terça-feira, 17 de março de 2015

Agência Espacial Européia prepara sonda que deve se aproximar do Sol

Elipse do Sol pela Terra. Imagens da sonda Solar Dynamics Observatory (SDO), feitas em abril de 2011.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) planeja enviar ao espaço uma sonda que se aproximará do Sol mais do que qualquer objeto criado pelo homem. A missão acaba de passar por um estágio crucial de pré-lançamento: a finalização do modelo estrutural e térmico da nave. Essa etapa foi realizada pela Airbus Defense and Spce, uma divisão da empresa Airbus voltada para o desenvolvimento aeroespacial. A nave será enviada para um laboratório da ESA em 23 de março, para passar por testes mecânicos. Seu lançamento está previsto para 2017.
O plano é que a nave cruze a órbita de Mercúrio, ficando a 42 milhões de quilômetros da estrela. O recorde atual de aproximação é da nave Helios 2, da Nasa: 43,5 milhões de quilômetros de distância, em 17 de abril de 1976. A Terra está a aproximadamente 150 milhões de quilômetros do astro.
A nave Solar Orbiter terá de lidar com treze vezes mais energia solar do que recebem os satélites que orbitam a Terra. Com isso, a temperatura da face voltada para a estrela chegará a 600 graus Celsius. Para que a nave não seja destruída, o calor terá de ser irradiado para o espaço. Um para-sol feito de camadas de titânio e material isolante foi desenvolvido para essa função. Com apenas 40 centímetros de espessura, ele vai direcionar a maior parte do calor para longe.
Observação do Sol - A sonda estudará a heliosfera, região periférica do Sol, preenchida pelo vento solar. Seu escudo terá pequenas aberturas para que instrumentos façam observações e medições do Sol. Essas aberturas poderão ser fechadas novamente caso algo dê errado com as ferramentas.
O recorde da ESA, porém, pode estar ameaçado antes mesmo de acontecer. A Nasa também planeja uma visita ao Sol, com a missão Solar Probe Plus, com previsão de lançamento em 2018 e expectativa de chegar a 6,2 milhões de quilômetros da estrela.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Tim Horbury, principal investigador da equipe que desenvolve um magnetômetro (instrumento que mede a intensidade de um campo magnético) para a missão da ESA, afirmou que as duas missões são complementares e só mostram a importância do assunto estudado.
Veja.com

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