quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que é verdade e o que é boato nos alertas sobre epidemias de gripe no Brasil

"Não dá pra morrer de H1N1 no século 21."
 
Cientista manipula amostras líquidas
Assim Katia Martinez desabafou no Facebook no dia 10 de abril, dois dias depois da morte da irmã dela, Nadia Trost, e seis dias depois do falecimento de Ribamar Henrich Trost, marido de Nadia. O casal estava internado no Hospital Unimed de Rio Claro, cidade a 175 km de São Paulo, com problemas respiratórios graves.
Exatamente no dia 10, a Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro soltava nota com o laudo do Instituto Adolfo Lutz sobre as amostras do casal: positivo para H1N1, vírus da gripe. A família não quis dar detalhes do ocorrido pessoalmente.
"Ninguém quer falar porque estamos vivendo um luto imensurável, chocante e trágico", disse Katia à BBC, por mensagem.
O recolhimento é compreensível. Não apenas pelo abalo em função da perda repentina dos parentes, e por uma doença vista habitualmente como corriqueira, mas também pela superexposição do caso nas redes sociais. À foto de Ribamar e Nadia, tranquilos e abraçados no que parece uma comemoração recente, se juntaram áudios e comentários por escrito alertando ora para uma epidemia de H3N2, ora para variantes como H2N3, HN1N3 e gripe australiana, acrescidos da afirmação de que a vacina seria uma "arma química para exterminar os idosos".
O lançamento da campanha nacional de vacinação contra a gripe, aliás, será no dia 23 de abril. Mas o Estado de Goiás, que confirmou 13 mortes por influenza até agora, se antecipou. No dia 13, sexta-feira, já aplicava as primeiras doses na população. O Estado de São Paulo, por enquanto, tem o maior número de óbitos na Federação: 14.

Capturas de tela de mensagens no Whatsapp com boatos sobre gripe

O primeiro estaria mais ativo em Goiás, Bahia e Rio de Janeiro, enquanto o segundo se espraia pelo Estado de São Paulo - o que não significa que um não invada a área do outro. A infectologista explica que o H1N1 é o mesmo que deflagrou a pandemia de 2009, chamada à época de gripe suína. Já o H3N2 seria semelhante ao que atingiu o Hemisfério Norte na última temporada, infectando mais de 30 mil pessoas.
"Mas a vacina brasileira vai ser diferente da do Hemisfério Norte", diz Bellei. "A nossa cepa de H3N2 é outra, por isso temos a expectativa de que a imunização será mais eficaz."
Na vacina distribuída pela campanha também constará a cepa do vírus B Yamagata, que imuniza contra influenza B. Já em clínicas particulares, o produto será quadrivalente, contendo também o B Victoria.
Em relação à diferença entre a imunização na rede pública e privada, o infectologista Matias C. Salomão afirma que a vacinação na rede pública já cobre a maior parte dos casos, e que o gasto extra para distribuir gratuitamente a dose quadrivalente não compensaria pela proteção.
E o H2N3 e o HN1N3?
"Isso é bobagem, não tem esses vírus", enfatiza Bellei, ressaltando que eles sequer existem. "O pessoal deve ter se confundido ou então distribuiu essa notícia de má-fé."

Nomenclatura

Os nomes das gripes têm lá seu código, como explica Salomão. Os vírus da influenza A, por exemplo, são classificados conforme suas glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N).
Os números que se seguem às letras correspondem ao tipo de glicoproteína correspondente. Em textos científicos, não raro se veem nomes de influenza expandidos. A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09 significaria Vírus tipo A, descrito em Michigan, da linhagem 45, descrito em 2015, subtipo H1N1, que circulou na pandemia 2009. B Yamagata e B Victoria, portanto, indicam em quais cidades os dois vírus foram descritos.
São conhecidos 18 subtipos de H e 11 subtipos de N.
"Os subtipos H1, H2 e H3 costumam ser transmitidos entre humanos", diz Salomão.
 
Vacinação de idoso
 
Já H5, H6, H7 e H9 são esporádicos e, por esse motivo, mais perigosos.
"O fato de grande parte da população não ter sido exposta a um tipo de vírus anteriormente aumenta a chance de ocorrer uma pandemia", alerta o infectologista.
Além disso, existem as mutações, bem mais constantes nos A que nos B. O tipo B também só afetaria humanos e focas, enquanto o A circula entre aves e mamíferos. O H7N7 engripa cavalos, por exemplo. O H13N2, baleias. O H1N1, patos selvagens, porcos... e humanos.
"Tomar a vacina quadrivalente, que inclui o B Victoria, aumenta a cobertura, mas de forma geral os vírus B não costumam dar tanta complicação quanto os A", acrescenta Salomão.
A quem se queixa de adoecer logo depois de tomar a vacina, o médico lembra que, no inverno, existe a concomitância de outros vírus respiratórios, como o sincicial e o rinovírus, não presentes na vacina disponível e que podem infectar um recém-imunizado.
Para se prevenir de forma mais ampla, recomenda-se lavar as mãos com frequência ou higienizá-las com álcool em gel, cobrir o nariz com um tecido ao espirrar ou tossir, evitar o contato com pessoas gripadas, limpar maçanetas, bancadas, utensílios de cozinha e brinquedos com água e sabão. Crianças com menos de 5 anos, idosos, grávidas e pessoas com imunidade baixa também devem evitar aglomerações.

Sintomas

Ilustração de vírus
 
As manifestações sintomáticas da H1N1 e da H3N2 não diferem muito, segundo os infectologistas. Coriza, tosse, dor muscular (mialgia), dor de garganta e febre costumam estar presentes. E tanto uma quanto outra podem levar à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que ocorre quando uma infecção bacteriana acomete as vias aéreas inferiores, causando pneumonia. De todos os casos de gripe, somente os de SRAG são notificados à vigilância epidemiológica.
Salomão afirma que a pneumonia causada pelo H3N2 afetaria mais crianças e idosos, enquanto a do H1N1 prevalece em outros grupos de risco, como gestantes e obesos. Em ambas, o diagnóstico tardio pode ser fatal.
A morte dos dois rio-clarenses se junta às de mais 39 pessoas que teriam sucumbido à influenza no Brasil desde o começo do ano. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, 16 desses casos decorriam do vírus H1N1. Dessas 41 pessoas, 31 apresentavam pelo menos um fator de risco para complicação, como pneumopatias e cardiopatias, e cerca de 30% do total fez uso de medicamento antiviral (Tamiflu) por volta do quarto dia. No entanto, o Ministério recomenda que ele seja ministrado nas primeiras 48 horas após o diagnóstico da SRAG.
"Depois desse período, a eficácia do Oseltamivir ou Tamiflu cai", diz Salomão.
A faixa etária dos pacientes gira em torno dos 57 anos, idade de Ribamar Henrich Trost. Nadia, a esposa, tinha 54.
Os principais sintomas da doença são falta de ar, chiado no peito, tontura, tosse com catarro amarelado e/ou febre que não cessa. Se a febre, ainda que baixa, persistir por mais de sete dias, com dores musculares, coriza e tosse, é recomendável que se procure o pronto socorro.
"O fato de ficar indignado com mortes por gripe procede no Brasil porque a nossa cultura em influenza é muito recente", afirma Bellei. "Só começamos a pensar e falar em gripe depois da pandemia de 2009."
No ano passado, o Brasil registrou 498 mortes por influenza.
Bellei lembra que, todos os anos, morrem de efeito direto do vírus cerca de 650 mil pessoas em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. Só nos Estados Unidos, oscilando ano a ano, seriam de 140 mil a 710 mil hospitalizações em função da gripe, com 12 mil a 56 mil mortes.
"O fato é que, a despeito de tratamento, a despeito de UTI, a despeito de intervenções, a gente tem essa mortalidade todos os anos", diz a infectologista.
O número poderia ser maior, afirmam especialistas, não fosse o surgimento de vacinas e de antibióticos que pudessem tratar infecções secundárias provocadas por bactérias, por exemplo. Ecoam entre os infectologistas pandemias históricas de influenza, como a de 1918, que matou pelo menos 50 milhões de pessoas no mundo (só a Índia perdeu 16 milhões de vidas), muitas delas adultos jovens, entre 20 e 40 anos.
BBC Brasil

O meteorito que trouxe à Terra diamantes de um "planeta perdido"

Em 7 de outubro de 2008, um asteroide invadiu a atmosfera da Terra e explodiu a uma altura de 37 quilômetros, sobre o deserto de Núbia, no norte do Sudão. Ele trazia diamantes.
 
Partes do meteorito
Um estudo da Escola Politécnica Federal da Cidade de Lausanne (EPFL), na Suíça, publicado nesta semana na revista Nature Communications, concluiu que a rocha espacial era parte de um "planeta perdido" que existiu nos primórdios do Sistema Solar.
Estima-se que o protoplaneta ao qual pertenceu deve ter existido há bilhões de anos, antes de se partir por uma colisão. Era grande como Mercúrio ou Marte.
Os cientistas argumentam que a pressão necessária para produzir diamantes deste tipo só poderia ocorrer em um planeta de grande dimensão.
O diamante é um dos materiais mais duros encontrados na Terra. Ele é constituído por átomos carbono e formado em camadas profundas, em ambientes com temperaturas elevadas e altíssima pressão.
 
Protoplaneta

Cerca de 50 pedaços da rocha espacial, com tamanhos entre um e dez centímetros, foramde  coletados.
Os fragmentos são do meteorito Almahata Sitta, termo em árabe que significa Estação Seis, em referência ao nome de uma estação de trem perto do local onde caiu.
Usando três tipos de microscópios, os pesquisadores caracterizaram o mineral e a cobertura química da rocha.
Alguns dos materiais presos nos diamantes a partir de sua formação só podem ser formados a uma pressão superior a 20 gigapascals, informaram os cientistas.
Essas condições "só podem ser alcançadas em um grande corpo planetário", disseram eles.

A origem dos planetas

O pesquisador Farhang Nabiei, da EPFL, disse que esses dados constituem a "primeira evidência contundente da existência de um planeta tão grande" pertencente a uma primeira geração, que desapareceu.
A descoberta reforça a teoria de que os planetas do atual Sistema Solar foram criados com os restos de dezenas de grandes protoplanetas ou planetas embrionários.

Restos do meteorito 2008 TC3

Estima-se que o corpo principal do 2008 TC3 - o asteroide descoberto em 2008 - foi formado no Sistema Solar em seus primeiros 10 milhões de anos.
Os meteoritos dessa colisão foram catalogados na categoria de rochas espaciais chamadas ureilitas, que representam menos de 1% dos objetos que colidem com a Terra.
Os pesquisadores sugerem que todos os asteroides de ureilita são restos do mesmo protoplaneta.
"Corpos do tamanho de Marte (como o que impactou a formação da Lua) eram comuns e se uniam para formar planetas maiores ou colidiam com o Sol ou eram ejetados do Sistema Solar."
"Este estudo fornece evidências convincentes de que o corpo principal da ureilita era um daqueles grandes 'planetas perdidos' antes de serem destruídos por várias colisões", concluíram os cientistas no estudo.

Por que 19 de abril virou o dia do índio

O dia 19 de abril é conhecido no Brasil todo como o "dia do índio", e essa data não foi escolhida à toa. Sua origem remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano ainda na década de 1940, quando um congresso organizado no México se propôs a debater medidas para proteger os índios no território.
 
 
O Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Patzcuaro, aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril de 1940.
Em princípio, os representantes indígenas haviam se negado a participar do evento, achando que não teriam voz ou vez nas reuniões - que seriam comandadas por líderes políticos dos países participantes. Os índios, então, fizeram um boicote nos primeiros dias, mas, justamente no dia 19 de abril, decidiram aparecer no congresso para tomar parte nas discussões.
 Foi por conta disso que a data escolhida para celebrar o dia do índio acabou sendo essa.
Foi por conta disso que a data escolhida para celebrar o dia do índio acabou sendo essa.
Eram 55 delegações oficiais no México. Das Américas, somente Paraguai, Haiti e Canadá ficaram de fora. Entre os índios, eram 47 representantes dos povos de todo o continente - no caso do Brasil, o delegado enviado foi Edgar Roquette-Pinto, que não era índio, mas foi antropólogo, etnólogo e estudioso de povos indígenas da Serra do Norte, na Amazônia.
Com o fim do Congresso, foram definidas algumas medidas genéricas a serem tomadas em favor da defesa dos povos indígenas. Entre elas, estavam o "respeito à igualdade de direitos e oportunidades para todos os grupos da população da América", "respeito por valores positivos de sua identidade histórica e cultural a fim de melhorar situação econômica", "adoção do indigenismo como política de Estado", e, por último, estabelecer "o Dia do Aborígene Americano em 19 de abril".
Não foram todos os países que adotaram a data como dia de celebração da cultura indígena - e no Brasil ele também levou tempo a ser oficializado, já que o país não aderiu às deliberações do congresso.
 
protesto de índios em Brasília
 
Somente em 1943 foi instituído decreto-lei instituído pelo presidente Getúlio Vargas, que finalmente estabeleceu a data comemorativa. O responsável por convencê-lo foi o general Marechal Rondon - que tinha origem indígena por seus bisavós e chegou a criar, em 1910, o Serviço de Proteção ao Índio - que depois viria a se tornar a atual Funai (Fundação Nacional do Índio).
"O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o 'Dia do Índio', decreta:
Art. 1º - considerado - 'Dia do Índio' - a data de 19 de abril.
Art. 2º- Revogam-se as disposições em contrário", dizia o decreto.
Além do Brasil, Costa Rica e Argentina também adotaram a data.
Do Congresso, saiu também a criação do Instituto Indigenista Interamericano, que se tornou um órgão vinculado à OEA (Organização dos Estados Americanos) em 1953. Depois dele, aconteceram mais 11 edições, sendo a última em 1999, na Cidade do México.

Situação dos índios no Brasil

Segundo o censo demográfico mais recente do IBGE, de 2010, existem 817,9 mil indígenas no Brasil de 305 etnias que falam 274 línguas diferentes. O número representar somente 10% do total de índios que existiam aqui em 1500, na época do descobrimento - segundo estimativa dos historiadores, o Brasil tinha milhões de habitantes (índios) à época.

gráfico do IBGE sobre população indígena

Ainda assim, houve um crescimento da população indígena nos últimos anos, segundo os dados oficiais.
O censo de 2000 revelou crescimento expressivo do número de índios no país, passando de 294 mil para 734 mil em nove anos - segundo o instituto, esse aumento poderia ser explicado não só como efeito demográfico, mas também pelo aumento do número de pessoas que se reconheceram como parte da população indígena (principalmente dos que vivem em áreas urbanas).
Se, por um lado, a população vem aumentando, por outro a demarcação de terras indígenas tem estagnado.
Em julho de 2017, o presidente Michel Temer assinou um parecer polêmico sobre a o tema. Segundo o documento, os índios teriam direito às terras "desde que a área pretendida estivesse ocupada pelos indígenas na data da promulgação da Constituição Federal", o que correspondia a outubro de 1988.
Isso impediria que representantes indígenas reivindicassem terras que não estavam ocupadas por eles naquela época, 30 anos atrás.
 
Antonio Costa

Ainda no ano passado, houve outra grande polêmica com os indígenas quando Temer colocou na presidência da Funai o dentista e pastor evangélico Antônio Costa, pouco identificado com a luta pelos direitos dos índios. Ele acabou exonerado poucos meses depois por contrariadr indicações do então Ministro Osmar Serraglio, representante da bancada ruralista na Câmara.
Atualmente, segundo a Funai, existem 462 terras indígenas regularizadas, que representam cerca de 12,2% do território nacional. Elas estão espalhadas por todo o país, mas com concentração maior na Amazônia.
BBC Brasil

Rei africano surpreende súditos e muda nome do País

O rei da Suazilândia, Mswati III, rebatizou o país que governa há 36 anos. A partir de agora, passa a se chamar Reino de eSwatini. O novo nome significa "Terra dos Swazi".
 
 
O monarca comunicou a mudança durante as celebrações de 50 anos de aniversário da independência do país.
Embora tenha sido algo inesperado, o rei Mswati III já vinha chamando a Suazilândia de Reino de eSwatini há alguns anos. Esse foi o nome usado na Assembleia Geral da ONU em 2017 e também na cerimônia de abertura do parlamento do país em 2014.
 
"Quando eu estou fora, as pessoas se referem ao nosso país como Suíça", justificou durante o pronunciamento. Em inglês, o nome dos dois países é parecido - Swaziland e Switzerland.
A mudança de nome revoltou parte da população, que acredita que o rei deveria se concentrar na condução da fraca economia local. O país, que tem 1,3 milhão de habitantes, é a última monarquia absolutista da África - nos últimos anos, manifestantes têm pedido mudanças do regime para uma democracia.
Mswati III vem sendo criticado por ativistas de direitos humanos por banir os partidos políticos do país e também por discriminação contra mulheres.
O rei, também chamado de Ngwenyama ou "leão", é conhecido por ter muitas esposas e por suas vestimentas tradicionais.
Filho de Sobhuza II, que reinou por 60 anos, o rei Mswati III tem atualmente 15 esposas. De acordo com sua biografia, Sobhuza, teve 125 mulheres durante seu reinado, que se estendeu de 1921 a 1982.
Em 1968, a Suazilândia se tornou independente do Reino Unido.
É o país com a maior proporção de pessoas infectadas por HIV. A expectativa de vida é de 54 anos para homens e de 60 anos para as mulheres.

Celebração dos 50 anos de independência da Suazilândia

Como o Brasil trata a acrilamida, substância presente no café e no pão que pode causar câncer

Na Califórnia, o café amargou: um juiz determinou, no final de março, que 90 estabelecimentos que vendem a bebida - incluindo a gigante Starbucks - devem alertar sobre os riscos de câncer que ela representa.
As ameaças em questão giram em torno de uma substância chamada acrilamida, que surge quando alguns alimentos são torrados, grelhados ou fritos em altas temperaturas. É o caso não só do café mas também de alimentos ricos em carboidratos, como batatas, pães e biscoitos.
A decisão do juiz na Califórnia se baseia na legislação do estado americano, mais especificamente na chamada Proposta 65. Ela prevê que empresas devem alertar aos consumidores sobre a presença de componentes tóxicos em seus componentes. A lista de substâncias potencialmente perigosas à saúde - hoje, eles já somam 900 substâncias.
A acrilamida foi incluída na lista em 1990 após estudos indicarem o surgimento de tumores associados a ela em cobaias. Testes em humanos ainda são inconclusivos. Mas, segundo a Sociedade Americana do Câncer, "em geral faz sentido limitar a exposição humana a substâncias que causam câncer em animais".
Assim, segundo classificação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), a acrilamida pertence ao grupo 2A - aquele que inclui os "carcinógenos prováveis".
A decisão judicial na Califórnia se soma a outras iniciativas no mundo que tentam mediar o contato com a acrilamida.
E no Brasil, como a substância é encarada?

Contato rotineiro

Consultada pela BBC Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há, hoje, regulação ou estudos para algum tipo de controle da acrilamida presente em alimentos no país.
Em 2014, porém, um relatório da associação Proteste cobrou que a agência implementasse o monitoramento da presença da acrilamida em alimentos vendidos no país, além de um código de boas práticas para a indústria alimentícia e metas de redução da substância.
Segundo Juliana Dias, técnica e pesquisadora da Proteste, ainda que os riscos da acrilamida para as pessoas não sejam estabelecidos cientificamente como outras substâncias, como a nicotina, é preciso que o poder público monitore a segurança dos alimentos e que o consumidor seja alertado sobre riscos.
Assim, segundo classificação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), a acrilamida pertence ao grupo 2A - aquele que inclui os "carcinógenos prováveis".
A decisão judicial na Califórnia se soma a outras iniciativas no mundo que tentam mediar o contato com a acrilamida.
E no Brasil, como a substância é encarada?

Contato rotineiro

Consultada pela BBC Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há, hoje, regulação ou estudos para algum tipo de controle da acrilamida presente em alimentos no país.
Em 2014, porém, um relatório da associação Proteste cobrou que a agência implementasse o monitoramento da presença da acrilamida em alimentos vendidos no país, além de um código de boas práticas para a indústria alimentícia e metas de redução da substância.
Segundo Juliana Dias, técnica e pesquisadora da Proteste, ainda que os riscos da acrilamida para as pessoas não sejam estabelecidos cientificamente como outras substâncias, como a nicotina, é preciso que o poder público monitore a segurança dos alimentos e que o consumidor seja alertado sobre riscos. Ilustração mostra em que alimentos a acrilamida é encontrada e como ela se forma no cozimento
"Em nenhum momento as propostas sugerem que os alimentos não tenham acrilamida. O que se defende é que seus riscos estejam explícitos para o consumidor", apontou Dias à BBC Brasil. "Por mais que alguns alimentos tenham taxas baixas de acrilamida, seu consumo é frequente. São alimentos rotineiros, como pães e biscoitos. No Brasil, a dieta da população conta com quantidades massivas de carboidrato".
Apesar de não haver consenso sobre níveis seguros de acrilamida nos alimentos, o relatório da Proteste, em 2014, mediu o teor da substância em 51 produtos. O pão francês e biscoitos (doces ou salgados) foram os que apresentaram as maiores taxas. O documento recomenda: "na dúvida quanto ao que ingerir para evitar a acrilamida, o ideal é apostar em uma alimentação saudável".

Experiências lá fora

Enquanto os cientistas tentam definir precisamente os efeitos da acrilamida para a saúde humana, alguns órgãos reguladores pelo mundo estão implementando ações para lidar com a substância.
A partir de 2007, a União Europeia passou a monitorar níveis de acrilamida em alimentos e a publicar guias para setores da indústria alimentícia com recomendações para a redução do composto.
No início de abril, entrou em vigor no bloco a primeira legislação da Comissão Europeia regulando níveis de acrilamida para produtos como pães, cereais e café. As regras exigem compromissos das empresas pela "mitigação" da substância nos alimentos.
Os Estados Unidos adotaram abordagem parecida, mas hoje não há compromissos legais pelas empresas ou níveis da substância estabelecidos pela Food and Drug Administration (agência sanitária dos EUA). No entanto, a FDA lançou guias com recomendações para redução da substância na produção de alimentos.
 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Muito tempo sentado pode prejudicar o cérebro

 
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Passar muito tempo sentado modifica o cérebro e pode prejudicar a memória --pelo menos é o que sugere um estudo preliminar realizado pela Universidade da Califórnia (EUA). Devido aos problemas de saúde contemporâneos, investigações sobre o tema são cada vez mais frequentes.
Alguns riscos de ficar muito tempo sentado, como aumento de doenças do coração e de diabetes, já foram comprovados. Os pesquisadores norte-americanos decidiram, então, investigar os impactos desse comportamento para o cérebro e descobriram alterações em uma área que afeta a memória.
Segundo o site Minha Vida, parceiro do Catraca Livre, o estudo deduziu que ficar muitas horas sentado provoca um afinamento do lobo temporal medial. Fazer atividade física não anula esse efeito.
A pesquisa preliminar contou com a participação de 35 voluntários, entre 45 e 75 anos. Depois de responderem um questionário sobre atividades físicas e o tempo que permanecem sentados, os indivíduos passaram por uma ressonância magnética.
Passar muito tempo sentado afeta memória

Vale salientar que este estudo foi feito com poucas pessoas e por pouco tempo. Os especialistas da universidade querem acompanhar um grupo maior e por mais tempo, para determinar a causa desse afinamento. .
Vale salientar também que este estudo foi feito com poucas pessoas e por pouco tempo. Os especialistas da UCLA (sigla pela qual a Universidade da Califórnia é mais conhecida) agora querem acompanhar um grupo maior e por mais tempo, para determinar se o hábito de sentar causa esse afinamento e também se fatores como gênero, raça e peso afetam a saúde cerebral de quem passa muito tempo sentado.

Como evitar ficar tanto tempo sentado?

Mesmo enquanto os estudos não são conclusivos, é melhor prevenir do que remediar, certo?
Por isso, confira algumas dicas ótimas de como passar menos tempo sentado no seu dia a dia:
  • Use as escadas em vez do elevador
  • Saia para almoçar ou fazer compras a pé
  • Estacione o carro longe do local de trabalho
  • Vá até as pessoas para falar com elas.

  • Asteróide inesperado passa próximo da Terra

    Resultado de imagem para fotos de asteroide gigante que passou perto da terra
     
    No último fim de semana, astrônomos foram pegos de surpresa. Apenas 21 horas depois de ser descoberto por especialistas da Nasa no Arizona, um asteroide de grandes proporções passou a somente 200 mil quilômetros da Terra, o que equivale à metade da distância que nos separa da Lua. Batizado de 2018 GE3, o asteroide tem um diâmetro estimado de 50 a 100 metros.
    Trata-se do segundo acontecimento do tipo neste ano. Em 9 de fevereiro, o asteroide 2018 CB, com diâmetro de 20 a 40 metros, passou pela Terra – muito mais perto que o do último fim de semana: 64.500 quilômetros. Mas no caso do 2018 CB, ele foi descoberto alguns dias antes de chegar próximo ao planeta.
    Astrônomos vasculham o céu dia e noite, buscando objetos desconhecidos próximos da Terra. Telescópios varrem o firmamento automaticamente, mas é possível que asteroides menores, com diâmetros de 20 a 100 metros, escapem ao radar.
    "Esses objetos menores só são detectados quando já chegaram relativamente perto da Terra", explica o astrônomo Manfred Gaida, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), com sede em Bonn.
    No entanto, não é só tamanho que determina com quanta antecedência e precisão os astrônomos detectam novos corpos celestes: também a direção de onde partem tem um papel decisivo. Quando vêm no sentido contrário ao do Sol, refletem seus raios, tendo mais probabilidade de serem descobertos do que se vêm diretamente de onde a estrela se encontra.
    "Do ponto de vista humano, é antes um acaso quando se descobrem tais objetos próximos da Terra", afirma Gaida.
    O 2018 CB pertence ao grupo dos asteroides Apolo, que cruzam a órbita terrestre em dois pontos. A descoberta acidental de que ele passou tão perto da Terra é certamente uma peculiaridade estatística, mas que não representa qualquer perigo.

    Tempo para afastar os perigos maiores

    No caso do asteroide Apophis, o sistema de radar dos astrônomos funcionou bem mais cedo. Segundo cálculos, em 13 de abril de 2029 ele passará perto do planeta abaixo do cinturão de satélites geoestacionários, portanto bem mais perto do que os dois asteroides que surprenderam astrônomos neste ano.
    Além disso, com 300 metros de diâmetro, o Apophis é mais de 100 vezes maior do que o 2018 CB e mais de três vezes maior que o 2018 GE3. Para os seres humanos contudo, mesmo munidos de binóculos, ele não passará de um ponto mínimo no céu.
    Um asteroide do tamanho do recém-detectado 2018 GE3 poderia provocar danos significativos, sobretudo se caísse sobre uma área habitada. Supõe-se que ele seja maior que o que provocou o chamado Evento de Tunguska, em 1908. Na época, milhões de árvores caíram após uma explosão na Sibéria. Estima-se que a energia da explosão de Tunguska tenha sido até mil vezes maior que a da bomba atômica de Hiroshima.
    Gaida reconhece que "realmente emocionante é detectar objetos que trazem consequências catastróficas ao se chocar contra a Terra". Mas não há razão para pânico: quando pesquisadores descobrem asteroides perigosos assim, pode levar de dez a 15 anos até eles chegarem ao nosso planeta.
    O astrônomo Detlef Koschny, da Agência Espacial Europeia (ESA), está seguro de que, nesse caso, haveria tempo suficiente para desviar um desses corpos celestes ameaçadores. Para tal, bastaria enviar uma grande massa para se chocar com ele, tirando-o minimamente de órbita. O tempo que ele ainda teria para voar garantiria que não atingisse a Terra.

    terça-feira, 17 de abril de 2018

    Nosso universo é um pequeno vilarejo

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    A NASA está lançando o novo telescópio espacial TESS que substituirá o Kepler. A sonda deverá buscar novos planetas que possam abrigar vida e estudará suas atmosferas.
    Presume-se que o telescópio irá explorar mais de 200 mil estrelas e tentará encontrar planetas entre elas. O método de trânsito ajuda a distinguir o tamanho do planeta, a densidade e a composição da atmosfera. Os cientistas esperam descobrir milhares de planetas com ajuda do TESS.
    O especialista em estudos espaciais, Nathan Eismont, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que o TESS poderá explorar a maior parte do espaço sideral.
    "O telescópio continuará as mesmas pesquisas que realizava o Kepler, que já esgotou todos os seus recursos […] O TESS é um bom substituto que foi projetado justamente para exploração de exoplanetas […] Suas vantagens em relação ao Kepler é que é possível explorar um sistema planetário com estrelas mais brilhantes, ou seja, planetas com menos visibilidade. O TESS poderá explorar a maior parte do espaço sideral", comentou.
    Segundo ele, mais de 3 mil exoplanetas foram descobertos pelo Kepler e ambos os telescópios estão equipados com computadores potentes.
    O astrofísico Vladimir Lipunov comentou ao serviço russo da Rádio Sputnik que estudamos o Universo para sabermos como está feita a nossa grande casa.
    "O método de trânsito, inventado por um astrofísico soviético, é o mais avançado. Foram descobertos 99% dos exoplanetas com a ajuda desse método. Primeiro, descobre-se um planeta maior e então os telescópios mais potentes são apontados em sua direção. Depois, é possível descobrir planetas menores […] Estamos estudando o Universo para saber como está feita a nossa grande casa que, na verdade, não é tão grande assim", disse Lipunov.
    Ele ainda acrescentou que o nosso Universo é como um "pequeno vilarejo".
    Jornal do Brasil

    A enzima "comedora" de plástico que pode revolucionar processo de reciclagem

     
    Os cientistas criaram, acidentalmente, uma enzima mutante que degrada plástico rapidamente.
    A enzima foi encontrada na primeira bactéria que naturalmente evoluiu para comer plástico, em um depósito de lixo no Japão.
    Ao estudar a estrutura detalhada da enzima crucial produzida pelo organismo, os testes dos pesquisadores mostraram que a molécula inadvertidamente se tornou ainda melhor em quebrar o plástico PET (polietileno tereftalato) comumente utilizado em garrafas plásticas.
    O avanço pode ajudar a resolver a crise global da poluição de plásticos, permitindo pela primeira vez uma reciclagem completa dessas garrafas.

    A esperança

    A bactéria foi descoberta em 2016. Desde então, uma equipe internacional de pesquisa tem analisado a enzima para ver como ela evoluiu.
    “O que aconteceu foi que melhoramos a enzima, o que foi um pouco chocante”, disse o professor John McGeehan, da Universidade de Portsmouth, no Rreino Unido, que liderou a pesquisa.
    A enzima mutante leva alguns dias para começar a quebrar o plástico, o que é muito mais rápido do que os séculos que leva para o processo ocorrer naturalmente.
    E o que é melhor: os pesquisadores estão otimistas de que possa ser acelerada ainda mais, tornando-se um processo industrial viável.
    “O que esperamos é usar essa enzima para transformar plástico de volta em seus componentes originais, para que possamos literalmente reciclá-lo em plástico novo. Isso significa que não precisamos explorar mais petróleo e, fundamentalmente, podemos reduzir a quantidade de plástico no ambiente”, concluiu McGeehan.

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    O estudo

    A equipe usou o Diamond Light Source, um intenso feixe de raios-X dez bilhões de vezes mais brilhante que o sol, para revelar os átomos individuais da enzima.
    A estrutura da enzima parecia muito semelhante a uma desenvolvida por muitas bactérias para quebrar a cutina, um polímero natural usado como revestimento protetor pelas plantas.
    Quando a equipe manipulou a enzima para explorar essa conexão, acidentalmente melhorou sua capacidade de “comer” PET.
    “É uma melhora modesta – 20% – mas esse não é o ponto”, disse McGeehan. “É incrível porque nos diz que a enzima ainda não está otimizada. Isso nos dá espaço para usar toda a tecnologia aplicada no desenvolvimento de outras enzimas para melhorá-la ainda mais”.

    Enzimas industriais

    Enzimas industriais já são amplamente utilizadas. São comuns em lavagem a seco e na produção de biocombustíveis, por exemplo.
    Tais enzimas foram manipuladas em laboratório e aperfeiçoadas para trabalhar até mil vezes mais rápido do que costumavam, em poucos anos.
    A equipe do novo estudo quer fazer exatamente isso com essa enzima mutante específica, para a qual já pediram uma patente.
    Uma possível melhoria sendo explorada é transplantar a enzima mutante em uma “bactéria extremófila”, um tipo de bactéria que pode sobreviver a temperaturas acima do ponto de fusão do plástico. Estima-se que o PET se degrade dez a cem vezes mais rápido quando fundido.

    Reciclagem

    Cerca de 1 milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto em todo o mundo e apenas 14% delas são recicladas. Muitas acabam nos oceanos, onde contaminam a vida marinha.
    Mesmo as garrafas que são recicladas só podem ser transformadas em fibras opacas para roupas ou tapetes, contudo.
    A nova enzima representa uma forma de reciclar garrafas plásticas para se tornarem novas, o que poderia reduzir a necessidade de produzir novos plásticos.
    O processo de reciclagem do plástico hoje perde para o fato de que o petróleo é barato, então PET virgem é barato. É mais fácil para os fabricantes gerar mais plástico do que tentar reciclá-lo.
    Existe um clamor público pela reciclagem, no entanto, tendo em vista a enorme poluição plástica no mundo todo. A enzima mutante pode finalmente ser a resposta.

    Poluição

    Claro, a reciclagem do plástico PET é apenas o primeiro passo para salvar o meio ambiente. Outros tipos de plástico poderiam ser quebrados por bactérias atualmente evoluindo na natureza.
    O PET afunda na água do mar, mas alguns cientistas acreditam que bactérias comedoras de plástico poderiam ser pulverizadas nos enormes aglomerados de lixo plástico nos oceanos, para limpá-los.
    Enquanto a nova pesquisa é muito empolgante pelo seu potencial, alguns cientistas, como a professora Adisa Azapagic, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, alertam que uma avaliação completa do processo é necessária antes de investirmos nele, para garantir que a tecnologia não resolva um problema ambiental – o desperdício – às custas de outro, como emissões adicionais de gases de efeito estufa, por exemplo.

    quinta-feira, 12 de abril de 2018

    A maior parte do seu corpo não é humana

    As células humanas constituem apenas 43% da contagem total de células do corpo. O resto são micro-organismos.
    Entender essa parte escondida de nós mesmos - o chamado microbioma - está transformando rapidamente a compreensão de doenças que vão desde alergias até mal de Parkinson.
     
     
    Esse campo de pesquisa está inclusive questionando o que significa ser "humano" e levando a novos tratamentos inovadores como resultado.
    "Eles (os micro-organismos) são essenciais para a sua saúde", diz a professora Ruth Ley, diretora do departamento de microbiologia do Instituto Max Planck. "Seu corpo não é apenas você".
    Não importa o quão bem você se lavar, quase todos os cantos do seu corpo estão cobertos de criaturas microscópicas.
    Isso inclui bactérias, vírus, fungos e arquea (organismos que eram classificados de forma equivocada como bactérias, mas de características genéticas e bioquímicas diferentes). A maior concentração dessa vida microscópica está nas profundezas de nossos intestinos, onde há pouca presença de oxigênio.
    O professor Rob Knight, da Universidade da Califórnia em San Diego, disse à BBC: "Você é mais micróbio do que humano".
    Originalmente, pensava-se que para cada célula humana havia outras 10 não-humanas no nosso corpo. "Isso foi ajustado para muito mais próximo de 1 para 1, então a estimativa atual é de que você é 43% humano se contarmos todas as células", diz ele.
    "Mas geneticamente estamos em desvantagem ainda maior."
    O genoma humano - o conjunto completo de instruções genéticas para um ser humano - é composto de 20 mil instruções denominadas genes.
     
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    Mas se você juntar todos os genes de nosso microbioma chegará a um número de entre 2 milhões a 20 milhões de genes microbianos.
    Sarkis Mazmanian, microbiologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia, argumenta: "Nós não temos apenas um genoma, os genes do nosso microbioma apresentam essencialmente um segundo genoma que expande a atividade de nosso próprio genoma".
    "O que nos torna humanos é, na minha opinião, a combinação do nosso próprio DNA com o DNA dos nossos micróbios intestinais."
    Seria ingênuo pensar que carregamos tanto material microbiano sem que ele interaja ou tenha algum efeito em nossos corpos.
    A ciência está descobrindo rapidamente o papel que o microbioma desempenha na digestão, regulando o sistema imunológico, protegendo-o contra doenças e produzindo vitaminas vitais.
    "Estamos descobrindo como essas minúsculas criaturas transformam totalmente nossa saúde de maneiras que nunca havíamos imaginado, até recentemente", disse o professor Knight.
    É uma nova forma de pensar sobre o mundo microbiano. Pois nosso relacionamento com os micróbios tem sido, em grande parte, o de inimigos em uma guerra.

    Campo de batalha microbiano

    Antibióticos e vacinas têm sido as armas lançadas contra doenças e agentes como varíola, Mycobacterium tuberculosis (bactéria causadora da tuberculose) ou MRSA (um tipo de bactéria resistente a vários antibióticos amplamente utilizados).
    As conquistas nessa luta têm sido significativas e salvaram um grande número de vidas.
    Mas alguns pesquisadores estão preocupados por que esse ataque constante a "vilões" causadores de doenças também trazem danos incalculáveis às nossas "boas bactérias".
    "Nos últimos 50 anos, fizemos um ótimo trabalho na eliminação de doenças infecciosas", disse a professora Ley.
    "Mas temos visto um enorme e assustador crescimento em doenças autoimunes e em alergias.
    "É aqui que entra o trabalho no microbioma, é em ver como as mudanças no microbioma - que ocorreram como resultado do sucesso que tivemos combatendo patógenos - têm contribuído agora para todo um novo conjunto de doenças com as quais temos de lidar."
    O microbioma também está sendo ligado a doenças como mal de Parkinson, doença inflamatória intestinal, depressão, autismo e ao funcionamento de drogas contra câncer.
    A obesidade é outro exemplo. O histórico familiar e as escolhas de estilo de vida desempenham claramente um papel nesse aspecto, mas e os micróbios intestinais?
    Em busca de uma resposta, o professor Knight realizou experimentos usando ratos nascidos em um ambiente totalmente higienizado - e viveram toda sua vida completamente livre de micróbios.
    "Fomos capazes de mostrar que se você pegar fezes de humanos magros e de humanos obesos, e transplantar as bactérias em camundongos, você pode tornar o camundongo mais magro ou mais gordo, dependendo de qual microbioma usou", diz Knight.
    "Isso é incrível, mas a questão agora é saber se isso será traduzível para humanos."
    Esta é a grande esperança neste campo de pesquisa, de que os micróbios possam ser uma nova forma de medicamento.

    Mina de ouro da informação

    O cientista Trevor Lawley, do Wellcome Trust Sanger Institute, está tentando cultivar o microbioma inteiro de pacientes saudáveis e o de doentes.
    "Quando se está doente, pode haver micróbios faltando, por exemplo. A ideia é reintroduzi-los".
    Lawley diz que há evidências crescentes de que restaurar o microbioma de alguém "pode realmente levar à melhora" em doenças como a colite ulcerativa, um tipo de doença inflamatória intestinal.
    E acrescenta: "Acho que para muitas doenças que estudamos, serão definidas misturas de micróbios, talvez 10 ou 15, que serão introduzidos no paciente".
    A medicina microbiana está em seus estágios iniciais, mas alguns pesquisadores acham que o monitoramento do nosso microbioma em breve se tornará algo cotidiano capaz de fornecer uma mina de ouro de informações sobre nossa saúde.
    "É incrível pensar que cada colher de chá de suas fezes contém mais dados do DNA desses micróbios do que poderia ser armazenado em uma tonelada de DVDs", diz Knight .
    "No momento, toda vez que você libera esses dados no banheiro, você está mandando toda aquela informação descarga abaixo."
    "Parte de nossa visão é que, num futuro não tão distante, assim que você der a descarga, algum tipo de leitura instantânea será feita e lhe dirá se você está na direção certa ou errada."
    "Isso eu acho que será realmente transformador."
    BBC Brasil

    A Via Láctea está crescendo. E rápido: 500 metros por segundo.

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    O IPTU da Via Láctea não deve ser lá muito barato: a nossa galáxia tem, na hipótese mais humilde, 100 mil anos-luz de diâmetro. Isso significa, em bom português, que você demoraria 899 bilhões de anos para percorrê-la em um carro a 120 quilômetros por hora (65 vezes mais tempo que a idade do Universo). É muito espaço – não surpreende que ela seja lar de algo entre 100 e 400 bilhões de estrelas.
    O tamanho já monumental não impede, porém, que ela cresça mais. Muito mais. Cristina Martínez-Lombilla, do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, revelou em um congresso científico na semana passada que nosso aglomerado de estrelas ganha 500 metros a cada segundo.
    “A Via Láctea já é bem grandinha. Mas nosso trabalho mostra que (…) ela está aumentando conforme estrelas se formam na periferia”, explicou a astrônoma. “Não é um processo rápido, mas se você pudesse dar um fast foward e observá-la daqui 3 bilhões de anos, ela já estaria 5% maior do que é hoje.”
    Medir esse Biotônico Fontoura cósmico não é fácil. O primeiro passo é estimar a idade das estrelas com base em sua cor. De maneira simplificada, as azuis, quentes e imensas, são mais luminosas e vivem menos (“só” alguns milhões de anos). Já as vermelhas, menores e bem menos brilhantes, duram uns bons bilhões de anos.
    As equações nos dizem que, quando estrelas se formam na periferia da galáxia, algumas tendem a se espalhar de leve e acabam estabelecendo sua órbita mais longe do que qualquer outra estrela pré-existente – o que aumenta a área total do aglomerado. O próximo passo, então, é procurar regiões periféricas repletas de estrelas azuis jovens. Ou, em outras palavras, lugares na borda da Via Láctea que sejam berçários de astros e “abasteçam” o crescimento.
    Martínez-Lombilla não consegue observar a Via Láctea de longe – pelo motivo óbvio de que está dentro dela, em um planeta chamado Terra –, então o jeito foi calcular a taxa de formação de estrelas periféricas em outras galáxias de estrutura espiral, parecidas, e só aí transpor as observações para a nossa casa. Até então, segundo Ethan Siegel
    , colunista da NASA, o consenso era que galáxias só cresciam em área quando caia mais matéria nelas (digamos, outra galáxia, só que menor). A formação de estrelas, por si só, não era considerada um fenômeno relevante o suficiente para impulsionar a expansão.
    É bom manter em mente que, embora 500 metros por segundo seja velocidade para dar e vender na escala humana, na escala cósmica isso é bem pouco: demoraria 600 mil anos para a Via Láctea crescer um único mísero ano-luz. Nada perto dos 100 mil que já estão lá. O dado só se torna relevante quando consideramos que a nossa galáxia terá 4 bilhões de anos para flutuar e engordar em paz – depois, ela se chocará com outro aglomerado, o de Andrômeda. E aí tudo pode acontecer. 

    O que é a regra do 52-17 e como ela pode nos ajudar a ser mais produtivos no trabalho

    As famosas oito horas de trabalho diárias fixadas pela legislação trabalhista de diversos países acabam se tornando, com frequência, nove, dez ou até mesmo 12 horas consecutivas em dias muito atribulados no escritório. Muitas vezes, não sobra nem mesmo tempo para almoçar.

    relógio
    Mas, segundo especialistas, esses hábitos de trabalho excessivos, cada vez mais comuns, prejudicam a produtividade.
    Um estudo elaborado pela Draugiem Group, uma organização da Letônia que reúne várias startups, identificou que uma longa jornada de trabalho não melhora seu rendimento. O que realmente importa, de acordo com a pesquisa, é como você divide seu tempo de trabalho e a estrutura de execução das suas tarefas.
    A conclusão foi que as pessoas que fazem pausas programadas na rotina demonstram ser mais produtivas do que aquelas que trabalham por mais horas consecutivas sem descanso.
    O estudo propõe a regra chamada "52-17", que basicamente significa trabalhar com máxima dedicação por 52 minutos e descansar 17 minutos.
    "Não é que a rotina de trabalho de oito horas esteja obsoleta, mas ela simplesmente mudou para um modelo de horas mais flexíveis", explicou à BBC Artis Rozentals, diretor executivo do Draugiem Group.
    "Um conselho para as pessoas é que parem para reparar como é seu rendimento diário e repensem como usar seu tempo", completou.

    Monitoramento produtivo ou espionagem?

    O estudo também sugere que as próprias empresas monitorem a forma como cada empregado utiliza seu tempo - algo que poderia ser mais polêmico, já que provavelmente nem todo mundo se sentiria confortável com um chefe controlando o que cada um faz em cada minuto do seu dia.

    Homem descansando de frente para a janela do escritório

    "Para mim, seria como uma espionagem. Não ficaria confortável com isso", afirmou o funcionário de um banco nos Estados Unidos.
    Para executar esse plano, a empresa poderia instalar um software que permitiria aos patrões acompanharem tudo o que os empregados fazem durante a jornada de trabalho, conforme explica Rozentals.
    "A empresa pode saber se ele está usando seu tempo em tarefas relacionadas com o trabalho ou em assuntos pessoais", observou.
    "Isso também permitiria à companhia contabilizar o tempo usado em um projeto específico para calcular o custo dele."

    'Técnica do tomate'

    A ideia de fazer pausas no trabalho não é nova. Diversos estudos psicológicos fazem essa recomendação - um consultor italiano, Francesco Cirillo, chega a propor que o ideal seria trabalhar 25 minutos consecutivos e descansar cinco, o que chamou de "técnica do tomate".
    O nome foi inspirado naqueles relógios de cozinha em formato de tomate usados para cronometrar o tempo de receitas.
    Os críticos, porém, pontuam que em muitas profissões essa técnica seria impraticável.
     
    relógio de tomate
     
    Por exemplo, um cirurgião não vai poder parar uma cirurgia no meio para isso, um piloto de avião também não poderá interromper um voo, um advogado não poderá parar de trabalhar no meio de um julgamento por conta dos "minutos do tomate".
    No entanto, os que defendem as pausas programadas insistem que o cérebro humano não está preparado para ficar concentrado na mesma tarefa por oito horas consecutivas e afirmam que não é bom para o corpo ficar oito horas sentado em uma cadeira.
    Do ponto de vista do médico, especialistas alegam que o horário flexível mostra um impacto positivo para os olhos, as costas, a circulação sanguínea e para os níveis de estresse.
    Talvez o debate sobre isso precise acontecer de uma forma mais diversa, considerando que os períodos de concentração das pessoas são diferentes. Para algumas, a estratégia do 52-17 pode funcionar bem, mas o mais interessante é que cada um busque a sua maneira ideal de dividir o tempo para que a rotina seja mais produtiva.
    BBC Brasil

    quarta-feira, 11 de abril de 2018

    Panótia, o desconhecido antigo supercontinente da Terra.

    Antes de Pangeia, houve outros supercontinentes, que, segundo uma teoria surgida nos anos 80 e hoje.

    Panótia, o desconhecido antigo supercontinente da Terra

    Amplamente aceita entre geólogos, se sucederam em ciclos de 400 milhões a 500 milhões de anos.
     
      Céu e terra
    Dois desses supercontinentes teriam sido os de Rondínia, que existiu há 1,1 bilhão de anos, e o de Columbia, formado e separado antes, há entre 1,8 bilhão e 1,5 bilhão de anos.
    Mas um estudo recente publicado por um dos autores da teoria formulada nos anos 80 defende que depois de Rondínia e Columbia e antes de Pangeia existiu ainda um outro supercontinente, batizado de Panótia, descrito pela primeira vez em 1997.
    A teoria do ciclo supercontinental foi proposta por Damian Nance e Tom Worsley, respeitados geólogos da Universidade de Ohio (Estados Unidos).
    Eles sugeriram que em vários momentos da história da Terra os continentes se juntaram para formar um corpo que depois se separava, em um processo cíclico.
    Segundo os acadêmicos, esse ciclo teve uma profunda influência no curso da história do planeta e da evolução de seus oceanos, atmosfera e biosfera. Além disso, é visto agora como a influência dominante sobre a circulação do manto terrestre, afetando profundamente o comportamento do campo magnético da Terra.
    Agora, em um estudo publicado na revista da Sociedade de Geologia em Londres, Nance e o colega Brendan Murphy, da Universidade de St. Francis Xavier, no Canadá, defendem a existência do supercontinente Panótia, há 600 milhões de anos.
    A possibilidade de esse supercontinente ter existido havia sido mencionada em outros estudos anteriores, mas nunca foi bem aceita por causa de incongruências nas estimativas de seu surgimento e sua separação.
    Mas Nance e Murphy dizem que o reconhecimento da existência de grandes massas terrestres passadas não pode depender unicamente de modelos de reconstrução continental baseada nos formatos dos continentes atuais e deveria explorar os vários fenômenos que acompanham sua formação e sua ruptura - como a criação montanhas na colisão entre continentes e de fendas e fissuras quando massas continentais se separam.
     
    Montanha com um raca na Islândia
     
    Além disso, a formação de supercontinentes fomenta extinções à medida que as condições na superfície e habitats são destruídos - enquanto que a separação fomenta migrações, à medida que novos habitats são formados.
    O estudo diz que os supercontinentes também afetam o nível do mar, a química do oceano e o clima de maneiras previsíveis e deixam uma série de sinais isotópicos que podem ser identificados em rochas.
    "Quando se examina o registro geológico na busca por evidências desses fenômenos, o argumento a favor de Panótia é inconfundível", dizem Nance e Murphy.
    Nance e Murphy dizem que no intervalo de tempo atribuído à criação e ruptura de Panótia houve algumas das mais profundas mudanças na história do planeta, como a aparição generalizada de montanhas, seguida de rupturas continentais - e que estas afetaram os oceanos, o clima e a biosfera.
    Segundo eles argumentam no estudo, são fortes evidências de que Panótia existia e "ignorá-los seria negligenciar algumas das mudanças mais profundas da história da Terra".

    O que são e como funcionam os Stingrays. aparelhos espiões que rastreiam celulares

    torre de telefonia
     
    O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) informou ter identificado "atividades atípicas" em Washington originadas a partir do uso de dispositivos de espionagem conhecidos como "Stingrays", capazes de interceptar ligações e mensagens.
    O uso desse tipo de aparelho por parte de países estrangeiros preocupa as autoridades dos Estados Unidos há algum tempo, mas esta seria a primeira vez que o governo confirma publicamente o uso não autorizado deles em Washington.
    Os usuários desses dispositivos poderiam ser espiões estrangeiros e ou mesmo criminosos. O governo americano não deu maiores detalhes sobre as suspeitas.
    Os Stingrays são usados de forma legal no país pelas autoridades, especialmente pelo FBI.

    Como funciona

    Stingray é, na realidade, o nome da marca de um tipo de interceptor IMSI (sigla em inglês para "identidade internacional do assinante de um celular") e é usado hoje de forma genérica para se referir a dispositivos de vigilância que simulam o funcionamento das torres de telefonia - e que são capazes de detectar sinais de telefones móveis.
    Eles geralmente têm o tamanho de uma pasta e enviam sinais que "enganam" os celulares para que os aparelhos transmitam sua localização e identifiquem informações.
    Assim, fazem com que os celulares daquela região se conectem e compartilhem seu número de IMSI e o número de série eletrônico (ESN). E também podem revelar a localização exata do usuário.
     
    celular
     
    Além de o dispositivo conseguir reconhecer onde está aquele aparelho, ele também pode receber informações de celulares que estão próximos. As versões mais sofisticadas são capazes até de escutar ligações. Para isso, forçam os equipamentos a se conectar à internet usando uma conexão 2G, uma forma muito menos segura do que as demais.
    Normalmente, os Stingrays são colocados na parte de baixo de um veículo e, em alguns casos, podem ser instalados até mesmo em alguns tipos de avião.
    Uma forma de se proteger deles seria criptografar o máximo possível as formas de comunicação do celular usando sistemas avançados de autenticação e serviços de mensagem ultrasseguros.

    Uso policial

    Uma carta com data de 26 de março enviada pelo senador de Oregon Ron Wyden foi o fato que deu visibilidade ao tema. Ele pedia informações às autoridades sobre esse tipo de dispositivo.
    A resposta que recebeu sugere que não havia muitas medidas sendo tomadas com relação a esse tipo de aparato. As autoridades asseguravam que "observaram algumas atividades fora do comum na região da capital do país que pareciam estar relacionadas com interceptores IMSI".
    E acrescentou que observou atividade similar "fora da capital do país", ainda que não tivesse conseguido "confirmar ou atribuir essa atividade a entidades ou a dispositivos específicos".
    O uso dos Stingrays por parte de forças policiais dos Estados Unidos está sendo monitorado pela União Americana para Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).
    Até agora, foram identificadas 73 agências em 25 Estados que possuem esse tipo de dispositivo, mas acredita-se que podem existir muitos outros em uso que não foram formalmente declarados.
    Em um relatório de 2014, a ACLU revelou que o estado da Flórida gastou cerca de US$ 3 milhões em Stingrays. A polícia de lá afirmou, porém, que não poderia dar detalhes sobre o uso dessa tecnologia.
    Essa resposta, segundo o advogado da ACLU, Nathan Wessler, foi "inaceitável".
    "Essa tecnologia levanta sérias questões no âmbito da Quarta Emenda (os regulamentos que protegem o direito à privacidade e o direito de não sofrer uma invasão arbitrária)", disse o especialista.
    "As pessoas têm o direito à divulgação completa dos registros para poderem participar de um debate esclarecido sobre a legalidade e o alcance desses dispositivos e para poderem supervisionar seu uso", acrescentou.
     
    policial
     
    No meio político em Washington há preocupação de que esses dispositivos possam estar sendo utilizados por agências não autorizadas, como governos estrangeiros.
    Depois da divulgação desse relatório, feito a pedido da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a instituição que regula as ondas de rádio nos Estados Unidos, não foram feitas outras investigações.

    Pessoas inocentes

    Os Stingrays são usados há vários anos e são amplamente conhecidos pelo FBI, conforme explicou Jane Wakefield, correspondente de tecnologia da BBC.
    "O que é novo é que autoridades locais parecem ter adquirido esses dispositivos agora. Temos evidência de que as polícias do Arizona, da Califórnia e da Flórida o estão usando. Queríamos avançar na Flórida para ter uma ideia melhor do que acontece em outros lugares", disse o advogado da ACLU em 2014.
    De acordo com os investigadores, algumas autoridades usam esse sistema para terem mais dados sobre suspeitos. O problema é que não se sabe até que ponto eles respeitam os cidadãos.
    "Temos algumas questões sobre como isso funciona. Porque ele consegue ter a localização e informações de centenas de milhares de pessoas inocentes", contou Wessler à BBC.
    "E não sabemos que políticas esses departamentos policiais têm para proteger a informação das pessoas...se usam algum software de filtragem ou se recorrem a um juiz na hora de resolver esses casos."

    Chuva de meteoros intensa poderá ser vista no Brasil entre 16 e 25 de abril

    Chuva meteoros 
     
    Uma chuva de meteoros de grande intensidade poderá ser vista no Brasil entre os dias 16 e 25 de abril, mês em que o evento acontece anualmente.
    A chuva de estrelas cadentes aparecerá por alguns instantes no céu, com pico próximo da estrela brilhante Vega, no horizonte norte, ainda antes de amanhecer. Segundo especialistas, a chuva de meteoros fica mais visível nas regiões norte e nordeste.
    Os meteoros são pequenos corpos celestes que, ao se deslocarem no espaço, entram na atmosfera da Terra. Com isso, elas acabam se queimando de forma parcial ou total, devido não só ao atrito com a atmosfera da Terra, como também ao entrar em contato com oxigênio. O nome de estrela cadente se deve ao fato de que o movimento do corpo celeste deixa um rastro luminoso no céu. O fenômeno pode ser visualizado a olho nu, durando vários dias.
    O pesquisador do Observatório Nacional, Fernando Roig, explica que a chuva de meteoros é vista pois a Terra atravessa a órbita de um cometa, onde há uma infinidade de fragmentos espalhados, se transformando em meteoros. "Cada chuva ocorre com periodicidade anual, e existem diversas chuvas ao longo do ano vinculadas às órbitas de diferentes cometas conhecidos", explica.
    Também conhecido com Líridas, o fluxo de entrada das estrelas na atmosfera terrestre é de 10 a 20 meteoros por hora, com a possibilidade de chegar a 100.
    No entanto, não é preciso se preocupar, pois a chuva de meteoros não apresenta riscos à Terra e seus habitantes, pois os fragmentos são pequenos e acabam se esfarelando na atmosfera, antes mesmo de atingir o solo.