Imagine um lugar onde o pôr do sol significa a escuridão total e quem quiser um pouco de luz para estudar ou trabalhar durante a noite precisa recorrer a lampiões de querosene, cuja fumaça é extremamente prejudicial à saúde. E onde recarregar um celular exige, muitas vezes, viajar dias até um posto comercial. Pelo menos 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem nessa condição de isolamento energético, sem acesso à rede elétrica. Mas uma nova invenção pode mudar isso.
É o SolarKiosK, um quiosque movido a energia solar, ou como chamam seus criadores, a empresa alemã SolarKiosk GmbH, uma “unidade de negócios atônoma”. O primeiro exemplar começou a operar há duas semanas num vilarejo remoto 200 km ao sul da capital da Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, assolado há décadas pela seca e problemas de abastecimento de comida.
O quiosque vende de tudo: alimentos, pilhas, lanternas, bebidas, medicamentos, cartões para celular, entre outros produtos típicos de um posto comercial convencional. Seu diferencial, no entanto, reside da oferta de energia, limpa e renovável, produzida pelos paineis solares no teto. O sistema fornece eletricidade para uma geladeira que funciona como frigrífico comunitário e também para recarga de aparelhos celulares ou computadores. Dependendo das condições do local, dá até para oferecer TV, internet e música.
Outro fato que torna o quiosque solar especial é que ele fornece trabalho para pessoas da comunidade, que são treinadas para gerir de forma eficiente o negócio sustentável. Em breve, outras regiões da Etiópia também vão contar com os quiosques solares. O objetivo de seus criadores é expandir o projeto para as regiões mais remotas de toda a África, onde 800 milhões de pessoas não têm acesso à energia. Para isso, a empresa busca apoio de investidores e Ongs.
Exame.com
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