segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Urso Panda: o super diplomata

Chineses apostam na simpatia da espécie como poderosa arma política, além de grande fonte de recursos. O lobby pelos Pandas mostra que a espécie tornou-se mais do que uma curiosidade zoológica. Com a ascensão da China moderna, o emissário preto e branco do país tornou-se um animal cada vez mais político.
Desde a década de 50, a China mima esse animal único como um tesouro nacional. Ele também se tornou a estrela proeminente de campanhas publicitárias ao redor do mundo, sem mencionar a conservação global. A decisão do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) de usar o panda como logotipo, há meio século, adicionou um verniz benfeitor ao atraente animal. Em resumo, há um imperativo cultural para se amar o panda.
Durante as décadas de 70 e 80, Beijing mandou mais de 20 pandas a um caminho diplomático, dando-os como presente a nações cuidadosamente selecionadas, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha.
Desde 1998, pares de pandas têm deixado a China em empréstimos mais eticamente satisfatórios, em que o zoológico estrangeiro deve comprometer-se aos mais altos padrões de cuidado, fazer todo o possível para que os animais se reproduzam, implementar um programa de pesquisa e desembolsar uma soma considerável (US$500 mil por ano) para a conservação do panda.
A maneira chinesa de conduzir o negócio dos pandas significa que os empréstimos não poderiam ser mais políticos. No caso de Edimburgo, que deve receber um exemplar em breve, um pedido de liberdade de informação feita pela Sociedade de Proteção de Animais Cativos revelou um nível impensável de lobby para qualquer outro animal, com o primeiro-ministro da Escócia, o ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown, o prefeito de Londres, e a família real tentando abraçar o acordo. Com toda a politicagem - selada com assinaturas de todos  e o governo chinês - é claro que a mobilização não tem a ver apenas com a conservação do panda.
O zoológico de Edimburgo poderia fazer mais em benefício de outras espécies ameaçadas, mas os US$500 mil não existiriam se não fosse pelos pandas angariadores de verbas em uma velocidade incrível, atraindo patrocinadores ávidos por serem vistos em uma luz benevolente aos olhos do mundo!

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