segunda-feira, 2 de junho de 2014

Presidente americano aprova novas regras contra o aquecimento global

Termelétrica a carvão no estado da Georgia, Estados Unidos. EUA aprovaram novas regras para limitar emissões das usinas a carvão (Foto: John Amis/AP)

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, um presidente decidiu regular a indústria do carvão para cortar as emissões de dióxido de carbono, o principal gás causador do aquecimento global. A Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) divulgou nesta segunda-feira (2) as medidas do presidente Barack Obama para cortar as emissões do setor.
A proposta define que os estados americanos deverão cortar em 30% as emissões de CO2 das usinas termelétricas a carvão até 2030. Para atingir essa metas, os estados poderão seguir quatro abordagens: usar tecnologia para melhorar a eficiência energética, substituir usinas a carvão por usinas a gás, investir em energias renováveis e atualizar as termelétricas já existentes.
O setor do carvão representa 38% das emissões dos Estados Unidos. Uma redução dessas emissões pode contribuir significativamente nos esforços para combater o aquecimento global e reacender as esperanças de que os Estados Unidos asssinem um acordo global de redução de emissões na ONU.
A medida foi classificadas como "histórica" pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, famoso pela série de livros e documentários sobre as mudanças climáticas. Ela também foi comemoradas por ONGs ambientais americanas. As regras não são ousadas ou impossíveis de serem cumpridas. Muitos estados americanos, especialmente os da costa leste do país, já estão no caminho e devem cumprir a meta muito antes de 2030. Isso acontece por causa da revolução do gás de xisto nos Estados Unidos. Substituir o carvão pelo gás natural faz sentido do ponto de vista econômico e ambiental.
Ainda assim, as medidas devem enfrentar o lobby de empresas do setor. As associações das usinas a carvão argumentam que os custos são muito altos para reduzir as emissões. O partido Republicano também deve criticar, já que Obama decidiu cortar emissões por meio de regulação, não por projeto de lei no Congresso. A última tentativa de Obama em aprovar uma lei ambiental foi barrada no Congresso em 2010.
Pensando nessa resistência, o governo Obama mudou a estratégia e passou a falar não na importância das medidas para o meio ambiente, mas para a própria população. "Não se trata apenas da extinção de ursos polares ou do derretimento das geleiras. Trata-se de proteger a nossa saúde e as nossas crianças", disse Gina McCarthy, da EPA, ao apresentar as novas medidas.
Época.com

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