terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Frase


Índia investiga possível risco de queda do Taj Mahal

Autoridades indianas iniciaram uma investigação urgente depois que historiadores disseram que o Taj Mahal está se inclinando e sob risco de cair.
O governo do Estado de Uttar Pradesh pediu que um comitê de especialistas entregue uma nova análise dentro de uma semana.
Os historiadores temem que a seca do rio Yamuna, que passa perto do Taj Mahal, possa afetar as fundações do palácio, e pedem uma ação urgente.
A maior atração turística da
Os historiadores temem que a seca do rio Yamuna, que passa perto do Taj Mahal, possa afetar as fundações do palácio, e pedem uma ação urgente.
A maior atração turística da Índia celebra seu 350º aniversário neste ano.

Seca
No início deste mês, dois historiadores indianos alertaram que o Taj Mahal pode já estar se inclinando e pode desmoronar se o governo não prestar atenção imediatamente às condições do ambiente.
"Inclinações perigosas nos minaretes, notadas pela primeira vez em 1942, e mencionadas em vários relatórios, continuaram a aumentar ao longo dos anos", disse Ram Nath, ex-diretor de história na Universidade de Rajastão, em entrevista ao jornal  Índia Hindustan Times.
"Elas são causadas pelo leito seco do rio", explicou.
Outro historiador, Agam Prasad Mathur, disse que o leito seco do rio Yamuna tem de ser inundado novamente para que o monumento seja salvo.
"O Yamuna costumava ter muita água para manter o equilíbrio do monumento e absorver choques tectônicos. Agora que o leito está seco, o Taj Mahal está exposto", disse.
Símbolo do amor
O comitê investigativo convocado pelo governo de Uttar Pradesh inclui representantes dos departamentos de Cultura, Construção e Água.
Ele vai trabalhar sob as diretrizes da Superintendência Arqueológica da Índia, o órgão federal responsável pela manutenção de lugares históricos e monumentos.
O Taj Mahal, reverenciado como um símbolo de amor, foi construído pelo imperador Shah Jahan como um túmulo para a preferida entre suas mulheres, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz.
O monumento, na cidade de Agra, atraiu mais de 3 milhões de turistas no ano passado, mais do que qualquer outra atração turística na Índia.
BBC.com

Não consegue encontrar algo? Seu cérebro pode estar te enganando

Você está completamente atrasado para um compromisso e suas chaves do carro resolveram sumir. Você procura daqui, revira dali e nada das chaves, até que você desiste e pensa ser tudo culpa do "buraco invisível" da sua sala.
Se isso acontece com você, temos uma boa notícia para te dar. Uma pesquisa feita pela Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou que situações como essa não tem nada a ver com forças invisíveis e sim com o seu cérebro.
De acordo com o estudo, a confusão acontece quando seus sistemas cerebrais estão envolvidos na tarefa de procurar pelos objetos perdidos e trabalham em uma velocidade mais rápida do que o sistema do cérebro responsável pela percepção.
Durante a pesquisa, voluntários tentavam, por meio de um programa de computador, encontrar uma forma específica em meio a uma pilha de formas coloridas o mais rápido possível, enquanto o mesmo computador monitorava suas ações. Os resultados mostraram que entre 10 a 20 por cento do tempo, a maioria dos voluntários perdia os objetos, por mais que prestassem atenção nas buscas.
Isso mostrou que os sistemas motores e o sistema responsável pela percepção, ambos presentes no cérebro, são dissociados. Isso quer dizer que quando você procurar um objeto, ambos os mecanismos tentam ajudá-lo, porém eles não são coordenados e não trabalham na mesma velocidade, fazendo com que mesmo um objeto visível possa ser “camuflado” pela nossa cabeça.
Galileu.com

Asteroide Eros fará passagem mais próxima da Terra

O asteroide 433 Eros fará passagem mais próxima da Terra nesta terça-feira, 31, desde 1975. Ainda que esteja a uns 26,7 milhões de quilômetros poderá ser observado pelos astrônomos profissionais e amadores.
A proximidade da rota de Eros é, de todo modo, uma distância cinquenta vezes maior do que a distância entre a Terra e a Lua e oitenta vezes maior do que a distância do asteroide 2005 YU55, que causou estardalhaço em novembro passado pela sua proximidade com a Terra.

O asteroide Eros não será visível sem telescópio, mas instrumentos simples poderão ajudar a apreciar a forma de ferradura e sua superfície perfurada.
Eros tem desempenhado um papel especial no avanço do conhecimento do espaço: entre 1900 e 1901 ele ajudou os astrônomos a medir com mais precisão a distância ao Sol com um programa mundial de observações do asteroide.
Outra visita próxima de Eros, em 1931, permitiu que os astrônomos profissionais refinassem as medidas do Sistema Solar e dar mais precisão à distância entre o Sol e a Terra, a unidade astronômica.
Aquele foi o maior avanço em medição do sistema solar até que as distâncias começaram a ser medidas com radiotelescópios interplanetários na década de 1960.
O asteroide, que mede uns 34 quilômetros de largura, foi descoberto em 1898 pelos astrônomos Carl Gustav Witt, em Berlim, e Auguste Charlois, em Nice, na França.
Em 2000, a sonda espacial "Shoemaker" da Nasa se aproximou de Eros, orbitou em torno dele e logo desceu suavemente em sua superfície. Foi a primeira vez que um artefato humano orbitou em torno de um asteroide.
O aparelho fez quase 160 mil imagens do asteroide, que levaram os pesquisadores à conclusão de que Eros é um objeto sólido em vez de um acúmulo de resíduos, como se pensava.
Estadão.com 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Frase



Cansado de fazer escolhas?

Do momento em que acordamos até a hora de dormir, passamos o dia tomando decisões. O que comer no café da manhã? Ir para o trabalho por esta ou aquela avenida? Contratar ou não aquele serviço? Chega um momento em que nossa cabeça simplesmente se cansa de decidir. É o fenômeno que o psicólogo e pesquisador da Universidade Estadual da Flórida Roy Baumeister vem chamando de fadiga de decisão.
A tese é de que temos uma espécie de reserva de força de vontade, que usamos para tomar iniciativas, resistir a tentações e, claro, nos decidir. Como somos forçados a fazer escolhas o tempo inteiro, esta reserva vai se esgotando ao longo do dia. “E quando a força de vontade está baixa, recorremos a estratégias que demandam pouco esforço e tendemos às opções mais fáceis”, diz Baumeister.
Isso explica por que escolhas feitas pela manhã podem ser mais certeiras do que as noturnas. O que vale não só para resumir o fracasso de reuniões de trabalho que começam às 7 da noite. Um estudo feito na Corte de Israel mostra que, de 1.100 julgamentos de liberdade condicional de prisioneiros, 65% dos que ocorreram pela manhã tiveram resultado positivo, contra zero daqueles do final do dia.
O fenômeno não vale apenas para temas complexos. Segundo Baumeister, sejam grandes ou pequenas, as decisões sempre consomem energia. “Escolher qual o queijo botar no sanduíche pode ser tão  desgastante quanto saber se você realmente quer se casar com alguém”, afirma. Então, confira ao lado dicas de como fugir da canseira de ter que decidir. Vale a pena. Afinal, você pode se livrar até de casar com a pessoa errada.

FADIGA DE DECISÃO Entenda como funciona e aprenda a correr dela
O QUE É? A redução da capacidade de fazer escolhas por conta de um cansaço mental — o que o psicólogo Roy Baumeister chama de diminuição da força de vontade.

O QUE PROVOCA? Justamente o excesso de uso da força de vontade. Ou seja: viver situações em que você precisa resistir a tentações e tomar atitudes. Isso acontece o tempo inteiro: açúcar ou adoçante? Nova York ou Londres? Comer pizza ou salada?

COMO RECARREGAR AS ENERGIAS? Dormindo e comendo. Doces, de preferência, já que é da glicose que vem a energia. Assim, você tenderá a cumprir tarefas com mais persistência e sensatez.

COMO TOMAR BOAS DECISÕES? Tomando poucas. As pessoas de maior autocontrole são as que evitam as pequenas escolhas diárias. Economizando nas coisas miúdas, sobra energia para as grandes decisões depois.

Galileu.com

América Latina e Caribe definirão posturas comuns para Rio+20

Tendo o combate à desigualdade e a pobreza como bandeira, ministros e delegados de 32 países da América Latina e do Caribe definirão nesta semana, em Quito, posições comuns para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro em junho.
Foi o que anunciou nesta segunda-feira (30) à Agência Efe a ministra coordenadora de Patrimônio do Equador, María Fernanda Espinosa, para quem a reunião prévia buscará uma "voz comum" em temas como o fortalecimento da boa governança em matéria de desenvolvimento sustentável na região.
"A ideia é ter compromissos que nos vinculem, nos obriguem, ter uma visão regional porque compartilhamos muitos dos problemas", disse a ministra, ao considerar que a região também tem "ideias inovadoras" para ajudar o meio ambiente.

A Cúpula de Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, que ocorrerá de 20 a 22 de junho duas décadas depois da Eco-92 - também realizada no Rio -, prevê a participação dos chefes de Estado ou de governo da maior parte dos países-membros da ONU, assim como ministros de Economia e Desenvolvimento.
Além disso, também haverá vários participantes ligados à indústria, negócios, agricultura e ao meio acadêmico, assim como representantes indígenas, prefeitos, ONGs e sindicatos.
No último dia 11, foi divulgado o primeiro rascunho do texto-base que vai pautar o encontro. Denominado “Draft Zero” (Rascunho Zero, na tradução do inglês), o material de 19 páginas convoca os países a criar soluções para erradicar a pobreza no mundo, reduzir o impacto na biodiversidade, além de resolver questões diplomáticas como a criação de uma “agência ambiental” independente, que seria sediada no Quênia.
O documento, que poderá ser modificado até o início da conferência, afirma que entre 2012 e 2015, as nações terão que criar metas para se chegar a uma economia verde, colocadas em prática em três anos e consolidadas até 2030. Apesar do apelo, organizações ambientais consideram o texto pouco ambicioso, principalmente nas questões sobre mudança climática.
IG Ciência.com

Estrela Polar está diminuindo, afirmam astrônomos

 Estrela Polar, astro celeste que ajudou navegadores por séculos apontando o norte do planeta, pode estar diminuindo lentamente. É a conclusão de uma análise de mais de 160 anos de observações, reunidas por pesquisadores da Universidade de Bonn, Alemanha. Os dados sugerem que a estrela está perdendo, por ano, uma massa equivalente à do planeta Terra. O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.
Os pesquisadores mediram a massa da estrela Polar monitorando o brilho do astro. E a análise mostrou que o brilho da estrela não tem sido constante nos últimos 160 anos. A única explicação encontrada pela equipe do astrofísico Hilding Neilson para explicar o descompasso é que a estrela Polar estaria perdendo massa equivalente à da Terra todos os anos. Só assim as equações de cálculo para a massa da estrela fazem sentido.

Neilson explica que a perda de massa da estrela Polar é, provavelmente, um episódio temporário na vida da estrela. O evento não vai afetar seu ciclo natural de existência. Mesmo que o astro desapareça em um futuro distante, o Polo Norte terá outra estrela Polar num futuro igualmente distante, devido ao movimento do cosmos: a estrela Alrai, localizada a 45 anos-luz da Terra, deve concluir o alinhamento com o Polo Norte da Terra por volta do ano 3.000.
ESTRELA POLARPolar é a estrela mais brilhante da constelação Ursa Menor, visível apenas no Hemisfério Norte. O astro fica a cerca de 400 anos-luz da Terra e está alinhada diretamente com o eixo de rotação da Terra acima do Polo Norte. Por causa disso, todas as estrelas do Hemisfério Norte aparentam girar em volta dela. Essa característica a faz um excelente ponto de referência para desenhar medidas para navegação e astrometria. Polar foi usada durante séculos pelos navegadores do Hemisfério Norte como uma bússola natural, sempre apontando o norte.
Veja.com

sábado, 28 de janeiro de 2012

A China vai à Lua

Num futuro não muito distante, ao apontar seus telescópios para a Lua, os astrônomos vão encontrar uma bandeira vermelha fincada ali. Esse é o objetivo final de um documento divulgado pelo governo chinês no fim do ano passado. Na comunidade científica, ninguém duvida que marcas de botas asiáticas vão fazer companhia às americanas em solo lunar. Nos últimos anos, o país tem aproveitado seu desenfreado crescimento econômico para dar vários saltos em tecnologia aeroespacial. E até agora tudo tem saído de acordo com o planejado. Apesar de investir na exploração do espaço desde os anos 1950, só em 2003 a China deu o primeiro grande passo simbólico, quando pôs um taikonauta – designação dos astronautas do país – na órbita da Terra. Desde estão, os avanços são cada vez mais rápidos, com a primeira caminhada espacial em 2008 e o lançamento de sondas lunares que poderão proporcionar, em 2020, o pouso no satélite natural de uma missão não tripulada chinesa.
O documento do governo não estipula um prazo, mas os cientistas chineses estimam que, até 2025, um conterrâneo passeie pela Lua. É um ato que vai mostrar ao mundo quem é o novo dono do espaço. Nos anos 1960 e 1970, os Estados Unidos já mandaram missões tripuladas à Lua, mas não têm condições de repetir a façanha tão cedo. Até porque, desde a aposentadoria dos ônibus espaciais em julho de 2011, estão a pé. Os russos, que nunca pisaram em nosso satélite, demonstram ter fôlego para chegar, no máximo, até a Estação Espacial Internacional, que fica a 400 quilômetros da Terra. A Lua está a uma distância superior a 356.000 quilômetros.
O medo que a concorrência tem dos asiáticos é antiga. Nos anos 1950, o chinês Qian Xuesen era um dos mais respeitados cientistas aeroespaciais trabalhando nos EUA. Chegou a ser um dos fundadores do Jet Propulsion Laboratory, até hoje um dos centros de pesquisa mais importantes da Nasa, a agência espacial americana. O país vivia o macartismo, período de intensa paranoia em torno de uma nunca concretizada “invasão comunista”. Xuesen foi demitido e voltou para a China, onde desenvolveu os primeiros foguetes do país. Daí por diante, os chineses aprenderam rápido.
Nos anos 1990, adquiriram conhecimento em tecnologia aeroespacial graças a acordos comerciais com companhias dos EUA, particularmente quando satélites americanos foram lançados da China em foguetes baratos. Mas o maior impulso veio quando os EUA vetaram a participação chinesa no consórcio de 15 países da Estação Espacial Internacional, estrutura que começou a ser montada em 1998. Em vez de desistir dos seus planos espaciais, os chineses resolveram criar sua própria estação, que já tem um módulo em órbita e deve estar funcionando plenamente em 2016. “Não estou convencido se o que aprenderam naquele momento fez uma grande diferença, mas a verdade e que eles estão fazendo muitos progressos por conta própria”, disse à ISTOÉ Jonathan McDowell, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, especialista em programas espaciais.
Os chineses têm muito mais a ganhar com seu programa espacial do que simplesmente ter a bandeira vermelha fincada na Lua. A corrida ao espaço entre Estados Unidos e União Soviética promoveu um avanço tecnológico sem precedentes na história da humanidade. Muitas das tecnologias que usamos até hoje são frutos dessa disputa. Isso acontece porque, para garantir o sucesso de missões tão ousadas, é necessário produzir componentes eletrônicos extremamente confiáveis e precisos. No caso chinês, a aventura espacial pode melhorar a qualidade de todos os seus produtos. E aí o país chegará mais perto de consolidar sua supremacia. Assim na Terra como no céu.
Isto É.com

Bóson de Higgs pode ser miragem, afirmam físicos

Talvez a descoberta iminente do bóson de Higgs, partícula responsável por dar massa a todas as outras, não passe de miragem -algo que parece ser ele, mas não é.
É o que sugere um estudo teórico feito por um trio de cientistas no Brasil. Eles oferecem uma explicação alternativa para as recentes observações no LHC (Large Hadron Collider), o maior acelerador de partículas do mundo.
Em dezembro, pesquisadores de dois dos experimentos instalados no acelerador, Atlas e CMS, anunciaram ter achado indícios da presença do fugidio Higgs em meio às colisões na instalação.
O LHC descobre novas partículas produzindo-as. Para isso, ele promove a colisão de prótons em alta velocidade. Quando ocorre o impacto, a energia acumulada nos prótons é convertida numa miríade de partículas, muitas delas com vida bem curta.
Seria o caso do famoso Higgs, conhecido como a "partícula de Deus" por sua importância na atribuição de massa a todas as outras. Pela teoria, ele dura uma fração de segundo antes de decair, transformando-se em outras partículas mais leves.
A identificação do bóson se faz pelo número de eventos de decaimento associados a ele. É uma questão de estatística. Por isso os cientistas ainda não confirmaram se o Higgs está mesmo lá.
Se o achado não se confirmar, será preciso buscar outro modelo para o Higgs. E é isso que Gustavo Burdman e Carlos Haluch, da USP, e Ricardo Matheus, da Unesp, acabam de apresentar.
Em artigo publicado no repositório de estudos de física Arxiv.org, eles sugerem um modelo diferente mas compatível com as observações feitas até agora no LHC.
Segundo o estudo, o que os cientistas estão vendo no acelerador seria uma partícula associada ao Higgs, mas não o próprio bóson.
Enquanto o Higgs tradicional se transforma em diversas partículas, como pares de fótons e de partículas Z e W, a partícula sugerida por Burdman e seus colegas decai em fótons, mas não em Z e W.
Por conta disso, será possível separar o Higgs verdadeiro de sua "miragem". Mas, por ora, até os autores do novo estudo admitem que o mais provável é a confirmação da opção tradicional.
"Um maior acúmulo de dados, ao longo de 2012, vai definir a situação. Se só o sinal de fótons se confirmar, então não se trata da partícula que a gente chama de Higgs. Nesse caso, nosso modelo poderia dar uma possível explicação", diz Burdman.
Para os experimentalistas do LHC, trabalhos como esse só significam mais emoção.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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Peças roubadas durante a guerra são retornadas ao museu do Iraque

No passado, o acesso ao Museu Nacional do Iraque era tão restrito que o local ganhou o apelido de "lojinha" privada do ex-líder saddam Hussein.
Em 2003, após a queda de Saddam e durante os combates entre as tropas americanas e tropas leais ao regime caído, o museu testemunhou um dos eventos mais trágicos da sua história: muitos artigos de valor inestimável foram roubados ou destruídos.
Mas desde a restauração do governo no país, cerca de 5 mil das 15 mil peças que foram roubadas voltaram ao seu lugar de origem. Muitos estavam em poder de negociantes de obras de arte nos Estados Unidos e Europa.
Os funcionários do museu querem recuperar mais objetos que atestam a história da região desde a civilização mesopotâmica, 5 mil anos atrás, e devolver à instituição a sua antiga glória.
BBC.com

Cientistas criam o primeiro laser de raio X atômico

Pesquisadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos (SLAC National Acceleration Laboratory) criaram o mais curto e mais puro laser de raios X já feito no mundo. A descoberta torna real uma previsão feita há 45 anos e abre portas para uma gama de futuros achados científicos.
De acordo com novo estudo, publicado na revista 'Nature', os cientistas usaram o LCLS (Linac Coherent Light Source), um laser de raios X de elétrons livres, em uma cápsula de gás néon, que deu início a uma avalanche de emissões de raios X e fez surgir o primeiro "laser de raios X atômico".
"Os raios X nos dão uma visão penetrante sobre o mundo dos átomos e das moléculas", disse o físico Rohringer Nina, que liderou a pesquisa. "Nós prevemos que pesquisadores vão usar este novo laser para todos os tipos de coisas interessantes, como trazer à tona os detalhes de reações químicas ou assistir moléculas biológicas trabalhando", disse ele. "Quanto menor o pulso, mais rápidas as mudanças que podemos capturar. E quando mais pura a luz, mais nítidos serão os detalhes a serem vistos".
Segundo uma previsão de 1967, lasers de raios X poderiam ser feitos da mesma forma que os lasers de luz visível. Ou seja: induzindo os elétrons de nível mais alto de energia a caírem para o menor nível de energia dentro dos átomos, o que os faz liberar uma única cor de luz. No entanto, até 2009, quando o LCLS era ligado, nenhuma fonte de raios X tinha sido poderosa o suficiente para criar este tipo de laser.
Para fazer o laser atômico, os poderosos pulsos de raios X do LCLS - um bilhão de vezes mais brilhantes do que qualquer outro - bateram nos elétrons, de modo que estes saíssem do interior de muitos átomos de néon na cápsula. Quando os elétrons caíram para preencher os buracos, um em cada 50 átomos reagiram emitindo um fóton na faixa dos raios X, que tem um comprimento de onda muito curto. Os raios X, em seguida, estimularam os átomos de néon vizinhos a emitirem mais raios X, criando um efeito dominó que amplificou a luz do laser em 200 milhões de vezes.
Embora o LCLS e a cápsula de néon são ambos lasers, eles criaram uma luz de diferentes maneiras e a emitiram com diferentes atributos. O LCLS passa elétrons de alta energia através de campos magnéticos alternados para desencadear a produção de raios X, por isso seus pulsos de raios X são mais brilhantes e muito mais poderosos. Já os pulsos do laser atômico são apenas um oitavo de comprimento e suas cores são muito mais puras, qualidades que lhe permitem esclarecer e distinguir detalhes de reações ultrarrápidas que tinham sido impossíveis de ver antes.
"Essa conquista abre a porta para um novo campo das capacidades dos raios X", disse John Bozek, cientista do instrumento LCLS . Estudiosos já planejam usar tanto o LCLS como os pulsos de laser atômico em um soco 1-2 sincronizado: o primeiro laser provoca uma mudança na amostra em estudo e o segundo registra com precisão, em escala atômica, as alterações ocorridas em menos de segundos.
Em experimentos futuros, Rohringer espera tentar criar pulsações ainda mais curtas, de alta energia atômica, em que os lasers de raios X usem oxigênio, nitrogênio ou gás de enxofre.
Estadão.com
 
 

Asteroide passará perto da Terra nesta sexta-feira

Um asteroide de 11 metros de diâmetro deverá passar perto da Terra na noite dessa sexta-feira. A rocha espacial, chamada de 2012 BX34, chegará à cerca de 60.000 km da Terra, menos de um quinto de nossa distância até a lua.
Esse deve ser o objeto espacial que chegou mais próximo da Terra desde julho do ano passado. Mas, antes que você se desespere, os cientistas garantem que não há motivo para preocupação.
O diretor do Centro de Planetas Menores, Gareth Williams, afirmou que essa é uma das 20 maiores aproximações já registradas, mas está longe o bastante e não há absolutamente nenhuma chance dele bater em nós. A rocha espacial não poderá ser vista a olho nu, mas astrônomos de todo o mundo já estão preparando seus telescópios para poderem apreciar o evento.
galileu.com

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

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Dia Mundial da Educação Ambiental


Hoje 26 de janeiro é o Dia Mundial de Educação Ambiental!
Em primeiro lugar, o que é educação ambiental? Trata-se de um processo de duas diretrizes, basicamente. A primeira se refere a como o meio ambiente interage entre si, com seus ecossistemas, a importância da atmosfera, a água, o solo, o fluxo de matéria e energia dentro dos diversos contextos naturais, além do comportamento das comunidades. A segunda se refere à interação existente entre o meio ambiente e o homem, a influência das atividades humanas nos ecossistemas, como o homem usa os recursos proporcionados pela natureza, entre outros, com o fim de promover o desenvolvimento sustentável.

Em termos gerais, a educação ambiental é um procedimento que tem como principal finalidade gerar consciência à população sobre a problemática ambiental, além de demonstrar a necessidade de participação no esforço de conservar e proteger o ecossistema.
A educação ambiental aparece formalmente como tema no ano de 1972 com a Declaração de Estocolmo, devido a que a civilização, a industrialização e a ambição desmedida do homem haviam extinguido centenas de espécies da flora e da fauna. Desta forma, nasceu a iniciativa de evitar que as mudanças climáticas afetam o planeta.

Na América Latina, a cultura do meio-ambiente surgiu nos anos oitenta.

Atualmente, busca-se o ensino a partir da própria natureza, transformando-a num recurso educativo que permita melhorar e apreciar o meio ambiente. É indispensável ter a consciência de que a natureza não é uma fonte inesgotável de recursos a nosso serviço, ao contrário, é um ecossistema frágil que tem suas próprias exigências e o qual devemos cuidar para o nosso próprio bem e sobrevivência.

Espectroscópio nuclear da Nasa será lançado no dia 14 de março

O espectroscópio nuclear da Nasa, NuSTAR, que buscará corpos celestes superiores ao tamanho do Sol, será posto em órbita no dia 14 de março, informou nesta última quarta-feira, 26, a agência espacial americana.
A sonda detectará as emissões de raios X a bilhões de anos-luz de nosso planeta e permitirá "as mais detalhadas imagens jamais feitas nessa faixa do espectro eletromagnético", informou a pesquisadora-chefe do projeto, Fionna Harrison.

A sonda foi transferida hoje do estado da Virgínia para a base de Vandenberg, na Califórnia, onde chegará na sexta-feira para ser instalada em um foguete Pegasus.

O foguete sairá rumo a seu caminho orbital a partir da fuselagem de um avião L-1011 que se elevará sobre as ilhas Marshall, no Oceano Pacífico equatorial, para servir de trampolim ao projétil.
O NuSTAR possui espelhos e detectores de radiação X que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitirá anos de descobertas astronômicas.

Durante dois anos, o NuSTAR buscará buracos negros, rastros de supernovas e as partículas emitidas pelos maciços buracos negros e que viajam para velocidades próximas à da luz.

Além disso, investigará o Sol para conhecer melhor as reações produzidas em sua coroa e averiguará a existência de matéria escura, uma hipótese científica de uma substância que formaria 25% do universo.
Estadão.com 

O obscurantismo que ameaça o ensino de clima nos EUA

A onda de obscurantismo que enfraqueceu o ensino do evolucionismo nas escolas nos Estados Unidos agora ameaça o ensino sobre o clima. Os sinais são alarmantes, como descreve Bill Walker, do site americano Climate Central. Ele conta que um grupo crescente de professores de ciências nos Estados Unidos se deparam com questionamentos dos alunos e dos pais quando apresentam em sala o que a ciência diz sobre o aquecimento global provocado pelos atividades humanas. Esses céticos afirmam que o conhecimento científico sobre o aquecimento, produzido nas últimas décadas pelos principais centros de pesquisa e universidades do mundo, é fruto de uma conspiração global.
A Associação Nacional dos Professores de Ciência dos Estados Unidos fez uma pesquisa sobre o assunto no ano passado. Descobriu que 82% dos professores dizem enfrentar ceticismo dos estudantes diante das mudanças climáticas. E 54% encara questionamentos dos pais. Outro levantamento recente, da Associação de Professores de Ciências da Terra, mostrou que 36% dos professores se sentem pressionados a ensinar os dois lados da questão. Como se as evidências de que o aquecimento existe e que é provocado principalmente por nossas emissões poluentes ainda estivessem em discussão nos meios científicos. Ao contrário, há mais consenso entre os cientistas do que a maioria das pessoas imagina. Enquanto isso, alguns dos livros usados nos EUA para promover o ensino dos ‘dois lados’ lembram as tentativas de equilibrar o ensino de evolução com criacionismo.
Há até algumas iniciativas para obrigar as escolas a balancear o ensino de mudanças climáticas. Os conselhos de educação dos estados do Texas e da Luisiana criaram novas diretrizes para exigir que os professores apresentem os argumentos dos céticos como uma posição científica. Há propostas parecidas circulando nos estados de Tennessee, Oklahoma, Dakota do Sul e Kentucky.
Esse movimento de deseducação científica seria apenas um problema para os americanos se não criasse um perigoso precedente para o resto do mundo. E se não formasse uma geração de eleitores desinformados no país mais rico e maior poluidor do planeta. Sem o apoio dos americanos, é impossível sonhar com um acordo internacional eficaz para evitar uma tragédia climática global.
Época.com

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Brasil será capaz de reduzir as tragédias causadas por desastres naturais?

Quando se fala em tecnologia de prevenção de desastres, o Brasil está atrasado em relação aos países desenvolvidos, que contam com sistemas eficientes para prever furacões ou conter os danos de grandes terremotos. Por aqui, eventos extremos como esses são raros, mas as fortes chuvas de determinadas épocas do ano continuam provocando tragédias. A maior da história do país ocorreu na região serrana do Rio, em janeiro passado, quando mais de 900 pessoas morreram. O desastre fez com que o governo prometesse agir para tentar acabar com o caos. Hoje, um ano depois, o trabalho começou, mas ainda está longe de terminar.
A partir de 2011, o Brasil começou a investir em um sistema de prevenção e alertas à população, o que não existia até então. Em meados de janeiro de 2011, o governo federal anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), para começar a funcionar já no período de chuvas de 2012. A estrutura do centro foi criada em junho, e em dezembro o centro entrou em operação 24 horas por dia.
O pequeno número de municípios sob observação por enquanto é explicado pela falta de recursos aplicados no início do projeto. Segundo Nobre, foi preciso fazer uma escolha. "Em vez de esperar comprar todo o equipamento, nós resolvemos iniciar as atividades com o material existente e, a partir daí, melhorar. Se já temos informações sobre algumas áreas de risco, começamos por elas", diz.
O trabalho do Cemaden é usar tecnologia para emitir alertas dos locais onde podem ocorrer problemas. Pluviômetros, imagens de satélites, radares meteorológicos e outros equipamentos são utilzados para gerar informação sobre áreas de risco de enchentes ou deslizamentos. Segundo Nobre, as cidades que mais sofreram com as chuvas nesse começo de 2012, como as da grande Belo Horizonte e da região serrana do Rio, já estão recebendo alertas para atuar na prevenção de tragédias fatais.
O maior desastre natural da história do Brasil serviu para mobilizar setores do poder público, que passaram a pensar em prevenção de desastres naturais. Ainda assim, as mortes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro nas primeiras semanas de 2012 mostraram quão longe o país ainda está de chegar ao nível dos países desenvolvidos. A ocupação irregular do solo, a falta de fiscalização por parte dos governos municipais, a preparação precária ou inexistente da população para eventos extremos e a fragilidade da defesa civil são fatores que ainda precisam de investimentos e ações duradouras. Só assim o Brasil será capaz de reduzir as tragédias que se repetem ano após ano.
Época.com

O Sol vai esfriar. Mas a Terra não

Nosso Sol, tão quente e brilhante neste verão, pode mudar a regulagem do termostato. Os cientistas esperam que o astro entre em uma fase mais acomodada nos próximos anos. As atividades solares tenderiam a se reduzir. Com isso, a Terra deve receber menos calor. No entanto, não espere que essa redução na atividade solar alivie o aquecimento global provocado por nossas emissões poluentes. Apesar dos argumentos usados exaustivamente por alguns céticos das mudanças climáticas, as variações na atividade solar são muito pequenas para influir nas mudanças que estamos causando no clima da Terra.
É o que mostra um estudo recente feito por um grupo da Universidade Reading, do Reino Unido, e do Met Office, o instituto de meteorologia e clima do país. O levantamento, de Gareth S. Jones, Michael Lockwood e Peter A. Stott, foi publicado na revista científica Journal of Geophysical Research. Os pesquisadores avaliaram as perspectivas de mudanças no ciclo de atividade solar nos próximos 90 anos. E estimaram o quanto isso poderia atenuar o impacto do aquecimento provocado pela emissão de gases de efeito estufa, que fazem a atmosfera da Terra guardar calor. Segundo o estudo, a produção de calor do Sol deve diminuir até 2100. Mas isso provocaria uma redução de apenas 0,08 grau centígrado na temperatura média da Terra. Pouco diante do aumento de 2,5 a 7 graus previstos pelos cientistas que avaliam as mudanças climáticas.
Ainda segundo a equipe britânica, mesmo que a produção do Sol caia para o nível mais baixo já registrado, que ocorreu entre 1645 e 1715, isso só faria a temperatura média da Terra diminuir 0,13 grau. Para os autores do estudo, os ciclos solares não são páreo para o aquecimento gerado pelas nossas alterações na atmosfera da Terra.
Época.com

Espaçonave Terra

A Nasa divulgou hoje sua mais nova versão em alta definição da "espaçonave Terra" vista da órbita. Conhecidas como "Blue Marble", essa série é mais uma demonstração da pequenês da Humanidade e seu mundo lar diante da vastidão cósmica. A imagem foi captada pelo satélite de observação da Terra Suomi NPP, o primeiro da nova constelação da agência espacial americana dedicada ao estudo do nosso planeta, tão lindo e tão mal cuidado.
Globo.com

Esforços constantes não têm diminuido as taxas de obesidade

Para a maioria dos adultos, os índices de obesidade se mantêm praticamente iguais há mais de uma década. Já para alguns grupos de mulheres não-hispânicas negras e de ascendência mexicana, porém, a taxa aumenta desde 1999. Segundo Katherine Flegal, do National Center for Health Statistics (NCHS), em seu estudo sobre o assunto não foi encontrada nenhuma indicação de que a prevalência da obesidade esteja em declínio em algum grupo. Para homens e mulheres de 20 anos e mais velhos em geral, a média do índice de massa corpórea (IMC) foi 28,7, próxima ao limite superior de excesso de peso, quase na categoria de obesos.
De acordo com um estudo do The Journal of the American Medical Association (Jama), entre as crianças a história é um pouco diferente. Na década passada, as taxas de obesidade em meninos foram maiores que as de meninas. Dados mais recentes mostram que 18,6% dos meninos com 2 a 19 anos são obesos, contra 15% de meninas nessa categoria.
O peso adicional pode começar a se acumular desde o nascimento ou mesmo na gravidez. Em 2009 e 2010, quase 10% dos bebês com menos de 24 meses pesava mais que o recomendado pelos padrões. Pesquisas recentes sugerem ainda que o peso da mãe durante a gravidez pode influenciar a possibilidade de seus filhos se tornarem obesos. O risco aumenta, também, com a idade: de acordo com o estudo do Jama, 12% das crianças entre 2 e 5 anos, 18% das entre 6 e 11 anos e 18% das entre 12 e 18 anos eram obesas.
“Crianças obesas podem ter riscos de sequelas de saúde a curto prazo e monitoramento de obesidade em longo prazo, até a idade adulta”, escreveram Cynthia Ogden e sua equipe, da NCHS, em seu estudo.
Como acontece com os adultos, a carga da obesidade é distribuída desigualmente entre os jovens. Quase uma em cada quatro crianças ou adolescentes não-hispânicos negros são obesos e cerca de uma em cada cinco crianças ou adolescentes hispânicas sofria de obesidade se comparadas com cerca de uma em cada sete crianças ou adolescentes brancos.
A relativa estabilidade da obesidade na década passada sugere que ela não se encaminha para um aumento exponencial, como muitos relatórios anteriores sugeriam. Mas, o dano atual para a saúde dos americanos, provocado pela obesidade, já é igual ao do fumo. Estimativas recentes sugerem que muitas consequências para a saúde, do diabetes a doenças cardíacas, somam uma conta anual de US$ 147 bilhões em despesas com saúde, que não inclui outros prejuízos documentados, como diminuição da produtividade e da qualidade de vida.
Scientific American.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Frase

"Decisões apressadas, aquelas que vêm fáceis, sem hesitação,
              são as que nos perseguem para sempre".
                                                        (Sympathy for the Devil)

El Niño, um velho conhecido dos índios...

Ossadas de 33 crianças e 63 camelídeos sacrificados há cerca de 800 anos foram encontradas na localidade de Huanchaquito, na região norte do Peru. A área foi o berço da cultura chimu, civilização andina que se desenvolveu entre os séculos X e XV. Os especialistas trabalham com a hipótese de que os sacrifícios seriam oferendas aos deuses para apaziguar a violência de fenômenos naturais como os provocados pelo El Niño. Segundo o arqueólogo francês Nicolas Goepfert, do Instituto Francês de Estudos Andinos, a descoberta é, até agora, uma das mais importantes realizadas na costa norte do país devido à grande quantidade de animais encontrados.
História Viva.com 

O impacto do lixo plástico no ambiente

Facilmente moldável, resistente, impermeável, de baixo custo, o plástico, sem dúvida, é um material indispensável hoje em dia. Em nome da praticidade, porém, ele é utilizado em embalagens e produtos descartáveis. Como não se degrada facilmente no meio ambiente - leva séculos para se decompôr, ele polui o solo e, principalmente os oceanos, formando verdadeiros entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água, o que causa a morte de animais. Os bichos também morrem ao consumir pedaços de plástico, por engano. Veja a seguir  o impacto e as soluções para o problema do plástico.
RECICLAGEM
  • Reciclagem do plástico: Teoricamente, as sacolas de plástico podem ser recicladas. Mas, na prática, há muitos obstáculos para que isso aconteça
ALTERNATIVAS
TIPOS DE PLÁSTICOS
National Geographic.com

Londres: Big Ben se inclina como a Torre de Pisa, diz comissão

A torre do Big Ben vem se inclinando cada vez mais, de forma semelhante à de Pisa, mas numa escala muito menor, pelo que uma comissão parlamentar britânica decidiu nesta segunda-feira encarregar-se, sem pressa, de um fenômeno atualmente visível a olho nu. Segundo uma investigação oficial, com conclusões publicadas em 2010, a inclinação do Big Ben foi acentuada em agosto de 2003 por motivos desconhecidos, e aumenta anualmente 0,9 mm.
Um porta-voz da Câmara dos Comuns relativizou o risco e a urgência do assunto, ao informar à AFP que os deputados vão "estudar se convém pedir às autoridades que comecem a pensar em formas eventuais de renovar Westminster". O palácio, que possui algumas partes remontando ao século XI, abriga as duas câmaras do parlamento britânico e a torre do relógio de 96 metros de altura concluída em 1859, conhecida como a do Big Ben, mas que na realidade é o nome do maior de seus sinos, de 13 toneladas de peso.
"É o começo de um processo muito, muito longo", uma vez que o exame preliminar pode durar entre 15 e 20 anos, precisou o porta-voz. "Não há nenhum perigo imediato", comentou para a BBC John Burland, especialista do Imperial College de Londres.
Ao ritmo atual, "serão necessários 10.000 anos para se chegar ao ângulo da Torre de Pisa", acrescentou. Segundo ele, a inclinação da torre e as rachaduras constatadas no palácio de Westminster remontam provavelmente a muitos anos, não estando diretamente ligadas às construções de um estacionamento subterrâneo de cinco andares e a uma nova linha do metrô, no final do século XX.
Os deputados encarregados da gestão patrimonial do palácio de Westminster devem examinar todas as opções, incluídas as mais radicais como a demolição, o aluguel ou a venda. Estas últimas possibilidades "seguramente não fazem parte da reflexão oficial", comentou um porta-voz da comissão. Segundo o jornal Daily Telegraph, a medida de recompra interessaria a "promotores estrangeiros", que poderiam ser russos ou chineses.
Estadão.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Frase

          "Perder-se é uma maneira de fazer novos caminhos
          e quebrar a rotina. Ninguém acha um atalho sem se
                          perder antes". (Fabrício Carpinejar)

Malvinas vira foco de tensão entre Argentina e Grã-Bretanha 3 décadas após a guerra

A recente troca de acusações entre dirigentes da Argentina e da Grã-Bretanha ameaça deteriorar e relação entre os dois países e reacende os temores de uma possível escalada na tensão entre as nações, que foram à guerra há quase 30 anos.
Mais uma vez, o centro da discórdia são as Ilhas Malvinas, o pequeno arquipélago 500 km ao leste do extremo sul da Argentina, anexado pela Grã-Bretanha desde 1833.
Nesta semana, o premiê britânico, David Cameron, respondendo a novas iniciativas do governo Cristina Kirchner para pressionar por negociações sobre o futuro das Malvinas (chamadas de ilhas Falkland pelos britânicos), acusou a Argentina de estar adotando uma postura "colonialista", afirmação respondida no mesmo tom de acusação por ministros argentinos.
Desde o fim do conflito, deflagrado em abril de 1982, a Argentina insiste que negociações bilaterais sejam abertas para tratar da soberania das ilhas, enquanto a Grã-Bretanha diz que não há o que discutir, já que os moradores do local querem permanecer cidadãos britânicos.
No entanto, enquanto David Cameron mantém a postura de seus antecessores, tanto conservadores quanto trabalhistas, seus colegas argentinos vêm desfechando uma ofensiva diplomática para fortalecer a sua posição.
Recentemente, o requerimento de Buenos Aires obteve o apoio da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), assim como da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Além disso, os países do Mercosul aderiram a uma moção para não permitir a entrada de barcos que levem a bandeira das Malvinas em seus portos, medida que Londres inicialmente classificou de "bloqueio".
 Em ocasiões anteriores, ambos os países afirmaram quem, acima de tudo, está o interesse de manter a paz. Mesmo a Argentina, que é parte demandante, disse várias vezes que sua reivindicação é pacífica.

Declarações ásperas

Observadores dentro e fora do Cone Sul concordam que a situação geopolítica mudou muito desde os anos 1980, quando ocorreu a guerra. Em geral, há um consenso de que um novo conflito armado é improvável. No entanto, as declarações recentes de ambas as partes chama a atenção por sua aspereza.
David Cameron disse que a questão das Malvinas foi tratada na última terça-feira com o Conselho de Segurança Nacional. "Devo me certificar de que nossas defesas estão em ordem", disse o primeiro-ministro aos parlamentares britânicos.
Já no início desta semana, um navio de cruzeiro que se dirigia à Antártida, ocupado por centenas de passageiros de diversas nacionalidades, foi impedido de desembarcar nas Malvinas por supostas questões de saúde.
O governo das ilhas afirmou que vários passageiros apresentavam um quadro de gastroenterocolite, motivo pelo qual foram impedidos de desembarcar. Relatos publicados na mídia indicaram a surpresa dos integrantes da tripulação do navio, diante do que consideraram uma medida extremamente rigorosa.
O episódio foi referido pela chancelaria argentina, que emitiu um comunicado criticando a ação do "governo ilegítimo e autodenominado" das Malvinas, acrescentando que esperavam que este não se tratasse "do enésimo ato hostil".

Colonialismo

As rusgas mais recentes foram verificadas na última terça-feira, quando a postura argentina foi chamada de "colonialista" pelo primeiro-ministro britânico. "Essas pessoas (os habitantes das Malvinas) querem continuar sendo britânicos, e a Argentina pretende o contrário", disse Cameron.
A resposta argentina veio por meio do ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman. "Chama a atenção que a Grã-Bretanha fale de colonialismo, quando é um país sinônimo de colonialismo", disse ele, durante viagem a El Salvador.
"Chama a atenção também que a Grã-Bretanha acuse um país como a Argentina, que é vítima de uma situação colonial, como expressaram as Nações Unidas ao definir as Malvinas como uma questão de soberania e colonialismo", acrescentou Timerman.
O ministro se refere a uma resolução da ONU emitida em 1965, onde a postura britânica é descrita como uma forma de colonialismo. Desde então, as Nações Unidas pedem que as duas partes negociem uma saída.
Em visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que a posição de seu país sobre as ilhas é "bem conhecida" e não vai mudar.
"Acreditamos na autodeterminação do povo das ilhas Falkland e apoiamos seus direitos", afirmou ele na quarta-feira.
BBC.com

Radiação de tempestade solar se aproxima da Terra

Cientistas afirmaram nesta segunda-feira (23) que a maior tempestade solar desde 2005 enviará radiações à Terra até a próxima quarta-feira.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que seu Centro de Previsões de Clima Espacial, no Colorado, observou a erupção solar no domingo às 14h (de Brasília). A radiação começou a chegar à Terra uma hora mais tarde e continuará até quarta-feira.
O campo magnético da Terra já está afetado por uma ejeção de massa da coroa solar, após uma erupção ocorrida na superfície do Sol na quinta-feira, 19 de janeiro, segundo os astrônomos.
A agência governamental afirmou que a tempestade ganha força e uma onda de radiação se dirige rapidamente à Terra.
"Devido a este fenômeno é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética", ressaltou um comunicado da NOAA. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou.
Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça-feira.
O problema principal desta radiação é a interferência com o funcionamento dos satélites e é um inconveniente em particular para os astronautas no espaço.
IG Ciência

domingo, 22 de janeiro de 2012

Grande piscina de água doce se expande no Ártico, diz pesquisa

Uma enorme piscina de água doce no Oceano Ártico está se expandindo e pode baixar a temperatura da Europa, ao diminuir a velocidade da corrente oceânica, disseram cientistas britânicos neste no domingo.


Usando satélites para medir a altura da superfície do mar de 1995 a 2010, cientistas do University College of London e do National Oceanography Centre descobriram que a superfície oeste do Ártico subiu cerca de 15 centímetros desde 2002.

O volume de água doce aumentou em pelo menos 8.000 quilômetros cúbicos, ou cerca de 10 por cento de toda a água doce do Oceano Ártico.

O aumento pode ser devido aos fortes ventos do Ártico que fazem com que uma corrente oceânica chamada Beaufort Gyre aumente, fazendo o nível do mar se elevar.
O Giro Beaufort é uma das correntes oceânicas menos compreendidas do planeta. Alguns cientistas acreditam que os ritmos naturais do Giro podem ser afetados pelo aquecimento global e isso pode trazer graves complicações para a circulação do oceano e no aumento dos níveis do mar.

Modelos climáticos sugerem que o vento soprando na superfície do mar formou uma cúpula no meio do Giro Beaufort, mas existem poucos estudos para confirmar isso.

De acordo com a pesquisa, se o vento mudar de direção, o que aconteceu entre meados da década de 1980 e meados da seguinte, a piscina de água doce poderá vazar para o resto do Oceano Ártico e até mesmo para o norte do Atlântico.

Isso poderá esfriar a Europa ao diminuir uma corrente oceânica vinda da Corrente do Golfo, que mantém o clima da Europa relativamente moderado, comparado a países com latitudes semelhantes.
"Nossas descobertas sugerem que uma inversão do vento poderá resultar na liberação dessa água doce para o resto do Oceano Ártico e além", disse a principal autora do estudo publicado no Nature Geoscience Journal, Katharine Giles.
Estadão.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

Frase

Os chefes dourados do Panamá

No meio de uma campina crestada de sol na região central do Panamá, os objetos de ouro são retirados da terra, pela equipe da pesquisadora Julia Mayo.  Julia e seus colaboradores decidiram, em 2005, realizar levantamentos geofísicos na localidade panamenha de El Caño, assim chamada por causa de uma queda-d’água na região. Nas sondagens, a equipe conseguiu identificar um círculo de túmulos havia muito esquecido.
Em 2010, a arqueóloga e seus colegas cavaram ali um poço com 5 metros de profundidade e recuperaram os restos mortais de um chefe guerreiro recoberto de adornos de ouro – dois peitorais entalhados, quatro braçadeiras, um bracelete com sinetas, um cinto de contas ocas de ouro, 2 mil pequenas esferas dispostas como se antes estivessem costuradas em um cinturão e centenas de contas tubulares que formavam um padrão em ziguezague recobrindo uma das pernas. Tudo isso já seria uma descoberta sensacional, mas na verdade não passava do começo da história. Julia Mayo descobrira um tesouro extraordinário.
No ano passado, sua equipe voltou ao sítio durante a estação seca, de janeiro a abril, e exumou outra sepultura que se mostrou tão opulenta quanto a primeira. Dois peitorais de ouro, um frontal e outro dorsal, quatro braçadeiras e uma reluzente esmeralda não deixavam a menor dúvida quanto à importância de seu ocupante. Ao lado dele havia um bebê também ataviado de ouro – talvez o filho do potentado. Sob os restos mortais de ambos foi encontrada uma camada de esqueletos humanos emaranhados, que, acreditase, eram escravos ou prisioneiros de guerra sacrificados. Testes de carbono 14 situaram o sepultamento por volta do ano 900 – ou seja, na época em que a civilização maia, 1,3 mil quilômetros a noroeste, começava a declinar.
Mal a equipe teve tempo de catalogar os novos achados e outro conjunto de objetos de ouro foi identificado. Reluzentes nas paredes do poço, os artefatos assinalavam os limites de mais quatro túmulos. Como a temporada das chuvas estava prestes a começar, técnicos e cientistas tiveram de apressar-se a fim de retirar todo o tesouro antes que a cheia de um rio próximo inundasse o sítio.
Esse não foi o primeiro tesouro arqueológico encontrado no Panamá. A 3 quilômetros do local em que Julia agora trabalha, escavações no sítio Conte haviam revelado uma das mais espetaculares coleções de artefatos já descobertas no hemisfério ocidental. Essas relíquias vieram à luz no começo do século 20, quando a cheia de um rio arrancou a camada superficial do solo em um pasto. Peitorais, pingentes e outros requintados objetos de ouro começaram a despencar das sepulturas e tombar nas margens.
Atraídos pelas notícias do antigo cemitério, arqueólogos da Universidade Harvard enfrentaram, em um navio a vapor, a travessia de seis dias entre Nova York e a Cidade do Panamá, de onde seguiram até o sítio Conte. Ao longo de quatro temporadas, sufocados por temperaturas que chegavam aos 38ºC, eles exploraram mais de 90 sepulturas, muitas delas “habitadas” por corpos adornados com ouro e outros objetos: cerâmicas, entalhes de ossos de baleia, colares de dentes de tubarão, ornamentos de ágata e serpentinas polidas.
Em relatório divulgado em 1937, o arqueólogo Samuel Lothrop, de Harvard, identificou os antigos ocupantes do Conte como pertencentes a um dos grupos indígenas que tiveram contato com os espanhóis quando estes conquistaram a região no início do século 16. À medida que avançavam através do istmo, os espanhóis escreviam crônicas minuciosas do que encontravam. Na região do sítio, toparam com comunidades pequenas e beligerantes que disputavam o controle de campos, florestas, rios e águas costeiras.
National Geographic.com

Ano Novo chinês

Em comemoração ao Ano-Novo Chinês e aos 200 anos da imigração chinesa no Brasil.
São esperadas 150 mil pessoas para assistir aos espetáculos de música, danças folclóricas, palestras, lutas marciais e outras manifestações artísticas e culturais, em São Paulo. Em uma das principais vias, da cidade, decoradas com as charmosas lanternas vermelhas, haverá diversas barraquinhas de comidas típicas e produtos artesanais.
Na China,
Os preparativos para a festa mais importante do país já começaram. Nos quinze dias que antecedem o Ano-Novo, os chineses retornam à cidade de origem para se reunir com a família e encontrar os amigos.
Na segunda-feira (23) é celebrada a chegada do ano 4.710 e, também, o início do signo do dragão no horóscopo chinês. Na ocasião, uma das tradições é fazer banquetes com pratos à base de peixes, o que simboliza fartura e prosperidade. Outros costumes são presentear as pessoas com dinheiro dentro de envelopes vermelhos e realizar a queima de fogos para espantar as energias negativas.

Combate à pirataria ou à liberdade de expressão?

No final de janeiro o Congresso americano votará sobre as leis de Combate à Pirataria On-line (Stop Online Piracy Act – Sopa –, em inglês) e Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (Protection IP Act – Pipa –, em inglês), que propõem grandes mudanças relacionadas à pirataria virtual de direitos intelectuais. De acordo com essas propostas, sites como Google e Facebook devem bloquear o acesso a sites com conteúdos considerados suspeitos, ou poderão ser acusados de difundir pirataria. Além disso, essas empresas seriam responsáveis pelos conteúdos protegidos por direitos autorais publicados ou compartilhados pelos internautas. Outros pontos envolvem o bloqueio de serviços de pagamento on-line em links considerados suspeitos de desrespeitar propriedades intelectuais, e remoção de indicação, em páginas de busca, de sites vistos como possíveis fraudulentos. Assim, a inclusão só poderia ser refeita após análise judicial e sites de relacionamento poderiam ser punidos caso algum usuário postasse algo relacionado à pirataria. Como os americanos dominam boa parte do território virtual, as consequências dessas leis, caso sejam aprovadas, uma das questões debatidas, inclusive, serão sentidas em todo o mundo. Uma das questões debatidas é a possibilidade de cancelamento, mesmo sem decisão judicial, de sites estrangeiros – brasileiros entram nesse grupo – acusados de violar direitos autorais.
Muitas pessoas e empresas como Twitter e Wikipedia são contra a proposta, defendendo a ideia de que uma lei desse gênero afetaria diretamente à liberdade de expressão, conquistada com muita luta ao longo de décadas. Como forma de protesto, algumas páginas virtuais permaneceram fora do ar no dia (18). Já alguns ativistas publicarão “faixas de protesto” em seus sites. Ao tentar acessar páginas americanas como Wikipedia e WordPress, o usuário visualizava um texto informativo sobre a paralisação e podia assistir a um vídeo que explicava sobre a proposta e a greve. Já os famosos doodles do Google foram substituídos por uma tarja preta, em sinal de luto. Representantes da entidade Motion Picture Association of America (MPAA), que investe pesadamente na criação de filmes e programas de televisão, não aprovam a atitudes dos “gigantes” e consideram que a paralisação é abuso de poder. Apesar de muitos também não concordarem com a aprovação da lei e de o site SoftwareLivre.org estar tentando mobilizar páginas brasileiras a participar do protesto, até o momento não foi vista uma paralisação em massa no Brasil.
Scientific American.com 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Frase

Pesquisadores brasileiros coletam lixo centenário na Antártida

O grupo de pesquisadores da UFMG que faz pesquisas na Antártida é uma exceção. Enquanto a maioria dos cientistas vai até lá para estudar características naturais do continente, esse grupo formado por antropólogos e arqueólogos foi investigar a presença humana. As expedições anuais da universidade para o arquipélago de Shetland do Sul, região um pouco menos gelada, buscam resquícios da ocupação local. A procura deles é por objetos deixados por pessoas que não estão nos livros de ciência, mas fazem parte da trajetória no lugar.

Nas 3 viagens feitas até agora, os pesquisadores coletaram sapatos, roupas, peças de metal e de cerâmica e cachimbos dos séculos 17 e 18. Os objetos foram deixados por caçadores de pele de foca (que rendiam roupas valiosas) e de gordura de elefante-marinho(útil na iluminação de ruas). Os exploradores da instituição mineira passavam 3 meses na região e depois eram levados de volta para casa. “Procuramos por tudo que possam ter descartado”, diz o antropólogo e professor da UFMG Andrés Zarankin, atual coordenador do grupo. “Esse material é a única informação que existe sobre essas pessoas.”
A partir de 2013, imagens dos objetos coletados na região vão estar disponíveis online. Os pesquisadores também vão postar fotos online ainda durante as expedições — no início de 2012, eles partem para mais uma quarta. Com as novas tecnologias, o trabalho no gelo poderá ser acompanhado em tempo real de qualquer lugar do mundo. Assim, mais gente irá conhecer um pouco mais sobre o continente ermo e gelado, cuja população já foi muito além dos pinguins.
Galileu.com

2011 foi o 9º ano mais quente desde 1880, diz a Nasa

A temperatura média global no ano passado foi a nona mais alta já registrada, mantendo uma tendência ligada ao efeito estufa, que fez com que nove dos dez anos mais quentes ocorressem desde 2000, disseram cientistas da Nasa na quinta-feira.
Outro relatório, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), disse que a temperatura média nos Estados Unidos em 2011 foi a 23a mais alta já registrada.
De acordo com nota divulgada pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, a temperatura média da superfície terrestre em 2011 foi 0,92 grau Celsius superior à temperatura-base do século 20. Os registros mantidos pelo instituto começaram a ser feitos em 1880.
Os primeiros 11 anos no novo século foram notavelmente mais quentes do que os de meados e final do século 20, segundo James Hansen, diretor do instituto. O único ano do século 20 a emplacar entre os dez mais quentes foi 1998.
A temperatura no ano passado ficou elevada apesar do fenômeno climático La Niña, um resfriamento das águas do Pacífico, e da baixa atividade solar dos últimos anos, segundo Hansen, que há anos está envolvido em campanhas contra o aquecimento global provocado por fatores humanos.
O relatório da Nasa atribui o aquecimento atual em grande parte à forte concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, em especial do dióxido de carbono, emitido por diversas atividades humanas, principalmente os transportes, o desmatamento e a geração de energia termoelétrica,
Os atuais níveis de CO2 na atmosfera superam 390 partes por milhão, disse a Nasa comparando essa cifra às 285 partes por milhão em 1880, e às 315 em 1960.
O ano passado também foi de recordes climáticos nos EUA, que teve 14 desastres climáticos e meteorológicos com impacto econômico igual ou superior a 1 bilhão de dólares cada um, segundo a NOAA. A cifra não inclui uma nevasca no final de outubro no nordeste dos EUA, que ainda está sendo analisada.
O Centro Nacional de Dados Climáticos da NOAA disse que a temperatura média de 2011 para o território contíguo dos EUA foi de 12,1 grau Celsius, o que é 0,56 grau Celsius acima da média do século 20. A precipitação média no país esteve próxima do normal, mas isso mascara recordes de chuvas e secas, segundo a agência.
IG Ciência.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Frase

Arquiteto cria "árvore marinha" gigante contra a poluição

 O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?
Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora  – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".
Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.
Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam. 
O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.
Exame.com

Decisão sobre sistema de medição do tempo é adiada para 2015

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) adiou nesta quinta-feira até 2015 a decisão sobre se mantém ou elimina o segundo bissexto (ou adicional), fração de tempo acrescentada a cada determinado número de anos para manter a hora sincronizada com a rotação da Terra.
Fontes da UIT, organismo dependente das Nações Unidas, informaram à Agência Efe que o adiamento, adotado na Assembleia de Radiocomunicações realizado recentemente em Genebra, se deve ao fato de "alguns países argumentarem que não tinham elementos suficientes para tomar uma decisão definitiva".
Estes países pediram mais tempo para poder realizar estudos complementares que permitam chegar a uma conclusão dentro de três anos no seio da UIT, cuja intenção é que qualquer possível mudança ou manutenção da política atual seja feita por consenso.
A eventual mudança tem caráter científico e histórico, já que até agora é a "hora solar" - marcada pela rotação da Terra sobre seu próprio eixo e sua órbita ao redor do sol - que serve para medir o tempo em função das observações astronômicas.
Porém, a rotação da terra experimenta variações causadas pela diminuição de sua velocidade e por eventos como terremotos e erupções vulcânicas, por isso que a cada certo tempo deve ser agregado um segundo na hora dos relógios atômicos, de extraordinária precisão, nos quais se baseia a Coordenada Universal de Tempo (TUC, na sigla em inglês).
É a mesma lógica por trás dos anos bissextos, que permitem manter o tempo sincronizado com o sol, mas ninguém fala por enquanto de reformular sua existência, já que o impacto dos dias 29 de fevereiro é muito maior que o dos segundos adicionais.
A proposta de eliminar o segundo adicional, defendida entre outros pelos Estados Unidos e rejeitada por Reino Unido, Canadá e China, busca uma padronização do tempo, que evitaria, por exemplo, a defasagem dos sistemas de posicionamento global (GPS) e a TUC.
O sistema GPS apareceu nos anos 1980 e, na época, considerou-se que era complicado demais introduzir o segundo bissexto, porque causaria erros, de modo que se decidiu que funcionasse com sua própria hora, razão pela qual atualmente há uma diferença de entre 15 e 17 segundos em relação à TUC.
A eliminação desse segundo também não requereria, como ocorre agora, ajustar os relógios atômicos, nem os sistemas de telecomunicações e informáticos cada vez que se acrescentasse um segundo a um ano, argumentaram perante a UIT os partidários da mudança.
"Esses ajustes criam um problema porque devem ser feitos manualmente já que não se pode prever quando serão necessários. Só é possível saber alguns meses antes e sempre há uma margem de erro, portanto é preciso realizar testes posteriores", disse o chefe do Escritório de Freqüências do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França, Vincent Meens.
"É impossível prever em que ano deveremos adicionar um segundo bissexto. Às vezes há um segundo adicional a cada ano ou podemos estar três ou quatro anos sem ele", explicou.
No entanto, Meens reconheceu que com esta medida haverá "um desvio da hora da Terra em relação à hora atômica, que será mais ou menos de 1 minuto e 30 segundos por século".
Ou seja, a cada milênio o desvio seria de 15 minutos, um problema que, segundo os defensores da reforma, poderia ser solucionado inserindo um minuto adicional a cada 70 anos.
IG Ciência.com