante gasoso com a Terra. O planeta, a 900 anos-luz de nós, obviamente não é habitável – primeiro, é claro, porque não tem superfície, mas principalmente porque sua temperatura alcança 2,5 mil ºC. A principal utilidade da descoberta é criar modelos que poderão ser aplicados às atmosferas de futuros achados.
“Esse resultado é animador porque mostra que um traço comum nas atmosferas do nosso Sistema Solar – uma atmosfera aquecida – também pode ser encontrada nas atmosferas de exoplanetas”, afirmou Mark Marley, pesquisador da Nasa e um dos coautores. “Agora nós podemos comparar processos que ocorrem em atmosferas de exoplanetas com os mesmos processos que ocorrem sob condições diferentes no nosso próprio sistema estelar.”
Superinteressante.com

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Brasil não verá nenhum dos próximos 18 eclipses totais

eclipse
 
Do nada, surge uma pequena mancha preta no Sol. É a Lua, que, meio sem jeito, resolve passar mais uma vez bem na frente de nosso grande astro. Eis que o borrão vai crescendo e, antes que você perceba, já cobre o Sol por completo, roubando totalmente seu brilho por alguns instantes.
É fato: eclipses totais são dos eventos espaciais mais bonitos. Mas não dá para dizer que sejam exatamente raros. Só até 2044, os cientistas preveem que os terráqueos sejam agraciados com mais 18 deles – número que nos enche de expectativa. Pegar um balde de pipoca, separar os equipamentos espaciais e vidrar os olhos no céu para acompanhar o espetáculo, no entanto, não vai ser para o nosso bico – pelo menos nas próximas décadas.
Por aqui, um desaparecimento total do Sol deve  demorar para acontecer: só em agosto de 2045, e, além disso, para  uma seleta faixa do litoral nordestino. Por conta da posição geográfica desfavorável do Brasil, o máximo que conseguiremos até lá é ver o Sol parcialmente coberto.
Está sendo assim com o eclipse que acontece hoje. Os sortudos da vez são os norte-americanos: a faixa em que dá para ver a bola de fogo sumindo totalmente cortou os EUA na região central, desde a costa oeste até a costa leste. O evento deste 21 de agosto foi o  primeiro visível no país desde 1979 . É também a primeira vez em 99 anos que eles estavam em um camarote com vista tão privilegiada.
O evento foi transmitido ao vivo pela Nasa em sua página oficial do Facebook . Como tudo que é bom nessa vida dura pouco, o eclipse também vai ser jogo rápido: os americanos mais sortudos, que estiverem no sul do estado de Illinois, tiveram 2 minutos e 40 segundos para apreciar o breu total.
O fenômeno também poderá ser visto, pelo menos em partes, na América Central e norte da América do Sul. Com níveis diferentes de visibilidade,  17 capitais brasileiras e o Distrito Federal  também tiveram um aperitivo. O destaque ficou para Macapá, que, por volta das 17h, pode ver até 40% do Sol encoberto. Desde 2006, quando o solzão sumiu no Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, não tínhamos um eclipse solar total para acompanhar em território brasileiro.
Neste mapa interativo, elaborado pelo site ScienceNews, você pode ter uma visão completa dos próximos eclipses terrestres até 2040. Clicando em cada uma das linhas coloridas, dá para ver o dia, mês e ano exato em que vão acontecer, o tempo que vão durar e a extensão da faixa de terra que terá 100% da experiência. É uma boa chance para começar a se planejar para o próximo evento. Já em  julho de 2019, um eclipse total irá cruzar Argentina e Chile – e poderá ser visto de várias cidades do sul e sudeste do Brasil. Parcialmente, é claro.
 

Hoje, as últimas badaladas antes de quatro anos de silêncio, do Big Ben de Londres

 Turistas e londrinos se reúnem em frente ao Big Ben para ouvir as últimas badaladas do icônico relógio, que ficará em silêncio pelos próximos anos (Foto: REUTERS/Peter Nicholls)

O famoso relógio Big Ben de Londres tocou pela última vez as doze badaladas do meio-dia (8h, horário de Brasília) desta segunda-feira (21) antes de um silêncio de quatro anos em função de importantes obras de restauração.
Centenas de pessoas se concentraram diante do palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico, para ouvir o famoso toque que marca as horas londrinas há quase 158 anos sem interrupção.
O motivo para silenciar o carrilhão durante as obras é proteger os trabalhadores do barulho ensurdecedor.
As obras servirão para restaurar e reparar a esfera do relógio e seu mecanismo, suas campainhas e a estrutura dessa torre de 96 metros construída em 1856.
Também será instalado um elevador, como alternativa aos 334 degraus que levam ao alto da torre.
O nome Big Ben se refere estritamente ao sino do grande relógio, mas é usado, em geral, para dar nome ao conjunto da torre e seu relógio.
O sino pesa 13,7 toneladas e soa a cada hora. É acompanhado de outros quatro sinos a cada 15 minutos.
O Big Ben funcionou quase sem interrupções nos últimos 157 anos, salvo em duas pausas de manutenção e renovação em 2007 e em 1983-85.

Quais serão os efeitos deste eclipse solar de 21 de agosto

Eclipse
 
Os Estados Unidos é o único país do planeta que poderá observar o eclipse solar total nesta segunda-feira. Durante 1 hora e 33 minutos, a sombra da lua cruzará o território de costa a costa por uma estreita faixa de 113 quilômetros.
Enquanto isso, em outros cantos do planeta, entre eles o Brasil, será possível observar o eclipse parcial. O fenômeno poderá ser visto em 15 Estados brasileiros no Norte, Nordeste e Centro Oeste.
O fenômeno chegará à costa oeste dos EUA por volta das 13h, horário de Brasília.
Mas além do curioso efeito de escuridão durante o dia, que outro impacto o eclipse tem sobre a Terra?

1. Redução da temperatura

Quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, e a noite interrompe brevemente o dia, há uma rápida queda da temperatura.
Segundo a Nasa, a extensão dessa queda será o resultado da diferença de temperatura que existe entre o dia e noite nesta época do ano para a localidade.
No entanto, é preciso levar em conta que, como a superposição total dura apenas alguns minutos, o ambiente não tem tempo suficiente para responder à mudança térmica tão brusca. Por isso, será provavelmente o equivalente a três quartos ou metade da diferença de temperatura que existe ali entre a noite e o dia.
Nos Estados Unidos, espera-se uma queda de cerca de dez graus Celsius.
Ns lugares onde o eclipse é parcial, por sua vez, a queda será entre três e cinco graus.

2. Vento mudará de direção

Segundo um estudo da Universidade de Reading, no Reino Unido, como resultado da mudança de temperatura, o ar quente deixa de se elevar do solo, o que provoca uma mudança na velocidade e direção do vento.
Esse fenômeno é conhecido como "vento do eclipse".
Segundo pesquisadores, que analisaram um eclipse parcial no Reino Unido em 2015, a mudança no vento é provocada pelas variações na "camada limite", que é a zona de ar que separa os ventos altos dos mais próximos ao solo.
O efeito dura apenas alguns minutos durante o eclipse - logo o vento volta a soprar como antes.

3. Animais mudarão seu comportamento

A maioria dos organismos vivos tem um relógio biológico sincronizado com o ritmo do Sol.
Durante o período de escuridão, por mais breve que seja, os animais entendem que é noite e atuam como se o fosse.
As aves diurnas começam a gritar e a se dispersar em busca do ninho ou se agrupam e permanecem em silêncio, enquanto que as noturnas começam sua atividade - os grilos e corujas dão início a seus concertos noturnos, as mariposas substituem as borboletas, as abelhas voltam a suas colmeias, as formigas, a seus formigueiros e as aranhas desarmam suas redes.
Os mosquitos saem em busca de vítimas e as larvas de camarão e amêijoa nadam para a superfície do mar para buscar alimentos na segurança da escuridão noturna.

Eclipse

Os mascotes como gatos e cachorros provavelmente não sentem o efeito da sombra da Lua - como o evento é muito breve, a escuridão não causará mais do que um momento de confusão aos animais domésticos.
Em 1932, a Sociedade de História Natural de Boston, nos EUA, observou animais durante um eclipse solar que se prolongou por dez minutos e descobriu que a metade dos animais observados parecia assustado.
No entanto, a maior parte das informações sobre o comportamento de animais é anedótica - não há muitos estudos científicos sobre o tema.
É por isso que muitas instituições educativas e científicas pediram às pessoas para participar enviando informações sobre o eclipse a diversos projetos de ciência cidadã.

4. Efeito gravitacional

A Nasa lembra que o eclipse ocorrerá durante o período de lua nova. Por isso, qualquer efeito gravitacional será igual ao que geralmente ocorre nesta fase na Lua, que se repete a cada 28 dias.
Um observador da Terra está sob a influência gravitacional da Terra, Lua e do Sol. E, por isso, uma pessoa de 80 kg pesará 48 gramas a menos.
Mas se olhamos o efeito gravitacional que se produz porque a Lua e o Sol estão localizados do mesmo lado da Terra, ele é ainda mais dramático quando estamos na lua nova, diz a Nasa.
Se você estiver na linha definida pelos centros de Terra, Sol e Lua, a superfície terrestre se deformará e se elevará cerca de 40 milímetros em uma zona de mil quilômetros. Então, caso você observe o eclipse, lembre estará 40 milímetros mais próximo do Sol do que antes.

BBC Brasil

Por que Einstein teve que esperar que um eclipse confirmasse sua teoria da relatividade

Em 1905 nosso Universo mudou. Um funcionário de 26 anos que trabalhava no escritório de propriedade intelectual da Suíça transformou nossa visão sobre o espaço, o tempo, a matéria e a energia.
 
Einstein e eclipse
Ele tinha uma gaveta secreta que, segundo dizia a seus amigos, era seu Departamento de Física Teórica. Dali saíram, entre março e junho daquele ano, cinco trabalhos científicos que revolucionaram as leis da física.
Um deles foi um método para determinar o tamanho dos átomos, com o qual finalmente recebeu seu título de doutor (foi sua terceira tentativa).
Os outros quatro são os chamados "artigos do Annus Mirabilis (ano milagroso, em latin", que enviou para a revista Annalen der Physik. Eles explicavam o movimento browniano, o efeito fotoelétrico e desenvolviam a equivalência massa-energia e a relatividade especial.
Com este último artigo, fez da velocidade da luz uma constante universal e derrubou as máximas newtonianas de espaço e tempo.
Uma década depois, na última de uma série de conferências na Academia Prusiana de Ciências em que descreveu a teoria da relavidade geral, ele apresentou a equação que substituiria a lei da gravidade de Newton.

Dois séculos de Newton

Desde 1687, a lei da gravitação universal de Newton havia explicado tudo - desde o movimento do que estava sobre a Terra até o movimento celestial dos astros. E, durante mais de dois séculos, havia passado por todas as provas que foram postas diante dela.
Em contraste, a nova teoria de Einstein tinha um problema que, apesar de genial, era difícil de resolver.
Einstein chegou à teoria da relatividade geral raciocinando, deduzindo e experimentanto hipoteticamente. Tudo foi um produto extraordinário de sua mente, não havia uma base experimental física.
Mas para derrubar uma teoria dominante, a nova deve poder fazer uma previsão que mostre a diferença entre a ideia anterior e a que está sendo proposta.
E essa previsão tem que ser posta à prova.

Um eclipse total do Sol

A teoria de Einstein incluia uma previsão teória que podia ser posta a prova durante um eclipse total do Sol.
Sua hipótese era que os raios luminosos que passavam próximos do Sol deviam desviar-se ligeiramente devido ao campo gravitacional do corpo celeste.
Para Einstein, a equivalência entre aceleração e gravidade se extendia aos fenômenos eletromagnéticos e a luz é uma onda eletromagnética. Já para Newton, a luz não tinha massa.
A razão pela qual se necessitava de um eclipse total era porque somente quando a Lua passa diante do Sol e bloqueia sua luz o céu fica tão escuro como a noite e é possível ver estrelas.
Se Einstein estivesse certo, quando um observador da Terra visse essas estrelas durante um eclipse, suas posições pareceriam estar deslocadas por um trecho progressivamente maior, quanto mais próximas elas estivessem do Sol.

O terceiro eclipse

Depois que Einstein expõs sua teoria geral da relatividade em 1915, houve um eclipse em 1916, mas a Primeira Guerra Mundial interferiu. A próxima oportunidade seria em 1918, mas as nuvens não deixaram.
Em 29 de maio de 1919, o astrônomo britânico Arthur Stanley Eddington viajou à Ilha do Príncipe, na costa oriental da África, com o objetivo de fotografar a luz das estrelas durante um eclipse e ver se a teoria de Einstein era correta. E conseguiu.
As imagens que Eddington captou durante quase 7 minutos foram analisadas pela Royal Society e pela Royal Astronomical Society.
Em novembro de 1919, as instituições anunciaram: "não há dúvida de que (as imagens) confirmam a previsão de Einsten. Se obteve um resultado muito definitivo de que a luz se desvia de acordo com a lei da gravitação de Einstein".
Essa mudança no caminho da luz das estrelas ao passar próximo ao Sol derrubou a teoria de Newton.
Os resultados do eclipse de 1919 fizeram com que Einstein e sua teoria se tornassem mundialmente famosos. Nos anos seguintes, os dados e as análises obtidos durante o eclipse de 1919 foram questionados. Mas estudos de outros eclipses ocorridos depois validaram novamente a teoria da relatividade geral de Einstein.
E seguem validando. Assim, quando tiver a sorte de observar um eclipse total do Sol, repare se você vê algum ponto de luz próximo da coroa visível do astro. Será uma estrela, mas não se esqueça de que ela não está precisamente onde você a vê.
E lembre que esse conhecimento mudou a nossa visão sobre o Universo.
BBC.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cassini inicia suas cinco órbitas finais ao redor de Saturno

Últimas imagens divulgadas pela nave, que se aproxima do seu ‘Grand Finale’, incluem fotos da superfície de Saturno, seus anéis e Titã, uma de suas luas.
 
Anéis de Saturno
 
Detalhes dos anéis de Saturno, nos quais os pesquisadores conseguiram identificar as pequenas partículas que os compõem.
A nave Cassini – que passou os últimos 13 anos fotografando e coletando informações sobre Saturno, seus anéis e suas luas – acaba de iniciar a primeira de suas cinco últimas órbitas ao redor do gigante gasoso, informou a Nasa nesta segunda-feira. De acordo com a agência espacial americana, a sonda viajou pela parte superior da atmosfera de Saturno, passando a uma distância de 1.630 a 1.710 quilômetros das nuvens do planeta no ponto mais próximo de sua trajetória. A oportunidade permitiu que Cassini fotografasse essas nuvens, evidenciando seu aspecto único, semelhante a ondas, causado pela interação dos líquidos na atmosfera do planeta.
“À medida em que faz essas cinco órbitas em torno de Saturno, seguidas por um mergulho final, Cassini se tornará a primeira sonda atmosférica de Saturno”, disse Linda Spilker, uma das cientistas responsáveis pelo projeto Cassini, coordenado pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês). “Há muito temos o objetivo na exploração planetária de enviar uma sonda dedicada à atmosfera de Saturno, e estamos estabelecendo as bases para uma exploração futura com esta primeira missão.”
Estes últimos mergulhos revelarão novos dados sobre o gigante gasoso, sua atmosfera e nuvens, os materiais que compõem seus anéis e até informações sobre a gravidade e o campo magnético do planeta. Outros instrumentos da nave farão observações detalhadas das auroras de Saturno, a temperatura no planeta e os misteriosos vórtices que se encontram nos polos.
Em seu grand finale, como a Nasa está chamando esta última etapa da trajetória histórica da sonda, Cassini continuará se movimentando entre Saturno e seus anéis, até que fará um último mergulho em direção ao interior do planeta. A sonda seguirá enviando dados sobre a composição do gigante gasoso até parar de funcionar.
 
Veja.com

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

NASA: julho de 2017 nem precisou de um El Niño para ser o mais quente já registrado

 
 
Julho de 2017 está estatisticamente empatado com julho de 2016 no título do "julho mais quente em 137 anos" – ou seja, desde que os registros começaram a ser feitos, de acordo com o Mashable. Isso é bem preocupante porque não houve El Niño desta vez – um complicado ciclo climático no qual as regiões central e oriental do Oceano Pacífico é inundado com água mais quente do que o normal, aumentando a temperatura média em todo o mundo.
De acordo com o comunicado à imprensa da NASA, julho de 2017 foi 0,83 graus Celsius mais quente do que o parâmetro médio entre 1951 e 1980, ultrapassando julho de 2016 em uma margem ínfima. O El Niño estava acontecendo em 2016, o que significa que julho deste ano conseguiu igualar seu antecessor com uma ajuda extra. De forma alarmante, a NASA notou que "todos os meses passados a julho foram mais do que um décimo de um grau mais frio".
 
A NASA adicionou que seus dados são coletados de cerca de "6.300 estações meteorológicas ao redor do mundo, com instrumentos baseados em navios e bóias que medem a temperatura da superfície do mar, além de estações de pesquisa na Antártica".Os dados são preliminares e talvez mudem, de acordo com o Mashable. Mas o cientista climático Gavin Schmidt tweetou que os dados já disponíveis preveem que há chance de 77% de que o ano de 2017 irá duelar com 2016 para ser o mais o ano mais quente já registrado.
Cientistas conseguem mostrar, cada vez mais, que maiores taxas de eventos climáticos extremos – como sistemas de tempestades maciças ou a onda de calor do sul da Europa deste ano, que foi apelidada de “Lúcifer” – estão ligados à mudança climática. Uma das descobertas chave de um rascunho de uma pesquisa científica federal dos Estados Unidos é que a incerteza nesse campo está diminuindo, e que as mudanças no clima causadas por humanos ao jogar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera são os principais responsáveis por esses eventos.

"Milhares de estudos conduzidos por centenas de milhares de cientistas ao redor do mundo documentaram mudanças nas temperaturas da superfície, atmosfera e do oceano; geleiras derretendo; mantos de neve desaparecendo; gelo do mar rachando; níveis dos oceanos aumentando; e um aumento do vapor de água na atmosfera", diz o sumário do relatório.
"[...] Os últimos anos também revelaram marcas recordes, condições meteorológicas extremas relacionadas ao clima, bem como os anos mais quentes ao redor do mundo".Como nota o Mashable, o último mês mais frio do que a média nos 137 anos de registros aconteceu em dezembro de 1984.A boa notícia é que a maior parte das nações concordaram em trabalhar juntas para começar a lidar com esse problema, ratificando os acordos de Paris realizados em 2015.

O que estas moedas revelam revelam sobre a ascensão do Império Romano

O que estas moedas de prata revelam sobre a ascensão do império romano
 
No instante em que o último elefante do exército de Aníbal caiu morto no norte da África , sabia-se que um nova página da história começaria a ser escrita. A queda simbólica do poderoso general de Cartago, principal adversária política e econômica de Roma no século 3 a.C, encerrava um intenso e duradouro conflito. O fim da 2ª Guerra Púnica, em 201 a.C, fez nascer a dominação romana no Mar Mediterrâneo – não à toa chamado anos mais tarde, carinhosamente, de mare nostrum.
Sem escolhas, os cartagineses precisaram assinar um acordo de paz nada agradável: além de perderem boa parte de sua frota marítima e seus tão preciosos elefantes de guerra, teriam de pagar uma pesada indenização aos vencedores. A dívida anual de 10 mil talentos de prata seria um fardo pesado para os próximos 50 anos. Só para você ter uma ideia, um talento romano correspondia a um peso aproximado de 32 kg. Ou seja, a cada ano, o império derrotado teria de se virar para arranjar 320 toneladas de prata só para quitar suas contas com Roma.
Porém, uma nova pesquisa descobriu que o minério já se encontrava em mãos romanas bem antes de a treta terminar por completo – e a prata de Cartago passar a ser embolsada deliberadamente por Roma. A análise de moedas da época comprovou que em 209 a.C o império cartaginês já tinha sido varrido da península Ibérica, atuais territórios de Portugal e Espanha. Roma aproveitou a deixa para começar a utilizar a prata das minas dessa região, já que elas tinham qualidade superior às da Grécia e sul da Itália – de onde o metal prateado era retirado até então.
As 70 moedas estudadas foram produzidas entre 225 e 201 a.C. Por meio de uma técnica chamada espectrometria de massa, os pesquisadores conseguiram estudar com precisão as moléculas que estão no dinheiro. Os isótopos de chumbo, na hora, acusaram a mudança: os trocados deixaram de ser feitos em quintal italiano e passaram a vir do lado de lá dos montes Pireneus.
“A fluxo gigantesco de prata vinda da península Ibérica mudou drasticamente a economia do império romano, possibilitando que ele se tornasse a superpotência que conhecemos hoje”, explicou Katrin Westner em entrevista ao The Guardian . O trabalho de seu grupo  foi apresentado ao mundo pela primeira vez na última segunda-feira, 14, durante a conferência “ Goldschmidt geochemistry” , em Paris.
“Podemos entender tudo isso lendo as histórias de Tito Lívio, Políbio e outros poetas romanos, mas nosso trabalho dá prova científica de que a ascensão de Roma aconteceu dessa forma. Trouxemos evidências de que a derrota de Aníbal e o início da era de ouro estão gravadas nas moedas do império romano”, completa.
 

O que é o recuo do mar que atingiu as praias do Brasil

Recuo do mar em Itajaí – SC: O fenômeno que fez o mar recuar desde a costa uruguaia no fim de semana atingiu também a praia de Itajaí, em Santa Catarina.
 
As praias do litoral Sul do Brasil amanheceram com as águas extremamente recuadas no início desta semana. Em alguns locais de Santa Catarina, o recuo do mar foi de até 50 metros o que fez com que, em pontos do Sul do Estado, embarcações encalhassem. Em Itajaí, estima-se que o prejuízo tenha chegado a 700.000 reais. Em Caraguatatuba, em São Paulo, os barcos também ficaram na areia. O fenômeno, impulsionado por fortes ventos que empurram as ondas em direção a alto mar, é comum – mas raramente é tão intenso.
“Costumamos observar recuos do mar de dez ou, no máximo, vinte metros. Os eventos deste fim de semana foram entre duas e cinco vezes maiores que o normal”, explica Joseph Harari, professor do Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade de São Paulo (USP). “Dessa vez, tivemos a persistência por vários dias de ventos fortes que carregaram as águas para longe das praias – foi um evento meteorológico de grande escala que se refletiu em um fenômeno também de grande magnitude no oceano.”
Segundo o especialista, os ventos fortes – que em alguns pontos do litoral chegaram a 80 quilômetros por hora – são resultado de um sistema de alta pressão no Atlântico Sul. Os ventos, vindos do Nordeste e soprando em paralelo à costa brasileira, empurraram as águas para Sudoeste. Junto a isso, a fase cheia da Lua dos últimos dias intensificou a maré baixa.
“Quando temos esses ventos vindos da direção Norte paralelos ao litoral, soprando persistentes e com forte intensidade, a água do mar acaba sendo ‘empilhada’: recuo das águas”, explica Bianca Lobo, meteorologista do Climatempo.

Previsão

Nos próximos dias, o mar deve voltar às condições normais. Segundo o Centro de Previsão de Tempo de Estudos Climáticos (Cptec-Inpe), o risco de recuo do mar ou ressacas vai diminuir no litoral Sul e Sudeste. De acordo com o órgão, os sistemas meteorológicos que favoreceram a ocorrência do recuo do mar não estarão atuantes. O Cptec destaca também que não existe “qualquer ligação e/ou risco de tsunami”.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Poluição sonora nos oceanos tira a paz (e segurança) dos peixes

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Já tentou dormir ou estudar com o som de uma festa ou o bate estaque de uma construção invadindo seu quarto? Altas são as chances de você se sentir estressado e desorientado com o barulho. No fundo do mar, não é diferente. Uma nova pesquisa sugere que os peixes estão se tornando estressados ​​e confusos como resultado da crescente poluição sonora nos oceanos.
Cientistas da Universidade de Newcastle mediram os níveis de estresse do robalo europeu enquanto replicavam os tipos de sons de emitidos por perfurações para exploração de petróleo e construção de outros projetos marinhos, como estações de salva-vidas. Eles descobriram que o peixe ficava extremamente ansioso e perturbado com a poluição sonora.
Não bastasse perder a “paz” no oceano, os peixes também tornaram-se mais vulneráveis ao ataque de predadores. Ao combinarem os sons de perfuração com a simulação de um predador que se aproximava, os cientistas descobriram que os animais tinham dificuldade de fugir diante do perigo.
Os resultados, publicados esta semana na revista Marine Pollution Bulletin, sugerem que os peixes ficam menos atentos ao que se passa ao seu redor quando ruídos altos invadem seu ambiente.
“Ao longo das últimas décadas, o mar tornou-se um lugar muito ruidoso”, disse a pesquisadora Ilaria Spiga em um  comunicado de imprensa. “Os efeitos que vimos foram mudanças sutis, que podem muito bem ter o potencial de interromper a capacidade dos peixes de permanecer em sintonia com seu meio ambiente.”
Além de tornar os peixes mais vulneráveis ​​aos predadores, os pesquisadores também desconfiam que a poluição sonora possa interferir com a capacidade dos peixes de encontrar comida e companheiros para reprodução. “Se os peixes evitam ativamente as áreas onde esses sons estão presentes, isso pode impedir que eles entrem nas áreas de desova, ou afetar a comunicação entre os indivíduos”, disse Spiga.
Os ruídos utilizados em experimentos de laboratório foram registrados a partir de projetos reais de construção marítima. Os cientistas dizem que os projetos de infraestrutura offshore, o transporte marítimo e até mesmo as atividades em terra (onshore) podem contribuir para a poluição sonora nos oceanos.
Estudos anteriores já destacaram como a poluição sonora pode perturbar as habilidades de comunicação e navegação de baleias e golfinhos, mas o último estudo serve como um lembrete de que o ruído marinho gerado por atividades humanas pode ser perturbador para uma variedade de outras espécies marinhas.

Salvar a camada de ozônio da Terra tem mostrado resultados melhores do que o esperado

 
Em 1989, em meio a crescentes evidências científicas, várias nações juntaram forças para assinar um tratado com o objetivo de deter a expansão do grande buraco na camada de ozônio da Terra. Praticamente trinta anos depois, o Protocolo de Montreal acaba de fazer isso. Mas também conseguiu alcançar algo que nenhum dos seus arquitetos imaginou. O acordo se tornou uma das ferramentas mais efetivas na luta contra a mudança climática.
Essa é a conclusão surpreendente de um estudo publicado nesta semana na Geophysical Research Letters, que dá uma olhada nas consequências do tratado de quase 30 anos que suprimiu os clorofluorcarbonos (CFCs) e depois os hidrofluorocarbonetos (HFCs), após cientistas determinarem que esses compostos estavam destruindo o ozônio na estratosfera do planeta.

Uma vez que CFCs e HCFCs também são potentes gases do efeito estufa, retirá-los do mercado teve um grande impacto nas emissões de poluentes dos Estados Unidos: entre 2008 e 2014, o Protocolo de Montreal levou a reduções nas emissões de gases do efeito estufa que representam cerca da metade de todos as outras iniciativas, levando em consideração as regulamentações climáticas promulgadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

"Isso é algo que tem sido falado há algum tempo, o benefício duplo do Protocolo de Montreal, limitando o dano à camada de ozônio e também reduzindo a mudança climática", disse Rachel Cleetus, gerente de políticas climáticas e economista líder do programa de Clima e Energia da Union of Concerned Scientists, ao Gizmodo. "É porque todas essas substâncias que destroem a camada de ozônio são também gases do efeito estufa muito potentes", completa.
De fato, os CFCs e HCFCs utilizados como refrigerantes de geladeiras, propulsores de aerossóis, retardadores de chamas, entre outros produtos, têm um potencial de captura de calor centenas a milhares de vezes maior do que o dióxido de carbono em uma escala temporal de séculos. Embora pesquisas anteriores tenham destacado os benefícios climáticos do Protocolo em uma escala global, o novo estudo analisou especificamente o que sua implementação significava para a poluição climática nos EUA.

Sob o Protocolo de Montreal – que foi imposto por meio da "Clean Air Act" (ou "Lei do Ar Limpo", em tradução livre) da EPA – os EUA viram a praticamente completa eliminação dos CFCs no começo de 1996 e um declínio de 95% nos HFCs desde 1998. Pegando dados da rede de monitoramento do oceano da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), Lei Hu da Universidade do Colorado em Boulder e seu time demonstraram que de 2008 a 2014, a eliminação dessas substâncias teve o impacto climático equivalente a reduzir as emissões de CO2 em 170 milhões de toneladas por ano. Projetando para o futuro, os pesquisadores descobriram que a eliminação contínua de CFC/HCFC poderia suprimir cerca de 500 milhões de toneladas da emissão de CO2 anual até 2025, comparado com os níveis de emissão de 2005.
contexto, 500 milhões de toneladas de CO2 são praticamente um quarto do que os EUA precisam para alcançar o objetivo do Acordo Climático de Paris, que previa a redução de emissões entre 26% a 28% até 2025. É algo próximo também das emissões anuais do setor de agropecuária dos Estados Unidos.

Mas, tem um detalhe: hoje, os benefícios de cortar os CFCs e HCFCs estão diminuindo, em parte, pelo uso de hidrofluorocarbonos (HFCs), que não destroem a camada de ozônio como os seus primos, mas ainda é centenas de milhares de vezes mais eficiente em capturar o calor em relação ao CO2. A boa notícia é que, no ano passado, os Estados Unidos e outros países que aderiram ao Protocolo de Montreal –incluindo o Brasil – concordaram em limitar a produção futura e o consumo de HFCs, também, com a adoção da emenda Kigali.

A emenda legalmente vinculativa, exige que países ricos interrompam a produção e uso dos HFCs até 2018, foi aclamada pelo então secretário de Estado John Kerry como o "passo mais importante" na luta contra as mudanças climáticas. Isso acontecem em menos de uma semana depois que 170 nações ratificaram o Acordo Climático de Paris.
É claro, independente do quão positivo isso seja, ainda teremos que reduzir as emissões de carbono se queremos minimizar o aquecimento global. Os Estados Unidos, por sua vez, está indo na contra mão, saindo do Acordo de Paris e desfazendo regulamentos climáticos da era Obama. Talvez, a coisa mais importante que o Protocolo de Montreal tem para oferecer hoje – além dos benefícios climáticos imediatos – é um grande lembrete de que ações significativas são possíveis.

"Como um quadro político, tem sido um sucesso incrível", disse Cleetus, que não estava envolvida com o novo estudo. "É muito impressionante o rápido crescimento dos países. O que também é impressionante é como o protocolo amadureceu e foi atualizado ao longo do tempo".
 cientista atmosférico no Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos, concorda. ""Esta é uma prova maravilhosa do sucesso da Clean Air Act, justamente numa época em que está começando a ser prejudicada pela administração Trump", disse ele ao Gizmodo. "Se alguém toma as ações apropriadas, existem consequências que podem realmente funcionar".
 

Cientistas criam novo tipo de fogo

NOVAS-375
 
O novo fogo foi descoberto por cientistas da Universidade de Maryland, que conseguiram produzi-lo queimando oxigênio puro.
Ele é 100% azul, o que indica altíssima eficiência (mesmo a chama do fogão doméstico, uma das mais eficientes que existem, tem um pouco de amarelo – um sintoma de combustão incompleta). “Os tornados azuis evoluem de vórtices com o tradicional fogo amarelo. A cor amarela, alias se dá pela irradiação de partículas de fuligem, que se formam quando não há oxigênio o suficiente para queimar o combustível por inteiro”, afirma Elaine Oran, co-autora do estudo.
Os pesquisadores conseguiram manter o fogo por oito minutos, mas pretendem estender esse tempo. A ideia é usá-lo em caldeiras supereficientes, capazes de gerar calor emitindo menos CO2 do que as chamas tradicionais.
 

Blue Whirl – a fire tornado burning soot-free


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Teoria de Einstein passa por um grande teste

 
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As leis físicas mais básicas que você aprendeu - aquelas elaboradas por Isaac Newton no século XVII - não funcionam para tudo. Quando você tenta aplicá-las a coisas muito rápidas que se movem quase à velocidade da luz ou coisas mais pesadas que as estrelas, elas começam a desmoronar. É aí que entra em cena a teoria expandida de Albert Einstein sobre o movimento e a gravidade, a teoria da relatividade geral.
A relatividade geral funciona muito bem, e fez previsões que cientistas comprovaram cem anos depois. A questão então se torna: é possível quebrá-la?

Uma equipe de cientistas usou 20 anos de dados de vários telescópios para ver como três estrelas orbitavam o centro de nossa própria galáxia Via Láctea, Sagittarius A*. Eles criaram um teste de teoria da relatividade geral em um regime de massa que até hoje não foi bem testado. E a teoria foi verificada, mais uma vez... por enquanto.
"Neste momento, isso é basicamente um teste de consistência", disse o autor do estudo Andreas Eckart ao Gizmodo. "Nós avaliamos os dados com o que esperávamos da relatividade", e viram "indicações muito fortes que obtivemos a resposta esperada".

Cientistas como Einstein elaboraram teorias para explicar algo que eles não entendem. Mas uma vez que a teoria existe, ele deve fazer previsões testáveis. Os cientistas devem continuar a testar a teoria de várias maneiras: provando que essas previsões realmente existem, como a descoberta de ondas gravitacionais anunciadas em 2016, ou tentando quebrar a teoria aplicando-a a casos mais extremos, como os pesquisadores estão fazendo aqui.

A equipe reuniu dados de vários artigos, assim como observações do Very Large Telescope do Chile em três estrelas, chamadas S2, S38 e S55/S0-102. Esses corpos orbitam Sgr A*, o presumido buraco negro supermassivo quatro milhões de vezes a massa de nosso próprio Sol no centro da Via Láctea. Os pesquisadores conseguiram comparar as órbitas das estrelas com os valores matemáticos que as leis de Einstein preveem. A equipe publicará seus resultados no Astrophysical Journal.
Mas isso está longe de estar terminado. Apesar de duas décadas de dados, os pesquisadores apenas olharam para três estrelas e viram uma grande incerteza quanto ao valor calculado. Ainda há espaço suficiente para provar que Einstein estava errado. "Para testar se há ou não uma violação, você precisa ter uma relação sinal/ruído muito melhor", disse Eckart. Medições mais precisas podem ser feitas nessas estrelas usando outras experiências para fazer testes de relatividade muito mais precisos. "Se isso vai levar a uma modificação, não posso dizer". O sinal pode ser fraco, mas ele espera que mais dados melhorem o resultado.
Mas outros acham que é um passo importante. "Da minha perspectiva, a coisa empolgante sobre este artigo é que ele melhora os testes de gravidade em um regime que não foi bem testado até o momento", disse Tessa Baker, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Oxford ao Gizmodo. Ela apontou que há uma grande quantidade de fatores de desordem e potenciais no centro da galáxia que podem nublar uma medida lá, mas "parece que eles fizeram um trabalho abrangente e cuidadoso de contabilizar eles". Ela também Gostaria de ver como modificações na relatividade geral apareceriam em suas medidas.
Mas o que a equipe de Eckart fez no final das contas foi criar um sistema fácil de replicar com dados adicionais para cientistas que desejam repetir os testes.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Esponja da cozinha: você troca no momento certo?

A esponja de cozinha concentra mais bactérias do que se imaginava: Esponja de cozinha esconde milhões de bactérias
Ao contrário do que provavelmente muita gente pensa, o banheiro não é necessariamente o lugar da casa que agrega mais bactérias. Alguns estudos sugerem, acredite, que esse posto é da cozinha. Agora, pesquisadores da Universidade Furtwangen, na Alemanha, descobriram que muitos dos micro-organismos que vivem ali estão agrupados em um objeto aparentemente inocente: a esponja que fica em cima da pia.
“Ela possui uma maior diversidade bacteriana do que se imaginava anteriormente”, escreveram os autores. O trabalho, baseado na análise de 14 esponjas e suas condições de uso, foi publicado na revista Scientific Reports.
O mais interessante é que, pelo visto, não adianta muito se preocupar em limpar o acessório. Embora o uso de água fervente e do micro-ondas já tenha demonstrado auxiliar na redução de bactérias da esponja, nessa pesquisa o benefício não se repetiu.
Na verdade, os cientistas alemães viram que essa “higienização especial” até aumentou a quantidade de certos micro-organismos na chamada bucha.
Eles suspeitam que os bichinhos mais resistentes não só sobrevivem ao processo sanitário como rapidamente recolonizam as áreas, digamos, devastadas – assim, a situação volta ao que era antes.
E já que a limpeza não é efetiva… “Então, nós sugerimos uma substituição regular das esponjas de cozinha”, disseram os autores. A troca deveria ocorrer, segundo eles, uma vez por semana. Até porque, entre esses milhões de bactérias, alguns têm, sim, potencial de causar doenças.

Tecnologias ajudam a aprender uma segunda língua mais rápido

 
Aprender uma segunda língua na vida adulta é um desafio que muitos precisam superar com dedicação. As novas tecnologias disponíveis também podem ajudar de forma decisiva nessa missão. Atualmente, o conhecimento das línguas inglesa e espanhola deixaram de ser um diferencial para se tornarem praticamente presença obrigatória na descrição de vagas de emprego.
E isso não só nas grandes, como também nas médias e pequenas empresas, que fazem negócios com o exterior ou com companhias estrangeiras que têm sede no Brasil. Com o mercado de trabalho enxuto nos últimos anos, a falta de fluência nessas línguas acaba por inviabilizar a participação em muitos processos seletivos, pois para muitos uma segunda língua é condição obrigatória. 
Mesmo quem não utiliza outra língua no dia a dia profissional já sentiu falta da fluência mínima em uma viagem, por exemplo. Por não conseguir fazer a leitura de placas de sinalização ou mesmo para uma conversa trivial com outros viajantes ou moradores locais. 
Para quem acha impossível avançar em uma língua estrangeira, uma boa notícia: estudos recentes mostram que a nossa capacidade de aprendizado não fica inviabilizada com o avanço da idade.
Método

No mercado há 54 anos, a Fisk possibilita um aprendizado rápido e seguro tanto do inglês como do espanhol aos seus alunos. Além do estudo em sala de aula, o curso de inglês para adolescentes e adultos da escola conta com o Cyber Fisk, uma ferramenta online que pode ser acessada pelo aluno em qualquer lugar pela Internet, como forma de reforço do aprendizado. 
Para os adultos que acreditam ser “impossível” aprender o inglês, a Fisk desenvolveu o curso Speed, que é formatado para ser concluído em apenas 18 meses. 
A escola apresenta um plano de estudo baseado na conversação desde a primeira aula. Aliado à interatividade proporcionada pelo Cyber Fisk, ajuda a desenvolver o potencial dos alunos e garante que o aprendizado possa ser vivenciado da maneira mais natural possível. 

Espanhol

Quem deseja aprender o Espanhol também tem a possibilidade de um curso com aulas dinâmicas desenvolvidas pela Fisk para alcançar de forma efetiva a compreensão auditiva, além da leitura e da produção oral e escrita em espanhol. 
A escola conta com um curso para pré-adolescentes, entre 10 e 13 anos, e para adolescentes e adultos a partir dos 14 anos de idade. A Fisk oferece materiais didáticos exclusivos, além de professores com alto conhecimento na língua.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Cientistas dizem estar mais perto da cura do resfriado

Vírus
 
De acordo com cientistas da Universidade Edinburgh Napier, na Escócia, o tratamento poderia ser desenvolvido com base em peptídeos antimicrobianos, biomoléculas presentes naturalmente no sistema imunológico de seres humanos e animais.
A equipe observou como essas substâncias aumentam a resposta natural do organismo à infecção por rinovírus - principal vírus responsável pelo resfriado comum.
Durante o estudo, os cientistas sintetizaram peptídeos antimicrobianos encontrados em porcos e ovelhas e avaliaram seu impacto em células pulmonares infectadas por rinovírus.
Os peptídeos atacaram o vírus com sucesso.
Os pesquisadores acreditam que esse resultado pode fornecer pistas para o desenvolvimento de novos tratamentos para o resfriado à base em peptídeos encontrados na natureza.

Mulher com resfriado

Próximos passos

"Essa é uma descoberta animadora. Nossos próximos passos serão modificar o peptídeo para torná-lo ainda mais eficaz para matar esse vírus", afirma Peter Barlow, professor associado de imunologia e infecção da universidade escocesa.
"A pesquisa ainda está nos estágios iniciais, mas nós vamos, em última análise, tentar desenvolver medicamentos para tratamentos que possam curar o resfriado comum", acrescenta.
A descoberta de um tratamento eficaz para o resfriado pode ajudar pacientes portadores de doenças pulmonares mais graves, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), para quem as infecções virais podem representar um alto risco para a saúde.
"Não há cura e não há vacina. Portanto, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para o rinovírus humano, principal agente causador do resfriado comum e uma das causas mais comuns de infecções virais do trato respiratório, é algo urgente", completa Barlow.
"Esse estudo representa um passo importante para encontrar um tratamento."
Pesquisas realizadas anteriormente pelo professor Barlow destacaram ainda o potencial dos peptídeos antimicrobianos no combate ao vírus influenza A, causador das gripes.
O último estudo foi financiado pelo Chief Scientist Office e pela instituição de pesquisa médica Tenovus Scotland.
BBC Brasil