quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ficção ou realidade? Airbus desenvolve protótipo de carro voador

City Airbus

Você já deve ter visto um em algum filme de ficção científica e achava que era coisa do futuro: pois saiba que o carro voador começa a se tornar realidade.
O fabricante de aviões europeu Airbus está trabalhando num projeto de táxi voador que diz ser uma alternativa ao trânsito intenso dos grandes centros urbanos.
O CityAirbus é uma aeronave com quatro rotores movidos a energia elétrica, semelhante a um drone gigante, e que consegue transportar, sem piloto e de forma totalmente autônoma, até quatro pessoas para trajetos relativamente curtas pelas cidades.
A ideia foi apresentado esta semana durante a Paris Air Show, importante feira em que são apresentadas novidades e projetos da indústria da aviação.
Até agora, o CityAirbus continua no papel. Mas a companhia aposta em tecnologias viáveis atualmente e planeja realizar um voo-teste com um único passageiro ainda no final deste ano.
Mas será que em 20 anos teremos carros voadores estacionados na garagem?
"Provavelmente sim, vamos ter um carro voador", disse o diretor da divisão de helicópteros da Airbus, Jean-Brice Dumont, à BBC.
"As barreiras tecnológicas serão superadas até lá, assim como todo o trabalho de infraestrutura, para conseguir a aprovação de legisladores, assim como a aceitação da sociedade, coisas que não vêm de uma hora para a outra", acrescentou Dumon.
A Airbus divulgou poucas informações de como ele funcionaria, mas explica que o cliente poderia agendar o táxi voador por um aplicativo de celular, que estacionaria no local indicado e na hora indicada.

Vehana

A empresa também anunciou que trabalha em outro aparelho voador, batizado de Vehana, que também seria usado como um táxi aéreo, mas para um passageiro apenas, ou para transporte de carga.
Estruturas leves garantiriam a construção de um veículo cujo custo permitiria sua produção em larga escala. A expectativa é que o veículo seja de duas a quatro vezes mais rápido que o carro e que tenha uma autonomia de voo de 80 quilômetros.
Um terceiro protótipo, o Skyways, serve para a entrega de pacotes pequenos. Ele já vem sendo testado no campus da Universidade Nacional de Cingapura.
BBC Brasil

O "peixe-robô" encarregado de viajar ao núcleo de reator contaminado de Fukushima

'Peixe-robô' da Toshiba
 
A Jornada para avaliar danos e contaminação será difícil - robôs enviados anteriormente não conseguiram completar a missão por causa dos altos índices de radiação.
 
Quando um tsunami devastou parte da costa do Japão em 2011, matando mais de 18 mil pessoas, também atingiu a usina nuclear de Fukushima, desencadeando o acidente nuclear mais grave desde Chernobyl. Partes dos reatores danificados ainda estão altamente contaminados com radiação. E a robótica está desempenhando um papel crucial na descontaminação.
 
'Peixe-robô' da Toshiba
 
AFP

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que é importante tomar uma ducha antes de entrar na piscina?

A prática de tomar uma ducha antes de entrar na piscina é obrigatória em muitos espaços públicos. Mas você sabe os motivos por trás dessa recomendação?
 
Aviso pedindo para tomar ducha antes de entrar na piscina
Não se trata apenas de fazer uma cortesia higiênica para os outros banhistas: é também uma medida importante para manter a salubridade da água.
Cloro e outros desinfetantes são usados para matar as bactérias e evitar o contágio de doenças infecciosas. O produto ressaca cabelo e pele, e seu cheiro pode ficar por horas no corpo, mesmo depois de um bom banho.
Mesmo assim, a exposição a esses níveis de desinfetantes presentes nas piscinas é inofensiva para a maioria das pessoas. O que pode interferir na nossa saúde é a mistura do cloro com outros produtos químicos que os corpos dos banhistas trazem para água, que geram um derivado daninho: a cloramina.

Como contaminamos a água?

Mulher e criança na piscina
 
A urina é o mais conhecido ingrediente "adicionado" às águas das piscinas pelos banhistas.
Um estudo recente da Universidade de Alberta, no Canadá, encontrou em todas as piscinas analisadas restos de um adoçante artificial que só poderia ter chegado ali através da urina.
Além disso, cada banhista traz para a água sua própria coleção de químicos: restos de fezes e suor e sobras de produtos de higiene pessoal como cremes, xampus, loções e condicionadores.
Todos esses componentes interagem com o cloro da piscina e formam compostos orgânicos voláteis, potencialmente nocivos, que as pessoas podem respirar e que têm potencial para causar irritação nos olhos e no sistema respiratório, provocando ataques de tosse ou crises de asma.
Esses compostos nocivos que se desprendem das reações químicas na água pesam mais que o oxigênio e formam uma espécie de "bolha de cloramina" na superfície da piscina. As crianças pequenas são as mais expostas a eles, já que geralmente engolem mais água.
Apesar de não haver nenhuma prova de que a exposição a essas substâncias possa causar problemas graves de saúde, esses compostos que se formam com a interação humana ainda não foram estudados com detalhes - e podem afetar mais algumas pessoas do que outras.
 
Ventilação e duchas
Nadador
 
Em 2013, o nadador olímpico americano Caeleb Dressel teve que sair de ambulância de uma competição na Carolina do Norte devido à contaminação do ar na piscina.
Quem conta isso é outro nadador olímpico, Mel Stewart, responsável pelo site swimswam.com, especializado em notícias e informações sobre o universo desse esporte.
Em piscinas ao ar livre normalmente não há problemas, uma vez que nelas os compostos químicos nocivos escapar facilmente. Mas nas cobertas o ar fica contaminado, gerando um odor perceptível e característico.
Para prevenir esses danos à saúde, muitos órgãos, como o Centro para Controle e Prevenção das Doenças nos Estados Unidos, recomendam a ducha antes e depois dos banhos de piscina para retirar da pele os germes e restos de produtos de higiene.
Não urinar ou engolir a água também são outras duas importantes e óbvias recomendações, embora mais difíceis de serem seguidas pelas crianças.
 

"Pelo bem da humanidade", diz Stephen Hawking faz apelo para que o homem volte à Lua

O cientista e físico britânico Stephen Hawking convocou países a enviarem astronautas à Lua até 2020. Para ele, é preciso também construir uma base lunar nos próximos 30 anos e enviar pessoas a Marte até 2025 - tudo isso pensando "no futuro da humanidade".
 
Stephen Hawking
As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito".
O cientista está participando do Starmus Festival, que celebra a Ciência e as Artes e está acontecendo em Trondheim, na Noruega. Ele reforçou lá seus desejos de um novo plano de expansão espacial.
"Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico.
"Tenho esperanças de que isso uniria países que competem entre si em torno de uma única meta, para enfrentar o desafio comum a todos nós. Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia."
Questionado sobre se não seria melhor gastar o dinheiro disponível tentando resolver os problemas deste planeta, em vez de investi-lo no espaço, Hawking pontuou que é importante, sim, cuidar das questões urgentes daqui - mas agregou que pensar no espaço é importante para garantir o futuro da humanidade.
"Não estou negando a importância de lutar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas aqui, ao contrário do que fez Donald Trump, que pode ter tomado a decisão mais séria e errada sobre esse tema que o mundo poderia esperar", disse. (No início do mês, o presidente americano anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, pacto climático que visa impedir o aumento das temperaturas globais).
No entanto, o cientista ressaltou que as viagens espaciais são essenciais para o futuro da humanidade, principalmente porque a Terra está sob ameaça - justamente por conta de problemas como o aquecimento global e a diminuição dos recursos naturais.
 
Neil Armstrong na lua
 
"Estamos ficando sem espaço aqui e os únicos lugares disponíveis para irmos estão em outros planetas, outros universos. É a hora de explorar outros sistemas solares. Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra", afirmou o físico.
Chefe da Agência Espacial Europeia, Jan Woerner disse que prevê a construção de uma base na Lua em 2024 e está colaborando com a Rússia para enviar uma sonda e testar um possível local para isso. A China já estipulou uma meta de enviar um astronauta à Lua em breve.
Já a Nasa não tem planos de voltar à Lua por enquanto e vem focando seus esforços no plano de enviar astronautas a Marte até 2030. No entanto, se outras agências espaciais começarem a colaborar entre si para a construção de uma base lunar, seria difícil ver a Nasa de fora dessa.
Para Hawking, o ponto principal é que não há futuro a longo prazo para nossas espécies na Terra: ele acha que seríamos atingidos por um asteroide novamente ou eventualmente engolidos pelo nosso próprio Sol. Ele ainda reforça que viajar para outros planetas distantes "elevaria a humanidade".
"Sempre que demos um novo salto, por exemplo a ida à Lua, unimos os povos e as nações, inauguramos novas descobertas e novas tecnologias", afirmou.
"Deixar a Terra exige uma movimentação global, todos devem estar juntos nisso. Precisamos fazer renascer a empolgação dos primórdios das viagens espaciais, na década de 1960."
Para ele, a colonização de outros planetas já não é mais tema de ficção científica. "Se a humanidade quiser continuar (a viver) por mais milhões de anos, nosso futuro residirá na ousadia de ir onde ninguém mais ousou ir. Espero que seja para o melhor. Nós não temos outra opção."
BBC Brasil

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Sol pode ter um irmão gêmeo do mal chamado Nêmesis

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O fruto de parceria entre as universidades Harvard e Berkeley se propôs a pensar numa pergunta quase infantil: “como nascem as estrelas?”. A resposta não envolve nenhuma cegonha, mas tem relação com ovos. Corpos estelares são formados dentro do que os especialistas chamam de “núcleos densos”, agrupamentos gasosos ovais, tão condensados que impedem até mesmo a luz de sair de dentro delas. Mas não é como se esses núcleos fossem impenetráveis, ondas de rádio conseguem atravessar suas paredes. Pensando nisso, pesquisadores apontaram um transmissor de rádio construído pela Nasa para a constelação de Perseu, onde há uma grande concentração de estrelas em formação. O que os estudiosos perceberam é que praticamente todos os corpos estelares são formados em duplas. São gêmeos.

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Analisando as estrelas de Perseu, os cientistas traçaram paralelos entre estrelas binárias jovens e velhas. A descoberta aponta que estrelas relativamente novas (de até 500 mil anos) nascem longe uma da outra, com uma distância de 500 unidades astronômicas (ou 500 vezes a distância entre o nosso Sol e a Terra). As jovens estrelas também são alinhadas no eixo da nuvem oval de onde saíram. Com o passar do tempo, as estrelas vão se juntando. Os corpos mais velhos (com até um milhão de anos), por outro lado, não seguem nenhum tipo de alinhamento, mas costumam ter entre si um distanciamento bem menor, de 200 unidades astronômicas (mais ou menos 11 vezes a separação entre a Terra e Urano).
Os dados obtidos na pesquisa foram replicados para tentar responder se o nosso Sol teria também um irmão de gestação.“Queremos dizer que sim, provavelmente tenha havido um Nêmesis há muito tempo”, afirmou em comunicado Steven Stahler, astrônomo da Universidade de Berkeley e coautor do estudo. As estrelas, na hora do nascimento, estariam há mais ou menos 17 vezes a distância entre a Terra e Netuno.
Mas, espera aí. Por que chamar a estrela de Nêmesis (palavra vinda do vinda do grego, usada frequentemente para designar inimigos)? O Nêmesis já é uma velha teoria astrológica. Em 1984 o astrônomo Richard Muller, também da universidade de Berkeley afirmou que uma estrela, há milhões de quilômetros da Terra pode ser a responsável por enviar meteoros para cá.  A teoria é de que o corpo estelar tenha passado por uma região com uma alta concentração de asteroides e que suas forças gravitacionais tenham funcionado como um estilingue que arremessa meteoros na direção oposta à sua própria. Se a ideia de que os sois gêmeos se mantêm paralelos quando jovens, o alvo era ninguém mais ninguém menos que o nosso Sol, atingindo a Terra no meio do caminho. Muller afirma, inclusive, que o meteoro que dizimou os dinossauros é fruto de um direcionamento do Nêmesis.
O paradeiro do nosso irmão solar, porém, é desconhecido. Especula-se que, se ele de fato existiu, a gravidade de algum outro corpo tenha o puxado para longe, tirando-o da rota natural de aproximação. Separados ao nascimento, enfim.
 
 

Nasa descobre 10 novos planetas que podem abrigar vida

Nasa descobre 10 novos planetas que podem abrigar vida: Mais 219 planetas foram localizados pela Agência Espacial
 
A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (19) a descoberta de 219 planetas fora do sistema solar, sendo que 10 podem ser habitáveis como a Terra e possuem água em estado líquido.
De acordo com a Nasa, a descoberta foi realizada graças aos resultados mais recentes do telescópio espacial Kepler, que faz sua oitava missão. "Este catálogo, fruto de medições altamente precisas, é a base para responder a uma das perguntas mais interessantes da astronomia: Quantos planetas há como a Terra em nossa galáxia?", explica Susan Thompson, coordenadora do catálogo do Instituto Seti de Mountain View, na Califórnia.
Segundo os dados, o número potencial de mundos alienígenas são um total de 4034, sendo que 2335 são verificados como planetas, e mais de 30 podem ser habitáveis.
Além disso, os resultados mostram que há dois tipos principais de planetas: os grandes como a Terra e os menores como Netuno. "Nós gostamos de pensar que este estudo de classificação planetária é igual aqueles dos biólogos que identificam novas espécies animais", disse o pesquisador da Universidaden do Havaí em Manoa, Benjamin Fulton.
"Encontrar dois grupos distintos de planetas é como descobrir que os mamíferos e lagartos formam dois ramos separados da árvore evolutiva", acrescentou Fulton.
A descoberta destes dois tipos de planetas é importante na busca por vida, porque indica que cerca de metade dos planetas conhecidos na galáxia não têm nenhuma superfície, tornando-se um ambiente sem chances de habitar vida. (ANSA)
 

Dormir com hora certa é melhor que dormir muito

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Quer viver mais e melhor? Uma estratégia fundamental é manter o mesmo horário para ir para a cama, inclusive nos finais de semana. Parece difícil, não? Mas quem não obedece a essa recomendação pode sobrecarregar o coração, segundo um novo estudo.
Pesquisadores da Universidade do Arizona, em Tucson, nos Estados Unidos, avaliaram o padrão de sono de quase 1.000 pessoas entre 22 e 60 anos. Concluíram que cada hora de “atraso” no sono durante os finais de semana eleva em até 11% o risco de uma doença cardíaca. Ainda de acordo com o trabalho, ficar na cama até mais tarde no dia seguinte não compensa o “estrago”. A quebra do padrão habitual de sono também aumenta as chances de a pessoa se sentir cansada e mal-humorada.
Uma das conclusões mais importantes do trabalho, publicado no periódico médico Sleep, é que a regularidade do padrão do sono é mais importante do que a duração. Essa pode ser uma forma simples de prevenir doenças do coração.
Um estudo anterior, de 2015, da Universidade de Pittsburgh, também nos Estados Unidos, havia chegado a conclusões parecidas. Ao avaliar dados de pessoas de 30 a 54 anos, os pesquisadores descobriram que os voluntários com mudanças mais bruscas no padrão de sono durante a semana tinham níveis mais altos de açúcar e de gorduras nocivas no sangue, além de maior acúmulo de gordura abdominal. Todos são fatores de risco bem conhecidos para diabetes e doenças cardíacas. As mudanças no ciclo do sono interferem no metabolismo, especialmente na liberação do hormônio insulina, que comanda a entrada de açúcar nas células.

Quem dorme tarde, muitas vezes, se alimenta mais tarde também. Já se sabia que quem come mais tarde apresenta uma chance maior de ganhar peso, já que há uma maior “estocagem” de carboidratos e uma perda da capacidade de “queimar” gordura nesse horário. Agora, um novo trabalho, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que esse hábito aumenta também o risco de diabetes e de doenças cardíacas. As refeições tardias elevam a liberação de insulina e as taxas de glicose (que podem causar diabetes) e, também, aumentam os índices de colesterol e triglicérides no sangue, o que pode comprometer a saúde do coração. O sobrepeso, por si só, também é considerado fator de risco. O trabalho mostra ainda que quem come mais cedo acaba se sentindo mais saciado e tem menos fome no meio da noite. Já quem come mais tarde não teria esse benefício.
Mudanças nos hábitos de vida não são tarefas fáceis, mas podem garantir mais saúde.
Época.com

domingo, 18 de junho de 2017

Cientistas desenvolvem droga que bronzeia a pele sem expô-la ao risco de câncer

Cientistas desenvolveram uma droga que imita a luz do Sol para bronzear a pele, sem os riscos associados à exposição aos raios ultravioleta.
A substância estimulou a produção de melanina, que confere pigmentação ao corpo, em experimentos com pedaços de pele e em camundongos.
Os testes revelam que até pessoas de pele mais clara, que normalmente se queimam mais facilmente no Sol, podem ser beneficiadas com a droga.
Uma equipe do Hospital Geral de Massachusetts, responsável pela pesquisa, espera que a descoberta possa prevenir o câncer de pele e até reduzir a aparência envelhecida que pode resultar do excesso de exposição ao Sol.

'Bronzeado potente'

Os raios ultravioleta deixam a pele bronzeada ao causar-lhe danos. Isso deflagra uma cadeia de reações químicas na pele que provoca a produção de melanina - o protetor solar natural do corpo.
A nova droga é esfregada na pele para impedir o dano e, assim, estimular a produção do pigmento sem a influência da radiação.
David Fisher, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, disse que a droga tem "um potente efeito bronzeador".
"Pelo microscópio, podemos ver a melanina de verdade, ativando a produção do pigmento sem a influência dos raios ultravioleta", diz.
A droga tem um resultado diferente do obtido com o spray de bronzeamento, que "pinta" a pele sem proteção da melanina. Também difere das camas de bronzeamento, que expõem a pele à luz ultravioleta, e das pílulas que supostamente elevam a produção do pigmento, mas também demandam
 exposição solar.
A equipe, contudo, diz que o foco da pesquisa não é produzir um novo cosmético.
Fisher diz que a falta de progresso no combate ao câncer de pele - o tipo mais comum de câncer - foi "uma frustração muito significativa" que motivou a investigação.
"Nosso verdadeiro objetivo é desenvolver uma estratégia inovadora para proteger a pele da radiação UV e câncer", diz.
"O pigmento escuro (da pele) é associado a um risco mais baixo de todas as formas de câncer de pele - isso seria incrível", acrescenta.
Os experimentos, detalhados na revista científica Cell Reports, mostraram que a melanina produzida pela droga foi capaz de bloquear raios ultravioleta nocivos.
Em última análise, os cientistas querem combinar a droga com protetor solar para aumentar a proteção contra a radiação.
Fisher diz que é "absolutamente" necessário usar protetor solar, mas há o problema da falta de bronzeamento com o uso.

Uso comercial?

A droga ainda não está pronta para o uso comercial.
Embora até agora os resultados tenham sido promissores, os pesquisadores querem fazer mais testes de segurança.
Matthew Gass, da Associação Britânica de Dermatologistas, disse que o estudo traz "uma abordagem única" para prevenir o câncer de pele.
"São necessárias mais pesquisas antes de podermos ver essa tecnologia sendo usada por humanos. No entanto, certamente é uma proposta interessante", diz.
"As taxas de câncer de pele no Reino Unido estão disparando. Qualquer pesquisa que possa prevenir as pessoas de desenvolver câncer de pele é bem-vinda", acrescenta.
No Brasil, apesar de não ser o mais letal, o câncer de pele também é o mais frequente, correspondendo a 30% de todos os tumores. Em 2013, morreram mais de mil pessoas vítimas da doença.
A droga também pode reduzir a aparência envelhecida, resultado do excesso de exposição ao sol.
"Muitas pessoas dizem que o óbvio e mais contundente sinal de envelhecimento é a aparência da pele", diz Fisher.
"Trata-se de algo quase que impossível de ser combatido com remédios, mas podemos usá-la para deixar a pele com uma aparência mais saudável por mais tempo", conclui.

China lançará ao espaço 4 novos satélites até 2021

Resultado de imagem para fotos do satélite que será enviado pela China ao espaço

A China lançará ao espaço quatro novas sondas e satélites até 2021 como parte de seus esforços para melhorar e desenvolver sua capacidade espacial, informou a agência estatal de notícias "Xinhua".
Em comunicado, a Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional da China (SASTIND, na sigla em inglês) informou que um dos satélites - desenvolvido em parceria com a Itália - será lançado em agosto para analisar "campos e ondas eletromagnéticas" que deem resposta aos fenômenos relacionados com terremotos.
 
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Outros dois satélites - produzidos em colaboração com a França - irão ao espaço a partir de 2018 e 2020, respectivamente e coletarão dados para estudos das "ondas e ventos na superfície marinha" com o fim de melhorar a previsão meteorológica das marés e fortalecer a prevenção de desastres naturais.
Já em 2021, o gigante asiático enviará ao espaço mais um satélite que terá foco na pesquisa da matéria "escura" e a "evolução do universo".
Os lançamentos fazem parte do programa de satélites científicos desenvolvido pela China de forma paralela ao plano de exploração da Lua e o de envio de missões tripuladas, que incluem o estabelecimento de uma estação orbital permanente.
 
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Terra.com

OVNI flagrado sobre Eslováquia choca internautas

A cada dia surgem mais notícias sobre visitas alienígenas em várias partes do mundo: Reino Unido, Rússia, EUA. Agora eles escolheram a Europa Central.

O vídeo com um objeto voador não identificado foi publicado pelo usuário Martin Mikuas.
 
Na filmagem o que é suposto ser uma nave extraterrestre aparece no céu rodeado por uma luz verde e voando lentamente alguns minutos.
 
Lembramos que algumas semanas atrás apareceu a declaração extravagante de um funcionário da NASA sobre os extraterrestres estarem presentes entre nós, o que provocou uma onda dos vídeos e fotos "comprovando" esta revelação.
 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cientistas dão novo passo para transformar CO2 em combustível

 
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Um desejo antigo dos cientistas é criar um método simples e barato de capturar o gás carbônico da atmosfera e transformá-lo em combustível, imitando a fotossíntese das plantas. Essa seria a saída mágica para grande parte dos problemas ambientais, já que faria do poluente, uma solução. Os pesquisadores já sabem como fazer para decompor o dióxido de carbono (CO2) em monóxido de carbono (CO), que pode ser combinado a hidrogênio para produzir combustíveis como gasolina ou querosene. Contudo, essa decomposição ainda é cara, longa e requer catalisadores, substâncias que fazem as reações ocorrer com maior velocidade, fazendo com que o processo gaste mais energia do que produza.
Contudo, um artigo publicado na revista científica Nature Energy nesta semana pretende resolver esse problema. Pesquisadores da École Polytechnique Féderale de Lausanne (EPFL, na sigla em francês), na Suíça, criaram um novo catalisador que pretende ser a fundação do primeiro sistema barato e eficiente para separar o CO2 em CO. O componente é formado por óxidos de estanho e cobre, materiais abundantes no planeta, e faz com que, usando água e a luz do Sol, a conversão de dióxido de carbono para monóxido de carbono tenha uma eficiência de 14% — um recorde. Segundo os cientistas, é o primeiro passo para a produção de combustível, de forma barata e limpa, revertendo a produção de gases que contribuem para o efeito estufa.
“Essa é a primeira vez que um catalisador de baixo custo é demonstrado”, afirmou Marcel Schreier, pesquisador da EPFL e um dos autores do estudo, em comunicado. “Poucos catalisadores – exceto os mais caros, como os de ouro ou prata – podem transformar CO2 em CO na água, o que é crucial para aplicações industriais.”

Transformação de COem combustível

O processo que envolve a reação é conhecida como eletrólise – ou seja, a decomposição de um composto, no caso o CO2, por meio da passagem de corrente elétrica na presença de água. O grande problema é que os catalisadores conhecidos até então ou são caros ou fósseis decompõem mais moléculas de água que de gás carbônico.
Os pesquisadores suíços descobriram que a adição de estanho a catalisadores comuns de cobre fazia com que a quebra do dióxido de carbono tivesse alta eficiência, ou seja, transformava uma parte considerável do composto em monóxido de carbono. Além disso, decidiram usar a energia vinda de painéis solares, para verificar se a reação poderia ser feita com baixo impacto ambiental funcionou. Esse trabalho fornece uma nova referência para redução do CO2 com a utilização de energia solar, afirmou o químico Jhingsham Luo, da EPFL, coautor do estudo, em comunicado.
A equipe de pesquisadores espera que o novo componente ajude nos esforços globais para redução de emissões e para a produção sintética de combustíveis fósseis a partir de gás carbônico e água.
Veja.com

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Estudante espanhol de 16 anos é escolhido pela NASA para explorar Marte

Joel Romero
 
Alguns metros de linha de pesca, sensores de quatro reais e uma luva esportiva. Joel Romero Hernández, um espanhol de 16 anos, não precisou de muito mais do que isso para desenvolver um protótipo robótico manipulado por controle remoto para chegar a Marte. Sua pesquisa ganhou o prêmio da NASA em Engenharia Mecânica durante a Feira Internacional de Ciência e Tecnologia da Intel (Intel ISEF), uma das mais importantes do mundo para estudantes não universitários.
Joel diz que o interesse pela astrofísica vem “de série”: “Eu era dos que assistiam os documentários da televisão publica”. A roupa o denuncia. Veste uma camiseta da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) com letras estampadas, incompreensíveis para olhos leigos em física quântica: “É o modelo padrão da física de partículas”, explica. Comprou-a durante uma visita escolar que fez ao CERN com María José Hellín, tutora de sua aventura científica.
O rapaz chegou neste ano ao Instituto Francesc Xavier Lluch i Rafecas (Vilanova i la Geltrú, Barcelona) com uma mão biônica sob o braço. Projetada no ano passado com alguns amigos, foi sua fonte de inspiração para o que estava por vir. No verão passado ganhou uma bolsa para o programa Jovens e Ciência da Fundação Catalunya-La Pedrera, onde ofereciam estadias no exterior para quem desenvolvesse um artigo científico. “Havia um programa no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), berço da tecnologia. Era meu sonho ir para lá”, diz. O filme Avatar acabou de configurar sua ideia. “Quando assisti pensei: por que não aplicar essa tecnologia – de controlar corpos biológicos à distância como em Avatar – para pôr corpos robóticos em Marte e controlá-los por laser como faz a Estação Espacial Internacional? Assim os astronautas podem começar a fazer coisas sem estar na superfície de Marte”, diz com entusiasmo.
Perdeu muitas horas de sono para entregar o projeto a tempo. A estadia no MIT foi bem merecida. “Controlar um robô a partir da Terra demora 20 minutos porque a distância entre a Terra e Marte dá um atraso de 20 minutos. A chave era pôr uma espaçonave em órbita para que o sinal demorasse menos de um segundo a chegar. Assim, se mover o robô da nave, move-se na superfície”, observa.
María José também teve que alongar as horas da noite para calcular mecânicas orbitais e localizar a espaçonave no lugar correto. “Eu não sou uma agência espacial. Não tenho os meios nem o conhecimento para fazer o sistema inteiro, mas posso demonstrar que são possíveis todos os princípios físicos que estão por trás desse plano”, diz com humildade. Com a teoria resolvida, Joel montou o protótipo: primeiro os circuitos básicos, os sensores e então, com uma impressora 3D, imprimir as peças e montar o robô.
O sucesso foi tão grande que não só o selecionaram para ir ao MIT no verão, como também o escolheram para participar da feira estatal Exporecerca Jove, onde ganhou vários prêmios. Entre eles, o que o lançou direto a Los Angeles, à feira da Intel ISEF.
Ali, a organização entrega um prêmio próprio, o Grand Award, além dos Special Awards concedidos por empresas e organizações de todo o mundo que, como a NASA, visitam a feira em busca de ideias. Joel ganhou o prêmio outorgado pela NASA e se tornou primeiro espanhol a receber um Special Award. “Eu, que ia com um protótipo low cost, com motores de três euros quando havia gente com projetos de laboratório, não esperava ganhar nada. As pessoas da NASA vieram falar comigo e isso para mim foi suficiente”, admite emocionado.
Mas isso é só o começo. Joel continua empenhado em ajustar os cálculos de María José para conseguir fazer o robô extrair água de Marte para transformá-la em energia e retroalimentar-se sem necessidade de baterias pesadas. María José acalma as ânsias do rapaz. “Ainda não conseguimos resolver os cálculos, mas, pensando bem, nem a NASA conseguiu”, sorri.
El País.com

Como o teste de QI foi criado? Ele faz sentido hoje em dia?

A criação do mais famoso teste para medir o potencial de inteligência de um ser humano foi um longo processo, que se iniciou no começo do século 20. Confira os principais momentos a seguir e, logo abaixo, a polêmica atual: o teste de QI ainda faz sentido? Especialistas listam quatro argumentos a favor e quatro contra.
 
 
1905-1911: 
A LARGADA
O psicólogo francês Alfred Binet, em parceria com o colega Théodore Simon, é um dos pioneiros na aferição técnica da inteligência. Seu teste para avaliar crianças com atraso mental, a partir da medição de habilidades como compreensão, razão e julgamento, serviu de base para o teste de inteligência mais comum hoje em dia, o Stanford-Binet.
 
 
1916: 
O MAIS POPULAR
O psicólogo Lewis Terman, da Universidade Stanford (EUA), adaptou o teste francês, rebatizado como Stanford-Binet. Avaliando aritmética, memorização e vocabulário, o exame foi o primeiro a classificar as pessoas por um QI (quociente de inteligência), agrupando-as em diferentes patamares de capacidade.
 
 
1927: 
PONTO G
O inglês Charles Spearman propõe o fator de inteligência geral (“g”), uma variável que relaciona as diferentes habilidades cognitivas de um indivíduo. Segundo ele, o “g” explicaria até 50% da inteligência nas medições, mas críticos acreditam que Spearman desvaloriza outras aptidões importantes.

1949-1955: 
PARA TODAS AS IDADES
O norte-americano David Wechsler, que havia rejeitado o conceito de “idade mental”, publica suas escalas de inteligência para crianças e adultos, com avaliações verbais de desempenho em áreas como compreensão verbal e espacial, memória e velocidade de processamento.





1983: 
ADAPTÁVEL… OU VAGO DEMAIS?
O Kaufman Battery for Children contém 20 subtestes que avaliam processamento sequencial e simultâneo, planejamento, aprendizado e conhecimento. Como é baseado em dois modelos teóricos, sua interpretação varia de acordo com a cultura e as habilidades verbais do examinado.



1983: 
UMA É POUCO
No livro Frames of Mind, o psicólogo norte-americano Howard Gardner oferece pela primeira vez a Teoria das Inteligências Múltiplas, segundo a qual temos o potencial para desenvolver combinações de oito inteligências distintas. A ideia ganha popularidade ao longo das décadas seguintes.
2011: 
FLUTUANTE
Estudos da University College London e do Centre for Educational Neuroscience, na Inglaterra, envolvendo ressonância magnética do cérebro de jovens, mostraram que o QI pode aumentar ou diminuir na adolescência. A descoberta derruba a percepção de que a habilidade intelectual é um limite fixo e imutável.

AINDA FAZ SENTIDO APLICAR TESTE DE QI HOJE EM DIA?

Após um século de história, ele ainda gera debate e controvérsia
Sim
  • Testes como o Stanford-Binet e as escalas de Wechsler são científicos: para serem usados em avaliações psicológicas, passaram por pesquisas rigorosas que atestam suas qualidades.
  • Os psicólogos não baseiam seu diagnóstico exclusivamente neles. “São instrumentos auxiliares na coleta de dados, que, juntamente com as demais informações organizadas pelo psicólogo, auxiliam a compreensão do problema estudado”, diz Ana Paula Porto Noronha, professora de pós-graduação em psicologia da Universidade São Francisco.
  • Esses testes medem habilidades que são relevantes para a sociedade. “A realidade é nua e crua: se você olhar ao redor, as pessoas que têm mais sucesso, em média, são as pessoas que têm QI mais elevado”, diz José Aparecido da Silva, professor de psicobiologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP.
  • Diagnosticar tanto crianças com problema de aprendizado quanto as que têm alta habilidade cognitiva permite a implantação da melhor tática de ensino em cada caso.
  • Não
    • “Testes de QI só avaliam as inteligências linguística, lógico-matemática e, às vezes, a espacial”, afirma Howard Gardner em seu site. “São um indicativo razoavelmente correto de quem se sairá bem em uma escola do século passado”.
  • Alguns críticos acreditam que elas podem estratificar injustamente os resultados por raça, gênero, classe social e cultura.
  • Há mais de dez anos, um relatório de uma comissão especial montada a pedido da Casa Branca (EUA) sugeriu que seu uso no diagnóstico de problemas de aprendizado fosse descontinuado, já que eles não dizem nada sobre a intervenção necessária. Além disso, observar o comportamento da criança na sala de aula e em casa seria um indicador melhor.
  • No Brasil, os testes muitas vezes não são normalizados com frequência. Isso é importante por causa do efeito Flynn, um fenômeno que mostra que aumento no QI a cada geração.



  • FONTES Sites American Psychological Association, BBC, Britannica, Edutopia, Howard Gardner, Independent, Multiple Intelligences Research and Consulting Inc., New City School, Planeta Sustentável, Project Zero – Graduate School of Education e Universidade Harvard; livro A Psicologia da Inteligência, de Jean Piaget; e revistas Wellcome, NOVA ESCOLA e SUPERINTERESSANTE

    Por que fósseis achados no Marrocos mudam tudo que sabemos sobre a origem da humanidade

    A teoria de que o homem moderno evoluiu em um único "berço de humanidade" há 200 mil anos no leste da África perdeu sustentação científica, graças a novas pesquisas recém-divulgadas.
     
    Reconstrução do primeiro crânio de Homo sapiens, de Jebel Irhoud (Marrocos)
    Fósseis dos cinco mais antigos humanos (Homo sapiens) de que se tem notícia foram encontrados no norte africano, mostrando que o Homo sapiens emergiu ao menos 100 mil anos antes do que se pensava.
    Em trabalhos publicados nesta quarta-feira no periódico científico Nature, os pesquisadores sugerem agora que a nossa espécie evoluiu por todo o continente, de forma muito mais fragmentada do que se pensava.
    Essa descoberta fará com que "se reescrevam os livros de história" sobre nosso surgimento como espécie, diz o professor Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária (MPI), na Alemanha.
    "Esse material (fóssil) representa a raiz da nossa espécie, é o mais antigo Homo sapiens já encontrado na África ou em qualquer outro lugar", explica Hublin.
    "Não se trata de uma história que aconteceu rapidamente em um 'Jardim do Éden' em um lugar da África. Nossa visão é de que (a evolução) foi um desenvolvimento mais gradual e envolveu todo o continente. Então, se houve um Jardim do Éden, ele foi a África inteira."
    Hublin deu uma entrevista coletiva no College de France, em Paris, para mostrar aos jornalistas reconstruções em gesso de pedaços de fósseis que sua equipe encontrou em escavações em Jebel Irhoud, no Marrocos. Há pedaços de crânios, dentes e longos ossos.

    Novas interpretações

    Descobertas anteriores feitas no mesmo local, nos anos 1960, datavam de 40 mil anos atrás e eram atribuídas a uma forma africana do Neanderthal, um primo evolucionário próximo ao Homo Sapiens.
    Mas Hublin conta que nunca ficou plenamente convencido com essa interpretação. Dez anos atrás, retomou os estudos sobre Jebel Irhoud e agora apresenta novas provas que mudam nossa visão sobre a história.
    O material recém-avaliado tem, segundo avaliações tecnológicas, entre 300 mil e 350 mil anos de idade. E o crânio tem forma quase idêntica ao dos humanos modernos.
    As poucas diferenças que se sobressaem são uma testa um pouco mais proeminente e uma cavidade cerebral um pouco menor.
    A escavação liderada por Hublin também revelou que esses povos antigos já usavam ferramentas de pedra e haviam aprendido a produzir e controlar fogo. Ou seja, eles não apenas se pareciam com Homo sapiens como também agiam como tal.

    Região arqueológica de Jebel Irhoud

    Até agora, os mais antigos fósseis conhecidos da nossa espécie eram da Etiópia (de uma região chamada Omo Kibish), no leste da África, e tinham estimados 195 mil anos.
    "Temos agora de mudar nossa visão sobre como os primeiros humanos modernos emergiram", explica Hublin.

    Evolução

    Antes de nossa espécie ter evoluído, havia muitos tipos diferentes de espécies primitivas humanas, cada uma delas com características físicas próprias, bem como forças e fraquezas.
    E essas diferentes espécies humanas - assim como outros animais - evoluíram e mudaram sua aparência gradualmente, ao longo de centenas de milhares de anos.
    A visão histórica predominante até agora era de que o Homo sapiens havia evoluído repentinamente de humanos primitivos no leste africano cerca de 200 mil anos atrás - e teria sido nesse ponto que ganhamos as feições que temos hoje.
    Segundo essa mesma visão, só a partir daí é que teríamos começado a nos espalhar pela África e pelo restante do planeta.
    As descobertas da equipe de Hublin colocam essa versão em xeque.

    Mandíbula inferior de um Homo sapiens

    Jebel Irhoud é parecido com outros sítios arqueológicos africanos de 300 mil anos atrás. Em muitos desses lugares foram encontradas ferramentas parecidas, além de indícios de uso de fogo. O que não havia até então eram fósseis.
    Como a maioria dos especialistas trabalhava com a ideia de que nossa espécie só havia evoluído 200 mil anos atrás, era natural presumir que esses sítios arqueológicos eram ocupados por espécies humanas mais antigas e diferentes.
    Mas as recentes descobertas em Jebel Irhoud levam à crença de que, na verdade, provavelmente foram Homo sapiens que deixaram os restos de ferramentas e fogo nos locais.
     
    Ferramentas de pedra
     
    "Não estamos tentando dizer que a origem da nossa espécie é Marrocos. Na verdade, as descobertas de Jebel Irhoud confirmam que (esses tipos de locais) existiram ao redor da África 300 mil anos atrás", diz Shannon McPhearon, membro do MPI.
    Para o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres - e que não está envolvido na pesquisa em Jebel Irhoud -, as descobertas "mostram que há múltiplos lugares na África onde o Homo sapiens emergiu. Precisamos nos distanciar dessa ideia de que houve um único 'berço' da humanidade".
    E ele também levanta a possibilidade de o Homo sapiens ter existido fora da África simultaneamente. "Há fósseis de Israel que têm provavelmente a mesma idade e mostram sinais que poderiam ser descritos como feições proto-Homo sapiens."
    Stringer diz que não é inconcebível a ideia de que humanos primitivos com cérebros menores, rostos e dentes maiores, testas mais fortes - mas que mesmo assim eram Homo sapiens - podem ter existido anteriormente na história, talvez até milhões de anos atrás.
    Isso é uma mudança de paradigma radical nos estudos das origens humanas.
    "Havia a ideia de que o Homo sapiens subitamente aparecera na África em algum momento - e esse era o começo da nossa espécie. Mas agora parece que isso estava errado", conclui Stringer.

    terça-feira, 6 de junho de 2017

    O manual do desmatamento zero na Amazônia já existe. Agora só falta aplicar

     Imagem de satélite mostra desmatamento da Amazônia em Rondônia (Foto: Reprodução/Google Earth)
    Pesquisadores do Imazon juntaram todo o conhecimento adquirido e lançaram um guia com as medidas de controle e mercado para acabar com a devastação.

    O desmatamento da Amazônia é desnecessário e indesejável. É mais ou menos consensual que o Brasil precisa se livrar desse processo contínuo de devastação do patrimônio cultural. Até as entidades que representam os setores de produção agrícola mais acirrados entendem que o desmatamento, principalmente ilegal, especialmente no ritmo atual, não se justifica, nem é sustentável para o país. A questão é como sair desse ciclo maligno.
    Os pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) juntaram todo o conhecimento adquirido em algumas décadas de acompanhamento do assunto e lançaram uma espécie de manual do desmatamento zero. É o relatório Desmatamento zero no Pará – Desafios e oportunidades. O trabalho é concentrado no estado do Pará, porque cada pedaço da Amazônia tem uma situação particular. Mas é possível dizer que o desafio no Pará é um dos maiores de todos. O que for aplicado com sucesso lá pode ser mais ou menos adaptado às condições de outros estados da região.
    O relatório trabalha com diversos cenários. Primeiro, diferencia os tipos de desmatamento zero. Existe o desmatamento zero ilegal, quando apenas acaba o corte fora da lei, mas ainda é possível derrubar 20% de cada propriedade, segundo o Código Florestal para a Amazônia. Ou o desmatamento líquido zero, quando é possível desmatar desde que se compense com recuperação de área igual ou maior na mesma região.
    O trabalho do Imazon dá os passos e as medidas necessárias em vários campos para zerar o desmatamento. Isso inclui incentivos e cobranças para o enquadramento da pecuária e para uma produção de gado mais intensiva. Também inclui melhorar a agricultura. Olhar para os assentamentos. Incentivar a silvicultura. Promover a restauração florestal. Combinar a fiscalização de sempre com incentivos de mercado.
    “Há muito tempo se conversa sobre o desmatamento zero. Mas não tínhamos entrado em detalhe de forma sistemática como agora”, diz Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon e um dos autores do relatório.
    Segundo ele, o próximo passo é fazer uma “prova de conceito” do que se sabe sobre como chegar ao desmatamento zero. Essa prova consistiria em escolher uma área, como um conjunto de municípios, e neles aplicar todas as estratégias para zerar o desmatamento durante alguns anos. E observar se é possível fazer isso com o desenvolvimento econômico e humano. “A gente mais ou menos já sabe o que fazer. Mas isso nunca foi testado. Nenhum município está livre do desmatamento ainda”, afirma.

    segunda-feira, 5 de junho de 2017

    Astrônomos descobrem planeta mais quente que a maioria das estrelas

     
    Resultado de imagem para fotos planeta mais quente que a maioria das estrelas
     
    Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um planeta fora do Sistema Solar com uma gigantesca e brilhante cauda de gás, que lembra um cometa, e cuja temperatura da superfície é superior a 4.300 graus centígrados, maior que a da maioria das estrelas.
    O planeta, batizado como KELT-9b e que orbita a estrela KELT-9, foi localizado a 650 anos luz da Terra, na constelação de Cygnus, de acordo com a pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista "Nature".
    O novo exoplaneta alcança durante o dia os 4.315 graus centígrados, ou seja, apenas 1.093 graus a menos que a temperatura do Sol.
    Além disso, a radiação ultravioleta da estrela que KELT-9b orbita é tão brutal que o planeta poderia literalmente evaporar devido ao intenso resplendor, produzindo uma cauda de gás brilhante.
    Estas informações foram oferecidas por uma equipe liderada por astrônomos das universidades de Ohio State e Vanderbilt, ambas nos Estados Unidos, e que será apresentado na reunião da American Astronomical Society, que acontece esta semana em Austin, no Texas.
    O exoplaneta é também um gigante gasoso com massa 2,8 vezes maior que Júpiter, mas que tem metade de sua densidade, pois a radiação extrema de KELT-9 fez com que sua atmosfera se inflasse como um balão.
    Devido ao fato de o planeta estar sendo continuamente bombardeado pela radiação estelar, o calor é tão extremo que não é possível formar moléculas como a água, o dióxido de carbono e o metano.
    "É um planeta segundo as definições típicas baseadas em massa, mas sua atmosfera é diferente de qualquer outro planeta que já vimos até agora devido a sua temperatura durante o dia", explicou Scott Gaudi, professor de astronomia da The Ohio State University e coautor do estudo.
    A razão par que sua temperatura seja tão alta é que a estrela que ele orbita tem mais que o dobro do tamanho e é quase duas vezes mais quente que o nosso Sol.
    "KELT-9 propaga tanta radiação ultravioleta que pode fazer o planeta evaporar completamente. Ou então, se os planetas gigantes gasosos como KELT-9b possuírem núcleos rochosos sólidos como algumas teorias sugerem, o planeta poderia ser reduzido a uma rocha estéril, como (o planeta) Mercúrio", explicou Keivan Stassun, professor de Física e Astronomia em Vanderbilt, que coordenou o estudo com Gaudi.
    Por outro lado, a órbita do planeta está muito próxima da estrela, por isso, caso a estrela comece a se expandir, acabará engolindo KELT-9b.
    "KELT-9 se inchará para se transformar em uma estrela gigante vermelha em cerca de 1 bilhão de anos", acrescentou Stassun.
    O planeta foi observado pela primeira vez em 2014, quando sua órbita transitava pela face de sua estrela. Devido a seu período extremadamente curto, a órbita quase polar e ao fato de que sua estrela é oblata, ao invés de esférica, os especialistas calculam que o planeta ficará fora de visão em aproximadamente 150 anos e não voltará a ser visível até dentro de três milênios e meio.

    Folhas em decomposição produzem gases de efeito estufa, apontam cientistas

    Resultado de imagem para fotos de folhas em decomposição
     
    Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan descobriu que as folhas em decomposição são uma "surpreendente" fonte de gases do efeito estufa.
    Segundo o estudo realizado por estes cientistas e que foi publicado nesta segunda-feira na revista britânica "Nature Geoscience", as folhas nesse estado produzem óxido nitroso, um tipo de gás do efeito estufa mais potente que o dióxido de carbono.
    Os autores sustentam que esta nova descoberta pode ajudar a "aperfeiçoar" as previsões  estude emissões de óxido nitroso (N2O), bem como servir de guia para futuras práticas agrícolas e manejo do solo.
    "A maior parte do óxido nitroso é produzido dentro de volumes de terra do tamanho de uma colher e estes chamados 'pontos quentes' podem emitir uma grande quantidade de óxido nitroso rapidamente", sustentou a líder do estudo, a cientista Sasha Kravchenko.
    Mas, tal e como apontou Kravchenko, a razão da aparição desses pontos "quentes" confundiu "microbiologistas do solo" desde que foram descobertos há "várias décadas".
    Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan descobriu que as folhas em decomposição são uma "surpreendente" fonte de gases do efeito estufa.
    Segundo o estudo realizado por estes cientistas e que foi publicado nesta segunda-feira na revista britânica "Nature Geoscience", as folhas nesse estado produzem óxido nitroso, um tipo de gás do efeito estufa mais potente que o dióxido de carbono.
    Os autores sustentam que esta nova descoberta pode ajudar a "aperfeiçoar" as previsões de emissões de óxido nitroso (N2O), bem como servir de guia para futuras práticas agrícolas e manejo do solo.
    "A maior parte do óxido nitroso é produzido dentro de volumes de terra do tamanho de uma colher e estes chamados 'pontos quentes' podem emitir uma grande quantidade de óxido nitroso rapidamente", sustentou a líder do estudo, a cientista Sasha Kravchenko.
    Mas, tal e como apontou Kravchenko, a razão da aparição desses pontos "quentes" confundiu "microbiologistas do solo" desde que foram descobertos há "várias décadas".
    A publicação atribui o atraso neste achado ao fato de que, normalmente, os cientistas analisam maiores escalas espaciais e é "difícil" estudar e etiquetar um campo inteiro como fonte de emissões de gases de efeito estufa quando "a fonte se limita a gramas do solo que abrigam folhas em decomposição".
    O estudo assegura que "mudar a vista dos microscópios binoculares" ajudará a melhorar as previsões de emissões de N20 que, tradicionalmente, são 50% exatas.
    Além disso, afirma que "o potencial sobre o aquecimento global do óxido nitroso é 300 vezes maior que o do dióxido de carbono, e as emissões são em grande medida impulsionada pelas práticas agrícolas".
    Um dos coautores do estudo, o diretor do programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração da National Science Foundation, John Schade, manifestou que o trabalho "é uma revelação sobre o que impulsiona as emissões do óxido nitroso nas terras agrícolas produtivas".
    "Necessitamos de estudos como este para guiar a criação de práticas agrícolas sustentáveis necessárias para alimentar uma população humana em crescimento com um mínimo impacto ambiental", concluiu Schade.

    sexta-feira, 2 de junho de 2017

    Inaugurada em 2014, maior usina solar do mundo enfim funciona plenamente

    A Ivanpah Solar Electric Generating System, no sul da Califórnia, nos EUA, é a maior usina solar do mundo
     
    A maior usina de energia térmica solar do mundo finalmente está produzindo eletricidade suficiente. A Ivanpah Solar Electric Generating System, no sul da Califórnia, EUA, inicialmente foi incapaz de cumprir as obrigações contratuais, e um acordo de tolerância de um ano com a Pacific Gas & Electric expirou na quarta-feira (31). Após realizar ajustes no complexo que utiliza 170.000 espelhos, a produção está em alta e já não corre o risco de descumprir o acordo, segundo David Knox, porta-voz da operadora e coproprietária NRG Energy. "Atualmente estamos cumprindo o contrato", disse Knox em entrevista. "A geração melhorou drasticamente.
     O porta-voz da PG&E, Denny Boyles, preferiu não confirmar se a planta cumpria suas obrigações, dizendo que a maior empresa de energia da Califórnia está analisando o desempenho da Ivanpah. O contrato com as proprietárias --NRG, BrightSource Energy e Google, da Alphabet-- continua em vigor, e a empresa está trabalhando com a NRG nos próximos passos do projeto, disse Boyles. "Não vai demorar para sabermos quais serão esses próximos passos", disse Boyles em entrevista. A usina de 377 megawatts, a cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Las Vegas, no deserto de Mojave, recebeu uma garantia de empréstimo de US$ 1,6 bilhão do Departamento de Energia dos EUA e começou a operar em fevereiro de 2014.
    Gás natural O plano da NRG desde o início era aumentar gradualmente a produção ao longo de quatro anos, disse Knox. Em vez de converter luz solar diretamente em eletricidade com painéis fotovoltaicos, o sistema utiliza os espelhos de forma a otimizar a energia do sol. "Foi preciso muita coreografia para colocar tudo no lugar", disse Knox. A planta teve problemas mecânicos em 2014 que a fizeram ficar abaixo das metas de produção para os primeiros 24 meses em operação. A Califórnia aprovou um acordo em março de 2016 para dar à NRG e suas parceiras seis meses para evitar o calote em troca de uma compensação à PG&E pelas falhas passadas. Pouco depois, a NRG informou que a usina tinha mais do que dobrado sua produção e estava a caminho de cumprir suas metas, e a tolerância foi posteriormente estendida para um ano completo. A produção de uma das caldeiras melhorou 80 por cento desde a abertura da planta, em 2014, e é 70 por cento superior à de uma outra, disse Knox. "A tolerância terminou", disse Knox. "Nós cumprimos todas as exigências."

    O ambicioso projeto da Argentina e do Chile para construir o túnel mais longo da América Latina

    Dez consórcios com 29 empresas europeias e chinesas disputam a construção do Túnel de Água Negra, o mais longo da América Latina.
    A licitação deve acontecer em outubro próximo, segundo as autoridades argentinas. No primeiro trimestre de 2018, será conhecido o construtor deste que é um dos maiores projetos de integração binacional da América do Sul.
    O túnel unirá o porto chileno de Coquimbo e a província argentina de San Juan, cruzando a Cordilheira dos Andes.
    Além disso, deve se transformar em um corredor bioceânico central, já que também permitirá a conexão com Porto Alegre, uma das zonas mais industrializadas do Brasil.

    Resistente a nevascas

    O Túnel de Água Negra custará um total de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,86 bilhões) aos governos argentino e chileno, além de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
    Autoridades do Chile têm estimado que a obra, incluindo estudos de engenharia, desapropriações e construção, pode estar concluída em um prazo de oito a dez anos. Para o BID, levará oito anos e meio.
    Entre as principais vantagens do túnel internacional está o fato de que ele será construído numa altura inferior à da atual passagem fronteiriça da zona conhecida como Paso de Agua Negra.
    Isso garantirá seu funcionamento o ano inteiro, apesar das intensas nevascas do inverno, que muitas vezes impedem a passagem de veículos.
    Exemplo do que isso significa é o fato de que, neste momento, o Paso de Agua Negra está fechado até novembro por causa das tempestades de neve nos Andes.
    O BID já aprovou um primeiro empréstimo de US$ 40 milhões (R$ 129,7 milhões) para a estrutura e desenho final do projeto.
    "Argentina e Chile compartilham uma das fronteiras binacionais mais longas do mundo, que têm um importante obstáculo físico - a Cordilheira dos Andes", explica a Entidade Binacional Túnel de Agua Negra (Ebitan) em seu site.
    "É impensável o crescimento do desenvolvimento regional e uma integração física satisfatória desta parte do Cone Sul latino-americano com tão escassas vias de comunicação de boa qualidade", afirma ainda a instituição.

    Como será

    O novo projeto é parte de um corredor bioceânico que unirá o oceano Pacífico ao Atlântico desde o porto chileno de Coquimbo até Porto Alegre, no Brasil.
    A obra de Água Negra prevê a construção de dois túneis paralelos, com duas pistas cada, ao longo de 14 quilômetros.
    Os túneis terão um moderno sistema de ventilação, passagens de emergência para pedestres e para carros, medidas antissísmicas e cabines para as equipes de socorro nas suas saídas.
    O setor argentino corresponderá a 72% de sua extensão e o chileno, 28%. Quando estiver pronto, terá um fluxo diário estimado de 2,2 mil veículos, 70% deles de carga.
    Com características únicas - é a sétima em todo o mundo a unir dois países - a obra já é considerada a mais importante da América Latina depois da ampliação do Canal do Panamá, concluída em junho do ano passado.

    Passagem estratégica

    O Paso de Agua Negra é uma das 13 passagens rodoviárias entre Chile e Argentina e fica 4.765 metros acima do nível do mar.
    "Ele fica localizado estrategicamente na faixa central dos dois países e foi considerado um investimento de grande prioridade, porque atrai trânsito próprio que não compete com o trânsito eventual de passagens contíguas", diz a Ebitan.
    O novo túnel será o segundo que cruzará a cordilheira. O primeiro é do túnel o Cristo Redentor, localizado na zona central dos dois países, ligando os Andes a Mendoza, na Argentina.
    Segundo a Ebitan, o novo projeto não compete com o anterior, mas o complementa.

    Aconcágua, projeto 'inviável'

    O Túnel de Água Negra não é o primeiro projeto desta envergadura.
    No fim da década passada, começou a ser desenhado o projeto do Corredor Bioceânico Aconcágua, que previa um túnel de extensão nunca vista: 52 quilômetros.
    Mas ao chegar ao poder, em 2015, o presidente argentino Mauricio Macri anunciou que daria prioridade ao Túnel de Água Negra.
    Em fevereiro passado, o embaixador da Argentina no Chile, José Octavio Bordón, confirmou que o Corredor Bioceânico Aconcágua era inviável.
    "Em dez anos, não avançou-se um só passo, por isso decidiu-se deixá-lo de lado", disse o diplomata à rádio argentina MDZ.

    quinta-feira, 1 de junho de 2017

    Fenda faz curva e torna iminente descolamento de iceberg gigantesco da Antártica

    A enorme rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártida, que pode gerar um dos dez maiores icebergs do mundo, mudou radicalmente de direção.
     
    Faltam apenas 13 km para que enorme bloco de gelo se desprenda completamente, afirmam cientistas
     
    "A fenda avançou por mais 16 km, com uma aparente e significativa curva à direita perto do final. Agora, só faltam 13 km para que o iceberg se desprenda completamente", diz à BBC Adrian Luckman, professor da Universidade de Swansea, no Reino Unido.
    Ele acrescenta que a fissura pode estar "muito próxima".
    Mas Luckman ressalva que nada ainda é totalmente certo.
    Os dados mais recentes foram colhidos entre 25 e 31 de maio pelos satélites Sentinel-1 da União Europeia.
    Os registros foram feitos com a ajuda de radares por causa do início do rigoroso inverno, quando a Antártida permanece praticamente no escuro.
    Depois de ter avançado em dezembro, o ritmo de aumento estacionou depois que a fenda entrou na chamada zona de "sutura", uma região de gelo flexível e mole.
    Mas o cenário mudou no início do mês passado quando a ponta da rachadura bifurcou, e a nova ponta mudou de direção rumo ao oceano.
     
    "Isso não deve acontecer rapidamente porque o Mar de Wedell é repleto de gelo, mas tenho certeza de que será mais rápido do que todo o processo de ruptura dos últimos meses. Tudo dependerá das correntes e dos ventos", explica Luckman.
    O bloco de gelo que ameaça se desprender tem 5 mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol ou à área do Distrito Federal.
    A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida onde a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre a terra.
    Segundo cientistas, o descolamento do iceberg pode deixar toda a plataforma Larsen C vulnerável a uma ruptura futura.
     
     Bloco de gelo que ameaça se desprender tem 5 mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol ou à área do Distrito Federal)
     
    A plataforma tem espessura de 350 m e está localizada na ponta oeste da Antártida, impedindo a dissipação do gelo.
    Os pesquisadores vêm acompanhando a rachadura na Larsen C há muitos anos. Recentemente, porém, eles passaram a observá-la mais atentamente por causa de rupturas das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002.
    No ano passado, cientistas afirmaram que a rachadura na Larsen C estava aumentando rapidamente.
    Mas, em dezembro, o ritmo aumentou a patamares nunca antes vistos, avançando 18 km em duas semanas.
    Aquecimento global
    Os cientistas dizem, no entanto, que o fenômeno é geográfico e não climático. A rachadura existe por décadas, mas cresceu durante um período específico.
    Eles acreditam que o aquecimento global tenha antecipado a provável ruptura do iceberg, mas não têm evidências suficientes para embasar essa teoria.
     
    Fissura
     
    No entanto, os cientistas permanecem preocupados sobre o impacto do descolamento desse iceberg do restante da plataforma de gelo, já que a ruptura da Larsen B em 2002 aconteceu de forma muito semelhante.
    Como vai flutuar sob temperatura constante, o iceberg não aumentará o nível dos mares.
    Mas novas rupturas na plataforma podem acabar dando origem a geleiras que se desprenderiam em direção ao oceano. Uma vez que esse gelo derrete, afeta o nível dos mares.
    Mas novas rupturas na plataforma podem acabar dando origem a geleiras que se desprenderiam em direção ao oceano. Uma vez que esse gelo derrete, afeta o nível dos mares.
    Segundo estimativas, se todo o gelo da Larsen C derreter, o nível dos mares aumentaria cerca de 10 cm.
    Há poucas certezas absolutas, contudo, sobre uma mudança iminente no contorno da Antártida.