quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Frase


Luta pela água será maior a cada dia, alertam especialistas

A disputa por água será cada vez maior no mundo, se não forem aplicadas medidas para usar este recurso natural de forma eficiente, alertaram nesta quarta-feira especialistas durante um fórum continental realizado em Campana, 62 km ao norte de Buenos Aires.
 "Em diferentes fóruns é analisada como possibilidade que, se houver uma terceira guerra mundial, esta será pela água", declarou à AFP o espanhol Joan Girona, engenheiro agrícola e professor da Universidade de Lleida.
 "Enfrentamos o desafio de produzir mais alimentos para mais população, mas com menos água", advertiu Girona.
 Se a população mundial crescer até 9 bilhões de pessoas em 2050, como se estima, "será preciso usar mais água, entre 56% e 128% (a mais) da que dispomos agora", disse, no âmbito do fórum do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) na cidade de Campana.
 "Se formos capazes de tornar mais eficiente o uso da água, a crise não ocorrerá. Se continuarmos na direção atual, a luta será maior dia a dia", acrescentou.
Para fazer uma xícara de chá, são necessários 140 litros, entre água para cultivo, colheita, transporte e preparo, até a que se usa na fabricação da xícara na qual se bebe.
 Se o desperdício for evitado e forem aplicadas tecnologias de irrigação, só no caso da maçã, "o uso de água diminuiria 17 litros", disse Girona.
 "Se estamos exportando alimentos, dentro deles há água. Produzir uma tonelada de cereais consome 1.500 metros cúbicos de água", disse à AFP Gertjan Beekman, um engenheiro civil nascido na Holanda, mas que mora no Brasil desde criança.
 Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), presente no fórum como delegado, uma pessoa consome de 2 a 4 litros d'água por dia, mas são necessários entre 2.000 e 5.000 litros para produzir seus alimentos diários.
 Beekman lembra que grande parte do território brasileiro, mas também parte de Paraguai, Uruguai e Argentina abrigam o aquífero guarani, uma das maiores reservas de água doce do mundo.
 "Não virão aqui (de outras latitudes) por nossa água, mas pelo alimento que a água contém", responde Beekman.
 Acontece que para a elaboração é indispensável o uso de água e em uma medida que surpreende, explicou este especialista.
 Para cultivar uma maçã, por exemplo, são necessários 70 litros d'água, que incluem a irrigação.
Desperdício de água e de alimentos
Os desafios que Girona e Beekman revelam são analisados por especialistas e ministros da Agricultura de 34 países da América em um luxuoso hotel de campo, em um local simbólico porque se situa na fronteira agrícola, onde está para começar a colheita de soja, que representa 25% das exportações argentinas.
 "Desejamos que esta luta pela água seja civilizada, com debates e fóruns. Mas se não se avança na gestão eficiente, haverá muitíssimas mais tensões. E quando começam as tensões, nunca se sabe aonde podem parar", disse Girona.
 A encruzilhada é que "não há suficiente água para produzir os alimentos para satisfazer a demanda", disse o especialista espanhol.
 Além disso, as mudanças climáticas, devido às emissões de gases de efeito estufa, provoca secas e inundações.
 "Acabamos de vê-lo com os desastres meteorológicos no México", comentou Beekman sobre as incomuns tempestades que deixaram 130 mortos na semana passada naquele país.
 Claudia Ringler, diretora do Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares, disse no fórum que "há uma contração da região agrícola na América Latina que sofre desmatamento".
Ásia, Oceania e África também estão sob estas ameaças e cerca de 1,6 bilhão de pessoas vivem em regiões com escassez de água, segundo a FAO.
 A cada ano são desperdiçadas cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, de acordo com estatísticas do organismo internacional.
 O mexicano Víctor Villalobos, reeleito durante a conferência como diretor do IICA por mais quatro anos, também lançou o alerta, ao afirmar que "não será possível assegurar a disponibilidade de alimentos se os sistemas produtivos continuarem atuando como até agora".
IstoÉ.com

Há 4 bilhões de anos, Terra se parecia com lua de Júpiter, diz estudo

A Terra primitiva, há cerca de 4 bilhões de anos, tinha uma dinâmica interna muito diferente da atual e pode ter se parecido com uma das quatro grandes luas de Júpiter, chamada Io, que tem intensa atividade vulcânica. Essa é a conclusão de um estudo feito por cientistas americanos e publicado na revista "Nature" desta quarta-feira (25).
Segundo os autores – liderados por William B. Moore, da Universidade Hampton e do Instituto Nacional do Aeroespaço dos EUA, e A. Alexander G. Webb, da Universidade do Estado da Luisiana –, o trabalho fornece uma nova perspectiva sobre a primeira geologia do nosso planeta.
A Terra se formou há 4,5 bilhões de anos, a partir de colisões de fragmentos de protoplanetas (corpos celestes considerados o primeiro estágio da evolução de um planeta). Naquela época, pertencente ao período geológico Hadeano, grande parte do calor da Terra ficou presa no núcleo (composto de metais, como ferro e níquel, e elementos radioativos).
No período seguinte, conhecido como Arqueano – que começou por volta de 4 bilhões de anos atrás –, apareceram as primeiras rochas inteiras e formas de vida unicelulares.
'Tubos de calor'
Hoje, a liberação de calor de dentro da Terra para fora é facilitada pelas placas tectônicas, mas esse transporte nem sempre foi assim. Moore e Webb criaram um modelo computacional e simulações numéricas para entender como o nosso planeta pode ter tido uma única placa com vários tubos vulcânicos por onde o calor e materiais circulavam entre o núcleo e a superfície.
Esses "tubos de calor" seriam semelhantes aos que ocorrem em Io e podem ajudar a compreender como a Terra evoluiu antes da formação das placas tectônicas. As simulações feitas também indicam que a nossa litosfera (camada sólida mais externa, dividida em placas) se transformou numa superfície fria e grossa há cerca de 3,5 bilhões de anos, como resultado de erupções frequentes que levaram materiais externos para dentro.
Após o aparecimento das placas tectônicas, foi registrada uma rápida diminuição da atividade vulcânica e de transferência de calor por meio desses tubos, destacaram os cientistas.
G1

Nave russa Soyuz sai do Cazaquistão com três astronautas rumo à ISS

A nave russa Soyuz TMA-10M foi lançada nesta quarta-feira (25), às 17h58 (horário de Brasília) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, com três astronautas rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A chegada do trio está prevista para as 23h48, e uma cerimônia de boas-vindas deve ocorrer à 1h25 desta quinta-feira (26).
Os novos tripulantes são o americano Michael Hopkins e os russos Oleg Kotov e Sergey Ryazanskiy, que vão integrar a Expedição 37 da ISS e se juntar ao comandante russo Fyodor Yurchikhin e aos engenheiros de voo Karen Nyberg, dos EUA, e Luca Parmitano, da Itália.
Hopkins, Kotov e Ryazanskiy devem passar cinco meses e meio no espaço, onde farão experimentos científicos. Eles devem voltar para a Terra em março de 2014, a bordo da mesma nave Soyuz. Kotov faz sua terceira missão – foi engenheiro de voo em 2007 e comandante em 2010 –, enquanto os outros dois astronautas estreiam agora na ISS.
Já Yurchikhin, Karen e Parmitano estão a bordo da estação espacial desde o dia 28 de maio. De lá para cá, eles receberam dois cargueiros de reabastecimento e uma carga comercial. Além disso, Yurchikhin participou de três caminhadas espaciais, Parmitano fez duas e Karen ajudou a capturar a nave de carga japonesa Kounotori 4.
G1
 

Avança desequilíbrio radioativo da Terra

Fator determinante para o aquecimento global e a elevação do nível dos oceanos, o desequilíbrio radioativo da Terra aumentou 44% em seis anos. Ele é provocado em sua maior parte por emissões de gases de efeito estufa. A estimativa consta do rascunho do relatório que cientistas e delegados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas debatem nesta semana, em Estocolmo.
O documento do primeiro grupo de trabalho do IPCC em 2013 está em discussão na capital sueca e deve ser divulgado entre quarta-feira, 25, e sexta-feira, 27, após o debate ainda em curso entre delegados de 195 países e a comunidade científica. No texto, há destaque para um novo dado sobre a chamada "forçante radioativa", uma unidade de medida que ajuda a comparar as responsabilidades humana e natural pelo aquecimento global.
Segundo o IPCC, a forçante radioativa vem crescendo "mais rapidamente" desde 1970. "O total antropogênico (causado pelo homem) da forçante radioativa para 2011 é 44% maior em relação a 2005."
O rascunho ainda é genérico sobre o tema, mas mostra a responsabilidade humana. "Há alta convicção de que isso aqueceu o oceano, derreteu neve e gelo, elevou o nível global do mar", diz o relatório.
A sentença ainda pode evoluir até amanhã ou sexta-feira, quando o relatório final deve ser apresentado.
Para o físico Paulo Artaxo, doutor em Física Atmosférica, professor da USP e membro do IPCC, as informações sobre o desequilíbrio radioativo são o que há de mais importante no relatório até aqui. "A forçante radioativa do relatório de 2007 era 1,6 watts por metro quadrado. Agora é de 2,2 watts por m². Isso significa que o homem está alterando muito o balanço radioativo terrestre", explicou ao Estado.
Críticas. As estatísticas sobre o desequilíbrio radioativo são uma resposta importante da comunidade científica às críticas recentes sofridas pelo IPCC quanto à suposta "desaceleração" do aquecimento global. Os pesquisadores alegam que variações em intervalos curtos, como 15 anos, são normais e não mudam a tendência em longo prazo.
Nessa terça-feira, 24, delegados de Brasil e Alemanha, por exemplo, defenderam que o trecho sobre "desaceleração" seja retirado do texto. Cientistas debateram o relatório das 9 horas até as 22 horas.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Frase


Asteroide matador é do Brasil

Olha só: nunca antes na história deste país se teve notícia de uma tragédia parecida. A maior extinção em massa de todos os tempos pode ter começado a partir de um impacto de asteroide no Mato Grosso, cerca de 254 milhões de anos atrás.
A hipótese foi levantada por um grupo internacional de pesquisadores liderado por Eric Tohver, da University of Western Australia, e rendeu a capa da revista Pesquisa Fapesp deste mês, em competente reportagem do meu chapa Marcos Pivetta.
O trabalho, feito em colaboração com geólogos da USP, investiga a cratera de Araguainha, a maior das cicatrizes deixadas por asteroide no nosso Brasilzão. Eles estimam que um objeto de cerca de 4 km se chocou contra o nosso planeta naquela região e iniciou a cadeia de eventos que levaria à mais severa extinção em massa da história da Terra, com perda de 96% das espécies marinhas e 70% das espécies vertebradas terrestres.
Esse episódio de matança indiscriminada, conhecido também como a Grande Matança, ou evento de extinção do Permiano-Triássico, deixou a que aconteceria mais tarde — e acabaria com os dinossauros — no chinelo.
O que é curioso é que a morte dos gigantes lagartos (ou avós das galinhas, como queiram), ocorrida 65 milhões de anos atrás, foi ocasionada por um asteroide bem maior, com pelo menos 10 km  de diâmetro. E, por incrível que pareça, foi menos severa do que a ocasionada pelo impacto de Araguainha, com um objeto menor.
Por quê? Ao que parece, a grande tragédia do impacto brasileiro foi ter acontecido num terreno com muito carbono orgânico armazenado. A pancada (que gerou a cratera que vemos hoje, com respeitáveis 40 km de diâmetro) liberou uma quantidade brutal de metano na atmosfera, causando um aquecimento global violento e quase instantâneo. Sem tempo para se adaptar, muitas espécies morreram, causando o colapso da cadeia alimentar.
Vale lembrar que a hipótese de que a extinção do Permiano-Triássico teria acontecido pelo impacto brasuca ainda é controversa. Até agora, o único episódio de morte maciça de espécies indubitavelmente ligado ao impacto de um pedregulho espacial, dos sete conhecidos, é mesmo o que acabou com a festa dos dinossauros.
De toda forma, o estudo é um lembrete de que, quando um asteroide de grande porte cai por aqui, as coisas não costumam caminhar bem. Ignorar os assuntos espaciais é pedir para que algo assim aconteça de novo. Como dizia Arthur C. Clarke, “os dinossauros morreram porque não tinham um programa espacial”.
Folha.com

Vem aí o "lixeiro" do espaço

O lixo espacial é um problema sério. Estima-se que metade dos satélites na órbita terrestre estejam abandonados. Especialistas afirmam que a quantidade de sujeira espacial já atingiu um nível ‘insustentável’.
Agora, porém, o problema está mais perto de ser resolvido: um ‘lixeiro espacial’ recolherá os detritos e os lançará à atmosfera terrestre para serem queimados. Chamado CleanSpace One, o satélite suíço tem tentáculos capazes de recolher pedaços de foguetes e peças abandonadas. Uma vez capturadas, as peças são jogadas na atmosfera terrestre, onde entram em combustão.
        O satélite foi anunciado no ano passado, mas agora já tem data para entrar em ação: 2018. A empresa Swiss Space Systems (S3) está desenvolvendo um novo método para colocar o ‘lixeiro’ em órbita. Para o lançamento, o CleanSpace One será colocado em cima de um avião Airbus A300. Quando o avião atingir a altitude de cruzeiro, um foguete partirá em direção à órbita terrestre carregando o satélite - ele começará a faxina quanto atingir 700 km de altitude.
        Estima-se que existam 370 mil pedaços de lixo orbitando a Terra. O problema é grave porque coloca em risco qualquer operação espacial: os objetos lançados correm risco de colodirem com um pedaço de lixo.
        A DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), agência dos EUA responsável pelas inovações tecnológico-militares do país, já tem um programa de reciclagem de lixo espacial.
 
Galileu.com 

Nasa desiste de achar sonda Deep Impact

A NASA está cancelando suas tentativas de localizar a sonda Deep Impact, que perdeu comunicação por rádio com a Terra em agosto devido a um suposto problema de software, disseram funcionários nesta sexta-feira.
A sonda foi lançada em janeiro de 2005 com a missão de estudar de perto o cometa Tempel-1.
Não era apenas uma experiência passiva. A sonda liberou um pedaço de metal de 372 quilos que colidiu contra o núcleo do cometa, provocando uma chuva de partículas para serem analisadas pela nave-mãe e por observatórios remotos.
A Deep Impact depois sobrevoou o cometa Hartley 2, em novembro de 2010, e estudou outros objetos distantes. Seu último contato com a Terra foi em 8 de agosto.
"Apesar desse inesperado cair do pano, o Deep Impact realizou muito mais do que se previa", disse em nota Lindley Johnson, que supervisiona o programa na sede da Nasa, em Washington.
Exame.com

Sonda da Nasa registra detalhes de cânions em Marte

A Nasa divulgou nesta terça-feira uma nova imagem da superfície de Marte. Capturada pela Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita o planeta em busca de evidências de água no passado, a foto mostra uma região conhecida como Labirinto da Noite, com cânios de dunas escuras formadas por ferro.
Imagem da Nasa capta dunas na região marciana conhecida como Labirinto da Noite.
Na imagem também é possível ver a interação de dois diferentes de sedimento que foram arrastados pelo vento na superfície.
A área está localizada na região vulcânica de Tharsis Rise, nos Vales de Mariner. A região possui mais de 4 mil km de extensão, 200 km de largura e 7 km de profundidade.

Previsão de aumento do nível do mar piora

A julgar pela versão preliminar do quinto relatório do IPCC (painel do clima da ONU), a ser divulgado na próxima sexta-feira, a principal atualização nas projeções da mudança climática não serão relacionadas ao aumento de temperatura, mas sim do nível do mar.
Quando o quarto relatório, que projetava um aumento de 18 cm a 59 cm, saiu em 2007, muitos cientistas o consideraram conservador. O esboço do novo texto fala agora de uma margem entre 28 cm e 89 cm de aumento até 2100.
Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria áreas habitadas por algumas dezenas de milhares de pessoas.
O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente --e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.
"A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras", afirma a versão preliminar do sumário político do documento.
"Há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva [aumentando o nível do mar]."
INCERTEZAS
Se o novo relatório do IPCC será mais contundente ao dizer que o impacto do aquecimento sobre o nível do mar será maior, ele ainda tem limitações quando tenta especificar quão maior.
Um dos problemas por trás das projeções do painel do clima é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.
Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto.
 
"Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa [de redução do nível do mar]", diz o texto.
Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir.
Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.
"O efeito gravitacional do derretimento da Antártida, combinado com o efeito da dinâmica de correntes e a temperatura abaixo da média, deve deixar o nível do mar abaixo da média na ponta da América do Sul", diz Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda.
"Indo para o Equador, o efeito gravitacional se reverte, deixando o nível do mar acima da média."
Slangen publicou no ano passado um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d'água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso. "Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover", diz.
O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média.
Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. "Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa", diz Slangen.
Folha.com 
 

A Terra sem a Lua

Você consegue imaginar a Terra sem a Lua? Pois um novo estudo sugere que pelo menos durante uns bons 150 milhões de anos, nosso planeta não tinha seu satélite natural.
O trabalho foi recém-apresentado por Rick Carlson, da Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, numa conferência realizada em Londres.
O estudo foi realizado com a análise de rochas lunares (aquelas trazidas pelos astronautas das missões Apollo) e mostrou que a Lua deve ter se formado 4,4 bilhões a 4,45 bilhões de anos atrás. Isso faria dela uns 100 milhões de anos mais nova do que se imaginava antes.
Estima-se que a Terra seja mais velha — cerca de 4,56 bilhões de anos — com base na datação de meteoritos vindos de asteroides como Vesta. Como esses objetos são restos da formação dos planetas, dá para imaginar que eles sirvam como um bom indicativo da idade da Terra. Embora, claro, tenha levado mais tempo para formar um planeta inteiro do que um pedregulho gigante.
De toda forma, é bem possível que a Terra tenha existido por um bom tempo antes da formação da Lua — período em que o planeta teve a chance de se diferenciar (concentrando o ferro no núcleo, formando um manto borbulhante e uma crosta fria).
Supõe-se que a Lua tenha se formado a partir do impacto de um outro planeta — possivelmente do tamanho de Marte — com a Terra. O resultado da catástrofe foi o espalhamento de grande quantidade de detritos na órbita terrestre, que acabou por formar nosso satélite natural.
Folha.com

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ameaça humana

Painel da ONU confirma consequências alarmantes das mudanças climáticas

Relatório aponta responsabilidade humana no aquecimento da Terra

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) iniciou nesta segunda-feira uma conferência em Estocolmo confirmando as alarmantes consequências das mudanças climáticas.
 "As provas científicas das (...) mudanças climáticas se reforçaram a cada ano, deixando pouca incerteza, salvo sobre suas graves consequências", declarou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a abertura da conferência em Estocolmo.
 O IPCC, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2007, revelará na sexta-feira, após quatro dias de debates, o primeiro volume de um relatório completo sobre as mudanças climáticas, suas consequências e os meios para combater o problema, confirmou seu presidente.
 Este será o quinto relatório do painel da ONU - que reúne milhares de cientistas - desde sua criação, em 1988. Segundo uma versão provisória do texto obtida pela AFP, este relatório confirmará a responsabilidade do ser humano no aquecimento da Terra e apontará a intensificação de alguns eventos extremos.
O presidente do painel lembrou que o objetivo da reunião de Estocolmo é validar a primeira parte deste relatório sobre o aquecimento global, que deixará em evidência a responsabilidade do homem e a grave situação que o planeta enfrenta. Pachauri ressaltou que o texto será aprovado "linha por linha" antes do fim da reunião de Estocolmo.
 O relatório, que contou com a colaboração de 520 autores, também ressaltará a intensificação de alguns fenômenos extremos, entre eles o aumento do nível do mar, segundo a versão do documento obtida pela AFP.
 O texto também destacará a urgência de tomar medidas para poder conter o aquecimento da Terra a +2ºC, um objetivo adotado pelos 195 países que negociam sob os auspícios da ONU, mas que parece cada vez mais distante, segundo cientistas. Pachauri prometeu que o diagnóstico contido no informe será inquestionável.
 "Não conheço um documento que tenha sido submetido a este tipo de análise minuciosa e que tenha envolvido tantas pessoas com espírito crítico, que ofereceram sua perspicácia e conselhos", afirmou o co-presidente do grupo de trabalho que assinou o documento, Thomas Stocker.
 Os delegados - cientistas e representantes de governos - divulgarão o documento depois de examinar durante quatro dias as novas evidências das mudanças climáticas e suas consequências.
O relatório "se baseou em milhares de medições na atmosfera, na terra, no gelo, no espaço", afirmou o cientista suíço, que é professor da Universidade de Berna, na Suíça. Ele ressaltou que estas medidas permitem ter uma visão sem precedentes e imparcial do estado do sistema climático.
 "A mudança climática é um dos grandes desafios de nossa época", reafirmou o especialista, afirmando que "esta mudança ameaça nossos recursos primários, a terra e a água". "E como ameaça nossa única residência, devemos enfrentá-la", ressaltou o especialista, acrescentando que isso exige "as melhores informações para tomar as medidas mais eficazes".
 Em 2007, o IPCC gerou uma mobilização sem precedentes as respeito do clima, o que rendeu a atribuição do prêmio Nobel da Paz ao lado do ex-vice-presidente americano Al Gore.
IstoÉ.com

sábado, 21 de setembro de 2013

Dia da árvore


Painel de mudanças climáticas discute os rumos da vida na Terra

Seis anos depois de trazer a público a confirmação de que o homem é responsável ativo pelo aquecimento global, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) volta, a partir desta segunda, 23, a discutir os rumos da vida na Terra. E, em 2013, as conclusões dos experts se reforçam: a temperatura média do planeta continua a aumentar, geleiras estão derretendo em velocidade mais rápida do que o previsto e o nível dos oceanos não para de subir.
A divulgação dos relatórios do IPCC começa na segunda em Estocolmo, com a apresentação do Grupo de Trabalho I, sobre as bases científicas físicas sobre as mudanças climáticas. As publicações continuarão em Yokohama, no Japão, em março, em Berlim, em abril, até o relatório síntese de Copenhague, em outubro de 2014, quando mais de 9 mil estudos publicados em grandes revistas científicas de todo o mundo serão sintetizados em um único documento. No total, terão sido seis anos de trabalho de centenas de cientistas especializados em diferentes áreas da pesquisa da vida na Terra, reunidos no Grupo Intergovernamental de Experts sobre a Evolução do Clima (Giec).
O que a nova edição do IPCC deve provar, em primeiro lugar, é que o trabalho dos cientistas ficou mais exato nos últimos seis anos, um período no qual o lobby "climacético" se organizou, buscando com pinça encontrar as falhas nos trabalhos  dos climatologistas. "Haverá informação suficiente para que pessoas racionais do mundo todo vejam que uma ação é necessária quanto às mudanças climáticas", afirmou na sexta-feira Rajendra Pachauri, coordenador do Giec.
Convicção. Em 2007, o IPCC gerou um alerta mundial que resultou em uma mobilização – e um fracasso – sem precedentes de chefes de Estado e de governo na 15.ª Conferência do Clima de Copenhague, em 2009. Então, sua principal conclusão era bombástica: com 90% de certeza, os cientistas afirmaram que a intervenção do homem era, sim, um agente determinante nas mudanças climáticas e na ocorrência de eventos extremos que ameaçam a Terra. Em 2013, essa convicção se aprofunda: agora é de "mais de 95%", segundo o rascunho do relatório, ainda sigiloso, ao qual o Estado teve acesso. "Há alta convicção de que isso aqueceu os oceanos, derreteu neve e gelo, aumentou o nível do mar e mudou eventos climáticos extremos na segunda metade do século 20", diz o texto, referindo-se à ação do homem.
Em grande parte por essa intervenção negativa, dizem os experts, a temperatura na Terra não para de subir. Até o fim do século, ela será no mínimo 1,5°C mais elevada no melhor dos cenários. O novo panorama vai acelerar o derretimento de geleiras no Ártico e na Antártida – o que já acontece. Estudos atuais indicam que a velocidade do derretimento do manto de gelo da Groenlândia (equivalente a 177 bilhões de toneladas por ano) foi cerca de seis vezes maiores entre 2002 e 2011 do que entre 1992 e 2001.
Um dos efeitos colaterais é o aumento do nível dos oceanos, o que gera risco direto e concreto à vida em regiões costeiras do planeta. Graças a novos modelos de projeções e a pontos de observação, em 2013 os cientistas afirmam conhecer melhor a reação de ecossistemas complexos, como os mares, às mudanças climáticas. E, no caso específico, a convicção não é boa: o nível do mar será entre 40 e 62 centímetros mais elevado em 2100 do que é hoje – uma previsão mais exata do que a feita há seis anos, de 29 a 82 cm.
"O relatório de 2007 indicava que o homem desempenhava um papel ativo nas mudanças climáticas. Os novos trabalhos mostram que o impacto da atividade humana não acontece só em termos globais, em geleiras, no nível do mar, mas também regionais, em eventos extremos, ondas de calor, precipitação intensa", explica a paleoclimatologista Valerie Masson-Delmotte, pesquisadora do Comissariado de Energia Atômica da França.
Para José Marengo, diretor do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Brasil, o IPCC de 2013 prova que o entendimento das mudanças climáticas continua a evoluir. "Tudo é consistente com o resultado do relatório anterior. Não há contraposição ou contrassenso em relação ao que já veio à tona."

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Frase


Asfalto autolimpante

Para alguns profissionais de engenharia e arquitetura, ser sustentável não é mais suficiente. Além de utilizar materiais certificados, evitar desperdícios e emitir zero de carbono, eles estão empenhados em erguer obras que ajudem a limpar o ar nas cidades. Pouco importa se elas são verdes como as metrópoles holandesas ou poluídas como os aglomerados urbanos da China.
 
URGÊNCIA
Asfalto criado por holandeses pode melhorar o ambiente na China,
onde a população respira um ar 40 vezes mais poluído que o recomendável
Vem da Holanda o exemplo mais recente desse tipo de abordagem construtiva. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia Eindhoven cobriram 150 metros de uma rua com um pavimento purificador do ar. Para isso, misturaram ao concreto um composto chamado dióxido de titânio. Por meio de uma reação química, em contato com raios UV o material absorve poluentes. A experiência diminuiu a concentração de dióxido de nitrogênio e de óxido nítrico em até 45%.
A substância ocupa o interior das casas há décadas, pois é usada em produtos de higiene, cosméticos e corantes de alimentos. Em 2011, no Brasil, um projeto de lei foi proposto na Câmara para proibir seu uso nesses produtos. A alegação era a de que o material causa danos à saúde e ao meio ambiente. Como nada foi cientificamente comprovado, em maio deste ano o projeto de lei foi rejeitado. A química mostra que o dióxido de titânio pode ser um ótimo aliado do meio ambiente. É um produto naturalmente autolimpante, o que faz dele um “filtro” natural.
 
                                                                     NO ALTO E NO CHÃO
                                 Tanto o edifício chinês Indigo Tower (acima) quanto o asfalto desenvolvido
                                     pelos holandeses devem seu poder limpante ao dióxido de titânio
 
 
Sua utilização em obras não é exclusividade dos holandeses. Construções em vários lugares do mundo já experimentam o poder do dióxido de titânio, inclusive no Brasil. O novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha terá a cobertura revestida com uma membrana do produto. Do outro lado do globo, a cidade chinesa de Qingdao deve ganhar uma das maiores obras autolimpantes do mundo. O edifício Indigo Tower será todo revestido de dióxido de titânio e promete converter gases tóxicos em oxigênio e água. Uma necessidade num país em que a população respira um ar 40 vezes mais poluído que o limite estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Não é só concreto que pode receber o material. Em Roma, a Igreja dos 2.000, construída em comemoração aos dois milênios do cristianismo, recebeu uma camada da tinta abençoada com dióxido de titânio. Um painel de cerâmica de 2.500 m² na fachada do Hospital Manuel Gea Gonzales, na Cidade do México, carrega a missão de garantir a saúde da população também do lado de fora do prédio. O produto consegue neutralizar a poluição produzida por 900 carros. Assim como os chineses, os mexicanos também enfrentam problemas sérios de poluição. A OMS registra que 15 mil pessoas morrem anualmente no país vítimas de doenças causadas pelo ar sujo.
 
Até instalações de arte estão entrando na onda despoluidora. Em 2012, uma escultura na frente do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York tirou da atmosfera a poluição gerada por 260 carros. Para tanto, havia recebido jatos de um spray com nanopartículas da substância. Hoje não dá para saber qual será o “pulmão do mundo” nos séculos que virão. O certo é que esse pulmão será revestido com dióxido de titânio.
IstoÉ.com

Cientistas contestam que aquecimento global tenha desacelerado

Cientistas que trabalham no relatório da ONU que trata sobre mudanças climáticas estão lutando para explicar por que o aquecimento global tem diminuído nos últimos 15 anos, apesar das emissões de gases que causam o efeito estufa continuarem aumentando.
Documentos vazados obtidos pela Associated Press mostram que existem preocupações sérias nos governos sobre como lidar com essa questão antes da reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), na próxima sexta-feira (27).
Cientistas céticos têm usado essa aparente calmaria no aquecimento da superfície terrestre, que vêm acontecendo desde 1998, para contestar o consenso científico de que os seres humanos estão ‘cozinhando’ o planeta por conta da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento de florestas que absorvem CO 2 .
Espera-se que o relatório do IPCC confirme que os humanos são os responsáveis pelos problemas ambientais. O painel, porém, também está sob pressão para divulgar a informação de que o aquecimento global tem diminuído. Cientistas dizem que isso está acontecendo provavelmente por conta do calor ter sido absorvidos pelos oceanos também por conta de flutuações climáticas naturais.
"Eu acho que não incluir essa informação no relatório seria um problema, porque você só terá aqueles que contestam, dizendo: ‘Olhem, o IPCC está em silêncio sobre essa questão”, disse Alden Meyer, da Union of Concerned Scientists (União de Cientistas Preocupados, em tradução livre) de Washington.
No vazamento de um rascunho de um relatório em junho, dos formadores de políticas públicas, o IPCC disse que a taxa de aquecimento que aconteceu entre 1998 e 2012 foi cerca da metade da taxa média desde 1951. O relatório citou a variabilidade natural do sistema climático, assim como efeitos de resfriamento de erupções vulcânicas e também uma fase de queda na atividade solar.
No entanto, vários governos que avaliaram o projeto se opuseram à forma como o assunto foi abordado, em comentários ao IPCC que foram obtidos pela AP.
A Alemanha pediu para que a referência da desaceleração do aquecimento global seja deixada de fora, alegando que um período de 10 a 15 anos é muito curto para ser avaliado no contexto de décadas e séculos.
Os Estados Unidos também pediram para os autores do relatório incluírem essa informação como uma hipótese que a redução do aquecimento está ligada ao calor estar sendo transferido para o fundo dos oceanos.
.A Bélgica se opôs a usar o ano de 1998 como marco inicial de qualquer estatística. Este ano foi excepcionalmente quente, então qualquer gráfico que mostrar as temperaturas globais a partir de 1998 vai aparentar normalidade, pois a maioria dos anos subsequentes têm sido mais frios. Usar 1999 ou 2000 como o ano inicial poderia apontar uma curva gráfica mais precisa.
A Hungria está preocupada que o relatório vá encher de argumentos os céticos sobre o aquecimento global.
Muitos céticos afirmam que o aumento das temperaturas médias globais parou na década de 1990, e o argumento deles ganhou força entre alguns políticos e meios de comunicação, mesmo que existam evidências científicas que os problemas da mudança climática estão se acumulando: a década passada foi a mais quente da história e, até dados recentes, esta década seguiu a tendência, com temperaturas ainda mais altas. Enquanto isso, o gelo do mar ártico derreteu consideravelmente, com níveis recordes de baixa no ano passado, e o rascunho do IPCC disse que o nível dos mares tem aumentado em 19 centímetros desde 1901.
Muitos pesquisadores dizem que a desaceleração do aquecimento está relacionada com os ciclos oceânicos naturais do El Niño e La Niña. Além disso, um estudo deste ano, feito por Kevin Trenberth do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica, descobriu um recente aquecimento dramático nos oceanos mais profundos.
Stefan Rahmstorf, cientista climático alemão, disse que é possível que os autores do relatório se sintam pressionados a incluir a desaceleração do aquecimento global no relatório porque ele tem recebido muita atenção recentemente.
Eu acredito que muito do interesse que a comunidade científica tem nesse assunto foi motivada pelo debate público do tema”, disse Rahmstorf, revisor do capítulo do relatório sobre o nível do mar.
Jonathan Lynn, um porta-voz do IPCC, se recusou a comentar sobre o conteúdo do relatório, porque ele ainda não foi finalizado, mas disse que o texto iria fornecer "uma visão abrangente de toda a ciência relevante para a mudança climática, incluindo milhares de trechos de pesquisas científicas publicadas desde o último relatório, em 2007, até o início deste ano”.
O rascunho do relatório do IPCC diz que é “extremamente provável” que a influência humana tenha causado mais de metade do aquecimento observado desde 1950, uma atualização do "muito provável" que constou na última edição, em 2007.
O painel também elevou suas projeções para o aumento do nível do mar de 26 a 81 centímetros até o final do século. O relatório de 2007 prevê um aumento de 18 a 59 centímetros.
Emissões contínuas de carbono nas taxas atuais ou acima das que existem hoje "induziria alterações em todos os componentes do sistema climático, alguns dos quais, muito provavelmente, seria inédito em centenas ou milhares de anos", disse o IPCC no rascunho. A versão final será apresentada no término da reunião que acontecerá em Estocolmo, na próxima semana.
As conclusões do IPCC são importantes porque servem como base científica de negociações da ONU, para controlar as emissões dos gases CO 2 e outros que causam efeito estufa.
Emissões contínuas de carbono nas taxas atuais ou acima das que existem hoje "induziria alterações em todos os componentes do sistema climático, alguns dos quais, muito provavelmente, seria inédito em centenas ou milhares de anos", disse o IPCC no rascunho. A versão final será apresentada no término da reunião que acontecerá em Estocolmo, na próxima semana.
As conclusões do IPCC são importantes porque servem como base científica de negociações da ONU, para controlar as emissões dos gases CO 2 e outros que causam efeito estufa. Um tratado climático global deve ser adotado em 2015.

Ingleses dizem ter provas de vida alienígena que veio parar na Terra

 
Cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, apresentaram imagens que seriam de vida alienígena que veio parar na Terra. Segundo o grupo, as partículas foram captadas após um experimento que soltou um balão na estratosfera, a 27 quilômetros de altitude, durante a chuva de meteoros Perseidas, que ocorreu em agosto passado.
 
Pesquisadores ingleses anunciaram ter provas de vida alienígena que veio parar na Terra, após um experimento em agosto passado. A descoberta considerada "revolucionária" foi publicada no periódico Journal of Cosmology nesta quinta-feira (19).
O grupo de biólogos moleculares da Universidade de Sheffield diz ter encontrado os pequenos organismos após soltarem um balão na estratosfera terrestre, a 27 quilômetros de altitude, durante a chuva de meteoros Perseidas - fenômeno que ocorre todo ano, geralmente em agosto, quando a Terra passa por um jato de 'destroços' deixados pelo cometa Swift-Tuttle em seu trajeto ao redor do Sol.
Segundo o professor Milton Wainwright, que liderou a pesquisa, dificilmente as partículas surgiram no nosso planeta, pois elas são muito "grandes" para levantarem do chão até essa camada intermediária da atmosfera. Apenas uma violenta erupção vulcânica poderia fazer isso com os organismos, garante, algo que não foi presenciado na região de lançamento do balão científico nos últimos três anos.
"Na ausência de um mecanismo que pudesse levar as partículas de 'grandes dimensões' para a estratosfera, só podemos concluir que as entidades biológicas têm origem no espaço. A conclusão, portanto, é que a vida está constantemente chegando à Terra a partir do espaço. Ela não se restringe ao nosso planeta e quase certamente não se originou aqui."
O balão carregava tubos microscópios que só foram expostos quando chegaram a uma altitude entre 22 quilômetros e 27 quilômetros, evitando contaminação durante a coleta do "material espacial". A equipe afirma que precauções rigorosas foram tomadas durante todo o processo, da amostragem à análise. 
O equipamento foi lançado perto de Chester e aterrissou intacto na região de Wakefield, trazendo "um fragmento de diatomácea e algumas entidades biológicas incomuns da estratosfera, todas muito 'grandes' para serem da Terra".
Wainwright afirma que o próximo passo é confirmar os resultados em um novo teste com balões em outubro, durante a chuva de meteoros associada à passagem do cometa Haley, quando haverá uma grande quantidade de poeira cósmica sobre o globo terrestre.
"Esperamos encontrar mais micro-organismos novos ou incomum. Se a vida continuar vindo do espaço, então nós teremos de mudar completamente a nossa visão da biologia e da evolução. Novos livros terão de ser reescritos", empolga-se o professor.
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

20 de setembro - "Dia do Gaúcho"

 
 
 

 
 

 

Como surgiu a teoria de que o ouro veio do espaço?

A teoria de que o ouro veio do espaço parece coisa de ficção científica, mas a tese ganhou força com o tempo e hoje é bem aceita no terreno das geociências. Mas de onde essa bizarra hipótese surgiu?
Para os chefes tribais da América pré-colombiana, o material amarelo que eles encontraram brilhando no fundo dos rios ou enterrado sob o solo rochoso capturava o poder do Deus sol. Eles se vestiam com armaduras feitas a partir do metal encantado, acreditando que assim estariam protegidos.
Mas eles se enganaram. O ouro, um metal relativamente macio, não foi páreo para o ferro dos espanhóis.
Ainda assim, os povos nativos das Américas teriam hoje razões de sobra para se orgulhar do que acreditavam.
A teoria de que o ouro veio do espaço ganhou aceitação nas últimas décadas pela maioria dos cientistas que buscava explicação para a abundância do metal no planeta.
Atualmente, há apenas 1,3 gramas de ouro por 1 mil toneladas de outros materiais na crosta terrestre (a casca rochosa do planeta, que tem cerca de 40 quilômetros de espessura), mas essa proporção ainda é alta considerando os padrões de formação da Terra.
Há dezenas de milhões de anos, a maior parte do ferro encontrado na superfície do planeta afundou da camada externa, conhecida como manto, para o núcleo da Terra.
Ali, o ouro teria se misturado ao ferro e afundado junto com ele. Matthias Willbold, geólogo da Imperial College de Londres, compara o processo a gotas de vinagre no fundo de um prato repleto de azeite de oliva.
Meteoritos
Mas a explicação não foi o suficiente para calar os mais céticos. Os cientistas precisavam de uma resposta para explicar a abundância do ouro. Eles chegaram, então, à hipótese de que o metal teria chegado ao planeta por meio de uma chuva de meteoritos.
'A teoria é de que, depois do núcleo formado, houve uma chuva de meteoritos que atingiu a Terra', diz Willbold. 'Esses meteoritos continham uma quantidade de ouro considerável que preencheu o manto da Terra e a crosta continental.'
A ideia de que o ouro veio do espaço surgiu pela primeira vez após as missões espaciais Apollo à Lua na década de 1970. Os cientistas que examinaram amostras de rocha do manto da Lua descobriram muito menos irídio (um tipo de metal) e ouro nessa camada do que em amostras da superfície da própria Lua ou da crosta ou manto da Terra.
A teoria estabelecia que a Lua e a Terra teriam sido atingidas por meteoritos ricos em irídio, conhecido como condritos. Na Lua, eles teriam se espalhado pela superfície, enquanto na Terra, teriam alcançado o manto.
Essa hipótese tornou-se uma teoria fundamental no estudo das ciências planetárias. E também ajuda a explicar muitas outras anomalias na composição da Terra - o conceito estaria por trás da chegada do carbono, nitrogênio, água e aminoácidos que são vitais para a vida no planeta.
Dois anos atrás, Willboald e uma equipe das universidades de Bristol e Oxford examinaram algumas rochas da Groenlândia que datavam do período em que o manto da Terra foi atingido por meteoritos.
O objetivo dos pesquisadores não era avaliar a concentração de ouro nas rochas de 4,4 bilhões de anos, mas a de tungstênio (um outro tipo de metal). Esse metal tem semelhanças com o ouro, mas existe em diferentes formas de isótopos, o que fornece aos cientistas maior informação histórica.
'Verificamos que a composição isotópica do tungstênio dessas rochas é bem diferente da de outras', afirmou Willbold.
Ele diz que as rochas da Groenlândia analisadas são remanescentes da composição da Terra anterior ao começo da chuva de meteoritos, que deve ter acontecido, segundo cientistas, entre 4,4 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás.
O estudo de Willbold, publicado na revista científica Nature em setembro de 2011, fornece a mais completa evidência até hoje sobre como surgiu a composição rochosa da Terra.
Contestação
A teoria, no entanto, não é unânime.
No ano passado, Mathieu Touboul e uma equipe da Universidade de Maryland examinaram rochas diferentes, dessa vez vindas da Rússia. Rochas da Groenlândia também foram usadas no estudo, mas eram mais recente (de 2,8 bilhões de anos atrás) do que no experimento de Willbold.
Essas rochas se assemelhavam às analisadas por Willbold em termos de composição. Mas o que intrigou os cientistas é que elas eram posteriores ao período em que se estima ter havido a chuva de meteoritos.
'Chegamos a uma diferente conclusão sobre a geração de anomalias de tungstênio dentro das rochas', diz Touboul. Ele afirma que as diferenças no manto da Terra teriam forçado os isótopos de tungstênio a se desenvolver de diferentes maneiras.
Touboul, no entanto, ainda acredita que a hipótese inicial esteja correta, embora defenda que as medidas dos isótopos de tungstênio não comprovam a tese.
Outros cientistas são mais duros e consideram que a teoria precisa ser rapidamente revisada.
'Eu aceitava a hipótese da chuva de meteoritos quando tínhamos poucos dados para uma interpretação mais consolidada', afirmou Munir Humayun, professor de geologia da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.
'A tese parecia tão bem construída, mas agora vejo que há muitas lacunas nela. Nós fizemos muitas previsões e sabíamos muito pouco do que aconteceu naquele período', acrescentou.
Humayun faz parte de um pequeno grupo de cientistas que apostam em uma teoria alternativa. A hipótese deles é de que todo o ouro na crosta da Terra - ou a maior parte dele - sempre esteve presente no planeta.
Para esses cientistas, o ouro teria se misturado com o ferro e migrado para o núcleo da Terra, enquanto uma proporção significativa - talvez 0,2% - acabou dissolvida em um 'oceano' de magma a 700 km da superfície.
Posteriormente, o metal teria emergido pela ação vulcânica.
Essa teoria pressupõe que o ouro e outros elementos da mesma família de metais seriam mais solúveis do que se imaginava inicialmente. De outra forma, quantidades insuficientes do metal teriam se dissolvido no magma. Mas por enquanto se trata apenas de uma nova hipótese, ainda não endossada pela maior parte dos cientistas.
 
 

Cientistas estudam voo das abelhas para projetar microaviões

Cientistas da universidade de Harvard tentam descobrir como as abelhas conseguem se manter no ar com condições meteorológicas adversas para aplicar seus resultados no projeto de "microaviões", informou nesta quinta-feira uma revista britânica.
A pesquisa, divulgada no "Journal of Experimental Biology", analisa o voo de certas abelhas e besouros para descobrir como conseguem se manter suspensas no ar enquanto colhem o pólen, inclusive com fortes ventos.
Segundo os cientistas, os resultados de sua pesquisa poderão ser aplicados posteriormente no setor da aerodinâmica, uma vez que aviões de microdimensões podem imitar a técnica destes insetos para também se manterem estáveis em condições adversas.
A equipe, liderada por Sridhan Ravi, gravou o voo das abelhas enquanto entravam em um túnel de vento, cuja intensidade e velocidade podiam ser controlada pelos cientistas.
"Como todos já comprovamos, tanto a velocidade como a direção do vento são muito variáveis, por isso se manter estável no ar pode ser um desafio", disse o chefe do projeto em entrevista à rede britânica "BBC".
Os melhores "microaviões" disponíveis atualmente, de menos de 25 centímetros, lutam para se manter no ar inclusive quando só existe uma leve brisa. No entanto, estes insetos parecem ser capazes de voar inclusive em condições extremas", acrescentou.
Após filmar as abelhas com câmaras de alta tecnologia, os cientistas reproduziram seu voo em velocidade lenta e descobriram como sua energia e movimentos se ajustavam segundo o fluxo de ar ao qual enfrentavam.
Estas gravações revelaram que as abelhas reduziam sua velocidade quanto mais instável era o vento, o que lhes permitia dedicar a energia à correção da direção de seu voo.
"As abelhas se movimentavam bastante para os lados antes de mudar de rumo e poder corrigir as turbulências do vento", explicou Sridhan Ravi.
Os cientistas concluíram que uma melhor compreensão de como os insetos enfrentam estas turbulências ajudaria bastante a melhorar a estabilidade dos pequenos aviões.
Além disso, a equipe de Harvard planeja realizar mais pesquisas com diferentes insetos para identificar como a carga de pólen ou mel influi sobre a estabilidade do voo das abelhas.
Exame.com

Terra será habitável por pelo menos 1,75 bilhão de anos, diz estudo

As condições que fazem com que o planeta Terra seja habitável durarão, pelo menos, outro 1,75 bilhão de anos, segundo um estudo realizado por cientistas da universidade inglesa de East Anglia.
A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira pela revista 'Astrobiology', revela o tempo de habitabilidade da Terra com base na distância para o sol e nas temperaturas que possibilitam que o planeta tenha água líquida.
A equipe de cientistas observou as estrelas na busca de inspiração e usaram alguns planetas recentemente descobertos fora de nosso sistema solar (exoplanetas) como exemplos para calibrar seu
potencial para abrigar vida.
O responsável pelo estudo, Andrew Rushby, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, explicou que foi utilizado 'o conceito de zona habitável para fazer estimativas', ou seja, 'a distância de um planeta em relação a sua estrela que faz com que as temperaturas sejam propícias para ter água líquida na superfície'.
'Usamos os modelos de evolução estelar para calcular o final da vida habitável de um planeta, determinando quando deixará de estar na zona habitável', disse Rushby.
A equipe de cientistas considerou 'que a Terra deixará de ser habitável em algum momento dentro de 1,750 bilhão e 3,250 bilhões de anos'.
'Passado este ponto, a Terra estará na zona quente do sol, com temperaturas tão altas que os mares se evaporarão. Acontece um evento de extinção catastrófica e terminal para toda a vida', raciocinou.
O responsável pela pesquisa acrescentou que 'certamente, as condições dos seres humanos e de outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito antes', algo que, segundo disse, 'está acelerando a mudança climática' gerada pelo homem.
'Os humanos teriam dificuldades inclusive com um pequeno aumento na temperatura e, perto do final, somente os micróbios em alguns nichos ambientais seriam capazes de suportar o calor', explicou.
Rushby disse que ao olhar para o passado 'uma quantidade similar de tempo, sabemos que houve vida celular na terra' e deu como exemplo que 'tivemos insetos há 400 milhões de anos, dinossauros há 300 milhões e plantas com flor há 130 milhões de anos'.
'Anatomicamente, os seres humanos só existiram durante os últimos 200 mil anos, por isso que se vê que é preciso muitíssimo tempo para que se desenvolva a vida inteligente', disse.
A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa, 'que é a que provavelmente mais requeira de um período de condições de habitabilidade'.
'A medição de habitabilidade é útil porque nos permite investigar a possibilidade de que outros planetas abriguem vida e para entender que a etapa da vida pode estar em outro lugar da galáxia', segundo explicou Rushby.
Os astrônomos identificaram quase mil planetas fora do sistema solar, alguns dos quais foram analisados por estes especialistas, que estudaram a natureza evolutiva da habitabilidade planetária sobre o tempo astronômico e geológico.
'Comparamos a Terra com oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Descobrimos que os planetas que orbitam estrelas de massa menor tendem a ter zonas de vida mais habitáveis', acrescentou.

Onde é mais fácil morrer com a poluição do ar



 
Quando você visita um país, já se perguntou o quão prejudicial à sua saúde pode ser o ar da região? Como o perigo nem sempre é visível, um mapa publicado nesta quinta (19) pela Agência Espacial Americana (Nasa) mostra o número de mortes prematuras no mundo ligadas à poluição do ar.
As áreas de cor marrom mais escuro possuem a maior quantidade de óbitos associados, principalmente, às malfadadas micropartículas poluentes PM2,5.
Medindo apenas 0,0025mm, elas resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores ou em termelétricas, e formam, por exemplo, a fuligem preta em paredes de túneis.
Imperceptível a olho nu, o material particulado não encontra barreiras físicas: afeta o pulmão e pode causar asmas, bronquite, alergias e outras graves doenças cardiorrespiratórias.
China e Índia estão na zona de perigo. Elas são as duas nações do mundo mais dependentes de carvão para geração de energia elétrica, fonte fóssil extremamente poluente.
A projeção da Nasa é baseada num estudo feito pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Publicada no começo do ano, a pesquisa indica a ocorrência de 2,1 milhões de mortes prematuras por ano, no mundo, associadas à poluição do ar.
Toneladas de areia invadem as cidades chinesas, todos os anos, cobrindo as ruas e os carros com um pó alaranjado. O fenômeno praticamente paralisa o comércio, fecha escolas e, por vezes, deixa vítimas fatais. A população faz o possível para se proteger, quem está na rua, cobre o rosto, e que está em casa de lá não sai.
Vindas do deserto de Gobi, as tempestades de areia chegam sempre que o tempo está árido, com baixa precipitação. Mas as condições naturais não são o único culpado desse A ação do homem, através do desmatamento e da urbanização intensa, ajuda a aumentar as zonas desérticas do país, o que agrava ainda mais com a ventania.
Poluição do solo por nitrogênio
Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo, que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também poluem e deterioram o solo quando usados de forma indiscriminada Um estudo publicado pela revista Nature, a poluição por nitrogênio aumentou 60% em 30 anos no país, uma ameaça para os ecossistemas e a saúde humana. Além do uso de fertilizantes, os pesquisadores atribuem o aumento da poluição por nitrogênio à crescente emissão de gases da indústria, baseada na energia a carvão.
 
Declínio de 80% dos corais
 
O rápido crescimento econômico do país também teve um efeito verdadeiramente danoso nos recifes de corais. Um estudo realizado em conjunto pela China e a Austrália indica que o desenvolvimento do litoral, a poluição e a sobrepesca levaram, ao longos dos últimos 30 anos, ao declínio de 80% dos corais no mar da China meridional.
Estes são só "alguns" dos problemas enfrentados pela China devido a poluição do ar.
Exame.com

Mudanças climáticas parecem ter diminuido de intensidade em 15 anos, diz agência

Cientistas prestes a divulgar um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas estão lutando para explicar por que as mudanças climáticas parecem ter diminuído de intensidade nos últimos 15 anos, mesmo com o aumento das emissões de gases de efeito estufa pelos países.
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que será realizado entre os dias 23 e 26 em Estocolmo, na Suécia, é o principal guia para os países determinarem a transferências de bilhões de dólares para energia renovável e investimentos em regiões costeiras e na agricultura.
Documentos vazados mostram, segundo a agência de notícias americana Associated Press, que há um desacordo generalizado entre os governos sobre como lidar com essas questões controversas.
Aquecimento x atividade humana
Apesar de o aquecimento global parecer ter amenizado, rascunhos a que a Reuters teve acesso apontam que é pelo menos 95% provável que a atividade humana – liderada pela queima de combustíveis fósseis – seja a principal causa de aquecimento desde os anos 1950.
Isso é mais do que os 90% registrados no último relatório do IPCC, divulgado em 2007, que os 66% de 2001 e os 50% de 1995. Isso reduz cada vez mais os argumentos de uma pequena minoria de cientistas que culpa as variações naturais do clima.
Isso muda o debate para a extensão dos aumentos de temperatura e para os prováveis impactos, desde aqueles quem podem ser gerenciados até os catastróficos. Os governos concordaram em trabalhar em um acordo internacional até o final de 2015 para controlar as emissões crescentes.
"Estamos um pouco mais certos de que a mudança climática... é largamente provocada pelo homem", disse Reto Knutti, professor no Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique. "Temos menos certeza do que muitos esperariam sobre os impactos locais".
Também se mostra mais difícil medir como o aquecimento afetaria a natureza, de plantações a cardumes de peixes, já que vai muito além da física, segundo ele. "Não se pode escrever uma equação para uma árvore", disse.
O relatório do IPCC, o primeiro de três que serão lançados entre 2013 e 2014, enfrentará intensa análise, principalmente depois que o painel admitiu um erro no estudo de 2007, que previu erroneamente que todas as geleiras do Himalaia poderiam derreter até 2035.
A nova pesquisa vai declarar com maior confiança em relação à de 2007 que as crescentes emissões de gases do efeito estufa provocadas pelo homem já significam mais ondas de calor. Mas deve subestimar algumas descobertas de 2007, como a de que atividades humanas contribuíram para mais secas.
Quase 200 governos concordaram em tentar limitar o aquecimento global a 2° C acima da época pré-industrial, visto como um limiar para mudanças perigosas, incluindo mais secas, extinções, enchentes e elevação do mar, que poderia inundar áreas costeiras e ilhas.
O relatório também deve levantar a bandeira sobre um alto risco de que as temperaturas globais aumentem neste século acima desse nível, e dirá que provas do aumento dos níveis do mar agora são "inequívocas".
Exame.com

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Frase


A ONU vai definir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Reduzir as emissões. Proteger as florestas. Acabar com a corrupção. Garantir acesso universal à energia. Investir em saúde e educação. A partir de 2015, quando acaba o prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a ONU definirá novas metas – os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável -, que deverão ser cumpridas por todos os seus países-membros. Todos podem ajudar a escolher quais serão esses propósitos.
O convite é da iniciativa Meu Mundo*, que foi lançada em janeiro, em mais de 190 países, e ainda está “rolando”. Para participar, basta acessar o site do projeto (Meu Mundo) e responder à pergunta “Quais as mudanças mais importantes que precisam ser feitas no planeta?“, escolhendo seis das 16 opções oferecidas pela ONU.
Por enquanto, as alternativas mais votadas pelos brasileiros são, respectivamente:
- educação de qualidade;
- governo honesto e atuante;
- melhoria dos serviços de saúde;
- proteção contra o crime e a violência;
- proteção a florestas, rios e oceanos e
- acesso à água potável e ao saneamento.
Até agora, mais de 20 mil cidadãos do Brasil – sobretudo mulheres (57%) – deram sua contribuição para a iniciativa. Até julho deste ano, o país era o mais participativo no projeto, mas agora está em 4º lugar, atrás de Índia, Nigéria e Estados Unidos.

Inundações e terremotos são os maiores riscos para cidades

Zurique - As inundações e os terremotos são os desastres naturais que representam o maior risco para os habitantes de todo o mundo, de acordo com um estudo realizado pela seguradora suíça Swiss Re publicado nesta quarta-feira.
Esta pesquisa mostra que 308 milhões de pessoas poderiam ser afetadas por grandes inundações devido ao aumento dos níveis de água nos rios, indicou o grupo suíço em um comunicado.
Cerca de 280 milhões de pessoas poderiam ser atingidas por terremotos severos.
Este estudo, que abrange 616 centros urbanos em todo o mundo, avalia os riscos ligados a cinco tipos de desastres naturais, incluindo tsunamis e tempestades. Estabelece uma distinção entre o impacto humano, o número de dias de trabalho perdidos e o impacto da perda de produtividade na economia nacional.
Segundo o modelo da Swiss Re, as cidades da Ásia são as mais vulneráveis ​​a nível humano. Na região de Tóquio - com Yokohama à frente - até 29 milhões de pessoas podem ser atingidas por terremotos.
Tóquio-Yokohama também alcança o topo do ranking em termos de dias de trabalho perdidos, seguido por Osaka-Kobe e Nagoya.
Amsterdã-Rotterdã está em quinto lugar entre as cidades potencialmente mais expostas em termos de perda de produtividade, enquanto Los Angeles e Nova York estão, respectivamente, em sexto e sétimo lugar. Paris ocupa a nona posição.
Quando a infraestrutura de uma cidade é danificada, a ponto de as pessoas não poderem ir para o trabalho, desastres naturais podem afetar de forma significativa a economia local e nacional.
De acordo com este estudo, um terremoto devastador em Los Angeles poderia afetar tantas pessoas quanto em Jacarta, mas a queda no valor devido aos dias de trabalho perdidos seria 25 vezes maior.
Em algumas regiões, um desastre natural pode ter consequências graves para a economia nacional, mesmo quando o impacto se limita ao nível da própria cidade.
Este é o caso, por exemplo, de Lima, no Peru, mas também em cidades menores, como San Jose, na Costa Rica, que são os principais centros de produção desses países.
Para a Swiss Re, o estudo destaca a necessidade de entender o que faz as cidades mais resilientes e quais decisões devem ser tomadas nos quesitos investimento e infraestrutura, com o objetivo de reduzir as perdas humanas e econômicas.
Atualmente, 1,7 bilhão de pessoas vivem em centros urbanos, o que representa cerca de um quarto da população mundial. Em 2050, cerca de 6,3 bilhões de pessoas poderão viver na cidade.
Exame.com

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Frase


Cientistas concluem que a Voyager 1 está mergulhada no denso ambiente interestelar

Voyager 1 passou a ser associada a alarmes falsos depois que cientistas noticiaram muitas vezes que ela estava prestes a deixar o sistema solar  para, em seguida,  reconhecer que ela ainda estava aqui. Agora, pesquisadores afirmam que novas evidências mostram que a Voyager realmente partiu esfera de influência do Sol e se tornou o primeiro artefato humano a alcançar o espaço interestelar.
Lançada em 1977, a Voyager 1 está se movendo para longe de nós, viajando cerca de 3,5 vezes a distância Terra-Sol a cada ano. A sonda está agora a cerca de 18,2 bilhões de quilômetros da Terra , mais longe do que qualquer equipamento enviado pelo homem ao espaço. ( Sua nave irmã, a Voyager 2 , tomou um caminho mais tortuoso da Terra e é agora cerca de 14,8 bilhões km de distância. )
Os cientistas há muito tempo esperando Voyager 1 para sair da heliosfera  e entrar em uma região com maior abundância de partículas originadas em antigas explosões de outras estrelas. Como a Voyager 1 perdeu  a capacidade de registrar este plasma de partículas, não havia forma direta de confirmar a ocorrência da transição.
A bênção veio de uma erupção no sol no março de 2012, que enviou material solar para o espaço. Quando a ejeção atingiu Voyager 1 treze meses depois, em abril de 2013, provocou vibração do plasma local.
O detector de ondas de plasma da Voyager 1 (separado do extinto detector de partículas de plasma) foi capaz de medir essas vibrações , que por sua vez reflete a densidade do plasma ao redor da nave.
Os resultados mostram que a Voyager 1 está rodeada por plasma 40 vezes mais denso do que detectou antes, quando estava na heliosfera . " Não há outra conclusão possível, penso que é forçoso concluir que estamos realmente no meio interestelar ", argumentou o físico Gary Zank da University of Alabama em Huntsville, durante uma coletiva de imprensa em 12 de setembro.
Com base nas alterações bruscas na densidade do plasma aparente ao redor da sonda , os pesquisadores foram capazes de identificar  25 de agosto de 2012 como a data mais provável  de saída da Voyager 1 do sistema solar, atravessando a heliopausa , fronteira entre a heliosfera eo meio interestelar .
A "pequena nave espacial promissora ", nas palavras do gerente de projeto Suzanne Dodd do NASA Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena , na Califórnia, estará acabada em poucos anos e é tecnologicamente obsoleta : um smartphone médio tem milhares de vezes mais memória do que a nave espacial .
A  maioria dos instrumentos da Voyager 1, no entanto, ainda funcionam e continuam a enviar sinais de volta à Terra.
A equipe estima que a sonda ainda tem energia suficiente de sua usina de plutônio para operar todos os seus instrumentos até 2020, quando começará a fechá-los um por um , até se apague em 2025. Isso ainda dá Voyager 1 mais de uma década a estudar o reino do universo que penetrou . "Isso marca o início de uma nova era de exploração Voyager : a exploração do espaço entre as estrelas ", disse Ed Stone, cientista de longa data do projeto de Voyager .
As novas descobertas representam uma reviravolta para a equipe Voyager que em junho passado previu que a sonda poderia levar anos para atingir o espaço interestelar. Os dados mais recentes eliminam grande parte das dúvidas, admite Stone.
A nova publicação online na Science em 12 de setembro referenda o artigo que conclui que a Voyager 1 deixou o sistema solar com base em dados de campo magnético, publicada em 14 de agosto, em The Astrophysical Journal Letters . O principal autor desse trabalho , físico Marc Swisdak da University of Maryland, College Park , considera os dois projetos como complementares. "Os autores construíram um excelente panorama para suas medidas e sua interpretação ", diz Swisdak .
Ao longo de 36 anos , considerando as duas , as sondas Voyager visitou todos os planetas do sistema solar e descobriu 23 luas em torno desses mundos. Cada uma delas também carrega uma cápsulas do tempo na forma de discos de vinil carregadas de gravações de música , sons naturais, cumprimentos falados  em 56 idiomas e fotografias e diagramas de vida na Terra.
A Voyager 1 está em um curso que deve, eventualmente, levá-la a uma estrela chamada AC +79 3888, que se encontra na constelação de Camelopardalis. Poderia chegar lá em cerca de 40 mil anos, muito depois de ter perdido sua capacidade de contar o resultado desse encontro para quem está na Terra.
Sscientific American

Evidências da violência dos maias

Um túmulo coletivo encontrado na região de Uxul, México, foi a chave para a descoberta: os maias mutilavam os corpos de seus inimigos. Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, acharam 24 esqueletos enterrados há cerca de 1400 anos em uma caverna artificial, com as cabeças separadas dos corpos e outros sinais de morte violenta.
“Apesar do grande número de indivíduos enterrados, ficou claro durante a escavação que os esqueletos não estavam mais em sua articulação anatômica original”, explica o arqueólogo Nicolaus Seefeld. Depois de descartada a hipótese de os corpos terem sido transportados no passado, a conclusão da pesquisa ficou óbvia: marcas de machadadas na vértebra cervical constatam decapitação em todos os casos, e em outros crânios também se verificou fraturas por lâminas, na testa e em outros pontos.
Foi possível a identificação do sexo e da idade de 15 dos esqueletos, dos quais 13 eram homens e dois mulheres, com idades entre 18 e 42 anos na época da morte. Muitos mostram sinais de subnutrição, e alguns tinham implantes de jade no lugar de dentes, o que sugere que eles eram de classe social mais abastada, prisioneiros de guerra da própria cidade de Uxul ou de alguma outra localidade maia.
“A descoberta do túmulo coletivo prova que o desmembramento de prisioneiros de guerra e de oponentes, frequentemente representados na arte maia, era de fato praticado”, diz Nikolai Grube, do Departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn.
Galileu.com