sábado, 9 de julho de 2016

Milhares de satélites em torno da Terra permitirão internet mais barata para o mundo todo

Elon Musk, fundador da SpaceX (Foto: Divulgação/TED)
Elon Musk, fundador da SpaceX (Foto: Divulgação/TED)
 
A competição por um lugar no espaço já começou nos Estados Unidos. Empresas
como Boeing, SpaceX e OneWeb já entraram com uma licença na Comissão Federal de Comunicações do país (FCC, em inglês) para implementar constelações com centenas ou até milhares de satélites e prover banda larga acessível a todo o planeta. Elas aguardam regulamentação para ter o direito de operar.
A Boeing entrou com um pedido na semana passada. O plano inicial pretendido pela companhia é implantar 1.396 satélites em uma órbita terrestre considerada de baixa altitude dentro de seis anos depois da autorização. O sistema poderá chegar a quase 3 mil satélites, que terão o potencial de gerar uma internet de baixo custo até nas regiões mais remotas do planeta. Por enquanto, o plano não cobrirá residências, somente comércio e governos. A OneWeb pretende operar em uma altitude de 745 milhas da Terra e já afirmou que trabalha com uma empresa para prevenir colisões espaciais. Ela levantou US$ 500 milhões em junho do ano passado e assinou parceria com a Airbus Group, que ajudará na fabricação de 900 satélites.
"Todos estão tentando propor essas constelações maciças, chegar lá primeiro e tirar a vantagem de criar todo um novo mercado", afirmou ao jornal LA Times o especialista Marco Caceres, que é analista sênior da Teal Group. A motivação dessas companhias é investir em um nicho com potencial para aumentar expressivamente o número de usuários conectados à internet. 
No início de 2015, a SpaceX, criada pelo bilionário Elon Musk, também fundador da Tesla Motors, anunciou seu plano de lançar 4 mil satélites no espaço para gerar banda larga gratuita no mundo em até cinco anos. A empresa já pode contar com seu foguete Falcon 9 para entregar o satélite na órbita, mas parece não ter concentrado muitos esforços na tarefa desde então. A empresa informou que o desenvolvimento dessa rede poderá levar anos até ser finalizado e que manterá os detalhes do processo em segredo até lá. 
O maior desafio dessas empresas, apesar de ser gigantes, é o capital – além de gerar um serviço acessível com um custo tecnológico elevado. Aqui no Brasil, a americana Hughes, que opera em 100 países, passa a oferecer internet banda larga via satélite a partir de sexta-feira (1º). O serviço pode ser uma alternativa (diante da quebradeira atual), mas os preços ainda são salgados: o mínimo para um plano residencial é de R$ 249,90, com uma velocidade de 10 megabites por segundo. A Hughes estará presente em regiões de infraestrutura precária e pretende cobrir o território brasileiro inteiro até 2020.
Época.com
 

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